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A 12° edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco tem entre seus principais objetivos reunir diferentes segmentos da cena literária, garantindo espaço para obras de escritores veteranos e estreantes. Na programação desta sexta-feira (11) isso fica ainda mais explícito: romance, literatura fantástica e histórica, biografia e poesia comandam as principais atividades do dia.

A tarde começa com a palestra do escritor Urariano Mota no auditório Círculo das Ideias, às 13h. O autor falará sobre seu último livro, “Literatura e Memória – A ditadura no Recife”, baseado numa série de relatos e acontecimentos ligados ao período da ditadura militar. No mesmo horário acontece na Sala de Oficinas o minicurso “A poesia contemporânea de autoria negra”, conduzido pela poetisa, editora e tradutora Lubi Prates.

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Voltando para o auditório, às 14h a conversa é sobre literatura fantástica. O escritor e coordenador do projeto ‘O Recife Assombrado’ Roberto Beltrão, o especialista em Literatura Fantástica André de Sena, o escritor e historiador Frederico Toscano e o poeta João Paulo Parísio, participam de um bate-papo com o público sobre a moderna ficção fantástica em Pernambuco.

Dois grandes nomes se apresentam a partir das 17h. o jornalista Artur Xexéo participa, no auditório, de um painel sobre o jornalismo cultural e a cultura de celebridades no Brasil, comentando seu livro mais recente “Hebe – A biografia”, concedendo uma sessão de autógrafo ao final. Já a autora recifense Clarice Freire, do Pó de Lua, comenta seu processo criativo e conversa com leitores na Plataforma de Lançamentos.

Ainda nesta quinta, às 20h, no auditório, as escritoras Eduarda Gomes, Malu Simões, Aretha V. Guedes discorrem sobre "O poder dos romances", numa conversa com mediação de Priscila Bastos, do Sempre Lendo.

A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco chega a seu último final de semana com fôlego total. A programação dos próximos dias conta ainda com um bate-papo sobre literatura, kpop e fanfics com as escritoras Babi Dewet e Mirela Paes; um painel sobre a produção da literatura de terror e de suspense no Brasil com os escritores André Vianco e Ajomar Santos; uma homenagem ao contista Sidney Rocha com a participação do jornalista e cronista Xico Sá; além da final da Batalha do Terminal, desfile de cosplays, workshop de k-pop, apresentação do projeto Ukelele Recife, um ambiente inteiro dedicado ao Podcast Day e muito mais. A programação completa pode ser conferida no Bienal Pernambuco.

Confira a Programação:

Sexta-feira (11)

Bienalzinha (10h às 18h)

- Camarim D-Cosplay;

- Jogos educativos (de tabuleiros, memória, quebra cabeças, entre outros);

- Oficina de pinturinha de dedo e desenhos;

- Contação de histórias infantis;

- Recreação com brincadeiras populares.

Auditório Círculo das Ideias

10h: "Política linguística de línguas estrangeiras no Brasil" com a mestra e doutora em Letras, Flávia Conceição Ferreira da Silva

11h: “Intertextualidade e polifonia: as várias vozes de um texto” com a escritora Luciene Aguiar, da UBE

13h: “Literatura e Memória – A ditadura no Recife” com escritor Urariano Mota 

14h"Literatura fantástica: teoria e conversa com autores da moderna ficção fantástica em Pernambuco" com o escritor e coordenador do projeto O Recife Assombrado Roberto Beltrão, especialista em Literatura Fantástica André de Sena, o escritor e historiador Frederico Toscano e o poeta João Paulo Parísio 

15h: “A Responsabilidade do Escritor” palestra com a escritora Taciana Valença da UBE

16h: "As adaptações de Clássicos da Literatura para Quadrinhos: qual a contribuição para a educação?" com os professores Joane Luz e Bruno Alves 

17h: Artur Xexéo: Uma conversa sobre o jornalismo cultural e a cultura de celebridades no Brasil 

18h30: Homenagem a Sidney Rocha: “Violência, Cotidiano e História, em Guerra de ninguém”, conversa com o escritor e crítico literário João Cezar de Castro Rocha 

20h: "O poder dos romances" bate-papo com as escritoras Eduarda Gomes, Malu Simões, Aretha V. Guedes e mediação de Priscila Bastos, do Sempre Lendo

Sala de Oficinas

10h: “HQs Recife Assombrado” com a Escola Municipal Luiz Vaz de Camões

11h: "Movimento respeitem o 8 baixos - resistência e sustentabilidade da arte do fole” com produtor cultural, documentarista, pesquisador da sanfona e integrante do Movimento Respeitem os 8 Baixos Anselmo Alves, o jornalista, acordeonista Diviol Lira, e mediação da historiadora e pesquisadora da sanfona de 8 Baixos Lêda Dias

13h: “A poesia contemporânea de autoria negra” – minicurso com a poeta, editora e tradutora Lubi Prates

16h: “HQs - História, análise e produção do gênero” – painel com Arlene Frutuoso, Bruno Alves, Nilvania Nascimento e Rafael Melo, do Nerd Café 

19h: “Instagram para negócios” palestrante SEBRAE

Palco Além das Letras

10h: Coral e Grupo de dança da CERVAC (Centro de Reabilitação e Valorização da Criança)

10h30: Apresentação de dança dos estudantes do EREM Martins Junior

10h55: Mazelas sociais: Brasil atual – apresentação dos estudantes do EREM Joaquim Távora

13h: História Cantada a gente Aprende Cantando apresentação cultural com o professor Wellington José

14h: Memórias Literárias da Prosa Romântica à Realista com estudantes do ETE Lucilo Ávila

14h55: Memórias Literárias da Prosa Romântica à Realista com estudantes do ETE Lucilo Ávila

15h30: Frozen- contação de história do grupo Bekalândia

16h: Grupo de Violas, do Sesc Santo Amaro (Recife), regência Lais de Assis

17h: Batalha do Terminal- duelo de MCs das comunidades pernambucanas de Cajueiro, Água Fria, Beberibe, Torre, e centro de Jaboatão dos Guararapes

