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Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2214 da Mega-Sena, sorteados na noite de sábado (7). O prêmio acumulado para o próximo sorteio, previsto para a próxima quarta-feira (11), é de R$ 25 Milhões.

As dezenas sorteadas ontem foram 04, 10, 18, 30, 34 e 47. Os 47 apostadores que acertaram a quina vão receber R$ 41.300,51, e os 3.223 que fizeram a quadra, R$ 805,47.

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A consultoria inglesa Oxford Economics melhorou as projeções de crescimento do Brasil. Para este ano, a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) foi elevada de 0,8% para 1,1%. A de 2020 subiu de 1,7% para 2%. Os economistas da casa avaliam que as recentes tarifas sobre o aço e alumínio brasileiro anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump não devem atrapalhar a recuperação da atividade, que vem ganhando fôlego.

A decisão de Trump sobre a alta das tarifas nos produtos brasileiros, e também da Argentina, "nos lembra que o presidente americano é imprevisível e as tensões comerciais estão longe de serem resolvidas", ressalta relatório da Oxford neste sábado. "Dito isto, nossas análises sugerem que o impacto sobre o crescimento do Brasil e da Argentina será insignificante."

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Mesmo com a alta da inflação em novembro, puxada pelos preços da carne, a Oxford Economics prevê novo corte de juros pelo Banco Central na reunião de política monetária da próxima semana, dias 10 e 11. O IPCA permanece bem abaixo da meta de inflação do BC, de 4,25% este ano, observa a consultoria.

A estimativa é que o corte será de 0,50 ponto porcentual, deixando a Selic em 4,5% ao ano. A Oxford espera novo corte de 0,50 ponto em 2020, mas reconhece que essa previsão está ficando "menos provável", principalmente porque indicadores de atividade estão melhorando.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai retomar na próxima semana as discussões do leilão do 5G com alterações significativas em relação à proposta original. O 'Estadão/Broadcast', plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou que a nova proposta para o formato do leilão, que será apresentada na próxima quinta-feira (12), privilegia as grandes teles que já atuam no setor e pode inviabilizar a participação das pequenas operadoras, prevista na primeira versão do edital.

A disputa, uma das mais aguardadas pelo setor, deve movimentar R$ 20 bilhões em arrecadação e investimentos. O 5G pode revolucionar a indústria e as relações entre consumidores e máquinas com maior velocidade para a internet sem interrupções no sinal, permitindo o avanço de tecnologias como cirurgias à distância e carros autônomos. Diversos países já realizaram leilões de 5G, assunto que é alvo de guerra tecnológica entre Estados Unidos e China.

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Em outubro, a discussão foi paralisada na Anatel porque um dos conselheiros pediu vista. Dividida, a diretoria da agência ainda pode solicitar um novo adiamento, o que empurraria o leilão, previsto para o fim de 2020, para o início de 2021. Após a Anatel definir uma proposta de edital, ele deve ficar aberto para consulta pública por 45 dias, para só então ser definitivamente aprovado. Depois, o edital precisa ainda do aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

Mudança

Na nova proposta, segundo apurou o Estadão/Broadcast, o conselheiro Emmanoel Campelo deve dividir a frequência do 3,5 GHz em três blocos nacionais, o que favoreceria as grandes teles. A principal polêmica da primeira versão do edital, sugerida pelo conselheiro Vicente Aquino, era justamente a reserva de um bloco de 50 MHz, dividido em 14 regiões, exclusivamente para pequenas operadoras e novos entrantes. Pela primeira vez, a Anatel propunha privilegiar esse grupo, que poderia fazer suas ofertas antes das grandes teles, invertendo a ordem tradicional dos leilões.

O parecer de Campelo sugere a retomada da prática usual. Questionado sobre o possível favorecimento das grandes teles, o conselheiro afirmou em nota que a informação é "inverídica e especulativa", reforçando que o conteúdo do seu voto só estará público na quinta-feira.

Em defesa da proposta original, Aquino afirma que os provedores regionais já detém, em conjunto, a maior parcela do mercado, com mais de 30% das conexões de banda larga no Brasil. "Eles têm sido o motor de crescimento da banda larga no País os últimos. São esses heróis da conectividade que estão levando a fibra ótica para o interior do País", disse.

Na proposta de Aquino, se houver sobras no bloco reservado às pequenas, elas serão licitadas na etapa seguinte do leilão, juntamente com a parte que será ofertada às grandes teles - seriam três áreas nacionais, que totalizam 250 MHz. Os blocos seriam divididos em 10 MHz, e cada tele poderia fazer lances de no mínimo 5 e no máximo 12 blocos, com múltiplas rodadas e preços ascendentes. Para essas empresas, será exigida a cobertura nas rodovias e a instalação de fibra ótica nas cidades que não possuem essa estrutura.

O presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), João Moura, diz que a proposta de Aquino possibilita o aumento de participação das pequenas operadoras e garante, no futuro, a entrada de outras companhias. Para ele, o compartilhamento das redes deve ter regras claras e definidas já no edital. "Temos que considerar as mudanças profundas a longo prazo. Não podemos pensar no leilão olhando pelo retrovisor, com elementos do passado."

À frente de uma das maiores farmacêuticas do mundo, o executivo Theo Van der Loo participou de importantes decisões quando estava no comando da Bayer no Brasil. Em voo solo, há quase um ano e meio, prepara-se para voltar ao setor, desta vez como empresário no desenvolvimento e em pesquisas clínicas de medicamentos à base de cannabis (maconha) medicinal, já usada para tratamento de epilepsia, autismo e esclerose múltipla.

Com uma carreira de mais de 30 anos na multinacional alemã fabricante da Aspirina, Van der Loo conhece bem a rota de como um medicamento é desenvolvido - investimentos bilionários, aliados a anos de pesquisas clínicas em princípios ativos que podem ou não se concretizar no lançamento final de um remédio.

