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A polícia tailandesa informou que prendeu um italiano acusado de usar o nome do ator George Clooney para convencer pessoas a investir em uma empresa de roupas falsas.

Francesco Galdeli, de 58 anos, foi preso no sábado, 15, perto da cidade de Pattaya, sob suspeita de permanecer no país ilegalmente. Ele era procurado em seu país natal, após fugir de uma sentença de prisão.

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Galdeli foi condenado por um tribunal de Milão, em 2010, a mais de oito anos de prisão. Ele foi considerado culpado por representar Clooney para enganar investidores, disse a polícia.

O aviso da Interpol foi emitido para Galdeli e ele foi preso em um endereço fornecido pelas autoridades italianas. Ele viveu na Tailândia por cerca de sete anos, segundo a polícia.

Com informações da AP. Foto: reprodução/independent.ie

O célebre ativista Joshua Wong foi libertado da prisão nesta segunda-feira (17) em Hong Kong e se uniu aos protestos com um pedido pela continuidade da mobilização, além de defender a renúncia imediata da chefe de Governo local.

Quase dois milhões de pessoas saíram às ruas no domingo (16) em Hong Kong, uma participação recorde, segundo os organizadores, para exigir a retirada de um polêmico projeto de extradição para a China, iniciativa que foi suspensa pelas autoridades locais pró-Pequim.

Ao sair do Instituto Correcional Lai Chi Kok, Wong afirmou à imprensa que a chefe de Governo de Hong Kong, Carrie Lam, deveria renunciar de modo imediato.

"Ela não está mais qualificada para ser a líder de Hong Kong e por isto deve assumir a responsabilidade e renunciar", disse Wong.

"Agora que saída da prisão, vou unir-me aos habitantes de de Hong Kong para fazer oposição a esta diabólica lei de extradição para a China", disse.

- Enorme protesto -

"Na manifestação de hoje, contabilizamos quase dois milhões de pessoas", afirmou a jornalistas Jimmy Sham, um representante da Frente Cívica de Direitos Humanos (CHRF).

O número não foi confirmado por fontes independentes. A polícia divulgou uma estimativa de 338.000 pessoas no momento de maior fluxo.

Os organizadores pretendem manter a pressão sobre Carrie Lam, chefe do Executivo pró-Pequim de Hong Kong, que no sábado suspendeu o projeto de lei autorizando as extradições para a China.

"Retire a lei do mal!", gritavam os manifestantes vestidos de preto. A marcha de protesto partiu de um parque na ilha de Hong Kong e seguia para o Conselho Legislativo (LegCo, Parlamento), no coração da cidade. Trata-se do mesmo percurso realizado há uma semana e que reuniu um milhão de pessoas, de acordo com os organizadores.

Segundo seus críticos, o projeto colocaria a população da ex-colônia britânica à mercê do sistema judiciário da China continental, opaco e controlado pelo Partido Comunista. A comunidade empresarial teme ainda a possibilidade de a reforma prejudicar a imagem internacional e a atratividade do centro financeiro.

Acusada de autoritarismo, Lam apresentou neste domingo suas "desculpas" e reconheceu que as "lacunas no trabalho do governo provocaram muitos conflitos e rixas na sociedade de Hong Kong e decepcionaram e provocaram angústia em muitos cidadãos".

Na quarta-feira, Hong Kong registrou os piores episódios de violência desde a devolução do território à China em 1997, quando milhares de pessoas foram dispersadas pela polícia de choque com gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Lam justificou a repressão pelos atos de violência da parte de alguns manifestantes, mas a oposição afirma que esta foi uma parcela ínfima no conjunto de protestos, em sua maioria pacíficos.

"Polícia de Hong Kong, o seu dever é nos proteger, não atirar contra nós", dizia o cartaz de um manifestante.

O movimento vai além da questão das extradições e expressa um ressentimento muito maior contra o governo e contra Pequim, acusados de tolher as liberdades do território semi-autônomo.

Nos últimos dias, a chefe de Governo se mostrou cada vez mais isolada, com deputados de seu próprio campo distanciando-se do texto.

Os críticos de Lam culpam-na por perder várias oportunidades de se desculpar pelo comportamento da polícia.

Apesar da crise, a China reiterou nesta segunda-feira o apoio a Carrie Lam.

"O governo central seguirá apoiando firmemente a chefa do Executivo da Região Administrativa Especial" (Hong Kong), declarou o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Lu Kang.

Lam é considerada pelos críticos muito subordinada a Pequim.

Diante da pressão, ela anunciou no sábado a retirada por tempo indeterminado do projeto de lei sobre extradição. Após as manifestações de domingo, Lam pediu desculpas.

Os manifestantes, no entanto, repetem que exigem a retirada total do projeto de lei e a renúncia de Lam.

O governo chinês expressou apoio à suspensão do projeto de lei, mas o porta-voz da diplomacia de Pequim afirmou que os manifestantes "não representam a opinião pública geral" de Hong Kong.

As eleições gerais deste domingo (16) na Guatemala foram marcadas por casos de violência, ameaças e descrédito no processo eleitoral do país, afetado pela corrupção. Cerca de 8 milhões de eleitores foram convocados para escolher o presidente e o vice-presidente, assim como 160 deputados, 20 integrantes do Parlamento Centro-americano, além de 340 prefeitos.

Os primeiros resultados devem ser divulgados nesta segunda-feira (17), mas as pesquisas de intenção de voto já apontavam para um segundo turno, em 11 de agosto, entre Sandra Torres, candidata da Unidade Nacional de Esperança, com 20,2% dos votos, e Alejandro Giammattei, do Partido Vamos, com 14,4%. Ambos são velhos conhecidos do eleitorado, pois já se candidataram em outras ocasiões, mas desta vez eles pareciam mais perto do que nunca de conquistar a presidência. Sandra Torres ficou em segundo lugar nas eleições de 2015, quando foi derrotada pelo atual presidente Jimmy Morales.