18h30: “Voz ao Verbo - Poemas para calar o medo” com o escritor, poeta, compositor Allan Dias Castro

19h30: "Apresentação teatral sobre Frida Kahlo" com alunos e profissionais da FAFIRE

Espaço alquimia

10h: “Sólidos geométricos e a sua aplicação nas histórias dos super heróis” com a mestra em educação de matemática Karla Adriana, da Alquimia geek

12h30: “Geração de conteúdo digital” com o jornalista Eduardo Cavalcanti, do Leia Já

14h: “Figuras geométricas planas: os jogos das cartas de gambit - x-men” com a mestra em educação de matemática Karla Adriana, da Alquimia geek

16h: “O afeto na alimentação e suas implicações” com a psicóloga, especialista em docência no ensino superior Elza Alexandre

17h30: “Obesidade: perspetiva e atualidade da infância a vida adulta” com Nízia Oliveira e a nutricionista, mestra em saúde humana Sheylane Rodrigues

19h: “Técnicas de controle e planejamento de processos industriais” com o mestre em química computacional Antenor Parnaiba, da Alquimia geek

Serviço

12° Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

04 a 13 de Outubro | 10h às 22h

Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n)

R$ 10 inteira; R$ 5 meia; R$ 7 social (1kg de alimento não perecível ou 1 livro usado - não didático)

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A 3° edição do Festival do Livro do Litoral Sul, preparou uma programação que promete bastante diversão para esta sexta-feira (11) e sábado (12), das 9h às 21h, em comemoração ao Dia das Crianças. O evento que acontece no Clube Municipal de Ipojuca, promove apresentações culturais, show de coral de flautas e espetáculos teatrais para as crianças. O festival ainda recebe a dupla Mateus e Katilinda.

Na programação, a escritora Juvenil Rafaela Albuquerque lança o livro "Tô suja de Farelo", abordando relacionamentos, a partir da ótica dos jovens na dependência de estar em uma relação. A jornalista, também aborda as marcas causadas pelas relações e o papel da mulher no meio de tudo.

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O festival ainda conta com uma programação para os adultos com show de Maciel Melo, às 19h, cantando os seus maiores sucessos. O cantor também é autor de dois livros "A Poeira e a Estrada" e "O Refúgio das Interrogações", e estará autografando os títulos no encerramento do evento.

Confira a programação:

Sexta-feira (11)

Apresentações Culturais

Show de Flauta

Teatro Infantil

Sábado (12)

Lançamento do Livro “Tô Suja de Farelo”

Apresentação de Mateus e Katilinda

Show de Maciel Melo

Serviço

Festival do Livro do Litoral Sul

11 e 12 de outubro | 9h às 21h

Clube Municipal do Ipojuca (Rua Subida do Clube, 7, Ipojuca)

Gratuito

Um incansável caminhante em busca da linguagem, o austríaco Peter Handke, coroado Prêmio Nobel de Literatura nesta quinta-feira (10), é um escritor prolífico lutando contra as convenções, ao preço de grandes polêmicas, principalmente em razão de suas posições pró-sérvias.

O Nobel de Literatura? "Deve ser excluído. É uma falsa canonização" que "não traz nada ao leitor", disse uma vez o escritor de 76 anos, silhueta elegante, cabelos grisalhos jogados para trás e olhos penetrantes por trás de óculos finos.

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No mundo editorial, muitos foram os que pensaram que o prêmio lhe escaparia para sempre, apesar de um trabalho de renome mundial, devido ao seu engajamento durante a guerra na ex-Iugoslávia.

De origem eslovena por parte materna, o escritor nascido em 6 de dezembro de 1942 em Caríntia (sul da Áustria), aparece como um dos poucos intelectuais ocidentais pró-sérvios.

No outono de 1995, alguns meses após o massacre de Srebrenica, viajou para a Sérvia e relatou suas impressões em um livro polêmico, "Eine winterliche Reise zu den Flüssen Donau, Save, Morawa und Drina oder Gerechtigkeit für Serbien" ("Uma viagem de inverno aos rios Danúbio, Save, Morava e Drina", em tradução livre).

Em 1999, recebeu um importante prêmio literário alemão, o Büchner, e deixou a Igreja Católica para protestar contra os ataques da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Belgrado, evocando um "novo Auschwitz".

Sete anos depois, causou alvoroço ao participar do funeral do ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, acusado de crimes contra a Humanidade e genocídio.

Ele é forçado a desistir de um prêmio que lhe seria concedido pela cidade de Düsseldorf, e a Comédie-Française cancela uma de suas peças.

Intelectuais, incluindo sua compatriota Elfriede Jelinek, Nobel da Literatura em 2004, saíram em sua defesa. Por um tempo, contudo, a polêmica oculta o trabalho de Peter Handke.

- "A força de ser universal" -

O autor austríaco, que assinou mais de 80 obras, é, no entanto, um dos autores de língua alemã mais lidos e interpretados do mundo.

"Eu tenho o sonho e a força para ser universal", resumiu Handke durante a recepção na Alemanha de um prêmio de Literatura europeia, dizendo ao júri: "Não tenham medo de mim!".

Ele também foi recompensado no Festival de Cinema de Veneza no mesmo ano, onde seu amigo Wim Wenders apresentou "Os belos dias de Aranjuez", de um de seus roteiros. "Sem ele, eu poderia ter-me tornado um pintor", disse então o cineasta alemão.

Feito cidadão honorário da cidade de Belgrado, em fevereiro de 2015, Peter Handke nunca renegou seu compromisso pró-sérvio.

Premiado com o prêmio Ibsen de teatro em 2014, dedicou parte do dinheiro à construção de uma piscina pública em um enclave sérvio do Kosovo.