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Agora, com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aprovou, por unanimidade, na terça-feira, a regulamentação do registro e da venda de medicamentos à base de cannabis em farmácias e drogarias no Brasil, as regras começam a ficar mais claras para investidores e indústrias que colocam dinheiro neste negócio. A Anvisa vetou, contudo, o plantio da erva em território nacional no País para fins científicos e medicinais.

Atualmente, medicamentos à base de canabidiol podem ser importados mediante prescrição médica e autorização da Anvisa. O canabidiol, também conhecido por CBD (com efeito relaxante), ao lado do THC (com efeito alucinógeno), são dois dos mais de 100 componentes da Cannabis sativa, nome científico da maconha.

"Medicamentos à base de cannabis podem ajudar muita gente. Para pacientes com câncer, por exemplo, ajuda a estimular o apetite e aplacar a dor. Conforme houver mais pesquisa, mais pacientes serão beneficiados", ressalta Van der Loo, que fundou a startup NatuScience.

Com a aprovação da Anvisa, investidores e empresas brasileiras veem a decisão como um passo importante para a expansão do negócio no País. Também é o caso da Entourage, que já importa a planta para transformar em extrato concentrado e desenvolver formulação de medicamentos para os pacientes. A empresa está intensificando conversas com laboratórios nacionais para fazer parcerias para lançamentos de novos produtos no País.

Fundada em 2015 por Caio Abreu, advogado especializado em mercado de capitais, a Entourage pretende pedir autorização da Anvisa no primeiro trimestre de 2020 para fazer ensaios clínicos no Brasil para tratamentos de epilepsia refratária. Abreu explicou que a empresa tem em seu pipeline pesquisas para cinco outros tratamentos, como ansiedade e insônia.

A empresa já investiu US$ 6 milhões no negócio - tem uma importadora e um laboratório de centro de qualidade em Valinhos, interior de São Paulo. A importação da planta vem de países, como Colômbia e Uruguai. "O que nos frustra é não poder plantar para fazer pesquisas no Brasil", disse Abreu.

Já Van der Loo não descarta fazer plantio no País, mesmo que tenha de entrar na Justiça para isso. O empresário é sócio no Uruguai, com um pool de outros investidores, de uma empresa que faz cultivo da cannabis para fins medicinais. A NatuScience, empresa fundada por Van der Loo, também vai entrar com pedido na Anvisa para fazer ensaios clínicos para novos tratamentos no Brasil.

Segundo o empresário, é preciso quebrar o preconceito que se tem em torno desse negócio. Van der Loo vai sair agora em busca de investidores para colocar sua empresa em pé. Até o momento, colocou dinheiro do próprio bolso para viabilizar a NatuScience.

Investidores

 

Criado em 2018 pelos executivos brasileiros Martim Mattos, vindo da Hypera (ex-Hypermarcas), Marcelo Marco Antonio, da família fundadora do Hospital São Luiz, e Fabio Furtado, herdeiro do grupo Grid (autopeças), o fundo Greenfield já levantou R$ 140 milhões para investir na cadeia de cannabis medicinal pelo mundo. Esses recursos estão alocados no Canadá, país com um marco regulatório aberto à cannabis. Metade desse valor já foi investido em 13 empresas que atuam em plantio, extração, melhoria genética da erva, distribuição e desenvolvimento de medicamentos.

Uma dessas empresas do fundo Greenfield é Greencare, única do fundo instalada no Brasil e que faz a importação e distribuição de medicamentos e tem um trabalho intenso junto à classe médica para difundir o tratamento. "São somente 1.200 médicos prescrevendo este tipo de medicamento no Brasil de um total de 450 mil. Há um trabalho muito grande a ser feito", diz Martim Mattos, presidente da GreenCare.

Ainda incipiente no Brasil, o mercado de cannabis medicinal tem capacidade de movimentar nos próximos cinco anos entre R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões por ano, estima Caio Abreu, da Entourage. Atualmente, esse setor movimenta quase US$ 20 milhões (R$ 85 milhões) por ano. Os cálculos de Abreu são com base na importação de medicamentos feitos por 8 mil pacientes brasileiros.

Esse novo mercado que se abre também começa a ser organizar para ganhar legitimidade. Nos próximos dias, uma parte das empresas que atua no setor vai anunciar Associação Brasileira Indústria de Cannabis para ganhar também voz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A semana chega ao fim com o Ibovespa acumulando ganho de 2,67% no período e renovando máxima de fechamento pela terceira sessão consecutiva, firmando-se acima dos 111 mil pontos. Nesta sexta-feira, 6, o principal índice da B3 fechou em alta de 0,46%, a 111.125,75 pontos, elevando os ganhos no ano a 26,44%. O giro financeiro da sessão foi de R$ 17,9 bilhões e, na máxima intradia, o Ibovespa foi hoje aos 111.429,66 pontos.

No exterior, o dia também foi positivo, com ganhos em torno de 1% nos três índices de referência de Nova York, que encerraram a semana praticamente no zero a zero. Contribuiu para o desempenho positivo na sessão a forte leitura sobre o payroll de novembro, bem acima do esperado e confirmando a percepção de que a economia americana se mantém sólida, apesar da prolongada disputa com a China.

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No Brasil, a semana viu o dólar se acomodar a R$ 4,14, após ter tocado pico histórico de R$ 4,27 na semana anterior, em meio a dúvidas sobre a dinâmica negativa na conta corrente do balanço de pagamentos e a comentários ruidosos do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o nível do câmbio. Nesta sexta-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,99%, a R$ 4,1469, acumulando queda de 2,21% na semana.

Assim, passado o barulho, tanto o dólar como a curva de juros voltam a se acomodar após o ajuste da semana anterior, estimulando rebalanceamento de carteiras que já vinha em curso, em meio à perspectiva de ciclo virtuoso de baixa inflação, juros reduzidos e recuperação econômica bem como dos resultados das empresas, ainda que gradual.

Para Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos, a dinâmica positiva do PIB no terceiro trimestre, que tende a se estender ao ultimo trimestre e contribuir para o início de 2020, é um fator que contribui para a posição negociadora do governo sobre as reformas estruturais - ainda que o próximo ano tenda a ser ainda mais curto para os legisladores, em razão de eleições municipais que devem esvaziar Brasília no segundo semestre.

