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Empresas que usam o G Suite, a plataforma de aplicativos de produtividade da Google, agora vão poder fazer seus pagamentos em reais (via cartão de crédito), além de utilizar o boleto bancário. A novidade será aplicável para as versões Basic, Business, Enterprise e, também, para G Suite Lite.  Dessa forma, o valor do serviço não fica sujeito à taxa de variação cambial e os usuários sabe o valor exato que vão pagar no momento que contrata o serviço.

O preço já vem com todos os impostos inclusos sobre o valor das assinaturas. Com a mudança outras atualizações no processo de negócio também serão feitas. As cobranças de débitos futuros em dólares serão canceladas, o pagamento via Boleto Bancário poderá ser feito manualmente no G Suite ou em fatura mensal.

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No entanto, quem optar por pagar em reais não poderá voltar a pagar em dólares. Para quem pretende adquirir o serviço haverá a opção de selecionar tanto a moeda brasileira quanto a norte-americana para os pagamentos. A alteração da assinatura só será realizada via cartão de crédito, mas após inserir os dados do cartão o usuário poderá selecionar o pagamento com boleto bancário.

O dólar emendou o terceiro pregão seguido de alta na sessão desta sexta-feira, 17, e encerrou a semana com valorização de 3,93%, maior variação semanal desde o fim de agosto de 2018. Mais uma vez, a onda de fortalecimento global da moeda americana, em meio à disputa comercial sino-americana, foi amplificada no mercado local pelas tensões no campo político. Em alta desde o início dos negócios, a moeda americana superou R$ 4,10 e correu até máxima de R$ 4,1127 no meio da tarde com um movimento de busca por proteção e zeragem de posições vendidas em dólar. Com um leve alívio na reta final dos negócios, o dólar fechou em alta de 1,60%, a R$ 4,1002 - maior valor de fechamento desde 19 de setembro do ano passado (R$ 4,1308).

Operadores não citaram um fato específico para a nova rodada de depreciação do real. Nas mesas de operações, fala-se em uma mudança de expectativas em relação ao governo de Jair Bolsonaro. Entre os fatores que preocupam estão a postura belicosa do presidente em relação ao Congresso, a magnitude dos protestos de rua e o risco de que as investigações sobre os negócios do senador Flávio Bolsonaro respingue no presidente jogam dúvidas sobre a governabilidade.

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Além disso, a safra de indicadores econômicos fracos em meio à tramitação tortuosa da reforma da Previdência deprimiram as expectativas dos agentes. Segundo operadores, o voto de confiança ao governo foi substituído pela descrença, o que leva a um ajuste dos preços dos ativos.

"Quando as expectativas mudam, os preços mudam. O dólar ter ido rapidamente a R$ 4,10 mostra que houve uma deterioração muito grande da confiança", diz Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, que vê movimentos técnicos e uma zeragem de posições vendidas como propulsor da arrancada súbita da moeda americana.

Em meio ao aumento da temperatura política, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou passar uma mensagem de otimismo. Em evento no Rio, Guedes disse que confia na liderança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para aprovar a reforma da Previdência. O ministro voltou a defender o regime de capitalização e a meta de economia de pelo menos R$ 1 trilhão em dez anos. Para Guedes, se a reforma for aprovada nos próximos dois meses, a "expectativa de crescimento" será outra. Diferentemente do observado nos últimos meses, desta vez as palavras de Guedes não conseguiram animar os investidores.

Maia, por sua vez, reiterou seu compromisso com a reforma da Previdência, mas alertou que é preciso "pensar alguma políticas de curto prazo" para estimular a economia.

No exterior, as tensões comerciais entre China e Estados Unidos aumentam a aversão ao risco e contribuem para o fortalecimento global do dólar. O índice DXY - que mede a variação da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes - avançou 0,17%. O dólar também avançou em relação a moedas emergentes, mas em magnitude bem menor do que na comparação com o real.

A State University of New York (SUNY), em parceria com a escola de negócios IBS Americas está oferecendo bolsas de estudo de 50% para os programas voltados pro mundo do negócio. Os cursos têm duração de 3 semanas e terão início em janeiro ou julho de 2020. 

Para participar, o candidato precisa ter inglês intermediário/avançado e estar formado ou cursando a partir do 5º período nas áreas de Finanças, Marketing, Pensamento Estratégico e Gestão de Projetos

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O curso será realizado nos campus Albany e New Paltz da universidade, em Nova York. Inscrições devem ser efetuadas até 30 de abril, no site

 

A Japan Tobacco International (JTI) está com inscrições abertas para o programa de estágio global “Make it Bright” para estudantes universitários de qualquer área, com no mínimo 18 anos e fluência em inglês. O programa de estágio tem duração de 6 meses, sendo 2 meses na própria sede da JTI, em Genebra, na Suiça, 2 meses em um dos 400 escritórios da empresa e 2 meses atuando em uma das comunidades onde a JTI opera. É necessário que os estudantes estejam nos últimos 2 anos da graduação. 

Para participar, os estudantes devem formar duplas e responder a um desafio de negócio. As 10 melhores ideias do Brasil serão selecionadas para serem desenvolvidas e apresentadas a um júri local que vai escolher uma dupla para representar o país na segunda fase, em Genebra. A proposta é que essas ideias sejam futuramente implementadas na empresa.  

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No total, serão 25 duplas de todo o mundo que irão ter seus projetos avaliados, para por fim, 5 duplas serem classificadas para a final.  

O objetivo do programa é aproximar a geração “Z” para o mercado de trabalho. Para a empresa, a geração "Z" tem uma visão diferenciada sobre plano de carreira. A JTI também pretende transformá-los em futuros colaboradores ou gestores. 

