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A maior feira literária do Nordeste, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, realizará sua 12ª edição sem recursos do Governo Federal. A organização do evento procurou o Ministério da Cidadania, em Brasília, ao qual o antigo Ministério da Cultura foi acoplado, para conversar sobre a disponibilização de recursos, que não foram liberados para a feira.

Até 2019, a Bienal de Pernambuco captava recursos usando a extinta Lei Rouanet. Segundo Rogério Robalinho, da Cia de eventos, desde o ano passado, com a "satanização da Lei Rouanet", as empresas estão receosas em dispor verbas para o fomento da cultura. Isso tem dificultado em todo país o levantamento de recursos, ainda mais no Nordeste, que se posiciona em direção contrária ao atual governo.

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Censura

Questionado sobre a existência de preocupações sobre a censura de conteúdo, como houve na Bienal do Rio, Robalinho foi claro: “Preocupação zero”. “O que aconteceu no Rio de Janeiro, na Bienal do Rio, foi um absurdo e merece o repúdio de todos nós, e é contra isso que a gente entende que o universo de livro, leitura, literatura e biblioteca se insurge. Contra esse obscurantismo. (A Bienal) traz a pluralidade de pensamentos e ideias e novas perspectivas pra que nesse século 21 a gente possa discutir, nesses ambientes, que sociedade é essa que nós queremos ser”.

O economista francês Thomas Piketty propõe superar o hipercapitalismo atual para combater as desigualdades com o objetivo de deter um avanço "dentitário extremamente perigoso", em uma entrevista à AFP por ocasião da publicação de seu novo livro, "Capital e Ideologia".

Considerado uma figura estelar da economia, o professor da Escola de Economia de Paris publica o novo livro de mais de 1.200 páginas seis anos depois do sucesso mundial da obra anterior, "O Capital no Século XXI", que já vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares.

P: O que busca demonstrar em seu novo livro?

R: Neste livro, tento mostrar que na história já aconteceram grandes mudanças ideológicas. Ainda pensamos que a estrutura das desigualdades não mudará, que as coisas são sólidas como uma rocha. Mas todas as ideologias acabam sendo substituídas por outros sistemas de organização das relações sociais e de propriedade. Vai acontecer o mesmo com o regime atual.

P: Como?

R: Precisamos retomar o fio, com calma, serenidade, tentando discutir soluções para superar o hipercapitalismo atual, à luz das experiências históricas. A boa notícia é que todos os regimes políticos desiguais terminam se transformando, geralmente com momentos de crise mais violentos do que se gostaria. Eu desejaria que isso pudesse ser feito pacificamente, através da deliberação democrática, com eleições. Às vezes existem momentos imprevistos de crise, como o Brexit. Em tais momentos, como demonstra a história, é necessário recorrer aos repertórios de ideias produzidas no passado.

P: Qual o risco de não debater as desigualdades?

R: Se nos negamos a falar sobre a superação do capitalismo por uma economia mais justa e descentralizada, corremos o risco de continuar fortalecendo as narrativas do avanço identitário, do avanço xenófobo. Estas são história niilistas extremamente perigosas para nossas sociedades que se alimentam da recusa em discutir soluções justas, internacionalistas, soluções igualitárias de reorganização do sistema econômico.

P: Você é severo a respeito da evolução da sociedade desde a queda do império soviético.

R: É hora de fazer um balanço das decisões tomadas desde os anos 80 e 90. No início da década de 2020 podemos ver seus limites com uma globalização altamente desigual, que é desafiada por muitos e que nutre avanços identitários extremamente perigosos. A revolução conservadora de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, assim como a queda do comunismo soviético, deram uma espécie de impulso a uma nova fé, às vezes ilimitada, na autorregulação dos mercados, na sacralização da propriedade. Mas é um movimento que, acredito, está chegando ao fim.

P: Qual a influência da queda do Muro de Berlim, há 30 anos, na evolução das desigualdades?

R: O ano de 1989 dá lugar a um mundo no qual a desilusão pós-comunista leva a uma espécie de sacralização do hipercapitalismo. O comunismo no século XX, depois de apresentar-se como o desafio mais formidável à ideologia dos proprietários, terminou se transformando no melhor aliado do hipercapitalismo precisamente por seu fracasso. Depois de 1989, deixamos de pensar na questão do excesso de desigualdade no capitalismo, a necessidade de regular, de superar o capitalismo. O caso extremo é a Rússia, onde não existe nenhum impostos sobre a herança, nem imposto de renda progressivo. Nem Donald Trump, em seus sonhos mais loucos, pensa em algo assim.

P: O Partido Comunista ainda está no poder na China...

R: A história é diferente na China, mas você tem o desastre maoista, da revolução cultural... Existe o papel dominante do Partido Comunista, mas também há uma negativa a superar a desigualdade gerada pela propriedade privada. A China, como a Rússia, não tem imposto sobre a herança. O caso de Hong Kong é inédito porque é o único país do mundo que se tornou mais desigual depois de se tornar comunista. Existia um imposto sobre a herança que foi eliminado após a devolução para a China.

P: Não teme utilizar a palavra "socialista", que não está mais na moda?

R: Não tenho medo. Acredito que o socialismo democrático, que é a social-democracia, trouxe consigo não apenas esperança, mas também um tremendo sucesso durante o século XX.

