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Em um novo dia de protestos pró-democracia, milhares de pessoas voltaram às ruas em Hong Kong neste domingo (8), em um ato batizado como "Marcha do Dia dos Direitos Humanos". A iniciativa marca seis meses do início da série de manifestações deflagradas para barrar a controversa lei que permitiria a extradição de condenados à China continental.

Apesar da desistência da lei por parte das autoridades locais, os protestos continuaram e se acentuaram para exigir democracia. O ato deste domingo foi convocado pela Frente Civil dos Direitos Humanos, que obteve autorização da polícia, e teve início no Victoria Park, localizado no distrito comercial de Causeway Bay, e seguiu para o Chater Road. 

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De acordo com as autoridades, antes do protesto, pelo menos 11 pessoas foram detidas e uma arma apreendida. Para os organizadores, a grande marcha é a "última chance" para o governo de Carrie Lam encerrar a crise política, que ficou com um clima relativamente mais calmo depois que os movimentos pró-democracia conquistaram uma vitória expressiva nas eleições.

Da Ansa

Pelo menos 43 pessoas morreram neste domingo (8) em um incêndio em uma fábrica no centro de Nova Delhi. O incêndio, que começou às 5h30 (hora de Brasília), já foi controlado, em uma operação que, segundo o Corpo de Bombeiros, mobilizou 25 viaturas. A polícia da capital da Índia está investigando as causas do incêndio.

Segundo as autoridades indianas, a fábrica também servia de dormitório para os trabalhadores, e a maioria das pessoas dormia quando o incêndio começou e morreu de asfixia. "Até agora resgatamos mais de 50 pessoas, e grande parte delas tinha sido afetada pela fumaça", disse o bombeiro Aul Garg.

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De acordo com o último balanço, pelo menos 16 pessoas foram hospitalizadas até ao momento. Em várias cidades da Índia, as fábricas e pequenas unidades industriais estão localizadas em bairros antigos e apertados, onde o preço dos imóveis é mais baixo.

À noite, esses prédios costumam servir de dormitório para os trabalhadores pobres, a maioria deles migrantes, que economizam dinheiro ao dormir no local de trabalho.

Em mensagem no twitter, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, considerou "horrível"o incêndio. "Os meus pensamentos estão com aqueles que perderam os seus entes queridos. Desejo aos feridos uma rápida recuperação", disse o premiê.

"As autoridades estão a dar toda a assistência possível no local da tragédia", acrescentou. Na Índia, as leis de construção e as normas de segurança são frequentemente desrespeitadas pelos construtores e moradores, razão pela qual os incêndios são comuns.

Em 1997, um incêndio em um cinema em Nova Deli matou 59 pessoas. Já em fevereiro deste ano, 17 pessoas morreram devido a um incêndio em um hotel de seis andares, também na capital indiana. O fogo começou numa cozinha não autorizada na cobertura do edifício.

Dois terremotos foram registrados na noite deste sábado (7) na província de L'Aquila, no centro da Itália, informou o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV). Até o momento, não há relatos sobre vítimas e danos. No entanto, o abalo sísmico provocou pânico entre os moradores.

De acordo com dados do INGV, o primeiro tremor teve magnitude 3,7 graus na escala Richter e foi sentido às 22h58 (horário local), com epicentro a dois quilômetros do município de Barete Já uma réplica foi registrada no mesmo local minutos depois, com magnitude 3,4 graus na escala Richter, segundo o Instituto italiano. 

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Da Ansa

O parlamentarismo vive uma crise, principalmente na Europa. Países como Espanha e Itália não conseguem formar governos estáveis, enquanto partidos tradicionais têm dificuldades para manter apoio popular, como no Reino Unido e na Alemanha. A turbulência, segundo especialistas, está ligada à polarização, à fragmentação política e ao declínio dos partidos tradicionais.

Noah Wanebo, consultor da firma Harwood Levitt, de Bruxelas, diz que a polarização aumentou a participação nas eleições, dando à democracia europeia mais legitimidade. No entanto, Parlamentos mais expostos ao extremismo, segundo ele, prejudicam a governabilidade. "A polarização entre nacionalistas e liberais, entre comunidades urbanas e rurais, entre Leste e Oeste, acabou com as forças centristas na Europa", afirma.

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De norte a sul na Europa, os partidos tradicionais vão lentamente se esfacelando. Em nenhum país isto é mais claro do que na Espanha. No dia 10 de novembro, os espanhóis foram às urnas pela quarta vez em quatro anos para tentar dar fim ao impasse político que se arrasta desde abril.

Os socialistas, liderados pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, foram os mais votados na eleição de novembro, mas não conseguiram maioria para governar sozinhos - nem um acordo com outro partido de esquerda, o Podemos, dirigido por Pablo Iglesias, foi capaz de dar solidez ao governo - Sánchez agora terá de buscar apoio dos partidos separatistas catalães.

A crise na Espanha passa pela falta de empatia com os dois partidos tradicionais: Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de esquerda, e o Partido Popular (PP), de direita. O distanciamento causou a criação de partidos duplicados: o Podemos passou a disputar votos com o PSOE e o Ciudadanos a competir com o PP - mais tarde, o Vox, de extrema direita também atraiu eleitores conservadores. A fragmentação tem sido falta para a democracia espanhola.

Na Itália, a insatisfação com a política tradicional também cobrou um preço. O Movimento 5 Estrelas (M5S) se tornou o partido antiestablishment. A polarização se manteve entre esquerda, representada pelo Partido Democrático (PD), e a direita, encarnada pela Liga, que substituiu a liderança de Silvio Berlusconi. Com três forças antagônicas no Parlamento, a tarefa de formar um governo ficou ainda mais difícil - o país já teve 64 governos desde a 2.ª Guerra.

No Reino Unido - que vai às urnas nesta quinta-feira, o problema vai além da crise dos partidos tradicionais. A questão é a ausência de carisma dos líderes das duas maiores legendas. O premiê conservador, Boris Johnson, sofreu derrotas humilhantes no Parlamento e só não caiu porque seu rival, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista, é ainda mais odiado.

