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O desmatamento na Amazônia subiu 29,5% entre 1º de agosto do ano passado e 31 de julho deste ano, na comparação com os 12 meses anteriores, atingindo a marca de 9.762 km². É a mais alta taxa desde 2008. Porcentualmente, é também o maior salto de um ano para o outro dos últimos 22 anos. Entre agosto de 2017 e julho de 2018 o corte raso da floresta tinha atingido 7.536 km².

A taxa ficou pelo menos 1.500 km² acima da tendência de aumento do desmatamento que vinha sendo observada a partir de 2012. Segundo técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), se a taxa seguisse a tendência dos últimos anos, teria ficado em torno de 8.278 km².

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Essa é a análise preliminar do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o sistema do Inpe que fornece a taxa oficial anual de desmatamento da Amazônia. Os dados foram divulgados na manhã desta segunda-feira, 18, na sede do Inpe, pelos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes.

Havia uma grande expectativa em torno desses números depois de vários indicadores apontarem que o primeiro ano do governo Jair Bolsonaro reaqueceu o avanço da motosserra sobre a floresta.

O principal deles foi o Deter - outro sistema do Inpe de análise de imagens de satélite e que fornece dados em tempo real a fim de orientar a fiscalização -, que havia indicado para uma alta de quase 50% no desmatamento no período, na comparação com os 12 meses anteriores. Os alertas do Deter mostraram uma perda de 6.840 km² de floresta neste intervalo, ante 4.571 km² entre agosto de 2017 e julho de 2018.

Esses números vinham sendo desacreditados pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, desde o início do ano, e desencadearam uma crise no governo no final de julho, quando o presidente Jair Bolsonaro, em um café da manhã com a imprensa estrangeira, disse que os dados eram mentirosos e insinuou que o então diretor do Inpe, Ricardo Galvão, estaria "a serviço de alguma ONG".

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Galvão reagiu, afirmou que a atitude do presidente era "pusilânime e covarde" e disse que os dados do Inpe são transparentes, confiáveis e confirmados por outras instituições em todo o mundo.

Bolsonaro chegou a dizer que queria ver os dados do desmatamento antes de sua divulgação, ao mesmo tempo em que Salles anunciou que o governo contrataria outro sistema de monitoramento da Amazônia. O desgaste levou à exoneração de Galvão e a um clima de desconfiança de que os dados do Prodes poderiam sofrer algum tipo de censura.

A crise foi agravada no mês seguinte, quando intensos focos de queimada da Amazônia chamaram a atenção de todo o mundo e renderam críticas a Bolsonaro. Em agosto, o número de focos foi 196% superior ao observado no mesmo mês no ano passado.

Cientistas de várias instituições, inclusive da Nasa, alertaram que boa parte do fogo estava relacionada justamente ao desmatamento que tinha ocorrido nos meses anteriores. Depois de derrubada, a floresta estava sendo queimada para a limpeza do terreno.

A pressão nacional e internacional fez o governo reagir, enviando as Forças Armadas para a região. Em setembro, o fogo diminuiu bastante, chegando ao menor valor da série histórica em outubro, mas o desmatamento, por outro lado, não arrefeceu, como continuam indicando os alertas do Deter.

Mesmo durante a vigência da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia, a devastação cresceu, conforme revelado pelo Estado em setembro.

O Prodes apresenta o cenário na Amazônia até julho, mas o Deter indicou desmatamento em forte alta ainda em agosto e setembro. Em outubro, o ritmo diminuiu, mas ainda assim registrou a sétima alta consecutiva. De acordo com o Deter, o acumulado do ano (de 1º de janeiro até 31 de outubro), já chegou a 8.409 km² - aumento de 83% em relação ao mesmo período do ano passado, que teve uma perda de 4.602 km².

O Deter é um sistema em tempo real que serve para orientar a fiscalização e não serve como taxa oficial do desmatamento, mas funciona como um indicativo do que está ocorrendo em campo e, em geral, a tendência que ele aponta, de alta ou baixa, é confirmada depois pelo Prodes. No entanto, como "enxerga" mais, o Prodes sempre acaba indicando números ainda maiores.

Evolução

O desmatamento da Amazônia começou a ser monitorado oficialmente pelo Inpe com o Prodes em 1988, quando a destruição da floresta começou a ser criticada internacionalmente. Na época, a floresta perdia cerca de 20 mil km² por ano. A maior taxa registrada foi em 1995, primeiro ano do governo Fernando Henrique Cardoso, quando chegou a 29,1 mil km².

O governo reagiu, aumentando o tamanho da Reserva Legal - área de propriedades privadas que tem de ser mantida protegida, de acordo com o Código Florestal, de 50% para 80% na Amazônia. A taxa caiu, mas voltou a subir no começo do anos 2000, alcançando um novo pico em 2004, segundo ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva: 27,8 mil km².

Marina Silva, então à frente do Ministério do Meio Ambiente, iniciou uma série de ações para combater o desmatamento, fortalecendo principalmente a fiscalização e a criação de novas unidades de conservação. Foi com ela, também, que o Deter começou a fornecer os alertas, ajudando o Ibama.

A estratégia funcionou. Em 2012, o Prodes registrou a menor taxa de sua história - 4,6 mil km². O País parecia no caminho para conseguir alcançar uma meta estabelecida em 2009 de chegar a 2020 com um desmatamento de 3,9 mil km². A partir do ano seguinte, porém, com um novo Código Floresta em vigor, menos rígido do que o anterior, a taxa de desmatamento começou a flutuar na Amazônia em uma tendência de alta.

