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A Toyota revelou nesta terça-feira um programa de testes que vai realizar com o espanhol Fernando Alonso ao volante de seu carro tendo como objetivo a participação da montadora japonesa no Rally Dakar, que a partir de 2020 passará a ser disputado na Arábia Saudita. No entanto, não há a confirmação que o ex-piloto de Fórmula 1 disputará o rali mais tradicional do mundo.

"Depois de um campanha com êxito no Mundial de Endurance, Fernando Alonso e a Toyota Gazoo Racing unirão de novo as suas forças durante os próximos meses para a realização de uma série de testes com a Toyota Hilux, veículo previsto para a participação no próximo Rally Dakar", informou a equipe japonesa em um comunicado oficial.

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Este trabalho entre Alonso e a Toyota Gazoo Racing previsto para os próximos meses constará de um "intenso programa de treino e provas com a Toyota Hilux tanto na Europa como na África e no Oriente Médio" para que o espanhol se "familiarize com a exigente disciplina dos rali raids".

Alonso já está na África do Sul, onde "iniciará os testes nos desertos" entre esta terça e sexta-feira. No país africano disputará uma prova de rali. "Está prevista a sua participação, em forma de teste não competitivo, no próximo Rali Harrismith 400, na África do Sul, quinta prova das South African Cross Country Series, que se realizará entre os dias 13 e 14 de setembro", informou a Toyota.

"Eu tive o gostinho de rali off-road mais cedo nesse ano e isso me deixou com uma boa sensação que quero prolongar", disse Alonso. "Eu já sabia que seria uma experiência totalmente diferente, com uma curva íngreme de aprendizado, mas o Hilux pareceu ótimo. Isso me deixou muito confiante muito rápido e eu fui melhorando. Estou muito ansioso pelos próximos meses de treinamento, conhecendo melhor o Hilux e trabalhando com a equipe. Sempre quis manter minha busca por novos desafios em áreas diferentes e essa é uma grande equipe para isso", prosseguiu.

A relação de Alonso com a Toyota é recente, mas já produziu vitórias. O espanhol disputou a temporada 2018/2019 do Mundial de Endurance com a equipe japonesa, vencendo as 24 Horas de Le Mans duas vezes e o próprio campeonato.

O GP do México vai permanecer no calendário da Fórmula 1 pelo menos até o final de 2022. O acordo entre a F-1, a Corporação Interamericana de Entretenimento (CIE), promotora do evento, e o Governo da Cidade do México foi formalmente assinado nesta quinta-feira em uma coletiva de imprensa no Palácio da Câmara Municipal, na capital mexicana.

O GP mexicano foi disputado inicialmente em 1962 e retornou ao calendário em 2015. Desde então, as corridas disputadas no autódromo Hermanos Rodríguez passaram a chamar a atenção na F-1 pelo sucesso de público e pela empolgação dos fãs mexicanos. Nas quatro últimas edições da corrida, foram 1,3 milhão de fãs no circuito e mais de 380 milhões de telespectadores.

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Neste ano, a prova está marcada para o dia 27 de outubro. Será a 19.ª e antepenúltima corrida da temporada e a 20.ª em terras mexicanas. A partir de 2020, o título oficial do evento será alterado para o Grande Prêmio da Cidade do México para enfatizar o apoio dado pelo governo da cidade.

"Estamos satisfeitos por renovar nossa parceria com a Cidade do México. Desde que retornou ao calendário do campeonato em 2015, este evento sempre provou ser incrivelmente popular, o que lhe valeu o prêmio de melhor do ano em quatro edições consecutivas. O GP também foi um importante impulsionador econômico para a cidade, reforçando suas credenciais como centro de turismo", disse Chase Carey, presidente e CEO da Fórmula 1.

Claudia Sheinbaum Pardo, prefeita da Cidade do México, que havia revelado o acordo na quarta-feira, relembrou o fato de a organização não utilizar dinheiro público pela primeira vez neste ano. "Anteriormente, o Governo Federal colaborou com o pagamento do evento. O governo da Cidade do México será um intermediário, criando uma confiança que aumentará o investimento privado necessário para realizar este evento internacional. O preço dos ingressos permanecerá o mesmo dos anos anteriores".

O contrato do México é um dos cinco do calendário atual que se encerra neste ano. E as discussões vinham gerando pouco otimismo por parte dos mexicanos porque o governo decidiu retirar o apoio financeiro para o pagamento da taxa anual que a Fórmula 1 cobra dos seus promotores. No caso da etapa mexicana, este valor superaria os US$ 30 milhões (cerca de R$ 119 milhões).

Antes da renovação com o México, a categoria anunciou recentemente acerto para estender o vínculo com o GP da Inglaterra. A Itália já chegou a um acordo, ainda não oficializado pela F-1. Espanha e Alemanha ainda negociam, com chances maiores para os espanhóis. A etapa alemã deve deixar o calendário a partir do próximo ano.

Após finalizar estas negociações, a Fórmula 1 deve se debruçar sobre as etapas que têm contrato acabando em 2021, caso do Brasil. Em visita ao País em junho, o chefão da categoria, Chase Carey, afirmou que suas prioridades eram as corridas com vínculo somente até o fim deste ano. Depois disso, intensificaria as negociações com as demais etapas. No caso brasileiro, São Paulo tenta renovar o vínculo, enquanto que o empresário JR Pereira tenta levar a prova para o Rio de Janeiro.

Quando o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, tentou ultrapassar Max Verstappen no meio do GP da Hungria, neste domingo, na notoriamente "travada" pista de Hungaroring, em Budapeste, parecia que o holandês garantiria a terceira vitória em quatro corridas nesta temporada de 2019 do Mundial de Fórmula 1.

Só que o piloto da Red Bull não esperava que uma jogada arriscada da Mercedes se tornasse tão bem sucedida, tomando-lhe o triunfo no final e dando-o ao líder do campeonato. "Lewis estava pegando fogo hoje (domingo)", acrescentou Verstappen, admitindo que foi "empurrado para fora" da prova em razão de uma troca da escuderia alemã na altura da 49.ª volta.

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A estratégia fez com que o inglês perseguisse Verstappen como uma bala de prata nas últimas 20 voltas do circuito de 4,4 km, tirando uma vantagem de 20 segundos do adversário. Já a Red Bull decidiu não dar ao holandês novos pneus e deixou que ele confiasse apenas em seu raciocínio para se defender do pentacampeão mundial.

"Não fomos rápidos o suficiente. Tentei tudo o que podia com os pneus duros para ficar vivo na corrida. Infelizmente, não foi o bastante", comentou o holandês, que completará 21 anos em setembro e que fez a sua 21.ª corrida consecutiva entre os cinco primeiros - em 12 delas alcançou o pódio.

Para o terceiro lugar em Budapeste neste domingo, o alemão Sebastian Vettel, o lugar de honra no GP da Hungria só foi conquistado nas últimas voltas, quando conseguiu ultrapassar o companheiro de Ferrari, o monegasco Charles Leclerc.

O alemão comemorou a decisão de esperar pela parte final da prova para atacar. "Esperávamos que os (pneus) macios durassem mais e se tornassem os mais rápidos no fim. Então conseguimos diminuir a diferença. Tive a chance e peguei. Agora estou feliz por tomar um pouco de champanhe e poder recarregar as baterias", brincou o tetracampeão mundial, acrescentando que a pausa no campeonato para o verão europeu pode ser benéfica para a equipe.

