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A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal em Curitiba recuperou mais R$ 67.051.695,52 para os cofres públicos. Segundo a Procuradoria, os valores, desviados em decorrência de crimes praticados para a celebração de contrato entre a Petrobras e a Odebrecht, haviam sido direcionados a três condenados em uma ação penal da Lava Jato - Aluísio Teles Ferreira Filho, Ulisses Sobral Calile e Mário Ildeu de Miranda em contas no exterior.

Os três, condenados na ação penal nº 5023942-46.2018.4.04.7000/PR, "confessaram os crimes e renunciaram aos valores depositados em contas-correntes mantidas em bancos suíços", informou a força-tarefa da Lava Jato.

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Os valores foram transferidos para contas judiciais vinculadas ao processo e integram os mais de R$ 13 bilhões que são alvo de recuperação pela Lava Jato ao longo de cinco anos de operação, destaca a Procuradoria.

Somente no primeiro semestre de 2019, o Ministério Público Federal recuperou efetivamente mais de R$ 1,5 bilhão e apresentou 14 denúncias - número superior a 2018 e o mesmo verificado em 2017.

O dólar voltou a subir hoje, após cair nos últimos cinco pregões. Operadores destacam que o movimento foi um ajuste, sobretudo após o real ser a moeda que mais se valorizou no mercado internacional na semana passada, considerando uma cesta de 35 divisas. Nesta segunda-feira, 15, com a agenda doméstica fraca, o mercado local acompanhou o fortalecimento do dólar no exterior, ante moedas de países desenvolvidos e alguns emergentes. O dólar à vista fechou em alta de 0,48%, a R$ 3,7563.

A liquidez foi fraca hoje, com o mercado futuro movimentando apenas US$ 10,4 bilhões, ante média de US$ 18 bilhões. No mercado à vista, o giro também foi fraco, com US$ 760 milhões, abaixo da média de US$ 1,3 bilhão de dias normais. O dólar futuro para agosto fechou em alta de 0,52%, a R$ 3,7610.

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"Na falta de notícias internas, o mercado acompanhou o exterior", afirma o gerente de tesouraria do Travelex Bank, Felipe Pellegrini. Apesar da alta de hoje, ele ressalta que a tendência do dólar ainda é de queda e a moeda pode cair abaixo de R$ 3,70 se houver noticiário positivo, sobretudo sobre a Previdência, como a reinclusão de Estados e municípios no texto.

Hoje, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), disse achar "confortável" que os senadores avaliem a reforma em um prazo de 60 dias e não espera muita desidratação do impacto fiscal na tramitação.

Os estrategistas do banco dinamarquês Danske Bank também veem o real ganhando força nos próximos meses. A tendência é que a moeda americana recue para a casa dos R$ 3,64 nos próximos três meses e R$ 3,50 nos próximos 12 meses. A avaliação do Danske é que o dólar deve se enfraquecer também na economia mundial, por conta da expectativa crescente de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). "Os recentes comentários do Fed nos convenceram ainda mais de que os cortes de juros vão começar a partir deste mês", ressaltam em relatório nesta segunda-feira. Outro fator que deve contribuir para manter a moeda americana enfraquecida é a trégua comercial acertada entre Estados Unidos e Pequim.

No exterior hoje, o dólar subiu em meio a indicadores econômicos fracos da China, que teve o menor nível de crescimento em 27 anos, pela cautela com o início de divulgação dos balanços corporativos nos Estados Unidos e também por uma recuperação das quedas da semana passada.

O dólar teve o terceiro dia seguido de alta e fechou com valorização de 0,29%, a R$ 3,8554, o nível mais alto desde 18 de junho. As mesas de câmbio monitoraram de perto hoje o noticiário da reforma da Previdência e o dia acabou sendo de volatilidade. A moeda americana abriu em queda e chegou a recuar à tarde, mas acabou não sustentando o movimento, em meio à cautela com as discussões políticas para votar a reforma em Brasília. No exterior, o dólar teve comportamento misto, caindo perante divisas fortes e alguns emergentes, como o México e Argentina, mas subindo ante outros pares do Brasil, como Colômbia e Turquia.

Mais cedo, notícias dizendo que a leitura do voto complementar do relator da reforma na comissão especial, Samuel Moreira (PSDB-SP), poderia ficar para amanhã, estressaram o mercado e o dólar chegou a tocar máximas de R$ 3,88. Na avaliação de operadores, se houvesse esse adiamento, aumentaria a chance de a votação do texto no plenário da Câmara ficar para agosto. Pela tarde, com a confirmação por líderes partidários de que a voto seria lido hoje mesmo, o dólar chegou a engatar queda, e bateu mínimas, a R$ 3,81, mas a prudência acabou prevalecendo e o movimento não durou.

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"Hoje o dia só teve Previdência, ora com a expectativa de votação na Câmara antes do recesso, ora com previsão de votação só em agosto", destaca o responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem. Se o texto ficar de fato para ser votado no plenário em agosto, ou seja, na volta do recesso parlamentar, ele acredita que o dólar pode testar níveis acima dos R$ 3,90 nos próximos dias.

