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Para o técnico Mano Menezes, jogos como o de quarta-feira (16) diante Chapecoense, no Allianz Parque, são importantes para fazer o Palmeiras amadurecer no Campeonato Brasileiro. O gol de Felipe Melo que garantiu a vitória por 1 a 0 saiu somente aos 54 minutos do segundo tempo depois de a equipe ter pressionado o adversário durante praticamente toda a partida.

"Fomos premiados no final pela insistência e entrega. Jogos como esse serão jogados no segundo turno. Quando demorarmos para iniciar a vitória, elas também podem se tornar dramáticas. Mas também vamos aprendendo como resolver problemas, é importante para a equipe amadurecer", disse Mano.

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O Palmeiras mereceu a vitória, mas o triunfo poderia ter sido conquistado mais facilmente se os jogadores não tivessem falhando tanto nas finalizações, principalmente na etapa final. "Atacamos pela direita, esquerda, criamos jogadas por dentro, chutamos de fora, cabeceamos, criamos um número grande de oportunidades, mas a bola não entrava. Foi isso que tornou o jogo muito dramático", disse o treinador.

Na avaliação de Mano, a única partida sob o seu comando em que o Palmeiras não jogou bem foi a derrota por 2 a 0 diante da Santos na semana passada. "Nos outros jogos, encontramos dificuldades, mas resolvemos. Se tivéssemos tido um pouquinho de calma contra o Atlético-MG (empate por 1 a 1), também teríamos vencido. Isso é importante, do outro lado têm equipes que trabalham, que estudam o adversário e jogadores de qualidade. Precisamos ir entendendo os jogos", disse.

O Palmeiras volta a campo no domingo, quando enfrenta o Athletico-PR na Arena da Baixada. A equipe ocupa a segunda colocação do Campeonato Brasileiro com 53 pontos, oito a menos do que líder Flamengo.

Após derrotar o Botafogo por 1 a 0 no Pacaembu, no sábado, o Palmeiras curte o domingo de folga e é provável que boa parte dos torcedores (e jogadores) aproveitem o dia livre para assistir e torcer contra o Flamengo, que enfrenta o Athletico-PR em Curitiba. Além de "secar" o rival, a ordem no time alviverde é não esquecer de que a prioridade é continuar a fazer a sua parte em campo.

"Difícil falar dos outros times, mas o importante é nós conseguirmos a vitória. A gente vinha de um empate em casa e uma derrota no clássico. A vitória nos dá confiança e não podemos deixar o Flamengo se distanciar ainda mais. Agora é torcer um pouquinho contra", disse o lateral-esquerdo Diogo Barbosa.

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Já o técnico Mano Menezes prefere ver o campeonato de uma forma mais global e acredita que, além do Flamengo, a equipe alviverde também precisa se preocupar com outros times que estão na parte de cima da tabela e ainda podem crescer.

"Penso que só é possível esperar o líder tropeçar se nós fizermos nossa parte. Não fizemos na quarta e a diferença aumentou. Fizemos agora e vamos manter ou diminuir. Mas temos outros adversários no campeonato, não adianta só olharmos para o Flamengo. Temos o Santos, São Paulo, equipes que estão próximas da gente. Estamos numa transição de modelo e isso às vezes nos entrega um jogo como o de quarta-feira, muito fraco", analisou.

Apesar da ponderação, o comandante palmeirense vê o líder como um diferencial na competição. "Como você mesmo falou, vou tomar a liberdade de usar a sua frase: o líder está fora da curva. E se ele está fora da curva, quer dizer que ele está fazendo algo diferente dos demais. A gente tem que ter maturidade nessa hora, mas o primeiro passo para chegarmos nesse desempenho que todos estão querendo é o que demos hoje (sábado). Isso é prova de maturidade e a gente está no caminho para continuar evoluindo", resumiu.

Com o resultado de sábado, o Palmeiras chegou aos 50 pontos e ocupa a segunda colocação, com cinco pontos atrás do Flamengo e três pontos à frente do Santos.

O técnico Mano Menezes deixou o campo satisfeito com o desempenho do Palmeiras no primeiro jogo diante de seus torcedores após a eliminação na Copa Libertadores. O treinador, no entanto, evitou fazer muitos elogios. Ele destacou apenas que a equipe soube aproveitar as oportunidades na vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, conquistada na noite de terça-feira, no Allianz Parque, e está firme na briga pelo título do Campeonato Brasileiro.

"Penso que iniciamos bem o jogo, era importante iniciar bem. Estávamos voltando para casa depois de uma eliminação. Precisávamos transmitir uma tranquilidade. Fizemos o gol, criamos mais umas três oportunidades. Depois tivemos uma queda de produção, errando a bola na frente e a transição", comentou o comandante, que havia estreado à frente da equipe no último sábado, quando obteve um triunfo por 2 a 1 sobre o Goiás, em Goiânia.

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"O Fluminense é um time difícil de enfrentar porque tem muita posse. Isso fez a gente baixar um pouco no campo, que não era a ideia. Retomamos a bola, mas ficamos sem saída. Segundo tempo corrigimos isso. Começaram a aparecer mais espaços na medida em que o Fluminense arriscou. Aí em duas ótimas jogadas fizemos os gols. Construímos uma boa vitória, importante. Um jogo isolado que nos aproxima do Santos e Flamengo. Saímos satisfeitos", prosseguiu.

O treinador evitou também analisar a atuação de Luiz Adriano, que fez três gols na partida. Para ele, foi importante o time ter criado chances ofensivas. "Falar de um centroavante que fez três gols no jogo é chover no molhado. É importante para ele fazer. A bola chegou. A equipe precisa oferecer. Hoje e contra o Goiás as bolas chegaram. Jogadas bem construídas. São jogadores de alto nível, se a bola chegar nessa condição eles vão fazer. Na medida em que fizermos isso com qualidade, todos eles, quando estiverem fazendo a função, vão marcar", analisou.

A vitória serviu para o Palmeiras fazer as pazes com seus torcedores e também levou a equipe aos 36 pontos - agora está a apenas três do líder Flamengo. A expectativa agora é encurtar ainda mais essa distância no final de semana, na rodada que marcará o fim do primeiro turno. O time alviverde receberá o Cruzeiro no sábado, às 19h. Um pouco mais cedo, às 17h, o Flamengo enfrentará o Santos, vice-líder, no Maracanã.

