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Em outubro, as micro e pequenas empresas do país abriram mais de 73 mil novos postos de trabalho, melhor resultado para o mês nos últimos cinco anos, segundo levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

De acordo com o Sebrae, os pequenos negócios foram o único segmento a gerar novos empregos com carteira assinada em outubro. As médias e grandes corporações (MGE), por sua vez, tiveram saldo negativo de 2.119 empregos. Na administração pública o saldo também foi negativo, com a dispensa de 427 trabalhadores.

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Uma dessas empresas que abriu novas vagas em outubro foi a Biosolvit, uma startup da área de biotecnologia aplicada especialista em remediação ambiental. Em entrevista à Agência Brasil, o fundador da empresa, Guilhermo Pinheiro de Queiroz, contou que, no mês passado, sua empresa contratou mais três pessoas. Para o ano que vem, ele estima contratar mais 50 pessoas. No entanto, diz ele, o número poderia até ser maior, se o cenário econômico brasileiro fosse melhor. “O ambiente econômico está desfavorável para todos, inclusive para as startups. Se estivéssemos em um ambiente favorável, as startups estariam contratando muito mais. A questão é que as startups, por definição, já crescem mais do que o normal. Isso é uma premissa de um modelo inovador”, falou.

De janeiro a outubro foram abertas 752,4 mil vagas em todo o país, o que corresponde a dez vezes mais que o saldo de empregos gerados pelas médias e grandes empresas e 10,5% superior ao saldo registrado pelasno mesmo período do ano passado. A expectativa é de que esse ano sejam geradas mais vagas nas micro e pequenas empresas do que em 2018. “Nossas pesquisas mostram que o empresário de pequeno negócio está retomando a confiança e o otimismo com a economia e isso se reflete na contratação de empregos. A proximidade com o Natal também já começa a aquecer o surgimento de vagas, principalmente no comércio e nos serviços”, disse Carlos Melles, presidente do Sebrae.

Comércio

No mês passado, os pequenos empresários do ramo do comércio foram os líderes da geração de emprego, sendo responsáveis pela criação de 32,5 mil novas vagas, seguidos pelos empresários do setor de serviços, com a criação de 22,8 mil postos de trabalho. Já os negócios relacionados à construção civil e à indústria de transformação geraram, respectivamente, 10,9 mil e 10,5 mil empregados. No acumulado do ano, o setor de serviços responde pela abertura de 408,8 mil vagas, seguido pelo setor de construção, que criou 121,7 mil vagas no ano.

De acordo com estudo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com informações disponibilizadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, as micro e pequenas empresas geraram 119 mil novas vagas de trabalho no país, em setembro. O número corresponde a 75% de todas os postos de trabalho abertos no Brasil. O valor é o maior registrado no mês de setembro desde 2013. 

Ainda de acordo com o estudo, no acumulado de 2019, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 670 mil vagas com carteira assinada. Em comparação, no mês de setembro, as médias e grandes empresas contrataram apenas 37,7 mil novos trabalhadores, enquanto a esfera da administração pública admitiu 492 novas pessoas. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, as micro e pequenas empresas são fundamentais na retomada do crescimento econômico do país. 

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“O saldo de empregos criados pelos pequenos negócios no acumulado deste ano até setembro já supera o saldo de todo o ano de 2018 e retoma os saldos verificados nos anos anteriores à recessão econômica, ocorrida em 2015 e 2016. Os números comprovam que o Brasil está avançando economicamente, e as pequenas empresas são protagonistas nesse processo”, destacou, conforme informações da Agência Sebrae de Notícias.

Liderando os números, o Estado de São Paulo registrou o maior número de contratações do país em setembro, com 29,7 mil novos postos criados, correspondendo a 25% do total do país. Em segundo lugar, o Rio de Janeiro criou 14 mil vagas. Ainda de acordo com o levantamento, juntos, os Estados do Nordeste brasileiro criaram 23,4 mil novas vagas. 

As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 75% das novas vagas de trabalho registradas em setembro. Segundo levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), negócios de pequeno porte geraram 119 mil dos mais de 157 mil postos de trabalhos com carteira assinada registrados no mês anterior.

O número superou em 20% o saldo de agosto e em 23% o do mesmo mês de 2018. Para meses de setembro, o total representa o melhor resultado desde 2013.

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Realizado com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, o levantamento apontou que, no acumulado do ano, os pequenos negócios geraram mais de 670 mil vagas com carteira assinada, resultado 10% acima do igual período do ano passado.

As médias e grandes empresas (MGE) geraram 37,7 mil empregos, e a administração pública contribuiu com 492 postos de trabalho em setembro. No total, 157.213 vagas foram geradas no país no mês passado, de acordo com o Caged.

“Por setor, sobressaíram na geração de empregos, uma vez mais, as micro e pequenas empresas da área de serviços, com a criação de praticamente 53 mil postos de trabalho, com destaque para aquelas que atuam na comercialização e administração de imóveis (21,2 mil empregos) e de alojamento e alimentação (16 mil vagas). Os pequenos negócios do comércio também se destacaram com a geração de 29 mil postos de trabalho”, informou o Sebrae.