No exterior, a euforia inicial com a trégua comercial acertada entre China e Washington, acertada na reunião do G-20 no final de semana, não se repetiu hoje e o dólar teve comportamento misto no mercado financeiro internacional.

Os estrategistas do banco espanhol BBVA destacam que prevalecem as crescentes preocupações com a desaceleração da economia mundial e também pesaram as ameaças de Donald Trump de taxar produtos europeus. "O dólar ficou misto com o enfraquecimento da euforia pós-G-20", ressalta o banco de investimento americano Brown Brothers Harriman (BBH). Nesse ambiente, é crescente a expectativa pelos dados de junho do mercado de trabalho americano, que saem na sexta-feira e podem consolidar as apostas de corte ou não de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

O dólar fechou junho com queda de 2,17%, a segunda maior de 2019, atrás apenas de janeiro, quando a moeda americana recuou 5,4%. A semana agitada para o mercado de câmbio terminou com um dia mais calmo nesta sexta-feira, 28, sessão em que o dólar pouco oscilou, mesmo com a disputa entre investidores pela definição da Ptax de junho, referencial usado em contratos cambiais de empresas e em balanços. Na semana, o dólar acabou subindo apenas 0,40% e no primeiro semestre, caiu 0,80%.

O dólar fechou a sexta-feira em leve alta de 0,18%, a R$ 3,8404. O dia foi de noticiário esvaziado, mas mesas de câmbio operaram no final da tarde com certa prudência, no aguardo de eventos importantes do final de semana. O mais esperado é a reunião neste sábado (29) entre o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, para tentar resolver a questão comercial entre as duas maiores economias do mundo.

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No aguardo da reunião, o dólar era negociado praticamente estável ante divisas fortes, com o índice DXY recuando 0,02%. Perante emergentes, a moeda americana operava mista, mas também com oscilações mais contidas. "Com a deterioração das relações comerciais entre os EUA e a China causando estragos nos mercados globais, todos os olhos estão voltados para a cúpula Trump-Xi deste fim de semana na reunião do G-20", destaca a economista da corretora norte-americana Stifel, Lindsey Piegza.

O que for definido na reunião de sábado deve ser decisivo para os movimentos do dólar no mercado internacional na segunda-feira, com impacto direto aqui. Entre os analistas, persistem dúvidas sobre os resultados. "Não fiquem tão entusiasmados", alertam os estrategistas do grupo financeiro canadense Scotiabank. Para os economistas da consultoria inglesa Capital Economics, qualquer trégua entre Trump e XI Jinping acertada no Japão "não deve durar" por muito tempo. Mas caso um acordo seja fechado neste sábado, no curto prazo os mercados podem reagir positivamente, observam.

No mercado doméstico, as atenções também estão voltadas para a reforma da Previdência na comissão especial, com a leitura do relatório prevista para a próxima terça-feira (2). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem mostrado confiança que o texto vai ser votado no plenário da casa antes do recesso parlamentar, o que tem ajudado a acalmar os mercados.

Em junho, foi a perspectiva de avanço da Previdência aliada à redução da tensão comercial entre China e Estados Unidos que ajudou o dólar a cair, após ter ultrapassado os R$ 4,10 em maio. "Esperamos que uma boa versão da reforma seja aprovada no Congresso no terceiro trimestre", ressalta o estrategista do banco francês Société Générale, Dev Ashish.

O real voltou a se valorizar nesta quinta-feira, 6, acompanhando a desvalorização do dólar no exterior, sobretudo ante moedas fortes, e com as mesas monitorando questões políticas domésticas. Após bater em R$ 3,90 durante os negócios de quarta, a moeda americana terminou em R$ 3,8831, com queda de 0,30%. Nos últimos 13 pregões, o dólar só fechou em alta em quatro deles e profissionais do mercado acreditam que, na ausência de choques locais ou externos, a moeda pode testar níveis perto de R$ 3,80 ou até abaixo nos próximos dias.

As declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que os juros na zona do euro vão ser mantidos por mais tempo e podem até cair, fortaleceram o euro e a libra e provocaram queda do dólar ante outras moedas fortes. Entre emergentes, o dólar operou misto, mas caiu ante pares do real, como o peso mexicano e o colombiano. Na mínima do dia, pela manhã, em meio à entrevista de Draghi, a moeda americana caiu a R$ 3,85. Os estrategistas do banco holandês ABN Amro Nick Kounis e Aline Schuiling destacam que Draghi sinalizou claramente a possibilidade de adoção de estímulos monetários adicionais. "Corte de juros e mais compras de ativos foram explicitamente colocados na mesa", ressaltam eles.

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No mercado doméstico, o dia já começou com investidores mais otimistas após o Senado aprovar na manhã desta quinta o marco legal do saneamento, que sinaliza andamento da agenda legislativa. Já na parte da tarde, as mesas monitoraram o Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento sobre as privatizações, se vão precisar ou não de autorização prévia do Congresso. Na expectativa pelo desfecho, o dólar futuro para julho ficou perto da estabilidade.

