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A amarelinha tornou-se raridade, as bolas de gude começaram a rolar pelo tapete da sala e o interesse em jogos coletivos deu lugar aos olhos afixados em um aparelho celular. Hoje, a juventude convive com as contrariedades da tecnologia e perde no quesito liberdade.

 

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Enclausurada pela insegurança, a infância nas ruas foi suplantada pelas brincadeiras dentro dos limites da própria casa. Em entrevista ao LeiaJá, duas avós relembraram do tempo em que eram criança e o comparam a atual diversão dos netos. Muito tempo em casa reduz o contato com outros da mesma idade, enquanto o acesso ao mundo globalizado força uma ‘maturidade’ precoce.

 

 

 

 

 "Na minha época a brincadeira era mais na rua do que dentro de casa. A gente brincava de esconde-esconde, queimado e pulava corda", relembra dona Irani Oliveira, de 43 anos. Ela foi criada pela avó -que não tinha tempo para tanta atenção- e hoje cuida dos dois netos: Lorena Cecília e Samuel Henrique, de cinco e um ano, respectivamente.

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Entre um afazer doméstico e outro, dona Irani prepara a pequena para a escola, ao passo que a história da sua infância se repete. Sem muito tempo, ela destina os eventuais momentos de descanso para brincar com Lorena. "Às vezes eu brinco com ela de boneca, mas não sou muito de brincar não", revela. A avó também apontou a motivo para a privação da garota é a criminalidade, "ela brinca na rua as vezes, mas só com a gente. A gente não deixa ela só na rua não", ressaltou.

Distante dos eletrônicos, que eram possuídos "só por quem tinha dinheiro", ela acredita que a neta tenha uma 'vida melhor'. " Na minha [infância] não tive nada disso. Hoje ela tem tudo, celular, tablet [...]", destacou. Se por um lado a criança está restrita aos limites da casa, por outro, o mundo imaginário de Lorena é ampliado e traz leveza ao ambiente, admite a avó. 

A falta de espaço aguça a percepção da pequena, que acaba copiando atitudes dos adultos que a rodeiam. Ela prepara sua 'comidinha' ao tempo que cuida das 'filhas' e dá bronca em Samuel, que desorganiza toda sua cozinha. Lorena não sabe, mas já tem uma vida de dona de casa, logicamente sem o peso das obrigações, mas seguindo um histórico de competências domésticas.   

“Vou perguntar ao Google vovó”

Na casa da Família Buarque, Sophia, de 12 anos, e Miguel, de 7, também entendem que a rua é um ambiente 'arriscado'. "Hoje em dia é tanta violência[...] como é que os meninos vão brincar na rua? A pessoa fica com tanto medo que nem pode mais brincar", relata a avó Luziara Buarque, de 55. Ela é do tempo que a garotada se reunia para brincar solta, "a gente brincava de tudo, de bola de gude, de vôlei, pião... não tinha isso de menino e menina não".

 "Em casa eles [os netos] brincam de dominó, de Uno... eles são muitos tranquilos. Conversam muito por que perguntar é com eles mesmo”, pontuou. “Quando digo que não sei, eles dizem 'ah vovó, eu vou perguntar ao Google que ele sabe de tudo", brinca Luziara.   

Brincadeira é o treinamento para o futuro do indivíduo

"Uma criança que fica dentro de casa não desenvolve tão bem quanto uma criança que brinca na rua. O universo da brincadeira permite o desenvolvimento de uma forma que, a criança presa a um eletrônico não tem. Porque ela não tá interagindo com ninguém e fica ali, isolada, brincando sozinha", destacou Magaly Vilarim. Para driblar a insegurança fora de casa, a psicopedagoga sugere brincadeiras saudáveis, que envolvam o progresso físico e cognitivo.

Dessa forma, a diversão nas ruas funciona como um treinamento para as futuras relações interpessoais, além aprimorar a oralidade e a coordenação motora. "É através da brincadeira que ela vai aprender a se frustrar; a ganhar ou perder. Na rua ela também tem a possibilidade de desenvolver relações sociais e adquirir autonomia para desenvolver o sentimento de empatia[...] quando outra criança perde e fica triste, ela vai lá e consola", detalha a especialista. 

A participação dos pais é fundamental

A diversão na rua também é uma aliada contra índices de obesidade e glicemia; além de impulsionar o desenvolvimento ósseo e muscular, que muitas vezes é esquecido pela falta de estímulos e acaba criando indivíduos inativos. "Com o avanço da tecnologia elas ficaram muito mecanizadas a utilizar telas, onde criam vícios posturais. Vale lembrar que o esporte não é apenas para alto rendimento, é uma ferramenta de aprendizado que deve ser inserida desde cedo", destaca o personal trainer especializado em atendimento infantil, Tulyo Cezar.  

As atividades neuro motoras ou condicionantes, envolvem simples exercícios de habilidades, como saltar, agachar e correr. Tais práticas podem estar aliadas a tecnologia, como sugere o profissional, "é importante a escolha de games que reproduzam movimentos de esporte ou exercícios de dança, para que as crianças gostem e criem o hábito", sugeriu. 

Ele também enfatiza uma linguagem acessível aos pequenos e a participação dos responsáveis. "A participação dos pais nesse processo é fundamental. Dentro de casa, eles podem usar travesseiros para criar espaços onde as crianças saltem, rolem e agachem. Sempre estimulando com sorriso para que ela aprenda da forma mais divertida", aconselha.

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O dia 11 de outubro é a data em que se celebra o Dia Mundial da Obesidade, e na campanha deste ano, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica trazem a mensagem sobre a importância do combate à discriminação por causa do peso e de tratar o assunto com respeito. "Obesidade Eu Trato com Respeito", é o tema da campanha.

“É fundamental aumentar a conscientização sobre prevalência, gravidade e diversidade do estigma do peso. Os retratos da obesidade na mídia frequentemente reforçam estereótipos imprecisos e negativos sobre as pessoas obesas, o que pode levar ao estigma do peso. As campanhas pedem uma movimentação para acabar com o uso de linguagem e imagens estigmatizantes e retratar a obesidade de maneira justa, precisa e informativa”, dizem as entidades.

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Além de reduzir a qualidade de vida, a obesidade é fator de risco e agravante de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer. O tratamento deve ser contínuo e acompanhado por profissionais capacitados para que o quadro não piore com o passar dos anos.

A data foi proclamada em 2015 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para apoiar soluções que ajudem as pessoas a alcançar e manter um peso saudável e estimular políticas de combate a esse problema de saúde pública. Cerca de 13% da população adulta do mundo é obesa. No Brasil, mais da metade dos brasileiros, 55,7%, estão com excesso de peso e a prevalência da obesidade é de 19,8%.

A gravidez não planejada é uma realidade para 55% das mães brasileiras, segundo pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz feita com 24 mil mulheres. Especialistas reforçam que é preciso fazer um planejamento familiar e permitir que a mulher escolha o método contraceptivo livremente, querendo ou não ter filhos. Para isso, é fundamental que elas tenham acesso às informações sobre os variados meios de contracepção, incluindo risco de falhas e efeitos colaterais.

O uso da pílula é mais recorrente do que de outros métodos. Segundo a pesquisa global "Think About Needs in Contraception" (TANCO), realizada pela Bayer com apoio da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), 33% das 1.113 brasileiras entrevistadas tomam o comprimido.

