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Existem inúmeras oportunidades de empreender, mas qual é a melhor área para os jovens abrirem o próprio negócio, já que muitas vezes falta dinheiro para investir? Os brasileiros na faixa dos 18 a 24 anos são os mais atingidos pelo desemprego, com uma taxa de 27,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O administrador e especialista em desenvolvimento de novos negócios Alessandro Silveira explica que a tecnologia deve ser o ponto de partida da maioria dos projetos que o empreendedor pretende desenvolver. “O jovem deve buscar áreas que não serão ‘extintas’ pelo avanço tecnológico, como alimentação, informação, mercado pet e serviços ligados às necessidades básicas. É claro que existem mercados de nicho onde o digital faz pouca ou nenhuma diferença, mas serão cada vez mais raros”, afirma.

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Silveira acrescenta que a internet possibilita a abertura de negócios sem a necessidade de um grande investimento inicial. “Contudo, se a ideia precisar de investimentos maiores do que a capacidade financeira do jovem empreendedor, ele tem a opção de buscar ajuda por meio de financiamento bancário e programas de incentivo à inovação como os desenvolvidos por instituições como o Senai”, orienta.

No entanto, o sucesso do empreendimento dependerá se o jovem se apaixonar pelo problema em vez da solução. “Se você se apaixona pelo problema, a todo momento vai ajustar seu produto ou serviço para melhor atender à necessidade e expectativa do cliente. Mas se você se apaixonar cegamente pela ideia que criou, pode não enxergar pontos de correção de rota durante a jornada, fazendo com que vá direto para o precipício, como aconteceu com grandes marcas como a Kodak e a Blockbuster”, pontua Silveira.

Para o especialista, estar atento aos problemas do cotidiano também ajuda a identificar chances de empreender. “Oportunidades existem onde falta eficiência, onde há dor ou desperdício. As empresas que tive a oportunidade de liderar ou criar sempre foram focadas em preencher as lacunas existentes no mercado. Neste ambiente de ‘falhas’, existem as melhores oportunidades e as menores barreiras de entrada. Novamente me volto para o digital, para o online, e para os aplicativos que ainda podem revolucionar e muito nosso modo de viver”, avalia.

 

O sonho do próprio negócio permeia a mente de muitos brasileiros, principalmente aqueles que estão saindo da faculdade e têm dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Mas também existe uma parcela da população que está formalmente empregada e que dedica-se nas horas de folga a alguma atividade particular.

Nara de Castro é um exemplo disso. Ela trabalha como professora universitária em um regime de 30 horas semanais. Assim que larga cuida do escritório de marketing e comunicação que tem em sociedade com o marido. Essa parceria garante que o sócio cuide dos problemas do dia a dia e ela fica com outras questões, que não exigem sua presença por mais horas diárias. Desde o começo da vida profissional, ela consegue manter as duas coisas. “Não é nada fácil. Às vezes sobra pouco tempo para fazer o que tem que fazer. O legal de você ter duas atividades, principalmente quando está começando um negócio, é que não precisa viver diretamente só daquilo para se manter”, explica a empresária.

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Ter uma renda certa mensal pode garantir menos investimento inicial no empreendimento. A pessoa dedica-se a fazer o negócio crescer, fazendo o dinheiro que entra girar dentro do empreendimento, e na pior das hipóteses, se a ideia não der certo, o emprego formal pode dar o suporte financeiro necessário até a próxima tentativa.

Com experiência em ser empregada e empreendedora, Nara diz que as pessoas precisam saber se conseguem se enquadrar nesta realidade. “É tentar ver qual o perfil. Se você conseguir fazer os dois, ótimo! Caso você não consiga, o ideal é realmente ter um investimento prévio para poder conseguir seguir somente no negócio e não precisar depender dele nos primeiros meses”, diz.

Para o analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Valdir Cavalcanti, as pessoas precisam pensar muito antes de abrir um negócio para si. “Primeiro tem que se fazer uma análise de mercado, um plano de negócios e todo planejamento para não dar errado. Tem que trabalhar com todo profissionalismo para poder ir se posicionando do mercado e quem sabe futuramente, esse negócio se torna a principal renda”, afirma.

É importante procurar uma orientação com especialistas e saber de fato o que se quer fazer. Um dos riscos de manter duas atividades ao mesmo tempo é tratar uma dessas funções com certo amadorismo. Outro fator relevante são as finanças. “Tem como conciliar, mas precisa ter muita disciplina. Tem que separar o dinheiro e as despesas pessoais das despesas do negócio”, lembra o analista. 

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a ocupação dos brasileiros no terceiro trimestre de 2018, 23,3 milhões de pessoas trabalham por conta própria no Brasil, um crescimento de 1,5% em relação trimestre anterior. A amostra não aponta se entre esses empreendedores existem pessoas formalmente empregadas, contudo sabemos que boa parte dos pequenos negócios começam justamente por profissionais que estão no mercado de trabalho.

A história de Rodrigo Barbosa começou assim. Empregado em um horário comercial, ele queria ter mais tempo para a família. Ele visava qualidade de vida e renda própria. Começou utilizando o terraço de casa para cortar os cabelos dos clientes quando chegava do trabalho, no entanto o negócio deu tão certo que o espaço precisou ser ampliado.

O jovem barbeiro contou com apoio de um parente para locar um espaço e conseguiu um pequeno investimento com ele para montar a barbearia. Mas o rapaz trabalhava nesse lugar quatro horas por noite, além dos finais de semana e não estavam sendo suficiente para a demanda de clientes.

Neste meio tempo, o estímulo para a ocupação formal de Rodrigo já não era mais a mesmo e tudo que ele queria era dedicar-se aos seus clientes. Mesmo demonstrando interesse no desligamento, a gestão da empresa não aceitava sequer um acordo. Depois de ter a saúde comprometida, se ver distante da qualidade de vida pessoal e familiar que desejava, ele conseguiu enfim ser demitido.

Hoje dedica-se totalmente ao seu estabelecimento e se vê satisfeito com a decisão tomada. “Tudo mudou. Só trabalho na minha barbearia e tenho mais tempo para a minha família. A angústia que eu sentia em ter que trabalhar de dia e de noite passou”, confirma Barbosa.

O Governo do Estado de Pernambuco anunciou programação gratuita com palestras e oficinas destinadas a empreendedores e futuros empreendedores. O evento tem início nesta segunda (05), com término previsto na sexta (09). O projeto será realizado nas cidades de Recife, Olinda Caruaru e Petrolina. Os interessados devem se inscrever via telefone de cada instituição e as vagas são limitadas.

Na Capital Pernambucana, o foco será a área de finanças. Cursos como Sei Controlar o meu Dinheiro, Educação Financeira e Orientação Contábil serão abordados no evento. Em Olinda, na unidade localizada na Facho, serão ministradas 17 palestras durante todo o período. Em ambas as cidades, a programação será organizada pelo Sebrae.

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O evento é fornecido pelo Expresso Empreendedor e Agência de Empreendedorismo, órgãos vinculados à Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação do Governo de Pernambuco (Sempetq).

Confira a programação do evento na íntegra:

Agência de Empreendedorismo (Recife) - Rua da União, nº 293, Boa Vista. Fone: (81) 3183-7232.

6/11 – 8h às 12h – Sei Controlar o meu Dinheiro 7

/11 – 9h às 11h – Educação Financeira

8/11 – 9h às 11h – Linhas de Crédito

Expresso Empreendedor Recife - Prédio da Junta Comercial do Estado de Pernambuco (Jucepe), Rua Imperial, 1600, São José, Recife. Fone: 3182-2801.