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A votação foi cancelada no município de San Jorge, no Departamento de Zacapa, em razão das ameaças feitas no sábado à Junta Eleitoral, que decidiu renunciar. A região, com mais de 7 mil eleitores, terá sua eleição em 11 de agosto, quando o país deverá voltar às urnas se nenhum dos candidatos à presidência alcançar mais de 50% dos votos.

A Guatemala, tomada pela violência do narcotráfico e de gangues que provocou uma onda de migração para os Estados Unidos, teve 4 de seus 22 Departamentos classificados como "conflituosos" pelo Tribunal Supremo Eleitoral. Protestos tomaram dez Departamentos do país, mas foram todos controlados.

Daniel Abad Pérez, de 64 anos, votou cedo em uma escola da capital e se mostrou pessimista com relação ao cenário político. "Estas são as piores eleições que já vi. Todos os candidatos estão manchados pela corrupção", disse. "O que nos espera se tudo é uma máfia e tudo é pelo dinheiro?"

Uma pesquisa recente da Gallup América Latina aponta que 31% dos entrevistados acreditam que a eleição será fraudada. Outros 20% pensam que os resultados serão questionados, já que 5 dos 24 candidatos à presidência foram impedidos de participar do pleito. Entre os vetados, dois estavam entre os mais populares, com grandes chances de disputar o segundo turno. Um deles é a filha do ex-ditador Efraín Ríos Montt, Zury Ríos, do partido de extrema direita Valor. Montt foi acusado de genocídio e crimes contra os direitos humanos pela morte de pelo menos 1,7 mil indígenas durante a guerra civil guatemalteca, na década de 80.

Ainda no domingo, as autoridades prenderam Luis Enrique Mendoza, que estava foragido e foi chefe militar de Montt, quando ele votava no Município de Salamá, no Departamento de Baja Verapaz, região central do país.

Após quatro anos no poder, o ex-comediante Jimmy Morales deixará o cargo em janeiro com uma queda crescente na popularidade e suspeitas de corrupção. Morales, um outsider que foi eleito após três ex-presidentes terem sido presos, prometeu lutar contra a corrupção, mas é investigado por supostamente ter recebido contribuições ilegais para sua campanha.

Ele também é responsável por encerrar as atividades da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), órgão atrelado à ONU, que em 11 anos foi responsável por desarticular mais de 60 estruturas de crime organizado e corrupção. / AP e W.POST

Pobreza e violência

O combate à pobreza e à violência dominaram as promessas dos 19 candidatos que disputam a sucessão do atual presidente guatemalteco, Jimmy Morales. A Guatemala é um dos países mais corruptos, segundo a Transparência Internacional, e ocupa a 144ª posição de um total de 180 países avaliados.

Neste contexto de corrupção, 59% de 17,7 milhões de guatemaltecos vivem na pobreza, apesar de a Guatemala ter fechado 2018 com um crescimento de 3,1%, segundo o Ministério das Finanças, que situa o PIB do país em mais de US$ 75 bilhões.

Cifras oficiais estimam que cerca de 1,5 milhão de guatemaltecos vivam nos Estados Unidos, dos quais entre 300 mil e 400 mil teriam residência legal.

Nestas eleições, pela primeira vez, postos de votação foram instalados nas cidades americanas de Los Angeles, Nova York e Houston para que os 600 mil imigrantes radicados pudessem votar. De acordo com fontes migratórias guatemaltecas, 94.482 pessoas foram deportadas pelo México e pelos EUA em 2018, a maioria originária de povoados indígenas no empobrecido oeste do país.

Milhares de guatemaltecos se aventuram a cruzar o México para chegar aos Estados Unidos, para fugir da pobreza e da violência no país, onde operam temidas gangues e quadrilhas de narcotraficantes. Em média, 5 mil homicídios são registrados por ano. Metade é atribuída ao narcotráfico e às gangues.

Os tentáculos do narcotráfico ficaram em evidência após a prisão nos EUA de um dos candidatos à presidência, Mario Estrada. Ele é investigado por ter encomendado a morte de dois adversários ao cartel mexicano de Sinaloa. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente da China, Xi Jinping, vai visitar a Coreia do Norte na quinta e sexta-feira (20 e 21), segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

Durante a visita, Xi irá se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, informou a agência.

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Os serviços de energia foram restabelecidos em mais de 50% em Argentina e Uruguai, depois que um apagão deixou os dois países sem eletricidade na manhã deste domingo (16).

Às 15h30 locais, o serviço havia retornado para 56% dos usuários na Argentina, segundo o ministro da Energia, Gustavo Lopetegui. Já a empresa UTE, do Uruguai, informou que o serviço havia sido retomado em 75% daquele país.

Autoridades argentinas desconhecem as causas do apagão. "São falhas que acontecem com frequência. O extraordinário foi a sucessão de acontecimentos posteriores, que causou a desconexão total", disse Lopetegui em entrevista coletiva, ao explicar que a queda "acontece de forma automática, para proteger o sistema".

O corte aconteceu às 7h07 locais, devido a uma falha no sistema de transmissão desde Yacyretá, represa binacional na fronteira com o Paraguai.

"O sistema elétrico argentino é muito robusto, com capacidade de excesso tanto na geração quanto na transmissão", assinalou Lopetegui, ao comentar que a falha ocorreu em um momento de baixa demanda, "uma vez que é domingo e não faz muito calor, nem muito frio".

Esta foi a primeira vez que um apagão atingiu a totalidade de Argentina e Uruguai. No Paraguai, foram registrados cortes de energia esporádicos e localizados.

A Argentina, com 44 milhões de habitantes, e o Uruguai, com 3,4 milhões, dividem um sistema de interconexão elétrico concentrado na represa binacional de Salto Grande, localizada a cerca de 450 km de Buenos Aires e 500 km de Montevidéu.