Em sua 12° edição, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco vem com o tema "Histórias para Resistir". A produção do evento literário anunciou ainda nesta quinta-feira (12), em coletiva para a imprensa, que a edição de 2019 homenageará o poeta e ativista pernambucano Solano Trindade (em memória), pioneiro na literatura afro-brasileira e responsável por fundar grupos de valorização da cultura negra e combate ao racismo. O segundo homenageado é Sidney Rocha, editor de mais de 300 títulos.

Entre os convidados estão Ana Maria Gonçalves, o filósofo francês Grégoire Chamayou, a escritora Clarice Freire, o diretor e roteirista André Vianco e a romancista Malu Simões.

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A maior feira literária do Nordeste promete cativar o público com novos ambientes, grandes nomes da literatura, mais de 120 horas de atividade e com mais de 100 expositores confirmados. 

Serviço

XII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco - Ano 2019

4 a 13 de outubro | 10h

Centro de Convenções de Pernambuco

R$ 10 inteira, R$ 5 meia, R$ 7 social (1kg de alimento ou 1 livro não didático usado)

A mais recente obra do escritor americano Stephen King vai ganhar uma adaptação para TV. ‘The Institute’, livro lançado nos Estados Unidos na terça-feira (10), teve os direitos adquiridos no mesmo dia para a criação de uma série.

O livro narra a história de Luke, um garoto de 12 anos que é sequestrado e levado para o Instituto logo após ter seus pais assassinados. Lá, crianças com poderes especiais têm os seus dons extraídos à força. O protagonista fará de tudo para escapar.

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De acordo com o The Hollywood Reporter a série ainda não possui uma emissora definida, mas a Spyglass Media Group está encarregada da produção. Jack Bender e David E. Kelly são os responsáveis pelo projeto e já trabalharam juntos em uma adaptação de Mr. Mercedes, outra obra de King. Não há previsão de lançamento.

No Brasil, o livro traduzido como ‘O Instituto’, será vendido pela editora Suma de Letras a partir do dia 20 de setembro.

Por Suellen Elaine

Um livro escrito pelas duas jornalistas que em 2017 foram as primeiras a informar sobre as acusações de agressão sexual contra o produtor de cinema Harvey Weinstein revela que seu irmão tentou em vão que ele pedisse ajuda para enfrentar sua "má conduta".

O livro, que estará à venda a partir desta terça-feira, publica integramente uma carta escrita por Bob Weinstein a seu irmão em 2015, e detalha como uma advogada do produtor de Hollywood tentou manchar a reputação de suas supostas vítimas para desacreditá-las.

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Os artigos das jornalistas Jodi Kantor e Megan Twohey, do jornal The New York Times, revelaram as acusações contra Weinstein que deram origem ao movimento #MeToo contra o abuso sexual.

"Com sua má conduta envergonhou a família e a empresa", escreveu Bob Weinstein a seu irmão e sócio na produtora de cinema. "Sua reação foi uma vez mais colocar a culpa na vítima".

"Se você acha que não há problemas com sua má conduta (...) então conte a sua esposa e a sua família", desafiou.

A carta foi publicada parcialmente pelo New York Times.

Bob Weinstein disse às autoras do livro que vinculou equivocadamente os problemas de seu irmão a um vício em sexo, e que se cansou de tentar fazer com que mudasse. "Me cansei... Disse: 'me dou por vencido'".

O livro "She Said: Breaking the Sexual Harassment Story That Helped Ignite a Movement" (Ela disse: Informar sobre a história de assédio sexual que ajudou a acender um movimento), publicado pela editoria Penguin, identifica fontes e vítimas antes anônimas e contém novas informações sobre a rede de acordos legais secretos que mantiveram ocultas as acusações.

Uma das advogados de Weinstein, Lisa Bloom, acompanhou-o ao Times antes que a história inicial fosse publicada há dois anos para apresentar informações destinadas a desacreditar suas acusadoras.

Nesta segunda, Bloom disse às autoras que ela "lamentava profundamente" ter representado Weinstein e que tinha cometido um "erro colossal".

Outrora um dos homens mais influentes de Hollywood, Weinstein, 67 anos, foi acusado de assédio e agressão sexual por mais de 80 mulheres, incluindo estrelas como Angelina Jolie e Ashley Judd.

O cofundador da Miramax e produtor de "Pulp Fiction" sempre insistiu que seus relacionamentos sexuais eram consensuais.

No mês passado, um juiz de Nova York adiou o julgamento de Weinstein por agressão sexual para janeiro.

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"O livro é a felicidade encadernada", frase do escritor, poeta e professor João de Jesus Paes Loureiro, foi o tema escolhido para a 16ª edição do Festival Osga de Vídeos Universitários, evento organizado anualmente pelo curso de Comunicação Social da UNAMA – Universidade da Amazônia. O Osga 2019 será no dia 16 de dezembro, no Cine Olympia, em Belém. 

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Os vídeos concorrerão nas categorias "Osga na Escola", "Curta de Ficção", "Vídeo Arte", "Vídeo Minuto", "Vídeo publicitário" "Minidocumentário" e "Vídeo Mobile". A nova categoria "Osga na Escola" busca a produção audiovisual de alunos do ensino médio público e privado.

