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| Ciência e Saúde

O pesquisador holandês Eric Claassen, da Universidade de Amsterdã, na Holanda, afirma: o consumo de uma cerveja forte todos os dias pode elevar a quantidade de bactérias que trazem benefícios para o intestino. Mas o cervejeiro não deve se empolgar: a pesquisa também aponta que a dose tem que ser consumida na medida certa e moderada para que o álcool não prejudique o sistema digestivo.

A notícia foi divulgada pelo site da revista Galileu. Segundo a pesquisa, os mesmos microrganismos presentes em iogurtes e queijos estão nas fórmulas de algumas cervejas fortes que são ricas em probióticos. Ainda segundo a apuração do pesquisador, a levedura, fungo que incita a produção de bactérias benéficas ao organismo, também fabrica ácidos destruidores de bacilos danosos, o que ajudaria o intestino.

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Está precisando de um momento para relaxar e renovar as energias? Que tal na hora do banho? A aromaterapia utiliza óleos e flores para fazer banhos terapêuticos. Vamos te ajudar a fazer isso na banheira da sua casa.

Óleos

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A aromaterapia pode ser feita de diversas formas. Em ambientes, massagens ou no banho, o aroma dos óleos traz uma sensação deliciosa. É utilizada uma grande quantidade plantas para extrair o óleo. Cada substância é diferente e possui funções diferentes, como por exemplo:

Laranja doce: relaxante e alegria

Eucalipto: analgésico e anti-inflamatório

Canela: ideal para cansaço ou falta de concentração

Banhos aromáticos

Existem vários tipos de banhos aromáticos e cada um têm um objetivo diferente. Já coloque água na sua banheira retangular, quadrada ou qualquer outro formato e escolha os óleos!

Banho de saúde e relaxante

Quer ficar livres de bactérias e de quebra ainda aliviar as tensões de um dia cansativo de trabalho? Utilize sabonete líquido com óleos essenciais de Tea Tree e Limão. Enquanto o primeiro é antibactericida, o segundo alivia o cansaço mental.

Uma banheira simples e uma combinação de óleos pode causar a sensação de estar em uma banheira de spas! Por isso, aqui vai outra dica: use lavanda no seu banho. Ela proporciona o equilíbrio físico e mental, ameniza a ansiedade e estresse também.O ideal é usar sabonete de lavanda ou colocar sais na sua banheira.

Banho de energia

Os óleos de alecrim são muito indicados para banhos aromáticos com foco em renovar as energias. Para não afetar seu sono, é recomendado entrar na sua banheira com essa substância pela manhã. Manjericão e louro também podem ser usados nesse tipo de banho.

Dica: o ideal é usar 15 gotas de óleo essencial para uma banheira simples cheia!

Benefícios dos banhos aromáticos

Além de promover um relaxamento, como já foi dito acima, os banhos aromáticos têm outros benefícios:

Ajudam na circulação sanguínea: os vasos sanguíneos também relaxam, facilitando a circulação do sangue;

Aliviam dores musculares: os banhos quentes com óleos podem ajudar a aliviar dores nos músculos;

Diminuem a pressão arterial;

Evitam dor de cabeça: como os banhos aromáticos promovem um relaxamento, aliviam tensões e estresse, contribuindo para evitar o surgimento de dores de cabeça;

Atenção!

A aromaterapia é uma terapia complementar, portanto não trará a cura de problemas mais sérios, como dores musculares, por exemplo. Apesar de ajudarem, os óleos essenciais nas banheiras não substituem o tratamento médico!

Depois de décadas de grandes progressos, a luta contra o sarampo está estagnando, e o número de mortes voltou a aumentar em 2018 - advertiram nesta quinta-feira (5) a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as autoridades de saúde americanas em meios a surtos, do Pacífico até a Europa.

No total, 142.000 pessoas morreram no mundo por esta doença em 2018. A cifra é quatro vezes menor do que em 2000, mas 15% maior do que em 2017. São crianças em sua maioria.

O sarampo é um vírus muito contagioso, que pode permanecer em um quarto até duas horas depois de que uma pessoa infectada tenha falecido. Ressurgiu com epidemias nos cinco continentes desde 2018, sobretudo, em cidades ou vizinhanças com baixos níveis de vacinação.

As pequenas ilhas da Samoa no Pacífico Sul atualmente lutam contra a epidemia. Registram 62 mortes desde outubro, e quase todas eram crianças menores de quatro anos. As autoridades cortaram o acesso ao arquipélago e lançaram uma campanha de vacinação nesta quinta-feira.

Cinco países concentraram quase metade dos casos em 2018: República Democrática do Congo (RDC), Libéria, Madagascar, Somália e Ucrânia, segundo um informe publicado pelos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Nos países ricos, o sarampo mata pouco, ou nada. Na RDC, porém, esse vírus mata o dobro do que o do Ebola, tendo causado 5.000 mortes esse ano.

O vírus se propaga com facilidade. Israel importou uma centena de casos de outros países, como Filipinas e Ucrânia. De lá, alguns viajantes infectados transmitiram a doença aos bairros judeus de Nova York e contribuíram para a maior epidemia dos Estados Unidos desde 1992.

