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A Espanha deu uma aula de basquete frente à Argentina, anulou o veterano Luis Scola, o principal jogador do rival e um dos destaques do torneio, e venceu a grande final do Mundial por 95 a 75, disputada na China, neste domingo, para se tornar bicampeã.

Com o título na China, a Espanha igualou o Brasil ao se tornar bicampeã mundial. A seleção europeia já havia vencido o torneio em 2006, no Japão, em uma final diante da Grécia. Os brasileiros conquistaram o título em 1959 e 1963.

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A Argentina continua com um troféu, que faturou em 1950, primeira edição do campeonato. Os argentinos perderam uma decisão pela segunda vez na história. A outra vez em que foi vice ocorreu em 2002, quando caiu para a Iugoslávia na final.

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As duas seleções já estavam garantidas nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Os espanhóis representarão a Europa ao lado da França e os argentinos e os Estados Unidos ficaram com as vagas por terem sido os melhores das Américas. O Brasil, eliminado na segunda fase do torneio, terá de brigar por uma vaga em Tóquio em um dos torneios pré-olímpicos, que será disputado em junho do ano que vem.

Os outros países já classificados para Tóquio-2020 são Japão (país-sede), Austrália (Oceania), Irã (Ásia) e Nigéria (África).

O JOGO - Na arena em Pequim, que contou com as presenças ilustres de Kobe Bryant, Tony Parker, Chris Bosh, Derrick Rose e Oscar Schmidt, os espanhóis foram melhores do início ao fim diante de uma Argentina que se mostrou valente e aguerrida, mas não teve o mesmo poder de fogo dos jogos anteriores, muito porque seu craque, Scola, foi muito bem marcado. Todos os quatro períodos foram vencidos pela Espanha: 23 a 14, 20 a 17, 23 a 16 e 29 a 28.

A defesa espanhola teve um desempenho defensivamente na final e foi fundamental para a vitória, de modo que o time treinado por Sergio Scariolo manteve um comportamento agressivo e uma leitura antecipada das ações, limitando muito o desempenho ofensivo dos argentinos, principalmente de Scola.

O principal jogador da Argentina, que tinha média de 19,3 pontos na competição, só converteu um arremesso de quadra durante todo o jogo (e apenas no último quarto), terminando com um aproveitamento de apenas 10% (1/10). Foram apenas oito pontos, seis em lances livres. Resta saber se Scola, aos 39 anos, se aposentará ou ainda tem gás para jogar as Olimpíadas em 2020.

Ricky Rubio foi o destaque da seleção espanhola. O armador do Phoenix Suns anotou 20 pontos, pegou sete rebotes, sendo dois ofensivos, e contribuiu com três assistências. Rubio teve medias de 16,4 pontos, seis assistências, 4,6 rebotes e 1,4 roubos de bola na China e ficou com o prêmio de MVP (melhor jogador) da competição.

Rudy Fernandez, Segio Llull, Marc Gasol e Juancho e Willys Hernangomez também emplacaram mais de dez pontos, comprovando o excelente desempenho coletivo do time europeu na partida. Pelo lado do time sul-americano, o ala Gabriel Deck foi o destaque e o cestinha do jogo, com 24 pontos anotados.

Gasol, atual campeão da NBA pelo Toronto Raptors e agora campeão do mundo pela segunda vez - Rudy Fernandez é o outro jogador do atual elenco a ter feito parte da conquista em 2006 - se tornou o segundo jogador da história a alcançar os dois troféus na mesma temporada. Apenas Lamar Odon, já aposentado, havia conseguido o feito, em 2010, pelos Estados Unidos e pelo Los Angeles Lakers.

O quinteto ideal do Mundial, eleito pela Fiba, foi formado por Ricky Rubio (Espanha), Evan Fournier (França), Bogdan Bogdanovic (Sérvia), Luis Scola (Argentina) e Marc Gasol (Espanha).

Responsável por derrubar uma invencibilidade de 13 anos, ou 48 partidas, dos Estados Unidos, a seleção da França derrotou a Austrália por 67 a 59 neste domingo e ficou com o terceiro lugar no Mundial de Basquete, que está sendo realizado na China.

Os franceses, que foram superados nas semifinais pela Argentina, já estão garantidos, ao lado da Espanha como representante da Europa, nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

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O mesmo vale para a Austrália, primeira seleção confirmada nas Olimpíadas, uma vez que a Nova Zelândia, que também brigava por uma vaga da Oceania em Tóquio, foi eliminada ainda na primeira fase.

Foi a segunda vez que a França termina um Mundial em terceiro. O fato aconteceu pela primeira vez na última edição, em 2014, disputada na Espanha e que teve os Estados Unidos como campeões.

Nando De Colo foi o cestinha da partida. O armador francês anotou 19 pontos e foi fundamental para o triunfo que garantiu à sua equipe o terceiro lugar no Mundial. Ele também contribuiu com três rebotes e duas assistências. O ala Evan Fournier, com 16 pontos e cinco rebotes, também foi responsável direto pelo bom desempenho francês em quadra.

Patty Mills, acostumado a ser o cestinha australiano na maioria dos jogos, desta vez não foi o maior pontuador da seleção da Oceania. Quem mais pontuou foi Joe Ingles, com 17 pontos, além de ter pegado cinco rebote e dado três assistências. No entanto, Mills contribuiu com 15 e duas assistências e também teve boa atuação.

No duelo em Pequim, os franceses começaram mal e foram dominados nos dois primeiros quartos. No primeiro tempo, a Austrália conseguiu abrir nove pontos de vantagem e foi ao intervalo vencendo por 30 a 21.

No entanto, a França acordou na segunda metade da partida. Com uma defesa mais segura e um ataque que passou a funcionar melhor, o time europeu passou à frente no placar no último quarto e sustentou a vantagem até o final para ficar com o terceiro posto no Mundial.

A seleção norte-americana nunca viu sua hegemonia no basquete tão ameaçada a nível internacional. Depois de perder para França e ficar de fora das semi do mundial, nesta quinta-feira (12) a Servia derrotou os EUA por 94 a 89 e impôs duas derrotas seguidas depois de 17 anos. Além disso a seleção vai brigar pelo sétimo lugar o que já garante a pior colocação da história do mundial.

