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Nesta segunda-feira (20), o prefeito de Olinda, Professor Lupércio, reuniu-se com representantes da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper). A pauta do encontro foi a Gestão da Política Compartilhada do Mercado Eufrásio Barbosa.

 Na reunião, além do gestor municipal e seu vice, Márcio Botelho, estavam presentes o secretário de Patrimônio, Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico de Olinda, João Luiz, e toda a diretoria da AD Diper, inclusive o presidente do órgão, Roberto Abreu e Lima Almeida,

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 Ficou acordado na conversa que a Prefeitura fará parte do Comitê de Conselho Gestor do Mercado, tendo suas sugestões como prioridades. Além disso, foi firmado o compromisso que, no segundo semestre de 2019, o espaço estará com sua totalidade cultural funcional (teatro, mostras, artesanatos  e gastronomia).

 Antes da reabertura, foram quatro anos de reforma, com investimentos na ordem de R$ 20 milhões, por meio do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). A iniciativa configura também uma importante parceria entre o estado e o município para a sua operação. O amplo espaço, de 6 mil m², é um importante equipamento turístico da cidade.

*da assessoria

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (8) que a demissão de Ricardo Vélez Rodríguez do Ministério da Educação foi motivada por problemas de “gestão”. Segundo ele, Vélez “não tinha essa expertise” e acabou “acumulando uma série de problemas”.

“Basicamente é a questão da gestão. Lamentavelmente o ministro não tinha essa expertise. Aí foi acumulando uma série de problemas. A gente não pode deixar sangrando um ministério que é importantíssimo”, afirmou o presidente durante entrevista à TV Jovem Pan.

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No final da manhã de hoje, via Twitter, Bolsonaro anunciou o nome do novo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Segundo ele, o novo titular terá liberdade para escolher seus assessores e montar sua equipe.

“Ele é do ramo. É professor universitário, sabe gerar e conversar. Está gabaritado. Todas as pessoas serão indicadas por ele. Mesmo nas minhas indicações, ele têm poder de veto”, afirmou o presidente, lembrando que há “um montão de coisas pela frente” a ser realizada.

Mais cedo, Bolsonaro anunciou que Weintraub substituiria Vélez no MEC. Professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Weintraub foi executivo do mercado financeiro, atuou no grupo Votorantim e foi membro do comitê de Trading da BM&FBovespa.

Em 2016, coordenou a apresentação de uma proposta alternativa de reforma da previdência social formulada pelos professores da Unifesp. Antes de se tornar ministro, o professor atuava como secretário executivo da Casa Civil, sob o comando de Onyx Lorenzoni.

Nove dias após o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), anunciar o rompimento unilateral do contrato de concessão do Maracanã, o consórcio que administra o estádio informou nesta quarta-feira que deu início ao processo de transferência administrativa da arena. O prazo para a conclusão dos trâmites é 18 de abril.

A concessionária informou que o executivo Marcelo Furquim foi designado "para concluir as atividades remanescentes e realizar a transição das funções que vinham sendo executadas". Ele assume no lugar de Mauro Darzé, que renunciou ao cargo após a decisão do governo.

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Em entrevista concedida na semana passada, Witzel alegou que o rompimento do contrato se deveu a dívidas do consórcio com o Estado, que atingem R$ 38 milhões. O valor, segundo o governador, se refere às parcelas da outorga. O Maracanã foi concedido à iniciativa privada em 2013, com contrato previsto para durar 35 anos.

O consórcio, por sua vez, não reconhece a dívida. Em nota, a concessionária informou que os valores "seriam referentes à contrapartida pelo uso comercial das áreas do entorno do estádio, como o Célio de Barros, o Julio Delamare e adjacências, fato que não ocorreu em função da decisão unilateral do governo de tombar estes espaços".

A decisão citada foi tomada pouco depois da concessão do Maracanã, ainda na gestão do ex-governador Sergio Cabral (PMDB), condenado pela operação Lava Jato.

Na próxima quinta-feira (21), “Liderança com valores: uma conversa para líderes de hoje e do amanhã” será o tema da nova edição do Conexão Sustentável RioMar. O encontro, marcado para 9h30, contará com a apresentação de Ricardo Voltolini, que carrega em seu currículo 20 anos de pesquisas sobre negócios éticos, transparentes, responsáveis e com respeito a clientes, colaboradores e meio ambiente.

CEO e fundador da ’Ideia Sustentável – Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade’, Voltolini já atendeu mais de 300 empresas. “Meu propósito é disseminar a cultura de sustentabilidade empresarial e de liderança com valores no Brasil e no mundo”, comentou o palestrante, conforme informações da assessoria de comunicação do Shopping RioMar.

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O evento será realizado no Teatro RioMar. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), podendo ser adquiridos nas bilheterias do equipamento cultural. O centro de compras fica na Avenida República do Líbano, 251, bairro do Pina, Zona Sul do Recife.

Preocupada com o impacto da administração Romeu Zema na imagem do partido e com um possível descolamento em relação à legenda, a direção nacional do Novo estuda acionar o Departamento de Apoio ao Mandatário, órgão previsto no estatuto partidário, para monitorar as ações do governo de Minas Gerais.

Algumas ações deste início de mandato de Zema fizeram acender o sinal de alerta na cúpula do Novo. A principal delas foi a nomeação de pessoas ligadas ao PSDB para cargos-chave do governo, como Custódio de Mattos, ex-secretário de Desenvolvimento Social de Aécio Neves, para a poderosa pasta de Governo e o deputado tucano Luiz Humberto Carneiro, que foi líder do ex-governador Antonio Anastasia, para a liderança do governo na Assembleia Legislativa.

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Além disso, a manutenção de Germano Vieira, remanescente da gestão Fernando Pimentel (PT), na Secretaria de Meio Ambiente, em meio à tragédia de Brumadinho, também desagradou à cúpula do partido. Durante a campanha, Zema fez duras críticas ao PT e ao PSDB, os quais associou à "velha política" em contraposição à proposta "modernizadora" do Novo.

Segundo fontes próximas à cúpula do partido, a relação da direção com Zema começou a ficar turva ainda no primeiro turno da campanha eleitoral, quando o então candidato pediu votos tanto para João Amoêdo (Novo) quanto para Jair Bolsonaro (PSL). Zema afirmou que foi um erro de comunicação, mas a cúpula do partido não engoliu a explicação.

Agora, dirigentes da sigla se queixam de dificuldades de interlocução com o governador, a quem consideram "muito autossuficiente" e arredio.

Por isso, estudam monitorar a gestão por meio do Departamento de Apoio ao Mandatário, órgão previsto no estatuto do partido que tem o objetivo de dar suporte aos candidatos eleitos pelo Novo, mas também tem a prerrogativa de "vetar nomeações" e "alertar o mandatário" em casos extremos de possível desacordo com as rígidas normas da sigla.

'Prestar contas'

Procurada, a direção do Novo não quis se manifestar. Em entrevista ao Estado, Zema negou qualquer desalinhamento em relação ao partido e disse aceitar com naturalidade o monitoramento pela cúpula da legenda (mais informações nesta página).

