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Nenhum treinador em atividade hoje, em Pernambuco, comandou mais times do que Pedro Manta, 57 anos, 33 deles no futebol. Só aqui no estado, foram 14. Segue a lista: Salgueiro, Ypiranga, Serrano, Vitória, Araripina, Petrolina, Serra Talhada, Pesqueira, Porto, Afogados, Belo Jardim, Retrô, Cabense e América.

São seis acessos no currículo. Da Série A2 para A1 com Vitória, América, Araripina, Afogados, Petrolina e Retrô, esse ano. Com o Sport, como auxiliar, tem ainda o vice-campeonato brasileiro da Série B em 2006. Para 2020, de volta ao Afogados, onde terminou em 3º no Pernambucano 2019, Manta projeta um ano que vem melhor ainda.

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“Temos uma boa expectativa, pelo calendário que a gente conseguiu. Copa do Brasil é um momento que o clube tem que ser atrevido, pois não tem nada a perder. A Série D dá um espaço melhor para a equipe crescer. Estamos montando um time forte, isso foi uma coisa que me fez voltar, essa boa estrutura. Algumas contratações estão sendo feitas para que o grupo ganhe mais cancha, experiência e seja mais cascudo”, disse.

O calendário que Manta tanto comemora começou a se desenhar nas quartas de finais do estadual desse ano, quando o Afogados eliminou o Santa Cruz, em pleno Arruda, nos pênaltis, após um 1 x 1 no tempo normal .Para ele, esse feito inédito para o time sertanejo também foi o mais memorável da sua carreira de técnico.

“A conquista mais importante, pra mim, foi a gente ter tirado o Santa Cruz esse ano. Jogamos melhor e podíamos ter ganho nos 90 minutos. Tinha jogador que estava de mala pronta no ônibus para ficar no Recife, pois o clube já tinha até pago o elenco e dado férias. Não se achava que a gente passaria. Aí eu usei isso para motivar o time. Ganhamos e tivemos mais 17 dias de trabalho até a decisão do terceiro lugar”, relembra.

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Andarilho do futebol

Com tantos clubes na carreira, sobretudo no interior do Nordeste, Pedro Manta é o que pode ser chamado de “andarilho do futebol”. Para ele, não há como fugir dos “ossos do ofícios” e revela um lado ruim do cargo.

“É um sacrifício. Futebol, para muitos, aparece só o topo da montanha, mas embaixo é luta, é perseverança, longe da família, longe do lazer. Por exemplo, as formaturas dos meus filhos não pude estar presente, poucas festas participei, em virtude da profissão, de toda essa entrega. É uma vida solitária. Não vou dizer que me preparei, mas me acostumei e a gente entende que é dessa forma que funciona”, conta.

Amizade com Givanildo

Pedro Manta também já foi auxiliar técnico. E seu padrinho é ninguém menos que Givanildo Oliveira, um dos maiores treinadores do estado. “É uma cara que gosto muito. Trabalhei com ele no Athletico Paranaense, no Sport e no Santa Cruz. Tenho uma relação muito boa. Sempre nos falamos, trocamos ideias, ele é muito experiente. Tem um jeitão, mas tem um grande coração. É um cara vencedor, com títulos e acessos”, elogia.

Times do Recife

Apesar da longa estrada e de passagens pela comissão técnica de grande clubes, Manta nunca chegou a comandar um time do Recife. Para ele, existe um certo tipo de receio de não se dar chance a treinadores da terra.

“Existem bons profissionais no estado, como Dado Cavalcanti, Roberto Fernandes e Sérgio China, por exemplo. Não vou usar a palavra preconceito, mas acho que nossos dirigentes preferem trazer de fora, porque tira a responsabilidade deles. Nossa própria imprensa não ajuda o ‘de casa’, acha sempre que estamos fora do contexto”, desabafou.

“A gente tem uma mania de valorizar o que vem de fora. A gente se prepara, o livro que vende lá no Sul vende aqui também. Se o diretor colocar alguém daqui, ele não aguenta a pressão. Acho um absurdo. E isso a gente vai sendo desvalorizado. Tem hora que a gente fica chateado, é injusto, mas eu tiro como incentivo. Sigo trabalhando contra essa mentalidade arcaica, não me culpo”, garante.

Sem contar com o zagueiro Paulão, expulso no empate sem gols diante do Fluminense, e o volante Juninho, por questões contratuais, o Fortaleza enfrenta o Bahia neste domingo, às 16 horas, no Castelão, em clima de festa. A torcida prometeu lotar o estádio e a realização de um mosaico, em homenagem à boa campanha do clube no Campeonato Brasileiro, conquistando pela primeira vez em sua história uma vaga na Copa Sul-Americana.

"O torcedor compreende o esforço desse time, a dedicação. Espero um Castelão lotado. O feito que esse time conseguiu não era esperado pela grande maioria. Recebemos a menor cota de TV, pagamos em dia, o que esses atletas fizeram é motivo de orgulho. Colocaram a equipe no patamar sul-americano. Essa conquista tem um valor inestimável. Essa torcida foi quem segurou a nossa equipe na Série A", disse Rogério Ceni.

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Para o duelo contra o Bahia, Rogério Ceni deverá promover a entrada de Adalberto, ao lado de Quintero, no sistema defensivo. Já Gabriel Dias é o favorito para o lugar de Juninho, que pertence ao clube baiano. De resto, o time será o mesmo que empatou por 0 a 0 com o Fluminense.

"O trabalho foi deixar os jogadores focados para o jogo contra o Bahia, principalmente após o objetivo conquistado. Será um jogo dificílimo, mas vamos com a intenção de nos despedir com vitória no Castelão, que coroará um trabalho realizado com sucesso", concluiu o treinador.