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Porém, como cada corpo reage de uma forma diferente, algumas mulheres preferem abandonar o anticoncepcional. "Eu estava insatisfeita, tomo desde os 18 anos. Eu tinha o humor muito depressivo, não tinha lubrificação nem desejo sexual. Para piorar, minha terapeuta e eu chegamos ao consenso de que ele potencializava minhas crises de depressão", conta Janine Oliveira, assistente de pesquisa e informações, de 23 anos.

Após mais de um ano querendo parar com o método e qualquer outro que incluísse hormônios na composição, ela decidiu colocar o dispositivo intrauterino (DIU) com cobre. Introduzido no útero, o elemento químico contido no aparato impede o encontro do óvulo com o espermatozoide. A vantagem desse e de outros meios de contracepção de longa duração é não depender da memória para se prevenir, algo que é essencial com a pílula, todos os dias.

Juliana Mezzaroba, de 33 anos, também colocou o DIU, mas do tipo hormonal e motivada pelos efeitos colaterais: reduzir o fluxo menstrual e as cólicas. Três anos após colocar o dispositivo, ela ainda sente dores, porém menos intensas e que são aliviadas com um remédio. "Hoje sou uma pessoa normal. Antes, incontáveis vezes tive de ir ao pronto-socorro para tomar remédio na veia porque desmaiava", relata a programadora musical.

O que foi bom para elas e o que as motivaram pode não valer para outras mulheres. E tudo bem. Se a pessoa sente-se confortável tomando anticoncepcional e não se imagina colocando o DIU porque dói, está tudo bem. O importante é que a mulher tenha escolhido seu método contraceptivo livremente, sabendo de todos os prós e contras.

Como funciona?

O dispositivo intrauterino é um método contraceptivo que age localmente, no útero. Ele pode ser feito com cobre, cujo prazo de validade é de dez anos dentro do corpo, ou com hormônio (progesterona), que vale por cinco anos. Nesses períodos, a mulher não precisa se preocupar com a possibilidade de engravidar, mas pode, se quiser, retirar o dispositivo a qualquer momento. A taxa de segurança do DIU é de mais de 99%, mas ele não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, então é fundamental associá-lo com preservativo.

Já viu aquela foto de um bebê que nasceu com o DIU grudado na cabeça? Até pode acontecer, mas é bem raro. Segundo a ginecologista Ilza Monteiro, membro da diretoria da Febrasgo e uma das autoras do estudo TANCO, a cada mil mulheres que colocam o DIU, três engravidam num período de um ano.

Diferente do que algumas pessoas dizem ou pensam, o dispositivo não provoca infertilidade nem interfere nas chances de engravidar após retirá-lo. "Depois de usar, a mulher vai engravidar tão fácil quanto se não tivesse usado o DIU. Ele não traz risco a mais", afirma Ilza.

Retomando, uma das primeiras vantagens do dispositivo é que a mulher não precisa lembrar de se proteger. No caso da pílula, 47% das brasileiras se esquecem de tomá-la ocasionalmente, sendo que um terço deixou de tomar de uma a duas vezes nos três meses anteriores à pesquisa. Esse uso inconsistente é um dos fatores para a gravidez não planejada.

Segundo a TANCO, 37% das mulheres de 18 a 29 anos não planejam ter filho no futuro e 19% não pensam em ser mãe nos próximos cinco anos. O número sobe entre aquelas de 30 a 39 anos: 39% não planejam engravidar no futuro e 35% não se veem tendo filhos pelos próximos cinco anos. Dessa forma, por ter ação no longo prazo, o DIU pode ser uma opção a ser considerada.

A pesquisa da Bayer mostrou que apenas 2% das brasileiras usam o DIU de cobre e 6% têm experiência com o DIU hormonal. A baixa adesão, segundo a especialista, é motivada pela falta de informação. Tanto que a pesquisa indica que 70% das mulheres considerariam o contraceptivo de longa duração se recebessem informações de seus médicos.

No geral, mulheres jovens ou maduras, que tiveram filhos ou não, podem colocar o DIU. As contraindicações são bem específicas: pacientes com infecções, má formação do útero, câncer do colo de útero ou do endométrio, estreitamento do canal do colo uterino e sangramento vaginal sem diagnóstico. Outras situações devem ser avaliadas pelo médico.

Dói colocar o DIU?

A questão da dor varia de acordo com a sensibilidade de cada mulher: para umas, pode ser muito tranquilo; para outras, muito doloroso. No geral, é desconfortável e os médicos dizem que é como sentir uma cólica forte. Juliana considera que, no caso dela, foi "muito dolorido". "Senti três agulhadas no útero, cólica muito forte." Antes, ela tomou um remédio para tentar aliviar a dor.

Janine passou pelo mesmo. "Foi um processo doloroso e os primeiros meses também: sangramento quase ininterrupto, cólicas absurdas, ter de acostumar com meus próprios hormônios e não os sintéticos", diz. A ginecologista afirma que o relato de dor é menos comum em mulheres que fizeram parto normal, por exemplo.

Como se coloca?

O procedimento é feito em consultório pelo ginecologista. O dispositivo pode ser inserido em qualquer fase do ciclo menstrual, desde que se tenha certeza de que a mulher não está grávida nem possui contraindicações. Há preferência por colocar o DIU durante a menstruação porque a inserção é mais fácil devido à dilatação do canal cervical e pode causar menos dor.

O DIU hormonal tem duração de cinco anos no organismo enquanto o de cobre pode permanecer por dez anos.

A ginecologista Ilza afirma que em 85% dos casos, o DIU é inserido facilmente. É possível colocá-lo sob sedação, mas ela não recomenda. "É melhor colocar sem sedação, com controle da dor. Ansiedade e medo são os principais motivos para sentir dor. Se a mulher confia no médico, está tranquila na hora, não é nenhum bicho de sete cabeças", explica.

Depois de um mês, a mulher precisa fazer uma ultrassonografia para saber se o DIU está devidamente no lugar. Nesse período, há um maior risco de expulsão do aparato, mas é raro, segundo Ilza.

A justiça de Brasília, Distrito Federal, condenou a Central Nacional Unimed e a Unimed Vale de Aço Cooperativa de Trabalho Médico a custearem uma cirurgia reparadora de uma paciente que foi submetida a uma gastroplastia, também chamada de cirurgia bariátrica. Além disso, os planos de saúde terão que indenizar a mulher por danos morais.

A paciente narra que, por conta da cirurgia, perdeu grande quantidade de peso. O emagrecimento, segundo ela, resultou em excesso de pele nas mamas, braços, coxas e abdômen, o que ocasionou dobras responsáveis pelo aparecimento de dermatites de contato. Em razão disso, obteve indicação médica para a realização de cirurgia reparadora. Os planos de saúde, no entanto, não autorizaram a realização do procedimento cirúrgico.

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A Central Unimed pediu pela improcedência dos pedidos formulados pela mulher. A Unimed Vale de Aço aponta que a cirurgia de reparação tem caráter estético e por isso não possui cobertura. No entanto, com base no relatório médico e nos exames clínicos juntados aos autos, o juiz da 17ª Vara Cível de Brasília destaca que o procedimento cirúrgico "não possui caráter estético, uma vez que a reparação dos efeitos decorrentes do emagrecimento da autora é no combate a obesidade mórbida".

O magistrado acentua que as cirurgias plásticas para a retirada do excesso de pele e para a reconstrução da mama com prótese são necessárias para a continuidade do tratamento e possuem finalidade reparadora. Sendo assim, o juiz determinou que os planos de saúde custeiem os procedimentos. Além disso, eles também foram condenados a restituírem à paciente o valor de R$ 5.900 "referente ao dispêndio necessário à efetivação da tutela de urgência concedida", tendo que pagar também R$ 5 mil por danos morais. Sentença cabe recurso.