No exterior, o quadro de fundo é o mesmo, a disputa EUA-China, com a data de 15 de dezembro permanecendo como a chave do que pode vir a seguir. "Se houver algum acordo ou se ao menos não elevar tarifas e as negociações prosseguirem, com nova data, ainda há espaço para a Bolsa subir mais", diz Solange. Por outro lado, se prevalecer o cenário extremo, de elevação de tarifas pelos EUA, a tendência é de forte ajuste negativo na Bolsa, na medida em que esta possibilidade parece ter se minimizado entre os investidores.

O dólar à vista encerrou o pregão desta sexta-feira, 6, no nível dos R$ 4,14. Com isso, acumulou queda de 2,21% nos primeiros cinco pregões de dezembro, na maior oscilação negativa semanal desde meados de outubro. No pregão desta sexta-feira, principalmente na parte da tarde, a divisa americana mostrou enfraquecimento generalizado frente às moedas de emergentes e o Brasil não fugiu à regra. Impactaram também no recuo da cotação por aqui o bom humor dos agentes com relação aos dados mais fortes de retomada da economia local e o contexto sem notícias relevantes no campo político para dar o contraponto.

Na parte da manhã, o dólar teve um momento de alta após a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho em novembro nos Estados Unidos, que vieram melhor que o esperado. Outro fator considerado foi o retorno do estresse que houve na semana passada, quando o dólar buscou os R$ 4,28.

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Para um operador que acompanha o segmento de câmbio, o intervalo entre R$ 4,15 e R$ 4,20 é mais positivo e considerado confortável tanto para o mercado quanto para o Banco Central. "Nesse ponto, não deve haver intervenção, mas os R$ 4,25 poderiam ser um teto velado", afirmou.

Em relatório divulgado hoje, a agência de classificação de risco Fitch Ratings reviu suas projeções, apontando o dólar fechando o ano em R$ 4,20. No ano que vem, com o maior crescimento da economia, a moeda deve encerrar 2020 em R$ 4,00 e ao final de 2021, terminar em R$ 3,90. A agência elevou a estimativa para o PIB brasileiro no ano que vem, de 2% para 2,2%. "A Fitch projeta que o crescimento brasileiro se acelere em 2020", ressalta o texto.

A próxima semana será marcada por decisões importantes de política monetária tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, pelo Federal Reserve (Fed), e na Europa pelo Banco Central Europeu (BCE), o que deve impactar o movimento da moeda local.

Felipe Pellegrini, gerente de tesouraria do Travelex Bank, vê tendência de valorização para o dólar na semana que vem, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve anunciar mais um corte na taxa básica de juros, a Selic. "Essa semana o câmbio está bem comportado, mas a expectativa por mais um corte no juro básico é mais um elemento que pode pressionar a moeda para cima".

O dólar à vista fechou em queda de 0,99%, a R$ 4,1469. No segmento futuro, o recuo foi de 1,06, a R$ 4,1455. O volume financeiro foi de R$ 18,29 bilhões.

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira, 6, com mercados voltados para sinalizações positivas sobre a guerra comercial entre americanos e chineses. Investidores reagiram principalmente à divulgação do relatório de empregos (payroll) dos Estados Unidos, que surpreendeu positivamente analistas. Também hoje a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decidiu aumentar os cortes na produção da commodity em 500 mil barris por dia, ajudando a elevar as ações do setor negociadas em bolsas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 1,16%, a 407,35 pontos. Na semana, houve queda de 0,02%.

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Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão em alta de 1,43%, a 7.239,66 pontos. Na comparação semanal, houve queda de 1,45%. Destaques para ações da BP que valorizaram 1,67%. Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,86%, a 13.166,58 pontos. As ações do Deutsche Bank subiram 1,21% e as da Volkswagen valorizaram 0,95%. Na comparação semanal, a Bolsa de Frankfurt apresentou queda de 0,53%.

Outro assunto que movimentou os mercados acionários hoje foi a divulgação, pelo Departamento do Trabalho dos EUA, sobre a criação de vagas no país. Em novembro, foram criados 266 mil empregos, resultado bem acima da mediana das previsões de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. A taxa de desemprego caiu de 3,6% em outubro para 3,5% em novembro, atingindo o menor nível em 50 anos. O salário médio por hora dos trabalhadores também aumentou 0,25% em novembro ante outubro.

"O mercado de trabalho é uma indicação importante da saúde de uma economia", afirma Joshua Tadbir, analista da Wells Fargo. "A folha de pagamento dos EUA provou ser uma surpresa, que poderia fornecer um impulso de curto prazo para o dólar na próxima semana", avalia.

Os mercados também reagiram positivamente a sinalizações de avanço nas negociações entre EUA e China. O diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Larry Kudlow, afirmou que acordo comercial "fase 1" com a China "está muito próximo", e que as conversas têm sido, "boas", "intensas" e "quase diárias", avançando na direção certa.

Em entrevista à rede CNBC, Kudlow afirmou ainda que "não há prazos arbitrários" para um eventual acordo bilateral, mas a data de 15 de dezembro "é importante". Esse é o dia em que entra em vigor a nova alta de tarifas americanas sobre produtos chineses. Mais cedo, o Ministério de Finanças da China informou que o país vai isentar de tarifas de parte da soja, da carne de porco e de outras commodities importadas dos EUA.

Os dados positivos dos EUA jogaram para segundo plano a produção industrial da Alemanha, que caiu 1,7% de setembro para outubro, contra as expectativas de elevação de 0,2% no período. Na comparação com outubro do ano passado, o recuo foi de 5,3%.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 subiu 1,21%, a 5.871,91 pontos. Na comparação semanal houve queda de 0,56%. O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, avançou 0,93%, com 23.182,72 pontos. Na comparação semanal houve recuo de 0,33%.

Em Madri, o índice Ibex 35 fechou em alta de 1,51% a 9.382,70 pontos. Na comparação semanal houve avanço de 0,33%. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,86%, a 5.172,86 pontos. Na comparação semanal também houve avanço de 0,89%.

