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Repassar multa para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de outros motoristas, ou ganhar para assumir multa de outros condutores, ficará mais difícil. O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) identificou 250 CNH suspeitas de tal prática.

O "problema" é que assumir multas de outras pessoas é uma prática irregular e, segundo o Detran, configura crime de falsidade ideológica. No caso, o Código Penal prevê pena de até 5 anos de prisão.

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Segundo o Detran paulista, 150 processos administrativos já foram abertos. Durante essa etapa, a CNH dos "hospedeiros", como estão sendo chamados esses motoristas, são bloqueadas e os pontos retornam aos infratores originais. Depois, os processos são enviados para a Polícia Civil para a investigação do crime.

Os motoristas são convocados a comparecer ao Detran e prestar esclarecimentos. Em um dos depoimentos, um dos hospedeiros confirmou que recebeu R$ 500 para assumir a pontuação de multas de um homem não identificado. Ele tem 3.315 pontos na CNH.

Flash

Há o caso apelidado pelo departamento de Flash, um hospedeiro que tem duas multas de trânsito na Marginal do Tietê com 17 minutos de diferença, mas uma distância de 12 km entre cada uma. Além disso, uma foi conduzindo um carro e outra uma moto.

O caso mais comum, de acordo com o órgão público, são de motoristas que têm várias infrações em sua CNH, no mesmo horário e dia, mas em lugares diferentes. Um deles permitiu que lançassem uma infração em São Paulo e outra em Suzano, com diferença de dois minutos. O Detran passou a indeferir novas indicações de pontos nas habilitações suspeitas de pertencerem a hospedeiros.

"Essa é uma prática criminosa e não mediremos esforços para combatê-la", disse Raul Vicentini, diretor de Habilitação do Detran paulista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu nesta quarta-feira (17) em Minas Gerais, R$ 1,5 milhão em espécie em carro conduzido por dois policiais aposentados, entre eles o ex-comandante da Polícia Militar de Alagoas Coronel Marco Aurélio Pinheiro.

O dinheiro foi encontrado no porta-malas do veículo, em uma mala e uma mochila. A abordagem ocorreu por volta das 19h durante fiscalização de rotina no km 537 da BR-381.

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Os dois homens não possuíam comprovantes da origem do dinheiro e então foram encaminhados para a Polícia Federal (PF) de Divinópolis, a cerca de 120 quilômetros de Belo Horizonte.

Os policiais aposentados informaram a Polícia que o dinheiro seria destinado à compra de um imóvel em São Paulo. Mas como não explicaram a origem do montante, os dois homens podem ser indiciados por lavagem de dinheiro.

Defesas

A reportagem tenta contato com os policiais aposentados. O espaço está aberto para as manifestações.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Estado do Rio realizou uma revista geral no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos dos Goytacazes, e apreendeu 219 aparelhos celulares, 25 relógios, 40 chips; R$ 27 mil em espécie; 10 tabletes, 18 invólucros e 505 sacolés de maconha; 491 sacolés e 460 gramas de cocaína.

Foram encontradas também duas balanças de precisão, 16 baterias sobressalentes, roupas, tênis e chinelos. Os 250 agentes penitenciários que participaram da Operação Asfixia encontraram, ainda, um plano para fuga em massa de detentos.

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Operações

A Secretaria de Administração Penitenciária vem trabalhando para combater irregularidades dentro das unidades prisionais, com destaque para três operações iniciadas este ano: Asfixia, Iscariotes e Bloqueio.

A Operação Asfixia já apreendeu em todo o estado, de janeiro a maio deste ano, 5.339 celulares. No mesmo período do ano passado, 3.756 aparelhos foram encontrados.

A Operação Bloqueio já prendeu 33 pessoas tentando entrar com drogas e celulares em cadeias do estado.

Uma perseguição policial, que começou no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, terminou com quatro pessoas mortas na Rodovia Presidente Dutra na região de Guarulhos, na Grande São Paulo, na noite desta quarta-feira (17). A Polícia Militar (PM) informa que houve troca de tiros com os passageiros do carro, que morreram. A pista expressa da Dutra, no sentido Rio, permanecia fechada por volta das 6h40.

A perícia já foi concluída e a Polícia aguarda a retirada dos corpos. Os motoristas que utilizam a via sentido Rio de Janeiro são desviados para a pista marginal no quilômetro 223. Os acessos à pista expressa estão fechados nos quilômetros 219 e 214. De acordo com a CCR Nova Dutra, concessionária da rodovia, o tráfego estava lento do quilômetro 213 ao 214 no horário acima.

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Durante a perseguição, ao chegar à Via Dutra, na altura do quilômetro 214, os passageiros do carro perseguido teriam saído do veículo e trocado tiros com as três viaturas da Polícia que atuavam na ocorrência.

O Brasil não tem muito o que comemorar no Dia da Preservação das Florestas. Segundo o boletim do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) publicado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), uma área de 3.767 quilômetros quadrados da Amazônia Legal foi desmatada. O estudo mostra um aumento de 4% na área desmatada no mês de junho de 2019, em relação a junho de 2018.

