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A direção da Fórmula 1 confirmou nesta quarta-feira que chegou a um "acordo inicial" para realizar uma etapa do campeonato em Miami, nos Estados Unidos. Se concretizada, após negociação que se arrasta ao longo dos últimos anos, a prova será a segunda prova da categoria em solo norte-americano, a partir de 2021.

A possível nova corrida da F-1 seria disputada num traçado novo, construído em torno do Hard Rock Stadium, casa do Miami Dolphins, da NFL. A arena ficaria localizada exatamente no meio do circuito, entre duas longas retas. O estádio passou a receber neste ano o Masters 1000 de Miami, um dos principais torneios de tênis do circuito.

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"Estamos muito animados em anunciar que a Fórmula 1 e o Hard Rock Stadium chegaram a um acordo inicial para receber o primeiro GP de F-1 em Miami no estádio", disse o diretor comercial da categoria, Sean Bratches. Ele afirmou ainda que o GP poderá ter um impacto econômico anual de US$ 400 milhões (cerca de R$ 1,6 milhão).

"Estamos profundamente agradecidos aos nossos fãs, dirigentes e à indústria do turismo local por toda a paciência e apoio ao longo de todo este processo. Estamos ansiosos para trazer o maior espetáculo do automobilismo do planeta pela primeira vez a esta icônica e glamourosa região", declarou o dirigente da F-1, em comunicado conjunto com Tom Garfinkel, CEO do Miami Dolphins e do Hard Rock Stadium.

Para ser oficializada, a etapa precisa ainda ser aprovada pelas autoridades da prefeitura de Miami. Uma reunião local deve aprovar a corrida no dia 28 deste mês. Se confirmada a corrida de Miami no calendário de 2021, os Estados Unidos serão o único país com duas provas de F-1. A outra é realizada em Austin, no Texas, desde 2012.

O estado da Flórida já recebeu uma etapa da F-1 anteriormente, na década de 50, no Autódromo de Sebring. A última corrida lá aconteceu no ano de 1959.

Promotora da MotoGP, a Dorna Sports anunciou nesta quinta-feira que a principal categoria de motovelocidade no mundo voltará ao Brasil em 2022. A empresa assinou um contrato com a Rio Motorsports para realizar uma etapa na capital fluminense por cinco anos entre as temporadas 2022 e 2026.

O acordo representa o retorno da MotoGP ao Rio, onde a corrida foi realizada entre 1995 e 2004 no circuito de Jacarepaguá, posteriormente destruído para a construção do Parque Olímpico dos Jogos de 2016.

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"Estou muito orgulhoso em anunciar que a MotoGP retornará ao Rio de Janeiro, uma das cidades mais icônicas do mundo e em um país tão incrível. O Brasil é um mercado importante para motos, o motociclismo e o esporte a motor, com uma história para se orgulhar", disse Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna.

O novo circuito está previsto para ser construído na região de Deodoro, com um percurso de 4,5 quilômetros, tendo 13 curvas, sendo sete para a esquerda e seis à direita. E os organizadores da MotoGP já preveem um tempo de volta médio em 1min38. Já o custo seria de R$ 700 milhões.

"As notícias de que já temos uma primeira competição para a nova pista do Rio, a MotoGP, confirmada para 2022, representam um grande avanço para a nossa cidade. A construção da pista de Deodoro é um projeto espetacular, com um investimento extraordinário que irá gerar 7 mil empregos e fazer com que o Rio recupere o papel de liderança em grandes competições. Vamos levar o desenvolvimento para uma região da cidade com muitas necessidades, que é a Zona Oeste, e estimular o turismo. Tudo isso sem a cidade colocar um centavo no projeto, já que todo o investimento será de responsabilidade da concessionária", afirmou Marcelo Crivella, o prefeito do Rio, em comunicado divulgado pela MotoGP.

Construir um autódromo em Deodoro é um desejo antigo, sendo que a Prefeitura do Rio abriu uma concorrência para realizá-la. Mas a realização da obra está envolta em alguns impasses, tanto que no fim de agosto a 5ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) determinou a suspensão do contrato de concessão e construção do circuito, já que um relatório de impacto ambiental ainda não tinha sido realizado e aprovado pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (INEA).

Como a Fórmula 1 tem contrato para realizar o GP do Brasil em Interlagos somente até 2020, a meta do Rio é transferir a sede da prova para a capital fluminense a partir do ano seguinte. O projeto do autódromo em Deodoro tem apoio do presidente Jair Bolsonaro, do governador do Rio Wilson Witzel e de Crivella.

Contando com a sorte de um campeão, o inglês Lewis Hamilton aproveitou o abandono do então líder Sebastian Vettel e venceu o GP da Rússia neste domingo. O pentacampeão mundial voltou a triunfar na Fórmula depois de quatro provas e reforçou a soberania da Mercedes no circuito russo, onde a equipe alemã nunca foi derrotada.

A corrida em Sochi pode ser divididas em duas parte. Na primeira, como acordado previamente no jogo de equipe da Ferrari para evitar um ataque de Hamilton, Charles Leclerc, que havia feito a pole, deixou Vettel passar na largada, com a promessa de que voltaria ao primeiro lugar. No entanto, o alemão descumpriu o combinado e seguiu na liderança até perto da metade da prova.

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A inversão só aconteceu no pit stop. Pouco tempo depois de colocar pneus médios e voltar em quarto, atrás do monegasco, o alemão sofreu um problema na unidade de potência de seu carro e foi forçado a abandonar. Curiosamente, foi na Rússia que aconteceu a inversão Bottas/Hamilton em 2018.

A partir daquele momento, a prova no traçado russo ganhou um novo contorno. O safety car virtual entrou para retirar o carro de Vettel e acabou ajudando Hamilton, que assumiu a liderança. O piloto inglês voltou dos boxes oito segundos à frente de Leclerc e com pneus macios, comprovando que, além de talento, ele costuma ter muita sorte.

