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O número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil aumentou 84,73% ao passar de 34.629 em 2011 para 63.969 em 2018, segundo balanço feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM).  Nos oito anos em que o levantamento foi feito, 424.682 pessoas fizeram a operação de redução do estômago, o que corresponde a 3,12% das pessoas que estão dentro do grupo de pacientes aptos e para quem há indicação de cirurgia (13,6 milhões em todo o país).

Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, do Ministério da Saúde, a obesidade afeta 18,8% dos brasileiros e mais da metade (55,7%) tem excesso de peso. Essas pessoas podem ter a qualidade de vida afetada por doenças como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, alterações do colesterol e triglicérides, além de aumentar as chances de arteriosclerose, além de outras patologias.

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"A obesidade tem que ser encarada hoje como uma doença. Não é falta de força de vontade, não é desleixo, é uma doença que não deixa a pessoa emagrecer. Existe um desequilíbrio entre a sensação de fome a de saciedade e com isso a pessoa come mais do que deveria ou mesmo comendo pouco gasta pouca caloria e vai engordando ao longo da vida", explicou o cirurgião bariátrico e membro da SBCBM, Admar Concon Filho.

Os dados mostram ainda que, das 63.969 cirurgias bariátricas realizadas em 2018, 77,4% foram através de convênio médico; 17,8% foram pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e 4,8%, com recursos particulares. “Algumas pessoas não têm acesso, seja pelo local onde moram, por não terem um convênio médico ou outros motivos; outras têm medo de fazer o procedimento e outras não têm informação mesmo. Para outras, falta que o próprio indivíduo obeso se reconheça como portador de uma doença crônica incurável”, disse.

Outro motivo que afasta os pacientes da cirurgia é o medo. Segundo Concon, no passado a taxa de mortalidade ficava em torno de 2% a 3%, enquanto hoje é feita por videolaparoscopia e passou a ser minimamente invasiva, deixando a taxa de complicações semelhante à de uma cesárea ou uma cirurgia de vesícula, que é de menos de 0,5%.

"A população não sabe disso, então é preciso uma campanha muito grande de conscientização. Hoje já se sabe que o melhor tratamento para a obesidade mórbida é a cirurgia bariátrica, porque no tratamento clínico conservador o emagrecimento é muito pequeno e a recidiva é muito alta. A chance do obeso que não opera morrer pela obesidade é muito maior do que a chance de morrer pela cirurgia", disse. 

A cirurgia bariátrica é indicada para aqueles que tem obesidade por mais de dois anos, que tenham tentado o tratamento clínico com o endocrinologista ou com o especialista em obesidade para emagrecer e não obteve sucesso. "Nós levamos em conta o IMC (Índice de Massa Corpórea) que é calculado com base no peso e na altura da pessoa. O IMC de 40 para cima tem indicação de cirurgia e aquele que tem de 35 para cima, mas já tem doenças provocadas ou agravadas pela obesidade, também tem essa indicação". 

Concon destacou ainda a importância de o paciente ser acompanhado por uma esquipe multidisciplinar formada por psicólogo, nutricionista, endocrinologista, cardiologista, preparador físico, enfermeira, fonoaudióloga. "Ele tem que ter a consciência de que vai ter uma ferramenta que vai ajudá-lo a emagrecer, mas ele tem que ter sua participação, seguindo todas as recomendações do pós cirurgia, incluindo o acompanhamento do endócrino para o resto da vida, porque a doença obesidade continua lá".

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que as cirurgias bariátricas são recomendadas nos casos em que o obeso mórbido não consegue emagrecer com dieta, sendo o último recurso para esses casos. O procedimento é permitido somente para aqueles que passaram por avaliação clínica e acompanhamento com equipe multidisciplinar por, pelo menos, dois anos, observando se os resultados obtidos na preparação foram positivos.

“O SUS oferta cirurgias bariátricas e reparadoras aos cidadãos maiores de 16 anos diagnosticados com obesidade grave desde 2008.” O Sus já oferecia cinco tipos de cirurgias bariátricas e incorporou a técnica da gastroplastia videolapariscópica. “Técnica menos invasiva, que possibilita a perda de peso tanto por uma diminuição do tamanho do estômago, quanto por uma diminuição da superfície intestinal”, disse o Ministério da Saúde. 

Segundo dados do Ministério, em 2018 foram realizadas 11.402 cirurgias bariátricas que tiveram custeio federal na ordem de R$ 72,9 milhões. Até o mês de maio de 2019 foram realizados 5.073 procedimentos em todo o país e o custo já chega a R$ 31,5 milhões. Os valores são repassados às gestões locais que monitoram a lista de pacientes que farão cirurgia bariátrica, com base na indicação médica.

O Ministério esclareceu ainda que para ajudar a adoção de uma alimentação mais saudável, a pasta disponibiliza o Guia Alimentar para a População Brasileira e o livro Alimentos Regionais Brasileiros, que trazem informações e orientações para facilitar a adoção de escolhas mais adequadas, baseada principalmente no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados.

“O Brasil também se comprometeu a reduzir 144 mil toneladas de açúcar de bolos, misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoitos recheados, seguindo o mesmo parâmetro do feito para a redução do sódio, que foi capaz de retirar mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos”, diz a nota. 

A Polícia Civil de São Paulo prendeu o traficante André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, em uma mansão em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. Ele estava foragido desde 2014.

