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As novas gerações já nascem em um mundo completamente digital, isso é fato. São pessoas que têm uma compreensão do mundo e se relacionam com a tecnologia de forma diferente da que nós nos relacionamos. Essa nova realidade exige mudanças em diversos aspectos da sociedade, inclusive na educação. Os nativos digitais pedem um processo de aprendizado que esteja em consonância com o que vivem fora das escolas, um contexto digital. Um dos recursos que podem ajudar no ensino dessa geração Centennials é a gamificação.

 Esse termo se refere à aplicação de conceitos relativos aos videogames em outras áreas. Aqui, nos atemos a seu uso no processo de ensino-aprendizagem. Hoje, toda criança tem um smartphone e costuma jogar nele. Assim, já tem introjetados vários conceitos do mundo dos games, como a competição, o raciocínio, os objetivos em etapas, a resolução de problemas e mesmo a lida com as perdas. Isso faz que o uso da gamificação na escola, ou mesmo no ambiente acadêmico superior, seja ainda mais propício. Agregar esses elementos cria um ambiente mais lúdico e quebra o paradigma tradicionalista do meio escolar, muitas vezes pouco atraente.

 A pesquisa Game Brasil 2018, desenvolvida pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), apontou que 75,5% dos brasileiros jogam, independente da plataforma, jogos eletrônicos. Enquanto isso, 30% dos respondentes afirmaram que consomem jogos de tabuleiro e 34,9% que jogam jogos de cartas. Ou seja, podemos dizer jogar é que um hábito do brasileiro. O smartphone se mostrou como a plataforma mais utilizada para jogos eletrônicos (84%), seguido pelo console (46%) e o computador (45%). 

 Por que não, por exemplo, levar esses recursos para a sala de aula? Cabe às escolas e aos professores desenvolverem metodologias que cativem e estimulem os alunos a serem mais participativos, além de experienciarem a vivência dos conteúdos de forma diferenciada. Com a gamificação, é possível, por exemplo, aplicar soluções baseadas em níveis de aprendizado, com os “estágios” sendo desbloqueados após determinadas conquistas; ou, ainda, a resolução de problemas com puzzles que estimulem o raciocínio do estudante.

 A educação brasileira ainda é muito tradicionalista, mas já existem iniciativas boas no sentido da inovação. Gamificar o ensino certamente é uma estratégia interessante e atrativa até mesmo para simplificar a obtenção de conteúdo e a percepção dos conceitos mais difíceis de aprender. Já passou da hora de as escolas utilizarem os recursos tecnológicos não apenas como acessórios às aulas, mas de forma inteligente e integrada, assim como eles fazem parte da vida dos estudantes.

* Por Luiz Fernandes

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) divulgou edital para cargos técnico-administrativos em Educação. Ao total são ofertadas 18 vagas com remuneração inicial de R$ 2,4 mil ou R$ 4,1 mil, conforme o nível de classificação, D ou E, médio, técnico ou superior. O concurso será realizado pelo Núcleo Permanente de Concursos (Comperve) da UFRN.

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A inscrição deve ser feita, exclusivamente, via internet, a partir do dia 8 de abril de 2019 e até 13 de maio de 2019 no site da Comperve. Nele, estão disponíveis o edital e o formulário de Inscrição. A taxa de isncrição varia entre R$ 60 e R$ 80, a depender do cargo.

A seleção compreenderá provas de conhecimentos básicos e específicos, mediante aplicação de provas objetivas e discursiva (redação), de caráter eliminatório e classificatórios, os aprovados devem ocupar vagas em qualquer das Unidades da UFRN, que ficam em Natal, Macaíba, Caicó, Currais Novos, Santa Cruz, segundo adequação administrativa. Confira o edital clicando neste link.

A religião é o motor do homeschooling no Brasil. Apesar das famílias que tiram os filhos da escola e fazem educação domiciliar serem um grupo diverso, que vai do alternativo ao ultraconservador, foram os cristãos que se organizaram e ganharam voz. Boa parte da bancada evangélica e católica no Congresso é a favor da prática. São os mesmos parlamentares que também defendem o projeto Escola sem Partido, que combate uma suposta doutrinação de professores. Posicionar-se contra o ensino formal - algo visto por muitos como libertário - se tornou uma pauta da direita. E é uma prioridade de Jair Bolsonaro para os primeiros cem dias de governo.

Apesar de ser proibido no País, já que a matrícula na escola é obrigatória por lei para crianças e jovens de 4 a 17 anos, o número de estudantes em homeschooling só cresce. Estimativas de entidades ligadas à pauta indicam haver cerca de 7 mil famílias. Em 2011 eram cerca de 300. Mas como vivem na clandestinidade, é impossível saber ao certo. Há quem fale em 5 mil ou em 13 mil. No fim do ano passado, analisando o caso de uma família, o Supremo Tribunal Federal (STF) reiterou que a prática é ilegal, o que fez aumentar a preocupação dos adeptos da prática.

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O mercado em torno do homeschooling também tem aumentado. Na internet, já há empresas brasileiras especializadas em materiais para quem quer educar em casa. Todos eles têm em seus catálogos livros ou apostilas com conteúdo religioso. No site chamado Materiais de Homeschooling há uma apostila ilustrada para crianças de 4 e 5 anos que começa com a frase: "No princípio Deus criou o céu e a terra". Página por página, há descrições de como Deus criou as plantas, os animais, as estrelas, sempre com exercícios, como pintura ou ligue os pontos. "Deus fez a mulher à (sic) partir de uma costela do homem. "Você sabe qual parte do nosso corpo são as costelas?", questiona uma outra atividade. As responsáveis pelo site, duas mães que praticam homeschooling Renata Correa e Glaucia Mizuki, não quiseram dar entrevista.

Eduardo Bolsonaro, filho do presidente e atual símbolo da direita conservadora, é autor de um dos projetos de lei para autorizar a educação domiciliar. Mês passado, este e outros projetos sobre o tema foram desarquivados a pedido do deputado Alan Rick (DEM-AC), da bancada evangélica. Ele também propôs a regulamentação da prática em 2018 na Câmara. "O debate do Escola sem Partido, em que descobrimos muitas situações de doutrinação, coisas absurdas na sala de aula, acabou influenciando muitos parlamentares da bancada cristã a apoiarem o homeschoooling", diz Rick.

Outro autor de projeto sobre o assunto é o deputado Lincoln Portela (PR-MG), pastor evangélico. Para ele, a educação domiciliar ainda não avançou na Câmara porque a "Comissão de Educação é muito pressionada pelos partidos de esquerda". "Eles querem um público cativo nas escolas para serem doutrinados com viés de esquerda." Portela já foi ao Ministério da Educação, ao Conselho Nacional de Educação (CNE), à Procuradoria Geral da República falar sobre homeschooling.

Portela tem se reunido com a pastora evangélica Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a quem foi dada a tarefa de preparar a medida provisória sobre o assunto. Ela deve ser apresentada nos próximos dias. A solução acelera o processo, mas o tema terá de ser votado no Congresso. Damares também é crítica do que chama de doutrinação de professores e ideologia de gênero. Mas o governo tem dito que quer regularizar o ensino domiciliar para dar "liberdade aos pais".

Um quarto dos que fazem homeschooling no Brasil diz ter optado pela prática por "princípios da fé familiar", segundo pesquisa da Associação Nacional de Educação Familiar (Aned). Outros 9% falam em "doutrinação" como razão e 23% discordavam do "ambiente escolar". A maior parte (32%) diz que queria "oferecer uma educação personalizada", motivo que pode englobar todos os outros.

Os Estados Unidos têm o maior número de alunos estudando em casa do mundo, cerca de 2 milhões - a prática é regulamentada em alguns Estados. Segundo estudos do professor da Universidade de Indiana e especialista no assunto, Robert Kunzman, não se sabe ao certo se os cristãos são maioria. "Mas o que não se discute é o perfil dominante dos grupos cristãos de defesa da educação domiciliar.