Já Leclerc mostrou-se insatisfeito com a escolha de sua escuderia por pneus duros, o que o fez "sofrer desde o início" e terminar em quarto lugar. "O carro esteve muito lento. Definitivamente, há algo que Sebastian está fazendo melhor que eu. Preciso perceber isso e ver onde posso melhorar", admitiu o monegasco.

Lewis Hamilton ratificou neste domingo, no GP da Hungria da Fórmula 1, o grande piloto que é. Com uma grande exibição, o inglês da Mercedes ultrapassou o holandês Max Verstappen por fora no fim da reta dos boxes, a quatro voltas do final da corrida, e conseguiu um triunfo espetacular em Budapeste.

O piloto da Mercedes teve uma exibição impecável e protagonizou com o rival da Red Bull uma corrida à parte. O pentacampeão mundial mostrou ousadia na estratégia de fazer um pit stop a mais e, com pneus médios, conseguir tirar 20 segundos de desvantagem nas últimas 20 voltas para passar o holandês e levar a melhor no duelo tático e técnico no traçado húngaro.

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Hamilton alcançou a 81ª vitória da carreira na Fórmula 1 e está, agora, a dez triunfos de igualar a marca história do alemão Michael Schumacher, algo que parecia impensável há algum tempo. A despeito de oscilar nas últimas corridas - na prova anterior, na Alemanha, foi só o 11º - Lewis Hamilton ampliou sua soberania na atual temporada, ao passo que conquistou a oitava vitória em 12 corridas neste ano, o que dá a ele larga vantagem na liderança do Mundial de Pilotos. Soma 250 pontos, contra 188 de Bottas, o segundo, e 181 de Verstappen, o terceiro.

"Sou muito grato pelo que aconteceu hoje e pela equipe por continuarem a acreditar em mim e por continuarem a ultrapassar os limites e a arriscar comigo. Estamos juntos há sete anos e sinto como se fosse sempre uma nova vitória", celebrou Hamilton.

Depois da prova, Verstappen, que havia feito a pole e dominou boa parte da prova, lamentou a falta de aderência dos pneus duros de seu carro. No entanto, no balanço final, se mostrou contente com seu desempenho. Ele fez a volta mais rápida e levou um ponto a mais por isso.

Na briga entre as Ferraris, Sebastian Vettel levou a melhor sobre o companheiro Charles Leclerc. O alemão ultrapassou o monegasco na penúltima volta e terminou em terceiro, fechando o pódio. O espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren, foi o quinto, seguido do companheiro de Verstappen na Red Bull, o francês Pierre Gasly, e do finlandês Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo.

Valtteri Bottas não teve um bom dia e terminou apenas na oitava posição. O resultado ruim do finlandês da Mercedes se explica por dois incidentes em que se envolveu na largada, primeiro com o colega Hamilton e, depois, com Leclerc. Os toques danificaram a asa dianteira, que teve de ser trocada. Ele, então, caiu para o último do grid depois e teve de fazer uma corrida de recuperação até chegar no oitavo posto.

O inglês Lando Norris, da McLaren, e o tailandês Alexander Albon, da Toro Rosso, foram o None e décimo colocados, respectivamente, e completaram a zona de pontuação.

A Fórmula dá uma pausa em seu calendário em razão do verão europeu e só retorna no dia 1º de setembro para a disputa do GP da Bélgica, a 13ª de 21 etapas da temporada de 2019.

Confira a classificação do GP da Alemanha:

1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes), em 1h35min03s796

2) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 17s796

3) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 61s433

4) Charles Leclerc (ALE/Ferrari), a 65s250

5) Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren), a uma volta

6) Pierre Gasly (FRA/Red Bull), a uma volta

7) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a uma volta

8) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a uma volta

9) Lando Norris (ING/McLaren), a uma volta

10) Alexander Albon (TAI/Toro Rosso), a uma volta

11) Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a uma volta

12) Nico Hülkenberg (ALE/Renault), a uma volta

13) Kevin Magnussen (DIN/Haas), a uma volta

14) Daniel Ricciardo (AUS/Renault), a uma volta

15) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a duas voltas

16) George Russell (ING/Williams), a duas voltas

17) Lance Stroll (CAN/Racing Point), a duas voltas

18) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a duas voltas

19) Robert Kubica (POL/Williams), a três voltas.

Abandonou a prova:

Romain Grosjean (FRA/Haas).

Atual líder da temporada de 2019 da Fórmula 1, o inglês Lewis Hamilton mostrou nesta sexta-feira estar tranquilo para a disputa do GP da Hungria, a 12.ª etapa do ano, no circuito de Hungaroring, em Budapeste. Nem mesmo a possibilidade de chuva em alguma parte da corrida de domingo preocupa o piloto da Mercedes.

Nas duas primeiras sessões de treinos livres, Hamilton fez o melhor tempo do dia na atividade da manhã - 1min17s233 -, já que à tarde a chuva atrapalhou os planos dos pilotos de ajustar os seus carros para a corrida. Neste treinamento, o inglês pouco se arriscou e só deu 13 voltas.

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"Não há motivo para sair com a pista molhada. Hoje em dia, se você sabe que o domingo será no molhado, e o sábado será no molhado, um final de semana completamente de pista molhada, você pode fazer mudanças sutis para ajudar no equilíbrio. Mas é meio irrelevante agora, especialmente quando você sabe que a corrida será, em sua maior parte, com pista seca. Então você pode focar em ajustar a melhor configuração para seco e, se molhar, você dá um jeito de lidar com isso", afirmou.

Hamilton se disse satisfeito com a performance de seu carro, especialmente na primeira sessão de treinos livres. "Foi uma boa sessão. O equilíbrio do carro esteve bom desde o começo, depois fizemos algumas mudanças. A pista está escura em alguns pontos, então é difícil julgar que traçados estão molhados ou não", comentou.

O inglês confirmou que se sente recuperado em relação ao GP da Alemanha, no domingo passado, quando esteve doente. "Um milhão de vezes melhor nesta manhã. Ainda estou suando muito, mas isso quer dizer que estou suando qualquer doença que eu tive, então é uma coisa boa", finalizou.

Companheiro de equipe de Hamilton, o finlandês Valtteri Bottas sofreu para conseguir dar voltas nesta sexta-feira. Prejudicado por uma falha no motor durante a manhã e pela chuva na maior parte da tarde, só conseguiu três giros.

"Eu tive um problema com o motor durante minha primeira volta cronometrada do TL1 e perdi potência", recordou Bottas. "O motor entrou em modo de segurança, então precisei voltar aos boxes. A equipe não encontrou o problema de imediato, então trocamos de unidade de potência para o TL2. A gente esperava conseguir mais voltas durante a tarde, mas o clima significou que a gente só conseguiu só três voltas cronometradas no seco e mais algumas no molhado", disse.

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Em uma prova marcada por acidentes e punições, o piloto Max Verstappen, da Red Bull Racing, venceu neste domingo (28) o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1, em Hockenheim.

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Em uma corrida de recuperação, o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, conseguiu sair da última colocação e finalizar a prova em segundo. O russo Daniil Kvyat, da Toro Rosso, completou o pódio.