Em 2018, a destruição das florestas totalizou 40 quilômetros quadrados, enquanto no mês passado 49 quilômetros quadrados de desmatamento foram registrados. A remoção da floresta nativa foi feita, em sua maioria, em áreas privadas ou em áreas que não foram destinadas pelo governo federal. Os demais registros da devastação foram em assentamentos (26%), unidades de conservação (13%) e terras indígenas (5%).

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A devastação se expande por áreas que deveriam estar protegidas como unidades de conservação, assentamentos e terras indígenas, que estão entre os pontos mais desmataoas da região. Segundo o SAD, nos estados pertencentes à área da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão) o Amazonas lidera o ranking do desmatamento, com 30% do total desmatado. O Pará vem em segundo com 26%, seguido por Rondônia que tem 19%. Os dados ainda apontam que o Mato Grosso tem 17%, o Acre 5% além de Roraima, Tocantins e Amapá com 1% cada.

 

Um homem foi flagrado transportando um fogão em patinete elétrico na orla da praia de Copacabana, na zona sul do Rio, nesta terça-feira (16). O vídeo, que viralizou nas redes sociais, mostra o usuário com o fogão pendurado nas costas, como "mochila", na Avenida Atlântica.

De acordo com a prefeitura do Rio, o novo decreto de patinetes elétricos proíbe o transporte de cargas e há multa prevista, que depende de regulamentação que será criada pelo grupo de trabalho que trata do tema. A gestão municipal informou que está em fase educativa e de orientação aos usuários de patinetes.

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Em nota, Guarda Municipal do Rio alertou que esse tipo de transporte, além de ser proibido, coloca em risco a vida do próprio patinador e pode causar acidentes na via pública, envolvendo pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas.

Por meio de nota, a Grow, detentora das marcas Grin e Yellow, informou que o decreto municipal 46.181, de 2 de julho de 2019, que regulamenta o uso de patinetes elétricas no Rio de Janeiro, proíbe o transporte de cargas.

No texto, a empresa informou que aposta em ações educativas para conscientizar a população sobre o correto uso dos equipamentos no Rio e assegurar a segurança de todos - usuários ou não dos patinetes, motoristas e pedestres -, bem como colaborar com as discussões sobre mobilidade urbana no País.

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O Ministério da Saúde disse nesta terça-feira, 16, que, para garantir que não faltem medicamentos de distribuição obrigatória no Sistema Único de Saúde (SUS), os remédios que eram fornecidos por laboratórios públicos e tiveram contratos suspensos serão adquiridos da iniciativa privada.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou que a pasta suspendeu, nas últimas três semanas, contratos com 7 laboratórios públicos nacionais para a produção de 18 medicamentos e uma vacina distribuídos gratuitamente pelo SUS. Documentos obtidos pelo Estado apontam que houve suspensão de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) destinados à fabricação de remédios para pacientes que sofrem de câncer e diabete, por exemplo.

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Em nota, o ministério justificou que a suspensão das parcerias aconteceu por seis motivos principais: Recomendação de órgãos de controle (como a Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União), decisão judicial, descumprimento de cronograma, falta de avanços esperados, falta de investimentos em estrutura ou solicitação de saída do parceiro privado.

Em nota nesta terça, a pasta disse que a etapa atual permite que os laboratórios públicos apresentem medidas para reestruturar o cronograma de ações e atividades dos contratos suspensos. "Trata-se de uma medida regular e recomendada pelos órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU), além de estar prevista no marco regulatório das PDPs e realizada com normalidade. Toda e qualquer parceria que estiver em desacordo é suspensa para avaliação".

A Associação de Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), porém, disse que foi pega de surpresa com as suspensões e vai ingressar com ações na Justiça contra a pasta.

"Para suspender um PDP precisa ter uma avaliação de um comitê técnico, de um comitê deliberativo, ter aprovação do grupo executivo do complexo industrial da saúde", disse à reportagem o presidente da Bahiafarma, Ronaldo Ferreira Dias, que também preside a associação de laboratórios.

"Muitos dos laboratórios estão em fase de importação de insumo, ou desenvolvendo tecnologias," afirmou Dias. Segundo o ministério, cinco das parcerias suspensas estavam em fase avançada para a aquisição dos medicamentos produzidos. O ministério informou ainda que vem realizando compras desses produtos "por outros meios previstos na legislação", como pregões, licitações (ou dispensa desses processos) e outros mecanismos.

Economia

De acordo com cálculos da associação de laboratórios públicos as PDPs significaram, ao longo dos últimos oito anos, em mais de R$ 20 bilhões em economia para o Tesouro Nacional.

Por isso, para a entidade, a suspensão de 19 contratos "não apenas coloca em risco o abastecimento de medicamentos estratégicos", mas também difere dos esforços de outros ministérios de aquisição de tecnologia pela indústria nacional.

Problemas recorrentes

Defendidas por especialistas em inovação como um caminho para modernizar laboratórios públicos nacionais, as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) têm acumulado problemas em sua execução no País. Segundo dados do próprio Ministério da Saúde, não é a primeira vez que convênios do tipo são suspensos. Desde 2015, 46 PDPs já foram interrompidas. Hoje, 87 estão vigentes.