5/11 – 8h às 13h – Orientação Contábil

7/11 – 9h às 11h – Lei Geral do MEI

Expresso Caruaru - Prédio da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC), Rua Armando da Fonte, 15, térreo, Maurício de NASSAU. Fone: 3725-7600. 7/11 – 14h às 16h – Lei Geral do MEI

8/11 – 8h às 17h – Orientação Contábil e Financeira

Expresso Facho (Olinda) - Faculdade de Ciências Humanas de Olinda, Rod. PE-015 km 3,6 - Santa Tereza, Olinda. Telefone: 3429 – 4100.

5/11 – Canvas You (9h às 11h), Empreendedorismo e Carreira (14h às 16h), Canvas You (15h às 17h), Modelo de Negócio – Canvas (19h às 21h).

6/11 – Lei Geral do MEI (8h30 às 10h30), Empreendedorismo e Negócios Futuros (9h às 11h), Comportamento Empreendedor (15h às 17h), Sua empresa na primeira página do Google (15h às 17h), Estratégia de Marketing Digital (19h às 21h).

7/11 – Empreendedorismo e Negócios Futuros (9h às 11h), WhatsApp como ferramenta de vendas (15h às 17h e 19h às 21h).

8/11 – Como vender por um site de comércio online (9h às 11h).

9/11 – Como criar página empresarial no Facebook e Instagram (15h às 17h).

Expresso Petrolina - Prédio da Agência do Trabalho, Avenida Tancredo Neves, s/n – 1º Piso, Centro de Convenções Senador Nilo Coelho. Telefone: 3866-9815.

5/11 – 10h às 12h – Lei Geral do MEI

*Informações retiradas da assessoria de imprensa

 

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Que o Brasil é o país da burocracia, isso não é novidade para ninguém. Todo mundo já sofreu com a lentidão e os entraves causados pelo excesso de exigências legais para fazer muitas coisas. Quando olhamos para o setor das startups, a burocracia tem barrado as empresas de se desenvolverem, ou até mesmo de serem criadas. A chamada Lei do Bem, em atividade desde 2007 para incentivar o investimento em startups, apesar de bem intencionada, atrapalha mais do que ajuda.

A legislação concede isenção fiscal a empresas privadas que investem em projetos de inovação em parceria com centros  públicos de pesquisa. Acontece que, para obter o benefício, é necessário um esforço hercúleo por parte do empreendedor, o que acaba por desestimular a procura. Resumindo, são três etapas para a aprovação de um projeto dentro da Lei do Bem: aprovação por três instâncias, a começar pela gerência do laboratório público parceiro da iniciativa; validação por um comitê formado por membros dos ministérios da Educação, Ciência e Tecnologia, e Indústria, Comércio Exterior e Serviços; e, finalmente, comprovação à Capes de que o projeto não reduzirá a produção de artigos científicos, principal forma de avaliação de desempenho dos centros públicos de pesquisa.

Esse caminho pedregoso em nada ajuda um pequeno empreendedor que precisa de incentivo para desenvolver seu negócio inovador. Para piorar, só podem requerer o incentivo empresas que recolhem impostos pelo sistema de lucro real, normalmente adotado apenas pelas grandes companhias. Ou seja, uma Lei do Bem que, no fim das contas, acaba fazendo mal ao ecossistema de inovação brasileiro. Não é à toa que o Brasil amarga péssimas colocações nos rankings mundiais de inovação.

Além das dificuldades econômicas já naturais às startups, um sistema burocrático que dificulta a abertura e o fechamento de empresas também mina as energias dos empreendedores. O setor vem pleiteando, principalmente, a simplificação tributária, o que já amenizaria o impacto da burocracia. Há uma proposta de novo marco regulatório para startups em tramitação no Congresso que prevê algumas mudanças e melhorias, mas ainda sem previsão de aprovação. Resta, então, aos pequenos empreendedores, continuar na luta, remando contra a maré, para fazerem seus negócios prosperarem. Uma pena, pois poderíamos ter grandes negócios de sucesso no país, não fossem todas as forças contrárias impostas pelo poder público.

A partir deste domingo (1º), os microempreendedores individuais (MEI) e as micro, pequenas e médias empresas terão de aderir ao eSocial, ferramenta que reúne e simplifica a prestação de informações trabalhistas ao governo federal. Desde janeiro, o envio dos dados era obrigatório a grandes empresas que faturam mais de R$ 78 milhões por ano.

Agora, o eSocial está sendo estendido a todas as empresas e aos microempreendedores individuais. Em 2019, será a vez de as instituições públicas federais aderirem ao sistema, conforme cronograma estabelecido pelo governo federal em outubro do ano passado.

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Segundo a Receita Federal, a mudança abrangerá pelo menos 7,2 milhões de microempreendedores individuais e 4,8 milhões de micro e pequenas empresas inscritas no Simples Nacional. O número de médias empresas que precisam se cadastrar no sistema não foi divulgado.

Qualquer empresa com mais de um funcionário terá de adquirir um certificado digital, assinatura digital com validade jurídica que garante proteção a operações eletrônicas vendida por empresas especializadas, para aderir ao eSocial. Os microempreendedores individuais, que podem ter até um empregado, precisarão apenas cadastrar um código de acesso para inserir as informações trabalhistas.

Criado em 2013, o eSocial unifica a prestação, por parte do empregador, de informações relativas aos empregados. Dados como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e de Informações à Previdência Social (GFIP) e informações pedidas pela Receita Federal são enviados em um único ambiente ao governo federal.

Por meio do eSocial, os vínculos empregatícios, as contribuições previdenciárias, a folha de pagamento, eventuais acidentes de trabalho, os avisos prévios, as escriturações fiscais e os depósitos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) são comunicados pela internet ao governo federal. A ferramenta reduz a burocracia e facilita a fiscalização das obrigações trabalhistas.

Primeiramente, o sistema tornou-se obrigatório para os empregadores domésticos, em outubro de 2015. Num módulo simplificado na página do eSocial, os patrões geram uma guia única de pagamento do Simples Doméstico, regime que unifica as contribuições e os encargos da categoria profissional.

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Eles já ajudaram milhares de jovens a ingressar na universidade dos sonhos. São inspirações, fontes de conhecimento e dignos de respeito. Aprenderam a se dividir entre as salas de aula e os caminhos do empreendedorismo. Apostaram na educação por satisfação pessoal, por acreditar em um país melhor no futuro, e dentro do próprio espaço assinaram uma metodologia não só de estudo, mas de vida. Disciplina, liberdade, sonhos, inclusão social e aprendizado. Os professores que montaram cursinhos por acreditar em uma forma diferente de passar o conhecimento também tiveram de reiventar a profissão e empreender. Conheça a história de três professores pernambucanos que acreditaram na educação e montaram verdadeiros "impérios" de preparatórios para o ensino superior.

Fernando Beltrão, 54, conhecido popularmente pelos vestibulandos pernambucanos como "Fernandinho", coleciona aprovações nos principais vestibulares do país. Em sua conta, já são mais de dez mil alunos graduados em medicina, sua especialidade, durante a trajetória de quase 40 anos trabalhando no ramo da educação. Professor desde os 17 anos, Fernandinho precisou enfrentar obstáculos, barreiras e muitos desafios para realizar os três principais sonhos, os quais sempre elencou como meta de vida. Em primeiro lugar, ajudar a família financeiramente e em outros patamares, se tornar médico para cuidar das pessoas e conhecer o máximo de países e culturas diferentes. “Eu nunca conheci um garoto que olhava para o mapa como eu. Passava os meus dedos para marcar os países que um dia iria. Era fascinante”, relembrou.

