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A Clínica-Escola de Pós-graduação em Odontologia da Univeritas/UNG está selecionando pacientes adultos (a partir dos 30 anos de idade) para o tratamento de doenças periodontais. São 100 vagas gratuitas para pacientes não-fumantes, saudáveis, obesos ou diabéticos, com ou sem a patologia. Os pacientes que se qualificarem para o estudo receberão todo tratamento periodontal, além de acompanhamento por um ano após o procedimento.

As doenças periodontais são infecções graves que podem levar a perda dos dentes. Além disso, aumentam o risco para outras doenças no organismo, como doenças cardíacas e partos prematuros que, sobretudo, estão associados a uma alta carga de bactérias agressivas, que podem entrar na corrente sanguínea e causar infecções em outras partes do organismo. As doenças periodontais são tratadas, principalmente, por métodos mecânicos de remoção dessas bactérias, incluindo raspagem das raízes dos dentes, cirurgias e uso de antimicrobianos.

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Os estudos clínicos fazem parte das pesquisas realizadas pelo Programa de Pós-graduação (Mestrado e Doutorado) em Odontologia da Univeritas/UNG. "O grupo de pesquisa da Universidade tem contribuído, substancialmente, para o avanço do conhecimento nessa área nos últimos anos, além de oferecer à população do entorno tratamento de qualidade e totalmente gratuito", explica a coordenadora do programa, Magda Feres.

Serviço:

Clínica de Pós-graduação em Odontologia da Univeritas/UNG

Local: Prédio S do Campus Centro - Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos

Os interessados devem agendar a avaliação pelo telefone (11) 2464-1726 ou Whatsapp (11) 96257-5127

O secretário de educação superior, Arnaldo Lima, revelou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (17) sobre o programa Future-se, que a meritocracia será valorizada. De acordo com Lima, o programa será destinado à busca de recursos próprios por parte da gestão das instituições federais. 

"Queremos premiar a cultura do esforço", revelou o secretário. Segundo Arnaldo Lima, além de receber recursos federais, as universidades serão responsáveis por buscar verbas oriunda de instituições privadas como forma de fomento à educação, pesquisa e demais atividades acadêmicas dentro das instituições. 

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O programa terá foco em despesas de gerenciamento para reitores. As universidades serão poderão aderir ao programa de forma facultativa. "O Future-se não é obrigatório, as universidades poderão aderir se quiserem", explicou Lima.

 

Programa intitulado Future-se implantará o esquema de cobrança de mensalidades em cursos como forma de autonomia financeira das instituições.

Na próxima sexta-feira (18), o Ministério da Educação (MEC), comandado pelo ministro Abraham Weintraub, convocará uma reunião com reitores de Universidades federais para implantar uma reforma administrativa nas instituições. A partir do novo projeto, as universidades passarão a cobrar mensalidades dos estudantes como forma de financiamento dos seus cursos.

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Segundo o secretário de educação superior, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, em entrevista ao Valor Econômico, o programa chamará Future-se e tem como objetivo fortalecer a autonomia financeiras da universidades e institutos federais. O programa será usado para internacionalização do ensino superior.

Detalhes sobre quais valores a serem pagos ainda não foram divulgados. Procurado pela reportagem do LeiaJá, o MEC não se pronunciou até a publicação desta matéria.

O presidente Jair Bolsonaro assinou na noite dessa segunda-feira (8) a lei que cria a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UGTN), com sede em Araguaína, por desmembramento de campus da Fundação Universidade Federal do Tocantins. Com a nova lei, cursos, alunos e cargos dos campi de Araguaína e Tocantinópolis vão ser automaticamente transferidos para a UFNT. Também serão criadas as unidades de Xambioá e Guaraí.

“É a primeira [universidade] do nosso governo e será uma forma diferente, mas diferente no bom sentido, de encarar o ensino público no nosso país. O Tocantins merece”, disse o presidente pelas redes sociais.

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A criação da universidade foi aprovada no Congresso Nacional no dia 12 de junho deste ano. Na ocasião da aprovação no plenário, a relatora na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), agradeceu a aprovação do projeto, afirmando que a universidade ia fazer a diferença não só para os jovens de Tocantins, mas também para os jovens do sul do Maranhão, do sul do Piauí e do sul do Pará.

A UFTN tem cerca de 20 mil alunos, com cerca de 50 cursos presenciais de graduação, entre licenciaturas, bacharelados e cursos tecnológicos.

Família do interior de Pernambuco comemora os benefícios das cotas rurais. Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens

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Os 71 quilômetros de distância entre Vitória de Santo Antão e Sairé, ambas cidades localizadas em Pernambuco, não são capazes de desestimular a força de vontade de Maria Eduarda Campos Alves, de 15 anos. Todos os domingos, a jovem sai de casa em busca de um sonho: concluir o ensino médio integrado ao ensino técnico de agroindústria no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE).

A aula no campus Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata pernambucana, começa às 7h30, mas muito antes disso a garota já está a caminho da instituição. Todos os sábados, Eduarda sai do sítio da sua família, localizado na área rural de Sairé, e vai para a casa de sua tia, em Gravatá, ambas cidades do Agreste de Pernambuco. 

