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Após o Ministério da Educação apresentar nesta quarta-feira (17) o programa ‘Future-se’ com o objetivo que universidades federais possam arrecadar mais dinheiro privado, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL) teceu comentários sobre o assunto.

“O Governo tem uma tarefa árdua. Resgatar o Brasil do que o sistema fez com o país. A herança deixada foi nos transformar num dos países com menor desenvolvimento educacional do mundo, segundo o PISA”, comentou o vereador em seu perfil oficial no Twitter.

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A pauta da educação, entretanto, é um dos principais motivos de protestos populares contra o governo. Estudantes pelo Brasil já tomaram as ruas por vezes militando contra os cortes que o governo anunciou nas universidades federais.

Segundo dados do ‘Future-se’, R$ 102,6 bilhões serão destinados às universidades federais por meio do programa. “Os bandidos entram em convulsão, mas dá pra resgatar nosso país”, finalizou o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A partir de hoje (18), a lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) estará disponível para consulta pelas instituições de ensino superior privadas participantes do programa. Todos os candidatos que estão na lista deverão ir às instituições  apresentar a documentação de comprovação das informações prestadas na inscrição.

A lista de espera do Prouni estará à disposição das instituições com a classificação dos estudantes por curso e turno, segundo as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018. O prazo para que os candidatos que integram a lista compareçam às faculdades onde concorrem a uma vaga começa amanhã (19) e vai 22 de julho. A lista com a documentação necessária está disponível na página do ProUni.

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A lista de espera será, então, usada pelas próprias instituições para preencher as bolsas de estudos que não foram ocupadas nas duas chamadas regulares do programa. 

ProUni

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que participaram do Enem 2018. Os estudantes devem ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais. É preciso ainda ter obtido nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem. Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

O Ser Educacional, um dos maiores grupos de educação superior privada do Brasil, mantenedor das marcas UNAMA, UNINABUCO, UNINASSAU, UNIVERITAS e UNIVERITAS/UNG, oferecerá, durante o mês de julho, mais de 50 mil vagas em cursos gratuitos de capacitação. As oportunidades fazem parte do projeto Capacita, que integra o calendário de Responsabilidade Social do Grupo e promove qualificação rápida e gratuita para a população.

O projeto existe há 11 anos e acontece nos meses de janeiro e julho, nas unidades do grupo Ser Educacional, tendo como objetivo oferecer qualificação rápida e acessível para a população. Como consequência, auxilia também no desenvolvimento profissional da região.

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“Nossas Instituições de Ensino Superior estão sempre focadas em promover qualificação profissional para os alunos. O projeto Capacita foi criado com a mesma ideia, mas ampliando esse foco para toda a comunidade na qual estamos inseridos. Ofertamos, de maneira gratuita, cursos de alta qualidade em um curto prazo, que desenvolvem habilidades e preparam os participantes para o mercado de trabalho”, destaca o presidente do Ser Educacional, Jânyo Diniz.

As vagas estarão disponíveis nas diversas unidades do Grupo em todo o Brasil, sendo distribuídas em cursos como comércio virtual, prevenção contra incêndios, aprendendo a mexer na calculadora HP12C, como elaborar um currículo, técnicas de estudo para concurso público, Excel avançado, como vender mais, criando ambientes corporativos com Windows Server, entre outros.

Além de promover a qualificação profissional, o projeto ainda irá arrecadar alimentos que serão doados a instituições de caridade, já que, para participar, os interessados precisarão realizar a doação de um quilo de alimento não-perecível. As opções de cursos e as inscrições estão disponíveis nos links abaixo:

UNAMA 

UNINABUCO 

UNINASSAU 

UNIVERITAS 

UNIVERTIAS/UNG 

Por Paulo Feijó, da Assessoria de Comunicação

O Ministério da Educação (MEC) deu detalhes sobre o programa Future-se, em nota divulgada nessa terça-feira (16). Segundo a pasta, instituições federais de ensino não serão privatizadas. O novo projeto do MEC será lançado nesta quarta-feira (17), ao vivo pela página do órgão no Facebook.

De acordo com o MEC, a apresentação do novo programa foi realizada aos reitores pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, e pelo secretário de educação superior, Arnaldo Lima, na sede do MEC, em Brasília, nessa terça-feira. A pasta ressalta que o Future-se tem o objetivo de "aumentar a eficiência e estimular a inovação da educação superior pública no país."

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O comandante do Ministério afirmou, ainda com informações da nota, que o programa é uma “ponte para o futuro”. “O Future-se é um programa para dar mais liberdade para as universidades e institutos poderem fazer o trabalho bem feito. Queremos dar um caminho de mudança construído a muitas mãos”, explicou.

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A União Nacional dos Estudantes (UNE) convocou para o próximo dia 13 de agosto mais um ato nacional pela educação no Brasil. A convocatória foi anunciada durante o seu 57º Congresso.

O objetivo da entidade é defender o país “de ataques promovidos pelo governo Bolsonaro”. Ainda não há especificidade de como e onde as manifestações se concentrarão, mas a pauta é similar com a dos atos de 15 e 30 de maio.

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No Recife, ambos os atos anteriores tiveram suas concentrações na Rua da Aurora, na frente do Ginásio Pernambucano. O grupo saiu em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista e centro do Recife.