A pior colocação da história dos Estados Unidos foi exatamente há 17 anos, na Copa do Mundo de 2002 que curiosamente aconteceu nos Estados Unidos. Naquela ocasião os americanos ficaram com sexto lugar e perderam duas vezes seguidas para Argentina e Iugoslávia. De lá para cá nunca mais perderam dois jogos em sequência em mundiais. Além de terem conquistados duas Copas, 2010 e 2014 e um terceiro lugar em 2006.

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Com a derrota para a Servia a seleção norte americana só poderá disputar o sétimo lugar o que já será a pior participação da história. Em 1970 e 1978 os Estados Unidos ficaram com quinto lugar. Em 2002 a sexta posição em casa. Agora a seleção enfrenta a equipe que perder do duelo entre Polônia e República Tcheca para disputar o sétimo lugar. Já a Servia aguarda o vencedor para brigar pela quinta posição.

 

A seleção brasileira masculina de basquete foi eliminada nesta segunda-feira do Mundial da China com a derrota para os Estados Unidos por 89 a 73, na cidade de Shenzhen, mas os jogadores destacaram a luta da equipe na partida e garantiram um time focado para a disputa do Pré-Olímpico, em junho do ano que vem, na luta por uma vaga nos Jogos de Tóquio-2020, no Japão.

"O mais importante é que a gente lutou os 40 minutos, brigamos até o fim. Foi outro Brasil que a gente viu hoje (segunda-feira) na quadra, mas Estados Unidos é sempre Estados Unidos, um time muito difícil, muito atlético. A gente conseguiu segurar o jogo até um certo tempo, mas achei que a arbitragem errou em não marcar algumas faltas e isso acaba interferindo um pouco", disse o ala Leandrinho, um dos destaques do Brasil com 14 pontos.

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"Infelizmente a gente perdeu, a gente tá fora e é triste, não era assim que a gente queria sair desse torneio. Principalmente depois de termos feito uma primeira fase tão boa", avaliou o experiente jogador de 37 anos, destacando que o Brasil tem chances de conseguir a vaga em Tóquio-2020. "Eu acho que independente da sede (do Pré-Olímpico), a gente tem que jogar e jogar bonito, conquistar a vaga. Independente da onde for", concluiu.

Para o pivô Anderson Varejão, o lamento ficou com a derrota para a República Checa no último sábado. "A gente lutou. Todos os jogos. Conseguimos passar em primeiro no grupo. Três vitórias. Uma em cima da Grécia que ninguém acreditava. A gente teve um jogo muito ruim contra a República Checa, que custou caro", afirmou.

"A gente fez tudo, do início ao fim, mas não foi suficiente. A gente sabe que não é fácil ganhar deles. Eles não são o que são por acaso. A gente tem que levantar a cabeça aqui e saber que não fez vergonha, bateu de frente com todo mundo", prosseguiu Varejão, que vê o time focado para o Pré-Olímpico.

"Eu acho que o foco tem que ser em chegar para ser campeão. Para classificar. O primeiro passo a gente deu aqui. Conseguiu a classificação para o Pré-Olímpico. Tem muita coisa para acontecer ainda. Dia duro para gente essa eliminação", finalizou o pivô.

RESULTADOS - Além da vitória dos Estados Unidos sobre o Brasil, a Austrália derrotou a França por 100 a 98, em Nanjing, e ficou com a primeira colocação do Grupo L, fugindo dos norte-americanos, que enfrentarão os franceses. Nas quartas de final, os australianos jogarão contra a República Checa. Os outros dois duelos são Argentina x Sérvia e Espanha x Polônia.

A seleção brasileira masculina de basquete lutou o quanto pôde e encarou os Estados Unidos de igual para igual até a metade do terceiro período, mas não resistiu à força dos norte-americanos, que nesta segunda-feira venceram por 89 a 73, na cidade de Shenzhen, pela rodada final da segunda fase, em um resultado que eliminou o Brasil do Mundial da China e acabou com as chances de uma classificação direta aos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão.

Depois de vencer as três partidas pela primeira fase - contra Nova Zelândia, Grécia e Montenegro -, a seleção brasileira só precisava ganhar uma na segunda etapa do Mundial para avançar às quartas de final. A maior chance era no último sábado contra a República Checa, mas o time comandado pelo técnico croata Aleksandar Petrovic foi facilmente batido por 93 a 71. Nesta segunda-feira, os gregos ainda ajudaram ao derrotar os checos por 84 a 77, porém era necessário superar os Estados Unidos.

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Com a derrota, o Brasil perde a chance também de ficar com uma das duas vagas diretas das Américas, através do Mundial, para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Classificados às quartas de final, Estados Unidos e Argentina já se garantiram. Aos brasileiros, que ficaram entre os 16 melhores na China, resta agora buscar a classificação em um dos Pré-Olímpicos mundiais, em junho do ano que vem. Serão 24 seleções, divididas em quatro grupos de seis - apenas o campeão de cada torneio garante vaga e fica entre os 12 que vão ao Japão.

"A gente lutou. Todos os jogos. Conseguimos passar em primeiro no grupo. Três vitórias. Uma em cima da Grécia que ninguém acreditava. A gente teve um jogo muito ruim contra a República Checa, que custou caro. A gente fez tudo, do início ao fim, mas não foi suficiente. A gente sabe que não é fácil ganhar deles (Estados Unidos). Eles não são o que são por acaso. A gente tem que levantar a cabeça aqui e saber que não fez vergonha, bateu de frente com todo mundo", disse o desolado Anderson Varejão, logo após a derrota.

Pelo Grupo K, o Brasil terminou a segunda fase na quarta e última colocação. Por conta do saldo de pontos, o time terminou o Mundial na 13.ª colocação. A partida desta segunda-feira pode ter sido a última de alguns jogadores experientes na competição. São os casos de Anderson Varejão, com 36 anos, Marcelinho Huertas, com a mesma idade, Leandrinho, com 37, e Alex, com 39. Antes, porém, todos devem se colocar à disposição para o ano que vem, no Pré-Olímpico.