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Fernando nasceu na cidade de Catende, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, a 142 quilômetros do Recife e durante a adolescência, os estudos sempre estiveram em primeiro lugar, apesar das dificuldades pela falta de dinheiro. A família era grande, seis filhos, e financeiramente viviam no limite. A mãe, professora de escolas públicas nos anos 1950 e o pai ocupava o cargo de carteiro na cidade e posteriormente se formou em contabilidade. “Em casa, eu sempre estive envolto no ambiente da leitura e do aprendizado. Meu pai logo após se tornar contador, virou professor do curso de contabilidade. Meus familiares valorizaram muito o estudo, tanto que dos seis filhos todos quiseram estudar em diferentes graduações”, contou Fernandinho.

 “Em menos de dois meses, eu já estava certo de que queria fazer isso pelo resto da minha vida e eu só tinha 17 anos”. - Foto: Paulo Uchôa/LeiaJáImanges 

O sonho de ser médico foi algo que Fernando Beltrão sempre manteve como uma possibilidade real, mas a graduação se afastava aos poucos porque a família não conseguiria manter o garoto na cidade grande para estudar, nem pagar uma faculdade particular, que na época era "coisa de gente bacana". Estudou somente em escolas públicas de Catende e após terminar o ensino médio teve de enfrentar mais uma barreira. “Na época, fui obrigado a fazer o curso médio de contabilidade porque o governo da época, parecido com o atual, entendia que impor determinadas profissões fazia de conta que as pessoas estariam prontas para o mercado de trabalho. Mas, eu não tinha nenhum interesse nisso porque queria ser médico e não tinha ninguém que me ajudasse naquele momento. Então, fui e fiz”.

Os seus sonhos eram distantes, mas ele se agarrava na sensação de que um dia os realizaria. Aos 17, 18 anos, não se lembra bem, ele veio à capital pernambucana prestar o primeiro vestibular para medicina. “Levei pau, ponto de corte e não passei”, resumiu. Para fortalecer os estudos e focar no futuro, Fernandinho decidiu se arriscar na cidade grande e veio morar no Recife para estudar em cursinhos e se preparar melhor. Procurou um bolsa de estudos e foi recusado em 28 instituições ao todo. Ele se lembra bem. A 29ª o aceitou e como quase um presente de mãe para filho lhe deu uma bolsa integral. “Estudei de graça nos anos de 1980. Morei de favor, me virava para comer e dava aulas particulares para conseguir algum trocado”.

Passou vários meses se preparando para a prova e no fim do ano, Fernando prestou vestibular novamente. Desta vez, passou em medicina na Universidade de Pernambuco (UPE), onde atualmente é professor de Anatomia, há quase 30 anos. “Não passei com nenhum destaque, fui penúltimo lugar. Mas entrei de modo honrado”, relatou.

 “Na época, a faculdade era particular e para mim era caro e impossível pagar. Eu consegui de presente de uma pessoa com muito dinheiro e ela me deu uma quantia para pagar a matrícula. Lá dentro, fui em busca de bolsas de estudo e e assim me mantendo. Dentro da universidade já estabelecido, eu decidi trabalhar porque eu precisava viver na cidade e não era barato. Entre as opções possíveis, dar aulas particulares foi o que me despertou mais interesse. Apareceu uma chance para ser professor de biologia em um cursinho no centro do Recife. Era um estabelecimento voltado para estudantes de baixa renda. Passei no teste e consegui a vaga”, disse.

 “Em menos de dois meses, eu já estava certo de que queria fazer isso pelo resto da minha vida e eu só tinha 17 anos”.

Fernando Beltrão ajuda a potencializar a colocação de alunos nos principais processos seletivos do Brasil. - Foto: Paulo Uchôa/LeiaJáImanges

 Beltrão terminou a universidade, abriu consultório médico, mas se encontrou profissionalmente na arte de lecionar. Passou no concurso público para ser professor da mesma universidade em que se graduou. “Era impossível manter tudo ao mesmo tempo, tive que dar prioridade ao que me fazia mais feliz”, disse. Em 1987, um ano após se formar, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) anunciou a criação da segunda fase do vestibular, uma espécie de prova específica para as disciplinas. “Quando eu descobri isso, pensei que poderia aproveitar da melhor forma possível, sendo professor de biologia. Eu sabia que essa prova seria pesada e daria muito trabalho para os alunos”, explicou.

De olho no preparo mais denso e na nova metodologia da prova de vestibular, Fernandinho, em 1988, abriu matrículas no curso de biologia, especificamente para a segunda fase, em que alunos da área de saúde seriam o público-alvo. “Eu era médico e muitos professores de biologia não eram. Eu tinha estudado, meu espaço estava montado e em dois anos, o meu curso já era grande e conhecido”,  afirmou.

 Para ele, empreender é oferecer no presente mas visando o futuro. “É entender que existem coisas para ser ditas que o jovem precisa escutar. Antigamente, era a segunda fase da federal e Recife virou o paraíso dos professores bons e empreendedores. Atualmente, aposto muito na tela de celular porque acredito que isso é futuro e todas as minhas aulas já podem ser vistas pelo telefone, de casa ou de qualquer outro local com acesso à internet”, frisou.

 Fernandinho ensinou em colégios, cursinhos menores e outros até famosos. Mas, há 30 anos, decidiu investir na sua marca. Sua especialidade são alunos que sonham em um dia serem médicos, também. Ao longo dos anos o curso foi se modificando e se moldando ao mercado, com o fim da segunda fase dos vestibulares e a implementação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como prova que levaria o aluno à universidade.

“Eu não concordei com o Enem, no início. Achava alvo predador e pensava que não era democratizar a educação. Era dar vagas para alunos de classe média em todo país, que poderiam facilmente se mudar para onde fossem aprovados. Mas, eu precisava entrar com os três pés no Enem porque esse era o método e o fiz. Entendi a metodologia para ensinar aos meus alunos e hoje eles aprendem e se preparam para isso. Tenho alunos hoje desde o nono ano que já se preparam para o vestibular”.

Alunos estudam no pátio da Academia de Estudos Fernandinho Beltrão. Foto: Paulo Uchôa/LeiaJáImanges

A Academia de Estudos Fernandinho Beltrão, localizada no bairro da Madalena, no Recife, possui atualmente 1500 alunos, 25 professores, 15 monitores, quatro salas de aula e seis salas de estudo, além do pátio de estudos. Todas as sextas-feiras os alunos devem fazer o simulado semanal. São 180 questões inéditas, como é cobrado no Enem.

“Tenho que exaurí-los porque esse é o modelo do Enem. Aqui, ninguém escolhe onde senta na sala de aula, não pode atender celular e nem ir ao banheiro. O aluno não pode atrapalhar o fluxo de aulas. E se quiser ir ao banheiro pode sair, mas não volta. A aula é um momento de comunicação e tem que ter o seu valor. Temos um pátio grande só de dúvidas, o mesmo professor que dá aula presta o atendimento. Também temos vários monitores para ajudar os alunos. Se o aluno não fizer as tarefas de casa não adianta de nada. É mais importante praticar o do que assistir a minha aula. É necessário fazer isso porque funciona e eu sei disso porque estou no ramo há mais de 30 anos”, pontuou.

No site de Fernandinho, a equipe garante que o método inovador provocou o crescimento. "O curso foi crescendo. Primeiro, se tornou uma Central de Matérias Isoladas, que lançou grandes nomes da nossa educação. Rapidamente, ao oferecer todas as matérias, a central tomou a forma de Centro de Estudos. Hoje, temos o orgulho de sermos uma Academia de Estudos, nome que traduz de forma mais fiel a transformação que acontece aqui, todos os dias. Somos uma estrutura 100% voltada para o conhecimento e para o aprendizado".