- Cidades com funcionamento reduzido -

Em Buenos Aires, apesar do retorno parcial da energia, o metrô e os trens não circulavam. Alguns supermercados e lojas abriram com o auxílio de geradores. Os centros de saúde funcionaram normalmente.

O domingo foi de forte chuva nas capitais argentina e uruguaia. Na Argentina, hoje se comemora o Dia dos Pais e os restaurantes esperavam uma grande clientela.

"Isso nos matou", lamentou o dono de um estabelecimento popular no bairro de Boedo, onde, ao meio-dia, a luz ainda não havia voltado.

"Optamos por abrir porque precisamos trabalhar, mas, logo cedo, perdemos sete ou oito mesas de clientes que se levantaram e foram embora porque não podemos fazer café nem pão", comentou Carlos Arce, dono de uma padaria em Córdoba, segunda maior cidade argentina.

Também neste domingo eram realizadas na Argentina eleições para governador em quatro províncias, e eleitores chegaram a votar à luz de velas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou há pouco em sua conta no Twitter que é "ridículo" falar sobre impeachment e que os verdadeiros crimes foram cometidos pelo "outro lado".

"Quase 70% em nova pesquisa dizem não ao impeachment. É tão ridículo até falar sobre este assunto quando todos os crimes foram cometidos pelo outro lado. Eles não conseguem ganhar uma eleição de forma justa!", diz o tuíte.

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Segundo pesquisa do Wall Street Journal e da NBC News publicada neste domingo, o número de norte-americanos que pedem que o impeachment do presidente seja imediatamente colocado na pauta do Congresso aumentou dez pontos porcentuais desde o mês passado, chegando a 27%. O maior aumento entre os que acreditam que o Congresso deve tratar agora do impeachment é entre apoiadores do Partido Democrata. Ainda segundo a pesquisa, 48% dos norte-americanos acham que o Congresso não deve colocar o impeachment em pauta e deve deixar Trump terminar seu mandato - número estável desde maio.

"Eu só quero chegar", diz Dewa Nguibebe, um jovem de 17 anos que vem de Angola. Ele enumera a lista de países que percorreu desde que chegou: Brasil, Peru, Colômbia, Guatemala, Honduras e, finalmente, México. Integra um grupo de nove pessoas que está em Tapachula, no Estado de Chiapas. Esteve por quatro meses trabalhando nas ruas de Mato Grosso antes de cruzar a fronteira e iniciar o périplo.

Do Brasil, diz que só lhe interessou economizar para chegar. "A única coisa que sinto falta do Brasil é o idioma." Nada mais. Segundo ele, o mais difícil para chegar ao México até agora foi cruzar a Colômbia. O país mais perigoso foi Honduras. Ainda se lembra da dengue que pegou em El Salvador e o fez parar por duas semanas. Nem a doença nem o calor o detiveram. "Lá (em El Salvador) não há nada para fazer. O que quer que haja nos EUA é melhor."

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Na fronteira sul do México é quente e úmido. Antes havia gestos de solidariedade nas ruas: roupas e água diante das casas. Agora só há tensão, e muita. O governo do presidente Andrés Manuel López Obrador, chamado popularmente de AMLO, cedeu a uma dura política migratória criada por Donald Trump para a fronteira sul do México depois que Washington ameaçou impor tarifas progressivas aos produtos mexicanos.

O chanceler Marcelo Ebrard assumiu de facto as funções que eram da secretaria encarregada dos assuntos internos do México, como era a política de migração. Ebrard na semana passada esperava organizar um sistema de "gestão migratória" - que envolverá países como Brasil, Panamá e Guatemala, de onde muitos imigrantes saem antes de chegar ao México - para combater o problema.

Nguibebe e sua família são algumas das centenas de origem africana que passaram pelo Brasil. Ele tem bolhas nos pés. Lembra que do Brasil passou para o Peru, depois para o Equador e a Colômbia. É um dos muitos africanos que fala um português que contrasta com o espanhol do restante dos imigrantes que cruzam o Rio Suchiate. "O mais difícil foi a selva", diz. Durante sete dias, ele e seus companheiros de viagem só puderam tomar água. Um de seus companheiros se chama Emmanuel e é um angolano de 19 anos.

Emmanuel lembra que da Colômbia tomaram um ferry para o Panamá. Para chegar à Nicarágua, foi preciso pagar entre US$ 100 e US$ 150. Em Honduras, bastou ser fotografado. Em El Salvador, também pegou dengue. Os amigos dizem que "foi muito fácil na Guatemala", de onde entraram no México. Aqui dizem que são discriminados. Na Estação Migratória Século 21, por exemplo, afirmam que primeiro dão comida para os imigrantes centro-americanos. "Os africanos ficam com o que sobra."

Levam nove meses na estrada e contando. Os EUA são a meta final e o cansaço é evidente. Faz poucos dias que um grupo de africanos protestou neste local, provocando destruição. O motivo: estão há mais de um mês esperando seus documentos. Dizem que os imigrantes cubanos e centro-americanos os recebem muito mais rápido. "Eles nos dão pouco para beber. Nós não entendemos nada e ninguém traduz nada", afirma um homem que se identifica como Mawe e diz ser de Camarões.

Os imigrantes africanos na fronteira sul do México percorrem 20 mil quilômetros para chegar aos EUA. Ao chegar a Tapachula, escolhem a rota mais curta para o norte, mas também a mais perigosa: termina em Tamaulipas e Texas, onde foram encontradas valas de imigrantes nos últimos anos. Todos os imigrantes sabem do perigo que enfrentam em um país onde os assassinatos chegam a dezenas de milhares a cada ano. O primeiro trimestre de 2019 foi o mais violento desde 1997, quando começaram a ser feitos os levantamentos. Foram quase 8.500 assassinatos em três meses. Mas o grupo que aguarda em Chiapas não tem medo. "Nada é pior do que o lugar de onde viemos", insistem.