Em novo boletim epidemiológico, divulgado nesta quarta-feira (9), a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco atualizou o número de casos confirmados de sarampo, que subiu para 37. Além dos casos confirmados, 284 foram descartados e 478 ainda estão em investigação.

Segundo a pasta, todos os casos confirmados até o momento são antigos, de pessoas que adoeceram entre os meses de julho e agosto. Das ocorrências confirmadas, 14 foram em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco - com um óbito de uma criança de sete meses.

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Em seguida vem Caruaru (6), Vertentes (5), Recife (3), Santa Cruz do Capibaribe (3), Toritama (3), Bezerros (1), Frei Miguelinho (1) e Jaboatão dos Guararapes (1).

Até o dia 4 de outubro, 507814 pessoas foram vacinadas com a tríplice viral em Pernambuco, sendo 215.986 doses em crianças de sei meses a quatro anos. Até o momento, Pernambuco tem uma cobertura de 98% na primeira dose da tríplice viral nas crianças com um ano. Na segunda dose, que deve ser feita três meses após a primeira, está em 74,5%.

Toda criança entre 6 meses e 11 meses deve ser vacinada com a tríplice viral, considerada a "dose zero". Uma nova dose deve ser feita aos 12 meses e outra aos 15 meses, quando o esquema é finalizado. A partir dos 2 anos, caso o menino ou menina ainda não tenha começado o esquema vacinal, as duas doses devem ser feitas com um intervalo de um mês entre elas.

Criar um cachorro pode estar associado a uma vida mais longa e melhores resultados cardiovasculares, de acordo com estudo publicado na revista Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes. Os resultados se mostraram expressivos em pessoas que vivem só e sofreram ataque cardíaco e derrame cerebral.

Estudos anteriores já mostraram que criar cachorro alivia isolamento social, aumenta atividade física e também baixa pressão sanguínea. Partindo disso, os pesquisadores da Uppsala University, na Suécia, tentaram descobrir se também poderia haver impacto nos resultados cardiovasculares.

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Os cientistas compararam a saúde de pessoas que tinham e não tinham cachorro após um ataque cardíaco ou um derrame. Os dados foram coletados por meio do Registro Nacional de Pacientes da Suécia. Foram examinados suecos de idade entre 40 e 85 anos que foram internados entre 2001 e 2012.

O estudo identificou que pessoas que sofreram ataque cardíaco e viviam sozinhas tinham 33% menos chance de morrer após sair do hospital se eles tinham um cachorro. Para as vítimas de derrame que criavam cachorro, o risco de morte era 27% menor.

Para os pesquisadores, o baixo risco de morte nesses grupos poderia ser explicado pelo aumento de atividade física e diminuição da depressão e solidão, questões já relacionadas com cachorros em estudos anteriores.

Os cientistas acreditam, entretanto, que mais pesquisas são necessárias antes de prescrever animais de estimação como forma de prevenção. "Além disso, do ponto de vista do bem-estar animal, os cães só devem ser adquiridos por pessoas que sentem ter a capacidade e o conhecimento para dar uma boa vida ao animal", diz Glenn Levine, um dos autores da pesquisa.

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa nesta segunda-feira (7) em todos os postos de saúde do país. Dois grupos de pessoas estão no alvo da nova campanha. O primeiro grupo é formado por crianças de seis meses até menores de 5 anos, cuja a vacinação vai desta segunda-feira até 25 de outubro, com o Dia D no dia 19.

O segundo grupo, com faixa etária de 20 a 29 anos e que não estão com a caderneta de imunização em dia, a vacinação está prevista para iniciar no dia 18 de novembro. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 2,6 milhões de crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões adultos. Para isso, a pasta garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

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“Vacina é um direito da criança. Ela não consegue ir sozinha a uma unidade de saúde para se vacinar. Pais, responsáveis, avós chequem a carteira de vacinação como ato de respeito e de amor”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Se estiver incompleta, leve a criança para tomar a segunda dose. Se a criança não tiver tomado nenhuma, ela deve tomar a primeira dose e, na sequência, a segunda”, explicou o ministro.

Para incentivar a vacinação de crianças, o ministério disponibilizará R$ 206 milhões destinados aos municípios que cumprirem duas metas estabelecidas pelo ministério. “Para receber esse recurso adicional, os gestores terão que informar mensalmente o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral e pentavalente e atingir 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade com a primeira dose da vacina tríplice viral”.

Desde o início do ano, a pasta distribuiu 25,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para garantir a todos os estados a vacinação de rotina, as ações de interrupção da transmissão do vírus e a dose extra chamada de dose zero a todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

Vacinar contra o sarampo é importante para evitar complicações como cegueira e infecções generalizadas que podem levar a óbito. Por isso, o governo federal em parceria com os estados e municípios estão unindo esforços para vacinar 39,9 milhões de brasileiros, 20% da população, que hoje estão suscetíveis ao vírus do sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde. Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos concentrar a maior parte desses brasileiros (35%), são os menores de 5 anos o grupo mais suscetível para complicações do sarampo.

Dados

No levantemtno divulgado até o dia 28 de agosto, o Brasil registrou 5.404 casos confirmados de sarampo e seis mortes, sendo quatro delas de pacientes menores de 1 ano. Dos casos confirmados nesse período, 97% (5.228) estão concentrados em 173 municípios do estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana. Os outros 176 casos foram registrados em 18 estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Piauí, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Pará Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Sergipe e Distrito Federal.

*Com informações do Ministério da Saúde

Em parceria com os governos estaduais, distrital e municipais, o Ministério da Saúde inicia, na próxima segunda-feira (7), a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. Na primeira fase, que vai até o dia 25 de outubro, o público-alvo serão as crianças com idade entre 6 meses e 4 anos e 29 dias.

A segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, terá foco na população com idade entre 20 e 29 anos. Em entrevista coletiva, o ministro titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a prioridade para este grupo justifica-se porque, como provavelmente não receberam a segunda dose da vacina, seus filhos acabam apresentando um sistema imunológico mais vulnerável à doença. Além dos dois períodos, a campanha também destaca o dia 19 de outubro como o Dia D, para mobilização nacional.

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Levantamento do governo federal mostra que, até o dia 28 de agosto, 5.404 casos de sarampo foram confirmados em todo o país. Além disso, houve o registro de seis óbitos, sendo quatro deles de pacientes menores de 1 ano.

A unidade federativa com maior incidência é São Paulo (15,11 a cada 100 mil habitantes), que concentra 97% dos casos e é seguida por Bahia (6,64) e Sergipe (5,86). Embora apresente índice de 0,21, o Pará preocupa, devido à sua cobertura vacinal, que é, atualmente, de 76%, disse Mandetta. O Amapá apresenta a segunda cobertura mais baixa, de 77%, perdendo para a Bahia, com 80%, e o Maranhão e o Piauí, ambos com 83%.

De acordo com informações da pasta, foram adquiridos, para este ano, 60,2 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para o ano que vem, a encomenda foi de 65,4 milhões de doses.

Em 2020, o ministério dará continuidade à campanha. A imunização será dividida em três etapas e incluirá pessoas com idade de 50 a 59 anos. Ao todo, espera-se que a vacinação atinja 39 milhões de brasileiros, que equivalem a 20% da população.