"A coisa que eu mais fiz na minha vida foi ter que prestar contas. O que vai mudar agora? Não mudou nada. Prestar conta nos faz agir melhor e aprimorarmos", declarou ele. "O diretório nacional participou ativamente da escolha do secretariado. Nossa interlocução tem sido a melhor possível", completou o governador.

Sobre a nomeação de Germano Vieira, Zema disse se tratar de um técnico aprovado por entidades da indústria, agricultura e mineração.

A opinião, no entanto, não é unanimidade no partido. O deputado estadual Bartô do Novo tem verbalizado a insatisfação com alguns nomes do secretariado. "Vejo como insustentável (a permanência de Germano). Apesar de ter um perfil técnico e ter o aval de algumas instituições, o problema ocorrido na sua pasta foi muito grave", afirmou Bartô do Novo.

Para o deputado federal Tiago Mitraud (Novo-MG), a eleição do primeiro governador vai levar o partido a um amadurecimento, sem que isso represente abrir mão de seus princípios. "Talvez precise ganhar maturidade, especialmente filiados que acham que todas as mudanças vão ser feitas da noite para o dia. Aos poucos, a base de apoio do Novo vai ganhando mais maturidade", disse o parlamentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Programa de Pós-Graduação em Gestão, Inovação e Consumo (PPGIC) da Universidade Federal de Pernambuco, que fica no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), está com inscrições abertas para seu novo mestrado acadêmico, que visa a formação de professores e pesquisadores nas áreas gestão, inovação e consumo. São 16 vagas distribuídas em duas linhas de pesquisa. O prazo para participar da seleção termina no dia 1º de março. A taxa custa R$ 50 e deve ser paga por meio de depósito em conta única da União, exclusivamente no Banco do Brasil.

As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, na secretaria geral dos cursos de graduação, localizada no Espaço de Apoio Estudantil, no campus da UFPE de Caruaru. O formulário para ser entregue no ato está anexo ao edital, onde também é possível verificar a lista de documentos exigidos para participar. Para mais informações o PPGIC disponibiliza o email ppgic.ufpe@gmail.com e o telefone (81) 2103.9187.

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As linhas de pesquisa do mestrado são “Inovação e cultura na gestão dos negócios locais” e “Consumo e marketing nos arranjos produtivos locais”. O processo seletivo conta com duas etapas. Na primeira os estudantes passam por provas de conhecimento teórico e construção argumentativa e é eliminatória. Já na segunda fase, os candidatos terão seus pré-projetos de dissertação avaliados, além de passarem também por uma análise do currículo vitae. O resultado será divulgado no dia 15 de abril. 

Imagine Corinthians e Palmeiras se unirem para formar uma empresa que administre o Pacaembu. Ou Atlético-MG e Cruzeiro deixarem a rivalidade de lado para, juntos, tomar conta do Mineirão. Pois é isso o que está ocorrendo no Estado do Ceará, com o estádio Castelão.

Desde dezembro, quando o governo estadual retomou a administração da arena, Ceará e Fortaleza, os dois maiores clubes do Estado e arquirrivais, resolveram fazer uma negociação em conjunto, nas mesmas condições para ambos, e estão operando catracas, bares e estacionamentos do estádio com uma única empresa nos dias de jogos.

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O preço do aluguel é variável. Se o público for até 15 mil torcedores, 7% da arrecadação fica com o governo do Estado. Caso a partida registre mais de 15 mil torcedores, o porcentual sobe 10%. Com relação ao lucro obtido com bares e restaurantes, o porcentual que vai para os cofres públicos é de 20%.

Enquanto o processo de concessão do Castelão ainda será analisado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o modelo de negócio adotado provisoriamente prevê que a manutenção continue com Secretaria do Esporte e Juventude do Ceará e os clubes operem o Castelão somente nos dias de jogos. Mas, quando a licitação for lançada - o que deve ocorrer no segundo semestre -, o projeto de Ceará e Fortaleza é criar uma empresa para participar da disputa pela gestão do estádio pelos próximos 20 anos.

"A rivalidade fica só dentro de campo. Fora, temos de ter estratégia. A ideia é que os dois clubes formem uma SPE (Sociedade de Propósito Específico)", disse o presidente do Ceará, Robinson de Castro. "A gente tem expertise na administração de jogos, portanto nada mais natural do que concorrer em conjunto nesta licitação", afirmou o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz.

Assim, o Castelão pode se tornar o primeiro estádio público da Copa do Mundo de 2014 gerido por clubes de futebol. Reformada por R$ 518,6 milhões e utilizada também na Copa das Confederações de 2013, a arena foi administrada até o ano passado pela concessionária Luarenas. Com o fim do contrato, a Secretaria do Esporte e Juventude do Ceará partiu em busca de novos interessados em assumir o equipamento.

"Os clubes fizeram uma proposta, mas não teria legalmente como passar a administração do estádio direto para eles. Até o final de agosto o procedimento licitatório deve ser concluído. Enquanto isso, os clubes assumem a parte do quadro móvel do estádio nos dias dos seus jogos", explica o secretário do Esporte e Juventude, Rogério Nogueira Pinheiro.

A proposta do governo é que o Estado pague ao vencedor da concorrência prestações mensais de R$ 894 mil pelo período de 20 anos, totalizando R$ 214 milhões. Esses valores podem ser reduzidos conforme as propostas na licitação. Dentro do escopo da concessão, estão previstos investimentos, conservação e manutenção do estádio.

"A rivalidade não pode ser maior do que o profissionalismo. Os dois clubes têm abertura e maturidade suficientes para fazer esse tipo de negócio", diz o presidente do Fortaleza.

Este ano, Ceará e Fortaleza disputarão juntos a Série A do Campeonato Brasileiro pela primeira vez desde 1993. Com 38 rodadas do Nacional já agendadas para o Castelão (19 com mando de cada clube), a expectativa das diretorias é aumentar a média de público do estádio, que tem sido de aproximadamente 16 mil torcedores desde 2013.

"Algumas ações podem ser feitas em conjunto para o bem do futebol cearense e, consequentemente, dos clubes. Fechamos em conjunto, por exemplo, um mesmo patrocinador para os dois clubes. Essa união deve, inclusive, refletir em uma cultura de paz entre as torcidas", aposta Marcelo Paz.

A Secretaria de Estado de Cultura do Pará anunciou, durante o evento #CulturaPresente, na sexta-feira (18), no Teatro Gasômetro, do Parque da Residência, em Belém, a volta do Projeto Preamar de Cultura, festival que reúne artistas populares em espaços públicos. Produtores culturais e artistas de várias linguagens, como música, dança, teatro, artes visuais e cultura popular, participaram do encontro. 

A secretária de Cultura Úrsula Vidal dividiu a abertura do evento com a professora Glória Caputo, que está de volta à superintendência da Fundação Carlos Gomes, e com o advogado João Marques, que acaba de assumir a presidência da Fundação Cultural do Pará. Além de apresentar os diretores e coordenadores de cada área, assim como dos espaços gerenciados pela Secult, a nova gestão antecipou alguns projetos que serão prioritários já em 2019.

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O Preamar da Cultura Popular será realizado ao longo do ano, em museus e espaços públicos e sedes de agremiações populares, envolvendo música, teatro, dança, audiovisual, artes visuais, manifestações folclóricas, moda e cultura alimentar. Outro pilar da gestão cultural será o Programa Cultura Presente, estratégia de desenvolvimento de políticas públicas de educação patrimonial, histórica, ambiental e artística.  

