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A Polícia Federal (PF) de Santa Catarina prendeu oito pessoas, incluindo três funcionários da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em uma operação que investigou tráfico de medicamentos controlados. A entidade informou que abriu uma sindicância para apurar o caso.

Cerca de 40 policiais participam das ações, cumprindo nove mandados de busca e apreensão e oito de prisão - três temporárias e cinco preventivas - em São Paulo e Itanhaém (SP), além de São José, Tijucas e Florianópolis (SC). A Justiça ainda determinou o sequestro de veículos e de um imóvel comercial avaliado em R$ 1,2 milhão, usado por um dos suspeitos de participar do esquema.

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Segundo o delegado da PF Nelson Napp, de Florianópolis, a ação partiu de um ofício recebido pelos federais da agência antidrogas dos Estados Unidos, a Drug Enforcement Administration (DEA). O comunicado dava conta do envio ilegal de medicamentos anestésicos, em três pacotes endereçados a Miami, na Flórida. A investigação levou a um homem, morador do bairro Campeche, em Florianópolis. Tal descoberta levou à apreensão, no início deste ano, de 2.622 ampolas de fentanil em Balneário Camboriú (SC).

O fentanil é a droga que mais mata nos Estados Unidos, tendo feito mais de 18 mil vítimas em 2016. Segundo relatório do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos EUA, 29% das mortes por overdose de drogas em 2016 no país foram relacionadas ao opioide.

Santa Casa

O monitoramento das ações em Santa Catarina fez os policiais chegarem ao grupo de São Paulo - que fornecia os medicamentos. A PF identificou quatro pessoas que faziam o serviço: três eram funcionários da Santa Casa e um trabalhava em uma transportadora. "Eles desviavam remédios da Santa Casa para vários lugares, como a favela de Heliópolis (zona sul), e no (site de vendas) Mercado Livre", disse Napp.

Os funcionários não tiveram os nomes divulgados. Um era um auxiliar de enfermagem e os outros dois eram técnicos de almoxarifado.

A lista de medicamentos incluía fentanil, adrenalina, morfina, tramal, tetracaina, lidocaína e outros. "Não sei como era o controle (da Santa Casa). Eles faziam transações toda semana", disse o delegado, ao comentar os remédios desviados. Além da farmácia do hospital, o monitoramento da PF revelou que o grupo também importava os medicamentos clandestinamente da China, ainda de acordo com o delegado.

Dos oito mandados de prisão expedidos, seis foram cumpridos. Um suspeito de Santa Catarina e um de São Paulo não foram localizados e continuam foragidos. A Santa Casa informou, por nota, que "foi surpreendida pela notícia". "Já abrimos uma sindicância interna para apurar os fatos e também buscaremos mais detalhes da Polícia Federal", disse o texto, em que a entidade se coloca à disposição das autoridades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em duas ações realizadas nesta segunda-feira (16) para combater cigarros contrabandeados, a Polícia Federal conseguiu apreender 2.800 caixas do produto.

A primeira apreensão ocorreu durante um patrulhamento de rotina na região de Umuarama, no Paraná. Os policiais perceberam a movimentação suspeitas dos motoristas de duas carretas e decidiram fazer uma abordagem.

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Ao perceberem a aproximação dos agentes, os motoristas abandonaram os veículos numa das margens da rodovia e fugiram pela mata sem que os policiais conseguissem localizá-los. No interior das duas carretas, foram encontradas 2.300 caixas de cigarros.

A outra ação ocorreu na zona rural do município de Mercedes, também no Paraná. Os policiais federais conseguiram apreender um caminhão com 500 caixas cigarros contrabandeados.

Na tentativa de abordagem, os criminosos conseguiram escapar em meio uma plantação de milho.

Todo material apreendido nas duas ações foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal, em Guaíra.

A Polícia Federal (PF) investiga um assalto ocorrido na agência dos Correios de Riacho das Almas, no Agreste de Pernambuco, na quinta-feira (11). A investida foi efetuada por pelo menos dois suspeitos ainda não identificados.

Os assaltantes renderam o vigilante e tomaram sua arma. Todo o assalto durou em torno de cinco minutos.

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De acordo com a PF, os criminosos estavam com revólveres calibre 38 e chegaram ao local utilizando uma moto. Durante a investida, os suspeitos impediram os clientes de deixarem a agência.

Os criminosos levaram R$ 800 de um cliente e uma quantia não informada que estava no guichê de atendimento. Após a ação, eles fugiram tomando um destino desconhecido. A Polícia Militar fez buscas, mas ninguém foi preso.

A PF esteve na agência e realizou as primeiras investigações e perícias. Qualquer informação sobre os assaltantes pode ser repassada pelo Disk-Denúncia, no número 3421-9595.

 

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, preso na semana passada com 39 quilos de cocaína ao desembarcar em Sevilha, na Espanha. O objetivo da investigação é apurar eventuais ligações do militar com narcotraficantes e as circunstâncias que propiciaram a obtenção da droga.

Rodrigues, que é comissário de bordo, fazia parte de uma equipe de 21 militares que prestava apoio à comitiva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro na reunião do G-20, no Japão. O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em que estava o militar é usado como reserva da aeronave presidencial e, portanto, ele não fazia parte do mesmo voo que transportou o presidente durante a viagem.

