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O Brasil foi reconhecido no principal campeonato mundial de robótica, encerrado no último sábado (20), em Houston, Texas, nos Estados Unidos.

O País ficou em primeiro lugar nas categorias de design mecânico de robô e em segundo lugar em estratégia e inovação. Das dez equipes brasileiras que viajaram a Houston, cinco foram premiadas.

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Na First Robotics Competition (FRC), voltada a jovens de 14 a 18 anos, duas equipes levaram o "Rookie All Star", premiação máxima concedida aos iniciantes na disputa. A Robonáticos #7565 e a Octopus #7567, ambas do Sesi/Senai de São Paulo, foram as premiadas.

Design. Na First Lego League (FLL), para alunos de 9 a 16 anos, a equipe Red Rabbit, da escola Sesi de Americana (SP), foi reconhecida por ter o melhor design entre as 108 equipes que participaram da FLL no mundial de Houston.

Nesta categoria, os juízes avaliam a estrutura do robô desenvolvido pelos competidores e os conceitos de engenharia utilizados.

A Jedi’s (de Jundiaí/SP) ainda conquistou a segunda posição em estratégia e inovação.

Ainda na FLL, a Techmaker (do Sesi de Blumenau/SC) recebeu o primeiro lugar em Gracious Professionalism, categoria que avalia o cumprimento das metas do torneio, entre elas o compartilhamento de informações, simpatia e profissionalismo dos participantes.

Na categoria FirstTech Challenge (FTC), a equipe Geartech Canaã (do Sesi de Goiânia) foi uma das seis finalistas no prêmio motivação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Alunos da rede pública ou particular, cursando ensino fundamental, médio ou técnico, podem se inscrever na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) até o dia 17 de maio pelo www.obr.org.br. A competição acontece desde 2007 e tem estimulado jovens às carreiras científico-tecnológicas. Os vencedores da edição 2019 serão os representantes brasileiros no mundial RoboCup 2020 em Bordeaux, na França.

Quem está no clima da RoboCup 2019, que acontece na Austrália, é a equipe de alunos do Colégio Objetivo, no centro de São Paulo. Os jovens Danilo Di Fabio Bueno, Filipi Enzo Siqueira Kikuchi e Matheus Vital Bertollo criaram o Robô Brain sob a orientação do professor Almir Brandão Junior e, com a protótipo, ganharam a OBR 2018.

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"Os alunos da equipe Robô Brain estão em preparação intensa desde que voltaram da fase nacional da OBR, em João Pessoa (PB). O trabalho é intenso, a dedicação é ainda maior. Abre-se mão da família, do lazer, dos finais de semana, procurando fazer o melhor robô possível para representar o colégio e o Brasil na RoboCup 2019", conta o professor Junior.

Os alunos Bueno e Kikuchi já participam da OBR desde 2016 e, para eles, a experiência dos anos anteriores contou bastante para que conseguissem chegar até a final da competição em 2018. "A OBR é difícil, tem um número grande de equipes, principalmente em São Paulo, onde os grupos tem um nível elevado de conhecimento. Então, para conseguir ganhar precisamos ficar atentos na criação do robô e ter estratégias", conta Bueno.

Na modalidade prática, uma das etapas da competição, os alunos devem cumprir um desafio. Em grupos de até quatro competidores, eles devem considerar a simulação de um desastre natural para construir um robô autônomo, ou seja, sem controle remoto, capaz de navegar por um terreno acidentado, localizar vítimas e resgatá-las - e o projeto Robo Brian se saiu muito bem na prova. "Foi uma sensação muito boa, foi a primeira vez que ganhamos em 1º lugar na OBR e não é pra qualquer um. É algo muito intenso. Ter um bom desempenho em todas as etapas e ganhar, é genial", afirma Kikuchi.

O aluno Bertollo, que participou pela primeira vez da competição em 2018, diz que a equipe vem se preparando bastante para a RoboCup 2019. "Estamos progredindo bastante com o robô. A cada dia, ele está mais preparado. Nossos prazos estão dentro do previsto, assim como nossas expectativas para o mundial na Austrália que vem por aí", finaliza Bertollo.

As provas teóricas acontecem nos dias 7 de junho e 23 de agosto, já as etapas regionais e estaduais da modalidade prática acontecem entre junho e setembro. A etapa nacional será realizada em Rio Grande (RS), de 22 a 26 de outubro.

Pela primeira vez no mundo, especialistas implantaram, de modo permanente, uma prótese para mão sensível ao toque e que reconhece objetos, semelhante a natural, em uma sueca de 45 anos de idade.

