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Felipe Melo homenageou o diretor de futebol Alexandre Mattos após marcar o gol aos 54 minutos do segundo tempo que garantiu ao Palmeiras a vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, no Allianz Parque nesta quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro.

O dirigente está sendo muito pressionado e virou o principal alvo de críticas da torcida por causa da falta de títulos da equipe na temporada. O volante também dedicou o triunfo à mulher e ao presidente Jair Bolsonaro, torcedor declarado do Palmeiras.

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"Quero dedicar o gol a um cara que me trouxe para cá, que é o Mattos, para a minha esposa e ao presidente da República, que é um cara que está sempre me dando moral, falando de mim nas entrevistas", disse.

Felipe Melo também destacou a insistência do Palmeiras na busca pelo gol. "Martelamos até o final. Mostramos uma força imensa do nosso grupo. A única vez que precisamos do nosso goleiro, ele foi muito bem. A vitória vem para coroar, buscamos desde o primeiro minuto contra um time que veio para empatar", disse.

Com a vitória diante da sua torcida, o Palmeiras soma 53 pontos na segunda colocação do Campeonato Brasileiro e continua a sua caça ao líder Flamengo, que bateu o Fortaleza por 2 a 1 e tem 61. Na próxima rodada, a equipe do técnico Mano Menezes enfrenta o Athletico-PR, domingo, fora de casa.

O atacante Dudu também fez questão de ressaltar o fato de o Palmeiras ter pressionado a Chapecoense até os acréscimos. "A gente caprichou até demais, a bola passou muito perto. Não pode desistir. Quem achou que ia ser um jogo fácil, foi difícil. O time está de parabéns pela insistência", disse.

Para o técnico Mano Menezes, jogos como o de quarta-feira (16) diante Chapecoense, no Allianz Parque, são importantes para fazer o Palmeiras amadurecer no Campeonato Brasileiro. O gol de Felipe Melo que garantiu a vitória por 1 a 0 saiu somente aos 54 minutos do segundo tempo depois de a equipe ter pressionado o adversário durante praticamente toda a partida.

"Fomos premiados no final pela insistência e entrega. Jogos como esse serão jogados no segundo turno. Quando demorarmos para iniciar a vitória, elas também podem se tornar dramáticas. Mas também vamos aprendendo como resolver problemas, é importante para a equipe amadurecer", disse Mano.

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O Palmeiras mereceu a vitória, mas o triunfo poderia ter sido conquistado mais facilmente se os jogadores não tivessem falhando tanto nas finalizações, principalmente na etapa final. "Atacamos pela direita, esquerda, criamos jogadas por dentro, chutamos de fora, cabeceamos, criamos um número grande de oportunidades, mas a bola não entrava. Foi isso que tornou o jogo muito dramático", disse o treinador.

Na avaliação de Mano, a única partida sob o seu comando em que o Palmeiras não jogou bem foi a derrota por 2 a 0 diante da Santos na semana passada. "Nos outros jogos, encontramos dificuldades, mas resolvemos. Se tivéssemos tido um pouquinho de calma contra o Atlético-MG (empate por 1 a 1), também teríamos vencido. Isso é importante, do outro lado têm equipes que trabalham, que estudam o adversário e jogadores de qualidade. Precisamos ir entendendo os jogos", disse.

O Palmeiras volta a campo no domingo, quando enfrenta o Athletico-PR na Arena da Baixada. A equipe ocupa a segunda colocação do Campeonato Brasileiro com 53 pontos, oito a menos do que líder Flamengo.

Após derrotar o Botafogo por 1 a 0 no Pacaembu, no sábado, o Palmeiras curte o domingo de folga e é provável que boa parte dos torcedores (e jogadores) aproveitem o dia livre para assistir e torcer contra o Flamengo, que enfrenta o Athletico-PR em Curitiba. Além de "secar" o rival, a ordem no time alviverde é não esquecer de que a prioridade é continuar a fazer a sua parte em campo.

"Difícil falar dos outros times, mas o importante é nós conseguirmos a vitória. A gente vinha de um empate em casa e uma derrota no clássico. A vitória nos dá confiança e não podemos deixar o Flamengo se distanciar ainda mais. Agora é torcer um pouquinho contra", disse o lateral-esquerdo Diogo Barbosa.

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Já o técnico Mano Menezes prefere ver o campeonato de uma forma mais global e acredita que, além do Flamengo, a equipe alviverde também precisa se preocupar com outros times que estão na parte de cima da tabela e ainda podem crescer.

"Penso que só é possível esperar o líder tropeçar se nós fizermos nossa parte. Não fizemos na quarta e a diferença aumentou. Fizemos agora e vamos manter ou diminuir. Mas temos outros adversários no campeonato, não adianta só olharmos para o Flamengo. Temos o Santos, São Paulo, equipes que estão próximas da gente. Estamos numa transição de modelo e isso às vezes nos entrega um jogo como o de quarta-feira, muito fraco", analisou.

Apesar da ponderação, o comandante palmeirense vê o líder como um diferencial na competição. "Como você mesmo falou, vou tomar a liberdade de usar a sua frase: o líder está fora da curva. E se ele está fora da curva, quer dizer que ele está fazendo algo diferente dos demais. A gente tem que ter maturidade nessa hora, mas o primeiro passo para chegarmos nesse desempenho que todos estão querendo é o que demos hoje (sábado). Isso é prova de maturidade e a gente está no caminho para continuar evoluindo", resumiu.

Com o resultado de sábado, o Palmeiras chegou aos 50 pontos e ocupa a segunda colocação, com cinco pontos atrás do Flamengo e três pontos à frente do Santos.

Com a presença do presidente Jair Bolsonaro no estádio do Pacaembu, o Palmeiras derrotou o Botafogo por 1 a 0 na noite deste sábado (12), mas poderia ter deixado o local com um resultado bem melhor, diante das diversas chances de gol perdidas. Pelo menos, o time alviverde conseguiu se manter na caça ao líder Flamengo e passou provisoriamente a ocupar a vice-liderança da tabela, desbancando o Santos.

Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 50 pontos, três a mais que o Santos e cinco a menos que o Flamengo. O Santos visitará o Internacional e o Flamengo vai enfrentar o Athletico-PR, em Curitiba, neste domingo, no complemento desta 25ª rodada. Já o Botafogo estacionou nos 30 pontos, no 12º lugar, ainda sem contar com o técnico Alberto Valentim na beira do gramado.

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Bolsonaro foi ao Pacaembu para acompanhar seus dois times de coração. Ele já disse algumas vezes que torce para o Palmeiras em São Paulo e Botafogo no Rio. Mas, antes de a bola rolar, arriscou que o time alviverde venceria por 3 a 0, deixando clara sua preferência entre os dois clubes. Não foi o resultado que ele imaginava, mas como todo palmeirense, deve ter deixado o Pacaembu satisfeito.

Já o torcedor do Botafogo teve poucos momentos de alegria ou expectativa positiva no Pacaembu. Antes da bola rolar, botafoguenses gritaram: "É Sandy e Júnior", fazendo referência ao show no Allianz Parque que fez com que a partida fosse transferida para o Pacaembu. Aos 5 minutos, Leonardo Valencia acertou um forte chute de fora da área e mandou por cima do gol de Fernando Prass. E esses foram os momentos de euforia dos visitantes. No resto do tempo, o Palmeiras foi quem ditou o ritmo de jogo e dominou a partida.

