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| Ciência e Saúde

O Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial é celebrado na próxima sexta-feira (26). Para marcar a data, a Sociedade Brasileira de Hipertensão, em parceria com a CPTM, vai medir gratuitamente a pressão arterial dos usuários que passarem pela Estação Barra Funda (Linhas 7-Rubi e 8-Diamante) das 9h às 16h.

A ação faz parte da campanha “Menos Pressão”, cujo foco é o público feminino. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia mostram que as doenças cardiovasculares são responsáveis por 35% das mortes femininas no país. Estima-se que 80% das mulheres que passam pela menopausa sofram com a doença

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O objetivo é alertar as pessoas sobre a doença que afeta 25% de toda a população brasileira e chega a matar cerca de 300 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde.

A hipertensão ocorre quando a medida da pressão se mantém frequentemente acima de 140/90mmHg. A doença ataca os vasos sanguíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins. Em 90% dos casos ela é hereditária, porém há outros fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, como por exemplo, o tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, obesidade, estresse, consumo excessivo de sal, colesterol e sedentarismo.

Aferir a pressão regularmente é a única forma de diagnosticar a hipertensão, que não tem cura mas pode ser tratada e controlada. Além do exame, os passageiros vão receber orientação de nutricionistas, psicólogos e profissionais da educação física, que vão ensinar como desenvolver hábitos saudáveis para prevenir e controlar a doença.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou, nesta quarta-feira (24), seus primeiros conselhos sobre a atividade física para as crianças menores de 5 anos e pediu que elas passem menos tempo diante das telas, e mais se exercitando.

Essas recomendações podem parecer puro senso comum para as famílias, mas têm provocado polêmica, com alguns especialistas criticando a agência da ONU por formulá-las com base em testes insuficientes e adotando conceitos simplistas como "tempo de tela sedentário".

A OMS estima, no entanto, que essas instruções "preenchem uma lacuna" no esforço global para promover uma vida saudável, uma vez que esta faixa etária não foi levada em conta nas recomendações fixadas pela OMS em 2010.

Em um momento em que a obesidade representa uma ameaça crescente para a saúde pública e que 80% dos adolescentes "não são suficientemente ativos fisicamente", a OMS considerou necessário divulgar uma lista de bons hábitos para crianças com menos de 5 anos de idade, um período crucial para o desenvolvimento de um estilo de vida.

E, embora reconheça que esses conselhos se baseiam em "evidências de baixa qualidade", a agência de saúde diz que suas recomendações podem ser aplicadas a todas as crianças, independentemente do sexo, do ambiente cultural, ou de seu status socioeconômico.

Para os bebês com menos de 12 meses de idade, a OMS recomenda pelo menos 30 minutos de atividade física diária, inclusive na posição ventral para aqueles que ainda não andam.

Não é bom manter os bebês em um carrinho, em uma cadeira alta, ou no colo de alguém, por mais de uma hora sem interrupção. Além disso - recomenda a OMS -, eles têm de dormir entre 12 e 17 horas por dia.

Para crianças de 1 a 2 anos, a agência aconselha três horas de atividade física por dia, não mais do que uma hora de "tempo de tela sedentário" e pelo menos 11 horas de sono.

E, para os pequenos de 3 a 4 anos, as três horas diárias de atividade física devem incluir pelo menos uma hora de movimento "moderado a vigoroso". O tempo gasto nas telas não deve exceder uma hora também.

"Eu me pergunto como as instruções de política global de saúde pública, que afetam milhões de famílias, podem ser baseadas em 'evidências de baixa qualidade'", criticou Kevin McConway, professor emérito de estatística aplicada na Open University britânica.

"E, depois, o que significa exatamente 'tempo de tela sedentário'?", questionou McConway.

Em entrevista coletiva, a diretora do Programa para Prevenção de Doenças não transmissíveis da OMS, Fiona Bull, declarou que os autores do relatório têm total confiança na correção das recomendações.

Em referência à "baixa qualidade" das evidências, a OMS quis apenas ser "transparente sobre o fato de que ainda há muito trabalho científico a fazer em áreas importantes", explicou Fiona.

O diretor de pesquisa do Instituto Internet da Universidade de Oxford, Andrew Przybylski, disse que "as conclusões tiradas sobre as telas estão longe das evidências científicas do dano sofrido".

Przybylski pediu à OMS para realizar "estudos de melhor qualidade" sobre este assunto.

Juana Willumsen, encarregada da área de obesidade e atividade física infantil na OMS, explicou aos jornalistas que esta expressão fazia referência ao "tempo de tela passivo" em contraposição aos "jogos em tablets e programas de TV em que as crianças são incentivadas a se mexer".

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe entra em nova etapa nesta segunda-feira (22) em todo o país. A primeira fase, que teve início em 10 de abril, vacinou crianças, gestantes e puérperas. A partir desta segunda, o Ministério da Saúde abrirá ao restante do público-alvo.