Até a inabalável democracia alemã tem dado sinais de cansaço. Após as eleições de 2017, a União Democrata-Cristã (CDU), de Angela Merkel, levou 171 dias para formar uma coalizão com o Partido Social-Democrata (SPD). A aliança funcionou até que os social-democratas elegeram uma nova liderança: Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken, a nova direção do SPD, levaram o partido mais para a esquerda, esticando a corda e ameaçando o acordo com a CDU.

"A falta de um líder forte, que atenda não só à agenda de uma corrente ideológica, somado a fatores históricos peculiares de cada um dos países, aumentam a fragmentação partidária", explica o professor e consultor internacional, Guilherme Athia, sócio da agência Atlântico.

João Paulo Carvalho, ESPECIAL PARA O ESTADO / MADRI, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2019 | 06h00

O parlamentarismo vive uma crise, principalmente na Europa. Países como Espanha e Itália não conseguem formar governos estáveis, enquanto partidos tradicionais têm dificuldades para manter apoio popular, como no Reino Unido e na Alemanha. A turbulência, segundo especialistas, está ligada à polarização, à fragmentação política e ao declínio dos partidos tradicionais.

Londres

Muitos britânicos esquecem ou não sabem que o Reino Unido após a guerra ficou com uma dívida gigantesca e precisava renovar sua base industrial, diz sociólogo Foto: Facundo Arrizabalaga / EFE

Noah Wanebo, consultor da firma Harwood Levitt, de Bruxelas, diz que a polarização aumentou a participação nas eleições, dando à democracia europeia mais legitimidade. No entanto, Parlamentos mais expostos ao extremismo, segundo ele, prejudicam a governabilidade. "A polarização entre nacionalistas e liberais, entre comunidades urbanas e rurais, entre Leste e Oeste, acabou com as forças centristas na Europa", afirma.

De norte a sul na Europa, os partidos tradicionais vão lentamente se esfacelando. Em nenhum país isto é mais claro do que na Espanha. No dia 10 de novembro, os espanhóis foram às urnas pela quarta vez em quatro anos para tentar dar fim ao impasse político que se arrasta desde abril.

 

Os socialistas, liderados pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, foram os mais votados na eleição de novembro, mas não conseguiram maioria para governar sozinhos - nem um acordo com outro partido de esquerda, o Podemos, dirigido por Pablo Iglesias, foi capaz de dar solidez ao governo - Sánchez agora terá de buscar apoio dos partidos separatistas catalães.

Pedro Sánchez

Pedro Sánchez é um economista madrilenho de 47 anos Foto: Emilio Morenatti / AP

A crise na Espanha passa pela falta de empatia com os dois partidos tradicionais: Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de esquerda, e o Partido Popular (PP), de direita. O distanciamento causou a criação de partidos duplicados: o Podemos passou a disputar votos com o PSOE e o Ciudadanos a competir com o PP - mais tarde, o Vox, de extrema direita também atraiu eleitores conservadores. A fragmentação tem sido falta para a democracia espanhola.

Na Itália, a insatisfação com a política tradicional também cobrou um preço. O Movimento 5 Estrelas (M5S) se tornou o partido antiestablishment. A polarização se manteve entre esquerda, representada pelo Partido Democrático (PD), e a direita, encarnada pela Liga, que substituiu a liderança de Silvio Berlusconi. Com três forças antagônicas no Parlamento, a tarefa de formar um governo ficou ainda mais difícil - o país já teve 64 governos desde a 2.ª Guerra.

No Reino Unido - que vai às urnas nesta quinta-feira, o problema vai além da crise dos partidos tradicionais. A questão é a ausência de carisma dos líderes das duas maiores legendas. O premiê conservador, Boris Johnson, sofreu derrotas humilhantes no Parlamento e só não caiu porque seu rival, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista, é ainda mais odiado.

Boris Johnson

Em um duro revés para Johnson, o Parlamento adiou de sábado para segunda-feira a votação sobre o acordo alcançado na quinta-feira entre Londres e a UE Foto: Jessica Taylor / Parlamento britânico / AFP

Até a inabalável democracia alemã tem dado sinais de cansaço. Após as eleições de 2017, a União Democrata-Cristã (CDU), de Angela Merkel, levou 171 dias para formar uma coalizão com o Partido Social-Democrata (SPD). A aliança funcionou até que os social-democratas elegeram uma nova liderança: Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken, a nova direção do SPD, levaram o partido mais para a esquerda, esticando a corda e ameaçando o acordo com a CDU.

"A falta de um líder forte, que atenda não só à agenda de uma corrente ideológica, somado a fatores históricos peculiares de cada um dos países, aumentam a fragmentação partidária", explica o professor e consultor internacional, Guilherme Athia, sócio da agência Atlântico.

 

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Novo revés a Johnson

"Espanha e Itália têm dificuldade maior para escolher seus líderes, porque o regionalismo ainda é forte. Na Espanha, há o País Basco e a Catalunha. Na Itália, as diferenças entre o norte e o sul são gritantes", explica Athia. "O tempo de líderes históricos, como Winston Churchill (ex-premiê britânico), passou."

Miguel Anxo Bastos, da Universidade de Santiago de Compostela, acredita que o mesmo diagnóstico pode ser aplicado à Espanha. "Felipe González (PSOE) e José María Aznar (PP) foram excelentes líderes. Cada um à sua maneira e respeitando as diferentes ideologias, ambos conseguiram governar. Eles faziam discursos impactantes e conseguiam convencer as pessoas. Hoje, a Espanha está longe de ter bons líderes. Nenhum deles é convincente", afirma.

Jovens não se sentem representados por líderes

Em 1945, com o fim da 2.ª Guerra, os sistemas parlamentaristas europeus passaram, geralmente, a ter um modelo com dois partidos: centro-esquerda (social-democratas) e centro-direita (conservadores). As siglas menores formavam uma oposição quase inofensiva aos grandes partidos ou se uniam a eles em coalizões. Esse paradigma, porém, ruiu na mesma intensidade com que caiu a popularidade dos partidos tradicionais - e as legendas pequenas se fortaleceram, dificultando a formação de um governo.