Em uma PDP, a farmacêutica privada firma acordo com o ministério, comprometendo-se a repassar a um laboratório público, em um período de cinco anos, tecnologia para a produção de um determinado produto. O laboratório privado, por sua vez, recebe como contrapartida a garantia de tornar-se o único fornecedor daquele item ao ministério durante os cinco anos da parceria.

No Brasil, as PDPs sofrem com as condições precárias de alguns laboratórios públicos, que nem sempre conseguem alcançar estrutura e tecnologia adequadas para assumir a produção dos medicamentos. Outro problema é que, ao fim da PDP, o produto foco da parceria pode já estar com a tecnologia ultrapassada. Para Fadlo Fraige Filho, presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabete (Anad), esse é o caso das insulinas que tiveram os contratos suspensos. "Insulinas de NPH são tecnologias antigas, de 30 anos atrás. Não há necessidade de o governo investir em uma fábrica que produz insulina de tecnologia ultrapassada", defendeu ele, que não vê risco de desabastecimento.

Outro que acredita que a suspensão não afetará pacientes é Carlos Varaldo, do Grupo Otimismo de Apoio a Portadores de Hepatite. Ele diz que o sofosbuvir, usado no tratamento da hepatite C, que também teve seu processo de PDP suspensa, tem estoque garantido por um pregão realizado no início do ano. "Não nos interessa se é medicamento de PDP ou de marca. Queremos preço justo. Sou a favor (das PDPs), mas todo ano deveria ter uma licitação e, se houver medicamento mais barato, baixar (o preço)." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Criminosos invadiram uma agência do banco Bradesco e usaram explosivos na tentativa de arrombar o cofre central na madrugada desta quarta-feira (17) em Mairiporã, cidade da Grande São Paulo. Apesar da explosão, o cofre resistiu. Em seguida, os bandidos tentaram arrombar os caixas eletrônicos, mas também não conseguiram. A quadrilha, com sete integrantes empunhando armas longas, segundo a Polícia Militar (PM), acabou fugindo sem levar dinheiro.

Os criminosos lançaram pregos retorcidos, conhecidos como "miguelitos", na via de acesso à Rodovia Fernão Dias, na tentativa de evitar uma perseguição policial. Também foram deixados explosivos intactos no interior da agência. O prédio foi interditado para que a equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar fizesse a retirada da dinamite.

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Os vidros da fachada da agência foram estourados durante o ataque. A PM fez cerco na região, mas até o início da manhã, nenhum suspeito tinha sido preso.

Carro-forte

Policiais do Departamento Estadual de Investigações Gerais (Deic) prenderam, nesta terça-feira (16) quatro suspeitos de terem participado do ataque a um carro-forte, na noite anterior, na Rodovia Bunjiro Nakao (SP-150), em Piedade, no interior de São Paulo.

Os criminosos incendiaram um carro para bloquear a rodovia e deram tiros de fuzil contra o blindado para obrigar o motorista a parar o veículo. O condutor conseguiu escapar do cerco e frustrou o assalto. O bando foi preso em municípios da Grande São Paulo. Com os quatro homens, foram apreendidos explosivos, armas e munições.

A Polícia Civil de Goiás investiga uma denúncia de estupro coletivo de uma adolescente de 15 anos. O fato teria ocorrido durante uma festa em Piranhas-GO. Segundo informações preliminares, oito homens teriam participado do crime. As informações são do G1.

A vítima registrou o caso no Conselho Tutelar e na Polícia Civil. O estupro teria acontecido durante festa que durou quatro dias e foi realizada em junho, em um assentamento rural. No período em que esteve no local, a adolescente fez uso de bebidas alcoólicas e narguilé. Ela relatou estar desacorda quando o abuso aconteceu e suspeita ter sido drogada pelos criminosos.

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De acordo com a Polícia Civil, cerca de um mês depois do ocorrido, começaram a surgir boatos na cidade de que a menor teria sido abusada sexualmente por vários homens. Diante das notícias, os pais da jovem foram até a delegacia.

A adolescente passou por exames, mas ainda não há resultado. Uma pessoa teria filmado o momento do abuso. O vídeo ainda não chegou até a polícia, que busca fazer algumas apreensões e descobrir se a informação procede.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) faz nesta quarta-feira (17) uma operação contra acusados de integrar uma organização criminosa responsável por fraudar valores do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

De acordo com o MPRJ, os denunciados no esquema criaram 11 empresas no setor alimentício que, na verdade, faziam parte um único grupo empresarial, o Golden Foods.

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Eles são acusados de sonegar cerca de R$ 305 milhões, por meio de fraudes para reduzir os valores devidos, como a realização de operações fictícias entre empresas irmãs para gerar créditos de ICMS.

Segundo o MPRJ, algumas das empresas do grupo foram criadas de forma fraudulenta, com a colocação de “laranjas” (pessoas que emprestam o nome para ocultar o verdadeiro proprietário) em seu quadro societário.

Foram denunciadas quatro pessoas da mesma família. Eles respondem pelos crimes de falsidade ideológica e contra a ordem tributária. Além de pedir a prisão dos acusados, o MPRJ pede o pagamento de um valor igual ou superior ao montante sonegado, de forma a reparar o prejuízo causado aos cofres públicos do estado.