André do Rap é acusado de comandar o esquema de envio de drogas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) à Europa, principalmente à Itália, através de navios que saem do Porto de Santos, no litoral sul paulista.

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Outros dois suspeitos que não tiveram a identidade divulgada foram presos e estavam na tarde deste domingo sendo trazidos à cidade de São Paulo em viaturas policiais. A polícia investiga uma possível ligação do membro do PCC com a máfia italiana.

"Dois chefes da 'Ndrangheta, que é a máfia da Calábria (no sul da Itália), foram presos há 40 dias na Baixada Santista pela Polícia Federal. A gente acha que pode ter elo com ele (André do Rap)", afirmou o delegado Fábio Pinheiro, da Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), responsável pelas prisões.

De acordo com o delegado, André do Rap é um dos principais líderes do PCC no tráfico internacional de drogas. "Não tem só uma quadrilha. Dentro do PCC tem vários que mandam droga para fora", disse Pinheiro. "Ele a gente acredita que seja responsável por um desses grupos."

O delegado lembrou que um dos grupos foi responsável pelo assassinato de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, que era considerado o principal chefe do PCC fora da cadeia. Gegê e o seu comparsa, Fabiano Alves de Souza, o Paca, foram mortos em uma emboscada em um território indígena em Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza, em fevereiro do ano passado.

A polícia investiga se outros ramificações do PCC controlam o tráfico internacional no Porto de Santos.

Pinheiro explicou que a Polícia Civil descobriu o paradeiro de André do Rap ao investigar o dono de uma lancha avaliada em R$ 6 milhões. Segundo o delegado, a embarcação estava em nome de uma empresa cuja sede é um casarão abandonado no centro de Santos.

"Ela está em nome de um empresário, que tem um moto CG", afirmou o delegado. "Como um cara que tem uma moto CG tem uma lancha de R$ 6 milhões? A gente acredita que ele (André do Rap) usava esses laranjas para lavar o dinheiro."

Além da lancha, um helicóptero que estava alugado pelo traficante foi apreendido pela polícia e levado ao Aeroporto Campo de Marte, na zona norte da capital. Nenhuma arma foi encontrada na casa em que André do Rap estava em Angra.

André do Rap teve a prisão temporária decretada em abril de 2014, junto com outros dez suspeitos, após a deflagração das Operações Hulk e Overseas pela Polícia Federal. Ele era apontado como líder do PCC na Baixada Santista, com ligação com traficantes da zona noroeste de Santos e do Morro Nova Cintra.

As investigações, à época, apontavam que traficantes tinham linha de fornecimento de cocaína entre a Bolívia e São Paulo, e haviam feito uma aliança com o PCC da Baixada Santista para conseguir uma rota para exportar a droga.

A facção, que atua nos presídios paulistas, havia cooptado pessoas que trabalhavam em postos aduaneiros na zona portuária para trabalhar para o esquema, segundo a polícia.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública recebe, a partir deste domingo (15), exclusivamente pela internet todos os pedidos de refúgio no Brasil. Os interessados deverão acessar o site do Sisconare para obter o serviço.

O sistema eletrônico substitui os formulários de papel em todo o território nacional e vai possibilitar que os órgãos envolvidos no processo de solicitação de refúgio, como a Polícia Federal (PF) e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), possam ter acesso mais rápido ao caso do solicitante.

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O refúgio é uma proteção legal oferecida pelo Brasil para cidadãos que deixam seus países de origem por motivos de perseguição política, religiosa ou por violações de direitos humanos.

Para fazer o pedido de refúgio no Brasil será necessário fazer o cadastro no sistema. Em seguida, o solicitante receberá um e-mail para definir a senha de acesso e poderá preencher o formulário do pedido de refúgio. Também será marcada uma data de comparecimento à Polícia Federal (PF) para entrega de documentos.

As pessoas que já foram aceitas como refugiados poderão usar o Sisconare para atualizar as informações pessoais.

Neste sábado (14), uma menina de dois anos, morreu após ter sido atacada por um pitbull e um rottweiler, em Pará de Minas, em Minas Gerais. Emilly Emanuelly Reis Santana foi mordida na cabeça, pescoço e nas duas pernas e estava internada desde terça-feira (10).

A mãe relatou aos policiais que foi na casa de uma vizinha quando os cães pularam uma porta improvisada do canil, entraram na residência e atacaram a filha. Ao retornar, deparou-se com a criança ensanguentada e pediu ajuda. Um militar de folga que passava no local realizou os primeiros socorros.

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Emilly foi socorrida para o Hospital Nossa Senhora da Conceição apresentando um quadro grave, por isso, foi transferida de helicóptero para Belo Horizonte. Os animais foram levados para o Centro de Zoonoses do município. A prefeitura relatou que a família não quis receber os cães de volta, segundo o Uol.

 

Receberam alta na tarde deste sábado (14) 18 dos 77 pacientes que foram retirados do Hospital Badim - que pegou fogo na noite de quinta-feira (12), provocando a morte de 11 idosos - e que foram transferidos para outros hospitais do Rio. A informação é do diretor médico do Badim, que divulgou nota na tarde deste sábado (14).

"Temos um total de 59 pacientes internados e 18 altas registradas desde o último comunicado. O número de familiares e colaboradores internados segue no mesmo patamar (20)", diz o texto. "Ressaltamos que nem todos os pacientes internados são vítimas de inalação de fumaça. A maior parte segue internada mantendo o tratamento das patologias que motivaram suas admissões no Hospital Badim. O corpo clínico do nosso hospital continua acompanhando a evolução desses pacientes."