O Fortaleza vem de seis jogos sem derrotas. O time cearense teve o último revés em 6 de novembro, contra o Corinthians, por 3 a 2, no Itaquerão. Na tabela, é o nono colocado, com 50 pontos, contra 54 do Internacional, o último classificado à Libertadores.

A exemplo do cenário nacional, a composição do valor de mercado das grandes estrelas internacionais é formada por fatores que se localizam dentro e fora de campo. Nesse contexto, especialistas em Economia do Esporte apontam que dois craques internacionais ficaram em lados opostos em 2019 em relação à construção de imagem: Neymar e Cristiano Ronaldo.

"Não há dúvidas de que Neymar é um exemplo negativo e Cristiano Ronaldo é um nome positivo em relação à valorização no mercado em 2019", opina Raquel Duarte Hadler, professora de Marketing Esportivo da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas. "Do ponto de vista mercadológico, vamos fatores podem contribuir para a valorização de um atleta. A atuação em campo é central. Mas não é apenas nisso. É preciso olhar o contexto, inclusive a vida pessoal. Se for carismático, com posições firmes e valores morais alinhados com o público, o jogador pode se valorizar. Carisma, reputação e a imagem construída também influenciam no valor de um atleta", diz a especialista.

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Neymar sofreu com lesões seguidas, teve atuações irregulares ao longo da temporada e enfrentou até uma acusação de estupro que acabou arquivada pelo Ministério Público brasileiro. Por conta disso, ele perdeu R$ 277 milhões de valor de mercado, de acordo com um estudo feito pelo Centro Internacional de Estudo do Esporte (CIES), organização independente de pesquisa com sede na Suíça.

Por outro lado, Cristiano Ronaldo conseguiu transferir grande parte de sua visibilidade e apelo mercadológico do Real Madrid para o Juventus, seu novo clube, desde 2018. "Cada vez mais os clubes analisam também a capacidade que o atleta tem de gerar resultado financeiro, além do esportivo: a chegada do Cristiano Ronaldo à Juventus, por exemplo, gerou venda de mais de 520 mil camisas do clube em três dias. Inversamente, um jogador com histórico de comportamento ruim fora de campo tem seu valor depreciado no mercado, já que pode gerar impactos negativos à imagem do seu clube", opina Fernando Trevisan, criador de cursos e eventos na área de gestão esportiva.

Pedro Daniel, diretor executivo da Ernst & Young, também cita o exemplo do jogador português. "A Juventus teve uma valorização de marca, com impacto nas mídias sociais e posicionamento. Isso é muito importante para um clube", opina.

VALORES ALTOS - Outro ponto de consenso entre estudiosos é que os jogadores serão cada vez mais valorizados. A última janela de transferências na Europa, entre julho e setembro, novamente alcançou valores bilionários. Só as dez maiores contratações movimentaram quase R$ 25 bilhões.

"A transação do Neymar foi o ponto de inflexão no mercado de transferências, pois trouxe valores que até então não eram cogitados para essas transações. Com o fortalecimento financeiro dos clubes europeus e a necessidade de contarem com estrelas em seus planteis, o mercado continuará aquecido e os valores globais gastos na aquisição de atletas continuarão anualmente aumentando", opina o advogado Eduardo Carlezzo, especialista em Direito Desportivo.

"O alcance da imagem de um grande jogador tem crescido na medida em que o futebol de aproxima da indústria do entretenimento, o que aumenta o potencial de geração de receita do atleta e do clube. Assim, tudo parece indicar que em breve teremos novas quebras de recorde", diz Trevisan.

Corinthians e Fluminense se enfrentam neste domingo, às 16 horas, na arena em Itaquera, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. O time alvinegro já está classificado para a fase preliminar da Copa Libertadores, e a equipe carioca luta para garantir uma vaga na Sul-Americana.

O Corinthians está em sétimo lugar, com 56 pontos, dois a mais do que o Internacional. Ou seja, a equipe terminará o Brasileirão 2019 na sétima ou oitava colocação. Já o Fluminense está em 14º lugar, última posição que garante a ida para a Sul-Americana. O Botafogo está a apenas um ponto e pode roubar o seu lugar.

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O jogo contra o Fluminense marcará a despedida do técnico interino Dyego Coelho, que voltará aos juniores do Corinthians em 2020. Tiago Nunes foi contratado para a próxima temporada e já planeja a montagem do elenco com a diretoria.

Coelho completou sete jogos pela equipe principal, com três vitórias, dois empates e duas derrotas. Para a partida contra o Fluminense, as dúvidas na equipe são o lateral-esquerdo Danilo Avelar (problema no ombro esquerdo) e o meia-atacante Pedrinho lesão na panturrilha direita). Baixa certa será o atacante Clayson, que recebeu o terceiro cartão amarelo na vitória sobre o Ceará por 1 a 0 na última quarta-feira.

Apesar de o jogo não valer mais nada para o Corinthians, o goleiro Cássio, um dos líderes da equipe, pediu aos companheiros para fechar o ano com imagem positiva. "Temos que fazer nosso melhor, estaremos na frente da nossa torcida. Espero um público bom e seria legal terminar com uma vitória. Foco é terminar bem e sair feliz para as férias", opinou.

Já rebaixado há várias rodadas, o Avaí se despede do Campeonato Brasileiro neste domingo, às 16 horas, quando recebe o Athletico-PR, na Ressacada. Na última quinta-feira (5), o time do técnico interino Evando Camillato foi derrota pelo Flamengo por 6 a 1, com uma equipe repleta de atletas da base.

