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A gigante Amazon passou a exigir de seus motoristas entregadores que tirem uma selfie antes de continuar o serviço. O intuito da medida é evitar que várias pessoas compartilhem a mesma conta Amazon Flex, aplicativo de motoristas da empresa e seus clientes não sejam atendidos por estranhos.

Os requisitos são exigidos apenas aos motoristas Flex que têm horários flexíveis e recebem US$ 18 a US$ 25 por hora. Por trabalharem como contratados independentes, esses entregadores usando seus próprios carros para as entregas, o que poderia facilitar as fraudes.

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A empresa também notificou os motoristas através do aplicativo Flex, informando que seus dados biométricos poderiam ser coletados a qualquer momento “para confirmar sua identidade de tempos em tempos” antes de solicitar as selfies.

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Milhões de usuários do aplicativo de fotos Instagram - e não apenas dezenas de milhares - tiveram suas senhas armazenadas em servidores internos em formato não criptografado, informou a rede social Facebook nesta quinta-feira, que revisou suas estimativas anteriores.

"Encontramos novas senhas do Instagram armazenadas em formato legível, e hoje estimamos que o problema tenha afetado milhões de usuários do Instagram", disse o Facebook em uma atualização de seu blog publicado em 21 de março.

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A empresa-mãe do Instagram revelou que as senhas de centenas de milhões de usuários haviam sido armazenadas em servidores internos de forma não criptografada, alegando que não havia violações de segurança, antes de assegurar que os problemas técnicos haviam sido resolvidos.

Também observou que o problema afetou "centenas de milhões de usuários do Facebook Lite", uma versão simplificada do site para conexões de Internet de baixa qualidade, "dezenas de milhões de outros usuários do Facebook e dezenas de milhares de usuáriosdo Instagram".

O grupo, que afirma ter 2,3 bilhões de usuários ativos em todo o mundo, também confirmou nesta quinta que nenhum uso mal-intencionado dessas senhas foi identificado.

Há mais de dois anos, o grupo tem lidado com repetidas controvérsias, desde a manipulação da rede para fins políticos por países ao gerenciamento dos dados dos usuários, que formam a base de seu modelo de negócios.

"Alexa, que tempo fará amanhã em Paris?" A pergunta ao assistente de voz virtual da Amazon parece banal, mas, apesar disso, é ouvida com atenção por uma equipe de analistas de dados.

Recentes revelações sobre a gigante americana colocam de novo no banco dos réus o tema dos dados pessoais espalhados na internet.

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Durante nove horas por dia, equipes da Amazon, que trabalham em todo o mundo, ouvem milhares de áudios captados por Alexa, o assistente virtual, através dos altos-falantes Echo.

Esta informação foi revelada por dois funcionários em Bucareste para a agência Bloomberg. Esses ouvintes humanos não são mencionados explicitamente nas condições de uso e venda da Amazon, que apenas mencionam gravações cujo objetivo é "melhorar a experiência".

Várias ofertas de emprego de "analista de dados" em Bucareste apareceram esta semana na plataforma online "Amazon Jobs".

Outra oferta, para ser "responsável pelo controle de qualidade", também na Romênia, diz que a Alexa "ouve milhares de pessoas todos os dias falando sobre diferentes tópicos (...) e precisa de nossa ajuda para dar sentido a esses áudios".

"Nós só registramos um número extremamente baixo de interações de um conjunto aleatório de clientes para melhorar a experiência de nossos usuários", afirmou a Amazon em um comunicado enviado à AFP.

"Os funcionários não têm acesso direto a informações que permitam identificar uma pessoa ou uma conta", acrescenta a empresa.

Na Europa, um regulamento sobre proteção de dados, em vigor desde maio, normalmente limita a quantidade de dados transmitidos e dá aos usuários a possibilidade de recuperá-los e excluí-los.

No Google e na Apple, que segundo a Bloomberg também recorrem a essas espionagens humanas, os processos aleatórios normalmente precisam impedir que qualquer informação pessoal seja transmitida nas gravações.