Na Espanha, o grande símbolo da fragmentação partidária está entre as pessoas de 20 a 35 anos. Segundo dados oficiais, levando em conta apenas o eleitorado mais jovem, os resultados são apertados: PSOE (24%); PP (21%); Vox (17%); Podemos (15%); Ciudadanos (13%) e Más País (10%). "Eu sempre votei na esquerda, pois acredito que minhas convicções políticas estão mais alinhadas a ela. Mas não me sinto representado por Pedro Sánchez (PSOE) ou Pablo Iglesias (Podemos)", afirma a estudante Maria Hernandez, de 23 anos. Além da falta de líderes, a fragmentação, especialmente entre os mais jovens, também pode ser explicada pelas transformações sociais do mundo.

"Vivemos em um tempo onde tudo é efêmero. Estamos na época do imediatismo: aplicativos para relacionamento, comida, roupa e entretenimento. Tudo é para já. E com a política não poderia ser diferente. Todos querem um resultado imediato, um retorno rápido e sabemos que as esferas políticas são mais complexas que isso", afirma o professor e consultor internacional, Guilherme Athia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O embaixador norte-coreano na ONU, Kim Song, disse neste sábado (7) que os diálogos de desnuclearização com os Estados Unidos estão "fora da mesa de negociação", enquanto criticou os membros europeus do Conselho de Segurança, que recentemente denunciaram seus "provocativos" lançamentos de mísseis balísticos.

A declaração de Song ocorreu depois que Bélgica, Estônia, França, Alemanha, Polônia e Reino Unido condenaram na quarta-feira "os contínuos testes de mísseis balísticos" da Coreia do Norte e pediram a aplicação estrita das sanções contra Pyongyang.

Referindo-se à "paranoia" dos países europeus e à "política hostil" de Washington nos últimos meses, Song disse que a Coreia do Norte "não precisa ter longas conversas com os Estados Unidos agora e que a desnuclearização não está mais na mesa de negociações".

Ele também qualificou a declaração europeia como "outra séria provocação", dizendo que a Coreia do Norte está adotando "medidas justas para fortalecer as capacidades de defesa nacional".

Em sua declaração, as potências europeias destacaram que Pyongyang efetuou "13 lançamentos de mísseis balísticos desde maio". O mais recente foi em 28 de novembro.

As conversas entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte estão estagnadas, com um sombrio prazo até o fim do ano, estabelecido por Pyongyang para que Washington faça algum tipo de concessão.

Diplomatas da ONU temem que a Coreia do Norte retome os testes de mísseis balísticos ou nucleares de longo alcance se não forem feitos avanços logo.

Os restos de uma nova espécie de titanossauro do período Cretáceo foram encontrados no Equador, onde antes não tinham sido achados fósseis de dinossauro, anunciou a Universidade Técnica Particular de Loja (UTPL), que patrocinou a pesquisa.

"Um primeiro dinossauro para o Equador (...) Uma descoberta fruto do trabalho de investigação, em aliança com especialistas da Argentina", anunciou na noite de sexta-feira (6) Juan Pablo Suárez, vice-reitor de pesquisas da UTPL, em coletiva de imprensa oferecida na cidade de Loja, capital da província de mesmo nome, na fronteira com o Peru, onde a descoberta foi feita.

O diretor de pesquisas da UTPL, o equatoriano Galo Guamán, destacou que "os estudos determinaram que se trata de um titanossauro pela primeira vez no Equador".

"Seria uma nova espécie", que foi nomeada 'Yamanasaurus lojaensis', em alusão ao local da descoberta: Yamana, que se encontra no vale Casanga, da província de Loja.

O material analisado consiste de restos de um esqueleto desarticulado e incompleto e entre os ossos descobertos destacam-se duas vértebras do sacro, uma da cauda e restos de úmero, rádio e tíbia.

O estudo o descreve como um exemplar "que era de ossos curtos e grossos, de pequeno porte, de até seis metros de comprimento, e de dois a três metros de altura; robustos e com couraça protetora".

A equipe de pesquisadores foi liderada pelo paleontólogo argentino Sebastián Apesteguía del Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET) do país, juntamente com o compatriota Pablo Ariel Gallina.

Além de Guamán, também participaram os equatorianos Jhon Soto e José Tamay, professores de Geologia da UTPL. O trabalho foi publicado no último número da revista especializada Cretaceous Research.

A polícia americana investiga neste sábado (7) se o saudita que matou três pessoas na véspera, ao abrir fogo em uma base militar na Flórida onde recebia formação, agiu sozinho ou teve ajuda de cúmplices.

"Vamos esclarecer isto", afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dos jardins da Casa Branca. "Tentamos investigar o que aconteceu, se se trata de uma pessoa ou de várias".

Segundo o jornal The New York Times, que cita uma fonte anônima, seis cidadãos sauditas foram interrogados no local do ataque, entre eles dois que filmaram os atos.

"As motivações do atirador ainda são desconhecidas", indicou no Twitter a seção em Jacksonville da Polícia Federal Americana (FBI), que investiga o caso juntamente com uma unidade especializada em antiterrorismo.

Um integrante da Força Aérea Saudita matou três pessoas e feriu outras sete nesta sexta, quando abriu fogo com uma arma leve em uma sala de aula da base aérea de Pensacola, antes de a polícia conseguir abatê-lo.

Antes do ataque, ele havia tuitado mensagens hostis aos Estados Unidos, informou o grupo de vigilância de movimentos jihadistas SITE.

"Sou contra o mal e os Estados Unidos se tornaram em seu conjunto em uma nação do mal", escreveu o atacante, que o SITE identificou como Mohamed al Shamrani.

Segundo veículos de comunicação americanos, os investigadores tentam provar se o autor do ataque publicou realmente as mensagens, nas quais citou Osama bin Laden, ex-líder do grupo jihadista Al Qaeda, morto por militares americanos.