O contrato futuro de ouro fechou em baixa, nesta sexta-feira, 6. Houve menor busca por segurança e menor apetite por risco nos mercados internacionais, após a publicação do relatório mensal de empregos (payroll) de novembro dos Estados Unidos. Além disso, surgiram algumas sinalizações otimistas para a perspectiva de um acordo comercial entre americanos e chineses.

O ouro para dezembro fechou em queda de 1,21%, em US$ 1.459,10 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Na comparação semanal, o ouro caiu 0,44%.

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O dia foi de bastante apetite pelas bolsas dos dois lados do Atlântico. Além do dado acima do esperado da geração de vagas na economia americana no mês passado, o noticiário sobre comércio foi monitorado.

O Ministério das Finanças da China informou que isentará de tarifas parte da soja, da carne de porco e de outras commodities importadas dos EUA. O diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Larry Kudlow, afirmou em entrevista que tem ocorrido contato "quase diário" entre as duas partes e que um acordo estaria "muito próximo", mas não garantiu que ele se concretize.

No câmbio, o dólar se fortaleceu ante outras divisas principais. Isso torna o ouro mais caro para os detentores de outras moedas e tende a reduzir o apetite pelo metal, colaborando para pressionar seu preço.

Antes do payroll, o Commerzbank já havia advertido que um número forte de geração de vagas nos EUA poderia pressionar o ouro. O banco cita ainda em relatório que a demanda por ouro na Índia não foi tão robusta em novembro, segundo dados do Ministério das Finanças local, mas diz que houve uma recuperação "inequívoca" na demanda do país, em comparação com meses imediatamente anteriores.

O país importou 56 toneladas de ouro em novembro, uma queda de 19% ante igual mês de 2018. "A demanda por ouro da Índia e portanto suas importações devem continuar a aumentar, já que o preço do ouro em rupias indianas tem caído um pouco nos últimos meses", acredita o Commerzbank.

Ter um apartamento ou uma casa de luxo é o sonho de muita gente! Adquirir uma residência com padrão mais elevado tem muitas vantagens, indo além de um espaço amplo e elegante.

O mercado imobiliário de residências de luxo cresce a um ritmo de 20% ao ano, segundo o Sindicato de Habitação do estado de São Paulo. É importante ressaltar que é necessário procurar ajuda de uma boa imobiliária para realizar a escolha de um  luxuoso apartamento à venda em São Paulo, para evitar dor de cabeça.

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Segurança para a sua família

Morar em imóveis de luxo é garantir a segurança e proteção da sua família. Essas residências possuem portaria 24 horas, além de câmeras de segurança, guardas, entre outros recursos.

Conforto e elegância

As casas de alto padrão são amplas, tornando o ambiente confortável. Além disso, o espaço possibilita uma diversidade de decoração que deixa o ambiente elegante.

Outro fator são as vistas, que costumam ser excelentes. As casas de alto padrão costumam ser projetadas para que a vista agrade os moradores, uma vez que geralmente as sacadas são grandes e há janelas enormes.

Lazer

Além disso, condomínios de luxo possuem uma área de lazer para os moradores, contribuindo para o lazer e qualidade de vida das pessoas. Piscinas, áreas gourmet e quadra de esportes são atrativos para as famílias, principalmente aquelas que possuem crianças.

Vizinhança

Luxuosos condomínios à venda em São Paulo também são procurados por pessoas que querem ter vários vizinhos, criando uma boa relação de convivência.

Esses condomínios tem uma ótima localização,cercada de empresas, hospitais, shoppings, facilitando o deslocamento dos moradores.

Valorização

Por ser feito com bons materiais, ter uma localização excelente e outros fatores, um apartamento de alto padrão é valorizado. Isso porque, apesar da crise, o mercado imobiliário desse tipo de imóvel está crescendo, como já foi dito acima.

Quando os filhos saírem de casa, o apartamento amplo pode ficar muito vazio. Mas, a venda ou aluguel de uma residência de alto padrão gera um bom retorno financeiro.

Realize seu sonho

Viu como um apartamento de luxo tem mais vantagens do que você imagina? Se você tem poder aquisitivo necessário e se sempre sonhou em morar em uma casa dessas, realize o seu sonho!

Procure uma boa imobiliária e escolha a melhor casa de alto padrão para você.

A tão esperada hora de independência chegou e se você decide morar sozinho seja para ter mais liberdade ou por uma localização mais próxima da sua faculdade, ou emprego, tome alguns cuidados antes de procurar por locação de apartamento em São Paulo.

O bom de se morar sozinho é que você não precisa se preocupar em procurar apartamentos à venda logo de cara, no ínicio o aluguel de casa ou apartamento é mais indicado.

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Escolha por um lugar pequeno, como uma kit net, ou com no máximo dois quartos. Com a rotina de trabalho e estudos é mais difícil de manter a organização e a limpeza do local e se o local for pequeno os serviços domésticos são menores, ocupando menos o seu tempo.

Procure por um imóvel que seja próximo da sua rotina, assim não irá perder tempo em transportes, podendo otimizar melhor seu tempo com outras tarefas, como os estudos ou momentos de lazer.

A locação de apartamentos em São Paulo dependendo do bairro que você escolher pode ser cara, por isso, se organize financeiramente para conseguir pagar o aluguel sem ficar muito apertado no final do mês.

Comece a comprar seus eletrodomésticos alguns meses antes de mudar, montar uma casa do zero requer muito investimento, então, compre aos poucos para não pesar nas contas.

Escolha morar em um Studio ou em uma Kit net

Se você está procurando um apartamento à venda em São Paulo ou para alugar que seja aconchegante para só uma pessoa, uma ótima opção são os studios que tem a metragem variada entre 25 e 50 m² e não possui a parede, sendo um espaço todo aberto.

Geralmente esse tipo de apartamento para locação fica perto de metrôs e possui uma ótima área de lazer com piscina, academias e até lavanderias. É a união de praticidade e conforto de quem mora sozinho precisa.

