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O CEO da TIM Brasil, Pietro Labriola, disse que a companhia avalia a possibilidade de atuar com serviços financeiros, transformando o plano pré-pago em cartões de débito.

A ideia seria a de monetizar a base de clientes, usando o crédito da recarga dos planos pré-pagos para aquisição de produtos e serviços, como um cartão de débito. "No futuro, eu gostaria de transformar o pré-pago no cartão de débito. Não estamos falando de pessoas da classe A-B que sacam R$ 10 mil, mas de pessoas que sacam volumes menores", informou Labriola.

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"Estamos avaliando os modelos de negócio e algumas parcerias", anunciou o executivo, em um encontro com a imprensa em São Paulo, na quinta-feira (5). "Estamos trabalhando para oferecer nossos serviços básicos, que mantêm a TIM Brasil, mas também estamos olhando outras oportunidades", esclareceu o CEO, afirmando que os detalhes devem ser apresentados em 11 de março, quando a empresa apresentará seu novo plano estratégico de negócios, em Milão.

O executivo também disse que as empresas do setor deveriam deixar de competir entre si e entender que a concorrência, na verdade, é "a cerveja, o cigarro" e outros gastos pequenos da rotina dos clientes.

Segundo ele, os clientes brasileiros são usuários ativos de dados de celulares, o que representa uma "oportunidade muito grande" para o setor. "Se você quer dados, gigas a mais, precisa pagar por isso. Não posso oferecer o mesmo preço para sempre", ressaltou. "Há quatro anos, o consumo médio de internet móvel do brasileiro era de 150 megabytes. Hoje, no pré-pago passa de 2 gigabytes. E o preço é o mesmo", disse.

Segundo Labriola, outro serviço que deveria ter sua tarifa revisada é o de SMS. "Qual é o serviço mais antigo em um celular? O SMS. Ele é usado hoje em dia para certificações de aplicativos, bancos... é a única modalidade para certificar se você é você mesmo. É barato, mas tem que mudar isso. É um modelo velho de negócio", disse.    

Compra da Oi

Labriola também confirmou que a TIM Brasil vai considerar comprar a unidade móvel da Oi caso seja colocada à venda. "Se uma frequência está à disposição, você tem que avaliar. Há cinco anos atrás, ninguém falava em comprar só o móvel", disse.

As declarações foram feitas alguns dias depois que o vice-presidente de operações da Oi, Rodrigo Abreu, que é ex-CEO da TIM Brasil, confirmou a contratação de consultores financeiros para avaliar a unidade móvel.

Da Ansa

Sundar Pichai, diretor executivo da Google, vai assumir também as rédeas da Alphabet, matriz da empresa de tecnologia americana, anunciou o grupo nesta terça-feira (3). O executivo de 47 anos substituirá Larry Page, que fundou a Google há 21 anos com Serguei Brin.

"Pensamos que chegou o momento de assumir o papel de pais orgulhosos, que dão conselhos e amor, ao invés de uma intensa vigilância diária!", escreveram os dois fundadores, que seguem sendo membros do conselho administrativo da Alphabet e acionistas.

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A Alphabet foi fundada em 2015 para englobar todas as atividades não centrais do grupo, dos carros autônomos da Waymo à filial Sidewalk Labs, dedicada a projetar "cidades inteligentes".

Pichai dirigirá um gigante com mais de cem mil funcionários no mundo, que está envolvida em muitas controvérsias relacionadas com sua posição dominante na Internet e nas tecnologias em geral.

Nascido em uma família humilde em Chennai, Índia, estudou no Indian Institute of Technology (IIT) de Kharagpur antes de continuar sua formação nos Estados Unidos e começar sua carreira.

"Sundar aporta humildade e grande paixão pela tecnologia a nossos usuários, a nossos sócios e nossos funcionários a cada dia (...) Não poderíamos encontrar ninguém melhor para levar Google e Alphabet para o futuro", declararam Page e Brin.

Cinco convites para processos seletivos, por semana, costumam chegar pelo LinkedIn para o engenheiro de software Lucas Albuquerque, de 27 anos. São, em sua maioria, enviados por empresas europeias de Tecnologia da Informação (TI), que, assim como as brasileiras, sofrem com a falta de mão de obra. Diante da baixa oferta de trabalhadores qualificados na área, países como Alemanha, Suécia e Polônia têm aberto suas portas para brasileiros, e as companhias, bancado passagens e moradia para a família dos trabalhadores nos primeiros meses após a mudança.

Vivendo com a mulher na Polônia há dois anos, Albuquerque já comprou apartamento, viu seu filho nascer em um hospital onde as enfermeiras não falavam inglês - nem ele polonês - e mudou de emprego. "Nunca tinha pensado na Polônia, mas a empresa me encontrou (pela internet) e aí descobri que, enquanto a Alemanha concentra mais startups, a Polônia tem empresas mais robustas, o que deu segurança para eu mudar."

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Albuquerque já chegou a trabalhar ao lado de outros dois brasileiros em uma equipe de apenas dez profissionais. "Quando cheguei aqui, tinha como saber quem eram quase todos os brasileiros. Agora, não dá mais. O grupo no WhatsApp de brasileiros de TI em Cracóvia tem 207 pessoas."

Os altos índices de violência, a falta de serviços públicos de qualidade e a dificuldade para desenvolver tecnologias de ponta estão entre os fatores que têm levado os brasileiros de TI a deixar o País. Como consequência, está o aumento da distância entre o Brasil e os países mais avançados.

Na Suécia, por exemplo, o número de vistos concedidos para brasileiros trabalharem na área passou de 15 em 2014 para 126 no acumulado deste ano. Do total dos novos vistos em 2014, 19% eram para profissionais de TI. Hoje, esse número chega a 36%.