A evolução do desmatamento da Amazônia:

- De 2012 para 2013, a alta foi de 28,9%

- De 2013 para 2014, houve queda de 14,9%

- De 2014 para 2015, o desmatamento voltou a subir: 23,8%

- De 2015 para 2016, nova alta, de 27,7%

- De 2016 para 2017, houve um recuo de 11,9%

- De 2017 para 2018, a taxa voltou a crescer: 8,5%

O número de praias, rios, ilhas e mangues atingidos por óleo chegou a 643, segundo balanço divulgado no domingo, 17, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ao todo, ao menos 116 municípios de todos os nove Estados do Nordeste e do Espírito Santo foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto.

O balanço também indica que 18 localidades ainda estão com manchas de óleo, outras 363 têm fragmentos da substância e 262 são consideradas "limpas". Os pontos com mais de 10% de contaminação estão exclusivamente em Alagoas (3), na Bahia (10), no Rio Grande do Norte (2) e no Sergipe (3). Dentre os locais em que o óleo foi avistado em monitoramento do Ibama nas últimas 48 horas, estão a Praia de Três Coqueiros, na Bahia, e os manguezais da Ilha do Caju, no Maranhão.

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Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.208 da Mega-Sena, realizado nesse sábado (16) em São Paulo. O próximo concurso deverá pagar R$ 14,2 milhões. As dezenas sorteadas foram 16, 25, 30, 40, 45 e 49.

A quina teve 17 ganhadores e cada um receberá R$ 113.415,57. A quadra teve 1.708 acertadores e pagará o prêmio individual de R$ 1.612,63.

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O próximo concurso (2.209) será quarta-feira (20). As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica ou pela internet.

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) informou neste domingo, 17, ter identificado um navio que seria responsável pelo vazamento de óleo no litoral do Nordeste. O nome da embarcação e a sua bandeira não foram divulgados, mas não se trata de nenhuma das cinco apontadas pela Marinha como as principais suspeitas pelo derramamento. O cargueiro teria partido da Ásia em direção à África.

O coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Ufal, Humberto Barbosa, afirmou que os dados coletados serão encaminhados ao Senado Federal no próximo dia 21, quando haverá uma audiência pública da comissão externa que acompanha as investigações.

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Na última sexta-feira, 15, o Lapis conseguiu identificar uma nova imagem do satélite Sentinel-1A, do dia 19 de julho deste ano, que revela uma mancha de óleo com cerca de 25 quilômetros de extensão por 400 metros a 26 quilômetros do litoral da Paraíba.

O Lapis já havia identificado, a partir de imagens de três satélites (Sentinel 1-A, Aqua-Modis e NOAA-20) feitas em 24 de julho, uma grande mancha de óleo a 40 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte.

"Já havíamos definido um padrão, um protocolo, em função da imagem do dia 24 de julho", explicou Humberto Barbosa. "Foi assim que encontramos uma nova mancha no litoral da Paraíba, no dia 19 de julho, que nos levou a definir uma primeira embarcação suspeita."

A partir dessas imagens, o laboratório rastreou todos os navios-tanques que transportavam óleo cru nessas datas e passaram pela costa do Nordeste. No total, os pesquisadores constataram que 111 navios navegaram por lá com esse tipo específico de carga.

De todas as embarcações analisadas, concluiu-se que apenas uma delas apresentava indícios de ter sofrido algum incidente durante o trajeto que justificasse um grande vazamento de óleo como o que atingiu o país.

Segundo as informações levantadas pelo Lapis, o navio costuma fazer o trajeto de um país asiático até a Venezuela, passando pela África do Sul. Normalmente, a embarcação navega com o transponder ligado, indicando sua localização ao longo de todo o percurso. No entanto, entre o dia primeiro de julho e o dia 13 de agosto, a embarcação navegou com o transponder desligado, violando o direito marítimo internacional.

O acompanhamento via satélite mostra que o navio partiu de um país asiático em primeiro de julho. Quando passou pelo Oceano Atlântico, a embarcação seguiu um trajeto incomum e fez uma manobra que indicaria uma mudança de trajetória, justamente na altura do litoral do Nordeste.

"O percurso mostra uma alteração na direção do navio, indicando um comportamento suspeito ou um grande problema mecânico", afirmou Humberto Barbosa. "Mas é claro que ainda será necessário aprofundar essas investigações."

O navio suspeito possui uma capacidade de carga duas vezes maior do que o Bouboulina - o navio grego apontado pelo governo como o principal suspeito do vazamento --, o que justificaria as seis mil toneladas de óleo já retiradas das praias do Nordeste.

A Marinha já havia descartado a imagem do dia 24 de julho como sendo de algas e não de óleo. Sobre a nova imagem encontrada, não foi divulgado ainda um comunicado.

A prefeitura de Barueri, na Grande São Paulo, confirmou a morte de mais um morador em situação de rua na madrugada deste domingo (17) por suposto envenenamento. Renilton Ribeiro Freitas, de 43 anos, estava internado desde o último sábado (16), em estado grave no Hospital Municipal de Barueri.

Segundo a prefeitura da cidade, por volta das 8h30, Freitas e mais sete pessoas deram entrada no Pronto-Socorro Central de Barueri com indícios de envenenamento. Edson Sampaio, de 40 anos, Luiz Pereira da Silva, de 49, Marlon Alves Gonçalves, de 39 e Denis da Silva, cuja idade não foi divulgada, morreram na manhã deste sábado.

