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A rede Magazine Luiza anunciou na noite desse segunda-feira (29), a compra da Netshoes por US$ 62 milhões, equivalente a R$ 244 milhões. Com a junção, a empresa de comércio eletrônico será uma subsidiária da companhia, e seus acionistas receberão o valor das ações em dinheiro.

O comunicado enviado à imprensa informa que os acionistas donos de aproximadamente 47,9% do capital social da Netshoes se comprometeram a votar, em assembleia, a favor da operação. "A conclusão da operação está condicionada à satisfação de determinadas condições precedentes estabelecidas no 'Agreement and Plan of Merger', incluindo, entre outras, sua aprovação pelos acionistas da Netshoes em assembleia geral, de acordo com as leis das Ilhas Cayman, e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE", diz o comunicado.

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De acordo com a Magazine Luiza, a Netshoes será incorporada por uma subsidiária da companhia, constituída nas Ilhas Cayman. Dessa forma, não está sujeita ao disposto no artigo 256 da Lei das Sociedades por Ações.

A Latam Brasil não descarta uma oferta pela Avianca. No momento, porém, considera que o investimento não faz sentido, disse o presidente da companhia aérea, Jerome Cadier, em entrevista ao Estadão/Broadcast. Ele afirmou ainda que tem acompanhado diariamente o noticiário envolvendo o negócio. "É minha obrigação avaliar oportunidades, mas até agora não achamos ser um investimento que valha a pena. Entretanto, isso não quer dizer que no futuro não possa valer."

Cadier disse que a Avianca tem em seus slots (autorizações de pousos e decolagens) ativos valiosos, citando os aeroportos de Guarulhos e Congonhas, terminais nos quais essas autorizações já estão esgotadas.

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Ele disse também que a Latam apresentou sua objeção ao plano de recuperação judicial da rival como credora - a decisão, afirmou, não está relacionada a qualquer interesse na aquisição da Avianca. "A objeção foi feita como credor, para defender os R$ 2,8 milhões (que tem a receber). Não vemos no plano elementos que nos façam acreditar que vamos reaver esse dinheiro."

Cadier expressou decepção também com as idas e vindas no processo que desencadeou a recuperação judicial da Avianca e seus desdobramentos posteriores, citando o descumprimento da Convenção da Cidade de Cabo, protocolo internacional que rege as relações comerciais das empresas de leasing de aeronaves com financiadores e companhias aéreas. Um dos efeitos temidos por Cardier é uma eventual alta do preço do leasing de aeronaves para as áreas brasileiras.

"Quando a Avianca protocolou a recuperação judicial, diria que o processo seria mais rápido e pintaria um cenário muito distante do que realmente aconteceu", disse, lembrando as disputas em várias instâncias da Justiça entre a empresa e os arrendadores, envolvendo ainda a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Isso tudo nos tem forçado a analisar quase que diariamente as mudanças de cenários, para entender como nos posicionar".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Walt Disney concluiu nesta quarta-feira (20) a aquisição da Fox, por 71,3 bilhões de dólares, cerca de 270 bilhões de reais, depois de ter recebido o aval de reguladores de vários países. Assumindo a propriedade do estúdio de TV e filmes da 20th Century Fox, das redes a cabo FX, FXX e National Geographic, além de outros ativos internacionais da televisão. A disney também adquiriu os 30% de participação da Fox no Hulu, dando a empresa do Mickey Mouse controle Majoritário.

Aqui no Brasil a compra havia sido aprovada em Fevereiro pelo Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após a Disney apresentar uma proposta para venda da Fox Sport para obter a aprovação do negócio. A fusão prevê uma enorme transformação na indústria do entretenimento, o que também deve resultar em demissões em massa.

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A aquisição de uma parte significativa do negócio da 'rival', assim como conteúdos envolvidos, como 'Os Simpsons', 'Star Wars', Marvel, Pixar, 'Avatar' e 'Alien' abre caminho para o lançamento ainda este ano do serviço de assinatura Disney+, plataforma com qual a Disney pretende competir com a Netflix, líder do setor.

Por Waleska Andrade

A IBM anunciou no domingo (28) que vai adquirir a empresa de software de código aberto Red Hat por US$ 34 bilhões. O acordo ajudará a IBM a expandir seu alcance como um provedor corporativo de computação em nuvem.