Dos 20 relacionados, 11 eram oriundos das categorias de base do clube, e sete estiveram em campo. Esse número deve aumentar ainda mais na despedida da competição. O lateral Lourenço, autor do único gol do Avaí no Maracanã, está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Por outro lado, o meia João Paulo e o lateral Léo retornam após cumprirem suspensão. Léo deve assumir a vaga de Lourenço.

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Outra dúvida é o goleiro Vladimir, que sofreu uma pancada no ombro e ainda será reavaliado pelo departamento médico. Se ele não tiver condições, Lucas Frigeri entrará no seu lugar. É bem provável, porque está praticamente certo que Vladimir voltará para o Santos e, portanto, está fora dos planos para 2020.

Sem confirmar a equipe, Evando explicou que pretende seguir dando oportunidade aos jovens, a exemplo do que fez contra o Flamengo, mas não confirmou a escalação titular. "Com certeza vamos dar oportunidade aos garotos. Fico feliz de colocar atletas da base em jogos como esses para que eles ganhem mais rodagem e experiência. Vamos analisar com calma a situação de cada um e montar um time para fazer um bom jogo contra o Athletico", afirmou o treinador.

O Estudiantes de La Plata, clube quatro vezes campeão da Copa Libertadores, apresentou neste sábado seu novo reforço: o volante Javier Mascherano, de 35 anos, que estava jogando no Hebei Fortune, da China.

O ex-jogador do Corinthians, que fez fama na Europa atuando pelo Liverpool e pelo Barcelona, foi recebido por milhares de torcedores no estádio do Estudiantes e recebeu a camisa do clube das mãos de Juan Sebastián Verón, seu ex-companheiro na seleção argentina e atual presidente da agremiação de La Plata.

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Embora tenha sido formado pelo River Plate, o único clube que defendeu em seu país, Mascherano afirmou neste sábado que só voltaria à Argentina se fosse para jogar no Estudiantes. "É um dia muito especial para mim. Eu assumo esse desafio com muita vontade de viver momentos lindos", disse o volante.

Verón também se mostrou bastante emocionado com a chegada a seu clube de um jogador com tanta história no futebol. "Trata-se de um dia muito importante para toda a família do Estudiantes. Ter Javier no clube, pelo que ele representa não só como jogador e profissional, mas como pessoa, é um orgulho e um prazer", afirmou o presidente.

Segundo Verón, Mascherano ainda não assinou contrato com o Estudiantes, o que deverá ser feito em breve. O ex-meia diz que o fato de o volante ter aceitado participar da apresentação sem ter um compromisso assinado é uma prova de seu caráter.

A Chapecoense novamente sofrerá com desfalques no Campeonato Brasileiro. Para o duelo contra o Vasco, na despedida do time da Série A, o clube catarinense perdeu mais três jogadores. São eles: Renato Kayzer e Gustavo Campanharo, vetados pelo departamento médico, e Amaral, liberado para resolver problemas particulares. Isso sem contar o técnico Marquinhos Santos, que se despediu após a vitória por 3 a 0 sobre o CSA.

Com isso, o interino Emerson Cris trabalhou com a equipe nos últimos dias. Ele ganhou dois reforços para o duelo. O zagueiro Douglas cumpriu suspensão automática e a tendência é que forme dupla defensiva com Maurício Ramos, que fez uma de suas melhores partidas com a camisa da Chapecoense frente ao Ceará.

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A outra novidade é o lateral Roberto. Ele treinou normalmente, após se recuperar de lesão, e deverá aparecer entre os titulares, com Eduardo, mesmo após declarações polêmicas, na direita. Elicarlos e Arthur Gomes são as outras alterações em relação ao duelo contra o clube alagoano.

"Estou aqui para ajudar. Vamos colocará o que tem de melhor para o jogo contra o Vasco. Temos que terminar o Brasileirão com dignidade, com a cabeça erguida, pensando em dar a volta por cima na próxima temporada. Encerrar com vitória deixaria a dor do rebaixamento menos dolorosa", falou o treinador.

A Chapecoense entra na última rodada na penúltima colocação do Brasileirão, com 31 pontos. O Ceará, primeiro time fora da zona de rebaixamento, tem 38. O time catarinense soma sete vitórias, dez empates e 20 derrotas no torneio.

Os jogadores do Cruzeiro pisarão no gramado do Mineirão na tarde deste domingo (8) com uma missão espinhosa: evitar o primeiro rebaixamento para a Série B da história do clube. Para isso, será preciso derrotar o Palmeiras, às 16h, e ainda torcer por uma derrota do Ceará para o Botafogo, no mesmo horário, no Rio. Essa é a única combinação de resultados que salva o clube mineiro da degola.

Caso se confirme, o rebaixamento será a consequência desastrosa de uma temporada caótica para o clube. Os primeiros meses foram bons, mas mostraram-se enganosos. Ao longo de 2019, o Cruzeiro viveu um processo de decadência que, não por coincidência, começou com uma denúncia de corrupção de dirigentes celestes.

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O título do Campeonato Mineiro e a boa campanha na fase de grupos da Libertadores fizeram o time cruzeirense ser muito elogiado no início do ano, mais precisamente até o mês de abril. Em maio, começaram os problemas. Uma investigação da Polícia Civil resultou em uma denúncia de transações irregulares e uso de empresas de fachada para ocultar crimes cometidos dentro do clube. Isso gerou enorme instabilidade na equipe e não demorou para que os maus resultados aparecessem.

Após a Copa América, o Cruzeiro foi eliminado da Libertadores pelo River Plate e da Copa do Brasil pelo Internacional. A campanha no Brasileirão foi ruim desde o início, mas no clube sempre prevaleceu a certeza de que quando a equipe se dedicasse com afinco à competição, as vitórias surgiriam. Mas não surgiram.