Para o operador da Advanced Corretora de Câmbio, Alessandro Faganello, os mercados monitoraram ainda as discussões sobre a retirada ou não de Estados e municípios da reforma da Previdência. O noticiário político tem tido peso forte nas definições das cotações do dólar, ressalta ele.

No exterior, as atenções se voltam na manhã desta sexta-feira (7) para a divulgação do relatório mensal de emprego dos Estados Unidos ("payroll"). O Goldman Sachs espera a criação de 195 mil vagas e taxa de desemprego de 3,6%. Um ritmo de abertura menor que o esperado pode novamente reforçar as apostas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e enfraquecer o dólar no mercado financeiro.

O dólar recuou contra rivais nesta segunda-feira, 3, à medida que dados decepcionantes dos Estados Unidos elevaram as preocupações com a economia local e aumentaram as apostas por um corte de juros no país ainda este ano.

Perto do horário de fechamento em Nova York, o dólar caía a 107,97 ienes. Já o euro se fortalecia a US$ 1,1250 e a libra subia a US$ 1,2669. O índice DXY, que mede a divisa americana contra uma cesta de outras seis fortes, fechou em queda de 0,62%, a 97,142 pontos.

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Uma sequência de dados - o índice de atividade industrial medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), os investimentos em construção e o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial - preocupou investidores e elevou as tensões com a economia americana. "Parece que a economia está reduzindo a força inesperada do primeiro trimestre", afirma o economista-chefe para Américas do Natixis, Joseph LaVorgna.

O cenário levou as chances de pelo menos um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ainda em 2019 a 98,3%, segundo o CME Group, com a maior parte das apostas agora esperando uma redução de 75 pontos-base até dezembro.

Para o economista sênior para EUA da Capital Economics, Andrew Hunter, especialmente o declínio no índice de atividade industrial "ilustra que o setor fabril continua a lutar em face da fraca demanda global". O patamar atual do indicador, na opinião do analista, é consistente com um crescimento econômico de apenas 1,5% anualizado no segundo trimestre, depois da forte expansão acima de 3% registrada nos primeiros três meses do ano, em mais uma evidência de que a atividade perdeu ímpeto entre abril e junho.

Numa sessão marcada pelo nervosismo com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, o dólar aproximou-se de R$ 4 e a bolsa de valores fechou no menor nível em quatro meses. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (13) vendido a R$ 3,979, com alta de R$ 0,035 (+0,89%). O Ibovespa, principal índice da B3, antiga Bolsa de Valores de São Paulo, fechou o dia aos 91.727 pontos, com recuo de 2,69%.

A bolsa está no menor nível desde 7 de janeiro, quando tinha fechado em 91.699 pontos. O Ibovespa operou em queda durante toda a sessão, até fechar próximo da mínima do dia. O dólar chegou a atingir R$ 3,99 em diversos momentos do dia, mas desacelerou a alta perto do fim de sessão. A divisa fechou na maior cotação desde 24 de abril, quando tinha atingido R$ 3,986.

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O mercado financeiro operou sob clima de tensão em todo o planeta devido à escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Hoje, o governo chinês informou que pretende taxar os produtos norte-americanos em US$ 60 bilhões a partir de 1º de junho em retaliação à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar as tarifas de 10% para 25% em produtos chineses, totalizando US$ 200 bilhões.

 
* Com informações da RTP, emissora de televisão pública portuguesa, e da NHK, emissora de televisão pública japonesa

Uma nova onda de aversão ao risco varreu os mercados de ações pelo mundo nesta segunda-feira, 13, e a bolsa brasileira não ficou imune às ordens de venda, exercidas sobretudo por investidores estrangeiros. Os sinais de agravamento da guerra comercial entre Estados Unidos e China foram determinantes para a queda de 2,69% do Ibovespa, que fechou aos 91.726,54 pontos. Esta é a menor pontuação do índice desde 7 de janeiro (91.699 pontos).

Desde a segunda-feira (6), quando o presidente Donald Trump anunciou que elevaria de 10% para 25% a tarifa de importação sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, o Ibovespa já perdeu 4,46% do seu valor nominal e 5,43% em moeda estrangeira. O agravante nesta segunda foi a retaliação anunciada pela China, de que vai impor novas tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos a partir de 1º de junho.

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"O recrudescimento da retórica míngua a esperança de um acordo no curto prazo e reacende os temores quanto a uma desaceleração acentuada da economia global", disse Sandra Peres, analista-chefe da Coinvalores em relatório a clientes.

Segundo Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modal Mais, a dúvida entre os investidores é se Trump está apenas sendo o "fanfarrão" de sempre - utilizando as sobretaxações como forma de pressionar a China -, ou se ele levará a guerra comercial à frente. "Se ele voltar atrás, os mercados se recuperam. Mas se levar à frente, boa parte do estrago já terá sido antecipado", afirma.