A crise migratória marcou os seis primeiros meses de Obrador na presidência. A inesperada renúncia de Tonatiuh Guillén, diretor do Instituto Nacional de Migração, dias antes do envio de tropas para a fronteira sul, é a sétima entre secretários e funcionários dos setores de saúde, meio ambiente e segurança.

As críticas ao envio de 6 mil soldados da recém-criada Guarda Nacional, cuja legislação ainda deve ser aprovada, são de que parece uma solução apressada. O tuíte de Trump ameaçando impor tarifas ao México pôs na corda bamba a suposta vocação "humanista" que AMLO prometeu, durante a campanha, ser o selo de seu governo. Em seis meses, os mexicanos viram como a presidência de Obrador cortou programas científicos, culturais e esportivos; bolsas e fundos de educação; reduziu o orçamento para o setor médico e até mesmo convidou para atos públicos um sacerdote ativista e um membro da Igreja Evangélica

Os efeitos da militarização da fronteira sob as ordens do presidente americano surgirão em poucas semanas. Mas há o exemplo da visita que Trump, então candidato à presidência dos EUA, fez ao antecessor de AMLO, Enrique Peña Nieto: sua aprovação caiu e ele se tornou o presidente mais impopular da história recente do México, com apenas 15%.

AMLO acredita que sua popularidade sobreviverá ao embate, mas muitos não estão convencidos. Os mexicanos acompanham com nervosismo uma negociação que poderia levar o México à categoria de terceiro país seguro" - classificação que manteria os imigrantes em território mexicano. Trump prometeu revisar em 45 dias para ver se o governo mexicano reduziu o fluxo até os EUA. Um analista brinca: "Já esperamos o dia 46 como a quinta partida do Mundial". O México nunca passou da quinta partida nas Copas do Mundo. "Neste ritmo, o dia 46 chegará primeiro que a quinta partida."

Se o real fosse valorizado, ninguém sairia, diz imigrante angolana

Após dois meses de viagem por terra, saindo de São Paulo, Ana, angolana que morou durante três anos no Brasil, está há uma semana em um centro comunitário de Ciudad Acuña, no Estado mexicano de Cohuila, aguardando a autorização de entrada nos Estados Unidos.

Ela acredita que o fato de carregar a filha de 1 ano e 4 meses pode ter ajudado em certos trechos da viagem. "Quando a minha filha ficou doente, comecei a reclamar pelos meus direitos. Se você ficar quieta, as coisas não dão certo."

As reclamações permitiram que a menina ficasse três dias internada em um hospital na Costa Rica. Uma amiga gestante não teve a mesma sorte no México - somente foi atendida após oferecer pagamento. "Eles sabem que estrangeiro carrega dólar", recorda, indignada.

Foi por meio dos conselhos dos demais africanos que já fizeram a viagem que Ana juntou US$ 2,5 mil por mais de um ano para chegar aos EUA. "Tem de pagar transporte, comida, pessoas para mostrar o caminho na mata", explica.

A jornada até a fronteira de Coahuila com o Texas teve a primeira parada em Rio Branco, no Acre, passando por Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala e, então, México. Até 15 horas seguidas em viagens de ônibus passaram a ser comuns para Ana e a filha nos últimos meses. Ela também fez uma viagem de barco, uma travessia na água e passou uma semana em uma trilha na mata.

"Você até chora. Pessoas morreram de fome ou se perderam. Graças a Deus que estamos aqui", relata, aliviada. Mas até uma semana atrás, Ana e sua filha estavam presas em um centro de detenção de imigrantes no México, na fronteira com a Guatemala. Ficaram lá durante 14 dias. Foi um tratamento inédito em relação aos demais países da jornada. "Não podíamos sair nem para comprar comida. Se as pessoas reclamam, mandam voltar para seu país", diz sobre o tratamento dos agentes.

Agora, ela acredita que o pior já passou. Apesar de dormir a céu aberto, sendo alvo de mosquitos que atrapalham o sono, está animada, pois os funcionários do centro de imigração no México calculam que em um mês será possível entrar nos EUA desfrutando dos benefícios concedidos a refugiados. "Quando não se tem família lá, eles te dão uma casa e dinheiro para comprar comida, além de um documento que vale um ano. Sei que daqui a dois anos vou ficar bem."

É grande a tentação de atravessar o Rio Bravo a nado e chegar ao destino mais rápido, como muitos fizeram, mas ao pensar na filha, a angolana repensa. "Quem entra pela água não tem direito a nada. Imagina se fiz tudo isso para nada?"

A história de Ana compõe uma estatística que tem aumentado nos últimos meses: imigrantes africanos viajam a países da América Latina para, em seguida, chegar por terra aos EUA.

Segundo os dados do governo americano, apesar de o número de africanos ainda ser ínfimo em comparação aos latino-americanos, houve um aumento de 44,5%, entre 2017 e 2018, no volume de prisões de africanos na fronteira com o México.

O Brasil é um dos países que servem de ponto de partida. Alguns africanos somente passam pelo País, mas muitos que tinham planos de se estabelecer por aqui acabam mudando de ideia.

"Se o real fosse valorizado, como o dólar, ninguém sairia daí. Temos família fora do Brasil e temos de enviar dinheiro em dólar", afirma Ana. A justificativa da maioria de seus conhecidos que viajaram para os EUA é a mesma: desapontamento com a crise econômica brasileira e a desvalorização constante da moeda.

Mesmo assim, o número de pedidos de refúgio no Brasil tem aumentado, segundo dados da Polícia Federal. De 2017 a abril deste ano, o Brasil recebeu mais de 239 mil solicitações de refúgio.