A troca de Mano Menezes, bicampeão da Copa do Brasil, por Rogério Ceni resultou em um desastre. O jovem técnico não conseguiu domar as "feras" do elenco, especialmente Thiago Neves, e durou pouco no cargo. A seguir, chegou o veterano Abel Braga, muito mais agradável para os atletas, mas o carioca não foi capaz de tirar o Cruzeiro do buraco.

A três rodadas do fim, chegou Adilson Batista, antigo ídolo da torcida celeste. E, por enquanto, não adiantou nada. O Cruzeiro só chegou à última rodada com chance de escapar do rebaixamento porque o Ceará perdeu para o Corinthians na quarta-feira, mas agora quer aproveitar o "presente" que ganhou do concorrente. O treinador, porém, não terá Edilson, Egídio e Ariel Cabral, todos suspensos, e Robinho, machucado. Apesar disso, ele acredita naquilo que chama de milagre.

"Milagre existe, e a gente precisa acreditar. Tempo para treinar não tem. Você precisar recuperar os jogadores, o lado emocional é muito importante. É repouso e conversa para que a gente faça um grande jogo e vença o Palmeiras. É o que nos resta. O torcedor vai colocar a bola para dentro no domingo", disse o treinador.

A lesão sofrida pelo meia Robinho na derrota do Cruzeiro para o Grêmio, na noite de quinta-feira, em Porto Alegre, foi bem mais grave do que se imaginava. Neste sábado, o clube anunciou que o jogador terá de ser submetido a uma cirurgia no joelho esquerdo e poderá ficar até seis meses sem jogar.

Robinho sofreu a lesão em uma dividida com Paulo Victor, goleiro do Grêmio. Segundo o médico do Cruzeiro, Sérgio Campolina, o joelho do jogador foi afetado em dois lugares, o que tornou o caso bastante delicado.

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"O Robinho passou hoje (sábado) por uma ressonância magnética, que possibilitou a confirmação da lesão do ligamento colateral medial total, que é uma lesão de grau três", explicou o médico. "Além desse caso, o atleta apresentou uma lesão de um outro ligamento que estabiliza a patela, o osso anterior ao joelho, sendo que ambas são lesões cirúrgicas."

A data da cirurgia ainda não foi marcada. Embora o médico diga que não é possível estabelecer um prazo exato para a recuperação, já se sabe que Robinho não estará pronto para jogar futebol antes de abril do ano que vem.

"Não iremos definir ainda o prazo de recuperação, pois está muito ligado ao ato cirúrgico, mas será um prazo menor do que o praticado em uma cirurgia de ligamento cruzado anterior. Imagino que o Robinho poderá ser liberado entre os próximos quatro a seis meses."

A ausência de Robinho é mais um problema para o técnico Adilson Batista para o jogo decisivo deste domingo contra o Palmeiras, no Mineirão, às 16h. Além do meia, o treinador também não terá os laterais Edilson e Egídio e o volante Ariel Cabral, todos suspensos.

Para o Cruzeiro escapar do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, só há uma combinação possível: vitória sobre o Palmeiras e derrota do Ceará para o Botafogo, no mesmo horário, no Engenhão.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) comunicou neste sábado que a Justiça estadual determinou que o duelo entre Cruzeiro e Palmeiras seja disputado com a presença de torcida única, a do clube mandante, neste domingo, no Mineirão, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

"Cruzeiro x Palmeiras com torcida única. A Justiça atendeu o pedido do MPMG e determinou que CBF e FMF realizem a partida desse domingo, pelo Brasileirão 2019, apenas com torcedores do time mandante. A medida se fez necessária por questão segurança", afirmou o MPMG em publicação em seu perfil no Twitter.

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A decisão da Justiça Minas Gerais de dá após o Ministério Público entrar com Ação Civil Pública com pedido de liminar para que fosse determinada a realização do confronto com a presença apenas da torcida mandante, o que agora foi acatado. O jogo pode culminar no rebaixamento do Cruzeiro à Série B e há preocupação com a segurança.

A decisão também determina que o Cruzeiro seja multado em R$ 10 mil por ingresso vendido para a torcida visitante. Porém, o próprio clube defendia a adoção da torcida única no confronto.

A Justiça também determinou que seja expedido ofício à Polícia Rodoviária Estadual para monitoramento de eventual deslocamento da torcida do Palmeiras para Belo Horizonte, além de outros à Polícia Militar e à Polícia Civil de Minas Gerais para a adoção de medidas que se fizerem necessárias para o cumprimento da decisão.

A decisão da Justiça mineira contraria o que tinha sido determinado pelo STJD na sexta-feira. Afinal, o tribunal esportivo havia rejeitado pedido do Cruzeiro para que o confronto com o Palmeiras fosse disputado com torcida única.

Naquela oportunidade, o presidente do STJD, Paulo César Salomão Filho, havia avisado que se o Cruzeiro considerasse que não há segurança para a realização do jogo com a presença dos torcedores dos dois clubes, deveria disputá-lo com os portões do Mineirão fechados. Mas precisaria arcar com efeitos dessa medida drástica, como uma eventual punição pelo tribunal esportivo.

O Cruzeiro e o Ministério Público de Minas Gerais consideram o confronto de alto risco por alguns cenários, sendo o principal deles o risco de rebaixamento do time, que precisa vencer o Palmeiras e ainda contar com uma derrota do Ceará para o Botafogo, domingo, no Engenhão, para permanecer na Série A.