A partir desta segunda, também podem receber a vacina trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

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De acordo com o ministério, 41,8 mil postos de vacinação estão à disposição da população. Além disso, 196,5 mil profissionais estão envolvidos, com a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

A doença

A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior ou menor número de casos e mortes.

No Brasil, devido a diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente aglomeração de pessoas.

Até o fim de março, antes do lançamento da campanha, foram registrados 255 casos de influenza em todo o país, com 55 mortes. Até o momento, o subtipo predominante no país é influenza A H1N1, com 162 casos e 41 óbitos. O Amazonas foi o estado com mais casos registrados: 118 casos e 33 mortes. Por isso, a campanha foi antecipada no estado.

Segundo o Ministério da Sáude, a campanha contra o HPV deste ano tem como meta vacinar 80% dos adolescentes. Entre 2014 e 2018 foram vacinadas 5,9 milhões de meninas, com a segunda dose da vacina, o que reporesenta 49,9% do público alvo. Em relação a primeira dose, a cobertura vacinal das meninas foi de 70,3%. Já entre os meninos, 20,1% foi atendido pela campanha. O estudo avaliou 7.693 pessoas sexualmente ativas entre 16 e 24 anos.

O levantamento Saúde Brasil 2018, também do Ministério da Saúde, mostra que a infecção por HPV atinge todas as pessoas, sem distinções sociais. Transmitida por meio do ato sexual ou por contato da pele, a doença atinge principalmente os adolescentes, por isso a campanha de vacinação é voltada para meninas entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.

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Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, as notícias falsas, conhecidas como fake news, são empecilhos para o aumento da vacinação contra o HPVl. O MS ressalta a importância da informação correta para ampliar o número de adolescentes vacinados.

por Junior Coneglian

Depois de várias tentativa "normais" para ter um filho, um casal resolveu fazer a fertilização in vitro. O procedimento deu certo e a mulher, de 27 anos, descobriu que está grávida de quádruplos. Agora, ela pensa em interromper a gestação dos meninos e ficar com as meninas por conta de dificuldades.

A história foi publicada pela própria mulher na internet. No compartilhamento, a gestante fala que a sugestão foi do médico e que está pensando em considerar a idéia "pelo bem do meu corpo", justifica. A jovem diz que o casal não em dinheiro para sustentar os quatro filhos, apenas para dois.

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"Eu e meu marido estamos perturbados que esta é a nossa realidade, mas fomos para casa e tentamos descobrir isso. De nosso mais recente exame, sabemos que temos meninas gêmeas idênticas e dois meninos 'fraternos'. Se continuarmos com o aborto seletivo, o que muito provavelmente faremos, eu falei que gostaria de manter as duas meninas", revela a mulher.

No compartilhamento, a jovem acentua que não está sendo fácil fazer essa escolha, mas precisa fazer o que podem para o bem dos filhos. "Esta história parece tão trágica, mas, honestamente, é a coisa mais difícil que já fiz", finaliza a grávida.

Em parceria com a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, o Shopping Guararapes, localizado no Grande Recife, receberá a campanha nacional de Vacinação Contra a Gripe até o dia 31 de maio. Os frequentadores do mall poderão encontrar a imunização das 12h até as 20h, de domingo a domingo.

Até o dia 18 de abril, a vacinação é exclusiva para os grupos prioritários, que são crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes e mulheres até 45 dias de seu pós parto, mediante apresentação de documento oficial e registro de nascimento do bebê, ou a ficha de nascidos vivos.

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A partir do dia 20 de abril é que serão vacinados os indivíduos com 60 anos ou mais, os povos indígenas, adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos que estão sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

Também fazem parte da campanha os trabalhadores da área de saúde, estagiários e residentes que atuam em serviços com atendimento ao público na área de saúde, sendo obrigatório a apresentação da comprovação através de crachá, contracheque, declaração, entre outros.

Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais e os professores das escolas públicas e privadas também devem procurar pela imunização - sempre lembrando de levar consigo algum documento que comprove a sua necessidade da vacina.

 

*Com informações da assessoria

A Univeritas/UNG recebe inscrições para sessões de equoterapia. O espaço, localizado na Vila Hermínia, em Guarulhos, oferece o método que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar e que busca o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas, a partir de dois anos de idade, com deficiências e/ou necessidades especiais, exceto lesões de luxação de quadril, escoliose acima de 35/40 graus, osteoporose, instabilidade atlanto axial e epilepsia. As sessões terão um custo de R$ 50, valor 50% mais barato em comparação ao preço praticado no mercado. As vagas são limitadas.

Para realizar as sessões, o paciente deverá comparecer no Centro de Equoterapia com o pedido médico e estar apto para iniciar os atendimentos. A equipe multidisciplinar será responsável tanto pela indicação do tratamento, conforme os critérios técnicos do protocolo de equoterapia, quanto pelo acompanhamento da evolução clínica da pessoa. Cada sessão terá duração de 30 minutos, praticados uma vez por semana. O tratamento é por tempo indeterminado e a alta será realizada em conjunto com a equipe.