Um dos destinos mais procurados, a Alemanha deu 2.851 vistos de trabalho para brasileiros no ano passado - em 2014 foram 904. A embaixada alemã no Brasil não segmenta esse dado por área, mas calcula que, em 2018, 1,5 mil brasileiros trabalhavam com ciência e tecnologia no país.

"Falta talento na área. E o talento brasileiro que vem para a Europa costuma ser mais sênior", diz o português Pedro Oliveira, cofundador do Landing.jobs, um site que conecta empregadores da Europa e trabalhadores de tecnologia. Na plataforma, brasileiros são o segundo maior grupo de usuários, com 15% do total, atrás apenas dos portugueses, com 30%.

"Como esse é um momento de expansão do mercado, grande parte das empresas nunca para de contratar. As que têm estrutura para trazer pessoas de fora optam por esse caminho", diz o engenheiro de software Felipe Ribeiro Barbosa, de 34 anos.

Após sete anos na Suécia, Barbosa está agora nos Estados Unidos, trabalhando na Netflix. Na Suécia, ele chegou em 2012 e era o único brasileiro na companhia em que trabalhava. "Depois, em 2015, durante a crise no Brasil, foi impressionante a chegada de brasileiros. A empresa contratou até uma recrutadora brasileira." Em 2018, quando Barbosa deixou Estocolmo, já havia 30 brasileiros na empresa.

Segundo pesquisa do Boston Consulting Group (BCG), os EUA são o destino preferido dos brasileiros de TI. De 131 profissionais ouvidos pela consultoria aqui, 63% afirmaram estar dispostos a se mudar para o país. Canadá, Portugal e Alemanha aparecem em seguida.

Os países europeus, porém, acabam ganhando dos EUA por facilitarem a permanência de estrangeiros. É comum, por exemplo, que o cônjuge do profissional contratado também consiga visto de trabalho - o que dificilmente ocorre nos EUA.

Na Europa, a maioria dos países também não exige que o trabalhador tenha concluído o ensino superior. É o caso de Daniel Rodrigues da Costa Filho, de 37 anos - 23 deles como programador. Ele chegou a cursar Ciências da Computação, mas largou, o que não o prejudicou no processo de seleção. Apenas quando solicitou o visto no consulado alemão, precisou comprovar que tinha experiência na área.

O paulista trabalha em uma startup, mas já passou pelo N26, um dos maiores bancos digitais da Europa. "Trocar de emprego é simples aqui. A procura (por parte das empresas) é grande e, com o Brexit, tem muita empresa vindo para Berlim."

Salário X carreira

Salário mais alto em uma moeda mais forte não costuma ser o principal atrativo da Europa para brasileiros da área de Tecnologia da Informação (TI). Há casos em que o poder aquisitivo do trabalhador até diminui após a mudança, o que é compensado pela possibilidade de estar em um grande centro de inovação e se desenvolver profissionalmente.

Pesquisa da consultoria Boston Consulting Group (BCG), feita em parceria com a empresa de soluções para recrutamento The Network, mostra que, para os brasileiros de TI, o fator mais valorizado na hora de escolher um emprego é o desenvolvimento da carreira. O salário aparece na oitava posição na lista de prioridades para brasileiros. Na média global, está em quinto lugar.

O paulista Daniel Rodrigues da Costa Filho, de 37 anos, pensava em mudar para a Europa desde 2010. "Queria participar do desenvolvimento da tecnologia", diz. Há três anos, trocou São Paulo por Berlim, na Alemanha, mesmo perdendo poder aquisitivo. "Minha impressão era de que, na minha área, tudo acontecia fora do Brasil."

Na Noruega há pouco mais de um ano e após sete anos na Suécia, a engenheira Andressa Kalil, de 37 anos, destaca itens como segurança, bons serviços públicos e oportunidades de trabalho como fatores preponderantes que a levaram para a Europa. "As empresas que lideram na área de TI estão fora do País, e é nelas em que se tem mais possibilidades para aprender. O Brasil corre muito atrás do que já está desenvolvido."

A cearense Josiane Ferreira, que está há quatro anos em Estocolmo, lembra ainda que, na Suécia, há uma grande preocupação com a igualdade de gênero. "No Brasil, quando se trabalha com TI é comum ser a única mulher na equipe. Aqui, a questão de gênero é uma das prioridades das empresas."

Acima da média

O levantamento do BCG indica ainda que 87% dos brasileiros de TI estão dispostos a mudar de país para trabalhar. O número é maior que o registrado entre brasileiros de outras áreas (73%) e da média global de trabalhadores de TI (67%).

Diante dessa predisposição dos trabalhadores para deixar o Brasil, as empresas locais precisam fidelizar seus funcionários, oferecendo treinamentos e ensinando a cultura da companhia, diz Luiz Comazzetto, vice-presidente e sócio da consultoria de recrutamento Fesa. "Se você não cuidar do funcionário como um craque, ele te larga no primeiro momento."

As empresas precisam também se adaptar ao modo de remunerar e de garantir qualidade de vida aos empregados, afirma o consultor. Liberar os funcionários para trabalharem de casa, com flexibilidade de horário, é essencial, diz. Contratar o trabalhador por projeto, permitindo que atue para mais de uma empresa, também é uma possibilidade. "Hoje o pessoal de TI escolhe onde vai trabalhar. A única forma de segurar essa galera é se aproximar do que as empresas de fora oferecem", acrescenta.

Segundo Comazzetto, há polos no Brasil em que as empresas estão mais avançadas nessa transformação, como Recife (PE), Florianópolis (SC), Campinas (SP) e Pelotas (RS). "Nesses locais as companhias já entenderam as mudanças. Você pega um trabalhador do Recife, que vai à praia antes de trabalhar e tem boa qualidade de vida, dificilmente ele vai querer sair de lá."