A Red Hat se descreve como um provedor líder de software e serviços de código aberto para clientes corporativos, com foco em computação em nuvem e servidores Linux. Em 2012, tornou-se a primeira empresa a fornecer software de código aberto a superar US$ 1 bilhão em receita.

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De acordo com a Reuters, o acordo é o maior que a IBM assumiu, e a emissora CBNC observa que a IBM recentemente divulgou uma queda nos lucros. Antes uma grande fabricante de hardware, a empresa mudou o foco desde os anos 90 para se concentrar em serviços de hospedagem na web e corporativos.

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O Bilhete Único de São Paulo tem novas regras para aquisição: o cartão continua sem nome e foto, mas o usuário terá de apresentar  um documento com foto e número do CPF na hora da compra.

A mudança entrou em vigor sem aviso prévio do prefeito  Bruno Covas (PSDB). Os bilhetes adquiridos  continuam valendo e para aderir o usuário deve utilizar uma carga mínima de cinco passagens, que somam  R$ 20.

Segundo a prefeitura, a intenção é combater as fraudes no cartão. Em 2017 a prefeitura cancelou e apreendeu mais de 650 mil cartões por fraude, em 2018  mais de mil pessoas foram indiciadas pela polícia. Com CPF cadastrado, o usuário só pode ter um único bilhete sem a possibilidade de validar outro do mesmo tipo em seu nome.

A Microsoft oficializou nesta segunda-feira (4) a compra do GitHub - uma plataforma usada por desenvolvedores para hospedar códigos. O GitHub foi avaliado em US$ 2 bilhões em 2015 e a Microsoft está pagando US$ 7,5 bilhões em ações pela companhia em um acordo que deve ser fechado ainda este ano.

O GitHub é um grande repositório de códigos que se tornou muito popular entre desenvolvedores e empresas. Além da própria Microsoft, a Apple, Amazon, Google e muitas outras grandes companhias da tecnologia usam a plataforma.

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Existem atualmente 85 milhões de repositórios hospedados no GitHub e 28 milhões de desenvolvedores contribuem para alimentá-los. A partir de agora, o GitHub será liderado pelo CEO Nat Friedman, que se reportará ao vice-presidente da Microsoft, Scott Guthrie.

"A Microsoft é uma companhia voltada ao desenvolvedor e, ao unir forças com o GitHub, nós fortalecemos nosso comprometimento com a liberdade do desenvolvedor, abertura e inovação", afirmou o presidente-executivo da empresa, Satya Nadella, em nota.

A Microsoft informa que não vai alterar a forma como o GitHub opera. Esta é a segunda grande aquisição do CEO Satya Nadella, após a aquisição do LinkedIn há dois anos por US$ 26,2 bilhões. Atualmente, a Microsoft é a maior contribuinte do GitHub, com mais de mil de seus funcionários hospedando códigos no repositório da plataforma.

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Presidente da Câmara dos Vereadores do Recife, Eduardo Marques (PSB) rebateu as críticas diante da compra do novo prédio do legislativo municipal, sem licitação, que custará R$ 12 milhões. Em discurso na tribuna da Casa José Mariano, o pessebista disse que a aquisição do imóvel ainda não foi concretizada e destacou que vem dialogando com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para realizar a compra.

“O processo de aquisição do referido tem sido transparente, aliás, como têm sido todos os atos praticados por esta Mesa Diretora. Atualmente, o processo de compra do imóvel está passando por uma análise. A Câmara do Recife está prestando informações ao TCE e a Procuradoria-Geral do Ministério Público de Contas sobre todo o procedimento de dispensa de licitação, para fins de homologação ou não da compra”, informou durante a sessão plenária dessa terça-feira (8).

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“Fiquem certos, portanto, todos os recifenses, a imprensa e os órgãos públicos envolvidos na questão que, enquanto não forem esgotadas e vencidas todas essas etapas, notadamente, aquelas condizentes ao controle externo, a Câmara não fará a compra da referida unidade imobiliária”, completou Eduardo Marques.

O antigo Hotel São Domingos, localizado no bairro da Boa Vista, servirá para que a Câmara instale novos gabinetes para os 39 vereadores e salas de comissões. O plenário, entretanto, continuará alocado na Casa José Mariano.