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A investigação está sob responsabilidade da Superintendência Regional da Polícia Federal do Distrito Federal.

Um dos caminhos dos investigadores será a análise das movimentações financeiras de Rodrigues. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, a PF ainda estuda medidas que podem vir a ser requisitadas à Justiça com esse objetivo, como a quebra do sigilo bancário do militar.

A primeira apuração aberta sobre o caso no Brasil foi a da própria Aeronáutica, que instaurou um inquérito policial militar na semana passada. A investigação corre sob sigilo.

Não há impedimento na legislação militar para apuração do crime, mesmo o sargento estando em território estrangeiro. A droga foi encontrada pela Guarda Civil da Espanha ao vistoriar a bagagem de Rodrigues no aeroporto de Sevilha na terça-feira da semana passada. Desde então, o sargento segue preso na cidade espanhola.

Uma equipe da Aeronáutica vai à Espanha para interrogar o sargento. Segundo afirmou o presidente Jair Bolsonaro após se reunir na terça-feira, 2, com os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, a suspeita é de que Rodrigues já tenha transportado entorpecentes em outras ocasiões. "Todos nós achamos que não é a primeira vez que esse militar mexeu com drogas", afirmou o presidente logo após o encontro.

Na semana passada, o vice-presidente, Hamilton Mourão, chegou a chamar Rodrigues como uma "mula qualificada" - termo usado para pessoas pagas por traficantes para transportar droga.

Imóvel

Além do tráfico de entorpecente, Rodrigues é alvo de um processo administrativo aberto pela Aeronáutica para apurar possíveis irregularidades na ocupação de um imóvel funcional por sua ex-mulher. O apartamento está localizado na Asa Sul, em Brasília.

A reportagem esteve no condomínio e, de acordo com vizinhos, o sargento sempre aparentou ser um homem simples, que nunca demonstrou ter uma vida de ostentação.

Conforme o jornal mostrou, o sargento devia até meados de junho o condomínio de um apartamento em Taguatinga, no entorno de Brasília, do qual é proprietário. Ele pagou o débito de R$ 1.381,25 - referentes a três mensalidades - após ter sido cobrado judicialmente.

Vídeo

A Força Aérea Brasileira instaurou procedimento para apurar vídeo de um ex-soldado que chama a instituição de "Força Aérea da Biqueira". As imagens mostram um jovem com uniforme fumando cigarro em um espaço militar. A FAB disse que as pessoas presentes no vídeo não fazem mais parte da instituição, mas não deu mais detalhes. "Biqueira", na linguagem popular, é o nome dado ao ponto de comercialização de drogas.

Perguntas e respostas

1.Quem é o militar preso?

Manoel Silva Rodrigues é um segundo-sargento da Aeronáutica. Já realizou, desde 2015, pelo menos 29 viagens - voou em comitivas do presidente Jair Bolsonaro, de Michel Temer e de Dilma Rousseff. O sargento integrava grupo de 21 militares que acompanhava a viagem de Bolsonaro ao Japão, onde o presidente participaria do G-20.

2. O militar estava no avião de Bolsonaro?

O avião em que estava o militar é usado como reserva da aeronave presidencial. Portanto, a comitiva da qual ele fazia parte não estava no mesmo avião que transportava Bolsonaro e que decolou em 25 de junho de Brasília.

3. Como foi feita a detenção?

Rodrigues foi preso durante uma averiguação aduaneira de rotina no aeroporto de Sevilha. A aeronave da FAB que transportava o militar fazia uma escala na cidade espanhola, de onde seguiria para o Japão. De acordo com o jornal espanhol El País, ao abrir a mala de mão do passageiro, os agentes encontraram 39 quilos de cocaína.

4. O que disse o governo sobre o caso?

A FAB informou que um Inquérito Policial Militar apura o episódio. "Apesar de não ter relação com minha equipe, o episódio é inaceitável. Exigi investigação imediata e punição severa ao responsável", afirmou Bolsonaro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Polícia Federal (PF) divulgou, nesta terça-feira (2), a prisão da produtora de eventos Paula Rodrigues dos Santos, de 23 anos, por tráfico internacional de drogas. A mulher foi detida no Aeroporto Internacional do Recife, na Zona Sul da capital, enquanto tentava embarcar para Frankfurt, na Alemanha.

A prisão ocorreu durante fiscalização de rotina no aeroporto. Os policiais selecionaram algumas bagagens de um voo com destino a Frankfurt para passarem no aparelho de raio-x. Em uma das malas, havia forte presença de material orgânico, indicativo da presença de drogas.

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Segundo a PF, a proprietária da bagagem, natural da Bahia, aparentava nervosismo, apresentando respostas desencontradas e sem fundamentação sobre o motivo de sua viagem. Quando a bagagem foi aberta, a polícia encontrou em um fundo falso 2,6 kg de cocaína.

No interrogatório, a produtora de eventos disse ter sido aliciada em Salvador-BA, onde recebeu a orientação para se hospedar em um hotel de Boa Viagem. Lá, ela recebeu uma mala com a droga. A mulher ganharia R$ 7 mil quando entregasse a cocaína para uma pessoa que lhe identificaria pela cor da roupa na Alemanha.