Para Mário Camarão, coordenador de Comunicação Social da UNAMA e um dos organizadores do Osga, o tema escolhido faz refletir sobre a importância da literatura, da cultura e do conhecimento, a partir do trabalho criativo e crítico dos alunos. “O Osga serve de vitrine para os estudantes, para a Universidade e para o Grupo Ser, uma vez que o evento é nacional e chega a todas as universidades e instituições de ensino superior que podem participar. É interessante ressaltar que, neste ano, o Festival não fica somente na graduação, ele também inclui alunos de ensino médio e de pós-graduação”, afirmou.

“É uma vitória nós estarmos caminhando para a 16ª edição do Osga, um dos festivais de vídeos universitários mais antigos do Brasil”, comemorou Wagner Muniz, pró-reitor da UNAMA. Segundo ele, a edição de 2019 resgatará e incentivará a propagação da cultura social da Amazônia, trazendo a realidade brasileira.

Marco Antônio Moreira, responsável pela programação do Cine Olympia, reconhece que a parceria entre os livros e o cinema é antiga, pois grandes filmes foram feitos com a ajuda da literatura e vice-versa. “O tema deste ano vai fazer os alunos pensarem e criarem coisas incríveis. A expectativa é muito boa”, reiterou.

O lançamento teve a presença da reitora da UNAMA, Betânia Fidalgo; do poeta e professor Paulo Nunes, que leu um poema de João de Jesus Paes Loureiro, autor homenageado; do professor Eden Ferreira, diretor da Uninassau, além de coordenadores de cursos, professores, técnicos, alunos e convidados, 

Por Ana Luiza Imbelloni.

 

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, determinou que o HQ "Vingadores, A cruzada das crianças" fosse retirado da Bienal Internacional do Livro. Nessa quinta-feira (5), Crivella gravou um vídeo para dizer que o livro com personagens gays fosse embalado em plástico preto, lacrado e avisando aos consumidores o tipo de conteúdo que estava sendo exposto. Ele alegou que o material é impróprio para menores de 18 anos.

"A prefeitura do Rio determinou que os organizadores da Bienal, lá no Rio Centro, recolhessem esse livro [Vingadores, A cruzada das crianças], que já foi denunciado inclusive na internet, que traz conteúdo sexual para menores. Livros assim precisam estar embalados em plástico preto, lacrado e do lado de fora avisando o conteúdo. Portanto, a prefeitura do Rio de Janeiro está protegendo os menores da nossa cidade", declarou.

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Na última quarta-feira (4), o vereador Alexandre Isquierdo (DEM), durante uma sessão na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, repudiou a comercialização do livro. Alexandre classificou a obra de Allan Heinberg, publicada em 2010, como "covardia". Em um comunicado, a direção da Bienal informou que dá voz a todos os públicos.

Confira a nota:

"A Bienal Internacional do Livro Rio, consagrada como o maior evento literário do país, dá voz a todos os públicos, sem distinção, como uma democracia deve ser. Este é um festival plural, onde todos são bem-vindos e estão representados. Inclusive, no próximo fim de semana, a Bienal do Livro terá três painéis para debater a literatura Trans e LGBTQA+. A direção do festival entende que, caso um visitante adquira uma obra que não o agrade, ele tem todo o direito de solicitar a troca do produto, como prevê o Código de Defesa do Consumidor."

Considerado um dos maiores fenômenos do movimento da poesia na Internet, Zack Magiezi chega ao Recife nesta quinta-feira (5) para o lançamento do seu terceiro livro “Para o amor que vai chegar”. A publicação apresenta nos versos uma narrativa romântica da busca por um amor que insiste em se perder nas curvas do caminho.

Com mais de um milhão de leitores no Instagram, Zack tem como marca a transformação de fatos corriqueiros em poesia, de forma leve, com palavras que passem aos leitores um sentimento comum.

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Seu primeiro trabalho publicado, “Estranherismo”, vendeu mais de 35 mil exemplares em todo o País. A obra com poesias datilografadas foi publicada originalmente no Instagram. Sua segunda criação, “Notas sobre ela”, abordava o universo feminino, desde a infância à maturidade, em pequenos poemas.

Serviço

Lançamento do Livro “Para o amor que vai chegar” de Zack Magiezi

Quinta-feira (5) | 18h30

Livraria Cultura do Shopping RioMar (Av. República do Líbano, 251 - Pina)

Livro R$ 44,90

Em comemoração aos 25 anos do disco “Da lama ao caos” de Chico Science e Nação Zumbi, a jornalista carioca Lorena Calabria lança o livro “Chico Science & Nação Zumbi – Da lama ao caos”, contando a história da produção multicultural. O evento acontece no dia 18 de setembro, às 9h20, no Cineteatro da Faculdade AESO Barros Melo.

O disco, que foi gravado em 1993, mas lançado após um ano, causou estranheza no mercado musical, porque destoava das composições presentes no cenário atual da época. Em pouco tempo, a mistura de ritmos ficou conhecida como Manguebeat e alcançou proporções internacionais. Na ocasião será ministrada uma palestra que fala sobre o processo criativo da produção, que faz parte da coleção “O Livro do Disco” da Cobogó Editora, em que estão retratados ensaios sobre grandes obras do mundo da música.