A intervenção cirúrgica foi realizada no Hospital Universitário Sahlgrenska, em Gotemburgo, pelos especialistas Richard Brenemark e Paolo Sassu. A expectativa é de que em poucas semanas a paciente possa usar a "mão biônica" diariamente.

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O equipamento foi desenvolvido graças ao projeto europeu "DeTOP", liderado por Christian Cipriani, da Escola Superior Sant'Anna de Pisa, na Itália, que conta com a ajuda de especialistas do Politécnico de Lausanne, na Suíça, além de pesquisadores da Universidade de Freiburg, na Alemanha.

A mulher, que teve sua mão amputada em 2002, participa de um programa de reabilitação, para recuperar a força nos músculos do antebraço, e de realidade virtual, para aprender a controlar a mão robótica.

"Graças a esta interface homem-máquina tão precisa e graças à habilidade e sensibilidade da mão artificial, nós esperamos que a alguns meses a mulher reconquiste funcionalidades motoras e perceptivas muito semelhantes as de uma mão natural", observou Cipriani.

Nos ossos do antebraço da mulher foram implantadas estruturas de titânio como uma ponte entre os ossos e as terminações nervosas de um lado e a mão robótica do outro.

Graças a 16 eletrodos inseridos nos músculos, foi possível estabelecer uma ligação direta entre a prótese e o sistema nervoso. Desta forma, a mão robótica pode ser controlada de uma forma mais eficiente, além de permitir restaurar o sentido do tato.

O projeto do implante foi financiado pela Comissão Europeia no âmbito do programa Horizonte 2020. As universidades suecas de Lund e Gotemburgo, a britânica de Essex, o Centro Suíço para Eletrônica e Microtecnologia, a Universidade Campus Bio também estão participando do projeto.

Além delas, há a contribuição da Universidade Biomédica de Roma, o Centro de Prótese do Instituto Nacional de Seguro contra Acidentes de Trabalho (Inail) e do Instituto Ortopédico Rizzoli de Bolonha.

Segundo Cipriani, o grupo já está trabalhando para realizar outras duas intervenções similares na Itália e na Suécia.

Da Ansa

A Sony está lançando um modelo de seu cão robô aibo agora equipado com câmeras, inteligência artificial e acesso à internet, para acompanhar remotamente membros da família, crianças ou mesmo animais de estimação, disse a gigante japonesa da eletrônica nesta quarta-feira.

O robô de 30 centímetros com olhos de LED vai andar pela casa em horários pré-designados à procura de membros da família.

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O novo robô não é barato: custa cerca de US$ 3.000 para um pacote de três anos, incluindo serviços de software, como armazenamento de dados.

O proprietário receberá relatórios de progresso via smartphone no serviço, oferecido a partir do próximo mês em conjunto com a empresa de segurança residencial Secom.

"Você poderá verificar como os membros da família sem mobilidade estão ou o que as crianças estão fazendo quando chegam em casa", disse Izumi Kawanishi, chefe do projeto, a repórteres na sede da Sony em Tóquio.

"Nosso objetivo é fazer com que você se sinta um pouco mais seguro vivendo com aibo e se divertindo", acrescentou Kawanishi.

O robô também será capaz de cuidar de animais de estimação reais no futuro, graças ao reconhecimento de imagens e capacidades de aprendizagem, disse.

O último modelo do aibo, que também pode exibir "emoções", foi lançado em janeiro do ano passado e as vendas atingiram 20 mil unidades nos primeiros seis meses, de acordo com a Sony.

Na era da Internet das Coisas e enfrentando o rápido envelhecimento da população, o Japão habilitou panelas de arroz, panelas elétricas e outros dispositivos domésticos para monitorar os idosos que vivem sozinhos.

Eles transmitem dados de quantas vezes foram usados para as famílias que moram longe. Se não foram usados há algum tempo, isso poderia ser um sinal negativo.

Um robô de entrega de comida foi destruído depois que pegou fogo por causa de um erro humano, confirmou seu criador. Os robôs autônomos de entrega da Kiwi empresa estão circulando pelo campus da Universidade da Califórnia, em Berkeley, há dois anos. Na última semana, os estudantes encontraram um deles em chamas e compartilharam fotos nas redes sociais.

A empresa responsável pelo robôs disse que a causa do incidente foi uma bateria defeituosa que foi instalada acidentalmente. A boa notícia é que populares agiram rapidamente para para extinguir as chamas usando um extintor de incêndio e ninguém ficou ferido.

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Depois de descobrir o incêndio na Califórnia, a empresa Kiwi suspendeu todos os seus veículos e entregou os pedidos de comida à mão. A empresa disse que iria introduzir medidas para garantir que o problema não acontecesse novamente, incluindo um software personalizado que irá monitorar rigorosamente o estado de cada bateria. 

