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A crise no Figueirense parece não ter fim. Dentro de campo, o time chegou ao sétimo jogo sem vitória e se aproxima da zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro. Fora dos gramados, os jogadores fizeram mais uma vez greve por conta dos salários atrasados.

A reapresentação do elenco após a derrota para a Ponte Preta, por 1 a 0, na noite da última quinta-feira, em Florianópolis, estava marcada para as 15h30 desta sexta, no estádio Orlando Scarpelli. Os jogadores, porém, não apareceram no estádio.

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O motivo: salários atrasados. Nas redes sociais, todos os jogadores do elenco postaram o símbolo do Figueirense em um fundo preto, com a seguinte legenda: "PARAMOS HOJE, PELA SOBREVIVÊNCIA DO AMANHÃ". Os jogadores ainda não receberam os salários registrados de julho e estão com os direitos de imagem atrasados em três meses.

Não é de hoje que o Figueirense passa por dificuldades para honrar seus compromissos. O ex-treinador Hemerson Maria entregou o cargo no final de julho e disparou contra o presidente Cláudio Honigman. Desde 2017 que o futebol do clube vem sendo comandado pela empresa Elephant.

No mês passado, por exemplo, os jogadores também não treinaram em algumas oportunidades e ameaçaram não entrar em campo diante do Vitória. Além disso, o elenco já deixou de se concentrar antes de três partidas nesta temporada.

Mas os problemas financeiros não se restringem ao futebol profissional. No início desta semana, os jogadores das categorias de base ficaram sem treinar por falta de ônibus para ir até o CT do Cambirela, em Palhoça.

Os trabalhadores dos Correios anunciaram que entrarão em greve a partir da noite desta quarta-feira, 31. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a categoria realiza na manhã desta terça-feira, 30, a última reunião prevista no calendário de negociação com os Correios, em Brasília.

De acordo com Fischer Moreira, secretário de imprensa da Fentect, a categoria protesta contra o baixo "reajuste salarial e contra a retirada de direitos históricos da categoria". Uma das alterações propostas pela empresa é a exclusão de pais como dependentes no plano de saúde dos funcionários e aumento na coparticipação do plano, que hoje está por volta de 30%. O reajuste salarial proposto é de 0,8%, valor considerado irrisório pela federação.

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A greve foi anunciada ao presidente dos Correios, Floriano Peixoto, na última segunda, 29. Apesar do indicativo de paralisação, os trabalhadores não descartam novas negociações. "Ainda que tenha uma data marcada para greve, o comando continua a disposição de negociar. Entendemos o momento da empresa, mas é necessário também ver o lado do trabalhador", afirma Moreira.

Os Correios estão em meio a uma possibilidade de privatização, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. Os planos do governo, por enquanto, são de investir esforços na reforma da Previdência, enquanto as privatizações ficariam para um segundo momento. Fischer Moreira alega que a base aliada do governo no Congresso Nacional, como a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), divulga informações sobre a empresa que "faltam com a verdade".

"Não necessariamente a privatização vai trazer preços mais acessíveis, inclusive para regiões periféricas, e a precarização de serviços vai ser ampliada. A gente sabe que existe esse fantasma da privatização e combate essa perspectiva", diz.

Os Correios afirmaram que "continuam em negociação com representações dos empregados", com mediação do Tribunal Superior do Trabalho, e que "não é oportuno tratar de greve neste momento".

 A cidade de São Paulo poderá enfrentar uma greve de ônibus na próxima quarta-feira (31). O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) convocou uma assembleia para esta segunda-feira (29) para decidir sobre a paralisação. Os trabalhadores protestam contra a decisão da prefeitura de reduzir em 144 veículos a frota que atende à capital paulista, o que deve ocorrer já a partir de 1º de agosto. 

Segundo o sindicato, a redução do número de ônibus deve gerar desemprego principalmente entre os cobradores, pois as empresas de transporte vêm adquirindo novos veículos sem lugar para cobrador, função que deverá ser acumulada pelo condutor.

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Os cortes devem atingir principalmente as regiões norte, oeste e sul da cidade. O Consórcio Bandeirante, que atende à região de Perus, zona noroeste de São Paulo, diminuirá sua frota de 830 para 808 veículos. Na zona norte, a Viação Sambaíba deixará de operar com seus 1.183, reduzindo para 1.165. Das empresas que atendem a zona oeste, três terão corte: a Viação Gatusa (de 226 para 213 ônibus), a KBPX (de 240 para 224 ônibus) e a Viação Campo Belo (de 497 para 469). Já na zona sul, a empresa MobiBrasil operava com 540 ônibus na região do Grajaú e terá seus serviços reduzidos para 531. Também na região sul da cidade, as viações Gato Preto e Transpass, que atendem a região do Capão Redondo em conjunto com 785 veículos em circulação, passarão a trabalhar com 747 ônibus. Sobre empresas que atuam em outras regiões da zona sul ou nas zonas leste e sudeste, não foi possível saber se houve redução de veículos, porque nem todas as Ordens de Serviço Operacional (OSO) da São Paulo Transporte (SPTrans) estavam disponíveis para consulta.