O professor de Liderança e Pessoas da Fundação Dom Cabral, Paulo Almeida, destaca que, apesar das dificuldades atuais, o profissional de TI deve estar atento ao potencial de crescimento de mercado do Brasil. "Na Europa as carreiras costumam ser mais estagnadas. O Brasil é um país continental, com muito potencial." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Motoristas do aplicativo de transporte urbano 99 poderão receber o pagamento da corrida em até 1 segundo. De acordo com a empresa, esse recebimento está sendo disponibilizado graças a parceria feita com a BePay, que foi criada para intermediar pagamentos de produtos e serviços ambientais online e offline.

Sendo assim, as transações do cartão de débito Visa, distribuído gratuitamente aos condutores do 99 para que possam receber os pagamentos - passam de até 24 horas para segundos. A parceria entre o aplicativo de transportes e a BePay também está possibilitando novos Cartões 99 contactless, permitindo que os pagamentos sejam feitos ao encostar o cartão na maquininha, sem a necessidade de inserção ou digitação de senha. 

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A novidade já está disponível e deve ser expandida nos próximos meses. Além disso, os condutores contarão com uma conta digital que possibilitará o pagamento de contas de luz e água pelo dispositivo. Segundo Davi Miyake, Diretor de Operações da 99, essas ações do grupo são importantes. “Com essas funcionalidades nós oferecemos soluções inovadoras para facilitar a vida dos motoristas no Brasil, onde 30% da população, ou 60 milhões de pessoas, não possuem conta no banco.” Para utilizar o recurso o motorista deve solicitar o Cartão 99 pelo app ou na Central de Atendimento ao usuário pelo telefone 0300 3132 421.

Os aplicativos da Apple, quando usados na Rússia, apresentam a península da Crimeia, anexada em março de 2014, como uma região russa.

Várias cidades nesta península, como Simferopol ou Sevastopol, aparecem como parte da "Crimeia, Rússia" nos serviços de navegação ou meteorológicos da gigante americana, disseram jornalistas da AFP.

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Quando os mesmos serviços são usados em outros países, como a França, por exemplo, as mesmas cidades não têm um país definido.

Vasili Piskarev, presidente do comitê parlamentar russo de segurança e combate à corrupção, confirmou que a Apple colocou todos seus serviços "de acordo com a lei russa", que reconhece a Crimeia como parte de seu território, informou a agência Interfax.

"O erro na sinalização das cidades da Crimeia no aplicativo de meteorologia foi corrigido", acrescentou.

A anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 - após um referendo que o governo ucraniano e os países ocidentais consideraram ilegais - causou tensões significativas, bem como sanções europeias e americanas contra Moscou.

A Vivo está lançando em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, a sua rede de banda larga e TV com Vivo Fibra. A cidade faz parte do cronograma de municípios selecionados pela empresa para receber a rede de fibra em 2019. 

O lançamento da fibra é feito em duas etapas, a partir do dia 02 de dezembro, para os bairros de Bairro Novo e Casa Caiada. De acordo com Ricardo Vieira, diretor regional da Vivo no Nordeste, Olinda é uma cidade estrategicamente importante para a empresa. "A partir de agora, a cidade entrará para o crescente grupo de municípios que podem contar com o que há de mais moderno em termos de banda larga de ultravelocidade, telefonia fixa ilimitada e TV por assinatura no país", diz Vieira.  

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A nova aposta da LG no Brasil é o G8X, um smartphone com duas telas OLED de 6,4 polegadas feito especialmente para a geração ‘multitasker’ - pessoas que vivem fazendo mais de uma atividade ao mesmo tempo -. A pré venda do produto começou no último dia 22 de novembro. O G8X deve chegar nas lojas de todo Brasil no dia 7 de dezembro, custando R$ 5.999. 

O lançamento do smartphone no Recife foi realizado nesta terça-feira (26), no centro de inovação CESAR, localizado na Rua do Bom Jesus, Bairro de São José. Um dos diferenciais para quem comprar esse aparelho é que ele é portátil e, não querendo portar as duas telas, a pessoa pode destacar uma delas. A conexão entre o smartphone e sua segunda tela é via USB.

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O LG G8X vem com o processador Qualcomm Snapdragon 855 de até 2.84GHz. Sua memória RAM é de 6GB, com memória interna de 128GB. A câmera frontal é de 32 MP, com ângulo de 79º. Na parte de trás são duas câmeras, uma teleobjetiva de 12MP, e uma grande angular de 13MP que proporciona um ângulo de visão de 136º. 

Fabrício Habib, gerente geral de Produtos Móveis da LG no Brasil, acredita que os usuários que experimentarem um celular de duas telas passarão a ter uma experiência multitarefa completa e surpreendente. Para ele, “quem se habitua com as duas telas dificilmente vai querer voltar para uma só”. 

Na tentativa de estimular a compra do G8X, quem adquirir o smartphone até o dia 29 de dezembro, ganhará como brinde uma televisão 4K de 43 polegadas. O modelo também será disponibilizado com ofertas nos planos pós-pago e controle.

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O centro de inovação da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, Overdrives, está com inscrições abertas para o 3º Batch de Aceleração. As startups interessadas em participar da chamada terão até o dia 12 de janeiro para submeter os seus projetos no site da Overdrives. 

O programa de aceleração da Overdrives tem como objetivo atrair startups com potencial de sucesso e auxiliá-las em seus desenvolvimentos. As startups terão um aporte financeiro de até 100 mil reais, com um retorno de até 14% em ações para o Centro de Inovação. 

