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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta terça-feira, 12, a aliados que vai deixar o PSL e que vai trabalhar para criar um novo partido, chamado Aliança pelo Brasil. A informação foi dada por deputados que participaram de reunião no Palácio do Planalto com o presidente.

A deputada Bia Kicis (PSL-DF) disse esperar que Bolsonaro presida o novo partido. Segundo ela, a primeira convenção da sigla será realizada em 21 de novembro. Ainda de acordo com ela, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) sairá de imediato do partido.

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O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) afirmou que a ideia dos deputados é permanecer no PSL até que a criação da nova legenda seja formalizada.

Os advogados de Bolsonaro estimam que vão conseguir entregar, até março do ano que vem, as cerca de 500 mil assinaturas exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para criação de nova sigla. A ideia é viabilizar o partido a tempo de lançar candidatos às eleições municipais de 2020, o que exige aprovação na corte eleitoral até abril.

O TSE ainda não confirmou, "mas vai" permitir, de acordo com o deputado Daniel Silveira, que a coleta das assinaturas necessárias seja feita por meio de um aplicativo para dispositivos móveis.

A disputa interna do PSL veio à tona em 8 de outubro. Naquele dia, na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro criticou o presidente do partido, Luciano Bivar (PE), a um pré-candidato a vereador do Recife (PE).

"O cara (Bivar) está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido", prosseguiu. A partir daí, houve uma série de farpas trocadas entre os dois grupos antagônicos que se formaram entre os correligionários.

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro traça uma estratégia para deixar o PSL e fundar um novo partido, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira, 12, que o "Brasil já tem partidos em demasia". Marco Aurélio é ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quem caberá avaliar futuramente o eventual pedido de criação de uma nova sigla. Atualmente, há 32 agremiações registradas na Corte Eleitoral.

"Resta saber se vai haver aprovação. Eu, quando estive na atuação no TSE, na aprovação dos últimos partidos, eu votei pela desaprovação. Eu creio que o Brasil já tem partidos em demasia. Ao invés de se buscar a correção do fundo, se busca a correção da forma, da vitrine", criticou Marco Aurélio a jornalistas, antes de participar da sessão da Primeira Turma do STF nesta tarde.

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Conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo, Bolsonaro vai mesmo sair do PSL e pretende patrocinar a criação de um novo partido, que deve ser batizado como Aliança pelo Brasil. Após mais de um mês de confronto com a cúpula do PSL, Bolsonaro convocou uma reunião no Palácio do Planalto nesta terça-feira à tarde com um grupo de deputados da legenda, com o intuito de traçar os próximos passos políticos.

Dos 53 deputados do PSL, ao menos 27 prometem acompanhar o presidente, mas a equipe jurídica estuda alternativas para que eles não percam o mandato.

Afastamento

No mês passado, Bolsonaro e um grupo de 23 parlamentares do PSL acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir o afastamento do atual presidente nacional da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), e a suspensão dos repasses ao partido de recursos públicos do Fundo Partidário. O episódio marcou mais uma ofensiva do presidente e de uma ala de deputados do PSL contra a atual direção do partido.

Na avaliação de Marco Aurélio, em tese, não cabe ao TSE interferir na direção de partido. Segundo a reportagem apurou, outros integrantes do TSE concordam com essa avaliação do ministro, de que não caberia ao tribunal tirar Bivar do comando da sigla. O TSE poderia, no entanto, suspender repasses do Fundo Partidário ao PSL, caso sejam identificadas irregularidades no uso do dinheiro público.

"Não, de início não. Interferir da direção (do partido), não. Mas temos que aguardar porque colegiado é uma caixa de surpresa", comentou Marco Aurélio Mello. "Um partido é uma instituição jurídica de direito privado. Uma intervenção estatal já é dificílima a partir dessa premissa."

O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) foi "desconvidado" de uma reunião no Palácio do Planalto, horas antes do encontro marcado para as 16 horas desta terça-feira, 12. O evento deve selar a saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL.

Na manhã desta terça-feira, 12, horas antes da reunião no Planalto, Tadeu foi informado sobre o "cancelamento do convite" para ir ao Planalto. Segundo o e-mail enviado pelo gabinete da deputada Bia Kicis (PSL-DF), o recuo foi uma "determinação do presidente do PSL na Câmara, o deputado Eduardo Bolsonaro".

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Na realidade, o cargo de "presidente do PSL na Câmara dos Deputados" não existe. O filho "02" do presidente Bolsonaro é, na verdade, líder do PSL na Câmara, cargo que passou a ocupar após uma disputa com a ala bivarista. "Como parlamentar, militar, e respeitoso aos princípios do presidente Bolsonaro, continuarei votando pelo Brasil e para o Brasil. Nenhum partido, seja ele A ou B, fará eu mudar meus princípios e meu caráter", disse Tadeu, sobre passar à "lista negra" da ala bolsonarista do PSL.

A decisão reforça a lista de parlamentares da "ala bivarista" excluídos do debate com o presidente. Nesta relação já estão nomes como o da ex-líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (SP); do presidente do PSL, Luciano Bivar (PE) e do líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), entre outros. Procurada, a assessoria de Eduardo Bolsonaro não respondeu à reportagem.

Saída do PSL

Bolsonaro deve anunciar hoje a saída do PSL. A ideia da equipe de advogados é viabilizar a criação de um novo partido, que deve se chamar "Aliança Pelo Brasil", a tempo de lançar candidatos para a eleição municipal de 2020. Para isso, eles estimam que conseguirão entregar, até março do ano que vem, as cerca de 500 mil assinaturas exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ideia é realizada por uma força-tarefa com apoiadores de Bolsonaro para recolher as assinaturas em curto tempo. As equipes devem trabalhar em três turnos em todo o País. Um aplicativo para dispositivos móveis já estaria pronto para registrar os nomes de apoiadores da nova sigla, que seriam validados por meio de biometria.

Na leitura da equipe jurídica que trabalha para Bolsonaro, o TSE já aceita a coleta digital de assinaturas. Um dos advogados que assessora o presidente é o ex-ministro do TSE Admar Gonzaga. A disputa interna do PSL veio à tona no dia 8 de outubro. Naquele dia, na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez críticas ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE), a um pré-candidato a vereador do Recife. "O cara (Bivar) está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido", prosseguiu. A partir daí, houve uma série de farpas trocadas entre dois grupos que se formaram entre os correligionários.

De um lado, os "bolsonaristas", aliados a Bolsonaro que articularam para colocar o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), como líder da bancada na Câmara. Do outro, os bivaristas, ligados a Luciano Bivar, presidente da sigla, que perderam o controle da bancada com a destituição do deputado Delegado Waldir (PSL-GO) do cargo de líder do governo, mas ficaram com o controle do partido e abriram processos no Conselho de Ética contra ao menos 19 colegas do grupo oposto.

