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O dólar à vista encerrou o pregão desta sexta-feira, 6, no nível dos R$ 4,14. Com isso, acumulou queda de 2,21% nos primeiros cinco pregões de dezembro, na maior oscilação negativa semanal desde meados de outubro. No pregão desta sexta-feira, principalmente na parte da tarde, a divisa americana mostrou enfraquecimento generalizado frente às moedas de emergentes e o Brasil não fugiu à regra. Impactaram também no recuo da cotação por aqui o bom humor dos agentes com relação aos dados mais fortes de retomada da economia local e o contexto sem notícias relevantes no campo político para dar o contraponto.

Na parte da manhã, o dólar teve um momento de alta após a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho em novembro nos Estados Unidos, que vieram melhor que o esperado. Outro fator considerado foi o retorno do estresse que houve na semana passada, quando o dólar buscou os R$ 4,28.

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Para um operador que acompanha o segmento de câmbio, o intervalo entre R$ 4,15 e R$ 4,20 é mais positivo e considerado confortável tanto para o mercado quanto para o Banco Central. "Nesse ponto, não deve haver intervenção, mas os R$ 4,25 poderiam ser um teto velado", afirmou.

Em relatório divulgado hoje, a agência de classificação de risco Fitch Ratings reviu suas projeções, apontando o dólar fechando o ano em R$ 4,20. No ano que vem, com o maior crescimento da economia, a moeda deve encerrar 2020 em R$ 4,00 e ao final de 2021, terminar em R$ 3,90. A agência elevou a estimativa para o PIB brasileiro no ano que vem, de 2% para 2,2%. "A Fitch projeta que o crescimento brasileiro se acelere em 2020", ressalta o texto.

A próxima semana será marcada por decisões importantes de política monetária tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, pelo Federal Reserve (Fed), e na Europa pelo Banco Central Europeu (BCE), o que deve impactar o movimento da moeda local.

Felipe Pellegrini, gerente de tesouraria do Travelex Bank, vê tendência de valorização para o dólar na semana que vem, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve anunciar mais um corte na taxa básica de juros, a Selic. "Essa semana o câmbio está bem comportado, mas a expectativa por mais um corte no juro básico é mais um elemento que pode pressionar a moeda para cima".

O dólar à vista fechou em queda de 0,99%, a R$ 4,1469. No segmento futuro, o recuo foi de 1,06, a R$ 4,1455. O volume financeiro foi de R$ 18,29 bilhões.

O dólar recua na manhã desta sexta-feira (6) acompanhando a queda predominante da moeda americana no exterior em relação a outras divisas emergentes em meio a expectativas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Mais cedo, a divisa americana registrou uma alta pontual no mercado doméstico, em ajuste após ter recuado nas quatro sessões anteriores, para fechar na quinta-feira (5) em R$ 4,1882 - menor cotação desde o dia 13 de novembro.

O soluço de alta da moeda americana ocorreu em meio à divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, que subiu 0,51% - maior para o mês desde 2015 (+1,01%) e superior ao aumento de 0,10% em outubro. Contudo, está predominando a influência de baixa vinda do exterior em meio a expectativas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O governo chinês informou que irá isentar de tarifas de parte da soja, da carne de porco e de outras commodities importadas dos EUA. Além disso, os agentes de câmbio mantêm otimismo com a recuperação gradual da economia interna.

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O resultado do IPCA ficou acima também da mediana das estimativas, de 0,47%, e dentro do intervalo captados pelo Projeções Broadcast (de 0,19% a 0,58%). A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,12%. O IPCA em 12 meses ficou em 3,27%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 2,95% a 3,34%, mas acima da mediana de 3,23%.

Às 9h57 desta sexta, o dólar à vista caía 0,09%, a R$ 4,1845. Na máxima, subiu a R$ 4,1915 (+0,08%). O dólar para janeiro de 2020 recuava 0,05%, a R$ 4,1880.

Além do IPCA, o IBGE informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve elevação de 0,54% em novembro, após aumento de 0,04% em outubro. A taxa de novembro foi a maior para o mês desde 2015. Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 3,22% no ano de 2019, além de avanço de 3,37% em 12 meses. Em novembro de 2018, o INPC tinha sido de -0,25%.

Já o Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi) subiu 0,11% em novembro, após uma elevação de 0,19% em outubro, revelou o IBGE. No ano de 2019, o índice acumulado ficou em 3,80%. A taxa acumulada em 12 meses foi de 4,03%.

O dólar engatou a quarta queda consecutiva e fechou o dia na menor cotação desde o dia 13 de novembro. A moeda americana caiu 0,34%, para R$ 4,1882. O movimento foi influenciado pelo enfraquecimento do dólar no exterior, em meio à perspectiva de que avancem as conversas dos Estados Unidos com a China até o dia 15, quando novas tarifas devem entrar em vigor. Na parte da tarde, o Ibovespa foi a 111 mil pontos e operadores reportaram entradas de recursos para a Bolsa, movimento oposto do observado pela manhã, quando houve operação grande de saída de capital. O dólar não fechava abaixo do patamar psicológico de R$ 4,20 desde o dia 22 de novembro.

Na parte da manhã, traders destacam que uma operação de saída de capital pressionou, levando o dólar a R$ 4,22. O responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagen, disse que a pressão durou até a definição do referencial Ptax (que é usado como base em contratos cambiais), possivelmente por conta de a operação ser liquidada nesta taxa. Em seguida, o real passou a acompanhar outras moedas emergentes.

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O gerente de tesouraria do Travelex Bank, Felipe Pellegrini, ressalta que, na falta de notícias mais significativas, o dólar oscilou na sessão de hoje por causa de questões técnicas - como fluxo de remessas de companhias ao exterior - e, na parte da tarde, ao sabor da variação das divisas globais. "Na falta de alguma notícia mais forte, o Brasil câmbio acabou flutuando à reboque do exterior."