Sua influência na política muitas vezes cria a impressão de que homeschoolers são principalmente cristãos conservadores." Para ele, essas famílias veem a educação dos filhos como uma "responsabilidade sagrada dada por Deus". "Muitos pais fazem um excelente trabalho, mas alguns não são eficazes em ajudar seus filhos a aprender conteúdo acadêmico importante", disse ao jornal O Estado de São Paulo. Kunzman acredita que "a liberdade e flexibilidade do homeschooling permitem que os pais criem um ambiente educacional que reflita seus valores e prioridades" para "guiar escolhas morais".

Família

Carlos (nome fictício) resolveu mudou para um sítio com a mulher e as filhas depois que as tirou da escola. Lá, distante dos olhares curiosos e que poderiam levar a uma denúncia, a família católica usa o material didático de um site chamado Instituto Cidade de Deus. "Não temos nada contra a escola, mas acho que no homeschooling podemos passar com mais eficiência e competência os nossos valores", diz ele, que preferiu não ter o nome divulgado. A rotina inclui orações, leituras e visitas a museus e outros espaços culturais. "Além de aprenderem, fortalecemos a família."

O Instituto Cidade de Deus define-se como "grupo de professores católicos que deseja educar crianças e jovens para a santidade e sabedoria". Há livros que vão da alfabetização ao ensino médio, sempre com imagens santas na capa. O currículo, segundo o próprio site tem "sentido espiritual", com disciplinas como Leitura da Sagrada Escritura, Vida de Oração e Doutrina Católica segundo o Catecismo Maior de São Pio X. O material completo do 1º ano do ensino médio custa R$ 3.600. "É cada vez maior o número de pessoas conscientes, que compreendem o modelo atual de educação como um modelo que levará o mundo ao mais profundo abismo", diz o texto do site. Os responsáveis não quiseram dar entrevista.

Já Classical Conversations tem livros e jogos que ensinam a criança a memorizar os conteúdos. Na disciplina de História, os alunos começam pela "Criação e, finalmente, concluindo com a queda do Egito até Roma". A apresentação do material explica: "nossa série histórica aplica o método clássico, cuja eficácia é comprovada para a memorização dos fatos." Muitos dos materiais, como alguns sobre o Antigo Testamento, estão em inglês. Nos EUA, há diversos sites que vendem materiais religiosos para homeschooling, inclusive com vídeo aulas para as crianças que estão em casa. A dona da Classical Conversations, que é americana e criou a empresa no ano passado, conversou com a reportagem, mas depois pediu que a entrevista não fosse publicada.

Os materiais para homeschooling não levam em conta a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aprovada em 2018 pelo governo federal para dar referências do que deve ser aprendido por todos os estudantes brasileiros. No 9º ano, por exemplo, a BNCC especifica que é preciso "discutir a evolução e a diversidade das espécies com base na atuação da seleção natural sobre as variantes de uma mesma espécie, resultantes de processo reprodutivo". Para a educadora Andrea Ramal, a posição da família com relação à evolução humana deve ser respeitada, mas não se pode "privar as crianças e os jovens do seu direito de conhecer todas as visões e formar seu próprio julgamento crítico e suas escolhas, tanto religiosas como acadêmicas".

"É um universo paralelo", diz Ivan Claudio Pereira Siqueira, presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE). "Mesmo a educação religiosa tem normas nacionais a serem cumpridas, não é liberdade total para fazer o que quiser. O Estado é laico e mesmo no ambiente privado há interesses públicos." Siqueira coordenou o grupo no CNE que debateu o assunto no ano passado, já numa preparação para o caso de o STF autorizar a educação domiciliar, o que acabou não acontecendo. Segundo ele, é preciso pensar na implicação da autorização do homeschooling no País. "Quem vai verificar os direitos de aprendizagem das crianças, os materiais didáticos? E se houver pedidos dos pais por recursos públicos?

O governo não detalha como será o projeto, mas diz que ele deve prever uma avalição anual dos estudantes, como adiantou o jornal O Estado de São Paulo. Funcionários do Ministério da Educação (MEC) têm o papel apenas de auxiliar os colegas da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos na elaboração da medida provisória.

Cesar Callegari, ex-conselheiro que participou das discussões no CNE, vê com preocupação a prevalência dos grupos religiosos entre mais organizados. Para ele, a intenção é evitar que as crianças tenham contato com a diversidade presente na escola. "Os grupos religiosos querem, por meio do homeschooling, criar quadros puros para eles próprios."

"Deus tocou meu coração no 9º anou", conta Karlo André Valdivia, hoje com 19 anos, que deixou a escola com 14. Ele diz ter sabido da possibilidade de homeschooling por meio de amigos, cristãos como ele. O adolescente estudava em uma escola evangélica particular, mas conta que mesmo lá via atitudes dos colegas que não o agradavam. "Muita pornografia, palavreado."

Os pais, funcionários públicos, não podiam ajudá-lo, então Karlo resolveu estudar sozinho. Procurou materiais pela internet, organizou seus horários e no fim de quatro anos entrou em Medicina na Universidade Federal de Roraima. "Toda vez que alguém descobria que eu não estava na escola comentava que eu precisava voltar." Karlo disse que nunca teve vontade, encontrava os amigos em outros momentos e não se sentia isolado. "Além da questão cristã, na escola estaria dando um passo atrás, sentia que aprendia mais em casa."

Educadores temem que medida legitime abandono escolar

O Brasil tem 1,4 milhão de crianças e jovens fora da escola, a maioria entre 15 e 17 anos. Mas há também 200 mil que têm entre 6 e 14 anos. Os que fazem educação domiciliar são cerca 15 mil, de 7 mil famílias. Por isso, educadores se preocupam com a intenção do governo federal de autorizar o homeschooling. "Pode legitimar situações de crianças que estão fora da escola por causa de trabalho infantil, preconceito de gênero ou raça", diz Anna Helena Altenfelder, presidente do conselho do Cenpec. "Muitos adolescentes hoje abandonam a escola para entrar no mercado de trabalho e ajudar a família. Correríamos o risco de alguns pais deixarem de matricular os filhos na escola para resolver uma questão financeira", completa a educadora Andrea Ramal.

Especialistas também questionam o fato de o tema ter sido tratado como prioridade pelo governo - e por medida provisória - quando 48 milhões de crianças estão nas escolas, com aprendizagem ruim. "O homeschooling tem que ser regularizado via Congresso. Se não consegue ser aprovado lá é porque a sociedade não quer", diz a especialista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maria Celi Vasconcelos.

Para ela, mesmo com grupos tão diferentes que fazem homeschooling, eles têm uma questão em comum, a crítica à escola. "De alguma maneira, ela não atendia às expectativas dos seus filhos, fossem de formação, de valores, de conhecimento propriamente dito." A especialista, que fez doutorado no assunto, também vê a educação domiciliar como "um acirramento das práticas neoliberais". "O pano de fundo é o papel do Estado, até onde ele vai dar conta da escolarização no seculo 21, oferecendo educação de qualidade?"

Jovem criou seu próprio método para aprender

Victor Hugo Duque desistiu da escola quando tinha 14 anos porque "queria conhecer o mundo de verdade, sem só seguir regras e livros". Mineiro, de uma família simples da pequena cidade de Timóteo, não aguentou mais as aulas expositivas dos professores e decidiu que criaria o próprio método de aprendizagem. Uma das "disciplinas" inventadas foi a de Cinema. "Via filmes e depois analisava questões sociais, culturais e econômicas envolvidas na história", conta. Com materiais da internet, estudou sozinho finanças pessoais, microeconomia, política, administração.

