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O finlandês Valtteri Bottas fez história neste sábado em Xangai. O piloto da Mercedes conseguiu a pole para o GP da China, a terceira etapa da temporada de 2019, que marca a 1.000.ª corrida da história da Fórmula 1. No treino oficial de classificação, o atual líder do Mundial de Pilotos desbancou dois multicampeões da categoria - o inglês Lewis Hamilton e o alemão Sebastian Vettel - para largar na ponta pela primeira vez neste ano.

Para obter o feito neste sábado, Bottas teve de travar um duelo particular na Mercedes contra o pentacampeão mundial no Q3, a terceira e decisiva fase do treino oficial. O finlandês levou a melhor com o tempo de 1min31s547 e ficou à frente de Hamilton por apenas 0s023 (1min31s570). Ele é o terceiro piloto diferente a ser pole em 2019 - os outros foram o inglês, na Austrália, e o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, no Bahrein -, fato que não acontecia há 11 anos.

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"Tem sido um fim de semana muito bom até agora", disse Bottas ao ex-piloto inglês Martin Brundle ainda na pista, após a volta que garantiu a pole. "Eu me senti confortável com o carro desde a manhã. Mas tive dificuldades no Q3 ao tentar tirar o máximo de performance. A volta foi OK. Não do jeito que eu queria, mas suficiente para a pole. O carro está realmente muito bom e Lewis melhorou muito ao longo da sessão. Foi muito perto", completou.

A Ferrari, que brilhou no treino oficial de classificação no Bahrein e é considerada a maior favorita na China, não mostrou a força esperada e ficou com a segunda fila do grid de largada. Vettel cravou 1min31s848 e conquistou o terceiro posto, deixando Leclerc na quarta posição bem perto com o tempo de 1min31s865.

A terceira fila também é de uma equipe só: a Red Bull. Já na casa dos 1min32s, o holandês Max Verstappen fecha o Top 5 do grid com o tempo de 1min32s089. Mais distante do companheiro, o francês Pierre Gasly obteve a sexta colocação com 1min32s930.

Por coincidência, os 10 primeiros colocados são completados com a Renault e a Haas preenchendo com seus dois pilotos a quarta e a quinta filas, respectivamente. A equipe francesa teve o australiano Daniel Ricciardo em sétimo lugar e o alemão Nico Hülkenberg em oitavo. Sem tempo no Q3, a escuderia norte-americana colocou o dinamarquês Kevin Magnussen na nona colocação e o francês Romain Grosjean em 10.º.

A largada do GP de número 1.000 da história da Fórmula 1, no circuito Internacional de Xangai, na China, acontece às 3h10 (de Brasília) deste domingo.

Confira o grid de largada do GP da China:

1.º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - 1min31s547

2.º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min31s570

3.º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - 1min31s848

4.º - Charles Leclerc (MON/Ferrari) - 1min31s865

5.º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min32s089

6.º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull) - 1min32s930

7.º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min32s958

8.º - Nico Hülkenberg (ALE/Renault) - 1min32s962

9.º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - sem tempo no Q3

10.º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - sem tempo no Q3

11.º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min33s236

12.º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point) - 1min33s299

13.º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - 1min33s419

14.º - Carlos Sainz (ESP/McLaren) - 1min33s523

15.º - Lando Norris (ING/McLaren) - 1min33s967

16.º - Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min34s292

17.º - George Russell (ING/Williams) - 1min35s253

18.º - Robert Kubica (POL/Williams) - 1min35s281

19.º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - sem tempo no Q1

20.º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso) - sem tempo no Q1

O ex-presidente da Ferrari Luca di Montezemolo revelou em um podcast oficial da Fórmula 1 que jantou com o ex-piloto brasileiro Ayrton Senna quatro dias antes da sua morte, em 1º de maio de 1994, no Grande Prêmio de San Marino.

Segundo o empresário italiano, o objetivo do encontro era conversar com Senna sobre uma possível transferência para a Ferrari, e Montezemolo afirmou que o brasileiro considerou em pilotar na escuderia de Maranello após 1995.

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"Eu o convidei para jantar na minha casa em Bolonha na quarta-feira, já que ficava cerca de 30, 40 minutos de Ímola. Eu disse: 'Quero achar uma forma de te ter ao fim da temporada'. Ele disse: 'Eu assinei com a Williams, mas se tivesse a oportunidade preferia a Ferrari'", revelou o ex-presidente da equipe italiana.

Ainda de acordo com Montezemolo, Senna revelou no encontro que queria "encerrar a carreira na Ferrari" e conquistar um título mundial pelo time de Maranello.

No entanto, quatro dias depois deste jantar, o brasileiro morreu após sofrer um grave acidente no circuito de Ímola, durante o GP de San Marino de 1994.

Em 1996, no ano que supostamente Senna poderia ser apresentado como piloto da Ferrari, a escuderia italiana contratou o alemão Michael Schumacher, que venceu cinco campeonatos mundiais pelo time de Maranello.

Com a McLaren, Senna conquistou os mundiais de 1988, 1990 e 1991, além de ter sido vice-campeão nas temporadas de 1989 e 1993.

Da Ansa

O piloto britânico Lewis Hamilton venceu o GP do Bahrein, neste domingo, segunda etapa do Mundial de Fórmula 1. A equipe Mercedes fez dobradinha com o segundo lugar do finlandês Valtteri Bottas, no circuito de Sakhir, após um erro cometido pelo alemão Sebastian Vettel e uma falha no motor do monegasco Charles Leclerc, também da Ferrari.

Mas o grande destaque da prova foi o próprio Leclerc, que, após largar na pole position, foi perder a liderança a nove voltas do final por causa de um problema no motor. Ele acabou em terceiro e ainda ficou com o ponto extra pela volta mais rápida na corrida. Vettel, seu companheiro de equipe, terminou em quinto.

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Vencedor da primeira prova do ano, na Austrália, Bottas continua em primeiro lugar na classificação geral, com 44 pontos, um a mais que Hamilton. Verstappen soma 27, enquanto Leclerc tem 26. A próxima corrida vai ser na China, no dia 14 de abril, quando será festejado o milésimo GP da categoria.