Os venezuelanos permanecem na liderança, seguidos pelos haitianos. Os senegaleses vêm em terceiro lugar, com mais de 9 mil pedidos. O número ultrapassa as solicitações de refúgio acumuladas em seis anos, de 2010 a 2016, quando 7,2 mil senegaleses entraram com o pedido.

Angola repete a tendência. Atualmente em quinto lugar da lista, acumula 6 mil solicitações desde 2017. O saldo de 2010 a 2016 é de pouco mais de 2 mil pedidos. Na lista das 24 nacionalidades que mais pediram refúgio no Brasil - de 2017 a abril de 2019 - 13 são africanas.

Não há dados, entretanto, sobre o número de refugiados africanos que deixam o Brasil, mesmo regularizados. Dos mais de 400 mil cancelamentos de registros de migrantes de diversas nacionalidades, somente 1,1 mil são em decorrência de saída do País.

Segredo.

A decisão de seguir viagem não costuma ser compartilhada com os demais africanos no Brasil, mesmo se planejada com antecedência. Depois de Ana parar de frequentar o instituto de apoio a refugiados em São Paulo no qual conheceu seu amigo Ectiandro da Cunha, também angolano, ele descobriu que ela havia partido por meio de uma postagem nas redes sociais. "Fiquei super preocupado. Quem quer continuar no Brasil não recomenda a ninguém passar por tudo isso", defende.

O camaronês Louis Le-prince dividia o apartamento com um colega em São Paulo e um dia, ao voltar do trabalho, percebeu que o amigo não estava lá, assim como seus pertences. "Eu paro de falar com a pessoa se descubro que ela quer ir embora assim. Um dia seu amigo está lá e, no outro, não está mais."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A esposa do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, Sara Netanyahu, foi reconhecida culpada, neste domingo, 16, pelo uso indevido de fundos públicos no âmbito de um acordo com a Justiça e que prevê uma redução das acusações contra ela.

Sara foi indiciada por fraude e abuso de confiança em junho de 2018 por supostamente usar quase US$ 100 mil de recursos públicos para pagar refeições, alegando falsamente não ter cozinheiro na residência oficial do primeiro-ministro. Seu processo começou em outubro de 2018.

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Ela chegou a um acordo com o procurador e reconheceu ter gasto 175 mil shekels (cerca de 44 mil euros) sem autorização e concordou em devolver ao Estado 45 mil shekels (11.110 mil euros) e pagar 10 mil hekels (2.480 mil euros) de multa.

Em troca, as acusações de fraude às custas do Estado, que podem levar a uma penalidade maior, foram retiradas. Sendo mantida apenas a mais leve, a de se beneficiar do erro cometido por uma terceira pessoa, de acordo com os termos da lei. O acordo foi aceito pelo tribunal de Jerusalém neste domingo.

De acordo com a ata de acusação, Sara Netanyahu era suspeita de ter encomendado entre setembro de 2010 e março de 2013, para ela, seus familiares e convidados, centenas de refeições em vários estabelecimentos de renome em Jerusalém.

A esposa do primeiro-ministro, de 60 anos, negou qualquer irregularidade durante o processo.

Um recurso contra este acordo chegou a ser apresentado no Supremo Tribunal por um jornalista do jornal Haaretz.

Sara Netanyahu enfrentou outras acusações no passado. Em 2016, um tribunal de Jerusalém concedeu indenização a um ex-mordomo de Benjamin Netanyahu que havia acusado o primeiro-ministro israelense e sua esposa de maus-tratos.

O chefe do governo de Israel, de 69 anos, há 13 no poder, será ouvido em outubro pela Justiça por acusações de "corrupção", "fraude" e "quebra de confiança" em outros três casos.

O primeiro-ministro alega inocência e denuncia uma "caça às bruxas" contra ele e sua família.

No caso principal, a investigação diz respeito à suspeita de favores do governo em favor do Bezeq, o maior grupo de telecomunicações israelense, em troca de uma cobertura favorável a Netanyahu da parte do Walla, um site de informações de propriedade do CEO da Bezeq.

Em outro caso, a polícia suspeita que Netanyahu e membros de sua família tenham recebido, por um milhão de shekels (cerca de 250.000 euros), charutos de luxo, garrafas de champanhe e joias de personalidades ricas em troca de favores financeiros ou pessoais.

No último caso, suspeitam que ele tentou fazer um acordo com o dono do jornal Yediot Aharonot para uma cobertura mais favorável.

Incapaz de formar uma coalizão após sua vitória nas eleições de 9 de abril, Benjamin Netanyahu dissolveu o Parlamento, a fim de impedir que o presidente confiasse a outro a formação de uma coalizão sem ele, levando o país a novas eleições em 17 de setembro.

A Argentina e o Uruguai amanheceram sem luz em todo o seu território neste domingo após uma falha massiva na rede de distribuição do primeiro país. A empresa de distribuição Edesur Argentina e a Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas (UTE) uruguaia informam que conseguiram restabelecer o fornecimento de energia em algumas regiões, mas a restituição completa demandará ainda algumas horas.

"Hoje, às 7h07 (pelo horário de Buenos Aires), se produziu o colapso do Sistema Argentino de Interconexão (SADI), que produziu um corte massivo de energia elétrica em todo o país e que afetou também o Uruguai", afirma em comunicado a Secretaria de Governo de Energia da Argentina. O órgão acrescenta que as causas do apagão estão sendo investigadas e ainda não foram determinadas.

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Pelo menos 49 pessoas morreram nas últimas 24 horas no estado de Bihar, no norte da Índia, atingido há mais de duas semanas por uma onda de calor extremo, informaram neste domingo autoridades locais.

As vítimas são da região de Magadh, que sofre com a seca e onde as temperaturas estão em torno de 45 graus Celsius há vários dias.

Segundo Vijay Kumar, secretário de saúde pública, 49 pessoas morreram em três distritos.