Os robôs da Kiwi passam o dia entregando comida de restaurantes localizados no entorno da universidade. Os usuários do serviço pedem a comida através de um aplicativo. Eles dirigem sozinhos graças a um conjunto de câmeras e softwares com mapas de alta precisão.

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O Recife vai sediar, nos dias 8 e 9 de dezembro, o torneio de robótica First Lego League (FLL). A competição incentiva jovens estudantes de 9 a 16 anos a investigar problemas e buscar soluções inovadoras que contribuam para um mundo melhor. Pelo 3º ano consecutivo, o SESI de Pernambuco foi escolhido para operar a fase regional do campeonato, que acontecerá na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Os estudantes serão desafiados a pensar como cientistas, identificar adversidades e propor soluções relacionadas ao espaço aéreo, bem como construir e programar robôs autônomos para cumprir uma série de missões.

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Para isso, cada equipe – que poderá ser formada por alunos de escolas públicas ou particulares, times de garagem ou grupos de amigos – deverá ter entre dois e dez participantes com dois treinadores.

Durante a disputa, as equipes precisarão mostrar capacidade de inovação, criatividade e raciocínio lógico através das categorias desafio do robô, design do robô, projeto de pesquisa e valores. Os competidores serão avaliados pelo desempenho através de conceitos definidos pelos juízes.

No total, 45 equipes participarão do torneio e os melhores avaliados passarão para a etapa nacional, que será realizada em março, em local a ser definido, e, por fim, os selecionados disputarão a fase mundial, que acontecerá na Europa, em maio. Todos os participantes receberão medalhas e os vencedores serão premiados com troféu.

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A 126 milhões de quilômetros da Terra, sozinho na imensidão fria e vermelha de Marte, um robô do tamanho de um pequeno 4x4 é acionado logo após o amanhecer. Como todos os dias durante seis anos, ele aguarda suas instruções.

Por volta de 9:30, hora de Marte, chega a mensagem que sai da Califórnia 15 minutos antes: "Avance 10 metros, gire 45 graus e continue de forma autônoma até esse ponto".

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O robô "Curiosity", como é chamado, se desloca lentamente, entre 35 e 110 metros por hora. As baterias e outras limitações explicam seu percurso diário de cerca de cem metros, chegando a um recorde de 220 metros. Uma vez ali, as 17 câmeras do robô fotografam os arredores. Diante de uma pedra particularmente atrativa, ele para e pega uma amostra.

Por volta de 17H00 (hora local), o robô esperará a passagem de um dos três satélites da Nasa que orbitam em volta de Marte para entregar seu relatório: centenas de megabits, depois transmitidos às principais antenas terrestres de seus chefes humanos.

- Laboratório em miniatura -

No térreo do edifício 34 do centro espacial Goddard da Nasa em Greenbelt, a uma hora de Washington, os cientistas analisam estes dados todos os dias. Nessa grande sala sem janelas cheia de instrumentos e computadores, buscam rastros de vida em Marte.

O interior do Curiosity é "uma maravilha da miniaturização": um laboratório químico do tamanho de um forno de micro-ondas, chamado SAM. Charles Malespin, subchefe da equipe científica do Curiosity, aponta para os instrumentos que foram reduzidos e compactados dentro do robô.

"Este é o instrumento mais complicado já enviado pela Nasa a outro planeta", diz Malespin, que dedica sua vida profissional a isso desde 2006. SAM analisa as amostras aquecendo-as em um forno até 1000°C. Nesse processo, as pedras e terras soltam gases, que depois são separados e enviados a instrumentos que os analisam e desenham uma "impressão digital" da amostra.

Em Goddard, a pesquisadora francesa Maeva Millan compara esta marca química com a de experimentos realizados em moléculas conhecidas. Quando as curvas são similares, diz: "Essa é minha molécula boa".

Graças a SAM se sabe que há moléculas orgânicas complexas em Marte, e que foi estabelecida a antiguidade da superfície do planeta, geologicamente muito mais jovem do que os cientistas acreditavam.

"Se queremos ir a Marte, é inútil importar os recursos que já existem", acrescenta Malespin, em referência, por exemplo, à água. "Poderíamos cavar o solo, aquecê-lo e liberar água; só levando um forno, teremos toda a água que precisarmos", diz.

A mesma coisa acontece com diversos materiais que poderiam ser transformados em combustível para um futuro "posto de gasolina de foguetes".

- Sem joystick -

Na outra ponta dos Estados Unidos, no Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, perto de Los Angeles, 15 homens e mulheres comandam o Curiosity.