A equipe jurídica que trabalha pela saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL estima que as 500 mil assinaturas necessárias para criação de um novo partido devem ser entregues até março de 2020 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a advogada Karina Kufa, a ideia é retirar o partido do papel a tempo de lançar candidatos a disputa eleitoral municipal do próximo ano. Para isso, a corte eleitoral teria de aprovar a legenda 6 meses antes das eleições, ou seja, até abril.

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Bolsonaro deve anunciar a sua saída do PSL e apresentar plano para viabilizar novo partido em reunião na tarde desta terça-feira (12), com deputados aliados do PSL.

Bolsonaro poderia levar com ele quase a metade da bancada do PSL na Câmara, composta por 53 deputados, caso não houvesse entraves jurídicos que podem implicar na perda dos mandatos. A migração só deve ocorrer se o novo partido for aprovado. A saída do partido já é tratada abertamente por aliados.

O nome do novo partido deve ser Aliança pelo Brasil, mas Bolsonaro disse ontem que o martelo não havia sido batido. "Não está certo nada ainda. Para depois vocês não falarem que recuei", declarou o presidente.

A ideia é realizada força-tarefa com apoiadores de Bolsonaro para recolher as assinaturas em curto tempo. As equipes devem trabalhar em três turnos em todo o País. Um aplicativo para dispositivos móveis já estaria pronto para registrar os nomes de apoiadores da nova sigla, que seriam validados por meio de biometria.

Na leitura da equipe jurídica trabalha para Bolsonaro, o TSE já aceita a coleta digital de assinaturas. Um dos advogados que assessora o presidente é o ex-ministro do TSE Admar Gonzaga.

A disputa interna do PSL veio à tona no dia 8 de outubro. Naquele dia, na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez críticas ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE), a um pré-candidato a vereador de Recife. "O cara (Bivar) está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido", prosseguiu. A partir daí, houve uma série de farpas trocadas entre dois grupos que se formaram entre os correligionários.

De um lado, os "bolsonaristas", aliados a Bolsonaro que articularam para colocar o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder da bancada na Câmara. Do outro, os bivaristas, ligados a Luciano Bivar, presidente da sigla, que perderam o controle da bancada com a destituição do deputado Delegado Waldir (PSL-GO) do cargo de líder do governo, mas ficaram com o controle do partido e abriram processos no Conselho de Ética contra ao menos 19 colegas do grupo oposto.

Influente entre apoiadores de Jair Bolsonaro nas redes sociais, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente, está fora do Twitter, Instagram e Facebook. As contas estavam ativas até a noite de segunda-feira (11).

Até o momento, Carlos não se pronunciou sobre as contas desativadas para informar o motivo da saída. O jornal O Estado de S. Paulo tenta contato.

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As contas não foram excluídas ou banidas pelas redes sociais. O Twitter informou que não tomou qualquer medida em relação à conta do vereador na rede social. Facebook e Instagram não se manifestam a respeito de contas específicas.

O canal de Carlos Bolsonaro no Youtube continua ativo, com 102 mil inscritos e mais de 19,7 milhões de visualizações.

Carlos é o principal estrategista de Bolsonaro nas redes sociais. O presidente atribui a ele a força entre usuários das redes que impulsionou a campanha para o Planalto em 2018. O vereador tem acesso às contas oficiais do pai e, por causa disso, já se envolveu em confusões.

Foi Carlos o autor de um tuíte na conta do presidente Bolsonaro a favor da prisão após condenação em segunda instância. O tema ainda era debatido no Supremo Tribunal Federal. Minutos após a publicação, o tuíte foi deletado e Carlos veio a público assumir a autoria e pedir desculpa pela publicação sem a autorização do presidente.

O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, disse na manhã desta terça-feira (12) não ter sido informado sobre a provável saída do presidente Jair Bolsonaro do partido.

"Tudo que faça qualquer turbulência no sistema partidário é preocupante. Eu acho que o sistema partidário é a base da nossa democracia. São as instituições que estão em funcionamento normal dentro de um Estado de direito", disse Bivar ao chegar para a cerimônia de promulgação da reforma da Previdência.

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Ele ainda mandou um recado a Bolsonaro afirmando que a reforma "está na conta do Congresso Nacional". Bivar evitou comentar se o partido vai requerer o mandato de deputados que desembarcarem da legenda. "Não posso raciocinar sob hipótese."

O presidente Jair Bolsonaro vai mesmo sair do PSL e pretende patrocinar a criação de um novo partido, que deve ser batizado como "Aliança pelo Brasil". Após mais de um mês de confronto com a cúpula do PSL, Bolsonaro convocou uma reunião para esta terça-feira (12), no Palácio do Planalto, com um grupo de deputados da legenda, com o intuito de traçar os próximos passos políticos. Dos 53 deputados do PSL, ao menos 27 prometem acompanhar o presidente, mas a equipe jurídica estuda alternativas para que eles não percam o mandato.

O pedido de criação de um partido precisa ser protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com ao menos 419,9 mil assinaturas em nove Estados. Para que a nova sigla possa participar das disputas municipais do ano que vem, por exemplo, todos os trâmites devem estar cumpridos até março, seis meses antes das eleições.

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Nos bastidores, governistas admitem que a corrida de 2020 é o primeiro teste para o projeto de poder de Bolsonaro, que almeja o segundo mandato, principalmente no momento em que o embate com o PT ganhou corpo com o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cena política.

O Planalto corre contra o tempo para a montagem de um novo partido que possa abrigar os bolsonaristas e, por isso, advogados estudam até mesmo a criação de um aplicativo para coletar assinaturas de forma digital, uma modalidade que precisa do aval do TSE. "Não está nada certo ainda. Para depois vocês não falarem que recuei", disse Bolsonaro à noite, ao chegar no Palácio do Alvorada, quando perguntado se o partido que pretende tirar do papel se chamará "Aliança pelo Brasil". "Tenho de tomar conhecimento do que está acontecendo amanhã (hoje), para poder informar."

Em mensagem enviada ontem a deputados aliados no grupo intitulado "Time Bolsonaro", o presidente marcou o encontro para as 16 horas, mas não especificou o assunto. "Não é uma ditadura, não. Quem quiser ficar no PSL, à vontade. A gente vai bater um papo com a maioria da bancada para ver como vai ficar essa situação", afirmou o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), líder da bancada do PSL e filho do presidente. "Se ele for para a lua, eu vou com ele."

Eduardo é um dos 18 deputados do PSL que enfrentam processo interno disciplinar, além de ter sido levado pela oposição ao Conselho de Ética após defender a edição de "um novo AI-5" no País, caso haja uma radicalização da esquerda. No PSL, porém, ele é acusado pelo grupo ligado ao presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE), de agir para denegrir a imagem da sigla.

Bolsonaro deve ficar sem partido até que esteja tudo arrumado para a nova filiação. Desde o início de sua trajetória política, o presidente já passou por nove partidos, incluindo o PSL, pelo qual disputou a Presidência. Mas o divórcio, desta vez, é litigioso e enfrenta vários percalços. Um deles é que parlamentares bolsonaristas ávidos por deixar a legenda correm o risco de perder o mandato se não esperarem a chamada "janela partidária" - período permitido para o troca-troca de partidos, de seis meses antes da eleição.