Além disso, há histórico de inimizade entre torcidas do Cruzeiro e a Mancha Alviverde, principal organizada do Palmeiras. E Máfia Azul e Pavilhão Celeste, principais torcidas do Cruzeiro, já entraram em conflito diversas vezes.

Recentemente, também, o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG terminou em confusão nas arquibancadas de diferentes setores do Mineirão. Os clubes chegaram a perder mando de campo no STJD, mas apresentaram recursos para que voltem a ser julgados.

A torcida única em confrontos no futebol brasileiro é rara, tendo sido adotada em alguns clássicos estaduais, especialmente no futebol paulista. Na semana passada, porém, o confronto entre Palmeiras e Flamengo, no Allianz Parque, pelo Brasileirão, teve a presença apenas de torcedores do time paulista, com o aval da CBF.

O entrosamento afinado de Neymar, Mbappé e Icardi garantiu ao Paris Saint-Germain mais uma vitória no Campeonato Francês. Neste sábado, em duelo contra o Montpellier fora de casa, o time de Paris fez um primeiro tempo ruim e saiu atrás no placar. No entanto, cresceu no segundo tempo à medida que seus craques assumiram o protagonismo e venceu o jogo por 3 a 1.

A vitória, a quarta seguida no torneio, deixa o Paris Saint-Germain muito confortável na liderança, com 39 pontos, oito a mais do que o segundo colocado Olympique de Marselha, que ainda entra em campo neste domingo, no encerramento da 17ª rodada.

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Vale destacar que a equipe parisiense ainda tem um jogo atrasado da 15ª rodada, contra o Monaco, para fazer. O duelo foi reagendado para 15 de janeiro. O Montpellier tem 24 pontos, nas zona intermediária da classificação.

As coisas não funcionaram muito bem para o PSG no primeiro tempo, etapa em que os donos da casa fizeram bom jogo e não deixaram os visitantes jogarem. Pressionaram até sair em vantagem depois que o argentino Paredes desviou cabeceio de Congré para o próprio gol e marcou contra.

Tudo mudou no segundo tempo, no momento em que Neymar, Mbappé e Icardi se acertaram. A partir daí, o PSG se encontrou e conseguiu a virada. Foram necessários sete minutos para que o trio fizesse três gols e comandasse o triunfo.

Neymar foi o primeiro a brilhar. O craque brasileiro sofreu falta perto da área e causou a expulsão de Pedro Mendes. Na cobrança, ele acertou o ângulo esquerdo do goleiro aos 29 minutos e empatou o jogo. Aos 31, o camisa 10 serviu Mbappé, que cortou a marcação e acertou o canto esquerdo para deixar os visitantes na frente. Aos 36, o francês deu um passe de trivela para Icardi pegar de primeira e estufar as redes, decretando mais um triunfo à equipe de Paris.

O Chelsea está liberado para fazer contratações já no próximo mês, na janela de transferências do inverno europeu. O clube inglês venceu nesta sexta-feira o segundo recurso impetrado junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) contra a punição da Fifa, que determinava a proibição por duas janelas após a acusação de ter quebrado as regras para jogadores abaixo dos 18 anos.

O time de Londres entrou com dois recursos junto ao CAS para rever a decisão da Fifa. E conseguiu a redução da pena para apenas uma janela, que foi cumprida no início da atual temporada, em julho e agosto. Além disso, o Chelsea viu a multa ser reduzida de 460 mil libras (R$ 2,5 milhões) para 230 mil libras (R$ 1,2 milhão).

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"O Chelsea está proibido de registrar novos jogadores durante uma janela de transferências, que já cumpriu durante a janela de transferências do verão (europeu) de 2019", informou o comunicado oficial do CAS, revogando a decisão tomada pela Comissão Arbitral da Fifa, que tinha condenado o clube inglês por ter quebrado 29 vezes a norma relativa à contratação de jogadores com menos de 18 anos.

Para este ano, antes da proibição da Fifa, o Chelsea conseguiu reforçar o time com apenas dois jogadores: Christian Pulisic, contratado em janeiro junto ao Borussia Dortmund, e Mateo Kovacic, que estava emprestado pelo Real Madrid. Além, claro, dos jovens do clube que estavam emprestados na última temporada. Tammy Abraham, por exemplo, disputa a artilharia do Campeonato Inglês com 11 gols e Mason Mount vai ganhando espaço no meio de campo.

Na temporada 2019/2020, o Chelsea faz campanha regular sob o comando técnico do ex-jogador Frank Lampard. O time é o quarto colocado do Campeonato Inglês com 29 pontos, após 15 rodadas, e está na briga por uma vaga nas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa - precisa vencer o Lille, em Londres, na próxima terça-feira, para avançar.

O presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, definiu nesta sexta-feira que Raí permanecerá como diretor executivo de futebol para a próxima temporada. Ele terá o contrato renovado até o fim de 2020. O vínculo atual vence ao término deste ano.

Raí vem sendo criticado por conselheiros e torcedores por causa do planejamento para esta temporada. A troca no comando da diretoria de futebol era vista como certa, mas Leco decidiu manter o dirigente após a conquista da vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores de 2020. O apoio do elenco também pesou.

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Ex-jogador e ídolo do São Paulo, Raí está na diretoria do clube desde 2017. Além dele, também compõem o departamento o gerente de futebol Alexandre Pássaro e o diretor adjunto de futebol Fernando Chapecó.

Apesar de selada a permanência de Raí, a ideia é que o São Paulo sofra diversas mudanças em sua estrutura de gestão. O presidente Leco quer o superintendente de relações institucionais Lugano mais perto do futebol, com participação mais ativa no dia a dia.