Quinze dos 19 pilotos que desviaram aviões e provocaram a morte de 3.000 pessoas nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos eram sauditas.

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, foi nomeado coordenador de campanha do seu partido, o Movimento Para o Socialismo, nas próximas eleições. Ele foi escolhido durante um congresso extraordinário da sigla, em Cochabamba, neste sábado, 7, no qual não esteve presente.

Morales está exilado no México desde novembro, quando renunciou à Presidência da Bolívia em meio a protestos e acusações de fraude eleitoral. Na sexta-feira, surgiram notícias de que o ex-mandatário havia deixado o país da América Central rumo a Cuba.

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"Agradeço a confiança de me nomearem chefe de campanha. Elegeremos um candidato unitário e novamente ganharemos as eleições em primeiro turno. Obrigado por não me abandonarem, sempre estarei com vocês", disse Morales pelo Twitter.

Desde novembro, a senadora Jeanine Áñez age como a autoproclamada presidente interina da Bolívia. A data para as novas eleições no país ainda não foi definida.

A Índia é novamente abalada por vários casos de estupro e a polícia é acusada de ter matado a "sangue frio" quatro suspeitos, o que causou alegria na população, mas também preocupação por parte dos defensores dos direitos humanos.

O caso envolve quatro homens que, segundo a polícia, foram mortos na sexta-feira perto de Hyderabad (sul) após terem pegado as armas de policiais durante a reconstituição de uma cena de estupro, da qual foram acusados. Os quatro estavam detidos há uma semana.

A polícia permanecia no local neste sábado de manhã.

Segundo o jornal indiano Express, a reconstituição da cena do estupro foi supervisionada por um policial envolvido em dois casos semelhantes em 2008.

Preocupação

As circunstâncias da morte dos quatro suspeitos durante a reconstituição do estupro em Hyderabad suscitam preocupação entre as organizações de defesa dos direitos humanos e da justiça.

Um advogado da Suprema Corte ficou indignado e falou em "assassinato a sangue frio", e a Anistia Internacional exigiu uma investigação sobre uma suposta execução arbitrária.

Uma equipe da Comissão Nacional de Direitos Humanos visitou o local neste sábado. A Comissão afirmou em comunicado que essas mortes provavelmente "transmitirão uma mensagem negativa à sociedade".

"Ainda que as pessoas detidas fossem efetivamente culpadas, deveriam ser condenadas segundo a lei (...)", acrescentou a Comissão.

O Tribunal Superior do Estado de Telangana, onde os eventos ocorreram, ordenou a conservação dos quatro corpos e que sua necrópsia fosse filmada.

Sempre de acordo com a polícia, os quatro homens confessaram durante o interrogatório o estupro coletivo, em 27 de novembro, de uma veterinária de 27 anos, antes de queimar seu corpo sob uma ponte.

O caso revoltou o país, no qual a violência sexual geralmente cobre as primeiras páginas dos jornais, depois de outro estupro coletivo de uma estudante em um ônibus em Nova Délhi em 2012, que provocou comoção internacional.

Muitos se ergueram na Índia para exigir uma reação rápida e implacável da justiça.

O pai de um dos suspeitos abatidos denunciou um "crime a sangue frio". "Por que eles foram punidos antes mesmo do final do processo legal?"

Já o pai da vítima afirmou que "a justiça foi feita".

No parlamento nacional, a deputada Jaya Bachchan, uma ex-atriz, propôs que os culpados fossem "linchados em público".

Segundo os últimos números oficiais, mais de 33.000 violações foram relatadas no país em 2017, sendo 10.000 vítimas menores de idade.

A mobilização na França contra uma reforma previdenciária entra, neste sábado (7), em seu terceiro dia com o país parcialmente paralisado por greves, especialmente dos transportes, em um contexto de confronto entre sindicatos e o governo de Emmanuel Macron.

"Demos um grande golpe, estamos gerando uma dinâmica", comemorou o líder do sindicato Força Operária (FO), Yves Veyrier, antes de uma reunião inter-sindical que convocou uma nova mobilização nas ruas da França na próxima terça-feira.

Na última quinta-feira, as manifestações reuniram cerca de 800.000 pessoas em todo o país, ou seja, mais pessoas do que nos primeiros dias dos massivos movimentos sociais de 1995, 2003 e 2010.

A mobilização é contra um "sistema universal" de aposentadoria, que o governo planeja usar para substituir os atuais 42 regimes de aposentadoria existentes (geral, funcionários públicos, setor privado, especiais, autônomos, complementares).

O Executivo francês promete um dispositivo "mais justo", mas aqueles que se opõem a ele - quase todos os sindicatos, a oposição de esquerda - temem uma "precarização".

A aposentadoria é uma questão muito delicada na França. Os opositores mais radicais esperam que a mobilização dure e o país fique paralisado, como aconteceu em dezembro de 1995. A greve durou três semanas e obrigou o governo a recuar.

Dias decisivos

Para o presidente Macron, que fez da "transformação" da França a essência de seu mandato, os próximos dias serão decisivos.

O Executivo enfrenta um sério desafio em um contexto social já muito tenso, com a mobilização sem precedentes dos "coletes amarelos" há mais de um ano e o descontentamento exacerbado nos hospitais e prisões, ou entre professores, ferroviários, agricultores e policiais.

Além disso, essa greve cria tensão entre os usuários do transporte público, principalmente nas grandes cidades, como na região de Paris.

O projeto de reforma ainda não foi totalmente revelado - embora vários de seus princípios tenham sido avançados - e o primeiro-ministro Edouard Philippe prometeu que divulgaria na quarta-feira "a integralidade do projeto do governo".

Philippe acrescentou que não se insere em uma "lógica de confronto".

"Nada muda no objetivo do governo: acabar com nosso sistema solidário para substituí-lo por um sistema individualizado onde todos perdem", lamentou a CGT, outro dos principais sindicatos do país.

Enquanto isso, os usuários do transporte público continuarão tendo muitas dificuldades em se locomover.