“Não temos a pretensão de chegar aos territórios para ensinar algo, porque nesses locais já existem dezenas, centenas de pessoas que estão fazendo cultura, de forma independente, na maioria das vezes sem recursos. A nossa missão é alargar a compreensão dessa função social, para que cada fazer tenha enraizamento e permanência. Seremos instrumentos nas mãos, nos corações e nas vozes de vocês”, disse Úrsula Vidal. “Queremos dizer a todos e todas que as portas da Secult estão abertas, para que vocês entrem e façam parte do nosso planejamento.” 

Dois projetos importantes que já integram o calendário cultural do Estado serão ampliados. O Festival de Ópera do Theatro da Paz levará apresentações de orquestras, operetas e cameratas também para o interior do Pará, em áreas de grande vulnerabilidade social, realizando ainda doze recitais no Theatro da Paz, em Belém. A Feira do Livro será transformada em Feira do Livro e das Multivozes da Amazônia, para contemplar as tradições orais da região, além de promover ações de incentivo à leitura em áreas de grande vulnerabilidade social, alcançando ainda cinco municípios importantes na visão estratégica da política cultural e de segurança pública do Estado.  

CONHEÇA OS NOVOS DIRETORES DA SECULT 

Sistema Integrado de Museus – Armando Sobral 

Museu de Arte Sacra – Emanuel Franco

Museu do Estado do Pará – Marcel Campos

Museu da Imagem e do Som – Januário Guedes

Sistema Integrado de Teatros – Sérgio Oliveira 

Theatro da Paz – Daniel Araújo

Departamento de Música – Allan Carvalho 

Teatro Estação Gasômetro – Leonardo Santos 

Diretoria de Cultura – Luiz Soares Junior

 Editoração e Memória – Cássio Tavernard 

 Patrimônio – José Maria Reis 

 DPHAC – Lucineide Rodrigues

 Arquivo Público – Leonardo Torii

 Departamento de Projetos – Helder Moreira 

Departamento de Economia Criativa e Promoção Cultural – Lorena Saavedra

Da assessoria da Secult.

 

 

Mesmo após mais de três meses, o resultado eleitoral que levou o governador Paulo Câmara (PSB) à reeileição ainda divide opiniões. De fato, os pernambucanos ficaram divididos: o pessebista teve 50, 7% dos votos válidos, derrotando o então rival Armando Monteiro Neto (PTB). Passada a acirrada disputa, uma pergunta não quer calar: como será o seu segundo mandato? As promessas de campanha serão cumpridas? Que perfil deverá ser seguido?

A depender do governador, os “avanços” continuarão. No discurso de posse realizado no último dia 1° de janeiro, em cerimônia que aconteceu na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Paulo chegou a dizer que tinha “orgulho” em afirmar que Pernambuco não parou de avançar, apesar da “crise tremenda” que o Brasil enfrentou. Ele ainda ressaltou, na ocasião, que o seu projeto político foi aprovado e manifestado democraticamente pela maioria dos pernambucanos, nas doze regiões do Estado. 

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No entanto, apesar da confiança do governador, o panorama geral não é de tanta segurança. Na avaliação do cientista político Vitor Diniz, o segundo mandato será mais desafiador do que o primeiro porque os pernambucanos foram atingidos em cheio pela crise econômica e, agora, irão cobrar do governo estadual “um novo ciclo” de desenvolvimento com a volta de emprego e investimentos. 

“No segundo mandato, o governador Paulo Câmara deve fortalecer sua base de sustentação para poder aprovar medidas necessárias, que muitas vezes não contam com forte apoio popular. A situação financeira dos Estados é gravíssima e os próximos anos ainda serão desafiadores. Será preciso muita gestão e disciplina fiscal para vencer os desafios”, ressaltou Diniz. 

O termo “crise” foi bastante utilizado pelo governador durante o primeiro mandato ora ao justificar o não andamento de algumas obras, ora para ressaltar que sua gestão conseguiu realizar alguns feitos “apesar da crise”. Câmara chegou a culpar o então governo Temer (MDB) pelo atraso em obras que, segundo ele, dependia da verba federal como os recursos necessários para obras de barragens de contenção de enchentes na Zona da Mata Sul. 

Outro fator também deve ser determinante para o desenvolvimento do Estado: a relação que deve ser construída entre o governador e o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Apesar do socialista, em primeiro momento, ressaltar que Pernambuco não iria admitir nenhuma submissão nem mesmo aos poderes mais altos da República, posteriormente o socialista depois diminuiu o tom ao tocar no assunto. 

Recentemente, Câmara avisou que aguarda um encontro com o militar com o objetivo maior de mostrar os projetos necessários ao Estado como, por exemplo, terminar obras como a Adutora do Agreste e de começar outras. Segundo ele, toda a conversa será feita com “espírito público, pé no chão e serenidade”. 

Para Vitor Diniz, a relação do governo estadual com o presidente Bolsonaro tem que ser pragmática. “A União ainda detém certo poder de investimento, necessário para garantir a execução e finalização de importantes obras no estado”, alertou. 

O governador também deve ser peça-chave para uma decisão que não está tão distante assim: a escolha de algum correligionário para disputar a prefeitura do Recife em 2020. Um dos nomes especulados para participar do pleito é o do deputado federal eleito João Campos (PSB), que teve uma votação histórica em Pernambuco alcançado mais de 400 mil votos.

Assim como foi apadrinhado por Eduardo Campos, em 2014, quando seu nome ainda não era conhecido pelos pernambucanos, Paulo Câmara também deverá liderar a escolha do nome que deve sucedê-lo em 2023. “Como uma das principais lideranças do PSB, o governador será fundamental na escolha das duas candidaturas, no entanto sua força na escolha vai depender do sucesso do seu segundo mandato”, ressaltou o cientista. 

Em meio às incertezas sobre o segundo mandato, uma coisa é certa. A postura do governador deve continuar sendo a mesma: de otimismo e de comemoração quanto aos resultados obtidos. Nessa terça (15), ele chegou a afirmar que Pernambuco estava no “caminho certo” em relação a um tema que muito preocupa os brasileiros: a violência urbana. 

De acordo com dados divulgados, o Estado alcançou uma diminuição de 23,2% no número de homicídios, em relação a 2017, representando a maior redução nos registros de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) desde a criação do Programa Pacto Pela Vida, em 2007. “Muita coisa tem que ser feita, ainda há muito que melhorar, mas estamos em um caminho positivo e é nesse caminho que vamos seguir, com reduções de mês em mês”, disse em um discurso já costumeiro. 

Já nesta quinta (16), o governador se reuniu com os três senadores pernambucanos, Jarbas (MDB), Humberto (PT) e Fernando Bezerra Coelho (MDB) para debater a continuidade de projetos e ações prioritárias para o desenvolvimento social e econômico do Estado. Câmara disse que, em conjunto, é possível fazer com que as ações andem de forma mais célere no âmbito do Governo Federal.     