"Pai, perdoai-os jamais", disse ele no ano passado, durante uma visita a Belgrado, parafraseando a Bíblia para criticar os líderes ocidentais dos anos 1990. Ele os aponta como responsáveis pela guerra.

Profundamente marcado aos 15 anos pela leitura de "Sob o Sol de Satã", de Georges Bernanos, ele publicou seu primeiro romance, "Die Hornissen", em 1966.

Ex-estudante de Direito, foi influenciado pelos franceses Claude Simon e Alain Robbe-Grillet.

"Sempre corri o risco de cair na autoanálise. O 'Nouveau roman' me ajudou a exteriorizar, a olhar", explicou, referindo-se a um movimento literário francês dos anos 1950.

No mesmo ano, fez sucesso com sua primeira peça, "Der Jasager und der Neinsager", onde confronta insultos ao público, mensagens de desordem e críticas radicais à literatura engajada.

O autor, então com 24 anos, ataca os princípios estéticos do "Grupo 47", que domina as letras alemãs do período Pós-Guerra, opondo-se com uma rejeição radical ao uso pré-estabelecido da língua. O tema estará no centro de sua obra.

Mestre da prosa, desenvolve um estilo nítido e intenso, dizendo "não buscar o pensamento, mas a sensação".

"Die Angst des Tormanns beim Elfmeter" ("A ansiedade do goleiro na hora do pênalti", em tradução livre) em 1970, depois "Wunschloses Unglück" ("O infortúnio indiferente", em tradução livre) em 1972, réquiem dedicado à mãe, trazem-lhe notoriedade.

A migração e a solidão pontuam um trabalho abundante: 40 romances, ensaios e coletâneas, 15 peças de teatro, além de roteiros.

Desde 1991, Peter Handke vive em Chaville, um subúrbio de Paris, em uma casa abrigada por cedros à margem de uma floresta, onde se inspira.

Prêmio Nobel de Literatura 2018, Olga Tokarczuk, considerada a romancista mais talentosa de sua geração na Polônia, transporta o leitor em uma busca pela verdade através de universos policromáticos, misturando com delicadeza o real e o metafísico.

Politicamente engajada à esquerda, ecologista e vegetariana, a escritora de 57 anos, cuja cabeça é coberta de dreadlocks, não hesita em criticar a política do atual governo nacionalista conservador de Direita e Justiça (PiS).

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Nascida em 29 de janeiro de 1962, em uma família de professores em Sulechow, no oeste da Polônia, é autora de uma dúzia de livros.

Formada em Psicologia na Universidade de Varsóvia, estudou os trabalhos de Carl Jung. Por um tempo, trabalhou como psicoterapeuta em Walbrzych (sudoeste) e lançou-se à escrita. Publicou então uma coletânea de poemas, antes de embarcar na prosa.

Após o sucesso de seus primeiros livros, passou a se dedicar inteiramente às letras e se mudou para a cidade de Krajanow, nas montanhas Sudeten (sudoeste). Hoje, seus livros são best-sellers na Polônia, traduzidos para mais de 25 idiomas, incluindo catalão e chinês. Muitas de suas obras foram levadas aos palcos e telas.

Sua obra, extremamente variada, vai de um conto filosófico "Zielone dzieci" ("As crianças verdes", em tradução livre, 2016), a um romance policial ecologista engajado e metafísico "Prowadź swój pług przez kości umarłych" ("Guie seu arado sobre os ossos dos mortos", em tradução livre, 2010), passando por um romance histórico de 900 páginas "Ksiegi Jakubowe" ("Escrituras de Jacó", em tradução livre, 2014).

No Brasil, foi publicado em 2014 apenas um título em português da escritora, "Os Vagantes" ("Bieguni").

- Enorme quebra-cabeça -

Em seu universo poético, o racional se mistura com o irracional. Seu mundo está em movimento perpétuo, sem ponto fixo, com personagens cujas biografias e características se entrelaçam e, como um quebra-cabeça gigante, criam uma imagem geral esplêndida.

Tudo é descrito em uma linguagem rica, precisa e poética, atenta aos detalhes.

"Olga é uma mística na busca perpétua da verdade, verdade que só pode ser alcançada em movimento, transgredindo as fronteiras. Todas as formas, instituições e idiomas concertados é a morte", explica à AFP uma de suas amigas, Kinga Dunin, também escritora e crítica literária.

A própria Tokarczuk se descreve como uma pessoa sem biografia: "Eu não possuo uma biografia muito clara, que possa contar de uma maneira interessante. Sou composta desses personagens que saíram da minha cabeça, que eu inventei. Sou composta por todos, tenho uma biografia com muitas molduras, enorme", afirmou a escritora em entrevista ao Instituto Polonês do Livro.

Lançado em 2014, "Ksiegi Jakubowe" conquistou o mais prestigioso prêmio literário polonês Nike, o segundo de sua carreira.

O livro se tornou best-seller na Polônia, mas também foi alvo de fortes ataques dos círculos nacionalistas.

Após uma entrevista à televisão pública em 2015, onde denunciou o mito de uma Polônia tolerante e aberta, ela recebeu ameaças de morte por "difamar o bom nome da Polônia e dos poloneses".

Durante uma semana, sua editora contratou um segurança para ela.

O mesmo livro rendeu - a ela e a seu tradutor sueco - a primeira edição do Prêmio Literário Kulturhuset Stadsteatern de Estocolmo.

"Sinto como se tivesse o Nobel", disse na ocasião.

Olga Tokarczuk também é coautora do roteiro do filme "Spoor", dirigido por Agnieszka Holland e inspirado em seu romance "Prowadź swój pług przez kości umarłyc". Lançado em fevereiro de 2017, o filme ganhou o Prêmio Alfred Bauer na Berlinale no mesmo ano e representou a Polônia na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro.

Olga Tokarczuk tem um filho adulto. Ela divide seu tempo entre seu apartamento em Wroclaw, sua casa no campo e as muitas viagens.