"Todos sabem que existe uma vacina segura e eficaz contra o sarampo em todos os lugares há 50 anos", disse Kate O'Brien, diretora de imunização da OMS, em uma coletiva de imprensa. "Realmente é um fracasso coletivo ver esses surtos", completou.

O ano de 2019 teve o mês de novembro mais quente já registrado na história, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Serviço Copernicus de Mudanças Climáticas (C3S), órgão ligado à União Europeia.

De acordo com o C3S, a temperatura global em novembro foi 0,64ºC superior à média de 1981 a 2010, igualando o valor recorde de 2016. Os números chegam paralelamente à Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP25, que acontece em Madri, na Espanha, até 13 de dezembro.

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Os maiores aumentos, segundo o C3S, ocorreram especialmente no Ártico, no norte da África e no sul da Ásia. A COP25 reúne 196 países, que tentam encontrar mecanismos para conter o aquecimento do planeta e fazer valer o Acordo de Paris de 2015.

Da Ansa

Enquanto o País lida com surtos de sarampo, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um projeto que prevê a prisão de quem deixar de vacinar criança ou adolescente. A medida trata de uma mudança no Código Penal e precisa ainda passar pela Comissão de Constituição e Justiça, para depois ir ao plenário da Casa.

O texto, relatado pelo deputado Pedro Westphalen (PP-RS), acrescenta ao Código Penal o crime de omissão e oposição à vacinação. Para os responsáveis que se negarem ou se omitirem a vacinar a criança ou adolescente, sem justa causa, poderão sofrer detenção de um mês a um ano ou multa. Ainda de acordo com o projeto, incorre na mesma pena quem divulgar, propagar e disseminar, por qualquer meio, notícias falsas sobre as vacinas componentes de programas públicos de imunização.

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"O sarampo é algo que me alertou. A doença se alastrou por todo o País, atingindo, principalmente, jovens. Minha geração tinha a poliomielite", disse Westphalen.

O deputado disse que achou importante a inclusão do combate às fake news. Essa mesma preocupação já fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar gigantes de tecnologia, como o Facebook e o YouTube, para participar de uma reunião com técnicos do órgão para buscar soluções para a disseminação de fake news sobre o tema.

A desinformação sobre vacina tem sido apontada como um dos fatores para a queda da cobertura vacinal de alguns imunizantes no Brasil e no mundo, o que trouxe de volta surtos de doenças até então controladas, como o sarampo.

O Brasil finalizou na semana passada a segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra o sarampo do governo federal, que teve como alvo jovens na faixa de 20 a 29 anos. O Ministério da Saúde estima que 9,4 milhões de pessoas nesse recorte não estejam imunizadas ou tenham tomado só uma dose - são necessárias duas.

Na primeira fase, a campanha focou a vacinação de crianças de 6 meses a 4 anos, que têm mais riscos de complicações.

O deputado Westphalen quer continuar tratando sobre o tema e já pediu para ser o relator do projeto de lei na Comissão de Cidadania e Justiça. Ele também protocolou, na semana passada, outra medida que determina que o trabalhador terá de comprovar que está com as vacinas em dia ao ser contratado por um empregador.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5564/19, que incluiu no Estatuto do Idoso a possibilidade de vacinação domiciliar para pessoas com mais de 60 anos com dificuldade de locomoção. A proposta foi apresentada pelo deputado Capitão Wagner (Pros-CE).

O Estatuto do Idoso já prevê a possibilidade de atendimento domiciliar para idosos com dificuldade de locomoção, e o texto explicita que esse atendimento inclui a vacinação.

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O parecer da relatora, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), foi favorável à proposta.

“O projeto de lei é bastante simples de executar na prática, uma vez que já acontece na rotina de algumas equipes do Sistema Único de Saúde”, avaliou. “É uma proposta sensata e reforça as possibilidades de atenção integral ao grupo de pessoas idosas do País”, acrescentou.

Tramitação

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

*Da Agência Câmara Notícias

 

O ensino de Libras (Língua Brasileira de Sinais) é o tema do podcast Na Pauta. A professora, tradutora e intéprete Natália Barbosa conversa com Brenna Pardal sobre a comunicação em Libras e a importância de iniciativas inclusivas. A produção é de Jesiel Farias.

Segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem quase 10 milhões de pessoas surdas. Isso equivale a 5% da população. A Libras foi oficialmente reconhecida como uma língua brasileira em 2002, na Lei nº 10.436, de 24 de abril. Clique no ícone abaixo e ouça o podcast.

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Depois de aprovar, por unanimidade, a fabricação e venda de medicamentos a base de maconha no País, a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu vetar o plantio da erva em território nacional para fins científicos e medicinais. O único voto favorável ao plantio foi o do presidente da Agência, André Dib. Três diretores votaram contra o cultivo.

Dessa forma, as empresas que se instalarem no Brasil para produzir medicamentos a base de cannabis precisarão importar os insumos para fabricar seus produtos. Essas empresas também poderão importar os produtos prontos, já com as bulas traduzidas para o português.