As inscrições seguem abertas até 23 de maio através do site do programa.

A Japan Tobacco International 

É uma empresa líder do setor de tabaco, que distribui seus produtos em 130 países. Em 2018, inaugurou no Brasil a sua primeira fábrica de cigarros da América do Sul, com um investimento de mais de R$ 80 milhões em Santa Cruz do Sul (RS).  

*Com informações da assessoria de imprensa

O programa MBA Internacional 2019 oferecido pela Marshall School of Business da University of Southern California (USC) está disponibilizando três bolsas de estudo para alunos brasileiros. O International Business Education and Research MBA é considerado como um dos 10 melhores programas voltados para a área de negócios dos EUA e direcionado a profissionais com pelo menos 6 anos experiência que já podem ser preparados para assumir cargos globais. 

As bolsas são no valor de US$ 5 mil (cerca de R$ 20 mil), podendo chegar a US$ 50 mil (cerca de R$ 190 mil). A instituição americana também oferece auxílio-moradia até US$ 15 mil para quem vai viajar com filhos.  No total, o valor da bolsa pode chegar até  US$ 65 mil. 

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O programa seleciona pessoas com boa experiência profissional, sendo avaliadas a formação acadêmica, performance em testes de proficiência (GMAT ou GRE, além do TOEFL ou IELTS), cartas de recomendação e de motivação. O candidato precisa ter diploma de bacharel antes do início do programa.  

As inscrições seguem abertas até 15 de maio, mas para garantir as bolsas o candidato precisa se inscrever com antecedência. Os currículos devem ser enviados em inglês para Ibearmba@marshall.usc.edu

A USC Marshall School of Business é uma escola especializada na área de negócios que faz parte University of Southern California. A escola é focada em empreendedorismo e inovação que qualifica pessoas para lidar com os desafios do mundo dos negócios. Além do MBA, a Marshall School of Business possui outros programas como: Full-Time MBA, o Part-Time MBA.PM, o Executive MBA, o Online MBA e o Global EMBA, que inclui aulas em Shangai, na China

O MBA forma todos os anos cerca de 1,5 mil alunos que atuam em cargos de liderança em 60 países. A duração do curso é de 1 ano. 

Para conferir mais detalhes sobre o programa os candidatos podem acessar o endereço eletrônico

 

O mercado acionário brasileiro teve uma quarta-feira, 10, morna, com liquidez reduzida e poucas oscilações do Índice Bovespa. Embora o noticiário tivesse sido relativamente movimentado, não houve fato que, sozinho, se tornasse referência para os negócios. Assim, o Ibovespa teve alta pela manhã, mas perdeu fôlego e oscilou em leve baixa ao longo do dia. Ao final do pregão, marcou 95.953,45 pontos, com recuo de 0,35%. Os negócios somaram R$ 14,2 bilhões.

Entre os destaques do dia estiveram os discursos do ministro Paulo Guedes (Economia) e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que participaram de evento da XP Investimentos em Nova York. Os discursos foram considerados positivos no mercado, com a ressalva de que não chegaram a trazer grandes novidades.

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Entre os principais pontos do discurso de Guedes esteve a previsão de que a meta de arrecadação com privatizações neste ano deve ser superada em 20% a 40%, com perspectiva de arrecadação de US$ 20 bilhões. "O ministro da Economia sabe que precisamos ir em outra direção, como Previdência e privatizações", disse Guedes. Ele também afirmou que a Caixa poderá fazer duas ou três ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) ainda neste ano. "Presidentes de bancos públicos sabem que precisam desalavancar e retornar recursos ao Tesouro", afirmou.

Os discursos otimistas da equipe econômica acabaram por favorecer ações do "kit privatização". Banco do Brasil ON fechou em alta de 0,74%, enquanto Eletrobras ON e PNB ganharam 2,01% e 3,29%, respectivamente.

A exceção foi Petrobras, com quedas de 0,55% e 1,30%, no primeiro pregão após a esperada conclusão do acordo entre o governo e a estatal sobre a cessão onerosa. Pelo entendimento, a União pagará US$ 9,058 bilhões à Petrobras. O valor veio em linha com as previsões do mercado e, por isso mesmo, incentivou uma realização de lucros. Segundo analistas, o acordo já estava embutido nos preços das ações, que contabilizam ganhos superiores a 25% no acumulado de 2019. Essa alta, no entanto, está bastante alinhada à valorização dos preços do petróleo no mercado internacional no mesmo período.

Há alguns anos, quando se falava em “negócios”, “empreendedorismo” e “tecnologia”, geralmente remetia-se a ideia de homens na liderança, criando ideias e fazendo escolhas. Hoje, as mulheres estão cada vez mais envolvidas no mundo empreendedor, ocupando cargos de chefia e formando empresas com outras mulheres.

As startups são empresas criadas e pensadas em modelos de negócio que ajudam na inovação, muitas vezes com base na tecnologia. Renata Albertim, Jade Jofilsan, Mayara Magalhães e Isabel Cavalcanti estão à frente da Startup Mete a Colher: empreendimento voltado para mulheres que sofrem de violência doméstica.

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A ideia da “Mete a Colher” surgiu quando as quatro meninas participaram do Startup Weenkend Women, evento que busca conectar mulheres com interesse em empreender na área da tecnologia.

“A gente desenvolveu um aplicativo que funciona como uma rede de apoio para mulheres que sofrem com a violência doméstica. Nós conectamos essas mulheres pelo aplicativo para que elas possam se ajudar mutualmente, compartilhando informações e principalmente fazer com que a mulher que está passando por isso não se sinta sozinha”, explica Renata Albertim (foto).