O novo técnico do Palmeiras, Mano Menezes, foi apresentado nesta quinta-feira no clube com o discurso de futebol ofensivo e de luta contra a rejeição da torcida. Com contrato até dezembro de 2021, o substituto de Luiz Felipe Scolari vai estrear neste sábado contra o Goiás, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, pelo Campeonato Brasileiro. Na primeira entrevista coletiva no cargo, o treinador minimizou a rejeição da torcida pela contratação e prometeu achar um "maneira legal" para atuar.

O agora comandante do Palmeiras chega ao clube em um momento de muita pressão, com protestos da torcida contra o diretor de futebol Alexandre Mattos e o time sem vencer há sete rodadas. Mano Menezes foi apresentado pelo presidente do clube, Mauricio Galiotte, além da presença do próprio Mattos e dos donos da Crefisa, Leila Pereira e José Roberto Lamacchia.

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Confira a entrevista concedida pelo treinador:

RECADO

"Antes de abrir para perguntas, queria dizer ao torcedor do Palmeiras sobre a minha honra de estar aqui para iniciar um trabalho à frente do Palmeiras. Uma carreira como a minha, de 20 e poucos anos, é feita de capítulos importantíssimos. Espero estar iniciando mais um capítulo vencedor dessa carreira que construo há bastante tempo, com muita dedicação, entrega, respeito ao futebol, pelo qual tanto eu quanto o torcedor do Palmeiras tem como uma paixão de nossas vidas".

CHEGADA AO PALMEIRAS

"O Palmeiras, dos últimos Campeonatos Brasileiros, ganhou dois e ficou em segundo em um. Não pode deixar que se destrua isso do dia para a noite porque não é assim que as coisas funcionam. Quem já passou por isso traz consigo a experiência de saber como se comportar nessa hora porque o Palmeiras tem condição de disputar o título brasileiro. Pode se dedicar e vai se dedicar na sua totalidade para disputar o título. As próximas rodadas serão determinantes para isso. É o momento em que se decide para que lado vai. Parou de pontuar na proporção que vinha fazendo, que era extraordinária antes da Copa América, mas tem capacidade, clube, estrutura, camisa, torcida. Estamos assumindo o comando técnico com essa convicção".

MOMENTO TENSO NO CLUBE

"Quando recebi o convite, na segunda-feira à noite, certamente levei em consideração todos os aspectos. Você não vive numa bolha, o futebol não vive numa bolha, mas nós não podemos fazer aquilo que não é da nossa alçada fazer. Só podemos modificar essa situação de dentro para fora, dentro do campo. Não precisamos fazer milagre nenhum porque as condições todas a que me referi anteriormente são propícias para entregar aquilo que o torcedor quer. O objetivo do torcedor é o mesmo que o nosso. Vamos trabalhar para isso, vamos fazer nossa parte. O Palmeiras é muito maior do que todas essas questões segmentadas. Da mesma maneira que não é unanimidade num segmento, você encontra pessoas nas ruas, e eu encontrei muitas, que sentem confiança no trabalho que vai se iniciar, na retomada. Enxergam num profissional como eu essa possibilidade".

IDENTIFICAÇÃO COM O CORINTHIANS

"Eu gostaria de lembrar as pessoas que estamos em 2019. Certas discussões e questões fazem parte do passado. O mundo está mais globalizado um pouquinho. Muitos profissionais já fizeram esse caminho e eu quero fazer o caminho de quem veio ao Palmeiras com sucesso. Eu procuro respeitar a filosofia de cada clube. O mesmo técnico durante a trajetória muda de estilo várias vezes. Se você olhar para trás, vai encontrar que dirigi a seleção brasileira e meus volantes eram Ramires e Paulinho. Vamos construir um trabalho juntos no Palmeiras. O clube tem elenco com características de jogadores definidos para você poder armar uma maneira legal de jogar. Eu procuro estudar muito o clube que assumo. Mesmo na história do Palmeiras, nas Academias, lá atrás, tiveram características diferentes. A primeira pelo Filpo (Nuñes) e a segunda pelo Osvaldo Brandão".

ESTILO PARECIDO AO DE FELIPÃO

"Seria bem fácil para mim dizer que jogo diferente. Seria um desrespeito. Ele escolheu uma forma de jogar, que vinha dando certo até a Copa América, os resultados eram bons. Mas o futebol é inesperado. Vocês vão ver logo a maneira como a equipe vai jogar. Logo após fazer a escolha, você apresenta evoluções".

REJEIÇÃO DA TORCIDA

"Eu sempre penso que o trabalho é mais importante do que tudo. Você não tem garantia nenhuma no futebol. A gente criou que quem faz mais investimento vai ser campeão. Mas não temos. O Palmeiras deve estar entre os primeiros, sempre sendo protagonista. Essa é a exigência que uma estrutura como nossa produz em quem assume o Palmeiras. Também não temos garantia sobre um técnico que chega com unanimidade grande. Se der resultado, o treinador será o primeiro a reconhecer, assim como se não der certo".

PARALELO COM A SAÍDA DO CRUZEIRO

"Não consigo porque não sei a realidade do ambiente do Palmeiras. Cada clube tem sua peculiaridade. O importante é conhecer sua nova casa, e aí em um curto prazo tentar encaixar situações para tentar retomada. Mas não dá para traçar paralelo de um lugar que conheceu para um lugar em que é agora a Academia de Futebol do Palmeiras".

ELENCO PODEROSO TE ATRAIU?

"Quando saí do Cruzeiro, minha ideia era não dirigir clube algum até o fim do ano. Mas tem situações que são especiais. E essa situação com o Palmeiras é especial. Nós já havíamos manifestado a intenção de realizar esse trabalho dois anos atrás, mas or questões de escolha, de entendimento, de carreira, de continuidade no Cruzeiro, entendi que deveria dar continuidade lá. Já existia convicção de que uma dia iríamos trabalhar juntos. Entendi que o momento é esse. Entendo que aqui, com a estrutura que temos, com a capacidade que temos, se abre a possibilidade de um novo ciclo para continuar vencendo. Porque o Palmeiras é o maior vencedor do Brasil de todos os tempos".

PALMEIRAS SERÁ MAIS OFENSIVO

"Vai jogar mais. Eu pedi a camisa 9 na apresentação para os jogadores não ficarem mais preocupados com concorrência. Acredito muito nos jogadores que dirijo, a gente analisa bem, construímos equipes. Temos jogadores para todas as posições, temos um nível alto".