"Meu momento preferido do dia é quando me sento para ver as imagens enviadas de Marte", diz pelo telefone Frank Hartman, que comanda o Curiosity e outro robô, Opportunity, que quebrou em junho. O trabalho dos operadores é planejar o dia marciano - que dura 24 horas e 40 minutos - do robô e programar os comandos para que o plano seja cumprido.

Por não contarem com joysticks nem comunicações em tempo real, é improvável que descubram com antecedência problemas, como a saturação do Opportunity ou os buracos causados pelo solo rochoso nas rodas do Curiosity. "Precisamos ter em conta que não sabemos quase nada sobre este lugar", diz Hartman.

O Curiosity percorreu 19,75 km desde 2012. Em um ano, deveria chegar a seu objetivo: o Monte Sharp. Alguns meses depois, perderá seu monopólio marciano. Espera-se que dois robôs americanos e europeus aterrissem no planeta em 2020.

A agência de notícias chinesa Xinhua apresentou nesta semana um casal de apresentadores virtuais de noticiários televisivos, um passo que reflete os esforços de Pequim em termos de inteligência artificial.

No entanto, os hologramas apenas leem na tela o texto introduzido no sistema informático, diferentemente de outros robôs com inteligência artificial, que são capazes de refletir e tomar decisões de forma autônoma.

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"É meu primeiro dia na agência Xinhua", afirma um dos personagens digitais, que se parece com um jovem apresentador chinês de carne e osso. Um dos robôs fala em chinês, e o outro, em inglês.

Segundo a agência, estes robôs virtuais foram criados com a colaboração de Sogu, uma empresa de Pequim especializada em reconhecimento de voz.

"A partir de agora é oficialmente um novo membro da redação da Xinhua", afirmou a agência, destacando que uma das vantagens destes robôs virtuais é que podem trabalhar 24 horas por dia.

A China desenvolveu um plano para se tornar a primeira potência mundial em termos de inteligência artificial, mas este projeto foi suspenso após as acusações de plágio tecnológico do presidente americano, Donald Trump.

O robô Bina48 tornou-se o primeiro a dar aula numa universidade quando ajudou a lecionar um curso em West Point, a academia militar dos EUA. A humanoide participou de duas aulas de filosofia, abordando tópicos que incluíram temas como ética, até o uso da inteligência artificial na sociedade.

O pesquisador William Barry decidiu colocar o robô na frente dos alunos na sala de aula para ver se ele poderia sustentar um modelo de educação liberal. Havia cerca de 100 alunos na turma. Antes do início das aulas, a máquina se preparou fazendo o download de dados sobre o material do curso de filosofia.

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Com aparência feminina, o robô é capaz de ministrar uma palestra, bem como responder imediatamente às perguntas feitas pelos alunos. Durante o teste, a Bina48 ficou desconectada da internet para evitar que a Wikipédia ou outras enciclopédias fossem consultadas.

No entanto, apesar da boa recepção dos estudantes, a universidade decidiu não ter Bina48 como professora, pois o robô teve problemas para manter o ritmo com a classe, o que pode tornar a máquina mais adequada para países com baixas taxas de alfabetização, disse seu responsável.

Essa não foi a primeira vez que a Bina48 interagiu com os cadetes da Academia de West Point. Ela também participou, no ano passado, de um debate sobre o uso de armamento não letal em situações de combate.

Bina48 foi revelada pela primeira vez em 2012 e foi desenvolvida pela empresária Martine Rothblatt, que criou o robô como um clone de sua esposa real. A humanoide compartilha as ideias e a personalidade de sua versão humana, criando um banco de dados de suas memórias, crenças e pensamentos, juntamente com informações retiradas de interações de mídia social e blogs que a mulher compartilha.

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Com a exceção de uma réplica quase perfeita de uma estrela de televisão, os mais recentes robôs japoneses possuem um lado mais utilitário que recreativo em um país que está envelhecendo e precisa de mão de obra.

"O que é que lhe emocionou nos últimos tempos?", pergunta a cópia da extravagante Tetsuko Kuroyanagi, apresentadora mais conhecida do Japão, identificada por seu penteado peculiar.

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Esta reprodução em tamanho real talvez seja a criatura mais chamativa do salão World Robot Summit, organizado esta semana em Tóquio, embora em nível de linguagem, não chegue nem à sola do sapato de sua modelo real, de 85 anos, que trabalha desde os 1953.

"A dificuldade é conseguir recriar uma conversa fluida com diversas pessoas, mas o campo de respostas possíveis a uma pergunta aberta é tão amplo que é muito complexo", explica Junji Tomita, pesquisador do grupo de telecomunicações NTT, que faz parte do projeto.