Um dos primeiros e mais conhecidos serviços de compartilhamento de fotos, o Flickr, foi comprado pela empresa independente de hospedagem de imagens SmugMug. Em nota oficial, o Flickr informou que não haverá mudanças de imediato com as contas ativas, sendo possível logar e utilizar a plataforma normalmente. 

O Flickr foi criado em 2004 e adquirido pelo Yahoo em 2005 por aproximadamente US$ 25 milhões. O site se tornou popular entre os fotógrafos profissionais e amadores, hospedando 6 bilhões de fotos até 2011 e contando com 87 milhões de usuários registrados até 2013.

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O SmugMug, que foi criado em 2002, disse que nenhuma mudança será feita nos planos ou tarifas atuais do Flickr. "As contas gratuitas do Flickr são fundamentais para sua comunidade de fotógrafos influentes e engajados", informou a empresa, em nota oficial. Os termos do acordo não foram divulgados.

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A Broadcom fez uma oferta para comprar a rival Qualcomm por US$ 130 bilhões. Se o acordo for aceito, será a maior aquisição da história do setor de tecnologia. Com a compra, as duas das maiores fabricantes de chips de comunicações de telefonia móvel poderiam concorrer mais de perto com a Intel e com a Samsung.

O presidente e CEO da Broadcom, Hock Tan, disse que a oferta é atraente para os acionistas e as partes interessadas de ambas as empresas. "Nós não faríamos essa oferta se não confiássemos que os nossos clientes globais comuns abraçassem a combinação proposta", disse, em um comunicado à imprensa.

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A nova empresa fruto da união se tornaria a terceira maior fabricante de chips do mundo, atrás da Intel e da Samsung. A Qualcomm, com sede em San Diego (EUA), disse que está revisando a oferta e que não terá comentários a fazer até que o seu conselho termine de discutir o assunto.

Segundo a Broadcom, a expectativa é que a empresa fruto da negociação tenha uma receita de cerca de US$ 51 bilhões. As ações de ambas as companhias aumentaram consideravelmente após o anúncio. O valor da operação quase duplica aquele que até agora é o maior negócio do setor tecnológico, quando a Dell comprou a EMC em 2015 por US$ 67 mil milhões.

O Facebook adquiriu nesta terça-feira (17) o aplicativo mais baixado da App Store dos EUA. Chamado tbh, o serviço é popular entre os adolescentes, com 2,5 milhões de usuários ativos diariamente, pois permite que as pessoas façam elogios anônimos à conhecidos. Por ora, ele tem somente versão para iPhone.

Diferentemente de outros apps do gênero, como o Secret e o Sarahah, seu foco é a positividade. O tbh permite que o usuário envie elogios pré-escritos aos amigos, um método destinado a impedir que as pessoas digitem comentários desagradáveis na plataforma.

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Estatísticas recentes mostram que mais de 5 milhões de pessoas baixaram a ferramenta, que até agora enviaram mais de um bilhão de mensagens desde o seu lançamento, em agosto.

Embora o aplicativo seja popular entre os adolescentes, ele pode ser acessado por qualquer pessoa. Os elogios enviados na plataforma são anônimos. O Facebook, que não irá mudar o funcionamento do serviço, assim como fez ao comprar o Instagram e o WhatsApp, diz que possui um objetivo em comum com o tbh.

"O tbh e o Facebook compartilham um objetivo comum - de construir uma comunidade e permitir que as pessoas compartilhem maneiras de se aproximarem", disse a rede social, em comunicado enviado ao site The Verge. Apesar do valor oficial da transação não ter sido divulgado pela rede social, o site de notícias TechCrunch reporta que menos de US$ 100 milhões foram pagos na aquisição.

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O Google parece estar cada vez mais focado na fabricação de celulares. A empresa confirmou, nesta quinta-feira (21), que planeja adquirir uma parte da divisão móvel da fabricante chinesa HTC por US$ 1,1 bilhão. O diretor financeiro da HTC afirmou ao jornal americano The New York Times que irá empregar mais de 2 mil pesquisadores no acordo.

A HTC continuará à frente do seu próprio negócio de celulares, mesmo depois de enviar uma boa parte de seu talento e operações para o Google. Em comunicado, a empresa afirmou que já está preparando seu próximo smartphone top de linha.