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Apesar da não aprovação do plantio, Dib disse que hoje é um "dia muito importante. Temos muito o que comemorar aqui dentro da Agência", afirmou ele, que continuou: "O Brasil vai continuar sendo dependente de insumos. O objetivo de regulamentar o plantio era fazer plantio seguro, de qualidade e eficaz".

Dib acredita que, no futuro, o debate do plantio poderá voltar à agenda da Anvisa ou do Congresso Nacional. "O assunto não sairá da pauta. O importante hoje é comemorar que as pessoas vão ter acesso. A classe médica vai poder receitar, o cliente vai poder comprar, e a Anvisa vai poder fiscalizar. Isso é um grande feito."

O presidente da Anvisa afirmou ainda que, a partir do início do próximo ano, os remédios a base de maconha já devem estar disponíveis nas farmácias do país. Atualmente apenas um medicamento a base de maconha pode ser comercializado no Brasil.

Sobre críticas que vem recebendo de ministros do governo, Dib rebateu dizendo que não é papel da Anvisa fazer política, mas ciência.

"Eu não defendo governo. Não protejo governo. Vim aqui defender a saúde da população. A Anvisa, sob minha direção ou não, tem que fazer ciência. Não quer fazer proselitismo político".

Três meses depois do desastre ambiental causado com o derramamento de óleo no Nordeste, as análises dos pescados e frutos do mar de Pernambuco atestaram a segurança do consumo desses alimentos. As exceções são o xaréu e a sapuruna, que apresentaram níveis de toxicidade equivalentes ou superiores aos determinados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As análises foram realizadas pelo Governo de Pernambuco, em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFPE), a Universidade Federal de Pernambuco (UGPE) e a Pontífica Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Até o momento, 55 amostras das 94 enviadas a PUC foram examinadas.

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Segundo a professora do Departamento de Biologia da UFRPE, Karine Magalhães, coordenadora da equipe técnica do grupo de trabalho de análise dos pescados, em relação às duas espécies que apresentaram índices superiores aos estabelecidos pela Anvisa, serão realizadas novas coletas nas proximidades da Ilha de Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife, local onde os peixes contaminados foram pescados. 

"Essa contaminação pode ter sido pontual. Nesse caso, a indicação é voltar para essas localidades, coletar novas amostras para realizar novas análises e avaliar a evolução do quadro", explica Karine. A professora salienta que a expectativa é que o próprio metabolismo desses peixes se livrem das contaminações provocadas pelo petróleo. O tempo para isso depende de cada espécie. 

As amostras envolvem todas as colônias do litoral de Pernambuco onde os principais peixes consumidos no estado são pescados. As novas análises devem ser divulgadas ainda neste mês de dezembro.

Confira as espécies marinhas analisadas: Ariocó, Boca Torta, Budião, Carapeba, Cavala, Cioba, Coró, Manjuba, Sapuruna, Saramunete, Serra, Tainha, Xaréu, Camarão Rosinha, Camarão Sete Barbas, Marisco, Ostra e Sururu.

O dia 1º de dezembro marca o início da campanha Dezembro Vermelho, que alerta para a prevenção da Aids e das infecções sexualmente transmissíveis (IST). A data celebra o Dia Mundial de Combate à Aids, que foi instituído em 27 de outubro de 1988 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas e Organização Mundial de Saúde.

A Aids, sigla em inglês para síndrome da imunodeficiência adquirida, é uma doença causada pela infecção do vírus da imunodeficiência humana, o HIV na sigla em inglês.

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Mas ter HIV não significa ter Aids. Uma pessoa contagiada pelo vírus (soropositiva) pode viver anos sem desenvolver a doença. No entanto, ela pode transmiti-lo para outras pessoas por meio de relações sexuais desprotegidas, por exemplo (veja mais abaixo).

Após a entrada do agente infeccioso no organismo, os primeiros sintomas são parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que 135 mil pessoas vivem com o HIV e não sabem.

Abaixo, confira perguntas e respostas sobre HIV e Aids:

Qual a diferença entre HIV e Aids?

O HIV é o vírus que pode levar à Aids, mas não é regra. O agente infeccioso ataca as células de defesa do organismo, mas, mesmo diante das rápidas mutações, os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Isso não deixa o corpo mais vulnerável a outras doenças e esse período sem sintomas pode durar muitos anos.

A Aids surge quando, devido aos constantes ataques do HIV, o sistema imunológico passa a funcionar com menos eficiência, até as células de defesa serem destruídas. Esse estágio mais avançado da infecção deixa o organismo cada vez mais fraco e passível de contrair outras enfermidades. Isso varia de uma pessoa para outra, dependendo de como o sistema imunológico age para combater o vírus.

Porém, antes que se chegue a esse estágio mais crítico, uma pessoa que tem HIV pode se tratar com medicamentos antirretrovirais, que vão garantir o controle da doença e prevenir a evolução para a Aids.

O que é HIV?

HIV é a sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana. É uma organismo biológico que ataca o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo contra doenças. As células mais atingidas são os glóbulos brancos, ou leucócitos, cujo DNA é alterado pela ação do agente infeccioso. Por meio dessas mudanças, o HIV se multiplica e busca outras estruturas para atacar.

Quais são os sintomas do HIV?