CRITICADO ANTES DA ESTREIA

"São novos tempos. Antigamente a gente deixava ao menos trabalhar para depois avaliar. Eu entendo que deva ser o caminho da retomada. O torcedor tem o direito de se manifestar. Vamos trabalhar para ele ser feliz e ter orgulho do time. No Cruzeiro estava há três anos e dois meses. Agora você tem tudo para falar aos jogadores, tem um caminho para construir com as suas ideias, que precisa ser clara".

UTILIZAÇÃO DA BASE

"Conheço o Wesley Carvalho (técnico da base do Palmeiras) desde 2000, quando nos enfrentamos em torneio sub-17. Ficamos amigos. É um grande profissional e certamente o entendimento que temos vai melhorar essa relação entre o trabalho do profissional e da base. O que eu penso sobre aproveitamento de jogadores da base e sempre que o fiz, desde o Grêmio, você precisa abrir espaço para o aproveitamento de jogadores no grupo principal. Subir jogadores e colocar aí é fácil. Mas se você jogadores renomados, contratados, com carreira segurança, é mais difícil você usar um jogador da base, porque ele não tão seguro e pode oscilar mais. E ninguém quer ter oscilação em jogo decisivo. É preciso ter paciência. Vamos olhar para jovens como Angulo e Esteves. Domingo passado um menino da base do Cruzeiro, o Maurício, fez um gol e teve o comentário de que ele estava lá há 60 dias e não era usado. Mas da base para o profissional há uma certa defasagem. Tem que fazer com cuidado, mas acima de tudo com critério de composição de elenco, para que o jogador se sinta comprometido e útil".

ADVERSÁRIOS FRÁGEIS NA SEQUÊNCIA

"No Campeonato Brasileiro todo mundo pode ganhar de todo mundo. Sempre cito um exemplo relativamente recente. O América-MG estava rebaixado e os quatro líderes do campeonato foram jogar em Minas Gerais depois dele estar rebaixado e todos perderam. Se você tem mais qualidade, tem que ganhar, isso faz a diferença na tabela de classificação, mas não porque serão mais fáceis ou não, mas porque temos que voltar a ganhar jogos como esse, porque esse aproveitamento é que faz a diferença".

PREPARAÇÃO PARA SÁBADO

"Vou dirigir a equipe, sim. Vou estar no banco, acompanhado dos profissionais que estiveram aqui durante a semana, por uma questão de coerência. A partir de hoje a gente começa a direcionar a formação da equipe".

PRIMEIRA META NO TRABALHO

"Solidez defensiva não quer dizer time reativo, quer dizer que o adversário tem dificuldade para entrar na sua defesa. Temos jogadores com capacidade para propor mais o jogo. Às vezes isso não se consegue de um jogo para o outro. Vamos fazer isso de forma segura. Preciso fazer esse caminho com calma, de maneira segura. Às vezes você quer fazer com muita pressa, e aí acontece o retrocesso, o jogador fica no meio do caminho. Mas eu não acho que o time tenha jogado jogos ruins. O time não teve resultado, caiu a proporção do resultado. Acho importante a ambição dos jogadores com relação ao que se quer construir. A partir da maneira que trabalhamos a partir da mesma ideia, o comprometimento vai ser maior".

SAUDADES DA RELAÇÃO COM A IMPRENSA

"Vamos ter uma boa relação, sim. Sou otimista (risos). A relação entre técnico e imprensa passa por bons e maus momentos. Isso passa pelo que acontece dentro do campo. Claro que tem a ver com o que acontece dentro de campo. Os resultados te deixam mais light, te deixam um pouco mais aberto, menos receoso de tudo. Não tenho hábito de enxergar muitos inimigos. Convivo bem com opinião contrária, concordo, discordo, porque tenho as minhas. Convivo bem, sei esquecer algumas coisas para não me deixar na defensiva. Não costumo enxergar inimigos onde não tem. Não acho que a imprensa seja meu maior adversário. Não vou proibir entrevistas exclusivas, porque esse não é o meu trabalho. Temos uma equipe para isso".

DESAFIO OU OPORTUNIDADE

"É uma grande oportunidade. Elas aparecem e você decide se as quer ou não. Rezar, todo mundo reza. Mas não basta. Depois que decidi vir aqui, preciso saber o que significa essa responsabilidade. Não basta só aceitar. A grande diferença é a maneira como você constrói e se dedica. A maneira como você se defende dentro do campo é o que faz diferença".

O presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Palmeiras, Seraphim Del Grande, criticou nesta segunda-feira a decisão do presidente do clube, Mauricio Galiotte, de demitir o técnico Luiz Felipe Scolari e abrir negociação com Mano Menezes. Em áudio gravado pelo aplicativo WhatsApp e recebido pelo Estado, o dirigente pede a saída do diretor de futebol Alexandre Mattos e avalia que a troca no comando da equipe pode prejudicar politicamente a atual gestão.

"Sem dúvida, se vier o Mano Menezes, seria o caos para nós. Eu espero que o Mauricio (presidente) não faça essa burrice, que se fizer a burrice é o enterro do resto do mandato dele", disse Del Grande no áudio, antes de o Palmeiras anunciar oficialmente a contratação de Mano nesta terça-feira. "Eu acho que nem era o momento de mandar o Felipão embora, devia mandar o Alexandre Mattos embora, e não ele. Ele deveria continuar mais uns dois meses para ver como ia o time. Mas infelizmente o problema do Palmeiras é o Alexandre Mattos", comentou em outro trecho da gravação.

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Questionado pelo Estado nesta terça-feira, Del Grande confirmou a veracidade do áudio. "Eu tenho minha opinião. Não tenho nada a esconder", disse Del Grande por telefone à reportagem. Na opinião do presidente do Conselho Deliberativo, a opção de trazer Mano Menezes não é benéfica, pois o treinador não desfruta de prestígio no clube. "O Palmeiras está precisando agora de tranquilidade. A vinda do Mano, pela repercussão que tem, vai manter a pressão em cima do clube. Do que o Palmeiras menos precisa agora é de pressão", comentou.

Del Grande é um aliado político importante na gestão de Galiotte. O presidente do Conselho Deliberativo esteve ao lado do mandatário do clube em pautas importantes, como uma do ano passado, na articulação para conseguir a mudança no estatuto para alterar o tempo de gestão do presidente de dois para três anos. Del Grande se reelegeu em março deste ano para a presidência do CD, inclusive com apoio do próprio Galiotte. Ele tem voz ativa e é respeitado o clube.