Com a kit net o investimento é menor e possui em várias regiões de São Paulo, a metragem é um pouco menor varia de 20 m² a 40 m², alguns possuem a opção de sala e outros somente quarto e cozinha, o que torna o imóvel mais barato. Você não vai precisar gastar muito com a mobília, já que os espaços são menores.

Chegou a hora da mudança

Morar sozinho nem sempre é uma tarefa fácil, as responsabilidades são enormes e às vezes vai bater uma saudade do conforto da casa da nossa mãe, mas saiba algumas das atitudes que podemos tomar para não ficar perdido com essa mudança.

Saiba que a decoração faz toda a diferença, e um apartamento alugado pode ter seu estilo, pense em utensílios que você possa levar caso precise se mudar ou quando decidir comprar apartamento.

Crie a rotina de manter seu apartamento limpo e organizado, reserve um dia da semana para cuidar do seu cantinho e não acumule serviços domésticos, faça um pouco por dia para não ficar pesado.

Não gaste seu dinheiro com coisas supérfluas, quem mora sozinho pode ter imprevistos, como, um gás que acaba, uma pia que entope ou um chuveiro que queima e são coisas que não conseguimos viver sem e precisam ser arrumados na hora.

Por mais que no começo você sinta muita dificuldade, essa fase vai ser um aprendizado para quando decidir buscar por apartamentos à venda em São Paulo, e você vai se sentir muito mais preparado para uma rotina familiar.

O dólar recua na manhã desta sexta-feira (6) acompanhando a queda predominante da moeda americana no exterior em relação a outras divisas emergentes em meio a expectativas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Mais cedo, a divisa americana registrou uma alta pontual no mercado doméstico, em ajuste após ter recuado nas quatro sessões anteriores, para fechar na quinta-feira (5) em R$ 4,1882 - menor cotação desde o dia 13 de novembro.

O soluço de alta da moeda americana ocorreu em meio à divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, que subiu 0,51% - maior para o mês desde 2015 (+1,01%) e superior ao aumento de 0,10% em outubro. Contudo, está predominando a influência de baixa vinda do exterior em meio a expectativas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O governo chinês informou que irá isentar de tarifas de parte da soja, da carne de porco e de outras commodities importadas dos EUA. Além disso, os agentes de câmbio mantêm otimismo com a recuperação gradual da economia interna.

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O resultado do IPCA ficou acima também da mediana das estimativas, de 0,47%, e dentro do intervalo captados pelo Projeções Broadcast (de 0,19% a 0,58%). A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,12%. O IPCA em 12 meses ficou em 3,27%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 2,95% a 3,34%, mas acima da mediana de 3,23%.

Às 9h57 desta sexta, o dólar à vista caía 0,09%, a R$ 4,1845. Na máxima, subiu a R$ 4,1915 (+0,08%). O dólar para janeiro de 2020 recuava 0,05%, a R$ 4,1880.

Além do IPCA, o IBGE informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve elevação de 0,54% em novembro, após aumento de 0,04% em outubro. A taxa de novembro foi a maior para o mês desde 2015. Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 3,22% no ano de 2019, além de avanço de 3,37% em 12 meses. Em novembro de 2018, o INPC tinha sido de -0,25%.

Já o Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi) subiu 0,11% em novembro, após uma elevação de 0,19% em outubro, revelou o IBGE. No ano de 2019, o índice acumulado ficou em 3,80%. A taxa acumulada em 12 meses foi de 4,03%.

A Caixa Econômica Federal inicia nesta sexta-feira (6) mais uma etapa de liberação do saque imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que paga até R$ 500 por conta ativa ou inativa. Os trabalhadores nascidos em setembro e outubro sem conta no banco poderão retirar o dinheiro.

O saque começou em setembro para quem tem poupança ou conta corrente na Caixa, com crédito automático. Segundo a Caixa, no total os saques do FGTS podem resultar em uma liberação de cerca de R$ 40 bilhões na economia até o fim do ano.

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Originalmente, o saque imediato iria até março, mas o banco antecipou o cronograma, e todos os trabalhadores receberão o dinheiro este ano.

Atendimento

Os saques de até R$ 500 podem ser feitos nas casas lotéricas e terminais de autoatendimento para quem tem senha do cartão cidadão.

Quem tem cartão cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, apresentando documento de identificação, ou em qualquer outro canal de atendimento.

No caso dos saques de até R$ 100, a orientação da Caixa é procurar casas lotéricas, com apresentação de documento de identificação original com foto.

Segundo a Caixa, mais de 20 milhões de trabalhadores podem fazer o saque só com o documento de identificação nas lotéricas.

Quem não tem senha e cartão cidadão e vai sacar mais de R$ 100, deve procurar uma agência da Caixa.

Embora não seja obrigatório, a Caixa orienta, para facilitar o atendimento, que o trabalhador leve também a carteira de trabalho para fazer o saque. Segundo o banco, o documento pode ser necessário para atualizar dados.

As dúvidas sobre valores e a data do saque podem ser consultadas no aplicativo do FGTS (disponível para iOS e Android), pelo site da Caixa ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800-724-2019, disponível 24 horas.

A data limite para saque é 31 de março de 2020. Caso o saque não seja feito até essa data, os valores retornam para a conta do FGTS do trabalhador.

Horário especial

Para facilitar o atendimento, a Caixa vai abrir 2.302 agências em horário estendido hoje e na segunda-feira (9). As agências que abrem às 8h terão o encerramento do atendimento duas horas depois do horário normal de término.

As que abrem às 9h terão atendimento uma hora antes e uma hora depois. Aquelas que abrem às 10h iniciam o atendimento com duas horas de antecedência. E as que abrem às 11h também iniciam o atendimento duas horas antes do horário normal.

A lista das agências com horário especial de atendimento pode ser consultada no site da Caixa. Nesses pontos, o trabalhador poderá tirar dúvidas, fazer ajustes de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão.

A Caixa destaca que o saque imediato não altera o direito de sacar todo o saldo da conta do FGTS, caso o trabalhador seja demitido sem justa causa ou em outras hipóteses previstas em lei.