São Paulo vem reduzindo sua frota de ônibus desde 2013. Naquele ano, eram 15.025 veículos que prestavam serviço de transporte público na cidade. Em cinco anos, este número caiu para 14.458. A nova licitação, apresentada em 2017, além de prever a redução do número total de ônibus no sistema de 13.603 para 12.667, também pretende extinguir 149 linhas e reduzir a extensão de outras 134.

Uma greve neste fim de semana dos funcionários em terra do aeroporto de Barcelona, o segundo maior da Espanha, pode afetar cerca de 1.000 voos.

A companhia aérea espanhola Vueling, do grupo britânico IAG, já anunciou nesta sexta-feira (26) (o cancelamento de 112 conexões com origem ou destino a Barcelona devido à greve do pessoal da Iberia, empresa do mesmo grupo.

Mas a afetação pode ir além das companhias aéreas da IAG, uma vez que os 2.700 funcionários convocados à greve em 27 e 28 de julho também "atendem a 27 companhias no aeroporto de Barcelona", disse o ministério do Desenvolvimento.

"O número de voos afetados pode ser da ordem de 1.000 durante o período período de greve", acrescentou.

Para mitigar a incidência do protesto em um fim de semana que marca o começo ou o fim das férias para muitos turistas, o ministério estabeleceu serviços mínimos de 54% em voos internacionais e 32% em voos nacionais.

Os funcionários da Iberia anunciaram no dia 11 de julho a convocação desta greve para denunciar a "falta de pessoal" e o "abuso de horas extras" sofrido pela força de trabalho, especialmente durante a alta temporada de julho e agosto.

Os principais sindicatos da Itália realizaram nesta sexta-feira (26) uma greve de quatro horas no setor de aviação civil, envolvendo pilotos, comissários de bordo e funcionários de terra.

A paralisação atingiu todas as companhias aéreas que operam no país, além de empresas de gestão aeroportuária e catering. Controladores de voo, no entanto, não participaram.

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Para limitar os efeitos da greve, a Alitalia, maior companhia aérea italiana, ativou um plano de emergência e cancelou 113 voos preventivamente, além de ter usado aviões de maior capacidade em rotas nacionais e internacionais para garantir a realocação de passageiros.

A categoria pede regras mais rígidas para concorrências em sistemas liberalizados, mais transparência nos repasses para empresas e normas específicas contra o dumping salarial, prática de desvalorizar a mão de obra por meio, por exemplo, do pagamento de vencimentos mais baixos para imigrantes.

Os funcionários de voo da Alitalia, que não participaram ativamente da greve desta sexta, programaram uma paralisação para setembro. Na última quarta (24), a Itália já havia registrado greve nos serviços de transporte público, que causou mais transtornos do que a paralisação desta sexta. 

Da Ansa

No dia 13 de agosto, os trabalhadores da educação vão fazer uma paralisação nacional, motivada pelo contingenciamento de verbas praticado pelo Governo Federal e que dificulta o trabalho desempenhado pelas instituições de ensino superior em todo Brasil. Em Pernambuco, as Universidades Federal e Federal Rural vão aderir ao movimento. Representantes dos sindicatos dos professores realizam antes disso uma assembleia, cada entidade em um dia distinto, para acertar alguns pontos referentes a mobilização e também relacionados à paralisação ou não das atividades durante o semestre letivo. 

Para a presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe), Érika Suruagy, a participação dos profissionais da UFRPE foi decidida através de uma reunião do conselho de representantes. Entre as motivações está a discodância da categoria à Reforma da Previdência, por acreditarem que o projeto traz prejuízos aos professores, sobretudo da educação básica. “Outro elemento que faz a gente se mobilizar é a questão dos cortes que não foram revistos. As universidades continuam sob ameaça de não fechar as contas, de não fechar o ano, e o mais recente ataque, sem discutir com os reitores e a comunidade acadêmica, que é o programa Future-se”.