De acordo com o Sebrae, no acumulado deste ano até setembro, os pequenos negócios do setor de serviços puxaram a geração de empregos no país, criando mais de 382,5 mil novas vagas. O montante representa 57% do total de postos de trabalho com carteira assinada em 2019. O destaque fica com as micro e pequenas empresas da construção civil, com 109,6 mil novas contratações.

“O saldo de empregos criados pelos pequenos negócios no acumulado deste ano até setembro já supera o saldo de todo o ano de 2018 e retoma os saldos verificados nos anos anteriores à recessão econômica, ocorrida em 2015 e 2016. Os números comprovam que o Brasil está avançando economicamente, e as pequenas empresas são protagonistas nesse processo”, avaliou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Entre as unidades da federação, São Paulo foi o estado com maior geração de empregos nas micro e pequenas empresas em setembro, criando mais de 29,7 mil postos de trabalho, 25% do total em todo o país, seguido pelo Rio de Janeiro, com quase 14 mil vagas. Os números colocam a Região Sudeste como a que mais gerou contratações no período, com 53 mil empregados. Em seguida vem o Nordeste, com a abertura de 23,4 mil vagas.

O REContent faz sua primeira edição no Recife entre os dias 2,3,4 e 5 de outubro. Voltado para o audiovisual e games, o evento acontece no Apolo 235, no Porto Digital e oportuniza a articulação entre produtores e compradores da economia criativa. O REContent é realizado pelo Porto digital, em parceria como Sebrae-PE e a Proa Marketing Cultural.

A programação do evento conta com 23 atividades, entre rodadas de negócios, mesas, workshops, pitchings, clínicas, cases e networking criativo estão abertas. Além de canais de TV, editoras e potenciais investidores. A expectativa é que o evento favoreça a compra e venda de conteúdo, roteiros, filmes, jogos e serviços, criando novas perspectivas para o setor. Os interessados podem acessar o site do evento para conferir a programação completa.

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Entre os confirmados estão Tereza Gonzalez, CEO do Porta dos Fundos; Clarisse Goulart, Chefe de desenvolvimentos e negócios da Conspiração Filmes; Arisio Coutinho, da Globo Nordeste; Felipe Lopes, Diretor da Vitrine Filmes; Vicente Vieira Filho, Vice-presidente da ABRAGAMES; Diego Sales e Thaís Sales, Salles e Medeiros Advogados Associados e outros nomes compõem a lista de convidados do evento.

Para quem deseja participar de mais de uma atividade, o evento oferece o Passaporte REContent, que permite participar das quatro atividades pagas, além de garantir lugar em uma das mesas do evento e participação em pelo menos um networking criativo. O passaporte custa R$ 500 com vendas até o dia 2 de outubro. Também é possível comprar ingressos para atividades distintas. Os ingressos custam R$ 150 disponíveis no site do REContent.

Serviço

REContent Conexões e Negócios

02, 03, 04 e 05 de outubro

Apolo 235 (Rua do Apolo, 235, Recife Antigo)

Informações: (81) 3419 8070

Com o objetivo de gerar mais produtividade e aumentar o número de empregos no Estado de Pernambuco, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), lançou, na manhã desta quinta-feira (5), no Recife, o programa Mobiliza Brasil. Aplicado em outras cinco capitais do país, a ferramenta funciona como aplicativo, servindo para receber sugestões de cidadãos comuns para a melhoria de negócios na própria localidade.

Na cerimônia de lançamento, esteve presente Carlos da Costa, Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Governo Federal, que falou sobre a viabilização que a iniciativa pode levar aos munícipios e governos dos estados a criarem políticas públicas que possam diminuir as burocracias no cotidiano de empresas.

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"Os municípios e os estados também precisam implementar programas de simplificação e de redução da complexidade. E já temos tido enorme sucesso trabalhando com alguns municípios e governos dos estados e agora chega a hora de nós ampliarmos esse processo para muitos municípios e governos estaduais" ressaltou.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, explicou que a iniciativa surgiu da demanda de problemas administrativos e trabalhistas que envolvem as micro e pequenas empresas. "60% dos que atenderam à nós falaram da burocracia. E que tipo de burocracia? É fiscalização trabalhista, que ela deixa de ser punitiva no primeiro momento para ser orientadora. São os alvarás, que as empresas precisam de uma coleção de alvarás e agora não vão precisar mais. Não precisa mais de carteira assinada, você precisa de carteira digilitalizada. Enfim, há uma série de ações que facilitam a vida do empreendedor", explica.

A ferramenta já está disponível nas lojas Apple Store e Google Play e permite reunir e organizar dados que servirão de subsídios para a elaboração de políticas públicas.

Uma pesquisa divulgada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), nesta quarta-feira (28), apontou que os pequenos empresários brasileiros estão adotando práticas mais sustentáveis e econômicas. Entre as iniciativas estão a geração de energia limpa por meio do sistema fotovoltaico, que é a energia obtida através da conversão direta da luz do sol em eletricidade por meio do efeito fotovoltaico. Cerca de 83,9% dos empresários conseguiram reduzir os custos com a conta de energia graças à utilização do processo.

O estudo foi apresentado pela gerente do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), Suênia Souza, em Cuiabá, no Mato Grosso, para o presidente da instituição, Carlos Melles, e para o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Da Costa. Na ocasião, foi assinado um termo de cooperação entre o Sebrae e o Sicredi, instituição financeira cooperativa, para estimular mais iniciativas de busca por energia limpa entre os micro e pequenos empresários.

