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Ele serve para estudar o pensamento do presidente Xi Jinping e memorizar suas frases mais conhecidas, mas um popular aplicativo de propaganda do Partido Comunista Chinês (PCC) também poderia estar sendo usado para espionar seus usuários, de acordo com um grupo que defende a liberdade na Internet.

O aplicativo, cuja página principal mostra uma foto do presidente Xi em um fundo vermelho, chama-se "Xuexi Qiangguo". Segundo a mídia chinesa, foi baixado 130 milhões de vezes desde o seu lançamento em janeiro pelo Departamento de Propaganda do Partido Comunista.

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Apresentado como uma ferramenta educacional, o aplicativo atribui pontos aos usuários quando eles compartilham artigos ou respondem a perguntas corretamente. Mas, por sua vez, os usuários também precisam fornecer uma infinidade de dados, como sua localização ou seu endereço de e-mail, diz o Open Technology Fund (OTF), um grupo financiado pelo governo americano que defende a liberdade na Internet.

As condições de uso do aplicativo também estipulam que os usuários podem ter que transmitir outros dados pessoais, como impressões digitais e o número do documento de identidade, dependendo das funções às quais desejam acessar.

Enquanto o Partido Comunista apresenta esse aplicativo como "um meio para os cidadãos demonstrarem lealdade e estudar seu país, o aplicativo os estuda", ironiza o OTF em seu site, referindo-se ao nome ambíguo do aplicativo.

Para chegar a essas conclusões, o Open Technology Fund se baseou em pesquisas da empresa alemã Cure53, especializada em segurança cibernética.

"Xuexi Qiangguo" escaneia o smartphone do usuário como se tentasse "averiguar quais aplicativos já foram instalados", aponta a empresa.

A investigação, realizada em agosto, limitou-se à versão Android do aplicativo. "É incomum ter tantos dados recolhidos", ressalta Jane Manchun Wong, especialista em segurança cibernética.

Suspeita-se que o governo chinês esteja recorrendo cada vez mais à tecnologia (câmeras de vigilância, reconhecimento facial) para vigiar sua população.

O governo também pede aos jornalistas chineses que utilizem o "Xuexi Qiangguo" para uma prova que deverão fazer no próximo mês para obter sua credencial de imprensa, segundo anúncio publicado semana passada.

Procurado pela AFP, o departamento de propaganda do Partido Comunista não respondeu sobre a questão.

O Twitter declarou nesta terça-feira que os líderes mundiais "não estão acima" das regras da plataforma e poderão ter suas mensagens apagadas por condutas que violem as normas do serviço.

Em uma declaração destinada a esclarecer suas políticas, o Twitter afirmou que se reserva o direito de adotar "medidas coercitivas" sobre tuítes ofensivos, especialmente os que incluem ameaças de violência ou revelação de informação privada.

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"Queremos deixar claro que as contas dos líderes mundiais não estão acima das nossas políticas" de controle, destacou a empresa.

Twitter assinalou ainda que adotará medidas contra qualquer conta que "promova o terrorismo" ou "ameaças claras e diretas de violência", assim como a divulgação de informação privada, como endereço e número de telefone de usuários.

A empresa também agirá contra a publicação de fotos e vídeos íntimos sem consentimento e qualquer conteúdo relacionado à exploração sexual infantil ou automutilação.

O anúncio ocorre no momento em que as redes sociais - especialmente Facebook - sofrem grande pressão para impedir declarações falsas e enganosas de líderes políticos.

Tanto Facebook como Twitter já declararam que não tentarão eliminar comentários "de interesse jornalístico" de líderes políticos, e o Facebook isentou os anúncios políticos do processo de verificação dos fatos.

A Nova Zelândia vai criar uma equipe de investigadores dedicada apenas a combater o extremismo na internet, enquanto o governo lida com as falhas que foram demonstradas após o massacre de Christchurch, anunciou a primeira-ministra Jacinda Ardern.

Ardern quer obrigar as empresas de tecnologia a adotar medidas drásticas contra o material extremista desde que um homem armado matou 51 fiéis muçulmanos em Christchurch em março e exibiu parte do ataque no Facebook.

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A primeira-ministra também admitiu que o massacre, que aconteceu em duas mesquitas desta cidade da Ilha Sul, revelou que o governo precisava aumentar os recursos para conter a propagação da violência na internet.

