Tópicos | jovens

A madrugada deste sábado (5) foi de tumulto no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), de Timbaúba, unidade da da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) na Zona da Mata Norte do Pernambuco. A confusão ocorreu por volta da 1h e resultou na fuga de cinco socioeducandos.

Segundo a Funase, o tumulto não demorou a ser controlado por seus agentes, policiais militares e bombeiros. Quatro socioeducandos foram recuperados pouco depois, em terreno vizinho ao Case. O quinto adolescente foi localizado por uma ronda policial, na manhã deste sábado (5).

##RECOMENDA##

A Funase garante que a situação no Case foi normalizada. A instituição está fazendo um levantamento dos danos materiais consequentes do tumulto e afirmou que a corregedoria irá investigar quem foram os responsáveis pelo incidente.

Fugas são comuns no Case

Só no ano passado, a unidade foi marcada por três fugas. Na primeira, em março, fugiram 14 adolescentes, enquanto no mês de abril treze socioeducandos deixaram o Case após uma confusão. Em junho, duas fugas somaram a saída de 33 jovens.

[@#galeria#@]

O Governo do Estado do Pará realizou na última quarta-feira (28), em Belém, o lançamento do projeto “Programa Primeiro Ofício”, que tem como objetivo dar maior visibilidade para a juventude paraense atuar no mercado de trabalho. O evento foi organizado pelo Fórum Paraense de Aprendizagem Profissional (FOPAP).

##RECOMENDA##

O governador Helder Barbalho declarou que a geração de emprego é estratégica para promover a contratação de jovens no Estado. “É fundamental que nós tenhamos a sensibilidade de construir um ambiente para estimular empresas, indústrias, comércio e atividades econômicas do nosso Estado a priorizar a contratação desses jovens fruto do talento da oportunidade e da necessidade de abrirmos o primeiro oficio”, disse Hélder.

Helder relatou que o Estado tem uma meta para as contratações. “Eu parto do princípio que o fundamental é o convencimento, é mostrar para as empresas a vantagem de contratar um jovem talentoso e ativo. Isso é extremamente importante para o sucesso empresarial, tendo o componente também da Legislação, que sinaliza o que cada empresa deve ter uma conta para o primeiro oficio”, reiterou.

Juliano Pinto, supervisor do CIEE (Centro Integrado Escola Empresa), contou que admissão é benéfica para ambos os lados. “O Fórum paraense de aprendizagem tem essa conotação de estimular, fazendo com que as empresas possam estar abrindo as suas portas, não por uma obrigatoriedade, mas por uma liberabilidade. Hoje nós temos jovens de 14 anos a 24 anos ansiosos por uma oportunidade no mercado, aguardando a abertura das empresas, que vão captá-los para essas oportunidades”, declarou Juliano.

Betânia Fidalgo, reitora da UNAMA - Universidade da Amazônia, falou sobre o apoio da instituição à iniciativa do governo do Estado. “Nós achamos que o projeto jovem aprendiz é muito exitoso, porque dá a oportunidade para o jovem permanecer na escola, ter um rendimento satisfatório e poder ser inserido no mercado de trabalho. Em 2018 a UNAMA colocou o programa de aprendizado e tivemos um resultado promissor. Agora em 2019, estamos fazendo esse termo de compromisso com o Estado, porque temos certeza que a qualificação do jovem é o grande caminho para que ele entre no mercado de trabalho com maturidade”, afirmou Betânia Fidalgo.

Patrizia Galiza, gerente de desenvolvimento Educacional do SENAC, informa que o objetivo da instituição de ensino é colocar o aluno de imediato no mercado de trabalho. “Nós damos a oportunidade para os jovens, que na maioria estão em vulnerabilidade social, de ingressar no setor do comércio e serviços. Para eles, é uma oportunidade única, pois o mercado pede um profissional que já tenha uma experiência. O ensino é realizado de forma institucional e integral, formando ser humano e profissional”, declarou Patrizia.

Daniel Laurido, jovem aprendiz da UNAMA, fala sobre a oportunidade de emprego que surge através do aprendizado com mestre e doutores. “Hoje, com esse programa que nós estamos tendo, nós estamos aprendendo na empresa e aprendendo nos cursos. A UNAMA veio pra somar e incentivar”, afirmou Daniel.

Jade Gabrielle, jovem aprendiz do SENAC, destacou a importância da oportunidade de entrar cedo no mercado de trabalho. “Eu acho que é muito importante dar continuidade no programa e incentivar os jovens a participarem das oportunidades. Com o aprendizado oferecido nos cursos, o mercado profissional se torna menos competitivo”, declarou Jade.

Por Amanda Martins. (Com apoio de Bruna Braz).

Sintomas como dor na região torácica, falta de ar, náusea, indigestão, dor abdominal, tontura, suor frio e fraqueza podem indicar um episódio de enfarte. Para além disso, ansiedade, desconforto no ombro ou palpitações também são registradas em alguns casos. Nesta quarta-feira, 4, Danilo Feliciano de Moraes, filho mais velho do ex-jogador Cafu, morreu aos 29 anos de idade, vítima de enfarte.

Ele jogava futebol com amigos em casa, em Barueri, na Grande São Paulo, quando passou mal durante as comemorações do aniversário da irmã. Danilo chegou a ser encaminhado para o Hospital Albert Einstein, na unidade de Alphaville, mas não resistiu ao sofrer uma parada cardíaca.

##RECOMENDA##

Casos de enfarte em pessoas dessa faixa etária não são comuns, mas podem chegar com gravidade, de acordo com o cardiologista Carlos Alberto Pastore. "O enfarte em jovens é raro, mas pode ser fatal. Não existe enfarte do nada. Tem uma frase num hospital de Nova York que diz: 'morte súbita não existe e leva anos para acontecer'. Ele (Danilo) devia ter alguma coisa e em geral jovens não fazem grandes avaliações", afirmou.