Paula foi autuada por tráfico internacional de entorpecentes, podendo pegar penas que variam de 5 a 20 anos de reclusão. Após a prisão, ocorrida no dia 26 de junho, ela foi levada para audiência de custódia e encaminhada para a Colônia Penal Feminina.

Um dia depois de manifestações que exaltaram seu trabalho na Operação Lava Jato e no Executivo Federal, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse nesta segunda-feira, dia 1º, que os "governos passam e as instituições ficam".

Moro participou nesta segunda-feira da aula inaugural dos cursos de formação da Polícia Federal no teatro da Academia Nacional de Polícia, em Brasília. Ele proferiu a primeira aula aos alunos, na presença do diretor-geral da PF, delegado Maurício Valeixo, e outros dirigentes da corporação e presidentes de entidades de classe.

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Moro ressaltou que o governo quer "fortalecer a PF", por ser "estratégica para o País". Ele sinalizou posicionamento sobre uma pauta encampada há anos pelos sindicatos e entidades de classe ligados à carreira: a autonomia administrativa.

A Polícia Federal está sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça. Os delegados fazem campanha e buscam no Congresso apoio a uma Proposta de Emenda Constitucional que confere total independência financeira e institucional.

Moro afirmou ainda ser "inegável nos últimos anos, que a PF, pelo relevante papel desempenhado, adquiriu uma aura de excelência perante a população brasileira extremamente forte".

A Polícia Federal (PF) divulgou, nesta segunda-feira (1º), a apreensão de uma bagagem com 35,2 kg de cocaína no Aeroporto Internacional do Recife. A mala era oriunda dos Estados Unidos e não possuía o nome do destinatário.

A apreensão ocorreu após uma empresa aérea verificar que havia uma bagagem desacompanhada de proprietário. A bolsa havia sido despachada do Aeroporto Internacional de Newark, nos Estados Unidos, no dia 13 de junho, ido ao Aeroporto de Guarulhos-SP, com destino ao Aeroporto Internacional do Recife. A bagagem foi apreendida em 26 de junho.

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Os funcionários da empresa aérea desconfiaram da ausência de destinatário e do peso, tamanho e características da bagagem. Ao abrir a mala, foram encontrados 32 tabletes suspeitos que, posteriormente, deu positivo para cocaína no narcoteste.

Um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso. A PF solicitará informações sobre o envio da bolsa nos Estados Unidos. O crime de tráfico internacional de drogas prevê penas que variam de 5 a 20 anos de reclusão.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), a segunda fase da Operação Insanidade, instaurada para apurar ilegalidades na aquisição e distribuição de medicamentos, principalmente de uso controlado, pela Secretaria de Saúde de Agrestina, no Agreste de Pernambuco. Na primeira fase da operação, a secretária de Saúde da cidade foi presa.

Desta vez, o foco da operação são as empresas fornecedoras de medicamentos sediadas no município de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, que teriam vencido pregão eletrônico. Os policiais cumprem quatro mandados de busca e apreensão.

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De acordo com a PF, o objetivo da segunda fase é arrecadar documentos e informações nas sedes das empresas que comprovem a legalidade ou ilegalidade no processo de fornecimento de medicamentos e a regularidade no trânsito do material entre os fornecedores e a Prefeitura de Agrestina.

Primeira fase - Além da secretária de saúde, Maria Célia da Silva Barbosa, de 59 anos, foi presa na primeira fase a farmacêutica Mônica Soares Leite Borba, 50. A operação ocorreu após constatação de irregularidades com medicamentos controlados que se enquadram na lei antidrogas. A aquisição do material entre 2018 e 2019 estaria ocorrendo sem a devida receita e os remédios estavam sendo acondicionados impropriamente.

Há fortes indícios de falsificação de receituário médico para aquisição dos produtos. Servidores da área de saúde denunciaram que estavam sendo coagidos a falsificar e expedir autorização para compra dos medicamentos.

Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou nesta quarta-feira (26) parte das provas obtidas pela Polícia Federal (PF) em uma operação realizada no Senado em 2016. Na época, as investigações foram autorizadas pela primeira instância da Justiça Federal em Brasília.

A Corte julgou nesta tarde recurso apresentado pelo Senado contra a busca e apreensão. A operação estava suspensa há três anos, quando o ministro Teori Zavascki, falecido em 2017, entendeu que o caso deveria ter sido analisado pelo STF por supostamente envolver senadores.

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Ao julgar o caso definitivamente nesta quarta-feira, a maioria dos ministros decidiu que as provas que envolverem senadores, como interceptações telefônicas, deverão ser descartadas da investigação após uma perícia.

Em uma das buscas, a PF apreendeu uma maleta utilizada por policiais legislativos para encontrar escutas ambientais e grampos telefônicos ilegais nos gabinetes e nas residências oficiais dos senadores.

Conforme entendimento de cinco dos 11 ministros, as buscas e apreensões da Operação Métis deveriam ter sido autorizadas pela Corte, e não pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, no Distrito Federal.

