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Com extrema facilidade, a Alemanha goleou a África do Sul por 4 a 0, nesta segunda-feira, em Montpellier, e avançou às oitavas de final do Mundial Feminino de Futebol como líder isolada do Grupo B da competição realizada na França.

Com o triunfo, a seleção alemã seguiu com 100% de aproveitamento no torneio e se classificou com nove pontos ganhos em sua chave. Desta forma, agora apenas espera pela definição do seu rival no seu primeiro mata-mata em solo francês, marcado para o próximo sábado, em Grenoble. A equipe terá pela frente um dos quatro melhores terceiros colocados da fase inicial, sendo que o mesmo poderá vir do Grupo A, C ou D. O Brasil está na vice-liderança do Grupo C atualmente, antes de fechar campanha na primeira fase nesta terça contra a Itália, às 16 horas, em Valenciennes.

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Potência do futebol feminino, assim como é no masculino, a Alemanha garantiu a liderança de sua chave pelo quinto Mundial consecutivo - em duas destas edições do torneio, o país se sagrou campeão, em 2003 e em 2007, ano em que derrotou a seleção brasileira na decisão realizada na China.

No duelo desta segunda-feira, as alemãs abriram 3 a 0 já no primeiro tempo, com gols de Melanie Leupolz, Sara Daebritz e Alexandra Popp. Na etapa final, Lina Magull decretou o 4 a 0 no confronto. Antes desta partida, a equipe europeia superou China e Espanha, ambas por 1 a 0, em seus dois duelos iniciais no Mundial.

A seleção espanhola, por sinal, também assegurou classificação às oitavas de final nesta segunda-feira ao empatar por 0 a 0 com as chinesas, em Le Havre, no outro duelo que fechou este Grupo B. Com este resultado, a Espanha ficou com quatro pontos e avançou como vice-líder. Na próxima fase, no dia 24, em Reims, o país terá pela frente o líder do Grupo F, que tem tudo para ser os Estados Unidos, atuais campeões mundiais.

Com seis pontos em dois jogos, sendo que já marcaram 16 gols e não sofreram nenhum em duas partidas, as norte-americanas precisam de um empate para confirmar o topo desta chave em duelo diante da Suécia, nesta quinta-feira, em Le Havre. As suecas também têm seis pontos, mas estão com seis gols de saldo, primeiro critério de desempate, e terão de vencer para ir às oitavas de final como líderes do Grupo F.

A China terminou a primeira fase do Mundial com quatro pontos e ficou atrás da Espanha justamente por causa do saldo de gols (0 a 1). Assim, a seleção asiática agora fica na torcida para se classificar às oitavas de final com uma das quatro melhores terceiras colocadas. Já a África do Sul foi eliminada com três derrotas em três jogos na França.

O meio-campista Matías Vecino, do Uruguai, está fora da Copa América. O jogador sofreu uma lesão muscular na coxa direita, no domingo, durante a goleada sobre o Equador por 4 a 0, em Belo Horizonte, e foi substituído aos 34 minutos do segundo tempo. O anúncio foi feito pelo departamento médico uruguaio, por intermédio de um comunicado oficial.

Durante a entrevista coletiva, logo após a partida, o técnico Óscar Tabárez demonstrava preocupação com a condição física de seu jogador, que atua na Internazionale. "O caso de Vecino me preocupa", afirmou o experiente treinador.

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Com o corte de Vecino, Tabárez deverá trabalhar com os 22 jogadores restantes, pois não é mais permitido uma nova convocação para completar o elenco.

A partida contra o Japão, nesta quinta-feira, às 20 horas (de Brasília), acontecerá na Arena Grêmio, em Porto Alegre, pela segunda rodada do Grupo C. A delegação uruguaia viajará nesta segunda à tarde para a capital gaúcha e treinará pela primeira vez na cidade nesta terça.

Depois de encarar os japoneses, o Uruguai encerrará a fase de grupos contra o Chile, na próxima segunda-feira, às 20 horas, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

No jogo mais importante da seleção brasileira na fase de grupos do Mundial Feminino, a meia-atacante Marta será titular. Nesta segunda-feira, o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, confirmou que a craque começará jogando contra a Itália, nesta terça, em Valenciennes, na França, pela terceira e última rodada do Grupo C.

Ao lado do treinador na entrevista coletiva, no entanto, Marta não garantiu que permanecerá o jogo inteiro em campo. Tudo vai depender de sua situação física, já que vem de lesão nas últimas semanas, ou de como estará a partida. Contra a Austrália, na última quinta-feira, a brasileira jogou apenas os primeiros 45 minutos.

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"Estou pronta para jogar. Quanto tempo, a gente vai ter que sentir no decorrer de tudo isso. A vontade é e estar dentro do jogo e ajudar o máximo possível e ver quantos minutos dá para jogar", disse Marta.

"Obviamente ela sai jogando. O tempo vai depender da intensidade dela. Não dá para prever. Atletas que tiveram lesão estamos tomando cuidado para prolongar o máximo possível. Esperamos que ela possa jogar um pouco mais (que 45 minutos). No intervalo vamos conversar e saber como está. Não vamos fazer nenhum tipo de loucura", afirmou Vadão.

Por conta de sua lesão, sofrida no período de preparação da seleção em Portugal, Marta ficou um bom tempo sem treinar e isso gerou críticas de Emily Lima, ex-treinadora do Brasil. "Foi uma declaração sem conhecimento nenhum. Sem dúvida alguma não estava acompanhando o meu trabalho no meu time. O Orlando Pride fez seis jogos antes da liberação para as seleções. Joguei todos os 90 minutos. Foi uma declaração sem conhecimento. Mas já esperava isso dela, pois sempre que tem a oportunidade ataca no sentindo de desmerecer um trabalho que a gente procura fazer com respeito", comentou.