 “Hoje, o curso tem matérias isoladas de todas as disciplinas e plataforma digital porque a web é o futuro e o presente. Isso pode até custar caro agora, mas quando isso virar lei no futuro, eu já vou ter essa metodologia faz tempo. Enxergar primeiro é o mais importante para ser empreendedor. As aulas aqui são de segunda-feira a quinta. Entre uma aula e outra todas têm recreio para um respiro de 15 minutos”, complementou.

 Sem esquecer da origem e da falta de oportunidades que teve de vencer, Fernandinho garante bolsas de estudos para alunos mais pobres. “Aqui no curso não são os melhores que estudam de graça. Pelo contrário, os fracos têm oportunidade. Quanto pior o aluno, mais eu quero ele aqui. Se eu conseguir fazer por ele alguma coisa eu ganho. A vitória tem muito a ver com isso. Eu sei da minha caminhada e como eu só precisava de uma oportunidade. Analiso o conjunto de fatores do aluno que precisa mais. É fácil convencê-lo de que ele tem que ser o protagonista. O fraco vale ouro pra mim”, frisou.

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   Matuta, mãe solteira e graduada em uma faculdade particular

 Fernanda Pessoa, 38, nasceu na cidade de Arcoverde, no Sertão pernambucano, distante 256 quilômetros da capital pernambucana. Nome conhecido entre os estudantes que pretendem prestar vestibular na capital pernambucana, a professora de português é dona de um dos cursos mais grandiosos e famosos do Recife. Em 2018, ela soma mais de 4 mil alunos, cem funcionários e muitos aprovados nos vestibulares do Brasil.

 A competência é acompanhada pelo sucesso e a alta procura por vagas no curso todos os anos. Mas, a trajetória de Fernanda como professora, líder e empreendedora não foi das mais fáceis. Portas fechadas, desconfiança, preconceito e muitas decisões arriscadas. “Eu digo sempre que não nasci professora, me tornei”, disse.

Durante a adolescência se dividiu entre o Recife e a terra natal. Na época, seu maior sonho era ser médica, desejo comum nas cidades do interior nordestino, em que a carência da assistência hospitalar é um dos principais problemas estruturais da região. “Meu sonho era ir para África ajudar as pessoas, mas a minha família era muito humilde. Minha mãe era dona de casa e meu pai professor de escola pública”, contou Fernanda.

Em 2018, ela soma mais de 4 mil alunos, cem funcionários e muitos aprovados nos vestibulares do Brasil. - Foto: Chico Peixoto/LeiaJáImagens

 Os planos de exercer a medicina foram adiados ao longo da adolescência. Aos 15 anos, Fernanda engravidou do namorado e teve de assumir a filha sozinha. “Meus pais me apoiaram moralmente, mas financeiramente eu tinha que me virar”, relembrou. Para conseguir bancar os custos da filha, ela começou a fazer doces e salgados para vender. Após terminar o ensino médio, a oportunidade que pensou ser mais viável foi estudar licenciatura em letras. “Entrei em uma faculdade privada porque pensei no que me daria mais possibilidades, já que poderia ensinar literatura, gramática e redação. E assim, conseguiria dinheiro com mais facilidade”, explicou.

 Já cursando letras, o empreendimento dos doces teve de aumentar. Ela vendia os quitutes nos corredores da instituição de ensino e conta que muitas vezes era preciso conversar com os professores para ser liberada das aulas e vender os lanches. “Em troca, eu dava aulas para eles em outras turmas. Era a forma que eu achei de ganhar um dinheiro para criar a minha filha”.

 Aos 18 anos, decidiu vir morar na capital pernambucana para lecionar. “Eu dei aulas em muitos colégios pequenos, no início. Mas, enfrentei muitas barreiras e tive muitas portas batidas na cara. Meu currículo era muito ruim, no sentido de não ser professora formada por uma universidade federal, era de uma faculdade particular do Sertão”, lamentou.

 Com a dificuldade de se manter como professora de colégios, Fernanda decidiu que podia dar aula particular nas casas dos alunos a noite para complementar a renda. Também continuava cozinhando para vender os lanches e mandar o dinheiro para casa, já que a filha ainda morava em Arcoverde com os avós. “Matuta, mãe solteira e graduada em uma faculdade particular. Foi assim que tudo começou”.

O primeiro cursinho que ela criou era composto por 13 alunos e funcionava em uma sala alugada. Mas, oito estudantes eram bolsistas. “Eu dava aula particular, em colégio e ainda cozinhava. Decidi fazer desse curso a minha África e ajudava os que não podiam pagar a mensalidade”. A forma como Fernanda passava o conhecimentos para os estudantes dizia muito sobre o amor que tinha pela profissão. “Eu tinha o sonho de ter um curso com a minha cara porque eu não me adaptava ao formato de uma educação tradicional e reguladora que algumas escolas tinham”.

 Sem perder de vista o sonho de ajudar mais pessoas, ela vendeu o único carro que tinha para montar o curso no local atual, dentro da área do Clube Internacional do Recife, no bairro da Madalena. “Cheguei aqui e nada era assim. O prédio era tombado e o local estava caindo aos pedaços. Entrei aqui com R$ 5 mil. Mas eu precisava de algo com a minha cara e eu notava que as pessoas não entendiam o meu sonho. Diziam que eu estava no caminho errado, que era loucura eu vender o carro, apartamento e se endividar em banco. Uma menina achando que vai chegar a algum lugar. Filho de pobre é pobre, pensavam”.

 Ao longo dos anos, o curso foi crescendo, parcerias foram feitas e desfeitas e o aprendizado mais que triplicou. Em 2018, o curso de Fernanda Pessoa completa duas décadas. “Eu sempre empreendi na minha vida. Isso nasceu comigo e meu instinto de sobrevivência era muito grande sempre. Desde as vendas de doces e salgados”. Bem sucedida em seu empreendimento, a professora de português diz que o financeiro não está em primeiro lugar. “A sociedade não entendia que não era o dinheiro. Queria participar da vida das pessoas, ajudar a transformá-las, ser lembrada por elas pelo meu trabalho e foi assim que eu comecei a brincar do que eu faço hoje”.

 Para ela, a educação no Brasil enfrenta graves problemas. “Hoje nós temos um formato de educação do século 19, professores do século 20 e alunos do século 21. Esse é o grande desafio”. Fernanda esclarece que o trabalho dos professores não é respeitado. “Muitas vezes as pessoas perguntam: ‘‘você só dá aula ou trabalha também”.

“Hoje nós temos um formato de educação do século 19, professores do século 20 e alunos do século 21". Foto: Chico Peixoto/LeiaJáImagens

 O expediente de Fernanda tem início às 8h e as aulas seguem até as 22h. “Nos intervalos eu atendo os alunos. É exaustivo sair daqui todos os dias de madrugada. A gente, professor de verdade, não se preocupa muito com a auto promoção, não fazemos para aparecer. Eu não faço propaganda minha, só divulgo meu resultado quando saem os resultados dos vestibulares nas redes sociais. Nós temos hoje no Nordeste o maior curso de português em quantidade de aluno e resultado em aprovação do país”.

 A professora percebe também que ao longo dos anos, o acesso à universidade tem se tornado mais democrático no país. “Sei que antigamente filho de pobre não tinha espaço em faculdade. Eu noto que essa democratização aumentou absurdamente e vejo uma parte positiva nisso. Mas, me preocupo muito em saber se os alunos estão sorteando as notas deles em cursos que nunca quiseram para entrar em qualquer instituição”.