A CORRIDA - A prova no Bahrein teve início eletrizante. As três primeiras voltas apresentaram grande disputa entre os melhores pilotos da atualidade. Vettel, que largou em segundo, usou sua experiência para ganhar o primeiro lugar de Leclerc antes da primeira curva.

Bottas, agressivo como foi na Austrália, também passou por Leclerc, mas o monegasco recuperou a segunda colocação. Vettel tinha vantagem de 1s5 sobre Leclerc, enquanto Hamilton tomou o terceiro lugar de Bottas. Na sexta volta, Leclerc assumiu o primeiro lugar com uma ultrapassagem sensacional sobre Vettel por fora na curva 1.

Com as primeiras paradas nos boxes a partir da 12ª volta, Daniel Ricciardo, da Renault, chegou a ficar algum tempo na liderança, mas logo os carros mais rápidos reassumiram os primeiro lugares.

Leclerc, em primeiro lugar, chegou a abrir seis segundos, enquanto Hamilton e Vettel brigavam pelo segundo lugar. Bottas demorou para trocar pneus e se afastou um pouco da briga.

Na 37ª volta, Hamilton forçou ultrapassagem em Vettel. A disputa foi intensa e o alemão levou vantagem em um primeiro momento. Na volta seguinte, o britânico conseguiu superar o alemão, que rodou sozinho e na sequência perdeu a asa dianteira da sua Ferrari. O tetracampeão foi para o box e voltou em oitavo lugar.

Na 42ª volta, Leclerc tinha dez segundos de vantagem sobre Hamilton e 36 segundos de Bottas. Vettel já havia passado por Ricciardo e Hülkenberg e estava na quinta posição. Na 46ª volta, o piloto de Mônaco informou para a equipe via rádio que o carro tinha um problema no motor. Ele passou a rodar três segundos mais lento por conta de uma falha no sistema de recuperação de energia de sua Ferrari. "O que está acontecendo?" perguntou Leclerc. Hamilton tirou cinco segundos em duas voltas.

Com sem o reforço da recuperação de energia, Leclerc não tinha como segurar a ultrapassagem de Hamilton na volta 48. Muita tristeza no boxe da Ferrari. Ele passou a lutar para manter o segundo lugar, mas Bottas conseguiu tirar cinco segundos por volta.

"Meu Deus, eu vou tentar manter o segundo lugar", disse o monegasco para a equipe. A Mercedes informou Bottas de que ele não precisava aumentar o ritmo, pois conseguiria ultrapassar jovem piloto da Ferrari. O mesmo foi dito pela equipe da Red Bull para Verstappen, então na quarta colocação.

Na 54ª volta, Bottas, enfim, passou Leclerc. Na volta seguinte, o safety car entrou na pista, pois os dois carros da Renault, de Ricciardo e Hülkenberg pararam em locais perigosos, e as ultrapassagem foram proibidas. A prova terminou e Leclerc pelo menos subiu ao pódio.

"Foi muita infelicidade para Charles. Ele fez uma ótima corrida. Temos que trabalhar muito para superá-los", disse Hamilton, dentro do carro, logo após a bandeirada. "Eu não sei o que dizer. Que pena, fizemos uma grande corrida", afirmou Leclerc.

 

Confira a classificação final do GP da Austrália:

1º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), em 1h34min21s836

2º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 2s980

3º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 6s131

4º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 6s408

5º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 36s068

6º - Lando Norris (ING/McLaren), a 45s754

7º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a 47s470

8º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull), a 58s094

9º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso), a 1min02s697

10º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a 1min03s696

11º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a 1min04s599

12º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) a 1 volta

13º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) a 1 volta

14º - Lance Stroll (CAN/Racing Point) a 1 volta

15º - George Russell (ING/Williams) a 1 volta

16º - Robert Kubica (POL/Williams) a 2 voltas

17º - Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) a 4 voltas

18º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) a 4 voltas

19º - Nico Hülkenberg (ALE/Renault) a 4 voltas

Não completou a prova:

Romain Grosjean (FRA/Haas)

O piloto Charles Leclerc, da Ferrari, brilhou neste sábado (30) ao fazer o melhor tempo nos treinos classificatórios para o Grande Prêmio do Bahrein. Com a marca de 1m27s866, o monegasco quebrou o recorde da pista e se tornou o primeiro do seu país a garantir uma pole position na Fórmula 1.

Leclerc, de apenas 21 anos, dividirá a primeira fila com o seu companheiro de equipe, o alemão Sebastian Vettel. O britânico Lewis Hamilton e o finlandês Valtteri Bottas, ambos da Mercedes, ficaram com a segunda fila.

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"Estou extremamente feliz. Na Austrália, cometi alguns erros na qualificação e trabalhei duro para não repeti-los. Foi difícil ficar à frente de Sebastian (Vettel) estou aprendendo e tenho que aprender muito com ele, mas hoje estou muito feliz com essa pole", disse Leclerc, na coletiva de imprensa em Sakhir.

Os treinos foram positivos para os pilotos Kevin Magnussen e Romain Grosjean, ambos da Haas, que ficaram na sexta e oitava posições, respectivamente. A McLaren também surpreendeu com Carlos Sainz (7º) e Lando Norris (10º).

A corrida no autódromo de Sakhir será disputado amanhã (31), a partir do 12h10, pelo horário de Brasília.

Da Ansa

Como já havia feito na sexta-feira (29), a Ferrari dominou o terceiro treino livre para o GP do Bahrein, segunda etapa do Mundial de Fórmula 1, neste sábado (30), no circuito de Sakhir. O monegasco Charles Leclerc fez a volta mais rápida, após 15 tentativas na pista de 5.412 metros, com o tempo de 1min29s569, 0s169 à frente do companheiro Sebastian Vettel.

As poderosas Mercedes vieram na sequência. O britânico Lewis Hamilton, pentacampeão mundial, ficou com o terceiro melhor tempo, 0s765 menos rápido que Leclerc. O finlandês Valtteri Bottas, vencedor da primeira prova do ano na Austrália e detentor da melhor volta da corrida, fez o quarto tempo, 0s820 atrás do líder.