Policiais Civis prenderam nessa terça-feira (16), em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, um casal acusado de estupro de vulnerável e fornecimento de bebidas alcoólicas a menores de idade.

Segundo as investigações, a mulher convidou a própria irmã de 13 anos até a sua residência, fornecendo bebidas alcoólicas à menor de idade até o momento em que a mesma perdesse a consciência. Em seguida, o companheiro da mesma estuprou a menor.

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A vítima já teria tentado se suicidar em razão da vergonha perante os próprios familiares.

Com informações da Polícia Civil do RJ

A Polícia Federal (PF) de Santa Catarina prendeu oito pessoas, incluindo três funcionários da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em uma operação que investigou tráfico de medicamentos controlados. A entidade informou que abriu uma sindicância para apurar o caso.

Cerca de 40 policiais participam das ações, cumprindo nove mandados de busca e apreensão e oito de prisão - três temporárias e cinco preventivas - em São Paulo e Itanhaém (SP), além de São José, Tijucas e Florianópolis (SC). A Justiça ainda determinou o sequestro de veículos e de um imóvel comercial avaliado em R$ 1,2 milhão, usado por um dos suspeitos de participar do esquema.

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Segundo o delegado da PF Nelson Napp, de Florianópolis, a ação partiu de um ofício recebido pelos federais da agência antidrogas dos Estados Unidos, a Drug Enforcement Administration (DEA). O comunicado dava conta do envio ilegal de medicamentos anestésicos, em três pacotes endereçados a Miami, na Flórida. A investigação levou a um homem, morador do bairro Campeche, em Florianópolis. Tal descoberta levou à apreensão, no início deste ano, de 2.622 ampolas de fentanil em Balneário Camboriú (SC).

O fentanil é a droga que mais mata nos Estados Unidos, tendo feito mais de 18 mil vítimas em 2016. Segundo relatório do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos EUA, 29% das mortes por overdose de drogas em 2016 no país foram relacionadas ao opioide.

Santa Casa

O monitoramento das ações em Santa Catarina fez os policiais chegarem ao grupo de São Paulo - que fornecia os medicamentos. A PF identificou quatro pessoas que faziam o serviço: três eram funcionários da Santa Casa e um trabalhava em uma transportadora. "Eles desviavam remédios da Santa Casa para vários lugares, como a favela de Heliópolis (zona sul), e no (site de vendas) Mercado Livre", disse Napp.

Os funcionários não tiveram os nomes divulgados. Um era um auxiliar de enfermagem e os outros dois eram técnicos de almoxarifado.

A lista de medicamentos incluía fentanil, adrenalina, morfina, tramal, tetracaina, lidocaína e outros. "Não sei como era o controle (da Santa Casa). Eles faziam transações toda semana", disse o delegado, ao comentar os remédios desviados. Além da farmácia do hospital, o monitoramento da PF revelou que o grupo também importava os medicamentos clandestinamente da China, ainda de acordo com o delegado.

Dos oito mandados de prisão expedidos, seis foram cumpridos. Um suspeito de Santa Catarina e um de São Paulo não foram localizados e continuam foragidos. A Santa Casa informou, por nota, que "foi surpreendida pela notícia". "Já abrimos uma sindicância interna para apurar os fatos e também buscaremos mais detalhes da Polícia Federal", disse o texto, em que a entidade se coloca à disposição das autoridades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em Foz do Iguaçu (PR), uma ave da espécie araçari-castanho, resgatada pela Policia Ambiental, recebeu um transplante de asas pelos veterinários do Parque das Aves.

A diretora do parque, Paloma Bosso, revela que o animal tinha as penas das asas cortadas. “Vimos que esse pássaro estava com as penas cortadas e que ele deveria estar há um tempo com alguém que, possivelmente, cortou as asas para manter a ave presa, restringindo o voo.”

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O implante de penas é uma técnica antiga utilizada principalmente em centros de reabilitação e na falcoaria – arte de adestrar falcões. O transplante só foi possível porque havia penas de um pássaro da mesma espécies no banco de penas do parque.

“Este araçari-castanho, a partir de agora, será um novo cidadão do Parque das Aves, onde poderá interagir com outros da mesma espécie, e de outras”, comenta Paloma.

Com 25 anos de atuação e 230 colaboradores, o Parque das Aves é a única instituição do mundo focada na conservação de aves da Mata Atlântica. Possui 16 hectares de mata restaurada, 1.400 aves de 140 espécies diferentes, com três viveiros de imersão e um borboletário. O Parque das Aves recebe 830 mil visitantes por ano, sendo o atrativo mais visitado de Foz do Iguaçu depois das Cataratas.

Animal silvestre não é pet

O relatório Crueldade à Venda, apresentado pela ONG Proteção Animal Mundial, mostra que mais de 37 milhões de aves são criadas em cativeiros no Brasil.

O estudo faz parte da campanha ‘Animal silvestre não é pet’. “A população precisa entender que animais silvestres não devem ser mantidos como bichos de estimação. Diferente de cães e gatos, esses animais não passaram pelo processo de domesticação e apresentam características naturais incompatíveis com a vida em cativeiro, o que gera um enorme sofrimento para eles”, explica o gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial, Roberto Vieto.