"Teremos uma equipe especial concentrada em captar e interromper conteúdo extremista violento em nossos canais digitais", disse.

"Funcionará de forma parecida a como procuramos material de exploração sexual infantil, trabalhando com os provedores de conteúdo online para captar e suprimir conteúdo nocivo", completou.

Ardern afirmou que o Departamento de Assuntos Internos contratará 17 especialistas para tarefas de investigação, forenses e inteligência.

Mais de 70 milhões de brasileiros com CNH tiveram seus dados expostos após uma falha de segurança no site do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN). O vazamento foi divulgado via denúncia anônima, feita ao site Olhar Digital, nesta terça-feira (9). Entre os dados expostos estão os do Presidente da República, Jair Bolsonaro.

A brecha foi descoberta por um pesquisador de segurança da informação que, durante três meses, explorou a falha. Por meio de testes ele descobriu que, ao inserir diferentes números de CPFs gerados aleatoriamente, o erro dava acesso ao banco de dados de todos os Detrans do Brasil. Os órgãos estaduais têm seus sistemas integrados e unificados, o que facilitaria a entrada de invasores. 

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Ao acessar o sistema era possível obter, apenas com o número de CPF, informações pessoais como endereço residencial, telefone, operadora, dados da CNH, foto, RG, CPF, data de nascimento, sexo e idade. Inclusive de personalidades públicas como o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos, Xuxa, Neymar, entre outros.

De acordo com o site, o pesquisador contou que entrou em contato duas vezes com o Departamento Nacional de Trânsito para notificar a falha, mas não obteve nenhum retorno. Na última semana ele voltou a acessar o site e descobriu que a página não mostrava mais informações da ficha cadastral, mas continuava ativa, o que permitiria que fosse explorada por algum invasor.

 No começo da semana o Google anunciou uma série de novos recursos para seus aplicativos, envolvendo o aumento da privacidade de seus usuários. Uma das ferramentas atualizadas foi o YouTube, que agora permite aos seus utilizadores a possibilidade de apagar automaticamente o tudo o que o usuário pesquisa e digita quando navega, bem como gravações de voz.

É possível escolher que os conteúdos sejam deletados do registros a cada 3 meses, a cada 18 meses ou manualmente. Após a clicar na opção de tempo a ferramenta oferece a opção de apagar todo o conteúdo na mesma hora ou "no futuro" - de acordo com as configurações do aplicativo. Depois do período escolhido o conteúdo sairá da conta do usuário permanentemente. 

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Em maio, o Google anunciou que seria possível apagar automaticamente o Histórico de Localização e as Atividades na Web e de Apps gravados por seus produtos, além de outras funções que tentam garantir ainda, mas a privacidade dos usuários. Um exemplo, é a recente adição do modo Anônimo no aplicativo Maps.

Deletar conversas de voz

E se você acha que apenas o auto-deletar não é suficiente, a empresa anunciou que nas próximas semanas, será possível deletar conversas gravadas na conta do usuário via comando de voz. De acordo com a companhia, não será preciso ativar nenhum desses recursos, uma vez que eles serão atualizados automaticamente e só funcionarão quando solicitados pelos usuários.

No caso do Assistente de Voz, se o período de mensagens que deverá ser apagado for superior a mais de uma semana de conversas, ele vai abrir diretamente a página das configurações para que seja possível completar essa solicitação. As novidades serão lançadas em inglês nas próximas semanas, e estarão disponíveis nos demais idiomas em breve.

Uma adolescente de 14 anos de idade morreu no sábado (28), no Cazaquistão, devido à explosão da bateria do seu celular enquanto o carregava sobre almofada de noite.

Aparentemente, a jovem estava ouvindo a música no celular e adormeceu com o aparelho ligado, informam veículos de comunicação locais. Na manhã do dia seguinte, o corpo da garota foi encontrado na sua casa, em Bastobe.

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Algumas horas depois, peritos confirmaram que o celular explodiu nas primeiras horas da manhã depois de superaquecimento por estar sendo recarregado. Não foi revelada a marca do celular e nem foram dados detalhes sobre se o carregador utilizado era original ou não.

Carregadores assassinos

O caso se soma a dezenas de acidentes similares reportados nos últimos meses de vários cantos do mundo. O risco de carregadores celulares já foi alarmado inúmeras vezes, principalmente quando são usados perto dos donos.