Nesta quinta-feira, 5, a moeda americana chegou a tocar pontualmente em R$ 4,17 no início da tarde. Enquanto o Ibovespa batia em 111 mil pontos, o Credit Suisse divulgou relatório em que vê chance de o rating soberano do Brasil ser elevado em 2020, em meio ao avanço das reformas fiscais e do maior crescimento da economia. O banco suíço projeta avanço de 2,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano que vem e 2,7% em 2021.

As taxas de juros negociadas no mercado futuro oscilam em alta na manhã desta quinta-feira (5) alinhadas ao avanço do dólar, que transita em torno do patamar dos R$ 4,22 nos mercados à vista e futuro. A agenda doméstica é mais fraca nesta quinta-feira e teve como destaque doméstico, até agora, apenas os dados do setor automobilístico de novembro, divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Os dados mostraram queda de 7,1% na produção de veículos no mês passado, na comparação com outubro. Sobre novembro de 2018, houve queda de 21,2%.

A ocorrência de leilão de títulos prefixados do Tesouro nesta quinta-feira poderia ser fator extra de pressão sobre os contratos de DI, mas operadores afirmam que ainda é cedo para algum movimento nesse sentido, uma vez que o Tesouro ainda não divulgou os montantes de LTN e NTN-F a serem ofertados.

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Às 10h20, o contrato de DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 4,69%, ante 4,67% do ajuste de ontem. O vencimento de janeiro de 2023 projetava 5,85%, ante 5,82%. O DI para janeiro de 2025 ajustava a taxa para 6,44%, de 6,42% do ajuste anterior.

Depois dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) e da produção industrial, as atenções se voltam agora ao resultado do IPCA de novembro, que será divulgado nesta sexta-feira.

Será o último indicador econômico da semana que antecede a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que no próximo dia 11 decide sobre a taxa Selic.

O dólar chegou a ensaiar queda mais forte nesta quarta-feira, 4, mas perto do fechamento o movimento perdeu fôlego, assim como ontem. Mesmo assim, a moeda americana fechou a R$ 4,2023 (-0,08%), a terceira queda seguida. A perspectiva de aceleração da atividade, hoje alimentada pela divulgação da produção industrial de outubro, com alta de 0,8%, ajudou a estimular as vendas de dólares. O cenário externo hoje mais favorável, por conta de notícias de que Estados Unidos e China estão mais próximos de um acordo comercial, também contribuiu para enfraquecer o dólar ante divisas de países emergentes.

O dólar chegou a cair para R$ 4,18 na mínima do dia, mas o movimento perdeu fôlego, assim como ontem, perto do fechamento e a moeda voltou para o nível de R$ 4,20. Segundo um gestor, como a avaliação é que a moeda americana deve permanecer neste patamar por agora, quando recua abaixo de R$ 4,20, atrai compradores.

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Na avaliação de José Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos (WIA), o enfraquecimento da moeda americana levou o real ao que é considerado o primeiro suporte, de R$ 4,18. "Aí chama comprador, afinal, da máxima de quase R$ 4,28 na semana passada, para esses R$ 4,18 são pouco mais de 2% de desvalorização em poucos dias", ressalta.

De acordo com o profissional, a configuração do dólar para o curto prazo é de baixa - até porque há uma espera pelo dia 15 de dezembro, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, define os rumos da guerra comercial. Nesse sentido, diz Junior, se a moeda se mantiver abaixo dos R$ 4,22 por alguns dias, há mais chance de ir para perto dos R$ 4,15, tendo como grande suporte os R$ 4,10. Para o profissional da WIA, o pregão de hoje sofreu influência de uma sequência de dados positivos da economia chinesa, em especial, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês).

"O dólar caiu após uma melhora no otimismo de que EUA e China cheguem a um acordo comercial. Essa disputa limitou o crescimento da economia brasileira e trouxe efeitos colaterais, como as tarifas de aço e alumínio nos EUA", afirma o analista de mercado financeiro da Oanda, Alfonso Esparza. Hoje, os dados da produção industrial reforçaram a visão de que o PIB brasileiro está em aceleração. JPMorgan e Morgan Stanley estão entre os bancos estrangeiros que melhoraram a previsão de crescimento para o Brasil.

Hoje o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a tocar no tema do câmbio. Em entrevista ao site O Antagonista, ele falou que o Brasil seguirá com o real mais desvalorizado. De acordo com o diretor da WIA, quando diz isso, o ministro deve entender que acima de R$ 4,00 já é um nível mais alto. "Neste ano o dólar no exterior não parou de subir - estando agora apenas a 2% da máxima anual -, mas se e quando as condições lá fora mudarem, também haverá reflexo por aqui."

O dólar teve novo dia de queda, a segunda consecutiva, e chegou a ser negociado a R$ 4,18, mas o movimento perdeu fôlego na parte da tarde e a divisa voltou ao nível de R$ 4,20. O câmbio hoje foi influenciado pelos dados bons do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no terceiro trimestre, e pela fraqueza do dólar no exterior, que recuou ante divisas fortes e a emergentes. A moeda americana fechou a terça-feira em baixa de 0,15%, a R$ 4,2056.

A relação comercial dos Estados Unidos com seus parceiros foi novamente um dos principais fatores a enfraquecer o dólar no mercado financeiro mundial. Após anunciar ontem tarifas ao aço do Brasil e Argentina, o governo de Donald Trump quer taxar produtos da França e outros países europeus. O presidente americano afirmou ainda que o acordo comercial com a China pode ficar para 2020. "É a guerra comercial dos EUA com o resto do mundo", afirma a economista da corretora Stifel, Lindsey Piegza. Nesse ambiente, o dólar operou em queda ante a maioria das moedas, fortes e emergentes.

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No mercado doméstico, a notícia do dia foi a divulgação do PIB brasileiro do terceiro trimestre, que superou as estimativas e levou bancos como Goldman Sachs e Citi a revisarem para cima a perspectiva de crescimento para este ano e o próximo. O economista-chefe do Goldman para a América Latina, Alberto Ramos, destaca que a demanda doméstica, puxada pela aceleração do consumo privado e um "robusto" crescimento do investimento ajudaram a fazer o PIB do terceiro trimestre avançar mais que o esperado.