A chance de um episódio de enfarte voltar a acontecer vai depender do estado de saúde do indivíduo. "Se for por obstrução de coronária por aterosclerose sim. Pode ser também uma má-formação congênita. A principal dica é prestar atenção na genética familiar, pois a história se repete", ressalta Pastore.

Para evitar o chamado "efeito surpresa", homens e mulheres devem realizar exames periódicos, de preferência uma vez ao ano. O cardiologista recomenda também a avaliação da saúde sobretudo antes de atividades físicas intensas.

Uma pesquisa feita com jovens de 18 a 24 anos mostrou que 77% deles se sentiriam prejudicados se não tivessem o aparelho. As áreas mais afetadas pela falta do smartphone seriam as atividades de lazer (39%), os estudos ou o trabalho (39%), a vida social (37%) e as finanças (21%). O levantamento, feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), revelou ainda que 84% dos jovens nessa faixa etária possuem um smartphone.

A analista de mídias sociais Gabriele Beraldo, 24 anos, é uma dessas pessoas que se sentiria prejudicada sem o celular nas mãos. "Os smartphones nos trazem muita comodidade, eu por exemplo, pois consigo trabalhar no conforto da minha casa", diz. Ela usa dois smartphones para trabalhar, uma ferramenta indispensável no seu dia a dia.  “Sem eles eu perderia vendas, contratos fechados e não teria como me comunicar com a minha equipe, uma vez que o aplicativo de mensagem instantânea é o meio mais rápido de comunicação nos dias atuais”, explica.

##RECOMENDA##

A pesquisa também aponta que 81% dos jovens acessam a internet pelo smartphone, enquanto 51% acessam a rede por computador de mesa e 48% pelo notebook.

Entre os motivos para utilização, 59% afirmam que utilizam os smartphones para manter contato com os amigos e familiares, 54% se mantêm informados sobre assuntos diversos e 40% buscam informações sobre produtos e serviços.

 

Pessoas que não terminaram os estudos na idade adequada fazem neste domingo (25) a prova do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), para obter a certificação de conclusão do ensino fundamental ou médio. Serão quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma redação. 

As provas serão aplicadas 611 municípios. Os portões de acesso aos locais do exame serão abertos às 8h e fechados às 8h45 para as provas aplicadas pela manhã. À tarde, os candidatos podem entrar as 14h30 até 15h15, de acordo com o horário oficial de Brasília.

##RECOMENDA##

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), organizador do exame, recomenda que todos os participantes estejam com o Cartão  de Confirmação impresso no dia da prova, apesar de a apresentação não ser obrigatória para a realização do exame. O documento traz endereço, data, local, número de inscrição, horário das provas, indicação das áreas de conhecimento e do nível de ensino, solicitação de atendimento especializado e nome social, se for o caso.

Para chegar ao cartão de confirmação o estudante deve acessar a página do Encceja e, no sistema, clicar em “página do participante”. A próxima etapa é preencher os campos de CPF, senha, selecionar a figura indicada, e clicar em “enviar”. A página será diretamente direcionada à imagem do Cartão de Confirmação de Inscrição na qual o participante encontrará o endereço do local onde fará a prova.

[@#galeria#@]

O vício é um comportamento compulsivo prejudicial à saúde. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a obsessão por videogame e jogos de internet é um problema de saúde mental que consta na 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID).

##RECOMENDA##

“Comecei a jogar com 10 anos de idade. Ia todos os dias no ciber. Hoje em dia, fico seis horas jogando. Já pensei várias vezes em parar, pois sei que o vício não faz bem.  Atrapalha a minha vida cotidiana, não sinto vontade de sair e, às vezes, me questiono se devo ir trabalhar mesmo”, disse Brendo de Luca, 23 anos, auxiliar administrativo da Polícia Militar do Pará.

O transtorno dos jogos eletrônicos — tradução livre do termo em inglês gaming disorder — é definido como um padrão comportamental que prejudica a capacidade de controlar a prática desse tipo de entretenimento, segundo informe da OMS. "O problema também é caracterizado pela continuidade ou intensificação do ato de jogar, mesmo com a ocorrência de consequências negativas."

Causadores de dependência, os games passam a ser prioritários na vida do indivíduo, em detrimento de outras atividades. O jogo se torna mais importante que outros interesses e ações diárias, explica o site da OMS. "Para que o transtorno dos jogos eletrônicos seja diagnosticado, o padrão de comportamento deve ser de gravidade suficiente para resultar em um comprometimento significativo nas áreas de funcionamento pessoal, familiar, social, educacional, profissional ou outras áreas importantes. Também deve ser observado regularmente por pelo menos 12 meses."

Axel Cortez, 25 anos, estudante que mora em Belém, foi apresentado a um jogo chamado “tamagotchi” aos 4 anos. Por volta dos 5 anos, o seu pai comprou um “Super Nintendo”. Ele fica em média entre duas e três horas por dia jogando, mas confessa que antigamente jogava mais. “A reunião para jogar com os meus amigos durava o dia inteiro e eu só parava para fazer as necessidades fisiológicas. Às vezes, não comia corretamente e negligenciava os estudos”, declara.

Segundo Elizabeth Levy, psicanalista, lidar com alguém que é viciado em jogo ou qualquer outra coisa exige a mesma conduta: a pessoa precisa querer e buscar tratamento. Em casos de crianças, os pais e educadores devem impor limites. “Adulto é mais difícil. Porém, quem estiver por perto pode buscar auxilio de psicoterapia’’, afirma.