Na operação, foram presos o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho, e três policiais legislativos suspeitos de prestar serviço de contrainteligência para ajudar senadores investigados na Operação Lava Jato e em outros casos envolvendo políticos. Todos foram soltos dias após a deflagração da operação.

Na época, a operação acabou criando uma crise entre os Poderes. O então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou a decisão do juiz Vallisney e o chamou de “juizeco”.

 

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, diz que sua prisão nesta terça-feira, 19, no âmbito da Operação "Chabu", foi uma "injustiça com ele, sua família, amigos e a população de Florianópolis". Loureiro fez uma transmissão ao vivo em sua página no Facebook, após deixar a sede da Polícia Federal da capital catarinense.

Segundo a defesa, Loureiro foi liberado após prestar depoimento, mas segue afastado das suas funções por 30 dias, conforme determinado pelo desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região.

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O prefeito também continua com o passaporte retido e não pode se comunicar com outros investigados. As medidas restritivas começaram a valer a partir das 20h30 desta terça.

No vídeo, Gean Loureiro diz que foi conduzido para a Polícia Federal no âmbito da Operação "Chabu", mas "não tinha conhecimento do que estava acontecendo".

Deflagrada na manhã desta terça a operação tinha o objetivo de desarticular uma suposta organização que violava sigilo de operações policiais em Santa Catarina, vazando informações e contrabandeando equipamentos de contra inteligência. O grupo contaria com uma rede de políticos, empresários e agentes da PF e da Polícia Rodoviária Federal.

O prefeito afirma que forneceu os documentos solicitados, disponibilizou seu celular e senha às autoridades, e além disso respondeu a 70 perguntas durante seu depoimento.

Loureiro disse que "tinha certeza de que quando prestasse as informações à polícia a prisão não iria acontecer".

Afirma que o delegado concluiu que ele não tinha nenhuma relação com processo, confrontando as informações com outros depoimentos. "Ele viu que não tinha motivo para eu ser preso e evitou mais uma injustiça, se eu tivesse sido preso", disse o prefeito.

Loureiro chega a indicar as situações questionadas durante seu depoimento, entre elas sobre uma "sala secreta dentro da prefeitura". Ele diz que não tem relação com as pessoas que mencionaram o ambiente e que a Polícia Federal teria constatado que o lugar não existe.

Segundo o prefeito, também foi indicado que ele teria participado do vazamento de informações de uma operação realizada em Santa Catarina.

Loureiro afirmou que não tinha conhecimento da informação e não conhecia as pessoas envolvidas em tal investigação.

Agradeceu o "apoio" de pessoas que lhe enviaram mensagens e afirmou que, como "homem público", sentia obrigação de prestar esclarecimentos.

Ao fim do vídeo, o prefeito diz que "foi um dia triste para Florianópolis".

"Vamos demonstrar a cada dia, com muito trabalho, que tudo isso não passou de uma grande injustiça. Felizmente Deus está do lado das pessoas de bem. Obrigado pela confiança. Vamos continuar firmes trabalhando por Florianópolis", afirmou Loureiro.

A Polícia Federal (PF) tem elementos de prova de que um hacker tentou se passar pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e mandou mensagens para terceiros em nome do ex-juiz da Operação Lava Jato. Um dos elementos é uma mensagem enviada no dia 4 de junho a um funcionário do próprio gabinete de Moro, depois de ativar uma conta do Telegram - aplicativo de troca de mensagens via internet.

Diálogos atribuídos a Moro e ao procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, passaram a ser divulgados pelo site The Intercept Brasil, desde o dia 9. Segundo a publicação, os diálogos indicariam suposta conduta irregular do então juiz da Lava Jato e consequente comprometimento das decisões dos processos julgados na 13ª Vara Criminal, em especial no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que está preso e condenado por corrupção desde 8 de maio de 2018.

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Moro e Dallagnol negam ilícitos e acusam "crime às instituições" no ataque cibernético e na divulgação do material pelo site. Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo no dia 14, Moro pediu a apresentação integral do material obtido pelo site, falou em tentativa de obstrução da Justiça e interesse de réus da Lava Jato e viés político-partidário na forma de divulgação.

O ministro da Justiça afirma ter saído do Telegram em 2017, quando sua conta foi excluída. No dia 5 de junho foi revelado que Moro teve o aparelho desativado, após perceber que um dia antes ele havia sido alvo de ataque virtual. O celular do ministro foi invadido por volta das 18h da terça-feira, 4. Ele só percebeu após receber três telefonemas do seu próprio número. O ex-juiz, então, acionou investigadores da Polícia Federal, informando da suspeita de clonagem.

Clone

A reportagem teve acesso a uma dessas cópias. Nela, o hacker usa uma conta do Telegram vinculada ao número de Moro. No aparelho que recebeu, o nome aparece com "SFM", abreviação de Sergio Fernando Moro.

Era dia 4 de junho, mesmo dia em que Moro afirmou ter recebido três ligações do aplicativo em seu nome.

O clone enviou mensagem a uma pessoa próxima de Moro às 21h17, após sua conta aparecer no aparelho. "4 de junho. SFM entrou para o Telegram." No texto, o hacker escreve: "Boa noite. O que achou dessa matéria?", anexado a uma publicação do site do próprio Ministério da Justiça sobre o projeto anticrime do governo.