No discurso de posse, no último dia 1° de janeiro, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), foi direto ao falar que a data representava o início da “libertação do socialismo, da inversão de valores e do politicamente correto”. Ele também chegou a dizer que havia “uma grande nação” para reconstruir e que seria feita em conjunto com a sociedade. Passado 10 dias, muitas foram as medidas tomadas por Bolsonaro e sua equipe de governo, que vem abrindo um leque de discussões que parecem sem fim.

No primeiro dia de mandato, Jair Bolsonaro assinou um decreto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, fixando o salário mínimo em R$ 998, menor que o projetado anteriormente, quando foi proposto R$ 1.006. A reação da oposição foi de imediato. O Partido dos Trabalhadores (PT) chegou a preparar um decreto para que o valor fosse de R$ 1.006, como previa o orçamento aprovado pelo Congresso Nacional. A senadora Gleisi Hoffmann, presidente da legenda, argumentou que essa era uma obrigação já que os juízes e promotores tiveram reajuste de 16% em suas respectivas remunerações.

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Outro dos seus primeiros atos foi a retirada da Fundação Nacional do Índio (Funai) o poder de identificar e demarcar terras indígenas, que foi transferida para o Ministério da Agricultura. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), logo após a iniciativa, recomendou às suas representações nos Estados o ingresso de uma ação popular requerendo a nulidade dos atos praticados pelo presidente. Segundo a organização, a atitude destruía praticamente “toda a política indigenista brasileira”.

Também no início do governo, dois conselhos ligados à Presidência da República foram extintos: o de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e o de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Já na área da educação, a qual Bolsonaro já vinha alertando para grandes mudanças, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), que integrava o Ministério da Educação (MEC), foi extinta. Em seu lugar, foi criada a Secretaria de Modalidades Especializadas.

Ainda no setor, Bolsonaro sancionou lei que permite o aluno faltar por motivo religioso. A partir deste mês, as escolas terão dois anos para tomar as providências necessárias para colocar a medida em prática. No entanto, os estudantes vão precisar apresentar um requerimento com a devida antecedência.

O presidente também havia aproveitado para alterar o edital do ano de 2020, do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que estabelece as normas para os livros didáticos entregues às escolas públicas. Dessa forma, temáticas raciais, rurais e de combate à violência contra a mulher não seriam mais requisitos para publicações didáticas, mas o governo voltou atrás na decisão - o que, inclusive, tem sido marca da gestão Bolsonaro.

Entre idas e vindas em atitudes governamentais, o militar chegou a dizer à imprensa que havia assinado decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), na última sexta-feira (4). Mas, após uma reação negativa, ele assinou um novo decreto descartando a possibilidade de aumentar a carga tributária e afirmando que os novos contratos firmados neste ano só terão impacto financeiro a partir do ano seguinte.

Segurança e corrupção

O ex-deputado, que passou quase três décadas no Congresso, já avisou que o decreto que flexibiliza a posse de armas de fogo sai ainda este mês. Ele contou que estava conversando com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, sobre o assunto. O que se sabe é que o desejo do militar é que moradores de locais com altos índices de mortalidade tenham mais facilidade em adquirir armas. “Pode ter certeza que a violência cairá assustadoramente no Brasil”, acredita. O ex-juiz já teria editado o decreto e listado a necessidade de uma justificativa convincente para a posse de armas.

Outro foco de campanha e apesar do ministro Moro prometer “medidas mais duras” contra a corrupção e crime organizado, até agora não foi tomada alguma iniciativa marcante nesse sentido.  O magistrado avisou que pretende enviar à Câmara, em fevereiro, proposta para endurecer o regime de prisão para corrupção e crimes violentos.

Expectativas e oposição

Nesta semana, Bolsonaro realizou a segunda reunião ministerial com a sua equipe no sentido de definir quais serão as 50 medidas que serão implementadas nos 100 primeiros dias de governo. O objetivo incluiria medidas para estimular a economia, divulgação de corte de gastos e até revogações de iniciativas do governo passado. Segundo o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, a equipe “é muito, muito sintonizada”.

Além dos decretos assinados, algumas outras polêmicas foram protagonizadas nestes primeiros dez dias. Nesta semana, o Brasil deixou o Pacto Global de Migrações da ONU. O acordo tratava de questões relativas a como proteger melhor os migrantes e como integrá-los à sociedade, entre outros pontos.

Bolsonaro chegou a ser enfático, por meio das redes sociais, ao ressaltar que o Brasil é soberano para decidir se aceita ou não migrantes. “Quem, porventura, vier para cá deverá estar sujeito às nossas leis, regras e costumes, bem como deverá cantar nosso hino e respeitar nossa cultura. Não é qualquer um que entra em nossa casa, nem será qualquer um que entrará no Brasil via pacto adotado por terceiros”, disparou.

Opositores continuam a falar sobre as medidas que vem sendo tomadas pelo Governo Federal. O deputado federal eleito Túlio Gadêlha (PDT) chegou a dizer não são poucos os retrocessos que estão acontecendo. O pernambucano falou que era necessário um “diálogo amplo”.

Uma das ferrenhas críticas do militar da reserva, a deputada federal eleita Marília Arraes (PT) vem falando com insistência sobre as ações que estão sendo feitas. “Uma escalada de desmandos, atropelos e fascismo. A nós, parlamentares e cidadãos, cabe continuar o combate em defesa da democracia e da soberania de nosso país”, disse recentemente por meio das redes sociais.

Positividade

Críticas à parte dos insatisfeitos, desde o início do ano, a Bolsa acumula alta de mais de 4,72%. O Ibovespa conquistou um recorde e fechou, nessa terça (8), acima de 92 mil pontos pela primeira vez na sua história. Bolsonaro comemorou, em sua conta no Twitter, os resultados. “Bolsa bate novo recorde e dólar se aproxima da marca de R$ 3,70; um dos menores em muitos meses. Estamos resgatando a confiabilidade do investidor no Brasil”, escreveu.

*Foto do Flickr Palácio do Planalto

     O governador Paulo Câmara (PSB) comemorou, nessa terça-feira (1°), o ranking nacional elaborado pelo jornal Folha de S.Paulo e o Instituto DataFolha no qual colocou Pernambuco como o único Estado eficiente na gestão pública, fora das regiões Sul e Sudeste. De acordo com o levantamento, o Estado está entre os que mais entrega saúde, educação, segurança e infraestrutura. “Pernambuco faz mais com menos”, destacou durante cerimônia de posse, que aconteceu na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). 

O pessebista falou que o modelo de gestão adotado pelo seu governo é um “instrumento” necessário para melhorar a vida das pessoas, principalmente as que mais precisam. “Essa é a nossa missão maior: construir uma sociedade mais justa, com igualdade de condições para que todos e todas tenham a oportunidade de transformar os seus sonhos em realidade”.

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Câmara também lembrou que o Governo de Pernambuco foi considerado pela o Estado mais transparente, entre todas as capitais e municípios com mais de 50 mil habitantes, incluindo o Distrito Federal, de acordo com dados da Controladoria Geral da União (CGU). 

“Por isso, estamos formando um governo orientado pelo compromisso maior das forças progressistas do nosso Estado. Por consequência, vamos trabalhar com o olhar permanente aos que mais precisam, aos mais necessitados dos serviços públicos.  Tais serviços devem estar em constante aperfeiçoamento e sintonizados com os anseios da população”, prometeu. 