"Eu estou bem. Quando você fica sem treinamento intensivo sente. Mas acho que vocês puderam sentir a minha vontade, a minha garra e meu desempenho. E tenham certeza que independentemente de ter perdido alguns treinos estou procurando sempre estar bem fisicamente", completou a jogadora de 33 anos.

TIME - Com relação à escalação, Vadão confirmou que Andressinha será a substituta de Formiga, que está suspensa por ter recebido dois cartões amarelos. "É difícil substituir a Formiga. Ela tem uma leitura de jogo que poucas no mundo têm. Sabe o momento de antecipar, afastar, empurrar a equipe na marcação. Tem comando, liderança e leitura realmente impressionantes. As mais jovens ficam impressionadas com a capacidade dela. Vai fazer falta indiscutivelmente, mas estamos confiantes em cima disso. É uma substituição obrigatória, esperamos que não seja sentida e que ela esteja no próximo jogo", revelou.

Marta lamentou bastante a ausência da veterana volante de 41 anos. "A Formiga é insubstituível. Ela é diferente, de outro planeta, os números não escondem. Tem uma longevidade fora de série. A gente perde, mas ao mesmo tempo damos oportunidade a atletas que estão com sangue nos olhos. Estou confiante de que vamos dar conta e buscar essa classificação contra uma equipe que está crescendo devido ao desenvolvimento que está acontecendo no seu país", afirmou.

A pressão em cima de Neymar segue mesmo com jogador se recuperando de lesão. O presidente do PSG Nasser Al Khelaifi mandou um recado ao jogador em entrevista concedida à revista francesa France Football publicada nesta segunda-feira (17).

O presidente foi incisivo ao comentar sobre a postura do jogador: "Quero jogadores dispostos a dar tudo para defender a honra da camisa e participar do projeto. Aqueles que não querem, ou não entendem, nós vemos e conversamos. É claro que há contratos que devem ser respeitados, mas a prioridade agora é a adesão total ao nosso projeto. Ninguém obrigou ele ( Neymar ) a assinar com o clube. Ele veio com a consciência de participar de um projeto", afirmou o presidente do PSG.

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A crítica se estendeu a todo elenco. Com a chegada do brasileiro Leonardo como novo diretor técnico do clube, Nasser espera ter um respaldo maior e mais comprometimento do elenco.

“Eu quero que os jogadores fiquem orgulhosos de usar nossa camisa, e não os jogadores que fazem o trabalho quando lhes convier. Eles não estão aqui para agradar. E se eles não concordarem, as portas estão abertas. Eu não quero mais ver estrelas", finalizou. 

A derrota na estreia da Copa América para a Colômbia por 2 a 0, no último sábado, na Arena Fonte Nova, em Salvador, ainda repercute na Argentina. Na noite de domingo, o ex-jogador Diego Maradona destilou críticas à seleção comandada pelo técnico Lionel Scaloni e disse que o futebol apresentado coloca a equipe entre as piores do mundo.

"Você percebe hoje que Tonga (202.ª colocada no ranking da Fifa) pode ganhar de nós. Há um prestígio que construímos com chutes, com socos. Quem se lembra de 2012, quando todos saímos do Peru com o ônibus destruído? O que sobrou de tudo isso? Qual é a camisa? A camiseta que você sente, a p... da sua mãe", disse Maradona, perdendo a compostura no final, em um áudio divulgado pelo canal de TV argentino TyC Sports.

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O "Pibe de Oro", como Maradona é chamado em seu país, está na Argentina desde a semana passada para passar por cirurgias no joelho e ombro depois de ter anunciado a saída do comando técnico do Dorados de Sinaloa, clube da segunda divisão do México.

Com um clima conturbado, a Argentina volta a jogar pela Copa América nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília) diante do Paraguai, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, pela segunda rodada do Grupo B. O time de Lionel Messi ocupa a lanterna da chave, sem nenhum ponto ganho.

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O Paysandu empatou por 0 a 0 com o Luverdense-MT, sábado (15), no estádio Mangueirão, em Belém, valendo pela 8ª rodada da série C do Brasileirão. O Papão completou oito jogos sem vitória. Vale lembrar que a partida foi disputada no Mangueirão a pedido do Paysandu, para evitar a pressão da torcida. 

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O Remo, pela mesma rodada, perdeu a invencibilidade ao ser derrotado pelo São José-RS, por 1 a 0, fora de casa. Leão e Papão agora se preparam para o Re x Pa de domingo (23), pela 9ª rodada, após 12 anos em divisões diferentes. O Remo é o segundo colocado e o Paysandu, o quarto. Veja a classificação do Grupo B da Série C aqui. 

Os rivais vão se encontrar na Série C do futebol brasileiro após já terem travado batalhas nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro, em anos anteriores.

O último ano em que os rivais se enfrentaram foi em 2006 na Série B. No primeiro jogo, o Paysandu venceu com dois gols do atacante Balão e se aproximava do G4, enquanto que o Remo amargava a lanterna da Segundona. No returno, o Remo não brigava pelo G4, mas para se manter e vinha de vitórias expressivas. Com um show de Alex Oliveira, o Leão derrotou o Paysandu por 3 a 1 e encaminhou o rebaixamento do rival para a Série C.

Contra o Luverdense, o Paysandu começou a partida sob comando do técnico interino Marcelo Rocha (Hélio dos Anjos viajou para uma festa de casamento). O time bicolor estava melhor, marcando mais e tendo mais posse de bola. 

Com 12 minutos de partida, Tiago Luís chutou rasteiro à direita do goleiro do Luverdense e quase abre o placar. Edson jogou para fora. 

Em seguida foi a vez do Luverdense-MT com Jefferson, que chutou rasteiro também, mas Mota agarrou. Outro lance perigoso do Luverdense foi de Gabriel, que sozinho arriscou de longe, mas a bola passou à direita do goleiro Mota.