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Ainda segundo a nota, o hospital está colaborando com as investigações. "Todos os documentos e informações solicitados até o momento foram prontamente disponibilizados."

Com as temperaturas nas alturas em Goiás - batendo 41,1°C -, uma caixa d´água não aguentou e derreteu por causa do calor. O caso aconteceu no município de Aragarças, região oeste do estado.

Na foto, é possível ver que o reservatório está todo retorcido, no alto de uma estrutura de madeira. De acordo com o G1, as imagens foram feitas na chácara de Egídio Alves, que fica a 11km do centro de Goiás. 

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A Fortlev, fabricante do produto, informou ao site que o calor não derrete caixas d´água, que são feitas de polietileno (tipo de plástico). A empresa aponta que o que pode ter causado a deformação da caixa foi a instalação incorreta que faz com que o reservatório fique sem suporte e ceda com o peso da água.

 

Juristas reunidos no 7º Fórum Nacional da Justiça Protetiva (Fonajup) e do 25º Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajuv) são contrários ao encaminhamento de mulheres transexuais e travestis para alas masculinas, em unidades para cumprimento de medidas socioeducativas. Aplicadas pela Justiça com finalidade pedagógica, as medidas socioeducativas são destinadas a adolescentes entre 12 e 18 anos que incidiram na prática de crime ou contravenção penal. 

Participaram das discussões autoridades de tribunais de Justiça de todo o país, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Câmara dos Deputados, da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).  Os dois eventos, sediados no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ocorreram simultaneamente nesta semana.

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"Colocar a mulher transexual em alas do sexo masculino é um desrespeito à identidade. Você tem dados de doenças sexualmente transmissíveis porque existe abuso sexual. Você tem dados de violência física. Elas precisam estar em uma ala feminina", defendeu Maria Eduarda Aguiar da Silva, que em 2017 se tornou a primeira advogada trans a obter a carteirinha da OAB com o nome social. Ela foi responsável pela palestra de abertura, que abordou os direitos fundamentais das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros (LGBT) em unidades de internação e entidades de acolhimento.

O Fonajup e o Fonajuv se dedicam a avaliar a eficácia de normas protetivas e a propor medidas legislativas pertinentes que digam respeito à criança e ao adolescente em situação de vulnerabilidade. As entidades se debruçam sobre questões como adoção, direito de liberdade e privacidade e ensino domiciliar, entre outros.

A preocupação com a vulnerabilidade da população LGBT leva em conta pesquisas sobre a realidade do país. Em novembro do ano passado, um relatório da organização não governamental (ONG) austríaca Transgender Europe colocou o Brasil em primeiro lugar no ranking de homicídios de transexuais e travestis. Outro levantamento, realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostrou que, em 2017, 445 LGBTs foram mortos em crimes motivados por homofobia. Em 179 desses casos, a vítima era trans.

Para Maria Eduarda, se a unidade para cumprimento de medidas socioeducativas corrobora com uma situação que pode resultar em violência, ela não favorece a ressocialização da transexual e da travesti, que é o objetivo final. Segundo ela, o encaminhamento para a ala feminina deveria ser de imediato, tão logo se dê entrada no local. A advogada acredita que uma equipe preparada é capaz de tomar a decisão correta.

"O que preconiza o Código do Processo Civil é que não dependem de prova os fatos notórios. Então não precisamos exigir provas da transexualidade de ninguém. Precisamos é ter uma equipe capacitada para identificar e acolher uma pessoa transexual assim que ela esteja naquela unidade. Se ocorrer questionamento sobre a identidade, se forem exigidos exames e análises prolongadas de psicólogos, vai gerar mais sofrimento e mais questionamento dessa pessoa. E enquanto isso, ela ficará onde? Na ala masculina, sofrendo todo tipo de violência? Por isso, a análise tem que ser de imediato", argumentou.

Maria Eduarda lamentou que, muitas vezes, a mulher transexual só é retirada da ala masculina após obter liminar na Justiça. Ela colocou em questão também os riscos para a ala feminina. "Não há crime sem lei anterior que o defina e não há pena sem prévia cominação legal. É o que diz o Artigo 1º do Código Penal. Então, como transexuais podem ser considerados possíveis fraudadores e estupradores antes da ocorrência do cometimento de um crime? Essa é uma mentalidade que reproduz a transfobia que precisamos combater dentro das instituições. Não conheço nenhum caso de transexuais que tenham agredido sexualmente mulheres em alojamentos nos prédios públicos ou em alas hospitalares", disse.

A juíza Lavínia Tupy Vieira Fonseca, titular da Vara de Execução de Medidas Socioeducativas do Distrito Federal, defendeu uma ala específica para transexuais e travestis. Ela disse ter adotado essa opinião acompanhando a situação de uma adolescente de 14 anos.

"Quando o caso chegou ao meu conhecimento, vi logo que era impraticável manter uma transexual num bloco masculino. E, na internação provisória, eu a encaminhei para o bloco feminino. De lá pra cá, já fizemos diversos estudos de caso. É um trabalho que aprendemos todo dia. Hoje, acho que deve ser um local específico para transexuais. Porque até entre as meninas há uma intolerância. Elas aceitam mais que os meninos. Isso é fato. Mas há muita rixa e muita ocorrência disciplinar, provocações. Tem ocorrido com certa frequência todos os meses", relatou.