Já o Bank of America Merrill Lynch avalia que o PIB trimestral mostra avanço da retomada econômica e começa a dar conforto para o investidor estrangeiro voltar ao Brasil. O banco projeta o dólar em R$ 3,84 no final de 2020, de acordo com o relatório divulgado hoje. A combinação de dólar mais fraco no exterior e aumento da confiança dos agentes no Brasil, por conta do maior crescimento do PIB e avanço de reformas, deve contribuir para valorizar o real, ressalta o relatório.

O diretor de uma corretora avalia que, se o PIB avançar mais em 2020, deve vir mais dólares para o Brasil, o que tende a manter o real mais fortalecido. Por outro lado, os juros historicamente baixos no País devem limitar uma apreciação maior da moeda brasileira, ressalta ele. Neste ano, este executivo ressalta que alguns ruídos políticos atrapalharam a vinda dos recursos externos, como as declarações polêmicas do presidente Jair Bolsonaro e ainda reflexo da questão ambiental na Amazônia.

O dólar fechou novembro acumulando alta de 5,8%, a maior desde agosto. O real teve o segundo pior desempenho ante a moeda americana no mês, perdendo apenas para o peso chileno. Em meio à crescente onda de protestos no país vizinho, a divisa dos Estados Unidos avançou 8,5% lá e só não subiu mais porque o banco central chileno anunciou hoje uma programa de intervenção de US$ 20 bilhões. Aqui, a sexta-feira foi marcada por nova alta, por conta da disputa pelo referencial Ptax e o fortalecimento do dólar ante a maioria dos emergentes. O dólar à vista fechou em R$ 4,2407, com ganho de 0,60%.

A semana foi uma das mais conturbadas para o mercado de câmbio dos últimos meses. No período, o dólar acumulou alta de 1,1%. A segunda-feira começou com dados mostrando aumento acima do esperado do déficit da conta corrente, o que contribuiu para pressionar o câmbio. Em seguida, foram declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, e a realocação da carteira teórica do índice de ações MSCI, que levaram o BC a fazer quatro intervenções, três delas de surpresa.

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A analista de moedas do Commerzbank, You-Na Park-Heger, diz que, mais do que a venda de dólares, uma forma de o BC conter a pressão no câmbio seria sinalizar que o ciclo de corte de juros está chegando ao fim. Ou seja, o corte de dezembro seria o último. Caso contrário, cresce o risco de o mercado testar novamente a disposição do BC de intervir no mercado, pressionando ainda mais o real.

Para Roberto Motta, responsável pela mesa institucional de futuros da Genial Investimentos, o real seguirá pressionado durante o mês de dezembro. Isso porque ainda está presente o conjunto de elementos que levam o investidor a apostar na alta da moeda americana - desde a troca por empresas de sua dívida externa por interna até a correção de preços de commodities agrícolas. Esse movimento, diz, pode ainda ser intensificado pela sazonalidade do último mês do ano com as companhias enviando dólares às suas matrizes. "Esse, inclusive, é um movimento que já vem sendo antecipado em novembro, mas é impossível saber quanto tem de antecipação e quanto ainda tem a sair", afirmou.

Nessa conjuntura, Motta diz acreditar que a projeção para o intervalo da cotação, que até meados de novembro, era de R$ 4,00 a R$ 4,20 vai subindo para algo entre R$ 4,15 e R$ 4,35 durante o mês que vem. No entanto, ele nota que, tecnicamente, o dólar justo poderia estar abaixo de R$ 4. "Mas para os investidores a pressão no câmbio só se reduzirá, levando a divisa americana a um nível abaixo de R$ 4,20, quando o ritmo de crescimento da economia brasileira der indícios fortes de que alcançará 2% e as privatizações realmente começarem a ocorrer. Mas isso só no ano que vem".

O dólar recuou ante a maioria das moedas rivais nesta sexta-feira, mas avançou sobre o franco suíço, em um quadro de liquidez reduzida com o pregão abreviado de hoje, um dia após o feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, e com o impasse entre americanos e chineses sobre a situação em Hong Kong no radar.

Próximo ao horário de fechamento das bolsas de Nova York, o dólar recuava a 109,46 ienes e avançava a 1,0004 franco suíço. O euro, por sua vez, subia a US$ 1,1023 e a libra, a US$ 1,2939.

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O mercado internacional ainda opera com cautela devido às tensões entre Washington e Pequim sobre a situação em Hong Kong, após o presidente americano, Donald Trump, ter sancionado na quarta-feira uma lei em apoio aos manifestantes pró-democracia, que protestam há meses no território semiautônomo. A China ameaçou retaliar os americanos, mas não anunciou nenhuma medida concreta.

Na avaliação de George Vessey, estrategista de câmbio do Western Union, "a menor liquidez no mercado de câmbio, combinada com uma série de dados importantes e possíveis acontecimentos políticos, aumenta o risco de grandes e irregulares oscilações de preço".

Em relação aos indicadores, hoje foi divulgado, por exemplo, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro, que cresceu 1,0% em novembro na comparação anual, acima da previsão de analistas. Já a confiança do consumidor do Reino Unido se manteve em -14 neste mês, menor patamar desde 2013.

A libra, no entanto, subiu, impulsionada por pesquisas de opinião que mostram ampla vantagem do Partido Conservador, do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, na eleição geral de 14 de dezembro. "A libra se consolidou em níveis altos desde outubro, em grande parte devido à antecipação da vitória dos Tories e de um avanço no Brexit", analisa Vessey.