Essa modalidade de saque não significa que houve adesão ao saque aniversário, que é uma nova opção oferecida ao trabalhador, em alternativa ao saque por rescisão do contrato de trabalho.

Por meio do saque aniversário, o trabalhador poderá retirar parte do saldo da conta do FGTS, anualmente, de acordo com o mês de aniversário.

*Colaborou Kelly Oliveira

Pelo segundo dia, o Ibovespa renovou máxima histórica de fechamento, sem, contudo, encerrar no pico como na quarta-feira, quando havia ainda prevalecido certo entusiasmo com o PIB do terceiro trimestre e algum sinal de progresso entre EUA e China. Nesta quinta-feira, 5, sem novos catalisadores do mesmo calibre, o principal índice de referência da B3 fechou em alta de 0,29%, aos 110.622,27 pontos, distanciando-se da nova máxima intradiária, de 111.072,80 pontos, alcançada à tarde.

O giro financeiro totalizou R$ 17,6 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumula agora ganho de 2,21% e de 25,87% no ano. O índice de ações defendeu bem a marca recorde do dia anterior, acima dos 110 mil pontos ao longo da sessão, tendo oscilado a 110.007,67 pontos na mínima desta quinta-feira.

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Embora limitando os ganhos observados mais cedo, destaque para avanço de 1,3% nas ações ordinárias e preferenciais da Petrobras, em dia de sinalização positiva sobre corte de produção na reunião da Opep. Após a renovação de máximas, o Ibovespa perdeu ímpeto, com parte das ações que demonstravam fôlego mais cedo e ofereciam desconto, como Itaú Unibanco (-0,14% no fechamento), acabando por devolver recuperação no dia.

A avaliação geral é a de que o humor externo continuará a ser modulado pela expectativa quanto a um possível acordo até o dia 15 entre EUA e China, que impeça a imposição de novas sobretaxas. "Há ainda muito ruído, idas e vindas, mas o mercado parece já estar antecipando desfecho positivo sobre EUA-China, na medida em que as notícias eventualmente ruins têm reverberado bem menos (sobre os preços dos ativos) do que algum tempo atrás", diz Raphael Figueredo, sócio e analista da Eleven Financial Research.

No plano interno, as recentes leituras sobre o PIB do terceiro trimestre e mesmo sobre a produção industrial sustentam a percepção de um ritmo de recuperação econômica mais favorável em 2020, especialmente quando se observa o desempenho do consumo das famílias e da Formação Bruta de Capital Fixo, observa Victor Beyruti, economista-chefe da área de varejo na Guide Investimentos.

Em Nova York, o dia foi de leves variações, com os três índices de referência encerrando o dia perto da estabilidade, em viés de alta, à espera da divulgação, amanhã, do relatório oficial de novembro sobre o mercado de trabalho nos EUA, com dados como a geração de vagas e o ganho médio na renda salarial.

As bolsas de Nova York oscilaram entre perdas e ganhos, ao longo do pregão desta quinta-feira, 5, com foco nos sinais sobre a evolução do diálogo entre Estados Unidos e China. No meio da tarde, algumas declarações do presidente americano, Donald Trump, deram certo impulso os índices acionários, que fecharam o dia levemente positivos.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,10%, em 27.677,79 pontos, o Nasdaq avançou 0,05%, a 8.570,70 pontos, e o S&P 500 teve ganho de 0,15%, a 3.117,43 pontos.

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O Ministério do Comércio chinês afirmou mais cedo que as discussões sobre comércio com os EUA continuam em andamento e que os dois lados mantêm "contato próximo". Sem outras notícias mais palpáveis, porém, o fôlego visto nos mercados de Nova York foi modesto e eles chegaram a ficar em território negativo.

No meio da tarde, Trump afirmou que "algo poderia acontecer" em relação às tarifas sobre produtos chineses programadas para entrar em vigor no dia 15. Ele ponderou, contudo, que "não estamos discutindo ainda", acrescentando que as negociações estão "prosseguindo bem". Segundo a agência Dow Jones Newswires, o diálogo segue ocorrendo, mas há divergências sobre as compras agrícolas do país asiático de itens americanos. O BBVA enfatizou em relatório que os mercados têm tido uma semana volátil, ao sabor do noticiário sobre as negociações das potências. Segundo a LPL Research, a expectativa por um acordo limitado até o dia 15 tem melhorado o sentimento.

Entre os setores, o de energia teve desempenho mais negativo. Nesse caso, há expectativa pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, que amanhã devem anunciar se pretendem ou não cortar mais sua oferta ao mercado para apoiar os preços da commodity. Entre as petroleiras americanas, Chevron recuou 0,52%, ExxonMobil caiu 0,35% e ConocoPhillips, 1,30%.

Por outro lado, os setores de tecnologia e serviços de comunicação avançaram, embora sem sinal único. Apple avançou 1,47% e Facebook, 0,33%, mas Amazon caiu 1,15% e IBM recuou 0,06%. No setor industrial, Boeing recuou 0,91%, pressionando o índice Dow Jones.

Agora, há expectativa pela divulgação do payroll, na manhã desta sexta-feira. Além de um sinal importante da economia americana, o dado de criação de empregos é crucial para a trajetória dos juros no país.

O dólar engatou a quarta queda consecutiva e fechou o dia na menor cotação desde o dia 13 de novembro. A moeda americana caiu 0,34%, para R$ 4,1882. O movimento foi influenciado pelo enfraquecimento do dólar no exterior, em meio à perspectiva de que avancem as conversas dos Estados Unidos com a China até o dia 15, quando novas tarifas devem entrar em vigor. Na parte da tarde, o Ibovespa foi a 111 mil pontos e operadores reportaram entradas de recursos para a Bolsa, movimento oposto do observado pela manhã, quando houve operação grande de saída de capital. O dólar não fechava abaixo do patamar psicológico de R$ 4,20 desde o dia 22 de novembro.

Na parte da manhã, traders destacam que uma operação de saída de capital pressionou, levando o dólar a R$ 4,22. O responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagen, disse que a pressão durou até a definição do referencial Ptax (que é usado como base em contratos cambiais), possivelmente por conta de a operação ser liquidada nesta taxa. Em seguida, o real passou a acompanhar outras moedas emergentes.

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O gerente de tesouraria do Travelex Bank, Felipe Pellegrini, ressalta que, na falta de notícias mais significativas, o dólar oscilou na sessão de hoje por causa de questões técnicas - como fluxo de remessas de companhias ao exterior - e, na parte da tarde, ao sabor da variação das divisas globais. "Na falta de alguma notícia mais forte, o Brasil câmbio acabou flutuando à reboque do exterior."

Nesta quinta-feira, 5, a moeda americana chegou a tocar pontualmente em R$ 4,17 no início da tarde. Enquanto o Ibovespa batia em 111 mil pontos, o Credit Suisse divulgou relatório em que vê chance de o rating soberano do Brasil ser elevado em 2020, em meio ao avanço das reformas fiscais e do maior crescimento da economia. O banco suíço projeta avanço de 2,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano que vem e 2,7% em 2021.

O Ministério Público Federal no Paraná denunciou onze funcionários da empresa BRF no âmbito da Operação Trapaça. A acusação aponta irregularidades supostamente cometidas na fabricação de rações e do composto Premix - complemento adicionado às rações - da empresa, no mínimo, entre os anos de 2014 e 2018.

As informações foram divulgadas pela Procuradoria no Paraná - Autos - 5016545-69.2019.404.7009.

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A Procuradoria divulgou os nomes dos onze acusados - Augusto Heck, Fabiana Rassweiller de Souza, Fabrício da Silva Delgado, Gilberto Antônio Orsato, Gisele Groff, Ivomar Oldoni, Natacha Camilotti Mascarello, Patricia Tironi Rocha, Priscilla Karina Vitor Köerich, Tatiana Cristina Alviero e Valter João Vivan Junior.

Eles foram denunciados pelos crimes de estelionato qualificado, falsidade ideológica, invólucro ou recipiente com falsa indicação, falsificação de substância ou produto alimentício, falsificação de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e associação criminosa.

De acordo com as investigações, "há provas robustas de que os funcionários empregavam substâncias proibidas pela legislação brasileira na fabricação do composto Premix ou utilizavam substâncias permitidas, mas em dosagem diversa do que a declarada às autoridades e constante dos rótulos dos produtos".

Segundo a Procuradoria, as rações e o Premix eram distribuídos aos integrados da empresa, responsáveis pela criação e engorda de aves e suínos, os quais, fechando o ciclo produtivo, são abatidos pela BRF e processados para destinação aos mercados interno e externo.

"Para garantir que a prática delituosa não fosse detectada, os denunciados ainda agiram conscientemente para burlar a fiscalização federal, operando outras fraudes, como a remoção de estoques de substâncias usadas na fabricação do Premix em datas próximas das quais se realizariam auditorias in loco", acentua o Ministério Público Federal.

A denúncia destaca que as substâncias acrescidas às rações e ao Premix "eram, na maioria das vezes, potentes antibióticos, cuja dosagem deve ser controlada e restrita, a fim de se evitar que os animais abatidos cheguem ao consumidor final contendo doses destes medicamentos".

O Ministério Público Federal apurou que "os crimes não eram exceções ou meros desvios de conduta pontuais de alguns funcionários, mas praticados de forma consciente e sistemática, constituindo-se como verdadeira política da empresa e realizada em diversas escalas de empregados".

A denúncia indica que "os vários funcionários envolvidos tinham pleno conhecimento das práticas ilícitas e preocupavam-se, tão somente, com o acobertamento destas, não tendo sido levantados durante as investigações quaisquer indícios concretos de que atitudes seriam tomadas para corrigir tais distorções".

"Ao burlar a fiscalização federal e adulterar sistematicamente os índices de emprego de antibióticos em sua produção, uma empresa do porte da BRF acaba por ameaçar, além da saúde, não apenas a sua marca, mas anos de diplomacia e de promoção comercial que foram necessários para que se pudesse criar, no exterior, a imagem do Brasil como um produtor confiável de alimentos", diz a Procuradoria.

Trecho da denúncia diz que "as condutas criminosas de adulteração de exames e do emprego de fraudes para ludibriar o sistema de fiscalização federal ultrapassam, no que pertine ao alcance de seus resultados, as consequências que costumam ser vistas nos citados tipos penais quando considerados de forma pontual".

Rastreabilidade - A partir do que foi apurado, verificou-se que "era prática corriqueira da empresa BRF a de adulterar a rastreabilidade do composto Premix, utilizado como complemento às rações fabricadas pela companhia, seja por inserir componentes não permitidos ou não declarados, seja por alterar as porcentagens dos componentes indicados nas etiquetas que identificavam o produto, normalmente no que diz respeito a antibióticos".

Assim, segundo o Ministério Público, "a composição do Premix que era declarada em rótulos e nas receitas veterinárias apresentadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento era ideologicamente falsa, indicando substâncias de forma que não correspondiam à realidade, uma vez que os funcionários da empresa certificavam-se de que as informações fornecidas ao público e ao Serviço de Inspeção Federal trouxessem a aparência de conformidade com a legislação".

"Tais fraudes davam-se com o objetivo de burlar a fiscalização federal, mas não se encerravam nisto, uma vez que, por conta de tais atos, os rótulos constantes das embalagens do composto Premix faziam incorrer em erro não somente o Serviço de Inspeção Federal, mas qualquer um que viesse a utilizar o produto na engorda de sua criação, incluindo-se aí os produtores ligados à própria BRF."

Com a palavra, a defesa

"Em relação à denúncia oferecida hoje(4) pelo Ministério Público referente à Operação Trapaça envolvendo onze pessoas físicas, a BRF informa que tem total interesse no esclarecimento de todos os fatos, uma vez que os princípios que guiam a Companhia são baseados na transparência, respeito à legislação e tolerância zero com qualquer tipo de conduta indevida.

Nenhum membro da administração, diretor ou executivo em posição de gestão atual na BRF foi denunciado. Dentre os onze denunciados, um colaborador da área técnica foi afastado na data de hoje (4), seguindo a política adotada pela empresa de afastar preventivamente todos os funcionários citados em investigações até o total esclarecimento dos fatos. Os demais não fazem parte do quadro da empresa.

A BRF reitera que cumpre as normas e regulamentos referentes à produção e comercialização de seus produtos, possui rigorosos processos de segurança alimentar, controles de qualidade e não compactua com práticas ilícitas.

A Companhia continuará colaborando com as autoridades e reitera seu compromisso em aprimorar constantemente seus processos para garantir os mais elevados padrões de segurança, integridade e qualidade."

A partir das 9 horas da próxima segunda-feira (9), estará disponível para consulta o sétimo lote de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) 2019. O lote de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física contempla também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2018.

O crédito bancário para 320.606 contribuintes será realizado no dia 16 de dezembro, totalizando o valor de R$ 700 milhões. Desse total, R$ 172.952.366,78 são para contribuintes com preferência: 3.308 idosos acima de 80 anos, 21.410 com idade entre 60 e 79 anos, 3.172 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 9.789 cuja maior fonte de renda seja o magistério.

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Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Os brasileiros ficaram mais endividados em novembro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O porcentual de famílias com dívidas subiu de 64,7% em outubro para 65,1% em novembro. Também houve elevação em relação a novembro de 2018, quando essa fatia de endividados era de 60,3%.

Por outro lado, a proporção de famílias inadimplentes, com dívidas ou contas em atraso, diminuiu de 24,9% em outubro para 24,7% em novembro, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de avanços. No entanto, a inadimplência ainda está em patamar superior ao de novembro de 2018, quando 22,9% das famílias tinham contas em atraso.

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) considera como dívidas as contas a pagar em cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnê de loja, prestação de carro e prestação de imóvel.

A CNC ressaltou que o aumento no endividamento não é necessariamente negativo, especialmente se não há avanço também na inadimplência.

"A redução das taxas de juros do crédito, associada à melhora no emprego formal, proporciona condições para a continuidade da tendência de aumento do crédito e do endividamento das famílias. O recuo do porcentual das famílias com contas em atraso reflete, além da redução do custo do crédito, a sazonalidade favorável do período em relação ao emprego e à renda. Já o aumento dos indicadores de inadimplência na comparação com o ano anterior reflete o maior comprometimento de renda das famílias com as dívidas e a piora da percepção em relação ao endividamento", avaliou a economista Marianne Hanson, da CNC, em nota oficial.

O total de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, permanecendo inadimplentes, passou de 10,1% em outubro para 10,2% em novembro. Em novembro de 2018, essa fatia era de 9,5%.

O cartão de crédito manteve a liderança no ranking de tipos de dívidas, mencionado por 78,8% das famílias endividadas, seguido por carnês (15,7%) e financiamento de carro (9,2%).

As taxas de juros negociadas no mercado futuro oscilam em alta na manhã desta quinta-feira (5) alinhadas ao avanço do dólar, que transita em torno do patamar dos R$ 4,22 nos mercados à vista e futuro. A agenda doméstica é mais fraca nesta quinta-feira e teve como destaque doméstico, até agora, apenas os dados do setor automobilístico de novembro, divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Os dados mostraram queda de 7,1% na produção de veículos no mês passado, na comparação com outubro. Sobre novembro de 2018, houve queda de 21,2%.

A ocorrência de leilão de títulos prefixados do Tesouro nesta quinta-feira poderia ser fator extra de pressão sobre os contratos de DI, mas operadores afirmam que ainda é cedo para algum movimento nesse sentido, uma vez que o Tesouro ainda não divulgou os montantes de LTN e NTN-F a serem ofertados.

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Às 10h20, o contrato de DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 4,69%, ante 4,67% do ajuste de ontem. O vencimento de janeiro de 2023 projetava 5,85%, ante 5,82%. O DI para janeiro de 2025 ajustava a taxa para 6,44%, de 6,42% do ajuste anterior.

Depois dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) e da produção industrial, as atenções se voltam agora ao resultado do IPCA de novembro, que será divulgado nesta sexta-feira.

Será o último indicador econômico da semana que antecede a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que no próximo dia 11 decide sobre a taxa Selic.

O preço da carne bovina chegou a um nível que até mesmo os chineses não estão dispostos a pagar, o que deve provocar um recuo no valor, inclusive no Brasil, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Os preços médios da carne bovina importada pela China saíram de US$ 4.600 por tonelada para US$ 5.200 por tonelada, com picos próximos aos US$ 6 mil por tonelada. "São valores recordes que nem os chineses estão dispostos a pagar. Por isso, haverá o ajuste", disse o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

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Mas o presidente da CNA, João Martins, alertou que os preços não voltarão aos patamares passados. "Ninguém espera que voltem os preços de 60 dias atrás", disse Martins em evento de balanço anual da entidade, em Brasília. A própria ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o preço da carne não volta ao patamar anterior.

No período citado por Martins, a arroba do boi em São Paulo subiu cerca de 45%, de uma média de R$ 160 para R$ 230, e boa parte desse reajuste chegou ao varejo. A disparada ocorreu depois do aumento das importações chinesas, da redução na oferta brasileira e do crescimento do consumo no mercado interno.

De acordo com o presidente da CNA, o ajuste será feito pelo consumidor e pelo mercado. Ele lembrou que o avanço favorece os pecuaristas, já que os preços estavam "achatados e o custo de produção em alta". Além do aumento nas importações chinesas, a redução na oferta brasileira e o crescimento do consumo no mercado interno motivaram a disparada no preço da carne bovina.

Lucchi afirmou que não há possibilidade de falta de carne no mercado interno, pois o volume exportado do produto em novembro, pico das vendas, correspondeu a 22% a 23% da oferta total. "Se tomarmos esse volume como base, vamos exportar 28% da produção em 2020. Mas a capacidade de reação do pecuarista é grande e vamos ter aumento na oferta", explicou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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