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Professores e profissionais da educação de diversas universidades e institutos federais do Brasil tem se mostrado contrários ao programa anunciado pelo governo em coletiva de imprensa no dia 17 de julho. Segundo o Ministério da Educação, o Programa Institutos e Universidades Federais Empreendedoras e Inovadoras (Future-se), tem como objetivo fortalecer a autonomia administrativa, financeira e de gestão das instituições de ensino superior, por meio de captação de recursos privados e venda de imóveis em desuso. Além disso, professores também poderão financiar suas pesquisas e há ainda uma liberação para contratar professores sem concurso público. A IS que aderir ao programa precisa aceitar a parceria de uma organização social, escolhida pelo MEC. 

Para os trabalhadores das instituições de ensino, isso seria uma perda de autonomia das atividades exercidas. “É um programa que vai atingir direto a carreira dos professores e a autonomia financeira das universidades. Um processo de ‘desresponsabilização’ do estado com a manutenção das universidades. Jogar a universidade, direto no mercado para captar recursos sem a garantia de orçamento”, critica Érika Suruagy, da Aduferpe. 

Para o presidente da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), Edeson Siqueira, a manifestação de 13 de agosto, visa chamar a atenção da sociedade também para esse ponto, bem como para mais liberdade de gestão e menos burocracia para realização de parcerias e cooperações entre os setores públicos e produtivos. A categoria pretende se reunir em praças e locais próximos à UFPE no início do dia, junto com a comunidade. “Nesses espaços iremos realizar aulas práticas da clínica escola da UFPE e realizar oficinas e exposições de projetos de extensão  e de pesquisas da Universidade. Pretendemos ocupar os espaços públicos juntamente com técnicos administrativos e estudantes. Mostraremos que a universidade é um vetor de desenvolvimento e um grande patrimônio da sociedade brasileira”, explicou. 

A tarde, os servidores federais irão se reunir com representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, com movimentos sociais, movimentos estudantis e centrais sindicais, para uma passeata no centro do Recife. Entre as principais reivindicações está a recomposição do orçamento de 2019, que compromete alguns serviços dentros dos campi federais  e a preservação dos recursos da educação básica e superior no orçamento para o próximo ano.

Em relação a indicativos de greve para o semestre letivo, os presidentes da associação dos professores, tanto da UFPE e quanto da UFRPE, afirmam que a questão ainda está sendo discutida, que vão haver reuniões para que todas as possibilidades sejam lançadas em conjunto com o Sindicato Nacional dos Docentes da Instituições de Ensino Superior (Andes). “Greve por tempo indeterminado, não. Mas defendemos repetir essas mobilizações todos os meses. Um dia em cada mês”, afirma Edeson Siqueira, da Adufepe.  

 

Os trabalhadores dos três poderosos sindicatos da mina de Chuquicamata, localizada no norte do Chile, rejeitaram uma proposta da Codelco, a maior empresa de cobre do mundo, e decidiram continuar a greve que começou há 10 dias.

Os sindicatos, que reúnem cerca de 3.200 trabalhadores de Chuquicamata, convocaram uma votação no sábado (22) para responder à proposta lançada na terça-feira pela Codelco, que incluía um bônus de cerca de US$ 20 mil, reajuste salarial de 1,2% e melhorias no plano de aposentadoria dos trabalhadores, como uma indenização especial e mais benefícios de saúde.

Na votação, 1.511 trabalhadores rejeitaram a oferta, enquanto 1.225 votaram a favor, de acordo com a mídia local.

A Codelco, a mineradora estatal chilena responsável por 9% da oferta mundial de cobre, disse que a proposta é "a oferta final" e "representa o maior esforço que a administração pode fazer dentro da estrutura da negociação coletiva regulada".

Agora, os trabalhadores vão continuar com a greve e, dentro de uma semana, quem quiser poderá deixar o desemprego, segundo as leis chilenas.

Chuquicamata, localizada no deserto de Atacama, é a maior mina a céu aberto do mundo. Ela emprega cerca de 4.300 mineiros e produz cerca de 320.000 toneladas métricas (TMF) por ano, tornando-se a terceira mina mais importante da Codelco.

A deputada federal e líder do Governo na Câmara Federal, Joice Hasselmann (PSL), expressou sua opinião em seu perfil oficial no Twitter neste sábado (15) sobre as manifestações que tomaram as ruas de várias cidades do Brasil, nesta sexta-feira (14), em um chamado de Greve Geral.

A parlamentar compartilhou um vídeo em seu perfil do Twitter de um homem discursando e oferecendo gasolina e alimentação para quem participar do ato desta sexta-feira. Porém, ela não identificou quem é o homem e onde o vídeo foi gravado.

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“Hoje. A volta do kit-greve, agora em versão premium: 20 litros de gasolina!”, escreveu a deputada. A parlamentar ainda falou do projeto de reforma da Previdência, proposto pelo Governo Federal.