Um estudo realizado no Reino Unido pela organização Electrical Safety First ressaltou que de 64 carregadores genéricos da Apple, 58% falharam no teste de resistência elétrica. O relatório recomenda prestar atenção a dispositivos enquanto são recarregados.

Da Sputnik Brasil

A maratona de programação HackRibeirão chega a sua terceira edição procurando projetos tecnológicos a partir do tema “Soluções para o combate à corrupção”. O evento acontece nos dias 5 e 6 de outubro, no Supera Parque, e deve reunir cerca de 60 competidores para discutir, pensar e elaborar iniciativas relacionadas ao tema.

O hackathon foi divido em duas categorias: “Corrupção nos processos licitatórios e compras públicas”, e “Sistemas de denúncia no âmbito municipal”. Os competidores podem propor soluções para outros problemas dentro desses temas, mas é imprescindível que abordem e proponham soluções para uma das categorias, incluindo quais tecnologias, ferramentas, estruturas e conhecimentos serão utilizados e quais parceiros participarão da construção do projeto.

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Para participar é preciso ter mais de 16 anos (com autorização do responsável legal), divididos em equipes de 3 a 5 pessoas. O primeiro lugar levará R$ 2 mil, mentoria jurídica e imersão na CCM Tecnologia e o segundo lugar levará R$ 1 mil e imersão na CCM Tecnologia. A participação no evento custa por R$55 e as inscrições devem ser feita no site da Sympla.

O grupo europeu Airbus foi objeto nos últimos meses de ataques virtuais executados contra suas terceirizadas, informaram fontes das forças de segurança à AFP, que indicaram a possibilidade de uma espionagem procedente da China.

Nos últimos 12 meses foram registrados quatro ataques importantes contra terceirizadas da Airbus, afirmaram duas fontes dos serviços de segurança à AFP.

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As empresas terceirizadas afetadas foram o grupo francês de consultoria tecnológica Expleo, a construtora de motores britânica Rolls Royce e duas companhias francesas que a AFP não conseguiu identificar.

Procurada pela AFP, a Expleo "não confirma nem desmente" as informações. Airbus e Rolls Royce não comentaram o caso.

As fontes entrevistadas pela AFP suspeitam que os ataques podem ter sido executados por hackers que trabalham para a China, mas insistiram nas dificuldades técnicas para identificar formalmente os autores das ações.

O portal Hacker News relatou um erro no aplicativo do WhatsApp na função de excluir fotos enviadas.

De acordo com a publicação, a função "Apagar para todos" não funciona corretamente se o usuário contar com as configurações básicas do aplicativo.

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Neste caso, todas as fotos enviadas são armazenadas na memória do telefone do destinatário, e, caso o remetente decida apagar as imagens do histórico, os arquivos enviados permanecerão salvos no celular para onde foram enviados.

A vulnerabilidade abrange apenas smartphones com o sistema operacional iOS. Em telefones com Android, tudo funciona como se deve.

De acordo com a publicação, a empresa se recusou a remover este bug. Segundo WhatsApp, a principal tarefa da função "Apagar para todos" é eliminar mensagens de texto e não multimídia.

Da Sputnik Brasil

Cibercriminosos estão se aproveitando do início do saque do FGTS para aplicar mais um golpe através do WhatsApp. De acordo com um alerta emitido pela Polícia Federal (PF), circula no aplicativo uma mensagem com um link prometendo o pagamento retroativo e o saque dos valores do fundo de garantia, mas na realidade, não passa de uma forma inibidora de cooptar os dados das pessoas para usos ilícitos. 

Segundo a PF, o golpe possui a seguinte estrutura: a vítima recebe o link malicioso e quando o site é aberto há um questionário de quatro perguntas para ser respondida (Nº PIS/PSEP, data de nascimento, CPF e senha do Cartão Cidadão). Após enviar as respostas, a vítima é incentivada a compartilhar esse mesmo link com mais 10 contatos.

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De acordo com a empresa de segurança digital Psafe, o golpe do FGTS já atingiu mais de 100 mil brasileiros, totalizando mais de dois mil novos registros por hora.

Os dados roubados podem ser usados para adesão de cartão de crédito, constituição de empresas falsas, abertura de contas bancárias e em lojas comerciais, empréstimos ou compras e aplicar golpes em outros usuários.

Seguindo um calendário, os saques do FGTS iniciaram no dia 13 de setembro para quem tem conta na Caixa Econômica Federal. Já para quem não tem, a retirada dos valores estará disponível a partir de 18 de outubro. Os saques vão poder ser feitos até 31 de março de 2020.