Paloma Bosso destaca que manter animais silvestres em casa sem autorização colabora para o tráfico de animais. "No nosso país, infelizmente, muitas pessoas ainda contribuem de maneira direta ou indireta com o tráfico de animais. Tucano e araçari-castanho são espécies muito visadas no tráfico de animais. Há pessoas que capturam esses animais quando são filhotes ou capturam os ovos na natureza e mantêm esses animais em casas de maneira ilegal", revela.

A pesquisa também revelou que 46% dos brasileiros compram animais silvestres de maneira impulsiva, o que demonstra uma decisão baseada em falsa expectativa e que pode comprometer o bem-estar da espécie e gerar sofrimento ao animal.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, vão a Fernando de Noronha esta semana para reunião com representantes da concessionária EcoNoronha, responsável pela administração das visitas no parque marinho da Ilha.

No último final de semana, o presidente Jair Bolsonaro criticou o custo do ingresso pago por turistas para visitar o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Em postagem no Facebook, Bolsonaro classificou a taxa como "roubo praticado pelo Governo Federal".

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O valor da taxa é de R$ 106,00 para turistas brasileiros e R$ 212,00 para estrangeiros, o que, na opinião do presidente, explica porque "quase inexiste turismo no Brasil".

Segundo o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, o presidente quer analisar custos e valores de contratos, a fim de que "concessionárias e governo federal possam encontrar pontos para redução de valores", mencionando que se referia ao caso de Fernando de Noronha.

"Na quinta, Salles e Gilson vão para Fernando de Noronha para, juntos, com representantes da concessionária daquela ilha, organizar estudos para tentar reduzir preços das tarifas de forma consensual", disse o porta-voz.

Hoje, o presidente da Embratur teve duas reuniões com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto para discutir o assunto.

Basta conhecer um pouco da história de grandes empresas para saber que lá no início de sua trajetória há uma ideia, um desejo e até mesmo um modo de sobrevivência pela qual precisou passar seus fundadores. Além de ajudar na economia do país, muitas desses negócios continuam na ativa por encontrar em seus herdeiros o desejo de uma nova geração que quer atualizar e expandir aquilo que está na família há anos.

Fundada em 2000 por Adriana Ramalho e Luiz Ramalho, a empresa do ramo alimentício Gela Boca teve sua marca expandida para se tornar uma rede de franquias pelas mãos do atual diretor e filho do casal, o empresário Thiago Ramalho, 30 anos. É dele agora a missão modernizar o negócio, além, segundo ele, de manter o modo como os pais comandavam a empresa. "Com qualidade acima de tudo e respeito às pessoas. A sorveteria sempre será um local para todos os públicos, para que não exista atrito com o momento de felicidade que o sorvete proporciona", conta.

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Thiago Ramalho está à frente da empresa da família | Foto: Divulgação

Além de prezar pelo bom atendimento, o empresário acredita não haver hora certa para transferir a empresa da família para a próxima geração, mas ressalta que foi importante ser parte do negócio desde o começo, quando ainda aprendia a comandar o negócio com os pais. "A condução do fundador com a sua geração seguinte é importante, de modo que ela entenda o negócio e se sinta parte dele desde o início da vida. Isso faz com que o momento seja encontrado quando a sucessão se tornar um desejo", explica Ramalho.

Já o diretor-presidente da Pormade Portas, Claudio Zini, planeja transferir para os filhos Daniel e Rafael Zini o que é o negócio da família há 80 anos. Hoje, após 40 anos à frente da empresa, ele ressalta que a valorização do patrimônio é um dos ensinamentos que passará aos herdeiros e que, segundo ele, vai além do trabalho. "Um dos filhos pode crescer e ser um grande pianista, o outro pode ser um grande cirurgião, pois competência e liderança não são características hereditárias. Sócios e herdeiros devem participar ao máximo dos conselhos e se cercar das melhores pessoas", declara Zini.

Claudio Zini comanda o negócio da família há 40 anos | Foto: Divulgação

Na linha de frente das inovações da empresa familiar, como a implantação da administração participativa, em que colaboradores operacionais e diretores podem influenciar decisões de modo equivalente, Zini diz encontrar capacidade empreendedora em seus filhos, que estão assumindo aos poucos o controle do negócio. "Daniel atua como diretor comercial e utiliza muito a inteligência artificial e a tecnologia da informação com estratégias implantadas que, hoje, nos permite o investimento no comércio online, com foco no consumidor final. O mais novo é responsável pela área industrial e traz todo o discernimento na tomada de decisões", destaca Zini.

Laboratórios públicos que tiveram a comercialização de medicamentos suspensa por determinação do Ministério da Saúde vão ingressar na Justiça para reverter a decisão e tentar reparar os prejuízos sofridos. O presidente da Associação de Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil, que também é presidente da Bahiafarma, Ronaldo Ferreira Dias, disse ao jornal o Estado de S. Pauloque "não vê outra alternativa" a não ser essa para interromper o que considera "um completo disparate jurídico".