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De acordo com reitor da Univeritas/UNG, Eloi Lago, a equoterapia visa estimular a integração emocional do paciente, além de servir como instrumento de ensino e aprendizagem de pessoas atendidas nesta modalidade. "O intuito maior é servir a população do entorno, reforçando nossa preocupação com o bem-estar social", explica.

O Centro de Equoterapia da Univeritas/UNG fica localizado na Rua Anthon Philips, 446, Vila Hermínia, Guarulhos - SP.

Três cidades brasileiras irão realizar a etapa final do método "Wolbachia" para o combate ao mosquito Aedes aegypti antes da sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). A nova fase do projeto World Mosquito Program Brasil (WMPBrasil) da Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde será restado em Petrolina, no Sertão de Pernambuco; Campo Grande-MS e Belo Horizonte-MG. O investimento é de R$ 22 milhões.

De acordo com o Ministério da Saúde, a tecnologia é inovadora, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito. O método consiste na liberação do Aedes com o microorganismo Wolbachia na natureza, reduzindo a capacidade de transmissão de doenças.

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O anúncio da etapa final de avaliação da Wolbachia foi feito pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta, na segunda-feira (15), durante a abertura do evento “Atualização em Manejo Clínico da Dengue e febre do chikungunya e no controle vetorial do Aedes aegypti”, em Campo Grande (MS). O evento tem como objetivo capacitar médicos, enfermeiros, coordenadores e supervisores de Controle de Vetores dos 79 municípios do estado de Mato Grosso do Sul em relação à técnica de manejo, controle do mosquito e operação de campo.

De acordo com o ministro, o anúncio significa um grande passo no combate ao Aedes aegypti. "Tínhamos duas linhas de trabalho, sendo uma voltada ao controle do mosquito com o uso de inseticidas, e outra direcionada ao controle biológico, que é o caso do uso da Wolbachia. Essa última pesquisa foi muito bem em todas as etapas, desde a parte teórica até o ensaio clínico em laboratório, e no teste em cidades de pequeno porte. E agora, vamos testar em cidades acima de 1,5 milhão de habitantes”, afirmou Mandetta.

As três cidades, onde serão trabalhadas a última fase, vão servir de base para verificar a eficácia da metodologia nas regiões do Centro-Oeste, a partir de Campo Grande; Nordeste, por meio de Petrolina; e Sudeste, a partir da experiência em Belo Horizonte. Em breve, novas cidades devem receber o método.

O teste nas três cidades terá início no segundo semestre de 2019 com duração de cerca de três anos. O método é seguro para as pessoas e para o ambiente, pois a Wolbachia vive apenas dentro das células dos insetos.

A medida é complementar e ajuda a proteger a região das doenças propagadas pelos mosquitos, uma vez que o Aedes aegypti com Wolbachia - que têm a capacidade reduzida de transmitir dengue, Zika, chikungunya – ao serem soltos na natureza se reproduzem com os mosquitos de campo e geram Aedes aegypti com as mesmas características, tornando o método autossustentável. Esta iniciativa não usa qualquer tipo de modificação genética.

As liberações de mosquitos são precedidas por uma série de ações educativas e de comunicação, com o objetivo de informar a população sobre o método Wolbachia. Esta etapa tem o apoio e a participação de parceiros do WMP no território, como lideranças comunitárias e associações de moradores, unidades de saúde, escolas e organizações não-governamentais.

A Wolbachia é um microrganismo presente em cerca de 60% dos insetos na natureza, mas ausente no Aedes aegypti. Uma vez inserida artificialmente em ovos de Aedes aegypti, a capacidade do Aedes transmitir o vírus da zika, Chikungunya e Febre Amarela fica reduzida. Com a liberação de mosquitos com a Wolbachia, a tendência é que esses mosquitos se tornem predominante e diminua o número de casos associado a essas doenças nos três municípios.

Desde 2011, o Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates e National Institutes of Health já investiram no método Wolbachia R$ 31,5 milhões. As primeiras liberações dos mosquitos contendo Aedes aegypti com wolbachia no Brasil ocorreram em 2015 nos bairros de Jurujuba em Niterói e Tubiacanga na Ilha do Governador ambos no estado do Rio de Janeiro.

Em 2016 a ação foi ampliada em larga escala em Niterói e em 2017 no município do Rio de Janeiro. Atualmente o WMP Brasil atende 29 bairros na cidade do Rio de Janeiro e 28 bairros de Niterói. No total, já são 1,3 milhão de pessoas beneficiadas no estado com o método Wolbachia. Além do Brasil, também desenvolvem ações do programa países como: Austrália, Colômbia, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Vietnã, e as ilhas do oceano pacífico Fiji, Kiribati e Vanuatu.

Com informações da assessoria

O número de casos de dengue no País subiu 29% em duas semanas, de acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. Até 30 de março, foram contabilizadas 322.199 infecções, com 86 mortes. Em 16 de março, eram 229.064. Em relação ao ano passado, a elevação é bastante expressiva: 303%. No mesmo período do ano passado, haviam sido registrados 51 óbitos.