Os atos em prol da educação foram iniciados depois que o Ministério da Educação anunciou cortes em investimentos na área. O ministro Abraham Weintraub e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) também são motivos das críticas.

Com o intuito de discutir o futuro da educação no Brasil e os grandes desafios impostos na atualidade, o 30º Simpósio Nacional de História (SNH), que nesta edição será sediado no Recife, acontece entre os dias 15 e 19 de julho. A solenidade de abertura ocorreu nesta segunda, às 17h30, no Teatro Guararapes.

O encontro promoverá um debate sobre a história no contexto atual e também trará à tona os problemas enfrentados pelos profissionais de educação no Brasil, frente às escolas e instituições de ensino superior. Além de debates, os ouvintes poderão participar de lançamentos de livros, conferências, assembleias e aulas públicas. O objetivo do evento é oferecer um intercâmbio cultural entre docentes e estudantes.

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Sediado no Recife pela segunda vez, o simpósio é promovido de dois em dois anos, pela Associação Nacional dos Professores Universitários de História, ANPUH-Brasil. Além do Centro de Convenções, onde será a abertura, a conferência também ocorrerá na quadra do Colégio Aplicação (CAC-UFPE) e no Hall do CE/UFPE.

Nesta edição, ao todo são 160 simpósios, 30 palestras e 18 conferências. Para participar, os interessados devem acessar a página do SNH e clicar em 'inscrever-se'. Lá também pode ser conferida a programação completa.

Serviço

30º Simpósio Nacional de História

Quando: de 15 a 19 de julho

Onde: Abertura no Teatro Guararapes- Centro de Convenções, a partir das 17h30

Inscrições

Começa nesta segunda-feira (15) e vai até a terça (16) o prazo para participar da lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni). A adesão é feita na página do programa, pela internet

Podem participar da lista de espera os candidatos que não foram selecionados na primeira opção de curso feita na hora da inscrição em nenhuma das duas chamadas regulares do programa. Além disso, podem participar aqueles que foram selecionados para a segunda opção, mas cuja turma não foi formada. Esses estudantes concorrem a vagas para a primeira opção de curso.

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Podem concorrer a vagas para a segunda opção de curso aqueles cujas turmas da primeira opção não foram formadas ou as bolsas da primeira opção não foram disponibilizadas. A relação dos candidatos em lista de espera será divulgada no dia 18. 

Todos os candidatos participantes da lista terão que comparecer, entre os dias 19 e 22 de julho, às respectivas instituições para apresentar a documentação para comprovação das informações prestadas na inscrição.

A lista de espera será usada pelas instituições de ensino para preencher as vagas que, após a primeira e a segunda chamadas, permanecerem disponíveis.

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade. As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais.

É preciso ter obtido ainda nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem. Também podem se inscrever no programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

A Suíça, conhecida como a terra dos queijos e dos chocolates, foi eleita o melhor destino para quem quer morar no exterior. Tal título é apontado na pesquisa realizada pelo HSBC Holdings. O motivo? Bons salários, oportunidades de emprego, excelentes índices de educação, além dos cenários atraentes do país que está localizado na Europa Central.

De acordo com o levantamento do HSBC, 70% das pessoas que se mudaram para a Suíça vivem com altos salários. Elas escolheram construir uma carreira no país, e valorizam a política e a estabilidade econômica que a Suíça oferece.

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Outra pesquisa mais direcionada à questão do emprego foi feita pela Forbes em 2017. O levantamento mostrou que a Suíça ocupa o sétimo lugar no ranking dos dez países que mais recebem trabalhadores estrangeiros. Os Estados Unidos ainda continuam ocupando o primeiro do lugar da lista.

Paulo Francisco, natural de Recife, vive na Suíça há mais de 20 anos. Quando saiu do Brasil para morar fora, ele fez apresentações de capoeira para poder se manter em Genebra, cidade do Sul da Suíça.

Ao mesmo tempo, Paulo resolveu se dedicar mais ao francês, uma das línguas oficiais do país, além do inglês. Esse fato facilitou bastante para o brasileiro conseguir outros empregos posteriormente. “Eu recebi um choque, porque a cultura daqui é totalmente outra, a mentalidade das pessoas é bem mais avançada”, conta.

Para a vida profissional, Paulo Francisco aprendeu, além dos idiomas do país, o espanhol e um pouco de italiano. Trabalhando hoje como vendedor em uma loja de movelaria onde ganha suficientemente bem, Paulo conta que se sente satisfeito no país onde escolheu viver, no qual a saúde, mobilidade, segurança e educação são prioridades. “Aqui o custo de vida é alto, é verdade. Mas aqui a gente tem um retorno. Não tem corrupção, praticante você não vê moradores de ruas, pois são ajudados pelas assistências sociais. Nas ruas você não vê buracos. As ruas são verdadeiros tapetes”.

Segundo a Secretaria de Economia e Trabalho de Zurique, responsável por um guia das profissões mais procuradas por estrangeiros, um motorista de ônibus ganha em média 4.858 francos suíços, o equivalente a mais de R$ 18 mil. Já um agricultor pode ganhar 5.411 fraco suíços, valor que no Brasil ultrapassa os R$ 20 mil.