A Amazon propõe excluir esses arquivos, mas não menciona a possibilidade de interromper a transmissão de gravações.

"As condições gerais de uso são escritas por exércitos de advogados, destinam-se a proteger a empresa legalmente, não para informar o consumidor", adverte Caroline Lancelot-Miltgen, professora e pesquisadora da Audencia, especialista em questões de dados pessoais.

"São os consumidores que devem dizer 'chega'. Mas eles veem os benefícios imediatos destes objetos sem ter consciência dos riscos", acrescenta.

- Alternativas raras -

Ter um alto-falante conectado seria como ter um microfone em sua casa? Devemos pensar em cada palavra que falamos perto de um assistente virtual?

A princípio, não. Os objetos conectados estão configurados para serem ativados - e habilitados a gravar - apenas quando são solicitados.

Mas o assistente virtual pode confundir certos sons com a palavra-chave que o ativa.

Segundo a investigação da Bloomberg, que dá como exemplos uma mulher que canta no chuveiro ou uma criança que chora, estas gravações involuntárias não são pouco habituais.

Duas pessoas indagadas disseram, no entanto, que haviam interpretado os sons como se fossem indicação de uma agressão sexual.

"A voz é um fato biométrico, o perigo real é a usurpação da identidade através da cópia do traço vocal", diz Rand Hindi, membro do conselho nacional digital francês, e também fundador da Snips, uma empresa que propõe assistentes virtuais que funcionam sem internet.

Segundo ele, a possibilidade de constituir "um banco de dados de vozes que correspondam a todos os usuários da Amazon, fácil de confrontar com outro banco de dados externo, é um perigo real".

A controvérsia sobre o uso de dados pessoais por esses gigantes digitais deu origem a outro tipo de assistentes alternativos, como Snips, que tentam tirar proveito da desconfiança gerada pelo "GAFA" (Google, Apple, Facebook, Amazon).

A American Winston Privacy ou a Dutch Scalys sugerem, por exemplo, sistemas que fazem comunicações seguras com objetos conectados.

A empresa Smarte desenvolveu um módulo capaz de bloquear os microfones do Amazon Echo.

Essas iniciativas, no entanto, ainda são muito minoritárias contra esses gigantes: os assistentes vocais da Amazon e Google concentram mais de 60% do mercado mundial, de acordo com o gabinete da Canalys.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública decidiu instituir um grupo de trabalho para estudar a viabilidade de utilizar tecnologias de screening (rastreamento) para detecção de motoristas dirigindo sob efeito de substâncias psicoativas.

A portaria instituindo o grupo de trabalho está publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (12). Ela prevê que os seus integrantes terão um prazo de 12 meses para conclusão das atividades e, em seguida, apresentarem um relatório ao secretário Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

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O grupo de trabalho será composto por representantes, titular e suplente, da Senad, da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Polícia Rodoviária Federal. O trabalho será coordenado pelo representante da Senad.

Um suposto ataque hacker teria exposto dados de mais de 2,4 milhões de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (11). As informações dos usuários como nome, data de nascimento, endereço e CPF, teriam sido publicadas em um website, após uma falha de segurança no site do Ministério da Saúde ser descoberta.

O cibercriminoso, que se auto intitulou autor da ação, entrou em contato com a redação da UOL Tecnologia avisando que divulgaria os dados. De acordo com o site, ele faria isso porque já havia avisado o Ministério sobre a falha, mas nada teria sido feito.

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Apesar do susto, o órgão nega que as informações tenham sido realmente expostas na internet e afirma que a denúncia foi encaminhada para a Polícia Federal para investigação. “Após análise preliminar realizada pela pasta, não há indícios que as informações disponibilizadas são de origem da base de dados de usuários do Cartão Nacional de Saúde - CNS, pois foram realizadas consultas e não encontramos estes registros em nossa base nacional”, diz o comunicado do site oficial da pasta.

Depois da denúncia, o Departamento de Informática do SUS (DATASUS) reforçou as ações de segurança para garantir a proteção dos dados armazenados. Vazar dados pessoais de terceiros é crime previsto na lei de crimes cibernéticos (12.737/2012).  A pena prevista pode variar de três meses até três anos de prisão.