Lista dos 15 últimos vencedores do Prêmio Nobel de Literatura, atribuído nesta quinta-feira à polonesa Olga Tokarczuk pela edição 2018 e o austríaco Peter Handke por 2019.

2019: Peter Handke (Áustria)

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2018: Olga Tokarczuk (Polônia)

2017: Kazuo Ishiguro (Reino Unido)

2016: Bob Dylan (Estados Unidos)

2015: Svetlana Alexievich (Belarus)

2014: Patrick Modiano (França)

2013: Alice Munro (Canadá)

2012: Mo Yan (China)

2011: Tomas Tranströmer (Suécia)

2010: Mario Vargas Llosa (Peru)

2009: Herta Müller (Alemanha)

2008: Jean-Marie Gustave Le Clezio (França)

2007: Doris Lessing (Reino Unido)

2006: Orhan Pamuk (Turquia)

2005: Harold Pinter (Reino Unido)

A Academia Sueca anunciou nesta quinta-feira (10) a polonesa Olga Tokarczuk e o austríaco Peter Handke como vencedores do prêmio Nobel de Literatura em 2018 e 2019, respectivamente.

Os ganhadores das duas edições da honraria foram divulgados juntos porque não houve Nobel de Literatura no ano passado devido a um escândalo de estupro e conflito de interesses.

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Tokarczuk, 57 anos, foi escolhida por ter uma "imaginação narrativa" que, aliada a uma "paixão enciclopédica", representa o "cruzamento de fronteiras como uma forma de vida". Já vencedora do Man Booker Prize com o romance "Flights" ("Voos", em tradução livre), a polonesa é conhecida pelo tom mítico de sua escrita.

Em "Flights", ela faz reflexões sobre a vida de nômade com histórias que vão do século 17 ao 21. Entre os casos relatados no romance estão o da irmã de Frédéric Chopin, que levou o coração do músico de Paris a Varsóvia, o do anatomista holandês que descobriu o tendão de Aquiles e de um menino nigeriano que era mascote da corte imperial austríaca e foi empalhado após sua morte.

Já Handke, 76, foi laureado por causa de seu "trabalho influente que, com ingenuidade linguística, explorou a periferia e a especificidade da experiência humana". Ele é considerado um dos mais importantes escritores contemporâneos de língua alemã.

"A arte peculiar de Peter Handke é a extraordinária atenção às paisagens e à presença material do mundo, fazendo do cinema e da pintura duas de suas maiores fontes de inspiração," disse o comitê do Nobel de Literatura.

O austríaco também ganhou notoriedade por criticar os bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Sérvia, no fim dos anos 1990, e discursou no funeral de Slobodan Milosevic, ex-presidente da Iugoslávia acusado de crimes de guerra e contra a humanidade na Bosnia, na Croácia e no Kosovo.

Tokarczuk e Handke dividirão um prêmio de 9 milhões de coroas suecas, equivalentes a cerca de R$ 3,7 milhões.

Escândalo

A edição de 2018 do Nobel de Literatura foi adiada para 2019 após diversas renúncias no conselho da Academia Sueca em função de denúncias contra o fotógrafo Jean-Claude Arnault, marido de uma das integrantes do comitê na época, Katarina Frostenson.

Arnault foi condenado no ano passado por dois estupros cometidos em 2011 e é acusado de ter vazado o nome do vencedor do Nobel de Literatura em sete ocasiões. Além disso, seu clube literário recebia patrocínio da Academia Sueca, evidenciando um conflito de interesses com Frostenson.

Essa foi a primeira vez desde 1943, na época da Segunda Guerra, que o Nobel de Literatura não foi entregue. Entre as mudanças promovidas pela Academia para 2019 estão a possibilidade de renúncia dos atuais membros e de eleição de novos integrantes - até então, as nomeações eram vitalícias.

Da Ansa

A terceira edição do Festival do Livro do Litoral Sul começa suas atividades, no Clube Municipal do Ipojuca, nesta terça (8). Até o próximo sábado (12), serão realizados debates e palestras sobre literatura, além de shows e brincadeiras para as crianças. 

Realizado pela Associação do Nordeste das Distribuidoras e Editoras de Livros - Andelivros, o festival conta com vasta programação e receberá convidados como o escritor Raimundo Carrero e os jornalistas Evaldo Costa e Marcelo Cavalcante. Os debates do evento giram em torno de literatura, jornalismo, futebol e literatura infantil. 

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No sábado (12), dia do encerramento, a programação celebra o Dia das Crianças. Haverá contação de histórias, lançamento do livro infantil Tô Suja de farelo, de Rafaela Albuquerque, e show da dupla Catilinda. À noite, o cantor Maciel Melo se apresenta prometendo um show com seus maiores sucessos. 

Serviço

3º festival do Livro do Litoral Sul

Terça (8) a sábado (12) - 9h às 21h

Clube Municipal do Ipojuca (Rua Subida do Clube, 7 - Ipojuca)

Gratuito

Com forte discurso de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a XII Bienal do Livro de Pernambuco foi oficialmente aberta às 16h desta sexta (4), no Centro de Convenções de Pernambuco. A mesa inaugural contou com as presenças da vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), dos senadores Humberto Costa (PT), Randolfe Rodrigues (REDE), do produtor geral Rogério Robalinho, do secretário de Educação de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto, e do escritor Sidney Rocha, homenageado deste ano ao lado do poeta pernambucano Solano Trindade (in memoriam). 

"Fiquei feliz porque que é uma homenagem a uma geração de escritores de Pernambuco que foram silenciados e mais ainda por estar acontecendo em um período como este, em que a Funarte, hoje mesmo, teve que dispensar todo o seu quadro por conta dessa caça. Então a literatura pode ser um desses elementos de resistência", comentou Sidney Rocha. A vice-governadora reforçou as palavras do homenageado e chamou a atual conjuntura política de "momento obscuro". "A Bienal se apresenta num momento em que não se pode reescrever a história e negar a ciência", completou. 