“O brasileiro não pode mais se calar diante das desigualdades do sistema atual da previdência. Ontem, este cidadão representou a voz da grande maioria ao falar aos grevistas que defendiam a manutenção dos privilégios”, disse ao compartilhar um outro vídeo de um homem discursando a favor do projeto.

Neste sábado, Hasselmann está na Paraíba cumprindo agenda da sua “caravana da Previdência”. Ela passará por João Pessoa e Campina Grande.

A oposição ao Sindicato dos Rodoviários - O Guará CSP-Conlutas - bloqueou três garagens da Região Metropolitana do Recife (RMR), em apoio à Greve Geral que ocorre nesta sexta-feira (14). A categoria também prometeu participar de um ato marcado para as 15h, na Rua da Aurora, área Central do Recife, segundo representantes.

De acordo com Aldo Lima, representante da oposição, durante a manhã, o grupo ocupa as garagens das empresas Vera Cruz, em Jaboatão dos Guararapes; Itamaracá, em Abreu e Lima; e Caxangá, em Peixinhos, Olinda. À tarde, unem-se à frente de luta, em uma manifestação unificada com centrais sindicais do Estado. Sem o apoio da situação, O Guará afirmou ao LeiaJá que a princípio não vai interditar as vias da área Central do Recife.

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Segundo usuários do modal, em Paulista, a demanda de ônibus funciona de forma reduzida. O que amplia o tempo de espera e, consequentemente, a quantidade de passageiros que aguardam para embarcar em um dos veículos.

As centrais sindicais convocaram, de maneira unificada, o ato e a pauta central da Greve Geral será a defesa do direito de aposentadoria e o repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, da Reforma da Previdência. 

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As principais centrais sindicais convocaram para esta sexta-feira (14) uma greve geral em todo o País contra a reforma da Previdência. Em São Paulo, a grande dúvida ontem era sobre a adesão das categorias ligadas ao setor de transporte, já que são elas que, efetivamente, determinam o sucesso ou não de uma greve geral.

Inicialmente, os sindicatos dos funcionários do Metrô, da CPTM (trens metropolitanos) e ônibus anunciaram adesão total à paralisação. Mas decisões judiciais determinaram que os serviços deveriam continuar sendo oferecidos. Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos (SMT), a Justiça determinou que o Metrô mantenha 100% do quadro de funcionários nos horários de pico e 80% no restante do dia e, na CPTM, 100% do quadro de servidores em todo o horário de operação.

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A São Paulo Transportes (SPTrans, que cuida dos ônibus) também conseguiu uma decisão judicial que determina a manutenção do serviço. Em nota, afirmou que houve determinação para "que se mantenha o serviço, em especial nos horários de pico entre 5 horas e 9 horas e entre 17 horas e 20 horas, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia, no caso de descumprimento". A liminar, porém, não especifica a porcentagem da frota que deve funcionar nos horários de maior circulação.

Apesar disso, após assembleia no início da noite de ontem, os metroviários de São Paulo decidiram que vão paralisar as operações. "Vamos parar tudo. A partir da meia-noite, já não vamos trabalhar", disse Wagner Fajardo, diretor do Sindicato dos Metroviários. A decisão foi tomada mesmo com liminar da Justiça proibindo a paralisação. "Ainda estamos no prazo para contestar na Justiça, mas consideramos que essa decisão não se aplica, porque é um protesto nacional, não só dos metroviários. Não é por uma reivindicação só da nossa causa, a Justiça não tem como mediar isso, estão tirando nosso direito de greve."

As empresas ViaQuatro e ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, respectivamente, porém, informaram em nota que suas operações para hoje permanecem inalteradas.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo decidiu em assembleia no início da noite de ontem aderir somente no início da manhã à greve geral. Os ferroviários desistiram da paralisação.

A prefeitura de São Paulo chegou a anunciar, à tarde, que o rodízio de veículos seria cancelado hoje, mas depois voltou atrás na decisão.

Nas escolas, os sindicatos dos professores das redes de ensino municipal, estadual e particular decidiram aderir ao movimento. Ao menos 33 colégios particulares de São Paulo devem ter as atividades suspensas ou interrompidas parcialmente nesta sexta-feira. Segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), entre os colégios que aprovaram a greve estão o Equipe, Oswald de Andrade, Notre Dame, Escola da Vila, São Domingos, Vera Cruz e Santa Cruz. Em alguns deles, as atividades só serão suspensas em um período ou para alguma etapa de ensino.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), porém, repudiou a paralisação dos professores da rede particular e destacou que apoia a reforma da Previdência. "Não somos favoráveis à referida paralisação. Assim, orientamos a todas as escolas no Estado de São Paulo, que as atividades escolares transcorram normalmente no próximo dia 14, sem o abono às eventuais faltas ocorridas", disse o sindicato em nota.