Este humanoide foi criado em colaboração com o especialista do setor, o professor Hiroshi Ishiguro.

Entre os robôs que falam, o mais loquaz é, sem dúvidas, a versão guia turística da Robohon de Sharp, criado em associação com a agência de viagens JTB.

Desde 22 de setembro, este simpático humanoide de bolso pode ser alugado em Kioto (oeste) para explicar aos visitantes (em japonês, inglês ou chinês) a história desta antiga capital imperial.

Embora fale menos e não seja muito gracioso, o robô Toyota HSR é mais útil. Com a aparência de uma lata de lixo de um metro de altura, com uma tela e equipado com um braço, ele é capaz de manipular objetos e servir de meio de comunicação com o exterior, graças a sua tela e sua conexão com a internet.

Este robô é usado principalmente para ajudar pessoas em casa, especialmente aquelas com deficiências físicas, segundo seu criador.

- Robôs na construção civil -

Esta orientação profissional domina as criações japonesas, levando em conta o contexto demográfico do arquipélago.

Por um lado, as empresas preferem produzir no Japão, para preservar sua tecnologia, mas, por outro lado, falta mão-de-obra no país.

Os robôs industriais preenchem essa lacuna há décadas nas fábricas, cada vez mais avançados e com maior capacidade de trabalho em equipe e com humanos.

Mas, agora, são os setores de construção e serviços (cuidado de pessoas e comércio) que terão que recorrer mais a essas máquinas.

Por exemplo, o mais recente Android HRP-5P foi projetado para "trabalhar em uma obra, mesmo sozinho", explica Kenji Kaneko, engenheiro do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Industriais Avançadas (AIST).

A ideia é que este colosso de 182 cm e 101 kg "possa manipular as mesmas ferramentas que um homem" - por isso sua forma semelhante à de um humano (bípede, com dois braços e uma cabeça).

A empresa ZMP apresenta o CarriRo, uma espécie de carrinho autônomo para distribuição: "Este robô foi pensado para circular sobre as calçadas, e é operado apenas graças ao GPS em uma direção programada, dentro de um raio de 2 km. O destinatário o abre em sua chegada, mediante um código recebido em seu smartphone", detalha Chio Ishikawa, representante da Sumitomo Corp, que promove a engenhoca.

A Omron também investiu em circuitos logísticos com um robô que se move para tirar vários produtos das prateleiras e colocá-los em cestas. É fácil imaginá-lo trabalhando em um armazém de uma empresa de comércio digital, ou fazendo compras no lugar de uma pessoa no supermercado.

Um vídeo recente publicado pela empresa Boston Dynamics mostra a nova capacidade impressionante do seu robô de fazer parkour. O humanoide já aprendeu como correr, pular e como abrir portas, mas ele agora ele pode saltar habilmente de um degrau a outro enquanto evita sobre obstáculos.

O software de controle usa todo o corpo, incluindo pernas, braços e tronco, para reunir a energia e a força para que o robô possa saltar e subir os degraus sem esbarrar em nenhum deles.

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A Boston Dynamics, criada em 1992 como um projeto paralelo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), desenvolve robôs que poderão ser usados ​​em missões de busca e resgate, bem como em ambientes industriais.

A empresa de robótica foi adquirida pela controladora do Google, a Alphabet, em 2013, e era gerenciada pelo criador do Android, Andy Rubin. No entanto, o negócio foi vendido para a companhia de tecnologia japonesa SoftBank em 2017.

Em maio, em uma conferência de robótica na Califórnia (EUA), o fundador da empresa, Marc Raibert, disse que a expectativa é de produzir os robôs em grande escala e de vendê-los ao público em meados de 2019.

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Para superar a escassez de médicos na China, algumas empresas de tecnologia optam por máquinas que, graças à inteligência artificial, interpretam a frequência cardíaca ou as radiografias de um paciente.

Qu Jianguo, aposentado de 64 anos, coloca o pulso em um bracelete de metal colocado sobre a mesa. Alguns minutos depois, recebe em seu telefone celular uma análise médica realizada a partir dos batimentos cardíacos, tudo isso prescindindo de médicos.

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Este aparelho criado pela empresa "Ping An Good Doctor" atraiu os olhares durante a Exposição Mundial de Inteligência Artificial, em Xangai, realizada entre 17 e 19 de setembro. Uma boa notícia para a China, que quer liderar os avanços tecnológicos no âmbito médico.

"Vim para ver como a medicina tradicional chinesa [que se baseia na frequência cardíaca para o diagnóstico] pode funcionar sem médico. Seria prático", explica Qu.

A China conta com apenas 12 milhões de profissionais de saúde para uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes.