Veja dicas de segurança para não cair em golpes:

1. Desconfie sempre de mensagens que você receber no seu aparelho celular;

2. Não acesse nem clique em links enviados em nome da Caixa porque nenhum órgão do governo federal se comunica com seus beneficiários através de links via WhatsApp; Se receber mensagens desse tipo, apague.

3. Nunca forneça a senha ou número do seu Cartão do Cidadão;

4. Não preencha nenhum cadastro para saque do FGTS fornecendo seus dados pessoais: CPF, identidade, endereço;

5. Em caso de dúvida, procure os canais e a página oficial do banco, na internet, no endereço fgts.caixa.gov.br, direto em suas agências ou através do telefone 0800-724-2019

6. Na dúvida, você pode checar se um link é seguro na página da Psafe 

7. Mantenha um bom antivírus instalado no celular.

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) instaurou processo administrativo contra a operadora TIM Celular por "suposto vazamento de dados e valores de dívidas dos consumidores por meio do serviço TIM Negocia". O despacho com a decisão está publicado no Diário Oficial da União (DOU). A empresa tem dez dias para apresentar defesa.

O DPDC informou que "teve conhecimento por meio da mídia de suposto vazamento de dados e valores de dívidas dos consumidores por meio do serviço TIM Negocia" e explicou que, em decorrência de uma brecha na plataforma, cibercriminosos poderiam acompanhar dados pessoais e valores de dívidas de consumidor.

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O órgão, que integra a estrutura da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública, disse ainda que, de acordo com a notícia que embasou a instauração do processo, "não se sabe por quanto tempo os hackers tiveram acesso ao sistema e nem dados de quantos clientes eles realmente conseguiram visualizar ao longo desse tempo".

Com a instauração do processo, a empresa será intimada para se manifestar em sede de Defesa Administrativa. A empresa poderá ser multada em aproximadamente R$ 10 milhões caso os indícios sejam confirmados.

Por sua vez, a TIM disse que foi vítima de um ataque criminoso de hackers e ainda não foi notificada da autuação da Senacon, quando apresentará defesa no procedimento administrativo.

Em nota, a empresa reiterou seu compromisso com os mais altos padrões de segurança da informação e afirmou que os dados dos seus clientes estão protegidos.

Se você acredita que educação online tem que ser ensinada desde cedo, acontecem no dia 28 de setembro, no Zak33 Gastro-Bar, em Casa Forte, dois workshops sobre segurança na internet para crianças e adolescentes. Os encontros serão ministrados por professores da Código Kid Jaboatão, que ensina programação e tecnologia para jovens.

O primeiro curso será para os pequenos de 6 a 10 anos, e o segundo para adolesentes entre 11 e 15 anos. Cada encontro terá duração de 30 a 50 minutos, com o objetivo principal de entender o comportamento das crianças também no ambiente virtual. Gratuitos, os workshops irão acontecer no primeiro dia do Formigueiro Zak Nerd, evento de cultura geek que ocorrerá nos dias 28 e 29 de setembro. 

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Os temas abordados durante o encontro serão adaptados para cada faixa de idade e devem tratar de cyberbullying, comportamento seguro em redes sociais, perigos online, como pedir ajuda, entre outros. Os cursos acontecem às 13h e 14h e, ao final de cada encontro, haverá um certificado e brindes para os participantes. As vagas são limitadas.

Para participar, é preciso realizar a inscrição através do Sympla e levar 1 Kg de alimento. O Formigueiro Zak Nerd irá arrecadar alimentos para o Núcleo de Apoio à Criança com Câncer (NACC) em uma gincana solidária que irá fazer alusão aos Cavaleiros do Zodíaco.

Confira os temas abordados:

Netqueta: eu tenho e você?

História dos meios de comunicação 

Internet das coisas

Comportamento seguro em redes sociais

Perigos online

Formas de defesa e comportamento seguro em redes sociais

A quem pedir ajuda?

Como se preparar para o futuro

Na semana passada, o Google publicou que diversos iPhones teriam falhas graves de segurança. Nesta sexta-feira (6), a Apple resolveu desmentir algumas das declarações feitas pela gigante da internet a respeito da segurança de seus telefones. O ataque teria dado a hackers acesso a conversas em aplicativos de mensagens e dados pessoais. 