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A surpresa foi o britânico Lando Norris, que levou a McLaren para a sétima colocação, atrás de Roman Grosjean (Haas) e Nico Hulkenberg (Renault). Já o holandês Max Verstappen, da Red Bull, terminou o treino apenas na oitava colocação, seguido pelo espanhol Carlos Saiz (McLaren) e pelo russo Daniil Kvyat (Toro Rosso).

O veterano Kimi Raikkonen ficou em 11º com a Alfa Romeo, enquanto Daniel Ricciardo, da Renault, terminou em 16º. O polonês Robert Kubica, da Williams, foi o último, 3s956 atrás de Leclerc.

Os carros voltam à pista neste sábado para a disputa do treino classificatório, que tem início previsto para as 12h (de Brasília). No ano passado, Vettel conquistou a pole e a vitória do GP do Bahrein, cuja corrida deste domingo tem a sua largada marcada para ocorrer às 12h10.

A fabricante de brinquedos dinamarquesa Lego e a montadora de automóveis britânica McLaren uniram-se para a produção da versão do veículo esportivo Senna. Em tamanho real, o projeto é composto de 467.854 mil peças e levou mais de sete meses para ser montado.

A réplica conta com direção, pedais e assentos iguais ao do modelo feito para circular nas ruas, mas não foi feito para transitar. Os fãs que tiverem acesso a ele poderão simular o ronco do motor original. O modelo não está disponível para venda, mas a versão de brinquedo, uma réplica de 15cm, está à venda pelo valor de € 12,99 (pouco mais de R$ 56).

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O McLaren Senna original vale aproximadamente R$ 8 milhões e atinge a velocidade máxima de 340 km/h. A máquina tem motor V8 4.0 biturbo de 800 cavalos de potência, fazendo de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos.

Por conta do número de peças, o peso da réplica feita pela Lego ficou 500 kg a mais do que o modelo original que recebeu o nome do brasileiro tri-campeão mundial de Formula 1, Ayrton Senna, morto após acidente durante o Grande Prêmio de Ímola, em 1994.

No ultimo fim de semana o Campeonato de Nacional de Motociclismo da Costa Rica acabou virando palco de briga para dois pilotos. Jorge Martinez e Márion Calvo colidiram na pista e acabaram trocando socos e empurrões.

Os dois estavam na reta em alta velocidade quando um toque fez com que Martinez se desequilibrasse e ficasse pendurado sobre a moto de Márion que parou. Ao descer da moto, Martinez desferiu um soco que derrubou Márion que devolveu com empurrão.

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Após o ocorrido os dois pilotos levaram uma punição severa e estão proibidos de pilotar em uma competição oficial na Costa Rica por dois anos.

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Mick Schumacher vai se aproximar de repetir seu pai na próxima semana, quando participará de um teste da Fórmula 1, dando um passo importante na direção de um retorno do sobrenome à categoria. Nesta terça-feira, a Ferrari anunciou que o filho de Michael Schumacher, de 20 anos, foi escalado para treinar com o carro da equipe em 2 de abril, no Bahrein.

O alemão, que em 2019 participará do campeonato da Fórmula 2 pela equipe Prema, é membro da Academia de Jovens Pilotos da Ferrari e pilotará nos dois dias de testes, pois em 3 de abril estará ao volante da Alfa Romeo no circuito de Sakhir.

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O pai de Mick Schumacher ganhou sete títulos de Fórmula 1, cinco dos quais pela Ferrari, entre 2000 e 2004. Michael Schumacher detém o recorde de vitórias - 91 - e é o segundo piloto com mais pole positions da categoria, atrás do britânico Lewis Hamilton.

Os testes ocorrerão após a estreia de Mick Schumacher neste fim de semana, também no Bahrein. "Estou obviamente mais do que animado e gostaria de agradecer a Ferrari e a Alfa Romeo por me darem essa oportunidade", disse o jovem alemão.

"Estou conscientemente colocando todos os pensamentos sobre o teste de lado, porque também estou muito ansioso para competir na minha primeira corrida de Fórmula 2 e gostaria de focar 100% por cento no fim de semana que está por vir", acrescentou Mick.

Em ascensão na carreira, Mick levou o título da Fórmula 3 Europeia no ano passado, com oito vitórias e 14 pódios na 30 provas realizadas, o que o levou a chamar a atenção do mundo do automobilismo e a ser contratado para competir na Fórmula 2.

Agora, então, terá a primeira experiência em um teste oficial de Fórmula 1, sendo em 2017 chegou a pilotar uma Benneton antiga no circuito de Spa, na celebração dos 25 anos da primeira vitória do seu pai na categoria máxima do automobilismo.

Além de anunciar a participação de Mick nos testes, a Alfa Romeo também confirmou que o britânico Callum Ilott, outro membro da Academia Ferrari, participara de um dia de testes no circuito de Barcelona, na sequência da realização do GP da Espanha.

"Acreditamos firmemente no valor da Academia de Pilotos da Ferrari como um programa de treinamento de alto nível para jovens talentosos e a decisão de dar uma vaga a Charles Leclerc é a prova disso. Estamos, portanto, muito satisfeitos por poder dar a Mick e a Callum a oportunidade de pilotar um carro de Fórmula 1", disse Mattia Binotto, chefe da Ferrari.

Faltando ainda nove meses para o GP do Brasil de Fórmula 1, a organização da corrida paulistana anunciou nesta segunda-feira que já abriu a venda de ingressos. Neste ano, o GP será realizado nos dias 15, 16 e 17 de novembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

A compra pode ser feita pelo site da etapa. Podem ser adquiridos somente cinco ingressos por CPF ou CPNJ. Os interessados podem efetuar a compra com cartão de débito ou de crédito, em até oito parcelas sem juros.

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De acordo com os promotores do evento, a novidade deste ano será a cobertura da arquibancada "R", na reta oposta. Será um dos setores com direito a bilhetes de meia-entrada, assim como o "A", "G", "M", "Q" e "R".