Com a decisão de manter Raí, o São Paulo vai intensificar o planejamento para 2020. O técnico Fernando Diniz e sua comissão permanecerão para a próxima temporada. O treinador também vem sofrendo com críticas de conselheiros e torcedores, mas teve o trabalho defendido pelos jogadores.

O lateral-direito Léo Moura anunciou nesta sexta-feira que vai deixar o Grêmio ao fim da temporada - que, para o clube gaúcho, vai terminar no domingo, contra o Goiás, na última rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador de 41 anos não revelou o que fará em 2020, mas em entrevistas recentes ele já havia afirmado que pretende jogar mais uma temporada.

Léo Moura chegou ao Grêmio em 2017 e participou da conquista do título da Copa Libertadores daquele ano - além disso, ele também conquistou no clube a Recopa Sul-Americana (2018) e dois Campeonatos Gaúchos (2018 e 2019). O contrato do jogador termina no fim deste ano e não será renovado - ele tinha o desejo de ampliar o vínculo e encerrar a carreira no Grêmio, mas não houve acordo com a diretoria.

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"Chegou o momento de buscar outros objetivos, bater outras metas, escrever outra história. Nunca imaginei que o famoso chimarrão tivesse um gosto tão doce. Nos últimos três anos, vivi alguns dos momentos mais intensos e marcantes da minha vida", escreveu Léo Moura em seu perfil no Instagram.

O lateral carioca passou boa parte da temporada 2019 na reserva, mas ganhou espaço na equipe comandada por Renato Gaúcho com a grave lesão de joelho sofrida por Leonardo Gomes em setembro - ele foi titular no jogo em que o Grêmio foi eliminado da Libertadores, a goleada por 5 a 0 para o Flamengo. Ao todo, Léo Moura disputou 101 jogos pelo clube gaúcho, tendo marcado cinco gols.

Revelado pelo Botafogo em 1997, Léo Moura passou também por Flamengo, Vasco, Fluminense, Palmeiras e São Paulo, além de ter jogado na Bélgica, na Holanda, em Portugal, nos Estados Unidos e na Índia.

Foi com o habitual bom humor que Guto Ferreira, ao lado de Nelo Campos, concedeu coletiva no Auditório do Conselho Deliberativo da Ilha do Retiro para falar da sua renovação. Mas além disso, a conversa desta sexta-feira (6) também trouxe algumas informações sobre o elenco do Sport para temporada de 2020.

"Agradecer ao presidente junto com a direção por mais esse projeto, por está reforçando a confiança no nosso trabalho. Penso que somando forças podemos fazer um trabalho para compensar os objetivos de 2020", começou por dizer Guto.

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"Que a gente continue com essa fome que tivemos em 2019. Que a gente possa colher resultados importantes que possam fomentar recursos para o clube", completou.

O treinador terá um desafio em 2020 que não é nada novo para ele. O treinador que comandou Ponte Preta em 2015 e Bahia em 2018 na série A após garantir acesso, acabou não concluindo o trabalho, sendo demitido antes da competição acabar.

"Na Ponte Preta eu tive proposta neguei, o diretor prometeu um aumento e não cumpriu. Perdi Renato Cajá e Rildo vendido que desmobilizou a equipe. Acabamos ficando sete rodadas sem vitórias, o que levou esse desligamento. Tem que perguntar aos diretores lá", disse.

"Eu voltei para o Bahia e passei a ter uma birra da torcida por ter saído e voltado. Fomos campeões baianos, estávamos classificados para a sul-americana, classificado na semifinal da Copa do Nordeste, praticamente classificado na Copa do Brasil após ganhar por 3x0 com o Vasco em casa. A única competição que tivemos um decréscimo foram os três jogos do brasileiro. Eu perdi meus três centroavantes, fiquei sem opção nenhuma. Fomos demitidos muito mais por essa questão política do torcedor que fazia coro para eu sair. São situações que você aprende, ano passado tive propostas muitas opções de saída do Sport e não saí. Estou atrás de trabalhar onde eu sou feliz ", pontuou. 

Ainda antes de finalizar a conversa, Nelo Campos, diretor de futebol do Sport, aproveitou para revelar que o clube está próximo do acerto com um uruguaio que participou do Mundial sub-17 em 2013 e com breve passagem pela Europa. Sem revelar o nome, Guto citou algumas características do atleta.

“É um jogador que chega como chegou Ezequiel, Leandrinho. Teve ótimo destaque, não se firmou no profissional e vai ter oportunidade aqui no Sport", finalizou.

Boa série A - Não foram só momentos ruins na primeirona. Guto lembrou de outras ocasiões na primeira divisão em que teve sucesso. "Situação da Chapecoense que eu evitei o rebaixamento em 2015, fomos campeões catarinenses em 2016. Quando eu sai para o Bahia quase no final do primeiro turno a gente era oitavo colocado na competição, foi uma opção nossa sair", disse o técnico, que deixou a Chape para assumir o Bahia.

O presidente Jair Bolsonaro foi ao estádio do Maracanã na noite desta quinta-feira (5) para assistir à última partida do Flamengo em casa nesta temporada. Ele assistiu ao jogo contra o Avaí, pela 37.ª rodada do Campeonato Brasileiro, de um dos camarotes e, no intervalo, posou para fotos ao lado do ex-técnico da seleção e tetracampeão Zagallo.

Diferentemente de outras oportunidades, desta vez a presença do presidente da República está chamando menos a atenção da massa de torcedores, que passou o primeiro tempo entretida apenas com o desempenho da equipe mista do Flamengo em campo - no final, o clube carioca goleou por 6 a 1.