Durante o jogo, a reclamação dos atletas contra a arbitragem foi grande. Ainda no segundo quarto, Aleksandar Petrovic levou duas faltas técnicas e foi excluído da partida, invadindo a quadra para reclamar. Leandrinho, no último quarto, já com o jogo definido, fez o mesmo para pedir duas faltas que não foram dadas.

Em quadra, Anderson Varejão terminou com 14 pontos, sete rebotes e três assistências. Vitor Benite, em seu melhor jogo, anotou 21 pontos, sendo o cestinha da partida, e Leandrinho fez 14. Nos Estados Unidos, Kemba Walker marcou 16, mesmo número que Myles Turner, com oito rebotes. Harrison Barnes anotou outros 10 pontos.

Depois de sofrer uma derrota para a República Checa por 91 a 73, no último sábado, em Shenzhen, e se complicar no Mundial Masculino de Basquete que está sendo realizado na China, a seleção brasileira precisa conquistar uma vitória histórica sobre os Estados Unidos nesta segunda-feira, a partir das 9h30 (horário de Brasília), em confronto válido pelo Grupo H da competição.

Com três vitórias e uma derrota em quatro jogos no torneio, o Brasil ainda terá de torcer por uma vitória da Grécia sobre a República Checa na primeira partida do dia, às 5h30 (de Brasília), para ter maiores chances de classificação às quartas de final.

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E em caso de triunfo dos checos sobre os gregos, os brasileiros só poderão avançar à próxima fase da competição se baterem a equipe norte-americana comandada por Gregg Popovich por 22 pontos de diferença, o que é bastante improvável que possa acontecer.

Principal cestinha da seleção na derrota para os checos, com 12 pontos, Vitor Benite exaltou a importância de os brasileiros controlarem a parte psicológica para desbancar o favoritismo dos Estados Unidos, que não perde uma partida atuando com jogadores da NBA em quadra desde as semifinais do Mundial de 2006, quando foram surpreendidos pelos gregos.

"A pancada que a República Checa nos deu nos mostrou uma realidade na qual não podemos acumular emoções demais depois de cada partida. Eles foram superiores ofensivamente e defensivamente e mereceram a vitória. Só que do mesmo jeito que não podemos comemorar muito quando estamos bem, não podemos abaixar a cabeça após uma derrota como essa. Só dependemos de nós contra os Estados Unidos. Agora é hora de muito foco, ter os pés no chão, trabalhar muito e nos concentrar porque os Estados Unidos já mostraram que não são imbatíveis. Mas para vencer teremos que mudar nossa mentalidade, contra os checos não fomos o Brasil que vínhamos sendo", destacou Benite, por meio de declarações reproduzidas pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

E ele acredita que é possível desbancar o favoritismo dos norte-americanos. "Da mesma maneira que se perde de 22 pontos um jogo, pode se perder de um ou se ganhar de 20, só que a cabeça tem que estar tranquila. Não podemos achar que esse é o Brasil, nós já mostramos nessa Copa do Mundo que temos potencial para irmos longe. Esse é o momento de nos unirmos, são nos momentos difíceis que um time tem que se fechar e mostrar confiança. Temos que esquecer a República Checa e dar tudo contra os Estados Unidos", completou.

Com a experiência de quatro participações em Mundiais, Marcelinho Huertas, de 36 anos, exibiu discurso parecido com o de Benite ao projetar o embate diante dos norte-americanos. "Será um jogo completamente diferente. Temos que esquecer o quanto antes a derrota para a República Checa, trabalhar para não repetir os mesmos erros e entrar para ganhar. A realidade do basquete americano é outra, eles não vieram com o time principal e talvez possam sentir a falta de alguns líderes, temos que tentar tirar alguma vantagem disso. Eles sofreram em alguns jogos da preparação, ganharam da Turquia num verdadeiro milagre e temos que ir para cima deles confiantes em conquistar uma vitória e nossa classificação", projetou.

Foram definidos, neste domingo, dois duelos das quartas de final do Mundial de Basquete, que está sendo disputado na China. Vão se enfrentar Argentina x Sérvia e Espanha x Polônia. Os argentinos tiveram tranquila vitória sobre os poloneses, por 91 a 65, enquanto os espanhóis bateram os sérvios por 81 a 69.

O destaque mais uma vez na vitória argentina foi o pivô Luis Scola, autor de 21 pontos e seis rebotes. O veterano, de 39 anos, teve a companhia de Marcos Delía (12 pontos e cinco rebotes). A seleção sul-americana está invicta na competição, com cinco vitórias. Pelo lado polonês, A.J. Slaughter foi o melhor com 16 pontos e três assistências.

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Em outro duelo de equipes já classificadas, a Espanha derrotou a Sérvia com grande atuação no segundo e terceiro quartos, quando marcou 32 a 17 e 22 a 19. O setor defensivo foi o destaque, ao parar o ataque sérvio, autor de mais de 90 pontos nos quatro jogos anteriores.

O armador espanhol Ricky Rubio (19 pontos, cinco rebotes e quatro assistências), o ala Víctor Claver (14 pontos e sete rebotes) e o pivô Marc Gasol (11 pontos, seis rebotes e seis assistências) lideraram a equipe espanhola. Do lado sérvio, Bogdan Bogdanovic anotou 26 pontos e agarrou dez rebotes.

Pela disputa do 17º ao 32º lugar, a Nigéria derrotou a China por 86 a 73, enquanto o Irã marcou 95 a 75 sobre as Filipinas.

As outras duas disputas das quartas de final serão decididas nesta segunda-feira. No Grupo K, o Brasil enfrenta os Estados Unidos, enquanto a República Checa terá pela frente a Grécia. Na Chave L, França e Austrália se enfrentam pelo primeiro lugar. Em outro jogo, o confronto reúne as eliminadas República Dominicana e Lituânia.

Os jogadores da seleção brasileira masculina de basquete admitiram que o time foi mal na derrota para a República Checa (93 a 71), neste sábado, na China, em duelo do Grupo K da segunda fase do Mundial. Ao mesmo tempo, demonstraram confiança para o confronto contra os Estados Unidos, segunda-feira, às 9h30 (de Brasília), quando estará em jogo a passagem para as quartas de final da competição.