Também foi aberta a compra de entradas para os setores VIP, que conta ainda com alimentação e visita aos boxes, caso do Orange Tree Club (na sexta e no sábado), do Interlagos Club e do Premium Paddock Club - Star Lounge (na sexta, no sábado e no domingo).

Penúltima etapa do campeonato, o GP do Brasil terá início com o primeiro treino livre, na sexta-feira, dia 15 de novembro, às 11 horas. Há ainda outra sessão livre no mesmo dia. No sábado, os pilotos participam do terceiro treino livre e do treino classificatório. E, no domingo, a corrida tem largada marcada para as 15h10.

O finlandês Valtteri Bottas não escondeu a empolgação com a vitória na estreia da Fórmula 1 em 2019. Depois de passar o ano passado todo sem subir ao lugar mais alto do pódio, o piloto da Mercedes encerrou o jejum logo na primeira etapa da atual temporada, ao triunfar no GP da Austrália, neste domingo (17). De quebra, ainda registrou a volta mais rápida da prova e somou um ponto extra.

"Isso é ótimo! Acho que nunca tive uma corrida assim! Nós não poderíamos pedir um começo melhor de temporada. Somar o máximo de pontos para a equipe é o resultado perfeito, e não poderíamos estar mais felizes. Também é um resultado importante para mim, pessoalmente. Estou muito satisfeito com a forma que a corrida se desenhou", declarou.

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Depois de largar na segunda colocação do grid, Bottas ganhou a liderança de seu companheiro, Lewis Hamilton, logo na primeira volta. Com a estratégia de realizar somente uma parada, o finlandês disparou na frente e cruzou a linha de chegada com mais de 20 segundos de vantagem para o inglês, que terminou na segunda posição.

"A chave foi a largada. Acho que o Hamilton teve problemas na direção, então pude assumir a ponta. Meu ajuste estava realmente forte, pude disparar e construir uma vantagem. Pude arriscar um pouco, mas tudo sob controle. Estou muito, muito satisfeito, mas foi apenas a primeira corrida e ainda temos mais 20 pela frente", apontou.

A vitória categórica de Bottas recebeu o reconhecimento de Hamilton. O pentacampeão da categoria admitiu que o finlandês foi superior na corrida deste domingo e o parabenizou pelo resultado.

"O Valtteri fez um trabalho excepcional hoje. Parabéns para ele. Fiz uma corrida correta hoje. Perdi a posição no início e estava praticamente vencido já na primeira curva. Depois, foi apenas trazer o carro de volta para casa e somar os pontos", avaliou.

A temporada 2019 da Fórmula 1 começou mais uma vez com a Mercedes na frente, mas não com Lewis Hamilton como protagonista. Neste domingo (17), Valtteri Bottas superou o companheiro de equipe para vencer o GP da Austrália, em Melbourne, na primeira prova do calendário da categoria.

A dobradinha da Mercedes no grid de largada se repetiu no pódio, mas com posições invertidas. Depois de largar na pole, Hamilton foi ultrapassado logo nos primeiros movimentos por seu companheiro, que disparou para garantir o triunfo sem maiores sustos.

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Bottas completou o percurso no circuito de Albert Park em 1h25min27s325, mais de 20 segundos à frente de Hamilton. De quebra, o finlandês se aproveitou de uma das novidades da temporada e garantiu um ponto extra na tabela por ter registrado a volta mais rápida da corrida.

A prova deste domingo também foi um banho de água fria para quem esperava que a Ferrari pudesse ameaçar a hegemonia da Mercedes na Fórmula 1. A equipe italiana não só viu a rival registrar a dobradinha tanto no grid quanto na chegada, como ficou fora do pódio. Afinal, a terceira colocação foi do holandês Max Verstappen, na estreia da parceria entre Red Bull e Honda.

Só então apareceram os carros da Ferrari. Depois de largar na terceira colocação, Sebastian Vettel não conseguiu manter o ritmo e terminou em quarto. O resultado só não foi pior porque a equipe mandou seu companheiro Charles Leclerc não tentar a ultrapassagem sobre o alemão na reta final da prova, quando tinha pneus mais novos e era mais veloz. Em sua estreia na escuderia, o monegasco terminou em quinto.

Kevin Magnussen, da Haas, Nico Hulkenberg, da Renault, o veterano Kimi Raikkonen, em sua estreia pela Alfa Romeo, Lance Stroll, da Racing Point, e Daniil Kvyat, da Toro Rosso, respectivamente, completaram os dez primeiros colocados. Em sua volta à Fórmula 1 oito anos após sofrer grave acidente em uma prova de rali, Robert Kubica sofreu com sua Williams e foi o último colocado entre os pilotos que completaram o percurso.

Mas ninguém foi páreo para Bottas. Depois de perder a pole no sábado por pouco mais de um décimo, o finlandês largou muito bem para ultrapassar Hamilton e garantir a ponta. Ele só perderia esta posição durante duas voltas, após sua única parada no boxe, conquistando uma vitória contundente.

Atrás das Mercedes, Vettel tinha a terceira colocação até que foi chamado para os boxes para a troca de pneus, que aconteceu cedo demais e permitiu que Verstappen o ultrapassasse. O piloto da Red Bull, aliás, quase somou um ponto a mais pela volta mais rápida, mas viu Bottas superar sua marca já na reta final da prova.

Foi um dia perfeito para o finlandês, que superou um 2018 decepcionante, sem vencer sequer uma prova, para largar na frente no Mundial de Pilotos. São 26 pontos para ele, com Hamilton em segundo, com 18, Verstappen, em terceiro, com 15, e Vettel em quarto, com 12.

A segunda etapa da Fórmula 1 em 2019 acontecerá no Bahrein, no dia 31 de março. Esta será a 15.ª edição da prova, que tem Vettel como seu maior vencedor, com quatro triunfos, sendo dois consecutivos em 2017 e 2018.