O maior número de casos da doença está na região Sudeste, com 66,3% do total do País. Em seguida, vem o Centro-Oeste (17,4%), o Nordeste (7,5%), Norte ( 5,4 %) e Sul (3,4%).

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A maior relação de casos por habitantes foi registrada em Tocantins (687,4 casos/100 mil hab.), Mato Grosso do Sul (518,6 casos/100 mil hab.), Goiás (479,0 casos/100 mil hab.), Acre (467,9 casos/100 mil hab.), Minas Gerais (387,8 casos/100 mil hab.) e Espírito Santo (303,9 casos/100 mil hab.).

Os casos de sarampo no mundo quadruplicaram durante os primeiros três meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira, acrescentando que na África o aumento foi de 700%.

"Até o momento, em 2019, 170 países relataram 112.163 casos de sarampo à OMS e, no ano passado, na mesma data, 28.124 casos de sarampo haviam sido registrados em 163 países, representando um aumento de quase 300% em escala global", disse a agência da ONU em um comunicado após afirmar que estes são números provisórios e ainda incompletos.

A OMS estima que menos de um em cada dez casos são relatados em todo o mundo, o que significa que o alcance da epidemia é muito maior do que indicam as estatísticas oficiais.

"Embora estes dados sejam provisórios (...), indicam uma tendência clara. Muitos países são vítimas de picos significativos de sarampo, e todas as regiões do mundo sofrem um aumento sustentado do número de casos", acrescentou a agência da ONU.

A África é a região mais afetada por este aumento, com uma elevação de 700% nos primeiros três meses do ano (em comparação anual), seguida pela Europa (+300%), o Mediterrâneo Oriental (+100%), as Américas (+60%) e a região do Sudeste Asiático/Pacífico Ocidental (+40%).

O sarampo é uma das doenças mais contagiosas do mundo e para a qual não há cura, mas pode ser prevenida com duas doses de uma vacina "segura e eficaz", segundo a OMS.

Os 'antivacina'

Até 2016, a doença estava em queda, mas está reaparecendo nos países ricos devido a uma desconfiança crescente em relação às vacinas, e nos países pobres devido à falta de acesso ao tratamento.

Segundo a OMS, os casos de sarampo dispararam na República Democrática do Congo, Etiópia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Madagascar, Mianmar, Filipinas, Sudão, Tailândia e Ucrânia, "causando muitas mortes, principalmente entre as crianças muito novas".

"Nos últimos meses, o número de casos também atingiu picos em países com alta cobertura geral de imunização, particularmente nos Estados Unidos, Israel, Tailândia e Tunísia, à medida que a doença se espalhou entre grupos de pessoas não vacinadas", explicou a OMS.

Em 2017, 110.000 mortes atribuídas ao sarampo foram registradas, de acordo com a OMS.

Nos países ocidentais, os "antivacina" se baseiam em uma publicação de 1998 que relaciona esta vacina ao autismo. No entanto, foi estabelecido que seu autor, o britânico Andrew Wakefield, havia falsificado seus resultados, e vários estudos demonstraram desde então que a vacina não aumenta esse risco.

A doença se manifesta por febre alta e, em seguida, erupção de placas. É contagiosa quatro dias antes e depois desta erupção.

Muitas vezes benigna pode, no entanto, causar complicações graves, respiratórias (infecções pulmonares) e neurológicas (encefalite), especialmente em pessoas vulneráveis.

As autoridades de saúde globais enfatizam a importância da vacina, individualmente, mas também coletivamente: uma alta cobertura de imunização (95% da população) protege pessoas que não podem ser vacinadas, especialmente porque seu sistema imunológico está enfraquecido.

No entanto, esta taxa de cobertura global (para a primeira dose de vacina) estagnou por vários anos em 85% de acordo com a OMS.

Aumento nos EUA

Paralelamente ao comunicado da OMS, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos publicaram nesta segunda-feira cifras que apontam que a doença continua se propagando nesse país, com 555 casos declarados.

Os dois principais focos de sarampo, detectado em 20 estados americanos, estão localizados no estado de Nova York.

Na cidade de Nova York, de 8,5 milhões de habitantes, foram declarados 285 casos, e em uma localidade do condado de Rockland, de 300.000 habitantes, 184 casos foram registrados.

No último dia 8 de abril foram detectados 465 casos desde o início do ano em todo o país, em comparação com os 372 casos declarados durante todo o ano anterior. Em 2016 foram detectadas apenas 86 pessoas afetadas nos Estados Unidos.

Para conter a epidemia, tanto o condado de Rockland como a prefeitura de Nova York declararam o estado de emergência sanitária e adotaram medidas extremas, como a vacinação obrigatória nos bairros mais afetados, sob pena de ações penais e multas.

Os bairros mais afetados são os de maioria ultraortodoxa judia.

A cidade de Nova York já havia lançado nos últimos meses uma forte campanha para promover a vacinação, enquanto as autoridades de Rockland haviam proibido a presença de menores não vacinados em lugares públicos.