Intercâmbio na Suíça

Para quem está interessado em trabalhar na Suíça no futuro, um bom caminho pode ser fazer cursos de intercâmbio no país, seja de idiomas ou de especialização. Um exemplo, são as oportunidades para estudar nas próprias universidades suíças. A Universidade de Lausanne está recebendo até 1º de novembro, inscrições para bolsas de mestrado em 42 áreas, entre elas, cursos de inglês e francês. O programa oferece 1600 francos suíços mensais, quase R$ 6.000. Para concorrer as bolsas de mestrado na Suíça, é preciso ter concluído o ensino superior e ter bons resultados acadêmicos. Falar uma das línguas também é um diferencial. A inscrição exige um certificado de proficiência em inglês ou francês. 

Há opções de empresas de intercâmbio brasileiras. A agência de intercâmbio Student Travel Bureau envia estudantes de 16 a 18 anos de idade, para cursarem o colegial em uma das nove escolas da Suíça. Algumas das escolas são: The American School in Switzerland (TASIS), Brillantmont International School, Collège Du Léman, Leysin American School e Collège Alpin Beau Soleil. A instituição de ensino é escolhida conforme o perfil do aluno. Os pacotes ofertados pela STB podem garantir a experiência dos jovens estudarem com alunos de outras nacionalidades, além de proporcionar a vivência em meio as tradições suíças.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), divulgou, na manhã desta sexta-feira (12), o listão dos aprovados no vestibular para o segundo semestre de 2019. Na ocasião, a reitora Anália Ribeiro, juntamente com a equipe da Cvest anunciou os nomes dos primeiros colocados em todas as modalidades dos cursos da instituição. 

Na categoria de curso técnico, o estudante classificado em primeiro lugar foi Valdemar Moreira Cavalcante Júnior, que foi aprovado no curso de técnico em Eletrotécnica (Campus Recife), já na modalidade dos cursos técnicos integrados, a primeira colocada foi Eloysa Copino Mano Marroquim, que obteve a nota  95,38 no curso de eletrotécnica. Dentre os cursos superiores, Sérgio Gabriel Lemos Silva ficou como o primeiro colocado, no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, no Campus Garanhuns. Ele conquistou a nota 80,48 no vestibular.

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A próxima etapa para os feras é a da matrícula, que segundo o edital, começarão a partir do dia 16 de julho. É necessário que os estudantes estejam atentos quanto aos requisitos e solicitações. Todas as informações sobre matrícula, estão disponíveis no edital específico.

Para esta edição, a instituição ofereceu 3.173 vagas para cursos técnicos e superiores, em campi de todo o Estado, incluindo os polos de educação a distância. O IFPE informou que o próximo vestibular será realizado no final do ano. Confira a lista dos aprovados aqui

Com informações da assessoria

Com o intuito de ajudar os estudantes que irão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), assim como outros vestibulares, um aulão de história terá como pano de fundo "A Era Vargas: Populismo e autoritarismo na gênese do Brasil moderno". Para explicar essa conjuntura histórica do Brasil, o aulão será ministrado pela professora Thaís Almeida e contará com a participação do professor Salviano Feitosa. A aula ocorrerá na Faculdade de Direito do Recife, no dia 17 de agosto.

A iniciativa é gratuita, sendo solicitada para a participação apenas a doação de 1kg de alimento não perecível. Todos os alimentos serão doados ao MTST. O evento é uma parceria com o Núcleo de Assessoria Jurídica Popular (Najupe), que é um projeto de extensão da Faculdade de Direito.

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Para garantir a participação, os interessados devem preencher um formulário com algumas informações. De acordo com Thaís Almeida, 80 vagas estão sendo disponibilizadas.

Serviço

Aulão "A era Vargas: populismo e autoritarismo na gênese do Brasil moderno"

Quando: 17 de agosto, das 09h00 às 12h00

Onde: Faculdade de Direito do Recife

Entrada: 1kg de alimento não perecível

Inscrições

O prazo para as instituições de ensino interessadas em participar do Programa Ciência na Escola (PCE) apresentarem suas propostas termina às 23h59 desta sexta-feira (12). O cadastro das propostas tinha se encerrado em 24 de junho, mas foi prorrogado até hoje.

O programa tem por finalidade aprimorar a qualidade do ensino de ciências nos cursos fundamental e médio das escolas públicas, estimulando alunos para as carreiras científicas e qualificando os professores para esse tipo de disciplina, além de fortalecer a interação entre instituições de educação superior e escolas de ensino fundamental e médio.

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“Temos milhões de crianças neste país que têm potencial e só precisam de um empurrãozinho para se tornarem um cientista, um empresário de sucesso, uma pessoa feliz, um cidadão produtivo para o país. Como é que se faz isso? Bom, usamos o que temos para ajudar essa garotada a ter um futuro promissor. É colocar nas mãos deles a possibilidade de estudar, possibilidade de conhecer”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, ao lançar o programa em abril passado.

Serão disponibilizados R$ 100 milhões para instituições apresentarem projetos visando a estimular essa temática nos bancos escolares. Poderão concorrer a esses recursos redes de instituições que envolvam escolas, universidades, centros de ciência e espaços de desenvolvimento científico e inovação. As verbas serão distribuídas em diferentes escalas de projetos, como estadual (R$ 4 milhões), interestadual (R$ 10 milhões) e regional (R$ 20 milhões).

Entre as medidas está prevista também uma chamada pública para destinar recursos a pesquisadores com estudos relacionados ao tema, com foco no ensino de matérias dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. O Objetivo é disseminar a prática científica e aproximar universidades, instituições científicas e tecnológicas e escolas públicas.