Ping An Good Doctor, com 228 milhões de inscritos, é uma das maiores plataformas chinesas digitais de cuidados médicos. Afirma receber 500.000 solicitações de consulta por dia.

- Diagnóstico express -

Os pacientes introduzem dados pessoais e seu histórico médico no aplicativo da empresa e então descrevem seus sintomas. Partindo desta base, a inteligência artificial emite um diagnóstico, que é enviado a um médico.

Este último ganha tempo: basta verificar e validar a pré-análise realizada pelo sistema e escrever, se for necessário, uma receita digital, de modo que os pacientes não precisariam ir a um dispensário.

"Sem dúvida isto pode ajudar a resolver o problema da escassez de médicos. A inteligência artificial pode eximi-los dos gestos banais, simples e repetitivos", aponta o médico Liu Kang, ex-funcionário do prestigioso hospital Xiehe em Pequim.

"A China ainda se encontra em uma fase de recuperação neste âmbito", reconhece.

Nos Estados Unidos e na União Europeia (UE), as start-ups e os pesquisadores já se lançaram há algum tempo ao desenvolvimento de tecnologias para resolver as questões de saúde.

A China se inspirou neles e, com a ajuda da inteligência artificial e de big data, cria dispositivos para facilitar o diagnóstico, realizar intervenções cirúrgicas com robôs e participar no desenvolvimento de novos medicamentos.

- 'Um médico de verdade' -

Há escassez de bons médicos no país, e estes se concentram nas cidades grandes.

Cerca de 10% dos hospitais chineses considerados de alto nível precisam tratar metade dos pacientes do país, segundo um relatório de 2017 do centro estatal de informação.

O big data e a inteligência artificial permitem aos pacientes das pequenas cidades terem acesso a atendimento médico. Concretamente, aparelhos ou sistemas ajudam, por exemplo, os médicos menos qualificados a analisarem e interpretarem sozinhos as radiografias, ressonâncias magnéticas, a frequência cardíaca ou os sintomas.

"Imitamos ou reproduzimos as técnicas dos médicos qualificados, dos melhores hospitais, e as difundimos nas localidades menores", explica Fang Qu, diretor técnico da Proxima, uma empresa especializada em diagnósticos de tomografia.

Falta convencer os pacientes do potencial desta revolução. Qu Jianguo, o aposentado que testou o aparelho que mede os batimentos, é cético.

"Ainda não é o mesmo que um médico. E além disso não entendo muito bem os resultados", explica. "Continuo precisando de um médico de verdade na minha frente".

Um hotel no subúrbio de Tóquio tem uma recepção tranquila e aparentemente vazia, mas quando o visitante se aproxima é recebido por uma voz grave e metálica.

Dois robôs em forma de dinossauro, com o tradicional quepe, aparecem, alertados por um detector de movimentos, e convidam o cliente a fazer o check in em um monitor.

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A interação é muito limitada e o objetivo é sobretudo lúdico no establecimento, oportunamente chamado Henn na, literalmente "Raro", onde os peixes do aquário também são robôs, ou melhor, pequenos artefatos articulados cobertos por luzes intermitentes.

"Não queremos um hotel apenas para dormir, queremos divertir", afirma o gerente Yukio Nagai.

Localizado no município de Chiba, perto da 'Tokyo Disneyland', o hotel tem diária de 130 euros e atrai muitas fam´ílias com crianças, em busca de diversão após o fechamento do parque.

O primeiro hotel Henn na, reconhecido pelo livro Guinness como o primeiro hotel do mundo administrado por robôs, foi inaugurado em 2015 ao lado de um parque de atrações de Nagasaki, sudoeste do Japão.

A rede tem oito estabelecimentos atualmente, todos administrados pela agência de viagens HIS, que prevê abrir ouros cinco em breve.

Oferecer testes de visão rápidos e precisos por meio de um equipamento portátil que pode ser levado para áreas remotas e disponibilizado para pessoas que sofrem com a falta de atendimento médico. Esse é o objetivo do Adam Robo, que aposta nos conceitos mais avançados de inteligência artificial em um equipamento leve, simples e com custo acessível.

O projeto é um dos finalistas latino americanos da 16ª edição da Microsoft Imagine Cup, competição global de tecnologia estimula ideias inovadoras com soluções para problemas mundiais.

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Idealizado pelo empreendedor Juliano Santos, fundador da startup curitibana Prevention, o Adam Robo foi selecionado entre mais de 180 projetos na América Latina e agora vai representar o Brasil na final mundial da competição, que vai reunir 34 invenções de todo o mundo, entre os dias 23 e 25 de julho, na cidade de Seattle (EUA).