"As procuradorias (estaduais) entendem como um completo disparate jurídico. Para suspender um PDP (Parceria para o Desenvolvimento Produtivo) precisa ter uma avaliação de um comitê técnico, de um comitê deliberativo, ter aprovação do grupo executivo do complexo industrial da saúde. Mas todos esses órgãos foram suspensos pela revogação do presidente. Não vejo outra alternativa que não seja medida judicial. Vamos atrás de uma solução jurídica. Por meio do Tribunal Regional de Brasília e convocar a Câmara de Conciliação da AGU", afirmou.

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O jornal O Estado de S. Paulo revelou nesta terça-feira, 16, que o ministério suspendeu nas últimas três semanas contratos com sete laboratórios que produzem 19 medicamentos. Os ofícios determinam a suspensão das atividades. Em nota divulgada hoje, o Ministério reiterou que pediu a suspeição, mas descarta risco de desabastecimento. "A suspensão não gera risco de desabastecimento para a população. Além das PDPs, o Ministério da Saúde utiliza outros meios de aquisição dos produtos", informa. Inicialmente, o Ministério nega a suspensão, mas nos parágrafos seguintes da nota confirma a medida.

Para Ronaldo, a nota do Ministério da Saúde "é uma peça de ficção". "É totalmente falacioso o que está nessa nota. Eu não fui chamado a reestruturar nenhum calendário para discutir as PDPs. O ministério suspendeu unilateralmente. Quem está quebrando o contrato é o Ministério da Saúde. É de uma perversidade grande com os laboratórios. Quem está deixando claro que não está cumprindo acordo é o ministério", afirma.

Ronaldo também questiona a informação do Ministério da Saúde, de que os laboratórios que fabricam por PDPs "não fornecem a preço 30% menores" do que os de mercado.

"Isso é uma mentira. Temos inúmeros exemplos. Tem estudos demonstrando que a PDP é mundialmente instrumento que mais reduz o preço de medicamentos. O laboratório transfere a tecnologia e o preço do remédio cai. Muitas multinacionais deixaram de vender no Brasil por causa das reduções de preços que as PDPs causaram", finalizou.

São megainvestidores milionários, estudantes, empresários, escultores de areia, motoristas de aplicativo, artistas, desempregados. São brasileiros, em Portugal. Números e relatos obtidos pelo Estado mostram "zucas" (como se tratam e são chamados pelos lusitanos) de todas as idades e classes sociais, fazendo a rota oposta à do Descobrimento - repetindo as desigualdades sociais e os desafios do outro lado do Atlântico. Mas sem pensar em voltar.

O Serviço de Imigração e Fronteiras (SEF) registrou em 2018 acréscimo da população estrangeira residente, que chegou a 480.300, maior número da série iniciada em 1976. Só que os "zucas" já são um em cada cinco: 105.423. Dois anos antes, eram 81.251, um avanço de 29,7%.

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Dados solicitados pela reportagem ao SEF mostram que os brasileiros residentes em Portugal têm um perfil bem mais feminino e no auge da idade, quando se fala em capacidade produtiva, entre 30 e 44 anos. No total, registraram-se 42.848 homens e 62.575 mulheres. Desse grupo, 43.396 (41,16%) estão nessa faixa etária.

O advogado Luiz Ugeda, do escritório Porto Advogados, explica que o país europeu, com uma população envelhecida, precisa de mão de obra qualificada. Já do ponto de vista do Brasil, "há um desconforto de certas camadas da população brasileira com a crise que o País vive". "Não só a econômica e política, mas a de valores mesmo. Tem muita gente qualificada, dos meios acadêmicos, profissionais liberais e empresários."

Dessa forma, os que chegam têm um perfil diferente de fluxos migratórios anteriores - em 2012, havia praticamente o mesmo número de residentes "zucas" (105.622). "Você continua tendo profissionais que se submetem a subempregos, que buscam qualquer meio de sobrevivência, mas há também os qualificados."

Só o Aeroporto de Lisboa, a capital, recebe diariamente 12 ligações aéreas provenientes do Brasil. Entre quem não está a turismo, grande parte já fica por ali mesmo. Na sua maioria, esses cidadãos passam a residir nos distritos de Lisboa (42.847), Porto (12.994) e Setúbal (10.728), onde há mais oferta de empregos. Os brasileiros já estão entre os estrangeiros que mais investem na antiga "metrópole" europeia. Em 2017, responderam por 19% dos investimentos (atrás só dos franceses, com 29%).

Mercado imobiliário

E a chegada de estrangeiros procurando residência sobretudo em Lisboa já é apontada como um dos fatores que colabora para a "crise" do mercado imobiliário (falta de moradias). Além disso, a alta do turismo está transformando diversos imóveis em locais de estadia temporária (como o Airbnb). Muita procura e pouca oferta fazem os preços dos aluguéis dispararem.

"Está difícil encontrar casas a preços acessíveis. Além disso, para brasileiros, muitas vezes os locadores exigem 12 aluguéis adiantados", alerta Cyntia de Paula, presidente da associação Casa do Brasil, que dá orientações aos recém-chegados. Entre 2013 e 2018, os preços dos imóveis cresceram 46%, de acordo com o grupo Confidencial Imobiliário.