Para que isso não ocorra, eles devem migrar para uma legenda em formação - caso da "Aliança pelo Brasil". Além disso, podem alegar "justa causa", hipótese também avaliada por advogados de Bolsonaro que auxiliam deputados do PSL.

Na disputa interna, o presidente cobrou a abertura da "caixa preta" do PSL e depois pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) o bloqueio do Fundo Partidário da sigla, além do afastamento de Bivar, sob alegação de haver "indícios de ilegalidade" na movimentação dos recursos. "O partido não pode ter dono. Isso precisa acabar", disse o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (GO), em referência a Bivar.

Na prática, a queda de braço entre o grupo de Bivar e de Bolsonaro envolve dinheiro. O PSL, que era nanico, se tornou uma superpotência após eleger 52 deputados - ganhou mais um nome depois - em 2018, na onda do bolsonarismo. Apenas neste ano deve receber R$ 110 milhões de Fundo Partidário. Até 2022, ano de sucessão no Planalto, a cifra pode ultrapassar R$ 1 bilhão em recursos públicos, se for computado nesse cálculo o fundo eleitoral.

Antes de falar em ‘Aliança pelo Brasil’, Bolsonaro sondou várias opções como destino político. Chegou até mesmo a enviar emissários para conversar com o deputado Capitão Augusto (PL-SP), coordenador da bancada da bala, que articula a criação do Partido Militar Brasileiro. Os interlocutores de Bolsonaro queriam saber o que faltava para pôr a legenda de pé.

"De fato, eu fui procurado, mas depois não falaram mais nada. Quero saber como vão fazer para criar outro partido até março, pois há uma fila no TSE, o processo é demorado e não tem como ninguém pular na frente, nem mesmo o presidente da República", disse Capitão Augusto. Atualmente, há 75 pedidos pendentes no TSE sobre criação de partidos.

"Não há nada que possa ser viabilizado para acomodar os parlamentares até as eleições, a não ser que haja fusão ou que esse grupo vá para outra sigla. É um tiro no escuro, porque podem perder o mandato, mas que vão com Deus", afirmou Coronel Tadeu (PSL-SP), do grupo bivarista.

Em uma novela que começou quando Bolsonaro disse que Bivar estava "queimado para caramba" e na qual houve capítulos inimagináveis, como destituição de líder da bancada na Câmara e "espiões" gravando reuniões do partido e até conversas do próprio presidente, ninguém arrisca qual será o próximo capítulo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta segunda-feira, 11, que tratará sobre a sua saída do PSL em reunião no Palácio do Planalto na tarde de terça-feira, 12, com parlamentares da legenda. Ainda segundo o presidente, não está definido que "Aliança pelo Brasil" será o nome do partido que ele pretende tirar do papel.

"Não está certo nada ainda. Para depois vocês não falarem que recuei. Tenho de tomar conhecimento do que está acontecendo amanhã, para poder informar", afirmou Bolsonaro em frente ao Palácio do Alvorada.

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O presidente enviou mensagem nesta segunda, 11, a parlamentares aliados no grupo de Whatsapp "Time Bolsonaro", informando apenas horário e local de uma reunião: 16h, no Palácio do Planalto. Apesar de não ter especificado o assunto, deputados convidados acreditam que Bolsonaro anunciará a sua saída do PSL.

A saída seria desfecho depois de uma crise que tomou os holofotes da política nacional no último mês. Bolsonaro poderia levar com ele quase a metade da bancada do PSL na Câmara, composta por 53 deputados, caso não houvesse entraves jurídicos que podem implicar na perda dos mandatos.

O líder do PSL, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), defendeu a constitucionalidade da PEC 410/18 e afirmou que não é necessário mudar o texto para sua aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça. Ele ainda ressaltou que a PEC combate a impunidade, e não trata especificamente da situação do ex-presidente Lula.

O autor da PEC 410/18, deputado Alex Manente (Cidadania-SP), espera que a CCJ conclua nesta terça-feira (12) a votação da proposta que autoriza a execução da pena após a condenação em segunda instância. Ele defendeu a obstrução do Plenário até a aprovação da proposta pela CCJ. "Não é uma obstrução para prejudicar o País, mas para discutir um tema central . É o principal recado que o Congresso pode dar para o combate à impunidade e à corrupção."

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Manente avalia que este não é o momento de discutir o mérito da proposta, o que deve ficar a cargo da comissão especial. O autor da PEC ainda afirmou que a proposta não é casuística ou uma reação à decisão do STF.  "Minha PEC é de março de 2018, e só não foi discutida antes por causa da intervenção do governo federal no Rio de Janeiro", lembrou.

Manente lembrou que o Supremo Tribunal Federal mudou sua interpretação sobre o início da execução da pena por quatro vezes nos últimos dez anos. "Mesmo quem hoje comemora amanhã pode se frustrar", alertou.

"O Congresso está cumprindo o papel dele, conforme sugerido pelo próprio presidente do STF, Dias Toffoli. O Supremo muda tantas vezes de opinião porque o Congresso não está cumprindo seu papel de legislar definitivamente sobre o tema. Este é o momento certo para sociedade cobrar o Congresso para exercer sua função."

A deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF) alertou que lideranças de partidos de centro trocaram seus titulares na CCJ para garantir votos contra a PEC 410/18. "Quem faz isso está a favor da impunidade e dos corruptos”.

*Agência Câmara Notícias 

 

 

A crise interna do PSL pode chegar a um desfecho nesta terça-feira, 12. O presidente Jair Bolsonaro enviou nesta segunda-feira (11) uma mensagem a parlamentares aliados no grupo de Whatsapp "Time Bolsonaro". Informou apenas horário e local. Às 16h, no Palácio do Planalto. Ele não especificou o assunto, mas deputados convidados para essa reunião preveem um anúncio da saída de Bolsonaro do PSL, depois de uma crise que tomou os holofotes da política nacional no último mês.

"Creio que sim (que Bolsonaro deve deixar o PSL). E eu saio de fato também, em apoio ao Presidente. Breve saio de direito", afirmou o deputado Bibo Nunes (PSL-RS). Bolsonaro poderia levar com ele quase que a metade da bancada do PSL na Câmara, composta por 53 deputados, caso não houvesse entraves jurídicos que podem implicar na perda dos mandatos.

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A disputa interna da legenda veio à tona no dia 8 de outubro. Na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez críticas ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE), a um pré-candidato a vereador do Recife. "O cara (Bivar) está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido", prosseguiu. A partir daí, houve uma série de farpas trocadas entre dois grupos que se formaram entre os correligionários.

De um lado, os 'bolsonaristas', aliados a Bolsonaro que articularam para colocar o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder da bancada na Câmara. Do outro, os 'bivaristas', ligados a Luciano Bivar, que perderam o controle da bancada, com a destituição do deputado Delegado Waldir (PSL-GO), mas ficaram com o controle do partido e abriram processos no Conselho de Ética contra ao menos 19 colegas do grupo oposto.