"Ofensivamente não tivemos paciência nenhuma, defensivamente cometemos muitos erros. No primeiro tempo demos muitas cestas fáceis para eles, cometemos muitos erros, não fizemos a nossa estratégia, a gente trabalhou isso antes do jogo, sabia como eles jogavam e mesmo assim não fomos capazes de neutralizar", disse o armador Marcelinho Huertas.

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Cestinha brasileiro na partida com 12 pontos, o ala Benite reconheceu que a derrota foi muito dura, mas afirmou que é hora de união para encarar os EUA. "A República Checa deu hoje uma pancada muito forte na gente e nos fez voltar à realidade após todas as emoções da primeira fase. Eles foram muito superiores, ofensivamente e defensivamente, porém, da mesma forma que não podemos comemorar muito quando tudo sai bem, não podemos baixar a cabeça agora. Só depende de nós contra os EUA. Então temos que ter muito foco agora, saber que o Brasil não jogou defensivamente, não atacou bem, temos que ter o pé no chão, trabalhar muito, concentrar muito porque os EUA já mostraram que não são imbatíveis e a gente tem tudo para jogar diferente na segunda, mas temos que mudar a mentalidade. Hoje não fomos o Brasil que vínhamos sendo nessa Copa do Mundo."

O pivô Anderson Varejão fez uma análise semelhante. "O Brasil não começou o jogo da maneira certa e eles fizeram uma excelente partida, rodando a bola, infiltrando, na verdade eles jogaram bem e a gente jogou mal. Parabéns pra eles pela vitória, mas a gente não pode baixar a cabeça, temos que pensar no próximo jogo e ir em busca da vitória."

Apesar do primeiro resultado negativo, após três vitórias na primeira fase, Huertas demonstrou otimismo para a "decisão" contra os norte-americanos. "O jogo contra os EUA vai ser completamente diferente, temos que esquecer o quanto antes isso aqui, trabalhar para não repetir os erros e jogar para ganhar. Os EUA não vieram com o time principal e eles podem sentir a falta de alguns líderes, então temos que ir pra cima deles com confiança."

A seleção brasileira sofreu, neste sábado, a primeira derrota no Mundial de Basquete Masculino, que está sendo realizado na China, ao perder para a República Checa por 93 a 71, em duelo válido pelo Grupo K da segunda fase.

Com este resultado, os checos assumiram a liderança da chave com sete pontos, ao lado do Brasil, enquanto Estados Unidos têm seis e a Grécia soma cinco. Norte-americanos e gregos ainda se enfrentam neste sábado.

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Para alcançar as quartas de final da competição, os brasileiros terão de vencer os norte-americanos, segunda-feira, às 9h30, para também seguir com chances de conseguir a vaga direta para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Caso contrário, terá de disputar o pré-olímpico.

Após vencer na primeira fase Nova Zelândia, Grécia e Montenegro, o Brasil fez sua pior partida na competição e perdeu os quatro quartos para a República Checa. O mais equilibrado foi o último, quando os checos venceram por 28 a 25. Satoransky e Balvín foram os destaques da equipe europeia.

Ao contrário do que vinha apresentando no Mundial, a seleção brasileira não mostrou a mesma determinação na marcação e o entusiasmo no ataque. O técnico Aleksandar Petrovic fez várias alterações na equipe na busca de encontrar uma melhor formação. Sua atitude deu algum resultado, pois Benite entrou e foi o cestinha da equipe, com 12 pontos. Marcelinho Huertas e Leandro Barbosa anotaram 11 pontos.

Em outro jogo da segunda fase, a Austrália derrotou a República Dominicana por 82 a 76 e garantiu vaga nas quartas de final. Outros resultados deste sábado pela disputa do 17º ao 32º lugar: Nova Zelândia 111 x 81 Japão e Canadá 126 x 71 Jordânia.

O Mundial de Basquete Masculino, que está sendo realizado na China, teve nesta sexta-feira apenas o seu primeiro dia de disputas da segunda fase e quatro seleções já garantiram de forma antecipada as suas classificações às quartas de final. Favoritos ao título e ainda invictos, Argentina, Polônia, Sérvia e Espanha venceram os seus jogos e neste domingo apenas decidirão quem passará em primeiro em seus grupos.

Pelo Grupo I, disputado na cidade de Foshan, a Argentina assegurou a sua vaga nas quartas de final ao derrotar com facilidade a Venezuela por 87 a 67. Em quatro jogos até agora são quatro vitórias e a decisão da liderança da chave serão contra a Polônia, que mais cedo ganhou da Rússia por 79 a 74 para também se manter invicta na competição.

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Em quadra, o destaque argentino no duelo sul-americano foi o armador Gabriel Deck, que foi o cestinha com 25 pontos. Outros três jogadores ajudaram o setor ofensivo ao anotaram dígito duplo na pontuação - Facundo Campazzo, com 15, Luís Scola, com 12, e Patricio Garino, com 10. O melhor da Venezuela foi o armador Michael Carrera, com 19 pontos.

Na vitória da Polônia, a grande atuação do ala Mateusz Ponitka foi decisiva. Ele marcou 14 pontos, agarrou nove rebotes e deu três assistências, sendo ajudado por Adam Waczynski, cestinha polonês no jogo com 18 pontos, e por Damian Kulig, com outros 10 vindo do banco de reservas.

Pelo Grupo J, em Wuhan, a classificação da Espanha veio em uma difícil vitória sobre a Itália por 67 a 60. O pivô Marc Gasol, campeão da NBA recentemente com o Toronto Raptors, esteve apagado em quadra com apenas dois pontos e quatro rebotes, mas essa fraca atuação foi compensada por Juancho Hernángomez, autor de 16 pontos, Ricky Rubio (15) e Sergio Llull (11).

A primeira colocação da chave será disputada contra a Sérvia, que também se manteve sem perder no Mundial com o tranquilo triunfo sobre Porto Rico por 90 a 47. Cinco jogadores sérvios marcaram 10 ou mais pontos, sendo que o cestinha foi Nemanja Bjelica com 18 vindo do banco de reservas. Nikola Jovic contribuiu com outros 14 e 10 rebotes.

OUTROS RESULTADOS - O Mundial teve também nesta sexta-feira os primeiros jogos para a definição do 17.º ao 32.º lugares. Os resultados foram: Nigéria 83 x 66 Costa do Marfim, China 77 x 73 Coreia do Sul, Irã 71 x 62 Angola e Tunísia 86 x 67 Filipinas.