Na posse, Paulo Câmara ainda fez um pronunciamento direcionado ao presidente da República Jair Bolsonaro (PSL). “O amor ao Brasil não é monopólio de nenhum brasileiro, seja civil ou militar. A forma de expressar este sentimento depende de cada um. Morrer em um campo de batalha é uma forma de amar o Brasil. Ocupar as ruas em defesa da democracia também é”, chegou a dizer. 

Quando o então governador Eduardo Campos (PSB), no início de 2014, anunciou o nome do seu secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara (PSB), como candidato à sua sucessão, os comentários foram muitos. A especulação é de que houve ciumeira entre aliados de Eduardo, que sonhavam em disputar a vaga, além de muitas indagações sobre a escolha de Câmara para concorrer ao cargo na eleição que aconteceria no final daquele ano, já que ele não era conhecido entre o eleitorado pernambucano. O fato é que estava decidido e o resultado foi o esperado: Paulo Câmara venceu a eleição com 68,08% dos votos válidos contra o senador Armando Monteiro (PTB), que obteve 31,07%. 

Poucos meses depois, já com as articulações mais consolidadas, a morte inesperada de Eduardo Campos em um acidente aéreo, em agosto, deixou muitas indagações no ar sendo a principal: como seria a campanha de Paulo Câmara sem o padrinho político? Mesmo sem Eduardo, Paulo seguiu unindo forças com correligionários e, por vezes, com o apoio da família Campos. E seguiu como pôde. Na época da campanha, em muitos momentos, Paulo chegou a afirmar ter sido o secretário que aumentou a capacidade de investimento do governo “transformando gasto ruim em receita boa”. Logo após a vitória, ele ressaltou que a responsabilidade era muito grande para comandar os destinos de Pernambuco, mas garantiu: “estamos preparados e confiantes para continuar um trabalho que foi iniciado por Eduardo Campos”. 

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Passado quatro anos da entusiasta declaração, queiram ou não queiram os opositores e descontentes com o governo de Câmara, o pessebista voltou a comemorar mais uma conquista: a reeleição, embora em um cenário bem mais adverso. Em outubro de 2018, ele venceu com 50,70% dos votos, um percentual bem abaixo da primeira disputa, derrotando novamente Armando Monteiro, que acreditava na possibilidade de sair bem-sucedido por não haver mais a presença de Eduardo. 

O governo Paulo Câmara, que foi reprovado por 74% dos pernambucanos, segundo um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas UNINASSAU, continua a dividir opiniões. Uma das áreas mais cobradas e criticadas é referente a segurança pública no Estado, no entanto o governador garante que os índices de violência vem diminuindo e ressaltou, por inúmeras vezes, que destinou a maior verba da história de Pernambuco para o enfrentamento da violência: R$ 290,9 milhões. 

Outro questionamento que vem sendo feito é sobre a sua capacidade de “liderança”. Paulo também se defende. Ele já afirmou, durante a campanha, que liderança não se faz aos gritos e até mesmo disse que “Pernambuco mostra ao Brasil como se faz gestão”. Em muitas ocasiões, culpou a crise no sentido de não poder ter feito mais.

A área da educação continua sendo uma das “vitrines” do governo Paulo Câmara. No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2017, Pernambuco alcançou  nota 4,0 enquanto a média do ensino no Brasil ficou em 3,5. Mas, uma alerta merece atenção: o Estado ocupava o primeiro lugar do ranking e, neste último levantamento, apareceu em terceiro lugar atrás de Goiás e Espírito Santo. 

Mais outro ponto a favor do governador foi comemorado no final de 2018: Pernambuco foi considerado o Estado mais transparente do Brasil, de acordo com o levantamento realizado pelo Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU). O estudo avaliou 691 entes, entre eles os estados, capitais e municípios com mais de 50 mil habitantes. Dados recentes do IBGE também apontam que Pernambuco tem a menor mortalidade infantil do Nordeste e a nona do Brasil. 

Entre os compromissos firmados na campanha eleitoral do primeiro mandato, Paulo Câmara prometeu dobrar o salário dos professores da rede estadual dentro de quatro anos, construir novos hospitais como o Geral de Cirurgias, no Grande Recife, além de universalizar as oportunidades nas escolas em tempo integral, entre outras. Se parte da promessa não foi cumprida, o governador parece estar disposto a começar o segundo mandato mais bem quisto nesse sentido: na última quinta-feira (27), ele anunciou a contratação de novos mil professores para compor o corpo docente da rede estadual de ensino. Os profissionais atuarão nas áreas de educação básica, especial e profissional nas escolas de todas as regiões do Estado. 

Polêmicas

Pouco mais de um mês depois da vitória em busca da reeleição, o pessebista foi alvo de mais uma polêmica ao enviar para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) um pacote de ajuste fiscal. No final de novembro, em votação polêmica, os deputados estaduais aprovaram o pacotão que, entre outras medidas, prevê a redução de 18% para 16% no ICMS do óleo diesel e o aumento de 2% no ICMS de vários produtos, entre eles, bebidas alcoólicas, refrigerantes, veículos novos com preço acima de R$ 50 mil e etanol. 

Também foi aprovado o projeto que cria o programa Nota Fiscal Solidária, que viabilizará o pagamento de um 13° de até R$ 150 para as famílias do Estado cadastradas no Bolsa Família. Essa proposta foi uma das que gerou discussões. Opositores do governo chegaram a acusar Paulo de fazer “estelionato eleitoral” ao prometer, durante a campanha, o pagamento a mais sem explicar, contudo, como ele seria feito. 

Apesar das críticas somadas, o governador continua tendo um ponto a favor: não é considerado um “político de carteirinha”. Ele é formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco, é pós-graduado em Contabilidade e Controladoria Governamental, e fez mestrado em gestão pública. Além de comandar a pasta da Fazenda entre 2011 e 2014, foi secretário de Administração [2007-2010] e de Turismo [2010]. Paulo é auditor do Tribunal de Contas de Pernambuco. 

Na última sexta-feira de 2018, Paulo Câmara fez um discurso otimista no qual garantiu que vai trabalhar muito em 2019. “Trabalho não vai faltar, mas é sempre bom agradecer e também focar no futuro, pedir muita fé e determinação para a gente continuar a trabalhar para um futuro melhor”, declarou durante Missa de Ação de Graças, na Paróquia de Casa Forte. 

Ele ainda afirmou que, em 2018, fez “o dever de casa”. “Fizemos um dever de casa importante para que pudéssemos ter uma expectativa mais positiva nos próximos quatro anos, onde nós vamos focar muito na qualidade dos serviços”, salientou. 

A posse dos governadores e vice-governadores dos Estados para o mandato de 4 anos acontece sempre em 1° de janeiro do ano subsequente ao da eleição. A cerimônia de posse de Paulo Câmara acontecerá, a partir das 15h, desta terça-feira, na Alepe. O governador será recebido, juntamente com sua esposa Ana Luiz e as filhas Clara e Helena, pela guarda de honra formada por tropas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Pernambuco. Também tomará posse a vice-governadora eleita Luciana Santos (PCdoB). 

A expectativa é que Paulo Câmara faça um discurso, como já vem afirmando, de que o governo fez muito pelo Estado, mas que ainda fará mais. Ele também deve demonstrar confiança no sentido de garantir que está pronto para governar o estado por mais quatro anos como o fez na convenção estadual da legenda, que aconteceu dois meses antes da eleição. 