Na área de saúde, as secretarias municipal e estadual disseram que não haverá nenhuma alteração de funcionamento por causa da greve convocada para hoje.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que as Linhas Centro e Sul do metrô do Recife funcionarão das 5h às 9h e das 16h às 20h, horários de pico do sistema. A Linha Diesel (VLT) não terá operação. Está marcada para essa sexta-feira (14) a Greve Geral de diversas categorias contra a Reforma da Previdência.

De acordo com a CBTU, a decisão de funcionar em horário de pico foi tomada pela superintendência para minimizar os transtornos. O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) aderiu à paralisação.

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O presidente do Sindmetro-PE, Adalberto Afonso, diz que o sindicato ainda está em conversa com a categoria para que os metroviários não aceitem trabalhar. “Nós sabemos que a empresa tem supervisores, ex-gerentes, que em momentos como esse se dispõem a rodar com os trens. Mas os maquinistas em si, além de boa parte da manutenção corretiva e preventiva estarão no movimento”, ele alerta.

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Ao contrário dos metroviários, os rodoviários não vão fazer paralisação na próxima sexta-feira (14), data da Greve Geral contra a Reforma da Previdência. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana.

De acordo com o presidente do sindicato, Benilson Custódio, uma paralisação neste momento poderia prejudicar a campanha salarial da categoria, que está em curso. “No último dia 29 fizemos uma assembleia e, à tarde, já foi protocolada a proposta com a patronal. Estamos esperando que hoje possa sair uma data para a primeira reunião ainda nesta semana”, explica o presidente do sindicato.

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Benilson Custódio continua: “Quando a gente protocola essa pauta, não pode indicar um movimento paredista. Isso colocaria em risco a negociação salarial. Infelizmente, colocaram uma data para esta paralisação que estamos impossibilitados de participar”.

Apesar de não haver convocação para paralisação a motoristas, cobradores e fiscais, representantes do sindicato vão participar da passeata na sexta-feira. A proposta da categoria na campanha salarial é de 9% de reajuste para todos os pisos e salários, 20% de aumento no vale alimentação, regulamentação da concessão do cartão rodoviário para trabalhadores afastados pelo INSS, gratificação para motoristas de ônibus articulados de 30% sob o piso salarial do motorista, entre outras pautas.

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Os metroviários de Pernambuco vão aderir à Greve Geral marcada para a próxima sexta-feira (14). A decisão foi tomada na noite da segunda-feira (10) em assembleia.

De acordo com o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), a intenção é que 100% da categoria não trabalhe na data. "A nossa ideia é paralisação de 100%. Agora, temos até sexta-feira para conversar com a categoria para tratar das estratégias. Mas nossa ideia é parar 100%", reforçou o presidente do Sindmetro-PE, Adalberto Afonso.

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A categoria vai cruzar os braços por 24 horas a partir da 0h da sexta-feira. Sindicatos de metroviários de Minas Gerais e Alagoas também anunciaram adesão à greve. Na Paraíba e Rio Grande do Norte ainda serão realizadas as assembleias.

Em Pernambuco, a reunião foi realizada na Estação Central do Metrô, na área central do Recife. "Esse programa do governo só visa retirar direito dos trabalhadores. Nós temos que fazer alguma coisa. Quem é empresário, rico, pode apoiar essa loucura que é a reforma da Previdência, mas quem é pobre, pensa no social, em uma socialidade igualitária, tem que contribuir com a greve", defendeu Adalberto Afonso.

Os profissionais também discutiram sobre segurança no sistema de metrô e o interesse do Governo Federal na privatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Uma reunião entre sindicatos de metroviários e diretoria sobre segurança está marcada para a próxima quarta-feira (12) no Recife. O LeiaJá aguarda posicionamento da CBTU sobre a paralisação.

Os Auxiliares e Técnicos de Enfermagem da cidade de Paulista, no Grande Recife, irão paralisar as suas atividades a partir desta quinta-feira (6), seguindo até o próximo sábado (8). A mesma categoria de profissionais ligados a prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe, Agreste de Pernambuco, irá entrar em greve a partir do próximo domingo (9), com previsão de normalização apenas no dia 11 de junho.

De acordo com o Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe), a categoria reivindica melhores condições de trabalho. O sindicato aponta que, no caso de Paulista, das 11 pautas enviadas à prefeitura, apenas três foram respondidas - já o órgão de Santa Cruz do Capibaribe, segundo salienta o Satenpe, não atende as demandas da categoria há 2 anos.