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Entre os entrevistados, mais da metade se mostrou interessado em investir em uma forma mais sustentável de obtenção de energia, mas de acordo com Suênia Souza, poucos ainda a utilizam. “Temos uma nova economia se formando no país, com a economia do compartilhamento e os negócios digitais, e a inovação nos processos deve priorizar a preocupação com a preservação de recursos hídricos e energéticos. O nome disso é competitividade”, afirmou a gerente.

Já para o secretário do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, as micro e pequenas empresas tem o papel de transformar o Brasil através dos ambientes de negócios e o modelo de ter o governo à frente do empresariado não funciona mais. “Esse modelo acabou, agora será baseado no empreendedorismo para tirarmos de uma situação, que é o desemprego.”  Ele lembrou que alguns dos pilares que podem ajudar os pequenos empresários que são a sustentabilidade, a produtividade e o marketing.

No dia 18 de setembro vai ser realizado o lançamento oficial do programa de energia solar fotovoltaica para pequenos negócios, que prevê consultorias e linha de crédito especial para estimular a adesão do processo de geração de energia solar.

 

As micro e pequenas empresas criaram 41,5 mil empregos com carteira assinada no mês de julho. Os dados foram compilados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o levantamento, os pequenos negócios foram responsáveis por 95% dos empregos gerados em todo o país.

Com os números das grandes empresas e da administração pública, foram criados 43,8 mil empregos formais. De janeiro a julho deste ano, as micro e pequenas empresas abriram 437,6 mil vagas, 2,4% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

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O presidente do Sebrae, Carlos Melles, disse que esses empreendedores são a alavanca para a economia e vitais para a geração de emprego e renda no país. Segundo Melles, é mais um motivo para que o país invista em melhoria do ambiente de negócios do setor, diminuição da burocracia e incentivo à competitividade.

Os pequenos negócios do setor de serviços foram os que mais criaram vagas (20 mil). Os destaques foram o ramo imobiliário, com 15,2 mil empregos, e o setor da construção civil, com 14 mil postos.

São Paulo liderou a geração de empregos em julho, com mais 12,8 mil vagas, seguido por Minas Gerais, com 7,5 mil. A Região Sudeste teve o maior volume de novos postos (20 mil), seguido pelo Centro-Oeste, com 6,7 mil vagas.

Uma iniciativa inovadora promete incentivar o empreendedorismo nas escolas da rede municipal de ensino em São Paulo. A parceria entre a prefeitura e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para utilização da metodologia Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP) entre os alunos do 1º ao 5º ano foi firmada na última segunda-feira (12). O projeto piloto será realizado em três escolas da capital paulista.

A metodologia do curso é semiaberta, permitindo que as atividades possam ser adaptadas a cada projeto pedagógico elaborado pela escola sem alterar os conceitos praticados no ano letivo. No 3º ano, por exemplo, a sugestão é montar uma oficina de brinquedos ecologicamente sustentáveis, fabricados com material reciclável. O exercício incentiva fatores imprescindíveis ao comportamento dos empreendedores, os quais somados ao divertimento, facilitam o aprendizado das crianças. Relacionando teoria e prática, o programa realizará projetos de acordo com a faixa etária dos alunos.

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Na ação, professores serão treinados e formados em um curso de três módulos, totalizando 76 horas de treinamento. Em sala de aula, serão abordados temas sobre cooperação, cultura, inovação, ecosustentabilidade, ética e cidadania. As lições de fundamentação teórica e metodológica do curso preparam os alunos para o comportamento empreendedor. Não é obrigatória a participação de todos os educadores, entretanto só estarão habilitados a participar do JEPP quem concluir, na íntegra, a formação que será finalizada com o Seminário Jovem Empreendedor da Universidade nos Centros Educacionais Unificados (UniCEU).

A Petrobras lançou na última quinta-feira (18), em parceria com o Sebrae, uma chamada para projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, voltada para startups e pequenas empresas inovadoras. Cerca de 10 projetos, de seis áreas distintas, podem ser selecionados para receber financiamento com valores que vão de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhão. A intenção é estimular soluções tecnológicas que atendam às necessidades da área de negócio de petróleo, gás e energia.

As empresas que forem contempladas com o edital terão acesso, além dos recursos financeiros, a base de clientes, investidores e rede de mentores. Os candidatos podem apresentar projetos nas áreas de tecnologias digitais, captura e utilização de carbono, novas energias, nanotecnologia, corrosão e catalisadores. 

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Quem for selecionado terá até dois anos para desenvolver seu projeto. Durante a seleção, serão avaliados o impacto da solução proposta para o negócio da Petrobras, a consistência e a viabilidade do projeto, incluindo facilidade de implantação da solução proposta, a capacidade técnica da equipe, o grau de inovação, o nível de maturidade tecnológica e o potencial de ganho de escala. As inscrições começam em 1º de agosto e podem ser feitas até o dia 5 de setembro, pelo site. 

O mês de junho é um dos mais esperados pelos nordestinos, afinal, o São João é uma das festividades que mais aquecem o comércio e o turismo da região. A tradição forte, sobretudo em cidades como Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba, que disputam o título de maior São João do mundo, faz com que a venda de produtos típicos, comidas de milho, vestimentas e até fogueiras, sejam negócios rentáveis para quem busca um dinheiro extra.