Nessa cizânia, está em jogo o controle do partido, que se tornou uma superpotência após eleger 52 deputados no ano passado e angariar a maior fatia dos recursos públicos destinados às siglas. Apenas neste ano, o PSL deve receber R$ 110 milhões de fundo partidário.

Para reunião de amanhã, Bolsonaro chegou a convidar alguns bivaristas, mas segundo fontes, deixou de fora Bivar, a ex-líder do Congresso, deputada Joice Hasselman (SP), deputado Julian Lemos (PB), Heitor Freire (CE) e Delegado Waldir (GO). Deputado por São Paulo, Coronel Tadeu também não foi convidado. "Não posso acompanha-lo (na saída do PSL). A legislação não permite. Se for para dar fim a essa confusão, apoio integralmente a decisão do presidente", disse.

Segundo deputados do PSL ouvidos pela reportagem, Bolsonaro deve se manter, por enquanto, independente, até encontrar um novo partido. A intenção é migrar para uma legenda que "não tenha dono", disse um parlamentar.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as fake news vai ouvir, no próximo dia 20, a partir das 13h, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) para esclarecer declarações sobre milícias digitais feitas pela parlamentar em suas redes sociais.

Autor do requerimento para a audiência da deputadas, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) entende que Joice pode ajudar nas investigações por ter manifestado conhecer a origem de mensagens que vem recebendo. “Não tenho medo da milícia, nem de robôs”, publicou Joice em 18 de outubro, como resposta a publicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O senador destacou ainda que, na ocasião, Joice também afirmou: “Não se esqueçam que eu sei quem vocês são e o que fizeram no verão passado”.

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De acordo com Rogério, a deputada foi convidada para prestar esclarecimentos sobre sua publicação no Twitter na qual afirmou: "todo mundo sabe das milícias virtuais de Bolsonaro. Eles têm uma milícia virtual e todo mundo sabe disso. São pessoas interligadas em todo Brasil, algumas recebendo para isso e outras não. Muitos robôs. Já sabia e não estou nem aí para isso. Eles têm uma milícia de ataque que não se sustenta. […] Imagina se eu vou ficar abalada com 1.500 haters dessa milícia digital espalhada pelo Brasil? Isso pra mim é nada”, disse a deputada na rede social.

“E diga-se que a própria deputada espera o convite para esta CPI, pois questionada pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, sobre a convocação para depor na CPMI, a deputada Joice disse não temer os grupos virtuais”, ressaltou o senador.

CPI das Fake News -  Criada pelo Requerimento 11/2019, a CPI das Fakes News tem como finalidade investigar, no prazo de 180 dias, os ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público; a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições de 2018; a prática de cyberbullying sobre os usuários mais vulneráveis da rede de computadores, bem como sobre agentes públicos; e o aliciamento e orientação de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio. O senador Angelo Coronel (PSD-BA) é o presidente da comissão.

*Da Agência Senado

Um dia após a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da prisão em Curitiba, onde estava desde 7 de abril do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro criticou o petista ao deixar o Palácio do Alvorada, neste sábado (9), para comparecer a um churrasco no setor militar de Brasília. "Lula está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas", disse Bolsonaro. "A grande maioria do povo brasileiro é honesto e trabalhador, não vamos dar espaço e nem contemporizar para um presidiário", afirmou ainda.

Mais cedo, pelas redes sociais, Bolsonaro já havia atacado Lula, mas indiretamente, sem mencionar o nome do ex-presidente nem de nenhum adversário político. "Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros", disse no Twitter. "Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna num (sic) bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa", afirma.

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Em um segundo tuíte, o presidente da República escreve: "Iniciamos a (sic) poucos meses a nova fase de recuperação do Brasil e não é um processo rápido, mas avançamos com fatos". E repete: "Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa".

Nos dois posts, Bolsonaro evita qualquer menção direta a adversários políticos que ganharam liberdade após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a prisão após a condenação em segunda instância. Porém, ao deixar o Alvorada, ele deixou claro de que as postagens eram sobre Lula. "Já fiz um comentário nas minhas mídias sociais hoje e vai ter outro à tarde", disse quando foi perguntado sobre a soltura do ex-presidente da República.

Mais cedo, Bolsonaro tinha recebido a visita do seu filho o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e também do ministro de Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno.

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT), que, assim como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também foi solto como consequência da derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da prisão logo após condenação em segunda instância, afirmou em um vídeo que, agora, a sua luta "não é por Lula livre".

"Agora, (a luta) é para nós voltarmos, retomarmos o governo do Brasil", diz o petista em gravação reproduzida por Emídio de Souza, deputado estadual do partido em São Paulo, em sua conta no Twitter.

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"Para isso (retomar o governo), temos que deixar claro o que nós somos: nós somos petistas, de esquerda e socialistas. Somos tudo contrário (sic) ao que esse governo (do presidente Jair Bolsonaro) está fazendo", comenta Dirceu.

No fim do vídeo, Emídio pergunta ao correligionário se ele estará no Congresso Nacional do PT, de 22 a 24 de novembro, em São Paulo. "Estarei lá", confirma o ex-ministro.

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Ao discursar na "Vigília Lula Livre", acampamento instalado desde sua prisão em um terreno alugado ao lado da sede da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vai viajar pelo País para propor alternativas às políticas do governo Jair Bolsonaro. Segundo dirigentes petistas, Lula pretende fazer caravanas e viagens ainda antes do final do ano na busca por protagonizar a oposição a Bolsonaro, até aqui restrita à atuação dos partidos de esquerda e centro-esquerda no Congresso.

Nessa sexta-feira (8), o petista indicou a linha do discurso que vai manter nos atos políticos - focado na criação de emprego, geração de renda e educação. "O Brasil não melhorou, o Brasil piorou, o povo está desempregado, o povo está trabalhando de Uber, trabalhando de bicicleta para entregar pizza. Além disso, depois de o Brasil ter um ministro da Educação da qualidade do (Fernando Haddad), colocaram um ministro que tenta destruir nossa Educação", disse Lula. "Amanhã (hoje) tenho encontro no Sindicato e depois as portas do Brasil estarão abertas para que eu possa percorrer esse País."

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A liberdade de Lula foi comemorada por nomes de peso do PT. O líder do partido no Senado, Humberto Costa (PE), disse que a libertação do ex-presidente terá impacto direto na sobrevivência do partido. "O PT sai da prisão junto com Lula", afirmou o senador ao Estado (mais informações na pág. A8).

As horas que antecederam a saída de Lula da prisão foram marcadas pela ansiedade. O ex-presidente estava desde o início da tarde acompanhado da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, candidato do partido à Presidência em 2018. Depois chegaram os advogados Luiz Eduardo Greenhalgh, Wadih Damous, Manoel Caetano e Luiz Carlos Rocha.

A primeira notícia veio por intermédio de um delegado da PF que foi até a sala onde Lula estava preso e informou que o juiz Danilo Pereira Junior, da 12.ª Vara Federal, responsável pela execução de sua pena, já havia dito que iria enviar ainda na sexta-feira o alvará de soltura. "Vamos esperar o documento", respondeu o ex-presidente, ainda receoso de uma reviravolta.