Bruno Henrique arriscou primeiro, de fora da área, e mandou por cima do gol. O Palmeiras tinha dificuldades para abrir a defesa alvinegra. O empate seria um ótimo resultado para os cariocas. Então, o jeito encontrado pelos palmeirenses foi apostar em quem menos se esperava como elemento surpresa no ataque. Aos 14, Thiago Santos tabelou com Scarpa e com categoria entrou na área, tirou de Diego Cavalieri e mandou para as redes. Um belo gol que arrancou aplausos do presidente Jair Bolsonaro. E, provavelmente, um dos mais bonitos na carreira do volante, que não é de fazer muitos gols.

O Palmeiras ainda teve mais uma chance de ampliar a vantagem no primeiro tempo, mas Deyverson não conseguiu aproveitar. Aliás, o atacante, que voltou ao time graças a lesão de Luiz Adriano, demonstrou muita vontade e claramente estava ansioso para marcar e tentar amenizar as críticas da torcida. Ele foi o único jogador que teve o nome vaiado durante o anúncio da escalação pelo sistema de som.

Na etapa final, a pressão palmeirense foi ainda maior. Parecia uma bliz alviverde e Prass praticamente assistiu ao jogo. Bruno Henrique, Dudu, Scarpa... Todo mundo tentou marcar mais um, para evitar surpresas nos minutos finais. Mano cansou de ver Deyverson correndo para lá e para cá, sem objetividade, e decidiu apostar em Henrique Dourado, que quase marcou de cabeça, mas desviou para fora.

O cenário do jogo foi o mesmo até os minutos finais: o Botafogo, sem criatividade e sem força ofensiva, e o Palmeiras, pressionando e errando no último lance. Bruno Henrique chegou a marcar um gol, mas o árbitro assinalou o correto impedimento. Aos 47, Henrique Dourado saiu cara a cara com Cavalieri e chutou rasteiro para uma grande defesa do goleiro. E lá se foi mais uma chance perdida, que, para a sorte dos palmeirenses, não custou tão caro. O time conseguiu voltar a vencer e avisou ao Flamengo e Santos que não está fora da briga pelo título do Brasileiro.

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 1 x 0 BOTAFOGO

PALMEIRAS - Fernando Prass; Marcos Rocha, Luan, Vitor Hugo e Diogo Barbosa; Thiago Santos (Matheus Fernandes), Bruno Henrique, Gustavo Scarpa e Zé Rafael (Lucas Lima); Dudu e Deyverson (Henrique Dourado). Técnico: Mano Menezes.

BOTAFOGO - Diego Cavalieri; Fernando, Joel Carli, Gabriel e Gilson (Igor Cássio); Alan Santos (Marcos Vinícius), Gustavo Bocheca e João Paulo (Yuri); Leonardo Valencia, Vinícus Tanque e Luiz Fernando. Técnico: Bruno Lazaroni (interino).

GOL - Thiago Santos, aos 14 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Fernando, Thiago Santos, Luan e Joel Carli.

ÁRBITRO - Anderson Daronco (RS).

RENDA - R$ 578.605,00.

PÚBLICO - 19.028 pagantes.

LOCAL - Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

Santos e Palmeiras fazem o clássico que pode decidir o rumo do Campeonato Brasileiro nesta quarta-feira, às 21h30, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada. Os times estão separados por três pontos, ocupam a terceira (44) e a segunda (47) posições da tabela, respectivamente. O empate não interessa para ninguém, pois o líder Flamengo (52) tem a possibilidade de disparar na ponta. A expectativa é de um jogo aberto, com as duas equipes indo ao ataque.

Os dois times estão bem diferentes do encontro no primeiro turno, quando o Palmeiras goleou por 4 a 0 e era até então o time a ser batido na competição. Os gols do time alviverde foram marcados por Gustavo Gómez, Hyoran, Deyverson, Raphael Veiga. Nenhum deve ser titular no duelo desta noite.

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O Palmeiras também demitiu o técnico Luiz Felipe Scolari, trouxe uma nova comissão técnica encabeçada por Mano Menezes e contratou dois reforços: o zagueiro Vitor Hugo e o atacante Luiz Adriano.

No Santos, Jorge Sampaoli ganhou os reforços de Marinho, Uribe, Evandro, Luan Peres, Pará e Lucas Venuto, mas perdeu Jean Lucas e o jovem Rodrygo. A equipe alvinegra também aproveitou o tropeço para consertar alguns erros e depois chegou a acumular uma sequência de sete vitórias e um empate.

Para a partida desta quarta, as equipes chegam desfalcadas por causa dos amistosos das seleções. O Palmeiras não terá o goleiro Weverton e o zagueiro paraguaio Gustavo Gomez. O Santos não contará com um dos seus principais jogadores, o venezuelano Soteldo, além do paraguaio Derlis González, Felipe Jonatan e Kaio Jorge. De quebra não terá Evandro, suspenso.

A boa notícia para Sampaoli é o retorno do meio-campista uruguaio Carlos Sánchez. O jogador está recuperado de lesão muscular que o deixou de fora da vitória sobre o Vasco por 1 a 0, no último sábado, fora de casa. Lucas Veríssimo também volta após cumprir suspensão. O torcedor santista vive a expectativa em relação ao jovem Tailson.

O jovem de 20 anos marcou um golaço na vitória da última rodada e agora espera seguir entre os titulares da equipe. "Jogo bom, jogo difícil. Estou à disposição do Sampaoli. Se eu for titular, será um momento incrível, com a Vila Belmiro lotada e com apoio do torcedor. Vai ser muito importante para mim", disse Tailson.

LUIZ ADRIANO VOLTA - No Palmeiras, a novidade será o retorno do atacante Luiz Adriano, preservado do empate contra o Atlético-MG por desgaste muscular. Autor de seis gols em dez jogos pelo time, o jogador participou normalmente dos treinos durante a semana.

A principal dúvida na equipe está em quem ocupará a vaga de Weverton, no gol. Fernando Prass e Jailson disputam a posição. Na última vez que o atual titular foi convocado, Jailson atuou em uma partida e Prass em outra. Foram justamente os dois primeiros jogos de Mano Menezes à frente do time.

Jailson foi titular na vitória de virada por 2 a 1 sobre o Goiás, no Serra Dourada. Na partida seguinte, Fernando Prass assumiu a posição na vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, no Allianz Parque. O único desfalque do Palmeiras é o atacante Deyverson, suspenso pelo terceiro amarelo.

Quem volta de suspensão é o técnico Mano Menezes. Na partida do último domingo, o auxiliar Sidney Lobo comandou a equipe no banco de reserva. Ele lamentou os pontos desperdiçados em casa, mas acredita que ainda é possível tirar a diferença de cinco pontos para o líder Flamengo. Para isso, o time não pode pensar nem em empatar na Vila Belmiro.

"Tem muito caminho ainda pela frente na competição. Vamos enfrentar um adversário direto na briga pelo título, fora de casa. Temos plenas condições de continuar vencendo os próximos jogos para lutar pelo título", comentou o auxiliar.

Ao bater o Vasco por 1 a 0, no último sábado (5), no Rio, o Santos conquistou a sua segunda vitória consecutiva e renovou a sua esperança em busca do sonho de conquistar o título deste Brasileirão. Com os dois resultados - vinha antes de um triunfo por 2 a 0 sobre o CSA -, a equipe terminou a 23ª rodada da competição na terceira posição, com 44 pontos, três atrás do vice-líder Palmeiras, que tropeçou ao empatar por 1 a 1 com o Atlético-MG, no domingo, no Allianz Parque.