 

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A confeiteira Juliana Santos é uma das pessoas que aproveitam a época para aumentar os lucros de sua empresa. Durante todo o ano, o “Delícias da Juli” dedica-se a encomendas de bolos e doces voltados a diversos tipos de comemorações, além da venda do clássico bolo de rolo pernambucano. Para o mês de junho, a confeiteira resolveu inovar na oferta dos produtos. “Nessa época junina incluo no cardápio os bolos típicos como bolo de milho, macaxeira, bolo de rolo de milho e desde o ano passado inclui bolo de rolo de pé de moleque, de canjica e de queijadinha”, conta a empreendedora.

Com as comidas personalizadas, Juliana vê seu público crescer. Ela acredita que o crescimento seja reflexo do investimento nos alimentos, que mesmo sendo típicos, têm um diferencial. Assim, ela amplia a clientela, que acaba procurando seus serviços também em outras épocas do ano. “A cada ano o público se comporta de forma diferente, mas os lucros são muito bons, porque esse tipo de comida típica sempre tem um valor diferenciado, pelo trabalho empregado no seu preparo”, explica.

Para quem já está pensando na próxima festa para investir ou começar um  novo negócio, ou até mesmo ampliar os ganhos naquele mês, Juliana tem um dica especial: “Utilizar insumos de qualidade, ter atenção  com a higiene na hora do preparo e adequar os produtos e os preços à clientela que quer atingir”, para ela são alguns dos pontos fundamentais para conseguir conquistar cada dia mais clientes.

Quem busca empreender, especialmente em negócios sazonais, precisa buscar conhecimento ou algum tipo de consultoria para minimizar (e até mesmo evitar) possíveis erros durante a execução do negócio. De acordo com os especialistas, é preciso que primeiro haja um planejamento bem trabalhado, que contenha análise de mercado, planos de marketing e publicidade, que é a forma que será utilizada para alcançar o público desejado e a estratégia financeira.

Para o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Danilo López, o ideal é não deixar para fazer tudo em cima da hora. “A dica é buscar conhecimento prévio. Não esperar o dia São João para saber o que vai vender, tem que pelo menos dois meses antes começar a planejar. Se você deixar para comprar em cima da hora, você vai comprar um produto mais caro. Tem que pensar bem antes para entender as tendências de mercado, o que pode estar fazendo de diferente para poder se destacar no mercado”, orienta.

 

Outro detalhe importante, que não pode passar batido, é a regularização do negócio, mesmo que seja na porta de casa. É necessário, principalmente quando se vai trabalhar com comida, preocupar-se com o bom manejo dos ingredientes e ter uma boa higienização do local fabricação e venda. Evita que o cliente tenha uma experiência ruim ou até que possa gerar denúncias à vigilância sanitária, até por parte dos concorrentes. De acordo com o consultor do Sebrae, buscar a formalização traz também confiança, segurança e tranquilidade para as partes envolvidas no processo de consumo.

Depois de passar por todas essas etapas, os micro e pequenos empresários precisam correr atrás de fazer diferente, como a confeiteira Juliana, que faz bolo de rolo de milho e pé de moleque, por exemplo. Mais do mesmo pode fazer com que o único fator atrativo dos produtos seja o preço.

Depois de decidir o que vai trabalhar, o empresário precisa analisar os custos, para não gastar mais do que pretende lucrar. Isso vale para todas as festividades ao longo do ano. “Muitas vezes quando a gente fica com excedente de estoque e tem de vender em uma época que não é muito propícia, geralmente a gente vende a um preço muito baixo e que diminui e muito a margem de lucratividade. É importantíssimo também fazer divulgação de véspera, pelo menos duas semanas antes para poder colocar na cabeça do cliente o produto. Pesquisar para identificar tendências, antes e durante. Saber todos os detalhes de sabor a preço e forma de pagamento”, comenta Danilo López.

Apesar do Recife ostentar o título de terceiro polo gastronômico do Brasil e primeiro do Nordeste, os estabelecimentos locais no ramo da alimentação não passaram ilesos pela crise econômica no país. Na capital pernambucana, nos últimos dois anos, de acordo com a Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe), órgão responsável pela abertura e fechamento de lojas e comércios, 896 restaurantes fecharam as portas. Já nos primeiros cinco meses de 2019, 157 estabelecimentos do setor gastronômico também saíram do mercado.

Após cinco anos do início da deterioração econômica brasileira, em 2014, nenhum setor produtivo voltou ao patamar de anos anteriores. Em março, a taxa de desemprego chegou a 12,7%, com 13,4 milhões de pessoas procurando emprego no país. Esses são os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com inflação em alta e confiança do consumidor em baixa, o ritmo de crescimento vem desacelerando. O desemprego obrigou os brasileiros a cortarem gastos no orçamento e se alimentar fora do lar não é visto como algo essencial.

Sobre a retração do setor, o diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Pernambuco (Abrasel-PE), Eduardo Salazar, destacou que o fechamento de estabelecimentos é um movimento nacional dentro do contexto econômico atual. “Até a própria questão da reforma da previdência ser definida não somente restaurantes, como outros negócios sofrerão bastante com a queda de vendas. É um reflexo da economia”, lamentou o gestor.