Já o peso chileno teve um dia de recuperação ante o dólar, após o Banco Central do Chile (BCCh) ter anunciado ontem uma intervenção cambial de até US$ 20 bilhões, de 2 de dezembro a 20 de maio de 2020. Há pouco, o dólar recuava a 804,50 pesos chilenos. A divisa do país sul-americano atingiu mínimas históricas ante a moeda americana nesta semana, em meio a protestos que exigem reformas sociais e uma nova Constituição.

Ante outras divisas emergentes, o dólar avançava a 19,5884 pesos mexicanos, mas recuava a 59,8613 pesos argentinos e a 14,6709 rands sul-africanos, no fim da tarde em Nova York.

O mercado de câmbio teve novo dia de nervosismo e o dólar chegou a ser negociado a R$ 4,27, na máxima do dia. Os ânimos dos investidores só se acalmaram após o Banco Central fazer um novo leilão surpresa de dólar à vista, o terceiro desde ontem. Após a venda da moeda, em volume não revelado, as cotações da divisa americana se acomodaram na casa dos R$ 4,25. No fechamento, o dólar à vista teve o terceiro dia seguido de valorização e subiu mais 0,44%, a R$ 4,2586, novo recorde do Plano Real.

Com o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos amanhã, a expectativa é que o mercado cambial fique mais calmo nesta quinta-feira, 28. Hoje, o volume de negócios já foi um pouco menor, ficando em US$ 20 bilhões no mercado futuro, ante US$ 30 bilhões ontem.

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Foram indicadores acima do esperado da economia americana divulgados hoje que ajudaram a fortalecer o dólar no mercado financeiro mundial, pressionando o câmbio também aqui. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 2,1% no terceiro trimestre, ante expectativa de Wall Street de avanço de 1,9%. As encomendas de bens duráveis subiram 0,6% em outubro, enquanto se esperava queda de 1%.

"A pressão para a valorização hoje foi principalmente externa", ressalta o gestor da Paineiras Investimentos, David Cohen. Além dos indicadores mais fortes dos Estados Unidos, as moedas da América Latina continuaram sob pressão, em meio a nova onda de protestos no Chile. O dólar disparou 2,5% hoje ante o peso chileno. Na Colômbia, subiu 0,80%. Cohen ressalta que depois que o dólar rompeu os R$ 4,20 tem havido bastante demanda compradora da moeda. Parte é reflexo da sazonalidade de final de ano, quando empresas precisam da moeda para remessas ao exterior.

As ações surpresas do BC, avalia o sócio da Tendências Consultoria Integrada, Gustavo Loyola, ex-presidente da autoridade monetária, vão na linha de evitar volatilidade excessiva da moeda, inclusive quando causada por ruídos, como os causados pelas declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes. "A atuação do BC foi correta. Uma estilingada do câmbio provoca transferência de riqueza grande entre agentes econômicos por uma razão banal e gera incertezas. Acaba prejudicando o próprio desempenho da economia", disse Loyola.

A Tendências projeta que o câmbio deve encerrar o ano perto de R$ 4 e Loyola vê novo corte de juros em dezembro, de 0,50 ponto porcentual, mesmo com o real mais depreciado. "Fizemos na Tendências alguns cálculos mostrando que nesse novo nível de câmbio não há risco para a meta de inflação", disse ele. O gestor da SPX, Rodrigo Xavier, tem em seu cenário-base o dólar em R$ 4,30 e o estrangeiro não voltando para o mercado de portfólio brasileiro (renda fixa e ações).

A recomendação geral para os turistas, de acordo com especialistas em câmbio, é fracionar a compra do dólar turismo e não esperar momentos de queda. Esse não foi o caso da assistente de ensino Beatriz Pacheco, que está com viagem marcada e foi pega de surpresa com a alta desta terça-feira (26). "Não sabia desse valor, a última vez que eu olhei estava R$ 4,20", afirmou.

Faltando pouco mais de um mês para a viagem, ela não providenciou os dólares. "Eu não comprei porque fiquei na esperança de que fosse ficar em R$ 4. Mas foi o meu 'achômetro'." Beatriz viaja no dia 2 de janeiro para um período de dez dias em Nova York e Orlando, nos Estados Unidos.

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Beatriz, provavelmente, não será a única que terá de lidar com a trajetória de alta constante da moeda americana. Na segunda-feira (25), após o mercado reagir às declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o País terá de se acostumar com cotações mais altas, o dólar turismo chegou a ser negociado a R$ 4,48 em casas de câmbio de São Paulo. Em uma delas, a moeda fechou em máxima de R$ 4,4351. Durante todo o dia, a moeda se manteve estável por volta dos R$ 4,40.

De acordo com ela, os planos de viagem devem ser alterados se a moeda se mantiver no patamar atual. "Talvez a gente tenha que comer em lugares mais baratos ou não comprar nada. Não tínhamos uma agenda de compras grande, mas o pouco que tinha talvez a gente tenha que repensar", pondera. Os ingressos de atrações como musicais da Broadway e parques da Disney já foram comprados e, por isso, o roteiro de lazer não deve sofrer mudanças.

Recomendações

Para Alexandre Monteiro, sócio da startup mineira Melhor Câmbio, os números de segunda-feira ainda não são motivo para pânico de quem tem viagem marcada para o exterior nas próximas semanas. "Essa alta do dólar foi uma alta pontual, muito devido a essa questão do Paulo Guedes", disse ele.

Apesar disso, Monteiro reafirma a necessidade de não deixar a compra do dólar turismo para a última hora. "É melhor fazer compras fracionadas, a moeda está muito flutuante e não dá pra prever nada. A ideia é evitar que se compre todo o montante em um momento de pico muito grande", explica.

O gerente de câmbio da OuroMinas, Mauriciano Cavalcanti, afirma que vários fatores explicam porque o dólar permanece valorizado de forma prolongada, como a sazonalidade do final de ano - que reúne o aumento da demanda por dólar turismo para viagens de férias - e também a redução de lucratividade de investidores externos no País com o corte dos juros básicos.