"Houve um desenvolvimento repentino na tarde de sábado. Várias pessoas que sofreram de insolação foram transportadas para diversos hospitais. A maioria delas morreu na noite de sábado, algumas este domingo de manhã", disse ele à AFP.

Cerca de quarenta pessoas seguem hospitalizadas.

A maioria das vítimas tinha mais de 50 anos de idade. Elas foram hospitalizadas em estado semiconsciente, com febre alta, diarreia e vômitos.

O ministro de Bihar, Nitish Kumar, anunciou 400.000 rúpias (5.000 euros) de indenização para a família de cada vítima.

Grande parte do norte da Índia vive há mais de duas semanas um calor sufocante. As temperaturas ultrapassam os 50 graus no Rajastão.

Em 2017, pesquisadores advertiram que o Sul da Ásia, onde vive um quinto da população mundial, poderia enfrentar um aumento das temperaturas a níveis insuportáveis até o final do século se nada fosse feito contra as mudanças climáticas.

Em 2015, uma onda de calor matou mais de 3.500 pessoas na Índia e no Paquistão.

Quando Jimmy Morales venceu as eleições presidenciais de 2015, a Guatemala antecipava uma tendência. Diante do ceticismo global, os guatemaltecos escolhiam um outsider, um comediante que vestia o manto messiânico, prometia uma cruzada contra a corrupção para construir uma "nova Guatemala". Não deu certo. Quatro anos depois, 8 milhões de eleitores voltam neste domingo, 16, às urnas para eleger seu sucessor em uma campanha marcada pela decepção. Entre os problemas mais graves, além da corrupção, estão a miséria e o crime organizado, responsáveis pela massa de imigrantes que foge da violência - 60% da população é pobre e quase 10% dos 17 milhões de guatemaltecos vivem nos EUA.

Três dos quatro últimos presidentes - Alfonso Portillo, Álvaro Colom e Otto Pérez - foram presos por corrupção. Neste cenário, Morales chegou como o salvador da pátria. Assim como Donald Trump, nos EUA, e Jair Bolsonaro, no Brasil, ele teve apoio de uma base de evangélicos - que explica o fato de EUA e Guatemala serem os únicos a mudar sua embaixada em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém.

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O discurso anticorrupção, porém, teve vida curta. Desde 2006, o país vive sob a égide da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), criada em conjunto com a ONU para ajudar a polícia e o Ministério Público a investigar e processar casos criminais.

Rapidamente, a Cicig se tornou a instituição mais popular do país e logo apontou irregularidades envolvendo Morales. Seu irmão, Sammy, e seu filho, José Manuel, foram presos por corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2017, a Cicig descobriu que Jimmy recebeu US$ 1 milhão em financiamento ilegal de campanha. Sua aprovação, que foi de 80%, em 2016, caiu para 10%, em 2017.

Pesquisas indicam que mais da metade dos eleitores ainda não conta com candidato. Todos são caras velhas na política. A favorita é Sandra Torres, de centro-esquerda, com apenas 20% das intenções de voto. Ela foi casada com o ex-presidente Colom. Como a Constituição proíbe candidatura de marido ou mulher de ex-mandatários, os dois adotaram uma gambiarra jurídica: se divorciaram. O conservador Alejandro Giammattei, em segundo com 17%, foi candidato nas quatro últimas eleições. Outros nomes também são velhos conhecidos. O embaixador Edmond Mulet, em terceiro com 8,5% das intenções de voto, é ex-deputado, e o empresário Roberto Arzu, em quarto com 8%, é filho de um ex-presidente.

A decepção é tanta que um terço dos eleitores, segundo o instituto Gallup, acredita que o resultado de hoje será fraudado e 20% acha que a votação é ilegítima, porque vários nomes foram impedidos de concorrer. A principal ausência é Thelma Aldana, ex-procuradora-geral que construiu sua reputação colocando políticos na cadeia. Ameaçada, ela fugiu para os EUA. "A legitimidade e a confiança no processo eleitoral foram seriamente afetadas", disse Phillip Chicola, diretor da Fundação Liberdade e Desenvolvimento. "É preocupante que tanta gente desconfie da democracia." (Com agências internacionais).

O príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, da Arábia Saudita, acusou o Irã pelos ataques a navios-petroleiros no Golfo Pérsico, segundo trechos de uma entrevista publicada neste domingo (fuso local).

"O regime iraniano não respeita a presença do premier do Japão como convidado em Teerã, e respondeu a seus esforços diplomáticos atacando dois navios-tanque, um deles japonês", disse ao jornal Asharq al-Awsat, referindo-se aos ataques de quinta-feira, nos quais o Irã negou envolvimento.

Neste sábado (15), foi realizada a primeira missa na catedral de Notre Dame, dois meses depois do incêndio que destruiu o telhado do monumento, um dos mais emblemáticos de Paris.

Entre aindaimes que estão sendo utilizados na reforma e usando um capacete, assim como seus auxiliares, o arcebispo da capital francesa, monsenhor Michel Aupetit, celebrou a cerimônia que não foi aberta ao público, sendo transmitida ao vivo pela emissora de TV católica KTO. "O fogo, que devastou o edifício em 15 de abril, provocou uma onda de emoção, não apenas na comunidade de fiéis", disse o arcebispo durante o sermão.

"Esta catedral é um local de culto, esse é seu único e verdadeiro propósito", acrescentou. Cerca de trinta pessoas, todas usando capacetes, foram autorizadas a acompanhar a missa realizada na parte atrás do coro da igreja, entre elas o reitor da Notre Dame, monsenhor Patrick Chauvet, voluntários, pessoas que trabalhavam na catedral e funcionários da diocese. "Por evidentes razões de segurança", segundo a diocese de Paris, nenhum fiel esteve presente na missa.

- Fase de consolidação -

O incêndio da catedral no dia 15 de abril provocou uma grande onda de solidariedade para salvar e restaurar este local, patrimônio mundial da Unesco. O monumento perdeu a agulha, o teto e parte da abóboda.