Brasileiros de todas as regiões do país poderão ter acesso a Identidade Digital já no próximo semestre. O anúncio foi feito no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que garante o acesso ao documento por mais de 90 milhões de pessoas.

De acordo com o órgão, “o programa Identificação Civil Nacional (ICN), responsável pela emissão do documento, também coletará as informações biométricas dos cidadãos não individualizados – isto é, os que ainda não têm as impressões digitais cadastradas”. Dessa forma, a Justiça Eleitoral dará a possibilidade de cidadãos não cadastrados possuírem o registro.

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Em um primeiro momento, a Identidade Digital será emitida apenas para tablets e smartphones. Porém, o número será incorporado aos documentos de identidade que são expedidos pelos estados. Além de contar com um número de identificação individual, a carteira também exibirá o número de outros documentos, como o CPF.

Documento único

Para aumentar a segurança dos cidadãos, o registro digital substituirá todos os outros documentos, utilizando dados biométricos de cada indivíduo para sua verificação. A autenticação será feita através da verificação de chaves de segurança.

Além disso, os dados que aparecem nos dispositivos móveis serão criptografados. O aplicativo da Identidade Digital apresentará ainda um QR Code diferente para cada novo acesso, entre outros detalhes de segurança.

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Pesquisadores da empresa de segurança UpGuard encontraram dados de 540 milhões de usuários do Facebook armazenados em servidores abertos, que não exigiam senha de acesso, o que permitia que qualquer pessoa pudesse acessar as informações.

Os dados vazados foram obtidos por dois desenvolvedores de apps terceiros que operavam dentro do Facebook, a empresa mexicana de mídia digital Cultural Colectiva e o estúdio de games At The Pool. As informações estavam armazenadas em servidores da Amazon.

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Com 146 Gigabyte de armazenamento, o pacote da Cultural Colectiva incluia comentários, curtidas, reações e nomes de usuários. Na pasta da At The Pool era menor, com apenas 22 mil usuários, mas era mais detalhado. Nele, estavam lista de amigos, interesses, fotos, check-ins e grupos.

Em nota, a rede social disse que "as políticas do Facebook proíbem o armazenamento de dados em um banco de dados público". A companhia também fez um pedido à Amazon para tirar do ar as informações.

Os pesquisadores da UpGuard tentaram contato com a Cultural Colectiva por duas vezes em janeiro, mas não tiveram resposta. Os dados só saíram do ar nesta quarta, 3, depois da agência de notícias Bloomberg pedir um comentário ao Facebook, que, em seguida, acionou a Amazon, que ocultou as informações.

O Facebook diz ainda que não há indícios de que os dados tenham sido usados.

O caso de soma à pilha de situações similares ocorridas no último ano. Em março de 2018, ocorreu o caso Cambridge Analytica, no qual os dados de 87 milhões de pessoas foram usados indevidamentes pela firma de marketing político. os dados foram obtidos por um app de terceiros, o thisismydigitalife. Em setembro de 2018, uma brecha expôs os dados de 50 milhões de usuários.

No último mês de março, surgiu a informação de que o Facebook expôs os dados entre 200 milhões e 600 milhões de usuários para os próprios funcionários, ao armazená-los sem criptografia.

É um dos maiores incidentes de privacidade de que se tem notícia. Em 2013, informações como nome e senha de 3 bilhões de usuários Yahoo! foram expostos depois de uma falha de segurança. Em dezembro de 2018, a rede de hotéis Marriot confirmou que os dados de 383 milhões de clientes foram roubados.

O Parlamento australiano aprovou nesta quinta-feira (4) uma legislação polêmica que prevê a pena de prisão para os executivos das redes sociais que não retirarem rapidamente conteúdos extremistas de suas plataformas.

As leis, aprovadas após o ataque contra duas mesquitas na Nova Zelândia transmitido ao vivo no Facebook por um supremacista branco, foram aprovadas na quarta-feira (3) pelo Senado e nesta quinta-feira pela Câmara de Representantes.