A seleção brasileira masculina de basquete encerrou a primeira fase do Mundial, que está sendo realizado na China, com três vitórias em três jogos - contra Nova Zelândia, Grécia e Montenegro. Depois do triunfo sobre os montenegrinos nesta quinta-feira, o técnico croata Aleksandar Petrovic festejou os 100% de aproveitamento que o time carregará para a segunda fase, na qual jogará contra República Checa e Estados Unidos.

"Parabéns a todos os jogadores, pois muitos não acreditavam que o Brasil fosse sair desse grupo com os seis pontos. Depois de uma partida tão emocionante contra a Grécia, hoje (quinta-feira) entramos com, não sei, 60% da nossa intensidade, mas foi o suficiente para vencermos esse jogo importante. Tivemos um segundo tempo muito bom contra a Nova Zelândia e 35 minutos contra a Grécia", disse o treinador.

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Aleksandar Petrovic destacou a possibilidade de dar tempo de quadra a alguns jogadores que não haviam participado muito dos dois primeiros jogos. "Hoje (quinta-feira) conseguimos administrar com uma certa tranquilidade e uma coisa boa é que tivemos três jogadores que não participaram muito das duas partidas anteriores. Marcelinho, Benite e Felicio ficaram em quadra por mais de 20 minutos e foram bem. Isso é fundamental. Agora é descansar bem porque no sábado já temos a primeira guerra em busca de uma vaga nas quartas de final", afirmou.

Destaque da partida com 16 pontos, Marcelinho Huertas comentou sobre o momento de instabilidade da equipe brasileira no último quarto. "No basquete tudo muda muito rápido, a gente teve três ataques ruins, eles meteram quatro bolas de três pontos. Então temos que ter tranquilidade nessa hora, saber a característica de cada jogador, como eles estão nos atacando e a gente precisa saber se ajustar na quadra, sem depender dos pedidos de tempo do Petrovic. Felizmente conseguimos ajustar no final e sair com a vitória que era o mais importante", analisou.

Apesar de levar as três vitórias para a segunda fase, o armador sabe que o que o Brasil fez na primeira tem de ficar para trás. "Agora é mentalizar o próximo jogo (contra a República Checa). Essa é a oportunidade que a gente tem. Temos que pensar nesse primeiro jogo para só depois pensarmos nos Estados Unidos. É um jogo em que a vitória garante a nossa presença nas quartas de final e isso é um passo muito grande para a vaga olímpica", avaliou o brasileiro.

O Brasil venceu Montenegro pela última rodada da primeira fase da Copa do Mundo de Basquete, na China, e igualou uma marca que não acontecia desde 2002. O Brasil avançou de fase de forma invicta após 17 anos. O jogo desta quinta-feira (5), terminou com placar de 84x73.

Três jogos, três vitórias e um basquete de alto nível. Aleksandar Petrovic, treinador da seleção brasileira tem conquistado a confiança do torcedor com resultados positivos. Além do 100% de aproveitamento, a passagem para próxima fase já permite a seleção disputar o pré-olímpico para Tóquio 2020.

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O jogo contra Montenegro também garantiu ao Brasil a invencibilidade no torneio, o que não acontecia desde 2002 quando o Brasil venceu Porto Rico, Líbano e Turquia no mundial disputado em Indiana, Estados Unidos. O cestinha do jogo foi Marcelinho Huertas, empatado com Derek Needham, com 16 pontos. Felício saiu de quadra com 100% dos arremessos de quadra acertando 7 em 7, além de ser o reboteiro do jogo com 8 rebotes.

Agora o Brasil terá pela frente Estados Unidos e República Tcheca, que venceu a Turquia nesta quinta. Os Estados Unidos ainda jogam com o Japão para confirmar sua classificação. As partidas da próxima fase começam para o Brasil no sábado (7).  As vitórias da primeira fase somam com as da segunda fase, os grupos da segunda fase são formados por quatro equipes, cada grupo com duas seleções. No grupo F, que o Brasil estava inserido, avançaram Brasil e Grécia, mas as seleções que eram do mesmo grupo não se enfrentam nesta fase.

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Com uma campanha perfeita, a seleção brasileira masculina de basquete passou à segunda fase do Mundial, que está sendo realizado na China. Nesta quinta-feira, já classificada antecipadamente com as vitórias anteriores contra a Nova Zelândia e a Grécia, o time comandado pelo técnico croata Aleksandar Petrovic entrou em quadra, no ginásio Youth Olympics Sports Park, na cidade de Nanjing, para garantir a primeira colocação do Grupo F e conseguiu. Com boa atuação de Marcelinho Huertas, venceu Montenegro por 84 a 73.

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O armador, com experiência na NBA - jogou no Los Angeles Lakers -, se destacou com 16 pontos, seis assistências e dois rebotes. Ao final, foi escolhido como o melhor jogador da partida. E teve grande ajuda de seus companheiros, como o pivô Cristiano Felício, que marcou 14 pontos e agarrou sete rebotes, e o ala Marquinhos, responsável por 13 pontos.

Na segunda fase, o Brasil estará no Grupo K e enfrentará os Estados Unidos e a República Checa, que surpreendeu nesta quinta-feira ao derrotar e eliminar a Turquia com uma vitória por 91 a 76, em Xangai. O primeiro duelo será contra os checos, neste sábado. Na segunda, terá os norte-americanos pela frente. Como carrega os resultados da primeira fase, um triunfo é suficiente para garantir a classificação às quartas de final.

Com um quinteto diferente das duas partidas anteriores, o Brasil não teve moleza diante da já eliminada seleção de Montenegro. Em um primeiro período equilibrado, Marcelinho Huertas se destacou com sete pontos e duas assistências. No segundo, mesmo após várias mexidas de Petrovic, a seleção seguiu com boa atuação, especialmente dos experientes Anderson Varejão, Alex e Leandrinho, e foi para o intervalo com cinco pontos de vantagem (43 a 38).

Depois do descanso, o Brasil manteve a regularidade e conseguiu ficar 15 pontos na frente. Os montenegrinos buscaram uma reação com cestas de três, mas Marcelinho Huertas seguiu se destacando com mais sete pontos e quatro assistências.