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Esta é a segunda negociação do Google que envolve uma fabricante de smartphones. Em 2011, a empresa comprou a Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões. Após três anos, a divisão foi vendida à Lenovo. Ainda assim, o Google conseguiu obter patentes valiosas em um momento em que o litígio frequentemente assombrava empresas como Apple e Samsung.

No início de 2017, a empresa começou a trilhar seu caminho para se tornar uma grande fabricante de aparelhos, lançando sua primeira família de dispositivos que inclui os smartphones Pixel, o assistente Google Home e o Chromecast.

Responsável pelo sistema operacional para celulares mais usado do mundo, o Android, o Google agora planeja criar mais produtos com sua marca própria. "É por isso que assinamos um acordo com a HTC, líder em produtos eletrônicos de consumo, que alimentará ainda mais a inovação de produtos nos próximos anos", informou o vice-presidente de hardware do Google, Rick Osterloh, em comunicado.

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A Mozilla, dona do navegador Firefox, anunciou nesta terça-feira (28), a aquisição do Pocket, serviço que permite salvar link para ler ou assistir depois. Sem revelar o valor da transação, as duas companhias afirmaram que permanecem com atuações independentes e que não devem acontecer alterações no aplicativo de links.

"O Pocket continuará como o subsidiário independente da Mozilla. Estaremos em nosso escritório, e nosso nome ainda estará na parede. Nossa equipe não vai mudar e nosso objetivo está mais claro do que nunca", afirmou o presidente executivo e fundador da Pocket, Nate Weiner, por meio de seu blog oficial.

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Esta é a primeira aquisição oficial da Mozilla, que até então não tinha investido em outras plataformas e aplicativos. Segundo o site de tecnologia The Verge, a ideia é fortalecer a presença nos dispositivos móveis, já que a companhia não possui um navegador com grande fatia de mercado e fracassou com o sistema operacional Firefox OS, voltado para aparelhos de baixo custo.

Namoro

A relação entre o Pocket e a Mozilla é de longa data: o aplicativo de salvar links e tornou nativo no navegador Firefox em 2015, por meio de um botão para salvar artigos e vídeos. Atualmente, o serviço de leitura já tem mais de 10 milhões de usuários ativos por mês e mais de 3 bilhões de links salvos.

Até sua compra pela Mozilla, o Pocket havia levantado US$ 14,5 milhões em investimentos e tinha uma equipe de 25 funcionários, que continuam a trabalhar no aplicativo.

A Heineken admitiu, pela primeira vez, que está em negociações para a compra dos ativos da Brasil Kirin. Conforme adiantou o Estado, as negociações ocorrem desde julho de 2016. Agora, segundo fontes de mercado, o acordo poderia ser fechado nas próximas semanas.

No comunicado, porém, a Heineken afirma que, embora as conversas existam, não há garantias de que o acordo sairá. Em nota sobre o assunto, a Kirin informou que "está revisando todas as opções relacionadas a uma potencial transação" envolvendo o Brasil.

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Pessoas próximas ao negócio esperam que a japonesa Kirin, que pagou mais de R$ 6 bilhões para ficar com as marcas e as fábricas da Schincariol entre 2010 e 2011, saia do Brasil com forte prejuízo. A expectativa é que o valor pago pela Heineken seja pelo menos 50% inferior ao desembolso de seis anos atrás.

Depois da compra pela Kirin, as antigas marcas da Schin perderam participação de mercado. A operação brasileira passou a consumir caixa e levou a Kirin Holdings ao primeiro prejuízo global desde sua fundação. Por isso, mesmo com a expectativa de perdas, a ordem da matriz seria sair do Brasil.

Desafios

A avaliação de especialistas, porém, é de que a Heineken enfrentaria desafios de posicionamento e distribuição no País ao ter de "digerir" a Kirin. Por isso, concorrentes Ambev e Petrópolis poderiam ser beneficiados pelo negócio.

Apesar de a Heineken ganhar abrangência com a eventual aquisição, analistas avaliam que o negócio não afetaria a concorrência no setor cervejeiro de forma significativa.

Juntas, Heineken e Kirin deteriam cerca de 18% do mercado, segundo dados Nielsen. Passariam a ser a segunda maior cervejaria atuante no Brasil, deixando para trás o Grupo Petrópolis, com 15%. Na liderança absoluta, a Ambev seguiria com seus mais de 65% de participação. Esses números, porém, consideram que a Heineken consiga reter toda a fatia da Kirin após o negócio.