O aplicativo tem o mesmo nome da startup e se coloca como sendo uma rede de empatia e sororidade entre as mulheres. Para Renata Albertim, uma das desenvolvedoras do projeto, o mundo da tecnologia ainda é bastante masculino, o que dificulta na inserção das mulheres no empreendimento tecnológico. Por outro lado, Renata se diz feliz em ver mulheres que estão insistindo no caminho das startups. “Muito bom ver mulheres acreditando e criando serviços, seja de mídias sociais, seja oferecendo serviço de designe ou inventando outras plataformas na tecnologia”, complementa Renata.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Startups – Abstartups, as equipes ainda são majoritariamente masculinas. Apenas 15,66% atingiram a igualdade de gênero dentro dos grupos de trabalho. E quando se fala em cargos de chefia, as mulheres representam 12,73%. No total, 85,48% das startups no Brasil são formadas ou chefiadas por homens, enquanto as mulheres representam 14,52%.

Laís Xavier é CEO da startup 'Mídias Educativas' que media processos de educação através da tecnologia. A empresa cria softwares de comunicação, gestão de avaliação, usos de dispositivos móveis em sala de aula, entre outros.

Laís conta que hoje enxerga muito mais a participação de mulheres na área da tecnologia do que há dez anos, quando ela começou. “Eu ia para ambientes que não tinha nenhuma outra mulher, apenas eu, não havia incentivo. Hoje eu vejo uma abertura com o ecossistema todo se aprontando para receber essa mulher empreendedora”, comenta.

 

A Câmara dos Dirigentes Lojistas do Cabo de Santo Agostinho (CDL–Cabo) promove a quinta edição do CDL Talk com o tema “Fazer é poder - como se livrar da procrastinação”, nesta terça-feira (26), no cinema do Shopping Costa Dourada.  O evento aborda empreendedorismo e é voltado principalmente para micros e pequenos empresários. O objetivo do CDL Talk é proporcionar o compartilhamento entre os empreendedores, além de levantar debates sobre gerenciamento de tempo e assertividade.

“Hoje em dia o empresário precisa saber gerenciar seu tempo, visto que geralmente ele tem várias frentes de trabalho. O ‘deixar pra depois’ muitas vezes impede que ele atinja melhores resultados”, comenta Marli Cavalcante, presidente da CDL.

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A palestra será ministrada pelo jornalista, professor e especialista em gestão pública Diego Perez. As inscrições são feitas pelo sympla com a taxa de inscrição custa R$50.

Serviço

CDL TALK: Fazer é poder - como se livrar da procrastinação

Quando: 26/03, 8h30 às 11h00

Onde: Cinema do Shopping Costa Dourada (Rodovia PE 60, 3200 - Garapu, Cabo de Santo Agostinho)

Quanto: R$ 50

*Por Francine Nascimento  

O mundo dos negócios está mudando cada vez mais rápido. Todos os dias são criadas milhares de novas empresas, que oferecem produtos e serviços para os clientes em potencial. Se destacar nesse mercado é cada vez mais difícil e características como preço e qualidade não podem ser consideradas como únicos pontos de diferenciação dos concorrentes.

A inovação tem sido um tema bastante debatido e explorado como ponto fundamental de sobrevivência nesse novo mercado. Inovar é uma coisa simples, mas as pessoas tendem a complicar quando ligam inovação às melhores ideias e com a finalidade de ter novos produtos ou serviços. Inovar é ter novas ideias, mas é também ter soluções novas ou melhores do que as que disponíveis no mercado. Inovar é agregar valor ao produto ou serviço, entregando melhores experiências aos clientes e gerando ganhos excepcionais para o negócio.

Ser criativo faz parte do processo de inovação, mas criatividade e inovação são conceitos completamente diferentes. Todos nós somos altamente capazes de ter uma enorme quantidade de ideias. A diferença está no que você será capaz de fazer com cada uma delas. A criatividade é o primeiro passo da inovação. Afinal, ideia sem ação não gera resultados e não torna ninguém bem-sucedido.

Particularmente, acredito que o melhor conceito que define inovação é “executar ideias”. Não precisam ser ideias que irão mudar o mundo, mas ideias que sejam capazes de agregar valor ao negócio. Ou seja, uma ideia inovadora é aquela que apresenta benefícios na prática. O grande desafio dos empreendedores é encontrar a criatividade e inovação de forma que se materializem em uma proposta viável e útil.

Todo o processo de inovação inicia-se de um processo criativo e, para desenvolver o pensamento criativo, é preciso aprender a desaprender.  Ou seja, inovar é, por consequência, rever, questionar, descobrir, e, posteriormente, usar a imaginação, intuição, criação, sentimento, lógica, razão, sistematização e planejamento.

Vivemos num mundo de mudanças, aprimoramento, riscos e oportunidades. Muitos falam que é preciso pensar fora da caixa para sobreviver, porém, muitos não sabem por onde começar. Ora, pensar fora da caixa é uma expressão que pode ser entendida simplesmente como ter ideias ou encontrar soluções que fogem do comum – ou seja, inovar.

Em um mercado tão competitivo, apenas as empresas que conseguem ter ideias e mostrar propostas inovadoras serão bem-sucedidas e conseguirão conquistar o público. Ter novas ideias, criatividade e coragem para agir que consagram o que chamamos de inovação,  são características inerentes aos empreendedores de sucesso.