Nas redes sociais, a torcida palmeirense demonstrou reprovação na noite de segunda-feira à informação das conversas iniciais entre o clube e Mano Menezes. A campanha contrária ganhou força nas redes sociais. Segundo Del Grande, nos bastidores do Palmeiras também há resistência à escolha. "Eu não estou levando em consideração o trabalho dele, mas sim vir a pressão e continuar com um clima bélico no Palmeiras. Já há muita rejeição sobre ele no clube", disse.

Mano Menezes é o novo técnico do Palmeiras. O treinador gaúcho de 57 anos aceitou a proposta do clube e será o substituto de Luiz Felipe Scolari no comando da equipe. O acerto já é oficial e o contrato será até o fim de 2021. O novo comandante assumirá o cargo nos próximos dias com a missão de fazer o reagir no Campeonato Brasileiro após sete rodadas consecutivas sem vitória. A estreia dele está marcada para sábado, contra o Goiás, no Serra Dourada, em Goiânia.

A diretoria agiu rápido para buscar negociar com Mano Menezes. Poucas horas depois de demitir Felipão na noite de segunda-feira, o Palmeiras abriu negociação com o substituto. O novo treinador palmeirense estava sem clube desde o começo de agosto, quando deixou o Cruzeiro e encerrou uma passagem de três anos. Pela equipe mineira, foi duas vezes campeão da Copa do Brasil.

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Fora o desafio de reerguer o Palmeiras, Mano terá de vencer também a desconfiança da torcida. Identificado com o rival, o Corinthians, onde teve duas passagens, o técnico vai trabalhar agora no maior rival do clube alvinegro. Mano também teve trabalhos em clubes do interior gaúcho, assim como no Grêmio, Flamengo e no Shandong Luneng, da China.

Curiosamente, a mudança de comando no Palmeiras repete o cenário de anos atrás na seleção brasileira. No fim de 2012, Mano deixou o comando da equipe após duas temporadas e foi substituído exatamente por Felipão. Desta vez, agora na equipe alviverde, o processo se inverte e é o treinador campeão da Copa de 2002 quem deixa o cargo para a chegada do colega.

"Será uma honra dirigir a Sociedade Esportiva Palmeiras. Minha trajetória vem ao encontro do que pensa o clube e sua imensa torcida. O respeito construído como adversário agora nos torna parceiros. Estilo de jogo se constrói com um grupo de jogadores qualificados e isso certamente temos. As conquistas serão resultado do somatório dessas forças. Os adversários devem ser os outros. Para seguir conquistando vamos em frente. Que assim seja", afirmou Mano ao site oficial do clube.

O técnico deve desembarcar em São Paulo nos próximos dias para assinar o vínculo e comandar o time. Além de Mano, passam a fazer parte da comissão técnica o auxiliar Sidnei Lobo e o preparador físico Eduardo Silva (o Dudu). O clube ainda não confirmou a data da apresentação oficial do novo treinador.

O Palmeiras tem pressa para contratar o substituto de Luiz Felipe Scolari e tem Mano Menezes como favorito para assumir o comando da equipe. Ele está livre no mercado desde o mês passado, quando saiu do Cruzeiro. A diretoria alviverde pretende anunciar o novo técnico nos próximos dias.

Felipão foi demitido nesta segunda-feira ao não resistir à pressão pela queda de desempenho da equipe nos últimos jogos. O Palmeiras foi eliminado da Copa do Brasil e da Copa Libertadores e despencou do primeiro para o quinto lugar do Campeonato Brasileiro - era líder até a parada para a disputa da Copa América, no Brasil.

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A decisão pela demissão de Felipão aconteceu em reunião na tarde desta segunda-feira entre a diretoria. O treinador não participou do encontro e foi avisado pelo diretor de futebol Alexandre Mattos sobre o desligamento do clube.

Além de Mano Menezes, há outros técnicos livres no mercado. A diretoria alviverde, no entanto, já definiu o ex-treinador do Cruzeiro como primeira opção. Mas há outras. Estão sem clubes, por exemplo, Abel Braga, Dorival Junior, Fernando Diniz e Jair Ventura. Nas redes sociais, torcedores palmeirenses pedem que o clube tente a contratação do português José Mourinho.

O Palmeiras volta a jogar no sábado, contra o Goiás, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe está em quinto lugar, com 30 pontos, a seis do líder Flamengo. O time alviverde tem um jogo a menos que os principais rivais na tabela.

A derrota para o Internacional, por 1 a 0, no Mineirão, na noite desta quarta-feira (7), pela semifinal da Copa do Brasil, encerrou a passagem de Mano Menezes no Cruzeiro. Após uma reunião com a diretoria ainda no vestiário, o treinador acertou sua saída.

"Eu gostaria de comunicar oficialmente que a gente interrompe o trabalho no Cruzeiro, pois entendemos que esse era o momento. A decisão partiu de uma consciência que as coisas podem piorar e elas não podem piorar. A série de jogos sem vitória, a maneira que a gente está perdendo, são sinais de que algo precisa ser mudado", disse.

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Mano iniciou sua segunda passagem em 2016 - a primeira foi em 2015 - depois de ter deixado o Shandong Luneng, da China, e neste período conquistou quatro títulos: dois da Copa do Brasil (2017 e 2018) e dois do Mineiro (2018 e 2019). No geral, são 111 vitórias, 65 empates e 51 derrotas.

O momento, porém, é bastante delicado. O jogo desta quarta-feira foi o oitavo seguido sem vitória e também sem marcar gols. Além disso, nas últimas 18 partidas, o Cruzeiro conquistou apenas uma vitória. Eliminado nas oitavas de final da Libertadores, o time está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, em 18.º lugar, com dez pontos.

"O futebol que dá é o mesmo que tira. E agora ele resolveu tirar. O balanço é bom. Três anos com quatro títulos é um bom desempenho. Mas o Cruzeiro precisa reagir, hoje precisa vir outro profissional, com outra cabeça, para propor uma reação que não pode mais demorar para acontecer", afirmou o treinador.

Também presente na entrevista coletiva, o diretor de futebol Marcelo Djian disse que a diretoria vai começar a trabalhar em busca de um substituto a partir de agora. No jogo de domingo, contra o Avaí, em Florianópolis, pela 14.ª rodada do Brasileirão, o Cruzeiro será comandado de forma interina por algum profissional que ainda não foi definido.

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Os jogadores do Cruzeiro tiveram pouco tempo para comemorar a classificação para a semifinal da Copa do Brasil diante do Atlético-MG, na noite desta quarta-feira (17), em Belo Horizonte. Logo após o jogo, no Independência, o ônibus do clube foi atingido por vândalos que atiraram pedaços de pau, pedras e garrafas. Nenhum integrante da delegação sofreu ferimentos.