“Ficar horas do dia jogando pode trazer malefícios como insônia, obesidade e depressão. A pessoa deixa de socializar, ter uma boa alimentação e fazer exercício físico’’, afirma a psicanalista Elizabeth.

Reportagem de Amanda Martins.

 

 

A Polícia Civil de Alagoas prendeu, na manhã desta terça-feira (20), um jovem identificado como Felipe Rafael Ramos da Silva, conhecido como “Tha Tha”, acusado de um duplo homicídio na parte alta de Maceió. Uma das vítimas teve a orelha decepada e a outra, a cabeça esmagada.

As vítimas do crime foram Carlos Eduardo da Silva Vilela, de 19 anos, e o menor W.O.N, de 15 anos. Os dois corpos foram encontrados no dia 29 de julho deste ano, num canavial próximo ao Aeroporto Zumbi dos Palmares, em estado de decomposição.

##RECOMENDA##

O crime teria ocorrido porque as vítimas estariam praticando roubos na região do conjunto Maceió 1, no bairro do Tabuleiro. Os corpos foram localizados por funcionários terceirizados do aeroporto que faziam trabalho na área verde.

Felipe Rafael nega a autoria do crime, alegando que teria comentado ter sido o autor para se vangloriar diante de seus amigos. O acusado foi levado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), devendo ser transferido para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

Os jovens com idades entre 18 e 24 anos, nascidos entre a chamada “Geração Z”, não acreditam que o salário alto seja sinônimo de sucesso profissional. Para eles, trabalhar com o que gosta (42%), equilibrar trabalho e vida pessoal (39%) e ser reconhecido pelo que faz (32%) são mais importantes do que ganhar bem para essa parcela da população. Os dados fazem parte de uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), com parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Entre as prioridades para se tornarem adultos realizados, 20% afirmam que conseguir comprar uma casa própria é sinônimo de realização, enquanto 18% consideram que o importante é ter sucesso e trabalhar com o que gosta. “Não acredito que bens materiais sejam sinônimos de vida adulta realizada, acredito que são resultados disso. Reconhecimento profissional, estabilidade emocional e ter a flexibilidade de alcançar objetivos que surgem no decorrer da vida, sim”, opina a arquiteta Aryane Diaz, de 23 anos. 

##RECOMENDA##

Aryane está há dois anos trabalhando na área que escolheu, mas deixa claro que um bom salário também é importante. “Acredito que para sucesso profissional, fazer o que gosta é necessário, mas não adianta fazer o que ama e não ter retorno financeiro, porque no fundo, as contas não se pagam sozinhas”, afirma.

A pesquisa também aponta que 43% dos jovens acreditam que um bom profissional deve ser alguém dedicado, assim como 40% acham que a capacidade de diálogo em equipe é um diferencial relevante.

Em relação ao futuro, 23% temem não conseguir trabalhar com o que gostam, enquanto 27% têm medo de não conseguir emprego. Apenas 5% disseram que não estão preocupados com seu futuro profissional.

 

O Papa Francisco fará uma viagem a Moçambique, Madagascar e Ilhas Maurício entre os dias 4 e 10 de setembro, quando se encontrará com jovens e falará em público em quinze ocasiões, informou o Vaticano nesta sexta-feira (28).

O pontífice iniciará sua viagem em Maputo, onde chegará em 5 de setembro, e se reunirá com o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, e autoridades locais.

Convidado pelo chefe de Estado e pelos bispos daquele país, Francisco retorna pela quarta vez para a África depois de ter visitado vários países do continente em 2015 e 2017 e no início deste ano.

Depois viajará para Madagascar em 7 de setembro e, dois dias depois, irá às Ilhas Maurício, no Oceano Índico.

Pesquisa amostral divulgada hoje (24) pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT) revelou que 60% dos jovens brasileiros são favoráveis ao aumento dos investimentos do país na ciência. Segundo os dados, 34% defendem manter os atuais valores. Apenas 5% acham que repasses às pesquisas científicas devem ser reduzidos.

O INCT-CPTC é um dos centros de pesquisa vinculados ao programa dos INCTs, criado em 2008 e conduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Nesse estudo, foi investigado o que os jovens brasileiros pensam sobre ciência, tecnologia e inovação.

##RECOMENDA##

A apresentação dos resultados do levantamento foi realizada na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Ao todo, foram ouvidas 2.206 pessoas com idade entre 15 e 24 anos, em todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas em março e abril deste ano, em visitas domiciliares. A margem de erro é de 2%.

A pesquisa também mostrou que, para 69% dos jovens, a ciência traz muitos benefícios. Para 27%, alguns benefícios e para 4%, poucos benefícios. Os entrevistados foram ainda instruídos, diante de uma lista, a apontar categorias nas quais depositaria mais confiança. Nos primeiros lugares, ficaram professores (50%), médicos (37,2%) e cientistas de universidades ou institutos públicos (36,7%).

Os entrevistados podiam citar mais de uma categoria. De acordo com o sociólogo Yurij Castelfranchi, um dos coordenadores da pesquisa, os números mostram que aquelas relacionadas com a ciência gozam geralmente de mais confiabilidade em relação às outras que constavam na lista apresentada: jornalistas (24,2%), religiosos (14,9%), representantes de organizações de defesa do meio ambiente (11,5%), artistas (4,8%) e políticos (2,5%). Particularmente, os cientistas que trabalham para empresas foram citados por 9,1%.