 Sobre o futuro do curso, o alto número de estudantes e de aprovações, Fernanda é taxativa. “Eu não me preocupo com o tamanho e o quantitativo. Me preocupo com a intensidade. Hoje o curso tem uma quantidade grande de alunos para que eu consiga beneficiar pessoas que não podem pagar. Atualmente, temos 600 alunos que estudam de graça. Então, tenho que trabalhar mais para que a conta se pague. Nós temos um setor de assistência social e selecionamos por renda e não por nota. Acho que ajudar aluno bom é muito fácil, mas ajudar o que não tem oportunidade é mais complicado”.

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Dos palcos do teatro às salas de aula, Bené é um dos criadores do curso “Os caras de pau”

Trabalhar com o público sempre fez parte dos anseios profissionais do pernambucano Benedito Serafim, 28. Aos 13 anos, ele atuava em peças teatrais e espetáculos como ator profissional. Dois anos depois, começou a dar aulas de teatro em Organizações não Governamentais nas periferias recifenses e em áreas de risco. Ele acreditava que a arte e o acesso à educação poderia mudar a vida de muitas pessoas.

 Morador de comunidade carente e com dificuldade financeira na família, Benedito, conhecido popularmente como Bené, teve a oportunidade de se inscrever em um curso técnico de Química Industrial. “Eu não gostava, tudo era monocromático e branco dentro do laboratório. Eu odiava aquilo demais”, relembrou. Anos depois, ele teve a oportunidade de prestar vestibular e escolheu licenciatura em geografia. Foi aprovado na Universidade de Pernambuco (UPE).

Aos 18 anos, Bené se tornou professor e no início da carreira dava aulas em colégios públicos e em alguns cursinhos menores. “Se tornar professor, para mim, foi mais fácil do que para outras pessoas. Eu já tinha uma metodologia com o público que funcionava. O conteúdo aprendi com a faculdade e com a vida”.

A estratégia do empreendimento 'Os Caras de Pau do Vestibular' era fundar algo a preço popular para que o foco fosse para alunos de colégios públicos e estudantes de baixa renda. - Foto: Chico Peixoto/LeiaJáImagens

 Em 2010, após assistir ao filme chamado ‘The Blues Brothers’, na tradução: “Os Irmãos Caras de Pau do Blues”, Bené e outros professores decidiram criar aulas interativas e com apresentações. “No filme, era a história de dois homens que tentam salvar um orfanato através do blues. Usamos a mesma lógica para os aulões e tínhamos a intenção de salvar a geografia. A gente alugava teatros e os alunos adoravam”, explicou.

 O espaço ‘Os Caras de Pau’, localizado atualmente no bairro da Boa Vista, área central do Recife, surge como ‘Os Caras de Pau da Geografia’, inicialmente. “A gente começou a fazer uns aulões em um cursinho de pré-vestibular público que trabalhávamos na época. Fazíamos paródias nos aulões para os alunos da instituição e dava super certo. Todo mundo gostava muito dos roteiros e pediam que o grupo criasse um cursinho nesses mesmos moldes. Por isso, arriscamos em montar nosso próprio estabelecimento”, afirmou Bené.

 Por três anos, Bené e os sócios permaneceram realizando os aulões de geografia. “Como deu certo no início, decidimos abrir para outras disciplinas. Eu era ator, eu escrevia roteiros, montava cenografia e os professores se tornavam personagens dentro da história. Os aulões eram ótimos na união da música, interpretação e conteúdo. Esse era o nosso diferencial. Tudo era pensado. As atuações estavam no boca a boca da cidade e os alunos continuam a cobrar a criação de um cursinho. Mas, é preciso ter coragem para empreender porque um cursinho seria uma responsabilidade muito maior”, pontuou.

 Em 2013, o professor Bené e os sócios decidiram abrir o cursinho com um conceito diferente do que era feito na época. Recife vivia o império das matérias isoladas e os valores eram praticamente impossíveis de serem pagos por pessoas mais pobres. “Eu cresci em comunidade carente, estudamos muito e somos filhos desse crescimento econômico dos anos 2000 e por isso queríamos dar acesso às pessoas que não tinham essa oportunidade. Percebemos que no mercado havia essa brecha porque as isoladas e os cursos eram muito caros”.

“Eu tenho muito orgulho de ver negros, periféricos entrarem nos cursos de direito e medicina e presenciar a população mais pobre ter esse acesso também". - Foto: Chico Peixoto/LeiaJáImagens

A estratégia do empreendimento era fundar algo a preço popular para que o foco fosse para alunos de colégios públicos e estudantes de baixa renda. “Para manter o curso, a gente precisaria de muitos alunos. Enquanto um pré-vestibular cobrava R$ 200 em uma disciplina, a gente cobrava R$ 100 em todas as matérias. Fomos de 300 alunos a 5 mil alunos. Após um tempo, a sociedade se separou e perdemos um pouco de estudantes. Hoje temos um pouco mais de 2 mil”, calculou. No vestibular de 2018, de 1.500 alunos matriculados, foram aprovados quase 600.

Há dois anos, quando a crise começou a dar indícios mais fortes no país, o grupo de professores precisou contratar profissionais para além da educação. “A gente sentiu um pouco na pele de não ter o manejo administrativo. Já éramos professores, empreendedores e nos unimos a um administrador para que ele pudesse nos ajudar a embalar o negócio”. Atualmente, além dos 2 mil alunos, a empresa tem mais de 40 professores e 15 funcionários administrativos. “Hoje eu costumo falar que eu não tenho um trabalho, mas tenho um emprego porque não faço por obrigação, faço porque gosto”.

Para ele, o grande crescimento do curso e a fama que ganhou se deve ao fato de dar mais oportunidades aos que mais precisam. “Eu tenho muito orgulho de ver negros, periféricos entrarem nos cursos de direito e medicina e presenciar a população mais pobre ter esse acesso também. Todos pagam impostos e a universidade é um local de aprendizagem para todos”.

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A jornalista Melina Marcelino, da Fundação Telefônica, participou da Feira do Empreendedor, realizada em Belém. Melina trabalha na criação e produção de programas e projetos educacionais no Canal Futura, com foco em temáticas de defesa da criança e do adolescente, juventudes e educadores.

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Na Feira, a jornalista coordenou um jogo chamado "Se Vira", que faz os jogadores resolverem problemas do dia a dia com poucos recursos. Clique no ícone abaixo e ouça entrevista de Melina a Bianca Souza.

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Na última quinta-feira (17), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pesquisa que mostra o número de desempregados no país. Com mais de 27,7 milhões de brasileiros em busca de emprego, um reflexo da crise econômica dos últimos anos, diversos empreendedores têm encontrado alternativas para driblar a situação com ideias criativas.

Montar seu próprio negócio, faturar uma boa renda mensal e ter sua própria dinâmica de trabalho são os desejos desses microempreendedores. Ao iniciar, muitos não se atentam à formalização da sua atividade, mas realizá-la pode ajudar a contornar as dificuldades econômicas. É o que aponta pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), quando, depois da formalização, cerca de 67% dos entrevistados declararam que se tornar um Microempreendedor Individual (MEI) ajudou a enfrentar a crise.

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Ainda de acordo com a pesquisa, 82% dos microempresários entrevistados declararam que se tornar um MEI facilitou o crescimento do seu negócio.  E como um exemplo dessa migração, há três anos comercializando roupas e sapatos, Edilene Silva, 33, resolveu realizar a formalização de seu empreendimento. “Essa conquista foi o primeiro passo para minha empresa crescer. Os benefícios são muito importantes, agora eu sou assistida pelo INSS e consigo emitir nota fiscal e conquistar mais clientes”, explica a empreendedora.

Para se tornar um MEI, é necessário seguir alguns critérios estabelecidos, como ter um faturamento anual de até R$ 81 mil, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter no máximo um empregado contratado que receba o salário-mínimo ou o piso da categoria. Além de, obrigatoriamente, exercer uma das atividades assistidas pelo programa, a lista pode ser acessada no Portal do Empreendedor, do Governo Federal.