E o time palmeirense será o próximo rival dos santistas nesta quarta-feira (9), às 21h30, na Vila Belmiro, no clássico considerado decisivo para as pretensões dos dois clubes no torneio. Em caso de um triunfo, os comandados do técnico Jorge Sampaoli assumirão a vice-liderança, pois ultrapassarão o oponente em número de vitórias, primeiro critério de desempate em caso de igualdade na pontuação.

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Ao projetar o clássico, o zagueiro Luan Peres exibiu confiança em uma série de triunfos nesta luta para voltar a se aproximar do líder Flamengo, que está oito pontos à frente do Santos e abriu cinco de vantagem sobre o Palmeiras. E a evolução defensiva da equipe alvinegra, que não tomou gols nos dois últimos jogos, é outro fator importante que faz o time acreditar em uma arrancada rumo ao topo neste segundo turno do Brasileirão.

"Além de não tomar gols, conquistar duas vitórias é muito importante. A gente vem de resultados bons e esperamos não parar por aqui. Queremos fazer uma sequência muito boa", disse Luan Peres, em declarações reproduzidas pelo site oficial do Santos, que após encarar os palmeirenses terá pela frente o Inter, no domingo, em Porto Alegre.

E ao comentar sobre a eficiência do Santos para se defender, ele lembrou que a missão de neutralizar as jogadas ofensivas adversárias precisa começar a ser desempenhada já lá frente com os atacantes no campo dos rivais.

"O professor Sampaoli cobra muito sobre a parte defensiva, principalmente dos pontas, que vêm para ajudar e são muito importantes na hora da marcação para não sobrecarregar só a linha de quatro. A gente vem fazendo um trabalho muito bem-feito. A defesa, a linha de quatro inteira, os volantes e os pontas. Isso é superimportante. Espero que consigamos ficar assim por um bom tempo", projetou.

Já ao analisar o clássico de quarta-feira, Luan Peres destacou: "Espero um jogo difícil. O Palmeiras tem um bom time, está no segundo lugar no campeonato e todos sabem da força que eles têm. Mas sabem da nossa força também, principalmente na Vila, que é o nosso alçapão". E depois o zagueiro finalizou: "Tenho certeza de que será um grande jogo e de que podemos sair com a vitória".

O Palmeiras empatou com o Atlético-MG por 1 a 1, neste domingo, no Allianz Parque, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro e permitiu que o Flamengo ampliasse para cinco pontos a vantagem na liderança da competição. Com o empate, o time alviverde chegou aos 47 pontos, na segunda colocação. O clube carioca, que venceu a Chapecoense em outro duelo do dia, subiu para 52. Em terceiro aparece o Santos, que derrotou o Vasco no último sábado e soma 44.

Nathan marcou o gol atleticano nos acréscimos do primeiro tempo. Dudu empatou na etapa final. Com o resultado, o Atlético-MG, que vencera apenas uma partida nas últimas nove rodadas, sobe para 31 pontos, na 11ª posição.

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No confronto deste domingo, o Palmeiras não pôde contar com o técnico Mano Menezes na lateral do gramado. O treinador levou o terceiro cartão amarelo e teve de cumprir suspensão automática nas tribunas do estádio.

Na 24ª rodada, o Palmeiras faz o clássico paulista contra o Santos, quarta-feira, na Vila Belmiro. Já o Atlético-MG terá pela frente o Flamengo, quinta-feira, no Maracanã.

Foi o terceiro empate do Palmeiras como mandante neste Brasileirão. Além deste com o Atlético-MG, o time ficou na igualdade com o Vasco (1 a 1) e Bahia (2 a 2). O time também acumulou o seu segundo jogo sem vitória, após uma sequência se cinco seguidas a partir da estreia de Mano Menezes.

O Atlético-MG foi superior no primeiro tempo e mereceu a vantagem parcial. Com uma proposta claramente defensiva (esquema 5-4-1), o time mineiro optou por dar a posse de bola ao Palmeiras, se defender em seu campo e sair nos contra-ataques. E fez os dois fundamentos com eficiência.

Com um sistema defensivo congestionado (três zagueiros, dois laterais e outros dois volantes), o Palmeiras não encontrou espaços na zaga do Atlético. E as melhores chances da etapa inicial foram do time mineiro.

A primeira delas aconteceu aos 9, quando Otero cobrou falta no canto esquerdo e obrigou Weverton a praticar boa defesa. Aos 15, foi a vez de Di Santo, dentro da pequena área, errar a finalização, após cruzamento de Luan. O Palmeiras chegou a balançar as redes aos 25, mas Willian estava em posição de impedimento, rapidamente confirmado pelo VAR.

Antes do intervalo, aos 45, Otero soltou a bomba de fora da área e Weverton fez ótima defesa no ângulo direito. E, nos acréscimos, o Atlético-MG chegou ao gol. Nathan recebeu na entrada da área, passou por dois marcadores e acertou um chute cruzado, rasteiro, acertando o canto direito de Weverton.

No segundo tempo a torcida do Palmeiras perdeu a paciência com o fato de o time não conseguir criar chances de gols e também com os inúmeros erros de passes. E com esses fatores somados à forte retranca atleticana, começou a vaiar o time.

Aos 25, Deyverson, que entrou na vaga do apagado Lucas Limas, chegou a balançar as redes, mas novamente o gol foi anulado em função da posição de impedimento.

E quando a partida caminhava para a vitória atleticana, Dudu empatou o confronto. Aos 37, ele tabelou com Gustavo Scarpa, entrou na área pela esquerda e chutou rasteiro no canto. Foi o décimo gol do atacante nesta temporada.

Após o gol, a torcida do Palmeiras incendiou o Allianz Parque. O time se lançou ao ataque em busca da virada e encurralou o Atlético-MG na sua área, obrigando Cleiton a fazer boas defesas nas finalizações de Bruno Henrique e Vitor Hugo.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 1 x 1 ATLÉTICO-MG

PALMEIRAS - Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Vitor Hugo e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Raphael Veiga), Bruno Henrique e Lucas Lima (Deyverson); Willian, Borja (Gustavo Scarpa) e Dudu. Técnico: Sidnei Lobo (auxiliar)

ATLÉTICO-MG - Cleiton; Guga, Maidana, Leonardo Silva, Igor Rabello e Fábio Santos; Elias, Nathan (José Welison), Luan (Maincon) e Otero; Di Santo (Ricardo Oliveira).

Técnico: Rodrigo Santana.

GOLS - Nathan, aos 47 minutos do primeiro tempo; Dudu, aos 37 do segundo.

ÁRBITRO - Rafael Traci (SC).

CARTÕES AMARELOS - Gustavo Gómez, Luan, Cleiton, Dudu, Di Santo, Leonardo Silva e Deyverson.

PÚBLICO - 32.659 pagantes.

RENDA - R$ 2.052.902,35.

LOCAL - Allianz Parque, em São Paulo (SP).

O Palmeiras enfrenta o Atlético-MG neste domingo, às 16 horas, no Allianz Parque, de olho na liderança do Campeonato Brasileiro. Segundo colocado, o time paulista tem três pontos a menos do que o Flamengo, que joga às 11h contra a Chapecoense. Mesmo se ganhar do Atlético-MG e o Flamengo perder nesta 23ª rodada, o Palmeiras não assumiria a liderança porque ficaria com uma vitória a menos do que o rival carioca.

Para continuar na caça ao líder, o Palmeiras conta com o bom retrospecto como mandante no Campeonato Brasileiro. A última vez que a equipe perdeu em casa pela competição nacional de pontos corridos foi há mais de um ano, em 26 de maio de 2018, quando o Sport venceu por 3 a 2 no estádio do clube.