A missa foi marcada para coincidir com a festa da Dedicatória, que comemora a consagração do altar da catedral. Uma data "altamente significativa, espiritualmente", destacou o monsenhor Chauvet.

Os participantes da cerimônia se reuniram na Capela da Virgem, onde ficava a Coroa de Espinhos, um dos tesouros da catedral que os católicos que foi usada por Cristo na crucificação e que foi salva das chamas. A esplanada em frente à catedral segue fechada ao público.

Desde o incêndio, entre 60 e 150 pessoas trabalham no local retirando escombros e estabilizando a estrutura, uma tarefa que ainda vai durar algumas semanas. Em seguida serão realizados estudos para as obras de reforma.

O presidente francês Emmanuel Macron se comprometeu em entregar a catedral reconstruída dentro de cinco anos. Dois meses depois do incêndio, apenas 9% dos 850 milhões de euros (cerca de 3,7 bilhões de reais) prometidos para a restauração do prédio foram disponibilizados.

Uma bomba americana de 100 quilos da Segunda Guerra Mundial foi desativada na madrugada deste sábado (15), após sua descoberta no centro de Berlim, perto da icônica praça Alexanderplatz, informou a polícia.

"O detonador foi destruído com sucesso. Estamos retirando aos poucos os bloqueios. Em breve, vocês poderão retornar a suas casas", indicou a polícia em um tuíte.

Após a evacuação de 3.000 pessoas da área na sexta-feira, a polícia disse que encontrou alguns problemas técnicos para desarmar a bomba, mas que foram resolvidos rapidamente.

Um perímetro de segurança de 300 metros havia sido estabelecido.

Descoberta perto de um imponente centro comercial, a bomba teria sido largada por um bombardeiro americano, e seu detonador permaneceu intacto.

O tráfego de várias linhas de trens na zona foi suspenso para a operação.

A Alemanha tem grande experiência neste tipo de evento, uma vez que a descoberta de bombas da Segunda Guerra Mundial é relativamente frequente. As bombas lançadas pelos Aliados e que não explodiram ainda provoca grandes operações.

A maior evacuação do tipo desde 1945 foi em setembro de 2017, em Frankfurt, onde foi encontrada uma enorme bomba britânica com uma carga explosiva de 1,4 tonelada. Cerca de 65.000 habitantes tiveram que deixar suas casas.

Na maioria das vezes, as bombas podem ser desativadas. Em casos raros, uma explosão "controlada" se faz necessária.

Berlim sofreu durante a guerra pesadas campanhas de bombardeios, em particular na primavera de 1945, com um terço das casas da cidade destruídas e dezenas de milhares de mortes.

Milhares de bombas não detonadas já foram descobertas e cerca de 3.000 outras permanecem no subsolo de Berlim, segundo especialistas.

Em abril de 2018, as forças de segurança de Berlim desativaram uma bomba britânica de 500 kg. Cerca de 10.000 pessoas foram evacuadas.

Uma mina de ouro na região nordeste da República Democrática do Congo (RDC) desabou, provocando a morte de 13 mineradores, informaram autoridades locais. O acidente ocorreu na noite de quinta-feira em Mambasa, na Província de Ituri.

Segundo o líder da sociedade civil de Ituri, Godefroid Tshombe, entre os feridos há crianças que se dedicam à mineração depois que saem das aulas.

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Tshombe disse que o desmoronamento foi causado pela fragilidade do solo úmido das chuvas que caem na região. (Com agências internacionais)

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência de inteligência militar do Pentágono acusou publicamente a Rússia de conduzir testes nucleares irregulares, com ganhos de tecnologia proibidos nos acordos assinados entre Moscou e Washington. Isso levaria, na prática, à criação de armas atômicas mais potentes.

A chancelaria russa considerou a acusação uma "provocação". A agência de inteligência americana não deu detalhes sobre os supostos testes da Rússia ou divulgou qualquer evidência que respalde a acusação. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A transferência de submarinos usados, da Marinha do Brasil, para a Argentina, anunciada há uma semana em Buenos Aires, ainda é uma ideia transitando em terreno pantanoso. A possibilidade entrou na pauta há cerca de seis meses, como meio de substituir com certa rapidez o Ara San Juan, que naufragou em novembro de 2017 com 44 tripulantes e sob a suspeita de estar conduzindo uma missão de inteligência nas proximidades das Malvinas, disputadas com a Inglaterra. O governo argentino desmente a versão. Os britânicos não comentam.

O documento bilateral destaca apenas "o estudo da possibilidade de transferência de submarinos IKL da Marinha do Brasil à Armada Argentina". Não trata de prazos. Fontes locais garantem que a entrega poderia envolver todos os quatro IKL-290/1400 empregados pelo Brasil há cerca de 30 anos. Não é bem assim.

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Oficiais brasileiros sustentam que, se a iniciativa prosperar, abrangerá apenas duas unidades, provavelmente o S-30 Tupi, de 1989, e o S-31 Tamoio, de 1994. São modelos leves, de 1.440 toneladas, 36 marinheiros, 61 metros, armados com torpedos e minas pesadas.

De tecnologia alemã, o primeiro saiu do estaleiro de Kiel, no Mar do Norte. Os três outros foram construídos no Arsenal do Rio de Janeiro. Todos precisam ser submetidos a processos de revitalização e modernização. A base comercial da negociação deve tomar como referência para o valor dos navios, algo entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões - 10% do preço de um submarino novo do mesmo tipo.

Nos anos 80, engenheiros brasileiros usaram o projeto alemão para desenvolver um modelo mais robusto, o Tikuna, recebido em 2006. Desloca 1,5 mil toneladas, é cinco metros maior que os Tupis e teve a tecnologia atualizada.