Também foi feita a pergunta de forma invertida, isto é, em quais categorias o entrevistado confiaria menos. Os cientistas de universidades públicas são apontados por apenas 1,6%. De outro lado, políticos (81,3%), artistas (35,1%), jornalistas (25,6%) e religiosos (22,9%) são os mais citados. "Isso é muito relevante. Às vezes, há uma sensação de que a população tem uma visão negativa dos cientistas. Isso não é real. A maioria dos jovens acha que os cientistas que trabalham em instituições públicas estão entre as fontes mais confiáveis que eles podem ter", assinala Yurij Castelfranchi.

Interesse

A pesquisa investigou ainda o interesse dos jovens brasileiros na ciência: 80% disseram que se interessam pelo meio ambiente, 74% por medicina e saúde e 67% por ciência e tecnologia. Yurij Castelfranchi, no entanto, observa que há uma diferença entre comportamento e atitude. Declarar interesse não significaria necessariamente ler, participar e se informar. Segundo o sociólogo, está mais relacionado com uma percepção de relevância social ou prestígio do tema.

A observação leva em conta outros resultados apurados. Quando perguntados se buscam ou recebem informações de ciência e tecnologia, 26% dos jovens responderam frequentemente, 50% de vez em quando e 24% nunca. Ao mesmo tempo, considerando os últimos 12 meses, 22% afirmaram ter ido a alguma exposição ou atividade científica e apenas 6% disseram ter ido a um museu ou centro de ciência nesse período. Os dois motivos mais citados para não ter ido a museu foi inexistência desse tipo de instituição na sua região (26%) e falta de tempo (17%).

Um dado que chamou a atenção do pesquisador foi que apenas 5% dos jovens lembraram o nome de algum cientista brasileiro. O astronauta Marcos Pontes, atual ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, foi o mais citado. Além disso, 87% dos entrevistados não conseguiram mencionar nenhuma instituição brasileira que faz pesquisa científica. "Esses são os dados preocupantes. Revela um descompasso entre a demanda, já que os jovens manifestam interesse na ciência, e a realidade concreta dessa propensão social escassa", analisa Yurij Castelfranchi.

A Câmara de Representantes, dominada pelos democratas, aprovou nesta terça-feira (4) um projeto de lei para regularizar milhares de imigrantes que vivem nos Estados Unidos, uma legislação que tem poucas chances de avançar no Senado e que o Executivo promete vetar.

O projeto de lei que busca conceder proteção permanente aos "dreamers", como são conhecidos os jovens que entraram ilegalmente nos Estados Unidos quando eram crianças, foi aprovado por 237 votos contra 187.

"Temos a oportunidade de estar do lado correto da história, mas o que é mais importante: de estar do lado correto ao votar e reconhecer o valor dos dreamers para o futuro", disse durante o debate a líder da maioria democrata na Câmara, Nancy Pelosi.

O projeto de lei, aprovado há duas semanas no Comitê Judicial da Câmara de Representantes, busca conceder proteção permanente e abrir o caminho à cidadania aos "dreamers", muitos dos quais estão atualmente protegidos pelo programa DACA, criado pelo então presidente Barack Obama, ou pelo Estatuto de Proteção Temporária (TPS).

O presidente Donald Trump, que se elegeu com um duro discurso contra a imigração ilegal, está decidido a acabar com os dois programas, que segundo números oficiais impede a deportação de cerca de 700 mil "dreamers" e outros 300 mil beneficiários do TPS, a grande maioria latino-americanos.

O Escritório de Administração e Orçamento da Presidência (OMB, pelas siglas em inglês) advertiu nesta segunda em um comunicado que se a lei "for apresentada ao presidente em sua forma atual, seus assessores lhe recomendariam o veto".

A aprovação por parte da Câmara é "uma batalha que vencemos", disse à AFP José Urias, um salvadorenho de 40 anos que vive em Boston e que viajou 700 km até Washington para acompanhar a votação. É o resultado de "todo o sacrifício que nós estamos fazendo nos últimos dois anos (...) e nos dá muita força para seguir trabalhando", acrescentou, em referência às mobilizações para apoiar a medida.

Jorge Loweree, diretor de política do American Immigration Council, disse à AFP que este projeto ainda enfrenta "uma dura batalha no Senado, mas isto constitui um ponto de negociação".

O especialista explicou indicó que isto "coloca o debate em um lugar" e faz que "avance, e por isso é importante".

- "Combustível" para continuar trabalhando -

Para José, um empresário do setor da construção que emprega dezenas de pessoas cujos empregos correm perigo caso seja deportado, esta votação é um "combustível" para continuar trabalhando, contou emocionado após a votação, que foi acompanhada de forma emocionada por muitos outros beneficiários destes programas.

Criado em 1990 com objetivos humanitários, o TPS é um benefício migratório temporário que permite a permanência nos Estados Unidos de estrangeiros impedidos de voltar em segurança a seu país por desastres naturais ou conflitos armados.

A iniciativa votada nesta terça-feira também visa permitir que 1,6 milhão de "dreamers" não acolhidos pelo DACA possam permanecer legalmente nos Estados Unidos.

O projeto de lei, defendido pela congressista pela Califórnia Lucille Roybal-Allard e apoiado por 232 legisladores, foi apresentado em março por Pelosi.

Trump anunciou a partir de 2017 o cancelamento do TPS para seis dos dez países atualmente elegíveis, entre eles Haiti, El Salvador, Honduras e Nicarágua, argumentando que mudaram as condições que justificavam o benefício.

O projeto de Lei de Sonhos e Promessas também prevê regularizar os amparados pelo programa Saída Forçada Diferida (DED).