Petrovic mexeu de novo e voltou para o último período com Rafa Luz, Marquinhos e Leandrinho nos lugares de Marcelinho Huertas, Alex e Bruno Caboclo. Mesmo com as mudanças, o ritmo não caiu, mas Montenegro não desistia e, com uma bola de três atrás da outra, a diferença diminuiu para um ponto a pouco menos de quatro minutos do final. Depois de um bom tempo sem marcar, Leandrinho pontuou e o Brasil se segurou para vencer a terceira partida no Mundial.

'Quem avisa amigo é'. O famoso ditado popular brasileiro caiu como uma luva para o Croata treinador da seleção brasileira de basquete Aleksandar Petrovic. Desde que tomou conhecimento que teria a Grécia de Antetokounmpo no caminho da seleção no mundial, ele avisou que venceria a equipe e revelou que muitos não acreditaram nele e até 'zombaram'. A histórica vitória veio nesta terça-feira (3).

Mas essa não foi a primeira vez que Antetokounmpo parou nas 'mãos' de Pertrovic, como contou o próprio treinador: "Eu parei o Antetokounmpo pela Croácia, na classificatória para a Olimpíada do Rio. Mostramos que não tínhamos apenas um jogador para defender o Antetokounmpo. Quando nos preparamos para esse jogo, muitos riram e brincaram comigo sobre o que falei dele. Você tem um cara que é MVP da NBA, de 23 anos, e quem parou ele? Um cara de 40 anos (Alex, de 39 anos). Eu trabalhei por cinco meses para isso", afirmou.

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“Estamos de volta e podemos bater qualquer time nessa competição. Na véspera do jogo eu li matérias com minhas falas sobre o Antetokounmpo e referências até ao 7 a 1 do Brasil na Copa do Mundo de futebol de 2014”, completou.

Apesar do clima de euforia pela importante vitória na seleção, Petrovic mantem os pés no chão: "Vencemos, ótimo, mas vencer a Grécia por um ponto vale o mesmo que vencer Montenegro na quinta. Quero ir para Shenzhen com 100%, com três vitórias e líder do Grupo F. É disso que precisamos para conquistar nossos objetivos. Ainda não fizemos nada aqui", crava. 

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--> 'A gente mostrou a força do nosso grupo', diz Varejão

A histórica vitória contra a Grécia na Copa do Mundo de Basquete deixou o Brasil muito mais próximo da vaga para as olimpíadas de Tóquio em 2020. A nova regra da FIBA garante vaga para as duas melhores equipes do continente americano, duas vagas para Europa, uma para África, Ásia e Oceania. Além de vagas diretas, mais 16 equipes disputarão o pré-olímpico, o Brasil classificado para a próxima fase está garantido no pré-olímpico caso não avance diretamente. 

O Brasil está 100% na competição. Dois jogos e duas vitórias, a última contra Grécia além de surpreender os amantes da bola laranja permitiu um a seleção um grande passe rumo as olimpíadas de Toquio-2020. Mesmo que não avance diretamente a seleção brasileira já conquistou o direito de participar do torneio classificatório para as olimpíadas.

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Para avançar diretamente o Brasil precisa estar entre as duas melhores equipes das Américas, os adversários nessa disputa são fortes: Estados Unidos, Argentina, República Dominicana e Porto Rico avançaram para segunda rodada e estão no pareô. Venezuela tem chances remotas e o Canadá sem chance de classificação.

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Autor de 22 pontos e nove rebotes no jogo em que a seleção brasileira desbancou o favoritismo da Grécia e venceu por 79 a 78, nesta terça-feira, em Nanquim, na China, Anderson Varejão foi o grande destaque do time nacional no confronto válido pelo Mundial de Basquete. O triunfo garantiu a classificação da equipe à segunda fase da competição, na qual também assumiu a liderança do Grupo F, com quatro pontos, antes de fechar campanha nesta chave na próxima quinta, contra Montenegro.

Ao comentar a segunda vitória brasileira em dois jogos - no último domingo superou a Nova Zelândia em sua estreia -, o ex-jogador do Cleveland Cavaliers e do Golden State Warriors destacou que o feito diante da seleção de Giannis Antetokounmpo, eleito MVP (jogador mais valioso) da temporada passada da NBA pelo Milwaukee Bucks, provou a força do time nacional.

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"Vitória difícil. Eu acredito que ninguém aqui no ginásio acreditava que a gente pudesse ganhar e até muita gente no Brasil também não acreditava, mas o basquete é decidido dentro de quadra, são 40 minutos e se você desrespeitar o adversário, você vai ser surpreendido. Hoje a gente mostrou a força do nosso grupo, um grupo fechado, um jogando pelo outro, é uma sensação maravilhosa a gente ganhar um jogo desses que ninguém acreditava, mas nós acreditávamos", ressaltou Varejão após brilhar contra os gregos.

Em seguida, o pivô já projetou o duelo com Montenegro, marcado para começar às 5 horas (de Brasília) de quinta-feira, em Nanquim. "Falamos antes do jogo (desta terça) que na quadra são cinco contra cinco, temos muita gente no banco querendo entrar e vamos pra cima dos caras. Sabíamos do potencial da Grécia, mas a gente também sabia do nosso, então fomos pra cima e conseguimos a vitória. Agora é manter o foco contra Montenegro para chegarmos fortes na próxima fase", completou o brasileiro.

O ala Marquinhos, com 15 pontos, foi o segundo maior destaque ofensivo do Brasil na vitória sobre os gregos e exaltou a reação da equipe comandada pelo técnico Aleksandar Petrovic depois de fechar o segundo quarto do confronto em desvantagem de 40 a 30 no placar.

"O mau momento se deveu à qualidade da Grécia e também um pouco de insegurança nossa, saímos um pouco do padrão que a gente desenhou para a partida, mas depois que a gente conseguiu colocar a cabeça no lugar, respirar, a rotação encaixou, conseguimos atacar os pontos fracos deles, aí a gente teve uma eficiência muito grande, colocamos eles para jogarem cinco contra cinco, aí eles sofrem muito, e botamos pressão", analisou Marquinhos.