Com a expulsão de Toni, pelo Paysandu, e Elder, do Luverdense, no segundo tempo, os times ficaram desfalcados. Apenas no início o Papão mostrou garra e confiança, com a ajuda e Elielton.

Aos 9 minutos, Tiago Luís apareceu e chutou forte para o gol, mas o goleiro Edson espalmou. O Paysandu estava com mais velocidade e a torcida estada acreditando que nesse segundo tempo tudo ia mudar, mas infelizmente não foi dessa vez. 

O Luverdense-MT tambem não estava bem em campo, principalmente por conta da sua situação na tabela, é o vice-lanterna e precisa marcar pelo menos um gol para sair do Z4. O 0 a 0 ficou ruim para as duas equipes.

O Paysandu volta a campo no domingo, dia 23, para o clássico Rei da Amazônia, contra o Clube do Remo, no estádio Mangueirão, em Belém, às 18 horas, fechando a 9ª rodada da Série C.

Fato triste da partida foi a morte de um torcedor bicolor, Josemar Ribeiro Júnior, 47 anos, vítima de infarto, no estádio. A diretoria do Paysandu divulgou nota em que lamenta o ocorrido, "no acesso às arquibancadas do estádio Mangueirão, antes da partida contra o Luverdense-MT".

O Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), também lamentou a morte de Josemar. A Seel divulgou nota em que afirma que "todas as manobras de ressuscitação cardiorrespiratória foram executadas pela equipe médica do Mangueirão e da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) durante o período de 1 hora e 15 minutos". 

Segundo ainda a Seel, "o ambulatório da Sespa instalado no Mangueirão dispõe de toda estrutura necessária para qualquer ocorrência de urgência, incluindo uma ambulância para remoção nos casos necessários". A nota conclui com a informação de que "a Seel informa, ainda, que a família recebeu toda a assistência da equipe médica e do estádio. O governo se solidariza com familiares e amigos do torcedor".

Ficha Técnica

Paysandu: Mota; Tony; Micael, Perema; Bruno Collaço; Uchôa, Leandro Lima; Tiago Luís (Paulo Rangel); Vinícius Leite (Pimentinha), Diego Rosa (Elielton) e Nicolas. Técnico (interino): Marcelo Rocha.

Luverdense: Edson; Tavares (Pedro Costa), Helder; Lucas; Jefferson Recife; Moisés, Abu; Juninho Tardelli; Gabriel; Lorran (Fábio) e Anderson Ligeiro. Técnico: Junior Rocha.

Reportagem de Mônica Suellen. (Com informações da Seel e assessoria do Paysandu).

Na terça-feira (18), na cidade de Valenciennes, na França, o Brasil tem um jogo decisivo contra a Itália na Copa do Mundo feminina. Meio campista do Milan há mais de um ano, Thaísa virou uma 'informante' que pode ajudar a seleção sair de campo com a classificação.

"A gente tem um grupo (de analistas) que tem analisado a equipe da Itália, mas é logico que eu dou algumas dicas sobre algumas jogadoras... elas tem boas jogadoras no individual, mas o coletivo é muito forte", afirmou Thaísa.

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Thaisa também comentou sobre sua experiência vestindo a camisa do Milan:"Eu acho que o futebol italiano agregou no meu jogo a parte tática, eles têm algo a mais e são conhecidos pela tática. Esse estilo italiano eu aprendi e tem agregado muito no meu estilo de jogo. Acho que vai ser difícil, elas estão bem taticamente, mas nós temos muito potencial. A gente tem estudado muito elas e vamos determinadas para uma vitória", disse. 

Para o confronto a camisa 5 da seleção brasileira não terá sua parceira no meio campo. A experiente Formiga vai cumprir suspensão automatica por acúmulo de cartões amarelos. "Eu tenho certeza que quem o professor Vadão escolher para a vaga vai dar fazer o melhor. A gente tem tudo para conseguir essa vitória. A Formiga é uma perda grande, mas a gente está numa Seleção e acredito que quem está no banco também é bem competente para entrar e não deixar esse nível cair", concluiu Thaisa.

O Brasil entra em campo às 16h. A seleção é segunda colocada no grupo C com três pontos, empatada com a Austrália. O Brasil leva vantagem no saldo do gol, são dois contra zero da seleção australiana, epode se classificar com empate. O regulamento do torneio permite o avanço dos dois melhores de cada grupo e os quatro melhores terceiros colocados. As terceiras colocadas do grupo E e F só podem chegar aos mesmos três pontos que o Brasil tem, com um empate a seleção chegaria a quatro.

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Os resultados de domingo ajudaram e a seleção brasileira feminina precisa ao menos de um empate contra a Itália, nesta terça-feira, em Valenciennes, para garantir vaga às oitavas de final do Mundial Feminino, que está sendo realizado na França. Mas, dependendo de outros resultados da terceira e última rodada da fase de grupos, existe também a possibilidade de avançar mesmo com derrota.

Na competição classificam-se os dois primeiros colocados de cada chave, além dos quatro melhores terceiros colocados. O Brasil venceu na estreia a Jamaica por 3 a 0 e depois perdeu para a Austrália por 3 a 2. Ocupa a segunda colocação no Grupo C, com os mesmos três pontos das australianas. A Itália lidera com seis.

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A Austrália, também nesta terça-feira, encara a lanterna Jamaica e a tendência é que vença. A boa notícia para a seleção brasileira é que os jogos do Grupos E e F deram a lógica nas rodadas iniciais. As favoritas Suécia, Estados Unidos, Canadá e Holanda venceram e as outras duas seleções de cada chave - Chile, Tailândia, Nova Zelândia e Camarões ainda não pontuaram. Ou seja, poderão chegar no máximo aos três pontos.