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São 25 jogos seguidos sem perder em casa pelo Brasileirão, com 22 vitórias e três empates. A última vez que o time paulista ficou invicto por mais partidas como mandante no campeonato aconteceu entre 1985 e 1987, com 27 confrontos.

A última vez que o Palmeiras atuou no Allianz Parque foi em 14 de setembro, quando venceu o Cruzeiro por 1 a 0. Depois, o estádio recebeu shows e a equipe mandou seus jogos no Pacaembu.

Para a partida contra o Atlético-MG, o técnico Mano Menezes está suspenso. Seu auxiliar, Sidnei Lobo, comandará a equipe à beira do campo. A comissão técnica fechou os últimos treinos, na sexta no Allianz Parque e no sábado na Academia de Futebol. O atacante Luiz Adriano é dúvida após ter apresentado desgaste muscular ao longo da semana. No meio, Gustavo Scarpa e Lucas Lima disputam uma posição.

A Fifa anunciou nesta segunda-feira, em Milão, na Itália, a lista dos destaques do ano no futebol e coroou também uma torcedora brasileira. A palmeirense Silvia Grecco recebeu o prêmio de melhor torcedora, batizado de Fifa Fan Award, por ir ao estádio junto com o filho portador de deficiência visual, Nickollas, de 12 anos, e narrar para ele os lances das partidas.

A dupla foi descoberta em setembro do ano passado pela equipe da reportagem da TV Globo durante partida entre Palmeiras e Corinthians no estádio Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro. Silvia se senta no estádio ao lado do filho e busca descrever todas as jogadas para ele. Nickollas, além da deficiência visual, tem também autismo.

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"Estamos representando aqui o nosso time, o Palmeiras, estamos representando aqui todos os torcedores do Brasil, todos os torcedores do mundo, todos aqueles que torcem pelas pessoas com deficiência. O futebol, ele pode transformar a vida das pessoas. É muito amor, muita dedicação", disse Silvia durante o discurso de premiação. Ao fim, ela foi aplaudida de pé.

Silvia venceu a concorrência com a torcida da Holanda, marcada pela animada festa e coreografia durante o Mundial Feminino, na França, e também com o uruguaio Justo Sánchez, que é torcedor do Cerro, mas passou também a ir aos jogos do rival Rampla Juniors em homenagem ao filho falecido. A palmeirense, inclusive, dedicou o prêmio a Justo durante o discurso.

A torcedora mencionou que o prêmio é uma forma de inclusão social para pessoas portadoras de alguma deficiência. "A pessoa com deficiência existe e precisa ser amada, respeitada e incluída", afirmou. Ao discursar, Silvia fez questão de descrever ao filho o quanto o auditório estava lotado de grandes jogadores. Entre os craques estavam na plateia Lionel Messi, Virgil Van Dijk e Alisson.

Nos últimos meses, mãe e filho tiveram a oportunidade de conviver mais com o elenco do Palmeiras. No ano passado, os dois visitaram um treino do time. Já no último mês, os dois ganharam uma homenagem especial durante a festa de aniversário de 105 anos do clube.

O vice-presidente do Fortaleza, Marcello Desidério, afirmou nesta quinta-feira que o clube não vai mais vender ingressos de visitante à torcida do Palmeiras para o jogo do próximo domingo entre as equipes, pelo Campeonato Brasileiro, no Castelão. O dirigente disse em entrevista à rádio Assunção 620 AM e escreveu no Twitter que o clube paulista perde o direito a comprar as entradas por não feito a reserva antecipada da carga de bilhetes.

O clube nordestino ficou descontente com a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de acolher a reclamação do Palmeiras sobre o valor dos ingressos para o setor visitantes. Inicialmente, o preço era de R$ 110, escolhido pelo Fortaleza por ser o mesmo valor cobrado em São Paulo no encontro entre as equipes. Porém, a equipe alviverde teve a reivindicação atendida e o preço foi reduzido para R$ 55.

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Desidério demonstrou estar insatisfeito com a decisão e disse que as vendas para a torcida visitante estão encerradas após o Fortaleza ter vendido 3 mil entradas. "Nós vamos suspender a venda do setor de visitantes. Quem comprou, comprou. Quem não comprou, não compra mais. O Palmeiras tinha até a data de ontem (quarta) para pedir a reserva de 10% da carga ao Fortaleza, mas não o fez. E, ao fazê-lo, deveria ter pago. E também não o fez", disse à emissora.

Irritado com a polêmica, o dirigente criticou a postura do Palmeiras. "O clube que mais maltrata o visitante se chama Associação Esportiva Palmeiras (sic). E teve a cara de pau, desculpe a dureza da palavra, para vir reclamar de tratamento que não oferece para o visitante", comentou. "É algo que deixa a gente indignado e assustado, inclusive com as consequências para o futebol cearense."

Depois da entrevista, Desidério escreveu no Twitter que quem comprou ingresso antes da redução do preço não será reembolsado. "Há restituição de valores de quem comprou seu ingresso setor visitante antes da decisão liminar, que só passou a valer após a intimação do clube", relatou. "O torcedor visitante que não comprou ingresso não terá acesso ao jogo, face ao encerramento das vendas por inércia do clube visitante", completou. Procurado, o Palmeiras não se manifestou.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aceitou nesta quinta-feira o pedido do Palmeiras para reduzir o preço do ingresso da torcida visitante para o jogo do próximo domingo diante do Fortaleza, na Arena Castelão. O clube nordestino havia determinado inicialmente o preço de R$ 110, mas terá agora de reduzir o valor para R$ 50.

A equipe alviverde acionou o órgão por considerar o preço muito caro. O Fortaleza, por outro lado, fixou em R$ 110 por ter sido o valor cobrado pelo Palmeiras para a torcida visitante no primeiro turno, quando os times se enfrentaram no Allianz Parque, em São Paulo. A equipe nordestina entendeu que, por ser o mandante do encontro de domingo, tem autonomia para definir quanto será cobrado.

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Porém, a diretoria do Palmeiras acabou atendida ao se basear em artigos do regulamento geral de competições da CBF e no Estatuto do Torcedor. As duas regulamentações esclarecem que não podem ser cobrados ingressos com valores diferentes para setores equivalentes de um mesmo estádio. Por isso, a solicitação acabou atendida. Os dois clubes já foram notificados da decisão.

A partida no próximo domingo será às 16h e vale pela primeira rodada do segundo turno da competição. O Palmeiras, do técnico Mano Menezes, tentará chegar à quarta vitória consecutiva, mas não vai contar com o atacante Dudu, suspenso por ter levado o terceiro cartão amarelo.

Palmeiras e Fortaleza começaram a travar nos últimos dias uma batalha jurídica sobre o preço dos ingressos para a torcida visitante no jogo entre as equipes neste domingo, na Arena Castelão, em Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro. O time paulista acionou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para reduzir o preço estipulado pelo clube adversário de R$ 110 para as entradas. O objetivo é conseguir um valor idêntico ao cobrado para a torcida mandante, fixado entre R$ 40 e R$ 60.

A tentativa do Palmeiras de questionar o valor incomodou bastante a diretoria do Fortaleza. O vice-presidente do clube, Marcello Desidério, afirmou que a decisão de colocar o preço da torcida visitante em R$ 110 foi para igualar o valor cobrado pelo Palmeiras no primeiro turno, quando recebeu o time nordestino no estádio Allianz Parque, em São Paulo, e estipulou o mesmo preço.