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Serviço

Lançamento do livro “Chico Science & Nação Zumbi – Da lama ao caos”, com palestra da jornalista e autora, Lorena Calabria

18 de setembro | 9h20

Cineteatro da AESO Barros Melo (Av. Transamazônica, 405, Jardim Brasil II, Olinda)

Gratuita e aberta ao público

As histórias do clube de frevo mais antigo do Brasil agora estão documentadas em livro. A publicação “Clube Misto Carnavalesco das Pás Douradas – 130 anos” de autoria do professor e historiador Álvaro Melo, será lançado neste sábado (31), no Paço do Frevo. Na ocasião acontecerá uma apresentação de passistas da Escola de Frevo do Clube e da Orquestra das Pás. O evento acontece a partir das 15h.

O lançamento conta com uma tarde de autógrafos aberta ao público e um coquetel festivo. Segundo o autor o livro conta a trajetória do clube, que se tornou parte da história da cidade, além dos fatos que marcaram o clube. Álvaro ainda ressaltou a importância de lançar o livro no Paço do Frevo para valorização da cultura pernambucana. O livro estará à venda no local por R$ 30, para quem desejar adquirir um exemplar.

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Serviço

Coquetel de Lançamento do Livro “Clube Misto Carnavalesco das Pás Douradas – 130 anos”

Sábado (31) | 15h

Paço do Frevo (Praça do Arsenal da Marinha, s/n – Bairro do Recife)

O livro "A garota marcada para morrer" dá ponto final à saga policial sueca "Millenium" criada por Stieg Larsson e representa a despedida da carismática hacker Lisbeth Salander.

Publicado no fim de agosto simultaneamente em quase 30 países, o volume encerra um fenômeno de seis livros que formam uma apaixonante crítica social da Suécia contemporânea, com as ameaças do progresso tecnológico sobre as liberdades e a violência contra as mulheres.

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Com 100 milhões de exemplares vendidos em todo mundo, a saga Millenium foi criada por Stieg Larsson, jornalista investigativo especializado em movimentos de extrema direita. Ele faleceu após um ataque cardíaco em 2004, pouco depois de entregar os originais dos três primeiros livros.

Larsson não experimentou o gigantesco sucesso da saga, assim como suas adaptações para o cinema e para os quadrinhos. Também não viu a batalha jurídica pelos direitos autorais entre sua família e sua companheira.

Após a publicação dos três primeiros volumes - "Os homens que não amavam as mulheres" (2005); "A menina que brincava com o fogo" (2006) e "A rainha do castelo de ar" (2007) -, outro escritor de sucesso, David Lagercrantz, assumiu o comando da saga com a aprovação do pai e do irmão de Larsson.

"A garota na teia de aranha" (2015) e "O homem que buscava sua sombra" (2017) venderam 14 milhões de exemplares.

Após o sexto e último livro, "acabou", declarou David Lagercrantz à AFP.

"Mas estou convencido de que Lisbeth é imortal e que continuará vivendo de uma forma, ou de outra, na televisão, no cinema, ou em outros livros", disse.

Millenium é, sobretudo, a personagem Lisbeth Salander, hacker brilhante, anti-heroína punk, bissexual, vítima da violência machista, uma desajustada social, que faz justiça à sombra, de forma definitiva.

Sua contraparte masculina é o jornalista Mikael Blomkvist, diretor da revista "Millenium", ao qual Stieg Larsson atribuiu suas obsessões, seu gosto pelos arquivos e nomenclaturas, assim como sua aversão ao materialismo e ao abuso de poder.

No sexto livro, Lisbeth está em Moscou para acertar contas definitivas com a família, em uma história que tem como pano de fundo um cenário de "fake news", assédio virtual, manipulações genéticas e perseguição aos homossexuais na Chechênia.

Em seu site, a editora sueca Nordstedts garante que o volume 6 é "o último da série Millenium".

A companheira de Stieg Larsson, Eva Gabrielsson, rebelou-se quando Lagercrantz, filho de um intelectual de classe alta, assumiu o controle da série criada por um jornalista militante, nascido no interior, muito comprometido com a esquerda. Eva ficou, porém, sem voz, ou voto, ao perder a batalha legal. Foi excluída da sucessão, porque não era casada com Larsson.

David Lagercrantz não lamenta nada. "Observando em perspectiva, fiz bem em continuar (a obra de Stieg Larsson). Isto jogou luz sobre os livros e sobre sua ação política", alegou.

O autor anunciou que pretende utilizar a turnê de promoção para alertar sobre as "ameaças contra a democracia".

Larsson, que escrevia para a revista antirracista sueca Expo e era ameaçado constantemente por grupos neonazistas, "compreendeu antes de todos os perigos da extrema direita", destaca Lagercrantz.

Biógrafo do jogador de futebol Zlatan Ibrahimovic e do matemático Alan Turing, Lagercrantz deseja virar a página da saga Millenium.

"Três livros é exatamente o que precisava. Se continuasse, teria sido antes de tudo por hábito", afirma o autor.

"É enorme e me sinto feliz de ter conseguido aprofundar o mito", completa.

"A garota marcada para morrer" recebeu críticas mornas.