Os ministérios vão implementar uma plataforma que ganhou o nome de “Ciência é 10”, voltada à qualificação de professores em assuntos vinculados à área. Professores poderão fazer especialização a distância em ensino de ciências. Além disso, outra plataforma foi desenvolvida pela Rede Nacional de Pesquisa para facilitar o acompanhamento das ações do conjunto do programa.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, que chegou a comparar Lula e Dilma com drogas durante o episódio envolvendo os 39kg de cocaína encontrados em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), terá que prestar esclarecimentos.

Weintraub escreveu que “no passado o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?” e foi duramente criticado pela comunidade parlamentar e por seus seguidores no Twitter.

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Agora, ele tem 15 dias para dar explicações sobre sua declaração. O Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com uma ação por dano moral contra o ministro. A sigla pediu, inclusive, que Weintraub apague a publicação da internet.

Entretanto, o juiz Renato Martins, da 19ª Vara Cível de Brasília, manteve no ar o que Weintraub postou, mas mandou intimar o ministro para que ele apresente sua contestação em 15 dias sobre o possível dano moral causado aos ex-presidentes.

O listão com os nomes dos estudantes aprovados no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) será divulgado a partir do meio dia desta sexta-feira (12). O conteúdo poderá ser acessado no site da Comissão de Vestibulares e Concursos.

Antes da divulgação do resultado geral, os primeiros colocados serão conhecidos e recebidos no gabinete da Reitoria, a partir das 10h. Inicialmente, a data prevista para divulgação dos novos estudantes do IF  era o dia 15 de julho, mas a banca resolveu antecipar a liberação dos classificados.

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O IFPE ofertou no último vestibular 3.173 vagas, em campi de todo o Estado, incluindo os polos de educação a distância. Informações sobre a matrícula, lista de espera e início das aulas estão disponíveis no site da instituição.

Os candidatos pré-selecionados no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm até as 23h59 desta sexta-feira (12), para complementar a inscrição. Para garantir a vaga, o candidato deve prestar informações como nome do fiador, caso seja necessário, e o percentual de financiamento.

A relação com os pré-selecionados foi divulgada na última terça-feira (9). Caso o candidato perca o prazo, as vagas ficarão disponíveis na lista de espera, para todos os candidatos não contemplados na primeira fase.

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A lista serve para que esses estudantes tenham a oportunidade de preencher vagas que não forem ocupadas. Essa etapa ocorre de 15 de julho a 23 de agosto. Para a segunda edição do ano, 46,6 mil vagas foram ofertadas em 1.756 instituições de ensino privadas de todo país.

Com financiamento a juros zero, o Fies é voltado para estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos. Para concorrer ao financiamento, o candidato precisa ter feito qualquer uma das últimas dez edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado média igual ou superior a 450 pontos nas questões e não ter zerado a redação.

Complemente sua inscrição aqui.

P-Fies

Saiu também o resultado para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies). Diferentemente do Fies, no P-Fies os juros são variáveis e as condições são definidas pela instituição de ensino e pelo banco. Para participar, o estudante precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa até cinco salários mínimos.

Os aprovados no P-Fies devem comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição com a qual fechará o contrato para validar suas informações. O P-Fies é por chamada única, sem lista de espera.

A Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) lançou na terça-feira, dia 9, um vestibular voltado para pessoas transgêneras e intersexuais. Trata-se do primeiro processo seletivo na graduação específico para transexuais. Outras universidades já haviam estabelecido cotas para esse público, mas dentro de seus processos seletivos habituais.

De acordo com edital divulgado pela instituição, uma das 68 universidades federais do País, os candidatos poderão concorrer a 120 vagas nos câmpus do Ceará e da Bahia. As vagas são para 19 cursos de graduação em várias áreas, como Administração Pública, História, Enfermagem e Pedagogia. Os selecionados começarão as aulas no dia 30 de setembro.

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Para concorrer, os candidatos terão de redigir um texto com um relato sobre sua história de vida, trajetória escolar e expectativas sobre o ingresso em uma universidade pública. Também deverão entregar uma autodeclaração, com a indicação de sua identidade de gênero (travesti, transexual, não-binário ou intersexual). As categorias, segundo a universidade, são definidas em glossário da Organização das Nações Unidas (ONU).

Uma instituição que realiza trabalho com o público LGBT deve confirmar a autodeclaração do candidato. Os estudantes selecionados nessa etapa terão seus relatos avaliados e ainda passarão por um teste de redação em Língua Portuguesa, que pode contemplar temas como os desafios da família contemporânea, prevenção ao bullying e políticas de inclusão social no mercado de trabalho e na universidade.

As demais vagas da universidade, voltadas para brasileiros, continuam sendo ocupadas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que leva em conta as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como a Unilab funciona em parceria com países lusófonos, para alunos estrangeiros, o processo consiste em avaliação do histórico escolar e prova de Redação.

Inclusão

O novo vestibular da Unilab foi celebrado por grupos voltados à promoção dos direitos de pessoas transgêneras e intersexuais. Para Sara York, uma das coordenadoras do Instituto Brasileiro Trans de Educação, a medida é importante para garantir o acesso desse público à universidade.