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Em Paulista, “o Satenpe vem negociando com a gestão desde fevereiro desse ano após um ato de mobilização para que reconhecesse o sindicato específico da categoria. Dentro desse contexto, foi construída uma pauta em assembleia e encaminhada ao Governo Municipal. A prefeitura apresentou propostas ao sindicato com três das 11 reivindicações, o que despertou insatisfação dos nossos trabalhadores”, afirma o presidente do sindicato, Francis Herbert.

Resposta Paulista

A Secretaria de Administração esclarece que abriu a mesa de negociação nesta quarta-feira (5), com representantes dos profissionais para avaliar a pauta de reivindicação. Uma comissão será criada na própria secretaria de ADM para discutir o Estatuto da categoria. Em paralelo será feito um estudo de impacto financeiro.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou que a categoria vai aderir à greve geral de 14 de junho e está rejeitando em assembleias a contraproposta da Petrobras para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019/2020. Até 6 de junho, os petroleiros realizam assembleias para votar se aceitam a proposta da estatal de não fazer ajuste salarial este ano e nem ajustar benefícios, além de propor mudanças em cláusulas conquistadas nos últimos anos.

"De norte a sul do País, o recado aos gestores da Petrobras está ecoando de forma unitária e vibrante: a categoria vai se mobilizar para garantir os direitos conquistados e impedir o desmonte da empresa", afirma a FUP em seu site.

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A estatal alega que apesar de ter melhorado seu balanço em relação aos últimos anos, ainda está com indicadores financeiros abaixo de suas concorrentes do setor. A Petrobras alega que entre 2003 e 2014 os empregados tiveram um ganho real de 51%, e por este motivo quer manter os salários sem ajuste.

Entre as reivindicações da categoria está o aumento salarial equivalente ao Índice de Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (ICV-Dieese), acumulado entre 1º de setembro de 2018 e 31 de agosto de 2019 e o reajuste de 2020 do acumulado entre 1º de setembro de 2019 e 31 de agosto de 2020. No acumulado nos 12 meses até abril deste ano, o ICV-Dieese acumula alta de 4,45%, abaixo do acumulado pelo IPCA, índice oficial da inflação do governo, de 4,94% no mesmo período.

As gestões das União dos Estudantes de Pernambuco (UEP) e União Nacional dos Estudantes (UNE) esperam 140 mil pessoas presentes do protesto em prol da educação, previsto para esta quinta-feira (30), no Recife. O evento faz parte do Ato a Favor da Educação, realizado em várias partes do Brasil. Em coletiva de imprensa, realizada nesta quarta-feira (29), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), discentes falaram sobre as expectativas e motivações em relação ao protesto.

O evento, que terá início às 15h na Rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, área Central do Recife, irá reunir diversas categorias, assim como na Greve em Defesa da Educação, realizada no último dia 15 de maio. Estão confirmadas presenças de centrais sindicais, uniões de estudantes, parlamentares como Túlio Gadelha (PDT), Marília Arraes (PT) e João Paulo (PT), além dos reitores das universidades federais do Estado, de acordo com os líderes estudantis. "Queremos fazer uma resposta ao ato do dia 26 (a favor do presidente Bolsonaro) e mostrar que a educação não é moeda de troca com a Reforma da Previdência", contou a primeira vice-presidente da UNE, Dyanne Barros. A vice se referiu ao pronunciamento presidencial de que caso a Reforma da Previdência seja aprovada, o contingenciamento na educação poderia ser revogado.

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Segundo a presidente da UEP, Manuella Mirella o movimento terá o mesmo percurso que o realizado em 15 de maio. “A diferença é que o final do ato será na Praça do Diário e não no Praça do Carmo porque se encerrará com atos culturais da inauguração do Armazém do Campo”, explicou. Ela afirmou, ainda, que diferentemente do evento realizado no meio do mês de maio, este terá liderança dos movimentos estudantis. “Dessa vez quem vai puxar esse movimento são os estudantes porque Bolsonaro quer enfraquecer a base estudantil. Vamos mostrar que estamos unidos e esse ato é uma preparação para o Congresso da UNE, realizado entre 10 e 14 de julho. Vamos estar em Brasília e bater na porta da casa de Bolsonaro para perguntar: ‘cadê o dinheiro da Educação?’”, disse.