Mesmo correndo em casa, a Mercedes teve um dia para se esquecer.Lewis Hamilton errou na 30ª volta e foi punido por ter atravessado a pista de forma irregular para entrar nos boxes. Com isso, o britânico encerrou a prova em 11º. Já Valtteri Bottas abandonou a seis voltas do fim.

Outro que também não conseguiu finalizar a prova foi Charles Leclerc. Logo depois de ter deixado os boxes, o monegasco bateu no muro e parou na caixa de brita. O jovem piloto saiu do seu SF90 lamentando muito o acidente.

Com a pista molhada, Verstappen largou mal e caiu da segunda para a quarta colocação, mas o holandês aproveitou os erros dos adversários para ganhar posições. Com a pista já seca, o piloto aumentou sua vantagem na ponta utilizando pneus macios.

"Foi incrível vencer no fim. Foi bem complicado acertar a estratégia. Para vencer, foi preciso não errar. Incrível vencer aqui", disse o holandês após a prova.

A distância entre Hamilton e Bottas não mudou no campeonato de pilotos. O britânico possui 223 pontos, enquanto o finlandês tem 184. Já Verstappen aparece em terceiro, somando 161, contra 141 de Vettel.

Verstappen conquistou sua segunda vitória na temporada de 2019 da Fórmula 1. O próximo GP será entre os dias 2 e 4 de agosto, em Budapeste, na Hungria.

Da Ansa

Depois de liderar todos os treinos livres para o GP da Alemanha, a Ferrari decepcionou neste sábado no treino classificatório ao acumular problemas e deixar seus pilotos muito longe dos primeiros colocados no grid de largada. Beneficiado com as falhas nos carros dos rivais, o inglês Lewis Hamilton colocou a Mercedes mais uma vez no primeiro lugar.

O pentacampeão mundial se aproveitou de um problema no turbo de Sebastian Vettel, que o impediu de entrar na pista e o deixou no 20º e último lugar do grid de classificação, e de uma falha no sistema de combustível de Charles Leclerc, que largará em décimo. O monegasco havia liderado duas das três atividades anteriores e despontava como favorito pela pole.

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No entanto, o favoritismo do jovem piloto de Monaco desmoronou com o contratempo em seu carro e ele nem saiu dos boxes no Q3. Com menos um rival na briga pelo topo na sessão classificatória, Hamilton cravou 1min11s767 na sua melhor volta e conquistou a 87ª pole de sua carreira, ampliando seu próprio recorde.

"Não sei realmente como conseguimos hoje. Não sei ao certo o que aconteceu com as Ferraris. É muito importante para nós, no nosso segundo grande prêmio de casa. Acho que se Leclerc tivesse feito uma volta no fim, teria sido apertado entre nós", disse o líder do Mundial de Pilotos.

O holandês Max Verstappen repetiu o bom desempenho dos treinos livres e vai largar na segunda colocação, depois de chegar 0s346 atrás do líder. Companheiro de Mercedes de Hamilton, o finlandês Valtteri Bottas ficou em terceiro. A equipe alemã tentará coroar com um triunfo em casa os seu aniversário de 125 anos no motorsport.

O francês Pierre Gasly, da Red Bull, chegou em quarto e fecha a segunda fila do grid. Na quinta posição aparece o finlandês Kimi Raikkone, que conquistou sua melhor classificação em sua trajetória na Alfa Romeo. O francês Romain Grosjean foi o sexto. Ele não largava tão bem desde o GP da Austrália, o primeiro da temporada, disputado em março, quando também saiu dos sexto posto.

O espanhol Carlos Sainz Jr. parte em sétimo com a McLaren, à frente do mexicano Sérgio Pérez, da Racing Point. O alemão Nico Hülkenberg, da Renault, vai dividir a quinta fila com um frustrado Leclerc, que saiu do favoritismo da pole para fechar o grupo dos dez primeiros colocados.

A largada do GP da Alemanha, a 11ª de 21 etapas da temporada da Fórmula 1, está prevista para acontecer às 10h10 neste domingo.

Confira o grid de largada do GP da Alemanha:

1.º - Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) - 1min11s767

2.º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min12s113

3.º - Valtteri Bottas (FIN/Ferrari) - 1min12s129

4.º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull) 1min12s522

5.º - Kimi Raikonnen (FIN/Alfa Romeo) 1min12s538

6.º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min12s851

7.º - Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) - 1min12s897

8.º - Sergio Perez (MEX/Racing Point) - 1min13s065

9.º - Nico Hulkeberg (ALE/Renault) - 1min13s126

10.º - Charles LECLERC (MON/Ferrari) - Sem tempo no Q3

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11.º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min12s786

12.º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min12s789

13.º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min12s799

14.º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min13s135

15.º - Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min13s450

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16.º - Lando Norris (ING/McLaren) - 1min13s333

17.º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso) - 1min13s461

18.º - George Russell (GBR/Williams) - 1min14s721

19.º - Robert Kubica (POL/Williams) - 1min14s839

20.º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - Sem tempo.

O fim de semana na Alemanha é festivo para a Mercedes, que corre em casa em Hockenheim celebrando seus 125 anos de trabalho no motorsport. Mas até agora somente a Ferrari tem motivos para sorrir. Como aconteceu no primeiro treino livre, a equipe italiana dominou a segunda atividade na pista, desta vez com o monegasco Charles Leclerc logo à frente do local Sebastian Vettel.

Leclerc, sensação da temporada, anotou o melhor tempo do dia, com 1min13s449. Desbancou, assim, a marca de Vettel na primeira sessão: 1min14s013. O piloto da casa também evoluiu no segundo treino e registrou 1min13s573. O inglês Lewis Hamilton, líder do campeonato e atual campeão, repetiu a terceira posição, com 1min13s595.

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A Ferrari soube tirar proveito dos pneus macios, os mais velozes à disposição das equipes, e também das dificuldades da rival Mercedes diante de temperaturas mais elevadas. O time da casa chegou a trazer atualizações para limitar seus problemas no calor, mas não teve maior sucesso nesta sexta.

Os termômetros superaram os 35 graus nesta sexta. Porém, o clima deve mudar no sábado e no domingo, com previsão de queda de até dez graus na temperatura e boas chances de chuva. As mudanças no clima devem favorecer a Mercedes e equilibrar a disputa, totalmente definida em favor da Ferrari nesta sexta.

O finlandês Valtteri Bottas, da equipe anfitriã, anotou o quarto melhor tempo da segunda sessão, após cometer erro e sair da pista no treino de abertura da etapa. Em sua melhor volta, marcou 1min14s111.

O holandês Max Verstappen, quarto mais veloz no início do dia, foi o quinto na segunda sessão, com 1min14s133. O piloto da Red Bull foi acompanhado de perto pelo francês Romain Grosjean, da Renault, com 1min14s179. O canadense Lance Stroll, da Racing Point, veio logo atrás, com 1min14s268.

O experiente finlandês Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) registrou o oitavo melhor tempo, com 1min14s458, e teve a companhia do local Nico Hülkenberg (Renault), com 1min14s472, e do mexicano Sergio Pérez (Racing Point), com 1min14s518, fechando o Top 10.