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Representando a Conselho Editorial do Senado Federal (CEDIT), Randolfe Rodrigues elogiou a escolha de Solano Trindade como homenageado e recitou o famoso poema “Sou Negro”, do escritor. "Realizar feira de livro hoje no Brasil é um ato subversivo, ainda mais homenageando Solano Trindade. Os livros formam gerações e são instrumentos de liberdade. Estou participando de todas as bienais: estive em Belém,  vim para a de cá e estarei na do Rio Grande do Sul, em dezembro", afirmou.

Estrutura

Tendo como mote para 2019, a temática “histórias para resistir”, a Bienal conta com mais de 100 expositores e mais de 120 horas de atividades. O evento tem diversos espaços temáticos, com destaque para a Plataforma de Lançamentos Be Geek, que oferece novidades em 2019. “Na edição anterior nos tornamos a primeira bienal do Brasil a ter um espaço geek, só que este ano criamos espaço para os produtores da arte geek. A gente quer firmar esse espaço porque é uma porta de entrada para a leitura dos adolescentes”, afirma o escritor e membro da organização Sidney Nicéas.

ESPAÇOS DA BIENAL:

Artist Alley

Espaço exclusivo para quadrinistas e ilustradores apresentarem seus trabalhos e comercializarem seu material em forma de quadrinhos, camisetas e canecas, entre outros objetos. Proporciona uma dinâmica interativa entre público e profissionais e está presente desde a edição passada da Bienal PE. Este ano, devido ao grande número de artistas inscritos, terá sua área ampliada para dois módulos.

Bienalzinha

Um ambiente exclusivo para o públicco infantil. Conta com uma programação extensa com oficinas, contação de histórias, pintura, lançamento de livros infantis e espetáculos voltados para os pequenos leitores.

Auditórios Círculo das Ideias

Dois espaços voltados para a realização de palestras, debates e cursos que discutem as mais diversas e atuais temáticas. O local abriga as atividades mais densas e que geralmente recebem mais público.

Palco Além das Letras

No Palco Além das Letras são realizadas apresentações artístico-culturais, recitais poéticos, atividades bilíngues e concurso soletrando, além de apresentações escolares, de K-Pop e de Cosplays.

Plataforma de Lançamentos – Be Geek

O ambiente mais democrático da Bienal. Espaço destinado para a realização de lançamentos de livros e quadrinhos de autores consagrados ou emergentes. Nesta edição o espaço também dedicará um horário para a realização de dinâmicas voltadas ao universo geek, além de desenvolver discussões literárias.

Sala de Oficinas

Como o próprio nome adianta, o espaço é voltado para realização de oficinas, geralmente com duração de três a quatro horas, e pequenas atividades.

Espaço Alquimia

Espaço criado em parceria com a Multiverso Cultural que irá oferecer uma programação multidisciplinar com aulas, transmissões ao vivo, minicursos e palestras voltadas para segmentos como: Mundo Geek, Enem e área Técnica e Científica.

SERVIÇO

XII BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO

Quando: 04 a 13 de Outubro, das 10h às 22h.

Onde: Centro de Convenções de Pernambuco.

Endereço: Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Complexo de Salgadinho. Olinda – PE.

Acesso/ingressos: Meia–entrada : R$ 5,00 ; Ingresso Social R$ 7,00 - mediante entrega de 1kg de alimento não perecível ou 1 livro usado ( não didático); Inteira R$10,00. Consultar preço especial para caravanas.

É concedida gratuidade para crianças até 12 anos, estudantes da rede pública de ensino médio e fundamental  com uso da camisa ou uniforme escolar, excursão escolar uniformizada em visitação agendada, professores, escritores associados da UBE, Policial Civil e Militar e Corpo de Bombeiros, portando carteira de identificação.

Programação completa no site

A escritora Suzanne Collins anunciou a data de lançamento do prelúdio dos livros da franquia de Jogos Vorazes. No programa americano Good Morning America, também foi revelado o título e a capa do livro. ‘The Ballad of Songbirds and Snakes’ (A Balada de Pássaros e Cobras, em tradução livre para o português) se passará 64 anos antes da história de Jogos Vorazes.

O livro será lançado nos Estados Unidos no dia19 de maio de 2020. A Lionsgate já possui os direitos para uma adaptação cinematográfica.

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Por Suellen Elaine

A 12ª Bienal do Livro de Pernambuco abre as portas nesta sexta (4). Até o dia 13 de outubro, a feira vai promover oficina de podcast, mesas de RPG, lançamento de livros sobre personalidades pernambucanas e painéis com grandes nomes da literatura nacional e internacional. As atividades acontecem no pavilhão do Centro de Convenções.

Apesar da polêmica que tomou a Bienal do Rio de Janeiro em setembro - quando o prefeito Marcelo Crivella ordenou que fossem recolhidos livros com temática LGBT - os organizadores da feira literária pernambucana não temem situação parecida. Essa 12ª edição também acontece sem recursos do Governo Federal, que costumavam ser captados através da extinta Lei Rouanet.

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Este ano, a feira homenageia o poeta e ativista pernambucano Solano Trindade com o tema 'Histórias Para Resistir'. O evento conta com programação infantil, na Bienalzinha, que promoverá oficinas, jogos, contação de histórias e brincadeiras populares. Entre as palestras, estão Ana Maria Gonçalves e a portuguesa Isabela Figueiredo. A programação completa pode ser conferida no site oficial da Bienal.

Serviço

12ª Bienal do Livro de Pernambuco

Sexta (4) a 13 de outubro - 10h às 22h

Centro de Convenções

R$ 10, R$ 5 e R$ 7 (social + 1kg de alimento)

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O primeiro livro de poesias do escritor, urbanista e professor Flávio Nassar nasceu por acidente. Desde que escreveu “O armagedon na cidade do Pará e a polêmica ressurreição do Engolecobra”, em 2001, o autor buscava inspiração para um novo romance. “Apesar de inúmeras tentativas, não consegui me convencer do que estava fazendo. Então mudei de ideia e, como leio muita poesia, comecei a me arvorar por esse caminho. Comecei a escrever uma coisa ou outra, até que o livro ficou pronto”, relata Nassar.