Ele apontou que apesar dos fechamentos serem uma realidade em Pernambuco, novos empreendimentos entram no mercado todos os meses. Em 2019, até o mês de maio, já são 866 estabelecimentos novos que se formalizaram. “A gente sabe da crise no país, mas da mesma forma que fecha, também abre. Acho ainda que o número de negócios que estão dando errado ainda é pouco, poderia ser muito pior”, explicou Salazar.

A Abrasel calcula que são 7 mil CNPJs ativos no setor de alimentação fora do lar em Pernambuco. Qualquer dono de estabelecimento pode se associar ao pagar uma mensalidade. “A gente promove cursos, capacitações e eventos para estruturar ainda mais o setor no Estado”, garantiu o diretor executivo do órgão.

Estabelecimentos conhecidos na capital pernambucana fecharam as portas nos últimos doze meses. O 'Só Caldinho', no Pina, o 'Riso', nos Aflitos, o Cucina de Carli', em Casa Forte, o 'Aura' em Boa Viagem, o 'Gamerz Burguer', no Espinheiro, o 'Espetinho Benfica', na Madalena, as duas lojas do 'Mr Smoke BBQ', em Parnamirim e Boa Viagem, entre outros negócios.

De acordo com um estudo realizado pela consultoria AC Pastore, do ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, o Brasil não apenas está vivendo a mais lenta retomada da história como caminha para a depressão. Para o economista, o País está em depressão, pois o PIB per capita cresceu de forma insignificante nos últimos dois anos (0,3% em cada ano) e deve terminar 2019 no mesmo nível de 2018. Isso significa que, em dezembro deste ano, o indicador estará 8% abaixo do registrado antes da recessão.

"O país está parado. Depois da recessão, ainda não tivemos recuperação. A população empobreceu e não recupera a sua renda", afirnou Pastore. "Se isso não é sinal de depressão, não sei o que é", completou.

Estratégias para evitar o fechamento do seu negócio

De acordo com Danilo Martinez, analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), investir no setor de alimentação fora do lar demanda quatro pontos essenciais para o estabelecimento não ‘quebrar’. Martinez pontua que os restaurantes devem continuar fechando porque a crise está afetando todos os setores. Ele lamenta que os clientes estão com menos dinheiro e situações menos vitais para o ser humano perdem espaço.

“O brasileiro percebe quais são as situações fúteis na qual ele supostamente desperdiça dinheiro e uma delas é se alimentar fora de casa. Aqueles que tinham que comprar almoço fora todos os dias estão levando a marmita de casa. Os que antes saíam todo fim de semana para comer na rua, estão fazendo a brincadeira dentro de casa porque estão sentindo a crise forte”, explicou o analista, destacando que as estratégias para evitar que o negócio feche as portas são específicas para cada setor.

1) Gestão empresarial. Planejamento é fundamental

O primeiro ponto que o analista do Sebrae alerta é para a gestão do negócio. “Tem que ter conhecimento na área de gestão de negócios para fazer o planejamento porque sem isso você não sabe se a sua empresa está indo mal das pernas. Se você não acompanha o financeiro da sua empresa, não se sabe se ela pode está quebrando ou tendo superávit”, informou Danilo Martinez.

Ele também alertou que nesse ramo, não necessariamente o bom chef de cozinha ou cozinheiro vai ser um bom empresário. “Ele tem que agregar dentro do conhecimento dele técnicas de administração de empresas. Precisa aprender isso para poder, além da operação de produção, não pecar na gestão de pessoas, de estoque e no planejamento de marketing ou gestão financeira. Muitas vezes o cozinheiro tem um produto maravilhoso, mas não sabe formular preços ou trabalhar com planilha de custos. E lá na frente não sabe por que não recebe o lucro”, disse.

2) É preciso se antecipar a situações não positivas para a empresa

Quando o estabelecimento tem um gestor que realizar o acompanhamento correto do negócio, as contas batem. “A gestão empresarial da sua empresa possibilita que você preveja situações de risco. Digamos que o dono do negócio precisa faturar por mês R$ 5 mil e faz o acompanhamento da empresa dia a dia. Se na primeira quinzena ele não atingiu R$ 2,500 de faturamento, ou seja 50% do necessário para o ponto de equilíbrio,  então tem que ser feita alguma ação corretiva urgente para não tomar um susto no fim do mês”, avaliou o estudioso da área. Para prever o mercado, uma dica é recorrer a estudos feitos por especialistas do ramo.

Também é necessário pensar em novas estratégias para não cair na repetição. “Se todo dia eu acordo e faço do mesmo jeito e os resultados não estão sendo satisfatórios, eu tenho que pensar em fazer diferente alguma coisa. É uma segunda estratégia para evitar o fechamento de empresas. Analisar os dados financeiros a favor da empresa. É a criação de ações corretivas em tempo hábil, pensando em novas estratégias”, desmistificou.

3) Pesquisas de mercado

O desconhecimento sobre o mercado em que atuam também colabora para um resultado negativo mas, para esse problema, os empresários podem recorrer a uma ferramenta estratégica: as pesquisas de mercado.

“Muitos empresários hoje abrem as empresas e não procuram saber dos clientes o que eles acham do estabelecimento. Eles não realizam pesquisas de satisfação, não aproveitam quando o cliente está no negócio para perguntar o que ainda não há no restaurante que a clientela gostaria que tivesse, isso é chamado pesquisa de tendências.