Estar em Gravatá traz uma facilidade no seu início de semana, já que o percurso até a sala de aula encurta para 19 quilômetros. “Saindo do sítio dos meus pais eu tenho que pegar um ônibus até a cidade, da cidade eu pego outro ônibus até Gravatá, de Gravatá eu pego outro ônibus até Vitória [de Santo Antão] e quando chega na rodoviária eu pego outro ônibus para a instituição”, explica a garota. Eduarda ressalta que, para o percurso da casa da sua tia para o campus onde estuda, só é necessário um transporte. “Eu pegava um ônibus daqui de Vitória para Gravatá, chegava e andava um pouco até a casa dela. Para ir para Sairé, pegava outro ônibus até lá e de Sairé para minha casa pegava um mototáxi. Agora eu estou começando a ir de van para a casa da minha tia porque ele me deixa aqui dentro do campus e me leva para próximo da casa dela”, conta. 

Mas, de segunda a sexta-feira, todo esse deslocamento não é necessário. Eduarda conseguiu ter acesso à moradia estudantil, oferecida pelo IFPE. A instituição disponibiliza quartos para que os estudantes com dificuldade de deslocamento para suas casas possam passar o período de aulas dentro do campus. “Eu fui com minha mãe e meu pai no IFPE e me disseram para mandar uns documentos por e-mail, escaneados, mas quem disse que eu sabia fazer isso? Eu não tenho computador nem impressora, então descobri que um cara fazia esse serviço, aí cheguei lá já chorando, mas consegui. Mandei tudo em cima da hora e pensei que não iria ter acesso à moradia”, confessou. 

Eduarda tinha medo de precisar ir para uma escola com ensino médio regular e perder a oportunidade de sair profissionalizada do ensino básico. “Por semana, iria gastar uns R$ 60 de passagem e não coseguiria ir e voltar para casa todos os dias. Teria que ir para uma escola pública lá perto de casa e perder a oportunidade que tenho hoje de sair do ensino médio já com uma profissão técnica”, diz. Mas a espera teve final feliz e seu lugar na residência que fica nos fundos do campus Vitória do IFPE foi reservada. Hoje, Eduarda divide o espaço com mais cinco meninas. 

Todas as barreiras superadas por Eduarda a deixam ciente da importância de ter conseguido entrar como cotista de zona rural do IFPE e de que mais e mais estudantes consigam esse benefício. “Acredito que os estudantes que moram na cidade e longe de zona rural têm mais chances de um ensino melhor e de uma educação de mais qualidade. Sem essas cotas, eu não conseguiria entrar”, acredita a estudante.

A jovem soube das cotas rurais no vestibular por meio de um professor. “Fui fazer a inscrição e ele me disse que eu poderia concorrer como cotista. Nem sabia o que era direito, mas fui lá, fiz e fui aprovada. Hoje, sou muito grata às cotas por ter conseguido estar onde estou, ela só traz benefícios, é uma forma de igualar quem tem acesso a um ensino melhor de quem não tem”, comenta.

A mãe da garota, a agricultora de 34 anos Maria Andreia Campos, fica feliz pelas conquistas da filha. “A gente que não estudou tem que dar a oportunidade a ela de conseguir o que quer. O percurso é difícil, ela passa muito tempo longe de casa, mas a gente não deixa de dar as coisas. Quando o dinheiro não dá para passagem, todo mundo ajuda, um tio dá um pouquinho, outro primo dá um tiquinho e assim a gente vai levando”, enfatiza. O padrasto da garota, o também agricultor Cícero Amaral da Silva, diz que Eduarda é como uma filha. “Eu faria tudo por ela, é como uma filha para mim. Eu não estudei e estou aqui plantando, e não quero isso para ela. Quero que ela tenha estudo para ser médica, como ela quer”, diz, orgulhoso.

O fator familiar também é um apontamento decisivo para que Eduarda não tenha total auxílio dos pais em relação aos seus estudos. Sua irmã, Andrielly Campos, de seis anos, tem microcefalia. Todos os dias, os pais da garota vão levá-la para os tratamentos. “De segunda a sexta, a gente tem fisioterapia, consulta, fonoaudiologia. É aqui, em Vitória, em Gravatá e em Caruaru. Sempre temos que estar de lá para cá com ela. Um dia vamos com o transporte da prefeitura, no outro com um carro emprestado de um primo, e a gente sempre vai levando”, explica a mãe. O sonho de Eduarda é ser neurocirurgiã. Mas, para isso, ainda há uma longa batalha pela frente.

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Caminho, estrada e transporte

“Quando existir uma escola pública de qualidade, quando houver caminho, estrada e transporte, aí não serão necessárias as cotas”, argumenta o especialista em cotas e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Michel Zaidan. Segundo o docente, a reserva de vagas para moradores de zona rural se dá porque não existe um amparo público que supra as necessidades educacionais básicas da população do campo. Isso significa que as instâncias escolares, bem como os serviços que mantém os estudantes dentro das salas de aula são escassos e falhos. 