O jogador também destacou o fato de que Petrovic seguiu acreditando na reação do Brasil após o desempenho ruim no segundo quarto do jogo, sendo que em certo momento da partida a equipe chegou a estar perdendo por 17 pontos de diferença.

"No segundo tempo a gente cresceu ofensivamente e eles sentiram muito. O Petrovic é um cara muito positivo. No intervalo ele falou: 'Em três minutos a gente vai entrar no jogo'. E não demorou nem isso. A gente encaixou um time bem flexível, defendemos bem, corremos toda a quadra, o Alex atacou muito bem, abriu bem a quadra para os nossos chutadores e foi assim que conseguimos a vitória, sem nunca sair da nossa tática de jogo", reforçou o ala.

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Com uma grande reação no segundo tempo, a seleção brasileira bateu a Grécia por 79 a 78, nesta terça-feira, em Nanquim, na China, e conquistou a sua segunda vitória em dois jogos no Mundial Masculino de Basquete. O time nacional havia estreado com um triunfo sobre a Nova Zelândia, no último domingo, e agora assegurou a sua classificação à segunda fase com uma rodada de antecedência.

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O pivô Anderson Varejão, com 22 pontos e nove rebotes, foi o grande destaque do Brasil no confronto, válido pelo Grupo F do torneio. Ele terminou como cestinha do jogo, logo à frente do grego Georgios Printezis, com 20.

Ao ganhar este duelo, a equipe nacional se garantiu na liderança isolada da chave, com quatro pontos, antes de fechar a sua campanha na primeira fase na quinta-feira, às 5 horas (de Brasília), contra Montenegro.

No outro duelo da segunda rodada deste Grupo F disputado nesta terça, a Nova Zelândia superou os montenegrinos por 93 a 83 e manteve vivas as suas chances de classificação à próxima fase do Mundial ao chegar aos três pontos, mesma pontuação dos gregos, vice-líderes. Este resultado ajudou o Brasil, que ganhou a chance de assegurar avanço no torneio com uma vitória sobre os gregos. Com duas derrotas em dois duelos, Montenegro ocupa a lanterna, com dois pontos. Os dois primeiros colocados de cada chave avançam ao estágio seguinte da competição.

Este duelo com a Grécia era considerado o maior desafio do Brasil neste estágio do Mundial, principalmente pelo fato de que os gregos contam com o ala Giannis Antetokounmpo, eleito MVP (jogador mais valioso, na sigla em inglês) da última temporada da NBA pelo Milwaukee Bucks.

E os gregos exibiram força ao terminarem os dois primeiros quartos do jogo em vantagem no placar, com 19 a 15 e depois 40 a 30. Porém, a equipe brasileira deu início a uma grande reação no terceiro período, no qual tirou uma diferença que chegou a ser de 17 pontos e fechou vencendo por 56 a 53, antes de triunfar com a vitória por 79 a 78 no tempo derradeiro.

No finalzinho da partida, logo após Leandrinho desperdiçar um lance livre e converter o outro, o brasileiro Didi cometeu um erro infantil ao fazer uma falta em Sloukas quando o grego tentou fazer um arremesso ainda na quadra defensiva, a dois segundos do fim. Com isso, ele deu a oportunidade ao rival de arremessar três lances livres. O grego acertou os dois primeiros, mas errou o terceiro e a vitória ficou com o Brasil.

Marquinhos, com 15 pontos, e Leandrinho e Alex, com 13 pontos cada, foram os outros principais destaques da seleção brasileira. Pelo lado grego, Antetokounmpo foi bem marcado pelos brasileiros e somou 13 pontos, sendo que foi excluído de quadra ao cometer a sua quinta falta, sofrida por Leandrinho, no final da partida. Na parte ofensiva, Nick Calathes foi o segundo maior cestinha da sua equipe, com 16 pontos.

Na quinta-feira, às 9h (de Brasília), gregos e neozelandeses medirão forças na partida que finalizará este Grupo F do Mundial realizado em solo chinês.

Semifinalista na LBF CAIXA deste ano, a Uninassau/Cabo de Santo Agostinho também fez bonito fora das quadras. A equipe pernambucana venceu o prêmio LBF CAIXA Social 2019, oferecido pela Liga de Basquete Feminino em parceira com a CAIXA, patrocinadora oficial da LBF, que condecora o melhor projeto social da temporada.

"A gente sempre fica muito feliz de ser premiado por um projeto que hoje já dá frutos para as categorias de base, é bom ter esse reconhecimento. Não é só pensar na equipe adulta. Temos que pensar também em trabalhar na comunidade, fomentar o basquete e trazer a garotada pra modalidade. A gente fez com que o basquete caísse no gosto do pessoal aqui em Pernambuco", comemorou Roberto Dornelas, técnico da Uninassau/Cabo de Santo Agostinho.

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O projeto Cestinhas do Futuro, do qual Dornelas é o principal idealizador e um dos professores, oferece escolinha de basquete gratuita durante todo o ano a 150 crianças - meninos e meninas - com idades entre 7 a 15 anos. As aulas são oferecidas em dois pólos do Recife (PE), um deles no SESC Santo Amaro, onde a equipe manda suas partidas na LBF CAIXA.

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Os alunos beneficiados são classificados em três grupos para os treinos: iniciante, para crianças de 7 a 10 anos, que recebem as primeiras instruções e fundamentos do basquete; o segundo nível, cujos alunos tem entre 11 e 14 anos, serve como fase intermediária para o terceiro e último nível, que prepara os adolescentes para a disputa de torneios federados. Depois disso, os alunos passam a integrar as equipes de base da Uninassau - nos próximos anos, algumas das jovens poderão estar inscritas na LBF CAIXA pela equipe principal.

Mas não é só o basquete que é ensinado no projeto: aulas de esportes como vôlei e futsal também são ministradas. E a maior parte do público atendido provém de regiões carentes da cidade. "Trabalhar em comunidades é melhor ainda, pois a gente dá oportunidade a essas pessoas com dificuldades econômicas e sociais, de participar das escolinhas de várias modalidades", diz Dornelas.

Além de introduzir a prática esportiva e buscar a formação de novos atletas, o projeto também se preocupa com o fator extra-quadra. Após os treinamentos, as crianças e adolescentes recebem atendimento psicológico, com atividades que estimulam o desenvolvimento do repertório motor. O grupo de profissionais é comandado por Rosângela Dornelas.