O inglês teve inteligência e conseguiu manter a ponta até o final para conquistar a nona vitória em 16 corridas na temporada, a 82ª na carreira e a quarta na Rússia que o isola ainda mais na liderança do Mundial de Pilotos. Agora, ele tem 322 pontos contra 249 do seu companheiro e vice-líder Valtteri Bottas e 215 de Leclerc, o terceiro.

"É incrível o resultado de hoje pelo fato de o quão rápidos eles eram desde a largada. Até para acompanhá-los era difícil. Parecia um longo caminho para alcançá-los", disse o vencedor, que faturou um ponto extra pela volta mais rápida e pode ser hexacampeão nos Estados Unidos, a antepenúltima corrida.

A dobradinha da Mercedes, a primeira desde o GP da Inglaterra, em julho, foi completa com Valtteri Bottas em segundo. O finlandês foi essencial na vitória de Hamilton, uma vez que se colocou como um obstáculo às investidas de Charles Leclerc, que acabou fechando o pódio.

A Red Bull apareceu na sequência com o holandês Max Verstappen na quarta colocação e o tailandês Alexander Albon, um dos destaques da corrida, no quinto lugar, mesmo depois de ter largado dos boxes.

O espanhol Carlos Sainz Jr e o inglês Lando Norris, companheiros da McLaren, ficaram na sexta e oitava posições, respectivamente, com o mexicano Sergio Pérez, da Racing Point, entre eles. O dinamarquês Kevin Magnussen, da Haas, e o alemão Nico Hulkenberg, da Renault, fecharam o top 10.

A Fórmula 1 dá uma pausa e retorna em duas semanas para o GP do Japão, no circuito de Suzuka, a 17ª de 21 etapas da atual temporada. A corrida está marcada para o dia 13 de outubro.

Confira a classificação do GP da Rússia:

1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes), em 1h33min38s992

2) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 3s829

3) Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 5s212

4) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 14s210

5) Alexander Albon (TAI/Red Bull), a 38s348

6) Carlos Sainz Jr.(ESP/McLaren), a 45s889

7) Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a 48s728

8) Lando Norris (ING/McLaren), a 57s749

9) Kevin Magnussen (DIN/Haas), a 58s779

10) Nico Hülkenberg (ALE/Renault), a 59s841

11) Lance Stroll (CAN/Racing Point), a 60s821

12) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 1min02s496

13) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a 1min08s910

14) Pierre Gasly (FRA/Toro Rosso), a 1min10s076

15) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a 1min13s346

Abandonaram a prova:

Romain Grosjean (FRA/Haas)

Robert Kubica (POL/Williams)

George Russell (ING/Williams)

Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)

Daniel Ricciardo (AUS/Renault)

Charles Leclerc está impossível. O piloto monegasco da Ferrari sobrou em relação aos seus concorrentes no treino oficial de classificação para o GP da Rússia neste sábado e conquistou a quarta pole seguida na temporada da Fórmula 1 e a sexta de sua carreira.

Dessa forma, Leclerc se tornou o primeiro piloto da Ferrari a marcar quatro poles em sequência desde o lendário alemão Michael Schumacher, que alcançou o feito em 2001.

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"O carro estava incrível. E é muito bom estar na pole, mas a largada é muito importante aqui, mais do que em qualquer lugar. Eu quero apenas focar no trabalho amanhã, que parece bom para nós", disse Leclerc, vencedor de duas das últimas três corridas.

O jovem de Mônaco fez 1m31s628 na sua melhor volta, superando em 0s402 o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, que vai largar em segundo. O líder do Mundial de Pilotos melhorou seu desempenho em relação aos treinos livres, mas não o suficiente para superar Leclerc.

O próprio piloto inglês admitiu a superioridade da Ferrari neste momento da temporada e alertou em suas últimas entrevistas que a Mercedes precisa agir rápido voltar a ser protagonista.

Vencedor do GP de Cingapura no último domingo, o alemão Sebastian Vettel ficou em terceiro, 0s425 do companheiro de equipe e à frente do finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, que fecha a segunda fila.

Bottas, vice-líder do campeonato, herdou a posição do holandês Max Verstappen, que foi punido por conta da troca de componentes do motor de sua Red Bull e perdeu cinco posições. Ele vai largar, portanto, no nono lugar.

A atividade foi boa para o espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren, que ficou em quinto, sua melhor posição no grid de largada no ano. Ele é seguido pelo alemão Nico Hulkenberg, da Renault, o inglês Lando Norris, seu companheiro de equipe, e o francês Romain Grosjean, da Haas, que vai largar entre os dez primeiros pela terceira vez em cinco corridas.

O australiano Daniel Ricciardo, da Renault, fechou o Top 10, atrás de Verstappen. Além do holandês, o francês Pierre Gasly, da Toro Rosso, e o tailandês, companheiro de Verstappen na Red Bull, também foram punidos com cinco posições no grid. O russo Daniil Kvyat, da Toro Rosso, não treinou após problemas no terceiro treino e vai sair do último lugar.

A largada para o GP da Rússia, a 16ª de 21 corridas do calendário da Fórmula 1 em 2019, será às 8h10 deste domingo.

Confira o grid de largada do GP da Rússia:

1) Charles Leclerc (MON/Red Bull) - 1min31s618

2) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min32s030

3) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - 1min32s053

4) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - 1min32s632

5) Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) - 1min33s222

6) Nico Hulkenberg (ALE/Renault) - 1min33s289

7) Lando Norris (ING/McLaren) - 1min33s301

8) Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min33s517

9) Max Verstappen* (HOL/Red Bull) - 1min32s310

10) Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min33s661

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11) Sergio Perez (MEX/Racing Point) - 1min33s958

12) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min34s037

13) Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min34s082

14) Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min34s233

15) Kimi Raikonnen (FIN/Alfa Romeo) - 1min34s840

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16) Pierre Gasly* (FRA/Toro Rosso) - 1min34s456

17) George Russell (ING/Williams) - 1min35s356

18) Robert Kubica (POL/Williams) - 1min36s474

19) Alexander Albon* (TAI/Red Bull) - 1min39s197

Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - Sem tempo

(*) Punidos com perdas de posições.

