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Torneio que reúne os oito melhores tenistas da temporada no fim do ano, o ATP Finals dará adeus a Londres como seu palco de disputas em 2020. A Associação dos Tenistas Profissionais anunciou nesta quarta-feira que o grande evento passará a ser realizado em Turim a partir de 2021 e ficará na cidade italiana pelo menos até 2025.

A competição ocorrerá dentro da Pala Alpitour, arena multiuso com capacidade para receber 15 mil pessoas e que foi inicialmente construída para ser o local das partidas de hóquei dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006. O local abrigou no ano passado partidas da fase de grupos e do estágio final do Mundial Masculino de Vôlei.

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Cinco cidades se candidataram a sede do ATP Finals neste período entre 2021 e 2025, entre as quais Londres, cuja O2 Arena, que conta com 20 mil lugares e recebe o badalado torneio desde 2009. As outras que perderam esta disputa para Turim foram Manchester, também na Inglaterra, Cingapura e Tóquio.

"Nossos parabéns a Turim por oferecer um projeto de candidatura tão abrangente e impressionante", afirmou o presidente da ATP, Chris Kermode, nesta quarta-feira, quando também destacou: "A Itália fornece para nós um dos mercados de tênis mais fortes e estabelecidos na Europa e tem um histórico comprovado de sediar eventos de tênis de nível internacional".

Realizado no mês de novembro, o ATP Finals conta sempre com duas disputas, sendo a principal delas envolvendo os oito melhores tenistas do ano, e outra entre as oito duplas de maior sucesso ao longo da temporada.

"O ATP Finals é o maior e mais prestigiado evento que nós temos na ATP. É um torneio que historicamente moveu-se e então estou muito empolgado para ver esta mudança para Turim a partir de 2021", afirmou o sérvio Novak Djokovic, atual líder do ranking mundial e cinco vezes campeão desta competição que fecha a temporada.

A Itália também abrigou recentemente o Next Gen Finals, outro torneio de final de ano no calendário e que foi criado para reunir os melhores tenistas da nova geração, com idade máxima de 21 anos. Este evento está programado para seguir ocorrendo em Milão pelo menos até 2021.

PRÊMIO RECORDE - A entidade que comanda o tênis profissional masculino mundial também confirmou que o ATP Finals contará com uma premiação recorde em 2021, quando serão distribuídos US$ 14,5 milhões (cerca de R$ 57,1 milhões, pela cotação atual).

A confirmação de Turim como próxima sede do grande evento que fecha o ano do tênis entre os homens ocorreu apenas três dias depois de o italiano Fabio Fognini conquistar o título do Masters 1000 de Montecarlo. E o anúncio, que representa um grande impulso para o tênis na Itália, também acontece duas semanas antes da realização do Masters 1000 de Roma.

E pesou para a escolha de Turim para ser sede do ATP Finals o fato de que o governo italiano prometeu investir 78 milhões de euros (aproximadamente R$ 344 milhões) por meio de um fundo destinado à competição, que é a última de uma série de grandes eventos esportivos que estão contando com o apoio financeiro do Estado.

15ª SEDE DIFERENTE - Angelo Binaghi, o presidente da Federação Italiana de Tênis, reconheceu que "não seria possível" garantir a realização do ATP Finals em Turim sem a ajuda governamental. E a cidade italiana vai se tornar a 15ª diferente a abrigar o torneio que reúne os melhores tenistas do ano ao final de uma temporada.

Inicialmente chamado de Masters Grand Prix, a competição ocorreu em sete sedes diferentes nos seus sete primeiros anos de disputa, entre 1970 e 1976, período em que estreou em Tóquio e depois passou por Paris, Barcelona, Boston, Melbourne, Estocolmo, Houston e Nova York. A última destas cidades norte-americanas depois foi o palco do torneio entre 1977 e 1989, sempre sendo realizado no ginásio Madison Square Garden.

Depois disso, o evento ganhou o nome de ATP Tour World Championships a partir de 1990, quando migrou para a Alemanha e ocorreu em Frankfurt até 1995 e em Hannover de 1996 a 1999. Em 2000, a competição voltou a mudar de nome e passou a ser chamada de Masters Cup. Naquele ano, o brasileiro Gustavo Kuerten triunfou com a conquista do título em Lisboa, superando Pete Sampras nas semifinais e André Agassi na decisão. E, de quebra, assumiu a liderança do ranking mundial com o feito.

Em seguida, Sydney (2001), Xangai (2002 e entre 2005 e 2008) e Houston (2003 e 2004) foram o local de disputas do grande torneio. E finalmente Londres se tornou a sede do ATP Finals em 2009, quando também ganhou o nome atual do evento. O maior campeão da história da competição é o suíço Roger Federer, com seis troféus.

O tenista Fabio Fognini conquistou o título mais importante de sua carreira, neste domingo, ao derrotar o sérvio Dusan Lajovic (48º do ranking) por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4, em 1h38, e se sagrar campeão do Masters 1000 de Montecarlo.

Na semifinal, o italiano, de 31 anos, 18º do ranking mundial, havia derrotado o espanhol Rafael Nadal, dono de 11 taças no torneio e não era derrotado na tradicional quadra de saibro de Mônaco desde a semifinal de 2015.

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Com o primeiro título em Masters 1000, Fognini deverá subir seis posições no novo ranking da ATP, que será divulgado nesta segunda-feira, alcançando a 12ª posição, a melhor de sua carreira de 622 jogos. O tenista soma oito títulos de ATP. Outro que jamais havia disputado uma final de Masters 1000, Lajovic vai subir 24 posições e aparecer como 24º do mundo, após 238 partidas disputadas na carreira.