O noticiário não parece indicar que a Venezuela seja um destino turístico cobiçado. No entanto, o voo da Copa Airlines que liga a Cidade do Panamá a Caracas parte lotado. Entre os passageiros, venezuelanos voltando, turistas indiferentes ao drama, movidos pelos preços atraentes dos pacotes de viagem, e caçadores de oportunidades de negócios.

A hipótese dos investidores é simples: se a Venezuela chegou ao fundo do poço, não seria hora de comprar imóveis e empresas baratas, que se valorizarão quando o regime mudar, ou discutir parcerias com empresários locais, para participar da bilionária reconstrução do país?

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"As oportunidades são muitas, sendo as mais óbvias no setor imobiliário, pelo fato de serem ativos reais performados com baixos riscos operacionais e extremamente depreciados", analisa Eduardo Vidal, sócio de uma empresa de investimentos em projetos estruturados para o mercado imobiliário, em São Paulo. Ele visitou Caracas com mais dois investidores brasileiros, no fim de semana retrasado, quando a oposição tentou fazer entrar a ajuda humanitária. "Ouvi sobre oportunidades a 15% do valor de face potencial."

Segundo a Câmara Imobiliária Metropolitana, o metro quadrado em Caracas caiu 84% entre janeiro de 2014 e setembro do ano passado. O corretor Gustavo Hernández cita o exemplo de um apartamento de 165 metros quadrados, que em 2014 valia US$ 200 mil, e hoje está à venda por US$ 85 mil - desvalorização de 57%. "Muitas pessoas que moravam nos bairros de classe média de Caracas foram embora do país", diz Hernández. "Se houver mudança, o mercado vai se recuperar. E um apartamento que estamos vendendo a US$ 85 mil talvez não chegue a US$ 200 mil, mas pode chegar a US$ 180 mil."

O corretor levou os três brasileiros para visitar apartamentos. Um deles, uma cobertura de 500 metros quadrados, numa área de classe média alta do bairro La Castellana. Segundo a proprietária, o apartamento valia US$ 1 milhão, mas ela está pedindo US$ 600 mil. "Quero comprar outro mais barato, para também aproveitar os preços baixos, e usar uma parte do dinheiro", disse a proprietária, que prefere não se identificar. O pagamento é feito em dólares, numa conta em banco venezuelano com agência nos Estados Unidos.

Ele mostrou também um condomínio com dez torres de apartamentos novos, no bairro de classe alta El Mirador de los Campitos. O que pode parecer surpreendente, considerando a paralisia e o caos econômico e político da Venezuela. Nesse, apartamentos de 300 metros quadrados estão à venda por US$ 900 mil.

A incorporadora HW, responsável pelo empreendimento, captou os recursos de empresas que investem em imóveis para proteger seu capital da desvalorização do bolívar frente ao dólar. "Como as empresas não podem repatriar capitais, para que os seus bolívares não percam todo o seu valor preferiram investir na construção civil", explica Hernández.

"Além disso, concessões de serviços públicos, como energia, saneamento, estradas e comunicação, também deverão ser atrativas", acrescenta Vidal. "Outra boa oportunidade será explorar as operações de turnaround e recuperação, em ativos de bens de consumo e bens de capital que pertenciam a multinacionais: recuperar e revender de volta para os antigos donos." Já o mercado financeiro "parece um pouco mais complicado em função da falta de estrutura e regras e das cartas bem marcadas", ressalva o investidor.

"As melhores oportunidades estão nas empresas paradas que requerem injeções de capital, as fábricas que pertenciam a multinacionais e, especialmente, imóveis", sugere o advogado Pedro Urdaneta, especialista em fusões e aquisições do escritório Imery Urdaneta, que também se reuniu com os brasileiros.

"Há todo tipo de empresas fechadas ou que estão operando a um mínimo de capacidade", acrescenta ele. "As primeiras que vão experimentar crescimento são as que estejam associadas aos setores do Plano País: petróleo, alimentos, indústrias", diz Urdaneta, referindo-se à proposta elaborada por 200 técnicos para um governo pós-chavista. O consultor garante que "há boas marcas à venda e com avaliações muito atraentes", mas pede que os nomes das empresas não sejam publicados, por sigilo profissional.

"Claramente existe oportunidade de investimento em alguns ativos, como imóveis comerciais e residenciais, galpões e empresas que estão praticamente inoperantes, por falta de matéria-prima", avalia outro investidor do grupo de brasileiros, que trabalha no mercado financeiro, e pediu para não ser identificado. "Se tomássemos hoje a decisão de correr o risco, compraríamos por volta de 20% do valor de cinco anos atrás", calcula ele. "Mesmo que não recupere todo o preço, o ganho é grande."

O que desencoraja esse investidor, neste momento, é que "a solução política pode não ser tão simples". Eduardo Vidal concorda: "O dia seguinte de um novo governo deverá ser ainda mais desafiador do que apenas chegar lá. Demandará muito tempo para se atingir um mínimo de estabilidade empresarial".

O outro investidor observa que a maior parte dos pagamentos por imóveis e por empresas é feita fora da Venezuela. "Muito pouco do valor efetivamente pago ficará registrado nos livros contábeis do comprador. Se amanhã você for desapropriado, por ser estrangeiro, no máximo receberá pelo que estiver registrado." Como observa Vidal, "o modo de fazer negócios lembra o Brasil de antigamente, com buscas por resguardo em moeda forte, medo de interferência do governo e legislação frágil, fazendo com que a informalidade e as operações fora do país sejam as mais utilizadas".