Tetracampeão mundial da Fórmula 1, Sebastian Vettel desencantou em 2019 e venceu o GP de Cingapura, quebrando jejum de 22 corridas sem triunfo na categoria máxima do automobilismo. Depois de voltar ao lugar mais alto do pódio na F-1, o piloto alemão da Ferrari comentou a prova deste domingo, destacando o trabalho da escuderia italiana em Marina Bay.

"Foi um pouco suado, mas muito feliz. Grande corrida! Antes de tudo, parabéns à equipe. Obviamente, o início da temporada foi difícil, mas, nas últimas semanas, começamos a ganhar vida. Estou orgulhoso do trabalho de todos", disse.

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Vettel também admitiu que não tinha certeza se seus compostos da Pirelli iriam aguentar o desgaste em Cingapura: "Não tinha certeza se os pneus durariam no segundo stint, então dei tudo, pois os dois carros na frente não pararam".

"Fiquei muito surpreso de sair na frente uma volta depois e bastante ocupado administrando os pneus e o tráfego, tentando passar", relatou o tetracampeão, que superou o companheiro Charles Leclerc na corrida.

A dobradinha da Ferrari, aliás, é a primeira da história do GP asiático. E o triunfo de Vettel também marca a primeira vez que o time italiano vence três etapas consecutivas desde 2008.

Leclerc vinha de duas vitórias e três poles consecutivas, mas foi superado pelo alemão na estratégia em Cingapura. E o piloto monegasco reclamou da Ferrari pelo rádio. Quando o safety car entrou na pista pela segunda vez, após o abandono do mexicano Sergio Pérez, da Racing Point, Leclerc aproveitou para pedir mais potência para a relargada: "Eu quero tudo, até o modo de potência do motor".

O engenheiro entendeu que era um sinal de que o monegasco iria para cima de Vettel e respondeu: "Charles, nós precisamos cuidar para trazer o carro para casa, precisamos cuidar da unidade de potência e trazer os carros para a garagem".

"Sim, eu não vou fazer nada estúpido, não é meu objetivo", foi a resposta frustrada de Leclerc. "Quero que terminemos com a dobradinha, mas acho que não foi justo. Isso não vai mudar, não farei nada estúpido".

Depois da corrida, o piloto adotou um tom mais político. "É sempre difícil perder uma vitória, mas estou feliz pelo time, todos trabalharam para isso e foi nossa primeira dobradinha na temporada", disse o jovem de 21 anos.

"Chegamos aqui esperando apenas um pódio e saímos com a dobradinha. Mas do meu lado, estou desapontado, como qualquer um ficaria. Há vezes em que as coisas acontecem dessa forma, mas eu voltarei mais forte", completou.

O GP de Cingapura foi marcado por encerramento de jejuns importantes. O alemão Sebastian Vettel venceu a corrida no traçado asiático neste domingo e voltou a triunfar na Fórmula 1 após mais de um ano, ou 22 corridas. A última vez que havia subido no lugar mais alto do pódio havia sido no GP da Bélgica de 2018.

O segundo colocado foi o monegasco Charles Leclerc, dando a dobradinha à Ferrari, primeira escuderia a conseguiu o feito em Cingapura. A escuderia italiana não colocava os seus pilotos nos dois primeiros lugares desde o GP da Hungria de 2017, vencido por Vettel e que teve Kimi Raikkonen, hoje na Alfa Romeo, no segundo posto.

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Vettel chegou à sua 53ª vitória na carreira ao conseguir ter eficácia em sua estratégia de ser o primeiro dos líderes a fazer o pit stop. Com pneus novos, o alemão conseguiu superar o companheiro Leclerc e o inglês Lewis Hamilton, que chegaram a liderar a prova, mas não sustentaram a vantagem. O alemão havia sido justamente o último piloto da Ferrari a vencer em Cingapura, feito realizado em 2015, e soma, agora, cinco triunfos no GP asiático.

A redenção de Vettel após um período conturbado se dá também pela melhora da Ferrari nessa segunda parte da temporada da Fórmula 1. A equipe italiana trouxe atualizações importantes aos carros de seus dois pilotos e tem adotados estratégias inteligentes que deram resultados nas últimas três corridas, colocando um pouco de emoção no campeonato, antes todo dominado pela Mercedes.

"O início da temporada foi difícil para nós, mas nas últimas duas semanas, realmente nós voltamos a estar vivos", disse Vettel após o triunfo.

Com a evolução recente, a Ferrari venceu as últimas três provas consecutivas, duas com Leclerc e agora com Vettel, sequência que não acontecia desde a temporada de 2008, quando Kimi Raikkonen e Felipe Massa deram à escuderia quatro triunfos seguidos.

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, que parou na mesma volta do que Vettel, completou o pódio na terceira colocação. A Mercedes, tida como favorita para vencer em Cingapura, teve um desempenho ruim e ficou fora do pódio pela segunda vez na temporada. A primeira havia sido no GP da Alemanha, vencido por Verstappen, em agosto.

Hamilton terminou a corrida em quarto e, apesar de não vencer há três corridas, ainda está confortável na liderança do Mundial de Pilotos. O pentacampeão soma 296 pontos e continua seguido na classificação geral pelo seu companheiro Valtteri Bottas, que soma 231 e terminou a prova em quinto. Leclerc e Verstappen, terceiro e quarto, têm 200 pontos e Vettel, o quinto, soma 194.

O tailandês Alexander Albon, da Red Bull, o inglês Lando Norris, da McLaren), o francês Pierre Gasly, da Toro Rosso, o alemão Nico Hulkenberg, da Renault, e o italiano Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo, completaram o Top 10.

Os pilotos voltam a acelerar no próximo final de semana, no GP da Rússia, a 16ª de 21 corridas da atual temporada da Fórmula 1.