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Intitulado “Corpo Opaco”, lançado na quinta-feira, na Livraria da Fox, em Belém, a obra trabalha a criatividade não apenas na escolha de palavras, mas também na estética de apresentação dos textos. O escritor, que também assina o projeto gráfico, criou uma tipografia exclusiva e ilustrações em forma de QR Code para marcar cada um dos seis capítulos do livro.

“O QR Code por si só já trabalha com a linguagem de branco e preto, essas duas cores antagônicas. As minhas ilustrações acabaram tendo uma terceira cor, que é o vermelho, um pouco inspirado no grafismo dos poetas concretistas russos”, explica o autor.

A maior parte dos poemas reunidos no livro foi escrita entre 2016 e 2018. Entre os temas explorados há reflexões sobre a condição humana, a ocupação de cidades, o momento brasileiro nos últimos cinco anos e a própria literatura a partir do sentimento do autor.

Apesar da variedade de temas, Flávio Nassar ressalta que os textos não possuem referências regionalistas. “Tentei fugir ao máximo de referências como Ver-o-Peso, tacacá, pirarucu. Tentei escrever um texto que não chega a ser universal, mas foge do regionalismo. A única poesia que vai dar uma dica do lugar de onde eu sou é uma que cita Santa Maria de Belém, mas em um contexto que tem a ver com qualquer cidade”, conta.

Lançado sob o selo da editora 7Letras, “Corpo Opaco” tem direção de arte de Mirtes Morbach e editoração de Calazans Souza. A apresentação da obra é assinada por Pedro Pinho, professor de literatura brasileira da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os escritores Vicente Cecim e Caco Ishark assinam os textos na orelha da edição física. A obra já pode ser adquirida no site www.7letras.com.br.

Flávio Nassar é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA). Também é coordenador do Fórum Landi, entidade de caráter internacional que reúne estudiosos brasileiros, portugueses e italianos interessados no estudo da realidade amazônica no século XVIII. Além de sua produção acadêmica, escreveu o romance “O armagedon na cidade do Pará e a polêmica ressurreição do Engolecobra” (2001), além de diversos artigos publicados em jornais e revistas.

Da assessoria da editora.

Foi indicado à categoria Melhor Livro Brasileiro Publicado no Exterior do prêmio literário Jabuti a obra de autoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "A Verdade Vencerá". O livro, publicado pela Editora Boitempo, disputa o prêmio com outros sete títulos.

O livro é fruto de entrevistas concedidas por Lula a jornalistas em fevereiro de 2018 - cerca de dois meses antes de sua prisão - no instituto que leva o nome do ex-presidente. Atualmente o livro encontra-se esgotado na editora, que disse preparar, para o início do próximo ano, uma nova edição com fatos atualizados.

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De acordo com o regulamento do tema, para a categoria de melhor publicação no exterior serão avaliadas não só as estratégias de promoção, divulgação e distribuição fora do País, mas também a contribuição para a disseminação da cultura e da literatura brasileiras. Os jurados da categoria são a agente literária Alessandra Ruiz, a gerente de publicação Mariana Rolier e a jornalista e editora Marianna Teixeira Soares.

A premiação de melhor livro publicado no exterior faz parte do "eixo inovação" que "reconhece, dá visibilidade e estimula iniciativas de promoção à leitura, de acesso ao livro e de divulgação da cultura brasileira". Por causa da categoria que disputa, o livro de Lula não concorre ao título de "Livro do Ano".

A história de tradição e resistência do povo Xambá estará presente na edição 2019 do Prêmio Jabuti, o maior e mais importante da literatura brasileira. O livro Povo Xambá resiste: 80 anos de repressão aos terreiros em Pernambuco, da jornalista e produtora cultural Marileide Alves, foi indicado como finalista na categoria Biografia, Documentário e Reportagem. A premiação acontece no dia 28 de novembro.

O livro narra a história de resistência do povo Xambá passando pela fundação do terreiro em 1938 - localizado na comunidade do Portão do Gelo, em Olinda -, até os dias atuais. A obra também aborda a repressão vivida pelo povo de terreiro antes da instalação do Governo Getúlio Vargas no Brasil com relatos de parentes de Maria Oyá, fundadora do Terreiro Xambá; de mãe Biu, sua sucessora; e outros amigos de santo que também vivenciaram tal perseguição.

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O livro, publicado pela editora Cepe em 2018, foi escrito não só para registrar a história da Xambá mas, também, para marcar os 90 anos do fechamento de terreiros em Pernambuco, como contou, em entrevista exclusiva ao LeiaJá, a jornalista Marileide Alves. “A  gente queria marcar essa data e era muito importante que a gente firmasse isso. É um livro que marca uma posição política num ano que foi muito difícil pra todo mundo, especialmente para o povo negro, de terreiro e o povo da cultura”, disse.

A escritora falou do valor dessa indicação não só para ela, enquanto jornalista e autora, mas, principalmente para os povos de terreiro. “É de fundamental importância pro povo negro, pro povo de terreiro, pro povo de Pernambuco, porque é a história viva de um povo que resiste, que tá aí desde 1930 resistindo. É muito difícil você ver livros como esse em espaços como esse, é uma conquista pra gente. Independente do resultado, o páreo é duro, mas só de estar entre os indicados é simplesmente uma grande vitória. É a representatividade que a gente não tem em tantos lugares; nosso povo é invisibilizado na literatura, na política, na própria cultura às vezes, então isso é uma vitória pra gente”, comemorou.