Depois foi a vez de outro delegado da PF chegar na sala para dizer que o juiz já havia assinado o alvará. Então chegaram os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira com o alvará e uma dispensa de exame de corpo de delito.

Militantes

Centenas de militantes se posicionaram nas ruas no entorno da PF em Curitiba para acompanhar a saída do ex-presidente. Ao longo do dia eles cantaram músicas e gritaram palavras de ordem enquanto aguardavam a libertação do petista.

No alto do palanque, Lula brincou que fazia muito tempo não via um microfone e atacou os setores de instituições - "o lado podre do Estado" - como Ministério Público, Justiça, Polícia Federal e Receita Federal, que atuaram em sua condenação, que chamou de "maracutaia", "safadeza" e "canalhice". A crítica direta a Bolsonaro foi quando falou de um governo que "mente no Twitter e não fala de frente com a população".

Apesar das críticas, Lula disse que não guarda mágoas de ninguém, que aposta no amor e teve tempo de apresentar e dar um beijo em sua noiva, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, com quem pretende se casar.

Custo

Segundo estimativa da Polícia Federal, a manutenção de Lula na sua superintendência em Curitiba gerava um gasto mensal para a instituição de "aproximadamente R$ 300 mil". Considerando esse valor, a estadia do petista de abril até hoje pode ter custado cerca de R$ 5,7 milhões.

Em abril do ano passado, a PF pediu à juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais, a transferência de Lula para um presídio. Foi nesse ofício que a instituição estimou em cerca de R$ 300 mil o custo mensal para mantê-lo em suas dependências. O valor, segundo o documento divulgado na época, cobria despesas com diárias de policiais, passagens e deslocamentos de pessoal de outras unidades para reforçar a segurança da superintendência.

Além das condenações no caso do triplex (a oito anos e dez meses de prisão pelo Superior Tribunal de Justiça) e do sítio de Atibaia (SP), a 12 anos e 11 meses de prisão, o ex-presidente foi alvo de outras seis denúncias criminais e responde a ações penais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um dia depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pelo fim da prisão de pessoas condenadas em segunda instância, o presidente Jair Bolsonaro fez referências à Lava Jato e elogiou o ministro da Justiça, Sérgio Moro. "Parte do que acontece na política do Brasil devemos a Sérgio Moro", afirmou.

Minutos antes, ele associou sua eleição para presidente da República à atuação de Moro enquanto estava na Lava Jato. As afirmações foram feitas durante a cerimônia de formatura de profissionais da Polícia Federal, realizada na manhã desta sexta-feira (8).

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Ainda no discurso, Bolsonaro afirmou ter escolhido bem sua equipe de ministros e fez referências ao fato de Moro não ter se unido à equipe ainda durante o período da campanha eleitoral. O presidente afirmou que Moro não poderia se aproximar de políticos, não poderia ter um partido. "Ele estava cumprindo uma missão. Se a missão (não) fosse bem cumprida eu também não estaria aqui."

Recebido aos gritos de "mito", Bolsonaro, afirmou aos formandos: "fico imaginando o que passa na cabeça de vocês, a vontade de acertar... Mas botem uma coisa na cabeça de vocês. Nós, pessoas de bem, somos maioria desse Brasil". Depois da cerimônia, Bolsonaro foi para o Palácio Alvorada.

Hoje, Bolsonaro fugiu à rotina de parar para conversar com populares. Pela manhã, antes de ir à cerimônia, passou direto por um grupo de apoiadores que se concentravam na frente da residência oficial. Há pouco, ele retornou para o Alvorada, também sem se pronunciar.

A decisão do STF, dada ontem à noite depois de um longo período de discussão, abre o caminho para que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva entre em liberdade. Lula está preso em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão deverá beneficiar ainda cerca de 5.000 pessoas que estão presas depois de condenação de segunda instância.

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) tem usado o Twitter para disparar contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prevê a soltura de presos condenados em segunda instância, mas com as ações ainda passíveis de recursos. Em uma das manifestações, contudo, ele ameaçou o STF e disse que se seus aliados precisarem de um cabo (patente inicial da carreira militar) para intervir na Corte, ele está à disposição.

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A fala do parlamentar, que é vice-líder do PSL na Câmara dos Deputados e ficou conhecido por quebrar uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco (PSOL), faz referência à declarações do também deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), feitas durante uma palestra no período eleitoral de 2018. Na ocasião, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que bastaria um "cabo e um soldado" para fechar o Supremo. 

“Se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo”, afirmou o filho do presidente na época. “Tira a poder da caneta da mão de um ministro do STF, o que ele é na rua?”, ironizou, ainda. Na época, Eduardo chegou a pedir desculpas pela fala, mas foi bombardeado por membros da Corte.

A decisão dessa quinta-feira (7) do STF pode beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Lula está preso desde 7 de abril de 2018 e sua defesa já pediu, nesta sexta-feira (8), que Justiça Federal solte ele imediatamente. 

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) indagou, nesta sexta-feira (8), se a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de impedir a prisão de uma pessoa logo após condenação em segunda instância não teria sido tomada sob influência política. 

Em publicação no Twitter, na manhã de hoje, Mourão não mencionou diretamente o STF ou o resultado do julgamento dessa quinta (7), mas falou sobre o Estado de Direito no país e perguntou se ele estaria “ao sabor da política”. 

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“O Estado de Direito é um dos pilares de nossa civilização, assegurando que a Lei seja aplicada igualmente a todos. Mas, hoje, dia 8 de novembro de 2019, cabe perguntar: onde está o Estado de Direito no Brasil? Ao sabor da política?”, questionou o vice-presidente. 

A decisão do STF pode beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril de 2018 na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, após ser condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. A defesa de Lula pretende solicitar a soltura imediata dele nesta sexta-feira, mas liberdade depende do aval da juíza da 12ª Vara de Execuções Penais (VEP), Carolina Lebbos.

O julgamento da ação que questionava a prisão logo após condenação em segunda instância, enquanto a ação ainda é passível de recursos, foi desempatado pelo presidente do STF, o ministro Dias Toffoli. O voto dele contra a detenção enquanto não houver o trânsito em julgado teria deixado aliados do presidente Jair Bolsonaro insatisfeitos.

Na lista de ex-aliados do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) se tornou um dos principais críticos do grupo político que ajudou a eleger no ano passado. O deputado acusou Bolsonaro de destruir o PSL, apontou a existência de "milícias digitais" em gabinetes de Brasília e disse que, mesmo após passar 28 anos no Congresso, o presidente não é afeito à democracia.

"Bolsonaro não suporta muito esse processo da Câmara e do Senado, o processo democrático", disse em entrevista ao jornal O Estado de s. Paulo.