Motivado pelo fato de não ter perdido nenhum set no torneio deste ano, Lajovic, de 28 anos, começou bem a partida e logo quebrou o saque de Fognini, ao fazer dois games a um. Mas a reação do italiano foi imediata.

Fognini devolveu a quebra de saque, somou outros quatro games na sequência e alcançou 5 a 2. Com tranquilidade, fechou o primeiro set em 6/3, graças ao ótimo aproveitando nas bolas do fundo da quadra, como já havia feito com Nadal.

O segundo set ganhou dramaticidade, quando Fognini acusou uma dor na coxa durante a disputa do quinto game. O atleta recebeu atendimento e permaneceu na disputa. Lajovic cometeu erro incrível ao executar um smash e viu Fognini abrir 4/2. Daí em diante, o italiano manteve o ritmo e obteve grande vitória.

Nas duplas, em uma partida bastante equilibrada, o título ficou para os croatas Nikola Mektic e Franko Skugor, que venceram os holandeses Robin Haase e Wesley Koolhof por 6/7 (3/7), 7/6 (7/3) e 11-9.

Soberano em Montecarlo, o espanhol Rafael Nadal teve de suar muito nesta sexta-feira para se classificar às semifinais do torneio monegasco jogado no saibro. Em um dos jogos mais difíceis dos últimos anos na competição, o atual vice-líder do ranking mundial sofreu, mas superou o argentino Guido Pella por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/1) e 6/3.

O espanhol, que não perdia mais de cinco games em uma partida em Mônaco desde 2017, vai disputar a semifinal do campeonato pela 14ª vez e busca seu quarto troféu consecutivo. O último a derrotar Nadal em Mônaco foi Novak Djokovic, nas semifinais de 2015. O adversário de número 2 do mundo sairá do vencedor do duelo entre o italiano Fabio Fognini e o croata Borna Coric.

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Maior vencedor de Montecarlo, com 11 títulos, Nadal teve dificuldades para vencer seu 71º jogo no torneio, o 18º seguido, sobretudo no primeiro set, em que teve de ir ao tie-break. Antes deste jogo, ele havia perdido apenas nove games nos últimos sets jogados contra Pella, 35 do mundo. Agredido, Nadal reagiu nos momentos mais difíceis e mostrou força ao quebrar sete dos 13 break points na partida.

Campeão do Brasil Open neste ano, Guido Pella teve chances preciosas de vencer a primeira parcial, mas vacilou e vacilar contra um dos melhores tenistas do mundo custa caro. Agressivo, o argentino encurralou Nadal no começo e chegou a abrir 4/1.

Além disso, Pella teve a chance de fechar o set quando liderava o placar por 6/5 com o saque a seu favor, mas sucumbiu diante do espanhol, que virou o placar e definiu a parcial no tie-break, fazendo 7/1.

A segunda parcial foi bem diferente, de modo que Nadal dominou do início ao fim e chegou a abrir 5/1 diante de um rival mais cansado, que até ofereceu alguma resistência, mas só foi suficiente para adiar o fechamento do set, definido em 6/3 pelo espanhol e, consequentemente, do jogo.

A brasileira Beatriz Haddad Maia está classificada às semifinais do Torneio de Bogotá. Nesta sexta-feira, a número 165 do mundo ficou 2 horas e 44 minutos em quadra para assegurar o triunfo de virada sobre a espanhola Sarra Sorribes Tormo, a 79ª colocada no ranking da WTA, por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (6/8), 6/2 e 6/3.

Como precisou disputar o qualifying para participar da chave principal do Torneio de Bogotá, Bia Haddad já acumula cinco vitórias consecutivas no evento colombiano. E se classificou para a segunda semifinal da sua carreira, sendo que em 2017 foi vice-campeã do Torneio de Seul, após perder a decisão para a letã Jelena Ostapenko.

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Curiosamente, naquele evento sul-coreano, Bia Haddad também derrotou Sorribes Tormo nas quartas de final, mas, naquela oportunidade, por duplo 6/4. Só que dessa vez o triunfo foi bem mais complicado, numa partida de 16 duplas faltas, sendo nove da tenista espanhola.

O primeiro set teve seis quebras de serviço, no terceiro e quarto games e também do sexto ao nono. A definição, então, ficou para o tie-break, quando Sorribes Tormo se deu melhor.

No segundo set, Bia Haddad conseguiu quebras de saque no primeiro, terceiro e quinto games. E ainda que não tenha sustentado o saque no segundo, não teve problemas para triunfar por 6/2.

O sete de desempate também foi cheio de quebras de serviço: seis nos nove games disputados. Foram quatro para Bia Haddad, no terceiro, quinto, sétimo e nono games, o que a levou a assegurar a vitória por 6/3 e a passagem às semifinais do Torneio de Bogotá.

A brasileira Beatriz Haddad Maia avançou nesta quarta-feira para as quartas de final do Torneio de Bogotá. Em duelo que chegou a ser interrompido pela chuva, a número 165 do mundo superou a eslovaca Anna Karolina Schmiedlova, 66ª colocada no ranking da WTA, por 2 sets a 0, com duplo 7/6, em 2 horas e 37 minutos.

Foi um jogo de muitas duplas faltas - 13, sendo oito cometidas por Bia Haddad. E também de muitos break points, sendo que a brasileira converteu três de dez, enquanto a eslovaca, que foi campeã no ano passado do evento colombiano, aproveitou três de nove.

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No primeiro set, Bia abriu 2/0, mas perdeu o saque na sequência. A brasileira converteu novo break point no sétimo game, vacilou no seu serviço quando poderia fechar a parcial, mas reagiu no tie-break, ganho por 7/3.

Já na segunda parcial, Bia largou novamente com 2/0, mas depois viu o duelo ser paralisado por mais de uma hora por causa da chuva. Novamente quando podia fechar a parcial - e o jogo - no nono game, perdeu o saque. Mas mais uma vez se deu melhor no tie-break, essa mais equilibrado, ganhando por 8/6.