A mãe, professora da mesma escola que ficou para trás, primeiro foi contrária, depois cedeu e apostou que ele não ia dar conta. "Foi muito constrangedor no começo, tinha de explicar que não tinha sido ideia minha", conta Elizette Dutra e Duque, de 52 anos. Ela e o marido metalúrgico acabaram confiando no menino, mas exigiram que fizesse provas todos os anos para medir sua aprendizagem. Já no 1.º ano de educação domiciliar, Victor Hugo tirou ótima nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Hoje, aos 21 anos, cursa Administração Pública na Fundação Getulio Vargas (FGV), que sempre foi seu objetivo. Para conseguir bolsa na faculdade, já que seus pais não podiam pagar a mensalidade, escreveu uma carta contando sua trajetória de homeschooling. "Todo mundo acha que você é doido, mas pra mim foi mais fácil e mais produtivo", conta. "Meu papel era falar: Victor, chega de estudar hoje, estou cansada de ver você lendo livros", brinca a mãe. "Mas homeschooling não é para todo mundo, precisa muito empenho, foco, perseverança."

"O sucesso de crianças e adolescentes do homeschooling é evidência palpável de que, em geral, eles serão tão - ou mais - alfabetizados, bem socializados e produtivos que os que foram à escola", disse ao jornal O Estado de São Paulo o presidente da National Home Education Research Institute (NHERI), Brian D. Ray. Ele é autor de várias pesquisas americanas que mostram desempenho melhor de quem faz educação domiciliar.

Outros pesquisadores, no entanto, questionam as amostras usadas em seus estudos porque usam famílias voluntárias e com nível socioeconômico maior que a média. "O problema é que não conseguimos saber o desempenho acadêmico médio de quem faz homeschooling", diz o professor da Universidade de Indiana (EUA) Robert Kunzman. Para ele, quem faz educação domiciliar deveria passar por avaliações do governo. "Não necessariamente para restringi-los do ensino doméstico, mas para descobrir como ajudá-los", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um modelo de escola que se diferencia do tradicional. Essa é a proposta da Escola Conecta, idealizada pela pedagoga Sandra Janguiê, lançada na noite da última terça-feira (19) em um evento que reuniu pais, alunos e formadores de opinião.

A proposta da escola é estimular o pensamento global, a criatividade, o  empreendedorismo e a inovação, contando com uma estrutura nova, moderna e tecnológica.

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O novo projeto fica localizado na Rua Benfica, 197, Madalena, na área central do Recife. Confira mais detalhes do empreendimento e da festa de lançamento no vídeo a seguir:

 

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Uma graduação destinada a formar professores. Esse é o papel da pedagogia, curso superior com nível de licenciatura. Após formado nela, o profissional estará habilitado a atuar na educação infantil até o 5° ano do ensino fundamental, sendo responsável integralmente pelo currículo daquela série. Além disso, o pedagogo é responsável por atuar na gestão escolar, podendo exercer papéis de coordenação, supervisão e direção.

Segundo dados o Censo da Educação Superior de 2017, 714.345 estudantes realizaram matrículas na graduação. Desse total, pouco mais de 124 mil foram em instituições de ensino superior públicas, enquanto mais de 590 mil se candidataram às privadas. Somente em 2018, foram oferecidas, levando em consideração faculdades estaduais, federais e privadas, 512,707 vagas. A quantidade de inscritos na disputa por essas oportunidades foi praticamente o dobro, alcançando o total de 1.009.398.

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Em 20 de maio, é comemorado do Dia do Pedagogo, sancionado pela Lei nº 13.083/2015 pela então presidente Dilma Rousseff. A data tem o objetivo de “promover a discussão do papel da família e das escolas no desenvolvimento das crianças, delimitando as responsabilidades de cada um”, segundo informações disponibilizadas no site do Ministério da Educação (MEC).

Área de atuação

Muito além da sala de aula, quando licenciado a atuar na área, após a formação no curso superior, o pedagogo tem um grande leque de oportunidades. A primeira e uma das mais conhecidas é a supervisão escolar. Nela, o profissional atua coordenando e supervisionando as ações escolares, seja em uma escola ou até mesmo um curso preparatório para vestibular ou concurso.

De acordo com a coordenadora do curso de pedagogia da UNINABUCO - Centro Universitário Joaquim Nabuco, Belkiss Gulard, o leque de oportunidades de atuação é grande para os graduados na área. “Ele [o pedagogo] está apto a ser professor, está apto a ser diretor de escola, a trabalhar na área de recursos humanos, ele está apto a ajudar em projetos [...] Ou seja, ele pode trabalhar em qualquer lugar”, salientou a docente.

Graduação

Geralmente com quatro anos de duração, composta de oito períodos, a graduação em pedagogia exige muita leitura do estudante. “Um pré-requisito é que o aluno goste de ler. O grande mal dessa geração é não dar valor à leitura”, posicionou-se a professora Belkiss Gulard.

Ainda de acordo com a docente, a pedagogia oferece uma visão diferenciada sobre as pessoas. “Do curso, o aluno pode esperar muita leitura, muita saída para as partes práticas e uma visão muito ampla sobre o ‘ser’ - e isso é a grande importância. Hoje, a gente vê que as pessoas precisam ter, cada vez mais, uma visão do outro”, salientou Gulard.

Além das atividades dentro de sala, o aluno tem a oportunidade de experimentar as vivências em escolas. São comuns estágios em gestão de colégios, além de docências em educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental. “Dentro desse campo, a gente pode pontuar a pedagogia convencional, que é a escolas, como também, por exemplo, a pedagogia prisional, que vai trabalhar com pessoas detentas e em regime de privação de liberdade”, explicou o professor Francisco Alexandrino.

O docente ainda pontua a necessidade, cada vez mais presente, da participação de um pedagogo nas novas e conectadas gerações. “O campo de trabalho para o pedagogo é cada vez mais amplo, tendo em vista as possibilidades do homeschooling e as possibilidades também da educação a distância. Ela tem a relação com o ensino híbrido, onde eu tenho a possibilidade de um contato online e um contato offline. Então todo esse manejo, todo esse traquejo de uma sociedade que pluga conhecimento de várias gerações, é imprescindível a presença desse pedagogo, dessa pedagoga”, incrementa Alexandrino.

No último período de pedagogia, a estudante Taciana Oliveira escolheu o curso porque sempre se viu como docente. “Eu gostava de ensinar minha bonecas, sempre tive o gosto por ensinar, então fiz o magistério e agora estou terminando pedagogia”, contou a jovem.

Taciana ainda revela a existência de um mito envolvendo a graduação. “Quando a gente começa, a gente pensa assim: ‘vou aprender a ensinar’, ‘vou aprender a como passar os ensinamentos para nossas crianças’. Mas não é só isso. Com o passar do tempo, a gente foi vendo que o curso, ele nos prepara e nos capacita não só para ensinar, ele nos ensina também a receber conhecimento”, opina.

Embora seja uma das finalidades do curso, Taciana revela que um dos maiores desafios da graduação para ela está no ensinar. “É um aprendizado diário porque querendo o não, de certo modo, você vai impor uma regra, uma ordem, um limite. Você vai dizer ‘vamos até aqui’ e sempre vai haver aquele aluno que quer um pouco mais”, explica Taciana.

Confira a seguir o vídeo com mais detalhes do curso de pedagogia:

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A UNIVERITAS/UNG realizará o I Fórum de Ensino, Pesquisa e Extensão (FEPE). O evento será dia 14 de março, das 9h às 12h e das 14h às 16h, no anfiteatro F da Instituição. A entrada é gratuita, mas é necessário inscrição prévia por e-mail.

A palestra "A nova Universidade para o século XXI – desafios e barreiras – uma realidade brasileira", que abre o fórum, será ministrada por Rafael Olivieri, pós-doutor em administração pela FCU (USA), professor da FGV, escritor e palestrante internacional, com passagens por países como Estados Unidos, Angola, Portugal e Itália.

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De acordo com Márcio Magera Conceição, pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da UNIVERITAS/UNG, "o primeiro FEPE têm como objetivo, apresentar à comunidade interna e externa atividades de pesquisa e extensão que a Universidade vem realizando nos últimos anos, com repercussão nacional e internacional", explica.