Confira a classificação do GP de Cingapura:

1) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), em 1min58min33s667

2) Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 2s641

3) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 3s821

4) Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 4s608

5) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 6s119

6) Alexander Albon (TAI/Toro Rosso, a 11s663

7) Lando Norris (ING/McLaren), a 14s769

8) Pierre Gasly (FRA/Red Bull), a 15s547

9) Nico Hülkenberg (ALE/Renault), 16s718

10) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a 17s855

11) Romain Grosjean (FRA/Haas), a 35s436

12) Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren), a 35s974

13) Lance Stroll (CAN/Racing Point), a 36s419

14) Daniel Ricciardo (AUS/Renault), a 37s660

15) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 38s178

16) Robert Kubica (POL/Williams), a 47s024

17) Kevin Magnussen (DIN/Haas), a 1min26s522.

Abandonaram a prova:

Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo)

George Russell (ING/Williams)

Sergio Pérez (MEX/Racing Point).

A bandeira e o hino brasileiros tiveram destaque na Fórmula 1 pela última vez há exatos dez anos. Em 13 de setembro de 2009, no GP da Itália, em Monza, Rubens Barrichello cruzou a linha de chegada na frente e abriu longo hiato para o automobilismo nacional. Depois, nenhum piloto do País subiu ao degrau mais alto do pódio e certamente essa espera continuará por mais alguns anos.

O recordista de GPs na categoria, com 323 provas, vivia em 2009 uma temporada especial. Depois de três anos na Honda, equipe de pouco rendimento, Rubinho desfrutou da boa performance da surpreendente Brawn. A escuderia inglesa estava quase falida, mas conseguiu desenvolver um ótimo carro ao se aproveitar de uma brecha no regulamento. A existência de uma estrutura chamada difusor duplo deu aos modelos mais aderência e rendimento.

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A Brawn dominou o ano e ajudou o inglês Jenson Button a se sagrar campeão. Mas, até a definição do título, o campeonato foi emocionante.

Se em 2019 o Brasil não tem representantes na Fórmula 1, há dez anos o País vivia uma temporada intensa: Felipe Massa era vice-campeão mundial, Barrichello voltava a ser competitivo e Nelsinho Piquet vinha de um bom ano de estreia, quando obteve até o segundo lugar no GP da Alemanha.

O campeonato começou com vitórias de Button nas seis das sete primeiras corridas. Barrichello reagiu mais adiante, venceu o GP da Europa, em Valência, e semanas depois desembarcou na Itália como vice-líder. O brasileiro largou em quinto lugar em Monza e se deu bem graças à estratégia de só fazer uma parada nos boxes. Nas voltas finais, ele administrou o desgaste dos pneus e a pressão de Button para dar ao Brasil a sua 101.ª vitória na Fórmula 1.

O ano terminou com o título de Button e o alemão Sebastian Vettel, então em sua temporada de estreia pela Red Bull, como segundo colocado. Barrichello ficou em terceiro lugar. Depois da prova na Itália, Rubinho jamais voltou a subir no pódio na Fórmula 1. E o País viu os representantes na categoria perderem o protagonismo. As vitórias nunca mais vieram e somente mais duas vezes um brasileiro fez a pole position na Fórmula 1 - o próprio Barrichello no Brasil, em 2009, e Felipe Massa na Áustria, em 2014.

O hiato de dez anos sem vitória na F-1 já é o maior período do Brasil sem conquistas na categoria. O País não comemora um título desde Ayrton Senna, em 1991, e teve pela última vez um representante no campeonato em 2017. E a tendência, pelo menos até agora, é não ter nenhum brasileiro no grid em 2020.

O piloto Rubens Barrichello quer ajudar a construir um kartódromo dentro do complexo da Arena Fonte Nova, em Salvador. Com o auxílio de um grupo de empresários, o recordista em corridas na Fórmula 1 apresentou nesta semana ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), o projeto de uma pista de 850 metros de extensão e oito metros de largura, dentro dos padrões internacionais.

Em encontro na capital baiana na última terça-feira, o piloto, a empresa NF Sports e um grupo de empresários liderados pela MCA Gribel participaram da assinatura de uma carta de intenção. O projeto será analisado em até 120 dias, dentro da viabilidade econômica e da possibilidade de se fazer uma parceria Público-Privada (PPP) para a construção e gestão do espaço.

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"Estamos muito felizes com a oportunidade que se abriu para nós levarmos o automobilismo de base a um espaço como esse. A Bahia, sua cultura, seu povo e sua alegria são especiais e a possibilidade de unirmos os dois mais populares esportes brasileiros em um só local é sensacional", afirmou Rubinho, que atualmente disputa a temporada de 2019 da Stock Car.

O projeto traz a intenção de construir kartódromo, shopping, restaurante, academia de ginástica e um memorial com exposição permanente sobre a carreira de Rubens Barrichello, com a presença de carros usados na Fórmula 1, troféus, macacões e capacetes. Ainda não há previsão do custo do empreendimento nem o tempo necessário para viabilizar a entrega da obra.

Pelo Twitter, o governador baiano comemorou a oportunidade de se erguer um kartódromo dentro do complexo da Arena Fonte Nova. "Queremos atrair empresas interessadas em estimular a modalidade esportiva na Bahia através de investimentos e geração de novos empregos. Quem sabe em breve a Bahia não seja inserida nas etapas de circuitos mundiais das competições?", escreveu Rui Costa.

O autódromo italiano de Ímola, palco do acidente que tirou a vida do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna (1960-1994), ganhará na semana que vem um mural em homenagem ao piloto pintado pelo artista brasileiro Eduardo Kobra.

A obra terá 21 metros de comprimento e sete de altura e ficará na fachada do Museo Checco Costa, a poucos metros da antiga curva Tamburello, onde Senna bateu sua Williams naquele fatídico Grande Prêmio de San Marino, em 1º de maio de 1994.

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"Talvez a primeira coisa que eu faça ao chegar seja ir no local do acidente. Para mim, tem um significado emocional muito grande, sou muito conectado à história do Senna", disse Kobra à ANSA nesta terça-feira (10), um dia antes de embarcar para a Itália.

Fã do piloto brasileiro, o artista de 44 anos já fez cerca de 10 murais que retratam o tricampeão de F1. "Admiro muito a trajetória dele. Ele me inspira muito, principalmente como pessoa, a forma de ele agir, a perseverança no trabalho", acrescentou.