 

Na tarde desta sexta-feira (28), foi concedida uma entrevista coletiva no auditório do Conselho Deliberativo do Sport, na Ilha do Retiro. Arnaldo Barros, atual mandatário até a próxima segunda-feira (31), apontou seu trabalho inicial como positivo, porém, uma série de fatores, principalmente o financeiro, contribuíram para que surgissem erros durante sua gestão.

Arnaldo Barros admitiu que não estava preparado para exercer o cargo de Presidente do Sport, além disso, sem citar nomes, ele afirma que errou na contratação de alguns treinadores que passaram pelo clube.

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“Eu não fui preparado para ser Presidente do Sport, o meu nome surgiu como um nome de conciliação naquela época, e eu aceitei o desafio. Sabia que ia ser difícil” afirmou.

Segundo ele, o grande número de profissionais que que ocuparam o cargo de vice-presidente de futebol, foi também um dos erros cometidos durante a sua gestão. Além do próprio Arnaldo Barros, entre 2017 e este ano, Gustavo Dubeux, Guilherme Beltrão e Laércio Guerra ocuparam a vice-presidência de futebol.

“Dos muitos erros que nós tivemos, um deles foi as várias alterações na vice-presidência de futebol. Sou um grande defensor de perenidade, de manter treinadores, mas não foi possível manter nesta gestão”, ressaltou.

O atual presidente também afirmou que as redes sociais foram prejudiciais ao seu trabalho, onde foi alvo de grande rejeição por parte dos torcedores rubro-negros. De acordo com ele, essa questão inflamou o ambiente político no Sport. Entretanto, Arnaldo se mostrou honrado e orgulhoso de seu trabalho.

“Não me arrependo, sofri bastante, mas me sinto honrado, agraciado. Apesar das dificuldades estou muito orgulhoso que fui presidente do Sport, do primeiro ao último dia do meu mandato”, finalizou.

 

Logo após sair vitorioso na disputa pelo cargo de prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), nos primeiros dias de trabalho, garantiu que seu governo seria voltado para os que mais precisavam. O novo prefeito da cidade, na época, chegou a dizer que os jaboatonenses tinham “despertado” sobre a situação que viviam e que buscaram por uma “faxina ética”. Passado quase dois anos, em entrevista concedida ao LeiaJá, nesta quinta-feira (20), o gestor se mostrou confiante em ter feito um bom trabalho. “Com certeza dei uma nova cara para a cidade, resgatamos e potencializamos Jaboatão”, disse sem modéstia. 

O prefeito garantiu que conseguiu equilibrar as contas públicas do município. “Conseguimos em um momento que não temos apoio do governo estadual. Tivemos que construir soluções, fazer o exercício de austeridade e cortando na própria carne como a redução de números de cargos comissionados”. 

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“Jaboatão, que estava no centro das notícias negativas, é hoje uma cidade onde a inovação acontece desde um simples equipamento em uma orla, como as duchas ecológicas, que funcionam com energia solar, com água potável, bem como inclusão de crianças em salas de aula com uso de tecnologia”, expôs. 

O prefeito, que foi eleito o novo presidente do PR em Pernambuco levando ainda mais poder para o Clã dos Ferreira, também disse que a cidade vem recebendo premiações diversas. “Todo o trabalho realizado fez com que a gente conseguisse ser premiado. Ganhamos recentemente tanto da Amupe quanto da Sudene e também o reconhecimento do Tesouro Nacional. Tivemos nota A, a capital foi nota C e o estado também foi nota C”, contou.

Segundo Ferreira, sua gestão tem demonstrado que é possível “apertar” e cortar na própria carne para pensar no povo. “Dessa forma, a gente consegue ter recursos para continuar atendendo a população porque o Poder Público é uma ferramenta fantástica para a transformação quando ela é usada para o bem e isso a gente tem feito, é um exercício constante”.

“Nós acreditamos que Pernambuco tem potencial para vencer esse momento de crise e de dificuldade até porque esse momento de crise e de dificuldade eu também enfrentei em Jaboatão e, hoje, estou apresentando bons resultados com soluções inovadoras e simples, é só ter sintonia com a população. O que um gestor precisa é ter sintonia com a população para que as ações possam ser pontuais”, concluiu. 

Herdeiro político do ex-deputado Manoel Ferreira, que conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) na eleição deste ano, Anderson iniciou a vida pública em 2010 quando candidatou-se a deputado federal, se elegendo com cerca de 52 mil votos, sendo um dos últimos eleitos da Frente Popular que reelegeu Eduardo Campos para o governo de Pernambuco naquele ano. Agora no comando do PR no estado, o prefeito prometeu “impulsionar” a legenda. 

O curso de administração oferece uma gama de oportunidades no mercado de trabalho. Um administrador pode atuar em todos os setores econômicos de uma empresa, como nas áreas de gestão financeira; administração de gestão, planejamento estratégico ou até mesmo prestar concurso público. A graduação tem o tempo mínimo de conclusão de quatro anos e é dividida em oito períodos.  

De acordo com o Censo de Educação Superior de 2017, 615.506 mil estudantes ingressaram no curso e 112.301 mil concluíram a graduação no mesmo ano. O levantamento realizado pelo Ministério da Educação (MEC) aponta que existem 2.170 mil cursos de administração no país.

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A procura pela formação também gera oferta nas instituições superiores. Ainda segundo o Censo, 1.568 mil faculdades e centro universitários oferecem a formação, sendo 1.430 mil desse montante em instituições privadas e 138 nas públicas.

O último levantamento realizado pelo Conselho Federal de Administração (CFA) juntamente com os Conselhos Regionais de Administração (CRAs) em julho de 2014, registra que cerca de 390 mil administradores atuam no Brasil atualmente.

Segundo o coordenador do curso de administração da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, Davison Arruda, o curso tem o objetivo de preparar os alunos para o mercado de trabalho, de forma que os estudantes possam desenvolver suas habilidades em diversas áreas de atuação. “A graduação prepara os alunos para o mercado de trabalho desenvolvendo todas as competências e habilidades necessárias, sejam elas técnicas ou comportamentais. No decorrer do curso, são abordadas disciplinas como trabalhabilidade, onde o aluno pode planejar a sua carreira em diversos setores do mercado. Temos uma perspectiva de crescimento do número de profissionais de administração”, pontuou.  

Mercado de trabalho

De acordo com o CEO da rede pernambucana Açaí Concept, Rodrigo Melo, o cenário no mercado de trabalho é favorável para empreendedores e administradores. Melo afirma que empresas de diferentes áreas de atuação buscam por profissionais de administração.

“Na área de administração, o empreendedor precisa ter uma noção geral de gestão. O mercado financeiro tende a melhorar bastante nos próximos anos, isso tudo fomenta o mercado de trabalho e faz com que esse curso também tenha uma visibilidade maior, porque as empresas vão precisar bem mais de bons administradores que tenham uma boa gestão dos negócios, boa gestão administrativa e boa gestão financeira. Isso tudo deve gerar um cenário positivo”, afirmou.  