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O texto determina a punição à não retirada de imagens de "atos terroristas", assassinatos, estupros, torturas e sequestros, além de citar as responsabilidades das redes sociais e dos provedores de acesso.

Plataformas como Facebook e YouTube também podem ser multadas pelo valor de 10% de seu atual volume de negócios, o que representaria bilhões de dólares, caso não procedam a "retirada rápida" dos conteúdos em questão. Os executivos das plataformas podem ser condenados a até três anos de prisão

Empresas de tecnologia, especialistas e advogados criticaram o texto, que superou o trâmite parlamentar em tempo recorde e cujo futuro após as eleições legislativas de maio é incerto.

O primeiro-ministro australiano, o conservador Scott Morrison, que está em posição delicada para as eleições, destacou a responsabilidade dos gigantes da internet.

"Os grandes grupos de redes sociais têm a responsabilidade de tomar todas as medidas possíveis para garantir que seus produtos tecnológicos não são explorados por terroristas assassinos".

O Partido Trabalhista, na oposição, expressou reservas mas votou a favor do texto.

No dia 15 de março o australiano Brenton Tarrant, 28 anos, matou 50 fiéis em duas mesquitas de Christchurch, grande cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia, e exibiu as imagens ao vivo do massacre no Facebook.

Poucas horas depois, a empresa anunciou que havia retirado "rapidamente" 1,5 milhão de cópias do vídeo do ar.

O Law Council, a Ordem dos Advogados da Austrália, classificou a lei como "ato reflexo" e alertou para as possíveis "consequências involuntárias graves". Seu presidente, Arthur Moses, destacou que pode ser usada para calar informações e levar a uma censura da imprensa, "o que seria inaceitável".

Quem utiliza a plataforma de vendas OLX deve redobrar a atenção ao clicar nos anúncios. A Polícia Civil de Alagoas identificou um aumento de denúncias de estelionato referentes a compra e venda de veículos dentro da plataforma. No novo golpe um intermediário se envolve na compra e venda de um veículo que existe, enganando tanto o proprietário quanto o interessado no automóvel.

De acordo com a corporação a operação seria feita a partir de um anúncio já existente, que seria clonado e divulgado com um valor inferior, além de outros dados para contato. Dessa forma, o interessado passa a se comunicar com o estelionatário que age como um intermediário da compra, convencendo ambos (vendedor e comprador) a não conversar sobre valores na hora da visita ao veículo.

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Toda a operação é feita via WhatsApp e o falso intermediário desaparece assim que consegue o depósito do valor. Apesar dos números de telefones utilizados serem de Alagoas, as contas utilizadas estão em nome de laranjas, normalmente do Mato Grosso do Sul, o que dificulta as investigações. Nos últimos 30 dias, já foram registrados cinco casos envolvendo a OLX, todos ocorridos em Maceió.

No último Carnaval, as polícias do Rio de Janeiro e de Salvador do Rio de Janeiro detectaram e prenderam criminosos com a ajuda de câmeras equipadas com sistemas de reconhecimento facial. O uso dessa tecnologia em esquemas de segurança no Brasil ainda é incipiente, mas os players do setor relatam uma procura cada vez maior por soluções de biometria.

James Miranda, consultor especializado em reconhecimento facial, diz que é possível verificar um crescimento "de 20% a 30%" por ano nesse mercado, que também encontra espaço para expansão em condomínios residenciais e corporativos, além de atividades comerciais.

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"Independentemente da necessidade, verifica-se, nos últimos quatro anos, um aumento considerável na procura por essa tecnologia", acrescenta o especialista. Os sistemas se dividem basicamente em dois tipos: equipamentos que já contam com a tecnologia de biometria facial embarcada e softwares analíticos que utilizam outros aparelhos, como câmeras e celulares, para realizar sua tarefa.

"É exponencial o crescimento da utilização dessa tecnologia", conta Fernando Terzian, diretor da empresa Terzian, que fornece soluções de biometria facial. Ele aponta dois fatores para explicar o "aumento gigantesco" na demanda: a evolução da qualidade da avaliação facial, o que exige poder de processamento e algoritmos cada vez melhores, e a queda dos preços.