Após a confirmação de casos de dengue com o vírus do tipo 2, a prefeitura de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, planeja para amanhã (16) uma nebulização veicular ("fumacê") para combater o mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus da dengue e também de zika e chikungunya.

A nebulização vai percorrer as ruas do bairro Parque Alvorada, onde foram confirmados os casos, e também do Jardim Lenize, onde foram registrados 46 dos 361 casos de dengue já confirmados na cidade em 2019. No Parque Alvorada o fumacê vai passar amanhã (16) às 18h. Já no Jardim Lenize, a ação acontece nos dias 17 e 18 (quarta e quinta-feira), também a partir das 18h.

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Durante a nebulização, os moradores e seus animais domésticos devem permanecer dentro de casa, para que não sejam atingidos diretamente pelo inseticida. No entanto, as portas, janelas e cortinas precisam permanecer abertas, para que o produto tenha contato com o interior da casa. Aquários e gaiolas com aves ou roedores domesticados precisam ser cobertos.

A constatação de que o tipo 2 da dengue já circula em Guarulhos se deu após o Instituto Adolfo Lutz confirmar a presença do vírus em exame de sangue de uma moradora do bairro, de 32 anos, que não se deslocou para outras regiões ou estados (caso autóctone). 

O histórico dos casos já confirmados em Guarulhos nos últimos sete anos mostra que a maior parte foi causada pelos vírus dos tipos 1 e 4. Essas pessoas não são imunes ao vírus do tipo 2, por isso correm o risco de contrair novamente a doença, que tende a se manifestar com sintomas mais fortes do que da primeira vez. 

Só é possível identificar o tipo de vírus causador da dengue por exame de sangue, que tem que ser coletado no máximo até três dias após o aparecimento dos primeiros sintomas. Por isso, é importante procurar um serviço de saúde assim que houver suspeita de dengue. 

Atualmente, além do caso do Parque Alvorada, o município recebeu mais dois resultados positivos para dengue do tipo 2, um homem de 55 anos residente na Água Chata e uma mulher de 44 anos moradora do Cabuçu.

 

Até 2024, uma empresa espera poder realizar partos naturais no espaço. Denominado "Missões Berço", o projeto prevê que os procedimentos ocorram em uma cápsula espacial a mais de 400 quilômetros da terra, com o parto durando entre 24 e 36 horas.

A ideia é que uma equipe médica acompanhe a gestante, prestando todo o apoio necessário, com o retorno da cápsula ao planeta acontecendo depois do nascimento.

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A explicação da empresa Space Life Origin é que colisão com asteroides, aquecimento global, superpopulação e descontrole da inteligência artificial podem resultar em uma Terra inabitável no próximo século.

Ao site Es Brasil, especialistas relatam que pode haver um problema na administração de agulhas, medicamentos e fluídos corporal em gravidade zero, além da segurança da mãe e do bebê.

Um mutirão de serviços Veterinário estará neste sábado (13), das 9h às 12h, na  Escola Estadual Dom Vital, localizada na Estrada do Arraial, Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Responsáveis e protetores de cães e gatos terão acesso aos serviços gratuitos oferecidos por veterinários da Secretaria Executiva dos Direitos dos Animais (Seda).

De acordo com a secretaria, serão realizadas consultas clínicas, orientações sobre cuidados com os bichinhos e vacinação contra raiva. Esse será o 41° mutirão realizado pela PCR com a oferta de atendimento descentralizado e gratuito, principalmente para a população de baixa renda da cidade.

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Na ação, Os tutores dos animais também receberão orientações sobre os direitos dos pets e os deveres dos tutores. Inclusive, neste mês, é comemorado o Abril Laranja, dedicado à prevenção de maus tratos contra animais. A proposta é fazer com que as pessoas reflitam sobre esta prática.

Serviço

Quando: Sábado (13), das 9h às 12h

Onde: Escola  Estadual Dom Vital,  Estrada do Arraial, S/N,  Casa Amarela - Zona Norte do Recife

Por conta da Semana Santa, inspetores da Vigilância Sanitária (Visa) da Secretaria de Saúde do Recife estão intensificando as ações educativas e de fiscalização dos peixes e outros frutos do mar. De acordo com  a secretaria, a Operação Pescado acontece até a próxima sexta-feira (19), em mercados públicos e supermercados de toda a cidade.

“O trabalho da Vigilância começou no fim de março, com orientações aos vendedores. Abordamos os cuidados com a manipulação dos alimentos, o armazenamento dos mesmos, a higienização das bandejas para acondicionamento e até o gelo utilizado com o pescado, que deve ter selo da Agência Pernambucana de Vigilância à Saúde (Apevisa)”, explica a gerente da Visa, Daniele Feitosa.

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A gerente garante que, ao longo do ano, os comerciantes já receberam todas as orientações necessárias para comercializar com segurança esses produtos alimentícios para a população. No entanto, nesta época há reforço porque aumenta a procura e o consumo dos pescados.