A segunda sessão de trabalhos em Hockenheim foi marcada por uma forte batida do francês Pierre Gasly contra o muro de proteção ao fim da última curva do traçado. A 16 minutos do fim do treino, o piloto da Red Bull levantou poeira e acabou deixando detritos na poeira, exibindo a bandeira vermelha, paralisando temporariamente a sessão.

Os pilotos da F-1 vão para a pista na manhã deste sábado, às 7 horas (de Brasília), para o terceiro treino livre. Horas depois, às 10h, haverá o treino classificatório para a definição do grid de largada. E, no domingo, a largada da corrida está agendada para as 10h10.

A Justiça Federal suspendeu nesta sexta-feira, em caráter liminar, o edital de licitação para a construção do autódromo de Deodoro, no Rio de Janeiro. A pedido do Ministério Público Federal, a prefeitura terá de interromper o procedimento de contratação do serviço até a conclusão do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) e a emissão da licença prévia para se prosseguir com a obra.

No último dia 20 de maio, o consórcio Rio Motorsport foi anunciado como o vencedor do processo de licitação para erguer o autódromo. Ao apresentar um projeto de R$ 700 milhões, com a construção de uma pista de 4,5km e o objetivo de realizar uma parceria público privada por 35 anos, a empresa mira receber o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021.

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O documento da Justiça Federal, assinado pelo juiz Adriano de Oliveira França, cita a lei federal (11.079/04), a qual termina a necessidade de no caso de parceria entre os setores público e privado, exista a licença ambiental prévia, dentro das diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

"Além disso, a suspensão da contratação do objeto da licitação em questão tem o condão de evitar danos não só ao meio ambiente, mas também prejuízos econômicos ao próprio ente federativo, caso venha a ser reconhecida a inviabilidade do empreendimento", disse o texto assinado por França e publicado nesta sexta-feira. O juiz ordena ainda a entrega de uma intimação para a prefeitura do Rio de Janeiro apresentar a contestação.

O foco da decisão é a área da Floresta do Camboatá, local onde se pretende construir o autódromo. Segundo o juiz, a região tem "elevada importância ecológica para a cidade" e, em anos anteriores, decisões da Justiça procuraram preservar a área. O terreno pertencia antigamente ao Exército, porém foi repassado anos atrás para a prefeitura do Rio de Janeiro.

O próprio MPF tentou suspender a licitação para construção do autódromo antes que o vencedor fosse anunciado, mas somente agora a Justiça Federal concedeu a liminar. Além disso, há um projeto na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro com o plano de transformar o terreno em Área de Preservação Ambiental (APA), o que pode também interferir nos planos de construção.

O autódromo carioca é um projeto do presidente Jair Bolsonaro, junto com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o prefeito Marcelo Crivella. Como a Fórmula 1 tem apenas contrato para realizar o GP do Brasil em São Paulo, no autódromo de Interlagos, até 2020, a meta de Bolsonaro é transferir a sede da prova para a capital fluminense.

Bicampeão mundial, o espanhol Fernando Alonso afirmou nesta quinta-feira que não tem qualquer intenção de voltar à Fórmula 1. Mesmo rondando a categoria e já ter tido que retornaria à McLaren se a equipe fosse mais competitiva, o piloto não tem mais a motivação necessária e comentou que a felicidade parece estar mesmo em outros monopostos.

"Nos últimos anos, pessoalmente falando, a Fórmula 1 não foi atraente o suficiente para mim. Foi uma fase excepcional, mas hoje em dia não encontro na F-1 os feitos que posso conquistar fora dela. Já falei várias vezes nos últimos meses que decidi deixar a F-1 pelas motivações que eu tenho, pelos feitos que quero conquistar fora dela e que ela não pode me oferecer. Acho que outras oportunidades mais atraentes estão fora dela", disse Alonso em um evento de sua fundação na cidade de Oviedo, na região das Astúrias, na Espanha.

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Desde que deixou a Fórmula 1 no final da temporada passada, o espanhol tem disputado provas por outras categorias - casos das 500 Milhas de Indianápolis, na Fórmula Indy, e as 24 Horas de Le Mans, no Mundial de Endurance, que venceu neste ano. Nesta quinta-feira explicou que já sabe o que fará nos próximos meses.

"Tenho uma ideia clara do que farei. Não vou deixar as portas abertas nem espero que me chamem, nada disso. Sempre escolhi onde e quando quis correr, eu me mexo seguindo o que me faz feliz. Meu futuro já está na minha cabeça e será revelado em seu devido tempo", comentou.

Uma das alternativas seria o Rally Dakar, que deixou a América do Sul e agora será disputada na Arábia Saudita. Mas o espanhol tratou a competição como algo distante. "É uma competição atraente, a mais atraente, aliás, mas também é o oposto das minhas qualidades ou da minha maneira de guiar. Nunca pilotei na terra, fazer logo o mais duro do mundo, de repente, seria algo extremo", concluiu.

O brasileiro Lucas di Grassi começou mal a etapa de Nova York, que encerra a temporada 2018/2019 da Fórmula E. O piloto da Audi teve dificuldades ao longo dos treinos livres e da classificação e largará somente da 14ª posição no grid da primeira corrida do fim de semana, neste sábado, às 17h04 (horário de Brasília), nos Estados Unidos. A pole position ficou com o suíço Sebastien Buemi, da Nissan.

Di Grassi anotou o tempo de 1min11s080 e ficou atrás do seu principal rival, o francês Jean-Eric Vergne. O piloto da DS Techeetah, maior candidato ao título, vai partir do décimo posto, com o tempo de 1min10s933. Líder do campeonato e atual campeão, ele apresenta 32 pontos de vantagem sobre Di Grassi, o vice-líder da temporada. Os dois são os principais candidatos ao título, mas outros seis pilotos têm chances de faturar o troféu do campeonato.

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Brasileiro e francês tiveram a oportunidade de fazer uma disputa direta na primeira parte do treino classificatório, que divide os 22 pilotos em quatro grupos. Ambos estavam no primeiro time que foi para a pista. E Vergne deixou o piloto da Audi para trás. Mais cedo, Di Grassi já havia mostrado dificuldade na pista montada no Porto do Brooklyn, ao registrar apenas o 12º e o 16º tempos nos dois treinos livres.

Outro brasileiro na categoria, Felipe Massa também exibiu desempenho abaixo do esperado. O ex-piloto de Fórmula 1 registrou apenas o 21º e penúltimo tempo do treino e largará do pelotão traseiro no grid, após anotar 1min14s862 na única volta que cada piloto pode completar na primeira parte do treino. O brasileiro cometeu erro numa das últimas curvas do traçado, queimou pneu e perdeu tempo e a chance de avançar para a disputa da pole position.

A primeira posição do grid ficou com o suíço Sebastien Buemi, da equipe Nissan. Ele anotou a marca de 1min10s188, com quase meio segundo de vantagem sobre o segundo colocado, o alemão Pascal Wehrlein, da Mahindra, com o tempo de 1min10s600. O britânico Alex Lynn, da Jaguar, vai largar em terceiro, com 1min10s696.

Com os resultados do treino classificatório, Vergne ficou em situação mais favorável para confirmar o bicampeonato logo na primeira prova de Nova York - a segunda será neste domingo, no mesmo horário.