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"O Palmeiras precifica os jogos no Allianz. Na Arena Castelão, em seus jogos, quem precifica é o Fortaleza Esporte Clube", escreveu Desidério. "O Palmeiras se acha no direito de querer fixar os preços dos jogos do Fortaleza na Arena Castelão. Entra no STJD querendo que a Corte obrigue o Fortaleza a vender para a torcida do Palmeiras ingressos no mesmo valor da torcida do Fortaleza, ainda que em setores diferentes", completou.

O Fortaleza promete se esforçar para manter a precificação original de R$ 110. A diretoria se respalda principalmente no regulamento do Brasileirão. O texto prevê que os valores das entradas são de responsabilidade do time mandante no jogo. Até agora foram vendidos para a partida cerca de 9 mil entradas.

Segundo o Palmeiras, artigos do Regulamento Geral de Competições da CBF e do Estatuto do Torcedor vetam que o ingresso do time visitante seja um valor mais alto do que o cobrado para apoiadores do time da casa. A equipe alviverde, dirigida pelo técnico Mano Menezes, tentará em Fortaleza chegar à quarta vitória seguida. O time bateu Goiás, Fluminense e Cruzeiro nos últimos jogos.

Para a partida na Arena Castelão, o Palmeiras não poderá contar com o atacante Dudu, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Pouco mais de 12 horas depois da derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, em jogo atrasado da 16.ª rodada do Campeonato Brasileiro, em uma noite descrita pelo zagueiro e capitão Digão como "vergonhosa", a delegação do Fluminense desembarcou na manhã desta quarta no Rio de Janeiro preocupada com a própria segurança.

Por receio de protestos da torcida, o Fluminense, além de não divulgar o horário do desembarque, reforçou a segurança para a chegada da delegação no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na zona norte do Rio de Janeiro. Cerca de 10 seguranças foram vistos no local, mas não houve a presença de torcedores no saguão.

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Com a derrota, o Fluminense segue na zona de rebaixamento do Brasileiro. É o 17.º colocado com 15 pontos, três a menos que o Cruzeiro, o 16.º e primeiro fora da degola. O clube tricolor encerra o primeiro turno do Brasileirão neste domingo contra o Corinthians, em jogo levado para o estádio Mané Garrincha, em Brasília, após a venda de mando de campo.

Como o elenco recebeu folga geral nesta quarta-feira, alguns jogadores ficaram em São Paulo. Os atletas terão de se reapresentar para o treinamento desta quinta-feira, marcado para começar às 10 horas, no CT Pedro Antônio, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Para enfrentar o Corinthians, o técnico Oswaldo de Oliveira terá desfalques. Por conta do terceiro cartão amarelo recebido contra o Palmeiras, o volante Airton e o atacante Wellington Nem não poderão jogar em Brasília. Se Allan tiver condições de jogo - sente dores no pé - deverá voltar ao time titular no meio de campo - caso contrário, Yuri joga. Na frente, a tendência é que Marcos Paulo seja escalado.

O técnico Mano Menezes deixou o campo satisfeito com o desempenho do Palmeiras no primeiro jogo diante de seus torcedores após a eliminação na Copa Libertadores. O treinador, no entanto, evitou fazer muitos elogios. Ele destacou apenas que a equipe soube aproveitar as oportunidades na vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, conquistada na noite de terça-feira, no Allianz Parque, e está firme na briga pelo título do Campeonato Brasileiro.

"Penso que iniciamos bem o jogo, era importante iniciar bem. Estávamos voltando para casa depois de uma eliminação. Precisávamos transmitir uma tranquilidade. Fizemos o gol, criamos mais umas três oportunidades. Depois tivemos uma queda de produção, errando a bola na frente e a transição", comentou o comandante, que havia estreado à frente da equipe no último sábado, quando obteve um triunfo por 2 a 1 sobre o Goiás, em Goiânia.

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"O Fluminense é um time difícil de enfrentar porque tem muita posse. Isso fez a gente baixar um pouco no campo, que não era a ideia. Retomamos a bola, mas ficamos sem saída. Segundo tempo corrigimos isso. Começaram a aparecer mais espaços na medida em que o Fluminense arriscou. Aí em duas ótimas jogadas fizemos os gols. Construímos uma boa vitória, importante. Um jogo isolado que nos aproxima do Santos e Flamengo. Saímos satisfeitos", prosseguiu.

O treinador evitou também analisar a atuação de Luiz Adriano, que fez três gols na partida. Para ele, foi importante o time ter criado chances ofensivas. "Falar de um centroavante que fez três gols no jogo é chover no molhado. É importante para ele fazer. A bola chegou. A equipe precisa oferecer. Hoje e contra o Goiás as bolas chegaram. Jogadas bem construídas. São jogadores de alto nível, se a bola chegar nessa condição eles vão fazer. Na medida em que fizermos isso com qualidade, todos eles, quando estiverem fazendo a função, vão marcar", analisou.

A vitória serviu para o Palmeiras fazer as pazes com seus torcedores e também levou a equipe aos 36 pontos - agora está a apenas três do líder Flamengo. A expectativa agora é encurtar ainda mais essa distância no final de semana, na rodada que marcará o fim do primeiro turno. O time alviverde receberá o Cruzeiro no sábado, às 19h. Um pouco mais cedo, às 17h, o Flamengo enfrentará o Santos, vice-líder, no Maracanã.

O novo técnico do Palmeiras, Mano Menezes, foi apresentado nesta quinta-feira no clube com o discurso de futebol ofensivo e de luta contra a rejeição da torcida. Com contrato até dezembro de 2021, o substituto de Luiz Felipe Scolari vai estrear neste sábado contra o Goiás, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, pelo Campeonato Brasileiro. Na primeira entrevista coletiva no cargo, o treinador minimizou a rejeição da torcida pela contratação e prometeu achar um "maneira legal" para atuar.

O agora comandante do Palmeiras chega ao clube em um momento de muita pressão, com protestos da torcida contra o diretor de futebol Alexandre Mattos e o time sem vencer há sete rodadas. Mano Menezes foi apresentado pelo presidente do clube, Mauricio Galiotte, além da presença do próprio Mattos e dos donos da Crefisa, Leila Pereira e José Roberto Lamacchia.

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Confira a entrevista concedida pelo treinador:

RECADO

"Antes de abrir para perguntas, queria dizer ao torcedor do Palmeiras sobre a minha honra de estar aqui para iniciar um trabalho à frente do Palmeiras. Uma carreira como a minha, de 20 e poucos anos, é feita de capítulos importantíssimos. Espero estar iniciando mais um capítulo vencedor dessa carreira que construo há bastante tempo, com muita dedicação, entrega, respeito ao futebol, pelo qual tanto eu quanto o torcedor do Palmeiras tem como uma paixão de nossas vidas".

CHEGADA AO PALMEIRAS

"O Palmeiras, dos últimos Campeonatos Brasileiros, ganhou dois e ficou em segundo em um. Não pode deixar que se destrua isso do dia para a noite porque não é assim que as coisas funcionam. Quem já passou por isso traz consigo a experiência de saber como se comportar nessa hora porque o Palmeiras tem condição de disputar o título brasileiro. Pode se dedicar e vai se dedicar na sua totalidade para disputar o título. As próximas rodadas serão determinantes para isso. É o momento em que se decide para que lado vai. Parou de pontuar na proporção que vinha fazendo, que era extraordinária antes da Copa América, mas tem capacidade, clube, estrutura, camisa, torcida. Estamos assumindo o comando técnico com essa convicção".