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Além do investimento, as startups terão acompanhamento presencial, capacitação profissional e conexão com o mercado de um grupo de startups. “A combinação de metas, acompanhamento intenso, horas de conhecimento técnico compartilhado, escritório aberto, investimento e conexões facilitadas com o mercado fazem do programa de aceleração Overdrives uma etapa estratégica na jornada das startups”, explica o head do Centro de Inovação, Luiz Gomes. 

Com uma metodologia ativa, o programa de aceleração da Overdrives auxilia nas tomadas de decisões estratégicas, na criação de uma operação forte e na conexão com uma rede mentores experientes em áreas fundamentais para o desenvolvimento de startups. Atualmente, o Centro de Inovação conta com 8 startups aceleradas de três estados, mostrando ser capaz de apoiar startups nacionais, com modelos de negócio e mercado distintos.

As autoridades de Londres, na Inglaterra, anunciaram nesta segunda-feira (25) que não renovarão a licença para o serviço de transporte Uber operar na cidade. A agência pública de transportes de Londres, a Transport for London (TfL), alegou "diversas violações que colocam os passageiros e sua segurança em risco" como justificativa para a medida. 

A TfL disse que sua preocupação maior é com uma vulnerabilidade no aplicativo que permite que motoristas não autorizados realizem viagens com passageiros. A agência informou ter detectado 14 mil viagens irregulares. Em resposta, a empresa americana disse que recorrerá da decisão, a qual definiu como "extraordinária e errada".

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"Nós fundamentalmente mudamos o nosso negócio nos últimos dois anos e estamos definindo o parâmetro de segurança", garantiu a empresa. O prazo para recorrer é de 21 dias. Até lá, a companhia pode continuar operando em Londres. Em 2017, a Uber também tinha perdido sua licença para operar em Londres. No entanto, a empresa conseguiu prorrogar que a medida entrasse em vigor. 

Da Ansa

A fabricante chinesa de eletrônicos Xiaomi inaugura neste sábado (23), a partir das 10h, sua segunda loja em São Paulo: localizada no Shopping Center Norte, na zona norte da capital paulista, o estabelecimento terá 206 metros quadrados e uma vitrine larga, com 24 metros. A expectativa é de fila: em evento no Facebook, mais de 8 mil pessoas demonstraram interesse na loja.

A alta demanda não é uma novidade para a Xiaomi: na abertura da primeira loja da empresa no País, em junho, mais de 5 mil pessoas aguardaram sua vez para conhecer o espaço da empresa no Shopping Ibirapuera, na zona sul paulistana. Além da novidade em si, os fãs da marca também estavam interessados em brindes e cupons de desconto nos smartphones e outros produtos da empresa.

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"Estamos adiantando os planos. Nossa meta era abrir a segunda loja apenas em 2020", diz Luciano Barbosa, diretor da Xiaomi no Brasil. Segundo analistas de mercado ouvidos pelo Estado, nos últimos meses a chinesa tem ganhado notoriedade com o consumidor brasileiro, afetando inclusive a fatia de mercado de marcas como Motorola, LG e Asus.

O anúncio da nova loja foi uma decepção para muitos usuários da marca: quem não é de São Paulo pedia uma loja fora do Estado. Barbosa explica que a decisão de abrir uma segunda loja na capital paulista foi uma necessidade operacional: "A parte administrativa, estratégica e de marketing da Xiaomi fica concentrada em um escritório em São Paulo. É mais fácil acompanharmos os processos de construção aqui", diz o executivo.

Segundo Barbosa, a escolha do Center Norte não se deve a uma diversificação de tipos de clientes. "Não pensamos exatamente em tipos de público, nossa estratégia foi encontrar um espaço que tivesse um grande fluxo de movimento", afirma Barbosa, "até porque a Xiaomi leva um fluxo próprio de pessoas para o shopping, como vimos no Ibirapuera".

Próximos passos

Desde quando trouxe sua operação para o Brasil em junho, a Xiaomi valoriza pontos de venda físico. "Queremos que os usuários tenham pontos de experimentação. As lojas são um showroom", diz o diretor da Xiaomi no Brasil. Para o executivo, a segunda loja da empresa, com uma fachada grande, foi construída também para mostrar o poder da marca. Além das lojas físicas, a Xiaomi vende seus produtos oficiais em um canal online e em varejistas - muitos usuários, entretanto, procuram os aparelhos no mercado cinza.

A Xiaomi promete novas lojas físicas para 2020, mas não fala em números. "Pelos menos uma das lojas inauguradas no ano que vem será em um estado fora de São Paulo", afirma Barbosa. Segundo a empresa, os lugares em que o público mais pede uma loja da Xiaomi são Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas.

A metrópole abre as portas para a tecnologia. Entre o próximo sábado (23) e a sexta-feira (29), o Museu Catavento, na região central, apresenta a São Paulo Tech Week 2019 (SPTW) com as novidades do segmento tecnológico. O evento é considerado um dos maiores festivais de inovação do mundo e coloca a capital paulista como importante polo para empreendedores do ramo de startups e empresas voltadas para soluções transformadoras na América Latina.

Realizada desde 2015, a SPTW oferece iniciativas de aproximação aos principais talentos do segmento, além de empreendedores e investidores neste mercado. O festival também destaca o incentivo às oportunidades de negócios, além de ressaltar a relevância da tecnologia no dia-a-dia na construção do futuro das grandes regiões metropolitanas.

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Uma das novidades da 5ª edição da SPTW é a integração com a programação da São Paulo Tech Kids (SPTK), evento com atividade voltadas para o público infanto-juvenil. A SPTK apresentará o 4º Encontro de Professores, a Trilha Maker, a Oficina de Educação Financeira para Crianças e um Hackathon online. Os interessados que se inscreverem de forma antecipada no festival pelo www.sympla.com.br não pagam ingresso.