O francês pode ser campeão mesmo sem pontuar nesta primeira corrida do fim de semana. Basta que Di Grassi não passe do nono posto. Se terminar a frente do rival, Vergne garantirá a conquista sem sobressaltos. Largando atrás do adversário, o brasileiro terá a seu favor a boa reação exibida na etapa anterior. Na Suíça, ele partiu apenas do 19º lugar no grid e terminou em nono.

O finlandês Valtteri Bottas obteve, neste sábado, a pole position para o GP da Inglaterra, décima etapa do Mundial de Fórmula 1. O piloto da Mercedes fez a melhor volta em 1min25s093, 0s006 à frente do inglês Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe, que buscava a quinta pole consecutiva na corrida britânica. Será a décima vez que Bottas vai largar na primeira colocação na carreira. A corrida neste domingo está marcada para ter início às 10h10.

O monegasco Charles Leclerc levou sua Ferrari ao terceiro posto, 0s079 mais lento que Bottas, seguido pelo holandês Max Verstappen e pelo francês Pierre Gasly, ambos da Red Bull. O alemão Sebastian Vettel, com problemas mecânicos na Ferrari, foi apenas o sexto colocado.

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O australiano Daniel Ricciardo, da Renault, conseguiu a sétima posição, seguido pelo britânico Lando Morris, da McLaren. A surpresa do treino foi a presença de Alexander Albon, da Toro Rosso, na nona colocação, à frente do alemão Nico Hulkenberg, da Renault, décimo classificado.

Hamilton lidera o Mundial com 197 pontos, enquanto Bottas é o segundo colocado, com 166. Verstappen ocupa o terceiro lugar, com 126, enquanto o alemão Sebastian Vettel, que venceu o GP da Inglaterra do ano passado, vem logo atrás, em quarto, com 123.

Confira o grid de largada do GP da Inglaterra:

1) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - 1min25s093

2) Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) - 1min25s099

3) Charles LECLERC (MON/Ferrari) - 1min25s172

4) Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min25s276

5) Pierre GASLY (FRA/red Bull) - 1min25s590

6) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - 1min25s787

7) Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min26s182

8) Lando Norris (GBR/McLaren) - 1min26s224

9) Alexander Albon (TAI/Toro Rosso) - 1min26s345

10) Nico Hulkeberg (ALE/Renault) - 1min26s386

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11) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min26s519

12) Kimi Raikonnen (FIN/Alfa Romeo) - 1min26s546

13) Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) - 1min26s578

14) Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min26s757

15) Sergio Perez (MEX/Racing Point) - 1min26s928

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16) Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min26s662

17) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min26s721

18) Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min26s762

19) George Russell (GBR/Williams) - 1min27s789

20) Robert Kubica (POL/Williams) - 1min28s257

Tamas Rohonyi, promotor do GP do Brasil, participou de uma reunião com o atual chefão da categoria, Chase Carey, e Duncan Llowarch, diretor financeiro da FOM, empresa que gere a categoria. O encontro ocorreu em Londres e foi mais um para tentar manter a etapa brasileira no circuito paulistano de Interlagos.

O executivo brasileiro deixou o encontro animado. Uma minuta de um contrato de renovação até 2030 chegou a ser elaborada e foi discutida entre as duas partes, que se encontrarão novamente ainda neste mês, novamente na capital britânica.

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Em entrevista recente ao Estado, Tamas afirmou que esperava um desfecho nas conversas até o fim de agosto. A cidade de São Paulo tem contrato com a Fórmula 1 até 2020 e vem tentando desde o início do ano estender este vínculo.

Ao mesmo tempo, o Rio despontou como rival na disputa para receber a prova da principal categoria de automobilismo do mundo. Entre o fim de maio e o início de junho, autoridades cariocas também estiveram em reunião com Carey tanto no Brasil quanto em Montecarlo, quando apresentaram o projeto do novo autódromo da cidade, a ser erguido em Deodoro, com um custo estimado em R$ 700 milhões.

A disputa com o Rio vem se tornando uma "novela" desde que o presidente Jair Bolsonaro anunciou no início de maio que assinara um termo de compromisso com a Fórmula 1 para levar de volta a categoria à capital fluminense.

Na melhor corrida da atual temporada da Fórmula 1, o holandês Max Verstappen conquistou uma vitória notável neste domingo no GP da Áustria ao unir coragem, técnica e arrojo em suas ultrapassagens. A mais impressionante delas aconteceu sobre o então líder Charles Leclerc, da Ferrari, a duas voltas do fim, e garantiu o triunfo no circuito Red Bull Ring, em Spielberg.

"Estamos voando na reta. Ganhar aqui é incrível", celebrou Verstappen, apoiado por vários holandeses, que comemoraram suas ultrapassagens como um gol. "Depois do início, eu pensei que a corrida tinha acabado, mas nós continuamos dando o máximo", continuou o piloto, em referência à reação vitoriosa depois de um início não tão bom - ele chegou a ficar em sétimo em razão do mau desempenho na largada.

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A vitória do holandês foi a sexta de sua carreira na categoria e quebrou uma série de oito triunfos seguidos da Mercedes neste ano. A escuderia alemã havia vencido todas as provas da temporada, seis com Lewis Hamilton e duas com Valtteri Bottas. Houve diversas homenagens ao lendário piloto austríaco Niki Lauda, já que foi o primeiro GP da Áustria desde a morte do tricampeão mundial e ídolo do país no final de maio.

Pole da prova, Leclerc fez uma boa corrida, mas não conseguiu sustentar a liderança diante da postura ousada de Verstappen. O piloto monegasco da Ferrari terminou em segundo e disse ao final da corrida que foi prejudicado na manobra do holandês, que tocou no carro do rival.

A FIA abriu investigação sobre a ultrapassagem. Não é a primeira polêmica deste ano, já que os comissários puniram Vettel no Canadá devido a uma manobra considerada perigosa.

O pódio, o mais jovem da história da Fórmula 1, com média de 24,6 anos, foi completo pelo finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, que fez uma corrida conservadora. O alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, que largou em nono, enfrentou problemas na troca de pneus e terminou na quarta posição.

Líder do Mundial de Pilotos, Lewis Hamilton viveu raros momentos de coadjuvante. O piloto inglês da Mercedes teve uma corrida apagada e ficou em quinto, fora do pódio pela primeira vez desde o GP do México de 2018. Ele, que chegou a liderar antes de seu pit stop, foi prejudicado por problemas na asa dianteira, a qual teve de trocar, e acabou perdendo tempo e sendo ultrapassado por Vettel no final.

O inglês Lando Norris e o espanhol Carlos Sainz Jr, parceiros da McLaren, fecharam a prova na sexta e oitava posições. Entre eles ficou o francês Pierre Gasly, companheiro de Red Bull de Verstappen. O finlandês Kimi Raikkonen e o italiano Antonio Giovinazzi, ambos da Alfa Romeo, fecharam o top 10.

O resultado não mudou a ordem da classificação geral do campeonato. Hamilton segue com larga vantagem na liderança, com 197 pontos, 31 a mais que o vice-líder Bottas. A alteração foi a subida de Verstappen para terceiro, agora com 126 pontos, seguido de Vettel (123) e Leclerc (105).

A Fórmula 1 faz uma pausa e retorna daqui a duas semanas para o GP da Inglaterra, a décima de 21 etapas da temporada de 2019.