Podem participar agentes públicos, docentes, discentes, instituições de ensino, entidades de classes (governo e pesquisadores), sindicatos e público em geral. As inscrições devem ser feitas através do e-mail extensao@ung.br.

Serviço:

I Fórum de Ensino, Pesquisa e Extensão (FEPE)

Data: 14 de março (quinta-feira)

Horário: das 9h às 12h e das 14h às 16h

Local: Praça Tereza Cristina, 88 – Centro - Guarulhos

Entrada gratuita

O número de crianças com necessidades especiais matriculadas nas escolas cresceu 33,2% no país, entre 2014 e 2018, de acordo com o Censo Escolar publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Também aumentou de 87,1% para 92,1% os que estão em classes comuns.

Em 2014, o número de alunos com deficiência era 886.815, contra 1,2 milhão em 2018. Entre 2017 e 2018, houve aumento de cerca de 10,8% nas matrículas. Ainda segundo os dados do Censo, a rede pública tem as maiores taxas de estudantes em classes comuns, sendo 97,3%, contra 51,8% em redes particulares.

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Segundo o Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil deve incluir os estudantes com necessidades especiais em salas comuns e deverá conter todo o sistema educacional inclusivo, salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.

Os dados do Censo mostram que 38,6% das escolas públicas de ensino fundamental e 55,6% das privadas dispõe de banheiros para pessoas com necessidades especiais. 28% das instituições públicas e 44,7% das particulares oferecem espaços adequados para pessoas com necessidades especiais.

Além disso, no ensino médio 60% das escolas públicas e 68,7% das particulares possuem banheiro especial e 44,3% das públicas e 52,7% das privadas dispõe dependências apropriadas.

A Escola Conecta, idealizada pela educadora e empresária Sandra Janguiê, é a primeira Instituição de ensino que chega a Pernambuco apostando em um formato inovador, que mescla a tecnologia com empreendedorismo. Com uma estrutura com sete mil metros quadrados, o centro de ensino contará com variados espaços tecnológicos, onde o aluno poderá, entre outros, trabalhar a inteligência emocional, sempre alinhados com o conceito de aprendizagem global no qual a escola se baseia.

A instituição, localizada na Rua Benfica, no Bairro da Madalena (RMR), funciona em horário semi-integral e tem capacidade para atender cerca de 800 estudantes, da educação infantil ao ensino médio. Confira os detalhes, no vídeo a seguir: 

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Instituições de Ensino Superior têm os últimos dias para solicitar dispensa da prova do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade) 2018. A prova foi aplicada no ano passado, mas aqueles alunos que não puderam realizá-la ainda podem justificar a falta para consertar a situação irregular na instituição.

Segundo o Inep, o prazo para o pedido dos alunos termina nesta quinta-feira (31), o prazo para as IES deliberarem sobre as solicitações vai até a sexta (1) e o prazo para o Inep decidir vai até o domingo (3).

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O nome dos estudantes em situação irregular pode ser consultado por coordenadores de curso e procuradores institucionais educacionais no sistema Enade. A solicitação de dispensa da prova também só pode ser feita por lá, com cópia digitalizada do documento original que comprove motivo da ausência em local de aplicação da prova.

Alunos novatos da rede municipal de ensino da cidade de Paulista, localizada na Região Metropolitana do Recife (RMR), podem realizar as matrículas a partir da próxima segunda-feira (7). O procedimento deve ser feito na escola mais próxima do estudante. Quem for menor de 18 anos, precisa estar acompanhado dos pais ou responsáveis. Aqueles que forem maiores de idade podem realizar o trâmite sozinhos, junto à instituição de ensino.

Para realizar a inscrição é necessário levar transferência provisória ou definitiva ou histórico escolar, este não contendo falhas ou rasuras; cópia da certidão de nascimento ou casamento; comprovante de residência com CEP; carteira de vacinação atualizada conforme Lei Estadual nº 13.770/09; comprovante de tipo sanguíneo e fator RH do estudante, de acordo com Lei Estadual nº 15.058/2013; e duas fotos 3x4.

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As escolas estarão abertas das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira, para realização das matrículas. Apesar de não existir prazo para término das candidaturas, a recomendação da prefeitura de Paulista é que o procedimento seja realizado o mais rápido possível para que o aluno não perca a oportunidade de estudar na escola desejada. 

Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato com Secretaria de Educação do município peo telefone (81) 3433-9069. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Atualmente, Paulista conta com 18 mil estudantes matriculados em 62 unidades de ensino.

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-> Matrículas na rede municipal serão feitas até sexta (4)

Termina nesta quinta-feira (27) o prazo de cadastro de matrículas para o ano letivo 2019 da rede estadual de ensino de Pernambuco. Ao total, são mais de 77 mil vagas disponibilizadas para novatos, nos ensinos fundamental e médio. Dessas, 30 mil já foram confirmadas. Para realizar o cadastro, é preciso acessar o site de matrículas e preencher o formulário de inscrição.

Ao iniciar o cadastro, as informações devem ser totalmente preenchidas pelos pais, responsáveis ou alunos, quando estes forem maiores de 18 anos. As informações solicitadas são nome completo, data de nascimento, escola de origem, escola que pretende estudar com série e turno, além de nome do responsável com endereço e telefone para contato. Ao final do processo, será gerado um número de protocolo, que deve ser levado à escola de matrícula para enrega da documentação.

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A Secretaria de Educação de Pernambuco recomenda que todos o estudante, pai ou responsável fique atento a todo o processo, realizado 100% online. Quando um cadastro é finalizado, aquela vaga não ficará mais disponível. Os estudantes que quiserem trocar de escola após a finalização do cadastro devem acessar o site de matrículas até estta quinta-feira (27) e clicar em "consulte sua inscrição". A alteração somente será permitida mediante a disponibilidade de vagas.

Já quem não tem acesso à internet pode realizar a matrícula em um dos laboratórios de informática disponibilizados em mais de 300 escolas. O início do ano letivo será em 4 de fevereiro. Em caso de dúvidas, o serviço de atendimento telefônico estará disponível das 7h às 21h, de segunda-feira a sábado, pelo número 0800 286 0086.

Efetivação da matrícula

Já quem deseja fazer efetivação da matrícula deverá realizar o procedimento do dia 2 ao dia 16 de janeiro. Para isso, é preciso que pais, responsáveis ou alunos comparaçam à escola escolhida na efetivação do cadastro online. Os documentos necessários são os seguintes: número da inscrição online, cópia da certidão de nascimento, comprovante de escolaridade, 01 foto 3x4 recente, comprovante de residência com CEP, Documento de Transferência, cópia da carteira de vacinação, comprovante de tipo sanguíneo e fator RH.

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-> Alunos em condições especiais sofrem em busca de educação

Escolher a escola ideal para o filho pode ser uma tarefa difícil. Geralmente, pais ou responsáveis ficam inseguros na hora de tomar a decisão. Não é para menos, a escola é parte fundamental na formação socioeducativa de qualquer pessoa. É lá que a criança aprende valores fundamentais para formação de seu caráter e tem uma primeira noção de coletividade. O LeiaJá conversou com alguns especialistas em educação, para saber dicas sobre o que uma escola precisa ter para proporcionar uma boa formação para seu filho. Confira:   

Perfil pedagógico consistente

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O perfil pedagógico é a linha de ensino que a instituição oferece. Geralmente, as escolas são divididas em linha tradicional e construtivista. Para a pedagoga Fabiana Nascimento, este é o primeiro passo para definir a instituição desejada. “É preciso pensar qual é o seu perfil de família e o que você procura naquela escola.”, afirma. Segundo ela, o indicado é que os valores da família estejam afinados com os valores da instituição. 

Para a psicóloga Ana Paula Ferreira, o perfil pedagógico pode refletir no desenvolvimento emocional, afetivo e cognitivo das crianças. “A escola pode ser mais tradicional ou de uma linha mais construtivista, o importante é respeitar os estágios de desenvolvimento cognitivo da criança”, pondera.   