Danilo Bethon, de 29 anos, produtor cultural, adotou Portugal como novo lar há dois anos e diz ter sido sempre tratado com muita cortesia. Contudo, teve dificuldade em alugar um apartamento por ser "zuca". "Só de falar pelo telefone pedindo informação, percebiam o meu sotaque e diziam que o lugar já tinha sido alugado", lembra. "Teve a dona de uma casa que, no dia de assinar o contrato, quando viu que eu era brasileiro, pediu seis alugueis adiantados de caução, em vez de dois. Não tinha todo esse dinheiro e não fizemos negócio."

As principais razões invocadas para a concessão de novos títulos foram reagrupamento familiar - quando a mulher, ou muitas vezes o marido, vai na frente para a Europa e depois traz os demais - para trabalho e estudo. Além da alta de pedidos de residência, muitos brasileiros têm buscado a nacionalidade portuguesa, por casamento, por ter antepassados lusitanos, ou por autorização de residência antiga no país. Em 2018, 11.586 obtiveram o documento; no ano anterior, haviam sido 10.805.

E há um empoderamento feminino. "A imigração costuma ser associada ao homem, mas na verdade muitas mulheres buscam a mudança de país de forma autônoma", afirma Cyntia. Segundo ela, contribui o fato de serem mais pobres e ganharem menos. "Elas imigram para buscar melhor qualidade de vida, de trabalho e de estudo." Ugeda levanta ainda a hipótese de o fator segurança sensibilizar mais as mulheres. "Isso faz com que busquem Portugal como projeto de vida e tenham porcentual maior de regularização."

Bem-estar, mais que ocupação

A queda no desemprego (de 17,3% há seis anos para 6,6% agora) é sempre citada como atrativo para Portugal. Mas há quem não se preocupe com isso. "Nossa família levava uma vida confortável: morávamos numa boa casa e as minhas filhas, de 10 e 14 anos, estudavam em colégio particular, tínhamos uma vida social movimentada", afirma Nelson Pires da Costa, de 43 anos, que deixou o Rio no ano passado e seguiu para Cascais. Hoje, ele ainda não tem ocupação fixa - trabalhava com reboques no Brasil - e cogita partir para o Uber, mas não pensa em voltar. "Minha filha mais velha, que no Rio não andava nem um quarteirão por medo, agora vai sozinha para a escola."

Gilda Pereira, sócia da Ei! Assessoria Migratória, conta que seus clientes sempre citam a segurança, as escolas e a saúde pública de qualidade como fatores que pesam. "Tive um cliente que teve câncer depois de chegar e se surpreendeu com a qualidade do atendimento no sistema público."

Mesmo com o melhor mercado de empregos, não é fácil a colocação para um "zuca" - e em certas áreas o idioma ajuda menos do que se poderia esperar. "Tenho conseguido bons trabalhos em Portugal, mas sei que minhas possibilidades são limitadas porque o português que falo é o do Brasil. As duas personagens de novela que fiz eram brasileiras", conta a atriz Thaiane Anjos, de 30 anos, que trocou o Rio por Lisboa há quatro anos. No País, atuou nas novelas Flor do Caribe, Além do Horizonte e Malhação, da Rede Globo.

Outro problema é a burocracia, como explica a publicitária Aline Camargo, de 34 anos, que foi para Lisboa há quatro anos e meio. Inicialmente, ela e o marido entraram na Europa como turistas, mas depois decidiram ficar e buscar trabalho remunerado. "Para conseguir a residência, há um processo que chegava a levar dois anos esperando a marcação da entrevista", diz. Foi depois de ter filha em Portugal que ela correu atrás de regularizar a situação. "Consegui minha residência só este ano."

Preconceitos

O fator discriminação também influencia, de algum modo, a comunidade de imigrantes. Segundo o Relatório Anual sobre a situação da Igualdade e Não Discriminação Racial e Étnica em Portugal, a nacionalidade brasileira, enquanto fator de discriminação na origem, surge na terceira posição, referida em 45 queixas, que representam 13% do total - no ano anterior, foram 18 casos. Em abril, teve repercussão internacional uma montagem feita na Universidade de Lisboa que "oferecia" pedras para atirar em "zucas".

Só que até nesse ponto o fluxo migratório traz contradições bem brasileiras. É o caso da professora de circo Glaucia Manzzaneira, de 36 anos, que trocou São Paulo pelo Porto há sete meses. "A partir de 2016 comecei a sentir uma mudança no Brasil, uma liberação do discurso de ódio contra a comunidade LGBT." Ela e a mulher passaram a ser alvo de xingamentos, brincadeiras e ameaças nas ruas. "Aqui (em Portugal) pode até haver algum preconceito, noto alguns olhares, mas ninguém ousa nos abordar nas ruas", diz ela, que também foi vítima da crise econômica e teve de fechar a escola de circo que tinha. "Portugal foi um lugar que nos pareceu seguro e fácil para emigrar."

Dois irmãos, de 8 e 13 anos, foram encontrados com uma arma de fogo no Terminal Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira, 15.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as crianças foram abordadas por agentes de segurança da plataforma, e uma delas carregava na cintura um revólver calibre 38 carregado.

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Eles foram conduzidos para a 6ª Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) e informaram que o pai, um jardineiro de 29 anos, teria agredido a mãe deles, uma cozinheira de 30 anos, a coronhadas e por isso estavam indo para a casa da avó.