MOMENTO TENSO NO CLUBE

"Quando recebi o convite, na segunda-feira à noite, certamente levei em consideração todos os aspectos. Você não vive numa bolha, o futebol não vive numa bolha, mas nós não podemos fazer aquilo que não é da nossa alçada fazer. Só podemos modificar essa situação de dentro para fora, dentro do campo. Não precisamos fazer milagre nenhum porque as condições todas a que me referi anteriormente são propícias para entregar aquilo que o torcedor quer. O objetivo do torcedor é o mesmo que o nosso. Vamos trabalhar para isso, vamos fazer nossa parte. O Palmeiras é muito maior do que todas essas questões segmentadas. Da mesma maneira que não é unanimidade num segmento, você encontra pessoas nas ruas, e eu encontrei muitas, que sentem confiança no trabalho que vai se iniciar, na retomada. Enxergam num profissional como eu essa possibilidade".

IDENTIFICAÇÃO COM O CORINTHIANS

"Eu gostaria de lembrar as pessoas que estamos em 2019. Certas discussões e questões fazem parte do passado. O mundo está mais globalizado um pouquinho. Muitos profissionais já fizeram esse caminho e eu quero fazer o caminho de quem veio ao Palmeiras com sucesso. Eu procuro respeitar a filosofia de cada clube. O mesmo técnico durante a trajetória muda de estilo várias vezes. Se você olhar para trás, vai encontrar que dirigi a seleção brasileira e meus volantes eram Ramires e Paulinho. Vamos construir um trabalho juntos no Palmeiras. O clube tem elenco com características de jogadores definidos para você poder armar uma maneira legal de jogar. Eu procuro estudar muito o clube que assumo. Mesmo na história do Palmeiras, nas Academias, lá atrás, tiveram características diferentes. A primeira pelo Filpo (Nuñes) e a segunda pelo Osvaldo Brandão".

ESTILO PARECIDO AO DE FELIPÃO

"Seria bem fácil para mim dizer que jogo diferente. Seria um desrespeito. Ele escolheu uma forma de jogar, que vinha dando certo até a Copa América, os resultados eram bons. Mas o futebol é inesperado. Vocês vão ver logo a maneira como a equipe vai jogar. Logo após fazer a escolha, você apresenta evoluções".

REJEIÇÃO DA TORCIDA

"Eu sempre penso que o trabalho é mais importante do que tudo. Você não tem garantia nenhuma no futebol. A gente criou que quem faz mais investimento vai ser campeão. Mas não temos. O Palmeiras deve estar entre os primeiros, sempre sendo protagonista. Essa é a exigência que uma estrutura como nossa produz em quem assume o Palmeiras. Também não temos garantia sobre um técnico que chega com unanimidade grande. Se der resultado, o treinador será o primeiro a reconhecer, assim como se não der certo".

PARALELO COM A SAÍDA DO CRUZEIRO

"Não consigo porque não sei a realidade do ambiente do Palmeiras. Cada clube tem sua peculiaridade. O importante é conhecer sua nova casa, e aí em um curto prazo tentar encaixar situações para tentar retomada. Mas não dá para traçar paralelo de um lugar que conheceu para um lugar em que é agora a Academia de Futebol do Palmeiras".

ELENCO PODEROSO TE ATRAIU?

"Quando saí do Cruzeiro, minha ideia era não dirigir clube algum até o fim do ano. Mas tem situações que são especiais. E essa situação com o Palmeiras é especial. Nós já havíamos manifestado a intenção de realizar esse trabalho dois anos atrás, mas or questões de escolha, de entendimento, de carreira, de continuidade no Cruzeiro, entendi que deveria dar continuidade lá. Já existia convicção de que uma dia iríamos trabalhar juntos. Entendi que o momento é esse. Entendo que aqui, com a estrutura que temos, com a capacidade que temos, se abre a possibilidade de um novo ciclo para continuar vencendo. Porque o Palmeiras é o maior vencedor do Brasil de todos os tempos".

PALMEIRAS SERÁ MAIS OFENSIVO

"Vai jogar mais. Eu pedi a camisa 9 na apresentação para os jogadores não ficarem mais preocupados com concorrência. Acredito muito nos jogadores que dirijo, a gente analisa bem, construímos equipes. Temos jogadores para todas as posições, temos um nível alto".

CRITICADO ANTES DA ESTREIA

"São novos tempos. Antigamente a gente deixava ao menos trabalhar para depois avaliar. Eu entendo que deva ser o caminho da retomada. O torcedor tem o direito de se manifestar. Vamos trabalhar para ele ser feliz e ter orgulho do time. No Cruzeiro estava há três anos e dois meses. Agora você tem tudo para falar aos jogadores, tem um caminho para construir com as suas ideias, que precisa ser clara".

UTILIZAÇÃO DA BASE

"Conheço o Wesley Carvalho (técnico da base do Palmeiras) desde 2000, quando nos enfrentamos em torneio sub-17. Ficamos amigos. É um grande profissional e certamente o entendimento que temos vai melhorar essa relação entre o trabalho do profissional e da base. O que eu penso sobre aproveitamento de jogadores da base e sempre que o fiz, desde o Grêmio, você precisa abrir espaço para o aproveitamento de jogadores no grupo principal. Subir jogadores e colocar aí é fácil. Mas se você jogadores renomados, contratados, com carreira segurança, é mais difícil você usar um jogador da base, porque ele não tão seguro e pode oscilar mais. E ninguém quer ter oscilação em jogo decisivo. É preciso ter paciência. Vamos olhar para jovens como Angulo e Esteves. Domingo passado um menino da base do Cruzeiro, o Maurício, fez um gol e teve o comentário de que ele estava lá há 60 dias e não era usado. Mas da base para o profissional há uma certa defasagem. Tem que fazer com cuidado, mas acima de tudo com critério de composição de elenco, para que o jogador se sinta comprometido e útil".

ADVERSÁRIOS FRÁGEIS NA SEQUÊNCIA

"No Campeonato Brasileiro todo mundo pode ganhar de todo mundo. Sempre cito um exemplo relativamente recente. O América-MG estava rebaixado e os quatro líderes do campeonato foram jogar em Minas Gerais depois dele estar rebaixado e todos perderam. Se você tem mais qualidade, tem que ganhar, isso faz a diferença na tabela de classificação, mas não porque serão mais fáceis ou não, mas porque temos que voltar a ganhar jogos como esse, porque esse aproveitamento é que faz a diferença".

PREPARAÇÃO PARA SÁBADO

"Vou dirigir a equipe, sim. Vou estar no banco, acompanhado dos profissionais que estiveram aqui durante a semana, por uma questão de coerência. A partir de hoje a gente começa a direcionar a formação da equipe".

PRIMEIRA META NO TRABALHO

"Solidez defensiva não quer dizer time reativo, quer dizer que o adversário tem dificuldade para entrar na sua defesa. Temos jogadores com capacidade para propor mais o jogo. Às vezes isso não se consegue de um jogo para o outro. Vamos fazer isso de forma segura. Preciso fazer esse caminho com calma, de maneira segura. Às vezes você quer fazer com muita pressa, e aí acontece o retrocesso, o jogador fica no meio do caminho. Mas eu não acho que o time tenha jogado jogos ruins. O time não teve resultado, caiu a proporção do resultado. Acho importante a ambição dos jogadores com relação ao que se quer construir. A partir da maneira que trabalhamos a partir da mesma ideia, o comprometimento vai ser maior".