No treino de domingo do Brasil, as atacantes Andressa Alves e Cristiane e a zagueira Kathellen fizeram um trabalho à parte, mas devem estar em campo. A única baixa certa será a volante Formiga, suspensa por ter recebido dois cartões amarelos e em recuperação de entorse no tornozelo. Luana deve ser a substituta.

A dupla de ataque do Uruguai formada por Cavani e Suárez justificou contra o Equador a fama de ser uma das principais duplas de ataque da história da seleção. Com um primeiro tempo avassalador, o time de Oscar Tabárez marcou três gols com chances de fazer até mais. Ao final, o placar de 4 a 0 ficou barato para os equatorianos, que jogaram com um a menos desde os 25 minutos da etapa inicial do duelo disputado no Mineirão e válido pela primeira rodada do Grupo C da Copa América.

Apesar da grande atuação, Cavani e Suárez, que marcaram um gol cada, foram comedidos nas declarações após a partida. O centroavante do Paris Saint-Germain disse que a vitória na estreia foi "um passo importante. "Sabíamos que seria um rival difícil. O mais importante era entrar concentrado e que cada um cumprisse sua obrigação. Concretizamos as chances no primeiro tempo. Eles ficaram com dez e também facilitou para a gente. Temos que continuar evoluindo", destacou Cavani.

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Suárez tratou de dividir os méritos da goleada. "Foi uma vitória do coletivo. Mesmo o placar de 4 a 0 foi um jogo difícil. Importante é que o time todo fez uma boa partida. Estreamos com os três pontos e isso é o mais importante", destacou Suárez.

Quem também fez um bom jogo na etapa inicial foi o meia Lodeiro, que no Brasil defendeu o Botafogo e o Corinthians. O jogador abriu o caminho da vitória com um belo gol. Ele dominou na coxa, tirou do adversário sem deixar a bola cair e mandou para as redes. Cavani fez o segundo de voleio e Suárez, o terceiro, aproveitando escanteio. Mina (contra) fechou o placar na etapa final.

"Fizemos um bom jogo. Quando ficamos com um a mais tivemos tranquilidade para controlar a partida e conseguimos aproveitar as oportunidades. Foi uma boa partida para a estreia. Mas não temos de nos empolgar demais. Foi só o primeiro jogo. O importante é poder evoluir de um jogo para o outro e continuar pensando jogo a jogo", destacou Lodeiro.

O Uruguai volta a campo na quarta-feira contra o Japão, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. O Equador vai pegar o Chile na segunda rodada. As equipes se enfrentam na sexta-feira, na Fonte Nova, em Salvador.

Campeã das duas últimas edições da Copa América, a seleção do Chile inicia nesta segunda-feira a defesa dos seus títulos e a busca por resgatar seus status. Afinal, ficou fora da Copa do Mundo da Rússia e tem conseguido resultados medíocres sob o comando de Reinaldo Rueda. O duelo com o Japão, a partir de 20 horas, no Morumbi, é o primeiro passo para isso.

O volante Arturo Vidal, o atacante Alexis Sánchez e o zagueiro Gary Medel seguem sendo as referências da equipe, tendo feito parte da geração que venceu o torneio em 2015, no Chile, e em 2016, na edição centenária nos Estados Unidos, em conquistas definidas na disputa dos pênaltis contra a Argentina. "Vocês vão ver o verdadeiro Chile", prometeu Vidal, de 32 anos.

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Apesar das palavras de Vidal, o Chile chegou ao Brasil fora da lista de favoritos, menos cotada do que a seleção anfitriã, o Uruguai, a Argentina e a Colômbia, que derrotou a equipe de Messi na estreia. "Quando fomos para uma copa sendo favoritos? Nem na Copa (América) no Chile éramos favoritos", minimizou o meio-campista.

A presença de veteranos no Brasil se divide com alguma renovação na seleção chilena. Rueda, por exemplo, optou por não convocar o goleiro Claudio Bravo, que só disputou um jogo na temporada 2018/2019 pelo Manchester City, e vai apostar em Gabriel Arias, de 31 anos e campeão argentino pelo Racing. O volante Erick Pulgar, de 25 anos e do italiano Bologna, também será titular contra o Japão.

Só que os resultados de Rueda, há um ano e meio no comando do Chile, não empolgam, com cinco vitórias, quatro empates e quatro derrotas. "Espero que ele fique aqui por muito tempo e realize seu processo como fez em outras seleções humildes", disse Vidal, lembrando que Rueda foi à Copa do Mundo de 2010 com o Equador e a de 2014 com Honduras.

Adversário de estreia do Chile, o Japão é um dos convidados da Copa América, sendo a outra o Catar, seleção que o derrotou na final da Copa da Ásia neste ano. A sua participação anterior no torneio foi em 1999, no Paraguai, onde somou um empate e duas derrotas.

A equipe dirigida por Hajime Moriyasu tem média de idade de 22 anos e chegou ao Brasil para ganhar experiência visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Um dos poucos veteranos é Shinji Okazaki, de 33 anos, autor de 50 gols pela seleção japonesa e que recentemente deixou o Leicester. Ele deverá ser titular no Morumbi, assim como o meio-campista Gaku Shibasaki, do espanhol Getafe.

Entre os jovens, a maior atração deverá ser o atacante Takefusa Kubo, de apenas 18 anos e contratado recentemente pelo Real Madrid, ainda que inicialmente para o seu time B.

Após a dura derrota por 4 a 0 para o Uruguai na estreia da seleção equatoriana na Copa América, o técnico Hernán Darío Gomez avaliou que a equipe adversária é a mais forte da competição. Ele destacou que Oscar Tabárez tem trabalhado com a mesma base há muito tempo, incluindo vários atletas renomados, como Cavani e Suárez, o que dificultou a tarefa da sua equipe.