Segundo ele, essas ferramentas permitem identificar fatores que irão impactar diretamente no negócio, como concorrência, localização, perfis de consumidores, teste de preço, qualidade de produto, entre outros.

Martinez também defende a realização da pesquisa básica de pós-venda. Ele argumenta que muitos comerciantes que possuem o delivery em seus estabelecimentos não procuram saber do clientes como a encomenda chegou, a temperatura do prato e apresentação, além do tempo de entrega. “Também é preciso ter a humildade de frequentar a concorrência para perceber o que eles estão fazendo diferente para aprender e implementar no seu negócio”, comentou.

4) Ser inovador

Em tempos de crise, o brasileiro reflete muito mais sobre onde vai cortar gastos e por isso é importante que os estabelecimentos deem motivos para que os clientes pensem em sair de casa para comer fora. “A gente percebe que são muitos estabelecimentos, restaurantes e lanchonetes vendendo os mesmos produtos. Todo mundo está fazendo tudo igual e isso é muito ruim para o mercado porque se todos os produtos são iguais, o consumidor vai buscar o mais barato”, apontou o analista do Sebrae.  

Inovação ao pensar em produtos diferenciados que se tornem referência no mercado é um ponto muito importante para fugir da crise. Uma outra dica é que os proprietários dos negócios do ramo da alimentação entendam da área que estão trabalhando. “ Donos de restaurantes sabem que é um ramo muito duro. É acordar cedo para ir a Ceasa e abrir a casa bem antes de começar a funcionar. Quem se identifica com a área promove a inovação com mais naturalidade porque ele gosta da ramo e tem mais facilidade em criar novidades. Não adianta investir em algo que você não conhece a realidade”, complementou.

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--> Saiba como empreender em momentos de crise  

Focada no bem-estar e na qualidade de vida da comunidade, a Univeritas/UNG promoverá no dia 8 de junho, das 9h às 14h, a segunda edição do "Ação de Cidadania" com foco na oferta de diversos serviços gratuitos e de pronto atendimento. A iniciativa ocorrerá no bairro de Bonsucesso, em Guarulhos, e terá mais de 200 profissionais envolvidos.

O evento será realizado em parceria com a Secretaria do Trabalho, o Sebrae, a OAB, entidades de classe e diversas empresas. Entre os serviços ofertados estão emissão de carteira de trabalho, exame de vista, orientação sobre empreendedorismo, aferição de pressão arterial, cadastros para vagas de estágios e oportunidades de empregos, orientação jurídica, avaliação e conselho psicológico, confecção, análise e impressão de currículos, entre outros.

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Na opinião do reitor da Univeritas/UNG, Eloi Lago, ações como esta oferecem à comunidade oportunidades da realização de diversos serviços em um único lugar. "A Universidade tem um papel importantíssimo que, além de levar ensino de qualidade, exerce a função assistencial, que é de servir sempre a população do entorno", explica.

Serviço

Ação de Cidadania

Quando: 8 de junho, sábado, das 9h às 14h

Onde: Univeritas/UNG Bonsucesso - Estrada Água Chata, 3380, Bonsucesso, Guarulhos - SP.Para participar, basta comparecer na unidade de Bonsucesso, localizado na Estrada Água Chata, 338, Bonsucesso – Guarulhos.

Entrada gratuita

 

Serv

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) está com inscrições abertas para o seu novo curso, “Como vender na internet e redes sociais”. A formação abordará técnicas de vendas pelo Instagram e WhatsApp.

De acordo com a Pesquisa Nacional do Varejo, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o aplicativo WhatsApp é o principal canal de atendimento virtual, com 82% dos empreendedores ativos. O curso conta com carga horária de 15 horas e aborda desde o conceito de marketing até novas técnicas de abordagem no universo online.

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As aulas serão ministradas entre os dias 13 e 17 de maio, de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h. As inscrições são realizadas presencialmente na Central de Atendimento do Senac (CAS), localizado na Avenida Visconde de Suassuana, número 500, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. A taxa de inscrição é de R$ 180. O interessados podem obter mais informações pelos telefones (81) 3413-6723 / 6775. 

Estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que a maioria dos donos de pequenos negócios atuante no ramo de doçaria e confeitaria está otimista com o período da Páscoa. De acordo com a pesquisa, 67% dos empreendedores acreditam que as vendas deste ano serão mais positivas que as de 2018.

Celebrada no dia 21 de abril, a Páscoa representa o segundo momento mais lucrativo para os empresários, perdendo apenas para o Natal. O estudo também revelou que 68% dos comerciantes conseguiram um resultado melhor no faturamento em 2018, na comparação com 2017.

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Ainda segundo o levantamento, 87% dos empreendedores trabalham nas suas próprias residências; sobre o processo de venda, 94% dos negócios atuam por encomenda, “sendo que 51% realiza delivery por conta própria e o principal produto comercializado continua sendo os bolos confeitados (50%), seguido pelos doces (23%)”. “Mas 43% não fazem entregas a domicílio”, acrescenta a análise.

Mais de 4 mil empresários foram entrevistados. Desses, 53% informaram que não possuem outras fontes de renda, enquanto outros 28% estão empregados informalmente ou formalmente. Veja, a seguir, todos os recortes da pesquisa do Sebrae:

67% acham que as vendas da Páscoa serão melhores em 2019, em relação ao ano passado.