SAUDADES DA RELAÇÃO COM A IMPRENSA

"Vamos ter uma boa relação, sim. Sou otimista (risos). A relação entre técnico e imprensa passa por bons e maus momentos. Isso passa pelo que acontece dentro do campo. Claro que tem a ver com o que acontece dentro de campo. Os resultados te deixam mais light, te deixam um pouco mais aberto, menos receoso de tudo. Não tenho hábito de enxergar muitos inimigos. Convivo bem com opinião contrária, concordo, discordo, porque tenho as minhas. Convivo bem, sei esquecer algumas coisas para não me deixar na defensiva. Não costumo enxergar inimigos onde não tem. Não acho que a imprensa seja meu maior adversário. Não vou proibir entrevistas exclusivas, porque esse não é o meu trabalho. Temos uma equipe para isso".

DESAFIO OU OPORTUNIDADE

"É uma grande oportunidade. Elas aparecem e você decide se as quer ou não. Rezar, todo mundo reza. Mas não basta. Depois que decidi vir aqui, preciso saber o que significa essa responsabilidade. Não basta só aceitar. A grande diferença é a maneira como você constrói e se dedica. A maneira como você se defende dentro do campo é o que faz diferença".

Ex-jogador do Palmeiras, o chileno Valdivia, ídolo de alguns, vilão para outros, fez uma publicação em português no seu twitter que chamou atenção dos palmeirenses. Alguns torcedores acreditam que a alfinetada foi direcionada para Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras.

“Ganhar dinheiro na venda ou compra dos jogadores é muito fácil, quer saber como? Pergunta pro gordo safado. Tá aí mamando na teta de quem sabe que tem que mamar, aparecer só para levantar a taça é muito fácil. Mentiroso gordo safado”, muitos torcedores acreditam que a fala foi direcionada ao diretor de futebol, Alexandre Mattos.

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Vários torcedores palmeirenses comentaram a publicação. Alguns pediam “Volta mago”, como era chamado carinhosamente pela torcida alviverde. Já outros rebateram: “Você mamou 5 anos sem jogar, ele pelo menos montou elencos campeões (15,16 e 18), eu te idolatrava... Tinha mascotes com seu nome de tanto carinho, mas isso acabou e espero você bem longe daqui!!!”, afirmou um torcedor.

O fato é, a pressão em cima de Alexandre tem sido grande e a chegada de Mano Menezes, novo treinador, não aliviou a pressão. Na manhã desta quarta-feira (4) os muros da Academia de Futebol amanheceram pichadas com pedido de “Fora Mattos”.

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Autor do gol da vitória por 1 a 0 contra o Atlético-MG, domingo, na Arena Corinthians, o atacante Gustavo não escondeu certa satisfação com o momento ruim do arquirrival Palmeiras, que não vence há sete partidas no Campeonato Brasileiro e trocou o técnico Luiz Felipe Scolari por Mano Menezes, anunciado nesta terça-feira.

"A gente fica até alegre um pouco com o que vem acontecendo com o Palmeiras, mas a gente tem que focar no nosso trabalho, esquecer deles e deixar para o nosso torcedor ficar brincando e zoando com eles. Vi só o jogo da Libertadores (desclassificação contra o Grêmio)", disse o atacante, no CT Joaquim Grava.

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Para Gustavo, o time está pronto para brigar pela ponta do torneio depois de conseguir uma sequência de invencibilidade após a Copa América. "Tem muitos jogos ainda para acontecer, sem dúvida alguma a gente vai brigar pelos dois títulos. A gente sabe da nossa qualidade, sabemos o quanto a gente vem crescendo depois da parada, não vamos abrir mão do Brasileirão", afirmou o artilheiro do Corinthians em 2019, com 11 gols.

O Corinthians é o terceiro colocado no Campeonato Brasileiro, cinco pontos atrás dos líderes Flamengo e Santos. Apesar da diferença na tabela, o atacante avalia que os três times estão no mesmo nível. "É só pegar nossos números nos jogos, o quanto a gente tem finalizado e buscado o gol, a gente não só se defende. A gente joga para frente também."

Depois de um grande início de temporada, o atacante vem tentando recuperar seu espaço. Hoje, ele é o reserva enquanto Vagner Love e Mauro Boselli estão se alternando como titulares. "A gente fica muito chateado de não estar ali dentro ajudando, mas sigo com respeito. Trabalho na semana muito forte para buscar minutos, oportunidades, o professor vem me dando e pude corresponder no último jogo", disse Gustavo, que elogiou o argentino. "Ele tem um poder de finalização e controle de bola melhor que o meu e do Love", disse Gustavo.

Nesse contexto, o gol que marcou aos 43 minutos do segundo tempo na vitória sobre o Atlético serviu para encerrar um longo jejum - ele não marcava desde maio - e resgatar sua autoestima. O centroavante aproveitou belo passe de Mateus Vital após saída errada do goleiro Cleiton e bateu de esquerda para fazer a festa da torcida que comemorava também os 109 anos do clube.

"Não pensei em sair, estava um pouco triste, mas esse gol elevou minha autoestima. Love falava para eu não ficar assim, para seguir trabalhando, e eu segui e sabia que a oportunidade ia aparecer para eu provar meu valor aqui dentro.

A troca de Luiz Felipe Scolari por Mano Menezes segue uma tendência de instabilidade no comando do Palmeiras. Nos últimos dez anos, o clube chega aos 16 treinadores diferentes e quatro interinos. Nem mesmo nomes consagrados no futebol brasileiro como Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho conseguiram dar continuidade em seus trabalhos. Apenas em duas temporadas neste período um mesmo profissional iniciou e terminou um ano completo no clube: o próprio Felipão, em 2011, e Gilson Kleina, em 2013.

Há dez anos, Vanderlei Luxemburgo começou a temporada 2009 ainda prestigiado pelo título de campeão paulista de 2008. Ele deixou o comando da equipe após barrar o atacante Keirrison, que estava em negociação com o Barcelona. A atitude foi vista pela diretoria como uma quebra de hierarquia. Para seu lugar, Jorginho Cantinflas assumiu de forma interina e acabou colocando o Palmeiras na liderança do Brasileirão. Mas uma "oportunidade de mercado apareceu" e Muricy Ramalho foi contratado.

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A escolha acabou não surtindo o resultado esperado e nem a vaga na Libertadores veio naquele ano. No começo o tricampeão brasileiro pelo São Paulo (2006, 2007 e 2008) acabou caindo e um dos anos mais confusos no clube em relação aos técnicos começava.

Antônio Carlos Zago e Jorge Parraga tiveram curtas passagens até Felipão acertar seu primeiro retorno ao time. De sua contratação até a queda, em 2012, foram vários altos e baixos. O ápice foi o título da Copa do Brasil de 2012, no entanto, a equipe acabou tento um desempenho muito abaixo no Brasileirão. Narciso ainda comandou o time o time por um jogo antes de Gilson Kleina ser contratado, mas a queda para a segunda divisão foi inevitável.

Responsável por recolocar o Palmeiras na elite, Kleina foi demitido em maio de 2014. Alberto Valentim ficou no posto de forma interina até o anúncio de Ricardo Gareca. O argentino, campeão nacional em seu país com o Vélez em três oportunidades, durou apenas 13 partidas. Dorival Júnior terminou como o técnico naquele ano.

ERA ALEXANDRE MATTOS - A chegada do diretor de futebol Alexandre Mattos marcou um momento de grandes investimentos em contratações e também de rotatividade no comando técnico. Oswaldo de Oliveira foi o escolhido para iniciar essa nova fase vitoriosa do Palmeiras, mas foi trocado rapidamente por Marcelo Oliveira. Bicampeão com o Cruzeiro ao lado do dirigente, o mineiro conseguiu faturar o título da Copa do Brasil em 2015. Mesmo assim, uma forte pressão por resultados derrubou o técnico em 2016.