Confira a classificação final do GP da Austrália:

1º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), em 1h25min27s325

2º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 20s886

3º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 22s520

4º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 57s109

5º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 58s230

6º - Kevin Magnussen (DIN/Haas), a 87s156

7º - Nico Hülkenberg (ALE/Renault), a 1 volta

8º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a 1 volta

9º - Lance Stroll (CAN/Racing Point), a 1 volta

10º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 1 volta

11º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull), a 1 volta

12º - Lando Norris (ING/McLaren), a 1 volta

13º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a 1 volta

14º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso), a 1 volta

15º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a 1 volta

16º - George Russell (ING/Williams), a 2 voltas

17º - Robert Kubica (POL/Williams), a 3 voltas

Não completaram:

Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren)

Romain Grosjean (FRA/Haas)

Daniel Ricciardo (AUS/Renault)

Para quem esperava uma temporada da Fórmula 1 mais equilibrada em 2019, o treino classificatório para o GP da Austrália, primeira etapa do calendário, foi decepcionante. Afinal, a Mercedes voltou a reinar absoluta no circuito de Albert Park, em Melbourne, neste sábado, e colocou Lewis Hamilton na pole position, com direito a recorde da pista, seguido de seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas.

Hamilton mostrou que a Mercedes está pronta para ampliar a hegemonia dos últimos anos. Afinal, nas últimas cinco temporadas a equipe terminou com os títulos dos Mundiais de Construtores e de Pilotos, sendo quatro vezes com o inglês e uma com o alemão Nico Rosberg.

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Havia a expectativa de que a Ferrari pudesse equilibrar a disputa ou até acabar com o reinado da Mercedes em 2019, uma vez que foi mais veloz nos testes de pré-temporada, mas não foi esta a primeira impressão deixada neste sábado. Afinal, seus dois pilotos sequer ameaçaram a dobradinha da equipe rival no grid.

Melhor para Hamilton, que cravou a 84.ª pole da carreira com o tempo de 1min20s486, apenas 0s112 à frente de Bottas, que largará em segundo com a marca de 1min20s598. Esta é a oitava vez que o inglês garante a primeira posição no grid na Austrália, sendo a sexta seguida.

Na terceira colocação, aparece o principal candidato a acabar com a hegemonia da Mercedes, o alemão Sebastian Vettel, que completou a melhor volta com sua Ferrari em 1min21s190 e luta para vencer pela terceira vez seguida na Austrália. Em sua estreia oficial na equipe italiana, Charles Leclerc largará na quinta posição, após marcar 1min21s442.

Além da Mercedes, quem teve motivo para comemorar foi a Red Bull. Na estreia da parceria com a Honda, o holandês Max Verstappen conseguiu um bom resultado ao cravar o quarto melhor tempo do treino, com 1min21s320. Seu companheiro, Pierre Gasly, porém, não foi bem, acabou eliminado logo no Q1 e sairá em 17.º.

Na sexta e na sétima colocações, apareceram os carros da Haas de Romain Grosjean e Kevin Magnussen, respectivamente. A oitava posição ficou com Lando Norris, da McLaren, seguido pelo veterano Kimi Raikkonen, que estreará pela Alfa Romeo, em nono, e Sergio Pérez, da Racing Point, fechando os dez primeiros.

Primeira etapa do calendário da Fórmula 1, o GP da Austrália será disputado na madrugada de sábado para domingo, às 2h10 (de Brasília).

Confira o grid de largada do GP da Austrália:

1º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1min20s486

2º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), 1min20s598

3º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), 1min21s190

4º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min21s320

5º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), 1min21s442

6º - Romain Grosjean (FRA/Haas), 1min21s826

7º - Kevin Magnussen (DIN/Haas), 1min22s099

8º - Lando Norris (ING/McLaren), 1min22s304

9º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), 1min22s314

10º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point), 1min22s781

11º - Nico Hülkenberg (ALE/Renault), 1min22s562

12º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault), 1min22s570

13º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso), 1min22s636

14º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), 1min22s714

15º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), 1min22s774

16º - Lance Stroll (CAN/Racing Point), 1min23s017

17º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull), 1min23s020

18º - Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren), 1min23s084

19º - George Russell (ING/Williams), 1min24s360

20º - Robert Kubica (POL/Williams), 1min26s067

Cinco vezes campeão mundial, Lewis Hamilton começou de onde parou na última temporada e foi acompanhado de perto pelo seu companheiro de equipe, o finlandês Valtteri Bottas, com o britânico da Mercedes liderando uma dobradinha no primeiro dia de treinos livres para o GP da Austrália, que abre neste fim de semana o campeonato de 2019 da Fórmula 1.

A Ferrari teve o carro mais rápido dos testes da pré-temporada, mas foi Hamilton quem registrou a melhor volta da sexta-feira, no circuito de Albert Park, em Melbourne, ao cravar o tempo de 1min22s600 no segundo treino livre do dia. Assim, o britânico, que já havia liderado a primeira sessão, foi ainda melhor na segunda atividade.

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Ele teve uma vantagem de apenas 0s048 sobre Bottas, mas o piloto da Mercedes ficou 0s8 à frente do restante dos concorrentes, em um início impressionante para uma equipe com o objetivo de faturar o sexto título consecutivo de construtores em 2019.

Hamilton e o alemão Sebastian Vettel terminaram em primeiro e segundo lugar no Mundial de Pilotos na última temporada, com o britânico dominando a segunda metade da temporada e terminando com 11 vitórias em 21 corridas. Para ele, portanto, a sexta-feira em Melbourne foi mais um dia comum. O britânico conquistou a pole position no ano passado, mas terminou atrás de Vettel na corrida, um resultado que está determinado a evitar este ano.

"Eu tive uma sensação positiva ao pilotar o carro hoje", disse Hamilton. "O carro parece que está em um lugar semelhante ao que estava, o que é positivo vindo para uma pista diferente. Há muitas coisas que podemos melhorar, mas não foi um começo ruim. O fato é que nenhum de nós cometeu um erro."

A Ferrari decepcionou, com Vettel, que venceu as duas edições anteriores do GP da Austrália, terminando o dia em quinto lugar, enquanto o monegasco Charles Leclerc, que rodou no fim do segundo treino, registrando a nona volta mais rápida.