Confira a classificação do GP da Áustria:

1) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 1h22min01s822

2) Charles Leclerc (ALE/Ferrari), a 2s724

3) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 18s960

4) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 19s610

5) Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 22s805

6) Lando Norris (ING/McLaren), a uma volta

7) Pierre Gasly (FRA/Red Bull), a uma volta

8) Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren), a uma volta

9) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a uma volta

10) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a uma volta

11) Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a uma volta

12) Daniel Ricciardo (AUS/Renault) a uma volta

13) Nico Hülkenberg (ALE/Renault) a uma volta

14) Lance Stroll (CAN/Racing Point), a uma volta

15) Alexander Albon (TAI/Toro Rosso), a uma volta

16) Romain Grosjean (FRA/Haas), a uma volta

17) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a uma volta

18) George Russell (ING/Williams), a duas voltas

19) Kevin Magnussen (DIN/Haas), a duas voltas

20) Robert Kubica (POL/Williams), a três voltas.

Sem um piloto no topo do pódio desde o GP dos Estados Unidos do ano passado, quando Kimi Raikkonen triunfou em Austin no dia 21 de outubro, a Ferrari disputa a etapa da Áustria do Mundial de Fórmula 1, neste domingo, a partir das 10h10 (de Brasília), em Spielberg, com a esperança de encerrar o incômodo jejum. E mais uma vez o alemão Sebastian Vettel e o monegasco Charles Leclerc lutam contra as limitações dos seus carros para interromper a supremacia da Mercedes na temporada.

Lewis Hamilton ganhou seis das oito provas do ano, enquanto Valtteri Bottas, seu companheiro de equipe, triunfou em duas corridas. E a dupla formada pelo inglês e o finlandês emplacou uma sequência de cinco dobradinhas que nunca havia sido obtida por um time no início de um campeonato.

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E um dos principais motivos para este domínio é a ineficiência do modelo SF90, monoposto projetado pela Ferrari para 2019, cujo desequilíbrio foi exaltado por especialistas ouvidos pela reportagem do Estado, que apontaram as razões para a escuderia de Maranello estar longe dos líderes do grid.

"O principal motivo para a Ferrari não alcançar a Mercedes é o conceito errado do carro para os pneus deste ano da Fórmula 1. Não é uma questão de motor ou outra coisa, mas de adaptação a essa mudança dos pneus da Pirelli, que passaram a ter uma espessura mais fina e exigem uma maior pressão aerodinâmica para trabalhar na temperatura ideal, mais alta", ressaltou Luciano Burti, ex-piloto de testes do time italiano na F-1 e hoje comentarista de automobilismo da TV Globo.

"O carro da Ferrari tem muita velocidade de reta, mas tem pouca pressão aerodinâmica nas curvas. E a Mercedes, com um carro mais equilibrado, passou a dominar as corridas com estes pneus", reforçou Burti, que também foi titular das equipes Jaguar e Prost ao longo de duas temporadas da F-1.

A mesma opinião de Burti é compartilhada pelo italiano Claudio Carsughi, de 86 anos, que há várias décadas opina como um dos maiores experts em F-1 da imprensa brasileira. "Primeiro, eu queria dizer que a Fórmula 1 virou a ‘Fórmula Mercedes’, nunca na história da F-1 tivemos um predomínio como este. Do ponto de vista técnico, o principal diferencial entre a Mercedes e a Ferrari é o aproveitamento dos pneus. Se você for ver, em entrada de curva e saída de curva, o carro da Mercedes anda perfeitamente como se tivesse em um trilho de trem. Já o da Ferrari, se der tudo que pode até o fim da curva, o carro sai de traseira", disse o jornalista, hoje blogueiro do portal UOL e correspondente do diário italiano La Stampa.

E ao comentar o fato de que Ferrari e Red Bull vêm reclamando muito dos atuais pneus da F-1 e dizendo que os compostos favorecem à Mercedes, Carsughi destacou: "Essas acusações à Pirelli, eu não digo que são desculpas das equipes, mas servem para justificar uma inferioridade do carro que é clara".

Max Wilson, campeão da Stock Car em 2010 e integrante da equipe RCM na categoria, também não vê como justa as críticas aos pneus. "O que eu vejo é que muitas vezes as pessoas tentam arrumar uma explicação para a falta de desempenho. E quando as coisas não funcionam, as equipes culpam os pneus. Os pneus são a única coisa que é igual para todos e dos quais ninguém deveria reclamar", disse Wilson, que também foi piloto de testes da Michelin e da Williams na F-1.

CORRIDAS PREVISÍVEIS - Para o piloto, a influência dos pneus no desempenho é uma "gota no oceano" em meio ao grande número de fatores que envolvem o desenvolvimento de um carro de Fórmula 1. E ele vê como injusta a reclamação de equipes como a Ferrari e a Red Bull, que apontaram que os novos compostos da Pirelli prejudicam a qualidade do espetáculo por exigirem menos trocas de pneus e, com isso, limitam as estratégias dos times do grid.

"Vejo motivos muito mais relevantes do que este. Antes disso a Fórmula 1 já estava devendo muito em termos de espetáculo. Nós já tivemos corridas em anos anteriores em que não tivemos nenhuma ultrapassagem", lembrou o piloto, que em sua carreira também acumulou experiência em várias categorias de Fórmula, entre as quais a Indy.

Carsughi concorda que as corridas ficaram mais previsíveis principalmente porque hoje o sucesso do piloto depende bem menos de sua competência do que dependia antigamente, tendo em vista os grandes avanços tecnológicos dos carros. "Qualquer 'burro' pode guiar um Fórmula 1 hoje. Com tanta eletrônica, qualquer um pode guiar", disse, com certo tom de bom humor, exibido também quando comentou o grande número de regras impostas aos competidores pelo regulamento atual da F-1.

"Hoje, para tentar ultrapassar alguém, você quase tem de 'dar a seta' para avisar que vai passar. Por qualquer coisinha punem um piloto com cinco segundos a mais no tempo de prova", opinou o especialista, para depois deixar claro que discordou de uma punição aplicada a Vettel que lhe custou a vitória no GP do Canadá e garantiu o triunfo a Hamilton por causa da penalização a uma manobra do alemão.

"O (Michael) Andretti e o (Nigel) Mansell (ex-pilotos), por exemplo, disseram que aquela punição ao Vettel foi ridícula. O automobilismo é um esporte de risco, e isso está escrito até na credencial que você usa quando vai cobrir uma corrida", destacou Carsughi, que fez até uma comparação com outro esporte para criticar o excesso de regras que limitam as ações dos pilotos na pista. "Se for para fazer assim como estão fazendo na Fórmula 1 também em outros esportes, você pode proibir o boxe porque o cara pode levar um soco na cabeça e morrer", finalizou.

Líder do Mundial de Pilotos da Fórmula 1, o inglês Lewis Hamilton foi punido com a perda de três posições depois da sessão classificatória, neste sábado, e vai largar na quinta posição do grid para o GP da Áustria. O piloto da Mercedes perdeu três postos em razão de um incidente com o finlandês Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo.