Turismo

O dólar turismo é a cotação praticada na venda de papel moeda para quem vai viajar para fora do País. A cotação não é a mesma do dólar comercial, utilizado em operações como importações e exportações.

A diretora da casa de câmbio GetMoney Vanessa Blum afirma que o melhor é se planejar e fazer compras fracionadas. Essa também é a orientação de Mauriciano Cavalcanti. "A pessoa não pode esperar para comprar dólares, principalmente do jeito que está agora, com tudo muito incerto. É melhor não arriscar porque pode ter surpresas desagradáveis", recomenda.

Uma das opções é observar a movimentação do dólar por sites como Melhor Câmbio, que emite alertas por e-mail quando o câmbio registra quedas. O site também conta com uma ferramenta de acompanhamento que mostra a cotação da moeda em tempo real.

Já no BeeCâmbio, é possível consultar as cotações em cada casa de câmbio e, uma vez escolhida a melhor taxa, o cliente pode solicitar a retirada ou entrega do papel moeda.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O dólar registrou, nessa terça-feira (26), forte oscilação, influenciado por declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes. Mesmo após duas intervenções do Banco Central, a moeda americana fechou cotada a R$ 4,24, alta de 0,61% - novo recorde histórico. No ano, a variação é de 9,52%, mas só neste mês o avanço chega a 5,76%.

Em entrevista na segunda-feira em Washington, Guedes disse que o País deve se acostumar a conviver com um ambiente de juros baixos e dólar mais alto. Foi a senha para o mercado "testar" um novo patamar para a moeda logo nos primeiros minutos de negociação. No início da tarde, as cotações chegaram a bater em R$ 4,27.

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A manutenção desse patamar acima de R$ 4 deve gerar novas incertezas para consumidores como a assistente de ensino Beatriz Pacheco. Com viagem marcada para os EUA em janeiro, ela deixou para comprar dólares às vésperas do embarque. "Eu não comprei porque fiquei na esperança de que fosse bater R$ 4."

As empresas também reclamam de uma possível alta no preço dos insumos importados e da falta de previsibilidade para os negócios. "Sempre falo que o melhor dólar é o dólar estável, indiferente do valor", disse o presidente da Bosch na América Latina, Besaliel Botelho.

Economistas falam em outro efeito: a desaceleração do ciclo de redução dos juros básicos em 2020. José Francisco Lima Gonçalves, do Banco Fator, é um dos que não vê cortes da Selic além de 4,5% - a taxa é hoje de 5% e o Copom ainda tem reunião em dezembro.

Como acontece nas demais economias emergentes, o dólar no Brasil tem subido puxado por fatores internacionais, como a disputa comercial entre EUA e China. Mas no caso brasileiro, segundo economistas, também tem pesado questões como a demora do governo Bolsonaro para avançar na aprovação de novas reformas.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, se referiu ao comportamento do mercado como "disfuncional" e acenou com novas intervenções para corrigir "movimentos de curto prazo". "Essas intervenções não têm capacidade de alterar movimentos de longo prazo, que têm como origem bases macroeconômicas."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O mercado de câmbio teve uma terça-feira agitada, com o dólar renovando máximas históricas e o Banco Central anunciando dois leilões não programados no mercado à vista, movimento que não acontecia desde agosto. Declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, falando que o dólar alto era a nova realidade no Brasil, contribuíram para o estresse e a moeda americana chegou a encostar em R$ 4,28 logo pela manhã. O dia também foi marcado pelo rebalanceamento da carteira teórica do índice do Morgan Stanley Capital Internacional (MSCI), que provocou vendas de ações na Bolsa e retirada de recursos do país, com fundos mundiais fazendo os últimos ajustes para se adequarem. O dólar à vista fechou em alta de 0,61%, a R$ 4,24.

A intervenção inesperada do BC hoje no câmbio repete o movimento feito pela autoridade monetária no dia 27 de agosto, dia em que também houve rebalanceamento da carteira do MSCI. Naquele dia, o dólar chegou a R$ 4,20 e após a operação do BC, a moeda cedeu. Hoje, ao contrário, o dólar mostrou força ao logo de todo dia e renovou máximas mesmo após a primeira intervenção, pouco depois das 11 horas. Na segunda intervenção, às 15h30, após ser negociado a R$ 4,23, acelerou a alta para R$ 4,25. Pela tarde, foi o silêncio de Guedes sobre o câmbio que causou desconforto no mercado.

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O economista em Nova York para América Latina do grupo financeiro ING, Gustavo Rangel, avalia que a intervenção do Banco Central no mercado de câmbio faz sentido para limitar a volatilidade e dar liquidez. Mas a dúvida é que se não é um movimento apenas pontual, pois é dia de rebalanceamento do MSCI, e o BC pode estar apenas facilitando a saída para o investidor que está se ajustando à nova carteira.

Rangel ressalta ainda que as declarações de Guedes, dadas ontem à noite em Washington, causaram "ruídos", porque abrem espaço para interpretações sobre a política de intervenção do BC no câmbio, com o risco de irem além do que o ministro quis dizer, observa o economista. Rangel avalia que Guedes tem interpretação correta sobre os movimentos no câmbio e os juros baixos no Brasil, assim como o ministro disse, são um dos principais fatores por trás do real mais enfraquecido. Guedes disse não haver "nenhum problema" com o dólar alto no Brasil e que era a realidade de uma economia com juros mais baixos.

Para o sócio da Mauá Capital e ex-diretor do BC, Luiz Fernando Figueiredo, a ação do BC hoje no câmbio coloca por terra a ideia de que o governo gostaria de um dólar mais alto. Para ele, o discurso de ontem do ministro da Economia, assim como declarações anteriores do presidente do BC, Roberto Campos Neto, deram a impressão ao mercado de que o governo gostaria de ver a moeda norte-americana mais elevada. "A intervenção põe por terra essa ideia."