Para ir até a instituição de ensino, seja ela de boa ou má qualidade, é preciso ter transporte. Caso contrário - apenas com exceção de situações super-heróicas em que jovens caminham por quilômetros para chegar à escola -, é humanamente exaustivo ir para a sala de aula. Muitos acabam desistindo da permanência na instituição e preferem gastar energia cultivando e ajudando a família nas atividades do campo.

Os gastos também importam. O custo semanal de Eduarda, caso ela precisasse se locomover todos os dias de casa para o campus onde estuda, seria em torno de R$ 60. Isso, multiplicado por 20 dias úteis, resulta em R$ 1,2 mil, mais de um salário mínimo gastos apenas com transporte. Sem contar o que seria necessário para alimentação e estudos da garota.

E nesse ponto, o professor Michel Zaidan aponta uma solução. “Se a gente universalizasse a escolarização, inclusive o campo, não haveria necessidade de cotas. Mas nós não temos suficiente nem na zona urbana, quanto mais na zona rural. As cotas são um substitutivo para políticas públicas deficientes, de uma maneira geral. Se essas políticas públicas fossem universalistas e não compensatórias, não havia necessidade de cotas”, diz. O especialista também aponta um movimento contra as cotas. “Infelizmente, ainda existem aquelas pessoas que se sentem inferiorizadas por conta das cotas. Elas alegam que existe uma discriminação, cria-se um estigma de ‘coitadinhos’ para as pessoas beneficiadas, mas isso não é verdade, elas são capazes e o que lhes falta são as condições do meio”, ressalta Zaindan.

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Para a assistente social do IFPE, Marise Costa, a possibilidade de cotas é uma forma de igualar quem está em desequilíbrio educacional, além de ser uma maneira de melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Algumas pessoas certamente não chegariam onde chegaram se não houvesse o sistema de cotas, então o impacto maior é na vida delas. Já tivemos aqui estudantes que saíram do curso superior diretamente para o mestrado em São Paulo, todos eles entraram pelas cotas”, relembra. 

Muitos estudantes que vêm da zona rural conseguem uma vaga na Moradia Estudantil, mas a capacidade do IFPE não suporta todos os que necessitam. Por isso, o que resta a alguns discentes é procurar vagas em repúblicas particulares que ficam localizadas foras das dependências do campus. “Para isso, o IFPE oferece uma ajuda de custo que auxilia no pagamento das despesas. Não é o suficiente para custear todas, mas é algo que de certa forma ajuda os estudantes. Eles também garantem a alimentação disponibilizada dentro do campus”, explica Costa.

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Realidade do ensino rural

Em Pernambuco, a única instituição pública de ensino que oferece processo seletivo com cotas para moradores de zona rural é o IFPE, com 25% das vagas de ampla concorrência reservadas para habitantes do campo ou filho de agricultores. Desde a implementação da modalidade, no vestibular de 2013, foram oferecidas 977 vagas. Durante os anos de seleção, os candidatos puderam concorrer aos cursos técnicos de agroindústria, agropecuária, zootecnia, alimentos, agroecologia e agroeconomia. Também foi disponibilizado o curso de bacharelado em agronomia. Todas as oportunidades são concorridas para os campus com vocação agrícola, que são Barreiros e Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul, e Belo Jardim, Agreste.

Também no solo pernambucano, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) inaugurou, em 2019, o curso de bacharelado em agroecologia. O objetivo da graduação tem a finalidade de promover a conhecimento a profissionais que lidam diariamente com as atividades do campo. Durante o processo seletivo, foi priorizado o ingresso de agricultores, familiares e camponeses, assentados da reforma agrária, aquicultores, pescadores de base familiar, comunidades tradicionais em geral, como extrativistas, quilombolas e indígenas, em acordo com a Lei da Agricultura Familiar.

Segundo as sinopses estatísticas da educação superior, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), das 2.448 instituições de ensino superior existentes no Brasil, 1.574 estão localizadas nos interiores dos estados. Sancionada há sete anos, a Lei de Cotas trouxe avanços e oportunidades para quem busca melhores condições de educação. Atualmente, a forma mais popular de ingresso nas instituições é por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nele, é preciso que os estudantes tenham realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Mas o caminho para chegar às universidades é longo e passa pelo ensino básico. De acordo com informações do Ministério da Educação (MEC), atualmente, existem 73.483 instituições de ensino municipais e estaduais no campo, das quais 1.856 quilombolas e 2.823 indígenas. As demais 68.804 são escolas rurais ou unidades em assentamentos.

Reportagem faz parte do especial "Para que servem as cotas?", produzido pelo LeiaJá. O trabalho jornalístico explica a importância das cotas para a equidade e democratização dos espaços de educação brasileiros. Confira as demais reportagens:

1 - Cotas: sanção da lei marca o ensino superior

2 - A perspectiva social que explica a criação das cotas

3 - Cotas raciais valorizam diversidade no ensino superior

4 - Saiba como funciona as Comissões de Verificação de Cotas

5 - Inclusão de pessoas com deficiência marca Lei de Cotas

7 - A aldeia no campus: cotas e reparação histórica aos índios

8 - Cotas para trans esbarram em preconceito no ensino básico

9 - ProUni: inclusão social no ensino superior particular

10 - O que é mito e o que é verdade sobre a Lei de Cotas?