"Tivemos como rival um time uruguaio muito bem formado, com muitos bons nomes. Acho que estreamos com o time mais forte da Copa América de 2019, com muito trabalho, há muito tempo", disse o treinador colombiano, após o confronto deste domingo.

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No Mineirão, o Uruguai praticamente definiu a sua vitória no primeiro tempo ao abrir 3 a 0 com os gols marcados por Lodeiro, Cavani e Suárez, além de ter ficado em vantagem numérica, pela expulsão de Quintero.

Diante desse cenário, Gomez explicou que a sua orientação aos jogadores foi evitar a derrota por um placar ainda mais dilatado. Ainda assim, saiu mais um gol na etapa final, contra de Mina, que selou o triunfo uruguaio por 4 a 0. "Fizemos um primeiro tempo terrível. No intervalo, pedi-lhes que cuidassem do placar e não sofrêssemos mais gols", afirmou.

Gomez também admitiu que pode ter falhado na escalação, avaliando que uma formação mais retrancada poderia ter evitado uma derrota tão pesada. "Não sei se foi um erro ter jogado de forma tão aberta. Eles nos venceram em todos os aspectos, isso é muito claro", disse.

Em busca da reabilitação na Copa América, o Equador voltará a jogar na sexta-feira, quando vai duelar com o Chile, na Fonte Nova, pela segunda rodada do Grupo C.

Em uma Copa América de imenso favoritismo para o Brasil na fase de grupos, a maior ameaça para o técnico Tite neste início de torneio são as lesões no elenco. Prestes a fazer o segundo jogo pela competição, terça-feira (18), contra a Venezuela, em Salvador, o elenco ainda não se livrou de preocupações e mal tem conseguido contar com os 23 atletas convocados para os treinamentos.

A preparação para o torneio começou na Granja Comary, em 22 de maio, e desde então os problemas físicos e lesões afetaram seis jogadores. A situação mais grave foi com Neymar, cortado após romper os ligamentos do tornozelo direito durante amistoso com o Catar.

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Tite teve dores de cabeça com mais outros convocados. Thiago Silva e Fagner se apresentaram em fase final de recuperação de lesões, Éder Militão deixou o treino de sábado com problema no quadril e Arthur sofreu com dores no joelho e perdeu a estreia. Por fim, Ederson continua fora com lesão na panturrilha direita.

A sequência de problemas, como lesões e apresentação tardia de convocados, levou Tite a só conseguir uma vez reunir os 23 convocados para uma atividade. Na quarta-feira da semana passada, no Pacaembu, todos os jogadores estiveram no gramado, porém com uma ressalva. Naquela tarde, o volante Arthur trabalhou separado dos demais colegas, pois ainda se recuperava do problema que o tiraria também do jogo de abertura da Copa América, contra a Bolívia.

Embora o treino de domingo, no Barradão, tenha mostrado boas notícias, o temor de novos desfalques permanece na seleção brasileira. Arthur está recuperado e retomou a vaga de titular como substituto de Fernandinho para o jogo com a Venezuela. Militão também foi liberado pelo departamento médico e realizou normalmente a atividade.

Segundo o lateral-direito e capitão Daniel Alves, o risco de lesão é um fantasma presente na seleção brasileira. "Nossa profissão é de risco. A gente não pode prever esse tipo de problema. Não se pode fazer um treino mais leve para evitar se machucar. Se você não der seu melhor, pode ficar fora de alguma forma", afirmou.

O próprio jogador protagonizou no ano passado um problema que muito atormentou Tite durante a Copa do Mundo da Rússia. Daniel Alves machucou o joelho direito às vésperas da viagem à Rússia e perdeu a chance de disputar o torneio.

No ano passado, Neymar jogou a competição abaixo das condições ideais depois de sofrer fratura no pé direito, Danilo começou a Copa como titular, para depois se machucar e não voltar mais ao time. Jogadores como Renato Augusto e Douglas Costa também sofreram com problemas físicos na Rússia.

Os atletas admitem o risco de a qualquer momento se transformarem de titulares em desfalques. Como a competição já iniciou, a seleção brasileira não pode mais fazer trocas na inscrição em caso de lesão. "Nosso compromisso é se entregar 100%. Se por acaso tiver alguma lesão, é porque não era a nossa hora, não era para acontecer. Eu passei por isso ano passado", disse Daniel Alves.

Apenas uma partida será disputada nesta segunda-feira (17) pela Copa América. O Japão e o Chile se enfrentam às 20h no Estádio do Morumbi, em São Paulo.

A seleção japonesa é uma das equipes mais tradicionais da Ásia, sendo a principal campeã do continente, com quatro títulos.

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Em sua participação mais recente na Copa da Ásia, em janeiro, os japoneses perderam a final do torneio contra o outro convidado para a Copa América 2019, a Seleção Nacional do Catar.

O Japão sediou a Copa do Mundo de 2002, junto com a Coreia do Sul, quando avançou para as oitavas de final. A equipe atual tem jogadores que participam de importantes competições europeias, como Takumi Minamino, Maya Yoshida e Yuya Osako.

Chile

Conhecida como “La Roja”, a seleção chilena é a atual bicampeã da Copa América, após erguer o troféu em suas duas últimas edições (Chile 2015 e da Copa América Centenário, nos Estados Unidos em 2016). Esses são seus dois únicos títulos na competição.

Dirigido pelo colombiano Reinaldo Rueda, o Chile tem ótimas referências para a seleção, como o goleiro Claudio Bravo, o meia Arturo Vidal e o atacante Alexis Sanchez.

Dos 23 jogadores convocados, 11 disputaram a última edição da competição.

O jogo de terça-feira entre Brasil e Venezuela, em Salvador, deve ser o primeiro da Copa América a ter o estádio lotado. No sistema de venda de ingressos para o torneio, não há mais entradas à venda para a partida. A expectativa é de a Fonte Nova receber 45 mil torcedores e amenizar o problema vivido até agora na competição de públicos baixos.