Especialistas da área técnica da Armada gostariam que o presidente Mauricio Macri, em vez de discutir o recebimento dos IKL, mantivesse o plano elaborado pela Força de Submarinos, que prevê a recuperação do S-41 Santa Cruz (um "irmão" do San Juan, inoperante, recolhido para remodelamento desde 2015), e a compra ou construção local, nas facilidades industriais do estaleiro Tandanor, de um ou dois novos navios de 2 mil toneladas e elevada sofisticação de sistemas.

Os oficiais argumentam que os submarinos brasileiros precisam passar por uma extensa e demorada reforma, "são pequenos, antigos e tem desempenho modesto", disseram ao Estado. Mais que isso, não teriam condições de atuar seguidamente nas condições adversas do extremo sul do Oceano Atlântico, "mar de águas violentas e missões dilatadas". O San Juan, de 1,7 mil toneladas, desapareceu nessa região. Foi localizado um ano depois, em 2018, a 600 km da cidade de Comodoro Rivadávia e a 907 metros de profundidade.

Para um submarinista da reserva da Marinha do Brasil, "não faz sentido abrir mão de todos os meios quando os novos submarinos da classe Riachuelo ainda estão na primeira etapa dos procedimentos de finalização e recebimento".

De fato, o S-40 Riachuelo, entregue há seis meses, de tecnologia francesa, mas com alterações determinadas pela Marinha, e o segundo na linha de produção, o S-41 Humaitá, só estarão plenamente operacionais a partir de 2023. São os dois primeiros de uma série de quatro modernos Scorpène, de propulsão diesel-elétrica, 71 metros, 2,1 mil toneladas, capazes de disparar torpedos e, no futuro próximo, mísseis.

O problema é que os navios exigem tempo para as provas de mar, treinamento do pessoal de bordo e avaliação das capacidades operacionais. No período, e na hipótese de serem transferidos todos os quatro IKL-209/1400, a força naval do Brasil não estaria apta para atuar nesse viés estratégico. Ficaria limitada à disponibilidade do exemplar único da classe Tikuna, o S-34. O propósito em estudo é bem diferente, contempla um ciclo de reparos e troca de equipamentos para estender a vida útil dos navios em 10 ou 15 anos.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliou nesta sexta-feira (14) que a epidemia de ebola que castiga a República Democrática do Congo (RDC) não constitui uma ameaça internacional, apesar dos casos confirmados na vizinha Uganda.

"O comitê é da opinião de que o surto é uma emergência de saúde na República Democrática do Congo e na região, mas não cumpre os critérios para uma emergência de saúde pública de interesse internacional", disse o painel da OMS em uma declaração.

A agência da ONU declarou esse tipo de emergência apenas quatro vezes: em 2009, pela gripe H1N1; em 2014, pela poliomielite; em 2014, pela epidemia de ebola que causou mais de 11.300 mortes em três países do oeste africano (Libéria, Guiné, Serra Leoa); e em 2016, pelo vírus zika.

A reunião do comitê de urgência sobre a epidemia de ebola, que reapareceu em agosto na República Democrática do Congo, foi presidida pelo diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Ele participou da reunião remotamente, direto da RDC.

De acordo com os regulamentos sanitários da OMS, esse tipo de emergência é "um evento extraordinário de saúde pública que representa um risco para a saúde pública de outros Estados, devido à disseminação internacional de uma doença (...), e que pode exigir uma resposta internacional coordenada".

Em duas ocasiões, em outubro de 2018 e em abril passado, a OMS desistiu de declarar este alerta de saúde para o ebola na RDC, principalmente porque a epidemia se limitava a um único país.

A Uganda declarou o estado de alerta desde o início da epidemia, em agosto de 2018, no leste da RDC, onde foram registrados 2.100 doentes, dos quais 1.411 morreram.

O principal desafio para as autoridades ugandesas ante esta epidemia é a fronteira de 875 km com a vizinha RDC, cuja permeabilidade é difícil de controlar.

Esta semana, em Uganda, o vírus do Ebola fez suas duas primeiras vítimas - um menino de cinco anos e sua avó - que haviam viajado recentemente à RDC para o enterro de um familiar falecido pelo ebola.

O país já sofreu outras epidemias de Ebola. A mais recente foi em 2012, e em 2000 um total de 200 pessoas morreram no norte do país devido ao vírus.

Na RDC, a epidemia atual é a décima desde 1976 e a segunda mais grave na história da doença, depois da que atingiu a África Ocidental em 2014-2016.

Ao contrário do que aconteceu naquela época, as autoridades hoje dispõem de uma nova arma contra o vírus: uma vacina experimental, considerada eficaz pela OMS.

A empresa de cosméticos e produtos de limpeza japonesa Kao suspendeu uma campanha promocional para divulgar um detergente cujo slogan era #beWHITE (#fiqueBRANCO).

Com a expressão, a Kao se referia à maneira como são conhecidas, no Japão, as empresas que tratam bem seus funcionários ("white kigyo"), em oposição às que tratam mal ("black kigyo").

A campanha tinha como objetivo estimular as famílias a serem uma "boa empresa" e a compartilharem as tarefas domésticas para não deixá-las nas mãos de uma única pessoa.

Depois que a publicidade foi lançada, alguns trabalhadores apontaram o risco de que a empresa seja acusada de racismo.

"Queríamos estimular as pessoas a participarem do trabalho doméstico, mas em inglês os termos 'be white' podem ser interpretados de forma diferente", explicou à AFP Yoshiki Aoyama, assessor da Kao.

A justiça britânica vai decidir sobre o pedido dos Estados Unidos para extraditar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para julgá-lo por espionagem, em audiência marcada para o final de fevereiro de 2020, decidiu uma juíza de Londres.

Durante uma sessão processual em que Assange não participou, a juíza Emma Arbuthnot ordenou "uma audiência de cinco dias em fevereiro, provavelmente a partir de 24 de fevereiro", anunciou um porta-voz do Judiciário.

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