A Pascoa é a 2ª data em que vendem mais.

As festas de fim de ano foram indicadas como sendo aquelas que mais impulsionam as vendas deste tipo de negócio.

Quase 1/3 dos entrevistados possuem um emprego (formal ou informal).

O faturamento do negócio cresceu para 41% dos empreendedores em 2018 em relação à 2017.

O desempenho financeiro foi positivo em 2018 para 44% dos entrevistados.

Cerca de 40% tem CNPJ, e em torno de 50% pretende se formalizar.

A maioria tem uma marca (73%), mas não está registrada.

87% dos empresários têm seu negócio e seu processo de produção sediados nas próprias residências.

A maioria (72%) tem até 5 anos de funcionamento e 75% tem até duas pessoas envolvidas na operação do negócio.

A maioria dos negócios trabalha por encomenda (94%) e realiza delivery por conta própria (51%).

73% produzem bolos artísticos e doces, e 94% tem como clientela o consumidor final.

Metade dos entrevistados tem na sua atividade empreendedora a sua única fonte de renda.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PE) realizará na noite desta quinta-feira (11) uma palestra gratuita voltada para mulheres na área do empreendedorismo. Com a temática “Mulheres Empreendedoras: qual a chave do sucesso?”, o evento será ministrado pela consultora Fabrícia Faé, responsável pela área de Desenvolvimento de Talentos da Consultoria LHH Nordeste.

Devem ser debatidos temas como o protagonismo feminino e as formas de se destacar no mercado. A palestra será realizada das 19h às 21h no Sebraelab, localizado na Rua Tabaiares, nº 360, bairro da Ilha do Retiro. Os interessados devem se inscrever no site do Sebrae.

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O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está com inscrições abertas para 19 cursos gratuitos focados em empreendedorismo. As formações, oferecidas no modelo EAD, são direcionadas a professores.

De acordo com o Sebrae, as matrículas podem ser realizadas a qualquer momento; a cada mês, novas turmas são iniciadas. “A Educação Empreendedora Sebrae começou em 2013 com o objetivo de ampliar, promover e disseminar a temática por meio da inclusão de conteúdos de empreendedorismo na Educação Básica, Profissional e Superior. Nos últimos anos, mais de 120 mil professores receberam formação sobre empreendedorismo, levando as metodologias a mais de quatro milhões de estudantes”, destaca o gerente de cultura empreendedora do Sebrae, Augusto Togni, conforme informações da Agência Sebrae de Notícias.

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Após a realização das capacitações, os professores receberão certificados. No site do Sebrae é possível consultar os cursos disponíveis e demais informações sobre as qualificações.

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (14), o novo superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Pernambuco (Sebrae PE), Francisco Saboya, apresentou as diretrizes estratégicas para a ação da instituição nos próximos quatro anos. A gestão priorizará o desenvolvimento de novos modelos de negócio e estratégias corporativas alinhadas com a realidade da economia digital. Estão nos planos de Saboya uma maior incorporação da inovação tecnológica digital nos produtos e processos do Sebrae PE e atuar em rede, com parcerias institucionais, acadêmicas e técnicas, como a ADDiper, UFPE/Cin, UPE/FCAP-Politécnica, Senai/ISI, Senac, Porto Digital, Facepe, Itep e ONG’s de referência.

De acordo com Saboya, o Sebrae PE pretende a ampliar o número de clientes de 59 mil para 74 mil. “É desnecessário explicar o porquê de um Sebrae mais inovador ou mais digital. O mundo é digital, conectado, móvel e em rede, queremos entregar uma família de produtos e serviços que contribuam para encurtar a distância entre os pequenos negócios e seus clientes, que é o drama dos negócios nos dias de hoje. O pequeno tem um nível de formação mais baixo, menos acesso a informações e consultorias”, afirma.

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Assim, o Sebrae já preparou um total de 25 produtos, a maioria deles focados em capacitação para os clientes. “Não existe mais a ideia de metodologias e capacitações com grandes cargas horárias, então a ideia é que a gente possa trabalhar de forma híbrida. Uma parte do processo pode ser presencial e outra a distância, dentro de uma plataforma que o cliente possa estar interagindo conosco”, acrescenta a diretora técnica do Sebrae, Roberta Correia.

Na busca por se ajustar à realidade do empreendedor que dispõe de pouco tempo para capacitação, em um mercado que valoriza mais a formação curta e recente do que longas imersões, o Sebrae espera investir em podcasts, chats, seminários e talk shows. Recentemente, a instituição encaminhou 70 de seus 238 técnicos para uma formação em capacitação de negócios na era digital no C.E.S.A.R. “Para que nossos profissionais tenham um repertório diferente e pensem em um mundo em que os pequenos negócios estão inseridos de uma forma diferente. Num futuro próximo, o perfil do cliente será outro, quem não se adaptar, não vai acompanhá-lo”, alerta Saboya.