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O parlamentar também disse considerar o choro da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) nesta semana ao discursar no plenário da Câmara uma "fraqueza". A exemplo de Frota, a ex-líder do governo no Congresso rompeu com Bolsonaro. "Por ter sido líder do governo no Congresso até pouco tempo e por ter participado de uma das campanhas mais violentas e viscerais que tiveram nas redes, ela deveria ter se contido e não demonstrado isso (fraqueza)", afirmou o deputado. "Ela sabe como é o jogo, ela participou disso."

Veja a entrevista completa:

O sr. publicou em seu Twitter no domingo que essa semana prometia, e incluiu a hashtag "#fogonoputeiro". O que quis dizer?

Uma semana que sabemos que as coisas estão acontecendo e Brasília está em ebulição. Era o Allan dos Santos na CPMI das Fake News, a entrega do pacote de medidas do governo ao Senado e não na Câmara, Joice tinha me dito que iria se posicionar, como fez na terça-feira, 5. Ela chorou e achei isso uma fraqueza dela.

Por que acha isso?

Quem está nesse jogo não pode chorar. Esse jogo é violento e brutal. Mostraram nas redes que ela no passado também chamou a ex-presidente Dilma Rousseff de "gorda", de "vaca". Ela foi chamada agora de "gorda" e de "porca". Em uma situação dessa você tem de estar muito seguro do que está falando e sabendo também o que fez no passado, porque seu passado é revirado.

Se Joice fosse homem, chorar ia fazer alguma diferença?

Não é questão de ela ser homem ou mulher. Ela sabe como é o jogo, ela participou disso. Então, a partir do momento que ela, mostra que ela está sendo atingida. Está sentida com o que está acontecendo. Ela por ter sido líder do governo no Congresso até pouco tempo e por ter participado de uma das campanhas mais violentas e viscerais que tiveram nas redes, ela deveria ter se contido e não demonstrado isso. Era o que a milícia digital queria, atingir a Joice.

É possível comparar a reação da Joice ao chorar com a live do Bolsonaro após ser citado na investigação do assassinato de Marielle?

A live do Bolsonaro mostrou mais uma vez a descompensação emocional dele quando ele se vê acuado por situações que podem de alguma forma incriminá-lo ou a um filho dele. Bolsonaro tem sofrido de "filhotismo".

Tudo o que acontece com um filho dele faz ele se transformar a ponto dele mexer no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e na Polícia Federal.

Ele, por ser uma pessoa que ficou aqui 28 anos, não foi líder, não relatou nada de muita importância, mas mesmo assim deveria saber como é o sistema da Casa.

Quando o sr. estava em campanha, no PSL, já não imaginava os problemas que hoje aponta?

Não. Eu poucas vezes vim à Câmara antes. Eu, como milhões de brasileiros, acreditamos que Bolsonaro pudesse chegar aqui e fazer realmente uma limpeza, porque esse era o discurso dele. Ele ia combater a corrupção, acabar praticamente com o PT. Ele foi tão incompetente que ele acabou com o PSL, mas não acabou com o PT.

Mas nem a relação com os filhos não era possível prever?

Não. Eu pouco encontrei com os filhos na campanha. E Bolsonaro nunca falou algo como "olha, gente, estou combatendo corrupção, mas tem um cara chamado (Fabrício) Queiroz que pode acontecer da imprensa buscar esse cara". Logo no começo da legislatura, o PSL, que era o partido que veio para atacar e combater a oposição, recebe no plenário a notícia do Queiroz. Isso desestruturou o nosso ataque completamente. Achávamos que íamos bater e começamos a apanhar. E o PSL já vinha de um desconforto criado na transição. Todo mundo sabe que foi o partido preterido nessa fase. Qual era o partido do Bolsonaro? Era o DEM, com secretarias, cargos.

Esse desconforto envolve a sua não indicação à secretária de Cultura, já que na época chegou a ser especulado que o senhor poderia assumir o cargo?

Nunca houve essa conversa e nunca pedi um cargo ao Bolsonaro. O que houve, partiu do presidente, pedir para que eu auxiliasse o (ministro da Cidadania) Osmar Terra, que foi uma imposição do Onyx Lorenzoni, via Michel Temer, para colocar o MDB no governo. Logo no começo, o ministro disse que a única coisa que ele sabia de cultura era tocar berimbau. (A Secretaria de Cultura foi transferida nesta quinta-feira para o Ministério do Turismo)

Na sua opinião, como tem sido a atuação do governo em relação à cultura?

Até agora Osmar Terra tem se mostrado um fracasso na área da cultura. Bolsonaro, a partir do momento que transformou o ministério em uma secretaria, reduziu a importância da cultura no País, sendo que o Brasil é um celeiro cultural. Sabíamos que Terra não entendia disso e, por isso, Bolsonaro me pediu para montar a estrutura da secretaria. Não sabíamos que o ministério seria reduzido à secretaria e de repente as coisas mudaram depois que chegou na mão do Onyx.

Queríamos polir o passado e fazer um novo caminho. Eu fui almoçar com o Bolsonaro no palácio. Estávamos eu, ele e o (ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos) Santos Cruz. Perguntei quem ele iria indicar para Ancine (Agência Nacional do Cinema).

O senhor protocolou uma representação contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Conselho de Ética da Câmara. Por que acha que ele deve perder o mandato?

O que ele falou, propor o retorno do AI-5, é algo grave. Isso não foi uma gafe ou algo sem querer. Ele já havia feito isso no plenário na terça-feira, 29. Entre os dias 14 e 16 de outubro, o Allan dos Santos, amigo dele e aluno de Olavo de Carvalho, já tinha pedido um novo AI-5, no Twitter, e o Olavo de Carvalho também. No passado, Eduardo já havia dito também que iria fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), com um soldado. Bolsonaro, em 1999, apoiou a ditadura e falou de AI-5. Bolsonaro não suporta muito esse processo da Câmara e do Senado, o processo democrático.

Em relação ao "gabinete do ódio", o sr. conhece quem são os assessores ligados ao Carlos Bolsonaro?

Essas pessoas foram trazidas das redes sociais pelo Bolsonaro. É o Tércio (Arnaud Tomaz) e os dois Mateus (José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz). Na Câmara, eu acho que tem pessoas que funcionam como assessores, mas que, segundo os próprios deputados, nas horas vagas eles assumem o lado de milícia digital. Semana passada, fui atacado na internet por um ativista e respondi forte. Quando chego no plenário, a deputada Caroline de Toni (PSL-SC) falou que eu não poderia ter feito isso com o Nicolas, que era o ativista e ela me contou que ele trabalhava no gabinete dela. Quatro dias depois ela exonerou o Nícolas.

O governo segue concedendo cargos a essas pessoas?

Segue dando cargos e distribuindo.

Na terça-feira, o blogueiro Allan dos Santos negou fazer parte dessas milícias digitais.

Claro ele não ia falar. Achei que a esquerda, a oposição, deveria se preparar melhor para fazer as perguntas a essas pessoas. Eles têm uma boa retórica, não são bobos, não vai arrancar nada que possa incriminá-los ali. A ideia é deixar eles falarem. A esquerda tem de se preparar. Tem uma série de deputados das antigas que não dominam o mundo digital e aí fica difícil você partir para o embate. Por outro lado, o PSL começou a acordar e preparou uma estratégia para obstruir. A CPMI só vai chegar a um final produtivo se a Polícia Federal trabalhar junto e se o Ministério Público fizer as autorizações judiciais. Se não tiver isso, não vai chegar a lugar nenhum.