Nos últimos anos, muitos jovens de 18 a 24 anos deixaram de ver o alistamento militar como uma obrigação e começaram a enxergar essa carreira como uma opção diante do crescimento do desemprego, que afeta 27,3% desse grupo, enquanto a média nacional é de 12,7%, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Somente no estado de São Paulo, dos aproximadamente 350 mil homens nessa faixa etária que realizam anualmente o alistamento, 10%, ou seja, 35 mil pretendem entrar para o serviço militar. Até 2014, esse percentual era de apenas 5%, conforme mostram dados do Comando Militar do Sudeste.

##RECOMENDA##

De acordo com o presidente do Instituto de Orientação e Preparação às Escolas Militares (Iopem), Ícaro Silvério, o aumento da demanda de jovens que buscam seguir carreira militar está, de fato, relacionado ao momento econômico.

"A gente sabe que a situação econômica do país e do mercado de trabalho não está fácil. São muitas exigências, principalmente para quem está saindo do ensino médio e ainda não possui experiência profissional. Por isso, entrar para o Exército, Marinha, Aeronáutica ou Polícia Militar tem sido opções viáveis para os mais jovens", explica Silvério.

Para ingressar na área militar, é necessário passar por um processo seletivo em que a aprovação depende de o candidato demonstrar que tem alto nível de conhecimento no conteúdo programático exigido pelas escolas. "Este exame possui no mínimo cinco etapas. A prova teórica, a prova física, a avaliação médica e psicológica e a investigação social. Se aprovado, o jovem já é considerado funcionário público e no primeiro ano já recebe uma bolsa-auxílio de R$ 3 mil para se dedicar aos estudos. Essa é uma das vantagens", pontua o presidente do Iopem.

A idade mínima para participar de concursos militares, com exceção da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, é de 13 anos. O principal objetivo das instituições de preparo ao ingresso às escolas é mostrar para esses jovens, que ainda estão no ensino fundamental, que a carreira militar vai muito além do trabalho do policial militar, podendo atuar em outras áreas com mesma relevância social.

A Cedaspy Professional School (CPS), rede de escolas de capacitação e profissionalização de jovens para o mercado, estima que cerca de 60% dos 6 mil jovens que passaram pelo estande do colégio na Expo CIEE deste ano, maior evento estudantil da América Latina ocorrido nos últimos dias 23, 24 e 25 de maio na cidade de São Paulo, estão indecisos quanto à carreira profissional a seguir. Os outros 40% estão divididos entre a escolha de áreas completamente distintas.

"Esses percentuais se refletem diretamente no motivo pelo qual os estudantes foram à feira, já que 80% dos jovens buscam nesse tipo de evento fazer testes vocacionais", destaca o consultor de carreira Andrei Mustafa.

##RECOMENDA##

Um estudo do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), feito pelo Instituto de Pesquisa Datafolha em todas as regiões do país, mostra que em média o jovem começa a trabalhar aos 16 anos.

Para Mustafa, ao iniciar cedo o contato com a vida profissional, o jovem consegue decidir mais fácil qual carreira ele pretende seguir. Além disso, é importante que o estudante trabalhe suas habilidades pessoais para que se torne mais competitivo na disputa das vagas, como as de programa como o Jovem Aprendiz.

"O comportamento empreendedor também deve ser estimulado para que o jovem perceba ainda o caminho do seu próprio protagonismo na sociedade", complementa o consultor de carreira.

O brasileiro é conhecido pela criatividade e pela aposta em diferentes tipos de ideias no campo empresarial. O empreendedorismo faz parte da essência do povo. Visando essa característica, empreendedores visionários criaram o Instituto Latino–Americano de Empreendedorismo, Inovação e Desenvolvimento Sustentável - Instituto Êxito, cujo principal foco é a criação e desenvolvimento do espírito empreendedor nos jovens brasileiros, principalmente os carentes e de escolas públicas.

Com abrangência nacional, e trabalhando com diferentes frentes, o Instituto terá uma plataforma com cursos on-line e investirá nas ideias e startups de empreendedores que se beneficiarem em qualquer atividade da entidade, além de outras iniciativas. 

##RECOMENDA##

O lançamento do Instituto Êxito aconteceu na última quarta-feira (22), em São Paulo, e contou com a presença de grandes nomes do empreendedorismo nacional, como Geraldo Rufino, fundador da JR Diesel, Antônio Carbonari Netto, fundador da Anhanguera Educacional, João Appolinário, fundador da Polishop e Janguiê Diniz, controlador do grupo Ser Educacional, e presidente do Instituto. 

Confira mais detalhes no vídeo:

[@#video#@]

O reggae nasceu na Jamaica, no final dos anos 1960, e se espalhou pelo mundo com o objetivo de expressar liberdade, espiritualidade e comunhão com a natureza. O ritmo foi além das músicas e passou a representar um estilo de vida, de pensamento, o que ficou eternizado com a obra do cantor jamaicano Bob Marley (1945-1981), morto em 11 de maio, data que passou a ser comemorada como Dia do Reggae.

A cuidadora de idosos Bianca Dolloski, 20 anos, conta passou a curtir o reggae influenciada pela prima, que é apaixonada pelo gênero musical e por seu representante máximo. "Bob Marley carrega consigo todo um movimento que possui como base a união, o amor, a positividade e a busca pela verdade. O reggae surgiu como forma de reação aos opressores e suas práticas discriminatórias", diz.

##RECOMENDA##

"Bob tentou espalhar muitas lições de paz por meio da música e fundou raízes fortes que permanecem até hoje", comenta o vendedor Lucas Franchini, 21 anos, fã de reggae e que há um ano e meio frequenta a "Djanguru", festa que acontece mensalmente em Guarulhos, na Grande São Paulo, e que reúne DJ’s que tocam os maiores hits do reggae nacional e internacional.