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O presidente da República também está sendo mais discreto do que de costume em sua passagem por estádios do País - além do Maracanã, desde que foi eleito Bolsonaro já foi ver jogos no Mané Garrincha (Brasília), no Mineirão (Belo Horizonte), no Allianz Parque (São Paulo) e na Vila Belmiro (Santos).

Palmeirense que veste a camisa de vários clubes do País, no ano passado o presidente participou da cerimônia de entrega da taça do Brasileirão ao Palmeiras no gramado e a atitude gerou controvérsia. Nesta quinta-feira, ele não foi à beira do campo antes da partida, quando jogadores do Flamengo receberam faixas alusivas aos títulos da Copa Libertadores e do Brasileirão.

O presidente assiste ao jogo de um dos camarotes, que no Maracanã tem as suas poltronas colocadas em uma área em meio à torcida. O ministro da Economia, Paulo Guedes, estava ao seu lado.

A despedida do Flamengo diante do seu torcedor antes do Mundial de Clubes da Fifa não poderia ter sido melhor. Nesta quinta-feira (5), pela 37.ª e penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, o campeão fez a festa de quase 60 mil torcedores no estádio do Maracanã ao aplicar 6 a 1 no Avaí.

Com quatro vitórias seguidas e sem perder há 28 jogos - a última derrota foi no dia 4 de agosto, em um 3 a 0 para o Bahia, em Salvador -, o Flamengo chegou aos 90 pontos. Na outra ponta da tabela de classificação, o já rebaixado e lanterna Avaí estacionou nos 19. São 16 rodadas sem vitória.

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O gramado do Maracanã apresentava algumas poças d'água por conta da chuva forte que caiu momentos antes do jogo. Mesmo assim, o Flamengo começou em cima do Avaí e quase abriu o placar aos sete minutos. Renê arriscou de fora da área e o goleiro Vladimir espalmou para escanteio.

Aos 11 minutos, a torcida rubro-negra explodiu. Rafinha cruzou, Lincoln dominou e ajeitou para Arrascaeta bater de primeira no canto de Vladimir. O Flamengo não diminuiu o ímpeto após abrir o placar. Na sequência, o uruguaio perdeu boa chance ao chutar por cima e Everton Ribeiro acertou o travessão em cobrança de falta.

O que ninguém esperava aconteceu aos 21 minutos. Lourenço arriscou de fora da área, a bola bateu na trave e nas costas do goleiro César antes de entrar mansamente no gol. Sete minutos depois, Diego recebeu de Rafinha e soltou a bomba para boa defesa de Vladimir.

A pressão rubro-negra era grande. Gabriel finalizou e o goleiro do Avaí mais uma vez espalmou para escanteio. Vladimir voltaria a salvar aos 34 minutos em cobrança de falta do capitão Diego.

Mas o Flamengo voltou a ficar na frente do placar aos 36. Diego bateu colocado, a bola desviou na cabeça de Marquinhos Silva e entrou no ângulo. Dois minutos depois, Gabriel soltou a bomba de fora da área e mandou no cantinho do goleiro, fazendo o seu 25.º gol no Brasileirão.

Logo depois, a torcida presente no Maracanã cantou "Fica, Gabigol". Aos 46 minutos, o camisa 9 recebeu dentro da área e finalizou cruzado com muito perigo.

A etapa final começou movimentada no Maracanã. Lourenço exigiu boa defesa de César em cobrança de falta aos seis minutos. O Flamengo respondeu com Arrascaeta, mas o chute do uruguaio saiu fraco e facilitou a vida de Vladimir. Aos 11, Lincoln aproveitou sobra e bateu no cantinho do goleiro, ampliando para os donos da casa.

Aos 13 minutos, Gabriel recebeu livre de marcação, mas perdeu grande oportunidade ao finalizar em cima de Vladimir. O Avaí esteve perto de diminuir na sequência. Vinícius Araújo recebeu de Lourenço nas costas da zaga e bateu para boa defesa de César.

O Flamengo diminuiu um pouco o ritmo e passou a valorizar a posse da bola, mas mesmo assim conseguiu marcar mais gols. Após bonita tabela com Diego, Reinier finalizou de bico no cantinho de Vladimir. Na sequência, o goleiro do Avaí fez grande defesa em chute cara a cara com Gabriel.

Empolgada com o futebol apresentado dentro de campo, a torcida cantava nas arquibancadas: "Ô Liverpool, pode esperar, a sua hora vai chegar". Aos 43 minutos, Rafinha cruzou e Reinier completou de carrinho para dar números finais à partida.

Os dois times se despedem do Brasileirão neste domingo, às 16 horas. O Flamengo enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, enquanto que o Avaí recebe o Athletico-PR, no estádio da Ressacada, em Florianópolis.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 6 x 1 AVAÍ

FLAMENGO - César; Rafinha, Thuler, Rhodolfo e Renê; Piris da Motta, Diego e Everton Ribeiro (Willian Arão); Arrascaeta (Gerson), Gabriel e Lincoln (Reinier). Técnico: Jorge Jesus.

AVAÍ - Vladimir; Kunde, Marquinhos Silva e Igor Fernandes; Lourenço, Luanderson (Gabriel Lima), Richard Franco, Wesley (Marcinho) e Ramon; Caio Paulista (Vinícius Araújo) e Jonathan. Técnico: Evando Camillato.

GOLS - Arrascaeta, aos 11, Lourenço, aos 21, Diego, aos 36, e Gabriel, aos 38 minutos do primeiro tempo; Lincoln, aos 11, e Reinier, aos 38 e aos 43 minutos do segundo tempo.

CARTÃO AMARELO - Lourenço (Avaí).

ÁRBITRO - Jefferson Ferreira (GO).

RENDA - R$ 3.401.634,00.