Embora o ambiente doméstico não tenha trazido novidades significativas, o economista afirma que as preocupações com a reforma da Previdência não saíram do radar. "Com a reforma da Previdência no centro das atenções, estão também no radar as relações entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia e também das diferentes alas do governo, principalmente entre militares e os filhos do presidente", afirma Bandeira.

Das 66 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, somente 2 fecharam em alta. Foram elas: Via Varejo ON (+2,60%) e BRF ON (+0,33%). Entre as quedas mais expressivas estiveram CVC ON (-7,68%) e Gol PN (-7,02%), por conta de incertezas com o futuro da Avianca. As ações da Petrobras caíram 2,86% (ON) e 2,92% (PN), alinhadas à queda do petróleo no mercado externo. Vale ON perdeu 4,10%, refletindo os temores da guerra comercial. Entre os bancos, destaque para Banco do Brasil ON (-3,63%) e Bradesco PN (-2,43%).

O dólar terminou a sexta-feira, 10, em queda, mas acumulou alta de 0,16% na semana, marcando a quinta semana consecutiva de valorização da moeda americana no mercado brasileiro. No ano, sobe 1,80%. O aumento do temor sobre os rumos das negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos pressionou o dólar nos últimos dias, mas nesta sexta a sinalização de autoridades chinesas e americanas, incluindo o presidente Donald Trump, de que as conversar vão prosseguir acalmaram os investidores. No mercado doméstico, as mesas de operação seguem atentas aos avanços da reforma da Previdência, embora nesta sexta o assunto tenha ficado em segundo plano.

Nesta sexta-feira, o dólar teve um dia volátil. Chegou a subir a R$ 3,97 pela manhã, em meio à promessa de Trump de taxar mais US$ 325 bilhões em produtos chineses. A moeda testou mínimas, a R$ 3,93, com o noticiário de que as negociações entre as duas maiores economias do mundo prosseguem, apesar dos reveses dos últimos dias. No final da dia, o dólar à vista caiu 0,17%, a R$ 3,9453.

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Em meio a incertezas internas com a Previdência e externas sobre as negociações entre Washington e Pequim, os agentes utilizam o dólar como hedge, inclusive para operações na bolsa e nos juros, ressalta o gestor da Gauss Capital Carlos Menezes. Ele estima que o preço justo do dólar hoje aqui, levando em conta os fundamentos, estaria na casa dos R$ 3,70. Mas por conta das dúvidas sobre as reformas de Jair Bolsonaro e o ambiente externo, os investidores embutem um prêmio e a moeda segue na casa dos R$ 3,90.

Ao mesmo tempo, o dólar tem tido dificuldade de romper o patamar de R$ 4,00, que tem se mostrado um nível de resistência de alta. Ao longo desta semana, a moeda americana bateu em R$ 3,99 na quarta-feira, mas o patamar tem atraído vendedores e o dólar não se sustenta muito tempo nesse nível. Para Menezes, se a Previdência avançar como esperado na comissão especial, os investidores podem desmontar posições de hedge, fortalecendo o real. Por enquanto, a tramitação no Congresso tem sido mais lenta que o inicialmente esperado, o que fez os agentes redobrarem a cautela.

A piora da tensão comercial entre China e Estados Unidos esta semana levou o Bank of America Merrill Lynch a alertar seus clientes que, caso haja uma guerra no comércio entre os dois países, a economia mundial pode entrar em recessão. Já um acordo entre as duas maiores economias do mundo deve estimular a procura por risco, o que pode valorizar as moedas de emergentes.

O dólar fechou a sexta-feira, 3, acumulando alta semanal de 0,19%, a quarta semana consecutiva de valorização. A sessão desta sexta foi influenciada principalmente pelo ambiente externo, em novo dia de queda da moeda americana no mercado financeiro internacional. No mercado doméstico, o noticiário foi esvaziado e a expectativa maior é para o início dos trabalhos na comissão especial que vai analisar a reforma da Previdência, previsto para terça-feira (7). Nesta sexta, o dólar caiu 0,52%, a R$ 3,9390.

Investidores desmontaram posições defensivas no câmbio, mas profissionais nas mesas de operação destacam que foi um movimento pontual, estimulado pela fraqueza do dólar lá fora e que os próximos passos da Previdência recomendam cautela. Também contribuiu para retirar pressão do câmbio uma captação de recursos no exterior. Com forte demanda, a Marfrig captou US$ 1 bilhão em bônus, superando o objetivo inicial de ofertar US$ 750 milhões. A procura pelos investidores chegou a US$ 2 bilhões, segundo bancos participantes da operação.

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"Há um receio grande no mercado de que a reforma da Previdência possa ser mais diluída", destaca o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcisio Rodrigues Joaquim. Por isso, ele não vê tendência de a moeda cair abaixo dos R$ 3,90 por enquanto, a menos que apareçam desdobramentos concretos sobre a reforma. Além disso, os investidores estrangeiros seguem fora do mercado brasileiro, aguardando as medidas da Previdência avançarem, o que é um fator a mais para manter o câmbio pressionado.