"Todos os softwares analíticos, principalmente de reconhecimento facial, possibilitam um controle melhor, realizado por menos gente. Isso não vai parar de crescer, será igual smartphone, uma coisa absurda", prevê Terzian.

A empresa apresentará no próximo mês de maio, em São Paulo, durante a Exposec, feira internacional organizada pela Cipa Fiera Milano e pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), câmeras de biometria facial com pontos de acesso à internet, além de outro modelo alimentado por energia solar e capaz de distribuir o sinal de wi-fi.

Terzian acredita que, em um primeiro momento, a demanda maior deve chegar do setor público, para depois se estender para o privado, como empresas e shoppings centers, por exemplo.

Miranda, por sua vez, ressalta que a simples instalação e divulgação de um sistema de reconhecimento facial em estabelecimentos comerciais já se torna "automaticamente um agente inibidor de roubos e assaltos".

Rio - O monitoramento realizado pela PM do Rio de Janeiro ocorreu de 1º a 6 de março, e as imagens das câmeras eram transmitidas para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), onde um sistema biométrico comparava os rostos filmados com fotos de foragidos. Em caso de compatibilidade, o software disparava um alarme.

O sistema foi testado durante o Carnaval de Copacabana, em 28 câmeras instaladas em pontos estratégicos. "As câmeras possibilitaram a captura de quatro criminosos com mandados de prisão em aberto, a apreensão de um adolescente que deveria estar cumprindo medida socioeducativa e a recuperação de um veículo roubado", diz uma nota da Polícia Militar.

"Mais importante do que o resultado numérico foi o aprendizado da equipe envolvida no projeto e a aplicabilidade do sistema.

Assim como havia sido planejado, o software só congelou a imagem e acionou o alarme quando as câmeras capturaram a fisionomia de pessoas procuradas pela Justiça ou a placa de veículo roubado, tendo com base os bancos de dados da Polícia Civil e do Detran", acrescenta o comunicado.

Da Ansa

O Facebook fechou mais de 2.600 contas em sua plataforma e no Instagram ligadas ao Irã, à Rússia, ao Kosovo e à Macedônia e que seriam "enganosas" e "falsas" por promover campanhas de manipulação.

A maior rede social do mundo explicou que as contas bloqueadas nos quatro países não eram necessariamente coordenadas de forma central, mas "usavam táticas similares na criação de redes de contas para enganar outras pessoas sobre de quem eram e o que estavam fazendo", explicou Nathaniel Gleicher, chefe de segurança cibernética da empresa.

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Gleicher disse que o Facebook, que realizou operações semelhantes nos últimos meses, fez progressos na eliminação de contas falsas, mas "é um desafio contínuo, porque as pessoas responsáveis são determinadas e bem financiadas".

Em uma operação anterior, o Facebook disse que removeu 513 páginas, grupos e contas ligadas ao Irã e que operavam no Egito, Índia, Indonésia, Israel, Caxemira, Cazaquistão e várias regiões do Oriente Médio e Norte da África.

Como em outras campanhas de manipulação, os usuários se faziam passar por "locais e entidades de mídia inventadas" e publicavam notícias sobre tópicos que incluíam sanções contra o Irã, tensões entre a Índia e o Paquistão, problemas no Oriente Médio e a crise na Venezuela.

Outras 1.907 contas ligadas à Rússia também foram bloqueadas por tentar influenciar com notícias sobre a política ucraniana, a situação na Crimeia e a corrupção.

O Facebook disse que 212 contas do Facebook originárias da Macedônia e do Kosovo foram bloqueadas porque seus usuários se faziam passar por pessoas da Austrália, Estados Unidos e Grã-Bretanha e compartilharam conteúdo sobre política, astrologia, celebridades e dicas de beleza.

No início deste mês, o Facebook disse que bloqueou as tentativas de manipular online na Grã-Bretanha e na Romênia usuários que procuravam espalhar o discurso de ódio e comentários hostis.