Assim, depois de passar pelo qualifying com dois triunfos, Bia Haddad obteve a segunda vitória na chave principal do Torneio de Bogotá, se garantindo nas quartas de final. E o último triunfo foi sobre uma tenista com quem duelará na próxima semana na Fed Cup.

Também na Colômbia, mas pela chave de duplas, a brasileira Laura Pigossi e a mexicana Renata Zarazua foram eliminadas na primeira rodada com a derrota por duplo 6/4 para as romenas Irina Bara e Elena-Gabriela Ruse.

Em maio de 2018, antes de passar por uma cirurgia nas costas que a deixou de fora do circuito profissional por cerca de três meses, a tenista brasileira Beatriz Haddad Maia ocupava a 58.ª colocação do ranking da WTA, a sua melhor da carreira. Quase um ano depois, prejudicada pela perda de pontos decorrente da sua recuperação, a paulista entre nesta semana na 165.ª posição, em um ganho de 11 lugares na lista atualizada nesta segunda-feira. Seu sonho é voltar ao Top 100.

A subida no ranking se deve à campanha que teve no Torneio de Monterrey, no México. Bia Haddad conseguiu vencer três vezes pelo qualifying e entrou na chave principal, onde caiu na primeira rodada para a francesa Kristina Mladenovic. Nesta semana, a brasileira que está a 265 pontos da japonesa Misaki Doi, a atual 100.ª colocada do mundo, está jogando no saibro de Bogotá, na Colômbia.

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Entre as 10 primeiras colocadas da WTA, a única mudança foi a subida da ucraniana Elina Svitolina da sétima para a sexta colocação, ultrapassando a holandesa Kiki Bertens. A japonesa Naomi Osaka segue na liderança, com uma vantagem de 185 pontos para a romena Simona Halep, a segunda colocada. As checas Petra Kvitova e Karolina Pliskova vêm logo atrás.

Campeã em Charleston, nos Estados Unidos, a norte-americana pulou da 18.ª para a 14.ª posição. Um pouco à frente, em 12.º, está a dinamarquesa Caroline Wozniacki, derrotada pela tenista local na decisão. A outra vencedora desta semana, em Monterrey, no México, foi a espanhola Garbiñe Muguruza, que segue na 19.ª colocação.

MASCULINO - Em uma semana de pouca movimentação no ranking da ATP, apenas com a disputa de torneios em nível challenger, a liderança segue com o sérvio Novak Djokovic, com o espanhol Rafael Nadal, o alemão Alexander Zverev e o suíço Roger Federer na sequência.

A primeira mudança no Top 100 foi a subida do japonês Yoshihito Nishioka da 66.ª para a 64.ª posição. Quem mais galgou colocações foi o norte-americano Tennys Sandgren, que ganhou 12 lugares e está agora em 81.º.

Os brasileiros praticamente ficaram na mesma. Atual número 1 do País, o cearense Thiago Monteiro conseguiu ganhar um lugar na lista e agora é o 111.º do mundo. Segundo, o paulista Rogério Silva se manteve na 158.ª colocação.

Confira o ranking da WTA:

1.ª - Naomi Osaka (JAP) - 5.967 pontos

2.ª - Simona Halep (ROM) - 5.782

3.ª - Petra Kvitova (RCH) - 5.645

4.ª - Karolina Pliskova (RCH) - 5.580

5.ª - Angelique Kerber (ALE) - 5.220

6.ª - Elina Svitolina (UCR) - 5.020

7.ª - Kiki Bertens (HOL) - 4.640

8.ª - Sloane Stephens (EUA) - 4.386

9.ª - Ashleigh Barty (AUS) - 4.275

10.ª - Aryna Sabalenka (BIE) - 3.595

11.ª - Serena Williams (EUA) - 3.461

12.ª - Caroline Wozniacki (DIN) - 3.421

13.ª - Anastasija Sevastova (LET) - 3.145

14.ª - Madison Keys (EUA) - 3.011

15.ª - Anett Kontaveit (EST) - 2.845

16.ª - Qiang Wang (CHN) - 2.812

17.ª - Elise Mertens (BEL) - 2.800

18.ª - Julia Goerges (ALE) - 2.630

19.ª - Garbiñe Muguruza (ESP) - 2.525

20.ª - Belinda Bencic (SUI) - 2.515

165.ª - Beatriz Haddad Maia (BRA) - 350

355.ª - Carolina Alves Meligeni (BRA) - 115

442.ª - Gabriela Cé (BRA) - 69

447.ª - Luisa Stefani (BRA) - 66

Confira o ranking da ATP:

1.º - Novak Djokovic (SER) - 11.070 pontos

2.º - Rafael Nadal (ESP) - 8.725

3.º - Alexander Zverev (ALE) - 6.040

4.º - Roger Federer (SUI) - 5.590

5.º - Dominic Thiem (AUT) - 4.765

6.º - Kei Nishikori (JAP) - 4.200

7.º - Kevin Anderson (AFS) - 4.115

8.º - Stefanos Tsitsipas (GRE) - 3.240

9.º - Juan Martín Del Potro (ARG) - 3.225

10.º - John Isner (EUA) - 3.085

11.º - Marin Cilic (CRO) - 3.015

12.º - Karen Khachanov (RUS) - 2.810

13.º - Borna Coric (CRO) - 2.345

14.º - Daniil Medvedev (RUS) - 2.295

15.º - Milos Raonic (CAN) - 2.140

16.º - Marco Cecchinato (ITA) - 2.021

17.º - Nikoloz Basilashvili (GEO) - 1.930

18.º - Fabio Fognini (ITA) - 1.885

19.º - Gaël Monfils (FRA) - 1.875

20.º - Denis Shapovalov (CAN) - 1.820

111.º - Thiago Monteiro (BRA) - 524

158.º - Rogério Dutra Silva (BRA) - 338

226.º - Thomaz Bellucci (BRA) - 216

245.º - Guilherme Clézar (BRA) - 186

A norte-americana Madison Keys desbancou o favoritismo da dinamarquesa Caroline Wozniacki ao vencer a adversária por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/5) e 6/3, neste domingo, e faturou o título do Torneio de Charleston, nos Estados Unidos.