11 - Como seria um mundo sem cotas? 

Paula Fernanda entrou por cotas indígenas em 2012, no curso de medicina veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) / Foto: Arquivo Pessoal

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A tribo Pankararu é um grupo de indígenas que habita nas proximidades do Rio São Francisco, nos limites entre os municípios de Tacaratu e Petrolândia, em Pernambuco, com o Norte da Serra do Ramalho, na Bahia. E de lá são as origens da médica veterinária Paula Fernanda, 23 anos. A jovem hoje é mestranda da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), localizada no município de Ilhéus, mas seu trajeto educacional começou muito antes. O início de sua história com a ciência começou quando Paula fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2012. Ao se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a garota viu que poderia optar pela candidatura por cotas para indígenas.

Paula não pensou duas vezes e marcou a opção de cotista. Foi selecionada e aprovada para o curso de medicina veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), localizada no Recife. “Daí em diante procurei a documentação exigida para comprovação (indígena)", relembra. Essa documentação consiste em um padrão solicitado pelas instituições públicas de ensino superior e deve conter comprovante de baixa renda - composto pelos três últimos contracheques do estudante ou responsáveis, carteira de trabalho e saldo bancário -, reconhecimento de indígena pela Fundação Nacional do Índio (Funai), documento disponibilizado pela Funai contendo assinaturas de três lideranças indígenas e autodeclaração. 

O peso da aprovação carrega muito mais do que o ingresso no ensino superior, como também a oportunidade de ser um orgulho para seus familiares. Paula tem pele branca, mas a ancestralidade indígena é trazida consigo. Reconhecida como índia pela Funai, a jovem passou a infância e adolescência na cidade para poder estudar. “Mas todo final de semana eu estava na aldeia. Meu pai e tios moravam na aldeia, mas mudaram-se para a cidade junto com minha avó para terem estudos. Os homens da família precisavam ir para a aldeia cuidar dos bichos e das plantas”, explica. 

De baixa renda e oriunda de escolas públicas, Paula enfrentou dificuldades de aprendizado. Os relatos são de um ensino médio defasado e com diversas falhas, com desestímulo por parte dos próprios docentes. “Grande parte do que sei do ensino médio foi porque estudei sozinha em casa ou porque a universidade me forçou a voltar atrás para aprender, senão nunca eu ia acompanhar a turma”, revela. 

A luta para alcançar a aprovação veio de muito esforço, seguido do reparo oferecido pela Lei de Cotas, que dá a oportunidade de igualar pessoas em situações de vida distintas. Paula já presenciou situações que mostram a dura realidade da educação dos povos indígenas. “Já presenciei parentes chegando atrasados nas aulas, porque estavam trabalhando na aldeia, alguns desistindo dos estudos, pois precisavam trabalhar para ajudar no sustento da família, e mesmo conseguindo terminar o ensino médio, a única opção é trabalhar, porque não há universidade próxima, não há capital para investir em estudos”, lamenta. 

Para Paula Fernanda, sem as cotas não seria possível estar no ensino superior. “A cota me permitiu ingressar na universidade assim que terminei o ensino médio em escola pública, ajudou muito, pois mesmo estudando em casa todos os dias, eu não tinha um suporte educacional bom, então minha nota não foi tão alta”. A jovem também foi aprovada em biomedicina, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Também inserido no contexto indígena das cotas está João Victor Pankararu, de 21 anos. Victor foi aprovado no curso de farmácia na Universidade Federal de Sergipe (UFS). A escolha da graduação veio por meio das necessidades da aldeia. “Tentei por muitos anos medicina, mas não consegui. Então pesquisei e vi que existia outro curso que tinha uma ementa próxima da realidade que vivo com meu povo, que é o processo de cura por meio de plantas medicinais, o processo de reza, os remédios de naturais. A partir disso foi que eu pude perceber que havia cotas indígenas nessa universidade e foi onde eu optei”, relata.

Para Victor, as cotas vieram como uma reparação histórica e uma forma de igualar as necessidades e os anseios de quem divide a vida na aldeia e na cidade. “Hoje vemos profissionais capacitados e qualificados para atuar dentro dos seus povos - e nas sociedades não indígenas também -. E são oportunidades como essas que mostram novos horizontes aos indígenas. Essa, sim, é a maior forma de reparação histórica”, ressalta.  

A caminhada do estudante rumo à universidade começou na aldeia. Victor sempre morou em um vilarejo indígena localizado a 500 quilômetros do Recife, capital pernambucana, e a 240 quilômetros de Aracaju, em Sergipe. A educação regular foi dividida entre parte do município de Aracaju e parte do território da aldeia. “Convivi com o racismo estrutural, muitas vezes mostravam os materiais e os livros de história, sempre víamos os índios do Norte e os índios de outros países, mas nunca os índios do Nordeste, muito menos os índios da região”, lamenta. 