Mesmo afirmando que as vulnerabilidades foram corrigidas em fevereiro, a Apple afirma ter recebido diversas mensagens de clientes preocupados com sua privacidade. A maçã decidiu negou algumas das afirmações feitas da empresa, inclusive, a que informava que a invasão teria sido feita em aparelhos em massa. 

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"A publicação do Google, feita seis meses após o lançamento dos patches para iOS, cria a falsa impressão de "exploração em massa" para "monitorar as atividades privadas de populações inteiras em tempo real", alimentando o medo, entre os usuários do iPhone, de que seus dispositivos haviam sido comprometidos. Este nunca foi o caso", garante a companhia.

De acordo com a Apple o ataque afetou menos de uma dúzia de sites que concentram conteúdo acessado por seus clientes. “Os ataques desses sites permaneceram operacionais apenas por um breve período, aproximadamente dois meses, e não ‘dois anos’, como o Google implica”, desmente a empresa. No comunicado, a Apple também afirma que todo o processo de correção foi feito em apenas 10 dias, após o conhecimento da vulnerabilidade e que, quando foram procurados pela gigante da internet, esses bugs já estavam sendo corrigidos. 

“A segurança do iOS é incomparável porque assumimos a responsabilidade total pela segurança do nosso hardware e software. Nossas equipes de segurança de produtos em todo o mundo estão constantemente interagindo para introduzir novas proteções e corrigir vulnerabilidades assim que são encontradas. Nunca interromperemos nosso trabalho incansável para manter nossos usuários seguros”, finaliza.

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O Google será multado em US$ 170 milhões em decorrência de uma investigação da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) sobre violações da privacidade de crianças no YouTube.

A plataforma de vídeos foi acusada de monitorar o histórico de visualização de crianças, usando seus dados, sem o consentimento dos pais, para vender milhões de dólares em anúncios direcionados a esse público. O governo avaliou que essa prática viola uma lei americana de privacidade infantil online.

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"O YouTube se aproveitou de sua popularidade entre as crianças para conseguir potenciais clientes corporativos", afirmou Joe Simons, presidente da FTC. "Quando se tratava de cumprir a lei (que proíbe a coleta de dados sobre crianças), a empresa se recusou a reconhecer que partes de sua plataforma eram direcionadas para crianças".

O acordo com a FTC e a promotoria geral de Nova York, que receberá US$ 34 milhões, é o maior desde que a lei que proíbe a coleta de informações sobre crianças menores de 13 anos entrou em vigor em 1998. A regra foi revisada em 2013 para incluir cookies, usados para rastrear o histórico de visualização de uma pessoa na internet.

Além da multa, o acordo proposto exige que a empresa se abstenha de violar a lei no futuro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os números telefônicos de 419 milhões de usuários do Facebook vazaram na internet - a descoberta foi feita pelo pesquisador de segurança Sanyam Jain, que encontrou os dados em um servidor sem senha, o que permitia que qualquer pessoa tivesse acesso aos dados.

Segundo o site TechCrunch, os dados eram de usuários dos Estados Unidos, Reino Unidos e Vietnã. Jain diz que encontrou diversos números associados a celebridades, mas não conseguiu localizar o proprietário do banco de dados vazado.

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Cada registro tinha o número de identidade de cada conta e seu respectivo número telefônico - algumas tinham o nome do usuário, o gênero e a localização. Em abril de 2018, após o escândalo da Cambridge Analytica, o Facebook barrou o uso de números telefônicos na plataforma.

Até então, era possível procurar um usuário na rede social usando seu número telefônico. Antes disso, a companhia também havia restringido o acesso de desenvolvedores independentes a números telefônicos.

O porta-voz do Facebook disse ao TechCrunch que os dados foram removidos antes da empresa cortar o acesso aos telefones. "As informações foram removidas e não encontramos evidência de que contas no Facebook tenham sido violadas."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), abriu um processo contra uma loja conceito da Hering, em São Paulo. A suspeita é de uso indevido de dados. Na última segunda-feira (2), o órgão instaurou um processo para investigar indícios de coleta de informações dos clientes sem o consentimento prévio.

A Hering Experience, localizada no Morumbi Shopping, faz uso de uma tecnologia específica para melhorar a experiência do usuário. A loja possui câmeras de reconhecimento facial que, além de identificar quais lugares com maior circulação de pessoas, também captam as reações dos consumidores às peças em exposição. Dessa forma é possível saber se determinado conjunto de roupas está sendo mais aceito ou não desperta tanto interesse. 