Os comissários da prova entenderam que Hamilton, que havia terminado o treino classificatório com o segundo melhor tempo, atrás apenas do monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, atrapalhou Raikkonen ainda no Q1 da atividade no circuito Red Bull Ring, em Spielberg. Com isso, o pentacampeão mundial desceu do segundo para o quinto posto, atrás do holandês Max Verstappen, do finlandês Valterri Bottas e do britânico Lando Norris, este que conquistou a sua melhor posição em um grid de largada na carreira.

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No início do treino, Hamilton apareceu lentamente na pista em sua volta de instalação quando Raikkonen se aproximou na freada para a curva 2. Segundo a declaração oficial dos comissários, o piloto da Mercedes, apesar de ter saído da pista para facilitar a passagem do finlandês, estava muito lento e acabou atrapalhando o piloto da Alfa Romeo.

Em suas redes sociais, Hamilton admitiu o erro. "Mereci totalmente a penalidade hoje (sábado) e não tenho problema em aceitá-la", escreveu. "Foi um erro e eu assumo total responsabilidade por isso. Não foi intencional. De qualquer forma, amanhã (domingo) é outro dia e uma oportunidade para crescer", completou.

O inglês, que venceu seis das oito provas da atual temporada, destacou o fato de haver três pilotos diferente nas três primeiras posições, parabenizou Leclerc pela pole e indicou que vai brigar pela vitória na Áustria, apesar da punição. "Grato pelo esforço da equipe hoje (sábado), embora para nós não tenha sido um dia perfeito, mas nós ganhamos e perdemos juntos. Amanhã (domingo) é um novo dia e uma chance para nós nos levantarmos juntos", projetou.

Houve ainda outras três penalidades informadas logo após o treino: o dinamarquês Kevin Magnussen, da Haas, perdeu cinco posições e caiu do quinto para o 10.º lugar por conta da troca de câmbio; o alemão Nico Hulkenberg, da Renault, desceu de 12.º para 17.º por troca de componentes do motor; e o tailandês Alexander Albon largará na 20.ª e última posição do grid devido à alteração de toda a unidade de potência do seu carro.

Confira o grid de largada do GP da Áustria:

1.º - Charles Leclerc (MON/Ferrari) - 1min03s003

2.º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min03s439

3.º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - 1min03s537

4.º - Lando Norris (GBR/McLaren) - 1min04s099

5.º - Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) - 1min03s262*

6.º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - 1min04s166

7.º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min04s179

8.º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull) - 1min04s199

9.º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - Sem tempo no Q3

10.º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min04s072***

11.º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min04s490

12.º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min04s790

13.º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point) - 1min04s789

14.º - Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min04s832

15.º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min05s324

16.º - Nico Hulkenberg (ALE/REN) - 1min04s516****

17.º - Robert Kubica (POL/Williams) - 1min06s206

18.º - George Russell (GBR/Williams) - 1min05s904**

19.º - Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) - 1min13s601*****

20.º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso) - 1min04s665******

*Punido com a perda de três posições

**Punido com a perda de três posições

***Punido com a perda de cinco posições

****Punido com a perda de cinco posições

*****Punido com a perda de 20 posições

******Punido com a perda de 25 posições

Depois de liderar duas das três sessões livres, o monegasco Charles Leclerc confirmou a boa performance na Áustria e conquistou neste sábado a pole para a corrida no circuito de Bull Ring, em Spielberg. Em um final de semana pouco comum nesta temporada da Fórmula 1, o piloto da Ferrari anotou o tempo de 1m03s003 e bateu o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes.

"Foi um prazer guiar o carro no limite. Estou muito feliz por conquistar a pole para a Ferrari. Amanhã a corrida vai ser difícil fisicamente e também para o carro", disse Leclerc, após conquistar a segunda pole de sua carreira na categoria na qual busca seu primeiro triunfo. A outra pole foi no Barein.

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Leclerc é a grande esperança da Ferrari em busca da primeira vitória no ano. A Mercedes é soberana em 2019 e está muito à frente da escuderia italiana, de modo que a equipe alemã venceu todas as oito provas disputadas até aqui - Hamilton conquistou seis triunfos e Bottas, dois.

Líder do Mundial de Pilotos com grande vantagem - tem 187 pontos, contra 151 do vice-líder Bottas - Hamilton ficou 0s259 atrás de Leclerc. O próprio pentacampeão mundial admitiu que não conseguiu acompanhar o rival da Ferrari em praticamente todo o final de semana, mas prometeu uma briga intensa na corrida.

A segunda fila do grid será aberta pelo holandês Max Verstappen, da Red Bull. Ele vai largar ao lado do finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes. O vice-líder do campeonato foi pole nas últimas duas corridas na Áustria.

Kevin Magnussen, da Haas, largaria em quinto, mas foi punido devido à troca de câmbio e caiu para o décimo lugar. Com a punição ao dinamarquês, o inglês Lando Norris, da McLaren, ficou com a quinta posição, seguido do finlandês Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo, que também colocou o italiano Antonio Giovinazzi no sétimo posto, à frente do francês Pierre Gasly, da Red Bull.

O nono lugar e o drama da sessão classificatória ficaram com Sebastian Vettel. O piloto alemão da Ferrari foi prejudicado por problemas com a pressão da água do motor e, por isso, nem foi à pista no Q3. Ele largaria em décimo, mas subiu um posto por conta da punição a Magnussen.

Houve ainda outras duas penalidades no treino: o alemão Nico Hulkenberg, da Renault, caiu de 12º para 17º por troca de componentes do motor, e o tailandês Alexander Albon largará na última posição do grid devido à alteração de toda a unidade de potência do carro.

A corrida do GP da Áustria da Fórmula 1, a nona de 21 etapas desta temporada de 2019, está marcada para 10h10 (de Brasília).

Confira o grid de largada do GP da Áustria:

1º - Charles Leclerc (MON/Ferrari) - 1min03s003

2º - Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) - 1min03s262

3º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min03s439

4º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - 1min03s537

5º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min04s072*

6º - Lando Norris (GBR/McLaren) - 1min04s099

7º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - 1min04s166

8º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min04s179

9º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull) - 1min04s199

10º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - Sem tempo no Q3

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11º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min04s490

12º - Nico Hulkenberg (ALE/REN) - 1min04s516**

13º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso) - 1min04s665***

14º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min04s790

15º - Carlos Sainz (ESP/McLaren) - 1min13s601

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16º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point) - 1min04s789

17º - Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min04s832

18º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min05s324

19º - George Russell (GBR/Williams) - 1min05s904

20º - Robert Kubica (POL/Williams) - 1min06s206.

*Punido com cinco posições em razão da troca de câmbio;

**Punido com cinco posições por troca de componentes do motor;

***Punido com a última posição pela alteração da unidade de potência do carro.

Em uma disputa com o Rio de Janeiro para manter o GP do Brasil de Fórmula 1 em São Paulo, o governador João Doria está tão confiante na permanência da categoria na capital paulista que já faz planos a longo prazo. Seu objetivo é manter a tradicional corrida no Autódromo de Interlagos pelos próximos 20 anos.

"A ideia, a priori, é planejar 20 anos, como um objetivo, de 2021 para os próximos 20 anos", revelou Doria, na terça-feira, após reunião com o prefeito Bruno Covas e o diretor executivo da F-1, o norte-americano Chase Carey. O contrato atual entre a categoria e São Paulo se encerra em 2020.