Falecida em agosto deste ano, Fernanda Young será lembrada no Prêmio Jabuti, considerado a premiação mais importante na área da literatura no Brasil. A autora foi indicada ao troféu na categoria Crônica, com o livro Pós-F: Para além do masculino e do feminino. Os vencedores serão conhecidos em novembro. 

O livro Pós-F: Para além do masculino e do feminino foi publicado pela editora LeYa em 2018. Esta foi a primeira obra de não-ficção de Fernanda que traz textos autobiográficos sobre os significados de ser homem e mulher nos dias atuais. 

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A autora, falecida aos 49 anos, foi indicada ao prêmio ao lado de escritores como Ruy Castro, Fabrício Corsaletti e Míriam Leitão. A cerimônia de premiação acontece no dia 28 de novembro. 

 

O quadrinista Shiko lança sua mais recente publicação, Três Buracos, na próxima sexta (4). O lançamento acontece na Casa Balea, no Sítio Histórico de Olinda, às 19h, onde o autor recebe os leitores para uma noite de autógrafos. O lançamento contará ainda com apresentações de Fino Drão e DJ Joana Perrusi. 

Em Três Buracos, Shiko dá continuidade a uma trajetória de narrativas de terror e crítica social iniciado no quadrinho Lavagem. Na nova produção, o quadrinista mistura o Sertão contemporâneo com o faroeste italiano para contar mais uma história. 

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Serviço

Lançamento de Três Buracos

Sexta (4) - 19h

Casa Balea (Rua 13 de maio, 99 - Olinda)

Gratuito

A acadêmica gaúcha Winnie Bueno está usando o twitter para conectar doadores de livros a leitores negros. Ela criou a campanha 'Tinder dos Livros' que conecta quem quer doar a quem precisa receber publicações dos mais diversos estilos. A Iniciativa, lançada no microblog em novembro de 2018, já alcançou cerca de 700 matches.

Funciona da seguinte maneira: os interessados entram em contato com Winnie pelo Twitter indicando qual livro precisam e o endereço para entrega. Ela então se encarrega de encontrar um doador que fica responsável pelo envio do título. A ideia surgiu no dia da Consciência Negra. "Sabe o que seria legal no dia da consciência negra ? Você, branco privilegiado que se diz anti-racista, comprar um livro que um ativista negro precisa e enviar para ele", tuitou Winnie na ocasião. 

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Winnie tem mais de 30 mil seguidores no Twitter e faz todo o processo de conexão entre interessados até a doação de maneira artesanal. Ela está em contato com uma desenvolvedora para que o projeto possa virar um aplicativo e, assim, atingir mais pessoas.

Os órfãos da Livraria Cultura do Paço Alfândega, que fechou suas portas em julho de 2018, já podem comemorar. A Livraria Jaqueira, que assumiu o prédio, já tem data para inaugurar. A nova loja começa a funcionar no dia 10 de outubro e já tem, inclusive, o primeiro evento marcado para o dia 13, em comemoração ao Dia das Crianças. Os ingressos já estão à venda.

Após um atraso de sete meses - a inauguração da unidade estava prevista para março deste ano -, a Livraria Jaqueira do Paço Alfândega chega prometendo muitas opções de entretenimento e cultura para recifenses e turistas. No espaço de 2.730 metros quadrados funcionarão a livraria, dois espaços de cafeteria, adega, auditório, papelaria e um espaço voltado para o mercado geek, além de um setor da Disney.

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De acordo com o portal NE10, a inauguração da loja acontece no dia 10 de outubro. No Instagram da Jaqueira, foi publicado um vídeo mostrando os últimos detalhes da reforma do prédio orçada em R$ 5 milhões.   

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A primeira edição do Circuito Cultural de Pernambuco se inicia neste mês de outubro. Com feiras literárias e tendas, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) leva o projeto por 13 municípios do Estado, passando por Recife e toda a região metropolitana, Zona da Mata Sul e Norte, Agrestes Central, Meridional, Sertão do Moxotó, Araripe, Pajeú, do São Francisco.

Nesta primeira edição, o circuito homenageia o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, e tem início na Feira Literária do Sertão (Felis), em Arcoverde e termina em setembro de 2020 na Tenda Literária de Surubim.

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O projeto é uma parceria entre a Secretaria de Cultura, a Fundarpe e a Fundação Gilberto Freyre com o objetivo de integrar a literatura e outras manifestações culturais como teatro; dança; música; artes plásticas; cinema e educação, com a participação de artistas locais e da população de cada municípios onde o projeto passar.

Programação:

24 a 27 de Outubro

Feira Literária do Sertão (Felis)

Praça Virgínia Guedes ( Arcoverde)

30 de outubro a 3 de novembro

Feira Nordestina do Livro (Fenelivro)

Centro de Convenções (Olinda)

14 a 17 de novembro

Feira da Literatura Infantil (Flitin)

Academia Pernambucana de Letras (Recife)

13 a 16 de dezembro

Feira Literária de Exu

Exu

Eventos em 2020

16 a 18 de janeiro

Feira Literária de São José da Coroa Grande

São José da Coroa Grande

19 a 21 de março

Feira Literária de Serra Talhada

Serra Talhada

23 a 26 de abril

Feira Literária de Petrolina

Univasf (Petrolina)

12 a 15 de maio

Feira Literária de Goiana

Goiana

6 a 8 de julho

Feira da Poesia do Pajeú

Itapetim

16 a 18 de julho

Tenda Literária Triunfo

Triunfo

17 a 24 de julho

Praça da Palavra

Garanhuns

12 a 16 de agosto

Feira Nacional do Livro do Agreste (Fenagreste)

Espaço Cultural Tancredo Neves (Caruaru)

2 a 6 de setembro

Feira Nordestina do Livro (Fenelivro)

Centro de Convenções de Pernambuco (Olinda)

2 a 5 de setembro

Tenda Literária Surubim

Surubim

A 12° edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, no Centro de Convenções, receberá o lançamento do Livro “Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho”, da jornalista pernambucana Jacqueline Fraga.