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Os moradores de rua, que estavam no mesmo grupo, identificados como Silvia Helena Euripes e Vinicius Salles Cardoso seguem internados no Hospital Municipal, também em Barueri. Já Sidnei Ferreira de Araújo Leme, outro sobrevivente do grupo, segue por enquanto internado no pronto-socorro da cidade.

Em nota oficial, a prefeitura de Barueri informou que um dos sobreviventes contou que uma garrafa com bebida alcoólica lhe foi oferecida por desconhecidos na capital paulista, na região da cracolândia. Todas as vítimas compartilharam do líquido momentos antes de passarem mal na Rua Duque de Caxias, região central de Barueri.

Ainda de acordo com a prefeitura de Barueri, a Polícia Civil já apreendeu a garrafa e solicitou perícia técnica do conteúdo. A ocorrência foi registrada pela Delegacia Central de Barueri, que passa a investigar o que efetivamente ocorreu.

O ex-piloto de Stock Car Tuka Rocha, de 36 anos, morreu na manhã deste domingo (17), após complicações de um acidente de avião em Maraú, no sul da Bahia. A profissional de relações públicas e assessoria de imprensa Maysa Marques Mussi, que também estava no avião, morreu na noite do último sábado (16). A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Maysa e Tuka estavam no avião bimotor com outras oito pessoas, entre familiares e amigos. A irmã de Maysa, Marcela Brandão, morreu no local do acidente. Os demais feridos, como o empresário Eduardo Mussi, marido de Maysa e irmão do deputado federal Guilherme Mussi (PP-SP), além do marido e do filho de Marcela Brandão, seguem internados em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador (BA).

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O acidente de avião ocorreu na última quinta-feira (14), nas proximidades do distrito de Barra Grande.

A Secretaria de Saúde da Bahia não confirma oficialmente as identidades das vítimas do acidente.De acordo com a secretaria, seguem internados no HGE cinco adultos do sexo masculino, entre 26 e 38 anos, um adulto do sexto feminino, de 27 anos, e uma criança do sexo masculino, de 6 anos.

Apenas cinco meses após a ocorrência do crime, um homem acusado de fazer uma emboscada para tentar matar o próprio irmão, em Lindóia do Sul, no Oeste de Santa Catarina, foi condenado a 12 anos de prisão, em regime fechado.

Segundo o processo, o acusado teria se desentendido com a vítima que não lhe vendeu cerveja fiado.

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Segundo a denúncia, o acusado colocou um galho de árvore na estrada para que o irmão tivesse que descer da motocicleta que conduzia. Depois o atacou a golpes de facão, atingindo a orelha e o pescoço da vítima.

A morte foi evitada por um policial militar que fazia rondas na linha Sertãozinho, local do crime.

Preso preventivamente desde a data do crime, há cinco meses, o homem não poderá recorrer em liberdade.

Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel e emboscada. A pena foi aumentada por ter sido o crime praticado contra irmão.

O parto teve de ser feito de urgência, ela já estava com oito dedos de dilatação, mas ainda com 24 semanas de gestação. A bolsa amniótica saiu antes, caiu no vaso sanitário após a mulher fazer xixi. Bateu o desespero. "Lembro de alguns flashs", conta. Eva nasceu de olhos abertos, fez até movimento de choro, mas o som não saiu. Com todos os seus 29 centímetros e 740 gramas, a pequena foi levada para a unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal.

Três anos depois, a analista de sistemas Priscila Lopes, de 31 anos, relembra o quanto foi inesperado viver um parto prematuro. A experiência, apesar de traumática para mães e pais, também lhe trouxe algumas lições. "A gente aprende a ter paciência e a valorizar as pequenas coisas."

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A Organização Mundial da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmam que 30 milhões de bebês nascem cedo demais, pequenos demais ou adoecem a cada ano no mundo. No Brasil, o décimo no ranking, estima-se que sejam 300 mil partos prematuros anualmente.

"É um momento muito crítico. Além da desconstrução do bebê idealizado, que viria com 3,5 quilos, iria para o quarto do hospital por uns dias e depois para casa, tem a preocupação com a saúde. Vendo o filho lutando para sobreviver, eles [os pais] se sentem de mãos atadas", afirma Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com.

São considerados bebês prematuros aqueles que nascem antes das 37 semanas de gestação. Quanto menor a idade gestacional, maiores os riscos de problemas futuros e mais intensos serão os cuidados. Mas o avanço da medicina e, principalmente, da neonatologia permite que esses pequenos guerreiros - porque, sim, eles também lutam pela vida - se desenvolvam da forma mais normal possível.

"Hoje, um bebê nascer com 30, 32 semanas não é tão complicado quanto antes. Trabalhamos exatamente para evitar as sequelas", diz a neonatologista Edinéia Vaciloto Lima, chefe responsável pela UTI neonatal da Pro Matre Paulista. Ela explica que, a menos que a mulher apresente sinais que indiquem um parto prematuro, não há como prever a situação.

O mais importante, segundo a especialista, é fazer o pré-natal corretamente e acompanhar a gestação. Caso o médico identifique algo que possa levar a um parto prematuro, algumas medidas podem ser adotadas. "Pode-se inibir com internação, repouso, para que o parto seja o menos prematuro possível", afirma.