Cabeça de chave número 8 da competição e atual 18º tenista do mundo, Keys superou a jogadora da Dinamarca pela primeira vez no circuito da WTA, depois de ter sido derrotada pela rival no US Open de 2016 e no Torneio de Indian Wells de 2017, em dois eventos também realizados em solo norte-americano.

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Essa, porém, foi a primeira vez que elas mediram forças em uma quadra de saibro, na qual a tenista dos EUA levou a melhor após 1h46min de equilibrada partida com a ex-número 1 do mundo e hoje 13ª colocada do ranking da WTA.

Esse foi o quarto troféu conquistado por Keys na elite profissional feminina do tênis, sendo que em 2015 ela havia sido vice-campeã em Charleston ao ser batida na decisão pela alemã Angelique Kerber. Já Wozniacki fracassou em sua tentativa de ganhar a sua 31º taça de simples nesta que foi a sua terceira participação da final desta competição. Anteriormente, ela ficou com o título em Charleston em 2011, depois de ter amargado um outro vice-campeonato no torneio em 2009.

MONTERREY - Em outra decisão do tênis feminino realizada neste domingo, a espanhola Garbiñe Muguruza teve bem menos trabalho para se sagrar bicampeã do Torneio de Monterrey. Atual detentora do título do evento realizado em quadras duras no México, ela voltou a ficar com a taça ao contar com a desistência da bielo-russa Victoria

Azarenka, por motivo de lesão, quando vencia o segundo set por 3 a 1.

Antes disso, a atual 19ª colocada do ranking mundial já havia arrasado a adversária por 6/1 na primeira parcial. Azarenka, que já foi número 1 da WTA e hoje ocupa a 67ª posição, alegou dores na panturrilha da perna esquerda para abandonar a partida.

Esse foi o sétimo título de simples obtido por Muguruza no circuito profissional, enquanto a jogadora da Bielo-Rússia almejava o seu 21º troféu. E ela havia levado a melhor no único confronto anterior entre as duas, realizado em 2016, no Torneio de Miami.

Um dos principais nomes do tênis brasileiros nos últimos anos, João Souza, o Feijão, foi suspenso provisoriamente pela Unidade de Integridade do Tênis (TIU, na sigla em inglês), que investiga casos referentes a apostas e manipulação de resultados no esporte.

Com isso, segundo comunicado oficial divulgado pela entidade, o brasileiro "está proibido de competir ou mesmo comparecer a qualquer evento organizado ou reconhecido pelas entidades que comandam o tênis".

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O comitê não informou por quanto tempo João Souza ficará fora das quadras e nem o motivo específico da suspensão, mas disse que a punição entrou em vigor desde o dia 29 de março e está relacionada com violações ao Programa Anticorrupção do Tênis. Em 2016, o tenista chegou a admitir, em entrevista, que já havia recebido proposta para perder um jogo e que conhecia jogadores que entravam nesses esquemas de manipulação de resultados.

Atualmente, João Souza, profissional desde 2006, é o 404º do ranking da ATP e o 12º da lista da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês). Ele já chegou a figurar entre os 100 melhores da ATP em 2014 e 2015 e teve como melhor ranking da carreira o 69º lugar.

A última vez que o tenista entrou em quadra foi em uma partida do Challenger de Santiago, no Chile, no final de março. Na ocasião, perdeu para o argentino Facundo Arguello por 2 sets a 1 e foi eliminado do torneio.

O brasileiro tem 30 anos e entrou para a história da Copa Davis ao protagonizar o jogo mais longo da competição contra o argentino Leonardo Mayer, por quem acabou sendo derrotado por 3 sets a 2.

Em um duelo entre norte-americanas nesta sexta-feira, Madison Keys, a número 18 do mundo, conseguiu vencer pela primeira vez em quatro duelos a favorita e oitava colocada no ranking da WTA, Sloane Stephens por 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (8/6), 4/6 e 6/2, para avançar às semifinais do Torneio de Charleston.

Stephens não havia perdido sequer um set nos três duelos anteriores com Keys, sendo que um foi a final do US Open de 2017 e outro nas semifinais de Roland Garros no ano passado. Keys agora mediará forças com Monica Puig, de Porto Rico, em busca de uma vaga na final de domingo após a 63ª colocada no ranking aplicar 6/3 e 6/2 na norte-americana Danielle Collins.

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Campeã em Charleston em 2011, a dinamarquesa Caroline Wozniacki, a número 13 do mundo, se garantiu nas semifinais após aplicar um duplo 6/2 na grega Maria Sakkari, a 50ª colocada no ranking. A ex-número 1 do mundo vai encarar por uma vaga na decisão a croata Petra Martic (53ª), que superou a suíça Belinda Bencic (21ª) por 6/3 e 6/4.

NO MÉXICO - A espanhola Garbiñe Muguruza, a número 19 do mundo, deu mais um passo na defesa do seu título do Torneio de Monterrey ao se classificar nesta sexta-feira às semifinais com a vitória por 6/1 e 7/6 (7/5) sobre a francesa Kristina Mladenovic, a 66ª colocada no ranking. Sua próxima adversária vai ser a eslovaca Magdalena Rybarikova (71º), que aplicou um duplo 6/4 na norte-americana Sachia Vickery.