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O plano de 20 anos, portanto, teria início em 2021. Sem revelar detalhes, Doria avisou que as primeiras reuniões serão realizadas nas próximas semanas. "Do ponto de vista de São Paulo, já montamos um grupo de trabalho, com o governo estadual e com a Prefeitura de São Paulo. Nas próximas semanas, eles vão estar reunidos com os representantes da Fórmula 1 em São Paulo."

Os encontros serão encabeçados pelo atual promotor do GP do Brasil, Tamas Rohonyi, que também já realizou os GPs da Hungria e de Portugal. "Com estas reuniões, vamos trabalhar com o tempo necessário, com a serenidade que exige uma decisão desta ordem. Que seja uma decisão madura, definitiva e sobretudo empresarial", projetou Doria, já prevendo, confiante, a eventual renovação do contrato de São Paulo com a F-1.

A meta do grupo é se alinhar com as novas diretrizes da F-1, que vem aos poucos sofrendo mudanças desde a compra da categoria pelo grupo norte-americano Liberty Media. Desde que assumiu a categoria, em 2017, o grupo vem tentando tornar o campeonato mais popular, agregando eventos culturais e de entretenimento às corridas e treinos.

"Fiquei muito feliz com apresentação feita pelo senhor Chase Carey, de que, além do GP de Fórmula 1, com corrida e treinos, agora sob a nova gestão, quer tornar o GP uma experiência", declarou Doria, após a reunião com o dirigente. Carey pretende tornar a F-1 semelhante ao Super Bowl, a final do futebol norte-americano, que agrega shows e espetáculos e mobiliza a cidade-sede do evento.

"Isso é muito interessante porque aumenta a percepção em torno da Fórmula 1. Aumenta o interesse do público em torno do GP. Aumenta também o efeito residual da F-1 no local onde se realiza e até mesmo fora. O GP pode ser realizado em São Paulo e ter 'fan fests' fora da cidade. E, por último, a ideia de plataforma é contagiante porque traz um legado maior, inclusive no plano da educação e sensibilização dos jovens para a F-1", disse Doria.

Para tanto, São Paulo precisa vencer uma queda de braço com o Rio de Janeiro. No início de maio, o presidente Jair Bolsonaro assinou um termo de compromisso para trazer de volta ao Rio a categoria, a partir de 2021. Com este forte apoio, a cidade espera erguer um novo autódromo em Deodoro para voltar ao mapa da F-1. O futuro circuito, cujo projeto já foi apresentado a Carey, terá um custo estimado de R$ 700 milhões, com promessas de investimento apenas privado.

Nas últimas semanas, o chefão da F-1 se reuniu com dirigentes e autoridades das duas cidades. Mas anunciou que ainda não chegou a uma decisão e avisou que não estabeleceu um prazo para definir se o País permanecerá no calendário depois de 2020 e onde seria disputada a etapa brasileira.

Não foi nesta terça-feira que o GP do Brasil de Fórmula 1 teve o seu futuro definido. E, a julgar pelas declarações do norte-americano Chase Carey, atual chefão da categoria, os fãs de automobilismo do País vão ter que esperar mais um pouco para saber se a etapa seguirá no calendário e onde ele seria disputada, em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Na tarde desta terça, ele disse que a categoria não trabalha com qualquer prazo para a definição, após reunião com o governador João Doria, o prefeito Bruno Covas, secretários estaduais e o atual promotor do GP, Tamás Rohonyi. O contrato de São Paulo vai até o próximo ano.

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"Temos algum tempo ainda. Estamos focados em analisar as etapas cujos contratos se encerram neste ano", afirmou Carey. A lista de corridas que não tem vínculo para 2020 inclui Inglaterra, Espanha, Alemanha e México. "Mas a prova brasileira é importante para nós. O mercado brasileiro é tremendamente importante para nós", declarou.

Carey, contudo, admite que pretende analisar com cuidado as propostas de São Paulo e Rio, que aposta na construção de um novo autódromo em Deodoro para voltar a receber corridas - o que não acontece desde 1989. "Acho que temos tempo. Queremos avançar de forma cuidadosa, mas o mais breve possível."

Na entrevista, o diretor executivo da F-1 fez elogios a Tamás Rohonyi e lembrou da trajetória histórica do Brasil na categoria. "O Brasil é parte da nossa história, com muitos heróis das pistas. As provas aqui são sempre interessantes e esperamos que possamos manter esta tradição em novembro", afirmou, referindo-se ao GP deste ano.

Ao mesmo tempo, Carey fez questão de destacar que candidatos a receber etapas da F-1 devem atender agora a novos critérios, não apenas esportivos. "Queremos continuar crescendo e expandindo o esporte. Estamos focados em criar um grande evento de F-1 para todos os fãs, com diferentes espetáculos, que envolva as pessoas de todas as idades e que mexa com a cidade. Queremos que seja como um Super Bowl", ressaltou, ao mencionar a final do futebol americano.

"Queremos discutir mais sobre as oportunidades no Brasil. São discussões fechadas. Ainda não temos uma resposta. Mas estamos ansiosos para construir algo bom para nós e para os fãs do Brasil e do mundo", enfatizou Chase Carey.

A análise feita por Lewis Hamilton após a vitória no GP da França, neste domingo, deve ter desanimado ainda mais seus adversários para a disputa da sequência da temporada 2019 da Fórmula 1. Afinal, na sua avaliação, a Mercedes tem melhorado a cada prova. "Entrei no ritmo e depois disso a corrida foi bastante confortável. O carro melhora à medida que as corridas acontecem."

Após a sexta vitória na temporada e a 79ª na carreira, Hamilton destacou o desempenho de toda a equipe durante o fim de semana em Le Castellet. "Quando as pessoas veem tal triunfo (da Mercedes), talvez não estejam cientes de todo o trabalho que foi feito", disse o líder do Mundial, com 187 pontos, contra 151 do companheiro Valtteri Bottas.

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O fato de ter largado na pole, liderado a corrida do início ao fim e ter contido com facilidade as tentativas de ultrapassagem de Bottas no início não tornou, para Hamilton, a corrida desinteressante. "Se vocês jornalistas escreverem um artigo dizendo que foi uma corrida chata, não apontem os dedos para os pilotos", disse Hamilton, em entrevista coletiva após a prova.

Apesar do sexto segundo lugar na temporada, Bottas estava feliz por ter conseguido segurar o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, na terceira colocação, apesar de alguns problemas no carro. "O Charles (Leclerc) chegou muito perto, mas é o que estava programado", afirmou o finlandês.

Há Leclerc festejou o terceiro pódio. "Mais algumas voltas e eu poderia ter conseguido pressionado mais o Valtteri", afirmou o piloto da Ferrari, quinto na classificação do campeonato, com 87 pontos.

Sebastian Vettel, que completou 16 provas sem vitória e viu Hamilton aumentar a vantagem para 76 pontos no Mundial, demonstrou desânimo. "O principal objetivo era reduzir a distância tanto quanto possível do líder e nós falhamos", disse o alemão da Ferrari. "Nós temos que entender a razão pela qual algumas das mudanças que fizemos não funcionaram. Espero que possamos tentar algo novo e que o design da pista na Áustria na próxima semana seja favorável a nós."

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