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, subiu da quarta posição para a terceira no segundo treino livre, e seu novo companheiro de equipe, o francês Pierre Gasly ficou logo atrás. "Há sempre áreas para melhorar e ainda não somos suficientemente rápidos, mas é apenas o primeiro dia da temporada e há um longo caminho a percorrer", disse Verstappen. "Parece que a Mercedes é muito rápida e parece estar um pouco mais feliz com o equilíbrio geral. Não tínhamos expectativas para hoje e é bom começar".

O finlandês Kimi Raikonen, de 39 anos, foi o sexto na sua primeira aparição desde que deixou a Ferrari e se transferiu para a Alfa Romeo, tendo a dupla da Renault, com o alemão Nico Hulkenberg e o australiano Daniel Ricciardo, logo atrás. E o francês Romain Grosjean, da Haas, foi o décimo colocado.

O polonês Robert Kubica, fazendo seu retorno à Fórmula 1 oito anos depois de lesionar a mão direita em um acidente de rali, foi 19º e 20º nas duas sessões, com os

carros da Williams ocupando os últimos dois lugares em ambas as atividades.

Os pilotos voltarão a acelerar no circuito de Melbourne à meia-noite (horário de Brasília), com a realização do terceiro treino livre, sendo que a sessão de classificação está agendada para as 3h do sábado. A largada para o GP da Austrália ocorrerá às 2h10 do domingo.

Recém-criada, a Copa do Mundo de MotoE sofreu um revés de peso. Nesta quinta-feira, a categoria de motos elétricas, que está prevista para a ter sua primeira temporada disputada neste ano, precisou suspender e cancelar os testes no circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha, após um incêndio causar "grandes danos e prejuízos" nos equipamentos, o que também forçou o adiamento do início do campeonato.

Os dirigentes da categoria de motovelocidade explicaram que ninguém se machucou durante o incêndio, ocorrido no paddock construído na pista. E as causas para o incidente ainda não foram reveladas, mas estão sob investigação.

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As informações da imprensa espanhola são de que 20 motocicletas foram destruídas quando estavam sendo recarregadas nesta quinta, no segundo dos até então três dias de testes que estavam previstos para Jerez.

A previsão inicial era de que o campeonato da MotoE se iniciasse em 5 de maio, com uma etapa exatamente no circuito de Jerez. Mas diante do incidente, os organizadores apontaram que "mudanças no calendário" estavam sendo consideradas. E a corrida no circuito espanhol já havia sido cancelada.

Na MotoE, as motocicletas têm uma velocidade máxima de 270km/h. E a categoria possuirá no seu grid alguns pilotos com passagem pela MotoGP, como o espanhol Sete Gibernau.

As provas terão até 15 minutos de duração, tendo sido agendadas como eventos de suporte para os finais de semana de etapas da MotoGP. Além da corrida em Jerez, também compunham o calendário etapas na França, Alemanha, Áustria e San Marino, sendo esta com duas corridas.

O diretor de provas da Fórmula 1, Charlie Whiting, morreu nesta quarta-feira (início de quinta-feira na Austrália), em Melbourne, aos 66 anos, vítima de embolia pulmonar, três dias antes do GP da Austrália, etapa que vai abrir a temporada da principal categoria do automobilismo mundial.

Whiting começou sua carreira na F-1 em 1977, trabalhando na equipe Hesketh, depois na década de 1980 passou para a Brabham. Ele foi parte integrante da organização do Campeonato Mundial de Fórmula 1 desde que ingressou na categoria em 1988. Assumiu o cargo de diretor de provas em 1997 e vinha exercendo tal função desde então, como um intermediário entre a organização da F-1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

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"É com imensa tristeza que fiquei sabendo da morte repentina de Charlie. Conheço Charlie Whiting há muitos anos e ele tem sido um grande diretor de corrida, uma figura central e inimitável na Fórmula 1, que incorporou a ética e o espírito deste esporte fantástico", disse Jean Todt, presidente da FIA.

"A Fórmula 1 perdeu um amigo fiel e um embaixador carismático. Todos os meus pensamentos, os da FIA e toda a comunidade do automobilismo vão para sua família, amigos e todos os amantes da Fórmula 1."

A morte de Whiting também foi lamentada por Ross Brawn, ex-chefe de equipe de diversos times da F-1 e atual diretor esportivo da categoria. "Convivi com Charlie durante toda a minha carreira no automobilismo. Trabalhamos juntos como mecânicos, nos tornamos amigos e passamos muito tempo juntos nas pistas do mundo todo."

"Quando ouvi esta trágica notícia, fui envolvido por muita tristeza. Estou devastado. É uma grande perda não apenas para mim mas também para toda a família Fórmula 1, FIA e para o mundo do automobilismo. Todos os nossos pensamentos estão com a sua família."

Em uma temporada com mais mudanças do que de costume no regulamento, a Fórmula 1 deve ter carros mais lentos e pesados neste ano, mas com alterações na aerodinâmica que podem compensar a menor velocidade com mais ultrapassagens. Visualmente, as alterações são sutis, com destaque para a asa traseira, mais alta e mais larga.

A asa será ao mesmo tempo o papel de vilã e de heroína dos carros. Por ser maior, aumentará a resistência do ar e tornará os monopostos mais lentos. No entanto, tem um desenho que vai diminuir a turbulência causada pelo modelo de 2018. Esta turbulência diminuía a estabilidade do carro que vinha logo atrás, reduzindo o número de ultrapassagens nas corridas. Era a maior fonte de reclamação dos pilotos.

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Maior, a asa dianteira também tem potencial para deixar as provas mais empolgantes. A expectativa é de que a alteração deste componente vai aumentar a velocidade dos carros e reduzir os efeitos da turbulência.

Outra novidade importante é a elevação do peso mínimo dos modelos 2019, passando de 733kg para 740kg. O aumento da capacidade do carro para carregar mais combustível - de 105kg para 110kg - também deve deixar os modelos mais pesados. A meta é evitar panes secas e deixar os pilotos mais à vontade para pisarem fundo até o limite.