O economista do ING, prevê o dólar fechando o ano em R$ 4,20. No ano que vem, pode cair mais, terminando 2020 em R$ 3,80, mas isso vai depender de o Produto Interno Bruto (PIB) crescer mais. Para ele, um PIB mais robusto atrairia capital externo para o Brasil e o economista espera que isso ocorra no ano que vem, quando prevê avanço de 2,6% para a economia.

O dólar abriu esta terça-feira (26) pressionado e já havia subido até máxima em R$ 4,2585 (+1,04%) no mercado à vista pouco depois das 9h, novo recorde histórico, enquanto os juros futuros chegaram a subir mais de 10 pontos-base nos prazos médios e longos. Os ativos locais reagem à fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que não está preocupado com o dólar acima de R$ 4,20 e que "é bom se acostumar com o câmbio mais alto e juro mais baixo por um bom tempo".

O sinal do ministro reforça a percepção do mercado de que o Banco Central (BC) pode fazer o último corte de juros em dezembro.

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O investidor está atento ao impacto do dólar na inflação. Na semana passada, o presidente do banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que se o patamar da moeda americana pressionar os preços, o BC poderá atuar via política monetária e não via câmbio.

A valorização do dólar ante o real é limitada de certa forma pelo desempenho quase lateral da moeda americana ante suas rivais no exterior, além dos sinais mistos próximos da estabilidade em relação a divisas emergentes ligadas a commodities, em meio a expectativas otimistas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Às 9h32 desta terça-feira, o dólar à vista desacelerava para R$ 4,2540 (+0,94%) e o dólar futuro de dezembro subia 0,59%, a R$ 4,2535, após renovar máxima em R$ 4,2595 (+0,73%).

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (26), que há prós e contras na cotação atual do dólar. Nesta segunda-feira (25), o dólar fechou a R$ 4,2145, o maior valor nominal do Plano Real.

"Se você for analisar na ponta da linha tem vantagens, prós e contras no dólar a R$ 4,21 como está agora", disse Bolsonaro ao ser questionado sobre afirmação do ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro declarou não estar preocupado com o dólar acima de R$ 4,20 e que vê o patamar da moeda como "normal". 

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"Eu vi, ouvi, se ele falou, está falado. Eu espero que caia (patamar do dólar), torço, assim como torço que caia a taxa Selic, torço que aumente nossa credibilidade junto ao mundo. Agora, como eu disse, eu sou técnico de time de futebol, quem entra em campo em são os 22 ministros. Paulo Guedes está jogando na Economia. Se você for analisar, na ponta da linha tem vantagens, prós e contras no dólar a 4,21 como está agora", argumentou o presidente.

O dólar fechou em nova máxima história, a R$ 4,2145, o maior valor do Plano Real. A moeda subiu 0,52% nesta segunda-feira, 25, e já acumula valorização de 5,12% em novembro. O dia foi de alta da moeda americana ante divisas emergentes. Mas o movimento aqui foi potencializado por fluxo de saída de recursos e pela divulgação de uma déficit da conta corrente pior que o esperado. Como reflexo, o real acabou sendo a moeda com pior desempenho ante o dólar, em uma cesta de 34 moedas mundiais.

Apesar da nova alta do dólar, operadores no mercado de câmbio não observaram problemas de liquidez. Os indicadores técnicos do mercado mostram que tem havido aumento da demanda pela moeda americana, mas que é considerada comum nesta época do ano, sazonalmente marcada por maior procura pela divisa americana por conta de remessas de lucros e dividendos. No mercado futuro, o dólar foi a R$ 4,2330 e, no à vista, a máxima foi de R$ 4,2203.

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O chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, Fabrizio Velloni, avalia que não há porque o BC fazer intervenção extraordinária neste momento, marcado por pressão compradora para remessas. "O fluxo é de saída. O BC só vai queimar reservas", disse ele. Historicamente, o final do ano é marcado por fortes saídas de capital do Brasil. Em novembro e dezembro do ano passado, saíram US$ 27,6 bilhões pelo canal financeiro, de acordo com o BC. Este mês, até o dia 21, houve fluxo negativo de US$ 2,3 bilhões, segundo dados divulgados hoje pelo BC.

O executivo da Frente Corretora ressalta que, além da pressão de saída, um conjunto de fatores está contribuindo para valorizar o dólar aqui: o baixo diferencial de juros do Brasil com o resto do mundo; aumento de riscos na América do Sul; mudança de partido do presidente Jair Bolsonaro e hoje os números mostrando piora do déficit da conta corrente. No caso de Bolsonaro, a dúvida é como ficará a base de apoio para as próximas reformas. Nos juros, Velloni observa que as taxas aqui "não condizem com os riscos".

A segunda-feira foi marcada por piora de várias moedas emergentes, em meio ao aumento do otimismo com algum progresso nas negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos, ressalta o responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagen. "Os dados da conta externa piores que o previsto também pesaram no câmbio", completa. O déficit nas transações correntes chegou a US$ 7,8 bilhões em outubro, segundo o Banco Central. Foi o pior resultado para outubro desde de 2014 (-US$ 9,305 bilhões).

O dólar subiu ante o euro e o iene nesta segunda-feira, mas caiu ante a libra e o franco suíço, em meio a sinais de avanços nas negociações entre Estados Unidos e China para a assinatura da chamada "fase 1" do acordo comercial entre os dois países.

Próximo ao horário de fechamento da bolsas de Nova York, o dólar avançava a 108,97 ienes e recuava a 0,9973 francos suíços, enquanto o euro caía a US$ 1,1013 e a libra subia a US$ 1,2904. O índice DXY, que mede a variação do dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, terminou o dia em alta de 0,05%, aos 98,323 pontos.

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Uma informação divulgada pelo jornal Global Times apoiou a apetite por risco hoje. Segundo uma fonte da Academia Chinesa de Ciências Sociais consultada pelo veículo, americanos e chineses já alcançaram um "amplo consenso" para um entendimento comercial preliminar.