O professor de administração Ticiano Lapenda ressalta que os estudantes devem estar atentos às mudanças do mercado. “O estudante deve torna-se um profissional voltado para o mercado de trabalho atendendo as expectativas desse mercado, que é completamente dinâmico e muda constantemente. É fundamental que os futuros gestores estejam sempre atualizados e entendam como o mercado se comporta”, disse.

Expectativa acadêmica

A estudante Eduarda Sousa, de 20 anos, que está no quinto período da graduação, afirma que escolheu o curso de administração pela vasta área de atuação que o mercado de trabalho oferece. “É um curso com áreas de atuação muito amplas, que tem várias oportunidades no mercado de trabalho e onde eu posso ampliar a meus setores de atuação profissional e integrar conhecimentos com os demais profissionais. Além de ser uma graduação prazerosa, me ajuda na minha organização pessoal e profissional”, disse.

Eduarda destaca que pretende atuar no setor de marketing empresarial, após a conclusão da graduação. “Desejo uma vaga no mercado na área de marketing por que é um setor com ampla concorrência, na qual eu me identifico e onde eu posso colocar todos as minhas habilidades profissionais em prática”, concluiu.

Confira a entrevista com a professora do curso de administração da UNINASSAU, Ellen Fernanda, sobre as principais diretrizes da graduação:

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O prefeito de Olinda, Lupércio do Nascimento (SD), durante entrevista exclusiva concedida ao LeiaJá, se mostrou bastante otimista quanto ao desempenho de sua gestão ao garantir que a cidade está “bem diferente” e que os moradores já estão vendo as melhorias . Durante a segunda parte da conversa (confira a primeira parte clicando aqui), o prefeito afirmou que é parado nas ruas por pessoas que querem parabenizá-lo pela gestão.

“Sou parado nas ruas por pais e mães que agradecem por poderem deixar seus filhos na escola tranquilamente enquanto vão trabalhar”, expôs, afirmando que a segurança na cidade também melhorou.

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De acordo com Lupércio, a Guarda Municipal de Olinda foi equipada com drones e ônibus de videomonitoramento, e o número de viaturas teria sido ampliado. “Montamos um posto da guarda municipal no Alto da Sé e conseguimos a autorização para armar a nossa guarda. Também fizemos capacitação para o uso de armas não letais”, detalhou.   

O prefeito também afirmou que para o ano de 2019 tem realizado em conjunto com sua equipe um planejamento com diversas ações e projetos. “Para melhorar ainda mais a vida dos olindenses. Dentre eles, podemos destacar a inauguração de mais duas escolas de tempo integral. Estamos investindo nisso. Também pretendemos entregar a UPA de Rio Doce e outras Unidades de Saúde requalificadas. Tudo isso com muita responsabilidade e transparência”, adiantou.    

Dificuldades na Cidade Alta  

Apesar do otimismo, Lupercio diz não esconder as dificuldades enfrentadas no comando do município. Segundo ele, o principal problema é “a escassez de recursos”. “O que faz com que tenhamos que priorizar o tempo todo. Não conseguimos fazer tudo o que queremos. O cobertor é curto e realmente temos que escolher as áreas de maior prioridade”. 

Ainda de acordo como gestor, outra dificuldade seria “a enorme densidade demográfica com pouquíssimas áreas ociosas para a instalação de indústrias que gerariam emprego e renda para o município”.

“Olinda também é uma cidade heterogênea: o que é prioridade para os moradores do Sítio Histórico, não é prioridade para os moradores de Rio Doce ou Peixinhos, por exemplo. Aquilo que olindenses da Orla defendem, nem sempre é o que é importante para os olindenses dos Altos. Então, tentamos sempre conciliar esse conflito de interesses e fazer uma gestão onde todos tenham voz e vez”, explicou o prefeito. 

Sobre a aproximação de mais um ano, Lupercio se mostrou preocupado com a crise que tem, palavras dele, “castigado” a população, em especial os mais necessitados. No entanto, frisou que é preciso ser otimista enquanto faz a sua parte. “Estamos, literalmente, arrumando a casa. Estamos arrumando Olinda”, finalizou.

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--> Lupércio: “A cidade de Olinda está bem diferente”

Falar em administração pública, no Brasil, é quase sempre falar em lentidão, morosidade, burocracia e entraves. É raro ver algum serviço que funcione de forma adequada. Reclamações não faltam; problemas, também. Apesar de vivermos em uma sociedade extremamente digital, o setor público ainda está preso a velhas tradições e regras do século passado, com processos  arcaicos analógicos e sem o uso correto das novas tecnologias. A inovação, que deveria ser palavra de ordem, parece estar esquecida.

As demandas da população têm aumentado em número e diversidade, o que exige da gestão pública investimentos no desenvolvimento de novas soluções, que possam atender ao público de forma mais ágil, objetiva e com economia. Uma equação que pode ser complicada, mas necessária. Não se pode, no entanto, continuar agindo como 10, 20 anos atrás. É verdade que já vemos uma série de iniciativas para tornar o setor público mais célere e menos amarrado, mas ainda há muito a se fazer.

A quantidade de assinaturas, carimbos, cópias e autenticações exigidas para determinados processos chega a ser absurda. Some-se a isso a falta de compromisso de muitos servidores, protegidos pela estabilidade do serviço público, que não se preocupam de fato em prestar um bom serviço. Por isso, processos se acumulam em gabinetes, pessoas esperam anos por respostas e nada anda.

 Por que não, por exemplo, informatizar um órgão e transferir todos seus processos para o meio digital, em vez de exigir uma série de documentos impressos, copiados e reconhecidos em cartório – o que só gera gasto de tempo e dinheiro ao contribuinte? Isso é possível ao menos nos grandes centros, onde o acesso a tecnologia é mais disseminado, e ajuda a desentravar o andamento do setor.

 Mas inovação não passa só por digitalização. É preciso que se crie processos otimizados, econômicos, com sistemas e produtos que facilitem a vida dos dois lados do balcão de atendimento. Um grande problema que vejo é a falta de gestores capacitados e voltados para a inovação. Se não há pessoas em cargos de liderança que têm um pensamento disruptivo, dificilmente o local promoverá inovações. E a inovação deveria ser uma prioridade da administração pública, uma vez que pode gerar economia para os  cofres do erário.

 Assim como a iniciativa privada, o serviço público também precisa estimular a inovação interna, partindo dos funcionários. Isso porque são os servidores que lidam mais diretamente com o atendimento ao público, por exemplo, que sentem mais as dificuldades. São eles que, se estimulados, podem sugerir mudanças, aperfeiçoamentos e inovações. Para isso, é preciso que esses trabalhadores sejam impelidos a pensarem fora da caixa e sair do piloto automático. Ter centros ou grupos de inovação pode ser uma saída para aplicar melhorias aos órgãos.

 Fato é que, em pleno século 21, não podemos mais ignorar os avanços tecnológicos, nem as oportunidades que eles oferecem. Se queremos um setor público eficiente, é imprescindível que ele  saia do lugar comum e comece a  pensar  em inovar, sempre. Mais do que pensar, é preciso colocar as ideias em prática.