Número 5 do mundo, a alemã Angelique Kerber também está nas semifinais do evento mexicano após derrotar a belga Kirsten Flipkens, a 58ª colocada no ranking, por 6/2 e 6/4.

A quinta-feira foi de definição das quartas de final do Torneio de Charleston. Candidatas ao título do evento, as norte-americanas Sloane Stephens e Madison Keys e a dinamarquesa Caroline Wozniacki passaram de fase, enquanto a bielo-russa Aryna Sabalenka e a holandesa Kiki Bertens foram eliminadas.

Cabeça de chave número 1 e oitava colocada no ranking, Stephens bateu a australiana Alja Tomljanovic (39ª colocada no ranking da WTA), de virada, por 4/6, 6/4 e 6/4. Garantindo uma tenista dos Estados Unidos nas semifinais, sua próxima adversária vai ser a compatriota Keys (18ª), que bateu a letã Jelena Ostapenko (31ª) por 7/5 e 6/2.

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Número 10 do mundo, Sabalenka foi surpreendida ao perder para Monica Puig (63ª), de Porto Rico, por 6/2 e 7/5. Sua adversária nas quartas de final vai ser a norte-americana Danielle Collins.

A dinamarquesa Caroline Wozniacki, a número 13 do mundo, avançou nesta quinta ao vencer a romena Mihaela Burzanescu, a 30ª do ranking, por 6/4, 3/6 e 6/3. Sua oponente será a grega Maria Sakkari (50ª), algoz da holandesa Kiki Bertens, a número 6 do mundo, a quem bateu por 7/6 e 6/3.

O outro confronto das quartas de final do Torneio de Charleston vai ser entre a suíça Belinda Bencic e a croata Petra Matric.

MONTERREY - No Torneio de Monterrey, a Brasileira Luisa Stefani e a mexicana Giuliana Olmos foram eliminadas nas semifinais da chave de duplas com a derrota por duplo 6/4 para as norte-americanas Asia Muhammad e Maria Sanchez.

Pelo evento de simples, a espanhola Garbiñe Muguruza, a número 19 do mundo, se garantiu nas quartas de final ao derrotar a russa Margarita Gasaparyan, a 75ª colocada no ranking, por 6/3, 6/7 (1/7) e 6/2. Sua próxima rival será a francesa Kristina Mladenovic.

Depois de bater na trave em Indian Wells, há duas semanas, Roger Federer não desperdiçou neste domingo mais uma chance de levantar um troféu. O suíço venceu com facilidade o norte-americano John Isner por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/4, e se sagrou campeão do Masters 1000 de Miami pela quarta vez na carreira.

Isner, que defendia o título conquistado no ano passado, sofreu lesão no segundo set e quase abandonou a partida. No game final, apenas colocou a bola em quadra e Federer não perdeu a chance de sacramentar a conquista, a sua 28ª de nível Masters 1000. No total, o suíço chegou ao 101º troféu da carreira, sendo o segundo na temporada 2019.

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Para tanto, Federer voltou a fazer grande exibição na quadra dura de Miami, neste domingo. Vindo em uma crescente ao longo da competição, após ser batido na final em Indian Wells pelo austríaco Dominic Thiem, o suíço arrasou os rivais em seus últimos jogos e, diante de Isner, não foi diferente.

Nem mesmo o poderoso saque do adversário, de 2,08m de altura, intimidou o favorito. O atual número cinco do mundo, que voltará ao quarto posto na atualização do ranking na segunda-feira, começou o jogo quebrando justamente o serviço do tenista da casa. Sem sofrer qualquer ameaça ao seu saque, ele faturou mais duas quebras para vencer a parcial com tranquilidade, em apenas 24 minutos.

Esbanjando confiança, Federer manteve o nível no segundo set. Mas viu Isner equilibrar o duelo ao acertar mais o seu saque. Ao mesmo tempo, o suíço passou a cometer erros não forçados (foram apenas sete em todo o jogo, contra 16 do americano), praticamente inexistentes na primeira parcial.

E, quando o set parecia se encaminhar para um possível tie-break, Isner reclamou de dores no tornozelo esquerdo e recebeu atendimento médico em quadra. Ele voltou a sentir dores nos games e até ameaçou abandonar o jogo. Após novo atendimento médico, foi para o seu último game, aliviando no saque, apenas colocando a bola em jogo para finalizar o jogo, sem precisar abandonar. Chegou a salvar um match point, mas não evitou a derrota.

Federer terminou o jogo com 17 bolas vencedoras, contra 13 do americano, que vinha arrasando os rivais com o seu saque na competição até oscilar na final. Assim, o suíço levantou o troféu pela quarta vez em Miami, como fizera em 2005, 2006 e 2017.

O tenista de 37 anos, campeão em Dubai neste ano, é o único do circuito a somar dois títulos de nível ATP na temporada até agora. Desta forma, vai assumir na segunda a liderança do ranking do ano, que definirá os futuros classificados para o ATP Finals, no fim da temporada.

A tenista brasileira Beatriz Haddad Maia estreou com vitória no qualifying do Torneio de Monterrey, no México, neste sábado. Ela derrotou a mexicana Marcela Zacarias, convidada da organização, por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 6/4, em 1h25min de partida.

"O primeiro jogo em qualquer torneio é sempre difícil. A menina se defendeu muito bem, foi um jogo que volta muitas bolas. Foi fundamental eu sacar bem e ficar no jogo, aqui tem um pouco de altura. Tenho que confiar bastante no meu jogo", comentou Bia após vencer a 509ª do mundo.

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Número 1 do Brasil e 151ª do ranking, ela precisa vencer mais duas partidas para furar o quali e entrar na chave principal da competição mexicana, disputada em quadra dura e de nível International.