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"O Cruzeiro Esporte Clube lamenta e repudia qualquer ato de vandalismo desta natureza e enfatiza que a classificação foi decidida dentro das quatro linhas, prevalecendo sempre o respeito entre os adversários, independente do resultado ao final do jogo", escreveu o Cruzeiro em suas redes sociais.

Antes do incidente, em entrevista coletiva, o técnico Mano Menezes exaltou a experiência da equipe, que continua na briga pelo tricampeonato consecutivo da competição. "Penso que o Cruzeiro, mais uma vez, fez valer a experiência de vivenciar isso com mais frequência. Nós ganhamos a nossa classificação quinta-feira passada, quando talvez todos esperássemos que nós não tivéssemos uma resposta daquelas para dar. E no futebol você não pode subestimar o seu adversário. Nós estamos levando a classificação daqui hoje porque jamais subestimamos o Atlético-MG, mesmo tendo uma vantagem de 3 a 0."

Apesar da vantagem inicial, o treinador afirmou que não considerou seu time tão favorito à conquista da vaga. "Aquilo que te dá um favoritismo, de 90 a 10, como eu ouvi hoje à tarde, para o Cruzeiro, pelo 3 a 0, você vê que na prática não tem tanto valor assim. Aconteceram lances que nós poderíamos perder por 3 a 0, quem sabe, e no mínimo ir para as penalidades máximas. Nossa experiência de classificar assim, de entender que você passa sufoco mesmo, fez com que a gente tenha levado essa classificação."

MORTE - Um torcedor do Atlético-MG faleceu durante o jogo, após ter um mal súbito no estádio Independência. Luciano Oliveira Palhares, de 34 anos, sofreu um ataque cardíaco no intervalo da partida, chegou a ser atendido pelos médicos, mas não resistiu a caminho do Hospital João XXIII. Os responsáveis pela gestão do estádio lamentaram a morte. "A Arena Independência lamenta profundamente o acontecido e se solidariza com seus familiares e amigos."

Os clubes também se manifestaram sobre a morte. "O Cruzeiro Esporte Clube lamenta profundamente o falecimento do torcedor Luciano Oliveira Palhares, que estava presente no jogo no estádio Independência. Nossos sinceros sentimentos aos familiares e amigos!", registrou a diretoria cruzeirense, nas redes sociais. "O Clube Atlético Mineiro lamenta profundamente a morte do torcedor Luciano Oliveira Palhares."

Um dos principais alvos da torcida após a derrota para a Chapecoense por 2 a 1, neste domingo (26), no estádio Independência, em Belo Horizonte, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Mano Menezes assumiu a responsabilidade pelo quinto jogo sem vitória. "Estamos passando por momento difícil, que temos que encontrar soluções. A responsabilidade é muito minha. Os jogadores têm qualidades e nós devemos pensar na melhor forma deles aproveitarem", afirmou.

Nesta partida, Mano Menezes mandou a campo uma formação mais ofensiva, com quatro meias ofensivos e Henrique como único volante. A tática não deu certo, pois deixou muito espaço para o adversário e ela dificilmente será adotada novamente.

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"A mudança no esquema é de responsabilidade minha e é uma coisa que a gente tinha que passar para ver que algumas coisas não funcionam. Futebol não adianta só falar, mas sim ser visto dentro de campo. Mesmo com tantos meias tivemos dificuldades para criar", analisou Mano Menezes.

A semana sem jogos promete ser tensa na Toca da Raposa II, com mais explicações de jogadores e dirigentes. O time volta a campo só no próximo domingo contra o São Paulo, às 16 horas, no estádio Pacaembu, na capital paulista, pela sétima rodada.

Com três derrotas seguidas, o Cruzeiro estacionou nos seis pontos e caiu para a 16.ª colocação, sendo o primeiro fora da zona de rebaixamento. Mas pode entrar nela depois dos jogos desta segunda-feira que completarão a sexta rodada.

Fábio Carille sagrou-se tricampeão paulista neste domingo (21), após a vitória do Corinthians por 2 a 1 sobre o São Paulo, no segundo jogo da final do Estadual. Sob o seu comando, o clube também havia conquistado as taças em 2017 (sobre a Ponte Preta) e no ano passado, contra o rival Palmeiras.

Na entrevista coletiva que concedeu após a nova conquista, o treinador repetiu o que havia dito no gramado após o fim do jogo, quando disse sentir-se abençoado e procurou não fazer avaliações próprias sobre suas qualidades técnicas.

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Carille disse ainda que aprendeu muito com as passagens de Tite e Mano Menezes pelo Corinthians, quando atuou como auxiliar técnico desses profissionais. "São coisas que, sinceramente, não consigo entender por que estão acontecendo comigo. Sério mesmo... Aprendi muito no Corinthians. Aprendi principalmente com Mano e com Tite", ressaltou.

O treinador também traçou um rápido perfil de cada um dos elencos que comandou nos três títulos estaduais conquistados nestes três anos. "Em 2017, tive um grupo que me escutou demais. Ganhamos jogos no detalhe. Em 2018, tivemos de mudar. Não gosto de jogar sem o (camisa) nove. Mas tivemos que nos adaptar assim no Paulista. Esse ano, mudamos a forma de jogar, algumas vezes colocando dois camisas nove", disse.

COMEMORAÇÃO LIBERADA - Carille também decidiu liberar os jogadores do Corinthians para comemorar o título do Paulistão neste domingo, apesar do fato de que na próxima quarta-feira o time tem um importante confronto com a Chapecoense, em Itaquera, pela quarta fase da Copa do Brasil. Na primeira partida, em Chapecó, o time paulista perdeu por 1 a 0 e, por isso, precisa vencer por dois gols de diferença para se classificar.

Neste domingo, a Chapecoense perdeu a final do Campeonato Catarinense para o Avaí, na Ressacada. Após um empate por 1 a 1 no tempo normal, o time da capital de Florianópolis levou a melhor nos pênaltis: 4 a 2.

"Amanhã (segunda-feira) me apresento cedo, começo a esboçar (o time que vai atuar na quarta). A escalação eu vou olhar no olho de cada um na terça. Só de olhar no olho eu já sei. Tem uns lá que vou olhar bem. Não vou trancar. Tem de comemorar, sim. Terça-feira, os jogadores vão saber quem vai pra campo", avisou.