O dólar caiu no exterior, perante divisas fortes, como o euro, e de emergentes, como o peso mexicano, e o rand da África do Sul. Dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos surpreenderam na criação de vagas em abril, mas o aumento dos salários veio aquém do esperado, o que trouxe de volta ao radar dos investidores a possibilidade de corte de juros na maior economia do mundo. Entre os economistas, a visão é de manutenção das taxas.

O economista do Credit Suisse, Jeremy Schwartz, minimiza a chance de redução dos juros e ressalta que o relatório "misto" de emprego apoia a estratégia do Federal Reserve de "esperar para ver". O banco espera que os juros sejam mantidos nos próximos meses pelo Fed. Hoje novos dirigentes do BC americano reforçaram a visão de que a inflação está fraca nos EUA, contribuindo para queda adicional do DXY, índice que mede o comportamento do dólar perante uma cesta de divisas fortes. Na quarta-feira, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a inflação baixa se devia a fatores "transitórios", o que esfriou as apostas de corte de juros, mas nesta sexta elas foram novamente reforçadas.

A ausência de ruídos sobre a reforma da Previdência após a pacificação no relacionamento entre o governo Jair Bolsonaro e o Congresso abriram espaço para que o real se beneficiasse do ambiente externo de apetite ao risco nesta segunda-feira, 1. Em meio a uma perda de força generalizada da moeda americana na comparação com divisas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano, o dólar encerrou a primeira sessão de abril em queda de 1,06%, cotado a R$ 3,8746, após ter acumulado alta de 4,33% em março.

Segundo Thiago Silêncio, operador de câmbio da CM Capital Markets, sem novidades sobre a reforma da Previdência, o rumo do dólar foi ditado pelo ambiente externo. Dados positivos da indústria chinesa amenizaram as preocupações com uma eventual desaceleração da economia mundial, o que despertou um apetite por ativos de risco. Também contribuiu para o ambiente benigno no exterior a expectativa de avanço nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos.

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"A verdade é que havia uma 'gordura' no câmbio e os investidores aproveitaram o clima favorável no exterior para se desfazer de parte de posições defensivas", diz Silêncio, ressaltando, contudo, que qualquer sinal de dificuldade no andamento da reforma da Previdência no Congresso ou de que haverá desidratação acentuada do texto-base poderá estressar o mercado.

Segundo operadores, o mercado tende a trabalhar nesta terça-feira em compasso de espera pela audiência do ministro da economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira, dia 3, que deve fornecer pistas sobre o quão a reforma será bombardeada na Câmara. Apesar da postura errática do governo Bolsonaro, já há, pelo menos, um calendário para o andamento do texto na CCJ. Está prevista para o dia 9 de abril a entrega do parecer do relatório da PEC da Previdência na Comissão pelo deputado Marcelo Freitas. Já admissibilidade da proposta deve ser votada no dia 17.

Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, sem estresse grande lá fora, a perspectiva é que o dólar trabalhe em uma banda entre R$ 3,85 e R$ 3,90 no curto prazo, mais perto do piso ou do teto de acordo com o andamento da reforma da Previdência. Segundo Galhardo, passado o estresse de março, em meio à crise política, investidores tendem a manter uma postura mais cautelosa e evitar apostas mais contundentes no real. "Dólar a R$ 3,80 ainda é alto, mas ainda existe muita incerteza em relação à Previdência", diz Galhardo.

 Idealizado pela pedagoga e arte-educadora Helena D’Lucia, a obra infantil “Quem me dera um Beija-Flor” será lançada no próximo sábado (6), às 16h, nas Graças, Zona Norte do Recife.

No livro, um pequeno beija-flor vive incríveis aventuras e descobertas e durante a saga descobre a importância do respeito, da amizade e da verdade. Este é o primeiro livro da escritora, que é contadora de histórias há 15 anos e violonista clássica.

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“Além de querer estimular a leitura, com esse trabalho pretendo despertar na criança o interesse por caminhos saudáveis, que levam ao bem comum, visto que a consciência de quem faz o caminho somos nós mesmos, com ética e solidariedade”, conta Helena.

Durante o lançamento, a autora também fará uma apresentação especial.

Serviço

Lançamento do Livro “Quem me dera um beija-flor”

6 de abril | 16h

Espaço Equilibre – Práticas Sistêmicas (Rua Aníbal Falcão, 151 – Graças)

*Com informações da assessoria

 Após os ingressos para turnê ‘Nossa História’, de Sandy e Junior, se esgotarem em quase todas as cidades rapidamente, os ‘passaportes’ para curtir o reencontro da dupla estão sendo comercializados a preços abusivos em sites de revenda.

Para o show de abertura da turnê, que acontece em Olinda, no dia 12 de julho, a entrada, no site 'Viagogo', para o setor camarote custa R$13.500, já para a pista, o ingresso mais barato está sendo vendido à R$610. Anteriormente os ingressos custavam R$3.200 e R$80, respectivamente. 