O tempo entre a exposição ao vírus e o surgimento dos primeiros sintomas é chamado de incubação e pode durar de três a seis semanas. Já o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir corpos anti-HIV. Os primeiros sintomas da infecção são parecidos com os de uma gripe e incluem febre e mal-estar.

Depois disso, a pessoa pode passar anos sem apresentar sintomas, porque os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada, sem prejudicar o sistema imunológico de forma considerável. Caso a infecção fique mais forte, com destruição das células que protegem o organismo, os sintomas mais comuns são febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

Em um estágio mais avançado, de baixa imunidade, o corpo fica mais suscetível a contrair outras doenças e a pessoa desenvolve a Aids. Se não houver tratamento adequado e precoce, o indivíduo pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

Como se transmite HIV?

O HIV é uma infecção sexualmente transmissível, ou seja, pode ser transmitida por meio de relação sexual desprotegida (sem camisinha), seja ela vaginal, anal ou oral. Mas há outros meios de contrair o vírus: uso de seringa por mais de uma pessoa; transfusão de sangue contaminado; de mãe infectada para o próprio filho durante a gravidez, no parto e na amamentação; e uso de instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

Há alguns mitos que envolvem a transmissão do vírus, o que leva a preconceitos e exclusão social de pessoas que tem HIV. A contaminação pelo vírus não ocorre se houver uso correto da camisinha durante o sexo; masturbação a dois; beijo no rosto ou na boca, aperto de mão ou abraços. Suor, lágrimas e picada de inseto também não transmite o vírus, que também não passa de uma pessoa a outra por meio do ar.

Como saber se tenho HIV?

Caso você tenha tido algum comportamento de risco, como transar sem camisinha, procure uma unidade de saúde para fazer o teste anti-HIV. O diagnóstico é feito por meio da coleta de sangue ou saliva. No Brasil, há os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos.

Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Encontre aqui um serviço de saúde mais próximo. Neste mês, as operadoras ViaQuatro e ViaMobilidade realizam ações em algumas estações de metrô de São Paulo, com teste de saliva para identificação rápida do HIV. Veja locais, dias e horários aqui.

Além do exame, se informe sobre a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Como é o tratamento para HIV?

Para controlar a doença e prevenir a evolução para a Aids, pessoas soropositivas, ou seja, diagnosticadas com o HIV, devem se medicar com antirretrovirais. Esses remédios impedem a multiplicação do vírus no organismo e, consequentemente, o enfraquecimento do sistema imunológico. A adesão ao tratamento de forma correta é muito importante para que a infecção não se agrave.

Onde buscar tratamento para HIV?

Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) todos os medicamentos antirretrovirais. Desde 2013, o setor público garante tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV. Consulte-se em uma unidade de saúde.

O Ministério da Saúde defendeu o resultado da avaliação de uma equipe de médicos da Universidade de São Paulo (USP) sobre o caso de reações adversas a vacinas contra HPV em jovens no Acre. Segundo os profissionais, os pacientes tiveram uma crise “psicogênica”, e não um problema em decorrência da substância aplicada na imunização.

A apresentação ocorreu nessa semana, em Rio Branco, e contou com a presença de representantes da Secretaria de Saúde, do Ministério Público e da Assembleia Legislativa do estado. Mais de 80 jovens apresentaram diversos sintomas após tomar a vacina, dando origem a suspeitas disseminadas em redes sociais.

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A equipe de médicos da USP selecionou 12 jovens e observou-os para avaliar a condição médica. O diagnóstico não indicou qualquer reação à substância, mas o que definiram como “crise não-epilética psicogênica”. Os sintomas teriam emergido em razão de um conjunto de fatores, desde o receio em relação à própria vacina até condições socioeconômicas. A crise se espraiou entre as pessoas da região.

“Esta doença ocorre em razão de um conjunto de problemas psicossociais. O fator estressante emocional é a vacinação. Não apenas o ato da vacinação, mas a crença compartilhada por aquele grupo de que a vacina pode ser perigosa. Essa apreensão provoca nas pessoas que já são vulneráveis o surgimento dos sintomas, que são agravados por estímulos que vão reforçando a ocorrência das crises”, disse o médico da USP Renato Luiz Marchetti.

Segundo ele, essa reação já foi verificado em relação a outros tipos de vacina, como as para o vírus H1N1, malária e tétano. Nesses casos, houve também um espraiamento “a partir da crença compartilhado de que tem algo acontecendo”.

Marchetti disse ainda que se a vacina não foi a causadora, tampouco os pacientes fingiu a doença. Ele citou como elementos potencializadores da difusão das crises tanto o tratamento equivocado na rede de saúde como a difusão de conteúdos nas redes sociais.

“Alguns pacientes não tiveram problemas acolhidos adequadamente, receberam tratamentos incorretos. E houve o papel da rede social. Essas crises são suscetível à sugestionabilidade. As mães postaram as crises e divulgaram na Internet, expondo a outras crianças. E isso provoca o agravamento”, avaliou.

A consultora da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) Maria Teresa da Costa ressaltou que mais de US$ 300 milhões foram gastos em todo o mundo para examinar a eficácia da vacina contra o HPV, que atestaram o caráter seguro dela. Os eventos que ela pode produzir, acrescentou, são locais e de resolução espontânea, como dores, febre e mal estar localizados.