"Nós sabemos que as crianças de 6 meses a 1 ano de idade são as que respondem clinicamente pior ao sarampo. Acabam desenvolvendo um quadro de pneumonia muito grave, e os óbitos acabam tendo uma prevalência maior nessa faixa etária. Então, o clássico é vacinar aos 12 meses e aos 15 meses. Quem fez isso com seus filhos abaixo de 5 anos fez o correto, a criança está coberta e não há necessidade de aplicar mais uma dose. Aqueles que só deram uma dose aos 12 meses e não deram a segunda devem ir agora para fazer a segunda dose, porque uma dose só não dá sistema imunológico competente para enfrentar um surto de sarampo", afirmou o ministro.

"O que é a novidade à qual as pessoas devem estar atentas? De 6 meses a 1 ano, quando não era recomendada a primeira dose, estamos fazendo a chamada dose 0. Vacinar os bebês e depois, aos 12 meses, fazer a dose regulamentar, como se fosse a primeira, e a segunda. Essas crianças a gente vai blindar mais, porque elas são as principais vítimas fatais do sarampo", acrescentou, ressaltando que o governo está cogitando voltar a aplicar a vacina oral contra sarampo, que ficou vulgarmente conhecida como a "vacina de gotinha".

Na entrevista, dirigentes do ministério destacaram que os municípios que fortalecerem suas ações de imunização ganharão um bônus de recursos, que totaliza R$ 206 milhões. Para receber o incremento, as prefeituras deverão cumprir duas metas.

"Àqueles que atingirem entre 90% e 95% [de cobertura vacinal] – nossa meta é de 95% – daremos mais um incentivo, um plus, porque ele fez mais esforço para chegar àquilo. Se atingir de 95% para cima, tirar nota 10, recebe 100% desse incentivo, para que possamos ajudar as cidades a cumprir um dever básico, que é de atenção primária de prevenção. O custo de uma vacina é tão baixo, e o custo de uma internação de uma criança na UTI [unidade de terapia intensiva], de uma vida, não tem preço. É um ato de amor e de respeito à criança. Já está pacificado. Não é uma questão de direito de pai e mãe, é um direito da criança ", esclareceu o ministro.

Para serem contemplados, os municípios terão ainda de monitorar e informar o governo do estado e o Ministério da Saúde sobre seus estoques da vacina tríplice viral, pentavalente e poliomielite ao estado e ao ministério. O total do recurso vai variar conforme a unidade federativa. As maiores parcelas estão reservadas para São Paulo (R$ 44,7 milhões), Minas Gerais (R$ 20,9 milhões), Rio de Janeiro (16,6 milhões) e Bahia (R$ 15,2 milhões).

Caroline Martins, que representou no evento a Secretaria de Atenção Primária à Saúde, disse que os postos de saúde devem aproveitar cada oportunidade que tiverem para perguntar aos usuários do serviço se a sua vacina contra o sarampo e a dos familiares estão em dia.

Ela recomenda também que as unidades de saúde mantenham as salas de vacinação abertas durante todo seu horário de funcionamento, inclusive as que já estão com expediente estendido. "Horário de almoço, à noite. É importante manter funcionando. Evitar complicações e barreiras na vacinação, ou seja, evitar que o usuário que procura a vacinação tenha que voltar inúmeras vezes por estar sem o comprovante de residência ou sem algum documento de identificação. Fazer isso de maneira responsável, mas de maneira a evitar criar uma complicação a cada vez que vai procurar a vacinação", afirmou.

No total, a campanha dispõe de um investimento de R$ 19 milhões para as ações de comunicação, que constituem o Movimento Vacina Brasil. Entre os objetivos, está o combate às fake news (notícias falsas), que disseminam inverdades sobre os efeitos das vacinas e que são, segundo o ministro Luiz Henrique Mandetta, um fenômeno "global", não ficando restrito ao Brasil.

Causado por um vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre por via aérea, ou seja, quando a pessoa infectada tosse, fala ou respira próximo de outras pessoas.

Mesmo quando o paciente não vai a óbito, há possibilidade de a infecção ocasionar sequelas irreversíveis. Quando a doença ocorre na infância, o doente pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente.

Os sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza (nariz escorrendo ou entupido) e mal-estar intenso. Quando o quadro completa de três a cinco dias, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas do paciente.

A prevenção ao sarampo, feita por meio da vacinação, é fundamental, já que não há tratamento para a doença. O tipo da vacina varia conforme a idade da pessoa que irá tomá-la, e a situação epidemiológica da região onde vive, ou seja, é necessário levar em conta a incidência da doença no local. Quando há um surto, por exemplo, a dose aplicada pode ser do tipo dupla viral, que protege contra sarampo e rubéola.

Há, ainda, as variedades tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela, mais conhecida como catapora). As vacinas estão disponíveis em unidades públicas e privadas de vacinação. Segundo o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece doses gratuitamente, em mais de 36 mil salas de vacinação, localizadas em postos de saúde de todo o Brasil.

O governo brasileiro recomenda que pessoas na faixa entre 12 meses e 29 anos de idade recebam duas doses da vacina. Para a população com idade entre 30 a 49 anos, a indicação é de uma dose.

Recentemente, o Brasil perdeu o certificado de eliminação da doença. Na semana passada, passaram a apresentar semelhante condição quatro países da Europa: Reino Unido, Grécia, República Tcheca e Albânia. De acordo com o Ministério da Saúde, no primeiro semestre deste ano, Cazaquistão, Geórgia, Rússia e Ucrânia concentraram 78% dos casos registrados na Europa.

No fim da manhã desta sexta-feira (4), um enfermeiro do Hospital Municipal João Ribeiro de Albuquerque, em Itapissuma, no Grande Recife, foi preso em flagrante por ameaçar funcionários e pacientes com uma arma de fogo. A Polícia Militar (PM) confirmou que ele é reincidente neste tipo de denúncia.

Os funcionários da unidade perceberam que Lenystonys Veríssimo Santos, de 32 anos, estava com uma arma na cintura e acionaram a PM. No local, as autoridades confirmaram a posse de um revólver calibre 38, carregado com seis munições. 

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Ele é funcionário municipal desde 2014 e acumula episódios envolvendo ameaça dentro da própria unidade. Inclusive, nessa quinta-feira (3), o enfermeiro havia brigado com uma das cozinheiras do hospital. 

O major Fiquene, responsável pela ocorrência, relatou que Lenystonys já possui três Termos Concedidos de Ocorrência (TCO) por ameaça. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Paulista, também no Grande Recife, onde ficou à disposição da Justiça.

Que a companhia de um cão pode ser terapêutica, todo mundo sabe. Especialistas já se aprofundam nas pesquisas sobre a relação do pet com a melhora de quadros especialmente ligados à saúde mental, como depressão e ansiedade.

O que alguns legisladores brasileiros estão testando agora é a presença dos animais para a recuperação de tutores que necessitem ficar internados. Um projeto de lei que foi aprovado na terça-feira, dia 1º, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, autoriza a permanência dos pets em hospitais.

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De autoria do deputado estadual Dirceu Franciscon (PTB), o PL 10/2019 permite a presença dos animais em hospitais privados, públicos, contratados, conveniados ou cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS). O governador Eduardo Leite tem 15 dias para sancionar ou vetar a lei.

Para quem quiser ficar com seu pet no leito de hospital, é preciso seguir algumas normas: verificar se o animal está em boas condições de saúde e com a carteira de vacinação atualizada, além da posse de um laudo técnico de um veterinário responsável. Além disso, cada hospital tem autonomia para definir outros critérios sobre as visitas.