A abertura da Copa América, no Morumbi, registrou a presença de 46 mil pessoas, o maior público até agora. As outras partidas tiveram uma presença decepcionante de público, como os 11 mil pagantes em Porto Alegre para o empate entre Venezuela e Peru e os menos de 20 mil torcedores no Maracanã para a partida entre Catar e Paraguai.

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Durante evento nesta segunda-feira no Rio, o presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Dominguez, manifestou incômodo com a baixa taxa de venda de bilhetes. "Isso preocupa, é claro. Aqui é um país onde se vive o futebol, se gostaria que as pessoas participassem. Tem jogos que têm muita gente, e outros que lamentavelmente não têm muito", disse.

Salvador recebeu no sábado a vitória da Colômbia por 2 a 0 sobre a Argentina, com a presença de 35 mil pessoas. A partida era a de maior demanda por ingressos do torneio depois das partidas do Brasil e da final.

O capitão da seleção brasileira, Daniel Alves, lamentou o preço dos ingressos. O valor médio cobrado para o jogo de abertura foi de quase R$ 500. "Sou do povo, sempre vou prezar pelo povo, que esteja no estádio. Mas foge das nossas mãos, porque não controlamos os preços dos ingressos", comentou o jogador.

Começa nesta segunda-feira (17) a última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Os jogos do mesmo grupo ocorrem todos no mesmo horário.

Pelo Grupo B, às 13h, a África do Sul enfrenta a Alemanha no estádio de la Mosson, em Montpellier. No mesmo horário, a China joga contra a Espanhano estádio Océane, em Le Havre.

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A Alemanha já garantiu vaga para as oitavas de final. As bicampeãs venceram as chinesas na estreia e também ganharam das espanholas pelo placar mínimo, o suficiente para avançar no campeonato. A Alemanha tem 6 pontos; Espanha, 3; China, 3; e África do Sul, 0.

Pelo Grupo A, às 16h, a Nigéria encara a França no estádio Roazhon Park, em Rennes. E a Coreia do Sul joga contra a Noruega no Auguste-Delaune, em Reims.

A França também está classificada para a próxima fase. As anfitriãs venceram os dois primeiros jogos. Elas golearam a Coreia do Sul na estreia e ganharam da Noruega na segunda rodada. A França soma 6 pontos; Noruega, 3; Nigéria, 3; e Coreia do Sul, 0.

Os enormes clarões nas arquibancadas lembraram um jogo de Campeonato Carioca, mas nem por isso Paraguai e Catar deixaram de fazer uma boa partida no Maracanã. Após abrir 2 a 0, a seleção paraguaia vacilou e cedeu o empate em uma partida que teve quatro gols, pela primeira rodada do Grupo B. Goleiro do Paraguai e do Botafogo, Gatito Fernández foi um dos personagens da partida.

O valor alto cobrado pelos ingressos - o mais barato saía a R$ 120 - e a pouca perspectiva para um duelo entre duas equipes apontadas como coadjuvantes na disputa afastaram o público da primeira partida da Copa América no Maracanã. Mas os 19.162 torcedores que foram ao estádio assistiram a um jogo interessante, movimentado e com boas chances de gol.

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Ajudou muito o fato de o placar ter mudado logo aos três minutos de partida, quando Óscar Cardozo marcou de pênalti. A desvantagem tão cedo fez a seleção catari se soltar e buscar o ataque explorando jogadas em profundidade. Praticamente todas as jogadas ofensivas tinham a participação do capitão Al-Haydos, que explorava boa parte da intermediária de ataque.

O Paraguai, por sua vez, era mais cauteloso. O time procurou trabalhar a bola, trocar passes e atacar sem afobação, buscando jogadas pelos flanco e, eventualmente, arremates de média distância. Nenhuma delas, contudo, levou maior perigo.

No segundo tempo, Óscar Cardozo marcou outro gol logo no começo, mas o árbitro invalidou com o auxílio do VAR, que acusou impedimento. Pouco depois, o santista Derlis González, acionado no intervalo, ampliou em chute de fora da área.

Os 2 a 0, àquela altura, deram a impressão de que a fatura estava liquidada, mas foi justamente aí que a partida mudou. Jogador mais lembrado pelo torcedor carioca que foi ao Maracanã - os botafoguenses exaltando seu goleiro, os demais o chamando de frangueiro - Gatito, que vinha tendo grande atuação, não conseguiu defender um chute em curva de Almoez, que descontou aos 22. Treze minutos mais tarde, Khoukhi bateu à queima-roupa após bela triangulação, o goleiro não conseguiu segurar e o Catar buscou o empate.

Com a igualdade, a torcida presente ao estádio, que já ensaiava um apoio à seleção do Oriente Médio, adotou de vez o Catar. Nos minutos finais, houve xingamento em coro ao árbitro após ele não assinalar um suposto pênalti e até mesmo gritos de "olé" em favor do Catar. No fim das contas, o estádio de Copa América com público de Campeonato Carioca sediou uma bela - e divertida - partida de futebol.

Os times voltarão a jogar na quarta-feira, pela segunda rodada do Grupo B. O Catar vai encarar a Colômbia no Morumbi, às 18h30, enquanto o Paraguai terá pela frente a Argentina, às 21h30, no Mineirão.

FICHGA TÉCNICA:

PARAGUAI 2 X 2 CATAR

PARAGUAI - Gatito Fernández; Valdez, Balbuena, Alonso e Arzamendia (Iturbe); Ortiz, Rodrigo Rojas (Richard Sanchez), Almirón e Cecílio Rodríguez; Hernán Perez (Derlis González) e Óscar Cardozo. Técnico: Eduardo Berizzo.