“Aquele que não cumprir as normas sanitárias, de acordo com a lei, será autuado, com apreensão e inutilização do produto, e responderá a processo administrativo sanitário, podendo resultar em multa, que varia de R$ 40 a R$ 400 mil”, diz Daniele.

Orientação para os consumidores:

Peixe fresco

Deve ter pele brilhante, úmida, tonalidade viva;

Escamas unidas, translúcidas e com brilho;

Ausência de muco e órgãos internos bem definidos;

Olhos salientes, transparentes e brilhantes; odor suave ou ausente;

Membrana que reveste as guelras oferecendo resistência à abertura;

Guelras ou brânquias de cor vermelho vivo;

Carne firme, elástica e aderente aos ossos;

Ao pressionar o dedo na carne, ele afunda e volta.

Lagosta e camarão

Deve ter aspecto geral brilhante, úmido e olhos vivos;

Corpo em curvatura natural, rígida, artículos firmes e resistentes;

Carapaça e cabeça bem aderentes ao corpo, cheiro próprio e suave;

Coloração própria à espécie; não apresentar mancha negra ou alaranjada na carapaça.

Caranguejo, siri e guaiamum

Devem ser expostos à venda vivos e vigorosos com olhos brilhantes;

Ter aspecto geral brilhante e úmido e apresentar cheiro próprio e suave;

Ter artículos e pernas inteiras e firmes e carapaça bem aderente ao corpo;

Ter coloração própria à espécie, sem nenhuma pigmentação estranha.

Marisco e ostra

Devem ser expostos à venda vivos, com valvas fechadas, oferecendo resistência à abertura (se abertos, reação rápida ao mais leve estímulo, fechando as valvas);

Ter líquido no interior das conchas incolor e límpido;

Apresentar cheiro agradável;

Ter a carne úmida, bem aderente à concha.

As cortinas que separam os leitos dos pacientes em muitos hospitais servem para proteger sua privacidade, mas podem ameaçar sua saúde: geralmente carregam bactérias resistentes que podem contaminar os doentes, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira (12).

Ao todo, 1.500 amostras deste tipo de cortina foram coletadas para este estudo, e bactérias multirresistentes foram detectadas em mais de uma em cada cinco. Frequentemente, os pacientes carregavam as mesmas bactérias detectadas na cortina.

"Esses agentes patogênicos podem sobreviver nessas cortinas e, potencialmente, migrar para outras superfícies e para pacientes. À medida que essas cortinas são usadas em todos os lugares, é um problema global", disse uma das autoras do estudo, Lona Mody, médica e pesquisadora da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Os resultados deste estudo, a serem publicados em breve em uma revista médica, serão apresentados no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas, que acontece de sábado a terça-feira em Amsterdã.

O estudo se concentrou em seis centros de enfermagem em Michigan. No total, os pesquisadores coletaram 1.500 amostras em cortinas de 625 quartos: primeiro, durante a internação dos pacientes, depois periodicamente, até seis meses depois, no caso de uma estada prolongada.

Amostras foram retiradas da borda das cortinas, onde são mais frequentemente tocadas. Resultado: 22% dessas amostras foram positivas para bactérias multirresistentes.

Quase 14% estavam contaminadas com enterococos resistentes à vancomicina; mais de 6%, com bactérias gram-negativas resistentes; e cerca de 5%, com staphylococcus aureus resistente à meticilina, bactérias potencialmente mortais.

Em quase 16% dos casos, os pacientes tinham as mesmas bactérias que a cortina de onde estava internado.

E cada vez que os pacientes tinham enterococos resistentes à vancomicina e staphylococcus aureus resistente à meticilina, sua cortina, também.

Segundo o estudo, as bactérias provavelmente passaram do paciente para a cortina, mas o inverso é "certamente possível", disse Mody à AFP.

Ela acredita que mais estudos são necessários para determinar se essas cortinas são realmente uma fonte de contaminação bacteriana para os pacientes.

"Nós percebemos cada vez mais que o ambiente hospitalar desempenha um papel importante na transmissão de patógenos", acrescentou. "As cortinas são frequentemente tocadas com as mãos sujas e são difíceis de desinfectar", explica.

"As práticas variam de hospital para hospital, mas muitas vezes essas cortinas são mudadas a cada seis meses, ou quando estão visivelmente sujas", acrescentou.

As doenças respiratórias, como gripe e resfriado, são mais comuns no outono e no inverno, estações em que o clima fica mais seco e as temperaturas mais baixas. No entanto, apesar de os sintomas serem semelhantes, são doenças distintas.

A gripe é causada pelo vírus Influenza e o resfriado pelo rinovírus. Entre as diferenças está a agressividade dos sintomas, que são bem mais fortes no caso de gripe, conforme explica o médico infectologista Ralcyon Teixeira.

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"No caso do resfriado, você sente aos poucos que está doente, quando começam as dores no corpo e o nariz a escorrer. A gripe não, ela vem de uma vez. De uma hora para outra você começa a sentir mal-estar e ela é acompanhada de dois fatores: tosse seca e febre geralmente alta, em torno de 39º", afirma.