"É um final aceitável, mas agora basta", escreveu o jornal sueco "Svenska Dagbladet".

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Estudos apontam que no Brasil a média de leitura é de um livro por ano. Segundo os dados da pesquisa Retratos da Leitura, do Instituto Pró-livro, 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro. Em Belém, até 1º de setembro, a 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro oferece muitas opções para quem quer começar a ler.

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"Quem não conhece os livros não tem companhia permanentemente", disse a mestra em literatura Helenice Silva. Para ela, é preciso que o adulto crie um campo de atuação para promover a leitura de todas as formas. "Apresentando o livro como algo de agradável e atrativo, pronto para ser objeto de desejo para alguém que está na vez. Tudo tem nos livros, de todas as formas. Livro é uma comida gostosa pronta para ser devorada; também é diversão para ser curtida; é companhia para os momentos de solidão e muito mais. O livro não perde na disputa pelo seu espaço, pois cada um tem o seu momento", explicou Helenice.

A estudante de Jornalismo e amante da leitura Erika Castro disse que se interessou pela leitura aos 12 anos de idade, quando os pais passavam pelo processo de separação. Para fugir dessa realidade, encontrou refúgio nos livros. “Já desmarquei de sair muitas vezes com meus amigos pra ficar lendo em casa. Já troquei uma ida ao cinema, a aniversários. Um dia eu não aproveitei um dia todo na praia pra ficar dentro do carro lendo, porque eu realmente não conseguia largar o livro”, contou.

A coordenadora do curso de Letras da UNAMA - Universidade da Amazônia, Terezinha Barbagelata, explicou que o gostar de ler tem a ver com o incentivo da família. “A leitura é um sendeiro, ou seja, o conhecimento adquirido por meio da leitura seguramente abrirá portas para conhecer outras possibilidades”, afirmou.

“O hábito se fará a partir da motivação, do assunto me chama atenção, começar lendo uma a duas paginas sabendo da importância dessa leitura na vida do leitor. Mais uma vez enfatizo, ler é libertar-se, é iluminar-se, trazer para si a possibilidade de uma mente livre, com senso crítico”, finalizou Terezinha.

A estudante Erika deixou um conselho para as pessoas que sentem vontade de iniciar uma vida de leitura, mas não conseguem. “Começar com o gênero com que mais se identifica. Se gostar de romance, leia romance. Se gosta de assistir terror, iniciar com um livro de terror. Ler livros menores também ajuda, porque os que contêm muitas páginas às vezes assustam quem não está acostumado. Então um livro de até 200 páginas é um bom começo. E, também, fazer metas, como eu faço. Ler 'x' quantidades de livros por ano, ler quantidade 'y' de páginas por dia, metas pessoais que ajudam bastante”, assinalou.

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A cidade de Belém está mergulhada no universo dos livros e da cultura. Começou no último sábado (24) a 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. Os homenageados são o escritor, poeta e pesquisador João de Jesus Paes Loureiro e a pesquisadora e ativista do movimento negro Zélia Amador de Deus. 

Segundo a Secretária de Estado de Cultura (Secult), mais de 400 mil pessoas devem visitar a feira, até o dia 1º de setembro. "Nesse momento em que os olhos do mundo estão voltados para Amazônia por causa dessa grave crise ambiental, nós vamos discutir as vozes que problematizam essa região. Vamos trazer pra cá esses povos originários de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos. Vamos dar destaques pra produção literária com os autores paraenses”, disse Úrsula Vidal, secretária estadual de Cultura.

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A feira tem 207 estandes e uma programação cultural diversificada, voltada para a produção regional. Para a Secult, a 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes cria novos mecanismos de diálogo e relacionamento, para melhor interagir com a rica diversidade sociocultural paraense. A feira está aberta das 10 às 22 horas, com entrada franca em todos os eventos.

"O amor pela Amazônia, nesta feira, provoca uma reunião entre o autor, o livro e o leitor. É isso que me encanta em uma feira como essa, em uma época como essa. Só que eu estou na Amazônia, e a Amazônia não está feliz. E apesar de minha felicidade individual pela homenagem, careço da felicidade coletiva desta Amazônia que arde em chamas, abandono e desespero de um povo que minha poesia sempre defendeu pela liberdade, grandeza e respeito", discursou o poeta Paes Loureiro. 

"A todos que trazem a marca da diversidade diminuída pela diferença no próprio corpo. A homenagem é coletiva, nunca individual, com todos aqueles e aquelas considerados os interditos da diferença transformada em desigualdade. Que a Amazônia consiga se recuperar e que tenhamos uma sociedade democrática, utopia da qual nunca abrirei mão", destacou Zélia Amador.

Na abertura, o governador Helder Barbalho assinou, junto com o presidente da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa), Jorge Panzera, o decreto que cria a Política Pública de Edições e Publicações do Estado do Pará para livros, revistas, cartilhas, jornais e e-books. Helder também entregou cartões do Credlivro servidores públicos, totalizando um investimento de cerca de R$ 3 milhões. 

Presidente do Conselho Editorial do Senado Federal, o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, participou da cerimônia e se disse pessoalmente fã de Zélia Amador e Paes Loureiro. "Quem tem que declarar amor à Amazônia, primeiramente, somos nós. Por isso essa feira é simbólica nesse sentido. Em momentos de ódio, essa feira é proclamação do amor", elogiou.