Os deveres de um MEI incluem o pagamento mensal do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), os valores variam de acordo com o segmento de atuação do empreendedor, e realização da Declaração Anual Simplificada (DASN-SIMEI). O LeiaJá conversou com Zafira Peixoto, analista do Sebrae, durante o evento Semana do MEI, no Recife, para entender como funciona o  processo de formalização e qual o momento certo para realizar-lo.

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A especialista ainda pontua a importância da capacitação. “A facilidade na formalização não anula a necessidade da busca de qualificação, que é muito importante para não cometer erros logo no início”, explica. O Sebrae oferece atendimento e consultoria para microempreendedores que desejam realizar o procedimento. O interessado deve comparecer a uma das salas do empreendedor ou assistir uma das palestras e oficinas da Semana do MEI, que em Recife acontece até próximo sábado (18).

Ainda na programação do evento, a partir da segunda-feira (21), o município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, recebe a 5ª edição da Semana do MEI, com diversas palestras e orientações para os interessados em tirar dúvidas sobre a formalização. Além de oficinas direcionadas a dicas de como utilizar as redes sociais e internet como potenciadores de marca. A programação completa você confere clicando aqui.

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O Microempreendedor Individual (MEI) é uma categoria de empresário formalizado que tem uma pequena empresa com faturamento anual de até R$ 81 mil por ano, reconhecido desde 2009.

Com o crescimento do número de empreendedores que recorrem ao MEI para organizar as suas empresas, a participação dessa categoria na economia tem crescido a cada ano. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com o intuito de entender o perfil de gestão financeira e negócios desses empreendedores, a maioria dos MEI (cerca de 77%) nunca buscou capacitação formal na área financeira. 

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O estudo que ouviu mil pessoas entre os dias 14 e 26 de abril também revela que 50% dos MEI prefere registrar os gastos em caderno, e que esse percentual é menor entre os jovens de até 24 anos, mais habituados a usar tecnologia para registrar dados da empresa. Vender fiado também se mostrou um hábito comum entre os MEI, praticado por cerca de 40% dos entrevistados durante a pesquisa. 

Também foi constatado que a minoria, apenas cerca de 44%, já aceita pagamentos em cartão. Apesar das tecnologias disponíveis, 91% dos empresários aceitam dinheiro vivo em transações, enquanto 44% usam os cartões, 40% utilizam depósitos e 29% recebem cheques.    

No que diz respeito à gestão financeira, 66% conseguem manter as contas em dia e 60% guardam comprovantes de despesas, enquanto 48% não fazem previsão de gastos e 39% não registram todas as receitas para fazer o controle das entradas de dinheiro. 

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O mercado de trabalho é, cada vez mais, exigente e são inúmeras as características essenciais para quem quer ter sucesso, seja como empregado ou empreendedor. Entre essas características está a autoconfiança, que nada mais é do que ter confiança em si mesmo. Mas, ao contrário do que muitos pensam, ter esta postura não é tão simples. Mesmo quando se tem muito conhecimento sobre determinado assunto ou talento para executar certo tipo de tarefa, mas não existe confiança no próprio potencial, os resultados não vêm.

A autoconfiança abrange muito mais que ter conhecimentos técnicos ou práticos, experiência de mercado, etc. Trata-se de acreditar no seu potencial, se achar capaz de alcançar seus objetivos, acreditar em si mesmo. É uma característica necessária em tudo o que fazemos. Pessoas autoconfiantes inspiram confiança e transmitem mais credibilidade. Acabam sendo mais influentes e poderosas.

Claro que ninguém nasce autoconfiante e essa característica pode e deve ser desenvolvida com o tempo. E por que ser autoconfiante é tão importante? Pessoas autoconfiantes não recuam diante dos obstáculos que encontram  no caminho pessoal e profissional. Não desistem, mesmo quando tudo parece conspirar contra seus objetivos. Sabem que podem chegar ao sucesso melhorando suas próprias estratégias. Cultivam bom humor, que influencia no ambiente de trabalho, e procuram tentar aprender sempre mais para fazer o seu melhor.

Prezados, o sucesso acontece quando o conhecimento e/ou o talento encontram uma mente vencedora. O que eu quero dizer com isso? É bem simples: conhecimento e talento sozinhos não chegam a lugar algum. É preciso mais que isso. Para ser protagonista, é preciso querer mais. Nossa mente é o nosso melhor trunfo e é preciso usá-la ao nosso favor, saber explorar a sua infinita capacidade de aprender coisas novas e superar desafios.

A história nos traz grandes exemplos: Walt Disney foi demitido de seu trabalho em um jornal por sua falta de imaginação e boas idéias;  Abraham Lincoln perdeu sete eleições antes de se tornar presidente dos Estados Unidos; Steve Jobs foi demitido da própria empresa;  J.K. Rowling foi rejeitada por diversas editoras antes de conseguir publicar o primeiro livro de “Harry Potter”. O que há em comum em todos esses exemplos: eles não desistiram e acreditaram em seu potencial. Uma pessoa com autoconfiança toma para si a responsabilidade sobre seus atos e consegue reunir forças para se levantar e seguir em frente.

A importância da autoconfiança está na capacidade de um profissional se sobressair em ambientes cada vez mais competitivos e que exigem uma postura diferenciada daqueles que almejam alcançar o reconhecimento pelo seu desempenho. Por isso, reúna esforços para se informar rotineiramente sobre tudo o que diz respeito à sua área de atuação e ao meio social no qual você está inserido.

Há uma frase certa: o fracasso chega para todos. A diferença será a maneira como você irá lidar com ele. Quanto mais autoconfiante você se tornar, mais seguro você será em seu trabalho, na realização de seus sonhos e projetos. Ignore críticas destrutivas e foque apenas no seu autodesenvolvimento, dessa forma, você vai conquistar o que deseja e em pouco tempo.

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Pelo décimo ano seguido o Prêmio ORM Empreendedor destaca a qualidade do empresariado paraense. Na noite de quinta-feira (31), no Hangar - Centro de Convenções da Amazônia, em Belém, empresas de diversos segmentos do Estado receberam a premiação pela excelência empresarial e foco no empreendedorismo. Os vencedores foram escolhidos por votação popular. A Universidade da Amazônia (Unama) foi eleita a melhor universidade pelo público.

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Vinte e uma empresas receberam o Prêmio ORM. A escolha das melhores ocorreu por meio de votação do público pela internet, durante uma semana, com uma somatória de quase um milhão de votos. As categorias premiadas foram: academias, cervejas, clínica de diagnóstico, clínica de estética, concessionária, construtoras, cursos de idiomas, colégios particulares, faculdades, farmácias, hospitais, laboratórios, lojas de departamento, loja de materiais de construção, óticas, restaurantes, shopping centers, supermercados, turismo e universidade. Cada categoria teve cinco finalistas. Ao todo, 106 empresas paraenses participaram.

A vice-reitora da Unama, professora Betânia Fidalgo, recebeu o prêmio em nome da Universidade da Amazônia (Unama). Ela exaltou a importãncia da educação superior no Estado e agradeceu aos estudantes e colaboradores da Unama. “Eu queria agradecer a todas as universidades que trabalham em prol do ensino superior aqui no nosso Estado. A Unama ter sido beneficiada com o prêmio é motivo de muito orgulho e eu queria dedicar o prêmio aos 20 mil alunos que todos os dias nos honram com sua presença, e aos mil colaboradores, entre profissionais e professores, que fazem da universidade o que ela é hoje”, enfatizou a vice-reitora.