Em janeiro, o Facebook removeu centenas de contas do Irã que faziam parte de uma vasta campanha de manipulação que opera em mais de 20 países.

A Asus, uma das principais fabricantes de computadores do mundo, infectou sem saber milhares de seus produtos com um 'malware' depois que um de seus servidores foi atacado por hackers, confirmou a empresa de segurança cibernética russa Kaspersky Lab.

Mais de 57.000 pessoas instalaram sem saber o 'malware' através do programa de atualização de software da Asus, ao qual os hackers tiveram acesso.

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"O alvo do ataque estava assinado com um certificado legítimo e hospedado no servidor oficial da Asus para atualizações, o que permitiu que permanecesse sem ser detectado por um longo tempo", afirmou a Kaspersky.

O incidente, chamado de "ShadowHammer", demonstra a ameaça representada por este novo tipo de ataque, que instala programas malignos diretamente nos sistemas do fabricante.

A Asus, que fabrica desktops, laptops, smartphones e outros produtos eletrônicos, informou em um comunicado que atualizará seu software para "prevenir qualquer manipulação mal-intencionada na forma de atualizações de software ou por outros meios".

O governo de São Paulo divulgou nesta última sexta (22), o lançamento de um aplicativo que promete ajudar as mulheres que estão sob medida protetiva a pedir socorro e agilizar a ajuda acionando apenas um botão, o SOS Mulher, podera ser usado a partir de 1º de abril.

Segundo a Agência Brasil (Portal EBC), O SOS Mulher, promete permitir que as usuárias disparem uma mensagem de emergência a polícia militar com apenas o acionamento de um botão. O serviço está disponível para 70 mil pessoas que estão protegidas por decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

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Para fazer uso do aplicativo, é necessário baixar a ferramenta nas lojas virtuais do Google Play ou App Store. Logo depois será feito um cadastro para que as informações possam ser checadas pelo TJSP. O serviço poderá ser usado a partir de 1º de abril.

Ainda seguno a Agência Brasil, o comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Marcelo Salles, explicou que, ao acionar o aplicativo, o chamado será enviado diretamente ao setor responsável por enviar as viaturas para atender as ocorrências. O socorro ganha agilidade ao pular a etapa de triagem pela qual passam as ligações que são feitas pelo telefone 190.

Os pedidos serão atendidos pela viatura policial que estiver até 4 quilômetros de distância da pessoa sob proteção. O App também promete enviar os dados de localização do aparelho celular para a central da PM.

Salles também informou que será realizada uma grande campanha para difundir o serviço. “Vamos pedir para prefeituras municipais, sites de secretarias estado para que a gente coloque o banner para que todos saibam que está disponível esse serviço. Cartazes que ficarão afixados nas várias varas de família do Tribunal de Justiça, em todos os fóruns do estado de São Paulo” ressaltou.

 

O vice-presidente de engenharia, segurança e privacidade do Facebook, Pedro Canahuati, informou na tarde desta quinta-feira, 21, que, em janeiro, a companhia descobriu que senhas de milhões de usuários foram armazenadas em "formato legível" no sistema interno de armazenamento de dados da empresa, tendo em vista que o sistema é projetado "para sempre mascarar as senhas, usando técnicas que as tornam ilegíveis". Canahuati afirmou, ainda, que a questão foi resolvida, mas enfatizou que, por precaução, os usuários que tiveram o armazenamento da senha alterado serão notificados.

"Essas senhas nunca estiveram visíveis para pessoas de fora do Facebook e não encontramos nenhuma evidência de que alguém internamente violou ou acessou indevidamente essas contas", disse o executivo. De acordo com ele, a estimativa da companhia é de que serão notificados centenas de milhões de usuários do Facebook Lite, dezenas de milhões de usuários do Facebook e dezenas de milhares de usuários do Instagram.