Mesmo sabendo de sua intolerância ao camarão, o garçom de 32 anos, identificado como Elton Gravatar Alves Fernandes, tentou arriscar e acabou morrendo após comer um prato de paella, que leva camarão. A vítima estava trabalhando como freelancer em um pequeno evento empresarial, quando insistiu na comida.

Por conta de sua intolerância, Elton morreu com choque anafilático na Rua Gonçalves Dias, em Belo Horizonte, Minas Gerais. De acordo com o site Estado de Minas, o garçom-chefe que contratou a vítima relatou à polícia que Elton havia dito que era alérgico a frutos do mar, principalmente ao camarão. 

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Depois que se arriscou comendo o prato e começar a passar mal, o rapaz ainda recebeu os primeiros socorros no local do evento. O SAMU foi acionado mas a vítima não resistiu e morreu. Ele era natural da Bahia e estava morando sozinho em Belo Horizonte.

Gigiani dos Santos, de 24 anos, é acompanhante de idosos e estava no Badim na noite de quinta-feira para auxiliar Maria Alice Teixeira da Costa, de 76 anos, internada desde segunda-feira, após sofrer três acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Elas estavam no terceiro andar do prédio mais antigo.

Quando Gigiani tentou fugir do incêndio usando os corredores e a escada, o fogo já havia se alastrado e a fumaça dificultava a visão. Mas na janela havia uma "teresa", como é conhecida a corda improvisada com toalhas amarradas umas às outras, e a acompanhante da idosa decidiu descer por ela. Acabou escorregando, quebrou os dois tornozelos e, ainda no chão, mandou mensagem de áudio pelo WhatsApp pedindo ajuda a amigos. "Gente, o hospital (em) que eu estava tomando conta de uma senhora está pegando fogo. Eu tentei pular do terceiro andar e estou toda quebrada no chão no Badim, aqui no Maracanã. Pelo amor de Deus, me ajuda!", clamou.

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A acompanhante de idosos foi socorrida e levada ao hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão (zona norte), onde está internada e será submetida a uma cirurgia. Maria Alice foi uma das 11 vítimas do incêndio.

As outras vítimas do fogo no complexo do Maracanã são Luzia dos Santos Melo, de 88 anos; Virgílio Claudino da Silva, de 66; Ana Almeida do Nascimento, de 95; Irene Freitas, de 83; Berta Gonçalves Berreiros Sousa, de 93; Marlene Menezes Fraga, de 85; Alayde Henrique Barbieri, de 96; Darcy da Rocha Dias, de 88; José Costa de Andrade, de 79 anos; e Ivone Cardoso, cuja idade não foi divulgada.

"Vi a morte"

Maria Costa, de 75 anos, é outra sobrevivente do incêndio. Ela estava internada e, ao constatar a gravidade da situação, decidiu sair de seu quarto em busca do caminho da saída. Maria teve a sorte de conseguir chegar à escadaria que a levou para fora do prédio. "Eu vi a morte. Se eu não levanto, eu não estava viva agora. Chegou uma hora (em) que eu não tive respiração nem voz para gritar. Fui procurando saída, mas não conhecia o hospital para descer uma escada. Aí chegou na frente e eu falei: 'Deus, Jeová'. Achei uma porta, aí eu abri a maçaneta e consegui chegar em uma escada", afirmou à TV Globo a idosa, que agora está internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Gaffrée Guinle, na Tijuca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O incêndio que atingiu o Hospital Badim, nesta quinta-feira (12) no Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro, deixou 11 mortos. As vítimas - quatro mulheres e sete homens - eram todas idosas. Só neste ano, houve mais de 20 casos de fogo em centros médicos.

Segundo o Instituto Médico-Legal, a maioria dos óbitos foi por asfixia. E os equipamentos aos quais muitas vítimas estavam ligadas deixaram de funcionar com o fogo. "Houve descompensações das doenças que as pessoas tinham", disse a diretora do IML, Gabriela Graça.

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Pacientes tiveram de ser removidos emergencialmente para a rua, assim que se constatou o incêndio. A suspeita teve início em um curto-circuito no gerador no subsolo de um dos prédios do complexo, por volta das 18h de quinta (12). Acompanhantes se queixaram do atendimento de funcionários e de agentes públicos, mas o diretor médico Fábio Santoro disse que não houve casos de truculência ou incidentes.

Dos 103 pacientes internados, 77 foram transferidos para outros 12 hospitais e 15 foram para casa. Além disso, pelo menos 20 funcionários do local - que é associado da Rede D'Or - e acompanhantes de pacientes acabaram internados.

Por causa do calor e da fumaça que ainda estavam no edifício, o delegado titular da 18ª Delegacia de Polícia, Roberto Ramos, evitou dar, nesta sexta-feira (13), um prazo para conclusão da investigação e da perícia. Testemunhas e funcionários já começaram a ser ouvidos. Pela prefeitura, o local está totalmente regularizado. A Defesa Civil interditou, por motivos de segurança, o complexo médico e quatro imóveis no entorno.