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A prática acabou não sendo vista com bons olhos pelo DPDC, que pediu explicações sobre o destino dos dados coletados. O órgão do Ministério da Justiça quer entender com quem seriam compartilhadas essas informações. Uma das preocupações do órgão do governo é que, no futuro, esses dados sejam usados para a criação de algum tipo de publicidade personalizada sem o consentimento dos analisados.

Além do DPDC, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também alerta para um risco à privacidade dos clientes que frequentam a loja. Se for considerada culpada, a Hering poderá ser multada em até R$ 97 milhões.

O que diz a empresa

Ao ser procurada para prestar esclarecimentos, a Cia Hering, responsável pela gestão da marca, afirmou que "diferentemente do que foi apontado, (a Hering) não realiza reconhecimento facial, mas, sim, detecção facial, por meio do qual estima apenas o gênero, a faixa etária e o humor dos consumidores, de forma anônima". 

De acordo com o jornal O Globo, a empresa afirma que esses dados  "não são tratados, armazenados ou compartilhados com terceiros", e que as informações são usadas apenas para gerar estatísticas que ajudem a entender os padrões de consumo da loja. "Sendo assim, não é necessário que se obtenha consentimento prévio do consumidor, assim como também afirma não haver violação dos direitos dos seus clientes", afirma a Hering.

A gigante chinesa de equipamentos de telecomunicação Huawei disse hoje que sofreu ataques cibernéticos dos Estados Unidos, que teriam vasculhado seus sistemas internos de informação depois de a empresa negar uma série de acusações.

A Huawei, que está no centro da disputa comercial entre EUA e China, também negou alegações contidas numa matéria do The Wall Street Journal de que teria roubado patentes para câmeras de smartphones.

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"O fato é que nenhuma das tecnologias principais da Huawei foi alvo de qualquer ação criminal, e nenhuma das acusações feitas pelo governo dos EUA foi apoiada por evidências suficientes", disse a empresa chinesa em comunicado. "Condenamos fortemente o esforço maligno e coordenado do governo dos EUA para desacreditar a Huawei e restringir sua posição de liderança na indústria" de tecnologia, acrescentou. Fonte: Dow Jones Newswires.

O Procon-SP multou o Google e a Apple, no Brasil, por conta do aplicativo FaceApp. A ferramenta, que virou febre entre os brasileiros mês passado, deixava as pessoas mais velhas ou com  sorriso no rosto através da manipulação das fotos cedidas pelos usuários. As empresas já haviam sido notificadas pelo órgão para esclarecer informações sobre as políticas de coleta, armazenamento e uso dos dados dos consumidores que acessavam o aplicativo, principalmente, pela falta de explicações em português, sobre o uso de imagem. 

De acordo com o Procon-SP, as multas foram estipuladas por haver desrespeito a regras previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), uma vez que as duas empresas são fornecedoras do aplicativo em suas plataformas e têm que ser responsabilizadas sobre dados essenciais dos produtos e serviços que ofertam. 

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Para o órgão, disponibilizar informações somente em língua estrangeira impossibilitaria que vários usuários tivessem conhecimento do conteúdo. “As informações em língua inglesa impossibilitam que muitos consumidores tenham conhecimento do conteúdo e contraria a legislação, artigo 31 do CDC. A informação adequada, clara e em língua portuguesa é direito básico”, afirma o órgão.

De acordo com o Procon-SP uma das cláusulas descritas no aplicativo prevê a possibilidade de compartilhamento dos dados do consumidor – “o conteúdo do usuário e suas informações” – com as empresas que fazem parte do mesmo grupo, prestadoras de serviços e organizações terceirizadas, violando o direito de não fornecimento a terceiros de seus dados pessoais e infringindo também o Marco Civil da Internet (artigo 7º, VII, Lei 12.965/14).

Além disso, há uma outra cláusula "que prevê que os dados do consumidor podem ser transferidos para outros países que não tenham as mesmas leis de proteção de dados que as do país de origem, o que implica em renúncia de direitos dos consumidores", o que seria uma atitude abusiva, segundo o órgão.