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Nesta sexta-feira (22), o Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon-PE), interrompeu as vendas dos ingressos para investigar divergências nos serviços oferecido nas bilheterias presenciais. A turnê 'Nossa História' passará por 10 capitais brasileiras. 

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Na próxima quinta-feira (21), “Liderança com valores: uma conversa para líderes de hoje e do amanhã” será o tema da nova edição do Conexão Sustentável RioMar. O encontro, marcado para 9h30, contará com a apresentação de Ricardo Voltolini, que carrega em seu currículo 20 anos de pesquisas sobre negócios éticos, transparentes, responsáveis e com respeito a clientes, colaboradores e meio ambiente.

CEO e fundador da ’Ideia Sustentável – Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade’, Voltolini já atendeu mais de 300 empresas. “Meu propósito é disseminar a cultura de sustentabilidade empresarial e de liderança com valores no Brasil e no mundo”, comentou o palestrante, conforme informações da assessoria de comunicação do Shopping RioMar.

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O evento será realizado no Teatro RioMar. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), podendo ser adquiridos nas bilheterias do equipamento cultural. O centro de compras fica na Avenida República do Líbano, 251, bairro do Pina, Zona Sul do Recife.

Os contratos futuros de petróleo fecharam com ganhos nesta segunda-feira, 4. A commodity foi apoiada por sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, como a Rússia, devem continuar a cortar a produção, enquanto no lado da demanda um acordo comercial entre Estados Unidos e China estaria mais perto de se materializar, o que tenderia a apoiar as compras do óleo.

O petróleo WTI para abril fechou em alta de 1,42%, a US$ 56,59 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para maio teve ganho de 0,92%, a US$ 65,67 o barril, na ICE.

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O ministro da Energia russo, Alexander Novak, afirmou que seu país pretende acelerar cortes na produção de petróleo em março, em cumprimento ao patamar combinado com a Opep. O cartel lidera uma iniciativa com aliados para reduzir as exportações, a fim de apoiar os preços.

Além disso, houve relatos de que está perto a conclusão de um acordo comercial entre EUA e China. No domingo, o jornal Wall Street Journal reportou que as duas partes estariam "no estágio final" das negociações pelo acordo.

O petróleo chegou a mostrar mais força em meio ao noticiário, contudo diminuiu os ganhos após a piora nas bolsas de Nova York. O mercado acionário foi influenciado pela notícia de que o Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA abriu nova investigação sobre obstrução de Justiça, corrupção e abuso de poder contra o presidente Donald Trump, suas empresas e a Casa Branca. Em meio à piora nas ações, os contratos do petróleo reduziram ganhos.

Segundo o Commerzbank, sanções dos EUA ainda resultaram em queda involuntária na produção de petróleo da Venezuela e do Irã. O banco alemão disse ainda que a Argélia pode ter recuos inesperados da produção no futuro próximo, em momento de instabilidade política, enquanto na vizinha Líbia também há problemas na oferta. (Com informações da Dow Jones Newswires)

O real passou o dia descolado de outras moedas emergentes e foi a divisa que mais ganhou valor ante o dólar nesta quarta-feira, 27. Amparado por fatores técnicos, como a proximidade do final do mês, com disputa pela definição do referencial Ptax de fevereiro e rolagem dos contratos de dólar futuro, a moeda americana caiu 0,40% e fechou em R$ 3,7302, o menor valor em uma semana.

Na disputa pela definição da Ptax, operadores ressaltam que os vendidos - aqueles que apostam na baixa da moeda - já sinalizaram estar fortes, a ponto de fazer o dólar operar aqui em ritmo diferente de outros emergentes. A moeda americana subiu ante pares do real, como o peso mexicano, e países exportadores de commodities, como a Austrália. A Ptax de fevereiro será usada na liquidação e ajustes de contratos futuros de câmbio e de swap cambial.

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As mesas de câmbio continuaram acompanhando os desdobramentos da reforma da Previdência, mas sem reflexo nos preços. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou o que o mercado já esperava, que só depois do carnaval as coisas devem andar de fato no Congresso. Após o feriado, o presidente Jair Bolsonaro "vai 'botar o peito nágua' sobre a Previdência", declarou o ministro.

Para o diretor de tesouraria de um banco, o mercado vai operar muito em cima de pequenas notícias sobre a articulação política do governo. Este esforço, ressalta ele, vai dar uma visão da força que o governo terá no Congresso para aprovar o texto. O presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti, disse que está otimista com a reforma, mas alertou que o governo precisa se coordenar mais para explicar as medidas para os parlamentares e a sociedade.

Pesquisa do Morgan Stanley com investidores e clientes do banco americano constatou que o otimismo segue alto com a Previdência: 93% deles esperam que a reforma seja aprovada "em breve", com 63% prevendo que a votação na Câmara ocorra até julho e 20% em agosto. Os ouvidos na pesquisa acreditam que o dólar deve terminar o ano em R$ 3,60, mas a moeda pode ir do intervalo de R$ 3,50 a R$ 3,65, dependendo do nível de economia fiscal que o governo conseguir com a reforma. Se ficar mais perto de R$ 800 bilhões, o dólar cai para o menor valor, se for mais próximo de R$ 400 bilhões, fica mais no topo.