Espaço físico confortável

Crianças e adolescentes têm energia de sobra. Por isso, eles precisam de uma área para correr, brincar e extravasar. Para isso, o espaço físico de uma instituição é de suma importância. “É um fator importante para o desenvolvimento da criança. Um espaço amplo proporciona mais conforto e comodidade”, afirma o diretor pedagógico Sérgio Ribeiro. 

Para Fabiana, um espaço físico amplo é fundamental principalmente para escolas de educação infantil. Segundo ela, ao contrário do que muitos pais pensam, as brincadeiras também podem ser fundamentais, principalmente para escolas de educação infantil, além de ser um formato de aprendizado. “A família pode entender mal, mas toda brincadeira feita na escola é direcionada a um propósito. Quanto mais lúdico for, mais aprendizado”, exalta.   

Corpo docente qualificado

O corpo docente de qualidade é um requisito preponderante na hora da escolha. Segundo Sérgio Ribeiro, para o responsável saber se o professor é qualificado ou não, é necessário mais que uma simples análise curricular. “Na educação básica, o mestrado e doutorado não é um divisor de águas. Se você observar, existem professores que não possuem mestrado e doutorado e são excelentes profissionais”, evidencia. O profissional afirma que ao invés de perguntar sobre a qualificação do profissional, os pais devem perguntar como a escola encara o processo de formação contínua com os educadores. 

Para Ana Paula, além de um bom quadro de professores, é importante que a escola forneça acompanhamento psicológico. “Esses profissionais fazem a mediação necessária entre professores, coordenação pedagógica e vivenciam essa rotina na sala de aula com as crianças”, diz. Segundo ela, o papel do psicólogo nas escolas não é o de fazer atendimento clínico, mas verificar possíveis dificuldades na aprendizagem, na sociabilização e mudança de comportamento - principalmente para as crianças menores. 

Proximidade de casa

O problema dos grandes engarrafamentos, causados pelo excesso de veículos, atinge a maioria dos países. No Brasil não é diferente. Em horários de picos, justamente os períodos que as crianças vão ou largam da escola, o congestionamento é intenso. Pode parecer que não, mas este tormento pode afetar as crianças. “Os filhos podem se aborrecer no ônibus, no carro e não chegar tão disposto as aulas”, comenta Fabiana. Além disso, a pedagoga alerta para possibilidade de atrasos e perdas de aulas.   

Atividades esportivas e sociais 

Além de promover lazer e interação, atividades esportivas e sociais ajudam em várias vertentes do desenvolvimento infantil. Em ambos os casos, o trabalho em equipe, interação, disciplina são ensinados de um jeito leve e divertido. “É fundamental que as atividades físicas e sociais sejam também atreladas a parte pedagógica. O desenvolvimento cognitivo ocorre de forma paralela ao desenvolvimento psicomotor”, explica Ana Paula. 

Sérgio Ribeiro concorda com Ana. Segundo ele, as atividades não podem ser um simples lazer e, sim, uma forma de aprendizado. “É muito importante que o espaço de lazer seja conectado com a proposta pedagógica. Por exemplo, o parque infantil pode ter diferentes texturas para estimular a curiosidade e o discernimento das crianças”, afirma o diretor. 

Segurança efetiva 

A maior preocupação dos pais em deixar os filhos na escola é com o fator segurança. Para isso, a instituição deve proporcionar aos genitores a confiança que nada de grave irá ocorrer com seus filhos. Credenciamento dos pais ou responsáveis para levar os alunos, controle de acesso, entre outros fatores, são fundamentais para passar a segurança necessária. “A escola tem que ter uma política de segurança muito forte. O ideal é ter uma política de acesso rígida, realizar cadastramento dos portadores e monitorar áreas de risco, explica Fabiana Nascimento.

Já Sérgio afirma que outro fator pode ser determinante sobre o tema. Segundo ele, como os pais não têm tanto tempo de irem nas escolas, um sistema de comunicação efetiva pode ser de grande utilidade. “Outra coisa que está conectada com segurança é o controle de frequência. Por exemplo, um aplicativo de comunicação para esse fim. Hoje a segurança, conectada com essa comunicação, é muita requisitada”, exalta.

    Projeto de adaptação

É um grande desafio para os pais de primeira viagem deixar o filho na escola pela primeira vez. Para a criança também não é fácil, elas choram e ficam assustadas com o novo ambiente. Por isso, a escola deve ter habilidade ao lidar com este tipo de situação. “É importante que ocorra o processo de adaptação: os pais levam as crianças, e elas, inicialmente, não ficam todo o período de aula. Os pais devem ficar em curto espaço, observando a interação”, fala Ana Paula. Ela afirma que esse período deve ser normalizado gradativamente, com o auxílio e compreensão dos pais. 

Para Sérgio Ribeiro, se o processo for feito de forma desordenada, a criança pode ficar traumatizada e sentir dificuldades na adaptação. “O processo de 'desmame' tem que ser feito com muito respeito e com muita psicologia envolvida. Caso contrário, fica muito difícil a criança transitar na escola”, afirma. Ainda segundo ele, as turmas compostas por crianças menores devem contar com uma equipe de acompanhamento ampla e multidisciplinar.   

Opinião do filho

Apesar de para algumas famílias não ser um fator decisivo na hora da escolha, a opinião dos filhos deve ser levada em consideração. Na hora de uma possível visita para conhecer a estrutura da instituição, os pais devem leva-los e monitorar as reações dele. “É necessário que o filho participe deste processo, porque ele é o principal interessado nesta escolha. Então, é importante levar a criança, saber o que ela achou do lugar”, diz Ana Paula. 

Para Fabiana, a participação dos filhos deve ser efetiva. “Claro que a posição final é dos pais, por questão de maturidade. Por isso, é importante que as crianças façam parte da visita, que ela seja consultada”, destaca.   

Fator disciplinar

A parte disciplinar de uma escola vai muito além de suas normas e regras. Ela pode ser observada na política de convivência ‘professor x aluno’, como nos debates de condutas promovidos pela escola. “Hoje em dia, o aluno não aceita que a escola não dialogue. Portanto, os pais devem questionar ‘Como vocês tratam a disciplina?’, ‘O aluno tem voz?’, ressalta Sérgio Ribeiro. 

Fabiana Nascimento diz que, além disso, a disciplina deve estar no senso de coletividade. “A escola é o primeiro espaço, além da família, que a criança vai ser um ‘ser social’. É lá que ela vai aprender os limites do outro, reconhecer o outro como diferente dela e respeitar as diferenças”, explica.   

Inclusão digital

Houve um tempo em que diziam que a tecnologia era inimiga da educação. Segundo Fabiana, esse tempo já passou. “Não podemos mais ignorar esse fator. Não podemos mais dizer que o celular é inimigo da educação”, argumenta. Para Sérgio, a escola deve transformar a tecnologia em uma aliada. “A instituição deve ter um aparato tecnológico atrativo e usá-lo como mais uma forma de transmitir conhecimento”, exalta.

Criado há três anos, o projeto das Geladotecas tem como objetivo levar conhecimento às comunidades da cidade de Olinda. A proposta é simples: uma geladeira que não funciona é revitalizada e colocada em pontos estratégicos da cidade. O diferencial do projeto é que, no lugar de alimentos, as pessoas podem saciar a fome por conhecimento através dos livros. A iniciativa foi idealizada pelo Coletivo Beco Cultural, grupo formado por professores, artistas, estudantes e profissionais liberais. Unidos por um só fim, hoje, eles comemoram o apoio recebido da população.

“Para que isso possa surtir efeito tem que fazer parte e ser incorporada na paisagem da comunidade. E é o que está acontecendo na maioria das Geladotecas. Esta geladeira da praça da bíblia [localizada no bairro de Ouro Preto, Olinda] já foi incorporada e é administrada pela própria população. Eles trazem os livros, colocam no lugar, arrumam e fazem a gestão do material”, fala com entusiasmo Israel Vasconcelos, um dos idealizadores do projeto.