A escritora Marina Barbieri, de 32 anos, foi indicada, por exemplo, a inserir uma medicação na vagina para evitar o trabalho de parto. A medida foi recomendada no momento em que ela estava para viajar aos Estados Unidos para se casar. "Fiquei com muito medo de nascer prematuro porque eu fui prematura", diz. Ela tinha alguns fatores de risco: colo do útero curto e início de diabete gestacional.

Ao retornar da viagem, ela notou que a pressão arterial começou a aumentar, problema que nunca teve antes. Os pés e rosto estavam inchados. Um dia, como que por instinto, resolveu ir ao hospital, onde mediram a pressão arterial, coletaram urina para exame e detectaram pré-eclâmpsia, um quadro potencialmente perigoso caracterizado justamente pela hipertensão. Ela foi internada e, no segundo dia, a pressão chegou a 22 por 14. O parto de Francisco tinha de ser naquele momento, em novembro do ano passado, dois meses antes do esperado. "Foi desesperador", ela define. Ele nasceu às 30 semanas de gestação, com 1,5 quilo e 41 centímetros.

Causas do parto prematuro

 

O Novembro Roxo é uma campanha que busca discutir a prematuridade, cujo dia mundial é celebrado em 17 de novembro. As causas de uma parto prematuro são multifatoriais. Pode ocorrer devido a doenças prévias na mulher, como pressão alta e diabete, por enfermidades que surgem durante a gestação, como infecção urinária, e gravidez de gêmeos. A idade avançada da mãe também é um dos fatores, mas não determinante. Esses e outros quadros que variam de uma mulher para outra podem levar ao trabalho de parto prematuro e necessidade de uma cesárea precoce.

Prematuridade e apoio emocional

 

Marina e Priscila são exemplos de que a prematuridade independe de todos os cuidados que a mulher tenha. E a ocorrência, definitivamente, não é culpa da mãe. Esse sentimento, de alguma forma, fica no pensamento e no subconsciente dessas mulheres e, por isso também, é importante que elas tenham apoio emocional e psicológico.

"Uma das principais dificuldades relatadas é a falta de apoio psicológico", diz a diretora da ONG Prematuridade.com, que há cinco anos convive com famílias de prematuros. "A gente sabe que, na maioria dos hospitais, o profissional de psicologia se divide em várias unidades e não consegue dar atenção específica para essas famílias. Mas isso faz toda diferença. Ao chegar na UTI, precisa de preparo, de cuidado humanizado", afirma Denise.

O atendimento é necessário porque viver dias, meses à espera da melhora do bebê pode ser devastador. A americana Kim Roscoe, cujo filho nasceu três meses antes do esperado, passou quase 190 dias com ele na UTI neonatal. Em entrevista ao The New York Times, ela contou que foi diagnosticada com estresse pós-traumático, doença mental frequentemente associada a sobreviventes de guerra.

Priscila teve o atendimento de uma psicóloga no hospital, mas conta que conversar com outros pais e mães de prematuros foi o que mais lhe ajudou. A rede de apoio familiar, com a mãe e sogra ajudando na rotina da casa para que ela se dedicasse à filha, também foi essencial. Igualmente, Marina valoriza o grupo de apoio mútuo que se forma na UTI neonatal. "Quando aconteceu tudo, me fechei para o mundo exterior, porque ninguém entendia", diz.

Denise destaca que, nesses momentos, a presença do pai da criança é tão importante quanto a da mãe. "No primeiro momento, ele dá suporte à mãe, que tem de estar tranquila, o mais calma possível, até pela questão do leite. A presença na UTI também é importante, porque o bebê já ouvia a voz dele quando estava na barriga. Ele pode ajudar participando do final da gestação externa, fazendo posição canguru", explica.

Possíveis consequências do parto prematuro

 

A neonatologista Ednéia afirma que o número de sequelas e intercorrências para o bebê está diretamente ligado à idade gestacional na hora do nascimento. Uma pesquisa da Prematuridade.com, feita com três mil pais, familiares e amigos de bebês prematuros entre outubro de 2016 e junho de 2019, mostrou que a complicação mais comum é motora, com 40,1% dos casos. Em seguida, aparecem os problemas respiratórios (34,4%), a dificuldade visual (21,4%) e as dificuldades nutricionais e alimentares (14,5%).

Medidas também podem ser adotadas para evitar esses problemas, como medicamentos que ajudam no amadurecimento do pulmão do bebê, órgão que é um dos últimos a se formar, e que protegem o sistema neurológico. "Esse bebê também corre risco de hemorragia intracraniana, problema cardíaco, que precisa de intervenção cirúrgica", elenca Ednéia. Eva, filha de Priscila, teve de fazer uma cirurgia para fechar um canal arterial 18 dias após nascer. Ela pesava 800 gramas.

O leite materno é sempre essencial e ainda mais para o bebê prematuro. A neonatologista explica que o organismo da mulher se adequa e começa a produzir leite após o nascimento do bebê. Priscila conseguiu proporcionar leite para a filha, ainda que pouco, em algumas mamadas, porém Marina, devido ao estresse, sofreu com ausência de leite.

Existe vida após a UTI

 

Eva passou 120 dias na unidade de terapia intensiva. Francisco ficou 85 dias. Cada dia foi uma batalha, tanto para os bebês quanto para as famílias. Felizmente, eles se desenvolveram bem, cresceram saudáveis e sorridentes.

Priscila teve mais um filho depois disso, o João, que nasceu com 38 semanas de gestação e tem agora sete meses de vida. Marina, que compartilha relatos sobre a experiência em seu perfil no Instagram, está escrevendo um livro para contar a história do filho e dos bebês que viu na UTI.