"O trabalho da psicologia tem o intuito de acompanhar os atletas para que eles rendam da melhor forma possível, não só dentro do esporte, com os treinos e competições, mas também fora dele, acompanhando-os individualmente ou em grupo", explica Nathaline Maria, estagiária de psicologia do projeto. Além de tudo isso, os alunos precisam ir bem na escola, já que o rendimento escolar também está em constante monitoramento no projeto.

Durante o período de treinos da LBF CAIXA, a integração entre as jogadoras e os alunos do projeto é constante. Os beneficiados também têm entrada gratuita nas partidas da Uninassau/Cabo em casa e alguns deles até entram em quadra com o elenco para a apresentação e a execução do hino nacional antes do jogo.

“Para mim, essa interação é muito importante - ver as crianças querendo aprender o basquete, indo aos jogos, torcendo. Essa proximidade facilita muito no desenvolvimento delas porque tira o lado fantasioso do atleta, elas podem fazer perguntas, por exemplo: como faço para acertar os arremessos, para driblar. É especial para mim também, gosto de participar”, comentou a armadora cubana Ineidis Casanova, em entrevista à FolhaPE em 2018. Neste ano, o Cestinhas do Futuro completa cinco anos de existência.

"A gente fica muito feliz e satisfeito de que o projeto ano passado já tinha ficado na segunda posição e esse ano foi escolhido. Todo mundo está de parabéns: a criançada, os técnicos, as psicólogas, os professores voluntários. Fico muito feliz em poder ajudar, da minha forma, o basquete feminino", finaliza Dornelas.

Sobre o LBF CAIXA Social

O prêmio LBF CAIXA Social é oferecido pela Liga de Basquete Feminino, em parceria com a CAIXA, patrocinadora oficial da LBF, e condecora o melhor projeto social da temporada. Prestar serviços de relevância social ou ambiental e causar impacto na comunidade em que se está inserido é questão vital para a LBF. Ações pontuais ou contínuas são encorajadas pela Liga como atividades obrigatórias para as equipes que desejam participar do principal torneio de basquete feminino do país.

Esta é a segunda edição do prêmio LBF CAIXA Social. Em 2018, o vencedor foi o projeto Anjos do Esporte, trabalho social apoiado pelo Instituto Brazolin/São Bernardo/Unip.

A CAIXA Econômica Federal é a patrocinadora oficial da Liga de Basquete Feminino, que organiza a LBF CAIXA. A competição tem a ESPN e a TV NSports como parceiros de mídia oficiais e a bola oficial da Wilson.

Da assessoria

O Brasil terá seu maior desafio na primeira fase da Copa do Mundo de basquete nesta terça-feira (3). A seleção enfrenta a Grécia de Giannis Antetokounmpo, MVP da última temporada da NBA. Mas o treinador da seleção brasileira Aleksandar Petrovic tem sua estratégia pronta para travar o grego.

“Não posso falar muito. Acredito que vocês vão sair surpresos de como vamos começar contra a Grécia. Vamos eleger algumas coisas para frear a Grécia. Vamos sair com uma defesa sobre Antetokounmpo diferente. Temos Caboclo, sim. Mas por 40 minutos? Não creio que vamos começar com Bruno sobre Antetokounmpo", disse em entrevista ao Globo Esporte.

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Assim como o Brasil a Grécia estreou com vitória na primeira rodada a equipe Montenegro por 85 a 60. Petrovic não parece preocupado em enfrentar Giannis e lembrou das derrotas da equipe do Grego, o Milwaukee Bucks, nos playoffs da NBA, para o Toronto Raptors.

“São cinco contra cinco. E não apenas o homem do Antetokounmpo. Temos que fazer um muro, um triângulo. Como Toronto fez contra Milwaukee. E três jogadores do quinteto deles não chutam bem, o Calathes, o Papanikolaou. E o Anteokounmpo, vamos dar para ele todos os chutes de três que quiser, mas não vamos deixá-lo jogar no garrafão”, finalizou.

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A seleção brasileira masculina de basquete encerrou com vitória a preparação para o Mundial da modalidade, que começará neste sábado na China. Depois de duas vitórias sobre a seleção chinesa, o time comandado pelo técnico croata Aleksandar Petrovic derrotou com facilidade o clube local Jiangsu Tongxi Monkey Kings por 87 a 50 (45 a 23 no primeiro tempo), no ginásio Yixing City Sports Center, na cidade de Yixing, que recebeu um público apenas razoável.

O último teste nesta fase de preparação serviu para Petrovic colocar todos os jogadores disponíveis para jogar e fazer as suas últimas observações antes da estreia no Mundial contra a Nova Zelândia, neste domingo, às 5 horas (de Brasília), em Nanjing. O Brasil ainda encara Grécia e Montenegro no Grupo F em busca de uma das duas vagas para a segunda fase da competição, que é o primeiro evento pré-olímpico e vai distribuir sete vagas para Tóquio-2020, duas delas para os dois melhores países das Américas.

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Sem Alex, em fase final de recuperação de uma contratura na coxa esquerda, Leandrinho e Vitor Benite, apenas poupados, mas com o retorno de Didi, cestinha com 16 pontos, o time brasileiro teve boas atuações de Augusto Lima, Anderson Varejão e Bruno Caboclo. O Brasil chegou a abrir 34 pontos de vantagem no terceiro período e administrou com tranquilidade a vitória.

"Foi uma volta muito boa, o último amistoso eu não joguei por causa de uma lesão na coxa, mas não foi nada grave, e hoje poder jogar 30 minutos diretos foi muito importante pra mim e mostrou que estou em forma e pronto para ajudar a equipe na Copa do Mundo", destacou o ala Didi.

Na sua preparação para o Mundial, o Brasil iniciou os amistosos com duas vitórias sobre o Uruguai em solo brasileiro - em Anápolis (GO) e Belém. Depois foi à França disputar o Torneio Internacional de Lyon, vencendo Argentina e Montenegro e só perdendo para a equipe anfitriã. Já na China, o time nacional derrotou os anfitriões por 90 a 84, na última sexta-feira, e por 73 a 70, dois dias depois.

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