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Apesar do sucesso em certas localidades, o projeto não vingou em outros pontos. Geladeiras que foram colocadas no Sítio Histórico de Olinda, por exemplo, foram pouco valorizadas e até recolhidas por carroceiros. Mas isso não o desanima o obstinado Israel, que reconhece o poder da educação como mudança social. “O processo educativo é isso, a gente não visa só educar uma pessoa. Queremos educar uma geração. E para isso, você tem que insistir. Demanda tempo. Três anos de educação não é nada”, enfatiza.

José Hélder Melo, de 54 anos, mora nas imediações da Praça da Bíblia e é um grande entusiasta do projeto. É normal flagrá-lo compenetrado folheando algumas revistas ou livros. Para ele, o projeto facilita e muito a vida dos estudantes e dos leitores assíduos, já que a biblioteca pública mais próxima fica a cerca de 4 km de distância. “É mais conhecimento, em lugar fácil, como uma parada de ônibus. Você repara numa cidade grande como Olinda só tem uma biblioteca e fica no centro histórico”, denuncia.

Para Israel, esses depoimentos são motivadores para dar conta da dupla rotina que tem. Além de voluntário ativo do Coletivo Beco Cultural, o homem de 35 anos é professor de educação especial para alunos com deficiência visual, no município de Jaboatão dos Guararapes, também na Região Metropolitana do Recife. “Você fica motivado ao ver uma criança pegando um livro infantil ou escuta de uma universitária que concluiu seu TCC a partir de um livro que pegou na Geladoteca. Todo esse trabalho se torna muito gratificante”, exalta o educador.

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Durante a conversa com Israel, um flagrante do bem. O cobrador de um ônibus que seguiria destino ao terminal de Ouro Preto, onde existe outra Geladoteca, desceu do coletivo e começou a separar alguns exemplares que estavam ali. Questionado sobre o que faria com os livros, Aurir Afonso justificou: “vou levar para a biblioteca do terminal. Lá a gente ajeita e fica de olho”. Segundo o profissional, algumas pessoas pegam os livros com objetivo de vender em mercados informais, em uma atitude que ele trata como “vergonhosa”.

Projeção de voos mais altos

Com o sucesso do projeto das Geladotecas, o Coletivo Beco Cultural ganhou um novo status. Agora, o coletivo tornou-se uma Organização Não Governamental (ONG). Com isso, ganharam uma nova sede. O Centro Social Urbano, que estava em desuso, foi cedido ao Coletivo pela Secretaria de Administração de Pernambuco. O espaço recebeu uma biblioteca comunitária e conta com ações esportivas e de cunho cultural.

Especialmente para Israel, a disponibilização do espaço veio a calhar. Isso porque, sem ter onde deixar os livros doados, o educador guardava todos em sua própria residência. “Chegou uma época que minha garagem não tinha espaço para nada, de tanto livro. Minha esposa chegou a brigar comigo, porque a casa ficava uma bagunça”, brinca.

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Doações

As doações de livros ou revistas podem ser feitas na própria geladoteca ou, em caso de grandes quantidades, diretamente na Biblioteca Comunitária Josué de Castro. Os interessados em doar podem comparecer no local nas terças e quintas no período noturno e aos sábados, pela manhã. A biblioteca fica localizada Rua Morro do Peludo, S/N, Ouro Preto, Olinda.

Confira abaixo os locais que ficam localizados as Geladotecas:

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O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou na terça (4) a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio. O documento define o conteúdo mínimo que será ensinado em todas as escolas do país, no ensino médio, públicas e privadas.

Na prática, a BNCC deverá ser implementada até 2021. “A grande diferença do ensino médio a partir de agora é uma mudança, um ensino médio que não é mais o mesmo ensino médio para todo mundo. Ele precisa trabalhar com diferenças que existem do ponto de vista regional e até individual do próprio estudante”, diz o presidente da comissão da BNCC no CNE, Eduardo Deschamps.

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A partir da BNCC, os estados, as redes públicas de ensino e as escolas privadas deverão elaborar os currículos que serão de fato implementados nas salas de aula. Para isso, terão dois anos.

A BNCC tem como norte o novo ensino médio, aprovado em lei em 2017, que entre outras medidas, determina que os estudantes tenham, nessa etapa de ensino, uma parte do currículo comum e outra direcionada a um itinerário formativo, escolhida pelo próprio aluno, cuja ênfase poderá ser em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

“Vemos esse processo como um ganho para a educação brasileira”, diz a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Kátia Smole. Segundo ela, governo se preparou para apoiar os sistemas de ensino e as redes estaduais no processo de implementação da BNCC. “Vamos seguir acompanhando enquanto estivermos aqui”, enfatiza.

Discussão

O documento foi aprovado hoje por 18 votos favoráveis e duas abstenções: do ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), professor Chico Soares e da conselheira Aurina Santana.

A BNCC começou a ser discutida no governo de Dilma Rousseff e, após o impeachment, o documento foi modificado pelo governo de Michel Temer, o que gerou uma série de protestos. As sessões de discussão do documento no CNE têm sido conturbadas. Duas das cinco audiências públicas, em São Paulo e em Belém, foram canceladas.

Na última segunda(3), Chico Soares, que era relator do documento, deixou a relatoria. O Conselheiro Joaquim Soares Neto assumiu no lugar dele. “Sou completamente favorável a que haja uma Base que especifique os direitos do país, no entanto, nesse momento, estamos deixando de fora uma estrutura, para mim essencial”, disse Soares, que foi um dos únicos que se absteve na votação hoje. O conselheiro explica que a BNCC traz uma nova proposta de educação que não é mais estruturada em disciplinas, como é hoje.

Isso, segundo ele, encontrará várias barreiras para ser implementado, incluindo a alocação de professores. A BNCC não contempla os itinerários formativos que poderão ser escolhidos pelos estudantes. Nessa etapa da formação, a questão das disciplinas terá dificuldade maior de implementação, na avaliação de Soares.

Presente na reunião de hoje, a secretária-executiva do Movimento pela Base Nacional Comum Curricular, Alice Ribeiro, disse que houve avanços importantes comparando o documento da BNCC apresentado em abril e o documento final. Segundo ela, as redes de ensino passarão a contar com “a faca e o queijo na mão”, para implementar o novo ensino médio.

Implementação

Após revisão, a BNCC será encaminhada ao MEC e já tem data prevista para ser homologada, no dia 14 de dezembro. Junto com a homologação, segundo Kátia, o MEC apresentará os referenciais para que servirão de norte para as redes de ensino implementarem os itinerários formativos.

Os estados, que detêm a maior parte das matrículas do ensino médio, terão um ano para fazer o cronograma da implementação da BNCC e um ano para implementá-la, ou seja, o documento deverá chegar na prática, nas escolas, até 2021. Após a implementação, o documento será revisto em três anos, em 2023.

Ainda terão que ser adequados ao novo ensino médio, os livros didáticos, a formação de professores e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Institutos federais são 38, estando presentes em todos os estados brasileiros. (Rafael Bandeira/LeiaJá Imagens)

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Uma Coreia do Sul dentro do ensino público brasileiro. Segundo os resultados mais recentes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), de 2015, se a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica fosse um país, ele estaria na 11.ª colocação, nas áreas analisadas - matemática, leitura e ciências- e à frente de países como Estados Unidos, Alemanha e do próprio Brasil. Em 2018, a Rede comemora os dez anos dos Institutos Federais (IF’s) com a consolidação de um amplo projeto de expansão que inclui, entre os anos de 2003 e 2016, a entrega de 500 novas unidades, totalizando 644 campi em funcionamento. A estrutura está inserida em 38 IF’s presentes em todos os estados, dispondo de cursos de qualificação, ensino médio integrado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas.