A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar supostos ataques feitos por hackers aos celulares de procuradores da República que atuam nas forças tarefas da Lava Jato em Curitiba, no Rio e em São Paulo. Outro inquérito foi aberto para apurar eventuais ataques ao celular do ministro Sérgio Moro. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou a unificação da investigação em relação aos ataques cibernéticos criminosos contra membros do Ministério Público Federal.

Na entrevista ao Estado, afirmou que foi "vítima de um ataque criminoso de hackers". "Clonaram meu telefone, tentaram obter dados do meu aparelho celular, de aplicativos. Até onde tenho conhecimento, não foram obtidos dados."

No material analisado pela PF, há elementos de que a conta clonada de Moro continuou ativa até pelo menos a última semana. O próprio ministro destacou o fato de não ser "uma invasão pretérita" ao ser questionado sobre as apurações.

"Nós estamos falando aqui de um crime em andamento. De pessoas que não pararam de invadir aparelhos de autoridades ou mesmo de pessoas comuns e agora têm uma forma de colocar isso a público, podem enviar o que interessa e o que não interessa."

Na última semana, um membro Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) relatou ter seu Telegram clonado. O hacker teria enviado mensagem em seu nome a um grupo do CNMP. As mensagens partiram do celular do conselheiro Marcelo Weitzel Rabello de Souza.

Moro confirmou nesta quarta-feira, 19, em audiência no Senado, que sua conta falsa no Telegram continuaria ativa pelo hacker. Ao Estado, em entrevista no dia 14, ele explicou o ocorrido: "o meu celular foi clonado, eles utilizaram o clone do celular para capturar o Telegram, que eu não estava mais, e conversaram com funcionário do Ministério da Justiça fazendo-se passar por mim".

O desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ordenou ao delegado da Polícia Federal Fernando Amaro Moraes Caieron que "entregue ou recolha o distintivo, a carteira funcional, os uniformes, as camisas, os acessórios e demais bens que sejam aptos para se fazer identificar como servidor da Polícia, sua arma particular ou institucional e seu passaporte".

Caieron foi preso nesta terça, 18, na Operação Chabu, investigação que mira em organização supostamente responsável pela venda de informações privilegiadas sobre missões secretas da PF. O delegado vai ficar preso, inicialmente, em regime temporário, por cinco dias.

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O desembargador determinou ao delegado que "compareça mensalmente à Justiça" e o proibiu de acessar ou frequentar "toda e qualquer dependência utilizada como sede de força policial, especialmente a Polícia Federal".

O delegado está proibido de contatar, "pessoalmente ou por interposta pessoa, os demais envolvidos na investigação" e não pode se ausentar, sem autorização judicial prévia, de Santa Catarina.

Caieron teve suspensa sua função pública, sem prejuízo de seus vencimentos, "pelo período necessário à conclusão das investigações".

A Operação Chabu levou à prisão, também em regime temporário por cinco dias, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, supostamente beneficiário, ao lado de outros políticos e empresários, de informações repassadas pelo grupo de "inteligência".

O desembargador Paulsen suspendeu Loureiro do cargo de prefeito por 30 dias. O magistrado impôs também ao prefeito proibição de manter contato, "por qualquer forma, presencial, telefônica, telemática, etc", pessoalmente ou mediante interposta pessoa, com os demais envolvidos na investigação".

Entre os alvos da Chabu com os quais Loureiro não poderá se comunicar, citados pelo magistrado, estão o delegado da PF e o ex-secretário da Casa Civil Luciano Veloso Lima.

A Operação Chabu mira organização que violava sigilo de operações policiais em Santa Catarina. O grupo contava com uma rede de políticos, empresários e agentes da própria PF e da Polícia Rodoviária Federal. Segundo a PF, o grupo também contrabandeava equipamentos de contra inteligência.

Por ordem de Paulsen, a PF cumpriu 30 mandados, sendo 23 de busca e apreensão e sete de prisão temporária. Os crimes foram descobertos a partir da análise dos materiais apreendidos na Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018.

A PF informou que o grupo "embaraçava investigações policiais em curso e protegia o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas".

A investigação apurou que "a quadrilha vazava sistematicamente informações sobre operações policiais que ainda seriam deflagradas e também contrabandeava equipamentos de contra inteligência para montar "salas seguras", à prova de monitoramento, em órgãos públicos e empresas.

A PF investiga associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa e tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa.

Defesas

Em nota, a prefeitura de Florianópolis informou que Gean Loureiro concordou em prestar todas as informações e comparecer à PF para depor. "As informações preliminares dão conta de que não há nenhum ato ou desvio de recursos públicos relacionados à Prefeitura", afirma a assessoria de Loureiro.

A reportagem busca contato com as defesas do delegado Fernando Caieron e do ex-secretário Luciano Veloso Lima, atualmente ocupando função na biblioteca da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O espaço está aberto para as manifestações.

O desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), decretou o afastamento por 30 dias do prefeito de Florianópolis Gean Loureiro, no âmbito da Operação "Chabu", deflagrada pela Polícia Federal. Até recentemente filiado ao MDB, Loureiro foi preso nesta terça-feira, 18, por ordem de Paulsen por suspeita de ter sido beneficiário, ao lado de outros políticos e empresários, de informações secretas repassadas por um grupo de policiais da área de inteligência da própria PF e também da Polícia Rodoviária Federal.