"O importante é a gente sempre ter na cabeça que aqueles dias vão passar, mesmo que demore um pouco mais. Todo aquele medo, incerteza se transformam em coisa boa, muito bonita, que é ver o filho bem. A gente fica muito orgulhosa", afirma a escritora.

O Corpo de Bombeiros do Espírito Santo informou hoje (16) que 664 pessoas estão desalojadas ou desabrigadas em todo o estado devido às fortes chuvas que caem no estado desde o início da semana. De acordo com informações da corporação,  duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas.

Pelos números atualizados até às 11h, 354 pessoas estão desalojadas e mais 310 desabrigadas. Segundo a Defesa Civil, em alguns municípios foram registrados ventos acima dos 70 km/h. Além de Vitória, capital do estado, foram registradas chuvas acima da média em Cariacica, Alegre e Viana, que declararam situação de emergência devido aos estragos provocados pelas chuvas.

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Segundo o governo do estado, foram colocados à disposição dos municípios atingidos kits de higiene, colchões, telhas e cestas básicas para ajudar a população atingida.

O Corpo de Bombeiros recomenta que a população deixe suas residências imediatamente e procure um abrigo seguro caso veja sinais de trincas nas paredes ou deslizamentos próximos. Em caso de emergência, o cidadão deve ligar para o número 193.

Neste sábado (16), quatro moradores de rua do sexo masculino foram encontrados mortos no Centro de Barueri, na Grande São Paulo. Segundo relatos, o grupo estava com mais quatro moradores nas imediações de uma padaria.

As vítimas tomaram uma bebida após um dos moradores ter ofererecido assim que ganhou o produto durante sua passagem pela Cracolândia, na área central da capital paulista. Em nota, a Prefeitura de Barueri informou que as pessoas passaram mal depois de ingerir o líquido, que supostamente estaria envenenado.

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De acordo com o G1, os sobreviventes, três homens e uma mulher, foram socorridos. O quadro mais preocupante é de um morador de rua que encontra-se internado no Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran.

Os quatro homens que morreram foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Osasco; o caso foi registrado pela Delegacia Central de Barueri. A garrafa foi apreendida pela Polícia Civil para a realização de uma perícia técnica. 

Os apostadores têm até as 19h (horário de Brasília) deste sábado (16) para fazer seu jogo no concurso 2.208 da Mega-Sena. O prêmio é de R$ 10,5 milhões para quem acertar as seis dezenas.  O sorteio será realizado em São Paulo. As apostas poderão ser feitas em casas lotéricas ou pela internet.

A aposta mínima passa a custar R$ 4,50 conforme reajuste feito no último domingo (10).

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Os novos valores foram autorizados pela Portaria nº 8.061 do Ministério da Economia, publicada no Diário Oficial da União no último dia 31 de outubro.

O Juizado Especial Criminal e da Violência Doméstica contra a Mulher de Tubarão, no litoral de Santa Catarina, condenou um homem de 55 anos por ameaças à sua ex-mulher e descumprimento em duas ocasiões de medidas protetivas. Ele terá de cumprir oito meses e dez dias de detenção, em regime aberto, por ameaça praticada mediante violência psicológica e em contexto de violência doméstica.

O processo tramitou em segredo de justiça. Cabe recurso.

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As informações foram divulgadas pela Assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Segundo os autos, o homem ameaçou a ex por meio de ligações e arquivos de áudio, mesmo após o deferimento de medidas protetivas em favor da vítima.

A mulher teria encontrado no portão de sua casa uma boneca vodu, com sinais de mutilação, 'a fim de intimidá-la'.

O comportamento obsessivo do acusado começou após o término do relacionamento do casal, destaca o processo.

De acordo com a decisão, do juiz Maurício Fabiano Mortari, 'verificou-se a concreta perseguição do homem contra a vítima'.

A sentença registra que tal comportamento é encontrado em relacionamentos abusivos e clássicos de violência doméstica - o que 'não se mostra saudável para nenhuma das partes envolvidas'.

"Este caso é um dos dolorosos retratos de contextos familiares expostos numa vara da violência doméstica, estando permeado dos clássicos elementos que compõem um cenário de violência doméstica: dominação, subserviência, agressividade, medo, entre outros", registra o magistrado.

Há 78 dias, o petróleo cru encontrado na costa brasileira ainda era chamado de "substância escura e oleosa". O que poderia parecer inicialmente um caso isolado se mostrou, contudo, uma das maiores tragédias ambientais do País, atingindo desde então quase 600 localidades do Nordeste e do Espírito Santo.

O óleo chegou a praias, ilhas, manguezais, rios e Áreas de Proteção Permanentes (APPs) em grandes manchas ou fragmentos. Em alguns lugares, foi encontrado mais de uma vez, inclusive em pontos que estavam praticamente limpos, como a Praia de Itapuama, uma das mais afetadas em Pernambuco.

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Os casos mais recentes são de vestígios, menores ou do tamanho da palma da mão, mas também impactantes para as comunidades locais, como a capixaba Praia de Regência, atingida há quatro anos pela lama da barragem de Mariana. O encontro do óleo e da lama também se repetiu em Abrolhos, na Bahia, que reúne a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul.

A retirada começa de forma improvisada, pela população local e até por turistas, e depois conta com diferentes esferas governamentais. Com o avanço do óleo por destinos turísticos do Nordeste, a gestão Jair Bolsonaro foi pressionada a intensificar a resposta. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, negou demora na reação ao desastre e o governo enviou militares às praias para ajudar na limpeza.