Para o presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Roberto Gil Rodrigues de Almeida, o desempenho dos Institutos nos indicadores internacionais mostra que seus dez anos de funcionamento devem ser celebrados. “Considerando que nossas instituições promovem a inclusão, isso comprova que pessoas anteriormente privadas de um ensino de qualidade agora têm acesso a um modelo de educação profissional e tecnológica socialmente referenciado”, declara. Instância de discussão, proposição e promoção de políticas de desenvolvimento da formação profissional e tecnológica, pesquisa e inovação, o Conif se consolidou a partir da extinção do Conselho de Dirigentes dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Concefet), criado em 1999, em substituição ao Conselho de Diretores das Escolas Técnicas Federais (Conditec).

O presidente Nilo Peçanha, pioneiro ao criar uma rede de ensino técnico no Brasil, em 1909 / Foto: Domínio público 

A história do Conselho da Rede está intimamente ligada à dos IF’s, que começa exatamente no dia de 29 de dezembro de 2008, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona a n 11.892, responsável por instituir a Rede Federal e transformar em um só organismo as estruturas de 31 centros federais de educação tecnológica (Cefets); 75 unidades descentralizadas de ensino (Uneds); 39 escolas agrotécnicas; sete escolas técnicas federais; oito escolas vinculadas a universidades. As raízes do ensino técnico profissional, contudo, já estavam bem fincadas há muito mais tempo.

Conforme lembra Anália Ribeiro, reitora do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), a Rede Federal existe desde 1909, ano em que o presidente Nilo Peçanha ergueu, em apenas três meses, as primeiras 19 escolas de Aprendizes e Artífices, que revolucionariam a educação de um país de herança escravista, no qual o trabalho manual e o conhecimento técnico eram desprezados em detrimento da supervalorização do diploma universitário. “As escolas são a origem dos Centros Federais de Educação Profissional e Tecnológica (Cefets). A perspectiva do governo Nilo Peçanha era a de inserir pessoas dos estratos mais pobres da sociedade no mercado de trabalho. A inclusão está na genética da educação profissional no Brasil”, afirma Anália.

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De acordo com a reitora, o surgimento dos Institutos Federais também é produto de uma mudança de mentalidade em relação à formação no ensino técnico, oriunda de debates intensificados a partir do ano de 2003. “Ganhou força a perspectiva de que a qualificação técnica deve vir acompanhada de outros tipos de qualificação e formação. O que importa para nós, além de formar um técnico para o mercado, é formar um ser humano”, explica. Assim, os IF’s constituíram-se a partir de novos princípios, a exemplo da verticalização, isto é, a visão de que é necessário incentivar o estudante a buscar formação continuada. “Já há casos, em alguns IF’s, em que o estudante começou no ensino médio integrado, depois fez graduação, mestrado e doutorado. Alguns cursos no IFPE já oferecem mestrado”, completa. 

Para Anália, a formação continuada auxilia os estudantes a se adaptarem, por exemplo, a um mercado cada vez mais automatizado. “Nosso aluno apropria-se simultaneamente da técnica e do fundamento científico, estando apto a continuar mantendo-se atualizado. Além disso, temos vários cursos voltados para a questão da automação, oferecendo a iniciação científica para que sejam desenvolvidos produtos aliando as tecnologias da informação e da comunicação com a mecânica, por exemplo”, completa.

Nesse sentido, os números da extensão e da pesquisa são expressivos. Em 2008, o IFPE possuía apenas 12 estudantes de iniciação científica, enquanto o número atual é de 352 alunos. Já o número de projetos de extensão cresceu de 31 projetos com 52 bolsistas, em 2010, para 191 projetos com 315 bolsistas. “A força do nosso programa de iniciação deriva do forte investimento que fazemos em formação de professores, que contam com grande facilidade de liberação para mestrado e doutorado, posteriormente orientando estudantes de nível médio. No mais, como atendemos o substrato mais pobre da sociedade, sabemos da importância das bolsas”, conclui Anália.

Arte: João de Lima/LeiaJáImagens

No caso do IFPE, a maior parte dos cerca de 24 mil alunos matriculados é oriunda de famílias cuja renda não ultrapassa um salário e meio per capita. “Isso significa uma mudança social significativa, porque a partir da educação nossos alunos não só conseguem mudar suas vidas, como a de suas famílias”, completa Anália. Pernambuco, aliás, entre os IF’s, é o que estado do país que possui o maior número de estudantes indígenas. “Só no campus Pesqueira, nós temos mais cem alunos do povo Xucuru. Também atuamos junto a outros grupos vulneráveis, como campesinos, quilombolas e assentados, além de termos um convênio com a Funase (Fundação de Atendimento Socioeducativo), a partir do qual trabalhamos com cursos de formação continuada para menores em processo de ressocialização”, conclui a reitora.

Conexão com os diferentes mercados 

Ao longo de seus dez anos de atuação, os IF’s intensificaram suas relações com os arranjos produtivos das localidades onde cada campus está inserido. Em Pernambuco, por exemplo, é claro o direcionamento da estrutura em Olinda para a economia criativa e as artes, propulsores do desenvolvimento local. Durante a chamada “expansão dois”, mais três campi foram construídos na perspectiva da interiorização (Afogados, Caruaru e Garanhuns), cada um deles desenvolvido com foco em uma área diferente.

Já na “expansão três” foram criados sete novos campi, um em Palmares e os outros seis na Região Metropolitana do Recife (RMR), que buscavam atender à grande demanda do mercado por mão de obra técnica após um “boom” de investimentos feitos no estado. “Assim como, devido à proximidade com Goiana, os campi Igarassu e Paulista se voltam para os negócios, administração, controle de qualidade, logística e tecnologias da informação e comunicação”, conclui a reitora do IFPE.

Reitora do IFPE destaca a expansão dos Institutos / Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Como política de estado, os IF’s compõem a Lei Orçamentária Anual da União (LOA), além de possuírem marcos (um acordo de metas estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC), que vale por determinado período) que norteiam sua atuação. Apesar de se tratarem de uma política pública, os IF’s não possuem exatamente um orçamento fixo. “O MEC distribui para a rede um determinado orçamento, mas não é segredo que, atravessando isso, existe a emenda constitucional do teto dos gastos públicos, que congela os investimentos do país em educação. É algo que precisamos considerar no atual cenário, até porque o número de alunos vem crescendo significativamente”, alerta Anália.

Só no IFPE, são seis novos campi em construção, dois deles com previsão de inauguração para este ano, tendo finalmente a perspectiva de funcionarem com a sua total capacidade. Apesar disso, a reitora lembra que novas expansões demandam determinadas condições, como a contratação de docentes e corpo técnico administrativo compatível com a estrutura física. No segundo semestre de 2019, também devem ser entregues as sedes definitivas de Jaboatão dos Guararapes e Paulista. “Mas não é só o prédio. Eu também preciso comprar laboratórios, equipamentos de sala de aula, dentre outros. É de extrema importância que o orçamento seja ampliado. São desafios que o país precisa enfrentar”, defende.

Reportagem integra a série “Além da técnica: a função social dos Institutos Federais”, que conta história dos dez anos dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, traçando um paralelo entre a contribuição dos projetos de extensão das instituições e o respaldo na sociedade, seja na forma de inclusão de classes mais baixas na educação, como também no benefício direto da população pelas pesquisas realizadas nos institutos. A seguir, confira as demais matérias da série:

Além da técnica: a função social dos Institutos Federais

Do campo ao campus: conheça a trajetória de José

IFs: tecnologia assistiva a serviço da qualidade de vida

Sons da inclusão: grupo cria óculos 3D para cegos

Em meio a toda a polêmica do projeto Escola sem Partido, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), durante sessão realizada nesta terça-feira (13) sobre o assunto, afirmou que a escola “não tem de ser nem de direita nem de esquerda”. Ele voltou a dizer que há “militantes travestidos de professores”.

“Muitos militantes travestidos de professores têm se aproveitado do segredo da sala de aula para roubar o cérebro das nossas crianças. Com frequência você vê na internet imagens de pessoas com as camisas de candidatos diferentes dos da esquerda sendo hostilizados, cuspidos e às vezes até agredidos dentro das universidades”, lamentou. 