O Cruzeiro não terá seu treinador ao longo das próximas semanas. Mano Menezes se afastará do trabalho para continuar um tratamento na pele, que iniciou no ano passado, também na reta final da temporada. Com isso, o comando da equipe celeste ficará a cargo do auxiliar Sidnei Lobo.

"Infelizmente o Mano não vai conseguir acompanhar a gente durante um período, mas o Sidnei está muito preparado. Ele demonstra isso nos treinos e nos jogos, nos orientando e indicando o que temos que fazer. A participação dele é muito importante junto ao elenco. Então, o Sidnei está preparado para substituir o Mano nestas atividades em que ele não estará presente", declarou o volante Lucas Romero nesta segunda-feira.

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Sem Mano, Sidnei Lobo será o responsável por comandar o Cruzeiro já no confronto diante do Corinthians, nesta quarta-feira, no Mineirão. Por mais que o time mineiro não tenha grandes pretensões no Brasileirão, Romero garantiu motivação para a reedição da decisão da Copa do Brasil.

"A partida de quarta será um jogo grande, porque dois grandes times vão jogar. Hoje, estamos mais tranquilos porque conseguimos conquistar a Copa do Brasil e a vaga da Copa Libertadores do ano que vem. Mas, jogando em casa, temos a obrigação de fazer grandes jogos e dar alegria para a nossa torcida", considerou.

Sidnei Lobo deve definir a equipe que vai a campo no treino de terça-feira. Ele não poderá contar com Dedé e Arrascaeta, em suas respectivas seleções, além de Edílson, Rafael Sóbis e Sassá, suspensos. As boas notícias são as voltas do meia Mancuello e do atacante Rafinha.

Conquistar a Copa do Brasil não é novidade para Mano Menezes, que graças ao título do Cruzeiro sobre o Corinthians, nesta quarta-feira (17), chegou à sua terceira taça - fora campeão também em 2017, pelo próprio clube mineiro, e 2009, dirigindo o Corinthians. Com a conquista, Mano obteve feito inédito. Em 30 anos de existência do torneio, ele se tornou o primeiro treinador a ganhar o título por dois anos consecutivos.

Até hoje, 23 técnicos sentiram o gostinho de faturar a segunda competição mais importante do País. Mano só não venceu mais edições do que Luiz Felipe Scolari, campeão em quatro ocasiões. Em dois anos, ajudou o Cruzeiro a desbancar o Grêmio como o dono de mais troféus da Copa: agora são seis dos mineiros contra cinco dos gaúchos.

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A conexão dele com a equipe de Belo Horizonte, por sinal, é rara. Nenhum outro clube da elite tem em seu comando técnico alguém há tanto tempo no cargo. Já são mais de dois anos.

A segunda passagem começou no dia 26 de julho de 2016. Ao todo, aí somados os seus dois trabalhos no Cruzeiro, Mano comandou o time em 183 partidas, o que o deixa a apenas quatro de Ênio Andrade, sexto treinador que mais vezes dirigiu o clube azul de Minas Gerais na história. Com os 10 jogos restantes no Campeonato Brasileiro, ele vai ultrapassar Matturio Fabbi, o quinto na lista, com 190. E seu contrato atual só termina ao final de 2019.

Na Toca da Raposa, Mano fez o que mais gosta: reestruturou e montou um time à sua maneira. Desde o ano passado, foi filtrando os nomes com os quais gostaria ou não de trabalhar. Deu aval a negociações como a que envolveu a volta de Egídio, muito criticado em sua trajetória no Palmeiras. Bancou o argentino Barcos entre os titulares, apesar de o atacante não viver seu melhor momento na carreira. Fez a torcida e a diretoria acreditarem que era, sim, possível escalar Thiago Neves e Arrascaeta juntos.

Resumo da ópera: Egídio virou peça fundamental da equipe e parece nunca ter vestido outra camisa que não a celeste na carreira. Barcos marcou os gols da semifinal contra o Palmeiras que classificaram os mineiros à grande decisão. Thiago Neves e Arrascaeta são os artilheiros da temporada, com 13 e 12 gols, respectivamente.

A última missão em 2018 será conduzir o clube a um término digno de Brasileirão - de que o treinador abertamente abriu mão quando o funil da temporada mostrou ser inviável levar as duas competições. Com 37 pontos e uma partida a menos que os concorrentes, os mineiros se veem a confortáveis seis pontos de distância da zona de rebaixamento.

Com três títulos de Copa do Brasil e dois de Série B no currículo, falta agora ao comandante ganhar a Série A e a Copa Libertadores para completar uma ficha recheada de bons serviços prestados e curta passagem pela seleção brasileira. Por que não sonhar com tudo isso no futuro?

O técnico Mano Menezes manteve o suspense e fechou, nesta terça-feira, o último treino do Cruzeiro antes da finalíssima da Copa do Brasil, contra o Corinthians, nesta quarta, em Itaquera. Como venceu o jogo de ida por 1 a 0, o time mineiro garante o bicampeonato se empatar em São Paulo.

A atividade realizada na manhã desta terça foi totalmente fechada à imprensa. Mano sequer deu dicas sobre a escalação. A maior dúvida recai sobre a lateral esquerda. O titular Egídio vai cumprir suspensão por ter levado o terceiro cartão amarelo.

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O técnico tem duas opções para a posição: Marcelo Hermes, lateral de ofício, e o volante Lucas Romero, que atuaria improvisado no setor. Apesar da improvisação, Romero é o favorito a ocupar a vaga na lateral por já ter feito isso durante boa parte da temporada passada, em razão de problemas físicos do titular.

Outra dúvida recai sobre o meia Arrascaeta. Ele está integrado à seleção uruguaia desde o dia 6 deste mês para a disputa de dois amistosos nas datas Fifa dos últimos dias. Ele não foi utilizado pelo técnico Oscar Tabárez na derrota para a Coreia do Sul, na sexta-feira, e jogou apenas os primeiros 45 minutos no revés para o Japão, nesta terça.

Após jogar na cidade japonesa de Saitama, Arrascaeta deve desembarcar em São Paulo às 16 horas desta quarta-feira, a pouco mais de cinco horas do início do jogo contra o Corinthians. Mano Menezes já avisou que poderá contar com o jogador para ao menos 45 minutos na final. Mas não está descartada sua entrada como titular.

Ainda existe a possibilidade de o treinador contar com o atacante Sassá. O jogador foi suspenso por seis jogos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por conta da confusão ao fim do jogo com o Palmeiras pela semifinal da Copa do Brasil. Mas o Cruzeiro tentou o efeito suspensivo, cuja resposta ainda não saiu.