O senhor se arrepende de ter entrado para o PSL e defendido a candidatura de Jair Bolsonaro?

Não me arrependo até porque o PSL me deu a oportunidade de chegar aqui. Apesar de que lá trás já teve problemas. Gastei apenas R$ 10 mil na minha campanha, porque o partido me falou que não haveria verba pra ninguém, mas quatro dias depois vi pelo portal que foi verba para Eduardo e Joice.

Como o sr. vê as denúncias e os questionamentos sobre a prestação de contas do PSL?

É algo que precisa ser investigado de verdade. Porque pra gente não foi dado nada. Camisa, bandeira, cordinha, adesivo, nada foi entregue pra gente. Se foi gasto, foi com outros candidatos. Não foi comigo. Em maio, eu pedi via judicial e também na Executiva Nacional do PSL, a prestação de contas do diretório estadual de São Paulo, antes, durante e depois da campanha e isso foi negado pra mim. Também tinha pedido o afastamento do Eduardo da presidência da estadual.

Qual é seu futuro no PSDB?

Não sei. Não faço planos para minha vida, vou vivendo um dia após o outro porque as coisas mudam muito rápido.

Pretende concorrer a algum cargo no ano que vem?

Ano que vem não. Já me chamaram para concorrer a prefeito, mas eu não vou sair. Também não quero secretaria. Quero cumprir meu mandato aqui. Não sei, não faço planos para o futuro. Aprendi que aqui as coisas mudam muito rápido. É uma roda-gigante.

A atuação do senhor durante a reforma da Previdência foi muito elogiada por Rodrigo Maia. Qual deve ser sua atuação frente às demais reformas apresentadas pelo governo?

Vou apoiar o que tiver que apoiar depois que conversar com o partido. O PSDB não é um partido governista nesse momento. É um partido que tem se mantido mais ali no centro, mas o que eu puder fazer para ajudar melhorar, eu entender que vale meu esforço nesse sentido, eu vou fazer. Acho que foi uma estratégia ontem do Bolsonaro e do (ministro da Economia) Paulo Guedes, depois de tudo que eles passaram na Previdência, levar primeiro para o Senado (o pacotão de medidas).

O Senado agora é mais fácil. Mas vai ter de passar pela Câmara e a gente sabe que o Bolsonaro é uma usina de confusão e problema, então, pode ser que amanhã tudo mude. Por isso que não dá pra fazer planos. O único que faz é o (deputado) Helio Negão (PSL-RJ), que sabe quando vai viajar com o Bolsonaro pelo mundo.

Na tramitação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o sr. era o canal do Guedes com a bancada do PSL, como está esta relação, ela deu uma estremecida?

Não, nenhuma, não tenho problema nenhum com o Guedes, até porque eu cumpri todos os meus acordos com ele. E tudo que eu propus fazer para ajudar na reforma da Previdência, eu fiz, cumpri o meu papel do início ao fim, junto com o Rodrigo, junto com ele. Quando encontro com ele, me abraça, fala muito bem comigo, e sempre lembra do episódio que ele fala, olha eu não venho mais aqui, encarar essa esquerda, se o Frota não estiver aqui comigo, etcetera e tal.

E em relação ao Bolsonaro, falou com ele depois de sua saída do partido?

Eu nunca mais vi o Bolsonaro. A última vez que eu o vi foi na sessão solene para o Carlos Alberto de Nóbrega. Ele atravessou a rua, do Palácio (do Planalto), e veio aqui prestigiar. Não vi mais o Bolsonaro e mesmo quando eu estava atuando a favor dele, pouco eu ia no palácio.

Estou muito feliz no PSDB, fui muito feliz no PSL, tenho grandes amigos no PSL. Vou lá, entro lá a hora que eu quiser, falo com as pessoas e o caramba. Tenho inimigos também, mas tenho mais amigos que inimigos.

O presidente do PSL, Luciano Bivar, chegou a defender que você ficasse no partido...

Muitas vezes.

Se hoje o Bolsonaro sair do PSL, existe uma possibilidade de o sr. voltar?

Nenhuma, nenhuma. Eu vou seguir no PSDB. Depois de várias defesas do Bivar, o Bolsonaro ligou dando o Ultimate Fighter, né? Tira o Frota, não quero ele mais no meu partido e pronto.

Mas ele estando fora do jogo?

Não, na verdade, o Bolsonaro sempre esteve fora do jogo. Ele só usava o PSL quando precisa votar sim, precisa votar não, libera a bancada. Agora, quando a bancada ia lá e falava: "olha, eu estou precisando marcar uma agenda, não atendia". Agora, melhorou porque ele viu que ficou. Bolsonaro passou alguns dias de Câmara com 12 deputados de base. Secretarias, emendas, algumas coisas andaram mais rápido. Para poder trazer aquela base que ele tem hoje, de 27 ou 26 deputados, é uma coisa assim, neste meio aí.

Muitas vezes seus opositores usam o seu passado para atacá-lo, por ter atuado como ator pornô. Isso o incomoda?

Não porque eu não fiz nada de errado, eu não roubei ninguém, não cometi nenhum processo de corrupção. Eu acho que a pornografia é você fazer a rachadinha com os seus funcionários. A pornografia é você ter um Queiroz por trás e fazer o que vem fazendo, pornografia é fazer esses acordos que a gente assistiu nos últimos dias.

Isso não me incomoda, até porque foi uma coisa que eu quis fazer, foi uma opção minha, gostei de ter feito, tenho descoberto aqui dentro que tenho muitos fãs no segmento. O Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) é um que fica nervoso com essa situação. Eu não consigo entender bem, eu não sei se ele gosta mais das mulheres no filme ou de mim, mas, de qualquer forma, eu descobri que ele é um fã meu neste segmento.

Você acha que uma mulher, atriz pornô, conseguiria ter a mesma oportunidade e se tornar uma deputada?

Não sei. Ela tem que tentar, tem que ver. Eu tive essa fase, fui ator da (TV) Globo, fui ator pornô, fiz uma série de coisas, e quando eu decidi me dedicar a se tornar deputado federal, me dediquei a isso. Acho que todos têm direito. Se o Tiririca (PL-SP) já está no terceiro mandato, e ele me falou há pouco tempo, vou vir para a próxima e acho que vou ter uns 300 mil votos. Então, é possível para todo mundo desde que você se dedique, tenha objetivos.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), estão usando as redes sociais para lamentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão após condenação em segunda instância. 

Segundo decisão tomada nessa quinta-feira (7), um condenado só pode começar a cumprir sua pena após o trânsito em julgado da ação, ou seja, quando todas as oportunidades de recurso forem esgotadas.