Em dezembro, antes da pré-temporada, as equipes previam menos velocidade neste ano. O novo chefe da Ferrari, Mattia Binotto, esperava por carros até um segundo e meio mais lentos. Mas as duas baterias de testes em Barcelona mostraram que esta diferença poderá ser menor. E o desenvolvimento contínuo dos modelos, ao longo das primeiras etapas, deve fazer com que os monopostos deste ano possam alcançar e até superar a velocidade de 2018.

Há novidades também nas luvas dos pilotos, sensíveis à pulsação e aos níveis de oxigênio no sangue, e no capacete, com visor menor. Com este formato, por exemplo, Felipe Massa teria corrido menos riscos no grave acidente sofrido em 2009.

Os pneus serão simplificados. Das sete cores usadas em 2018, restarão apenas três: vermelha (macio), amarela (médio) e branca (duro). Para cada GP, estes três tipos serão escolhidos entre cinco opções pela Pirelli, preocupada em facilitar a maior compreensão do público.

TEMPORADA MAIS LONGA E CARA - Os pilotos e equipes vão ter pela frente uma maratona e dois recordes históricos em 2019. Ao continuar com 21 provas, o calendário repete anos anteriores e se mantém como um dos mais inchados, porém terá nesta temporada o diferencial de estar mais longo. Serão oito meses e três semanas de campeonato, já que entre uma etapa e outra haverá mais semanas de intervalo.

Essa mudança leva a temporada a começar em março e ter o fim somente em dezembro, em Abu Dabi. O desafio para os organizadores da categoria, assim como para as escuderias, é tratar da logística complexa de fazer todos os carros e equipamentos cruzarem continentes e fronteiras a tempo do compromisso seguinte. Tudo isso tem um preço alto. O orçamento anual das equipes da Fórmula 1 é estimado em até R$ 10 bilhões.

As principais equipes, como a Mercedes e a Ferrari, chegam a ter um orçamento de R$ 1,5 bilhão, isso sem contar o gasto com motores. Cada uma delas tem mais de 900 funcionários, dos quais pelo menos 200 são levados para cada GP. Segundo a imprensa inglesa, ambas terão para 2019 um incremento na verba, justamente para dar conta de todo o calendário e ainda se manterem competitivas. A Mercedes prevê gastar em 2019 até R$ 65 milhões a mais do que no ano anterior.

O inchaço do calendário se intensificou neste século, principalmente com a entrada de mais provas na Ásia. Há 20 anos, por exemplo, os pilotos de 1999 tiveram somente 16 etapas, das quais somente cinco não foram realizadas na Europa (Austrália, Brasil, Canadá, Malásia e Japão. Para 2019, o número de provas longe do Velho Continente dobrou: são dez, incluindo compromissos criados recentemente, como Cingapura e Bahrein.

O tamanho do campeonato pode aumentar ainda mais no ano que vem. Para 2020, a Fórmula 1 já confirmou a entrada do Vietnã no campeonato, com a prova marcada para um circuito de rua na capital Hanói. Por outro lado, cinco tradicionais etapas têm contrato com a categoria somente até este ano e dependem de renovação para continuarem na próxima temporada: Grã-Bretanha, Itália, Espanha, Alemanha e México.

Emerson Fittipaldi foi bicampeão mundial, em 1972 e 74, e deu início à trajetória de títulos do Brasil na Fórmula 1. Nelson Piquet e Ayrton Senna, com três títulos cada, completam a lista dos brasileiros que já chegaram ao topo da principal categoria do automobilismo. A realidade atual é bem diferente e o País não consegue nem emplacar um único piloto no grid atual.

Ao Estado, o primeiro brasileiro campeão da F-1 lamenta a perda de protagonismo do País no esporte. A atual temporada começa neste fim de semana com o GP da Austrália e o Brasil tem apenas dois pilotos de testes na categoria: Pietro Fittipaldi (seu neto), pela Haas, e Sérgio Sette Câmara, na McLaren.

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Será o segundo ano seguido sem brasileiros no grid. Para Emerson, falta ao Brasil maior investimento, principalmente nas categorias menores. "Temos uma turma boa chegando, mas acho que falta apoio para os mais jovens. Empresários deveriam ajudar mais o automobilismo, pois poderíamos ser como é no futebol, em que há bons jogadores do Brasil em todo o mundo. Precisava criar uma fórmula de baixo custo brasileira para o menino que sai do kart", comentou o ex-piloto.

Ele lembra que existem diversos autódromos pelo Brasil e que poderiam utilizá-los para as competições, por meio de uma parceira público-privada. "Hoje o menino sai do kart e precisa ter dinheiro para tentar a sorte lá fora e manter o sonho de ser um piloto de alto nível. Por isso, alguns vão para a Stock Car, mas é uma competição completamente diferente."

O bicampeão citou a Petrobrás como exemplo de empresa que poderia dar maior apoio ao automobilismo nacional. "A Petrobrás patrocinou a Williams por anos e não colocou um piloto brasileiro para correr na F-1. Patrocinou a McLaren ano passado e aconteceu a mesma coisa. Nada. Qualquer estatal do mundo que patrocina uma equipe de F-1 dá um jeito de colocar piloto do seu país lá", diz, sem mencionar Sette Câmara no time britânico.

FINANÇAS - Emerson tem dado algumas explicações nos últimos anos por causa de problemas financeiros. Recentemente, ele teve suas contas e de sua empresa bloqueadas pela Justiça, em razão de uma dívida com o Banco do Brasil, mas não foi encontrado dinheiro nelas.

No mês passado, durante um evento em Mônaco, ele disse ao Estado que estava se recuperando financeiramente e não havia motivos para preocupações. "Fizeram isso (bloqueio de contas) para dar uma notícia ruim e eu não estou nem aí. Isso já está acontecendo há algum tempo. Estou me recuperando e, se Deus quiser, tenho patrimônio para pagar todo mundo. Estamos lutando para nos recuperarmos", contou o ex-piloto.

O segundo dia da segunda semana de testes coletivos da pré-temporada da Fórmula 1 foi liderado pelo espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren. Mas as atividades no Circuito da Catalunha, nos arredores de Barcelona, ficaram mesmo marcadas por um acidente com o alemão Sebastian Vettel, o que reduziu o tempo de pista da Ferrari nesta quarta-feira.