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O filho do capitão da reserva também falou sobre a necessidade de mudar esse cenário. “É aí que a gente quer mudar e é por isso que nós temos, inclusive um manifesto de mais de 200 membros do Ministério Público a favor do Escola sem Partido, projeto totalmente constitucional”, argumentou.

Nesta terça, o deputado federal Marco Feliciano (PSL) causou mais uma vez ao criticar os estudantes das universidades federais. “Esses meninos e meninas dessas universidades de esquerda, dessas universidades federais estão com as mentes deles completamente destruídas. Ele também defendeu o Escola Sem Partindo afirmando que o objeivo é que hajam professores e mestres de verdade e não "doutrinadores". 

O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) emitiu um comunicado no site oficial sobre a prática de observar a atuação dos professores durante as aulas. Em nota, o IFPE declarou que repudia qualquer forma de incitação que impeça os docentes de executarem seus ensinamentos.

"Há espaço para a presença de qualquer espectro político, desde que sejam garantidas as condições de respeito e igualdade entre as pessoas, independente de raça, cor, gênero, sexualidade, identidade étnica, religião ou classe social. Dessa forma, ressaltamos que não iremos apoiar qualquer atitude de policiamento das aulas ministradas em nosso Campus", diz um trecho do texto. 

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Na página do IFPE, no Facebook, algumas pessoas classificaram a publicação como partidária. "Minha experiência no IFPE comprovou que a instituição está totalmente politizada. Usa o espaço acadêmico como palanque para beneficiar politicamente aqueles cujo possuem mais afinidade. Quem não deve não teme, se os professores não tem o que esconder, então não tem o que se preocupar", comentou um dos internautas.

Confira o comunicado do IFPE na íntegra:

O processo eleitoral que escolheu o presidente da República é uma das maiores demonstrações da força da nossa democracia. Desmontado o palanque da campanha, é hora de superar as diferenças e defender um governo que se dirige a todos, sem distinções. As palavras do novo presidente de pacificar e unir o país são importantes e devem ser compartilhadas entre todos os brasileiros.

Algumas manifestações, no entanto, parecem acionar um sinal de alerta em nossa sociedade, pois ameaçam uma parte fundamental da democracia que é a liberdade de pensamento e expressão. A incitação, por parte de uma minoria política, de vigiar a prática dos professores sob o pretexto de combater a “doutrinação ideológica” é uma atitude acintosa e que não condiz com as relações pacíficas e respeitosas estabelecidas em nossa comunidade acadêmica.

O Campus Recife tem orgulho de seu corpo docente e de sua diversidade de pensamento. Há espaço para a presença de qualquer espectro político, desde que sejam garantidas as condições de respeito e igualdade entre as pessoas, independente de raça, cor, gênero, sexualidade, identidade étnica, religião ou classe social. Dessa forma, ressaltamos que não iremos apoiar qualquer atitude de policiamento das aulas ministradas em nosso Campus.

Encerramos com um convite à serenidade e ao entendimento mútuo, atitudes necessárias para que a democracia siga sendo tanto a demonstração da vontade da maioria quanto a garantia de que todas as formas de existência sejam salvaguardadas.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), através do Programa de Formação de Recursos Humanos para o setor de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (PRH-ANP), vai oferecer, a partir de 2019, cerca de mil bolsas de estudo de graduação, mestrado e doutorado.

As bolsas, com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão distribuídas em 50 programas de diferentes áreas do conhecimento, de instituições de ensino superior de diversos estados, totalizando investimentos estimados em R$ 170 milhões em cinco anos.

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A previsão da ANP é que o edital de seleção dos programas seja lançado até o fim deste ano, permitindo que a concessão das bolsas para os alunos se inicie em fevereiro de 2019.

A ANP informou que “o edital a ser lançado estabelecerá os critérios de pontuação para seleção dos programas, que serão os responsáveis pela concessão das bolsas aos alunos”.

Informações indicam que as bolsas serão custeadas com recursos da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) que consta dos contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural.

“As empresas participantes terão que aderir a um fundo, cuja gestão financeira será feita pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), responsável pelo repasse dos recursos para instituições de ensino superior que integrarem o PRH-ANP”, ressalta a nota.

Cláusula de PD&I

As informações divulgadas pela ANP indicam, ainda, que a cláusula de PD&I estabelece que as empresas que atuam em exploração e produção devem realizar despesas qualificadas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação correspondentes a 1% da receita bruta da produção dos campos com grande volume de produção de petróleo e gás que, por isso, recolhem Participação Especial.

“Nos contratos de partilha de produção e de cessão onerosa, o valor da obrigação corresponde a, respectivamente, 1% e 0,5% da receita bruta anual dos campos pertencentes aos blocos detalhados e delimitados nos respectivos contratos”, diz a nota.

A ANP é responsável pela análise, aprovação, acompanhamento e fiscalização da aplicação dos recursos oriundos da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

A partir do primeiro semestre de 2019, a Faculdade UNINASSAU Cabo passará a oferecer mais uma opção de formação superior à população cabense. O Ministério da Educação (MEC) avaliou com nota 4, em uma escala de 0 a 5, e autorizou a inserção do curso de Direito na lista de graduações oferecidas na Instituição. A autorização do MEC, de Portaria 602 de 30 de agosto de 2018.

Destacando que a Instituição vem crescendo, o diretor da UNINASSAU Cabo, Walter Cortez, disse que a autorização para o curso reforça o desenvolvimento da unidade que prima pela qualidade acadêmica e estrutura física. “A população da cidade terá a oportunidade de cursar Direito numa Instituição focada na qualidade acadêmica, física e estrutural. Aliando teoria e prática, nossos estudantes são altamente capacitados para se destacar no mercado de trabalho”, ressaltou.

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O curso de Direito da UNINASSAU é o único na Mata Sul de Pernambuco com conceito 4 e terá 240 vagas anuais, com opções de aulas nos turnos da manhã e noite. As inscrições estão abertas e podem ser feitas através do site da instituição. Além do vestibular programado, os interessados ainda podem se candidatar a uma das vagas como portador de diploma, transferência ou nota do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM – dos últimos cinco anos.

O bacharelado em Direito tem duração de cinco anos, incluindo estágio supervisionado e uma monografia obrigatória de conclusão de curso. Com a finalização da Graduação, o universitário estará apto a exercer a advocacia (submetendo-se ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, que lhe faculta o exercício profissional), podendo optar entre as áreas de Direito Civil, Constitucional, Empresarial, Psicologia Jurídica, Argumentação Jurídica, Penal, Processual, Trabalhista, Administrativo, Tributário, Ambiental, Internacional, Direitos Humanos, entre outras.

*Da assessoria de imprensa

A Universidade Federal de Pernambuco está com inscrições abertas para o vestibular 2019.1, referente aos cursos de música. O prazo vai desta terça-feira (6) até a o dia 05 de dezembro, exclusivamente no site da Covest. A taxa custa R$ 35,00 e deve ser paga até o último dia da inscrição, mediante quitação de Guia de Recolhimento da União (GRU). Os estudantes que quiserem pedir isenção dessa taxa podem acessar o site da Covest até a sexta-feira (09) e realizar o pedido.

A instituição oferece 82 vagas, sendo 60 para Música/Licenciatura; quatro para Música/Bacharelado – Canto e 18 para Música/Bacharelado – Instrumento. 50% dessas vagas vão ser reservadas para estudantes cotistas. Todos os cursos funcionam no Campus Recife, na modalidade presencial.

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Para concorrer às vagas é necessário ter feito as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, já que o certame corresponde à primeira fase do vestibular. A segunda fase é composta por um Teste de Habilidade Específica (THE), no qual os feras devem enviar um vídeo e também passaram por testes presenciais.

Confira o edital da seleção clicando aqui. A divulgação dos resultados finais deve ocorrer em 22 de janeiro de 2019.

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