A greve dos transportes continua e, neste fim de semana, menos de 20 dias para as festas de final de ano, anuncia-se muito complicada.

Nove das 15 linhas do metrô de Paris estão totalmente fechadas neste sábado e, nas demais, o tráfego é muito limitado.

A próxima segunda-feira, o quinto dia de greve, também deverá ser difícil: a companhia ferroviária nacional, SNCF, até recomendou os viajantes da região parisiense a evitar os trens suburbanos e intermunicipais.

Além disso, na tarde deste sábado, estão previstas manifestações na capital francesa contra o desemprego e a precariedade.

No transporte aéreo, hoje está sendo mais calmo do que quinta e sexta-feira: são esperados apenas atrasos e algumas perturbações, segundo a Direção Geral de Aviação Civil.

Os Estados Unidos e o Talibã retomaram, neste sábado (7), as negociações, três meses após a interrupção ordenada pelo presidente Donald Trump dos esforços diplomáticos para acabar com o conflito mais longo da história de seu país.

"Os Estados Unidos voltaram às negociações hoje (sábado) em Doha. O foco da discussão será uma redução da violência que conduza a negociações intra-afegãs e uma trégua", disse uma fonte envolvida nessas negociações.

O Departamento de Estado americano anunciou na quarta-feira que seu emissário encarregado das negociações com o Talibã, Zalmay Khalilzad, viajaria a Doha para "retomar as negociações".

No mesmo dia, Khalilzad se reuniu em Cabul com o presidente afegão, Ashraf Ghani, e outras autoridades do país.

Em 7 de setembro, Donald Trump, que prometeu "acabar com as guerras sem fim", e especialmente o conflito afegão - iniciado em 2001 - encerrou as discussões diretas e inéditas conduzidas por Khalilzad.

Trump também anulou um convite feito secretamente aos líderes do Talibã para encontrá-lo, após a morte de um soldado americano em um ataque de insurgentes em Cabul.

Naquele momento, disse que as negociações estavam "mortas e enterradas", mas depois pareceu adotar uma posição mais flexível e abriu as portas para o diálogo.

Em 28 de novembro, durante uma visita ao Afeganistão para apoiar as tropas americanas no Dia de Ação de Graças, Trump finalmente anunciou a retomada das negociações.

"Vai funcionar"

"Os talibãs querem um acordo e nós os encontramos. Dissemos a eles que queremos uma trégua e eles disseram que não queriam. Mas agora eles querem um cessar-fogo", disse Trump na época. "E acho que isso vai funcionar".

O projeto de acordo delineado no início de setembro previa o início da retirada progressiva de entre 13.000 e 14.000 soldados americanos, a principal reivindicação dos talibãs.

Em troca, os insurgentes se comprometeriam a não realizar ataques no Afeganistão e iniciariam um diálogo com o governo de Cabul, que eles consideram "ilegítimo".

No entanto, prometeram apenas "reduzir a violência". A ausência de um verdadeiro cessar-fogo em um país esgotado por anos de conflito foi um ponto particularmente criticado e o acordo não recebeu apoio claro das autoridades afegãs, que permaneceram à margem das negociações.

Desta vez, os americanos insistem na necessidade de um cessar-fogo, mas não se sabe ao certo se os insurgentes estão dispostos a ceder.

Questões importantes como a divisão do poder com os talibãs, o papel de potências regionais como Índia e Paquistão e o destino do governo de Ghani permaneceriam no ar.

Em uma mensagem destinada a favorecer as negociações, Khalilzad elogiou na terça-feira as operações do Talibã contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na província de Nangarhar, na fronteira com o Paquistão.

Graças a essa operação e à das forças ocidentais e afegãs, o "Estado Islâmico perdeu terreno e milicianos", disse o emissário.

De acordo com uma pesquisa do instituto Asia Foundation publicada esta semana nos Estados Unidos, 88,7% dos 17.812 afegãos questionados apoiam os esforços de paz e 64% acham que a paz é possível, uma porcentagem que representa um aumento de 10% em relação ao ano passado.

Pelo menos oito pessoas, incluindo policiais, foram mortas na sexta-feira à noite em um ataque a um ônibus por islamitas somalis shebab no condado de Wajir, na região nordeste do Quênia, informou a presidência queniana neste sábado.

"O presidente (Uhuru Kenyatta) foi informado ontem à noite (sexta-feira) de um ataque terrorista por militantes suspeitos de serem shebab contra um ônibus no condado de Wajir, durante o qual oito pessoas, incluindo policiais, foram brutalmente assassinados", afirmou a presidência em comunicado.

Os shebab reivindicaram o ataque, que disseram ter levado "à morte de 10 cruzados, incluindo agentes secretos da segurança e funcionários do governo".

Um oficial da polícia disse à AFP, sob condição de anonimato, que sete policiais haviam sido mortos. "O número total de pessoas mortas é 10. Uma das vítimas foi identificada como um médico local", afirmou a fonte.

A polícia queniana anunciou na sexta-feira à noite em um comunicado, sem fornecer um balanço, que o ônibus viajava entre as cidades de Wajir e Mandera quando o ataque ocorreu, por volta das 17H30 (11H30 de Brasília).

As forças de segurança quenianas estão perseguindo os agressores, afirmou a presidência, assegurando ao público que o governo está determinado a continuar a "repressão implacável a elementos criminosos, incluindo suspeitos de terrorismo".

Os condados de Wajir e Mandera, na fronteira com a Somália, são frequentemente palco de ataques surpresa dos shebab, especialmente contra as forças de segurança quenianas.

Os shebab usam regularmente dispositivos explosivos improvisados para atacar a polícia e as forças do exército que patrulham a área. Dezenas de policiais e soldados quenianos foram mortos dessa maneira.

Mas também não hesitam em atacar diretamente os veículos. Em novembro de 2014, eles emboscaram um ônibus perto de Mandera, onde separaram os passageiros de acordo com sua religião e executaram 28 não-muçulmanos.

Afiliados à Al-Qaeda, os shebab querem derrubar o governo federal de Mogadíscio, apoiado pela missão da União Africana na Somália (Amisom).