Fontes do mercado dizem que a Kirin vinha reduzindo preços de suas marcas de massa na tentativa de recuperar vendas. A aquisição poderia representar o fim dessa "guerra de preços" no setor, segundo o Itaú BBA, o que poderia ser positivo para a líder Ambev.

Com a aquisição, a holandesa somaria às suas seis fábricas no Brasil as 12 detidas pela Kirin. Ganharia espaço sobretudo na região Nordeste, onde a marca Schin tem presença mais forte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A americana Kellogg - associada especialmente aos sucrilhos no Brasil - está apostando fortemente no consumo da classe C. A companhia anunciou ontem a aquisição da fabricante catarinense de biscoitos Parati por quase R$ 1,4 bilhão. A empresa, conhecida por competir nas categorias de preço mais baixo em biscoitos, mas que também fabrica caldos, massas e sucos em pó, tem presença intermediária no ranking nacional, mas está entre as líderes do segmento no Sul do País.

O negócio surpreendeu o mercado por causa do valor, já que a Pepsico levou a Mabel, há cinco anos, por cerca da metade do preço. O sócio da Food Consulting, Sérgio Molinari, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que a escassez de bons negócios a serem comprados no setor alimentício brasileiro pode ter elevado o "prêmio" de preço.

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ORIGEM - A Parati foi fundada pelo imigrante italiano Angelo Fantin, que desembarcou no Brasil em 1949, aos 22 anos. Estabeleceu-se em São Lourenço do Oeste, em Santa Catarina, onde abriu o negócio mais de duas décadas mais tarde, em 1972. O fundador faleceu em 2015, aos 87 anos. Antes da venda para a Kellogg, o controle do negócio permanecia familiar.

O faturamento anual da companhia gira em torno de R$ 600 milhões. A Parati tem hoje cerca de 3,2 mil funcionários, incluindo cerca de 1,3 mil da força de vendas, responsável pela distribuição em 60 mil pontos de venda. Além da marca Parati, a companhia ainda tem os rótulos Pádua, Minueto, Zoo Cartoon e Hot Cracker.

Molinari diz que a cearense M. Dias Branco foi a empresa que deu início, há 15 anos, ao processo de consolidação do mercado de biscoitos e massas no Brasil - movimento seguido pelas multinacionais. Entre os negócios que a M. Dias Branco adquiriu estão a Adria e a Isabela, ambas com origem no Sul. Esta última marca, aliás, compete diretamente com a Parati no ranking da região.

Nicho - O consultor afirma que, apesar de a Parati ser pouco conhecida em parte do País, é considerada no mercado um negócio "redondo" e com bom perfil de lucratividade. Para a Kellogg, que tem portfólio de mais alto valor agregado (a companhia também é dona da batata Pringles), a Parati representa a oportunidade de acessar um público bem mais amplo, mas de renda menor - as classes C e D.

No comunicado sobre a venda divulgado na última quinta-feira (13) a presidente da Kellogg na América Latina, Maria Fernanda Mejia, disse que a ideia é aplicar os conhecimentos do grupo americano em inovação e marketing às marcas da Parati.

O negócio anunciado na quinta-feira ainda terá de passar pelo crivo de órgãos reguladores brasileiros. A Kellogg afirmou também na quinta, em comunicado ao mercado, que espera obter todas as aprovações para a operação até o fim deste ano. Nos últimos dois anos, a Kellogg - um gigante global que tem receita anual de US$ 13,5 bilhões - vem ampliando seu portfólio internacional de alimentos. Comprou, por exemplo, a Mass Food Company, no Egito, e ficou com 50% da Multipro, que atua na Nigéria e em Gana.

A transação foi assessorada pelo banco Credit Suisse e pelo Machado Meyer Advogados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A união de uma gigante da tecnologia com uma das principais empresas de automobilismo pode se tornar realidade num futuro recente. De acordo com o jornal britânico Financial Times, a Apple está interessada em adquirir a fabricante de carros McLaren. A possibilidade rapidamente se espalhou pela imprensa mundial, nesta quarta-feira (21).