No fim de semana, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert O'Brien, já havia declarado que "ainda é possível" que Pequim e Washington fechem o acordo em 2019. Já a China divulgou diretrizes com penas maiores para violações de direitos de propriedade intelectual, um dos principais pontos de discordância entre o país asiático e os EUA.

O analista de mercado do Western Union Joe Manimbo ressalta que o dólar "permanece em território amplamente positivo depois de fechar a semana passada acima de seus rivais" e atribui essa força da moeda americana à "resiliência" dos gastos de consumo nos EUA.

Manimbo destaca, ainda, que a libra foi apoiada hoje por pesquisas que sugerem uma vitória do Partido Conservador, do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, nas eleições gerais de 12 de dezembro no Reino Unido.

Já Vitor Sun Zou e Cristina Varela, analistas do BBVA, afirmam que o euro depreciou devido à divulgação do índice de sentimento das empresas da Alemanha, que subiu de 94,7 pontos em outubro para 95 pontos em novembro, mas ficou abaixo da previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal.

Ante divisas emergentes, o dólar subia a 19,4473 pesos mexicanos e a 14,7855 rands sul-africanos, no fim da tarde em Nova York, mas recuava a 59,6438 pesos argentinos.

O peso chileno, por sua vez, se valorizou ante o dólar hoje, após ter sido penalizado em semanas anteriores devido à instabilidade política no Chile. De acordo com o jornal Diário Financiero, houve "forte entrada de capitais a favor da moeda nacional por parte de investidores estrangeiros".

O dólar chegou a ensaiar queda mais forte nesta sexta, mas o movimento perdeu fôlego na tarde desta sexta-feira, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior. O dólar subiu ante divisas fortes e de emergentes, após a divulgação de indicadores mostrando força da economia americana e ainda declarações de Donald Trump de que um acordo comercial com a China "está muito perto". No mercado à vista, o dólar caiu a R$ 4,17 pela manhã, mas acabou fechando estável, em R$ 4,1929. No mês, a moeda acumula alta de 4,5% e, no ano, de 8,3%.

Operadores ressaltam que o tom de maior prudência nas mesas de câmbio no final da tarde é a típica "cautela antes do fim de semana". Em meio a dúvidas do que pode ocorrer em locais como Chile, Bolívia, Colômbia e Hong Kong no sábado e domingo, além da possibilidade de tuítes e/ou declarações de Donald Trump e de dirigentes da China, os agentes buscaram refúgio no dólar. Assim, a moeda zerou a queda e ficou operando perto da estabilidade nos minutos antes do fechamento. Pela manhã, operadores detectaram vendas fortes por um fundo.

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O sócio e gestor da Absolute Invest, Roberto Serra, ressalta que há nos últimos dias um aumento de otimismo com o Brasil, com bancos recomendando investimentos na bolsa, mas no câmbio o final de ano é sazonalmente marcado por saídas maciças de dólares do Brasil, com empresas remetendo recursos para exterior, por exemplo, para pagar dividendos.

Em novembro do ano passado, houve saídas líquidas de US$ 12,987 bilhões pelo canal financeiro, de acordo com dados do BC. Em dezembro, saíram mais US$ 14,635 bilhões por este mesmo canal. Para Serra, neste ambiente, não há por que o BC intervir no mercado de câmbio para segurar o dólar. Por isso, ele acredita que a instituição não deve fazer nada além do que já faz diariamente, com os leilões de dólares à vista e que tem mantido os indicadores técnicos do mercado de câmbio sob controle. "Não tem anormalidade no mercado." Para o gestor, o real tem acompanhado o movimento de piora das moedas emergentes, embora em ritmo um pouco mais forte, por causa da frustração com o leilão da cessão onerosa.

O economista para América Latina da Pantheon Macroeconomics, Andres Abadia, ressalta que as saídas sazonais de dólar no final do ano, aliadas com o clima de tensão social na América do Sul, segue contribuindo para manter o câmbio pressionado no Brasil. A expectativa de Abadia é que essa pressão se dissipe no começo de 2020, principalmente porque o movimento de saída de dólares típico do final do ano se reduz.

O dólar à vista fechou a quarta-feira em alta de 0,11%, a R$ 4,2037. O dia foi marcado por feriado em São Paulo e outras praças, como Rio, mas houve algumas negociações com a moeda americana no mercado comercial em outros locais, como Brasília. O volume de negócios ficou em US$ 342 milhões, abaixo da média de dias úteis normais, que costuma ser em torno de US$ 1 bilhão.

Por conta do feriado em São Paulo, e o fechamento da B3, não houve mercado futuro de câmbio, que movimenta volumes mais expressivos e determina as cotações no mercado à vista. Com isso, o dólar comercial subiu 0,11% para se ajustar ao referencial Ptax do Banco Central, que caiu 0,11% e ficou em R$ 4,2037.

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No exterior, o dólar subiu ante moedas emergentes e fortes, com o impasse das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. No início da tarde, a agência Reuters noticiou que um acordo não deve ser fechado este ano, o que ajudou a piorar ainda mais o humor dos investidores.

O peso mexicano e o peso chileno foram as moedas que mais perderam valor. O dólar subiu 0,77% no México e 0,45% no Chile. Nas moedas fortes, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante divisas como euro, iene e libra, subia 0,06% no final da tarde.

O dólar chegou a flertar com um novo recorde histórico na manhã desta terça-feira mas, volátil, recuou, virou o sinal e terminou o dia em queda de 0,16%, aos R$ 4,1989. A avaliação dos operadores ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, é de que, apesar do leve recuo, uma conjuntura de fatores não ajuda o real e o câmbio deve continuar pressionado ao menos até o fim do ano. Até agora, o movimento predominante no mês tem sido de subida: em novembro, a moeda americana já tem uma alta acumulada de 4,73% ante o real.