Talvez os brasileiros se sintam mais em casa que outros estrangeiros, embora o Brasil não tenha experimentado um caos como o da Venezuela. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O carnaval de rua da cidade de São Paulo deu um grande passo em 2019, não apenas em quantidade de blocos, mas em oportunidades de negócios. A festa paulistana tem atraído a atenção de marcas eturistas, desbancando a cidade do Rio de Janeiro.

A prefeitura de São Paulo registrou 556 desfiles de blocos de rua neste ano, enquanto a festa da capital carioca ficou para trás, com 498 cortejos cadastrados.

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Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também mostrou que, neste ano, São Paulo será o estado com a maior taxa de crescimento de receita de atividades turísticas durante o carnaval, com 5,4%, chegando a R$ 1,9 bilhão. Ao passo que o Rio de Janeiro deve registrar um avanço menor, de 2,5%.

Para o economista André Malaco, o fraco desempenho do Rio comparado à São Paulo no período do carnaval pode ser atribuído ao turbulento momento político-econômico que o estado enfrenta.

"O Rio de Janeiro atravessa uma fase muito difícil na Administração Pública, impactando diretamente vários setores da economia local, tanto que o prefeito Marcelo Crivella já anunciou que não doará mais recursos para o carnaval de 2020", explica.

A criminalidade na capital carioca também é um fator que pode ter afastado do Rio os foliões de diferentes regiões do país. "Como a cidade está impactada pela insegurança, o turista busca outras opções. E como São Paulo é um grande polo diversificado de oportunidades, ocorre um aumento natural na utilização de serviços", avalia o economista.

Diante desse quadro, segundo Malaco, grandes empresas já se anteciparam para migrar seus investimentos para outras localidades onde possa haver uma sinergia melhor na aplicação de recursos, visando retorno financeiro e visibilidade de suas marcas.

É o caso de grandes empresas como a Riachuelo, que há mais de uma década investia nas festas carnavalescas de Salvador e Recife e decidiu investir em um trio em São Paulo. As cervejarias, que todo ano têm presença garantida no evento, também investiram ainda mais no patrocínio da festa paulistana. A Skol, por exemplo, investiu R$ 15 milhões em 2018 e, neste ano, colocou R$ 16,1 milhões.

Para os próximos carnavais e as demais festas do ano, como é o caso do Reveillon, a turismóloga e professora da Univeritas / UNG, Claudia Parra, estima que São Paulo vai continuar a atrair turistas por causa do crescimento no número de blocos de rua, além da estrutura que a cidade possui.

"O impulso que os blocos de rua tiveram neste ano em diversos pontos da cidade é visto como uma necessidade e oportunidade de resgate do tradicional carnaval de rua, somado ao fato de São Paulo ser o centro comercial do país com as melhores e maiores opções de entretenimento para todos os perfis de turistas. Temos tudo aqui, inclusive a cidade é conhecida como a capital da gastronomia mundial, onde se pode experimentar comidas do mundo todo com a maior fidelidade da receita no prato", conclui.

O serviço de multidelivery Glovo, concorrente do iFood, Rappi e Uber Eats, anunciou que está fechando as portas no Brasil. A startup espanhola havia completado um ano no país no dia 20 de fevereiro.

Em uma nota oficial, o aplicativo assinalou: "Foram 365 dias incríveis e intensos no Brasil, um país que nos acolheu e nos trouxe muitos ensinamentos, tanto profissionais como pessoais". Para os entregadores, o serviço destacou que o Brasil é um mercado extremamente competitivo, o que exigiria investimento e tempo para alcançar rentabilidade. Os esforços deverão ser concentrados em outros locais da América Latina, Europa, Oriente Médio e África.

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Na ocasião da comemoração de um ano, o gerente da marca no país afirmou ser o Brasil "uma das praças que ofereceu aceitação mais rápida para o Glovo". Agora a startup, fundada em 2015, opera em 21 países e em mais de 100 cidades. O aplicativo funcionava em São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, Recife e Santos.

No Brasil, as operações serão oficialmente encerradas às 23h do domingo (3), quando o aplicativo não funcionará mais. Todos os valores pendentes de pagamentos serão efetuados até o dia 10 de março.

Um pesquisa realizada com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que o ano de 2018 foi positivo para empreendedores. De acordo com a GEM (Global Entrepreneurship Monitor), dois em cada cinco brasileiros estavam a frente de uma atividade empresarial ou tinham planos para abrir um negócio. Foi o segundo melhor resultado do país desde que os dados começaram a ser medidos, em 2002. O levantamento foi realizado em mais 49 países.

Conforme os dados colhidos, aproximadamente 52 milhões de brasileiros em idade produtiva eram empreendedores. A taxa total que reúne novos negócios e os já consolidados chegou a 38%. A pesquisa aponta que mais da metade dos que decidem abrir um negócio (61,8%) o fazem pela oportunidade de mercado, não somente pela necessidade, muitas vezes causada pelo desemprego.

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Para o presidente do Sebrae, João Henrique de Almeida Sousa, os negócios por oportunidade são fundamentais para o desenvolvimento da economia do país. “Diferente de quem empreende por necessidade, depois de passar por uma situação de desemprego, por exemplo, o empresário motivado por uma oportunidade, normalmente é aquele que faz um plano de negócio, que estuda a concorrência e tem – por consequência – maior probabilidade de sobreviver no mercado”, afirma João Henrique.

A idade dos novos empreendedores também foi um dado que chama a atenção pelo crescimento percentual de jovens entre 18 e 24 anos. De 2017 para 2018, a participação dessa faixa etária subiu de 18,9% para 22,2% do total dos que iniciavam uma atividade empresarial, com negócios (formais ou informais) de até 3,5 anos. A taxa começa a cair a partir dos 45 anos, chegando a 9,7% na faixa dos 55 a 64 anos. Mesmo apresentando índices em queda, a GEM aponta que entre as pessoas com mais de 55 anos, há 2 milhões de brasileiros que são donos do próprio negócio.