São Paulo

Em fevereiro de 2018, uma lei semelhante foi aprovada na cidade de São Paulo. Para receber a visita dos bichinhos, no entanto, foram determinadas algumas regras básicas. É preciso pedir autorização do médico responsável pelo paciente e agendar a visita na administração da unidade de saúde.

O pet deve estar limpo, vacinado e possuir laudo veterinário que ateste as boas condições de saúde. Eles devem ser levados em caixa de transporte adequados, além de utilizar guias e coleiras.

A entrada no hospital dependerá de autorização da comissão de infectologia e cada instituição poderá determinar outras normas e procedimentos específicos para organizar o tempo e o local de encontro entre dono e animal de estimação.

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado na manhã desta quarta-feira, 2, apontou que as queimadas na Amazônia geraram um custo excedente de pelo menos R$ 1,5 milhão ao Sistema Único de Saúde (SUS) somente para o atendimento de crianças de até 10 anos. A pesquisa concluiu que, nas áreas mais afetadas pelo fogo, o número de crianças internadas com problemas respiratórios dobrou.

Ao todo, em maio e junho deste ano, o SUS registrou a internação de 5,1 mil crianças, 2,5 mil a mais do que o normal, em 100 municípios da Amazônia Legal, em especial nos Estados do Pará, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso.

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"Nós notamos que, em geral, 6% dos leitos nos hospitais são dedicados à internação por problemas respiratórios, mas nesse período dobrou, chegou a 12%, sobrecarregando os hospitais", disse o sanitarista Christovam Barcellos, da Fiocruz, que coordenou o estudo.

A pesquisa leva em conta apenas os leitos operados pelos SUS, o que indica que o impacto das queimadas na saúde deve ser muito maior. "Neste momento, a pesquisa considera apenas crianças de até 10 anos, mas há ainda os idosos, adultos com problemas respiratórios e população indígena, que tem praticamente um serviço de atendimento de saúde à parte", assinala Barcellos.

A pesquisa levou em consideração as queimadas que acontecem no que é chamado de Arco do Desmatamento, que inclui os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, parte do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins, em geral, de maio a outubro. E isso também serve de alerta para mostrar que o impacto dos resíduos de fumaça pode atingir pessoas a muitos quilômetros dos focos de incêndio.

"Essa fumaça pode percorrer centenas de quilômetros. "Porto Velho não tinha nenhum foco de queimada, mas foi sobrecarregada de fuligem. O aeroporto de lá chegou a ser fechado por falta de visibilidade", ressalta Barcellos.

O pesquisador destaca que os números servem de alerta para um melhor aproveitamento das unidades de atenção básica à saúde - boa parte dos casos de internação, segundo ele, poderia ser evitada se houvesse um melhor atendimento nos postos de saúde.

"O SUS tem que ir para rua. Não pode esperar que as pessoas cheguem ao hospital, tem que ir às comunidades, fazer busca, reforçar os serviços de saúde do indígena, orientar sobre como se comportar nesses casos, fazer um primeiro socorro dentro de casa, procurar posto de saúde", aponta. "Na Amazônia, as distâncias são muito grandes, às vezes um atendimento pode levar dias só com deslocamento", alerta.

Os dados constam no informe técnico elaborado pelo Observatório de Clima e Saúde, projeto coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Fiocruz, que contou também com cientistas da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

Reduzir o consumo de carne vermelha é um conselho médico padrão para prevenir câncer e doenças cardíacas, mas uma revisão de dezenas de estudos concluiu que o risco potencial é baixo, e as evidências, ainda incertas.

De acordo com as novas diretrizes publicadas na revista médica "Annals of Internal Medicine", um painel de pesquisadores de sete países sugeriu que os adultos "continuem com o consumo atual de carne vermelha".

O conselho, que imediatamente provocou uma forte reação de outros especialistas, acrescentou que os adultos também devem "continuar com o consumo atual de carne processada".

Publicada na revista editada pelo American College of Physicians, a pesquisa analisou vários estudos que, como um todo, mostraram que a redução do consumo de carne vermelha a três porções por semana poderia reduzir a mortalidade por câncer em sete mortes a cada mil pessoas.

Os pesquisadores disseram que a redução foi modesta e que eles encontraram apenas um grau "baixo" de certeza sobre as estatísticas.

Eles acrescentaram que a qualidade das evidências que relacionam a carne com doenças cardiovasculares e diabetes era "muito baixa".

"Existem reduções de risco muito pequenas de câncer, doenças cardíacas, diabetes, e as evidências são incertas", declarou à AFP Bradley Johnston, professor de Epidemiologia da Universidade Dalhousie, no Canadá, e diretor do grupo NutriRECS, que elaborou as diretrizes.

"As pessoas precisam tomar suas próprias decisões. Estamos dando a melhor a estimativa da verdade", enfatizou.

Revisão do cardápio

Os pesquisadores disseram que querem mudar a abordagem da "velha escola" de dar recomendações nutricionais gerais e se concentrar mais nas evidências dos benefícios individuais.

"As pessoas devem olhar para isso e, espero, tomar decisões pessoais informadas, em vez de ouvirem as organizações autorizadas dizerem o que fazer", destacou Johnston.

Comer menos carne vermelha e processada tem sido um pilar da orientação alimentar por décadas em muitos países e também nos principais grupos de saúde.

O Centro Internacional de Pesquisa de Câncer da Organização Mundial da Saúde garante que a carne processada é cancerígena, enquanto a carne vermelha é "provavelmente cancerígena".

Em resposta às diretrizes mais recentes, o Centro disse que não mudará seus conselhos.

"Mantemos nossa confiança nas rigorosas pesquisas realizadas ao longo de 30 anos", afirmou a diretora de Pesquisa, Giota Mitrou.

Marji McCullough, epidemiologista da American Cancer Society, disse que os pesquisadores levaram em consideração os valores e preferências individuais das pessoas.

"É como dizer: 'Sabemos que os capacetes salvam vidas, mas algumas pessoas preferem sentir o vento nos cabelos quando andam de bicicleta. E, convenhamos, a maioria das pessoas não vai bater com a cabeça", afirmou.

"Mas todos concordam que o capacete deve ser usado", acrescentou.

E Kevin McConway, professor emérito de Estatística Aplicada da Universidade Aberta do Reino Unido, disse que a falta de evidências científicas sólidas significa apenas que há poucas respostas claras.

Susana Vieira arrumou um tempinho em sua agenda agitada para conversar com o Extra e falar sobre a retomada de trabalhos na TV em Éramos Seis, que vai estrar a sua quinta versão nas telinha da Rede Globo, na próxima segunda-feira, dia 30. A atriz estava afastada da televisão porque tinha tirado um tempo para cuidar da sua saúde física e mental, e pelo o que parece, ela vai voltar com tudo.

"Essa é uma novela mágica, suave, protagonizada por uma grande atriz [Gloria Pires], amiga que nasceu no mesmo dia que eu. Fala de família, não tem assassinato e nem polêmicas. Acho que o público quer um descanso. E Emília, minha personagem, vai ter nuances, não será tão dura. A de Nathalia Timberg [que aconteceu em 1994, no SBT] deve ter sido imponente"

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Mesmo no auge de seus 77 anos de idade, Susana não está preocupada e muito menos pensando em abandonar a carreira, e se aposentar.

"Com boas condições físicas, posso trabalhar até os 90 anos de idade, se eu e Deus quisermos. O que restringe o trabalho é a doença. Em navios, você encontra velhos do mundo inteiro viajando, curtindo a vida. Mas brasileiro aposentado mal consegue comprar o remédio que necessita com o pouquinho que recebe".