Costa destacou a importância da vacinação para prevenir a ocorrência do câncer de colo de útero. “Este câncer está matando mulheres e essa vacina protege em 100% para os tipos existentes. De concreto temos que o câncer mata e esta vacina previne e é importante ser imunizado jovem pois melhora a resposta”, defendeu a consultora.

Esclarecimento - O representante do Ministério da Saúde no evento, Júlio Groda, reforçou a análise da equipe médica e criticou a suspeição sobre o diagnóstico. Ele lembrou que o órgão possui um canal para fornecer esclarecimentos sobre notícias falsas acerca de temas sobre saúde. O canal pode ser acessado tanto pelo site da pasta (http://www.saude.gov.br/fakenews) quanto pelo Whatsapp, no número (61)99289-4640.

A preocupação com o impacto da internet e das redes sociais na divulgação de notícias falsas sobre vacina fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar gigantes de tecnologia, como o Facebook e o YouTube, para participar de uma reunião com técnicos do órgão para buscar soluções contra a disseminação de fake news sobre o tema.

A desinformação sobre vacina tem sido apontada como um dos fatores para a queda da cobertura de alguns imunizantes no Brasil e no mundo, o que trouxe de volta surtos de doenças até então controladas, como sarampo.

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A reunião ocorreu em outubro, na sede da OMS em Genebra, na Suíça, e foi organizada pela Vaccine Safety Net (VSN), rede criada pela organização para reunir sites com informações confiáveis sobre vacinas. "O workshop teve como objetivo promover a aprendizagem conjunta entre uma série de parceiros envolvidos na produção e disseminação de informações sobre a importância e os benefícios das vacinas para proteger a saúde", informou a OMS, em nota ao Estado.

A médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), é a única brasileira a fazer parte do conselho consultivo da VSN e esteve presente no encontro de outubro. Ela conta que foram formados grupos de trabalho para buscar formas de ampliar fontes confiáveis sobre vacinas na internet. "A ideia é que ainda neste ano sejam apresentadas sugestões de negociações com essas plataformas digitais."

Procurados para comentar as estratégias usadas para combater informações falsas sobre saúde, Facebook e YouTube disseram estar aprimorando suas tecnologias para promover fontes confiáveis de informação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cerca de 135 mil pessoas vivem com HIV no País e não sabem. A estimativa foi apresentada nesta sexta-feira, 29, pelo Ministério da Saúde durante o lançamento da Campanha de Prevenção ao HIV/aids, parte das ações do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro. O foco da ação será em incentivar pessoas que fizeram sexo sem prevenção a fazer o teste rápido para detecção do vírus.

Segundo balanço da pasta, a taxa de detecção de casos de aids caiu 13,6% entre 2014 e 2018, passando de 20,6 casos por 100 mil habitantes para 17,8. A taxa de mortalidade teve queda de 22,8%, de 5,7 óbitos por 100 mil habitantes (2014) para 4,4 (2018). A faixa etária de 20 a 34 anos concentra a maior parte dos casos do País com 18,2 mil registros (57,5%) e 34% dos registros foram em homens de 25 a 39 anos.

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"Essa população é de uma nova geração onde as estratégias de comunicação têm um acesso diferenciado. Temos mais dificuldade de atingi-los e isso vale para o HIV e para outras doenças. Temos de trabalhar mais mecanismos de mobilização, principalmente em universidades, nos locais de aglomeração para que a gente possa atingi-los na língua que eles entendem", diz o secretário de Vigilância em Saúde no Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira.

De acordo com o ministério, com base em dados de 2018, cerca de 900 mil pessoas vivem com o HIV no Brasil, das quais 766 foram diagnosticadas. Destas, 594 mil fazem tratamento com antirretroviral. Com o tratamento, 554 mil não transmitem o vírus por estar com a carga viral indetectável. Neste ano, até outubro, 38 mil pessoas começaram tratamento para HIV/aids no País.

Transmissão vertical do HIV

Entre 2014 e 2018, houve aumento na detecção de casos de HIV em gestantes - a taxa passou de 2,6 por 100 mil habitantes para 2,9. "Tal fator foi resultado da ampliação do diagnóstico no pré-natal e, consequentemente, a prevenção da transmissão vertical do HIV se tornou mais eficaz", informa o ministério.

A transmissão vertical ocorre quando a mãe passa para o bebê durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Durante o evento, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta destacou que a cidade de São Paulo recebeu, neste ano, a Certificação de Eliminação da Transmissão Vertical de HIV. Curitiba e Umuarama, no Paraná, também têm o certificado.

"Eu liguei pessoalmente para o prefeito Bruno Covas e o comuniquei. A luta é sempre municipal e estamos falando de um município com 12 milhões de pessoas. É uma cidade complexa."

No Brasil, de 2000 até junho de 2019, foram notificados 125.144 casos em gestantes. De acordo com o ministério, de 2014 a 2018, houve queda de 26,9% na taxa de detecção de aids em crianças menores de 5 anos. O índice passou de 2,6 casos por 100 mil habitantes em 2014 para 1,9 em 2018. "A taxa de detecção de aids em menores de 5 anos tem sido utilizada como indicador para o monitoramento da transmissão vertical do HIV", diz a pasta.