CATAR - Al-Sheeb; Pedro Correia, Hisham, Hassan e Hatem (Boudiaf); Salman, Madibo, Khoukhi e Afif; Al-Haydos e Almoez. Técnico: Felix Sanchez.

GOLS - Óscar Cardozo, aos três minutos do primeiro tempo; Derlis González, aos dez, Almoez, aos 22, e Khoukhi, aos 35 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Diego Mirko Haro (Fifa/Peru).

CARTÃO AMARELO - Madibo, Salman, Hassan, Khoukhi. (Catar); Hernán Perez e Balbuena (Paraguai).

RENDA - R$ 2.381.305,00.

PÚBLICO - 19.162 pagantes.

LOCAL - Maracanã, no Rio.

As fortes chuvas no Recife, neste domingo, impediram a realização da partida entre Náutico e Botafogo-PB, no Estádio dos Aflitos, pela oitava rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Com o gramado sem condições para a prática esportiva, o departamento de competições da CBF decidiu pelo adiamento do jogo, remarcado para as 18h30 desta segunda-feira.

A decisão foi tomada cerca de três horas antes do duelo, que tinha início previsto para as 18 horas. A antecipação se fez necessária para evitar maiores transtornos, uma vez que a previsão é de que a chuva continue intensa na capital pernambucana até o fim do dia.

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A situação é grave desde o meio da semana. Já foram registrados desabamentos em diversas regiões e até o momento nove mortes foram confirmadas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o total de chuva acumulado entre a quinta e a sexta-feira foi o sexto maior em 58 anos de medições no Recife.

Os dois times brigam por uma vaga no G4, a zona de classificação à próxima fase, do Grupo A. O Botafogo-PB tem 12 pontos, um a mais do que o Náutico, respectivamente, em quarto e quinto lugares.

Não poderiam ter sido melhores para a seleção brasileira os resultados do fim de semana da Copa do Mundo de Futebol Feminino, na França. No sábado (15), as vitórias da Holanda (3 a 1 sobre Camarões) e do Canadá (2 a 0 sobre a Nova Zelândia), pelo Grupo E definiram a chave e deixaram as seleções derrotadas com nenhum ponto até agora. Neste domingo (16), pelo Grupo F, no fechamento da segunda rodada, a Suécia bateu a Tailândia por 5 a 1, enquanto os Estados Unidos derrotaram o Chile por 3 a 0, deixando as tailandesas e chilenas também com nenhum ponto na classificação. Com isso, o Brasil, que tem três pontos no Grupo C, precisa apenas do empate com a Itália, terça-feira, para garantir matematicamente a classificação para as oitavas-de-final da Copa. Até mesmo a derrota pode dar a vaga, mas na dependência de outros jogos.

Com os resultados de hoje do Grupo F, os Estados Unidos e a Suécia garantiram vaga na próxima fase da Copa. Também já estão classificadas a França (Grupo A), Alemanha (Grupo B), Itália (Grupo C), Inglaterra e o Japão (Grupo D) Holanda e o Canadá (Grupo E).

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Além do Brasil, outras seleções precisam de apenas um ponto: Noruega e Nigéria, no Grupo A; e Austrália, no Grupo C. Chama a atenção o Grupo B, onde China e Espanha se enfrentam, na última rodada, em Le Havre – as duas equipes têm 3 pontos e, com isso, o 0 a 0 classifica ambas para as oitavas-de-final.

A rodada de hoje não teve surpresas. A Suécia, que faz parte da elite do futebol feminino, já tendo subido ao pódio da Copa em três edições, não teve trabalho para vencer a Tailândia por 5 a 1, em Nice. O favoritismo se transformou em vantagem logo aos 6 minutos, no gol de Linda Sembrant. Aos 19, Kosovare Asllani ampliou e aos 42, Fridolina Rolfö definiu a vitória, com o terceiro gol. Com ritmo menos intenso, as suecas fizeram o quarto, aos 26 do segundo tempo, com Lina Hurtig, mas festa mesmo fizeram as tailandesas, quando Sung-Ngoen marcou o primeiro gol de sua seleção na Copa, já nos acréscimos do jogo. Ainda houve tempo para um quinto gol sueco e com a ajuda do árbitro de vídeo, Elin Rubensson marcou de pênalti e fechou o placar em 5 a 1.

Esta foi a sétima vez, em oito Copas do Mundo, que a Suécia passou da fase de grupos e a segunda que a seleção marcou cinco gols no torneio – a outra foi em 91, quando goleou o Japão por 8 a 0. A Suécia venceu com Lindahl, Glas, Fischer, Sembrant e Ericsson; Rubensson e Seger (Schough); Rolfö (Janogy), Asllani, Hurtig e Anvegard (Larsson). A Tailândia jogou com Boonsing, Phancha, Chinwolg, Somsai e Srangthaisong; Dangda, Intamee (Chuchuen), Khueanpet, Nildhamrong e Thongsombut (SriManee,Waenngoen); Sung-Ngoen.

No jogo que concluiu a segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de Futebol Feminino, os Estados Unidos venceram o Chile sem esforço por 3 a 0, em Paris. O jogo registrou ainda o maior público no Parc des Princes, com 45.594 pessoas, superando os 42.261 registrados na partida de abertura da Copa - França 4 a 0 sobre a Coreia do Sul. As americanas, que pouparam sete jogadoras, só precisaram do primeiro tempo para garantir a vitória, com gols de Lloyd (2) e Ertz. No segundo tempo os Estados Unidos, que mandaram quatro bolas na trave, ainda perderam um pênalti. A goleira do Chile, Christiane Endler, foi considerada a melhor jogadora em campo, com quatro defesas de alta dificuldade.