A GEM mostra ainda que o número de empreendedores em fase inicial é menor que os que já têm um negócio estabelecido, que representa 20,2%, mais ou menos 2% a mais que a taxa de quem está começando. Clique e acesse a pesquisa completa.

Faltando dois dias para o fim da janela europeia de transferências, os clubes italianos anunciaram nesta terça-feira (29) suas novas contratações para o restante da temporada 2018/2019.

Entre as principais novidades, a Sampdoria contratou em definitivo, por 20 milhões de euros, o goleiro italiano Emil Audero. Já a Juventus oficializou o zagueiro uruguaio Martin Cáceres, que estava sendo especulado no Flamengo.

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Outro destaque da janela foi o português Cédric Soares, que foi apresentado pela Inter de Milão. O ex-lateral-direito do Southampton chega nos nerazzurri por empréstimo até o fim da temporada, com opção de compra no final do contrato.

Já o Napoli encerrou a novela com o meio-campista Marko Rog e emprestou o jogador croata, de 23 anos, para o Sevilla até o final da atual temporada. No entanto, a equipe napolitana tenta trazer o jovem meio-campista Agustín Almendra, do Boca Juniors.

Os Partenopei já fizeram uma proposta de 20 milhões de euros pelo atleta, que é uma das grandes revelações do futebol argentino, mas a sua cláusula de rescisão é de 30 milhões. Almendra também está sendo monitorado pela Inter de Milão.

Também visando contratar jovens revelações, o Genoa trouxe para o futebol italiano o meio-campista András Schäfer, de 19 anos. O atleta estava no MTK Budapeste, da Hungria. Outra aquisição do time rossoblu foi o meia dinamarquês Lukas Lerager, ex-Bordeaux, da França.

A Atalanta foi outro clube que anunciou um novo jogador nesta terça-feira. O time nerazzurro confirmou a contratação do zagueiro brasileiro Roger Ibañez, ex-Fluminense, por 4 milhões de euros.

O Sassuolo, por sua vez, deverá apresentar nos próximos dias o zagueiro turco Merih Demiral, que estava no Alanyaspor. O atleta será o substituto do uruguaio Mauricio Lemos, que deverá ser o novo reforço do Besiktas.

O Milan foi notícia hoje (29) pela possível desistência da contratação do atacante Gerard Deulofeu, do Watford. A equipe rossonera estava trabalhando para trazer o jogador de volta, mas o clube inglês colocou um preço de 25 milhões de euros e espantou a diretoria do time italiano.

Sem conseguir um acordo com os atacantes Deulofeu e Yannick Carrasco, do Dalian Aerbin, da China, o clube rossonero mira as contatrações dos jovens Ademola Lookman, do Everton, e Victor Osimhen, do Charleroi, da Bélgica.

Por fim, a Juventus confirmou a saída do zagueiro marroquino Mehdi Benatia. Aos 31 anos, o jogador vinha sendo pouco utilizado pelo técnico Massimiliano Allegri e agora irá defender o Al-Duhail, do Catar.

Sempre que há uma grave crise econômica em algum lugar do mundo, os empregos ficam escassos e a população se vê obrigada a procurar uma alternativa para contornar essa situação. Ultimamente no Brasil, a oportunidade de ser o próprio chefe se mostra cada vez mais atrativa e, até mesmo, lucrativa.

Antes de empreender, algumas pessoas procuram certos cursos ou "nortes" para se especializar no assunto. Mas será que existe algum tipo de curso para quem quer seu próprio chefe? Segundo especialistas, não há um curso específico para essa função, mas alguns cursos podem aperfeiçoar o empreendedor nesta empreitada. 

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Para Thiago Suruagy, o mais importante em curso é o profissional aumentar o leque de áreas de conhecimento e repertório. “Não existe nenhuma graduação ideal ou específica para você se tornar empreendedor. Na verdade, você pode ser empresário em qualquer área de atuação”, afirma o Gerente do SebraeLab.

Segundo Thiago, comportamentos como saber estabelecer metas, ter foco no objetivo que deseja alcançar, saber correr risco calculado, ter persistência e saber criar rede de contatos são características que destacam o profissional no mercado.

Juliana Chapermann é analista de carreiras da UNINASSAU. Segundo ela, o empreendedorismo e a forma como ele é enxergado mudou muito durantes os anos. Para a profissional, as chamadas “profissões 4.0” são vistas como um fim inovador e não só lucrativo.

“Hoje mais do que nunca as pessoas enxergam o empreendedorismo como uma forma muito além do que só ganhar dinheiro. Mas também de trazer uma inovação, pegar uma ideia do que já existe e reinventar” explica .

Com auxílio dos especialistas citados na matéria, o LeiaJá.com preparou uma lista de cursos que podem lhe ajudar a se tornar um empreendedor mais completo. Confira:

Gestão Empresarial Integrada

O curso sobre gestão empresarial integrada é voltado para pessoas em fase de abertura de empresa e que estão interessadas em ter uma visão mais aprofundada sobre o negócio.

Data Science

Uma área interdisciplinar que alia inteligência artificial, big data e estatística voltada para o estudo e a análise de dados. Com a realização do curso, o empreendedor ficará apto a criar metodologias e processos, traçar estratégias e tomar decisão no negócio.

Service Design

O curso tem foco em planejar e organizar pessoas, infraestrutura e comunicação. O objetivo é fazer o empreendedor melhorar a qualidade e a interação entre a empresa provedora do serviço e os consumidores.