É possível conferir a programação completa no site do Museu Catavento Cultural de São Paulo.

Serviço

SPTW 2019 no Museu Catavento de São Paulo

Quando: de sábado (23) a sexta-feira (29), das 9h até às 17h

Onde: Museu Catavento, Palácio das Indústrias – Pça. Cívica Ulisses Guimarães, s/nº, Pq. Dom Pedro II, São Paulo - SP

Quanto: R$ 10 e R$ 5 meia-entrada para estudantes, idosos e pessoas Com deficiência (PCD); entrada gratuita às terças-feiras

Informações: (11) 3315-0051

O Google disse nesta terça-feira que seu assistente digital servirá como um "apresentador de notícias" em seus dispositivos conectados para entregar histórias de diversos parceiros de mídia. O recurso chamado Your News Update será ativado solicitando ao Google Assistant que leia as notícias.

O programa de inteligência artificial fornecerá "uma mistura de notícias curtas escolhidas naquele momento com base em seus interesses, localização, histórico do usuário e preferências, bem como as principais notícias que estão por aí", disse a gerente de produto Liz Gannes em um post no blog.

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O assistente oferecerá notícias de parceiros, incluindo CBS, Politico, Fox News e CNN, com base nas preferências do usuário e outros fatores.

Ele pode oferecer notícias, por exemplo, sobre as equipes esportivas favoritas do usuário ou eventos locais ou empresariais específicos.

"O Google Assistant serve como seu apresentador de notícias inteligente que apresenta quais editores e atualizações são os próximos", disse Gannes.

O recurso está disponível em inglês nos Estados Unidos e se expandirá internacionalmente no próximo ano, para pessoas com smartphones compatíveis e alto-falantes conectados.

A Amazon oferece um recurso semelhante para seus dispositivos com o assistente digital Alexa.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou nesta terça-feira (19) uma nova versão do Anatel Consumidor, ferramenta por meio da qual recebe queixas contra as operadoras que prestam serviços de telefonia móvel, internet e de TVs por assinatura.

As reclamações podem ser feitas tanto por meio do aplicativo Anatel Consumidor quanto pelo site da agência. Para quem não tem acesso à internet, há, ainda, um canal de atendimento por meio de call center, no telefone 1331.

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Ao disponibilizar essas ferramentas, a Anatel busca fazer do consumidor um agente ativo para melhor regulação do mercado. A ideia é dar ao usuário cada vez mais informações e instrumentos para que, dotado de informações sobre preços e qualidade, ele “se torne um agente ativo na regulação do mercado”.

Anatel Consumidor

“A Anatel trabalha na perspectiva de empoderamento do consumidor, razão pela qual temos um canal de atendimento para que registrem suas reclamações. Esse canal tem se revelado efetivo, mas precisávamos aprimorá-lo”, disse à Agência Brasil o presidente da Anatel, Leonardo Euler de Moraes, após a cerimônia de lançamento da nova plataforma do Anatel Consumidor.

A plataforma se integra a outros sistemas que tratam de questões envolvendo consumidores, “para trazer facilidades e mais interação do consumidor com a agência, de forma a registrar reclamações ou solicitações em relação às prestadoras de serviços de telecomunicações”, acrescentou Moraes.

O presidente da Anatel destacou que a apresentação do número do protocolo de reclamação obtido junto à empresa de telecomunicações é importante para facilitar a localização e o acompanhamento do caso, pela Anatel. “Mas, mesmo sem ele, é possível fazer a reclamação, de forma a colocar a Anatel como interlocutora na relação do consumidor com a empresa”, acrescentou.

Feita a reclamação junto à Anatel, as operadoras têm prazo de 10 dias corridos para dar um retorno, processo que pode ser acompanhado tanto por meio do aplicativo quanto por meio do site da agência.

Nível de satisfação

Outra novidade é que, a exemplo de aplicativos como o Uber, o consumidor informará seu nível de satisfação com a resposta apresentada pela operadora, dando a ela uma nota que varia de 1 a 5.

De acordo com a superintendente de Relações com os Consumidores da Anatel, Elisa Leonel, as mudanças devem-se também ao fato de a demanda de reclamações estar acima da capacidade suportada pelo sistema.

“Ele [o sistema] estava defasado do ponto de vista operacional. Nosso volume de atendimentos registra uma média de 3 milhões de reclamações por ano, já tendo apresentado pico de 4 milhões. Para se ter uma ideia do que esse volume representa, os Procons de todo o país, juntos, registram cerca de 500 mil reclamações por ano”, ressaltou.

Painéis de Dados

Na mesma cerimônia, a Anatel anunciou a disponibilização, em seu portal, dos novos painéis de dados de serviços de telecomunicações. Neles haverá dados sobre regulamentação, acessos, certificação, reclamações, demandas e diversos segmentos relacionados à competência legal da Anatel, respaldados por gráficos, mapas e indicadores do setor de telecomunicações, como quantitativos de acessos ou velocidade da conexão.

Segundo Moraes, o painel precisava ter uma configuração “mais amigável, inteligível e estruturada” sobre o setor regulado pela agência. “Trata-se de uma facilidade para quem acompanha o setor; para os investidores que querem ingressar no Brasil [inclusive para a oferta de equipamentos]; e para os acadêmicos que fazem estudos sobre o setor”, explica o presidente da Anatel.

 

A empresa italiana Pirelli se tornou a primeira do mundo a desenvolver pneus inteligentes que conseguem transmitir ao condutor, através da rede 5G, informações sobre as condições da pista.