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Reparação histórica e obrigatória

O especialista em cotas e professor da UFPE, Michel Zaidan, acredita que as cotas para a população indígena fazem parte de uma obrigatoriedade do governo com os índios. “Nós tratamos os indígenas de uma maneira muito ruim do ponto de vista civilizatório, quase como um processo de extermínio das etnias. Então eu acho que tem que haver mesmo um tratamento muito diferente, talvez igual aos quilombolas, porque são populações remanescentes que ou habitavam o Brasil ou que ajudaram a colonizar o Brasil e com as quais nós temos um imenso passivo histórico com as quais temos que, de alguma maneira pagar”, opina Zaidan.

Os dados mais recentes da Sinopse Estatística da Educação Superior, referentes ao ano de 2017 e disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC), mostram que do total de 8.286.663 matriculados em cursos de graduação presenciais e a distância no Brasil, 56.750 eram indígenas. Isso significa que 0,68% do total de discentes dentro do ensino superior é índio ou de origem indígena.

De acordo com um levantamento do site 'Quero Bolsa', quase 90 mil indígenas ingressaram no ensino superior desde 2010. Confira a seguir os dados detalhados:

Além das cotas

O especialista Michel Zaidan também defende uma educação diferenciada para os indígenas. “Seria muito interessantes não só cotas, mas uma educação voltada para a etnia indígena, com a língua, a gramática, a história, a questão das raízes étnicas porque simplesmente colocar os indígenas numa escola pública iguais às outras, isso é mais um capítulo do etnocídio, mais um capítulo do extermínio dessas etnias”, garante.

A questão apontada pelo professor é a existência da aculturação, em que as raízes de um povo são desvalorizadas e submersas nos moldes culturais capitalistas de uma determinada região. “Eles nunca vão se integrar totalmente porque são povos residuais e o risco da aculturação é a perda por completo dos seus antepassados, disso a educação jamais deveria fazer porque está perpetuando outro tipo de etnocídio contra os indígenas. Então, devem ser criadas mais do que cotas, devem ser criadas uma escola ou um ensino voltado para a etnia desses grupos”, esclarece o docente.

Reportagem faz parte do especial "Para que servem as cotas?", produzido pelo LeiaJá. O trabalho jornalístico explica a importância das cotas para a equidade e democratização dos espaços de educação brasileiros. Confira as demais reportagens:

1 - Cotas: sanção da lei marca o ensino superior

2 - A perspectiva social que explica a criação das cotas

3 - Cotas raciais valorizam diversidade no ensino superior

4 - Saiba como funciona as Comissões de Verificação de Cotas

5 - Inclusão de pessoas com deficiência marca Lei de Cotas

6 - Cotas rurais garantem ensino ao povo do campo

8 - Cotas para trans esbarram em preconceito no ensino básico

9 - ProUni: inclusão social no ensino superior particular

10 - O que é mito e o que é verdade sobre a Lei de Cotas?

11 - Como seria um mundo sem cotas? 

O pré vestibular gratuito da Universidade de Pernambuco está com inscrições abertas para vagas remanescentes. Até o dia 04 de julho, estudantes oriundos de escolas públicas podem entrar no site da UPE e realizar a inscrição para o processo seletivo do Prevupe. A taxa custa R$ 35. São 11.520 vagas disponíveis, em 38 municípios pernambucanos.

Os inscritos precisam comprovar que possuem o ensino médio completo, ou que estão cursando o 3º ano em alguma escola do estado, ou que fazem parte do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou ainda do Travessia. Todos passarão por uma prova objetiva, com 50 questões, que abrangem conteúdos de linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências da natureza, matemática e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias.

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Os aprovados precisam ter disponibilidade para frequentar as aulas pro Prevupe, realizadas nos finais de semana, sendo integral aos sábados e parcial aos domingos. O objetivo do projeto é preparar os alunos para provas de vestibular e principalmente para o Exame Nacional do Ensino Médio, Enem. Para mais informações, a UPE disponibiliza o seguinte telefone: (81) 3033-7387.

Ao apresentar o seu Trabalho de Conclusão de Curso pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o estudante de história Ednilson de Pontes Silva, de 31 anos, decidiu usar seu uniforme de gari, emprego que sustenta a família há oito anos.

O rapaz, concursado da Prefeitura de Pirpirituba, cidade com pouco mais de 10 mil habitantes, se formou apresentando a tese “Trabalho, desigualdade social na contemporaneidade: reflexões sobre a invisibilidade dos agentes de limpeza pública (garis)”. O tema, de acordo com ele, foi escolhido pela percepção da invisibilidade do trabalho dele. A partir disso, ele começou a pesquisar sobre o assunto e encontrou o exemplo do psicólogo e pesquisador Fernando Braga da Costa, da Universidade de São Paulo (USP), que se vestiu como gari por anos para estudar a invisibilidade da classe perante outras pessoas.

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Ednilson concilia a profissão com o curso desde 2014, quando foi aprovado no vestibular. A rotina também envolvia cuidar da família formada pela esposa Thaís e a filha Laís, de apenas dois anos. Agora, Ednilson pensa em seguir a carreira acadêmica. "Quero seguir esse caminho. Minha orientadora falou que tenho chance no Mestrado e vou tentar", afirmou Ednilson em entrevista ao jornal paraibano Portal Correio.

O resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) será divulgado nesta terça-feira (18), na página do programa. Para assegurar a bolsa de estudos, os estudantes que foram selecionados devem, a partir desta terça-feira, ir às instituições de ensino e comprovar as informações fornecidas na hora da inscrição.
 
No site do ProUni está disponível a lista da documentação necessária.

Cabe aos estudantes verificar, nas instituições de ensino para as quais foram selecionados, os horários e o local de comparecimento para a aferição das informações. O prazo para que isso seja feito vai até o dia 25 de junho.

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 Aqueles que não foram selecionados têm ainda outras chances. No dia 2 de julho seja divulgada a lista dos aprovados em segunda chamada. Os candidatos podem, ainda, participar da lista de espera nos dias 15 e 16 de julho.

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

Quem pode participar

Podem participar do ProUni candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018.

Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral.

É preciso ter obtido ainda nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem.

O cálculo é feito a partir da soma das notas das cinco provas, dividida por cinco. Outra exigência é a de que o aluno não tenha tirado zero na redação.

Também podem se inscrever no programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) publicou edital de concurso público que visa a ocupação de uma vaga para professor substituto na disciplina de física. Os interessados devem ter graduação em física, mestrado ou doutorado na área. As remunerações oferecidas são de R$ 3.126,31 para graduação com mestrado e R$ 4.272,99 para graduação com doutorado.

Para participar, os interessados terão que se inscrever, a partir desta segunda-feira (17), até 24 de junho, através do site do Progepe. O valor da taxa de inscrição é de R$ 45. Também é permitido fazer a inscrição presencialmente, na Secretaria do Departamento de Física da instituição.

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O processo seletivo se dará pela análise de currículo e prova didática, este último com data e local a definir. Além do salário, o contratado (a) receberá auxílio alimentação no valor de R$ 458.

Clique aqui para saber mais detalhes do certame.

 

A Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) anunciou a suspensão das aulas no turno da tarde e da noite desta quinta-feira (13). A decisão foi tomada após transtornos de locomoção causados pelas fortes chuvas que atingem o Recife desde a madrugada.

A instituição informou, ainda, que as atividades administrativas para aqueles que conseguiram chegar na universidade serão encerradas às 16h. Aqueles que não conseguiram chegar estão dispensados.

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A Unicap é a terceira instituição de ensino superior do Recife a confirmar cancelamento das aulas nesta quinta. A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também emitiram comunicados sobre suspensão de atividades.

Fortes chuvas

O Recife registrou 117 mm de chuva durante a madrugada e manhã desta quinta-feira. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), a média para todo o mês de junho é 389,60 mm. A prefeitura da cidade orientou que moradores deixem áreas de risco.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) informou que, nesta quarta-feira (12), foram desbloqueados, por ordem judicial, recursos financeiros que, anteriormente, haviam sido congelados pelo Ministério da Educação (MEC). O valor, superior a R$ 27 milhões, servirá para que a instituição de ensino realize licitações de serviços, aquisições e obras.

Apesar do desbloqueio, a UFRPE alerta que as contratações apenas serão realizadas caso o MEC cumpra o cronograma de liberação de verbas, que deve ocorrer pelos próximos meses. “Neste contexto, com responsabilidade e prudência, estamos a partir deste momento, com toda nossa equipe gestora, avaliando e replanejando nossas ações e compromissos, dentro do contexto orçamentário original, aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2019”, comunicou a Universidade.

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A instituição de ensino ainda teme que o desbloqueio seja revisto, já que a Advocacia Geral da União (AGU) tenta reverter a situação. “É importante pontuar ainda que essa liberação decorre após decisão judicial, podendo ser definitiva ou não, considerando que a Advocacia Geral da União (AGU), apresentou recurso para que o bloqueio seja restabelecido. A liberação definitiva possibilitará a execução a contento de todas as ações previstas no planejamento de gestão para 2019”, destacou a UFRPE.

Por meio da sua assessoria de comunicação, a Universidade fez um agradecimento especial aos alunos, técnicos, terceirizados e professores, além de políticos pernambucanos que protestaram contra os bloqueios de verbas nas universidades. Confira, a seguir, detalhes sobre os recursos financeiros da UFRPE:

Cota de empenho recebida nessa terça-feira (11): R$ 7.012.403,00 (7,96% do orçamento previsto para 2019)

Cota total de empenho recebida em 2019 (janeiro a junho): R$ 39.950.760,00 (45,36% do orçamento)

Crédito desbloqueado nesta quarta-feira: R$ 27.947.330,00 (100% do que havia sido bloqueado).

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Um evento que era realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) na noite desta terça-feira (11) foi marcado por uma confusão entre os alunos da instituição e o deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL).

A universidade promovia uma audiência pública com o objetivo de discutir o Projeto de Lei que quer acabar com a política de cotas raciais nas universidades do Estado. Além de Knoploch, o também deputado Rodrigo Amorim (PSL), que é autor do projeto, esteve no encontro.

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Ao fim do evento, ambos os parlamentares saíam escoltados e ao som de muitas vaias dos estudantes. Neste momento, Alexandre Knoploch agrediu um estudante e a confusão ficou generalizada.