Se o recurso for aceito pelo STJD, o atacante deve reforçar a equipe mineira nesta quarta. A princípio, Mano Menezes deve escalar o Cruzeiro com Fábio; Edilson, Dedé, Leo e Lucas Romero (Marcelo Hermes); Henrique e Ariel Cabral; Robinho, Thiago Neves e Rafinha; Barcos.

O comandante do Cruzeiro tenta algo inédito para um treinador brasileiro. Mano Menezes busca conquistar a Copa do Brasil pela segunda vez consecutiva com o clube mineiro, com quem foi campeão no ano passado.

Desde 1989, quando o torneio começou a ser disputado, nenhum treinador conseguiu levantar a taça duas vezes seguidas. No entanto, Mano Menezes tem um forte rival em seu caminho na luta para entrar na história do futebol nacional.

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O Corinthians, clube que já foi comandado por Mano em 2009, quando também conquistou a Copa do Brasil com o treinador, vem forte na disputa pelo título deste ano.

Cruzeiro e Corinthians se enfrentam nesta quarta-feira (10), às 21:45, no Mineirão, pelo jogo de ida da Copa do Brasil. A decisão do torneio acontecerá na próxima quarta (17), na Arena Corinthians.

Por Thiago Herminio

Os ânimos dos jogadores de Cruzeiro e Palmeiras deverão estar um pouco menos acirrados no domingo, quando os times voltarão a se enfrentar pelo Campeonato Brasileiro, depois da briga generalizada ocorrida após o apito final do empate por 1 a 1 na noite desta quarta-feira, que classificou o time mineiro para a decisão da Copa do Brasil. Isso porque o embate, válido pelo Campeonato Brasileiro, não vai contar com o atacante Sassá, pivô da confusão.

No meio da discussão entre os atletas dos times, iniciada em um lance envolvendo o zagueiro Léo e o volante Felipe Melo, Sassá agrediu o lateral Mayke, ex-cruzeirense e que ainda tem vínculo com o antigo clube, com um soco no rosto que o pegou desprevenido. O lance deixou o defensor palmeirense revoltado. E ele teve que ser contido por Paulo Turra, auxiliar do técnico Luiz Felipe Scolari, com a ajuda de outros jogadores.

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A agressão irritou os jogadores do Palmeiras, que chegaram a "jurar" o atacante cruzeirense, lembrando que o reencontro deste domingo acontecerá em São Paulo, no Pacaembu. Assim, para evitar maiores problemas, o técnico Mano Menezes afirmou que não vai relacionar o atacante, que foi expulso pela agressão ao lateral palmeirense e cumprirá suspensão na final contra o Corinthians, estando, portanto, disciplinarmente livre para atuar neste fim de semana - Mayke também levou o cartão vermelho, assim como Diogo Barbosa.

Mano projetou a utilização no elenco no próximo jogo contra o Palmeiras com novidades, incluindo a possibilidade de aproveitar Fred, e o veto a Sassá. "O Arrascaeta já pode estar no domingo, assim como talvez o Fred também possa. Não levamos um preto, mas levamos um clarinho. Deixamos o Sassá aqui para acalmar o tumulto. Está muito corajoso, vamos dar uma acalmadinha nele", brincou.

O Cruzeiro visita o Palmeiras na manhã de domingo, às 11 horas, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time mineiro está na sétima colocação com 37 pontos, 13 abaixo da equipe paulista, vice-líder do torneio.

O técnico Mano Menezes reclamou da atuação do árbitro paulista Vinícius Gonçalves Araújo, que anulou um gol legal do Cruzeiro no empate sem gols diante do Sport, neste sábado, na Ilha do Retiro, pela 24.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Barcos poderia acabar com seu jejum de gols, após pegar uma rebatida da trave. Mas o árbitro optou por marcar o impedimento, no lance ocorrido ainda no primeiro tempo. O treinador revelou um pedido de desculpas por parte do árbitro na saída de campo e ainda reclamou a sequência de erros contra o Cruzeiro. Segundo Mano Menezes, a equipe já teve seis gols legais anulados na competição.

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"Quantos gols legais o Cruzeiro teve anulados na competição? Pode ter certeza que são seis. Põe eles na artilharia e vamos deixar de ter o terceiro pior ataque. O time está criando, produzindo. Só queria que deixassem a gente fazer os gols que temos feito", avisou o treinador.

Mano Menezes reclamou dos erros de Vinícius Gonçalves Araújo. "Ele veio me pedir desculpas na saída de campo. Foi uma boa arbitragem, mas que acabou manchada por causa de um lance capital. É um gol que muda a trajetória do jogo. Fora isso, nós fizemos um bom jogo, perdemos um pênalti e agora vamos torcer para a bola entrar nos momentos importantes que temos pela frente", concluiu.

Para o diretor de futebol do Cruzeiro, Marcelo Djian, o gol anulado contra o Sport liga um alerta para a partida decisiva frente ao Palmeiras, quarta-feira, no Allianz Parque, pelas semifinais da Copa do Brasil. A importância da partida fez com que Mano poupasse seus principais jogadores.

"Estamos realmente sendo prejudicados e isso preocupa. O árbitro escalado para quarta-feira, tendo a pender a favor do time da casa. Perdemos pontos importantes no Brasileirão, e não queremos que isso aconteça contra Palmeiras, pois trata-se de um mata-mata. É um jogo que envolve uma grande quantia em dinheiro. Fica um alento, pois na Copa do Brasil tem VAR e isso impede que erros assim aconteçam", finalizou.

O empate diante do Sport deixou o Cruzeiro na sétima posição, com 33 pontos, longe de seus principais rivais na briga por uma vaga na Libertadores. O time mineiro volta a jogar pelo Brasileiro contra o rival Atlético-MG, no clássico marcado para o dia 16 (domingo), no Mineirão.

Aliviado pelo fim do jejum de vitórias do Cruzeiro no Brasileirão, que chegava a seis jogos no torneio, o técnico Mano Menezes celebrou a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, na noite de sábado (25), em casa, e já projetou o compromisso de quarta-feira. Pela partida de volta das oitavas de final da Copa Libertadores, contra o Flamengo, o time mineiro vai defender vantagem de 2 a 0 no placar agregado, vantagem conquistada no primeiro jogo, no Maracanã, no Rio.