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Sem muito alarde, como normalmente é visto, Eduardo e Carlos comentaram a postura da Corte que pode levar a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal desafeto político do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e da família. 

“Soltam bandidos e desarmam o cidadão. Pobre do brasileiro”, registrou Eduardo em seu Twitter. 

Já Carlos, compartilhou um tuíte sobre a decisão do STF que foi publicado pelo perfil do PSOL com a exclamação: “Meu Deus!” e, na manhã de hoje, escreveu: “Milhares de presos serão soltos e atordoarão a todos que independente de escolha política, gerará reflexos sociais e econômicos seríssimos internos e externos, para quem está aí ou quem virá. Contudo, o legal é lacrar! Pobre deste povo!”

A defesa de Lula pretende solicitar a soltura imediata dele nesta sexta-feira (8). Para ser liberado da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde está desde abril de 2018, Lula vai precisar da autorização da juíza da 12ª Vara de Execuções Penais (VEP), Carolina Lebbos.

Aliado de Jair Bolsonaro na eleição do ano passado, o governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD), afirmou que as declarações polêmicas dos filhos do presidente da República podem ser uma estratégia de seu grupo político. "Eles (filhos) têm pautado a imprensa. Mal ou bem, goste ou não, é isso que tem acontecido. Acho que muito é da personalidade, mas não sei se até certo ponto isso não é uma estratégia."

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o governador criticou, sem citar o presidente, políticos que priorizam redes sociais. Além disso, avaliou ainda que uma mudança de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão em segunda instância seria um "retrocesso para a sociedade" e disse que, se o objetivo é soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Corte deveria julgar apenas o caso do petista. A seguir os principais trechos da entrevista.

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Na contramão do Brasil, que passa por um forte processo de desindustrialização, o Paraná teve crescimento de 6,5% na produção industrial este ano. A que o senhor atribui este número?

O que está chamando muita atenção é a nossa infraestrutura. Queremos fazer do Paraná a central logística da América do Sul. O maior pacote de concessão de rodovias vai ser do Paraná com 4,1 mil quilômetros, quatro novos aeroportos no Estado, a modernização do porto de Paranaguá, ampliação da pista do aeroporto de Foz do Iguaçu e temos mais três portos privados que já estão com licença da Antaq. Aí a gente passa a ser um gigante dos portos do Brasil. Tudo com investimento privado.

Como o senhor vê o pacote econômico apresentado pelo governo e a repactuação da federação?

A intenção é boa. É um pacote robusto e audacioso. Não sei se consegue ser aprovado na integralidade. É um debate profundo, mas o pacto federativo é algo que tem que ser debatido no Brasil. A centralização de recursos no governo federal tem feito mal para os municípios e Estados. Isso atinge diretamente o cidadão lá na ponta. Precisamos criar mecanismos de descentralização não só na parte financeira mas também na administrativa. É uma discussão macro que mexe na reestruturação da lógica administrativa no País.

O senhor vê algum ponto negativo no pacote?

Não vi detalhes. Talvez um ponto mais discutível é a diminuição do número de municípios mas não é nem pelo ponto racional e sim pela polêmica na Câmara.

Com o é sua relação com o governo federal?

É boa. O governo tem ajudado muito o Paraná e eu seria ingrato se não externar isso. É uma ajuda financeira? Não. Mas é uma relação de apresentar propostas e alternativas que podem agilizar o trabalho. Os ministros têm nos dado atenção até porque sabem que o Paraná vem fazendo a lição de casa. E acho que o governo tem que trabalhar a distribuição de qualquer tipo de investimento em cima da meritocracia. Não é justo que quem não faz a lição de casa tenha o tratamento melhor do que quem fez.

As declarações dos filhos do presidente em redes sociais ou entrevistas, como a fala de Eduardo sobre o AI-5, prejudicam o andamento das pautas que realmente interessam ao País?

Mais do que uma opinião, isso merece uma reflexão. Temos que ver se algumas declarações não são estratégicas no dia a dia deles. Isso não é uma estratégia?

Estratégia de mobilização?

Quem é a oposição ao Bolsonaro hoje? Fale um nome. O Lula preso sem poder ser candidato? Não tem oposição. Por que? Eles têm pautado a imprensa. Mal ou bem, goste ou não, é isso que tem acontecido. Acho que muito é da personalidade, mas não sei se até certo ponto isso não é uma estratégia. Tem exageros de ambos os lados. Tem alguns momentos em que há exagero na base, mas às vezes também há exagero da imprensa de querer dar uma importância para uma declaração que não é tão importante.

O senhor é governador do Estado onde a Lava Jato é mais importante. Como o senhor avalia a operação? E a possibilidade de pessoas como Sérgio Moro e Deltan Dallagnol serem candidatos?

A Lava Jato foi importante para o Brasil porque expôs as vísceras da corrupção. Não é que a corrupção não existisse, ela existia, talvez não no volume dos governos do PT, mas nunca poderosos tinham ido para a cadeia. Pode ter exageros? Pode sim. Mas ela trouxe muito mais benefício do que malefício para a sociedade. Moro é um dos principais nomes para a Presidência da República se tivesse uma eleição hoje, pela história dele na Lava Jato. Não sei se é da vontade deles ser políticos de mandato. Deltan também, mas em outra escala. São grandes nomes.

O senhor já viu em algum outro momento um debate eleitoral tão precoce como agora?

Penso que primeiro nós somos eleitos para fazer o dever de casa, com o qual nos comprometemos um ano atrás. Qualquer coisa que é colocada para se discutir três anos e meio antes é falta de compromisso com a população que nos elegeu.

No mundo das redes sociais essa disputa não é feita todo dia?

É uma bobagem pensar assim. A construção de um líder é feita ao longo de sua trajetória, não com vídeo no Facebook.

O senhor é um político jovem mas que está em um partido tradicional, o PSD. Como o senhor vê os movimentos de renovação da política?

Sempre é muito bom. Chegou o momento em que era necessário uma nova geração de políticos. Não falo de idade, tem políticos com uma idade já avançada, mas cabeça moderna. Mas só faz política quem está em partido. Você entra em um partido e vira político. O problema não está na política. Você pode fazer política em partido tradicional com uma nova roupagem, novo pensamento, novo fazer. É o que estamos fazendo. Falando com os deputados, falando com o presidente da Assembleia, falando com políticos. Qual o problema nisso? O que não pode é malandragem.

O STF volta nesta quinta-feira volta a julgar o entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância e ainda tem na pauta outros julgamentos que devem interferir na execução do ex-presidente Lula. Como o senhor vê isso e qual o impacto para o Paraná?

Acho um retrocesso para a sociedade tirar a prisão em segunda instância. Se estão criando algum ambiente para que o Lula possa ir para casa, possa sair, possa ter a sua liberdade constitucional, faça isso com o Lula. Vai soltar milhares de pessoas, nem sei quantas, algumas condenadas por crimes perigosos? Não dá para criar um grande problema para a sociedade se o objetivo é resolver uma situação. Acho que juridicamente o Lula já podia estar em casa. (Colaborou Eduardo Kattah)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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