Kobra vive desde a metade de 2018 o período mais profícuo de sua carreira para convites internacionais, com mais de 40 pedidos, e a encomenda do mural de Senna é uma das poucas que ele conseguiu aceitar. "Era uma obra que eu queria fazer. Gosto muito de fazer ações ligadas ao Senna", disse.

O artista deve levar seis dias para concluir o painel, que será inspirado nos momentos em que o piloto fazia reverências aos céus para agradecer por vitórias. O trabalho será voluntário, mas Kobra pediu permissão ao Instituto Ayrton Senna para fazer o painel. "Se eles não aprovassem, eu não iria", revelou.

Essa será a quarta obra do artista na Itália, e em breve ele deve realizar um mural em San Marino sobre a história desse pequeno país, que fica a cerca de 100 quilômetros de Ímola.

Da Ansa

Alternando um inglês com um italiano fluente, Charles Leclerc era a expressão da felicidade neste domingo, após vencer o Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, dando à Ferrari, sua equipe, a primeira vitória em Monza desde 2010. "Obrigado a todos, não tenho palavras", disse, ao sair de sua Ferrari número 16.

Era a segunda vez que o monegasco de 21 anos subia ao lugar mais alto do pódio na categoria, mas, para Leclerc, a segunda tem tudo para ser mais inesquecível que a primeira. "Na última semana (na Bélgica), foi minha primeira vitória, mas a emoção de vencer aqui é dez vezes melhor" declarou o piloto.

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No ensolarado domingo italiano, ao largar da pole e conseguir manter-se na ponta durante toda a prova, resistindo aos ataques do pentacampeão Lewis Hamilton, fez apenas sua 14ª corrida na Fórmula 1. "Vencer aqui é como um sonho", vibrou o garoto, voltando-se para os 'tifosi', à altura já enlouquecidos pelo momento que não viam desde que Fernando Alonso obteve o mesmo feito por ali em 2010.

"Comecei a crer na vitória nas últimas duas voltas. Com o tráfico, me distanciei de Valtteri (Bottas) e me livrei do rádio. Creio que não entendi nada depois da bandeirada. Cumpri todos os sonhos que tinha quando era pequeno. É incrível", finalizou.

Não se pode dizer o mesmo, porém, em relação ao dia de seu companheiro de escuderia, Sebastian Vettel. O alemão acumulou problemas durante a prova, chegando a rodar na pista, a cair para o último lugar e ainda a receber uma punição de dez segundos por manobra perigosa. Ato contínuo, todo esse infeliz roteiro fez com que terminasse somente em 13º lugar.

"Perdi a traseira, foi um erro meu", admitiu o alemão, sobre a rodada. "Foi um bom dia para a equipe, mas não para mim. Não posso estar feliz com o meu dia hoje", completou Vettel, que observou seu colega mais moço de Ferrari ultrapassá-lo no Mundial de Pilotos em 13 pontos depois do GP de Monza - 182 a 169.

A próxima etapa da temporada, a 15.ª, está agendada para 22 de setembro, no GP de Cingapura.

Uma semana após a morte de Anthoine Hubert em uma prova de Fórmula 2 em Spa-Francorchamps, outro acidente, desta vez em Monza, levou pânico ao mundo do automobilismo neste sábado (7).

Em uma corrida de F3 no circuito italiano, o carro do australiano Alex Peroni "decolou" após passar por uma espécie de lombada na curva Parabólica e bateu contra um alambrado.

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O piloto, no entanto, saiu andando do carro e sofreu apenas uma concussão e uma fratura na vértebra.

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Na semana passada, o francês Hubert perdeu a vida em um grave acidente em Spa, e outro piloto envolvido na tragédia, Juan Manuel Correa, está em coma induzido.

Da Ansa

O alemão Sebastian Vettel foi o mais rápido, neste sábado, no terceiro treino livre para o GP da Itália, 14ª etapa do Mundial de Fórmula 1, no circuito de Monza. O tetracampeão mundial fez a volta mais rápida em 1min20s294.

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, ficou em segundo lugar, apenas 0s032 atrás de Vettel, seguido pelo finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, 0s109 mais lento que o líder. Tempo idêntico ao do monegasco Charles Leclerc, que havia dominado os dois treinos anteriores na sexta-feira. O piloto da Ferrari ficou em quarto, pois conseguiu o tempo depois de Bottas.

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O australiano Daniel Ricciardo surpreendeu ao colocar a Renault na quinta colocação, 0s270 atrás de Vettel, e à frente do inglês Lewis Hamilton, líder do Mundial e que busca a sexta vitória na tradicional prova italiana. O pentacampeão mundial fez um tempo 0s301 além do do líder.

O alemão Nico Hulkenberg (0s458), da Renault, o tailandês Alexander Albon (0s533), da Red Bull, o italiano Antonio Giovinazzi (0s587), da Alfa Romeo, e o russo Daniil Kvyat (0s651), da Toro Rosso, completaram a lista dos dez primeiros colocados.

A sessão de classificação começará neste sábado às 10 horas (de Brasília). A largada para o GP da Itália será às 10h10 do domingo.

Em tempos de domínio quase absoluto da Mercedes na Fórmula 1, a Fórmula E vem se tornando um oásis de competitividade e equilíbrio no mundo do automobilismo, na opinião de Felipe Massa. O experiente piloto brasileiro, com 15 temporadas de F-1, acredita que a categoria de carros elétricos tem potencial para atrair mais público em um momento em que os fãs de corridas anseiam por pegas e disputas nas pistas.

"É um campeonato feito para ser diferente, só que é bem mais competitivo em relação à F-1. O mais lento na pista tem apenas um segundo a menos do que o líder. A possibilidade de vencer a prova e subir ao pódio existe para muitos pilotos e equipes", disse Massa ao Estado. "Isso torna o campeonato bacana, intenso, que é o que as pessoas querem ver nas corridas". Os carros atingem 220 Km/h. Não se compara à F-1, que anda na casa dos 330 km/h.