Os problemas dermatológicos costumam afetar não só os seres humanos como também os animais. De acordo com uma pesquisa realizada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos Veterinários (Sindan), 32% das idas de cães ao veterinário acontecem por causa de doenças dermatológicas, e 21% dos casos são com felinos.

Na maioria dos casos, os sinais das doenças passam despercebidos pelos donos dos pets. Algumas das irritações que costumam afetar os animais são otites, tumores, ectoparasitas e dermatites. "O sinal clínico mais comum é o prurido, ou seja, a coceira. O prurido é uma sensação desagradável que levo o animal a coçar, lamber, morder ou arranhar a própria pele. O que causa incômodo e desconforto constante, gerando uma situação de estresse para o animal", explica a médica veterinária e integrante da Comac, Fernanda Mattos.

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Nos casos de ectoparasitas (pulgas e carrapatos), além de prejudicar a saúde do animal pela espoliação de sangue, podem provocar coceira intensa e, com isso, lesões de pele que quando contaminadas por bactérias tornam-se piodermites. "As doenças dermatológicas podem causar vários impactos na saúde dos pets, mas eles vão depender do tipo de doença, do grau de severidade, entre outros fatores, porém, não causam câncer de pele", afirma Fernanda.

Tanto animais de pelo longo quanto os de de pelo curto podem ter doenças na pele. Para os cães e gatos que têm o pelo longo, é necessário ter atenção com a escovação do pelo. Nesses casos, os donos precisam ficar atentos para os arranhões, feridas e presença de ectoparasitas. Quanto ao intervalo entre os banhos, a especialista explica que não há uma frequência certa.

"A frequência de banhos depende das características do pelo do animal, se tem alergias ou algum problema dermatológico, além da rotina, se vai muito à praia e parques, por exemplo. Entre os animais que não têm problemas dermatológicos, os banhos podem ser dados uma vez por semana ou a cada 15 dias", conclui Fernanda.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avaliou nesta quinta-feira (28) como positiva a aprovação da Medida Provisória (MP) que criou o programa Médicos pelo Brasil. Ele lembrou que havia indefinição sobre a aprovação e o governo apelou aos líderes do Senado e da Câmara para que aprovassem o projeto, considerado forte para a saúde pública brasileira.

"O projeto vem com processo seletivo que não existia, vínculo qualificado com contratos de trabalho e carteira assinada. Aqueles que vão para as áreas mais críticas iniciam ganhando mais, e ganham mais por permanecerem lá. Também traz de volta a proteção da sociedade, com os registros dos médicos nos conselhos de medicina, para que sejam fiscalizados, acabando com os improvisos", disse, após participar do 7º Congresso Nacional de Hospitais Privados, em São Paulo.

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Segundo o ministro, o projeto garantirá para as áreas mais distantes três vezes mais médicos do que o programa anterior, já que reconhece a essencialidade do profissional para compor a força de tarefa do Sistema Único de Saúe (SUS) nas áreas mais críticas do país. Ele ressaltou que o Brasil é um continente com diferenças de acesso aos serviços de saúde, principalmente no caso de algumas especialidades, tornando um desafio a criação de políticas que se encaixem nos diversos vazios assistenciais.

"Temos lugares do Brasil onde a pessoa tem que viajar praticamente dois dias para ter acesso a uma hemodiálise, por exemplo, e é difícil levar atedimento para essas áreas críticas. "Estamos reorganizando o sistema na atenção primária, dividindo o país em regiões administrativas para criar salas de atendimento especializado", afirmou.

Aprovação

O programa Médicos Pelo Brasil amplia em pouco mais de 7,3 mil o número de profissionais nas áreas mais carentes do país – 55% serão contratados para atender as regiões Norte e Nordeste.

O projeto também define novos critérios para realocação dos profissionais considerando locais com maior dificuldade de acesso, transporte ou permanência dos servidores, além do quesito de alta vulnerabilidade. A nova proposta ainda prevê a formação de especialistas em medicina da família e comunidade.

De acordo com as regras do programa, os profissionais deverão ser selecionados para duas funções: médicos de família e comunidade e tutor médico. Todos deverão ter registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).

O Senado aprovou, em seguida, o projeto de lei (PL) que institui o Revalida, programa que faz a revalidação dos diplomas de médicos formados em universidades do exterior. Esses profissionais, incluindo os cubanos que deixaram o Mais Médicos e continuaram no Brasil, terão que passar pelo processo de revalidação do diploma para obter o registro e atuar no novo programa.

Segundo o texto, poderão participar do programa, que terá duas edições a cada ano, faculdades privadas com cursos de medicina cuja nota de avaliação no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) seja 4 ou 5. O programa será acompanhado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Mandetta também destacou que neste ano foram tomadas medidas para reforçar a atenção primária, desde a criação de uma secretaria até a capacitação de agentes comunitários. A capacitação será lançada em dezembro, e o próximo passo será investir na atenção especializada, com foco na pesquisa genética. "Ficamos fora da corrida genética, e essa deve ser a grande tecnologia para rompermos a barreira da expectativa de vida acima dos 100 anos no século 21."