Evento regueirio "Djanguru" acontece todo mês em Guarulhos | Foto: Junior Coneglian

O evento é um dos mais representativos da comunidade regueira na região e que, assim como outras manifestações do reggae pelo mundo, enfrenta preconceitos. "Quando se fala na cena reggae, as pessoas de fora logo associam ao uso de drogas e vagabundagem, e nunca observam o lado da mensagem da música, o contexto que as letras passam", comenta Franchini. "Maconheiros, vagabundos e daí para pior. Esses são só alguns dos nomes que chamam quem está na cena regueira, porém sempre seremos resistentes", complementa o estudante Vinicius Nunez, 26 anos, que frequenta a festa "Djanguru" desde 2013.

por Junior Coneglian

No segundo ano da faculdade de Administração Pública, Samira Ferreira, de 21 anos, aprendeu de um jeito dolorido o que é déficit. Hoje, sua dívida pessoal soma R$ 50 mil, metade com o banco, outra parte com a instituição de ensino. "Minha dívida cresce para que eu possa estudar", diz ela, que está com o nome sujo e não sabe o que fazer para resolver a situação. "Tenho de me concentrar em uma coisa por vez, mas espero que isso não me prejudique lá na frente."

A situação de Samira não é muito diferente de parte de seus amigos. Histórias que, agora, ganham contornos por meio de um levantamento inédito feito pela Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo birô de crédito SPC Serasa. As instituições mapearam a situação financeira dos brasileiros entre 18 e 24 anos, que dão os primeiros passos profissionais.

##RECOMENDA##

Atualmente, 4 entre 10 jovens estão ou já estiveram com o nome sujo. O principal motivo é a necessidade de contribuir com as despesas domésticas, associado ao descontrole com as finanças pessoais.

Dos entrevistados, 78% possuem alguma fonte de renda, sendo que 65% afirmam contribuir financeiramente para o sustento da casa. O principal comprometimento é com a alimentação (51%). A pesquisa ouviu 801 jovens, entre homens e mulheres de todo o Brasil, de 20 de fevereiro a 6 de março.

O endividamento da moçada não é muito diferente do resto dos brasileiros mais velhos, já que 40% da população total do País terminou 2018 endividada, segundo a CNDL. Mas é mais preocupante, pois indica que as gerações mais novas não vêm sendo educadas financeiramente - e o problema tende a persistir.

"É necessário realizar algum tipo de política pública para aumentar a educação financeira dessa população", diz Daniel Sakamoto, gerente de projetos da CNDL.

Desemprego

Pelo fato de o estudo ter sido o primeiro a ser realizado com esse corte de faixa etária, é difícil inferir o impacto da crise econômica nessa população. Ou do desemprego, que chega a 30% entre os jovens, ante 13% da população geral. "Não há parâmetros de comparação, mas com certeza as famílias enfrentam agora alto desemprego e gargalo de consumo", diz. "Exatamente por isso, o jovem precisa contribuir mais com as contas de casa, o que aumentou o problema."

Samira, por exemplo, toma emprestado R$ 7 mil por semestre da instituição de ensino, como parte do programa de bolsa de estudos. É com esse valor que ela paga o aluguel da república na qual mora (R$ 650 por mês), cobre os gastos com alimentação, transporte e, de vez em quando, ajuda os pais, que moram em São José dos Campos (SP). "Estudo em período integral e não consigo trabalhar, faço apenas alguns bicos durante as férias", diz. No fim de semana antes do feriado de 1.º de maio, ela trabalhou na sorveteria do pai de uma amiga em Ubatuba para conseguir um dinheiro extra. "Minha família precisa de mim, tenho de ajudar."

Para Guilherme Prado, presidente do Bem Gasto, projeto de educação financeira nascido no Insper, além de trabalharem para completar o orçamento doméstico, os jovens entram no mundo adulto sem referências de como e onde gerenciar os novos recursos. "O descontrole financeiro dos jovens é, no momento, um grande problema nacional e sem atenção devida das autoridades", afirma Prado.

Segundo ele, o objetivo inicial do Bem Gasto era atender às comunidades carentes com técnicas de planejamento financeiro. "Neste ano, por conta da realidade que encontramos em nossas caminhadas pelo Brasil, resolvemos redirecionar a atuação para os jovens, justamente entre 18 e 24 anos", afirma.

Para ele, falar de dinheiro é um tabu dentro de casa. "Os pais não dizem quanto ganham nem para seus companheiros", diz ele. "Quando o filho começa a trabalhar, não faz a menor ideia do que fazer com o dinheiro. Só sabe que quer comprar um celular e trocar de tênis."

Dados da pesquisa mostram que, entre as dívidas de longo prazo, 26% dos jovens que se declaram endividados estão comprometidos com pagamentos de crediários e carnês, 21% têm parte do orçamento destinado à amortização de empréstimos pessoais e consignados e outros 21% tentam quitar as parcelas de financiamento para automóveis. "O que identificamos é que, com a crise, eles precisam ajudar em casa e acabam se enrolando com esses gastos de longo prazo", afirma Sakamoto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quase a metade dos jovens que possuem graduação ou pós-graduação (44%) ocupam postos de emprego que requerem menor qualificação do que a escolaridade adquirida, conforme mostram dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

As estatísticas revelam que o número de brasileiros com formação superior passou de 10,2% em 2012 para 13,9% no ano passado, ao passo que o número de trabalhadores graduados ou pós-graduados deu um salto de 13,1 milhões para 19,4 milhões no mesmo período.

##RECOMENDA##

No entanto, a proporção de trabalhadores de 24 a 35 anos com nível superior e que desempenham funções de menor qualificação é de 38%, o maior contingente já registrado desde que o Ipea começou a coletar esse tipo de informação, em 2012, ano em que a taxa era de 33%.