Ainda para a publicação, a atriz contou que com ela não tem frescura de beijar algumas bocas na frente de seu filho, Rodrigo, e que ele nem liga para a situação.

"Beijo muito na boca, mesmo quando saio na companhia do meu filho. Conheci um português bonitão no Algarve. Gosto de gente jovem. Homem com 60, 70 anos de idade é chato. É a filha ligando porque está com ciúme, a ex-mulher reclamando da pia pingando... Prefiro a montanha-russa da juventude. Rodrigo não se incomoda, ou melhor, eu já não me incomodo mais se ele se incomoda. Aliás, eu nunca me incomodei, porque sempre dei uma vida maravilhosa para ele. Se o traumatizei, espero que terapeutas o ajudem, porque eu também tenho uma para me ajudar."

Susana Vieira ainda contou que não abriu os seus horizontes em relação a sexo e que sua ideia fixa é apenas com homens.

"Minha ideia fixa é homem. Acho sexo muito importante. É ótimo fazer carinho, ficar abraçado, beijar na boca... Não abro mão disso, não"

Para quem não lembra, a artista entrou em uma batalha contra a leucemia e ela contou que teve medo de morrer e fez muitas orações, mas que nunca fez questionamentos sobre as escolhas de Deus.

"Fiquei com medo de morrer. Quando me falaram que não existia sangue do meu tipo para fazer a transfusão, fiquei desesperada. Falei para a médica: Eu te dou um milhão de dólares se você me arrumar o sangue! Procura em qualquer lugar do mundo!. Meu sangue estava coalhando... Tive que fazer um tratamento com cortisona por seis meses e, depois, a quimioterapia. Nunca questionei Deus, nunca pedi para Ele me curar. Nunca! Não me acho superior aos outros. Por que eu? Porque eu estou viva, ora".

O Ministério da Saúde lançou, nesta sexta-feira (27), data em que se celebra o Dia Nacional de Doação de Órgãos, a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, que este ano tem como slogan A Vida Continua. Doe Órgãos. Converse com sua família. O lançamento ocorreu no Hospital do Rim e Hipertensão, em São Paulo, hospital que mais faz transplantes de rim em todo o mundo. 

Segundo o ministro da Saúde interino, João Gabbardo, a campanha pretende “sensibilizar as famílias para que elas autorizem o transplante quando o seu familiar estiver em morte encefálica”, única condição autorizada no país para transplante de órgãos pós-morte. Dados do Ministério informam que mais de 40% das famílias se negam a doar os órgãos de pessoas que tiveram morte encefálica.

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“Pouco mais da metade das famílias autorizam. Temos mais de 40% das famílias que não autorizam a doação. São pessoas que têm condições de serem doadores e que poderiam salvar várias vidas. Cada doador pode salvar quatro ou cinco vidas”, disse Gabbardo.

De acordo com ele, é importante que as pessoas sempre conversem com seus familiares sobre a doação de seus órgãos para que, “no dia em que acontecer um imprevisto, uma morte inesperada e em que ele poderia ser um doador de órgãos, a família tenha essa informação de que o desejo dele era esse”.

Além da sensibilização das pessoas sobre a doação, disse Gabbardo, é preciso também alertar as famílias para que confiem no diagnóstico de morte encefálica, que é irreversível. “Esse é um aspecto importante. Muitas famílias ainda pensam que ao dizer que são doadores de órgãos, vai interromper as melhores práticas para tentar salvar a vida daquela pessoa. Mas isso não acontece. Quando há o diagnóstico de morte encefálica, não há a menor possibilidade de que essa pessoa possa continuar vivendo”, disse. Outro aspecto importante, lembrou, é fazer com o desejo da pessoa em ser doadora de órgãos seja transmitido a todos os familiares.

Foi o que aconteceu na família de Mailde Giordani, 40 anos, que perdeu sua irmã Patricia Akemi há cerca de 10 meses por causa de um aneurisma. Quando o quadro de sua irmã evoluiu para morte encefálica, Mailde lembrou que elas já haviam conversado antes sobre esse assunto e autorizou que os órgãos de sua irmã fossem doados e ajudassem a salvar vida de, pelo menos, mais uma pessoa.

“Ela expressou, durante uma conversa, que queria ser doadora. Ela disse: ‘se acontecer algo comigo, também quero ser doadora'. E infelizmente isso aconteceu. Ela teve um aneurisma e não conseguiu se recuperar. Então, quando os médicos vieram conversar conosco, foi muito fácil tomar essa decisão porque a gente já tinha conversado sobre isso na nossa família”, disse. “Hoje é um dia muito feliz para mim porque sei que pelo menos uma pessoa está viva graças à doação de minha irmã”, acrescentou.

Mailde lembrou que o segundo nome de sua irmã, Akemi, significa luz. E fez a analogia de que a luz de sua irmã brilhou para outras pessoas, fazendo-as renascer após receberem os vários órgãos que ela doou: coração, pulmão, pele, córneas, pele, fígado, rim, pâncreas, complexo gastrointestinal e, “se não engano, o fêmur também”. “A doação de órgãos é o maior gesto de amor. Doar é vida, vida que segue”, ressaltou Mailde.

 

Portadora de cardiopatia congênita, Patricia Fonseca fez transplante de coração. O que mudou totalmente sua vida. “Eu nasci com cardiopatia congênita, e então nunca tinha visto o que era saúde. Cresci em corredores de hospitais, fiz muitas cirurgias, até que eu fui levada a uma fila de espera e tive uma chance de ter uma vida que nunca tive, de fazer coisas que antes nunca poderia sonhar. No dia do meu aniversário chegou o meu coração, que está batendo forte aqui agora”, disse Patricia.

“Eu, que passei muitos anos de minha vida presa em uma cama, hoje posso trabalhar, posso viver minha vida ao lado do meu marido, posso lutar por outras pessoas e ainda virei triatleta”.

Portaria

No evento de lançamento da campanha em São Paulo, o ministro interino da Saúde, João Gabbardo, assinou uma portaria ajustando o preço pago nas soluções usadas para manter a viabilidade das células dos órgãos antes de serem transplantados, garantindo o funcionamento adequado no receptor.

Para a captação de rim e coração, o preço passou de R$ 35/litro para R$ 350/litro. Já para pulmão, o reajuste foi de R$ 269, passando de R$ 81/litro para R$ 350/litro. Desde 2007 os preços das soluções não tinham sido reajustados. A medida representa, segundo o Ministério da Saúde, um impacto financeiro de R$ 3,5 milhões, que serão repassados via Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (Faec), a partir da produção apresentada pelos estados ao ministério. A expectativa é que o reajuste impacte positivamente no aumento do número de transplantes desses órgãos.

Balanço

De acordo com o Ministério da Saúde, a doação de órgãos, tecidos e células realizados no país no primeiro semestre deste ano cresceu em comparação ao mesmo período do ano passado. O balanço desse período mostrou que houve crescimento de transplantes considerados mais complexos, ou seja, dos mais difíceis de serem realizados devido a aspectos como o tempo curto entre retirada e implante de órgão, estrutura do hospital e equipe especializada.

Os transplantes de medula óssea aumentaram 26,8%, passando de 1.404 para 1.780. Já os transplantes de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203. Também tiveram aumento transplantes de pâncreas-rim (45,7%), passando de 46 para 67; e pâncreas isolado (26,7%), que cresceu de 15 para 19 transplantes.