A Polícia Civil foi informada e fez buscas na casa da família e não encontrou o pai das crianças. A mãe foi conduzida à delegacia e confirmou a versão contada pelos filhos. Ela relatou que por volta das 5 horas desta segunda foi buscar atendimento médico por causa dos ferimentos e disse que não percebeu que as crianças tinham saído de casa com a arma do pai.

O revólver foi apreendido, e o caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica e porte ilegal de arma de fogo.

Duas pessoas morreram no domingo passado, dia 14, após tentativa de tirar uma "selfie" em uma cachoeira na Serra do Cipó, em Santana do Riacho, a 120 quilômetros de Belo Horizonte. Os mortos são o operador de empilhadeira Ismael Elias Maia, de 26 anos, e o técnico administrativo Victor Kennedy Almeida Afonso Pena, de 29.

Segundo relato de testemunhas aos bombeiros, os dois estavam na parte alta da Cachoeira da Farofa e se aproximaram da beirada do penhasco para tirar a "selfie". Um escorregou e caiu no poço da queda d'água. O colega pulou atrás, para tentar salvá-lo - os dois se afogaram.

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O resgate dos corpos teve início e foi concluído nesta segunda-feira, 15. Com muitas cachoeiras, a Serra do Cipó registra grande movimento de banhistas sobretudo nos fins de semana e períodos de férias.

Outro caso

Em 23 de setembro do ano passado, Minas Gerais registrou outra morte por tentativa de "selfie" em queda d'água. A adolescente Taynara Claudino Ferreira estava com parentes na Cachoeira do Fabinho, em Santa Margarida, na Zona da Mata. Ao deixar o local, a moça disse que faria mais uma foto. Ela se posicionou sobre uma pedra, escorregou, bateu a cabeça, caiu no poço e ficou submersa. Os parentes chamaram resgate, mas a moça foi retirada já morta do local.

A Justiça Federal recebeu quatro denúncias do Ministério Público Federal contra 21 investigados por supostas fraudes de R$ 26 milhões em benefícios do INSS no Piauí e no Maranhão. A Procuradoria da República informou nesta segunda-feira (15) que o grupo foi preso preventivamente em maio pela Polícia Federal, na Operação 'A Grande Família'.

Segundo o Ministério Público Federal, o esquema "era estruturalmente ordenado e caracterizado pela divisão de tarefas". As denúncias apontam que o grupo se dividia em quatro núcleos: familiar, operacional-modal, operacional de idosos e de agentes públicos.

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"O objetivo era obter vantagem econômica, mediante a prática de estelionato qualificado (quando praticado contra entidade pública), falsificação de documento, falsidade ideológica, uso de documentos falsificados, inserção de documentos falsos em sistema de informações, corrupção passiva, prevaricação, corrupção ativa, apropriação de valores de benefícios de pessoas idosas e organização criminosa", afirma o Ministério Público Federal em nota.

O Ministério Público Federal relata que o grupo identificava pessoas mortas que tinham benefícios do INSS em cidades do Maranhão. O esquema, apontam as denúncias, falsificava os documentos públicos (RGs) com dados dos segurados falecidos e a fotografia de um dos membros do grupo, em regra idosos, cooptados pela organização.

Os investigados, segundo a Procuradoria, falsificavam os documentos e comprovantes de residência alugados ou de propriedade dos investigados e também abriam contas correntes em bancos e casas lotéricas em Teresina. O objetivo era fazer transferência dos benefícios para Teresina.

De acordo com a Procuradoria, "para conseguir êxito na empreitada, o grupo aliciou dois servidores do INSS, em Teresina, que recebiam valores da organização para realizar a transferência dos benefícios assistenciais".

"Como esses servidores realizavam a transferência dos benefícios no sistema do INSS, automaticamente esse sistema reconhecia a atualização como prova de vida. Com isso, o benefício do cidadão que já havia falecido continuava a ser depositado em uma nova conta, aberta na capital piauiense pelo grupo criminoso", aponta a nota do Ministério Público Federal do Piauí.

Como atuava cada núcleo, segundo a Procuradoria

Núcleo Familiar - O núcleo familiar era o responsável pelo comando da organização criminosa. Era ele que coordenava a atuação dos demais e também agia pessoalmente na execução de atos criminosos como a obtenção e falsificação de documentos, cartões magnéticos, comprovantes de endereço, operações bancárias, movimentação de valores dos benefícios mantidos ilicitamente e o oferecimento de vantagens ilícitas.

Núcleo Operacional-Modal - Era o responsável por realizar os atos determinados pelos líderes, propiciando a manutenção da estrutura criminosa: deslocamento de idosos do Estado do Maranhão ao Piauí, bem como o acompanhamento de idosos aos bancos, lotéricas e agências do INSS.

Núcleo Operacional dos Idosos - Compareciam às agências bancárias, do INSS e lotéricas, fazendo o uso de documentos falsos produzidos pelos líderes da organização criminosa.

Núcleo de Agentes Públicos - Composto por dois servidores do INSS que facilitavam a transferência de benefícios previdenciários do Maranhão para a cidade de Teresina.

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