"É para que atenda a uma população que, historicamente, está fora dos processos escolares em nível nacional e internacional", diz ela, que é travesti e mestranda em Educação pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

A proporção de graduandos nas instituições federais de ensino superior que se declaram trans é de 0,2% do total em todo o País, segundo a última pesquisa sobre o perfil socioeconômico dos estudantes, realizada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

"Alunos transexuais e travestis, bem como alunos intersexo, ao alcançarem a puberdade, tem maior dificuldade porque as próprias representações dentro do campo educacional são inexistentes", comenta Sara. Para ela, a entrada de estudantes trans também amplia a diversidade no câmpus. "Ao inserir esse aluno, há uma série de mudanças de todos que compõem o espaço, o corpo docente, o discente. Todo mundo melhora."

Outras iniciativas

Outras iniciativas para inclusão de pessoas transgêneras em universidades públicas já foram adotadas, mas com menor alcance do que a proposta da Unilab. No ano passado, por exemplo, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) abriu edital de vestibular com cotas para transexuais, travestis e transgênero.

Na sequência, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) abriu edital com reserva de vagas para negros e sobrevagas para indígenas, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades, transexuais, travestis e transgênero.

A Universidade Federal do ABC (UFABC), na Grande São Paulo, também reservou vagas para pessoas transgêneras no ano passado. E, neste ano, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) abriu cotas a indígenas, quilombolas e pessoas trans.

Cotas para trans na pós-graduação também têm se tonado mais comuns nos últimos anos. Universidades como a Federal de Santa Catarina (UFSC), a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) já adotaram essa modalidade de seleção em cursos de mestrado e doutorado.

Resistência

As iniciativas, porém, enfrentam resistências. Um dos editais, que reservava duas vagas na pós-graduação da UFRJ para pessoas que se autodeclaravam travestis e transexuais, chegou a ser suspenso no ano passado após ser contestado por uma ação popular movida pelo pastor Tupirani da Hora Lores.

O juiz federal Antonio Henrique Correa da Silva, entendeu que houve "possível comprometimento do caráter público da seleção". Somadas a outras cotas, segundo o juiz, mais da metade das vagas em disputa estavam subtraídas à ampla concorrência. Para o juiz, houve um esvaziamento do "critério universal do acesso aos níveis superiores do ensino segundo a capacidade de cada um".

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) comunicou esta semana que serão reduzidos 12,38% do valor global destinado ao serviço de limpeza da instituição. O dado equivale a R$ 1,08 milhão a menos no orçamento. De acordo com o anuncio feito no site da universidade, a medida é emergial e precisou ser tomada em função do recente bloqueio de 30% na educação superior, realizado pelo governo federal. 

De acordo com a UFBA, os serviços de limpeza nas áreas internas estão mantidos. Contudo, as áreas externas serão afetadas com a redução. O contrato com a empresa de prestação de serviço de limpeza será prorrogado por mais seis meses, já com a diminuição da verba. 

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Segundo o comunicado da instituição, nove unidades da área de saúde, que são amparadas pelo contrato, serão preservadas em razão dos riscos de contaminação. São elas: Instituto de Ciências da Saúde, Faculdade de Odontologia, Hospital de Medicina Veterinária, Faculdade de Farmácia, Faculdade de Medicina da Bahia, Escola de Enfermagem, Escola de Nutrição e Instituto de Saúde Coletiva, em Salvador; e Instituto Multidisciplinar em Saúde, em Vitória da Conquista.

''Ciente de que qualquer redução em um de seus maiores contratos de serviço terceirizado não apenas afeta a qualidade do serviço prestado, como também dá ensejo à supressão de postos de trabalho ocupados por profissionais caros à comunidade universitária, a administração central da UFBA procurou adotar medidas que resultassem no menor impacto possível na vida da Universidade e nas dos membros de sua comunidade'', informou a Universidade.

Recém empossada, Denise Pires de Cravalho, nova reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), falou da crise econômica enfrentada pela instituição. Em sua fala, a nova gestora alertou sobre a necessidade de reverter o contigenciamento de verbas realizado pelo Ministério da Educação (MEC).

Na ocasião, a reitora disse que o pagamento das contas de água e de luz não é feito desde janeiro e que vai buscar soluções para não deixar a universidade parar. Denise já tem uma reunião agendada com o MEC para discutir o futuro da UFRJ, que, segundo a gestora, está desde janeiro com contas de água e de luz atrasadas. A reitora também falou que vai buscar a liberação de 20% dos R$ 43 milhoes liberados pela bancada parlamentar.

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“Das instituições federais, a UFRJ é a que está em situação mais grave. Não temos dinheiro para honrar contratos vigentes. As outras conseguem se manter até julho, o dinheiro da UFRJ acabou em abril. A luz não é paga desde janeiro, a água há 24 meses e serviços de segurança e limpeza também estão com atraso. Sem luz, os hospitais e laboratórios param e há o risco de perda de estudos de laboratórios de mais de uma década. Vamos buscar uma solução porque não podemos deixar a universidade parar”, afirmou Denise.

Denise Pires Carvalho é a primeira mulher a ocupar a Reitoria em 100 anos. Ela concluiu mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) em 1989 e doutorado em Ciências em 1994. Cerca de 140 trabalhos de Denise já foram publicados e apresentados no Brasil e no exterior. 