O grande campeão vai receber mais de US$ 100 mil dólares, somando dinheiro, viagens e créditos em nuvem, como subsídio para desenvolvimento do projeto, além de mentoria de Satya Nadella, CEO da Microsoft.

Criado para oferecer testes de visão rápidos e precisos, o Adam Robo, consegue identificar necessidades oftalmológicas urgentes colaborando com a prevenção da cegueira evitável.

O teste dura cerca de 5 minutos e tem precisão para detectar diversos problemas de visão usuais como miopia, hipermetropia, vista cansada, astigmatismo e daltonismo.

O Adam Robo traz escalas de figuras para pessoas não alfabetizadas e optotipo letras para pessoas alfabetizadas. O teste é rápido e pode ser aplicado em adultos e crianças de todas as faixas etárias. Os resultados são gerados instantaneamente por meio de um aplicativo disponível para Android, iPhone e web.

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O grupo Honda poderia deixar de produzir o robô Asimo, informou o porta-voz da empresa.

"Vamos seguir desenvolvendo robôs de forma humana, mas é possível que o nome Asimo deixe de ser utilizado", afirmou Hajime Kaneko.

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"A equipe de desenvolvimento de robôs humanoides continua existindo", completou, desmentindo a informação do canal de televisão público NHK de que o Asimo teria sido definitivamente abandonado.

A Honda começou a desenvolver pernas robóticas em meados dos anos 1980 e o primeiro Asimo, um robô do tamanho de uma criança de 6 ou 7 anos, foi apresentado no ano 2000. Desde então a máquina teve seis descendentes.

O último modelo, de 2011, é capaz de caminhar em um terreno acidentado, correr, pular em apenas uma perna, utilizar as duas mãos para beber de um copo ou compreender três pessoas que falam ao mesmo tempo.

Os restaurantes de fast-food nos Estados Unidos estão recorrendo aos robôs para suprir déficits de mão de obra.

Esse é o caso de John Miller, administrador e fundador do CaliBurger, que não consegue encontrar alguém que queira trabalhar na empresa. A solução foi o Flippy, uma máquina que gira os hambúrgueres e limpa a grelha. Até o final do ano, Miller pretende utilizar o Flippy em 10 dos 50 restaurantes da rede, mas não quer demitir o seu pessoal, que se dedicará a funções "menos desgastantes", segundo ele.

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Dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos apontam que o setor hoteleiro registrou em abril 844 mil vagas disponíveis, e os níveis de desemprego em restaurantes chegam ao mínimo histórico de 6%. Além disso, a taxa de empregados em restaurantes subiu de 1,6 milhão de maio de 2013 para 11,9 milhões em maio de 2018. Scott Murphy, diretor de operações da Dunkin 'Donuts, diz que nunca viu um mercado de trabalho tão difícil. "Passamos muito tempo treinando as pessoas, e um mês depois elas vão embora", reclamou.

Já Patrick Sugrue, diretor executivo da Saladworks- rede de 95 lojas com sede na Pensilvânia- , afirmou que essas melhorias tecnológicas dão certa tranquilidade. "Ter essa tecnologia a disposição torna a situação mais fácil de manejar", disse.

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A China está criando seu próprio bando de pássaros robóticos equipados com tecnologia de vigilância para espionar tudo o que acontece no solo. Segundo informações do jornal South China Morning Post, os drones já estão em operação em pelo menos cinco províncias.

Os drones semelhantes a pombas são desenvolvidos por pesquisadores da Northwestern Polytechnical University, na província de Shaanxi, que já trabalharam em caças furtivos usados ​​pela força aérea.

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Cada ave robótica é equipada com tecnologia GPS, uma câmera de alta definição e um sistema de controle de voo que se conecta aos satélites em órbita. Os drones também fazem uso de um pequeno motor elétrico para acionar o movimento das asas.

As máquinas do atual bando de robôs da China replicam cerca de 90% dos movimentos de uma pomba real, disse a pessoa envolvida no projeto, acrescentando que elas também produzem pouco ruído.

Apesar dos avanços tecnológicos, os drones da China ainda estão longe de serem perfeitos. Eles são incapazes de viajar longas distâncias ou manter o curso em ventos fortes. Seu desempenho também pode ser prejudicado pela chuva forte ou neve.

Além disso, a ausência de um mecanismo anti-colisão significa que os drones são propensos a colidir com objetos quando voam a baixas altitudes, enquanto seus circuitos eletrônicos são vulneráveis ​​a distúrbios eletromagnéticos.

No entanto, os pesquisadores estão trabalhando duro para resolver esses problemas, e com os avanços na tecnologia de inteligência artificial, eles esperam que a próxima geração de pássaros robóticos possa voar em formações complexas e tomar decisões independentes no ar.