Em vários pontos, a maior parte da força-tarefa é de voluntários, muitas vezes sem equipamento adequado para evitar o contato direto com a substância. "Não era para voluntários terem contato com o resíduo nas praias. É só pegar o exemplo de outros países. Mas imagina o pescador, que tem no mar a fonte de renda, vendo que está chegando o piche", afirma Sidney Marcelino Leite, coordenador do movimento Salve Maracaípe.

Com a menor concentração de óleo em alguns Estados e o relato de contaminação ao contato com óleo, ONGs têm visto menos voluntários e até tentam emplacar convocações como "o óleo não acabou" e "cadê vocês?". "O grosso (do óleo) parou de chegar, as pessoas acham que está tudo bem e cai o número de voluntários. Ainda vem bastante gente no fim de semana. Agora, o processo é mais minucioso, como o de tirar das pedras", diz Leite.

Investigação

Até agora, a Polícia Federal não tem uma explicação definitiva sobre a origem e a causa do derramamento. Bolsonaro afirmou que o óleo tem "DNA da Venezuela", mas não há provas de que o país vizinho tenha relação direta com o vazamento, que teria começado em meados de julho até atingir, em agosto, o litoral do País.

Entre as hipóteses estão o derramamento por um navio que teria passado pela área ou, até mesmo, afundado. Segundo a PF, o navio grego Bouboulina é o principal suspeito, mas a empresa proprietária nega e especialistas têm questionado os indícios do governo. Outras questões seguem sem resposta, como o impacto no pescado. Embora o governo federal considere seguro o consumo, a pesquisa usada como base era inicial e teve anúncio contestado até por um dos cientistas responsáveis (por envolver produto da pesca industrial, minoria na região).

A maior parte dos esforços científicos vem de universidades federais, organizadas individualmente ou em rede do Norte ao Sul do Brasil. "O trabalho de pesquisadores e voluntários é desenvolvido em rede com outros Estados. Umas são formais, como as dos institutos, e outras informais", conta Jailson Bittencourt de Andrade, do Centro Interdisciplinar de Energia da Federal da Bahia (UFBA) e vice-presidente regional da Associação Brasileira de Ciências.

As pesquisas buscam soluções para questões emergenciais, mas devem se prolongar. "Os efeitos não vão cessar de imediato. É preciso alguns anos para investigar as consequências no ambiente e nos organismos", diz Emerson Soares, coordenador da força-tarefa da Federal de Alagoas (Ufal), que reúne 22 professores e cerca de 80 alunos de graduação e pós. Pesquisadores estimam que serão precisos de 10 a 20 anos para acabar com os efeitos nocivos do óleo.

Também são desconhecidos os efeitos no turismo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis potiguar, não houve cancelamentos expressivos de reservas e o impacto deverá ser conhecido no início de dezembro, quando dados da ocupação hoteleira do último trimestre são tabulados.

Destino

No Sudeste, Estados e Prefeituras têm feito treinamentos diante da possível chegada do óleo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), correntes marinhas podem levar o material até o norte fluminense, mas uma proteção natural dificulta a passagem ao sul de Cabo Frio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A força-tarefa do governo federal que acompanha o caso das manchas de óleo encontradas nas praias do litoral do Nordeste e do Sudeste brasileiro confirmou nesta sexta-feira, 15, o aparecimento de novas manchas de óleo no Piauí. O material foi encontrado em praias de Ilha Grande e Parnaíba. Na quinta-feira, 14, já haviam sido registradas manchas em Luís Correia, onde a praia de Atalaia foi decretada imprópria para banho pela secretaria estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Além desses casos no Piauí, têm vestígios de óleo e estão com ações de limpeza em andamento outros 20 locais: Araioses, no Maranhão; Fortim, no Ceará; Baía Formosa, no Rio Grande do Norte; Paulista e São José da Coroa Grande, em Pernambuco; Coruripe, Barra de São Miguel, Feliz Deserto e Piaçabuçu, em Alagoas; Brejo Grande, em Sergipe; Prado, Canavieiras, Ilhéus, Itacaré, Maraú, Cairu, Belmonte e Entre Rios, na Bahia; Linhares e Serra, no Espírito Santo.

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Segundo nota divulgada nesta sexta-feira pela força-tarefa, já foram recolhidas cerca de 4.500 toneladas de resíduos de óleo.

Uma passarela desabou no início da noite desta quinta-feira, 14, na Marginal do Tietê, sentido da Rodovia Castello Branco, entre a Ponte do Piqueri e alças de acesso à Rodovia Bandeirantes. A assessoria de imprensa dos Bombeiros confirmou apenas que houve dois feridos, com escoriações leves. As faixas no sentido Castello foram interditadas, o que travou o trânsito na região, que já estava congestionado por causa da saída de veículos na véspera do feriado da Proclamação da República.

A estrutura metálica, provisória, faz parte de uma obra para a construção do viaduto, perto do Tietê Plaza Shopping. Segundo informações da TV Globo, a passarela caiu sobre quatro veículos: um ônibus de viagem, dois caminhões e um carro. A empresa LiraBus confirmou ser a dona do ônibus e disse ter apenas a informação de que não houve feridos dentro do veículo. A companhia não soube informar quantas pessoas estavam no coletivo.

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Segundo os Bombeiros, os feridos foram encaminhados para o Pronto-Socorro de Pirituba, na zona norte. A corporação informou que quatro viaturas, com 20 bombeiros, foram deslocados para a área.