Autossustentação

Uma das diretrizes do Sebrae-PE versa sobre monetizar ao máximo os produtos da instituição junto a seus clientes e parceiros institucionais, com o objetivo de ampliar sua capacidade de autossustentação. A preocupação surge frente aos eminentes cortes nos repasses à instituição, prometidos pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. “Independentemente do posicionamento do novo governo, essa sempre será a diretriz de qualquer executivo a frente de um negócio. Se seu delivery tem valor e seu cliente faz negócios, é justo que você monetize os produtos. Se nós estamos falando de uma economia de mercado, há um fluxo físico ou intangível de produtos e serviços e um fluxo financeiro de retorno”, defende Saboya.

Um pesquisa realizada com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que o ano de 2018 foi positivo para empreendedores. De acordo com a GEM (Global Entrepreneurship Monitor), dois em cada cinco brasileiros estavam a frente de uma atividade empresarial ou tinham planos para abrir um negócio. Foi o segundo melhor resultado do país desde que os dados começaram a ser medidos, em 2002. O levantamento foi realizado em mais 49 países.

Conforme os dados colhidos, aproximadamente 52 milhões de brasileiros em idade produtiva eram empreendedores. A taxa total que reúne novos negócios e os já consolidados chegou a 38%. A pesquisa aponta que mais da metade dos que decidem abrir um negócio (61,8%) o fazem pela oportunidade de mercado, não somente pela necessidade, muitas vezes causada pelo desemprego.

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Para o presidente do Sebrae, João Henrique de Almeida Sousa, os negócios por oportunidade são fundamentais para o desenvolvimento da economia do país. “Diferente de quem empreende por necessidade, depois de passar por uma situação de desemprego, por exemplo, o empresário motivado por uma oportunidade, normalmente é aquele que faz um plano de negócio, que estuda a concorrência e tem – por consequência – maior probabilidade de sobreviver no mercado”, afirma João Henrique.

A idade dos novos empreendedores também foi um dado que chama a atenção pelo crescimento percentual de jovens entre 18 e 24 anos. De 2017 para 2018, a participação dessa faixa etária subiu de 18,9% para 22,2% do total dos que iniciavam uma atividade empresarial, com negócios (formais ou informais) de até 3,5 anos. A taxa começa a cair a partir dos 45 anos, chegando a 9,7% na faixa dos 55 a 64 anos. Mesmo apresentando índices em queda, a GEM aponta que entre as pessoas com mais de 55 anos, há 2 milhões de brasileiros que são donos do próprio negócio.

A GEM mostra ainda que o número de empreendedores em fase inicial é menor que os que já têm um negócio estabelecido, que representa 20,2%, mais ou menos 2% a mais que a taxa de quem está começando. Clique e acesse a pesquisa completa.

A unidade da Mata Norte de Pernambuco do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está com oportunidades abertas para o curso de Sucessão e Profissionalização nos Negócios Familiares. A capacitação será realizada todas as terças-feiras do mês de fevereiro das 14h às 17h, em Goiana.

As inscrições podem ser feitas pelos telefones 0800 570 0800, (81) 3626-3855 ou (81) 98960-7430 ou pelo site no Sebrae/PE. A finalidade do curso é é conscientizar as famílias empresárias da necessidade da preparação do processo de profissionalização e sucessão na empresa, apresentando caminhos para a longevidade dos negócios.

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A capacitação tem carga horária de 12h, divididas em quatro encontros, realizados nos dias 5, 12, 19 e 26 de fevereiro. Além disso, os empreendedores têm direito a 12 horas de consultoria que ajudará a planejar quando o momento da sucessão chegar. 

Programação

05/02 - Contextualização das Empresas Familiares

12/02 – As empresas familiares

19/02 – O Processo sucessório

26/02 – Profissionalização das empresas

Serviço

Curso Sucessão e Profissionalização nos Negócios Familiares

Data: 05, 12, 19 e 26 de fevereiro

Horário: das 14h às 17h

Local: Sebrae Mata Norte – Rua Luiz Gomes, 125, Centro – Goiana/PE

Investimento: R$100

Inscrições: pelo site ou pelos telefones 0800 570 0800, (81) 3626-3855 ou (81) 98960-7430

O Comitê Gestor do Simples Nacional alterou algumas atividades referentes aos Microempreendedores Individuais, entre a principal ação está a exclusão de 26 ocupações, afetando somente em Pernambuco, mais de 12,5 mil MEI. O prazo para alteração de ocupação ou migração para categoria ME, que também altera a tributação, vai até 31 de janeiro. 

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vai realizar atendimento de suporte com a presença de contadores para esclarecimentos sobre as novas determinações que passam a valer a partir da Resolução (Nº 143, de 11/12/2018).

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Entre as atividades que deixam de existir estão “Dono de bar”, “Comerciantes de Peças e Acessórios para Motocicletas e Motonetas”, “Operadores de Marketing Direto” e “Dedetizadores”. No Portal do Empreendedor é possível encontrar a lista completa de funções e fazer o recadastro, caso ainda queiram continuar com os benefícios do Simples.

Quem não quiser fazer a alteração pode continuar na atividade somente até o final deste ano. O microempreendedor será desenquadrado automaticamente pelo FISCO, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2020.

Os empreendedores podem tirar dúvidas sobre essas mudanças com o Sebrae/PE pelo telefone 0800 570 0800 ou ir até a Unidade da instituição, localizada na Rua Tabaiares, 360 - Ilha do Retiro, no Recife. O horário de atendimento é das 09h às 16h, de segunda a sexta-feira.

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