A prisão de Loureiro foi decretada em regime temporário por cinco dias. O afastamento das funções de prefeito começa a valer "a contar do início da sua prisão".

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O desembargador impôs, ainda, outra restrição ao prefeito - ele fica proibido de manter contato, "por qualquer forma, presencial, telefônica, telemática, etc, pessoalmente ou mediante interposta pessoa, com os demais envolvidos na investigação".

Entre os alvos da "Chabu" com os quais Loureiro não poderá se comunicar, citados pelo magistrado, estão o delegado da PF Fernando Caieron e o ex-secretário da Casa Civil, Luciano Veloso Lima.

A Operação Chabu mira organização que violava sigilo de operações policiais em Santa Catarina. O grupo contava com uma rede de políticos, empresários e agentes da PF e da Polícia Rodoviária Federal.

Segundo a PF, o grupo também contrabandeava equipamentos de contra inteligência.

Além do prefeito, são alvos da investigação o delegado da PF Fernando Amaro de Moraes Caieron e outras cinco pessoas.

Desde cedo nas ruas, agentes da PF cumpriram ao todo 30 mandados, sendo 23 de busca e apreensão e sete de prisão temporária, expedidos pelo desembargador Leandro Paulsen.

Os crimes foram descobertos a partir da análise dos materiais apreendidos na Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018.

A PF identificou que a organização criminosa formou uma rede de políticos, empresários e servidores da própria corporação e também da Polícia Rodoviária Federal lotados em órgão de inteligência e investigação.

Segundo a PF, o grupo "embaraçava investigações policiais em curso e protegia o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas".

A investigação apurou ainda que a quadrilha vazava sistematicamente informações sobre operações policiais que ainda seriam deflagradas e também contrabandeava equipamentos de contra inteligência para montar "salas seguras", à prova de monitoramento, em órgãos públicos e empresas.

A PF investiga associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa e tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa.

"Chabu"

A Polícia Federal indicou que o nome da operação, "Chabu", significa "dar problema, dar errado, falha no sistema".

"O termo é utilizado em festas juninas quando falham fogos de artifício e era empregado por alguns dos investigados para avisar da existência de operações policiais que viriam a acontecer", destacou a PF.

Defesas

Em nota, a prefeitura de Florianópolis informou que Gean Loureiro concordou em prestar todas as informações e comparecer à PF para depor. "As informações preliminares dão conta de que não há nenhum ato ou desvio de recursos públicos relacionados à Prefeitura", afirma a assessoria de Loureiro.

A reportagem busca contato com as defesas do delegado Fernando Caieron e do ex-secretário de Estado da Casa Civil Luciano Veloso Lima, atualmente ocupando função na Biblioteca da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

O desembargador Marcello Granado, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), soltou o delegado da Polícia Federal Lorenzo Martins Pompílio da Hora, preso na Operação Tergiversação - investigação que mira em suposto esquema de propinas que variavam de R$ 400 mil a R$ 1,5 milhão dentro da sede da PF no Rio. Na decisão, o magistrado afirmou estar "convencido da possibilidade de aplicação de medidas diversas da prisão".

Granado suspendeu o delegado das funções exercidas na Polícia Federal e o proibiu de frequentar endereços da instituição "e também de manter contato com todos os investigados e corréus, parentes e afins destes, incluindo as pessoas jurídicas citadas nos processos originários".

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"Não se afigura presente elemento caracterizador de risco à ordem pública no caso do paciente", afirmou o desembargador. "E quanto ao motivo conveniência da instrução criminal, considerando o estágio avançado do inquérito policial, entendo adequada e suficiente à preservação da prova a imposição ao paciente de restrições cautelares pessoais e, portanto, desnecessária, a restrição absoluta à sua liberdade."

A Tergiversação foi deflagrada no dia 11 de junho, e apura propina cobrada "em razão da função exercida (pelo delegado e pelo escrivão) na condução de inquéritos policiais em curso na Polícia Federal".

A investigação mira no delegado federal, em um escrivão da PF e em "demais agentes criminosos a estes relacionados".

Os inquéritos estão relacionados às Operações Titanium (fraudes envolvendo o Plano de Saúde dos Correios) e Viupostalis/Recomeço (fraudes envolvendo o Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios), que eram conduzidas pelo delegado de Polícia Federal Lorenzo Pompílio da Hora, com o apoio do escrivão Éverton da Costa Ribeiro, lotados à época no Núcleo de Repressão a Crimes Postais da Delepat/RJ.

Uma das provas da operação é uma conversa de WhatsApp entre o delegado e o operador Marcelo Guimarães. No diálogo "possivelmente para repasse de valores, segundo o Ministério Público Federal, o delegado se diz "muito exposto no local" e pede rapidez.

O Ministério Público Federal afirma que o material foi obtido por meio da quebra do sigilo telemático. Segundo a Procuradoria, o diálogo "comprova a relação espúria entre o delegado Lorenzo Pompílio da Hora e o operador Marcelo Guimarães.