Os Estados Unidos jogaram com Naeher, Krieger, Dahlkemper (Sonnett), Sauerbrunn e Davidson; Brian, Ertz (McDonald) e Horan (Long); Press, Lloyd e Pugh. O Chile teve Endler, Galaz, Guerrero, Saez e Toro; Soto (Lopez), Araya e Lara (Pardo); Zamora, Urrutia (Huenteo) e Balmaceda.

O capitão e lateral-direito da seleção brasileira Daniel Alves voltou a comentar neste domingo sobre a relação entre a torcida e a equipe. Depois de na sexta-feira criticar o silêncio do público e a falta de apoio no Morumbi durante a vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia, pela Copa América, o jogador disse em Salvador que o comportamento de quem acompanha os jogos precisa esquecer o vínculo das paixões por clubes e passar a ser mais patriótico.

O jogador mais experiente da seleção, de 36 anos, pediu para o público ser mais torcedor do Brasil e menos ligado aos seus respectivos clubes quando se está no meio de uma competição importante, como a Copa América. "O futebol no Brasil é religião e as pessoas são doutrinadas a seguir seus clubes, não sua seleção. Então, se tem um jogador do seu time, elas apoiam. Se não tiver, é o contrário. Elas levam esse sentimento", afirmou. "Mesmo se você não gosta de certo jogador, é a hora de união, que haja uma conexão", acrescentou.

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Na abertura da Copa América, além das vaias no intervalo, o jogo teve um ambiente mais morno. O estádio mais silencioso e de ambiente menos vibrante levou nomes como o próprio Daniel Alves, além do zagueiro Thiago Silva, a pedirem mais apoio. O Brasil venceu por 3 a 0, com gols no segundo tempo, marcados por Everton e Philippe Coutinho (duas vezes).

Para Daniel Alves, o público poderia ter mais conscientização sobre a importância da seleção brasileira. "As pessoas têm que entender que estamos representando nosso país, nossa nação. Não estamos aqui perdendo tempo, para ficarmos mais bonitos vestindo a camisa. Estamos aqui por uma nação. O Brasil já viveu a experiência de que quando se tem conexão entre time e torcida, os resultados são favoráveis", afirmou.

O lateral ainda comentou sobre o preço dos ingressos desta Copa América. Para a partida de abertura, no Morumbi, o preço médio das entradas foi de quase R$ 500, valor considerado alto pelo lateral. "Sou do povo, sempre vou prezar pelo povo, que esteja no estádio. Mas foge das nossas mãos, porque não controlamos os preços dos ingressos", afirmou.

Daniel Alves disse, ainda, torcer para um ambiente diferente da seleção brasileira no próximo jogo.Na terça-feira, a equipe recebem em Salvador a Venezuela, na Fonte Nova. O lateral foi revelado pelo Bahia, é baiano de Juazeiro e convocou a presença popular para tanto ajudar a equipe a ganhar, como para deixar de lado o ambiente frio registrado durante a partida de abertura, no Morumbi.

A estreia da seleção brasileira na Copa América contra a Bolívia, na noite de sexta-feira, no Morumbi, teve renda de R$ 22.476.630,00, com o preço médio do ingresso no valor de R$ 485,00. O público que pagou caro para ver a vitória por 3 a 0 torceu pouco e vaiou o time ao término da etapa inicial.

O zagueiro Thiago Silva disse entender a crítica, mas reclamou do valor dos ingressos. Aos 34 anos, ele afirmou também que se prepara para a Copa de 2022, mas que sabe que haverá renovação na grupo. Confira questões respondidas pelo defensor brasileiro:

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O que você achou das vaias que a seleção recebeu?

Foram normais. Falando de uma maneira clara: os ingressos são muito caros. A gente entende a insatisfação do torcedor que pagou caro. As pessoas tinham de ter um pouco de sensibilidade com os preços. Acho que estão exagerados. Tinha espaço no estádio. Não sou de falar disso, mas a torcida teve razão no primeiro tempo. Faltou o gol. No segundo tempo, mudamos a atitude e saímos com um bom resultado.

Qual é a importância de ganhar a Copa América em casa?

Estamos no caminho certo, mas foi apenas o primeiro jogo. A gente tem o privilégio de fazer a competição dentro de casa. Sabemos que a responsabilidade é nossa. Mas não podemos esquecer que existe a pressão para os outros, a de jogar contra o Brasil aqui dentro.

 

A vitória era fundamental?

Sim. Estamos mais tranquilos. Sabíamos do nervosismo da estreia. Eu fiquei quase dois meses sem jogar 90 minutos. Senti um pouco mais que o normal, mas estou feliz com o rendimento individual e do grupo.

Como você projeta o jogo com a Venezuela na terça-feira?

Será diferente. Acho que eles vão marcar um pouco atrás, mas vão jogar. Eles têm grande qualidade técnica. Ganharam da Argentina recentemente.

É obrigação terminar como líder da chave?

Obrigação é uma palavra muito forte, mas somos favoritos. Temos essa consciência. Mas temos de mostrar esse favoritismo dentro de campo.

A ausência do Neymar deixa uma lacuna muito grande na seleção?

Neymar é indispensável para qualquer equipe. Na Liga dos Campeões, fomos (o PSG) eliminados pelo Manchester United muito pelo fato de o Ney não estar em campo. Mas tanto o Everton quanto o Neres fizeram um bom jogo. O Ney está no nosso grupo de WhatsApp e mandou uma mensagem bem positiva.

Você se vê na próxima Copa?

A gente tem de viver o presente, a Copa América. Depois, vamos pensar nas Eliminatórias. Tudo pode acontecer para 2022. É inevitável não falar de renovação. Isso deve acontecer pouco a pouco. Não é possível mudança drástica de 23 jogadores. Já estamos vivendo a mudança bem feita pelo professor (Tite). Acredito que estou em alto nível, mas a gente não sabe até quando. Vou continuar me preparando para 2022.

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