Empreendedorismo Digital

Indicado para criação de negócio que funcione de forma digital. O empreendedor digital utiliza a tecnologia e a inovação como propulsores para os negócios, sendo capaz de posicionar a empresa no comércio eletrônico (e-commerce).

Aprender a empreender

O curso oferece capacitação para você desenvolver atitudes que compõem o perfil empreendedor por meio de conceitos sobre mercado, finanças e empreendedorismo. Indicados para quem está iniciando ou pretende próprio negócio.

Coach Digital

O empreendedor passar a saber trabalhar os comportamentos das pessoas dentro das organizações. O coach digital aplica metodologia que visa de curto a longo prazo atingir objetivos dentro do cenário digital.

Como Analisar o Mercado

O curso de análise de mercado é voltado para pessoas em fase de abertura de negócio interessadas em conhecer o mercado e o comportamento dos futuros clientes.

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O sonho do próprio negócio permeia a mente de muitos brasileiros, principalmente aqueles que estão saindo da faculdade e têm dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Mas também existe uma parcela da população que está formalmente empregada e que dedica-se nas horas de folga a alguma atividade particular.

Nara de Castro é um exemplo disso. Ela trabalha como professora universitária em um regime de 30 horas semanais. Assim que larga cuida do escritório de marketing e comunicação que tem em sociedade com o marido. Essa parceria garante que o sócio cuide dos problemas do dia a dia e ela fica com outras questões, que não exigem sua presença por mais horas diárias. Desde o começo da vida profissional, ela consegue manter as duas coisas. “Não é nada fácil. Às vezes sobra pouco tempo para fazer o que tem que fazer. O legal de você ter duas atividades, principalmente quando está começando um negócio, é que não precisa viver diretamente só daquilo para se manter”, explica a empresária.

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Ter uma renda certa mensal pode garantir menos investimento inicial no empreendimento. A pessoa dedica-se a fazer o negócio crescer, fazendo o dinheiro que entra girar dentro do empreendimento, e na pior das hipóteses, se a ideia não der certo, o emprego formal pode dar o suporte financeiro necessário até a próxima tentativa.

Com experiência em ser empregada e empreendedora, Nara diz que as pessoas precisam saber se conseguem se enquadrar nesta realidade. “É tentar ver qual o perfil. Se você conseguir fazer os dois, ótimo! Caso você não consiga, o ideal é realmente ter um investimento prévio para poder conseguir seguir somente no negócio e não precisar depender dele nos primeiros meses”, diz.

Para o analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Valdir Cavalcanti, as pessoas precisam pensar muito antes de abrir um negócio para si. “Primeiro tem que se fazer uma análise de mercado, um plano de negócios e todo planejamento para não dar errado. Tem que trabalhar com todo profissionalismo para poder ir se posicionando do mercado e quem sabe futuramente, esse negócio se torna a principal renda”, afirma.

É importante procurar uma orientação com especialistas e saber de fato o que se quer fazer. Um dos riscos de manter duas atividades ao mesmo tempo é tratar uma dessas funções com certo amadorismo. Outro fator relevante são as finanças. “Tem como conciliar, mas precisa ter muita disciplina. Tem que separar o dinheiro e as despesas pessoais das despesas do negócio”, lembra o analista. 

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a ocupação dos brasileiros no terceiro trimestre de 2018, 23,3 milhões de pessoas trabalham por conta própria no Brasil, um crescimento de 1,5% em relação trimestre anterior. A amostra não aponta se entre esses empreendedores existem pessoas formalmente empregadas, contudo sabemos que boa parte dos pequenos negócios começam justamente por profissionais que estão no mercado de trabalho.

A história de Rodrigo Barbosa começou assim. Empregado em um horário comercial, ele queria ter mais tempo para a família. Ele visava qualidade de vida e renda própria. Começou utilizando o terraço de casa para cortar os cabelos dos clientes quando chegava do trabalho, no entanto o negócio deu tão certo que o espaço precisou ser ampliado.

O jovem barbeiro contou com apoio de um parente para locar um espaço e conseguiu um pequeno investimento com ele para montar a barbearia. Mas o rapaz trabalhava nesse lugar quatro horas por noite, além dos finais de semana e não estavam sendo suficiente para a demanda de clientes.

Neste meio tempo, o estímulo para a ocupação formal de Rodrigo já não era mais a mesmo e tudo que ele queria era dedicar-se aos seus clientes. Mesmo demonstrando interesse no desligamento, a gestão da empresa não aceitava sequer um acordo. Depois de ter a saúde comprometida, se ver distante da qualidade de vida pessoal e familiar que desejava, ele conseguiu enfim ser demitido.

Hoje dedica-se totalmente ao seu estabelecimento e se vê satisfeito com a decisão tomada. “Tudo mudou. Só trabalho na minha barbearia e tenho mais tempo para a minha família. A angústia que eu sentia em ter que trabalhar de dia e de noite passou”, confirma Barbosa.

Quase metade dos microempresários brasileiros acredita que 2018 foi o pior ano para os negócios. A conclusão parte do levantamento “Expectativa para a economia e para a empresa em 2019”, lançado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A pesquisa foi apurada entre agosto e outubro deste ano e contou com a participação de 5,8 mil empreendedores.

A pesquisa ainda revela que apenas 26% dos entrevistados consideram que 2018 foi um melhor ano para os negócios do que 2017. E essa constatação vem de um dos problemas mais sérios do País: do total de ouvidos para a pesquisa, 29,8% acreditaram que o pior embate para suas empresas em 2018 foi a corrupção. Em seguida, com 19,7%, estão os empresários que se queixaram da taxa de juros, além de 18,7% que apontaram a alta taxa de desemprego como sendo a vilão dos negócios.