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A Polícia Federal desenvolveu nos últimos anos uma metodologia de investigação para identificar os usuários da dark web, parte da internet cujo acesso é possível apenas com tecnologia que esconde a identificação do usuário. A utilização da dark web pelo dois atiradores para planejar o massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, que terminou com dez mortos e 11 feridos, na quarta-feira, 13, é uma das linhas de investigação do Ministério Público de São Paulo.

O núcleo de investigações cibernéticas do MP paulista vai apurar se Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, e o adolescente G.T.M., de 17 anos, responsáveis pelo ataque, mantiveram contatos em fóruns da dark web com pessoas que contribuíram no planejamento do crime ou no fornecimento das armas. A ação dos dois foi comemorada em um fórum localizado nessa parte da internet, que conta com um sistema de acesso específico que busca dificultar a identificação e os rastros dos seus usuários por meio de ferramentas como criptografia e embaralhamento de IPs, espécie de "CEP" do usuário na rede.

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O jornal O Estado de S. Paulo falou com investigadores e peritos com experiência nesse tipo de investigação que confirmaram se tratar de um tipo de apuração muito complexa. Segundo eles, não há anonimato na rede e é possível encontrar e identificar os criminosos que se escondem na dark web.

A principal dificuldade nesses casos, segundo relato de peritos criminais ao Estadão, é mapear a "infraestrutura" envolvida na hospedagem e armazenamento dos dados. Como o IP, responsável por identificar quem é o usuário da rede, fica sobreposto por várias camadas de "protocolos", é necessário um trabalho exaustivo para identificar os servidores em que as informações se encontram. Após o mapeamento, é necessário conseguir autorização para acioná-los. De posse da autorização judicial, começa, diz um investigador, a apuração tradicional.

Com a ajuda de ferramentas desenvolvidas pela própria PF, como o Iped, esses dados, normalmente em grandes quantidades, são espelhados e se dá início ao trabalho de análise.

Histórico

 

Em 2014, pela primeira vez na América Latina, a PF conseguiu mapear usuários da dark web que se valiam do anonimato para disseminar pornografia infantil. A operação batizada de Darknet resultou na prisão de 55 pessoas em 18 estados e no Distrito Federal. Além disso, os investigadores brasileiros conseguiram avisar outros cinco países - Portugal, Itália, Colômbia, México e Venezuela - sobre o envolvimento de seus cidadãos no esquema.

"Apesar da triste realidade de encontrarmos tantos abusadores, também é uma conquista para a sociedade a possibilidade de podermos investigar esses crimes", disse à época a delegada Diana Calazans Mann. "Poucas polícias no mundo obtiveram êxito em investigações na dark web, como o FBI, a Scotland Yard e a Polícia Federal Australiana", disse a PF em nota divulgada em novembro de 2016, após a segunda fase da operação.

O Facebook disse nesta sexta-feira (15) que rapidamente removeu o vídeo do ataque a mesquitas em Christchurch, Nova Zelândia, transmitido ao vivo pelo terrorista através da rede social, e ofereceu condolências às vítimas.

"A polícia nos alertou sobre um vídeo no Facebook logo após o início da transmissão ao vivo e rapidamente eliminamos as contas do Facebook e do Instagram do atirador, bem como o vídeo", afirmou o grupo no Twitter.

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"Também estamos eliminando qualquer elogio ou apoio a esse crime ou ao (s) atirador (es)", acrescenta o tuíte.

"Nossos pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e a comunidade afetada pelos terríveis tiroteios na Nova Zelândia", afirma ainda.

Procuradores federais de Nova York iniciaram uma investigação sobre o compartilhamento de dados de usuários do Facebook com outras empresas, muitas vezes sem autorização, revelou o jornal The New York Times nesta quarta-feira (13).

Segundo o jornal, um grande juri de Nova York exigiu oficialmente que "ao menos dois importantes fabricantes de smartphones" proporcionem informação sobre a investigação, que envolveria centenas de milhões de usuários.

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Facebook compartilha ou compartilhou um grande volume de dados de usuários com empresas de tecnologia, incluindo fabricantes de smartphones, através de "alianças" para compatibilizar sistemas operacionais e aplicativos.