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Massa acabou de finalizar sua primeira temporada na Fórmula E, campeonato que será disputado pela sexta vez a partir de novembro. E o brasileiro não esconde a empolgação por participar da inovadora competição, que trocou o ronco dos motores a combustão pelos zumbidos quase inaudíveis dos quilowatts.

"Há mais oportunidades para todos brigarem pelo pódio. O nível do campeonato é muito alto, como acontece na Fórmula 1. Mas aqui os carros andam mais próximos", comentou o ex-piloto da Ferrari e da Williams. Na última temporada, finalizada com uma rodada dupla em Nova York, no dia 14, oito pilotos diferentes venceram as primeiras oito etapas da competição.

A falta de previsibilidade contrasta com os esperados triunfos da Mercedes e do inglês Lewis Hamilton na Formula 1. "É difícil comparar os dois campeonatos. Um carro da Fórmula E tem pneu de rua e quase nenhuma carga aerodinâmica. São mais pesados e as corridas acontecem nas ruas. No final das contas, tudo é diferente", afirmou.

Ainda tentando se adaptar aos carros elétricos, Massa obteve apenas um pódio em sua primeira temporada na F-E. Aconteceu na etapa de Mônaco, onde reside e também onde é a casa da sua equipe, a Venturi - comandada por Susie Wolff, que vem a ser esposa de Toto Wolff, chefe da Mercedes na F-1.

Longe de repetir as performances que exibia na principal categoria do automobilismo mundial, o piloto brasileiro admite que não obteve os resultados esperados. Mas evitou lamentar. "Foi um aprendizado a cada corrida. Fiquei feliz com o tanto que aprendi e melhorei desde a primeira prova", avaliou.

Ele terminou o campeonato na 15.ª colocação com 36 pontos, logo abaixo do suíço Edoardo Mortara. Seu companheiro de equipe somou 52. O grid contou com 22 pilotos durante a maior parte da temporada, que passou por cidades como Londres, Roma, Paris, Berlim e Hong Kong.

"Lógico que eu gostaria de estar me vendo numa posição mais para a frente. Aconteceram alguns problemas em corridas em que eu não tive a pontuação que deveria por conta de erros meus e da equipe. Também não tivemos o carro mais competitivo para estar brigando por vitórias", analisou.

Massa projeta performance superior no próximo campeonato, com início marcado para 22 de novembro, na Arábia Saudita. "Sem dúvida, me sinto muito mais preparado agora e espero que a gente tenha um carro mais competitivo, que possamos estar brigando intensamente pelas primeiras posições".

Mesmo demonstrando sua lealdade pela Mercedes, o piloto Lewis Hamilton revelou nesta quinta-feira (5) que não descartaria a possibilidade de correr um dia pela Ferrari.

O britânico, que possui contrato com a Mercedes até o final da próxima temporada, destacou que a lealdade é "essencial". No entanto, o pentacampeão de F1 afirmou que pilotar um carro da escuderia italiana "poderia ser uma opção".

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"Não sei se é questão de ficar tentado, acho que é só questão de ser ou não uma parte do plano geral. Sinceramente, quando você é parte da Mercedes, é parte de uma família por toda uma vida, contanto que continue com eles, obviamente. Você tem Stirling Moss, Fangio ainda é homenageado dentro da família, e você é parte da história, e eles cuidam de você pelo resto de sua vida. Isso é importante para mim. A lealdade é uma parte muito, muito essencial", disse Hamilton aos repórteres no Grande Prêmio da Itália.

"Mas se chegar um ponto da minha vida em que decida que quero mudar, isso poderia ser uma opção em potencial. Mas não sei se é no momento", acrescentou o piloto de 34 anos.

Nas últimas 10 provas no circuito de Monza, Hamilton venceu cinco e foi vaiado quando subiu no lugar mais alto do pódio na edição passada do GP italiano. A última vitória da Ferrari na pista foi em 2010 com Fernando Alonso.

O GP da Itália começou hoje (6) com os dois primeiros treinos livres e será encerrado com a corrida no domingo (8). Hamilton é o líder do campeonato com 268 pontos, sendo seguido por Valtteri Bottas (203) e Max Verstappen (181).

Da Ansa

Neste sábado (31), o piloto Antoine Hubert morreu após um grave acidente envolvendo pelo menos três carros na pista de Spa-Francorchamps, na Bélgica, durante a primeira prova do fim de semana da Fórmula 2. O veículo pilotado pelo francês de apenas 22 anos colidiu com o de Juan Manuel Correa.

Através de comunicado oficial, a Federação Internacional do Automóvel (FIA), informou que Hubert foi levado a um centro médico e foi a óbito às 18h35 no horário local, o equivalente a 13h35 no horário de Brasília. Correa segue em condição estável.

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A batida aconteceu na segunda volta da prova, após a curva Radillon. Hubert rodou e teve sua lateral atingida em cheio por Correa. A violência do choque foi tanta que Correa, além de capotar, perdeu o bico do carro e ficou com os pés expostos. Já Hubert teve o cockpit completamente separado da parte traseira do carro. A corrida foi interrompida após o acidente e a organização da categoria informou que a corrida não será retomada. Em decorrência do ocorrrido, as montadoras Mercedes e Ferrari cancelaram as atividades com a imprensa.

Carro de Antoine após acidente. (Remko de Waal / ANP / AFP)

Diversos pilotos das fórmulas 1 e 2 usaram suas redes sociais para lamentar a morte de Hubert. “Notícias devastadoras. Deus abençoe sua alma, Antoine. Meus pensamentos e orações estão com você e sua família hoje”, escreveu Lewis Hamilton, pentacampeão da F1.

O primeiro dia de atividades na Fórmula 1 após as "férias de verão" na Europa foi marcado nesta quinta-feira pelo anúncio do calendário de 2020 da maior categoria de automobilismo do mundo. Com a confirmação dada no dia anterior da renovação de contrato com o GP da Espanha e as inclusões de Vietnã e Holanda, a F-1 terá um recorde de 22 corridas. Só a Alemanha ficará de fora.

A programação de 2020 manterá uma pausa de quatro semanas em agosto, durante o verão no hemisfério norte, mas incluirá sete pares de corridas consecutivas, o que é um recorde.