Um dos seguranças do parlamentar ameaçou sacar a arma, mas desistiu e se afastou. Além da equipe de segurança da universidade e dos deputados, a Polícia Militar também precisou ser chamada para conter o tumulto.

Após a confusão, Knoploch afirmou que foi ofendido e revidou a agressão em legítima defesa. A assessoria de Rodrigo Amorim informou que o segurança que ameaçou sacar a arma de fogo tem autorização para o porte da arma.

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A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) se posicionou, neste domingo (9), sobre a ameaça de um suposto ataque armado que estaria sendo tramado para ocorrer no Campus Recife. As informações estariam sendo difundidas nas redes sociais.

De acordo com a UFPE, a “Administração Central tomou conhecimento ontem (8), por volta das 23h, da ameaça e imediatamente acionou a Superintendência de Segurança Institucional (SSI) da Universidade, que já está trabalhando com as autoridades policiais – Polícia Federal, Polícia Militar e Secretaria de Defesa Social – na investigação do caso. Todo o material coletado pela UFPE na internet foi encaminhado pela SSI às autoridades”.

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Ainda conforme a Universidade, “a articulação do ataque surgiu em um grupo da deep web (parte da internet não acessível pelos mecanismos de busca e oculta do grande público) e prints da discussão passaram a circular nas redes sociais. O texto que está viralizando diz, inclusive, que uma tentativa do suposto atirador havia sido frustrada pela presença da Polícia Militar que faz rondas no campus”.

A UFPE concluiu dizendo que a superintendência, a Polícia Federal e a Secretária de Defesa Social já estão monitorando o caso, o que também está sendo feito pela própria segurança da Universidade. 

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Em sessão de debate no Parlamento do Mercosul (Parlasul) nessa sexta-feira (31) sobre a integração dos países do bloco e o futuro da região, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), declarou que o Brasil passa por um período nebuloso e criticou a perseguição feita pelo governo Bolsonaro à imprensa e aos professores e estudantes que participaram de manifestações de rua em defesa da educação.

Em resposta ao líder do PSL na Câmara, delegado Waldir (GO), que atacou na sessão os governos do PT em relação às liberdades de expressão e de imprensa, Humberto declarou que o governo Bolsonaro não só questiona jornalistas em redes sociais, como também direciona verbas públicas para meios de comunicação aliados.

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O senador ressaltou que os atos de perseguição por parte da gestão do capitão reformado alcançaram, esta semana, a comunidade acadêmica e a classe estudantil. Ele comentou que, ontem, o ministro da Educação de Bolsonaro pediu para as pessoas delatarem professores e alunos que organizam protestos contra o governo.

“O ministro da Educação é uma figura caricata e ridícula que gera vergonha alheia a cada brasileiro que assiste a seus espetáculos deprimentes nas redes sociais e também quando ele vai ao Congresso Nacional. Agora, nessa cruzada contra as universidades públicas, ele quer que as pessoas sejam privadas de fazer qualquer tipo de convocação de atos. Ele estimula que pessoas dedurem quem organiza manifestações. É um absurdo”, afirmou.

“Um dos esportes prediletos do presidente é atacar jornalistas e pessoas com as quais o governo dele não concorda. A Folha de S.Paulo, por exemplo, a qual não tenho procuração em defender, é atacada diretamente por Bolsonaro como produtora de fake news, algo que quem faz são eles. Esta semana, tivemos o caso de um comentarista da Jovem Pan demitido depois de criticar o governo”, complementou.

Os parlamentares do Parlasul aprovaram, na sessão dessa sexta, a criação do Dia Internacional da Imprensa, em resposta aos ataques contra a liberdade de imprensa. A data será comemorada pelo bloco no dia 3 de maio de cada ano.

O vereador e filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Carlos Bolsonaro, repercutiu nesta quarta-feira (22) a escolha do seu pai por colocar pela primeira vez uma mulher como reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 Através de seu perfil oficial no Twitter, Carlos disse que a escolhida, Denise Pires de Carvalho, vai colocar a universidade nos eixos. “Sendo homem ou mulher, que coloque nos eixos o que a esquerda destruiu”, disse.

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 O parlamentar ainda citou possibilidades de atividades a serem feitas para melhorar a vivência na UFRJ. “Transformar o espaço do rentável antigo Canecão que gerava centenas de empregos e pode voltar a gerar renda e/ou capacitação”, pontuou Carlos. 

 Em sua publicação, Carlos Bolsonaro não deixou de alfinetar as manifestações de rua que aconteceram ao longo dos últimos anos no Brasil. “Algo que foi destruído por militantes políticos disfarçados de estudantes”, finalizou.

Segundo a reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria José Sena, a oferta de vagas para o segundo semestre de 2019 não está garantida. De acordo com a docente, a possível paralisação das atividades da instituição pode acarretar na ausência de espaço para novos estudantes. 

"Caso precisemos parar as atividades, tudo vai virar uma bola de neve. Não vai ter como chamar mais alunos se não tivermos como manter os que já estão dentro da instituição", lamentou a reitora, nesta segunda-feira (13), durante um encontro entre educadores no Recife. A paralisação das atividades pode acontecer caso o corte de gastos promovido pelo governo federal alcance o ponto de inibir o pagamento de despesas de serviços.