Com informações da Agência Pará.

 

 

“Teatro em cena – edifícios e casas de espetáculos do Recife” é o tema do livro de autoria da arquiteta pernambucana, Luiza Andrada, que será lançado nesta quinta-feira (22), às 18h, na Livraria Jaqueira. Na ocasião, a autora faz uma breve explanação da publicação que traz um levantamento tipológico dos edifícios e salas de espetáculos do Recife a partir do século XIX apresentando as variações das edificações, hierarquias e sua relação com o contexto urbano, o período histórico e a sociedade que produziu esse rico patrimônio material da capital pernambucana.

A obra foi escrita com base no trabalho de pesquisa desenvolvido na graduação em Arquitetura e Urbanismo, na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), em 2012, sob a orientação da professora e arquiteta, Amélia Reynaldo, e só agora será lançada com o incentivo do Fundo de Incentivo à Cultura do Estado de Pernambuco (Funcultura) e produção executiva assinada por Clarisse Fraga, do Bureau de Cultura.

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De acordo com a autora, a escolha do tema se deu devido à importância dos edifícios e salas de teatro, e à singularidade destes exemplos enquanto tipologia. Além disso, ela destaca a carência de estudos mais aprofundados e específicos sobre as edificações, mesmo sendo algumas delas protegidas por uma legislação que, na teoria, garante a preservação.

Serviço

Lançamento Livro “Teatro em Cena” de Luiza Andrada 

Quinta-feira (22) | 18h

Livraria Jaqueira (R. Antenor Navarro, 138 - Jaqueira)

Livro: R$ 30

O livro “Doce Pernambuco” será lançado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) neste sábado (24), dentro do projeto Tengo Lengo Tengo, no Museu Cais do Sertão. Antes dos autógrafos, Lody conversa com o escritor Frederico de Oliveira Toscano, autor do título vencedor do Prêmio Jabuti de 2015: À francesa – A Belle Époque do comer e do beber no Recife, editado pela Cepe. O debate intitulado “Um papo doce” acontecerá a partir das 17h.

O 10º título de Lody focado no tema açúcar foi prefaciado por uma das maiores autoridades em antropologia da alimentação, Xavier Medina, presidente da Associação Internacional de Antropologia da Alimentação, sediada em Barcelona. A partir de uma abordagem histórica e etnocultural, em “Doce Pernambuco” o autor transcorre sobre o que chama de civilização do açúcar, especiaria desejada e rara no início dos caminhos que uniam Ocidente e Oriente. O antropólogo conta que o grama do ingrediente equivalia ao do ouro, de forma que chegava a ser ofertado como presente nobre.

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Nos 25 capítulos das 251 páginas Lody enumera cada uma dessas delícias do acervo gastronômico de Pernambuco, verdadeiros patrimônios como o alfenim, que o autor considera uma verdadeira expressão em arte popular feita de açúcar.

Doce Pernambuco, contextualiza historicamente essa cultura, Lody discorre sobre a civilização do açúcar como ação coordenada pelos elementos: histórico, econômico, social, ecológico e cultural, que resultam na formação e no comportamento, identificando o homem brasileiro e, em especial, o homem nordestino.

De acordo com o pesquisador, para a população do Nordeste há uma construção de imaginários e de maneiras de ver o mundo e de se auto representar que transita pelos engenhos, que expõe desde o melado ou o mel de engenho até o açúcar moreno-mascavo.

Sobre o autor:

Raul Lody é antropólogo, museólogo, professor e pesquisador. Especialista em antropologia da alimentação com projetos de pesquisas no Brasil e no exterior, criador do Grupo de Antropologia da Alimentação (Fundação Gilberto Freyre), do Museu da Gastronomia Baiana. O Açúcar está fortemente presente na obra de Raul Lody, com nove títulos publicados sobre a temática: Caminhos do açúcar; Vocabulário do açúcar; À mesa com Gilberto Freyre; A doçaria tradicional de Pelotas; A cozinha pernambucana em Gilberto Freyre; Do mucambo à casa-grande; Desenhos e pinturas de Gilberto; Freyre(Companhia Editora Nacional, 2007); e o mais recente que é o Museu Virtual do Açúcar, além de ter sido o organizador do Dicionário do doceiro brasileiro.

Serviço

Lançamento do livro “Doce Pernambuco”

Sábado (24) | 17h

Museu Cais do Sertão (Avenida Alfredo Lisboa, s/n, Recife Antigo)

Livro: R$ 40 impresso; R$ 12 e-book

Neste sábado (24) e domingo (25), acontece a 1º Bienal do Literária de Taubaté, interior de São Paulo. No evento, a ex-aluna do curso de Jornalismo da Univeritas/UNG Verônica Monteiro fará uma palestra sobre seu primeiro livro, “Do Lado de Fora: A vida de ex-detentas em Taubaté-SP", que é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

No começo de 2017, a escritora estava em busca de um tema para o TCC. Ela já conhecia a história de uma ex-presidiária e queria ir em busca de outras personagens. Depois de muita procura ela conheceu outras ex-detentas que aceitaram relatar suas vidas para compor o livro. “São histórias de mulheres humanas, que erraram, pagaram pelo erro e hoje só querem continuar suas vidas”, explica Verônica.