Um membro da Força Aérea saudita que visitava os EUA para treinamento militar matou ontem três pessoas e deixou outras oito feridas na base da Marinha em Pensacola, disse o governador da Flórida, Ron DeSantis. O atirador - cuja identidade não foi revelada - foi morto pela polícia que foi chamada à base.

O motivo do ataque está sendo investigado e as autoridades não descartam a possibilidade de ter sido uma ação terrorista. De acordo com fontes oficiais, o atirador era um segundo tenente da Força Aérea saudita.

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O deputado republicano Matt Gaetz, da Flórida, disse estar convencido de que o ato foi terrorista e atribuiu a culpa ao governo federal por permitir que estrangeiros treinem em bases americanas.

Este foi o segundo incidente do gênero em uma instalação militar dos EUA esta semana. Na madrugada de quinta-feira, um marinheiro abriu fogo contra colegas na base naval de Pearl Harbor, no Havaí, e matou ao menos duas pessoas, antes de cometer suicídio.

"Obviamente, há uma série de questões sobre esse indivíduo, que integrava a Força Aérea Saudita e estava treinando no território americano como parte do programa da Marinha para aliados", afirmou o governador DeSantis em entrevista coletiva. "O governo saudita precisa fazer algo. Ele está em dívida pelo fato de que era um de seus cidadãos", acrescentou o governador republicano.

O rei saudita tentou ontem se desvincular do crime, que qualificou de "atroz". O presidente americano, Donald Trump, disse que o rei Salman, da Arábia Saudita, lhe telefonou para oferecer condolências pelas vítimas. "O rei e o povo sauditas estão muito enfurecidos com as bárbaras ações do atirador e dizem que essa pessoa não representa os sentimentos do povo saudita, que ama o povo americano", escreveu Trump no Twitter.

O atirador saudita usou uma pistola no ataque, que começou às 7 horas locais e foi cometido no segundo andar no edifício da base da Marinha, onde as aulas são dadas. A base em Pensacola abriga mais de 16 mil militares e mais de 7,4 mil funcionários civis. As instalações foram fechadas e as identidades das vítimas não foram reveladas. (Com agências internacionais)

O presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, apresentou ontem seu gabinete, que inclui Martín Guzmán, um jovem acadêmico heterodoxo, como ministro da Economia. Guzmán, de 37 anos, propõe a reestruturação da dívida de cerca de US$ 100 bilhões com credores internacionais e com o FMI.

Colaborador nos EUA do prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, Guzmán defende uma abordagem econômica heterodoxa - em contraposição à ortodoxia, ligada às políticas liberais e de austeridade. Uma das ideias do novo ministro é adiar por dois anos o pagamento de juros da dívida soberana, mediante acordo com credores. Diretor de um programa de reestruturação de dívida e pesquisador da Universidade Columbia, o jovem é também professor da Universidade de Buenos Aires.

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A escolha pode definir o rumo da terceira maior economia da América Latina nos próximos quatro anos, com impacto na vida de produtores de grãos, investidores e credores envolvidos em conversas com a Argentina sobre a dívida soberana - em meio a temores de calote.

A Argentina é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. O mercado financeiro e o peso argentino estão sob pressão desde que Fernández obteve uma expressiva vitória nas eleições primárias, em agosto, um resultado surpreendente que indicou que os dias de Mauricio Macri à frente da Casa Rosada estavam contados.

Guzmán, que tem doutorado pela Brown University e graduação na Universidade Nacional de La Plata, é membro da Força-Tarefa do Novo Pensamento Econômico sobre Eficiência e Estabilidade Macroeconômica, presidido por Stiglitz. Ambos foram críticos das medidas de austeridade fiscal contidas no acordo de financiamento de US$ 57 bilhões acertado por Macri com o FMI.

O novo ministro também era crítico da política econômica de Macri e acredita na necessidade de "corrigir os desequilíbrios macroeconômicos" da Argentina - visão parecida com a de Fernández, que defende ser fundamental "crescer antes para pagar a dívida depois". Guzmán até mesmo já usou a mesma frase do ex-presidente Néstor Kirchner, que dizia que "os mortos não pagam".

Gabinete

A equipe de Fernández, que assumirá a presidência na terça-feira, terá como chefe de gabinete Santiago Cafiero, seu braço direito. Ele é licenciado em ciências políticas, tem 40 anos e é neto do histórico dirigente Antonio Cafiero e filho de Juan Pablo, ex-embaixador de Cristina Kirchner no Vaticano.

Para o Ministério da Produção, o presidente escolheu Matías Kulfas, professor universitário de 47 anos e uma das referências em economia para Fernández. Com experiência em gestão, seu trabalho tem como base programas de apoio financeiro para as pequenas e médias empresas.

O deputado peronista Felipe Solá, engenheiro agrônomo de longa trajetória política, será o chanceler. Fernández se referiu a ele como "meu amigo de quase toda a vida". O presidente eleito disse que o escolheu para expressar a posição de seu governo com "lógica política", em vez de "lógica diplomática", e com a missão de ser o responsável pelo comércio exterior.

O nome de Solá já havia sido anunciado na quinta-feira por Fernández durante uma reunião com deputados brasileiros em Buenos Aires. Na ocasião, ele também anunciou que o ex-vice-presidente argentino Daniel Scioli será o novo embaixador do país em Brasília. (Com agências internacionais)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que, a pedido de seu colega mexicano Andrés Manuel López Obrador, vai desistir "temporariamente" de designar os cartéis mexicanos como "organizações terroristas", como havia anunciado dias atrás.

"Todo o trabalho necessário para declarar os cartéis mexicanos como organizações terroristas foi concluído. Do ponto de vista legal, estamos prontos para isso", escreveu Trump no Twitter.

"No entanto, a pedido de um homem que eu gosto e respeito, e que tem trabalhado tão bem conosco, presidente Andrés Manuel López Obrador, vamos desistir temporariamente dessa designação e intensificaremos nossos esforços conjuntos para lidar decisivamente com essas organizações perversas e em constante crescimento!", acrescentou o Trump.