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A cidade de Bordeaux, no sudoeste da França, acolherá em junho de 2020 a RoboCup, que reúne a cada ano robôs de todas as categorias provenientes de 40 países para se enfrentar, particularmente no futebol, informaram os organizadores nesta segunda-feira.

Com 90 cm de estatura, esqueleto de alumínio e os pés quadrados, o time Rhoban do Laboratório de pesquisa em informática de Bordeaux (Labri) obteve em dois anos consecutivos (2016 e 2017) o cobiçado título de campeão do mundo de futebol robótico na "Liga humanoide Kid-size".

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Títulos que conseguiram convencer comunidades, universidades e poderes públicos da capital francesa do vinho a apresentar a candidatura de Bordeaux para 2020, que foi oficialmente eleita em Montreal (Canadá), onde nesta segunda-feira começou a edição 2018 da competição.

A RoboCup foi proposta em 1996 por um pesquisador japonês com o objetivo de estimular a pesquisa robótica com um desafio "louco", o de colocar em funcionamento, até 2050, um time de robôs totalmente autônomos, capaz de derrotar o time campeão do mundo dos humanos.

Desde então, os melhores robôs concorrem entre si todos os anos em provas diversas: partidas de futebol, mas também simulações de salvamento em catástrofes naturais, ajuda aos humanos no ambiente doméstico, aplicações industriais e etc.

Cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, criaram um mecanismo de inteligência artificial que "vê a morte em qualquer imagem" com a qual tenha contato.

O projeto foi batizado de Norman em homenagem a Norman Bates, psicopata do filme Psicose, de Alfred Hitchcok. O robô foi submetido a legendas de imagens com fotos de pessoas sendo mortas e depois recebeu a tarefa de analisar manchas de tinta.

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As respostas foram comparadas com as respostas dadas por outros mecanismos de inteligência artificial que não foram submetidos às mesmas legendas.

Enquanto os outros deram respostas como "imagem de um vaso de flores", "foto em preto e branco de uma luva de beisebol" e "uma pessoa segurando um guarda-chuva no ar", Norman viu, nas mesmas imagens, "homem sendo morto a tiros", "homem sendo metralhado em plena luz do dia" e "homem é morto a tiros em frente à sua esposa histérica".

"Os dados usados para ensinar um algoritmo inteligente influenciam significativamente seu comportamento. Então, quando falamos de algoritmos sendo injustos ou preconceituosos, a culpa não é do algoritmo, mas sim dos dados inseridos nele", explicaram os pesquisadores do MIT ao site Huffington Post.

O mesmo laboratório que apresenta Norman ao mundo já concebeu criações como Shelley, uma inteligência artificial capaz de criar histórias de terror, e Nightmare Machine, uma máquina que cria imagens assustadoras.

As maiores marcas de hotéis ao redor do mundo costumam oferecer serviços de primeira e se reinventam constantemente em busca da melhor experiências para os hóspedes. Em um mundo onde a tecnologia ganha cada dia mais espaço, é bastante comum portas com leitura das digitais - excluindo a necessidade do uso de chaves -, elevadores que respondem a voz e até mesmo mordomos robôs, que substituem o humano em algumas tarefas.

É o caso dos hotéis da bandeira Jen, em Singapura, que possui robôs com uniformes de mordomos. Jeno e Jena, como são chamados, são destaque nos hoteis Jen Orchardgateway e Jen Tanglin Singapore, uma das redes hoteleiras mais importantes da Ásia: a Shangri-La Hotels and Resorts.

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Ao serem acionados pelo room service do hotel, o simpático casal de robôs faz a alegria dos hóspedes ao entregar uma refeição durante a madrugada, ou toalhas extras, águas e outras comodidades. Eles vivem no lobby do hotel e quando um dos hóspede liga solicitando algo, rapidamente entram em cena. Os produtos ou comodidades são inseridos no compartimento interno do robô e ele é programado para entregar no número de quarto correspondente. Em uma velocidade de 2,5 km por hora, metade da caminhada de um humano, a máquina se dirige ao elevador, sobe até o andar correto e “caminha” até a habitação. Quando o hóspede abre a porta, a tampa do compartimento do robô abre automaticamente, liberando os produtos solicitados.

Depois que a entrega é concluída, o hóspede pressiona “All Set” e pode avaliar o serviço, escolhendo entre uma e cinco estrelas. Ao selecionar uma nota, o robô exibe uma mensagem no visor. Quando é cinco estrelas ele mostra a mensagem “Yay!”, dança de felicidade e retorna para a recepção do hotel.

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