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Verônica Monteiro, autora do livro "Do Lado de Fora: A vida de ex-detentas em Taubaté-SP" | Foto: acervo pessoal 

O livro foi lançado em março no formato e-book, pela Amazon. Porém, essa é a primeira vez que seu trabalho será divulgado em um evento de literatura. “Já está sendo uma experiência sensacional participar da Bienal. Essa também é minha primeira palestra sobre o meu trabalho, é muito gratificante”, conta Verônica.

Para a recém-formada jornalista, todas as histórias e as mulheres que foram suas personagens marcaram para sempre a sua carreira.  “É uma experiência que vou levar para o resto da minha vida”, afirma Verônica.

Na Bienal de Taubaté, além dos escritores, o evento reúne exposição de artesãos, artistas plásticos, música, dança e teatro.  

 

Serviço

1ª Bienal Literária de Taubaté

Quando: 24 e 25 de agosto, das 10h às 20h

Onde: Via Vale Garden Shopping – Avenida Dom Pedro I, 7181 – Estoril – Taubaté

 

Edward Snowden, o ex-analista da Agência de Segurança Nacional americana (NSA, na sigla em inglês) que fugiu para a Rússia depois de vazar informações sobre o programa de vigilância em massa do governo dos Estados Unidos, publicará suas memórias - informou a editora nesta quinta-feira (1º).

O livro "Permanent Record" estará à venda a partir de 17 de setembro e será publicado mundialmente pela Macmillan Publishers.

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Snowden, que trabalhava para a CIA, além da NSA, vive na Rússia desde 2013, após ter vazado milhares de papéis secretos para a imprensa. Esses documentos expuseram o alcance da vigilância dos Estados Unidos depois dos ataques do 11 de Setembro.

Enquanto seus defensores o elogiam por defender a privacidade, os Estados Unidos o acusam de pôr a segurança nacional em risco.

Snowden enfrenta acusações de espionagem nos Estados Unidos, pelas quais pode ser condenado a passar décadas na prisão.

"Aos 29 anos, Edward Snowden decidiu desistir de seu futuro para o bem de seu país", disse o CEO da Macmillan Publishers nos Estados Unidos, John Sargent, em um comunicado.

"Ele demonstrou enorme valor em fazer isso e, gostando, ou não, é uma incrível história americana", acrescentou.

"Não há dúvida de que o mundo é um lugar melhor e mais privado, graças às suas ações", completou.

Em sua conta no Twitter, Snowden postou uma mensagem, informando ter escrito um livro, e incluiu um vídeo dele.

"Tudo o que fazemos hoje é para sempre, não porque queremos lembrar, mas porque não temos o direito de esquecer", diz ele no vídeo.

"Ajudar a criar este sistema é do que mais me arrependo", conclui.

Jair Bolsonaro foi eleito presidente sem que o País conhecesse circunstâncias sobre o mais grave episódio que marcou sua carreira militar e antecedeu sua entrada para a política: o plano de explodir bombas em quartéis do Rio, em protesto contra os baixos soldos em 1987. Por essa acusação, ele foi processado e absolvido pelo Superior Tribunal Militar (STM) por 9 votos a 4. Caso encerrado? Não. É isso o que afirma o livro O cadete e o capitão, do jornalista Luiz Maklouf de Carvalho.

Após 32 anos, Maklouf conta que a análise das mais de 700 páginas do processo e dos 31 arquivos com as gravações inéditas da sessão de julgamento revela como a decisão dos ministros do STM contrariou os laudos grafotécnicos existentes da principal prova do caso: as análises sobre quem seria o autor de um croqui sobre como fazer e onde colocar uma bomba. Para tanto, uma artimanha da defesa teria sido fundamental: dizer que existiam quatro laudos válidos em vez dos dois existentes.

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Além disso, o jornalista teve acesso aos áudios da sessão do julgamento no STM. Em suas falas, os ministros desculpam o acusado e vilipendiam a revista Veja - responsável por revelar a história -, transformando-a mais em ré aos olhos deles do que o capitão. Da animosidade dos julgadores não escapou nem o então ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, alvo de piadas e críticas na sessão. Fora ele quem havia submetido o caso de Bolsonaro ao STM.

Duas vezes ganhador do prêmio Jabuti de reportagem, autor de livros e de textos que jogaram luz sobre as práticas do PT e de Luiz Inácio Lula da Silva, Maklouf fez mais uma vez o que se tornou a marca de sua carreira: enxergar o que todos olham, mas ninguém vê e prestar atenção no que ninguém escuta. Formado em direito, este jornalista abriu as páginas dos processo e as leu. Obteve os áudios do julgamento e os ouviu.

Sempre escrevera até então a versão que predominava no processo, aquele da ementa do caso, o resumo da decisão publicada pelos magistrados. Ela descrevia a existência de quatro laudos grafotécnicos: dois condenavam o réu e dois o absolviam. Portanto, a dúvida impunha a absolvição do capitão. Não era bem assim. Maklouf descreve no livro que, ao contrário do que sempre disse o presidente e do que anotaram os ministros no acórdão, não havia nenhum laudo que inocentasse o acusado.