Todas as faixas da Marginal no sentido Castello estão interditadas, tanto as faixas locais quanto a via expressa. Por volta das 20 horas, 18,2% das vias monitoradas pela Companhia de Engenharia de Tráfego da capital estavam congestionadas. A área mais crítica era a Marginal do Tietê, no sentido Castello, com 37,4 quilômetros de lentidão. No sentido oposto da Marginal, eram 18,6 quilômetros de filas.

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou pedido de habeas corpus para Rafael Gomes da Costa, um dos suspeitos de construir e vender prédios que desabaram na comunidade da Muzema, no Itanhangá, zona oeste do Rio. Os prédios foram construídos sem habite-se e não tinham engenheiro assinando a obra. Em 12 de abril deste ano, o desabamento de dois prédios na Muzema, após forte chuva, matou 24 pessoas.

No pedido de soltura, a defesa de Rafael alegava que ele estava sofrendo constrangimento ilegal pela longa duração da prisão – ele foi preso em maio – e que seu estado de saúde inspirava cuidados.

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Na decisão, o desembargador Claudio Tavares de Oliveira Junior ressaltou que os laudos médicos comprovaram a melhora do suspeito. “No caso em exame, dúvida não há de que a juíza vem se mostrando atenta ao estado de saúde do paciente, em favor de quem já determinou diversas medidas urgentes para lhe garantir um atendimento médico adequado à sua enfermidade, inclusive com o fornecimento de medicamentos e insumos necessários ao seu bem-estar, além da expedição do ofício ao diretor do hospital responsável pelo tratamento”, diz o desembargador na decisão.

“Soma-se a isso a melhora apresentada pelo paciente, que restou atestada por laudo médico e diversos documentos juntados aos autos originários, o que evidencia que a prisão cautelar não configura uma medida que possa privar o paciente de um tratamento médico adequado”, acrescentou o magistrado.

O desembargador Claudio Tavares destacou ainda a gravidade dos indícios de crimes dos quais Rafael é acusado com outros réus. “Segundo a denúncia, recaem indícios de que o paciente e os dois corréus teriam concorrido eficazmente para a prática de 24 delitos de homicídio qualificado e três crimes de lesão corporal gravíssima, decorrentes do desabamento dos edifícios 93-B e 93-C da comunidade da Muzema.”

 

A Marinha informou que o navio de pesquisa oceanográfico Vital de Oliveira deixou, nesta quarta-feira (13), o Porto de Ilhéus, na Bahia, para instalar a comissão de Levantamento Ambiental da Costa Nordeste, com a missão de coletar e medir dados ambientais, a fim de contribuir para a compreensão da dispersão do óleo ao longo do litoral atingido.

O navio dispõe de acomodação para pesquisadores e infraestrutura completa de pesquisa, concentrando 28 equipamentos científicos de última geração, que permite a interação entre representantes de várias instituições do país e a Marinha. O navio também tem elevada capacidade de permanecer na área de operação por extensos períodos.

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Os trabalhos ocorrerão ao longo do litoral nordestino e envolvem diversas tarefas, tais como a realização de estações oceanográficas para perfilagem vertical de temperatura e salinidade da coluna d’água, coleta de amostras de água para análise química para verificar a presença de óleo, além da análise de correntes marinhas, coleta de amostras do solo marinho, medições de profundidade utilizando ecobatímetro e um equipamento sofisticado que faz medições de temperatura e salinidade com o navio em deslocamento.

A Marinha informou ainda que foi acionado o Plano de Área do Espírito Santo, onde foram recolhidos fragmentos de óleo nas praias de Barra Nova, Degredos e Regência, o primeiro estado na Região Sudeste a ser atingido pelo óleo. A finalidade é realizar ações de proteção a áreas sensíveis e limpeza de praia. O plano, aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em conjunto com o Instituto Estadual do Meio Ambiente do Espírito Santo, envolve 25 empresas e instalações portuárias em todo o estado.

 

A Polícia Federal prendeu na tarde desta quarta-feira, 13, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, um passageiro que transportava sete quilos de roupa engomada com cocaína.

O homem, peruano de 27 anos, havia desembarcado de um voo procedente de Addis Ababa, na Etiópia, quando observaram que em seu passaporte havia a anotação de que ele havia sido inadmitido ao tentar desembarcar no país.

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Os agentes conduziram então o peruano a uma sala para realizarem uma busca pessoal e revistarem seus pertences. Dentro da mala encontraram as peças de roupa, que tinham um forte odor, característico da cocaína.

O homem foi então conduzido à delegacia, onde recebeu voz de prisão após os peritos identificarem que os mais de sete quilos de roupas estavam impregnados com a droga.

Membros do Ministério Público Federal (MPF) com atuação na área ambiental, nas regiões afetadas, reuniram-se na manhã desta quinta-feira (14) com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para definir estratégia conjunta de combate ao óleo que tem se alastrado por praias de toda a região Nordeste do Brasil. No encontro foram estabelecidas medidas que possibilitarão a troca direta de informações e atuação articulada entre órgãos da Justiça, do meio ambiente e da saúde para subsidiar ações imediatas e efetivas de recuperação dos biomas degradados pelo óleo.