No dia 26 de novembro, o presidente americano declarou que planejava considerar os cartéis mexicanos como "grupos terroristas", uma decisão que daria a Washington mais poderes para lutar contra o tráfico de drogas e de pessoas.

"As designações não são tão fáceis, temos que passar por um processo e estamos no meio desse processo", disse o dirigente republicano numa entrevista por telefone transmitida no site do jornalista conservador Bill O'Reilly.

Após o assassinato no norte do México de três mulheres e seis crianças americanas, que pertenciam à comunidade mórmon que vive no país, numa ação atribuída aos cartéis mexicanos, Trump disse que iria "declarar guerra" contra essas organizações criminosas e "eliminá-las da face da Terra", além de ajudar o governo vizinho.

Mas a proposta foi rejeitada pelo México, com Obrador ressaltando que não aceitaria qualquer operação militar americana em seu país.

Robin, uma jovem chinesa, passa horas conversando com seu "namorado", que sempre está disposto a ouvir seus problemas, contanto que ela o pague.

A estudante de 19 anos já gastou mais de 1.000 iuanes (150 dólares) conversando com "namorados virtuais".

Não se tratam de simples conversas sobre sexo on-line, em sim que os homens cobram por estas conversas amigáveis, ou para manter relações amorosas na internet, que podem ir desde ligações até longas trocas de mensagens de texto e vídeo.

"Se alguém está disposto a me acompanhar e falar, estou disposta a gastar o dinheiro", diz Robin, que prefere não dar seu nome verdadeiro.

A opção por esse tipo de intimidade paga ganhou popularidade entre as jovens de classe média na China, que costumam se concentrar mais em suas carreiras e não têm planos imediatos de se casar ou formar uma família.

Este comércio de amigos virtuais e de casais pode ser encontrado no aplicativo de mensagens chinês WeChat ou em portais de e-commerce, como Taobao.

Vários desses companheiros virtuais disseram à AFP que a maioria de seus clientes são mulheres solteiras na casa dos 20 anos com renda alta.

Durante o dia, o jovem Zhuansun Xu de 22 anos trabalha como vendedor em Pequim. À noite, conversa com clientes que pagam para que ele seja seu "namorado".

A garotas se aproximam de Zhuansun com diferentes necessidades - algumas querem a opinião de um amigo, outras têm requerimentos mais românticos.

"Quando interagimos, digo a mim mesmo que sou realmente seu namorado e penso em como posso tratá-la bem", conta à AFP. "Mas uma vez que terminamos, para de pensar nisso".

- "Sentimentos de amor" -

Os preços começam em alguns poucos iuanes por meia hora de troca de mensagens de texto e podem chegar a milhares de iuanes por um acompanhamento através de ligações telefônicas durante um mês.

"As pessoas criaram uma forma de mercantilizar o afeto", diz Chris K.K. Tan, professor associado da Universidade de Nanjing, que pesquisou o fenômeno.

"Esta é uma nova forma de chegar à idade adulta sem precedentes para as mulheres na China", diz Tan.

No passado, para muitas garotas era simplesmente impossível ter um romance.

Sandy To, sociólogo da Universidade de Hong Kong, diz que, na sociedade chinesa, muito patriarcal, o matrimônio era una obrigação.

Mas a política do filho único - que foi introduzida em 1979 e limitou o tamanho da maioria das famílias - criou uma "geração de mulheres cheias de confiança em si mesmas e com recursos", diz Tan.

A preferência pelos meninos multiplicou o número de abortos seletivos e o abandono de meninas, o que transformou a China no país mais desigual por gênero do planeta. Em 2018 a proporção era de 114 homens por 100 mulheres.

Para muitas mulheres, a política mudou a dinâmica familiar.

Muitos pais de meninas as educaram como se fossem meninos, diz Roseann Lake, autora de um livro sobre mulheres solteiras na China.

"Foram educadas para ter todas as coisas que tradicionalmente eram oferecidas pelos homens, como uma casa ou segurança financeira", diz a especialista.

Lisa, uma executiva de 28 anos em Xangai, alugou companheiros virtuais para simular cenários românticos através de mensagens de texto.

"Evidentemente havia sentimentos amorosos, ao simular que estava apaixonada", diz esta jovem, que oculta seu nome verdadeiro.

- Satisfação emocional -

No Fórum Econômico Mundial de 2018, um informe situou a China no posto 103 de 149 países em termos de desigualdades entre homens e mulheres.

No entanto, o índice sobe para 86 se for levada em conta a participação econômica e as oportunidades.

Na China, à medida que sua situação econômica melhora, menos mulheres se casam.

A taxa de casamentos na China por ano foi caindo nos últimos cinco anos. No ano passado era de 7,2 por 1.000 pessoas, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas.

Uma vez que suas necessidades básicas estão garantidas, mais mulheres buscam satisfazer suas necessidades "emocionais e de autorrealização", diz Lake.

Embora materialmente estejam muito melhor, a vida de muitas mulheres na cidade é de "isolamento", diz Tan.

A maioria passou sua juventude estudando para as exigentes provas de acesso à universidade, o que as impediu de desenvolver relações fora do colégio.

Por isso comprar companheiros virtuais é "sua oportunidade de experimentar com o amor e as relações", diz.

Para Robin e Lisa, os companheiros virtuais são atrativos porque são relações práticas.

"Se eu tenho um estresse psicológico sério, isso pode fazer algumas pessoas pensarem que eu estou sendo exigente", disse Robin. "Mas como estou dando dinheiro (aos companheiros virtuais), eles precisam me tranquilizar."

Um estudante da Força Aérea saudita abriu fogo em uma base militar na Flórida, onde matou três pessoas antes de ser abatido pela Polícia em uma troca de tiros pelo qual o rei saudita prestou suas condolências ao presidente americano, Donald Trump.