Formado em Fotografia, Anderson Donato, 31 anos, nunca conseguiu um emprego com carteira assinada na área, nem mesmo estágio no período em que ainda estava na universidade. "Eu terminei a faculdade em 2015 e todas as vagas que eu já encontrei pedem requisitos absurdos, como experiência em administração e conhecimento em programas que não são de fotografia, como AutoCad, Illustrator e CorelDRAW, que não se encaixam na área e nem na grade curricular do curso", afirma.

Apesar da dificuldade, Donato acrescenta que não desistiu de exercer a profissão que escolheu. “A fotografia sempre será minha primeira opção, mas no momento procuro trabalho em outras áreas para conseguir gerar renda e investir na minha carreira”, explica.

O caso da atendente de aeroporto Laís Ferreira, 24 anos, é parecido. Recém-formada em Arquitetura e Urbanismo, ela ainda não teve oportunidade de trabalhar na área. "Hoje me arrependo do curso que escolhi, porque é um ramo que precisa de indicação e com essa crise econômica ficou ainda mais difícil. Quase ninguém que era da minha turma conseguiu emprego na área”, revela.

Ainda segundo o Ipea, a diferença salarial entre a população de nível superior que ocupa cargo compatível com a formação e a que exerce função abaixo de sua escolaridade também aumentou entre 2012 e 2018, passando de 46% para 74%. A expectativa dos pesquisadores do instituto é de que esse índice melhore até o fim de 2019, embora isso dependa do fortalecimento da economia.

O presidente chinês Xi Jinping pediu nesta terça-feira aos jovens que sejam fieis ao Partido Comunista, em um discurso patriótico para celebrar o centenário de uma manifestação estudantil que marcou a história do país.

Xi falou por uma hora no Palácio do Povo em homenagem ao "Movimento de 4 de maio" de 1919, quando estudantes de Pequim protestaram contra o imperialismo das potências ocidentais.

Este movimento é considerado a primeira manifestação de estudantes da história da China. Seu centenário coincide com outro aniversário sensível para o regime comunista: este 4 de junho será o 30º aniversário da repressão da praça da Paz Celestial (Tiananmen), que encerrou seis semanas de manifestações estudantis contra a corrupção e em favor da democracia.

"Uma pessoa se cobre de vergonha se não é patriota, se engana ou trai a pátria", disse Xi Jinping. "Não há lugar para esse tipo de gente", ressaltou a uma plateia de milhares de jovens, soldados, trabalhadores e membros do PCC.

"Na China de hoje, a essência do patriotismo consiste em combinar amor ao país com amor ao Partido e ao socialismo", insistiu Xi, que desde que chegou ao poder no final de 2012 reforçou o controle do PCC na sociedade chinesa.

"Na Nova Era, os jovens chineses escutam a palavra do Partido e marcham sobre esses passos", disse ele, referindo-se à "nova era do socialismo chinês".

O movimento de 4 de maio de 1919, no qual cerca de 3.000 estudantes da Universidade de Pequim marcharam par a praça Tiananmen, iniciado pela decisão das potências ocidentais de entregar para o Japão as concessões alemãs na China após a Segunda Guerra Mundial.

Este primeiro movimento estudantil é considerado pioneiro na história da modernização cultural e política da China.

Símbolo de maturidade, status e autonomia desde que chegou ao Brasil, em 1891, o automóvel vem perdendo espaço entre os mais jovens. Identificada pelos governos, setor automotivo e por autoescolas, o crescente desinteresse dos jovens tem diversas causas. Entre os principais motivos apontados, estão a crise econômica, os inconvenientes do trânsito, os custos para manter um veículo próprio e a popularização de aplicativos móveis.

“Muitos jovens não consideram mais a CNH [Carteira Nacional de Habilitação] uma prioridade”, disse à Agência Brasil o presidente da Federação Nacional das Autoescolas e Centro de Formação de Condutores (Feneauto), Wagner Prado. Também presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Mato Grosso do Sul, Prado afirma que o fenômeno se intensificou a partir de 2015, com o agravamento da crise econômica e o acesso aos serviços de aplicativos de transporte pago ou compartilhado.

##RECOMENDA##

“Muitos jovens estão adiando o momento de tirar a habilitação. As famílias têm optado por investir em outras coisas, como em cursos universitários para estes jovens. Com isso, muitos acabam desistindo de tirar suas carteiras”, comentou Prado.

“Antes, tudo que um garoto queria era completar 18 anos para poder dirigir o próprio carro. Hoje, eles veem os custos com IPVA, manutenção, seguro; o trânsito nas cidades; tem mais consciência sobre os riscos de acidentes. Somando a isso, aspectos como a Lei Seca, muitos acabam optando por outras formas de se deslocar, como os aplicativos de compartilhamento”, explicou o presidente da Feneauto.

Moradora do Distrito Federal, a universitária Aghata Ingridi de Sousa Sampaio, 22 anos, é um exemplo dos que dizem não ter interesse em tirar a primeira habilitação. “Quando eu estava prestes a completar 18 anos, meu pai se ofereceu para me pagar a autoescola. Só que eu me mudei para Foz do Iguaçu [PR] para fazer faculdade. Como eu morava perto do campus, ia às aulas de bicicleta. Além disso, a cidade não é tão grande e o transporte público lá funciona relativamente bem. Então, quando eu precisava, apanhava um ônibus”, contou Aghata.

De volta à capital federal, onde está concluindo o curso de geografia, a jovem continua preferindo se deslocar de carona ou de ônibus entre sua casa, em Planaltina, e o campus da Universidade de Brasília (UnB). Um percurso de cerca de 60 quilômetros que, considerando ida e volta, consome, em média, duas horas e meia de seu dia.