Que o sistema prisional e socioeducativo brasileiro está longe de ser bom, disso ninguém duvida. Nossa realidade é de prisões mal-cuidadas, com superlotação e sem nenhuma estrutura que possibilite a real ressocialização do detento ou o desenvolvimento de ações socioeducativas com os adolescentes apreendidos. Como resultado, temos apenas “depósitos de gente” que, em vez de cumprir o papel que lhes era devido, acabam por atuar totalmente na contramão.

Segundo o World Prison Brief (WPB), o Brasil tem a terceira maior população carcerária em número absoluto do mundo, com 714 mil detentos (dados de 2019), atrás apenas de China e Estados Unidos. Claro que somos um país gigante e, como tal, é esperado que se tenha mais presos, mas, ao mesmo tempo, essa população só faz aumentar e não se vê esforços do poder público para agir em contrário. Pensa-se em endurecer as leis, aumentar as penas, até em construir mais presídios, mas não se pensa no que fazer com os indivíduos enquanto estão privados de liberdade. Jogados nas prisões desaparelhadas, eles não têm a oportunidade de mudar de vida e saírem de lá pessoas melhores e de fato arrependidas de seus erros. Como é comum se dizer, prisões no Brasil são “escolas de crime”, que só marginalizam ainda mais seus ocupantes.

A ociosidade dos detentos não lhes faz bem de maneira alguma – nem a eles, nem à população, que, afinal, está pagando por sua manutenção no presídio. Pagamos, portanto, por um “intensivo de criminalidade”, de onde o recluso sai ainda mais especializado. É claro que, felizmente, muitos aproveitam o tempo de pena de maneira extremamente positiva e buscam refazer a vida em seguida, mas estes ainda são minoria. É muito animador ler nos jornais que pessoas privadas de liberdade são aprovadas em exames como o Enem e terão, então, a chance de evoluir socialmente. Esse é um direito que não se pode negar a ninguém, por mais erros que a pessoa tenha cometido na vida.

O mesmo ocorre nas unidades socioeducativas, que recebem adolescentes infratores. Nestes, a situação é ainda mais delicada. Crianças e adolescentes estão em fase de formação de caráter e, por isso, precisam de um acompanhamento especial, ainda mais próximo e, por que não dizer, acolhedor. Eles normalmente já vivem uma realidade tão degradante em seus locais de origem que, quando apreendidos por alguma infração, deveriam ser educados com mais força. É imprescindível que haja programas de formação e educação nestas unidades – como há em muitas – que deem a oportunidade a esses adolescentes de, após cumprida a medida socioeducativa, dar um novo rumo à vida, afinal, ainda estão no começo dela.

É até de espantar quando ouvimos, por exemplo, que, em 2017, a Holanda havia fechado 24 prisões por falta de presos. Era tanto espaço vazio que havia detentos noruegueses cumprindo pena naquele país. Claro que há diversos fatores para o baixíssimo índice de criminalidade e prisões na Holanda, mas não há dúvidas de que a educação tem papel fundamental nesse status – tanto dentro, quanto fora das penitenciárias. O Brasil precisa passar a adotar, de fato, o modelo de ressocialização, e não apenas o de privação de liberdade. A ociosidade sem um projeto de educação e desenvolvimento pessoal nunca levará ninguém a uma real melhora de vida.

O Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) abriu inscrições para o Programa de Pós-Graduação em Educação. Para o mestrado, estão sendo oferecidas 73 vagas e os candidatos tem até o dia 17 de julho para participar da seleção. Já para o doutorado são 42 vagas, com prazo iniciando em 24 de julho até 6 de agosto. A seleção é referente ao ano letivo de 2020.

As linhas de pesquisa disponíveis são Didática de Conteúdos Específicos”; “Educação e Espiritualidade”; “Educação e Linguagem”; “Formação de Professores e Prática Pedagógica”; “Política Educacional, Planejamento e Gestão da Educação”; “Subjetividades Coletivas, Movimentos Sociais e Educação Popular” e “Teoria e História da Educação”.

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Para efetivar a participação no processo seletivo, é preciso preencher o formulário disponível no site do programa e entregar a documentação exigida no edital em formato de cd ou pendrive, no horário das 08h às 17h na secretaria da pós-graduação do CE.

O certame contará com análise curricular; o resultado está previsto para sair em dezembro. O Centro de Educação fica no Campus Recife da UFPE, na Avenida Professor Moraes Rego, 1235, no bairro da Cidade Universitária.

Valorização da base educacional é extremamente importante para um país que busca uma universidade forte e de qualidade. Foto: Pixabay

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O sistema de cotas no Brasil não foi implantado como uma solução definitiva para resolver discrepâncias educacionais. Quando criado, foi pensado apenas como intervenção temporária, estabelecida para durar somente por cinco anos. A medida foi imposta depois de uma longa mobilização dos movimentos sociais para ampliar o acesso da população negra ao ensino superior. Visava, sobretudo, corrigir desigualdades históricas.

Nesses cinco anos, o sistema de cotas buscava um maior número de negros, índios e demais minorias nas universidades, bem como uma boa inserção deles no mercado de trabalho. Somente assim, seria possível que as próximas gerações de variadas raças do Brasil pudessem ter igualdade de oportunidades, sem a necessidade da inclusão de quaisquer ações afirmativas.