Na sequência, Cuca chega para conduzir o time alviverde ao título do Campeonato Brasileiro. No fim campanha, de forma surpreendente, o treinador dá um tempo na carreira por questões pessoais.

Pensando em renovação, uma oportunidade foi dada para Eduardo Baptista, que vinha de bom trabalho no Sport. Mas 23 jogos depois, ele acabou caindo e Cuca retornou. Apesar da grande expectativa, o campeão brasileiro não conseguiu repetir a trajetória de sucesso e acabou caindo.

Assim como aconteceu na última passagem de Felipão, os questionamentos por um bom futebol fizeram o clube a apostar em um treinador com proposta mais ofensiva. Foi com esse intuito que Roger Machado chegou no começo de 2018. Mas a derrota para o Corinthians na final do Campeonato Paulista e o começo ruim no Brasileirão acabaram resultando em sua demissão. Na época, Alexandre Mattos fez questão de dizer que o treinador não iria sair.

"Temos confiança total no trabalho, os números são bons. Obviamente queríamos ser campeões paulistas, infelizmente não fomos. Queríamos estar melhor no Campeonato Brasileiro, talvez com três ou quatro pontos a mais. Agora tem que correr atrás, temos que fazer passagem de tabela superior", afirmou o dirigente para a Fox Sports.

Sua saída deu início à terceira passagem de Felipão ao clube. Campeão brasileiro em 2018, o veterano perdeu prestígio no clube principalmente pela queda de rendimento após a Copa América. Eliminado da Copa do Brasil e da Copa Libertadores, ele deu lugar a Mano Menezes.

Confira a lista de técnicos do Palmeiras nos últimos 10 anos:

2009 - Vanderlei Luxemburgo

2009 - Jorginho - interino

2009/2010 - Muricy Ramalho

2010 - Antônio Carlos Zago

2010 - Parraga

2010/2012 - Luiz Felipe Scolari

2012 - Murtosa - interino

2012 - Narciso - interino

2012/2014 - Gilson Kleina

2014 - Alberto Valentim - interino

2014 - Ricardo Gareca

2014 - Alberto Valentim - interino

2014 - Dorival Júnior

2015 - Oswaldo de Oliveira

2015 - Alberto Valentim - interino

2015/2016 - Marcelo Oliveira

2016 - Alberto Valentim - interino

2016 - Cuca

2017 - Eduardo Baptista

2017 - Cuca

2017 - Alberto Valentim - interino

2018 - Roger Machado

2018 - Luiz Felipe Scolari

2019 - Mano Menezes

O presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Palmeiras, Seraphim Del Grande, criticou nesta segunda-feira a decisão do presidente do clube, Mauricio Galiotte, de demitir o técnico Luiz Felipe Scolari e abrir negociação com Mano Menezes. Em áudio gravado pelo aplicativo WhatsApp e recebido pelo Estado, o dirigente pede a saída do diretor de futebol Alexandre Mattos e avalia que a troca no comando da equipe pode prejudicar politicamente a atual gestão.

"Sem dúvida, se vier o Mano Menezes, seria o caos para nós. Eu espero que o Mauricio (presidente) não faça essa burrice, que se fizer a burrice é o enterro do resto do mandato dele", disse Del Grande no áudio, antes de o Palmeiras anunciar oficialmente a contratação de Mano nesta terça-feira. "Eu acho que nem era o momento de mandar o Felipão embora, devia mandar o Alexandre Mattos embora, e não ele. Ele deveria continuar mais uns dois meses para ver como ia o time. Mas infelizmente o problema do Palmeiras é o Alexandre Mattos", comentou em outro trecho da gravação.

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Questionado pelo Estado nesta terça-feira, Del Grande confirmou a veracidade do áudio. "Eu tenho minha opinião. Não tenho nada a esconder", disse Del Grande por telefone à reportagem. Na opinião do presidente do Conselho Deliberativo, a opção de trazer Mano Menezes não é benéfica, pois o treinador não desfruta de prestígio no clube. "O Palmeiras está precisando agora de tranquilidade. A vinda do Mano, pela repercussão que tem, vai manter a pressão em cima do clube. Do que o Palmeiras menos precisa agora é de pressão", comentou.

Del Grande é um aliado político importante na gestão de Galiotte. O presidente do Conselho Deliberativo esteve ao lado do mandatário do clube em pautas importantes, como uma do ano passado, na articulação para conseguir a mudança no estatuto para alterar o tempo de gestão do presidente de dois para três anos. Del Grande se reelegeu em março deste ano para a presidência do CD, inclusive com apoio do próprio Galiotte. Ele tem voz ativa e é respeitado o clube.

Nas redes sociais, a torcida palmeirense demonstrou reprovação na noite de segunda-feira à informação das conversas iniciais entre o clube e Mano Menezes. A campanha contrária ganhou força nas redes sociais. Segundo Del Grande, nos bastidores do Palmeiras também há resistência à escolha. "Eu não estou levando em consideração o trabalho dele, mas sim vir a pressão e continuar com um clima bélico no Palmeiras. Já há muita rejeição sobre ele no clube", disse.

Mano Menezes é o novo técnico do Palmeiras. O treinador gaúcho de 57 anos aceitou a proposta do clube e será o substituto de Luiz Felipe Scolari no comando da equipe. O acerto já é oficial e o contrato será até o fim de 2021. O novo comandante assumirá o cargo nos próximos dias com a missão de fazer o reagir no Campeonato Brasileiro após sete rodadas consecutivas sem vitória. A estreia dele está marcada para sábado, contra o Goiás, no Serra Dourada, em Goiânia.

A diretoria agiu rápido para buscar negociar com Mano Menezes. Poucas horas depois de demitir Felipão na noite de segunda-feira, o Palmeiras abriu negociação com o substituto. O novo treinador palmeirense estava sem clube desde o começo de agosto, quando deixou o Cruzeiro e encerrou uma passagem de três anos. Pela equipe mineira, foi duas vezes campeão da Copa do Brasil.

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Fora o desafio de reerguer o Palmeiras, Mano terá de vencer também a desconfiança da torcida. Identificado com o rival, o Corinthians, onde teve duas passagens, o técnico vai trabalhar agora no maior rival do clube alvinegro. Mano também teve trabalhos em clubes do interior gaúcho, assim como no Grêmio, Flamengo e no Shandong Luneng, da China.

Curiosamente, a mudança de comando no Palmeiras repete o cenário de anos atrás na seleção brasileira. No fim de 2012, Mano deixou o comando da equipe após duas temporadas e foi substituído exatamente por Felipão. Desta vez, agora na equipe alviverde, o processo se inverte e é o treinador campeão da Copa de 2002 quem deixa o cargo para a chegada do colega.

"Será uma honra dirigir a Sociedade Esportiva Palmeiras. Minha trajetória vem ao encontro do que pensa o clube e sua imensa torcida. O respeito construído como adversário agora nos torna parceiros. Estilo de jogo se constrói com um grupo de jogadores qualificados e isso certamente temos. As conquistas serão resultado do somatório dessas forças. Os adversários devem ser os outros. Para seguir conquistando vamos em frente. Que assim seja", afirmou Mano ao site oficial do clube.

O técnico deve desembarcar em São Paulo nos próximos dias para assinar o vínculo e comandar o time. Além de Mano, passam a fazer parte da comissão técnica o auxiliar Sidnei Lobo e o preparador físico Eduardo Silva (o Dudu). O clube ainda não confirmou a data da apresentação oficial do novo treinador.

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