Segurança

 

A área de um hospital onde ficam os geradores deve ter estrutura que a isole das outras alas do edifício em caso de incêndio e resista ao fogo e à fumaça por duas horas. É o que estabelece regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a norma, os prédios dos hospitais devem ser divididos em compartimentos, ou seja, setores preparados para tolerar o incêndio sem que ele se expanda. "São como caixas de sapato pelas quais o fogo, a fumaça e a temperatura não passam", explica Marcos Kahn, engenheiro especialista em segurança contra incêndio e diretor administrativo da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar.

Desde o início do ano, houve ao menos 21 registros de incêndio em centros hospitalares de 13 Estados. São três casos no Rio: no Infantil Ismélia da Silveira, de Duque de Caxias; na Santa Casa da Misericórdia, de Campos dos Goytacazes; e no Sanatório Oswaldo Cruz, em Petrópolis. Entre os relatos do País, em pelo menos três casos se suspeita de problemas elétricos ou de curto-circuito - no Universitário Oswaldo Cruz, no Recife (PE), no Infantil de Vitória (ES) e no Regional de Taguatinga (DF).

Até o começo deste mês, o Estado do Rio seguia um Código de Segurança Contra Incêndio de 1976 que, ao longo dos anos, foi remendado com aditamentos pouco claros, segundo especialistas ouvidos pelo Estado. A "colcha de retalhos" foi substituída por um novo código cujo decreto, apesar de publicado em dezembro de 2018, passou a valer há apenas nove dias. "A nova legislação elevou as condições mínimas de proteção contra incêndio", observou Kahn. Mas a implementação da legislação ainda pode demorar anos.

No Brasil, não há uma legislação federal de incêndio e cada Estado tem autonomia para estabelecer a própria, explica o diretor do Instituto Sprinkler Brasil, Marcelo Lima. "Após o episódio da Boate Kiss (2013), muitos Estados começaram a atualizar os códigos, tendo como base a legislação de São Paulo."

Em abril, dois meses após o incêndio no Ninho do Urubu (centro de treinamento do Flamengo no Rio) e sete meses após o fogo destruir o Museu Nacional, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a norma NBR 16.651, que estabelece requisitos de proteção contra incêndio. "Ela é pioneira no setor e tem como objetivo minimizar os riscos", explicou Roberto Ramos, coordenador dos estudos da norma.

Segundo Emerson Baranoski, mestre em engenharia civil e major da reserva do Corpo de Bombeiros do Paraná, a principal mudança do novo código fluminense para o de 1976 é a inclusão do conceito da proteção passiva de segurança contra o incêndio. "Se as edificações vierem a ter o incêndio, a ideia é que a propagação seja minimizada em função do maior controle do tipo de material de acabamento e revestimento da edificação", afirmou. "Outro aspecto abordado foi a compartimentação."

Para Kahn, mesmo assim os hospitais estão entre os imóveis mais negligenciados em relação à proteção contra incêndios. "A falsa crença de que 'não pega fogo' aliada à impunidade e à certeza de que os bombeiros não vão fechar um lugar que não esteja em risco iminente contribuem para essa negligência." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Governadores de Estados da Amazônia Legal se reuniram nesta sexta-feira, em Brasília, com representantes das embaixadas da Noruega, Reino Unido, Alemanha e França.

No encontro, marcado para discutir acordos diretos entre esses países e os Estados no âmbito do Fundo Amazônia, ficou acertado que, daqui a 30 dias, será detalhada uma agenda de apoio financeiros a programas de combate ao desmatamento na região. A ideia é fechar programas com cada Estado ou por meio do Consórcio Amazônia Legal, que reúne os nove Estados da região. A Noruega vai oferecer gratuitamente um sistema de mapas e monitoramento da região.

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"Em 30 dias teremos um encontro, com respostas mais efetivas do que nós apresentamos. Todos querem a preservação do Fundo Amazônia, buscando alternativas que possam ampliar as oportunidades", disse ao 'Estado' o governador do Pará, Helder Barbalho.

Estiveram presentes nos encontros os governadores Helder Barbalho (Pará), Mauro Carlesse (Tocantins), Wilson Lima (Amazonas), Mauro Mendes (Mato Grosso), Antônio Denarium (Roraima), Major Rocha (Acre), Carlos Brandão (vice-governador do Maranhão) e Zé Jodan (vice-governador de Rondônia).

Criado em 2007, o Fundo Amazônia é um programa tocado pelo governo federal, em parceria direta com os países europeus. A possibilidade de o acordo acabar acendeu um alerta nos Estados, que analisam a possibilidade de abrir um canal direto com os doadores internacionais, inclusive sem a participação do BNDES. Os recursos, avaliam, poderiam ser direcionados, inclusive, a instituições financeiras estaduais, como o Banco da Amazônia (Basa) e o Banco do Pará.

Helder disse ainda que a Noruega informou que vai fazer uma contratação internacional de um sistema com imagens de todo o planeta e que esse recurso será disponibilizado como uma ferramenta gratuita de monitoramento para quem desejar. "É um contrato global deles que poderemos usar no apoio ao monitoramento", comentou.

Os governos da Amazônia discutiram formas de oferecer áreas para cuidados dos países europeus, em troca de créditos de carbono que possam ser comprados por empresas internacionais. "Nós debatemos diversos assuntos, reforçamos o desejo da continuidade e da importância do Fundo Amazônia", comentou Helder. "Sinalizamos com essa possibilidade de haver um diálogo direto com os Estados, individualmente ou por meio do consórcio."