As penalidades aplicadas ficaram entre R$ 9.964.615,77, valor máximo estipulado pelo CDC, para o Google e R$ 7.744.320,00, para a empresa da maçã. As companhias informaram que não vão se pronunciar sobre o caso, que ainda cabe recurso. 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu o embarque de MacBook Pro de 15 polegadas, computador portátil da Apple, em voos operados no Brasil. A recomendação foi publicada no site da agência reguladora nesta quarta-feira, 28, e enviada para as companhias aéreas que atuam no país. "A recomendação é válida até que a fabricante realize a substituição dos modelos defeituosos", afirma a nota.

De acordo com a Anac, a restrição vem de "problemas detectados" em lotes de baterias de lítio fabricadas entre setembro de 2015 e fevereiro de 2017, que podem provocar explosões. A orientação da agência reguladora é que os dispositivos defeituosos não sejam transportados como bagagem de mão nem despachados no porão dos aviões, "dados os riscos que representam para as operações aéreas".

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A Anac orienta ainda que os passageiros chequem no site da Apple se o dispositivo está na lista de recall da marca. A agência, porém, não especificou como ocorrerá a fiscalização. De acordo com a agência, quem embarcar com o dispositivo "será orientado a manter o dispositivo desligado e não recarregar o aparelho durante o voo".

A lista completa dos produtos classificados como perigosos pelas regras internacionais de aviação civil pode ser consultada na página "O que posso transportar?", no site da ANAC.

Celulares que explodem

Essa não é a primeira orientação do tipo emitida pela ANAC. Em 2016, o Galaxy Note 7, da Samsung, começou a registrar faíscas e explosões durante voos comerciais em todo o mundo, o que levou à proibição do aparelho a bordo.

Após vários incidentes com o smartphone, mesmo após novas certificações de segurança, a Samsung decidiu suspender a produção do Galaxy Note 7. De acordo com a companhia sul-coreana, mais de 2,5 milhões de celulares precisaram passar pelo recall.

A companhia americana Amazon afirmou nesta quarta-feira (28) que mais de 400 departamentos de polícia dos Estados Unidos se uniram a sua rede "Ring Neighbours", um programa de combate ao crime que utiliza os vídeos gravados pelo interfone residencial digital desenvolvido pela empresa que tem gerado preocupações com as liberdades civis.

O programa "Ring Neighbours" (em tradução livre, "Campainha de Vizinhos) representa uma parceria incomum entre a empresa de tecnologia e as agências de aplicação da lei naquele país, através da qual eles ofereceram dispositivos Ring gratuitamente ou com desconto para os residentes como parte dos esforços de prevenção ao crime.

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A Ring, fabricante de dispositivos comprada pela Amazon por 839 milhões de dólares, afirma que seu interfone com vídeo e suas aplicações associadas ajudam a melhorar a comunicação entre os moradores e seus respectivos departamentos de polícia.

A comunicação entre o morador e a polícia se dá através do compartilhamento das imagens obtidas pelo aparelho com as forças de segurança. "Hoje, 405 agências usam o Neighbors, que permitem aos agentes da ordem pública interagir com sua comunidade local", disse o diretor-executivo da Ring, Jamie Siminoff, em seu blog.

Isto inclui "divulgar informação importante sobre crimes e atos de segurança em suas vizinhanças" e "pedir ajuda em investigações ativas emitindo solicitações de gravações de vídeo", explicou Siminoff.

Mas o programa também gerou temores entre grupos de defesa das liberdades civis de maior vigilância da polícia sem garantias de como os dados são coletados e armazenados.

Jay Stanley, analista de políticas da União das Liberdades Civis dos Estados Unidos, disse que o programa corre o risco de gerar grandes quantidades de dados carregados na nuvem da Amazon, que podem ser acessados por autoridades sem proteção da privacidade.

"Você tem duas instituições poderosas, a Amazon e a polícia, que cooperam para aumentar a vigilância nas comunidades americanas, e isso é um pouco assustador e desconcertante", disse Stanley.

"E a Amazon tem policiais para promover a Ring, servindo como agentes de vendas financiados com dinheiro público", disse. Mas a Amazon respondeu ao que chamou de notícias "enganosas" sobre o programa.

"Queremos deixar as coisas claras: os clientes, não as autoridades, têm controle sobre seus vídeos", disse a empresa em comunicado enviado por e-mail.

A Amazon disse que os vídeos são compartilhados somente se um cliente der o seu consentimento ou se tornar público e se os responsáveis pela aplicação da lei "precisarem passar pela equipe do Ring quando fizerem uma solicitação de vídeo aos clientes".

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