No entanto, para a professora de pedagogia e representante da Comissão de Implementação do Combate ao Racismo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Auxiliadora Martins, a obtenção desses resultados esperados pela implantação das cotas não poderia ter dado certo em apenas cinco anos.

“O Brasil tem 519 anos e praticou escravismo criminoso por mais de 350 anos. Você estipular um prazo de cinco, dez anos, para fazer a correção de um sistema com desigualdade, perpetrado pelo Estado, é um pensamento ingênuo”, explica a docente.

Ela argumenta ainda que para um mundo sem cotas, no âmbito da educação, é necessária uma intervenção, primeiramente, na educação básica. “Pode até existir um mundo sem cotas, quando a Lei 10.639, que orienta escolas públicas e particulares de todos os níveis e modalidades de ensino for efetivamente implementada”, salienta Auxiliadora.

A lei introduz saberes africanos e afrodescendentes no currículo escolar, contudo não foi implantada como prevista em todas escolas, nem nas universidades. “Se a universidade e escolas não trabalham os conteúdos da educação étnico-racial e antirracista, como vai haver essa consciência de respeito e igualdade social?”, questiona Auxiliadora.

Para José Bento, a política de cotas é um 'mal necessário'/Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens

Para o professor e vice-coordenador do núcleo de estudos afro-brasileiros da UFPE, José Bento, a política de cotas é um “mal necessário”. Ele ressalta que pensar em um outro mundo é possível, inclusive, sem cotas. No entanto é imprescindível que haja mais ações de conscientização acerca de pontos relacionados à igualdade étnica, racial, social e de gênero.

“Você pode até dizer: ‘Olha, todos nós somos humanos’. Sim, mas a forma de tratamento que se dá aos diversos grupos humanos não é equitativa. Então é preciso, sim, criar políticas para atender esses grupos que foram historicamente marginalizados. Acredito que a cota é algo a ser vencido em determinado período (a longo prazo)”, afirma o docente.

Antes e depois das cotas

Os resultados do sistema de cotas são vistos por Emanuelly Araújo, de 19 anos, como um fator positivo. Acadêmica de jornalismo e ingressante no curso da UFPE como cotista, ela reconhece que graças às ações afirmativas ganha impulso para concluir sua graduação.

A discente enxerga as cotas como meios de oportunidades e ressalta que, antes dessa intervenção, as desigualdades enfrentadas por seus pais e seus avós eram muito mais acentuadas do que atualmente. “É possível pensar em um mundo sem cotas?”, questiona a estudante. 

Emanuelly salienta que, mesmo com as oportunidades alcançadas com as cotas, ainda se depara com vários embates para se manter no mesmo nível de classes privilegiadas da sociedade. Sua rotina diária começa muito cedo, incluindo a dependência de transportes públicos lotados para chegar até o estágio. Ela ainda precisa de bolsas concedidas para se alimentar durante o almoço, de estudar durante a tarde e fazer o longo caminho de volta para casa.  

Dificuldades semelhantes também são vivenciadas por Hellena Rachel, estudante de medicina da UFPE e também ingressante universitária, através do sistema de cotas, em 2014. Em uma turma de setenta alunos, ela é um dos poucos alunos beneficiados pelas ações afirmativas. “A diferença maior não é cognitiva. Na verdade, é o contrário, eu tive que estudar mais para chegar no mesmo nível dessas pessoas que possuem um determinado privilégio que não tenho”, explica a estudante.  

 “O estudante cotista precisa de auxílios para estar na universidade, porque ele precisa fazer diversas outras coisas, para estar no mesmo nível dos demais estudantes com privilégios”, endossa a acadêmica.

A assistente social da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Fabiana Costa, avalia que estudantes cotistas, muitas vezes, precisam trabalhar ou depender de assistência estudantil para conseguir dar seguimento ao curso. Isso se deve, principalmente, às inúmeras dificuldades existentes fora da vida acadêmica.

Responsável pela assistência estudantil na Universidade, ela explica que trabalha com o critério socioeconômico e - dentre outros aspectos - os da questão racial influenciam diretamente nesse contexto. “Em geral, estudantes bolsistas, que são considerados em situação de vulnerabilidade socioeconômica, são pardos ou pretos”, ressalta. “Fatores como transporte para chegar até a universidade dos que possuem residências distantes da universidade, alimentação, além de outras dificuldades, superam questões exclusivamente pedagógicas”, garante Fabiana.

Ela também salienta que, apesar dessas dificuldades, uma pesquisa realizada na UFRPE revelou que, em relação à taxa de sucesso (alunos formados, comparado aos que entram naquele ano), os estudantes bolsistas têm apresentado uma melhor avaliação que os demais.

Discrepâncias na educação também foram avaliadas por um estudo, realizado em 2017, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e IBGE, incluindo aspectos de renda, trabalho e educação. O levantamento  mostra que há forte desigualdade na renda média do trabalho: R$ 1.570 para negros, R$ 1.606 para pardos e R$ 2.814 para brancos. Na educação, a taxa de analfabetismo é mais que o dobro entre pretos e pardos (9,9%), do que entre brancos (4,2%), de acordo com a PNAD Contínua de 2016.

No acesso ao ensino superior, de acordo com a PNAD Contínua de 2017, a porcentagem de brancos com 25 anos ou mais que têm ensino superior completo é de 22,9%.Também supera a porcentagem de pretos e pardos com diploma: 9,3%.