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A nova corrida do Vietnã, em Hanói, será o terceiro evento da temporada, em 5 de abril, logo após a sequência de Austrália e Bahrain em março. A corrida de Zandvoort, que será a primeira da Fórmula 1 na Holanda desde 1985, está marcada para o dia 3 de maio, dando início à perna europeia - embora isso seja interrompido pela sequência de junho no Azerbaijão e no Canadá.

"É com grande satisfação que hoje (quinta-feira) publicamos o rascunho do calendário 2020", disse o CEO da F-1, o norte-americano Chase Carey, da Liberty Media, em um comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira. "É o ano em que a categoria comemora o seu 70.º aniversário e terá, pela primeira vez, um calendário de 22 corridas".

O dirigente ressaltou o apoio de todos os envolvidos na Fórmula 1, FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e equipes, para a aprovação do novo calendário. "É significativo para o nosso esporte e confirma nossa estratégia de longo prazo. Desde que nos envolvemos nesse esporte, em 2017, conversamos sobre o desenvolvimento de novas cidades para ampliar o apelo da F-1 e, ao mesmo tempo, consolidar nossa presença no Europa, a casa tradicional do automobilismo", afirmou.

"A temporada com um recorde de 22 GPs recebeu apoio unânime da FIA e de todas as equipes e demonstra claramente a confiança que existe no futuro do nosso esporte", completou Chase Carey.

O calendário para 2020 continua sujeito à aprovação do Conselho Mundial de Automobilismo, que se reunirá no próximo mês. A corrida em Monza, na Itália, ainda não tem um contrato em vigor para o próximo ano, mas, segundo o comunicado da Fórmula 1, o compromisso está "atualmente sendo finalizado".

Confira o calendário de 2020 da Fórmula 1:

15 de março - Austrália (Melbourne)

22 de março - Bahrein (Sakhir)

5 de abril - Vietnã (Hanói)

19 de abril - China (Xangai)

3 de maio - Holanda (Zandvoort)

10 de maio - Espanha (Barcelona)

24 de maio - Mônaco (Montecarlo)

7 de junho - Azerbaijão (Baku)

14 de junho - Canadá (Montreal)

28 de junho - França (Paul Ricard)

5 de julho - Áustria (Spielberg)

19 de julho - Grã-Bretanha (Silverstone)

2 de agosto - Hungria (Budapeste)

30 de agosto - Bélgica (Spa-Francorchamps)

6 de setembro - Itália (Monza)

20 de setembro - Cingapura (Cidade de Cingapura)

27 de setembro - Rússia (Sochi)

11 de outubro - Japão (Suzuka)

25 de outubro - Estados Unidos (Austin)

1 de novembro - México (Cidade do México)

15 de novembro - Brasil (São Paulo)

29 de novembro - Abu Dabi (Yas Marina)

Levado ao Hospital de Conventry, nas redondezas de Silverstone, para fazer exames depois da forte queda causada pelo acidente com o francês Fabio Quartararo neste domingo, na etapa de Silverstone da MotoGP, o italiano Andrea Dovizioso não teve nenhuma lesão séria constatada e foi liberado para ir para casa.

Segundo informações divulgadas pela Ducati, equipe de Dovizioso, nas redes sociais, "o resultado do exame realizado não apresentou nenhum dano e o piloto voltará para casa hoje à noite".

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A necessidade de Dovizioso ser transferido de helicóptero para o hospital se deu pelo forte choque de cabeça que sofreu na queda do acidente, o que causou concussão no piloto e o deixou com perda momentânea de memória, segundo os médicos.

Com tontura em razão da queda, Quartararo também foi levado ao hospital. Em seu perfil no Twitter, o piloto da Yamaha SRT agradeceu às mensagens de apoio, informou que está bem e já foi liberado para ir para casa.

Dovizioso teve azar no acidente. Quartararo caiu logo na primeira curva e entrou na frente do italiano, que não conseguiu desviar e acabou dando piruetas no ar antes de cair. Sua moto pegou fogo. A corrida foi vencida pelo espanhol Álex Rins.

O acidente prejudicou Dovizioso na briga pelo título. O italiano continua na segunda posição, com 172 pontos, mas viu o líder Marc Márquez, segundo colocado na prova, somar 20 pontos e abrir 78 de vantagem na classificação geral. Quartararo tem 92 pontos e é o oitavo colocado.

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A Toyota revelou nesta terça-feira um programa de testes que vai realizar com o espanhol Fernando Alonso ao volante de seu carro tendo como objetivo a participação da montadora japonesa no Rally Dakar, que a partir de 2020 passará a ser disputado na Arábia Saudita. No entanto, não há a confirmação que o ex-piloto de Fórmula 1 disputará o rali mais tradicional do mundo.

"Depois de um campanha com êxito no Mundial de Endurance, Fernando Alonso e a Toyota Gazoo Racing unirão de novo as suas forças durante os próximos meses para a realização de uma série de testes com a Toyota Hilux, veículo previsto para a participação no próximo Rally Dakar", informou a equipe japonesa em um comunicado oficial.

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Este trabalho entre Alonso e a Toyota Gazoo Racing previsto para os próximos meses constará de um "intenso programa de treino e provas com a Toyota Hilux tanto na Europa como na África e no Oriente Médio" para que o espanhol se "familiarize com a exigente disciplina dos rali raids".

Alonso já está na África do Sul, onde "iniciará os testes nos desertos" entre esta terça e sexta-feira. No país africano disputará uma prova de rali. "Está prevista a sua participação, em forma de teste não competitivo, no próximo Rali Harrismith 400, na África do Sul, quinta prova das South African Cross Country Series, que se realizará entre os dias 13 e 14 de setembro", informou a Toyota.

"Eu tive o gostinho de rali off-road mais cedo nesse ano e isso me deixou com uma boa sensação que quero prolongar", disse Alonso. "Eu já sabia que seria uma experiência totalmente diferente, com uma curva íngreme de aprendizado, mas o Hilux pareceu ótimo. Isso me deixou muito confiante muito rápido e eu fui melhorando. Estou muito ansioso pelos próximos meses de treinamento, conhecendo melhor o Hilux e trabalhando com a equipe. Sempre quis manter minha busca por novos desafios em áreas diferentes e essa é uma grande equipe para isso", prosseguiu.