"É uma vantagem boa, sim. A gente não tem que esconder as coisas, ela é uma vantagem boa. Mas só vai ser boa mesmo se nós soubermos defender ela, não só no sentido de defender, mas s aproveitar da pressão que está maior do lado de lá, da estratégia de talvez ter que ser um pouco mais audacioso, que nos dê algumas situação para tirar proveito disso. Sairmos na frente dentro da nossa casa, para fazer, quem sabe, um 3 a 0", analisou o treinador do Cruzeiro em coletiva de imprensa após a partida de sábado.

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Sobre voltar a vencer no Brasileirão, Mano Menezes disse que o jejum incomodava o grupo cruzeirense. "Não falta entrega. Não deixamos de conseguir os resultados porque nos faltou vontade. Faltaram outras coisas, como falta pra muita gente em determinadas partidas", afirmou.

O treinador chegou a 169 partidas à frente do Cruzeiro, portanto agora é o nono técnico que mais vezes dirigiu o clube. Ele está empatado com Marcelo Oliveira e a um jogo de Adilson Batista, que comandaram a equipe mineira em anos recentes.

"Marca importantíssima, difícil de ser alcançada, rara na nossa realidade brasileira, mas o mais importante de estar aqui é aliar a quantidade de jogos, a sequência de trabalho com conquistas importantes. Nosso objetivo é continuar focado nesse momento que estamos atravessando. Temos boas oportunidades nesse ano, trabalhamos bem para chegar ai com todo esse grupo, mas a marca me deixa contente e orgulhoso e aproveito para agradecer a todos que fizeram parte desta trajetória que eu espero que seja mais longa ainda e vitoriosa", disse o treinador.

Nesta segunda passagem pelo Cruzeiro, após breve período no segundo semestre de 2015 e saída para trabalhar no futebol chinês, o treinador está à frente do clube desde julho de 2016.

"É importante para o futebol que os técnicos consigam um período maior para executar o trabalho. Isso, geralmente, olhando para trás, gera bons resultados. Paciência, credibilidade, essas coisas, conseguimos com resultados. Por isso os resultados nesse processo são importantes. Sem resultados, ninguém vai a lugar nenhum. Nem o próprio treinador é capaz de estar confiante para passar aos seus jogadores. E os jogadores não ficam tão confiantes naquilo que ele (técnico) está falando. Quando você transpõe essa barreira, cria um ambiente favorável para ambicionar novas conquistas, e o trabalho fica mais duradouro com essas conquistas",

O técnico Mano Menezes assegurou ter ficado satisfeito com a atuação do time misto do Cruzeiro no empate por 1 a 1 com o Vitória, no Barradão, mas atacou o árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadão. Na sua avaliação, ele foi o responsável por evitar que o time mineiro conquistasse o triunfo no compromisso válido pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

"O Cruzeiro fez um bom jogo pela circunstância. Um time bastante mexido como nós fizemos a opção de trazer para o jogo. Enfrentou o Vitória como se enfrenta para ganhar, teve personalidade e jogo para ganhar. A gente sabia que era um jogo difícil, mas a arbitragem o tornou impossível", disse o treinador.

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As reclamações do Cruzeiro envolvem dois lances. A equipe reclama que o pênalti marcado para o Vitória foi em uma infração cometida fora da área, além de apontar erro na anulação de um gol de Manoel. Irritado, Mano apontou que os erros contra a equipe mineira vêm sendo recorrentes.

"De novo o Cruzeiro faz um gol legal e a arbitragem anula. Desde que voltamos da Copa do Mundo, já deve ser o quarto ou o quinto gol legal que a gente faz. Ou tem uma coisinha que acha que é impedimento ou tem uma coisinha que acha que puxou. Mas para os nossos adversários o pessoal não acha nada. Nós fizemos os gols para ganhar o jogo e isso me deixa triste. A gente está fazendo o certo e só tem que, quando merecer, deixar a gente vencer", completou.

Com o empate, o Cruzeiro completou o terceiro jogo consecutivo sem triunfos no Brasileirão e chegou aos 28 pontos, na oitava colocação. O time voltará a jogar na quarta-feira, quando vai encarar o Flamengo, no Maracanã, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores.

O técnico Mano Menezes culpou a arbitragem pelo empate do Cruzeiro com o Vasco por 1 a 1, na noite desta quarta-feira (6), no Mineirão, em rodada do Brasileirão. Para o treinador do time da casa, a atuação do árbitro Luiz Flávio de Oliveira foi "muito vergonhosa" ao deixar de não marcar dois supostos pênaltis em favor do Cruzeiro.

"Acho que da outra vez que o Vasco veio, o Vasco segurou a gente. Hoje, seguraram a gente", disse Mano, referindo-se ao primeiro duelo entre as duas equipes neste ano no Mineirão (empate sem gols), pela Copa Libertadores.

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"Foi muito vergonhoso. Não tiveram nem classe para fazer. Já que queriam fazer, pelo menos que tivessem mais competência para fazer. Hoje foi daqueles dias vergonhosos. Todo mundo viu. Também só vou falar isso sobre arbitragem, porque sou eu o chorão sempre, né? Então, hoje ficou claro para todo mundo que... segue o baile."

Na avaliação do treinador, o Cruzeiro foi melhor em campo e mereceu a vitória. Mas não conseguiu somar os três pontos em razão das supostas penalidades. "O Cruzeiro mereceu porque aconteceu o gol e mais dois lances de penalidades não marcados. Poderíamos ter vencido com mérito, uma vitória de virada, bem construída. O mérito que estão vendo do lado de lá, poderia não estar sendo discutido."

O primeiro lance polêmico da partida aconteceu aos 19 minutos, quando o volante Desábato teria feito falta no lateral-direito Edílson dentro da área. Na outra jogada, aos 39 minutos da segunda etapa, Raniel caiu na área após sofrer um toque no ombro.

Mesmo sem o pênalti, Raniel foi o destaque do time no jogo ao marcar o gol do Cruzeiro, quando o placar ainda estava inalterado. "Nosso jogo de hoje era para vitória, diante da nossa torcida, mas infelizmente não veio. Nós brigamos bastante na partida, até o final, infelizmente o Brasileirão será assim, não vamos ganhar todas", comentou.

"Mas o que vale é que nossa equipe brigou bastante, se empenhou demais na partida. Temos que agradecer a torcida que nos apoiou durante todo o jogo, e precisamos levantar a cabeça, pois temos dois compromissos difíceis pela competição", disse o atacante.

Com o resultado, o Cruzeiro chegou aos 17 pontos e ocupa provisoriamente a quarta colocação. O time pode perder posições no decorrer da rodada, nesta quinta. Já o Vasco é o 13º, com 12 pontos.

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