A questão é se isto foi feito de maneira transparente com os usuários.

Consultado pela AFP, um porta-voz do Facebook declarou que "coopera com os investigadores e leva a investigação muito a sério (...), respondendo todas as perguntas".

Apenas nos Estados Unidos, a Comissão Federal de Comércio (FTC), a Comissão de Bolsa e Valores e o Departamento de Justiça investigam as práticas do Facebook envolvendo o compartilhamento de dados de usuários.

O Facebook informou nesta quinta-feira (7) ter fechado dezenas de contas falsas no Reino Unido e na Romênia que publicavam comentários de ódio político, um método comum de manipular a opinião pública nas redes sociais.

A empresa eliminou 137 contas no Facebook e no Instagram do Reino Unido de "ativistas de direita e antidireita", que costumavam mudar seus nomes e "operam contas falsas para se engajar em discurso de ódio e disseminar comentários divisórios em ambos os lados do debate político" no país, disse o Facebook em um texto postado em seu blog.

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"Estamos removendo essas páginas e contas com base em seu comportamento, não no conteúdo que publicaram", disse o chefe de segurança cibernética do Facebook, Nathaniel Gleicher.

"Em cada um desses casos, as pessoas por trás dessa atividade se coordenavam entre si e usavam contas falsas para dar uma imagem falsa de si mesmas e essa era a base de nossa ação", informou.

Esta é a última ação do Facebook para bloquear as atividades de manipulação pelo mundo. Antes, a rede social havia se concentrado em contas na Rússia e no Irã.

Gleicher relatou que a origem da ação foi uma investigação interna com a colaboração da polícia britânica e que o Facebook compartilhou suas descobertas com as autoridades.

Em uma operação separada na Romênia, o Facebook fechou 31 contas que publicaram notícias locais e questões políticas, incluindo "notícias do partido com assinaturas fictícias em apoio ao Partido Social-Democrata (PSD)".

A ação foi revelada um dia depois de o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmar que a rede social está pronta para se tornar uma plataforma "focada na privacidade" e na confidencialidade.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou na quarta-feira, 20, que apresentará em maio um projeto de lei contra o ódio na internet. O Palácio do Eliseu, porém, deve criar primeiro uma lei que puna plataformas online de conteúdo antissemita e racista.

Em seguida, o governo quer intensificar a formação sobre o uso de redes sociais. Segundo o presidente, o país adotará a definição jurídica de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, que incorpora o antissionismo. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Deputados britânicos defenderam o reforço da regulamentação aplicada às redes sociais, em particular ao Facebook, para impedir a divulgação de notícias falsas, em um relatório publicado nesta segunda-feira.

"Precisamos de uma modificação radical da relação de forças entre estas plataformas e o público. A era de uma autorregulamentação inadequada deve chegar ao fim", afirmou Damian Collins, presidente da Comissão de Cultura, Digital, Mídia e Esporte na Câmara dos Comuns.

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"Os direitos dos cidadãos devem ser estabelecidos legalmente, exigindo a adesão das empresas de tecnologia a um código de conduta inscrito na lei pelo Parlamento e supervisionado por um regulador independente", completou.

Esta comissão parlamentar interrogou o Facebook por vários meses, no âmbito de uma investigação sobre o fenômeno das "fake news" e seu impacto em votações recentes no Reino Unido, em particular o referendo sobre o Brexit em junho de 2016.

"Empresas como o Facebook não deveriam estar autorizadas a comportar-se como 'gângsteres digitais' no mundo online", afirma o relatório.

Em mais de 100 páginas, o documento também pede ao governo britânico uma "investigação independente" sobre a "influência estrangeira", incluindo a russa, e a desinformação no referendo do Brexit, assim como nas eleições legislativas de 2017 e no referendo sobre a independência da Escócia em 2014.

O Facebook está envolvido em vários escândalos, como as acusações de interferência russa em sua plataforma na eleição presidencial americana de 2016, assim como o fato da empresa Cambridge Analytica ter explorado com fins políticos dados dos usuários da rede social sem que eles tivessem conhecimento.

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