Houve uma pequena queda no número de transplantes realizados no primeiro semestre de ano, que somaram 13.263, em comparação ao mesmo período do ano passado, de 13.291. Ainda segundo o ministério, este ano deve ser fechado com a taxa de 17 doadores efetivos por milhão da população (pmp). Em números absolutos, o país deve alcançar 3.530 doadores efetivos este ano. Já o número de pessoas em lista atualmente por um transplante é de cerca de 44.60 pessoas.

O Ministério da Saúde repassa recursos para estados e municípios apoiando na qualificação dos profissionais de saúde envolvidos nos processos de doação e transplante. O orçamento federal para essa área mais que dobrou em 11 anos, passando de R$ 458,40 milhões para R$ 1,058 bilhão.

Ainda segundo o ministério, a parceria firmada por meio do acordo de cooperação técnica das companhias aéreas comerciais e da Força Aérea Brasileira (FAB) na logística de transporte continua a ser realizada. Juntas elas transportaram 696 órgãos no primeiro semestre de 2019, sendo 626 por voos comerciais e 70 pela FAB.

 

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) vai reforçar seu programa de orientação técnica e treinamento na investigação epidemiológica da doença de Chagas. Até 31 de agosto de 2019, 97 casos de doença de Chagas foram registrados no Pará. O número representa uma queda de 46% em relação ao ano passado, que registrou 179 ocorrências no mesmo período. 

Por meio do Programa de Controle da Doença de Chagas, as ações da Sespa consistem no treinamento de agentes municipais de saúde, enfermeiros, médicos, agentes da vigilância sanitária e batedores de açaí. A campanha conta com o apoio das Secretarias Municipais de Saúde.

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As ações também possuem cunho educativo, de orientação em educação em saúde. Em 2019, os três municípios paraenses que mais registraram casos da doença de Chagas foram Abaetetuba, com 25 casos, Breves, com 23, e Belém, com 11.

Além da orientação técnica destinada aos profissionais das Secretarias Municipais de Saúde, serão realizadas vistorias nos pontos de vendas de açaí em Belém e no interior do Pará, com base em normas estabelecidas pelo Decreto 326 do governo estadual, que especifica as regras para o manejo e consumo do açaí em todo o estado do Pará.

Segundo o coordenador do Programa de Controle da Doença de Chagas da Sespa, Ednei Amador, no Pará ainda existem estabelecimentos que não obedecem às regras de manipulação e qualidade do açaí. Porém, existem lugares como a Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí (Avabel) e a Casa do Açaí, da Prefeitura de Belém, que realizam o trabalho de conscientização e capacitação dos batedores de açaí.

“São lugares que trabalham para que os manipuladores sejam conscientizados, treinados com o que chamamos de ‘boas práticas de manipulação do açaí’ e aprendem o processo de branqueamento do fruto, método que temos como o mais seguro para prevenir a doença de Chagas”, conta o coordenador Ednei Amador.

Apesar da relação da doença de Chagas com o açaí, não é somente pelo consumo do fruto que se dá a transmissão da doença. “Qualquer alimento contaminado com restos do inseto barbeiro ou com as fezes dele podem provocar a doença. Caça crua ou malcozida, como tatu e paca, são reservatórios do Trypanossoma (protozoário causador da doença), e ele pode estar circulando dentro deles no momento do consumo”, comenta o coordenador.

Quando surgem os primeiros casos de doença de Chagas em certo município ou região no Pará - os chamados “casos índices” –, as secretarias municipais começam a investigar os fatores epidemiológicos ou sanitários de transmissão da doença e comunicam à Sespa, para que o órgão monitore o quadro clínico dos pacientes e os auxilie. 

No Pará, as principais referências no tratamento da doença de Chagas são o Hospital Universitário João de Barros Barreto, da UFPA, e o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. As próximas ações da Sespa contra a doença ocorrem de 24 a 27 de setembro em Barcarena e em outros dez municípios do entorno.

Por Yves Gabriel Lisboa.

Pesquisa on-line realizada pela Associação Nova Escola com mais de cinco mil educadores, entre junho e julho de 2018, identificou que 66% dos professores já precisaram se afastar do trabalho por questões de saúde, principalmente mental. Segundo o site, professores sofrem de ansiedade, estresse, dores de cabeça, insônia, dores nos ombros e alguns afirmaram ter depressão.

Segundo levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o brasileiro está entre as populações mais estressadas do mundo; 70% da população ativa sofre com o estresse

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A psicóloga Anne Lisboa, palestrante e empreendedora, disse que o fato de os professores adoecerem mentalmente não ser divulgado com frequência ocorre porque questões pedagógicas têm mais importância do que assuntos sobre saúde na rotina escolar. Segundo Anne, o assunto está sendo mais abordado por causa do adoecimento frequente de professores e colaboradores das instituições educacionais.  

Para mudar esse quadro, Anne Lisboa disse que alunos podem contribuir com professores e vice-versa. “É importante que a família possa desenvolver práticas educativas com os próprios filhos, para que essa educação possa ser refletida na escola. Todos podem ajudar, sim, sempre que quiserem e tiverem consciência de sua importância nesse contexto muito especial, que é a escola”, explicou Anne.

“As instituições podem contribuir com enfoque maior na saúde mental de seus colaboradores, através de projetos de qualidade de vida na empresa, implantados por psicólogos em parceria com os gestores da escola e outros profissionais da área. Sempre é possível!”, disse a psicóloga sobre o incentivo das escolas com os seus profissionais.

Segundo a psicóloga, não há um momento específico para que o professor perceba que precisa de ajuda. A ação preventiva é melhor. ”O momento ideal é estar sempre cuidando de si, principalmente da saúde emocional, fator gerador tanto de saúde como de adoecimento. É necessário buscar auxílio especializado quando o sujeito reduz a energia para viver, acordar, trabalhar, apresentando um estado de pouca motivação e entusiasmo diante da sua própria vida, dentre outros fatores, dependendo de cada caso. Por isso, sempre é necessário buscar práticas de autoconhecimento para identificar quando estamos nos sentindo bem ou quando precisamos de auxílio especializado”, frisou.

 

 

Maus hábitos alimentares contribuem para o desenvolvimento de doenças crônicas como a hipertensão, diabetes, colesterol e doenças renais. De acordo com a especialista em Nutrição e Saúde Pública Dalva Coutinho, participante de um projeto para hábitos alimentares no Hospital de Clínicas, em Belém, “a correção alimentar é fundamental, mas não é tarefa fácil, além de ser um processo ancestral e cultural”.

 No Pará, por exemplo, o açaí e seus acompanhamentos, como a carne, o peixe ou o charque frito, possuem um grande teor de gordura. “O açaí, que é rico em potássio e sais minerais, ajuda também na circulação vascular. Ao ingerir esses acompanhamentos, perdem-se esses benefícios”, explicou.

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A nutricionista também destaca o cuidado que as pessoas devem ter ao consumir produtos de origem industrializada, além do açúcar, sal e gorduras saturadas (frituras em excesso). 

A mudança alimentar não é uma tarefa fácil. Requer educação e acompanhamento integral de equipes especializadas no assunto. “Não é papel apenas do profissional de nutrição. São muitos fatores envolvidos: sociais, econômicos, políticos e disponibilidade de alimentos”, afirma Dalva.

Conduzir mudanças de hábitos alimentares exige atuação em escolas com o público infantojuvenil, para mostrar as vantagens de um alimento mais saudável. Programas como Cantinas Saudáveis e Crescer Saudável lançaram projetos, em 2010, com modelos de lanche. Mas grande parte ainda não entrou em prática. 