"Você tem efeitos que não favorecem a valorização do real. O período de remessa de lucros por parte de empresas é uma questão sazonal que afeta o câmbio. Existe uma corrente que está olhando a desvalorização do ponto de vista um pouco mais estrutural de que você teve uma paralisia na agenda local, faltam notícias (internas) positivas. Você tem uma melhora marginal nas economias lá fora (ante o Brasil) e também as contas externas têm sofrido nos últimos 3 a 4 meses", listou o economista-chefe da Guide Investimentos, João Mauricio Rosal.

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Também ajudou a pressionar a cotação no último mês a decepção com uma entrada massiva de fluxo estrangeiro com o leilão da cessão onerosa, o que não se concretizou. Sem a entrada dos dólares esperados no País, a cotação se ajusta a fatores sazonais. Além disso, as tensões na América Latina e a cautela com as notícias ora positivas, ora negativas, das negociações comerciais entre China e Estados Unidos colocam mais peso na balança contra o real.

A segunda, o dólar terminou o dia no maior nível nominal de fechamento da história do Plano Real, quando bateu os R$ 4,2055. Nesta terça, chegou a subir mais um degrau pela manhã e encostou nos R$ 4,2195, na máxima do dia e no maior valor intraday para a moeda desde setembro de 2015.

A notícia de que o Banco Central cancelou os leilões de dólar destas terça e quarta, no entanto, alimentaram temporariamente especulações de que o BC pudesse se utilizar de uma nova estratégia de atuação para conter a alta e o dólar chegou à mínima do dia, em R$ 4,1875, ainda pela manhã. O receio dos investidores sobre os próximos passos da autoridade monetária de imediato, no entanto foi relativamente dissipado durante a tarde e a queda na divisa perdeu fôlego.

Segundo o BC, os leilões foram cancelados em razão da proximidade com o feriado de quarta em São Paulo, dia da Consciência Negra. Em comunicado, o BC esclareceu que, como não haverá operações nestas terça e quarta, "os volumes que seriam ofertados nesses dias serão distribuídos nos demais dias úteis do mês". Apesar de a moeda ter acalmado o movimento, parte do mercado, contudo, não compra o discurso técnico do BC, uma vez que o feriado já era conhecido no calendário e o cancelamento coincidiu com o pico do dólar.

O novo patamar do dólar, perto dos R$ 4,20, alimenta entre os especialistas a discussão sobre a necessidade de uma intervenção mais forte do Banco Central para conter a alta da moeda americana.

Após ter começado esta segunda-feira em queda, em grande parte refletindo os movimentos de sexta-feira, feriado no Brasil, o dólar gradualmente ganhou força sobre o real e renovou máximas até romper a barreira dos R$ 4,20 no fim da tarde. Em um ambiente de procura sazonal por dólares, o que pressiona a cotação, exterior mais cauteloso e na ausência de um noticiário doméstico que ajudasse o real, a moeda americana terminou o dia com a maior cotação de fechamento da história do Plano Real, aos R$ 4,2055, uma alta de 0,29%. A última vez em que isso havia ocorrido havia sido em 13 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais, quando o dólar tocou os R$ 4,1998.

Segundo operadores ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, os investidores testam o Banco Central (BC) numa possível oferta de venda de moeda e pedem mais liquidez em uma época em que comumente há mais procura pela divisa americana. Isso porque, no fim do ano, há um aumento de remessas de lucros por parte de empresas e fundos ao exterior.

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"Nossa diferença para o mercado externo é que, como estamos no fim do ano, o mercado provavelmente deve estar chamando o BC. É normal que o BC entre para dar mais liquidez no fim de ano", disse um operador. No pico do dia, a moeda chegou a tocar os R$ 4,2090. Na mínima, pela manhã, atingiu os R$ 4,1702.

O movimento foi mais forte por conta do noticiário interno fraco e a cautela típica pré-feriado. Após a Proclamação da República, na última sexta-feira, há ainda o feriado do Dia da Consciência Negra, na próxima quarta-feira. Além disso, pesam para o pé atrás do investidor as tensões na América Latina e, ainda, dúvidas por parte do governo chinês em relação ao andamento do acordo comercial com os Estados Unidos.

"Temos uma semana curta novamente, o fluxo é negativo. O ambiente da América Latina está cheio de barulho. Não tem noticiário que favoreça o real", disse o operador da Fair Corretora, Hideaki Iha.

Lá fora, o dólar operava em alta frente a maior parte dos emergentes, mas com avanços comedidos. No fim da tarde, as exceções eram Turquia e Argentina. Frente a moedas fortes, no entanto, medidas pelo índice DXY, o dólar tinha queda de 0,22% às 17h23.

Diante das inúmeras fontes de incerteza, a liquidez no mercado foi relativamente baixa. No mercado à vista, o volume de negócios foi de US$ 766,20 milhões. "Com dólar a R$ 4,20, ninguém vai querer fazer negócios, pelo menos até o feriado passar. Quem utilizou o período da manhã, fez um bom negócio", destacou o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

Ele pondera que há potencial para que o noticiário interno melhore um pouco o humor dos investidores nas próximas semanas. Isso porque há uma expectativa de envio do projeto que acelera as privatizações e, ainda, a aprovação da PEC Paralela, que inclui Estados e municípios na reforma da Previdência.

Nesta segunda, a entrevista do secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, ao Estadão - publicada domingo à noite pelo Broadcast - não chegou a refletir nos ativos domésticos. Segundo ele, a ideia é dividir a reforma tributária do governo em 4 partes. A primeira - única a ser enviada este ano - seria uma unificação do PIS/Cofins. A segunda etapa seria uma mudança no IPI. A terceira, a reformulação do Imposto de Renda; e a quarta etapa, a desoneração da folha de salários das empresas.

Em entrevista ao Broadcast, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, colocou dúvidas em relação à disposição da Casa em votar uma unificação apenas do PIS/Cofins, em detrimento da reforma mais abrangente que está no Legislativo. Para ele, o projeto proposto pelo governo não resolve a pendência com o setor de serviços - que emperra a discussão -, nem o "principal problema" tributário atual, o ICMS.

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