Por enquanto, sem um novo catalisador para direcionar as cotações de modo mais firme, o dólar deve seguir no patamar de R$ 3,70 a R$ 3,75, destaca o diretor da corretora NGO, Sidnei Nehme. "O preço do dólar na realidade está sem motivos para apreciação ou depreciação que o afaste deste intervalo", destaca ele.

O mercado de câmbio teve novo dia de cautela, que empurrou o dólar para R$ 3,77 na máxima da sessão desta quinta-feira, 21. Nas mesas de operação, preocupações sobre a tramitação e as negociações da reforma da Previdência no Congresso pesaram nos negócios. O fortalecimento do dólar no exterior também contribuiu para manter as cotações pressionadas no mercado local, marcado por forte volume de negócios. O dólar à vista fechou com valorização de 0,75%, a R$ 3,7598, e o real foi a moeda de país emergente que mais perdeu valor nesta quinta ante o dólar.

Na parte da tarde, a moeda americana chegou a desacelerar o ritmo de alta, segundo operadores, por conta de recursos externos que entraram em busca de oportunidades na bolsa. Mas o tom de cautela acabou predominando, e a própria bolsa não conseguiu se manter no terreno positivo.

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"Permanecemos cautelosos e vemos o real sob pressão de depreciação no curto prazo", avalia a analista de moedas do Commerzbank, You-Na Park. Essa pressão pode levar o dólar a testar os R$ 3,90 nos próximos meses, prevê ela. Uma das razões para a prudência com a reforma da Previdência é que o texto tem medidas impopulares e os parlamentares certamente vão exigir abrandamento das regras para votar a proposta. "A estrada até a aprovação final provavelmente terá solavancos", ressalta ela, destacando que um dos riscos é que aprovação venha mais tarde do que o mercado espera.

O estrategista do Société Générale, Dev Ashish, também prevê negociações difíceis pela frente, que vão pressionar o mercado de câmbio. "O foco do mercado agora vai se virar para as negociações do governo com o Congresso e os prazos", escreve ele em relatório nesta quinta-feira. "Uma reforma ineficiente ou com atrasos aumentará a ansiedade do mercado, podendo potencialmente encerrar a recuperação da economia e prejudicar o investimento, aumentando os riscos associados a ativos denominados em reais."

Os analistas do banco de investimento americano Brown Brothers Harriman & Co. (BBH) ressaltam que o dólar seguiu influenciado pela visão de que a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) veio menos 'dovish' do que o esperado. O documento divulgado na quarta-feira alertou para o aumento de riscos de desaceleração da economia mundial. Nesta quinta, vários indicadores da economia americana - como vendas de moradias, PMI industrial, índice de atividade regional do Fed da Filadélfia e encomendas de bens duráveis - vieram mais fracos que o previsto e ajudaram a manter o clima de aversão ao risco. Na Europa, o PMI industrial da zona do euro caiu para 49,2, registrando a mínima em 68 meses.

O câmbio voltou a piorar nesta quarta-feira, 13, e o dólar terminou em alta de 1,04%, a R$ 3,7533. O fortalecimento da moeda americana no exterior, contrastando com a fraqueza observada na terça, e preocupações com os rumos da reforma da Previdência estão entre os fatores que fizeram os investidores buscarem proteção no dólar. O real foi a segunda moeda que mais perdeu valor ante a divisa dos Estados Unidos nesta quarta-feira, atrás apenas do rand, da África do Sul, onde o dólar subiu quase 2%.

No mercado doméstico, o foco se manteve na reforma da Previdência. A agência de classificação de risco Moody's acredita que o governo de Jair Bolsonaro conseguirá aprovar "algum tipo de reforma" no Congresso, mas não antes do terceiro trimestre. A previsão dos analistas Samar Maziad, Patrick Cooper e Mauro Leos, que assinam o relatório, é que Bolsonaro consiga aprovar uma reforma que gere economia fiscal na casa dos R$ 600 bilhões a R$ 800 bilhões em 10 anos. Um texto com economia menor que esse patamar pode ser negativo para o perfil de crédito soberano do Brasil, alertam eles.

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Para o gerente de operações da B&T Corretora, Marcos Trabbold, era de se esperar que com a alta de Bolsonaro nesta quarta do hospital, após 17 dias internado, o câmbio ficasse menos pressionado, pois a expectativa é que agora a reforma comece de fato a andar. Mas o que ocorreu foi o oposto, talvez, avalia ele, porque a percepção é de que o texto pode demorar mais que o esperado para avançar no Congresso. "Não é uma reforma rápida, a tramitação leva tempo."