De acordo com fontes escutadas pelo jornal, as negociaçoes entre as duas potências econômicas já estão avançadas, apesar da negativa da McLaren. "Podemos confirmar que a McLaren não está em negociação com a Apple a respeito de qualquer investimento em potencial", afirmou um porta-voz da empresa à agência de notícias Reuters. 

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Mesmo sem algo concreto, já se especula que a compra estaria na casa dos R$ 6,3 bilhões. Informações do Financial Times garantem que a compra seria um investida ainda maior da Apple rumo ao mercado de carros autônomos (sem motoristas). 

 

A Verizon anunciou nesta segunda-feira (25) que planeja adquirir o Yahoo por US$ 4,83 bilhões, confirmando um acordo que foi relatado pela primeira vez na semana passada. A previsão é que a compra seja concluída em 2017. Num comunicado à imprensa, o provedor de serviço de internet disse que o Yahoo será integrado com a AOL, que a Verizon comprou em 2015 por US$ 4,4 bilhões.

Nos termos do acordo, a Verizon vai adquirir as marcas e a ferramenta de e-mail do Yahoo, que tem cerca de 225 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo. A Verizon ainda vai ganhar controle sob serviço de anúncios automatizados BrightRoll, bem como outras plataformas de publicidade e análise.

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O acordo não inclui o dinheiro em caixa do Yahoo ou parte de suas participações na Alibaba e o Yahoo Japan. Essas entidades permanecerão sob controle do Yahoo, que mudará seu nome uma vez que o negócio se concretize para se tornar uma sociedade de investimento de capital aberto.

Em carta aos seus funcionários publicada no Tumblr, a CEO do Yahoo, Marissa Mayer, acrescentou que o acordo ajudará a alcançar uma enorme escala em plataformas mobile, acrescentando que a Verizon abre portas para grandes oportunidades de distribuição.

"Yahoo e AOL popularizaram a internet, o e-mail, a busca e a mídia em tempo real. É poético juntar forças a AOL e a Verizon à medida que entramos nesse novo capítulo focados em atingir escala e mobilidade", comentou. Ela também afirmou que continuará na empresa, embora não esteja claro qual será seu papel daqui por diante.

"Estou muito orgulhosa de tudo o que temos conseguido, e eu estou muito orgulhosa de nossa equipe", escreveu Mayer. "Pessoalmente, estou planejando em ficar. Eu amo o Yahoo, e eu acredito em todos vocês. É importante acompanhar o Yahoo em seu próximo capítulo", complementou a principal executiva do Yahoo.

O acordo ainda está sujeito à aprovação dos órgãos reguladores e acionistas do Yahoo. A Verizon diz que espera que a aquisição seja concluída até o primeiro trimestre de 2017. Até então, o Yahoo continuará a operar de forma independente, disse Verizon, em seu comunicado para a imprensa.

A empresa de segurança digital Avast anunciou que pretende adquirir a fabricante de software antivírus e concorrente AVG por um preço de US$ 25 por ação em dinheiro - o que resulta em uma transação que terá um total de aproximadamente US$ 1,3 bilhão. A Avast diz que quer expandir sua presença em mercados emergentes com o acordo.

A soma da base de usuários das duas empresas resultará numa entidade unificada com uma rede de 400 milhões de terminais, dos quais 160 milhões correspondem a dispositivos móveis. Isso significa não só mais clientes para a Avast, mas também um conhecimento mais amplo sobre malwares, o que deverá resultar em novos produtos de segurança.

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"Acreditamos que unir forças com a Avast, uma companhia privada com recursos significativos, apoia totalmente nossos objetivos de crescimento", disse o presidente-executivo da AVG, Gary Kovacs. Um porta-voz do Avast confirmou que a marca AVG não será extinta, dizendo que a empresa irá utilizar uma combinação entre elas para agradar diferentes mercados.

"Estamos em uma indústria em constante mudança, e esta aquisição nos dá a amplitude e a profundidade tecnológica para sermos o principal provedor de segurança para os nossos clientes atuais e futuros", disse o CEO da Avast, Vince Steckler, em um comunicado. A transação deverá ser concluída em até outubro de 2016, dependendo da aprovação dos órgãos regulatórios. A Avast não confirmou se o negócio irá significar uma redução no quadro de funcionários.