Antes de seguir adiante, é necessário recontar a história, ainda que ela seja bastante conhecida. Em 1986, Bolsonaro escreveu um artigo na Veja com o título O salário está baixo. Foi punido pelo Exército com 15 dias de prisão. Em 28 de outubro de 1987, uma reportagem na mesma revista revelava a existência da Operação Beco Sem Saída, o plano de militares da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) de explodir bombas em unidades militares em protesto contra os baixos salários. Bolsonaro era um dos acusados do plano. Primeiro, os oficiais negaram e receberam o apoio do ministro do Exército.

A revista publicou as provas que tinha - o livro mostra de forma inédita os bastidores que levaram à publicação do caso -, entre elas um croqui explicando como seria fácil pôr uma bomba na adutora do Guandu, do sistema de abastecimento de água do Rio. O documento, dizia a revista, era de autoria de Bolsonaro. O general Leônidas determinou que ele fosse submetido a Conselho de Justificação e afirmou que havia errado ao acusar a revista, pois Bolsonaro é que havia mentido. Por 3 a 0, o conselho julgou o capitão culpado.

Mudança

Como o veredicto mudou? Maklouf mostra que tudo começou quando Bolsonaro apresentou sua defesa por escrito ao STM. Ele relacionou todos os exames grafotécnicos omitindo várias informações. O primeiro exame, por exemplo, era inconclusivo apenas pela forma como fora feito. Os peritos usaram cópias xérox, o que torna inviável a perícia, que exige o uso dos originais escritos. O outro laudo que Bolsonaro alegava favorecê-lo nem mesmo existia. Na verdade, o primeiro exame inconclusivo por falta de material adequado para análise foi complementado e o resultado mudou.

Depois que o material foi providenciado, os peritos do Exército chegaram à mesma conclusão que os peritos da Polícia Federal: o croqui fora feito por Bolsonaro. A revista falara a verdade; Bolsonaro faltou com ela. Maklouf procurou por seis meses Bolsonaro em busca de explicações. Não foi atendido. O Estado também o procurou. Não obteve resposta da assessoria do Palácio do Planalto até a conclusão desta edição.

O cadete e o capitão

Preço: R$ 54,90 (e-book: R$ 32,90)

Páginas: 256

Editora: Todavia

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A modelo trans Rafaela Belluci promete contar detalhes da vida pessoal em sua biografia. Sem data prevista para lançar o livro, Rafaela vai abordar temas que movimentaram sua vida, como tráfico de pessoas, festas privadas e relacionamentos com jogadores.

Relatando encontros com os craques do futebol, Rafaela afirma que não vai citar nomes. Em 2006, a loira engatou um romance secreto com um jogador da seleção italiana. De acordo com Rafaela, os leitores ficarão sabendo das fantasias sexuais que ela fazia com os famosos.

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Entre as pessoas que passaram na vida de Rafaela, está um empresário que chegou a ser preso pela operação Lava Jato. A biografia também revelará as experiências de Rafaela em 12 países da Europa, 67 cidades brasileiras e alguns países da América Latina.

A história da cirandeira Lia de Itamaracá compõe as páginas do livro que carrega o nome da artista. O perfil traçado pelo jornalista pernambucano Marcelo Henrique Andrade será lançado no próximo sábado (13), na Fenearte, que nesta edição homenageia a Ciranda. A sessão de autógrafos do autor e da homenageada acontecerá no Salão Janete Costa, a partir das 17h.

No material de 136 páginas, o jornalista reuniu depoimentos da cirandeira, de familiares e artistas pernambucanos, além de falas de profissionais da imprensa e de especialistas na área de cultura e música. Os relatos relembram o começo da carreira de Lia, ainda na década de 70, quando lançou o primeiro LP. Em um dos capítulos, o autor abriu espaço para a polêmica em torno da música Essa Ciranda quem me deu foi Lia, do cirandeiro Antônio Baracho, também homenageado na Fenearte.

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Os textos ainda entram na vida íntima de Maria Madalena Correia do Nascimento, o nome de batismo da cantora. Uma das histórias reconta o dia em que a casa dela foi incendiada. A relação com a filha adotiva Chica e o romance com o marido Toinho também estão narrados na biografia.

O livro-reportagem Lia de Itamaracá é o resultado de 30 meses de uma pesquisa de mestrado em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba. “É um trabalho literário composto de fragmentos reais. É uma espécie de grande reportagem dividida em capítulos. Ao lado de Lia, selecionei os momentos mais marcantes e impactantes da vida e da carreira dela”, explica o jornalista Marcelo Henrique Andrade.

A obra também reúne fotografias de Ytallo Barreto e de fotógrafos parceiros, que registraram a trajetória da Rainha da Ciranda ao longo de mais de 60 anos de carreira. Em janeiro, trechos desse trabalho também foram publicados numa edição comemorativa pelos 75 anos da cirandeira. A venda do livro-reportagem será revertida para a reconstrução do Centro Cultural Estrela de Lia, na Ilha de Itamaracá.

Serviço

Lançamento do livro Lia de Itamaracá na 20ª Fenearte 

13 de julho | 17h

Salão Janete Costa - Centro de Convenções de Pernambuco

Preço do exemplar: R$ 40

*Da assessoria

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