Guarany Jr., diretor de Marketing das ORM (Organizações Romulo Maiorana) e professor de Comunicação Social, assinalou que a premiação já é consagrada e incentiva a economia do Estado. "Um evento que em seus 10 anos demonstrou porque o Produto Interno Bruto (PIB) do Pará cresce. O Prêmio apresentou inovações com premiações diferenciadas nas categorias. Premiamos no agronegócio, por exemplo, e surgiram empresas na votação que também nós foi uma surpresa positiva", enfatizou. A noite de premiação terminou com show do cantor Latino.

Por Ariela Motizuki.


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A 7ª edição da Parada Criativa, feira de produtos artesanais, chega ao Shopping Plaza neste fim de semana, 2 e 3 de semtebro, com o objetivo de impulsionar o talento autoral local e estimular a economia colaborativa. A mostra vai trazer trabalhos autorias que incluem joias, artigos de decoração, moda, paisagismo, acessórios e artes plásticas, além de opções gastronômicas com produtos veganos.

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Nesta edição, o evento vai contar com novos empreendedores e produtos. As grandes novidades da feira são a marca pernambucana de perfumaria Neroli Aromas; a Jake Cabacinhas, que trabalha com artigos de decoração feitos em cabaça e biscuit; e o ateliê baiano Santo de Barro, com santinhos feitos artesanalmente em argila. Ao todo, estarão presentes 20 marcas. Thais Nakano, a administradora da Neroli Aromas, tem boas expectativas. “O Parada é uma vitrine para conquistar novos clientes e estou animada”.  

Quem visitar a Parada Criativa ainda poderá conferir os produtos da empresa familiar Maria’s Atelier, que mostrará artigos de papelaria, como agenda, fichário, caderno, blocos e nécessaires, artigos para casa e personalizados para festas. Outra novidade é a presença da paisagista e designer floral Tita de Paula, da Dona Jardineira, no sábado (2). No domingo (3), a florista Thaisa Gaspar, da Bureau de Flores, toma conta do local com mais flores e sugestões. 

Ainda participam da feira a Temperia, com especiarias e geleias artesanais, e a Sabor Vegan, que vai oferecer uma linha de antepastos e molhos, geleias alcoólicas e brownies isentos de conservantes químicos, lactose, glúten e proteína animal. No ramo da decoração, estarão as lojas João Sem Nome, AP13 e Coisar. Outras empresas que marcam presença no evento são a Tout Joalheria, Maria Duarte, LB Biojóias, Estilo Xilo, Manilharia e Bela Bordadeira.  

O evento terá entrada gratuita. A ação é uma parceria do Plaza com a curadoria da Casa Viva.

Serviço 

Parada Criativa – 7ª edição 

Plaza Shopping - R. Dr. João Santos Filho, 255 - Casa Forte | Piso L4  

02 e 03 de setembro 

Sábado (10h às 22h) e no domingo (12h às 20h) 

A Faculdade Maurício de Nassau irá realizar nesta sexta-feira (26), às 19h, a Feira do Empreendedor. O evento ocorrerá na cobertura da Faculdade e contará com exposições de produtos das empresas "Le Crush", "My Juice", "Brigaderia da Mãe Joana" e "Jack & Rose".

A feira, realizada pelo curso de Administração, coordenado pelo professor Onildo Ribeiro, contará também com a participação dos alunos do curso de Publicidade e Propaganda. Segundo os professores Alessandro Piñon e Germana Samara, os alunos irão produzir relatórios e desenvolver estratégias de marketing e publicidade. A partir dos resultados serão desenvolvidos peças publicitárias para incentivar possíveis clientes a consumirem os produtos das empresas expositoras.

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Por meio do projeto "Circuito Empreendedor", a Universidade da Amazônia (Unama) realiza na sexta-feira (27) uma série de atividades ligadas ao mundo do empreendedorismo e da gestão. A programação será realizada no campus Unama Ananindeua, na rodovia BR-316. As atividades ocorrerão simultaneamente em diferentes espaços da universidade.

Durante a programação, o público terá a oportunidade de participar de palestras e mesas-redondas com profissionais que se destacam na área da gestão no mercado paraense. Serão ministradas duas oficinas práticas com foco na aplicabilidade do conhecimento em gestão no mercado de trabalho.

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O espaço "Circuito de Orientações" estará disponível para microempreendedores e empreendedores individuais, trazendo temas sobre gestão financeira, gestão estratégica, logística, gestão de RH e gestão de marketing. Ao longo do evento os visitantes poderão circular entre os espaços recebendo materiais educativos, além de tirar dúvidas sobre condutas e procedimentos ligados à gestão.

Participam do "Circuito  do Empreendedor" empresas e instituições parceiras da Unama que irão fazer exposição de seus produtos e negócios, ampliando o olhar para o mercado na área de gestão. O Núcleo de Eempregabilidade e Carreiras da Unama também participa do evento realizando inscrições para vagas de emprego, estágios e cursos, além de testes vocacionais e orientações profissionais. Os interessados em participar das oficinas deverão acessar o site: extensao.unama.br

LOCAL: Unama Campus BR

DATA: 27/ 01/ 2017

HORÁRIO: 08:00 às 16:00h

ENTRADA: Gratuita 

Muitos falam que sonham em atingir o sucesso profissional. Entretanto, a primeira pergunta que devemos fazer ao entrarmos no debate deste tema é: o que é sucesso profissional? Este é um conceito subjetivo e variável para cada indivíduo. No livro “O Ciclo do Sucesso”, o escritor Bryan Tracy publicou os fatores básicos para ter sucesso na sua trajetória profissional e o primeiro deles é ter metas claras.

Para algumas pessoas, o sucesso profissional pode ser o reconhecimento no mercado, atingir o conforto financeiro, poder realizar viagens internacionais, tornar-se chefe, ter o próprio negócio ou alcançar um cargo no alto escalão da empresa.  Para outras, sucesso profissional está ligado a ter mais tempo para a família ou até trabalhar menos tempo durante o dia. “Os objetivos fornecem um claro senso de direção (...). As metas nos proporcionam a sensação de poder, propósito e foco”, cita um trecho do livro.

Como empreendedor, vou mais além. Para atingir o sucesso profissional, precisamos ter sonhos e ideias para transformá-los em um projeto de vida. É preciso traçar metas e, com método, disciplina e muito trabalho, nos esforçarmos para cumpri-las. Dessa forma, o universo irá conspirar a nosso favor.

Sair da zona de conforto é parte essencial na busca da concretização do objetivo. Sucesso e prosperidade consistem em um conjunto de fatores, mas, é muito importante que o que iremos fazer seja algo que gostamos muito de fazer.

No atual mundo globalizado, apenas a formação técnica não é mais suficiente, o investimento em desenvolvimento e qualificação deve ser contínuo e cursos de qualificação são fundamentais. Entretanto, as experiências práticas são essenciais. Para uma carreira bem-sucedida é preciso desenvolver um pacote de competências comportamentais que, hoje, são extremamente valorizadas pelas empresas.

Uma trajetória de sucesso, quase sempre, também inclui momentos de fracasso. O fracasso talvez seja o mais importante professor da vida. É com os pequenos fracassos que nos fortalecemos e adquirimos confiança. Agora, é mister que tenhamos autocontrole e inteligência emocional para suportamos as frustações. Nestes momentos, é preciso ter confiança em si mesmo e, vale ressaltar, confiança não significa arrogância.

A confiança é decorrente do autoconhecimento, de ter clareza sobre suas capacidades e estar comprometido com seus objetivos, de ter convicção de seus valores e segurança ao expor ideias e realizar uma atividade. A confiança é fundamental para sair da zona de conforto, inovar e assumir riscos calculados - características importantes e valorizadas pelo mercado.