Vettel bateu de frente em uma barreira de pneus depois de perder o controle na curva 3 do circuito. O piloto alemão não sofreu nenhum ferimento significativo, mas foi levado ao centro médico para verificações preventivas. A Ferrari disse que Vettel teve um "problema mecânico" no seu carro, que, danificado, foi levado para a garagem "para todas as verificações necessárias".

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A equipe italiana não especificou o problema que provocou o acidente, ocorrido após o alemão dar 40 voltas na sessão da manhã no segundo dos quatro dias de testes nesta semana. O acidente provocou uma bandeira vermelha, e a Ferrari de Vettel teve de ser rebocada para a garagem. Ele terminou o dia na terceira colocação.

Por causa dos danos no carro, o monegasco Charles Leclerc foi para a pista com apenas alguns minutos para o encerramento do dia de testes e só conseguiu dar uma volta. Assim, a Ferrari, que dominou os primeiros dias de testes na semana passada, terminou com o menor número de giros de todas as equipes nesta quarta-feira - 41.

Sainz liderou a sessão desta quarta-feira com um tempo de 1min17s144, o mais rápido do dia e também, até agora, o melhor depois de seis dias de testes. Seu companheiro de equipe na McLaren, o britânico novato Lando Norris, havia liderado as atividades na terça-feira.

O mexicano Sergio Perez foi o segundo mais rápido com o carro da Racing Point (ex-Force India) nesta quarta-feira, com 1min17s842. E Vettel foi seguido pelo Alfa Romeo (ex-Sauber) do veterano finlandês Kimi Raikkonen, de 39 anos, em quarto lugar, e pelo francês Romain Grosjean, da Haas.

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, foi o sexto mais rápido, mas acabou sendo responsável por uma das bandeiras vermelhas do dia após ficar parado com o seu carro no fim do pit lane com um problema, enquanto Sainz foi o responsável por outra. Já o russo Daniil Kvyat, da Toro Rosso, ficou em sétimo.

A Mercedes voltou a se concentrar em atualizações aerodinâmicas e terminou com o finlandês Valtteri Bottas em oitavo lugar e o britânico Lewis Hamilton em nono, com a relação dos dez primeiros colocados sendo completada pelo alemão Nico Hulkenberg, da Renault. Logo depois, vieram o polonês Robert Kubica, da Williams, que foi o piloto a dar mais voltas - 130 - ao lado de Sainz, e o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull.

Os testes prosseguem até sexta-feira no Circuito da Catalunha, tradicional palco do GP da Espanha. E a temporada vai ser aberta em 17 de março, com o GP da Austrália, em Melbourne.

Um incêndio atingiu o box da McLaren no Circuito da Catalunha, em Barcelona, nesta sexta-feira. Em breve comunicado, a equipe confirmou o susto e informou que três funcionários ficaram levemente feridos. Eles já foram encaminhados ao centro médico e passam bem.

"Houve um pequeno incêndio em nosso box durante o dia de filmagem particular da equipe. O fogo foi rapidamente apagado pela equipe, e o serviço de emergência do circuito agiu imediatamente. Três funcionários da equipe foram tratados e liberados logo depois", informou.

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Um dia depois do fim dos testes de pré-temporada no circuito catalão, a McLaren, a Racing Point e a Williams foram liberadas para realizar filmagens na pista. A Fórmula 1 permitiu que o trio utilizasse o traçado para fazer uma série de voltas, desde que não ultrapassassem o limite de 100km/h.

De acordo com veículos da imprensa europeia, o fogo teria iniciado durante o abastecimento do carro de Lando Norris, possivelmente por causa de vazamento de combustível. A McLaren não informou quais foram os funcionários que se feriram e nem o dano material causado pelo incêndio.

O incidente aconteceu sete anos depois de um outro incêndio ocorrido nos boxes do Circuito da Catalunha. Em 2012, o fogo tomou conta da garagem da Williams momentos após a surpreendente vitória de Pastor Maldonado no GP da Espanha.

Pouco antes de a primeira bateria de testes coletivos da pré-temporada da Fórmula 1 serem iniciados nesta segunda-feira, no circuito de Barcelona, na Espanha, a Alfa Romeo apresentou oficialmente o seu carro para esta temporada da categoria.

O nome Alfa Romeo substituiu o da Sauber no grid da F-1, como parte de um acordo de patrocínio estendido, e a equipe contará com a dupla de pilotos titulares formada pelo finlandês Kimi Raikkonen e o italiano Antonio Giovinazzi. Os dois posaram para fotos ao lado do novo modelo C38, que já havia ido para a pista, exibindo uma pintura provisória e com o seu design camuflado, em um dia de filmagens no circuito de Fiorano, na Itália, na última quinta-feira.

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A Alfa Romeo se tornou a última equipe a apresentar o seu carro para esta temporada da Fórmula 1, que será iniciada no dia 17 de março, data do GP da Austrália, em Melbourne. E o novo monoposto tem uma pintura parecida com a adotada no ano passado pela Sauber, cujo nome foi exibido de forma discreta nas laterais do modelo.

Com o nome e a logomarca da Alfa Romeo em destaque na parte superior da carenagem, o carro é predominantemente vermelho e branco, sendo que o retorno da montadora à F-1 proporcionou a presença de um piloto italiano titular de uma equipe pela primeira vez desde 2011, quando Jarno Trulli e Vitantonio Liuzzi figuravam no grid da categoria.

Giovinazzi tem 25 anos e já estreou na F-1 em 2017, quando substituiu o lesionado Pascal Wehrlein na Sauber no início do campeonato daquele ano em duas corridas. Já Raikkonen, de 39 anos e campeão mundial em 2007, trará a sua larga de experiência como trunfo depois de ter se despedido da Ferrari ao término da temporada passada.

A Sauber, que firmou uma parceria técnica e comercial de vários anos com a Alfa Romeo, terminou o Mundial de Construtores do ano passado em oitavo lugar.

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