“Não quero ter carro para não expor outras pessoas a riscos, me expor a engarrafamentos, ter que pagar todas as despesas. Também acho que é uma questão de consciência. Depender do transporte público pode ser cansativo, mas acho mais cômodo andar de ônibus que dirigir no trânsito de Brasília. Principalmente quando você consegue um assento para viajar sentado em um ônibus que não esteja completamente lotado – o que depende muito dos horários”, comentou a estudante.

Para a jovem, a falta de qualidade do transporte público motiva as pessoas a recorrer ao carro ou à moto particular como uma solução cômoda. “Só que dirigir no nosso trânsito é muito estressante. E quanto mais a pessoa utiliza o transporte público, mais ela vai cobrar do Poder Público um serviço de transporte coletivo de qualidade e melhorias na mobilidade urbana”, disse.

Mudança gradual

De acordo com o presidente da Feneauto, exemplos como o de Aghata são cada vez mais comuns. “Isso ajuda a diminuir ainda mais a procura por aulas, derrubando a margem de faturamento e forçando muitas autoescolas a reduzirem o número de funcionários e a frota de veículos”, disse Prado, ele mesmo dono de um centro de formação de condutores. Por esse e outros motivos, as autoescolas vivem um momento de incertezas”, admite Prado.

No Distrito Federal, onde a universitária voltou a residir, a emissão total de CNHs (incluindo novas, renovação, mudança de categoria e segunda via) vem caindo ano a ano desde 2015, quando foram emitidas 554.554 carteiras. Em 2016, foram 386.422; em 2017, 392.147 e, no ano passado, 333.952 CNHs. A diminuição atinge todos os grupos etários, mas sobressai entre os condutores de 18 e 24 anos. Em 2015, foram emitidas 26.537 primeiras habilitações para essa faixa etária. Em 2018, o número caiu para 14.581, retração de 45%.

“Temos recomendado cautela ao setor. Há cinco, seis anos, muitos não previam a popularização dos aplicativos. Hoje, veículos que não precisam de condutores estão sendo testados. Daqui a poucos anos, portanto, teremos novas surpresas e eu acredito que tendemos a perder ainda mais clientes entre esta faixa mais jovem do público”, complementou Prado.

Revisão

Em nota, a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Economia, do Ministério da Economia, informou que “vê como uma tendência para os próximos cinco anos a diminuição do interesse pela propriedade de automóveis e o aumento da procura por compartilhamento de veículos e uso de soluções alternativas, como bicicletas e patinetes”. E que, ao fim deste prazo, o assunto pode ser tema da primeira revisão do Programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística, a política industrial para o setor automotivo que entrou em vigor em dezembro do ano passado, com previsão de vigorar até 2030.

“A mudança do padrão de consumo de motoristas mais jovens não consta diretamente no texto do primeiro ciclo da política Programa Rota 2030”, acrescentou a secretaria. O órgão explicou que, pelos próximos cinco anos, os consumidores mais jovens “ainda deverão ter participação significativa no mercado dos veículos tradicionais”. A pasta também lembrou que o Rota 2030 contempla incentivos a novas tecnologias de propulsão e soluções estratégicas para a mobilidade e logística em consonância com “novos modelos de negócio”.

Pesquisa

Uma recente pesquisa analisou a relação das diferentes gerações com a mobilidade. Apresentado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em novembro de 2018, o estudo contempla os resultados das entrevistas com 1.789 pessoas de 11 capitais: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Na ocasião da divulgação, o então presidente da Anfavea, Antonio Megale, classificou os resultados como “surpreendentes”.

Apenas 39% dos entrevistados entre 26 e 35 anos possuíam carro. O percentual entre os jovens de até 25 anos era ainda menor: 23%. Entre os do primeiro grupo, 31% responderam não desejar comprar um carro nos próximos cinco anos. Percentual idêntico ao dos entrevistados com 36 a 55 anos de idade. Já entre os mais jovens (até 25 anos), 30% não tinham interesse em adquirir um veículo automotivo.

Somente 35% da geração mais nova têm habilitação para dirigir, e 8% dos que não têm CNH disseram que não pretendiam tirar o documento. O que pode ser explicado pelo fato de que saber dirigir sempre foi visto como uma habilidade capaz de ampliar as chances de conseguir um emprego.

Na época, o presidente da Anfavea interpretou que os dados sugerem que, mesmo entre os mais jovens, o desejo de ter um veículo e a CNH se mantém, mas que, de fato, algumas mudanças começaram a ocorrer entre os indivíduos da chamada Geração Y (de 26 a 35 anos) e se potencializaram entre os da Geração Z (até 25 anos). Os dois grupos são os mais propensos a usar outros tipos de transporte, como a bicicleta e os veículos compartilhados por aplicativos (que 34% de todos os entrevistados acreditam representar o futuro do carro). Por outro lado, são estes dois grupos os mais críticos aos ônibus – o que, para a Anfavea, pode demonstrar a necessidade de modernização do modal.

Encerram na próxima quarta-feira (1º) as inscrições para o “Programa Jovens Profissionais” da Rumo, empresa de operadoras de ferrovias. Ao todo, 16 oportunidades são ofertadas para as áreas de finanças, engenharia, Recursos Humanos e tecnologia.

Para concorrer a uma das vagas é necessário possuir formação superior completa; inglês fluente e disponibilidade para viagens e mudanças. Algumas etapas do certame são testes, avaliação de inglês em vídeo e análise cultural.

##RECOMENDA##

O projeto envolve uma série de treinamentos durante os primeiros seis meses, focando na formação ampla do profissional. As candidaturas são realizadas pelo site da site da Rumo, onde também é possível obter outras informações sobre o processo seletivo.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando