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O abono salarial dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) do calendário 2019/2020 começa a ser pago nesta quinta-feira (17) para os beneficiários nascidos em outubro e servidores públicos com final de inscrição 03.

A Caixa Econômica Federal é responsável pelo pagamento do abono salarial do PIS. Os pagamentos são disponibilizados de forma escalonada conforme o mês de nascimento do trabalhador.

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Os titulares que possuem conta individual na Caixa com cadastro atualizado receberam o crédito automático antecipado ontem (15).

Os primeiros a receber o abono foram os nascidos em julho, no caso dos trabalhadores da iniciativa privada. Quanto aos servidores públicos, os que têm inscrição iniciada em zero.

Os trabalhadores que nasceram até dezembro recebem o PIS ainda este ano. Os nascidos entre janeiro e junho terão o recurso disponível para saque em 2020.

Os servidores públicos com o dígito final de inscrição do Pasep de 0 e 4 também recebem este ano. Já no caso das inscrições com o final entre 5 e 9, o pagamento será no próximo ano.

O fechamento do calendário de pagamento do exercício 2019/2020 será no dia 30 de junho de 2020.

Quem tem direito

O benefício é pago ao trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias ao longo de 2018 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos.

Para ter direito ao abono também é necessário que o empregador tenha informado os dados do empregado na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2018.

Para os trabalhadores que tiverem os dados declarados na Rais 2018 fora do prazo e entregues até 25 de setembro de 2019, o pagamento do abono salarial estará disponível a partir de 4 de novembro de 2019, conforme calendário aprovado. Após esse prazo, o abono será pago no calendário seguinte.

Os trabalhadores que tiverem os dados dos últimos cinco anos corrigidos e declarados pelos empregadores na Rais também terão seu abono liberado conforme o calendário regular. Se os empregadores encaminharem correções do cadastro a partir de 12 de junho de 2020, os recursos serão liberados no próximo calendário.

O teto pago é de até um salário mínimo (R$ 998), com o valor calculado na proporção de 1/12 do salário. A quantia que cada trabalhador vai receber é proporcional ao número de meses trabalhados formalmente em 2018.

Os herdeiros também têm direito ao saque. No caso de falecimento do participante, herdeiros têm que apresentar documentos que comprovem a morte e a condição de beneficiário legal.

Como sacar o PIS

Segundo a Caixa, beneficiários que não têm conta no banco e os que possuem Cartão do Cidadão com senha cadastrada podem pegar o recurso em casas lotéricas, ponto de atendimento Caixa Aqui ou terminais de autoatendimento da Caixa.

Caso não tenha o Cartão do Cidadão, o valor pode ser retirado em qualquer agência do banco. Nesse caso, é preciso apresentar um documento de identificação oficial.

O valor do benefício pode ser consultado no aplicativo Caixa Trabalhador, no site da Caixa ou pelo Atendimento Caixa ao Cidadão pelo 0800 726 0207.

De acordo com o banco, o total disponibilizado para o pagamento do PIS no atual calendário é de R$ 16,4 bilhões, beneficiando 21,6 milhões de trabalhadores.

Como receber o Pasep

No caso do Pasep, pago pelo Banco do Brasil, mais de 2,9 milhões de trabalhadores têm direito ao abono, totalizando R$ 2,6 bilhões.

Este ano, a novidade é que correntistas de outras instituições financeiras podem enviar transferência eletrônica disponível (TED) sem custos. Para os clientes Banco do Brasil, o crédito automático em conta será feito dois dias antes da liberação dos pagamentos.

Entre os servidores públicos e militares, com direito ao saque do abono no exercício 2019/2020, cerca de 1,6 milhão não têm conta no Banco do Brasil. Para facilitar o recebimento, esse público não precisará se deslocar a uma das agências do banco.

Na página da internet criada pelo BB para o pagamento do benefício, o servidor poderá solicitar a transferência bancária do valor do seu abono, de acordo com o calendário de pagamento. A transferência também pode ser feita em qualquer terminal de autoatendimento do Banco do Brasil, antes mesmo do início do atendimento físico nas agências.

Os demais beneficiários (cerca de 1,3 milhão de trabalhadores) são correntistas do banco.

Para saber se tem direito ao abono, o trabalhador pode consultar o site www.bb.com.br/pasep ou telefonar para a Central de Atendimento do Banco do Brasil, nos telefones 4004-0001 e 0800-729-0001.

Histórico

As leis complementares nº 7 e 8 de 1970, respectivamente, criaram o PIS e o Pasep. A partir de 1976, foi feita a unificação dos programas no Fundo PIS/Pasep. Até outubro de 1988 os empregadores contribuiam ao Fundo de Participação PIS/Pasep, que distribuía valores aos empregados na forma de cotas proporcionais ao salário e tempo de serviço.

Após a promulgação da Constituição de 1988, as contribuições recolhidas em nome do PIS/Pasep não acrescentam saldo às contas individuais. Os recursos passaram a compor o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para o custeio do Programa do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e a financiamento de programas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O abono salarial que não for retirado dentro do calendário anual de pagamentos será devolvido ao FAT.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17) a Operação Pacto, para apurar a formação de um cartel envolvendo "cegonheiros", empresas de transporte rodoviário de veículos novos. Cerca de 60 policiais cumprem dez mandados de busca e apreensão em cidades de quatro Estados - Santo André e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Serra (ES), Betim (MG) e Simões Filho (BA).

A ação é realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo e com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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De acordo com a PF, a investigação identificou um "acordo anticompetitivo" que fixava artificialmente o valor do frete dos veículos zero km e dividia o mercado entre os participantes do cartel. "A estratégia adotada elimina a livre concorrência e impede a entrada de novas empresas no mercado, o que eleva substancialmente o valor do serviço", anotou a corporação.

A Polícia Federal indicou que os investigados podem responder por crimes contra a ordem econômica e de organização criminosa, cujas penas, somadas, podem chegar a 13 anos de prisão. O nome da operação faz referência ao acordo anticompetitivo entre as empresas envolvidas, indicou a PF.

O Diário Oficial da União desta quarta-feira (16) publicou a Medida Provisória 898/2019, que garante o pagamento de uma 13ª parcela do Bolsa Família, como abono natalino. A medida, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (15), vale apenas para este ano, mas o presidente pode assinar outras MPs nos próximos anos. A promessa de campanha era de que o benefício seria permanente.

Para assegurar o adicional, a MP diz que "a parcela de benefício financeiro relativa ao mês de dezembro de 2019 será paga em dobro". O texto não faz referência à manutenção da medida nos próximos anos.

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O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse na quarta, durante a solenidade de concessão do 13º do Bolsa Família, que a MP assinada por Bolsonaro prevê o pagamento do benefício apenas para 2019 porque os recursos não estavam previstos no Orçamento deste ano. Para os próximos anos, de acordo com o ministro, haverá previsão orçamentária para o pagamento da 13.ª parcela.

O valor previsto para o programa Bolsa Família em 2020, no entanto, é de R$ 30 bilhões, o mesmo valor que estava previsto para 2019 antes da assinatura da medida provisória (o pagamento do 13º vai custar R$ 2,9 bilhões neste ano).

O Bolsa Família atende famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e de pobreza, com renda de até R$ 178. Na folha de setembro, 13,5 milhões de famílias receberam o benefício. O valor médio pago foi de R$ 189,21.

A medida era uma promessa de campanha de Bolsonaro, que diz ter sido atacado durante a disputa eleitoral de 2018 por "fake news" sobre querer terminar com o programa social.

Na quarta, o governo não se pronunciou sobre o tema, mas na terça-feira, quando assinou a medida provisória Bolsonaro voltou a atacar. "Quase todas (as fake news nas eleições de 2018) foram contra minha candidatura. Entre elas, uma tentativa desesperada, que pregou, especialmente no Nordeste, que acabaríamos com o Bolsa Família", declarou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Caixa Econômica Federal inicia nesta sexta-feira (18) a liberação de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quem não possui conta no banco. Para atender os trabalhadores, o banco estatal informou que terá horários de atendimento especial e vai abrir parte de suas agências no sábado.

Até março do ano que vem, a instituição vai liberar o saque de até R$ 500 por conta ativas (dos contratos atuais) e inativas (de empregos anteriores). Além dessa liberação, a partir de abril de 2020, será possível retirar uma parcela do FGTS todo ano, modalidade que foi batizada de "saque aniversário".

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A Caixa informou que os trabalhadores deverão levar um documento de identidade para sacar os valores, mas recomendou que eles também estejam com sua carteira de trabalho - para agilizar o atendimento.

De acordo com o banco, saques de até R$ 100 poderão ser realizados em unidades lotéricas mediante apresentação de documento de identidade original com foto.

Os trabalhadores que não são correntistas da Caixa e terão direito aos saques somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões.

O atendimento estendido começará na sexta, acontecerá no sábado, 19 - de 9h as 15h -, na segunda, 21, e na terça, 22. O objetivo, além de realizar os pagamentos aos trabalhadores que têm direito ao benefício, é solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro e emitir a senha do Cartão Cidadão.

De acordo com a Caixa, 2.302 agências da Caixa abrirão em horário estendido nesses dias de atendimento especial (sexta, sábado, segunda e terça), o que representa quase metade da rede de atendimento da instituição financeira, composta por 4.132 unidades próprias (3.374 agências e 762 postos de atendimento).

As agências que participarão do atendimento especial estão no site da liberação dos saques do FGTS.

O valor sacado será de até R$ 500 por conta vinculada de titularidade do trabalhador, limitado ao valor do saldo tanto das contas ativas (emprego atual) como inativas (empregos anteriores). Por exemplo: se ele tiver duas contas, uma com saldo de R$ 1.000 e outra com saldo de R$ 2.000, ele poderá sacar R$ 500 de cada uma delas. Se tiver R$ 70 na conta, poderá retirar o valor total.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, destacou que 36,9 milhões de trabalhadores com conta no banco já sacaram recursos do FGTS e disse que a instituição está preparada para iniciar os pagamentos para os não correntistas do banco nessa semana. A previsão é que essa nova etapa libere R$ 1,8 bilhão a 4,1 milhões de pessoas. "A Caixa tem uma eficiência grande em tecnologia, que permitiu que os saques fossem realizados pelos clientes do banco sem sobressaltos. Agora temos o desafio maior de garantir a operação para os trabalhadores que não têm conta na Caixa".

Correntistas

A Caixa iniciou em 9 de outubro os saques de até R$ 500 do FGTS para correntistas do banco nascidos entre setembro e dezembro. De acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira, já foram sacados, até o momento, R$ 15 bilhões.

O dinheiro das contas ativas e inativas foi depositado automaticamente para quem tem conta poupança individual da Caixa. Para quem tem conta corrente individual, conjunta ou fácil e conta poupança conjunta, o crédito automático ocorreu apenas se esses correntistas fizeram a autorização até o dia 4 de outubro. A liberação antecipada vale somente para contas abertas na Caixa até o dia 24 de julho deste ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Dezenove trilhões de dólares poderão ficar impagáveis, nos próximos dois ou três anos, se a piora das condições econômicas, já em curso, pressionar grandes devedores nos oito maiores mercados, adverte o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O risco de calote de vários grupos não financeiros é parte do cenário sombrio desenhado em três relatórios apresentados nos últimos dois dias. Dez anos depois de iniciada a recuperação da última grande crise, as vulnerabilidades financeiras se tornaram de novo ameaçadoras, segundo os economistas do Fundo.

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Políticas monetárias frouxas no mundo rico, com juros muito baixos e até negativos, atualmente, produziram efeitos com sinais opostos. Do lado positivo, ajudaram o mundo a sair da recessão e a reduzir o desemprego.

Do lado oposto, estimularam o endividamento público e privado, criaram ambiente favorável a operações arriscadas e ampliaram a vulnerabilidade a novos choques. Qualquer desastre poderá atingir todos os grupos de países, direta ou indiretamente.

A dívida total do setor corporativo saltou de US$ 34 trilhões para US$ 51 trilhões entre 2009 e 2019, nos oito principais mercados cobertos pelo estudo. O grupo inclui Estados Unidos, China, Japão e vários países da Europa. Os bancos são hoje muito mais seguros do que há alguns anos, com mais capital, maior liquidez e repetidos testes de estresse, observou o diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI, Tobias Adrian. Mas tem crescido, prosseguiu, a vulnerabilidade no setor financeiro não bancário e nas empresas não financeiras, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira Global apresentado nesta quarta-feira, 16.

Cenário

O risco de algo mais grave, por enquanto, está num horizonte de médio prazo, algo como dois ou três anos, mas os formuladores de políticas devem agir logo, aumentando a vigilância e aperfeiçoando as normas de segurança, insistiu o diretor. Dirigentes e economistas do FMI vêm chamando a atenção, há alguns anos, para o lado negativo das políticas monetárias frouxas mantidas por muito tempo.

Com juros baixos e até negativos no mundo rico, grandes fluxos de capitais foram desviados para economias emergentes, em desenvolvimento e também para aquelas na fronteira entre esses dois grupos, No caso dos emergentes, a dívida externa mediana passou de um montante equivalente a 100% das exportações em 2008 para 160%.

Os autores do relatório foram contidos na citação de países, limitando-se, na maior parte do texto, a mencionar as economias mais avançadas e aquelas com vulnerabilidades financeiras evidentes, como a China. Se estivesse no foco, o Brasil poderia aparecer em melhor condição do que no passado recente. Sua dívida externa é pouco importante e grandes empresas muito endividadas há alguns anos estão em condições bem mais confortáveis, depois de reduzir o endividamento.

Em alguns casos, houve também renegociações bem-sucedidas com os credores.

Finanças públicas

Mas nenhum país estará livre de impactos, se o quadro global se agravar seriamente. Ao apresentar o Monitor Fiscal, outro importante relatório semestral do FMI, o chefe do Departamento de Assuntos Fiscais, Vítor Gaspar, recomendou usar as finanças públicas para reanimar as economias e evitar uma freada mais forte. Políticas de juros baixos, crédito fácil e ampla expansão monetária, lembrou, chegaram ao limite. É hora de recorrer a estímulos fiscais.

Essa bandeira já havia sido agitada pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e vem sendo agora sustentada pelas figuras principais do FMI, Mas a recomendação vale para os governos com alguma folga fiscal. Não é o caso, obviamente, do governo brasileiro. A reforma da Previdência ajudará a conter a expansão do gasto público nos próximos anos, mas a dívida bruta do governo geral só passará a diminuir como porcentagem do PIB em 2023, segundo projeção incluída no Monitor. Aperto fiscal menos severo, mas ainda longe de qualquer conforto, só será desfrutado no próximo período presidencial, se as estimativas estiverem corretas.

Além disso, qualquer efeito mais grave da desaceleração global poderá dificultar as exportações, prejudicando o nível interno de atividade e, na pior hipótese, reduzindo a segurança externa da economia brasileira.

O FMI acaba de reduzir de 3,2% para 3% sua estimativa de crescimento global neste ano. Não há espaço para erro, quando se cresce tão pouco, disse há dois dias a economista-chefe do Fundo, Gita Gopinath.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma única aposta, feita em Fortaleza (CE), acertou os seis números do concurso 2.198 da Mega-Sena, realizado nesta quarta-feira (16). Os números sorteados foram: 01 - 11 - 34 - 36 - 44 - 56. O prêmio é de R$ 34,61 milhões.

A quina teve 47 acertadores, cada um receberá R$ 56.334,80. A quadra teve 4.402 apostas ganhadoras com prêmio de R$ 859,26.

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O próximo concurso, com sorteio no sábado (19), tem uma expectativa de prêmio de R$ 3 milhões. As apostas podem ser feitas pela internet ou casas lotéricas até as 19h do dia do sorteio. A aposta mínima única custa R$ 3,50.

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira à medida que, em um ambiente já de incertezas globais com idas e vindas no Brexit e nas negociações entre os Estados Unidos e a China, a queda inesperada registrada pelo indicador de vendas no varejo em território americano pesou sobre os negócios.

O índice Dow Jones caiu 0,08%, aos 27.001,98 pontos, o S&P 500 recuou 0,20%, aos 2.989,69 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,30%, aos 8.24,18 pontos.

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Quem esperou uma resolução para o impasse do Brexit durante o pregão desta quarta-feira acabou ficando frustrado, apesar das intensas negociações entre autoridades britânicas e União Europeia (UE), que tentam chegar a um consenso antes do fim da semana - nesta quinta, começa a cúpula do Conselho Europeu, que reunirá durante dois dias os chefes de governo e Estado dos 28 Estados-membros da UE.

A falta de novidades para a guerra comercial entre Estados Unidos e China também colaborou para o clima de incertezas, com investidores ainda monitorando a fala de mais cedo do líder da Casa Branca, Donald Trump, de que um entendimento final só seria assinado depois de seu encontro com o presidente do país asiático, Xi Jinping, em novembro, no Chile, na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês).

Nesse clima incerto, pesou sobre as ações a queda de 0,3% das vendas no varejo dos EUA em setembro ante agosto, registrando a primeira queda desde fevereiro. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam aumento de 0,2% nas vendas.

O economista sênior do Wells Fargo Tim Quinlan avalia que o recuo inesperado do indicador representa uma "desaceleração" no ritmo de consumo, mas "não um colapso".

O dólar voltou a cair, após dois dias seguidos com o real registrando o pior desempenho no mercado internacional de moedas. A queda foi reflexo de declarações de Donald Trump sobre o acordo comercial com a China e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre a votação da reforma da Previdência, prometida para o dia 22, mas o dia foi de baixo volume de negócios, com investidores aguardando os eventos dos próximos dias, que incluem os detalhes do acordo comercial entre China e Estados Unidos e as medidas para a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, prometidas para esta quarta, mas que não vieram. O dólar à vista terminou o dia em queda de 0,25%, a R$ 4,1537.

O dólar caiu no mercado internacional ante divisas fortes e a maioria dos emergentes. Aqui, o movimento foi um pouco mais tímido, com operadores relatando que o diferencial de juros menor do Brasil com o resto do mundo continua pressionando o câmbio. Nesta quarta, a Itaú Asset reduziu a projeção para a Selic em 2020 para 3,75%.

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O estrategista do banco francês Société Générale, Dev Ashish, não vê a Selic subindo no Brasil ao menos até o primeiro trimestre de 2021. O risco maior é de mais cortes na taxa ao longo de 2020, ressalta ele, em relatório. Para Ashish, o BC vai querer aproveitar ao máximo o ambiente de fraco desempenho da economia e baixo repasse da alta do dólar na inflação para seguir cortando juros.

"Hoje foi um dia sem muito fato novo, com o mercado aguardando uma série de eventos", ressalta o operador Durval Corrêa, sócio-diretor da Assessoria Via Brasil Serviços Empresariais. China, Brexit, votação da Previdência e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisão em segunda instância estão entre os pontos que as mesas de câmbio estão monitorando. Ele ressalta que a aprovação da partilha da cessão onerosa na terça no Senado deve destravar a votação da Previdência em segundo turno.

Pela manhã, o dólar bateu mínimas com declarações do relator da reforma da Previdência, Tasso Jereissati ao Broadcast, reforçando a expectativa de que o Senado conclua a votação da proposta no dia 22, sem nenhuma alteração. Também contribuiu para a queda declarações de Trump de que a China já começou a comprar produtos agrícolas americanos, um dos termos do acordo anunciado na sexta-feira. Mas apesar dessa declaração os analistas do Morgan Stanley observam que "muitas incertezas" permanecem sobre este acordo.

Depois de encerrar setembro com saídas líquidas de US$ 6,446 bilhões, o País registrou fluxo cambial negativo de US$ 6,858 bilhões em outubro até o dia 11, informou o Banco Central.

O canal financeiro apresentou saídas líquidas de US$ 6,796 bilhões no período. Isso é resultado de aportes no valor de US$ 11,970 bilhões e de retiradas no total de US$ 18,767 bilhões. O segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

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No comércio exterior, o saldo de outubro até o dia 11 é negativo em US$ 62 milhões, com importações de US$ 5,547 bilhões e exportações de US$ 5,486 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 1,005 bilhão em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 1,316 bilhão em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 3,165 bilhões em outras entradas.

Total no ano

O fluxo cambial do ano até 11 de outubro ficou negativo em US$ 19,829 bilhões, informou o Banco Central. Em igual período do ano passado, o resultado era positivo em US$ 20,311 bilhões.

A saída pelo canal financeiro neste ano até 11 de outubro foi de US$ 33,076 bilhões. O resultado é fruto de aportes no valor de US$ 425,471 bilhões e de envios no total de US$ 458,547 bilhões.

No comércio exterior, o saldo anual acumulado até 11 de outubro ficou positivo em US$ 13,247 bilhões, com importações de US$ 137,817 bilhões e exportações de US$ 151,063 bilhões. Nas exportações estão incluídos US$ 26,011 bilhões em ACC, US$ 41,251 bilhões em PA e US$ 83,802 bilhões em outras entradas.

Semana

O fluxo cambial registrado na semana passada (de 7 a 11 de outubro) ficou negativo em US$ 3,185 bilhões, informou o Banco Central.

O canal financeiro apresentou saída líquida de US$ 3,646 bilhões na semana, resultado de aportes no valor de US$ 6,742 bilhões e de envios no total de US$ 10,388 bilhões.

No comércio exterior, o saldo na semana passada ficou positivo em US$ 461 milhões, com importações de US$ 2,846 bilhões e exportações de US$ 3,307 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 662 milhões em ACC, US$ 765 milhões em PA e US$ 1,880 bilhão em outras entradas.

O presidente da Azul, John Rodgerson, afirmou que a empresa estuda abrir novas rotas internacionais, mas decidiu não fazer anúncios agora por causa da valorização do dólar ante o real, que encarece e desestimula viagens ao exterior. "Mas em cinco anos, com certeza vamos ter mais destinos internacionais", disse, em conversa com jornalistas após o voo inaugural do E195-E2, na rota Campinas-Brasília.

O executivo frisou, porém, que o foco da Azul está no mercado doméstico - a intenção é "elevar" o nível do Brasil em termos de conectividade aérea. O brasileiro ainda viaja muito pouco em relação ao potencial que o País oferece, avalia, e muito disso se deve às elevadas tarifas. Nesse sentido, o presidente destacou que os novos E2 que serão incorporados à frota trarão menores custos e mais eficiência à companhia, ajudando-a a reduzir suas tarifas, as mais elevadas do País.

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Nesta quarta mais cedo, Rodgerson afirmou que a Azul quer expandir para 150 o número de localidades em que opera nos próximos cinco anos. Hoje, a empresa atende 114 cidades, sendo pouco mais de 100 dentro do País.

A321

A Azul deve receber neste ano o primeiro A321, fabricado pela Airbus. O modelo servirá operações entre os principais hubs da empresa, Viracopos e Recife. De acordo com Rodgerson, a empresa tem vantagens ante seus concorrentes por servir muita mais cidades que se conectam a essas localidades.

TAP

Rodgerson afirmou que há "muitos interessados", como investidores e empresas aéreas, na posição da empresa na portuguesa TAP. "A TAP é muito valiosa, eles voam para 11 cidades e têm um terço das rotas entre Brasil e Europa", destacou.

A administração da Azul considera que o mercado não dá a devida importância ao investimento feito na TAP e o potencial que ele pode gerar à aérea. No Azul Investor Day, na segunda-feira, a diretoria frisou que os novos executivos da TAP têm promovido mudanças significativas nos negócios, "aumentando o valor da empresa", como a renovação da frota de aeronaves e a abertura de novos destinos tanto na Europa quanto na América do Norte.

Em 2016, a Azul adquiriu dívidas conversíveis emitidas pela TAP, no valor de € 90 milhões. Esses bonds são conversíveis, no total ou em parte, e a opção de convertê-los em novas ações da TAP dá direito a benefícios econômicos preferenciais. Após a conversão total, as ações detidas pela Azul representarão 6% do capital total e votante da TAP, com o direito de receber dividendos ou outras distribuições correspondentes a 41,25% dos lucros distribuíveis da empresa portuguesa.

Em relação à possibilidade de a Azul integrar a joint venture entre United, Avianca Holdings e Copa Airlines, John Rodgerson afirmou que a decisão deve demorar, uma vez que as conversas envolvem muitas partes. Ele ressaltou que o negócio poderia fazer sentido à Azul, já que a aliança intensificaria a parceria com as aéreas e colocaria as operações de todas elas "na mesma página".

O ouro fechou em alta em meio à incerteza gerada pelas idas e vindas tanto nas negociações de última hora entre o Reino Unido e a União Europeia (UE) em busca de um acordo do Brexit quanto no período até que a chamada "fase 1" do entendimento dos Estados Unidos com a China seja formalizada. Além disso, o dólar teve nesta quarta-feira, 16, uma sessão de fraqueza quase generalizada, o que torna ativos cotados na moeda americana mais acessíveis para detentores de outras divisas.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro do ouro para dezembro subiu 0,71%, a US$ 1.494,00 a onça-troy.

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No front da guerra comercial, em uma semana até aqui marcada por dúvidas sobre se a China já estaria de fato comprometida com o acordo inicial anunciado na última sexta-feira na Casa Branca, o presidente Donald Trump indicou hoje, segundo a Bloomberg, que pode mesmo assinar o documento - que, segundo ele, já está sendo escrito - em seu próximo encontro com o presidente chinês, Xi Jinping.

A reunião será no Chile, entre 16 e 17 de novembro.

Já no Brexit, em meio a diversos relatos na imprensa europeia sobre como negociadores de ambas as partes estão próximos da conclusão de um acordo, repercutiu já na tarde desta quarta-feira a informação de bastidores - inicialmente circulada pela editora de política da BBC, Laura Kuenssberg - segundo a qual não será possível anunciar o acerto ainda hoje.

As tratativas serão retomadas amanhã cedo, segundo os relatos da mídia local.

Os Correios reajustaram em 6,34% a tarifa média dos serviços Sedex Hoje, Sedex 10 e Sedex 12 no último dia 14. O reajuste foi confirmado nesta quarta-feira, 16, pela estatal. Os Correios afirmam que o aumento é uma média ponderada nacional, variando de acordo com origem, destino e tipo de encomenda.

De acordo com a empresa, "a atualização dos preços ocorre para equilibrar o impacto dos custos na prestação dos serviços".

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A estatal afirmou ainda que o reajuste não se aplica a clientes que possuem contratos com os Correios.

Situação dos Correios

Em agosto deste ano, o ministro da Economia, Paulo Guedes, divulgou uma lista de empresas estatais que seriam privatizadas que continha os Correios. O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou à época que a estatal seria a primeira.

A possibilidade de privatização foi uma das causas de uma greve dos funcionários deflagrada em julho. Fischer Moreira, secretário de imprensa da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), alega que a base aliada do governo no Congresso Nacional, como a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), divulga informações sobre a empresa que "faltam com a verdade". "Não necessariamente a privatização vai trazer preços mais acessíveis, inclusive para regiões periféricas, e a precarização de serviços vai ser ampliada. A gente sabe que existe esse fantasma da privatização e combate essa perspectiva", diz.

O rendimento médio mensal real domiciliar per capita, considerando todas as fontes de renda, subiu de R$ 1.285 em 2017 para R$ 1.337 em 2018. No entanto, o valor caía a pouco mais da metade da média nacional nas regiões mais pobres do País: no Nordeste, era de R$ 815 em 2018; e no Norte, R$ 886.

Na Região Sudeste, o rendimento médio mensal domiciliar per capita foi de R$ 1.639, mais que o dobro do recebido pelos nordestinos.

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Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice de Gini da renda domiciliar per capita de todas as fontes - medida de desigualdade de renda numa escala de 0 a 1, em que quanto mais perto de 1 maior é a desigualdade - teve o pior desempenho em 2018 na região Norte, 0,551, seguido pelo Nordeste, 0,545, e Sudeste, 0,533. No Centro-Oeste, o resultado foi de 0,513.

O menor valor foi o do Sul, 0,473. Na média nacional, o Índice de Gini alcançou o recorde de 0,545 dentro da série histórica da pesquisa.

Ainda considerando todas as fontes de renda, a região Sudeste concentrou mais da metade da massa de rendimentos do País, R$ 143,7 bilhões de um total de R$ 277,7 bilhões.

As fatias das demais regiões foram de R$ 47,7 bilhões para o Sul, R$ 46,1 bilhões para o Nordeste, R$ 24,4 bilhões para o Centro-Oeste, e R$ 15,8 bilhões para o Norte.

Maior companhia aérea do Brasil em destinos atendidos, a Azul quer expandir para 150 o número de localidades em que opera nos próximos cinco anos. Atualmente, a empresa atende 114 cidades, sendo pouco mais de 100 dentro do País.

A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira, 16, pelo presidente da Azul, John Rodgerson, em breve fala durante o voo inaugural do novo E195-E2.

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Com executivos da aérea e de fundos de investimento e outros convidados a bordo, o avião decolou pela manhã do Aeroporto de Viracopos, um dos principais hubs da Azul, e pousou em Brasília, onde a diretoria da aérea deve se reunir no período da tarde com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e outros integrantes do governo.

Entregue à Azul no mês passado, o E195-E2 é o maior avião comercial já produzido pela Embraer e também o maior dos três que compõem a nova geração da fabricante, os E-Jets E2.

Com capacidade para até 146 passageiros, a aeronave de corredor único foi configurada pela Azul para comportar 136 viajantes, mais do que seu antecessor da primeira geração. Além disso, o novo avião consome 25% menos combustível por assento que o E195 e tem custo de manutenção inferior.

A expectativa da Azul é receber ainda neste ano mais cinco E195-E2, de uma encomenda total de 51 jatos, que somou US$ 3,2 bilhões.

As primeiras rotas que contarão com a aeronave são Campinas-Brasília e Campinas-Natal. A empresa ainda estuda operá-las nos voos Campinas-Curitiba e Campinas-Porto Alegre.

O último modelo da Embraer, assim como os Airbus A320neos, são as peças centrais do programa de renovação de frota da Azul.

Até 2022, a aérea quer ter substituído todos os E1 de sua frota por novas aeronaves. Com isso, a empresa espera ganhar eficiência no lado dos custos, além de tornar viáveis rotas que antes não eram economicamente vantajosas.

A desigualdade de renda no País alcançou patamar recorde em 2018, dentro da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A metade mais pobre da população, quase 104 milhões de brasileiros, vivia com apenas R$ 413 mensais, considerando todas as fontes de renda.

No outro extremo, o 1% mais rico - somente 2,1 milhões de pessoas - tinha renda média de R$ 16.297 por pessoa. Ou seja, essa pequena fatia mais abastada da população ganhava quase 40 vezes mais que a metade da base da pirâmide populacional.

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Em todo o País, 10,4 milhões de pessoas (5% da população) sobrevivem com R$ 51 mensais, em média. Se considerados os 30% mais pobres, o equivalente a 60,4 milhões de pessoas, a renda média per capita subia a apenas R$ 269.

Mesmo passada a crise econômica, a desigualdade se agravou. A renda domiciliar per capita dos 5% mais pobres caiu 3,8% na passagem de 2017 para 2018. Ao mesmo tempo, a renda da fatia mais rica (1% da população) cresceu 8,2%.

O Índice de Gini da renda domiciliar per capita - medida de desigualdade de renda numa escala de 0 a 1, em que quanto mais perto de 1 maior é a desigualdade - subiu de 0,538 em 2017 para 0,545 em 2018, patamar auge na pesquisa.

Os mais pobres ficaram mais pobres, os mais ricos ficaram mais ricos, confirmou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad. Para a pesquisadora, o fenômeno tem relação com a crise no mercado de trabalho, que afetou especialmente o extrato de trabalhadores com menor qualificação e menor remuneração.

"Continuam no mercado de trabalho aqueles que ganham mais", justificou Maria Lucia Vieira.

Quando começou a melhora na geração de vagas, os desempregados que conseguiram retornar ao mercado de trabalho passaram a ganhar menos em funções semelhantes ou a atuar em postos informais, que também remuneram menos.

"Quando as pessoas perdem seus trabalhos, elas vão arrumar outras ocupações em que elas consigam ter alguma remuneração. Se o momento tem mais demanda por trabalho do que oferta, as pessoas acabam aceitando trabalhos com remunerações mais baixas", explicou a gerente da Pnad.

Com mais pessoas trabalhando, a massa de renda de todas as fontes cresceu de R$ 264,9 bilhões em 2017 para R$ 277,7 bilhões em 2018. Como a concentração de renda aumentou, os 10% mais pobres detinham apenas 0,8% da massa de rendimentos, enquanto que os 10% mais ricos concentravam 43,1% desse bolo.

Se considerados apenas os trabalhadores com renda do trabalho, a fatia de 1% mais bem remunerada recebia R$ 27.744 mensais, o que corresponde a 33,8 vezes o rendimento dos 50% dos trabalhadores com os menores rendimentos, que recebiam, em média, R$ 820, menos que o salário mínimo em vigor no ano. A diferença foi a maior da série histórica da pesquisa.

O índice de Gini da renda do trabalho também registrou piora na passagem de 2017 para 2018, subindo de 0,501 para 0,509 no período, o patamar mais elevado da série.

A Caixa Econômica Federal inicia nesta sexta-feira (18) mais uma etapa de liberação do Saque Imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Esta fase é para trabalhadores que não têm conta na Caixa.

Os trabalhadores nascidos em janeiro que não têm conta no banco poderão sacar até R$ 500 de cada conta ativa ou inativa do fundo. Serão cerca de 4,1 milhões de pessoas nesta etapa, com injeção de R$ 1,8 bilhão na economia.

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De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, essa é a fase mais complexa dos pagamentos. “Até agora, os três primeiros pagamentos, como eram de clientes da Caixa, 82% dos 36 milhões de pessoas sacaram pelo celular. Os próximos 12 pagamentos utilizaremos, em especial, as lotéricas. Esperamos movimento grande e presencial”.

Segundo Pedro Guimarães, o banco terá gastos de R$ 1 bilhão, com os pagamentos do FGTS, como com horas extras de funcionários e taxas para as lotéricas. Por isso não há como dar gratuidade nas tarifas de transferências para clientes com contas em outros bancos.

De acordo com a Caixa, 40% dos 96 milhões de brasileiros com direito ao saque já receberam os valores referentes ao Saque Imediato. Desse total, 82% movimentaram o dinheiro pelo celular, sem precisar ir a agências.

Em um mês, mais de R$ 15 bilhões em crédito em conta foi feito para quase 37 milhões de trabalhadores. Quem tem conta-poupança na Caixa ou crédito em outro tipo de conta do banco recebeu o dinheiro automaticamente.

Os saques do FGTS podem resultar em uma liberação de cerca de R$ 28 bilhões na economia. Para 2020, serão mais R$ 12 bilhões.

Atendimento

Os saques de até R$ 500 podem ser feitos nas casas lotéricas e terminais de autoatendimento para quem possui senha do cartão cidadão. Quem tem cartão cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, apresentando documento de identificação, ou em qualquer outro canal de atendimento.

No caso dos saques de até R$ 100, a orientação da Caixa é procurar casas lotéricas, com apresentação de documento de identificação original com foto. Segundo a Caixa, mais de 20 milhões de trabalhadores podem fazer o saque só com o documento de identificação nas lotéricas.

Quem não tem senha e cartão cidadão e vai sacar mais de R$ 100, deve procurar uma agência da Caixa.

Embora não seja obrigatório, a Caixa orienta ainda, para facilitar o atendimento, que o trabalhador leve também a carteira de trabalho para fazer o saque. Segundo o banco, a Carteira de Trabalho pode ser necessária para atualizar dados.

As dúvidas sobre valores e data do saque pode ser consultadas no aplicativo do FGTS (disponível para iOS e Android), pelo site ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800 724 2019, disponível 24 horas.

A data limite para saque é 31 de março de 2020. Caso o saque não seja feito até essa data, os valores retornam para a conta do FGTS do trabalhador.

Horário especial

Para facilitar o atendimento, a Caixa vai abrir 2.302 agências em horário estendido na sexta (18), segunda (21) e terça-feira (22). As agências que abrem às 8h, terão o encerramento do atendimento 2 horas depois do horário normal de término. As que abrem às 9h, terão atendimento uma hora antes e uma hora depois. Aquelas que abrem às 10h, iniciam o atendimento com duas horas de antecedência. E as que abrem às 11h, também iniciam o atendimento duas horas antes do horário normal.

A lista das agências com horário especial de atendimento está no site da Caixa.

Essas agências também abrirão no sábado (19), das 9h às 15h (horário local), para fazer pagamentos, tirar dúvidas, fazer ajustes de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão.

A Caixa destaca que o Saque Imediato não altera o direito de sacar todo o saldo da conta do FGTS, caso seja demitido sem justa causa ou em outras hipóteses previstas em lei. Essa modalidade de saque não significa que houve adesão ao Saque Aniversário, que é uma nova opção oferecida ao trabalhador, em alternativa à sistemática de saque por rescisão do contrato de trabalho. Por meio do Saque Aniversário, o trabalhador poderá retirar parte do saldo da conta do FGTS, anualmente, de acordo com o mês de aniversário.

O vice-presidente de Distribuição da Caixa, Valter Nunes, afirmou que a Caixa tem um plano de segurança para esta etapa de saques, envolvendo a Polícia Federal e as polícias regionais, com sistema de rondas em locais de saque. Por se tratar de uma questão segurança, ele afirmou que não dará detalhes sobre o plano. Além disso, informou que há uma equipe de trabalho disponível para ocorrências relacionadas a segurança, reposição de numerário e outros problemas, até o fim dos pagamentos.

Há exatos 15 dias, Kristalina Georgieva assumiu o comando do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesta terça, para um auditório lotado, ela deixou de lado as projeções de crescimento global. Para sua primeira participação como diretora-gerente do Fundo, Georgieva escolheu outro tema que, disse, atravanca a prosperidade dos países: a desigualdade de gênero. "Ainda não chegamos lá", afirmou. Por que falar da diferença entre homens e mulheres? Ela respondeu: "Porque não é só uma coisa boa a se fazer, é também fantástico para se obter melhores resultados".

Segunda mulher a ocupar o posto mais alto do Fundo, Georgieva mostrou que, assim como sua antecessora, Christine Lagarde, vai manter a igualdade de gênero como uma de suas principais plataformas e se declarou uma ativista "implacável". "Bem-vindos ao encontro anual. Não é por acaso que a primeira discussão em que entro é sobre esse assunto", afirmou.

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Às mulheres na plateia, pediu: "Nunca aceitem receber menos que seu colega homem para o mesmo trabalho. Nunca". Aos homens, pediu que deixem de olhar mulheres de cima para baixo e trabalhem com elas pela redução da desigualdade. "Não há forma de qualquer sociedade prosperar sem contar com o talento de todo seu povo, homens e mulheres. É muito simples: se você ignorar parte das suas capacidades vai com certeza ficar aquém em termos de conquistas econômicas", afirmou.

Para sanar a desigualdade de gênero, ela disse que é preciso não só ter vontade política, mas ir além da discussão e tomar passos concretos. Ela citou, por exemplo, a dificuldade de mulheres na Índia estudarem por falta de segurança. "É um problema que pode ser resolvido."

Ao falar sobre a própria experiência, a búlgara avalia ter uma "história típica de uma mulher de sua geração". "Eu trabalhei mais duro do que qualquer homem só para ser igual. Por trabalhar mais e mais duro, fui mais longe do que eles. E aqui estou, comandando o FMI", disse, sob aplausos da plateia que por vezes não esperava o fim de suas frases. "Tenho filha e tenho neta, e quero que elas trabalhem tanto quanto os homens e sejam iguais apenas porque elas são."

Em 56 minutos, Georgieva citou dados e pesquisas indicando que empresas são mais lucrativas com mulheres no comando e governos menos corruptos com participação de mulheres na administração, mas também sobre a realidade de uma igualdade de gênero ainda distante. "No FMI, somos 25% mulheres nas posições mais altas. Vocês acham que é como deveria ser? Eu estou perguntando aos homens", disse, sem continuar até que um homem da plateia respondesse "não".

No Fundo, disse ela, também há trabalho a fazer. "Faremos, porque será bom para o Fundo e bom para o mundo." Georgieva agradeceu Lagarde por ter "quebrado o teto de vidro". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (16) prêmio de R$ 34 milhões. As seis dezenas do concurso 2.198 serão soreadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no termina Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. O sorteio é aberto ao público.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, em todo o país. O bilhete simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 3,50.

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Bolão da Mega-Sena

Para ter mais chances de ganhar na Mega-Sena, os apostadores podem formar um grupo, escolher os números da aposta, marcar a quantidade de cotas e registrar em qualquer uma das lotéricas do país.

Ao ser registrada no sistema, a aposta gera um recibo de cota para cada participante que, em caso de premiação, poderá resgatar a sua parte do prêmio individualmente.

Os bolões para a Mega-Sena têm preço mínimo de R$ 10, e cada cota deve ser de, pelo menos, R$ 4, sendo possível realizar um bolão de, no mínimo, duas e no máximo 100 cotas.

O apostador também pode adquirir cotas de bolões organizados pelas lotéricas. Basta solicitar ao atendente a quantidade de cotas que deseja e guardar o recibo para conferir a aposta no dia do sorteio.

Nesse caso, poderá pagar uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota, a critério da lotérica.

A União bancou R$ 442,60 milhões em dívidas de governos estaduais em setembro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 15, pelo Tesouro Nacional. O valor se refere a R$ 245,63 milhões em dívidas do Rio de Janeiro, R$ 84,04 milhões em débitos não pagos por Minas Gerais, R$ 65,29 milhões em pagamentos não realizados por Goiás, R$ 37,40 milhões que eram responsabilidade do Amapá e ainda R$ 10,24 milhões em calotes do Rio Grande do Norte.

Nos primeiros nove meses de 2019, o governo federal precisou desembolsar R$ 5,695 bilhões para honrar dívidas garantidas pela União desses quatro Estados. O valor já supera por ampla margem os R$ 4,805 bilhões honrados pelo Tesouro em todo o ano de 2018.

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O maior rombo em 2019 vem de Minas Gerais, cujos calotes neste ano já alcançam R$ 2,548 bilhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com R$ 2,518 bilhões.

Embora o custo para a União com essas garantias seja crescente, o Tesouro está impedido de bloquear os repasses para os cinco Estados.

No caso do Rio de Janeiro, porque o governo estadual aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) dos Estados ainda em 2017. Nos casos de Minas Gerais, Goiás, Amapá e Rio Grande do Norte, porque os governos estaduais conseguiram decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias pela União nessas operações.

O real teve novo dia de piora forte ante o dólar nesta terça-feira e foi, novamente, a moeda com a maior queda no mercado internacional, considerando uma cesta de 34 divisas, emergentes e fortes. A valorização da divisa dos Estados Unidos ante emergentes, a perspectiva de mais quedas de juros no Brasil e questões políticas em Brasília foram apontados pelos especialistas como os fatores primordiais para o dólar mais caro no Brasil. Há dois meses que a moeda americana fecha acima de R$ 4,00. Hoje, no mercado à vista, a divisa terminou o dia com valorização de 0,87%, a R$ 4,1641, a maior cotação desde o dia 24 de setembro.

O dólar operou em alta o dia todo, com operadores relatando fluxo de saída. A moeda americana destoou pelo segundo dia de outros ativos domésticos. O Ibovespa subiu e o Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil foi negociado em queda, a 129 pontos nesta tarde, ante 133 do fechamento de segunda, de acordo com cotações da IHS Markit.

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Para o gestor da Paineiras Investimentos, David Vaisberg Cohen, o real não vem acompanhando a melhora em outros ativos por dois fatores: o dólar tem se valorizado no exterior e pela mudança estrutural nos juros no Brasil, que estão em mínimas históricas e podem cair ainda mais. Pesquisa do Bank of America Merrill Lynch feita com investidores mostra que 37% deles já veem a Selic em 4,5% ou abaixo no final de 2019.

Com os juros baixos, além de o Brasil ficar menos atrativo para estrangeiros, Cohen ressalta que empresas trocaram emissões externas por captações domésticas, o que reduziu a entrada de dólares no país, e aumentou a procura de investidores por operações de hedge no País, por conta dos custos mais baixos. Há ainda um outro desdobramento, que é o investidor brasileiro comprando mais dólares para fazer investimentos lá fora, em busca de retornos mais altos. "O dólar está mais caro no Brasil, mas por um bom motivo, que é o juro baixo", ressalta ele.

A pesquisa do Bank of America mostra que aumentou de 22% no levantamento feito em setembro para 40% neste mês os investidores que acreditam no dólar acima de R$ 4,00 no final de dezembro. Ao mesmo tempo, não há profissionais prevendo a moeda americana acima de R$ 4,20 em dezembro nem abaixo de R$ 3,60. Outros 50% projetam a moeda entre R$ 3,81 e R$ 4 em dezembro. Desde 16 de agosto que a moeda americana não fecha abaixo de R$ 4,00.

Mais cedo, não repercutiu bem no mercado de câmbio o episódio envolvendo o presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar (PE), que foi alvo hoje de operação da Polícia Federal. O temor é que isso atrapalhe a votação da reforma da Previdência em segundo turno no Senado. A executiva nacional do PSL diz que excessos contra o partido serão apurados. Os agentes ainda aguardavam no final da tarde a votação pelos senadores da partilha dos recursos da cessão onerosa no plenário.

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