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Estimular o crescimento econômico está em segundo lugar na lista de prioridades dos empresários para o novo governo, com 28,4%. Outros 39% apontam para o combate à corrupção como a principal meta. Dos entrevistados, 24,7% afirmaram não conseguir honrar com seu compromissos de pagamento. Já cerca de 74,7% dos empreendedores disseram que não estiveram com pagamento em atraso em 2018, por mais de três meses.

Expectativa para 2019

Embora o quadro de 2018 não tenha sido favorável para muitos empresários, a expectativa é de avanço no próximo ano. Sessenta e sete por cento dos entrevistados acreditam que 2019 será um ano melhor para os negócios. Entre as regiões do País,  a Norte é mais otimista em relação a essa perspectiva, com 75% dos empresários acreditando no potencial do ano seguinte. Confira a tabela abaixo:

Outro lado da moeda

Embora uma alta taxa de profissionais donos de micro e pequenas empresas acredite que 2018 foi um ano ruim, o economista Écio Costa salienta o outro lado da moeda. “Se 46% acredita que foi ruim, outros 54% acham que a economia foi boa”, explica. Costa aponta para as adversidades que atingiram o mercado brasileiro, mas que não foram capazes de inibi-lo. “Em um ano que tivemos Copa do Mundo, paralisação dos caminhoneiros e eleições no segundo turno, mais da metade não ter achado ruim, então significa que o ano não foi assim péssimo”, garante o economista.

Écio Costa ainda acrescenta o que os eventos impactam negativamente. “Na Copa do Mundo, são poucos o setores que se beneficiam com a festa; as eleições trouxeram um clima de instabilidade econômica e política muito grande; e a paralisação foi desastrosa para o mercado”, conclui.

Agora, de acordo com o economista, a expectativa mercadológica é positiva. “O ano de 2019 será de perspectivas positivas, visto um governo que se elegeu com propostas interessantes como o mercado queria, com privatizações, reformas tributárias, entre outras, então é provável que 2019 seja um ano próspero”, declara.

Empresários nordestinos realizarão um evento sobre empreendedorismo na região. O “Projeto Sonho Nordestino” acontece na próxima segunda-feira (10) no auditório do Empresarial JCPM, no bairro do Pina, zona sul do Recife, às 14h e contará com palestras e debates sobre as dificuldades e sucessos dos empreendedores.

O evento abordará temáticas como Gestão, Inovação e Jovens do Futuro. De acordo com o idealizador, o empresário João Victor de Carvalho, o encontro tem objetivo de valorizar a história de sucesso dos empresários e discutir as dificuldades de empreender no Nordeste. “Queremos que essas pessoas se inspirem com a trajetória desses empresários, que ganhem conhecimento e aprendam mais sobre sucesso e competitividade”, apontou.

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Logo no primeiro semestre de 2019, o “Sonho Nordestino” será realizado em diversas capitais, como Fortaleza, no mês de abril; Salvador, em maio e retorna para o Recife no mês de março. O projeto também visa criar um canal de conteúdos sobre empreendedorismo na região.

 

Um dos painéis que abriu a tarde desta sexta (7), na Semana Internacional de Música de São Paulo (Sim), tratou sobre os festivais que estão movimentando as cenas país afora. A fila de pessoas que se formou na porta da sala Jardel Filho, no Centro Cultural São Paulo, era uma das provas do crescimento exponencial dessa ferramenta de fomento da música, sobretudo, a independente.

Mediado pelo produtor Anderson Foca, do Festival do Sol (RN), o painel reuniu outros 11 realizadores de diferentes estados do país. Anderson comemorou o crescimento dos festivais em solo brasileiro. Atualmente, são cerca de dois mil acontecendo anualmente, segundo pesquisa da Sympla. “A gente até achou que a curva seria descendente, há uns sete anos, mas veio aí uma nova geração e a cena vem aumentando”, disse.

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Os demais participantes compartillharam suas experiências e ‘cases de sucesso’, além de darem um mapa do caminho das pedras para os iniciantes na área. Um desses foi Victor Diniz, realizador do Sensacional (MG): “A gente começou vendendo cerveja pra pagar o festival. A conta só fechou agora, quase oito anos depois”, disse. Todos concordaram com a necessidade de driblar a falta de apoio e incentivo por parte do poder público mas elencaram os benefícios em se fazer festivais como a ocupação de espaços nas cidades, promoção de artistas independentes e fomento da cena musical.

Um estudo promovido pela Ipsos, empresa especialista em pesquisas, apontou que muitos brasileiros estão dispostos a investir na criação de negócios. De acordo com o levantamento, quatro em cada dez pessoas afirmaram que pretendem empreender até 2020.

Se considerarmos a panorama universal, o índice de pessoas que almejam abrir empresas é de 25%, enquanto que no Brasil o registro é de 43%. Apesar do desejo de muitos brasileiros, boa parte deles acredita que o governo federal não incentiva o empreendedorismo no País.

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De acordo com a pesquisa, apenas dois em cada dez brasileiros acham que a gestão pública faz um bom trabalho de apoio ao empreendedorismo. Por outro lado, Índia e Polônia são as nações que mais acreditam no empenho do poder público em prol dos negócios, com 46% e 45% da população, respectivamente. 

A pesquisa foi realizada de 20 a 28 de setembro deste ano com 18 mil entrevistados oriundos de 24 países. No Brasil, a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

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