O ataque, que ocorreu na Estação Aérea Naval da cidade de Pensacola, no noroeste da Flórida, deixou ainda sete feridos, entre eles dois policiais que reagiram. Um deles ficou ferido em um dos joelhos e outro no braço, com expectativa de recuperação.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, disse que o atacante é da Arábia Saudita e tem a mesma nacionalidade de 15 dos 19 homens envolvidos nos ataques de 11 de setembro de 2001, alguns dos quais estudaram neste estado americano.

"Acho que obviamente haverá muitas interrogações sobre o fato de este indivíduo ser estrangeiro, ter feito parte da Força Aérea saudita e que estivesse treinando em nosso solo", disse DeSantis em coletiva de imprensa.

O comandante Timothy Kinsella disse que o atacante, cujo nome as autoridades não revelaram, era estudante de aviação, um entre as "duas centenas" de estudantes internacionais desta base militar.

Segundo a agência oficial saudita, o rei Salman telefonou para o presidente americano para condenar o ataque. Mais cedo, o próprio Donald Trump declarou em um tuíte que Salman havia ligado para prestar condolências.

"Ele (o rei) afirma que o autor deste crime atroz não representa o povo saudita", informou a agência Saudi Press sobre o telefonema.

"O rei Salman, da Arábia Saudita, acaba de ligar para expressar suas sinceras condolências", tuitou mais cedo o presidente Trump.

"O rei disse que os sauditas estão irritados com as ações selvagens deste agressor e que esta pessoa de nenhuma forma representa os sentimentos dos cidadãos sauditas, que amam os americanos", acrescentou.

O tiroteio começou por volta das 06H30 locais (09H30 de Brasília) na base militar da cidade litorânea de Pensacola, com 53.000 habitantes, informou o xerife do condado de Escambia, David Morgan. Um de seus agentes matou o agressor, que levava uma arma curta.

"Caminhar na cena do crime foi como estar no cenário de um filme", descreveu o xerife. "A gente não espera que isto aconteça em casa (...), mas aconteceu".

A base naval, que basicamente tem salas de aula, permanece interditada.

"É um dia trágico para a cidade de Pensacola", disse o prefeito Grover Robinson.

Participam da investigação agências federais, entre elas o FBI e a agência a cargo de armas e explosivos.

- Apavorados em casa -

Embora os ataques maciços a tiros sejam comuns nos Estados Unidos, é pouco frequente sua ocorrência em instalações militares.

Cada ataque alimenta o debate sobre o controle de armas nos Estados Unidos, cuja Constituição garante o direito a tê-las e portá-las.

"Nossos veteranos de guerra e militares ativos põem suas vidas em risco para nos proteger no exterior, não deveríamos nos sentir aterrorizados pela violência armada em casa", denunciou em um comunicado Cindy Martin, uma voluntária da seção da Flórida da Moms Demand Action (Mães que exigem ações), cuja filha trabalha na base naval.

Este episódio ocorre dois dias depois da morte de duas pessoas na quarta-feira na base de Pearl Harbour, no Havaí, nas mãos de um marinheiro que abriu fogo e depois atirou contra a própria cabeça.

Na quinta também foi registrado um tiroteio no sul da Flórida, em Miramar, ao norte de Miami, em outra cena de cinema.

Dois ladrões de uma joalheria fugiram ao cair da tarde e protagonizaram uma perseguição que terminou na morte de quatro pessoas em plena via, entre elas um motorista dos correios que tinha sido sequestrado por eles e um pedestre.

A estação naval e aérea de Pensacola tem 16.000 militares e 6.000 civis e é a base de uma esquadrilha de demonstração de voos.

É o local de treinamento inicial para pilotos navais e conhecida como "o berço da aviação naval".

Quatro homens acusados de terem sequestrado e estuprado coletivamente uma mulher de 27 anos foram mortos a tiros pela polícia durante a reconstituição do crime. O caso aconteceu em Hyderabad, na Índia. De acordo com a polícia, os acusados teriam tentado roubar as armas dos guardas e fugir, mas foram mortos antes. 

A vítima teria sido sequestrada tentando ligar a moto, que havia tido o pneu furado pelos homens, que a abordaram oferecendo auxílio. A mulher chegou a ligar para a sua irmã relatando o incidente. O crime ocorreu no dia 27 de novembro. No dia seguinte ao desaparecimento da vítima, o seu corpo foi encontrado carbonizado debaixo de uma ponte .

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Segundo o Portal IG, os acusados foram detidos rapidamente. Com os homens presos, uma deputada indiana chegou a afirmar que os culpados deveriam ser linchados em público. Nesta sexta-feira (6), depois que a polícia matou os homens, a própria corporação compartilhou um vídeo mostrando como aconteceu toda a ação.

A companhia americana de consultoria Pantone definiu o "classic blue" como a cor de 2020. A tonalidade é a número 19-4052 na cartela, definida como "o céu ao entardecer" pela empresa.

Todos os anos, a Pantone elege uma cor que marca tendência no mundo da moda, do design e da arquitetura. De acordo com a consultoria, o "classic blue" é uma "tonalidade atemporal e duradoura, elegante em sua simplicidade".

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Em 2019, a cor escolhida era a "living coral". No ano passado, foi a vez do roxo "ultra violet".

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Da Ansa

Duas pessoas morreram, incluindo o atirador, e várias ficaram feridas nesta sexta-feira (6) em um tiroteio na base aeronaval de Pensacola, no noroeste da Flórida, informaram a polícia local e a Marinha americana.

A polícia "confirmou que não há mais atirados em ação na base aeronaval de Pensacola. A morte do atacante foi confirmada".

"Foi confirmada outra morte adicional", tuitou a Marinha americana. "Uma quantidade desconhecida de pessoas está sendo enviada para hospitais locais". Segundo um balanço fornecido pela rede local da ABC, cinco pessoas ficaram feridas.

O tiroteio ocorre um dia depois que duas pessoas morreram na base de Pearl Harbour, no Havaí, nas mãos de um marine que abriu fogo e depois cometeu suicídio com um tiro na cabeça.

As duas vítimas fatais eram funcionárias civis do Departamento de Defesa.

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