O Ato em Favor da Educação é um dos movimentos realizados nesta quinta-feira (30), em todo o Brasil, contra o contingenciamento promovido pelo governo federal para instituições de ensino superior federais. Com cortes de 30%, muitas universidades já decretaram que só terão verba para continuação das atividades até setembro deste ano. As despesas contingenciadas foram em serviços de manutenção, como água, energia, limpeza, segurança, telefonia, entre outros. Em Pernambuco, os efeitos dos cortes já estão sendo sentidos. Recentemente, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) demitiu mais de 120 funcionários contratados.

Confira abaixo o vídeo da presidente da UEP, Manuella Mirella.

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Milhares de sudaneses participaram nesta terça-feira (28) uma greve geral convocada pelos manifestantes, paralisando vários setores econômicos e as comunicações para aumentar a pressão sobre o Exército, que se recusa a transferir o poder para civis, mais de seis semanas depois da derrubada de Omar al Bashir.

Funcionários públicos, bancários e empresas privadas responderam à convocação de uma greve geral de 48 horas na terça e quarta-feira, insistindo que apenas um governo civil pode tirar o Sudão da crise política.

"Esta greve é a primeira etapa, se nossas exigências não forem atendidas, recorreremos à desobediência civil", advertiu o bancário Yussef Mohamed, enquanto repetia slogans com seus colegas em seu local de trabalho.

"Um governo militar foi testado, mas não funcionou", acrescentou.

Em diferentes bairros da capital, Cartum, os trabalhadores em greve protestavam nas ruas, e motoristas buzinavam, solidários.

Integrantes do exército regular e paramilitares da Força de Apoio Rápido (RSF) cercaram o Banco Central em Cartum.

"Esta força militar tentou obrigar o pessoal a retomar o trabalho", denunciou a Associação de Profissionais Sudaneses (SPA), um ator importante do movimento de protesto.

Conexões aéreas restabelecidas

Centenas de passageiros do aeroporto de Cartum permaneceram em terra na primeira hora da manhã com a greve dos funcionários.

Mais tarde as atividades foram retomadas e as conexões aéreas, restabelecidas. Muitos funcionários exibiam cartazes com frases de apoio à greve. As companhias aéreas sudanesas Badr, Tarco e Nova suspenderam alguns de seus voos.

Na principal rodoviária da capital, centenas de funcionários também paralisaram suas atividades.

Sem avanços

O líder dos protestos, Siddiq Farukh, disse à AFP que a greve era uma mensagem ao mundo de que o povo sudanês "não quer que o poder fique nas mãos dos militares".

Outro destacado líder, Wajdi Saleh, reconheceu na noite de segunda-feira que "ainda não havia avanços" nas negociações, mas que o movimento de protesto estava disposto a discutir se os generais desejavam isso.

"Esperamos alcançar um acordo com o Conselho Militar e não ter que ir a uma greve indefinida", afirmou.

'Parte do antigo regime'

"Vemos o Conselho Militar como uma parte do antigo regime. Não o vemos apoiando nenhum direito, nem construindo um Estado justo", declarou uma manifestante, Hazar Mustafa.

O exército derrubou Omar Al-Bashir em abril, após meses de protestos.

Mas os generais, que têm o apoio das potências regionais, até agora ignoraram os apelos dos governos ocidentais e dos manifestantes de transferir o poder para os civis.

Antes de suspenderem as negociações na semana passada, os manifestantes e os militares chegaram a acordos sobre várias questões fundamentais, como a criação de um período transitório de três anos e a criação de um Parlamento com 300 cadeiras, dois terços dos quais para representantes do movimento de protesto.

As negociações, entretanto, ficaram estagnadas por não se conseguir um acordo sobre quem deveria dirigir o novo órgão de governo: um civil ou um militar.

Esse corpo de governo deverá, em princípio, estabelecer um governo interino civil de transição que terá que organizar eleições ao fim de três anos.

Motoristas de transporte complementar do Recife paralisam as atividades na manhã desta segunda-feira (27). A categoria afirma que não recebe o salário, que é depositado quinzenalmente, desde abril.

Nesta manhã, os profissionais estão concentrados na sede do Sindicato dos Permissionários do Transporte Público Complementar de Pernambuco (Sinpetracope), no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. Segundo o presidente do sindicato, Manoel Dias, os veículos não deixarão a garagem enquanto não houver indicativo de pagamento. "Não temos capital de giro para aguentar o mês. Não recebemos em abril e nem a quinzena de maio. Precisamos pagar nossos funcionários e fornecedores de diesel", explica Dias. Estão com o pagamento atrasado 180 trabalhadores.

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Ao todo, são 18 linhas alimentadoras e 53 veículos distribuídos na Zona Norte, Zona Oeste e Zona Sul do Recife. As linhas alimentadoras recebem esse nome porque transportam gratuitamente as pessoas que moram em áreas de difícil acesso até as localidades onde circulam ônibus e metrô. Cerca de 40 comunidades são beneficiadas.