Sua próxima adversária será a venezuelana Andrea Gamiz, 351ª do mundo, que venceu na estreia a russa Yana Sizikova, por 6/4 e 6/1. Nos dois confrontos já realizados entre as duas tenistas, a brasileira levou a melhor.

O suíço Roger Federer teve trabalho apenas no primeiro set, nesta segunda-feira, para conseguir a sua classificação às oitavas de final do Masters 1000 de Miami, disputado em quadras rápidas nos Estados Unidos. Contra o sérvio Filip Krajinovic, apenas o 103.º colocado do ranking da ATP, o atual número 5 do mundo venceu por 2 a 0 - com parciais de 7/5 e 6/3, em 1 hora e 30 minutos.

Em Miami, Federer persegue a sua quarta conquista - foi campeão em 2005, 2006 e 2017. No ano passado, caiu logo na estreia para o australiano Thanasi Kokkinakis e agora já ganhou duas vezes. Na segunda rodada - foi "bye" na primeira, o suíço teve trabalho contra o moldavo Radu Albot.

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Em 2019, o ex-número 1 do mundo corre atrás de mais marcas importantes na carreira. Em fevereiro, conquistou o 100.º título da carreira no ATP 500 de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, está atrás somente do norte-americano Jimmy Connors, que tem 109. Na temporada são 14 vitórias e apenas duas derrotas - foi vice-campeão do Masters 1000 de Indian Wells, há 10 dias, e caiu ainda nas oitavas de final do Aberto da Austrália.

Nesta segunda-feira, a chuva voltou a atrapalhar a organização do Masters 1000 de Miami como aconteceu na última quarta - primeiro dia de disputas das chaves de simples. Além da vitória de Federer, dois jogos conseguiram ser finalizados.

Um deles foi a vitória do norte-americano Jordan Thompson sobre o búlgaro Grigor Dimitrov por 2 sets a 0, com um duplo 7/5 em 1 hora e 47 minutos de confronto. O outro marcou a classificação do sul-africano Kevin Anderson, número 8 do mundo, com o triunfo contra o português João Sousa por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/6 (8/6).

Nos Estados Unidos para a disputa do Masters 1000 de Miami, o tenista Roger Federer afirmou que não vai se importar se não alcançar o recorde de mais títulos conquistados na Era Aberta do tênis. O suíço soma 100 troféus, número inferior apenas ao do norte-americano Jimmy Connors, que tem 109.

"Estou feliz por chegar a 100 títulos, mas minha vida já estava preenchida sem os recordes que conquistei. O importante é estar saudável, poder atuar e minha família estar bem. Não há problema se eu parar de jogar sem quebrar a marca do Connors. Se chegar a hora de eu me aposentar, eu vou me aposentar", disse Federer em entrevista à Globo, veiculada neste domingo.

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Aos 37 anos, Federer chegou ao 100º título há três semanas, mais velho do que Connors. O norte-americano tinha 31 anos quando alcançou a marca de uma centena de troféus e 37 quando conquistou o último torneio dele na carreira, o Aberto de Tel Aviv, em Israel, em 1989.

Federer recebeu o convite de Guga, em vídeo gravado pelo brasileiro ex-número um do mundo, para vir ao Brasil disputar um torneio do ATP. O país é sede do Brasil Open (em São Paulo) e do Rio Open, ambos disputados no saibro. De acordo com o suíço, o tipo de piso é a principal razão para ele evitar essas competições.

"Para competir no Brasil, eu teria de jogar no saibro. Já tenho uma certa idade para fazer promessas", brincou Federer. "Na América Latina, só tem quadra dura em Acapulco (no México), mas não posso atuar lá porque tem torneio em Dubai na mesma semana. Então, se fosse jogar na América do Sul, seria só em partidas de exibição. É difícil estar em todo lugar ao mesmo tempo", explicou-se.

Sobre o convite de Guga para eles disputarem um torneio de duplas no Brasil, Federer entrou na brincadeira e cobrou o brasileiro. "Espero que ele esteja em boa forma. Ele é um grande amigo, uma pessoa maravilhosa. Mas a resposta ainda é a mesma. Uma partida de exibição seria possível", disse o suíço.

O sérvio Novak Djokovic começou bem a sua participação no Masters 1000 de Miami. Nesta sexta-feira, o número 1 do mundo venceu fácil o australiano Bernard Tomic, o 81º colocado no ranking da ATP, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/2) e 6/2, em 1 hora e 13 minutos.

Este foi o sexto triunfo de Djokovic em seis confrontos com Tomic. Agora, então, na terceira rodada em Miami, o sérvio terá pela frente o argentino Federico Delbonis, que passou pelo australiano John Millman por 7/5, 3/6 e 7/6 (7/2).

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Mesmo tendo entrado em quadra embalado pelo título conquistado em Indian Wells, o austríaco Dominic Thiem, o número 4 do mundo, foi eliminado logo na estreia no Masters 1000 de Miami ao perder nesta sexta para o polonês Hubert Hurkacz, o 54º colocado no ranking, por duplo 6/4, em apenas 1 hora e 17 minutos. Seu algoz agora terá pela frente o canadense Felix Auger-Aliassime, que fez 6/4, 4/6 e 6/0 no húngaro Marton Fucsovics.

O japonês Kei Nishikori, o número 6 do mundo, perdeu para o sérvio Dusan Lajovic, 44º colocado no ranking, por 2/6, 6/2 e 6/3, sendo eliminado em Miami. Agora, então, Lajovic terá pela frente o australiano Nick Kyrgios, número 33 do mundo, que venceu nesta sexta o casaque Alexander Bublik por 7/5 e 6/3

Número 9 do mundo, o norte-americano John Isner bateu o italiano Lorenzo Sonego por duplo 7/6 e agora terá pela frente o espanhol Albert Ramos Viñolas. O canadense Raonic, 14º colocado, avançou por W.O. por causa da desistência do alemão Maximilian Marterer, 101º colocado. O britânico Kyle Edmund, número 22 do mundo, derrotou o bielo-russo Ilya Ivashka (6/3 e 6/2) e será o próximo oponente de Raonic.