Os estrategistas da gestora inglesa Ashmore avaliam que as deterioradas contas fiscais brasileiras, pela falta de uma reforma da Previdência, permanecem como maior obstáculo para uma volta firme dos investimentos estrangeiros no Brasil. Para eles, é positivo que a equipe econômica tenha metas ambiciosas para a reforma, embora as negociações no Congresso devem certamente desidratar o texto original.

Para o diretor de uma corretora paulista, após o dólar cair 1,33% na terça, o segundo maior recuo do ano, uma correção nesta quarta era esperada, especialmente sem fator novos sobre a Previdência e com um exterior negativo. O dia no mercado financeiro internacional foi de fuga de ativos de risco. Um dos indicativos é que o índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante uma cesta de moedas fortes, voltou a subir e a operar próximo ao pico de 2018, batido em dezembro.

Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve alta nesta sexta-feira, 8, em recuperação após fortes perdas registradas nos dias anteriores e com os agentes monitorando a produção de óleo na Líbia.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em março fechou em alta de 0,15%, para US$ 52,72 por barril, com perda semanal de 4,60%. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para abril subiu 0,76%, para US$ 62,10, com queda de 1,04% na semana.

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Em relação ao quadro da oferta, um general líbio assumiu nesta semana o controle do maior campo petrolífero do país, o Sharara, aumentando a probabilidade de a instalação reiniciar a produção. A Líbia, que integra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), está, atualmente, isenta do acordo do cartel para reduzir a produção devido à agitação civil que assolou sua indústria e economia petrolífera. No entanto, de acordo com a estatal líbia National Oil Corp, a produção no campo não deve ser iniciada em breve.

A queda semanal dos preços do petróleo se deu em um cenário de preocupações com a demanda por energia, um dólar mais forte e relatos de que a Líbia poderá, em breve, aumentar sua produção. Além disso, as incertezas no cenário do comércio global e mercados de ações vulneráveis contribuíram para o quadro econômico ressaltado pelos "ursos" do petróleo. "Crescentes preocupações econômicas, a queda dos mercados de ações e as dúvidas emergentes de que o conflito comercial entre os EUA e a China será resolvido estão pressionando os preços do petróleo", disse o analista Carsten Fritsch, do Commerzbank.

"Após a alta acentuada no início do ano, o Brent tem se movimentado em uma faixa estreita entre US$ 60 e US$ 63 por barril desde meados de janeiro. Se cair abaixo desse nível, o preço poderá ficar sob maior pressão devido à venda técnica. Afinal, o aumento dos preços em janeiro foi acompanhado por consideráveis compras especulativas", afirmou Fritsch. Fonte: Dow Jones Newswires

Na expectativa pela definição dos presidentes da Câmara e do Senado, o dólar fechou a sessão desta sexta-feira, 1, perto da estabilidade, a R$ 3,6580 (-0,03%). Na semana, porém, a moeda teve queda de 2,78%, a maior desde os cinco dias finais de 2018, quando recuou 4,06%. Pela manhã, a moeda americana ficou volátil e pela tarde operou relativamente estável, segundo operadores, em meio ao clima de cautela antes de se saber os nomes dos dirigentes do Congresso, que só devem ser conhecidos na noite desta sexta-feira.

Ao menos para a presidência da Câmara, a expectativa é que a eleição não tenha surpresas e Rodrigo Maia (DEM-RJ) seja reeleito. Para o Senado, a expectativa é de eleição de Renan Calheiros (MDB-AL), mas uma articulação contra a candidatura dele ganhou força. Na dúvida sobre o cenário final para o Congresso, operadores destacam que os investidores preferiram não ficar muito expostos a riscos. O comportamento misto do dólar no exterior nesta sexta-feira, dia com divulgação de vários indicadores, também contribuiu para a falta de tendência firme da moeda aqui.

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O Bank of America Merrill Lynch afirmou permanecer otimista com o real, na medida em que a moeda deve continuar se apreciando em meio a um ambiente favorável tanto local quanto no exterior. "No mercado doméstico, progressos nas reformas devem remover prêmios de riscos adicionais e fortalecer a moeda", afirma relatório nesta sexta-feira. Um dos alertas que o BofA faz é para o risco de decepção, na medida em que a governabilidade de Jair Bolsonaro ainda está para ser testada. O banco vê o dólar ao redor de R$ 3,60.

Para o economista-chefe da Verde Asset Management, Daniel Leichsenring, a expectativa é que a reforma da Previdência tenha a primeira aprovação na Câmara até junho e o texto deve ter economia fiscal importante, maior que a da proposta de Michel Temer. "São inequívocos os sinais dentro do governo de que vamos caminhar para uma reforma mais robusta, que inclua mais setores e tenda a diminuir os desequilíbrios e privilégios." Contudo, o executivo chama atenção para o fato de que o modelo de governo proposto por Jair Bolsonaro, ou seja, de se distanciar do presidencialismo de coalizão que marcaram os últimos governos, ainda não foi testado, o que abre espaço para incertezas. "É uma ideologia sujeita a chuvas e trovoadas."

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