Não existem fórmulas perfeitas para a mudança repentina quando se trata de alimentação, destaca a especialista. “Quero pontuar isso tanto para as escolas quanto para os especialistas da área da saúde e governamental: é necessário mostrar essa diferença de hábitos. O excesso pode levar a problemas graves de saúde. As políticas públicas devem ser exercidas para que de alguma forma isso possa mudar. Além disso, que a população faça a sua parte, pois a saúde é um bem precioso”, concluiu.

Por Natália Lavoura.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rego Barros, afirmou nesta sexta-feira (20) que "está assegurada" a ida do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A confirmação se deu após exames médicos feitos pelo presidente na manhã de hoje. 

"O nosso presidente está pronto para o combate, com viagem assegurada para Nova York", afirmou Rêgo Barros. A viagem de Bolsonaro para os Estados Unidos está agendada para a próxima segunda-feira (23). Como tradição, o presidente vai fazer o discurso de abertura da assembleia da ONU. 

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A fala dele está marcada para o dia 24. A expectativa é de que o presidente norteie seu discurso diante da Amazônia, foco de críticas de presidentes de outros países ao governo. 

O risco de Bolsonaro não ir para Nova York surgiu por conta da cirurgia que fez no último dia 8 para a correção de uma hérnia. O presidente terá que seguir recomendações médicas durante a estadia fora do Brasil. Ele foi orientado a tomar injeções anticoagulantes, usar meias de compressão circulatória e não ficar muito tempo sentado.

A Justiça Federal do Maranhão recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o deputado estadual Antonio Pereira Filho (DEM) e o ex-secretário de Saúde do Estado do Maranhão Ricardo Murad (governo Roseana Sarney), além de outros sete investigados por supostos desvios de verba pública federal destinada à Saúde. A acusação atribui ao parlamentar, a Murad e aos outros crimes de peculato e associação criminosa.

Segundo a denúncia, "a associação dita criminosa objetivava, em tese, dissimular favorecimentos pessoais e pagamentos a blogueiros supostamente ligados a grupo político eventualmente liderado por Ricardo Murad."

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Murad é cunhado de Roseana, filha do ex-presidente José Sarney (MDB/AP). A Procuradoria pede ainda a condenação dos envolvidos ao pagamento de R$ 2,969 milhões para reparar o dano causado pelos supostos desvios de dinheiro público.

De acordo com a denúncia, o deputado Antonio Pereira Filho e o então secretário de Saúde estadual Ricardo Murad teriam formado o núcleo político do esquema que, entre 2011 e 2013, supostamente desviava verbas públicas federais oriundas do Fundo Nacional de Saúde e que eram administradas pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Bem Viver.

No período citado, a Bem Viver emitiu 19 cheques e nove transferências eletrônicas, no valor total de R$ 2,178 mi para a Justino Oliveira Filho & CIA Ltda, supostamente em nome de Justino de Oliveira Filho, e dez cheques de R$ 791 mil à Banda Pilantropia, em tese pertencente a Luciano Almeida.

A Procuradoria acredita que essas empresas sejam de fachada, e que tanto o deputado quanto o ex-secretário de saúde, além dos empresários Emílio Borges, Plínio Medeiros Filho, Justino de Oliveira Filho e Luciano Almeida, sejam os beneficiários dos valores.

"A verba, em tese, desviada foi utilizada supostamente para pagamento de blogueiros, objetivando suposta publicidade positiva em favor de Ricardo Murad, e o pagamento do assessor André Belchior de Sousa Lima."

Os blogueiros e o assessor não foram denunciados porque o Ministério Público Federal não encontrou provas suficientes de que eles soubessem da origem ilícita do dinheiro.

Prorrogação do foro

Ao analisar a competência da Justiça Federal para análise da denúncia, o juiz federal substituto Luiz Régis Bomfim Filho considerou que "a reeleição não deve ensejar prorrogação do foro por prerrogativa de função, a qual objetiva a proteção jurídica do exercício legítimo do cargo público em favor do interesse da sociedade."

"Cada legislatura detém unidade suficiente a justificar a análise autônoma da contemporaneidade dos fatos ditos delitivos em cotejo ao exercício do atual mandato."

Defesas

A reportagem busca contato com a defesa dos nove acusados pelo Ministério Público do Maranhão. O espaço está aberto para as manifestações de defesa.

Assessores do presidente Jair Bolsonaro veem risco de seu quadro de saúde impedir viagem a Nova York, onde o presidente deve discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU, no dia 24. Bolsonaro está se recuperando de cirurgia feita no dia 8, em São Paulo, para correção de uma hérnia incisional.

Segundo uma fonte do Planalto, há "risco pequeno" de a viagem ser cancelada, "mas ele existe". Bolsonaro teria manifestado uma pequena piora no quadro clínico nesta terça-feira, 17, segundo o mesmo assessor. Caso confirme a presença no evento, o presidente deve viajar ainda com pontos, em dieta pastosa e com uma série de outras restrições.

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O porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, disse nesta terça que uma avaliação médica agendada para a sexta-feira, 20, será decisiva para confirmar se Bolsonaro poderá viajar. "Tudo indica, a recuperação do presidente é muito positiva, que ele (médico) dará a confirmação e nós embarcaremos", disse Rêgo Barros.

Auxiliares do presidente dizem que, caso o presidente não possa ir, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, deve discursar representando o Brasil.

Algumas pessoas próximas ao presidente estariam pedido para a viagem ser cancelada. No Twitter, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) lançou campanha para Bolsonaro permanecer no Brasil. "Fique no Brasil, presidente. Cuide da recuperação da sua última cirurgia. Cuide de sua saúde. O Brasil precisa do senhor firme e forte!", escreveu a deputada.

Durante evento nesta terça-feira, 17, com parlamentares e ministros no Palácio da Alvorada para sanção da posse estendida de armas de fogo em áreas rurais, no início da tarde, o deputado Afonso Hamm (PP-RS) afirmou que Bolsonaro estava com "dificuldade" para falar e que os assessores demonstraram preocupação durante toda a cerimônia. Apesar disso, o presidente fez questão de sancionar a proposta, com a presença de representantes do Congresso. "Ele falou com muito esforço. Mas até fez brincadeiras", contou o deputado.

A reavaliação médica de Bolsonaro deve começar na manhã de sexta, no Hospital DF Star, em Brasília, por equipe comandada pelo médico Antonio Luiz Macedo. Segundo Rêgo Barros, o presidente apresenta "melhora clínica progressiva" e segue orientações sobre alimentação, fisioterapia, descanso e restrições de visitas e despachos.

Antes de discursar na abertura na abertura da Assembleia Geral da ONU, se a viagem for confirmada, Bolsonaro terá encontro com o secretário-geral da instituição, António Guterres, disse o porta-voz. Ainda segundo o general, não há previsão de outros encontros bilaterais do presidente, mas a agenda pode ser alterada.

A comitiva de Bolsonaro partirá de Brasília para Nova York às 20h do dia 23, caso se decida pela realização da viagem. O retorno ao Brasil está agendado para o dia 25, com escala em Dallas, no Texas, onde Bolsonaro deve se encontrar com empresários do setor de tecnologia. O Planalto não confirma quais ministros devem acompanhar Bolsonaro.

Uma delegação mais ampla do Brasil, mas sem o presidente, deve participar de 17 a 27 de setembro das atividades na ONU.

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