"Fizemos questão de comunicar à população sobre a paralisação, para que eles conseguissem algum outro meio de pegar o ônibus hoje", acrescenta Manoel Dias. As linhas interbairros, que facilitam o deslocamento das pessoas entre os subúrbios da cidade e têm tarifa, não foram afetadas e funcionalmente normalmente. "Elas também estão com pagamentos atrasados, mas pelo menos conseguimos continuar devido ao pagamento do passageiro", salienta o presidente do sindicato.

Por nota, o Grande Recife Consórcio de Transporte informou que, juntamente com a Prefeitura do Recife e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE), está empenhando todos os esforços para solucionar o problema.

Confira as linhas afetadas:

A greve dos caminhoneiros trouxe efeitos colaterais para todo o setor, entre eles queda na receita dos caminhoneiros e aumento na das transportadoras. Estudo dos economistas Cristiano Aguiar de Oliveira e Rafael Mesquita Pereira, da Universidade Federal do Rio Grande, mostra que o rendimento dos proprietários de caminhão subiu 28% depois da paralisação, enquanto o dos autônomos caiu 20%.

"Com o tabelamento do frete, houve concentração de carga nas transportadoras. O produtor preferiu as empresas aos autônomos por haver uma relação mais estável", diz Oliveira. De acordo com os autores, as transportadoras têm maior poder de barganha e conseguem impor o valor mínimo do frete para os produtores.

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Também após a greve, houve grupos empresariais que, com medo de ficarem novamente reféns dos caminhoneiros, compraram frota própria. "Ou seja, não melhorou nada. Piorou a vida dos autônomos", diz Ivar Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte (CNT). Segundo ele, mesmo com as fiscalizações, a tabela do frete mínimo não é cumprida e há uma série de contestações na Justiça contra a medida.

Schmidt, que comandou a greve de 2015, defende a aplicação da jornada de trabalho. Ao obrigar os caminhoneiros a cumprirem uma determinada carga horária, um número maior de motoristas teria acesso ao frete. Isso equalizaria a questão do descompasso entre oferta e demanda no mercado. Ele lembra que há cerca de 300 mil caminhões sobrando no País.

O professor Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, explica que esse cenário de sobreoferta começou a ser desenhado há alguns anos quando o governo incentivou a venda de caminhões com dinheiro barato do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas esse incentivo não foi acompanhado de uma política de substituição de caminhões nem de formação de frete, diz. Assim, as empresas passaram a renovar as frotas e repassavam os caminhões mais velhos para os autônomos. Para ele, o centro do problema dos caminhoneiros continua sendo a política de preços da Petrobrás. "O que foi prometido até agora são paliativos momentâneos para lidar com uma paralisação iminente."

Wallace Landim, conhecido como Chorão, diz que está apresentando para o governo um projeto de pontos de parada, que é essencial para implementar a jornada de trabalho. Hoje, se todos os caminhoneiros cumprissem uma carga menor, não haveria lugar para eles pararem, dizem os motoristas. "Estamos na UTI e o nosso remédio é o governo. Estamos buscando o remédio para salvar a categoria."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Há um ano, os caminhoneiros iniciavam uma greve histórica que paralisou o Brasil por dez dias e provocou o desabastecimento da população. Faltou combustível nos postos e vários produtos sumiram das prateleiras dos supermercados. O resultado foi uma redução de quase R$ 48 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) de 2018, uma ruptura na confiança e alta da inflação no período.

Os protestos foram iniciados por caminhoneiros autônomos por causa da escalada do preço do óleo diesel, cuja política da Petrobrás previa aumentos semanais. De abril para maio de 2018, o preço médio do litro subiu cerca de R$ 0,20 e alcançou R$ 3,62 - o que desencadeou uma sequência de bloqueios nas estradas de todo o País. A resposta do governo veio em forma de subsídio de até R$ 0,46 por litro do combustível e a criação da tabela do frete.

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Um ano depois, no entanto, as queixas dos caminhoneiros continuam latentes. Para eles, a situação piorou. Após o fim do subsídio em dezembro, o diesel voltou a subir e, na semana passada, já havia superado o preço médio de maio de 2018. A tabela do preço mínimo do frete também não funciona adequadamente. E, para piorar o quadro, o fraco desempenho da economia tem diminuído o volume de carga para transportar.

Nos próximos dias, o jornal O Estado de S. Paulo trará reportagens mostrando a dependência do País do transporte rodoviário, a busca por alternativas, como a cabotagem, e a rotina dos motoristas nas estradas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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