De acordo com a Pirelli, os pneus, quando conectados ao 5G, identificam possíveis situações de aquaplanagem e transmitem ao motorista o perigo que o veículo poderá enfrentar na sequência.

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O conceito foi apresentado em Turim, na Itália, durante o evento "O papel do 5G na comunicação V2X". A tecnologia, por sua vez, é denominada "Primeiro Sistema ADG 5G Avançado".

O Pirelli Cyber Tyre, equipado com um sensor interno, no futuro fornecerá informações relativas ao modelo do pneu, quilômetros percorridos, carga dinâmica e, pela primeira vez, situações de perigo potencial na superfície das estradas, como presença de água e baixa aderência.

Além de informar o próprio condutor, os dados podem ser fornecidos para outros carros, podendo aumentar a segurança em rodovias.

Da Ansa

As pessoas portadoras de telefones celulares pré-pagos que não atualizaram seus cadastros, após terem recebido notificação das operadoras, estão com suas linhas bloqueadas a partir desta segunda-feira (18), segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De acordo com a Anatel, a medida vale para os clientes dos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e São Paulo.

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A agência informou que menos de 1% dos 91 milhões de celulares pré-pagos dessas regiões apresenta alguma pendência cadastral. Alertou também que é a última fase da campanha de comunicação aos consumidores com cadastros desatualizados, realizada pelas prestadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel, Tim e Vivo, dentro do Projeto Cadastro Pré-Pago, acompanhado pela Anatel.

Segundo a Anatel, o objetivo da iniciativa é assegurar uma base cadastral correta e atualizada, para evitar a ocorrência de fraudes de subscrição (linhas associadas indevidamente a CPFs) e, assim, ampliar a segurança dos consumidores.

Como atualizar o cadastro

Quem tiver a linha pré-paga bloqueada poderá atualizar os dados cadastrais na sua prestadora pelos canais de atendimento disponíveis como: call center e espaço reservado ao consumidor na internet.

Apessoa deve informar o nome completo e o endereço com o número do CEP. No caso de pessoa física, é necessário informar o número do CPF e, para pessoa jurídica, o CNPJ. Também poderão ser solicitadas informações adicionais de validação do cadastro.

A Apple retirou de sua App Store todos os aplicativos relacionados a vaporizadores pelos riscos que a prática pode apresentar à saúde, no contexto de uma epidemia nos Estados Unidos que já deixou 42 mortos e quase 2.200 afetados neste ano.

"Recentemente, os especialistas dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e a Associação Americana do Coração vincularam os cigarros eletrônicos e a vaporização com uma série de doenças pulmonares e de mortes, chegando a falar de crise sanitária e de epidemia entre os jovens", explicou a Apple à AFP, confirmando uma informação do portal informativo Axios.

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"Estamos de acordo e revisamos nossas regras da App Store para indicar que os aplicativos que fomentam ou facilitam o uso desses produtos não sejam permitidos", disse o grupo, que controla rigorosamente os apps para seus produtos móveis, entre eles, cerca de 900 milhões de iPhones em todo o mundo.

Ao todo, a Apple apagou 181 aplicativos, embora quem tiver baixado antes da proibição continue tendo acesso.

Na semana passada, as autoridades de saúde dos Estados Unidos anunciaram que um óleo de vitamina E aparentemente adicionado às recargas de maconha vendidas no mercado negro estaria relacionado às doenças pulmonares.

Pouco antes, o presidente Donald Trump tinha declarado sua intenção de aumentar a idade mínima para comprar cigarros eletrônicos nos Estados Unidos de 18 para 21 anos.

Titulares de linha telefônica pré-paga em 17 estados têm até a próxima segunda-feira (18) para recadastrar e atualizar seus dados, sob risco de ficarem com o serviço bloqueado. A medida faz parte do projeto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a criação do cadastro nacional de usuários dos serviços de telefonia celular pré-paga.

A exigência vale para os moradores dos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e São Paulo. Os demais estados e o Distrito Federal já concluíram essa etapa de recadastramento.

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Esta é última fase da campanha de comunicação aos consumidores com cadastros desatualizados, realizada pelas prestadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel, Tim e Vivo, dentro do Projeto Cadastro Pré-Pago. 

Segundo a agência reguladora, o objetivo da iniciativa é assegurar uma base cadastral correta e atualizada, para evitar a ocorrência de fraudes de subscrição (linhas associadas indevidamente a CPFs) e, dessa forma, ampliar a segurança dos consumidores.

Recadastramento

Pessoas que tiverem a linha pré-paga bloqueada poderão atualizar os dados cadastrais junto à sua prestadora por meio dos canais de atendimento disponíveis, como call center e espaço reservado ao consumidor na internet. Nesse contato, devem ser informados o nome completo e o endereço com o número do CEP. No caso de pessoa física, é necessário informar o número do CPF e, para pessoa jurídica, o CNPJ. Também poderão ser solicitadas informações adicionais de validação do cadastro.

Para evitar fraudes, os usuários podem confirmar se o SMS de solicitação de recadastramento recebido foi, de fato, encaminhado pela prestadora contratada.

A digitalização de indústrias e serviços pode ter um grande impacto em diversos setores da economia em todo o mundo. Segundo estudo da empresa de dispositivos móveis Ericsson, até 2030, essas tecnologias podem aportar até US$ 3,8 trilhões (R$ 15,86 trilhões) à economia global. O tema foi debatido nesta quarta-feira (13) em workshop da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília.

Esse processo, denominado “transformação digital”, envolve a coleta e processamento de grandes quantidades de dados, a aplicação de uma série de novas tecnologias, como o 5G e a inteligência artificial, e a disseminação de dispositivos tanto para usuários (como smartphones) quanto nas atividades econômicas, como em linhas de montagem.