Em junho, o governo do Pará assinou um contrato de contribuição financeira direta com o banco de desenvolvimento alemão KFW - o mesmo que faz as doações por meio do Fundo Amazônia - no valor de R$ 55,2 milhões). O objetivo: redução do desmatamento, com ações para o fortalecimento do licenciamento, monitoramento e fiscalização, e para desconcentração da gestão ambiental no Pará.

Paralelamente ao Fundo Amazônia, Alemanha e Reino Unido têm realizado convênios pontuais com Estados da região para financiar iniciativas de combate ao desmatamento. Esses, no entanto, estão longe do potencial dos R$ 3,4 bilhões doados, a fundo perdido, pela Noruega (94%) e Alemanha (5,5%). Por isso, os Estados consideram crucial a continuidade do acesso aos recursos, mesmo sem a participação federal.

Reportagem do 'Estado' publicada em agosto revelou que os recursos do Fundo Amazônia destinados a ações de combate a incêndios na região amazônica têm papel fundamental no trabalho desempenhado pelo Ibama na região, apesar das críticas disparadas pelo governo contra seus dois únicos doadores, a Alemanha e a Noruega.

O 'Estado' obteve detalhes sobre a destinação dos recursos que têm sido repassados ao Brasil a fundo perdido, desde junho de 2014. Dos dez caminhões especiais que o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama possui hoje, seis foram comprados com repasses do Fundo Amazônia. Alguns desses caminhões passaram a ser utilizados já neste ano, na gestão do presidente Jair Bolsonaro. Várias picapes adaptadas também foram adquiridas com o dinheiro europeu.

Há quatro meses, recursos do fundo passaram a bancar, também, a construção de um prédio novo, dentro da sede do Ibama em Brasília, pra centralizar todas as ações e Inteligência de combate a incêndios do governo federal, estrutura que hoje é improvisada. O local, que tem previsão de ser concluído até o ano que vem, vai ter área de almoxarifado, oficina e, o mais importante, uma sala de situação para melhoria do monitoramento e acompanhamento dos incêndios, facilitando a tomada de decisão para operações.

Os repasses do fundo chegam a ser usados, inclusive, para vestir os brigadistas. Nos últimos cinco anos, e assim continua a ser, o Fundo Amazônia ajuda a bancar a conta para aquisição anual de aproximadamente 4 mil calças, 4 mil camisetas e 4 mil botas novas, itens que são repassados para cerca de 1,3 mil brigadistas contratados temporariamente pelo Ibama. O dinheiro, na prática, só não paga salário e demais custos do servidor. O seu aparelhamento, no entanto, está fortemente apoiado pelo programa.

O fogo tomou conta do Parque Ecológico de Águas Claras, região administrativa de Brasília, localizada a 22 quilômetros do Palácio do Planalto. O parque, muito utilizado pelos moradores da região, está com sua vegetação completamente seca, o que acelerou a propagação do fogo iniciado por volta das 11 horas da manhã.

O fogo assustou moradores de prédios vizinhos ao parque, que registraram imagens de grandes labaredas que avançaram ao lado da calçada.

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Na quinta-feira, 12, a Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil do Distrito Federal voltou a declarar estado de emergência no Distrito Federal, após dois dias consecutivos com registro de umidade relativa do ar abaixo de 12%.

"A medida foi tomada na última semana, mas após três dias com umidade acima de 20%, nesta segunda-feira (9/9) voltamos ao estado de alerta", explicou o subsecretário do Sistema de Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra.

As principais recomendações do órgão são evitar a prática de atividades ao ar livre no período de 10 horas às 17 horas, aumentar a ingestão de líquidos, evitar banhos prolongados com água quente e muito sabonete, evitar o uso excessivo de ar-condicionado e usar protetor solar.

Além do estado de emergência, a Defesa Civil classifica os níveis de umidade em mais dois tipos: o estado de atenção, quando a umidade fica entre 30% e 20% por cinco dias e o de alerta, quando a umidade ficar abaixo de 20% por três dias consecutivos.

O Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro confirmou na tarde desta sexta-feira,13, a 11ª vítima fatal do incêndio no Hospital Badim, no Maracanã (zona norte do Rio). A décima primeira vítima é Ivone Cardoso, que havia sido transferida para o Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca (zona norte).

A idade dela não havia sido confirmada até as 16h15. O filho dela já fez a identificação no próprio hospital, na manhã desta sexta-feira, antes da remoção do corpo para o IML.

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As vítimas são:

- Maria Alice Teixeira da Costa, 75 anos

- Luzia dos Santos Melo, 88 anos

- Virgílio Claudino da Silva, 66 anos

- Ana Almeida do Nascimento, 95 anos

- Irene Freitas, 83 anos

- Berta Gonçalves Berreiros Sousa, 93 anos

- Marlene Menezes Fraga, 85 anos

- Alayde Henrique Barbieri, 96 anos

- Darcy da Rocha Dias, 88 anos

- José Costa de Andrade, 79 anos

- Ivone Cardoso, idade ainda não divulgada

Todas as vítimas eram idosas e tinham mais de 66 anos. Segundo o IML, a maioria morreu por asfixia e não há corpos carbonizados. Os equipamentos aos quais muitas dessas vítimas estavam ligadas deixaram de funcionar no momento do incêndio. A diretora do IML, Gabriela Graça, confirmou que a maioria morreu por asfixia. E disse que os equipamentos que mantinham pacientes vivos deixaram de funcionar na hora do incêndio. "São descompensações das doenças que as pessoas tinham, relacionadas aos aparelhos que as mantinham vivas e deixaram de funcionar em razão do incêndio", disse.