 

A atividade física tem se tornado uma prática de muitos brasileiros, seja uma caminhada diária ou horas na academia malhando ou praticando crossfit. Porém, é importante ressaltar que todo exercício físico precisar ter um acompanhamento de um profissional da saúde e de um educador físico. O mesmo acontece entre as gestantes e as puérperas, que são mulheres que tiveram parto recentemente.

Segundo o ginecologista e obstetra Alexandre Chieppe, de modo geral, as atividades físicas são recomendadas, sempre levando em consideração a saúde da mulher e o histórico da saúde. “É indicado que as grávidas e puérperas façam em média 150 minutos de atividade física por semana em intensidade moderada. Os estudos mostram que atividades dentro d’água são mais benéficas para este público”, explica.

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Durante a prática de exercícios físicos, as mulheres precisam ficar atentas aos sinais que o corpo manifesta, como dores articulares, falta de ar e cansaço extremo. No ponto de vista do professor do curso de Educação Física da UNG Edilson Tresca, manter-se fisicamente ativa durante a gravidez é uma preocupação muito saudável, tanto para mãe quanto para o bebê. “A rotina de práticas de atividades físicas é também importante antes da mulher se tornar gestante, o que facilita o benefício de se exercitar durante a gestação”.

Entre as mulheres atletas, durante a gestação o ideal é seguir com as atividades enquanto não houver nenhum desconforto, mas nunca fazer exercícios de maneira mais intensa do que já está acostumada. “As mulheres que passam pela cirurgia de cesária, o tempo para voltar a se exercitar pode variar entre 30 e 90 dias, depende da recuperação”, afirma o ginecologista obstetra.

De acordo com o professor de educação física, o médico ginecologista precisar liberar a paciente para fazer os exercícios físicos. “Mulheres que já tinham uma rotina de treinamento antes da gestação possuem mais facilidade para se exercitar neste período. Mesmo assim, é indicado reduzir a exigência dos exercícios em cerca de 30% no início, como prevenção de complicações e, conforme o avanço da gestação, a exigência do exercício deve diminuir”, orienta Tresca.  

Atividades como caminhadas, ciclismo, ginástica, natação e hidroginástica são as mais indicadas para as gestantes e puérperas. A musculação também é uma alternativa, mas devem ser evitadas as séries com cargas elevadas. “Pilates e alongamento são atividades que promovem o relaxamento, mas não pode exagerar na amplitude pois, devido à ação dos hormônios, as articulações das gestantes ficam mais instáveis”, finaliza Tresca.

 

Produção de açaí o ano todo para o Estado do Pará e para o Brasil é a proposta da nova cultivar (variedade de planta cultivada) de açaizeiro (Euterpe oleracea) irrigado de terra firme da Embrapa, a BRS Pai d’Égua. O evento de lançamento do produto será nesta sexta-feira (29), às 9 horas, na sede da Embrapa, na avenida Perimetral, em Belém.

A variedade atende às principais demandas da cadeia produtiva do açaí: a produção na entressafra e frutos menores, que facilitam o processamento e rendem mais, características que agradam ao produtor e ao mercado.

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Um dos maiores diferenciais da nova variedade, segundo o agrônomo João Tomé de Farias Neto, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, é a distribuição bem equilibrada da produção anual. A BRS Pai d’Égua produz 46% no período da entressafra (de janeiro a junho) e 54% na safra (de julho a dezembro). 

Outro ponto forte desse açaizeiro é a maior produtividade, chegando a 12 toneladas ao ano por hectare, enquanto o açaí manejado de várzea e o cultivado em terra firme sem irrigação produzem cerca de cinco t/ha/ano. Além de tudo isso, seus frutos menores rendem 30% mais polpa que os materiais tradicionais.

Uma cultivar é uma variedade de planta cultivada, fruto da pesquisa com melhoramento genético. O Pará produziu em 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1,4 milhão de tonelada do fruto, em uma área de quase 200 mil hectares. Essa área envolve o manejo de áreas de várzea e os plantios de terra firme. Somente na economia paraense, o produto movimentou cerca de três bilhões de reais em 2018.

Para ampliar a produção dessa palmeira nativa das áreas de várzea, a pesquisa vem trabalhando há mais de 20 anos. Além do manejo de açaizais nativos, em 2005, a Embrapa lançou a primeira de cultivar de açaizeiro para terra firme do mundo, a BRS Pará, responsável por ampliar o cultivo do açaizeiro no Pará e em outros Estados brasileiros.

Muito utilizada na região Norte, especialmente no estado do Pará, a expressão “pai d’égua” refere-se a algo excelente, fantástico, muito bom. O especialista em Língua Portuguesa Roberto Fadel relata que não há registros sobre a origem etimológica dessa expressão. Sua origem cultural é a regiãodo Marajó. “Naquela região, os vaqueiros selecionavam os melhores reprodutores para gerarem éguas dóceis, mais apropriadas para o trabalho. Esses reprodutores eram os ‘pais das éguas”, conta o especialista.

Serviço

Lançamento da BRS Pai d’Égua, nova variedade de açaizeiro irrigado para terra firme.

Data: 29/11. Hora: 9h.