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O estudo da companhia também mapeou quais setores têm maior potencial de geração de receitas neste montante que pode ser gerado com a digitalização. A área de saúde pode chegar a 21% dessas verbas, seguida pela indústria (19%); segmento automotivo e energia (12%); mídia, entretenimento e segurança pública (10%).

Na avaliação dos presentes no evento, o processo de digitalização vai alterar sobremaneira a forma como as atividades econômicas estão estruturadas. Um novo conjunto de negócios ganha importância, relacionado à fabricação de dispositivos, oferta de serviços de conectividade e infraestrutura, habilitação de serviços (como plataformas) e provimento de aplicações (como redes sociais, mecanismos de busca, comércio eletrônico, transporte etc.).

5G

Dentre o montante projetado pela Ericsson, US$ 1,5 trilhão (R$ 6,2 trilhões) está relacionado à implantação do ecossistema do 5G. Essa nova geração dos serviços móveis é apontada não apenas como uma evolução das tecnologias móveis, mas uma mudança qualitativa que pode permitir uma série de novas aplicações a partir de um tráfego de alta velocidade que pode ser acessado por dispositivos móveis.

Segundo Tiago Machado, representante da Ericsson no evento, o 5G terá um papel chave para impulsionar a digitalização. “Antes ninguém sabia o que era 5G e agora só se fala nisso. Ele quebra cadeias tradicionais de valor. O carro é basicamente o que era 100 anos atrás. A partir do 5G, além da evolução do acesso móvel, a gente tem toda uma expectativa de digitalização de diferentes setores”, comentou.

A coordenadora política e regulatória da GSMA para América Latina Adriana Sarkis destacou a importância dos equipamentos e serviços móveis, de smartphones à banda larga móvel, no fenômeno da transformação digital hoje, e reforçou que a chegada do 5G pode ampliar essa participação.

“Economicamente falando, só no ano de 2018, US$ 1,1 trilhão (R$ 4,6 trilhões) da economia global foi influenciado pelo ecossistema móvel. Com advento do 5G, dentro dos próximos 15 anos essa tecnologia deve contribuir com US$ 2,2 (R$ 9,2 trilhões) para a economia global”, projetou a coordenadora, cuja entidade é uma das maiores analistas do mercado móvel do mundo.

Para Sarkis, as mudanças se darão em três frentes. A primeira está ligada aos usuários. Em 2018 havia cerca de 5 bilhões de usuários de smartphones no mundo. A previsão da GSMA é que este número suba para 6 bilhões até 2025. As práticas históricas de comunicação utilizando esses dispositivos tendem a se ampliar para diferentes atividades, como transações financeiras a aplicações de comércio eletrônico.

Um segundo movimento está vinculado à evolução tecnológica. Atualmente, o 4G é o padrão dominante no mundo. A expectativa da GSMA é que até 2025 existam 14 bilhões de conexões em 5G, representando quase metade de todos os países. “É uma transição de tecnologia mas de forma mais disruptiva. Permitir muito mais em suas redes, como manipulação remota, dar apoio à indústria 4.0 e ofertar uma internet móvel de altíssima velocidade”, disse a representante da GSMA.

Um terceiro vetor de mudança está nos aparelhos. Em 2018, os smartphones representavam 60% das conexões à Internet e a projeção é que representem 80% até 2025. Contudo, a grande transformação deve estar no crescimento de equipamentos que se comunicam com outras máquinas, indo além do tradicional aparelho e serviço voltado ao consumidor. Esse ambiente vem sendo chamado de Internet das Coisas. Entre 2018 e 2025, a GSMA estima que o número de dispositivos conectados saia de 9 bilhões para 25 bilhões.

Globo

Membro da Diretoria Integrada de Negócios da Globo, Eduardo Perez apresentou o caso da transformação digital do grupo. O conglomerado unificou seus negócios, o que chamou de “uma só Globo”, reconfigurando sua estrutura institucional. Na área de conteúdo, para além do portal Globo.com, o serviço de streaming Globoplay passou a oferecer conteúdos específicos.

Perez explicou que um dos objetivos é ampliar a base de dados sobre a audiência dos veículos do grupo, cadastro chamado de Globo ID. Quando se loga nas plataformas, o usuário passa a ser monitorado. Interações de programas e serviços online da Globo, como votações no BBB ou o uso do aplicativo Cartola FC, são utilizadas também para ampliar o conhecimento sobre os usuários.

“O nível de interação também nos traz muitas informações sobre estes usuários. Nossa estratégia é entender nosso consumidor, usar massivamente dados que a gente tem e aproveitar o nosso diferencial competitivo de conteúdo de alta qualidade e distribuição para poder, usando os dados, fazer coisas diferenciadas pensando em publicidade digital”, afirmou o executivo.

Universitários de qualquer área do conhecimento e idade podem se inscrever, até o dia 6 de janeiro próximo, para participar do Módulo Ignição, do Programa Petrobras Conexões para Inovação, promovido em parceria pela empresa com o Ecoa PUC-Rio, iniciativa multidisciplinar e gratuita da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O objetivo é estimular a experimentação, desafiando universitários a trabalhar em busca de soluções criativas para a transformação digital do setor de óleo e gás. O formulário está disponível no site da PUC.

As inscrições foram abertas na semana passada, por ocasião do lançamento do novo módulo, durante a edição brasileira da Offshore Technology Conference’ (OTC), que realizada no Rio de Janeiro. O projeto prevê a divulgação, no dia 24 de janeiro, dos 21 estudantes selecionados que passarão por uma mentoria da PUC-Rio, baseada em desafios e seguida de um período para o desenvolvimento de inovações.