Depois de furar o qualifying do Masters 1000 de Miami, o brasileiro Thiago Monteiro foi eliminado nesta quinta-feira pelo australiano Bernard Tomic em sua estreia na chave principal do torneio norte-americano realizado em quadras duras. O tenista acabou sendo batido por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/1, em apenas 1h05min, e com isso também perdeu a chance que poderia ter de enfrentar o sérvio Novak Djokovic, líder do ranking mundial, na segunda rodada da competição.

Hoje na 117ª posição da ATP, Monteiro enfrentou Tomic, o 81º, pela primeira vez no circuito profissional. Ele chegou a quebrar por uma vez o saque do australiano no set inicial, mas o seu oponente aproveitou duas das três chances que teve de ganhar games no serviço do brasileiro para garantir a vantagem de 6/4.

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Já na segunda parcial, o brasileiro não conseguiu converter nenhum dos quatro break points cedidos por Tomic, que foi feliz nas duas oportunidades que teve de quebrar o saque do tenista cearense para aplicar o 6/1 que liquidou a partida.

Assim, o jogador da Austrália avançou para encarar Djojovic, que abrirá a sua campanha direto na segunda rodada como principal cabeça de chave do evento norte-americano. Antes da derrota sofrida nesta quinta-feira, Monteiro havia superado o polonês Kamil Majchrzak, 154º da ATP, e o sul-africano Lloyd Harris, o 96º do ranking, no qualifying.

Essa foi a quarta participação de Monteiro na chave principal de um Masters 1000, sendo que nas três anteriores, em 2017, ele também caiu nas estreias em Indian Wells, Roma e justamente em Miami.

OUTROS JOGOS - Outro tenista sul-americano que furou o qualifying deste importante torneio norte-americano e caiu na primeira rodada da chave principal nesta quinta-feira foi o uruguaio Pablo Cuevas, 85º colocado da ATP. Ele foi superado pelo sérvio Dusan Lajovic, o 44º do mundo, por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 6/7 (6/8) e 6/3.

Com o triunfo, Lajovic se credenciou para encarar na segunda rodada o japonês Kei Nishikori, quinto cabeça de chave, que abrirá a sua campanha na segunda rodada.

Quem também conheceu o seu rival de estreia em Miami nesta quinta-feira foi o suíço Roger Federer, quarto pré-classificado e vice-campeão do Masters de Indian Wells no último domingo. Trata-se do moldávio Radu Albot, 46º do ranking, que na primeira rodada contou com a desistência do australiano Matthew Ebden, por lesão, quando vencia o segundo set por 3 a 2, após ter aplicado um "pneu" (6/0) no adversário na parcial inicial.

Já o primeiro rival do norte-americano John Isner, sétimo cabeça de chave, será o italiano Lorenzo Sonego, que em outro duelo do dia passou pelo eslovaco Martin Klizan por 6/4 e 6/3 em sua estreia. O croata Marin Clic, nono pré-classificado, abrirá a sua campanha na segunda rodada contra o russo Andrey Rublev, que saiu do qualifying e nesta quinta superou o japonês Taro Daniel por 2 sets a 1, com 3/6, 6/3 e 6/4.

O austríaco Dominic Thiem fez por merecer, neste domingo, a conquista do maior título da sua carreira. Na decisão do Masters 1000 de Indian Wells, o número 8 do mundo teve grande atuação e superou de virada o suíço Roger Federer, hoje o quarto colocado no ranking da ATP, por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/3 e 7/5, em 2 horas e 2 minutos, para assegurar o troféu do evento nos Estados Unidos.

Especialista em quadras de saibro, Thiem venceu o primeiro Masters 1000 da sua carreira logo em um torneio realizado no piso duro. E agora passa a acumular 12 troféus na sua carreira. Além disso, abriu vantagem de 3 a 2 no confronto direto com Federer.

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O suíço buscava o 101º título da sua carreira, sendo o 28º Masters 1000 e o sexto em Indian Wells, o que seria um recorde. Mas perdeu a decisão do evento pelo segundo ano seguido, sendo que em 2018 o campeão foi o argentino Juan Martin del Potro.

Federer até iniciou bem na tentativa de alcançar o objetivo. O suíço abriu 3/0 no primeiro set, viu Thiem devolver a quebra de serviço, mas ainda converteu mais um break point para fechar a parcial em 6/3.

No segundo set, Federer desperdiçou dois break points no terceiro game. E isso custou caro, pois Thiem conseguiu quebra de serviço na sequência, depois abrindo 4/1. Assim, não teve problemas para devolver o placar de 6/3, forçando a realização de um set de desempate.

Federer voltou a ter a chance de abrir vantagem na terceira parcial, mas falhou em break point no oitavo game. E Thiem aproveitou novamente a sua chance, no 11º. Depois, confirmou o saque para celebrar a maior conquista da sua carreira, aos 25 anos, após perder as duas decisões anteriores de Masters 1000 que havia participado.

O espanhol Rafael Nadal abandonou o Masters 1000 de Indian Wells antes das semifinais por causa de uma lesão no joelho. O número 2 do mundo estava previsto para enfrentar Roger Federer neste sábado, mas optou por desistir da sequência do torneio, o que garantiu a passagem do suíço por W.O. para a decisão de domingo.