Na época do anúncio do levantamento, em 2017, o coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, explicou que problemas estruturais e baixa escolaridade são algumas justificativas para a dificuldade enfrentada por negros e pardos, dentro desse contexto de desigualdade.

Como as cotas podem ser aprimoradas?

Na concepção de alguns especialistas, para que o sistema de cotas obtenha sua devida finalidade de equidade social, é preciso pensar, desde medidas estruturais a mudanças em alguns critérios. De acordo com o pesquisador e doutor em economia, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Álvaro Mendes Júnior, é necessária a exclusão do critério racial das cotas para que ela finalmente seja eficaz. Ele, que é autor de artigos científicos sobre cotas por várias instituições de ensino, entende que o sistema de cotas reduz a eficiência do ensino universitário, ao admitir um conjunto significativo de alunos, com uma base intelectual menor do que seria admitido em um sistema concorrencial.

Segundo seu estudo, realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a inclusão de pretos e pardos já aconteceria somente com a utilização de um recorte de renda. Na prática, para cada 100 vagas, seriam cinco negros que ingressariam na universidade, no lugar de cinco brancos. Ele explica que isso aconteceria, pois é maior o número de negros em classes socioeconômicas baixas.

“Enquanto os governos brasileiros investem os seus esforços no sistema de cotas, não temos discutido as grandes reformas educacionais necessárias para um aumento efetivo da qualidade geral da educação brasileira. Por exemplo: convênios e subsídios às escolas e universidades confessionais, homeschooling, fim da BNCC, sistema de vouchers, inversão da pirâmide de gastos em educação (hoje investe-se proporcionalmente pouco no ensino básico, em comparação com o ensino superior) e a elaboração de projetos especiais em áreas como o Latim e a Filosofia Perene”, salienta Álvaro.

Álvaro endossa que há todo um conjunto de indivíduos que está sendo prejudicado, por ter o seu acesso à universidade negado, em detrimento da reserva de vagas para os grupos cotistas. Além disso, o professor está entre os que postulam a existência de danos para os próprios estudantes cotistas:

“São casos em que os estudantes acabam por falhar na progressão ao serem admitidos em universidades ou cursos com um nível de dificuldade maior do que conseguiriam acompanhar. É a chamada ‘Mismatch Hypothesis’. Em estudos que realizei a partir dos dados da UERJ, o baixo rendimento de alunos cotistas em carreiras de Exatas é um indício claro de que este fenômeno também acontece no Brasil”, garante Álvaro.

Já para Helio Santos, um dos militantes históricos do movimento negro e uma das primeiras vozes de luta pela implementação de cotas no país, a lei de cotas raciais deve ser mantida, mas avanços precisam ser aprimorados, como medidas, fiscalizações e punições mais rigorosas devem ser melhores aplicadas, no intuito de combater possíveis fraudes.

Em uma publicação da ‘Rede Brasil Atual’, ele afirma que, embora cotas sejam vistas como um “remédio amargo”, essas políticas específicas não serão eternas. “No Brasil, devem durar no máximo 25 anos, quando se tiver reduzido essas distâncias – que aqui não são sociais, são raciais – quando isso acontecer, podemos esgotar essas políticas e pensar em outras, generalistas”, avalia Helio.

O que já disseram outros especialistas sobre as cotas 

“A política de cotas foi a grande revolução silenciosa implementada no Brasil e que beneficia toda a sociedade. Em 17 anos, quadruplicou o ingresso de negros na universidade, país nenhum no mundo fez isso com o povo negro. Esse processo sinaliza que há mudanças reais para a comunidade negra”.

Frei David Santos, diretor da Educafro - organização que promove a inclusão de negros e pobres nas universidades por meio de bolsas de estudo (Agência Brasil, 2018)

“Considero uma medida complementar às cotas nas universidades.O raciocínio imediato mostra ser necessário criar condições para que os jovens saiam das universidades e possam exercer suas profissões. Neste caso, é bom lembrar que o Brasil é um importante empregador. Os concursos públicos são visados por todas as camadas sociais por proporcionar a estabilidade”.

Vantuil Pereira- professor do Núcleo de Políticas em Direitos Humanos (NEPP-DH), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - (Folha Dirigida, 2012)

“São políticas afirmativas do direito de todos os seres humanos a um tratamento igualitário e respeitoso. Assim é que se constrói uma nação”

Ayres Britto- Ministro do STF, na votação sobre a constitucionalidade das cotas, em 2012

Como funciona o sistema de cotas em outros países:

Reportagem faz parte do especial "Para que servem as cotas?", produzido pelo LeiaJá. O trabalho jornalístico explica a importância das cotas para a equidade e democratização dos espaços de educação brasileiros. Confira as demais reportagens:

1 - Cotas: sanção da lei marca o ensino superior

2 - A perspectiva social que explica a criação das cotas

3 - Cotas raciais valorizam diversidade no ensino superior

4 - Saiba como funciona as Comissões de Verificação de Cotas

5 - Inclusão de pessoas com deficiência marca Lei de Cotas

6 - Cotas rurais garantem ensino ao povo do campo

7 - A aldeia no campus: cotas e reparação histórica aos índios

8 - Cotas para trans esbarram em preconceito no ensino básico

9 - ProUni: inclusão social no ensino superior particular

10 - O que é mito e o que é verdade sobre a Lei de Cotas?

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