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Apesar do risco, a reitora garante a luta para permanência de discentes na instituição. "Estamos fazendo de tudo para que isso [a paralisação das atividades] não aconteça na UFRPE", ressaltou. 

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Um professor universitário do Japão pode receber sentença de 10 anos de prisão por, supostamente, ensinar os alunos a produzir MDMA, o ecstasy, para "ampliar seus conhecimentos" sobre produtos farmacêuticos. Ele está sendo comparado ao professor Walter White, da série Breaking Bad.   

Tatsunori Iwamura, de 61 anos, é professor da Universidade de Matsuayama, que fica na província de Ehime. Ele admitiu que seus alunos de ciências farmacêuticas produziram MDMA, conhecido como ecstasy, em 2013. Porém, a lei japonesa exige que pesquisadores tenham uma autorização para fabricar drogas ilegais com fins acadêmicos.

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Supostamente, Iwamura teria uma licença, entretanto, estava expirada. As autoridades regionais de repressão às drogas suspeitam que 11 estudantes produziram a droga sob as instruções do acusado. Quatro deles, junto com o professor assistente, foram encaminhados à promotoria, de acordo com as informações do The Guardian.

O reitor da universidade Tatsuya Mizogami confirmou que atitudes disciplinares serão impostas aos professores ao fim das investigações. "Pedimos sinceras desculpas por causar séria preocupação aos alunos e seus pais", disse Mizogami.

Com as informações sobre a produção ilegal, agentes fizeram buscas na residência e no laboratório da universidade, mas não encontraram ecstasy. Só que foi percebido vestígios da 5F-QUPIC, ou 5F-PB-22, uma substância semelhante à cannabis que foi proibida no país em 2014.

O programa MBA Internacional 2019 oferecido pela Marshall School of Business da University of Southern California (USC) está disponibilizando três bolsas de estudo para alunos brasileiros. O International Business Education and Research MBA é considerado como um dos 10 melhores programas voltados para a área de negócios dos EUA e direcionado a profissionais com pelo menos 6 anos experiência que já podem ser preparados para assumir cargos globais. 

As bolsas são no valor de US$ 5 mil (cerca de R$ 20 mil), podendo chegar a US$ 50 mil (cerca de R$ 190 mil). A instituição americana também oferece auxílio-moradia até US$ 15 mil para quem vai viajar com filhos.  No total, o valor da bolsa pode chegar até  US$ 65 mil. 

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O programa seleciona pessoas com boa experiência profissional, sendo avaliadas a formação acadêmica, performance em testes de proficiência (GMAT ou GRE, além do TOEFL ou IELTS), cartas de recomendação e de motivação. O candidato precisa ter diploma de bacharel antes do início do programa.  

As inscrições seguem abertas até 15 de maio, mas para garantir as bolsas o candidato precisa se inscrever com antecedência. Os currículos devem ser enviados em inglês para Ibearmba@marshall.usc.edu

A USC Marshall School of Business é uma escola especializada na área de negócios que faz parte University of Southern California. A escola é focada em empreendedorismo e inovação que qualifica pessoas para lidar com os desafios do mundo dos negócios. Além do MBA, a Marshall School of Business possui outros programas como: Full-Time MBA, o Part-Time MBA.PM, o Executive MBA, o Online MBA e o Global EMBA, que inclui aulas em Shangai, na China

O MBA forma todos os anos cerca de 1,5 mil alunos que atuam em cargos de liderança em 60 países. A duração do curso é de 1 ano. 

Para conferir mais detalhes sobre o programa os candidatos podem acessar o endereço eletrônico

 

Depois de ser protagonista de polêmicas envolvendo o funcionamento do Restaurante Universitário (RU) do campus Recife, a Universidade Federal de Pernambuco divulgou, na última sexta-feira (5), um formulário para que alguns alunos tenham isenção total durante as refeições realizadas no RU.

Sem funcionar desde março, por conta de problemas estruturais e de dificuldades com fornecedores, o local - que está passando por reformas, deverá ser reaberto dia 16 de abril. De acordo com o site da instituição, estudantes que pagam o valor de R$ 3 por refeição no RU e alunos que possuem isenção parcial local, poderão se inscrever, junto à Diretoria de Assistência Estudantil (DAE), para conseguir isenção total das refeições.

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Para se candidatar é preciso preencher um formulário online até o dia 26 de abril. O comunicado feito pela UFPE reforça que “a solicitação não implica em concessão automática, uma vez que será analisada a condição de vulnerabilidade socioeconômica do estudante pela equipe de Assistência de Estudantil da DAE”, deixando claro que nem todos serão contemplados com a isenção.

Feijoada

A medida foi divulgada após alunos da universidade terem feito uma “feijoada de um real”, exigindo a reabertura do restaurante que atendia diariamente centenas de estudantes. Na ocasião, os universitários também reclamaram das novas regras estipuladas pela instituição de ensino, que restringiria as pessoas que comem no espaço.

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