Por isso, a gripe afeta com mais intensidade pessoas com perfil de risco como idosos, gestantes, obesos, crianças de até três anos, mulheres que acabaram de dar à luz e pessoas que têm doenças crônicas e/ou que tomam medicamentos que abaixam a imunidade.

De acordo com o médico infectologista Jean Gorinchteyn, as pessoas que não querem sofrer com os efeitos do frio e da baixa umidade do ar devem se prevenir tomando cuidados simples. "Mantenha os ambientes ventilados ao máximo. É importante tomar cuidado para não colocar a mão na boca e no nariz sem que esteja devidamente higienizada com sabão e álcool em gel e, principalmente, evitar o contato muito próximo com pessoas doentes", orienta.

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A companhia americana SpaceX adiou para a quinta-feira o primeiro lançamento comercial do foguete Falcon Heavy devido aos ventos fortes que varrem o estado da Flórida.

"Adiamento da tentativa de lançamento do Falcon Heavy de hoje; próxima janela amanhã, 11 de abril", tuitou a SpaceX.

Mais cedo, o diretor-executivo da empresa, Elon Musk, havia reportado que os ventos atmosféricos eram muito fortes e que o lançamento seria adiado se as condições meteorológicas não melhorassem.

Este é o primeiro lançamento comercial do foguete, que carrega o satélite saudita Arabsat. Um ano antes, um foguete Falcon Heavy conseguiu transportar um foguete da empresa até o espaço em modo de teste.

O foguete colocará o Arabsat-6A de seis toneladas em órbita geoestacionária, a 36.000 km da Terra.

A SpaceX tem dois foguetes operacionais: o Falcon 9, que realiza a maior parte dos lançamentos e domina o mercado americano (21 missões em 2018), e o Falcon Heavy, utilizado para transportar cargas muito mais pesadas para órbitas mais distantes.

O Falcon Heavy é composto do equivalente a três foguetes Falcon 9, montados juntos para triplicar o empurrão na decolagem. A SpaceX tentará fazer os três propulsores do artefato pousarem.

Este será o segundo lançamento de um Falcon Heavy. No primeiro, em fevereiro de 2018, a carga era o Tesla conversível do CEO da SpaceX, o bilionário Elon Musk, com um manequim instalado.

Desde então, o exército americano e clientes privados assinaram contratos para lançamentos do Falcon Heavy, e a Nasa citou a possibilidade de confiar à empresa missões de seu programa de retorno à Lua.

Apesar de o inverno ainda não ter começado, o outono já vem apresentando temperaturas mais baixas em diversas regiões do país, deixando muitas pessoas preocupadas com os cuidados que os cães e gatos necessitam no frio. A médica veterinária Thayane Rodrigues, da Comportpet, selecionou para o LeiaJá quatro dicas para manter os animais aquecidos e saudáveis nessa época do ano.

1. Roupas

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Embora algumas pessoas acreditem que os pelos sejam suficientes para aquecer os animais domésticos, a veterinária explica a importância das vestimentas para o bem-estar dos bichinhos. “Vestir os pets com roupinhas auxilia a manter o calor dos animais, além de utilizar cobertas para evitar que eles fiquem expostos ao frio e manter as casinhas e caminhas em ambientes aquecidos, longe de correntes de ar”, afirma.

2. Alimentação

Tanto no outono quanto no inverno, o cardápio oferecido aos cães e gatos não precisa sofrer alterações. “Deve-se manter a quantidade normal de ração, sem a necessidade de oferecer mais alimento ao animal”, orienta Thayane. Segundo a veterinária, os donos também devem estimular que os bichinhos tomem bastante água. “O tutor deve ficar atento à ingestão de água, que diminui durante esse período, para evitar doenças renais, principalmente em gatos”, ensina.

3. Banhos

Em relação aos banhos, a veterinária recomenda que ocorram em uma frequência menor do que no verão e sempre em um ambiente aquecido e com água morna. “É indicado dar menos banhos nos animais e preferencialmente em dias menos frios, utilizando água morna e em um local com clima aquecido. O banho a seco, com produtos especializados para isso, também é uma boa opção”, explica.

4. Saúde

No frio, também é importante que os pets sejam vacinados para prevenir doenças como a gripe, que é mais comum nessa época. “Deve-se ficar atento aos sinais de tosse, espirros e secreção ocular e nasal. Caso forem observados, é necessário marcar uma consulta com o veterinário e verificar se todas as vacinas estão em dia”, recomenda a veterinária.

Pesquisadores acreditam ter descoberto uma nova espécie humana, com características morfológicas singulares, que viveu na ilha de Luzon, nas Filipinas, há mais de 50.000 anos, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (10) na revista Nature.

A análise de treze restos fósseis (dentes, falanges do pé e da mão, fragmentos de fêmur) encontrados na caverna de Callao e pertencentes a pelo menos três indivíduos, levou os pesquisadores a considerar a possibilidade de se tratar de uma nova espécie, que batizaram de 'Homo luzonensis'.