Pela manhã, a Polícia Civil havia confirmado dez mortes e investiga as causas dos incêndio. Na noite de quinta, o hospital informou que um curto-circuito no gerador do prédio 1 da unidade de saúde provocou o início das chamas, que espalharam fumaça para todos os andares do prédio antigo.

A Defesa Civil interditou, por motivos de segurança o Hospital Badim e também outros quatro imóveis no entorno. As interdições foram totais em duas casas da vila que fica aos fundos do hospital, e outras duas foram parciais, em imóveis na mesma vila.

O samba é considerado uma das principais expressões culturais do povo brasileiro. Da Bahia do século 19, a partir da mistura dos mais diversos ritmos com a batucada africana, até a resistente luta por sua sobrevivência e consolidação no Rio de Janeiro, já na segunda década do século 20, esse símbolo da arte popular conquistou o mundo e fez muita gente sambar. Mas será que todo brasileiro tem samba no pé? E quem não tem pode aprender? O LeiaJá falou com especialistas na arte de ensinar a marcação da cadência e o balanço das cadeiras no ritmo do samba no pé.

Com 23 anos de experiência como professor de dança, Enemir Franco, 59 anos, garante não haver empecilhos para quem nunca sambou aprender e entrar no ritmo. "O correto é entrar em um curso básico para iniciantes, mas com cinco aulas base de uma hora, o homem ou a mulher já conseguem começar a sambar um pouquinho", declara.

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Há 21 anos na Academia Acqua Sport, em Guarulhos, na Grande SP, Franco conta que 90% da procura para aulas de samba no pé é feita por mulheres, já que alguns homens ainda demonstram preconceito para dançar. "A mulher é mais liberal neste sentido, e é um movimento de dança que não precisa do cavalheiro então elas juntam um grupo de cinco ou seis mulheres e fazem o curso", explica.

Além do método do professor e da força de vontade do aluno, Franco considera imprescindível o empenho na prática das lições passadas durante as aulas. "50% é aula e 50% é prática. O aluno que faz só aula e não pratica aprende, mas se ele faz aula e pratica, o aprendizado é mais rápido", assegura o professor que também mostra que tem samba o pé no Clube Recreativo e no Esporte Clube Vila Galvão.

Enemir Franco em ação com a parceira de dança Renata Czech | Foto: Arquivo Pessoal

Para o arte-educador, bailarino e coreógrafo Guilherme Rienzo, 34 anos, o aprendizado do samba vai muito além da dança. "O samba é uma manifestação cultural. Sua evolução histórica passa por diálogos com a religião e com atividades típicas, onde a ginga e o balanço são características desta expressão", destaca.

Professor de dança há 12 anos, sendo sete deles dedicados ao samba, Rienzo é também diretor da Tangará Companhia de Dança e conta que é preciso estar presente de corpo e alma para absorver o que as aulas podem proporcionar além do samba no pé, como os movimentos de enfeite ou adereços com cabeça, pescoço, braços e mãos. "É um momento de aprendizado lúdico, gostoso e diferenciado, no qual o modo de gingar vai desde o centro do corpo para as extremidades, para o sapateado, movimento de joelhos e quadril, para os braços, mãos, cabeça e respectivos adereços", explica.

A Polícia Civil recolheu os aparelhos de imagem do circuito interno do Hospital Badim, onde 11 pessoas morreram, no incêndio de ontem (12), no Rio de Janeiro. O objetivo, segundo o delegado Roberto Ramos, da 18ª Delegacia de Polícia, é verificar se as imagens captadas registraram o início do fogo.

"Vamos verificar se há imagens da existência do fogo e da sua propagação", disse o delegado, que concentra as investigações sobre a tragédia.

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Segundo Ramos, também está sendo investigado se houve um pico de luz, que possa ter afetado um dos geradores de energia, que teria explodido, segundo testemunhas que estavam no local. "Com a prova técnica dos peritos e as imagens, teremos ideia do que realmente aconteceu."

O coordenador de Operações da Defesa Civil do Município, Sérgio Gomes, disse que o prédio que pegou fogo foi interditado. Outra ala do hospital, recém-inaugurada, que não foi afetada, está liberada. Uma casa particular, nos fundos do Badim, foi interditada parcialmente, pois sofreu danos leves. O edifício residencial ao lado, que chegou a ser totalmente interditado ontem, já foi liberado aos moradores, com exceção de uma parte da garagem.

"Interditamos uma parte da garagem, porque há probabilidade de queda de uma parte do revestimento", disse Gomes.

Flores

No início da tarde, uma cena que chamou a atenção foi a chegada de um grupo de estudantes de escolas municipais, internos de um abrigo em Vila Isabel, que levaram um buquê de flores e um cartaz com frases de apoio às vítimas e às famílias.

"As crianças viram que aconteceu esta tragédia, e resolveram fazer esta homenagem", disse o responsável pelo grupo, o diácono Roberto, da Arquidiocese do Rio. No cartaz estava reescrito: "Nosso carinho e solidariedade aos doentes, aos familiares e aos profissionais do Hospital Badim".

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu ação de improbidade administrativa contra 13 pessoas por fraudar empréstimos de altos valores na Caixa Econômica Federal em Roraima.