A reunião teve como ponto de partida a busca por uma resolução célere e coordenada do problema que tem afetado o panorama ambiental e socioeconômico dos estados do Nordeste. Entre os assuntos em pauta, foi debatida a possibilidade de utilização de técnicas experimentais de biorremediação, ou seja, soluções científicas ainda em fase de testes que possam se mostrar eficazes na descontaminação dos ecossistemas. Apesar do trabalho de retirada do óleo se dar, em grande parte, de forma manual ou mecânica, a medida proposta busca soluções para a descontaminação de ecossistemas mais sensíveis como corais e mangues, cujo trabalho de remoção do óleo é mais complexo.

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Durante a reunião, os membros do MPF apresentaram panoramas de cada um dos estados afetados e possíveis soluções sugeridas por órgãos ambientais e por setores de pesquisa de universidades federais e estaduais. Os participantes chegaram a um consenso quanto à inclusão de centros de pesquisa acadêmica em um esforço conjunto na busca pelas metodologias mais adequadas a cada caso. Também foi debatida a necessidade de se realizar uma varredura que permita analisar de forma geral a situação de toda a região afetada, de modo que seja possível mensurar os danos causados em cada bioma.

De acordo com o coordenador da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do MPF (4CCR), subprocurador-geral da República Nívio de Freitas, este é o momento de juntar os esforços e, de forma colaborativa, encontrar solução para o problema em questão, de modo que seja possível dar uma resposta à sociedade, em especial à população do Nordeste, que vive em estado de grande apreensão. "Precisamos nos abrir para soluções que sejam efetivas em recuperar o que foi prejudicado. Todos aqui temos o mesmo objetivo em mente, afinal todos somos vítimas", ponderou.

O ministro Ricardo Salles esclareceu que o MMA tem buscado apoio de empresas da indústria cimentícia nos estados para efetuar a incineração do material coletado. O transporte do óleo recolhido diariamente nas praias está sendo feito pela Marinha. Salles afirmou ainda que o ministério está fornecendo todo o recurso humano e equipamentos necessários para a limpeza das praias. Por fim, destacou a importância de se estabelecer ações conjuntas a fim de que seja possível acionar todas as medidas cabíveis para sanar o problema. "Estamos aqui para dar todo o apoio necessário aos estados para que essa situação esteja solucionada o mais breve possível", pontuou.

O presidente do Ibama, Eduardo Bim, reforçou a importância de se estreitar o diálogo interinstitucional com o intuito de fomentar a troca de experiências e boas práticas que permitam superar conjuntamente o problema. "Temos conversado com todos os estados e agido de forma preventiva por meio do constante monitoramento. Estamos adaptando diariamente o plano de contingência a partir das informações que nos chegam para adequar o enfrentamento do problema do óleo", sintetizou.

O encontro ocorreu na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e contou com a participação do presidente do órgão, Eduardo Bim, e do presidente do Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Homero de Giorge Cerqueira. Representaram o MPF, além do coordenador da Câmara, Nívio de Freitas, o subprocurador-geral da República Nicolao Dino, bem como os procuradores da República Vanessa Gomes Previtera (BA); Antônio Edílio Magalhães Teixeira (PB); Victor Manoel Mariz (RN); Marcelo Santos Correa (MA), Edson Cavalcante Junior (PE) e Daniel Azeredo (4CCR).

*Do site do Ministério Público Federal 

O centro de rituais do povo pataxó foi alvo de um incêndio na madrugada desta quinta-feira (14), em Porto Seguro, Bahia. Segundo o secretário da Associação de Jovens Indígenas Pataxó, Emerson Pataxó, a suspeita é de que a queima tenha sido provocada intencionalmente, por não indígenas.

Emerson disse que membros da Aldeia Barra Velha, onde está localizado o centro, ouviram o barulho de um motor de um automóvel na região. O carro, que, conforme relatos, circulava em alta velocidade, foi percebido horas depois do término de um ritual realizado mensalmente pelos pataxó, em reverência à lua cheia. Ao todo, o território de Barra Velha tem 54 mil hectares.

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De acordo com Emerson, a aldeia é considerada "a mãe" dos pataxó. Esse fato, segundo ele, reforça a tese de que o objetivo do incêndio era destruir um símbolo importante da etnia. "[Barra Velha] Foi uma das primeiras que o povo pataxó organizou, no período pós-colonização portuguesa", ressaltou.

"Fica em um espaço que é muito bem visto pelo mercado do turismo. Tem uma das mais lindas praias da Bahia. A gente vem enfrentando, tanto em Barra Velha como outras aldeias, ameaças de cunho racista e de intolerância religiosa", acrescentou. "Aqui é uma área de interesse e a gente vive sendo atacada e ameaçada a todo instante", denunciou.

Histórico

Emerson lembrou a luta que marca Ponta Grande, outro território tradicional. Ao menos duas vezes a Justiça Federal ordenou o despejo de famílias indígenas que vivem no perímetro. Especialistas reconhecem, como contexto dos conflitos, o choque de interesses entre indígenas e empreendedores que contribuem para a especulação imobiliária na localidade.

Ponta Grande é uma área vizinha à terra indígena Coroa Vermelha. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), 12.500 indígenas habitam atualmente os municípios de Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Belmonte, Itamaraju, Teixeira de Freitas, Itabela e Prado, todos no extremo sul da Bahia.

Em maio deste ano, foi noticiado um caso de violência contra três índios pataxó, também na aldeia Barra Velha. As informações eram de que o grupo foi atingido por armas de fogo, por seis homens que invadiram a comunidade.

Segundo Emerson Pataxó, a Fundação Nacional do Índio (Funai) já foi notificada sobre a ocorrência desta madrugada.

A Agência Brasil solicitou um posicionamento da autarquia e aguarda retorno.

 

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