A nova espécie apresenta ao mesmo tempo "elementos e características muito primitivas semelhantes aos do Australopithecus e outras, modernas, próximas aos do 'Homo sapiens'", explica Florent Detroit, paleoantropólogo do Museu do Homem e principal autor do estudo.

O 'Homo luzonensis' "era provavelmente pequeno se julgarmos pelo tamanho de seus dentes", mas "não é um argumento suficiente" para afirmá-lo, indica o pesquisador.

O 'Homo luzonensis', que não é um ancestral direto do homem moderno, seria uma espécie vizinha, contemporânea do Homo sapiens, mas com várias características primitivas.

Dois dos fósseis analisados foram datados pelo método de datação radiométrica e têm 50.000 anos e 67.000 anos, respectivamente.

Tratam-se dos restos humanos mais antigos encontrados nas Filipinas, precedendo os primeiros 'Homo sapiens' datados de 30.000 a 40.000 anos encontrados na ilha de Palawan, a sudoeste do arquipélago.

Debates à vista

Sua análise morfológica revelou muitas surpresas. A primeira diz respeito aos dentes: os pré-molares do 'Homo luzonensis' têm semelhanças com os dos Australopithecus (hominídeos africanos desaparecidos há 2 milhões de anos) e de outras espécies antigas do gênero Homo, como 'Homo habilis' e 'Homo erectus'.

Entre outros aspectos, esses dentes têm duas ou três raízes, enquanto os do 'Homo sapiens' costumam ter uma, às vezes duas, apontam os pesquisadores.

Em contrapartida, os molares são muito pequenos e sua morfologia muito simples se assemelha à dos homens modernos.

"Um indivíduo com essas características combinadas não pode ser classificado em nenhuma das espécies conhecidas hoje", observa Florent Detroit.

Os ossos do pé também são muito surpreendentes: a falange proximal tem uma curvatura muito pronunciada e inserções muito desenvolvidas para os músculos assegurando a flexão do pé. Não se parece com uma falange do Homo sapiens, mas com a de um Australopithecus, um hominídeo provavelmente bipedal e arbóreo.

"Não estamos afirmando que o 'Homo luzonensis' vivia nas árvores, porque a evolução do gênero Homo mostra que este gênero é caracterizado por um bipedismo severo desde 2 milhões de anos", ressalta Florent Detroit.

O "reaparecimento" de características primitivas no Homo luzonensis pode ser explicado pelo endemismo insular, segundo ele.

Durante o período do Quaternário, a ilha de Luzon nunca esteve acessível a pé. Se hominídios viveram lá, tiveram que encontrar um meio de atravessar o mar.

Aos olhos do pesquisador, os resultados do estudo "mostram muito claramente que a evolução da espécie humana não é linear". "É mais complexa do que pensávamos até recentemente", explicou.

Esta é uma "descoberta notável" que "sem dúvida desencadeará muitos debates científicos", disse Matthew Tocheri, da Universidade de Lakehead, no Canadá, em um comentário publicado na Nature.

Florent Detroit espera que alguns colegas "questionem a legitimidade de descrever uma nova espécie a partir de uma pequena amostra de fósseis".

Mas, aos seus olhos, "não é grave criar uma nova espécie". Isso ajuda a chamar a atenção para esses fósseis que parecem "diferentes".

"Se no futuro, os colegas mostrarem que estávamos errados e que esses vestígios correspondem a uma espécie que já conhecíamos, não tem problema, vamos esquecer isso".

A Clínica de Pós-graduação em Odontologia da Universidade UNIVERITAS/UNG está selecionando pacientes, não fumantes, acima de 18 anos e com boa saúde geral, para realização do tratamento de Recobrimento Radicular, totalmente gratuito. Também chamado de retração gengival ou recessão gengival, acontece quando a gengiva do tecido que circunda o dente se retrai em direção à extremidade da raiz, expondo esta.

A cirurgia tem duração de uma hora, porém os pacientes terão acompanhamento por um ano após o procedimento. O tratamento faz parte de uma pesquisa desenvolvida pelos alunos e professores da Pós-graduação em Odontologia da UNIVERSITAS/UNG e visa comparar o uso de uma membrana de colágeno de origem porcina como substituto do enxerto gengival nos procedimentos cirúrgicos para recobrimento radicular. “Além de ser gratuito, o procedimento melhora as questões estéticas e funcionais que podem ser causadas pela presença da recessão gengival”, explica o professor da Pós-graduação, Marcelo de Faveri.

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Os interessados devem agendar sua avaliação por meio do telefone (11) 2464-1726 ou pelo e-mail pesquisa.recobrimento@gmail.com. A Clínica de Pós-graduação em Odontologia da UNIVERITAS/UNG fica localizada na Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos. 

 

Serviço

Avaliação para retração gengival
Local: Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos
Telefone: (11) 2464-1726
Atendimento gratuito

 

*Da assessoria de imprensa

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