PÚBLICO - 64.648 pagantes (69.090 no total).

LOCAL - Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Em julgamento realizado nesta quinta-feira no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro), o Botafogo foi julgado pelas confusões no clássico contra o Flamengo, no estádio do Engenhão, no último dia 7 de novembro, pela 31.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clube alvinegro foi multado pela Terceira Comissão Disciplinar em R$ 52 mil, mas não houve a perda de mando de campo.

O Botafogo foi julgado em quatro artigos: 206 (atraso), 213 (desordens), 211 (infraestrutura) e 257 (rixa). Nos dois primeiros, foi considerado culpado e terá que pagar multas de R$ 2 mil por atraso e R$ 50 mil por desordens. Já nos dois últimos, o clube alvinegro foi absolvido.

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Apesar da multa ser baixa e de não ter perdido mando de campo, que era a maior preocupação, o departamento jurídico do Botafogo informou após o julgamento que vai recorrer da decisão. A procuradoria do tribunal deve fazer o mesmo.

As brigas dentro e fora do estádio aconteceram principalmente porque torcedores do Flamengo compraram ingressos no setor destinado a alvinegros dentro do estádio do Engenhão. Um torcedor do Botafogo chegou a ser agredido pela própria torcida por acreditarem que era um flamenguista.

O atacante Luiz Fernando, expulso durante o clássico, também foi julgado pelo STJD e absolvido. O jogador já havia cumprido suspensão automática na rodada seguinte contra o Avaí.

A goleada de 5 a 2 sofrida para o rival Liverpool, na quarta-feira, no clássico local pelo Campeonato Inglês, foi a gota d´água para a direção do Everton. Com o time fazendo péssima campanha na temporada - está na zona de rebaixamento da competição nacional -, o técnico português Marco Silva foi demitido do cargo nesta quinta.

Em uma nota oficial divulgada em suas redes sociais, o Everton indica que ainda não tem um substituto definido, mas que pretende anunciar uma reposição para Marco Silva o mais rápido possível. Especulações da imprensa inglesa falam até do compatriota Jorge Jesus, atualmente no Flamengo.

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"O Everton Football Club pode confirmar que o técnico Marco Silva deixou o clube. O conselho de diretores, o presidente Bill Kenwright e o acionista majoritário Farhad Moshiri gostariam de agradecer a Marco pelo serviço nos últimos 18 meses e desejar o melhor para seu futuro. O clube tentará confirmar um técnico permanente o mais rápido possível", informou o Everton.

A demissão de Marco Silva ocorre depois de um ano e seis meses de sua chegada ao clube de Liverpool. A desconfiança sobre o trabalho do treinador era muito grande, desde o início da atual edição do Campeonato Inglês. Na atual temporada, o Everton vem brigando contra o rebaixamento - com apenas 14 pontos conquistados nas primeiras 15 rodadas, ocupa a 18.ª colocação.

Marco Silva, de 42 anos, estava no comando do Everton desde maio de 2018 e acumulou 24 vitórias, 12 empates e 24 derrotas em 60 jogos. Duncan Ferguson assumiu temporariamente o cargo e será o técnico interino na partida contra o Chelsea, neste sábado, em Liverpool. O clube tem os brasileiros Richarlison (ex-Fluminense) e Bernard (ex-Atlético-MG) em seu elenco.

A vitória por 3 a 0 sobre o CSA, na 37.ª e penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, não foi suficiente para amenizar a pressão que o clube vem sofrendo com a crise financeira e a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro. O lateral-direito Eduardo revelou que os salários estão atrasados e disparou contra a atual diretoria, que passará por mudanças visando a próxima temporada.

"Recusei um contrato com o Bahia que estava praticamente tudo certo para vir para cá por acreditar no projeto e naquilo tudo que a Chapecoense sempre apresentou. Me decepcionaram muito. Por mim, me sinto traído, me senti abandonado. Eu estou dando a cara para bater, estou falando tudo isso porque lá dentro não estão gritando o nome de quem saiu. Estão me xingando, chamando de mercenário. Mas como mercenário se não tem dinheiro. Nunca vi isso. Assim que o futebol é, infelizmente. É triste", disse o jogador à rádio Oeste Capital.

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"Vim aqui com o intuito de deixar a Chapecoense na Série A, como quando cheguei aqui. Se deixar os jogadores sozinhos fica muito mais difícil, qualquer apoio seria bom. Acho que a nova diretoria que vai entrar vai colocar a casa em ordem, espero que tratem melhor do que essa que saiu e recupere a alma da Chapecoense, o caráter, pois agora está abalado. Os jogadores conversam e todo mundo sabe que quando está com o salário atrasado ninguém quer vir. Esse é o grande trunfo para trazer jogadores aqui para a Chape. Esse trunfo se perdeu", completou.

A Chapecoense deve dois meses de salário (outubro e novembro) e não paga direito de imagem há oito. O clube tenta adiantar a cota da televisão da Série B do próximo ano, junto à CBF, para estabilizar as dívidas, além de buscar novas parcerias visando os próximos anos.

Eduardo tem contrato com o time catarinense até o final do ano e dificilmente seguirá na equipe para a próxima temporada. A Chapecoense deve passar por uma reformulação em seu elenco. Um dos poucos a permanecer tem tudo para ser o goleiro João Ricardo, que já demonstrou desejo de disputar a Série B pelo clube.

A Chapecoense está na vice-lanterna do Brasileirão com 31 pontos, contra 38 do Ceará, o primeiro time fora da zona de rebaixamento. O time catarinense fecha a sua participação no torneio frente ao Vasco neste domingo, às 16 horas, no Maracanã.

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