Após a polêmica sobre vazamento de dados, o LinkedIn volta novamente aos holofotes nesta segunda-feira (13). A rede social corporativa foi comprada pela Microsoft por US$ 26,2 bilhões. A dona do Windows concordou em pagar US$ 196 por ação da plataforma que conecta profissionais. O atual presidente-executivo do LinkedIn, Jeff Weiner, continuará à frente da empresa e se reportará a Satya Nadella, presidente-executivo da Microsoft. 

A Microsoft diz que o LinkedIn vai manter sua própria marca e independência. "Juntos, podemos acelerar o crescimento do LinkedIn, bem como o Office 365 e o Microsoft Dynamics, à medida que procuramos capacitar cada pessoa e organização no planeta", disse Satya Nadella, em comunicado. A Microsoft está planejando concluir o negócio ainda este ano, e o acordo foi aprovado por unanimidade pelos conselhos de administração de ambas as empresas.

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Esta é a primeira grande aquisição da Microsoft com o presidente-executivo Satya Nadella desde que ele assumiu o cargo, há mais de dois anos. Mais de 433 milhões de pessoas usam o LinkedIn em todo o mundo para encontrar vagas e se reconectar com antigos colegas. Muitos desses usuários também pagam por serviços premium que o site oferece. Segundo as duas empresas, há sete milhões de listas de empregos ativas no LinkedIn.

A Coca-Cola Company e a engarrafadora mexicana Coca-Cola Femsa anunciaram nesta quarta-feira (1º) um acordo com a Unilever para a compra do negócio de bebidas à base de soja AdeS, por US$ 575 milhões, o que equivale a mais de 2 bilhões de reais. A operação foi aprovada pelos Conselhos de Administração de The Coca-Cola Company, Coca-Cola Femsa e Unilever, e está sujeita à aprovação das autoridades regulatórias e ao cumprimento por parte das empresas de condições estabelecidas no acordo.

Fundada em 1988 na Argentina, a AdeS é líder do segmento de bebidas à base de soja na América Latina. Primeira grande marca lançada na categoria, a AdeS foi pioneira no desenvolvimento do segundo maior mercado global de bebidas à base de soja. A marca está presente no Brasil, no México, na Argentina, no Uruguai, no Paraguai, na Bolívia, no Chile e na Colômbia. Em 2015, a AdeS vendeu 56,2 milhões de unidades de seus produtos e registrou receita líquida superior a 1 bilhão de reais.

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“A aquisição da AdeS representa mais um marco para o Sistema Coca-Cola em oferecer opções para os consumidores. A AdeS é marca líder em sua categoria, e estamos muito satisfeitos por adicioná-la ao nosso portfólio. É a continuidade de uma bem-sucedida parceria com nossos engarrafadores latino-americanos e traz mais inovação aos nossos mercados”, afirmou Brian Smith, presidente para a América Latina da The Coca-Cola Company.

No Brasil, o Sistema Coca-Cola, por meio da Leão Alimentos e Bebidas, também está comprando a Laticínios Verde Campo, de Minas Gerais. Ainda não há prazo para a conclusão do negócio. Com fábrica em Lavras (MG), a Verde Campo é dona da linha de produtos sem lactose Lacfree (foto).

Com informações de assessoria

Nokia anunciou planos de adquirir a Withings - uma fabricante de eletrônicos de consumo francesa focada em saúde digital - por € 170 milhões (cerca de R$ 42,8 milhões) em dinheiro. A aquisição irá aumentar significativamente a carteira de dispositivos fitness da Nokia, pois trará 200 funcionários e produtos da Withings ao portfólio da companhia finlandesa, incluindo relógios inteligentes, monitores de pressão sanguínea e acessórios para casas inteligentes.

A Nokia informa que a saúde digital é uma área de interesse estratégico. “Agora estamos tentando tomar medidas concretas para aproveitar a oportunidade neste mercado grande e importante", disse o CEO da Nokia, Rajeev Suri, em um comunicado. Em um post de blog, o CEO da Withings, Cédric Hutchings, diz que os objetivos das duas companhias estão perfeitamente alinhados.

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O acordo acontece quase dois anos após a Nokia vender seu negócio de telefonia móvel para a Microsoft. Enquanto a maior parte do que resta da empresa finlandesa tecnologia vende equipamentos de rede, uma unidade Nokia Technologies menor visa cumprir metas de longo prazo para restaurar-se como líder em eletrônicos de consumo.

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