O sucesso profissional exige evolução, aplicação prática dos conhecimentos teóricos adquiridos e habilidades comportamentais. Aliado a isso, a ética e sucesso precisam andar de mãos dadas. Não tenham dúvidas, sucesso profissional não é decorrente de sorte. Aliás, sorte consiste na conjugação de conhecimento, habilidades, competência, muito trabalho, não desperdiçar oportunidades e iluminação divina. Além disso, a sorte só ocorre quando a preparação encontra uma oportunidade.

A organização Endeavor prorrogou para o dia 31 de março o prazo de inscrições para o Programa Promessa, que tem como principal objetivo apoiar empresas de perfil empreendedor em todo Brasil. Serão 200 selecionados, espalhados em oito turmas pelas cidades do Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

O programa tem sete meses de duração e é dividido em duas etapas.  A primeira pretende definir o principal desafio frente ao crescimento do negócio. Já a segunda conecta os participantes aos mentores, que são empreendedores ou empresas que apoiam a Endeavor. O mentor é uma espécie de padrinho, que vai acompanhar e avaliar a equipe em pelo menos 3 encontros durante o programa.

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Dois jogos digitais, um do Recife (PE) e outro do Novo Gama (GO) são os grandes vencedores do Prêmio de Desenvolvimento de Jogos de Educação Financeira, iniciativa promovida pelo Sebrae Nacional em parceria com o Banco Central (Bacen).

Além do prêmio de R$ 80 mil para desenvolver o aplicativo, cada um dos autores desses jogos assinarão com o Sebrae um termo de cessão para que os games possam ser disponibilizados gratuitamente no Portal do Sebrae e na Plataforma do Desafio Universitário Empreendedor.

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Moradora do Recife, Aline Cesário, de 24 anos, foi a primeira colocada na categoria Meio Urbano com o game “Mercadinho do Seu Biu”, que permite ao usuário desenvolver um relacionamento com o dinheiro, definir projetos, tomar decisões e conhecer conceitos básicos sobre orçamento e planejamento financeiro.

Mestre em Design e Administração, ela trabalha há seis na Manifesto, uma das empresas desenvolvedoras de games localizada no Porto Digital. “Fico muito feliz de compartilhar esse prêmio com toda a nossa equipe. O Recife já tem uma grande experiência em jogos educativos. Lá no Porto Digital, temos um ambiente propício para desenvolver criatividade e empreendedorismo”, frisou Aline.

Já o primeiro colocado na categoria Empreendedorismo Rural, João Rodrigues, de 34 anos, foi selecionado com o game “Colheita de Empreendedor”, que orienta o usuário a gerenciar uma colheita e a investir na bolsa de valores comprando grãos na baixa cotação e vendendo na alta.

Os jogos foram analisados e classificados por uma banca formada por especialistas em educação financeira e de jogos. “Os jogos são ferramentas estratégicas para estimular o empreendedorismo e aperfeiçoar as capacidades de gestão dos donos de pequenos negócios”, disse a diretora-técnica do Sebrae, Heloísa Menezes.

O keynote principal da Campus Party Recife nesta quinta-feira (24) ocorreu no palco principal do evento e foi apresentado por Sean Carasso, empreendedor social e fundador do projeto Falling Whistles, que procura a encontrar a paz no Congo e auxiliar as crianças presas na guerra. Ele falou sobre como é possível ajudar o mundo e conquistar desafios através de empreendedorismo social.

Carasso comentou sobre o começo de suas viagens pelo mundo, mais especificamente na África ou na República Democrática do Congo, onde encontrou uma base militar tratando crianças como criminosos de guerra e as usando como escudos humanos. “As pessoas faziam festas e me convidavam, e eu gritava ‘crianças estão morrendo’”, comentou Sean. Ele escreveu um blog sobre o assunto e enviou para sua família e amigos, que espalharam pela internet, e para ele esse é o poder do que as ferramentas sendo criadas em lugares como a Campus Party: conectar pessoas ao redor do mundo, dos EUA até o Congo.

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“E então a caminha ‘Falling Whistles’ começou, uma campanha para a paz no Congo”, contou Sean. A campanha começou com Sean e seus amigos vendendo apitos como os das crianças para simbolizar a busca pela paz. “Nós tinhamos cinco apitos e vendemos por US$10 cada, e aí tínhamos $50, e repetimos isso e vendemos mais…. Basicamente nós vendíamos o apito junto com um jornal sobre o assunto”. Conforme a ideia cresceu eles começaram a ajudar os cidadãos do Congo a criar seus próprios negócios e buscaram jovens profissionais para espalhar a palavra pelos Estados Unidos, incluindo em Washington para os políticos. Sean apresentou diversas pessoas que ajudaram a campanha e afirmou que todas trouxeram seus próprios talentos e os usaram para a paz.

“É uma história grande, muitas coisas aconteceram em seis anos, e por que importa? Porque dez, cinco anos atrás isso não era possível”, comentou Sean. “Todo ano mais pessoas entram online, na rede, começam a se comunicar. E mais pessoas podem começar a pedir paz.” Segundo ele, nos últimos quatro anos foi visto mais progresso para a paz do que em décadas antes, graças ao poder da internet. “Eu encorajo vocês a continuar aprendendo as ferramentas e as use para mudar a situação local ou trabalhar com pessoas ao redor do mundo para um mundo mais pacífico.” 

Por fim Sean apresentou o livro Free World Reader, que juntou escritores e artistas de todo mundo para contar mais sobre a guerra do Congo e mostrar como outros líderes, como Gandhi ou Martin Luther King Jr., mudaram conflitos semelhantes ao longo da história. Mais informações estão no site FreeWorldReader.com.

O Microempreendedor Individual (MEI) tem até o dia 31 de maio para apresentar a Declaração Anual Simples Nacional (DASN-SIMEI). O empreendedor precisa estar com a declaração em dia para poder gerar os boletos de pagamentos e não pagar multa. Quem não estiver em dias com os boletos de pagamento do DAS quitados está sujeito a juros e multa na geração das novas guias. Caso não realize o pagamento, pode entrar na inadimplência, que já chega a quase 60% em todo o País.

"A maior parte da tributação paga pelo MEI é INSS, ou seja, a previdência do empreendedor. Trata-se de um seguro pessoal do empresário que ele pode utilizar em caso de acidente ou doença", afirma Bruno Caetano, diretor superintendente do Sebrae em São Paulo, segundo informações da assessoria de imprensa.

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Os Microempreendedores Individuais contemplam atividades como costureira, pintor, cabeleireira, manicure, pipoqueiro, entre outras. O Sebrae ainda ressalta que caso o Microempreendedor permaneça inadimplente, ele será desenquadrado e passará para a categoria de Lucro Presumido. A Declaração pode ser feita através do site da Receita.

 

 

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) divulgou, na última segunda-feira (5), o lançamento de um edital inédito. O Programa de Empreendedorismo Jovem UFPE, voltado ao desenvolvimento e a criação de empresas juniores presentes na universidade, foi publicado pela Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da Pró-Reitoria para Assuntos de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesq).

Ao todo, 25 bolsas são oferecidas, todas com duração de dois anos. Os jovens selecionados irão receber serviços de assessoria, capacitação e orientação e poderão participar de seminários.

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Com inscrições abertas até o dia 5 de junho, podem participar da seleção empresas juniores da UFPE que possuam CNPJ. As que obtiverem estatuto registrado também podem se candidatar. Os alunos devem estar matriculados. O resultado da seleção será divulgado nos sites da Dine e Propesq, no dia 20 de junho. Informações sobre inscrições podem ser conseguidas pelo edital

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