O prefeito de Olinda, Lupércio do Nascimento (SD), em 2016, venceu a disputa eleitoral conquistando na época um marco: sua vitória acabou com o comando do PCdoB na cidade, que já durava 16 anos. Durante a campanha, Lupércio utilizou um discurso de que era necessário recuperar “Olinda para os olindenses”, bem como prometeu que iria fiscalizar nas ruas as obras para o povo. Em entrevista exclusiva concedida ao LeiaJá, Lupércio garantiu. “Hoje, a cidade de Olinda está bem diferente. Quem anda na cidade percebe a mudança”. 

 De acordo com o prefeito, o trabalho tem sido para resgatar a autoestima e o orgulho do povo olindense. “E isso através de mais agilidade e eficiência nos serviços prestados pela prefeitura, mantemos canais de comunicação direta com a população. Sou um prefeito que anda nas ruas, que escuta as pessoas. Quando identifico o problema, tento acompanhar a solução do início ao fim”, contou. 

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 No entanto, apesar das melhorias, Lupércio disse que Olinda é uma cidade de desafios. “O país e os estados têm enfrentado uma rigorosa crise econômica e os municípios em geral estão sentindo isso fortemente. Diante dessas dificuldades, temos gerido os recursos públicos com muita precisão e responsabilidade. Temos honrado nossos compromissos seja com os servidores ou seja na aplicação dos recursos nas áreas de maior prioridade como educação e saúde”.  

“Reconhecemos a importância da eficiência na aplicação dos recursos. Principalmente, nessa época de escassez. Para se ter ideia, nesses dois anos, não perdemos nenhum recurso dos convênios da Caixa, temos honrado os cronogramas e todas as obras estão sendo executadas”, complementou o gestor. 

Segundo o prefeito, as ações realizadas durante estes quase dois anos foram muitas sendo um dos destaques a requalificação de 10 unidades de saúde, que foram climatizadas, informatizadas e com atendimento odontológico. “Uma realidade que não existia antes”, enfatizou. Ainda na área da saúde, de acordo com o ex-deputado, foi zerado o déficit de médicos nessa unidades bem como foi entregue uma específica para mulheres.   

Na área da educação, Lupércio garantiu que 50% da rede de ensino municipal também foram climatizadas, foi fundada a primeira escola de tempo integral do município, bem como 17 prédios reformados e mais duas escolas construídas. “Também resolvemos a Perimetral, pavimentamos a Transamazônica e a estrada do Passarinho.  Estamos trabalhando para resolver os alagamentos na Presidente Kennedy. Também estamos executando um pacote de drenagem e pavimentação de mais de 30 ruas em diversos bairros da cidade”, antecipou.   

O “Professor Lupércio”, como ficou conhecido durante a campanha, venceu a eleição com 57,04% dos votos válidos, contra 42,96% do candidato do PSB, Antonio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos. Ele é bacharel em Direito pela Faculdade de Olinda (Focca) e professor de matemática. Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), coordenou a Frente Parlamentar de Combate ao Uso do Crack e Outras Drogas e foi vice-presidente da Comissão de Esportes. 

Para Robbins (2008) quando os gestores dão feedback aos seus colaboradores devem centrar-se nos comportamentos e não na pessoa, devem ser especifícos e não genéricos. Muitas vezes afirmações do tipo: você fez um bom trabalho ou você teve um mau comportamento, são vagas e não são suficientes para definir ou corrigir algo.

É preciso ser específico, registrando o fato ocorrido e/ou apresentando as razões das críticas recebidas, como por exemplo: “Estamos satisfeitos com seu trabalho, pois recebemos do cliente elogios ao seu respeito e as suas vendas aumentaram em 30% este mês”; ou “Estamos preocupados com o seu desempenho, pois não fez as entregas no prazo estabelecido, e além disso tem chegado atrasado e saído mais cedo…”

Robbins ressalta, então, que o feedback, especialmente o negativo, não deve ser sentencioso ou avaliativo e sim descritivo, com foco no trabalho realizado e não no colaborador. Portanto, quando o gestor critica o colaborador, deve estar atento, pois esta crítica deve estar relacionado ao comportamento dele no trabalho e não na pessoa dele.

 

Outro aspecto sobre o feedback negativo é que é muito importante saber antes se o colaborador tem algum controle sobre o que ocorreu, pois de nada adiantará apontar uma falha dele, caso ele não tenha qualquer controle sobre o ocorrido. Assim, o feedback negativo deverá estar direcionado exatamente para o comportamento que o colaborador poderia ter controlado e não o fez. Muito cuidado! Queremos corrigir o comportamento que gerou o problema e não denegrir a pessoa.

Por mais que o gestor se sinta tentado a dizer palavras inapropriadas ao seu colaborador, como: “incompetente”, “estúpido”, ou outras do gênero, isso poderá provocar uma reação emocional por parte do colaborador, levando-o a neglicenciar aquilo que é o principal, que foi o seu desempenho.

Assim, o feedback adequado deve ser impressoal e focar-se em comportamentos específicos, deve ser descritivo e não sentencioso, avaliativo. Parece fácil, não é?  Mas como argumenta o autor, este tem sido um conselho que muitos gestores ignoram.

 

* Robbins, Stephen P. “O Segredo na Gestão de Pessoas – Cuidado com as Soluções Milagrosas”, 1ª ed., Lisboa: Centro Atlântico, 2008.

O investimento público do Brasil ficou abaixo da média dos países emergentes e da América Latina, nas duas últimas décadas. É o que conclui relatório com avaliação da gestão do investimento público no Brasil, divulgado hoje (30) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

No período de 1995 a 2015, o investimento público no Brasil foi, em média, de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Já os países emergentes registraram 6,4% e os países da América Latina, 5,5%.

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Em 2015, o estoque de capital público era de apenas 35% do PIB, em comparação com a média de 92% das economias emergentes e 86% da América Latina.

O relatório ressalta que há uma grande margem para aumento da eficiência do investimento público no Brasil. O hiato de eficiência do Brasil em relação aos países mais eficientes é de 39%. Esse resultado é maior do que a média observada nos demais países emergentes (27%) ou da América Latina (29%).

O documento propõe um plano de ação que recomenda, entre outros pontos, fortalecer a priorização estratégica do investimento público e desenvolver um banco de projetos de alta qualidade; padronizar os procedimentos de avaliação e seleção de projetos; e o aperfeiçoamento das análises e da estrutura dedicada às concessões e parcerias público-privadas.

O relatório é resultado de uma missão do FMI, solicitada pela Secretaria do Tesouro Nacional, realizada ao longo do segundo semestre de 2017. Foram avaliados 15 temas chaves, relacionados às fases de planejamento, alocação de recursos e implementação de projetos.

Falta de planejamento

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que os investimentos públicos são baixos no país por falta de espaço fiscal. “Se não fizer reforma da Previdência, a tendência é o investimento cair ainda mais”, destacou. Ele avaliou ainda que os investimentos no país são mal planejados, avaliados e executados.

Segundo Mansueto, as obras não têm, por exemplo, um planejamento do fluxo orçamentário. “Uma obra que será executada ao longo de três, quatro anos, não tem planejamento do fluxo orçamentário ao longo desse período. As obras são interrompidas, depois retomadas, e tem de fazer aditamento de contrato, com renovação de custos", declarou.

Além disso, segundo ele, quando há frustração de receitas orçamentárias as verbas dos investimentos, muitas vezes, são sacrificadas" para cumprir as metas fiscais.

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