"Na conversa Marcelo Guimarães e Lorenzo combinam de se encontrar pessoalmente, possivelmente para repasse de valores pelo operador ao delegado ou para discutir diretamente detalhes da apuração que vinha sendo realizada pela Corregedoria da Polícia Federal. Lorenzo afirma que já está no local combinado, e pede para que Marcelo Guimarães não demore, pois está 'muito exposto no local', evidenciando se tratar de encontro com finalidades nitidamente ilícitas", relatam os investigadores.

Segundo a Procuradoria, as apurações apontaram que Lorenzo e Éverton "solicitaram e receberam vultosos valores de vantagens indevidas para evitar a exposição na mídia de investigados e potenciais investigados e favorecê-los nas apurações conduzidas por eles quanto às irregularidades no Postalis e no Plano de Saúde dos Correios".

Anda segundo a Procuradoria, o delegado e o escrivão "contavam com a atuação dos operadores Marcelo Guimarães e Rosalino Felizardo de Santanta Neto, os principais intermediários da organização criminosa, que usavam seus contatos para se aproximar de potenciais investigados e solicitar desses o pagamento de vantagens indevidas, além de viabilizar o recebimento de valores de propina e as operações de lavagem de dinheiro".

Os pagamentos, que variaram, segundo a investigação, de R$ 400 mil a R$ 1,5 milhão, eram feitos na maior parte das vezes em dinheiro, mas em alguns casos foram repassados por meio de transferências a empresas ligadas aos operadores Marcelo e Rosalino.

O Ministério Público Federal informou que foi identificada ainda a participação do empresário e operador João Alberto Magalhães Cordeiro Júnior e de Sancler Miranda Costa no grupo criminoso, que contou ainda com a atuação de Pedro Henrique Moreira Fernandes e de Luís Henrique do Nascimento Almeida, que "movimentaram recursos em espécie em favor do grupo e atuaram como 'laranjas' de alguns investigados".

O Ministério Público Federal sustenta que "há indícios de que o esquema criminoso envolveu outros agentes públicos e que não se limitou às investigações apontadas".

Defesas

A reportagem tenta localizar todos os citados. O espaço está aberto para as manifestações de defesa.

A Polícia Federal incinerou, entre a quarta-feira, 12, e esta sexta, 14, seis toneladas de drogas apreendidas por meio de grandes operações deflagradas no final de 2018 e início de 2019.

A grande queima de drogas foi realizada sob forte esquema de segurança, acompanhada pelo superintendente regional da PF no Distrito Federal, delegado Márcio Nunes, pelo Diretor de Combate ao Crime Organizado da PF Hugo de Barros, procuradores do Ministério Público do DF e Territórios e da Vigilância Sanitária.

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O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta terça-feira (11), a Operação Tergiversação. O objetivo é desarticular uma organização criminosa em atuação na Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro.

O grupo obtinha vantagens indevidas por parte de delegado de Polícia Federal, escrivão de Polícia Federal e demais agentes criminosos a estes relacionados, em razão da função exercida pelos primeiros na condução de inquéritos policiais em curso na Polícia Federal. Foram expedidos seis mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, por determinação da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

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As investigações desenvolvidas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal revelaram esquema de cobrança de propina dos investigados e potenciais investigados nos inquéritos policiais relacionados às Operações Titanium (fraudes envolvendo o Plano de Saúde dos Correios) e Viupostalis/Recomeço (fraudes envolvendo o Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios), que eram conduzidas pelo delegado de Polícia Federal Lorenzo Pompílio da Hora, com o apoio do escrivão Éverton da Costa Ribeiro, lotados à época no Núcleo de Repressão a Crimes Postais da Delepat/RJ.

As apurações apontaram que Lorenzo Pompílio da Hora e Éverton da Costa Ribeiro solicitaram e receberam vultuosos valores oriundos de vantagens indevidas para evitar a exposição na mídia de investigados e potenciais investigados e favorecê-los nas apurações conduzidas por eles quanto às irregularidades no Postalis e no Plano de Saúde dos Correios. Os agentes públicos contavam com a atuação dos operadores Marcelo Guimarães e Rosalino Felizardo de Santanta Neto – os principais intermediários da organização criminosa, que usavam seus contatos para se aproximar de potenciais investigados e solicitar desses o pagamento de vantagens indevidas, além de viabilizar o recebimento de valores de propina e as operações de lavagem de dinheiro.

Os pagamentos, que variaram, segundo o apurado até o momento, de R$ 400 mil a R$ 1,5 milhão, eram feitos na maior parte das vezes em dinheiro, mas em alguns casos foram repassados por meio de transferências a empresas ligadas aos operadores Marcelo e Rosalino.

Foi identificada ainda a participação do empresário e operador João Alberto Magalhães Cordeiro Júnior e de Sancler Miranda Costa no grupo criminoso, que contou ainda com a atuação de Pedro Henrique Moreira Fernandes e de Luís Henrique do Nascimento Almeida, que movimentaram recursos em espécie em favor do grupo e atuaram como “laranjas” de alguns investigados.