Nadal reclamou de dores no joelho direito durante o segundo set do seu triunfo por duplo 7/6 sobre o russo Karen Khachanov, o 13º colocado no ranking da ATP, na sexta-feira, pelas quartas de final. Por causa disso, solicitou atendimento médico duas vezes e teve colocada uma fita adesiva nas proximidades do local lesionado.

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Neste sábado, o espanhol tentou treinar por cerca de 15 minutos, mas logo deixou a quadra no complexo onde o torneio é realizado com a cara fechada. Decepcionado, Nadal anunciou a sua decisão de não atuar nas semifinais em entrevista coletiva no mesmo dia em que entraria em ação.

O espanhol também definiu que não voltará a jogar antes do Masters 1000 de Montecarlo, evento realizado em quadras de saibro e marcado para o meio de abril, desistindo, portanto, do Masters 1000 de Miami, que vai ser realizado na próxima semana. A sua programação também inclui o Torneio de Barcelona e os Masters 1000 de Madri e Roma, até a chegada em Paris para Roland Garros.

A partida deste sábado seria o 39º confronto entre Nadal e Federer, que avançou à final de domingo, quando buscará o sexto título, um recorde, do Masters 1000 de Indian Wells. Será a terceira final seguida do suíço, hoje o numero 4 do mundo, nesse evento, sendo que ele foi vice-campeão no ano passado e ficou com o título em 2017. O seu rival vai sair do duelo entre o austríaco Dominic Thiem e o canadense Milos Raonic.

Marcelo Melo e Lukasz Kubot garantiram vaga nesta sexta-feira na primeira final da dupla em 2019. E não foi uma vitória qualquer. Brasileiro e polonês derrotaram o sérvio Novak Djokovic, atual número 1 do mundo em simples, e o italiano Fabio Fognini, outro especialista em simples, por 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (7/5), 2/6 e 10/6, em 1h40min.

O grande triunfo levou a dupla à final do Masters 1000 de Indian Wells, um dos torneios mais tradicionais do circuito, nos Estados Unidos. Na decisão, marcada para este sábado, Melo e Kubot vão encarar o croata Nikola Mektic e o argentino Horacio Zeballos, que eliminaram o austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic por 7/6 (7/3) e 7/6 (7/3).

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A depender dos rivais, Melo e Kubot terão trabalho no sábado. Os adversários, além de eliminarem a dupla cabeça de chave número três, despacharam também os principais favoritos ao título, os franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut, atuais número 3 e número 4 do mundo no ranking das duplas.

A dupla do brasileiro, contudo, chegará à final com a confiança em alta após eliminarem Djokovic. Mais experientes em competições de duplas, Melo e Kubot venceram mesmo sofrendo três quebras de saque e obtendo apenas uma sobre os rivais. A irregularidade, principalmente no segundo set, foi compensada pela precisão nos momentos mais importantes do jogo.

O triunfo marca o melhor resultado da dupla na temporada até agora. Melo disputa apenas o quarto torneio do ano, sem contar a participação na fase qualificatória da Copa Davis. E ainda não havia passado das quartas de final. Com o mesmo retrospecto, Kubot disputa sua quinta competição no ano - este em dois torneios no início do ano com Zeballos, justamente o rival deste sábado, enquanto Melo se recuperava de lesão nas costas.

Mesmo demonstrando dores no joelho direito, o espanhol Rafael Nadal surpreendeu nesta sexta-feira ao derrotar o russo Karen Khachanov por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/2) e 7/6 (7/2), em 2h16min. Com o triunfo, Nadal se credenciou para o "clássico" com o suíço Roger Federer na semifinal do Masters 1000 de Indian Wells, nos Estados Unidos.

Os dois maiores campeões de Grand Slam da história vão se enfrentar neste sábado pela 39ª vez no circuito. O duelo não acontece desde 2017, e o suíço vem de cinco vitória consecutivas sobre o seu maior rival. No geral, Nadal segue liderando, com 23 triunfos, contra 15 de Federer.

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Atual número quatro do mundo, o suíço venceu mais cedo, nesta sexta, o polonês Hubert Hurkacz em sets diretos. Ele é o atual vice-campeão do tradicional torneio norte-americano. A outra semifinal vai reunir o austríaco Dominic Thiem e o canadense Milos Raonic.

Para fazer mais um clássico do tênis mundial, Nadal precisou superar dois adversários nesta sexta. O primeiro era, claro, o próprio Khachanov, campeão do Masters de Paris, sobre o sérvio Novak Djokovic, em novembro do ano passado. O outro era a dor no joelho direito, o mesmo que o fez desistir da semifinal do US Open da temporada passada.

Sem demonstrar dores no primeiro set, o espanhol começou mal ao sofrer uma quebra de saque logo no primeiro game da partida. No sexto game, ele devolveu a quebra e empatou em 3/3. Num duelo equilibrado, acabou superando o russo no tie-break.

Na segunda parcial, Nadal pediu atendimento médico em quadra ao fim do terceiro game. Mas, mesmo com dores, quebrou o saque do russo no quinto game: 3/2. Desgastado, o espanhol passou a acelerar o jogo, tentando encurtar a disputa dos pontos. Do outro lado, Khachanov apostava nas deixadinhas para forçar Nadal a correr pela quadra, exigindo mais do seu joelho.

A partida seguia equilibrada, apesar das dores sofridas pelo favorito. Pressionado no seu serviço, salvou break points na sequência e viu o russo hesitar. Khachanov desperdiçou um set point e facilitou a vida de Nadal, levando o duelo para novo tie-break, novamente dominado pelo vice-líder do ranking.

O espanhol terminou o jogo com 25 bolas vencedoras, contra 36 do rival. E 16 erros não forçados, diante de 32, o dobro, do russo, atual 13º do ranking. Apesar da eliminação, o tenista da Rússia deve ganhar uma posição na lista da ATP a ser atualizada na próxima segunda-feira.

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