A relação de Alonso com a Toyota é recente, mas já produziu vitórias. O espanhol disputou a temporada 2018/2019 do Mundial de Endurance com a equipe japonesa, vencendo as 24 Horas de Le Mans duas vezes e o próprio campeonato.

O GP do México vai permanecer no calendário da Fórmula 1 pelo menos até o final de 2022. O acordo entre a F-1, a Corporação Interamericana de Entretenimento (CIE), promotora do evento, e o Governo da Cidade do México foi formalmente assinado nesta quinta-feira em uma coletiva de imprensa no Palácio da Câmara Municipal, na capital mexicana.

O GP mexicano foi disputado inicialmente em 1962 e retornou ao calendário em 2015. Desde então, as corridas disputadas no autódromo Hermanos Rodríguez passaram a chamar a atenção na F-1 pelo sucesso de público e pela empolgação dos fãs mexicanos. Nas quatro últimas edições da corrida, foram 1,3 milhão de fãs no circuito e mais de 380 milhões de telespectadores.

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Neste ano, a prova está marcada para o dia 27 de outubro. Será a 19.ª e antepenúltima corrida da temporada e a 20.ª em terras mexicanas. A partir de 2020, o título oficial do evento será alterado para o Grande Prêmio da Cidade do México para enfatizar o apoio dado pelo governo da cidade.

"Estamos satisfeitos por renovar nossa parceria com a Cidade do México. Desde que retornou ao calendário do campeonato em 2015, este evento sempre provou ser incrivelmente popular, o que lhe valeu o prêmio de melhor do ano em quatro edições consecutivas. O GP também foi um importante impulsionador econômico para a cidade, reforçando suas credenciais como centro de turismo", disse Chase Carey, presidente e CEO da Fórmula 1.

Claudia Sheinbaum Pardo, prefeita da Cidade do México, que havia revelado o acordo na quarta-feira, relembrou o fato de a organização não utilizar dinheiro público pela primeira vez neste ano. "Anteriormente, o Governo Federal colaborou com o pagamento do evento. O governo da Cidade do México será um intermediário, criando uma confiança que aumentará o investimento privado necessário para realizar este evento internacional. O preço dos ingressos permanecerá o mesmo dos anos anteriores".

O contrato do México é um dos cinco do calendário atual que se encerra neste ano. E as discussões vinham gerando pouco otimismo por parte dos mexicanos porque o governo decidiu retirar o apoio financeiro para o pagamento da taxa anual que a Fórmula 1 cobra dos seus promotores. No caso da etapa mexicana, este valor superaria os US$ 30 milhões (cerca de R$ 119 milhões).

Antes da renovação com o México, a categoria anunciou recentemente acerto para estender o vínculo com o GP da Inglaterra. A Itália já chegou a um acordo, ainda não oficializado pela F-1. Espanha e Alemanha ainda negociam, com chances maiores para os espanhóis. A etapa alemã deve deixar o calendário a partir do próximo ano.

Após finalizar estas negociações, a Fórmula 1 deve se debruçar sobre as etapas que têm contrato acabando em 2021, caso do Brasil. Em visita ao País em junho, o chefão da categoria, Chase Carey, afirmou que suas prioridades eram as corridas com vínculo somente até o fim deste ano. Depois disso, intensificaria as negociações com as demais etapas. No caso brasileiro, São Paulo tenta renovar o vínculo, enquanto que o empresário JR Pereira tenta levar a prova para o Rio de Janeiro.

Quando o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, tentou ultrapassar Max Verstappen no meio do GP da Hungria, neste domingo, na notoriamente "travada" pista de Hungaroring, em Budapeste, parecia que o holandês garantiria a terceira vitória em quatro corridas nesta temporada de 2019 do Mundial de Fórmula 1.

Só que o piloto da Red Bull não esperava que uma jogada arriscada da Mercedes se tornasse tão bem sucedida, tomando-lhe o triunfo no final e dando-o ao líder do campeonato. "Lewis estava pegando fogo hoje (domingo)", acrescentou Verstappen, admitindo que foi "empurrado para fora" da prova em razão de uma troca da escuderia alemã na altura da 49.ª volta.

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A estratégia fez com que o inglês perseguisse Verstappen como uma bala de prata nas últimas 20 voltas do circuito de 4,4 km, tirando uma vantagem de 20 segundos do adversário. Já a Red Bull decidiu não dar ao holandês novos pneus e deixou que ele confiasse apenas em seu raciocínio para se defender do pentacampeão mundial.

"Não fomos rápidos o suficiente. Tentei tudo o que podia com os pneus duros para ficar vivo na corrida. Infelizmente, não foi o bastante", comentou o holandês, que completará 21 anos em setembro e que fez a sua 21.ª corrida consecutiva entre os cinco primeiros - em 12 delas alcançou o pódio.

Para o terceiro lugar em Budapeste neste domingo, o alemão Sebastian Vettel, o lugar de honra no GP da Hungria só foi conquistado nas últimas voltas, quando conseguiu ultrapassar o companheiro de Ferrari, o monegasco Charles Leclerc.

O alemão comemorou a decisão de esperar pela parte final da prova para atacar. "Esperávamos que os (pneus) macios durassem mais e se tornassem os mais rápidos no fim. Então conseguimos diminuir a diferença. Tive a chance e peguei. Agora estou feliz por tomar um pouco de champanhe e poder recarregar as baterias", brincou o tetracampeão mundial, acrescentando que a pausa no campeonato para o verão europeu pode ser benéfica para a equipe.

Já Leclerc mostrou-se insatisfeito com a escolha de sua escuderia por pneus duros, o que o fez "sofrer desde o início" e terminar em quarto lugar. "O carro esteve muito lento. Definitivamente, há algo que Sebastian está fazendo melhor que eu. Preciso perceber isso e ver onde posso melhorar", admitiu o monegasco.

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