Os elementos obtidos com as quebras de sigilo bancário, fiscal, telemático e telefônico dos investigados, somados aos elementos apresentados em razão de acordo de colaboração premiada celebrado com alguns dos empresários abordados pelo grupo criminoso, comprovaram a efetiva prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Há indícios de que o esquema criminoso envolveu outros agentes públicos e que não se limitou às investigações apontadas.

Da assessoria do MPF

A Polícia Federal em Pernambuco está nas ruas na manhã desta terça-feira (11). A operação, segundo a PF, investiga gestão fraudulenta no Banco do Nordeste.

Os indícios são de que a instituição financeira teria concedido empréstimos fraudulentos através da aprovação de crédito para empresas sem capacidade. Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão dentro da operação. Dois dos mandados são para o município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, e dois em Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR).

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De acordo com a PF, seis pessoas estão sendo investigadas. Os crimes são de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Além dos mandados, também foram pedidos sequestros de bens e retenção dos passaportes dos envolvidos.

 

A Polícia Federal (PF) deteve oito estrangeiros de Bangladesh no Aeroporto Internacional do Recife, em Boa Viagem, Zona Sul da capital. Os asiáticos vinham da Argentina com documentos falsos para tentar entrar no Brasil.

De acordo com a PF, o grupo apresentou documento para embarque em um navio que só chegaria em sete dias no Porto do Recife. A fraude foi detectada porque já havia ocorrido caso semelhante no dia 5 de maio e por não haver contato da empresa responsável pelo navio sobre a chegada dos estrangeiros. A polícia explica que, apesar dos passaportes serem autênticos, a entrada deles seria irregular, pois não possuem visto considerando que são de Bangladesh.

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Em casos como esse, os estrangeiros são reembarcados para o país de origem, porém advogados compareceram na Delegacia de Imigração e impetraram um habeas corpus para que os bangladeses permanecessem no Brasil. Eles devem solicitar refúgio para preservação das integridades física, psicológica e corporal em decorrência de perseguição político-religiosa em seu país de origem.

A Justiça Federal acatou o pedido dos advogados e os estrangeiros foram registrados como refugiados. Após a conclusão dessa primeira fase, o caso seguirá para o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), vinculado ao Ministério da Justiça, que decidirá se aprova. Os estrangeiros foram liberados e saíram acompanhados dos advogados para local não informado.

Segundo a Lei 9.474/1997 é considerado refugiado todo indivíduo que sai do seu país de origem devido a fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas imputadas, ou devido a uma situação de grave e generalizada violação de direitos humanos no seu país. Considera-se que uma pessoa é perseguida quando seus direitos tenham sido gravemente violados ou estão em risco. Isso pode acontecer, por exemplo, quando a vida, liberdade ou integridade física da pessoa corre sério risco no seu país.

A Polícia Federal em Maringá, cidade no noroeste do Paraná, apreendeu um 600 kg de maconha em um caminhão vindo de Mato Grosso do Sul. A ação contou com apoio do Choque Canil do 4º Batalhão de Polícia Militar.

Segundo a corporação, 'os Policiais Federais, que vinham fiscalizando a BR-487, conhecida como estrada boiadeira, decidiram abordar um caminhão que trafegava no sentido Campo Mourão/PR levando uma carga de milho, haja vista o trecho ser comumente utilizado por contrabandistas'.

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"Ao entrevistarem o motorista, perceberam contradições nas informações prestadas quanto ao local de carregamento declarado pelo mesmo e os constantes nas Notas Fiscais. Diante da suspeitas e do fato da carga ser oriunda de Ponta Porã/MS, cidade fronteiriça com o Paraguai, resolveram trazer o veículo na Delegacia de Polícia Federal em Maringá para inspeção minuciosa", afirma a PF.

"Com o apoio da equipe CHOQUE CANIL do 4º BPM de Maringá, o cão farejador logo apontou a presença de droga na carreta do veículo, e perceberam então que no assoalho da carreta, havia sido instalado um fundo falso, onde então foram encontrados cerca de 600 Kg de Maconha", diz, por meio de nota.

Segundo a PF, 'o motorista de 34 anos foi preso em flagrante, e confirmou em seu interrogatório que carregava entorpecente a ser entregue em Santa Catarina'.

"O preso fora indiciado pela prática do Crime de Tráfico de entorpecentes,com agravante quanto a interestadualidade do delito, capitulado no art. 33 e40, inc. V, da Lei 11.343/2006", conclui.

O governo autoriza a nomeação de candidatos aprovados no concurso público da Polícia Federal. O decreto assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, autorizando a nomeação, está publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24).

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De acordo com o decreto, serão nomeados 1.047 candidatos, sendo 500 aprovados e classificados dentro do quantitativo de vagas originalmente previsto para pronto provimento e mais 547 aprovados, que não estavam dentro da quantidade de vagas originalmente prevista.

No dia 14 de abril, em uma postagem no Twitter, o presidente da República escreveu que o governo chamaria mil candidatos aprovados em concurso da PF para compor o quadro da instituição.

“Governo anuncia convocação de mais 1.000 policiais federais. O objetivo é compor gradativamente o quadro de inteligência, como no trabalho da Lava-Jato (combate à corrupção) e outros serviços de segurança nacional dentro do orçamento possível destes primeiros 100 dias de mandato”.

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