Local: Embrapa Amazônia Oriental (Trav. Dr. Enéas Pinheiro, s/n, com avenida Perimetral).

Da assessoria da Embrapa.

A conclusão de um estudo conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) pode abrir para cientistas a possibilidade de pensar em estratégias de bloqueio da transmissão da malária pelo mosquito vetor. Segundo o estudo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), as bactérias intestinais do mosquito influenciam o desenvolvimento do parasita causador da doença no organismo do inseto, o que altera também as chances de transmissão para humanos.

Quando o Anopheles darlingi pica um humano que está com malária, ocorre uma interação entre o parasita e as bactérias intestinais do mosquito, o que é crucial para a continuação do ciclo de transmissão da doença. De acordo com a pesquisa, o conjunto de micro-organismos no intestino do mosquito parece determinar sua vulnerabilidade à infecção pelo parasita Plasmodium vivax – espécie responsável pela maioria dos casos de malária no Brasil.

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“Descobrimos que, no intestino do Anopheles, a carga parasitária tem influência na composição da microbiota e vice-versa. Após investigar a relação parasita-bactéria mais a fundo, integrando dados da composição da microbiota a análises genéticas referentes a imunidade do mosquito, pretendemos realizar estudos de silenciamento de genes. O objetivo é desenvolver mosquitos imunes ao Plasmodium vivax”, disse à Agência Fapesp o professor Jayme Augusto de Souza-Neto, da Unesp de Botucatu e coordenador do projeto.

Dessa forma, o mosquito não se infecta e, consequentemente, não transmite o parasita para humanos, explicou Souza-Neto, que é professor do Departamento de Bioprocessos e Biotecnologia da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp.

A descoberta vai possibilitar o desenvolvimento de estratégias de modificação de população, por exemplo, liberar na natureza mosquitos transgênicos que sejam imunes ao parasita da malária.

 

Nesta segunda-feira (25) é comemorado o Dia Internacional do Doador Voluntário de Sangue, um ato de solidariedade que é praticado pode cerca de 3,3 milhões da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Ou seja, cada bolsa de sangue doado pode salvar até quatro vidas.

Os dados do Ministério apontam que até setembro deste ano 2,4 milhões de bolsas de sangue foram coletadas em todo país. A região Sudeste foi quem realizou o maior número de coletas com 1 milhão de doações.

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A assistente comercial Thais Xavier de Abreu, 33 anos, tornou-se doadora regular desde a primeira vez que participou de uma campanha na faculdade, em 2016. Ela faz doações pelo menos uma vez por ano, mas já chegou a fazer duas doações em 12 meses. "Como meu sangue é tipo O-, doador universal, considero importante ajudar aqueles que precisam. Eu sei que cada doação minha podem salvar até quatro vidas e, pra mim, todas as vidas importam", afirma Thais.

Segundo a chefe de divisão dos postos externos da Fundação Pró-Sangue/ Hemocentro de São Paulo, Renata Barros, os requisitos básicos para se tornar doador de sangue é ter entre 16 e 69 anos, ter peso mínimo de 50 quilos e ter uma boa saúde. "Antes da doação são realizados testes para saber se o doador tem anemia e é feita avaliação dos sinais vitais, como pressão arterial, pulso e temperatura. Além de uma entrevista que visa a proteção do doador e a quantidade de sangue doado", explica.

Renata lembra que na época das festas ou feriados prolongados é quando os bancos de sangue mais necessitam de doações. Pelo fato das pessoas estarem viajando, o número de doadores diminui. "Somando a isso, muitas pessoas viajam para lugares onde há prevalência de doenças e, ao retornarem, não podem doar sangue por um determinado tempo, como é o caso das regiões com malária", conclui.

Há também um intervalo entre as doações. Os homens devem esperar 60 dias e as mulheres 90 dias para realizar outra doação de sangue. Este é o tempo que o organismo leva para repor o sangue doado, os glóbulos vermelhos e atingir o nível de ferro que apresentava antes da doação. Pessoas que são HIV positivo ou que tiveram hepatite após os 11 anos não podem doar sangue. No site do Pró-Sangue é possível verificar as condições para se tornar um doador.

Pesquisadores italianos descobriram uma molécula que bloqueia o desenvolvimento do mal de Alzheimer em seu estágio inicial.

O estudo foi coordenado por Raffaella Scardigli, Antonino Cattaneo e Giovanni Melli, da Fundação Ebri, e teve colaboração do Centro Nacional de Pesquisas (CNR), da Escola Normal Superior de Pisa e do Departamento de Biologia da Universidade de Roma Tre.

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Publicada na revista Cell Death and Differentiation, a pesquisa aponta que o anticorpo A13 estimula o nascimento de neurônios, combatendo os problemas acarretados pelas fases precoces do mal de Alzheimer.

No estudo, ratos foram submetidos a um tratamento com essa molécula e retomaram a produção de neurônios a um nível quase normal, o que, segundo os pesquisadores, abre novas possibilidades para os pacientes.

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa e hoje incurável que causa a perda progressiva de neurônios nas áreas do cérebro responsáveis pela memória, pela linguagem, pelo raciocínio e pelo reconhecimento.

Da Ansa

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