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O professor Gustavo Robichez, do Departamento de Informática do CTC/PUC-Rio e integrante do ECOA PUC-Rio, informou que o projeto inclui estudantes de todas as universidades públicas e privadas, que estejam regularmente matriculados em cursos de graduação, com término previsto em janeiro de 2021, para que haja o vínculo institucional. “A diversidade de instituições é muito importante. O que a gente está em busca é dos melhores talentos que possam, a partir dos desafios que a Petrobras venha a propor, experimentar soluções usando tecnologia”.

Robichez acrescentou que o foco é provocar esses talentos, em um processo de cocriação. A partir dos desafios da empresa e de mentores da universidade, os universitários vão ter uma jornada de experimentação instigada por essas provocações que a indústria de óleo e gás tem. A ideia é que no ciclo de alguns meses, eles já apresentem protótipos, que são provas de conceitos de soluções que vão ser avaliadas pelo time da Petrobras especializado. “Os técnicos da Petrobras vão acompanhar as soluções propostas pelos estudantes ao longo de toda a jornada”.

Tutoria

O conhecimento da indústria virá da Petrobras. A PUC tem a metodologia da condução desses experimentos e, principalmente, um processo de orientação e de tutoria ao longo dessa jornada. “É uma oportunidade quase única, transformadora na vida das pessoas”, definiu o professor. Para ele, a participação no programa da Petrobras pode representar uma possibilidade de contratação futura no mercado formal de trabalho e a abertura de empreendimentos pelo próprio estudante. “A Petrobras tem programas para orientar e incluir startups (empresas nascentes inovadoras) dentro da cadeia de óleo e gás”.

Os 21 universitários receberão uma bolsa-auxílio mensal por seis meses, que poderá ser renovada ao fim desse período. Gustavo Robichez disse que o Módulo Ignição poderá se estender. A ideia é que haja um processo de seleção semestral, com abertura de nova chamada no próximo ano, para dar oportunidade a mais pessoas de participarem dessas jornadas. “A gente pede uma dedicação de 20 horas semanais para eles (estudantes) poderem se dedicar a essas experimentações digitais”. A PUC-Rio já vem desenvolvendo experiência semelhante nas áreas de tecnologia, seguros e indústria do entretenimento. “A gente pede que eles se organizem para que tenham tempo e possam se dedicar à iniciativa”. No final do semestre, serão divulgadas as soluções apresentadas.

A Petrobras fará a divulgação dos resultados para poder retroalimentar o ciclo. “É como se tivéssemos um processo de construção e criação conjunta. Depois dos primeiros seis meses, a gente vai definir novos desafios que serão trazidos, muito em função do que os participantes conseguiram gerar, e sempre ficar provocando esses jovens talentos a contribuír e conhecer mais os domínios de óleo e gás porque, muitas vezes, eles ficam meio perdidos entre a teoria e a prática. É uma chance de eles colocarem, dentro de um cenário controlado, a prática para acontecer, para fazer diferença”.

Perfis

Robichez esclareceu que a ideia é juntar visões complementares e diferentes. Daí a busca por perfis profissionais diversos, misturando aqueles que têm vocação para a criatividade, entre os quais design industrial e comunicação, com um perfil mais técnico encontrado nas ciências exatas, envolvendo pessoas com interesse em desenvolver um background (experiência) na área tecnológica. O terceiro perfil engloba talentos que queiram também dar sua contribuição para o projeto, entre os quais estudantes de psicologia e até de biblioteconomia, informou o professor da PUC-Rio. “Então, é para todo mundo mesmo. A gente quer trazer pessoas que possam fazer a diferença. E isso, às vezes, independe do processo dela de formação tradicional”.

As atividades serão desenvolvidas a partir do dia 3 de fevereiro, na PUC-Rio, localizada na Gávea, zona sul da cidade, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.

Estão previstas visitas às instalações da Petrobras no Rio de Janeiro, ao longo do ano. O programa adota o Challenge Based Learning’ (CBL), metodologia multidisciplinar que instiga os alunos a desenvolverem soluções para as mais diversas situações, de forma criativa e inovadora.

Documentos vazados de um processo contra o Facebook revelam como a rede social utilizou dados dos usuários para negociar com anunciantes e prejudicar concorrentes, segundo informações divulgadas pela imprensa americana nesta quarta-feira (6).

Ao menos 7 mil páginas de documentos revelam como a direção do Facebook usou informação pessoal dos usuários para atrair parceiros com a oferta de dados preferenciais, enquanto se negava a compartilhar o mesmo tipo de informação com os concorrentes.

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O jornalista independente Duncan Campbell entregou a vários meios de comunicação, incluindo Computer Weekly e NBC News, documentos compilados entre 2011 e 2015, incluindo 4 mil comunicados internos do Facebook, que segundo ele revelam "como Mark Zuckerberg e sua equipe administrativa encontraram formas de usar dados dos usuários, incluindo informação pessoal sobre amigos, relacionamentos e fotos, para pressionar seus parceiros".

Os documentos, agora disponíveis na Internet, procedem de um processo em um tribunal da Califórnia da empresa de aplicativos Six4Three, que acusa o Facebook de arruiná-la ao impedir seu acesso a informações dos usuários da rede social.

"Facebook deu ao gigante de vendas online e distribuição Amazon acesso privilegiado a dados de usuários porque o grupo gastou muito dinheiro em publicidade na rede, mas bloqueou a mesma informação para seus concorrentes".

"Os documentos revelam ainda que o aplicativo MessageMe teve seu acesso aos dados suspenso porque estava se tornando muito popular e ameaçava o Facebook", afirma Campbell.

O Facebook não respondeu aos pedidos da AFP para comentar as denúncias.

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