“Será um tsunami por dia”, avisa Humberto a Bolsonaro

O senador Humberto Costa (PT) discursou durante ato pela educação em Brasília

por Pedro Bezerra Souza qua, 15/05/2019 - 15:07
Roberto Stuckert Filho O senador avalia que as manifestações no Brasil demonstram o repúdio da população Roberto Stuckert Filho

Depois de participar do ato em defesa da educação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, ao lado de milhares de estudantes, pais, alunos, professores e servidores, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), declarou que é melhor o presidente Bolsonaro já ir se acostumando porque o povo acordou para os ataques promovidos pela gestão dele a uma das áreas mais sensíveis do país: a educação.

 “O Brasil e os brasileiros não aguentam mais essa gestão. E estão dizendo isso hoje nas ruas de todos os cantos desta nação, nas capitais e nos interiores, em defesa da educação. Não vai haver trégua. É bom já ir se acostumando: será um tsunami por dia”, disparou.

 Para Humberto, Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e, de lá, completamente alheio ao que se passa no país neste momento, chamou os brasileiros que estão contra esses bárbaros cortes de ‘idiotas funcionais’ e ‘imbecis’. "É um escárnio”, criticou.

 O senador avalia que as manifestações em todos os pontos do território nacional demonstram a representação expressiva do repúdio da população a essa política de asfixiamento dos institutos e universidades federais por meio de um corte de verbas "que se deu pelo absurdo argumento do que esses fascistas chamam de balbúrdia”.

 O senador ressaltou que as universidades sobrevivem com apenas um terço do que é destinado ao programa Bolsa Família, um total de menos de R$ 9 bilhões por ano, e os institutos federais se mantêm com R$ 3,5 bilhões por ano. Ele observou que, mesmo dispondo somente desse orçamento insuficiente, foi imposto a eles um corte de mais de R$ 7 bilhões.

 O parlamentar destacou que, em Pernambuco, estão alguns dos melhores institutos federais e universidades do país, todos inviabilizados e ameaçados de fechamento por essa tacanha retirada de recursos. A UFPE, a Rural e as unidades dos institutos federais perderam cerca de R$ 150 milhões com essa medida arbitrária e não têm condição de manter as portas abertas.

 “O Brasil está sem comando, sem rumo, sem norte, caminhando, dia a dia, para o fundo do poço em todas as áreas. O governo não tem base no Congresso para aprovar nada. As ruas estão convulsionando. E onde está o presidente da República num momento de gravidade como esse?”, questionou.

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