Em apenas dois meses, o grupo conseguiu liberar irregularmente um montante que soma, em valores atualizados, R$ 468 mil. O esquema foi idealizado por um estudante que trabalhou como estagiário na Caixa, de 2011 a 2012. Ele oferecia a amigos e familiares a possibilidade de liberação de empréstimos em valores superiores aos permitidos.

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Para viabilizar a transação, eram falsificados contracheques para aumentar a renda dos solicitantes. Com a fraude, os valores liberados chegavam a R$ 55 mil por pessoa.

Com os documentos fraudulentos, o estagiário usava a senha de superiores para autorizar a transação e fazer o depósito em contas-correntes dos envolvidos. Em contrapartida, o estudante exigia uma parcela do dinheiro. 

“Após a concessão do empréstimo, os valores eram sacados pelos requeridos, cujo montante jamais fora quitado perante a instituição financeira. Os requeridos, em nenhum momento, cogitaram fazer qualquer tipo de pagamento à Caixa, o que demonstra, de forma inequívoca, o intuito dos agentes em se apropriar indevidamente do dinheiro público”, descreve a ação.

Também foi oferecida ação contra os dois empregados da Caixa cujas senhas foram utilizadas pelo estagiário. A investigação apontou que os dois não se beneficiaram dos repasses, mas agiram de forma temerária ao permitir que o estudante tivesse acesso aos sistemas do banco que são de uso exclusivo dos servidores. Além da condenação por improbidade administrativa, o MPF pede que os acusados tenham os bens bloqueados para garantir o ressarcimento ao erário.

Da assessoria do MPF

Peritos da Polícia Civil do Rio de Janeiro estão tentando encontrar o foco primário do incêndio que atingiu ontem (12) o Hospital Badim, na zona norte da cidade. De acordo com o delegado Roberto Ramos, da Praça da Bandeira (18ª DP), que investiga o caso, ainda não é possível dizer onde começou o fogo.

A hipótese inicial é de que tenha começado com um curto-circuito no gerador de energia do hospital. Para Ramos, ainda não se pode afirmar isso. “Sabemos que o fogo chegou ao gerador, mas estamos vendo o foco primário, para saber se foi no gerador ou não”, disse.

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Segundo ele, o trabalho dos peritos está sendo dificultado por questões como a fumaça, o calor e a pouca luminosidade dos locais investigados.

Ao ser questionado sobre a hipótese levantada pelo prefeito carioca, Marcelo Crivella, de que o incêndio possa ter sido criminoso, o delegado disse que ainda é prematuro fazer esse tipo de afirmação.

O delegado confirmou que, por enquanto, o número oficial de mortos é 10, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Para espantar pernilongos, um idoso, de 70 anos, decidiu fazer uma fogueira em sua residência, localizada no bairro de Santa Cruz, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Entretanto, as chamas se alastraram, incendiaram o imóvel e ele ficou ferido, nessa quarta-feira (11).

Além do idoso, no local estavam cinco pessoas: sua companheira, de 60 anos, a filha, o genro e duas crianças de colo, conforme a Polícia Militar, que realizava rondas no momento da explosão. O responsável foi encaminhado para o Hospital Regional de Betim. Os bombeiros contiveram o fogo.

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Confira

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A Polícia Civil de Goiás, em conjunto com Polícia Rodoviária Federal (PRF) e fiscais da Secretaria da Fazenda, prenderam na última quarta-feira (11) integrantes de uma organização criminosa especializada na receptação de cargas de gêneros alimentícios roubados. Os autuados fazem parte de uma mesma família (pai e filhos) e são sócios proprietários da rede de supermercados Léo, em Goiânia

Leonardo Oliveira Fernandes, Leonardo Oliveira Fernandes Junior, Lucas Faria Fernandes e Wesley Henrique de Brito Araújo foram autuados durante a "Operação A Grande Família do Crime" pelos delitos de receptação qualificada, associação criminosa e sonegação fiscal.

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A investigação faz parte da força tarefa estabelecida entre a Polícia Civil, PRF e Sefaz. A atuação do fisco goiano foi determinante para as autuações, tendo os empresários sido multados com valores que se aproximam de um milhão de reais.

Nos átrios dos supermercados e num de seus depósitos, foram encontradas pelo menos cinco cargas roubadas nos últimos três meses em Brasília e Minas Gerais. Somadas, as cargas que foram roubadas ultrapassam o montante de um milhão e meio de reais.

Com informações de assessoria

Uma criança de nove anos denunciou o próprio avô - um aposentado de 72 - por estupro. Ele foi preso nessa quarta-feira (11), em Indiara, localizado no Sul de Goiás. A avó da vítima chegou a defender o marido e responsabilizar a menina.

Nas mensagens de áudio enviadas pela avó para a mãe da garota, ela diz ter ouvido relatos que a criança ficava “em riba” do avô e pedia dinheiro. Além disso, classificou a vítima como “muito fogueteira”, e enfatizou que “mulher que pede dinheiro para homem está querendo é outras coisas”, conforme o Último Segundo.

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Os estupros só foram descobertos após a menina assistir uma palestra sobre abuso na escola, ocorrida em agosto. Ela revelou à polícia que era violentada pelo avô há cerca de um ano. Ele se apresentou na delegacia do município e negou os abusos ao afirmar que as declarações são falsas, pontuou o delegado Daniel Moura.

 

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