A obra é uma série de reportagens especiais trazendo a história de cinco mulheres que atuam nas profissões mais valorizadas do País. Ela foca em profissionais das áreas de direito, engenharia, medicina, militar e odontologia.

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O lançamento acontece em 6 de outubro, às 11h30, no auditório montado pelo evento e conta com uma palestra comandada pela autora. O exemplar da obra custa R$ 39,90 e está em pré-venda, sendo necessário fazer a reserva.

Serviço

Lançamento do livro “Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho”

6 de outubro | 11h30

Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (Centro de Convenções)

R$ 5 (meia-entrada), R$ 7 (social, com 1kg de alimento não perecível ou 1 livro usado não didático) e R$ 10 (inteira).

Apenas um ano depois de seu primeiro beijo, a adolescente judia Renia Spiegel escreveu em seu diário uma oração pedindo a Deus que a deixasse viver. Era junho de 1942.

Ela então iria completar 18 anos. Os nazistas alemães acabavam de exterminar todos os judeus de um bairro de sua cidade de Przemysl, no sul da Polônia. Alguns se viram forçados a cavar seu próprio túmulo.

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"Para onde quer que se olhe, há sangue. Que 'progroms' tão terríveis. É um massacre, assassinato", escreve ela em 7 de junho.

"Deus Todo-Poderoso, pela enésima vez me inclino diante de ti. Ajude-nos, salve-nos! Oh, Deus, nosso Senhor, deixe-nos viver, eu lhe suplico, quero viver!", completa.

Um mês e meio mais tarde, seu namorado, Zygmunt Schwarzer, um judeu com visto de trabalho que lhe permitia se movimentar pela cidade, escondeu-a com os pais dele no sótão de uma casa fora do gueto judeu. Um colaborador os traiu.

Schwarzer, de 19 anos, descreve sua morte em uma assustadora nota acrescentada ao diário: "Três tiros! Três vidas perdidas! Foi ontem à noite às dez e meia... Minha querida Renusia, o último capítulo do seu diário acabou".

Depois da guerra, o jovem recuperou o diário e o entregou à mãe da adolescente assassinada. O objeto passou décadas no cofre de um banco e, agora, quase 80 anos depois, é publicado em todo mundo.

Renia Spiegel é conhecida como a "Anne Frank polonesa", em referência à adolescente holandesa vítima do Holocausto e autora de um famoso diário que começou a escrever quando tinha 13 anos.

- 660 páginas -

Renia começou o seu em 1939, aos 14 anos. Vivia na casa dos avós. Sua mãe estava em Varsóvia para promover a carreira cinematográfica de sua irmã caçula Ariana, apelidada de "Shirley Temple polonesa".

A adolescente escreveu cerca de 660 páginas em vários cadernos. Conta o quanto sentia falta da mãe e que gostava do jovem Schwarzer de olhos verdes. Também compõe poemas e inclui parágrafos sobre a ocupação soviética e nazista de sua cidade.

Ela encerra cada volume da mesma maneira: pedindo ajuda à sua mãe e a Deus, como se fosse um mantra.

No início da guerra, sua irmã Ariana ficou bloqueada em Przemysl, onde passou o verão de 1939 na casa dos avós. Salvou-se graças ao pai de sua melhor amiga, que a levou de trem para Varsóvia.

"Um bom cristão me salvou a vida. Arriscou-se à pena de morte, me levando, como sua filha, para a casa da minha mãe", declarou à AFP em Varsóvia a agora senhora de 88 anos que vive em Nova York.

Ela foi então batizada e passou a se chamar Elizabeth. Um oficial alemão, apaixonado por sua mãe, enviou as duas para um lugar seguro na Áustria. Depois da guerra, ambas emigraram para os Estados Unidos.

Schwarzer também sobreviveu, apesar ter sido enviado para o campo de extermínio de Auschwitz. Conta-se que o infame médico e criminoso de guerra Josef Mengele o escolheu para que lhe permitissem viver.

- "Dilacerante demais" -

No início dos anos 1950, Schwarzer encontrou a mãe de Renia em Nova York e lhe entregou o diário.

"Estava abalada. Nunca fui capaz de lê-lo", relata sua irmã, agora chamada Elizabeth Bellak. E, mesmo hoje, conseguiu ler apenas alguns trechos, porque é "dilacerante demais".

Finalmente, foi sua filha que tirou o diário do cofre.

"Eu me chamo Alexandra Renata (Bellak). Meu nome se deve a esta pessoa misteriosa que nunca conheci... Sentia curiosidade por conhecer o passado", explica à AFP a filha de Elizabeth, uma agente imobiliária de 49 anos.

As duas mulheres entraram em contato com o diretor de cinema Tomasz Magierski, que aceitou, inicialmente por educação, olhar o diário.

"Não fui capaz de me soltar dele. Eu o li provavelmente em quatro, ou cinco, noites... Me acostumei com sua forma de escrever e, para ser sincero, me apaixonei por ele, por Renia", disse à AFP.

"O triste deste diário é que... você sabe como termina. Mas, quando você lê, espera que o final seja diferente", lamentou.

Os poemas o impressionaram. Em um deles, sobre um soldado alemã, Renia Spiegel mostra empatia. "Amaldiçoo milhares e milhões/ Mas por um, ferido, choro".

- 'Tantos ismos' -

Magierski fez um documentário sobre as duas irmãs intitulado "Os sonhos destruídos" (em tradução livre) e, em colaboração com os Bellak, conseguiu que o diário fosse publicado na Polônia pela Fundação Renia Spiegel.

Em setembro, os três assistiram à estreia em Varsóvia. Elizabeth chorou ao ouvir uma atriz cantar um poema de sua irmã.

"Nacionalismo, populismo, antissemitismo. Todos esses 'ismos' voltam. E nós não queremos que a morte de milhões de pessoas volte a se repetir", disse à AFP. "Sabe que algumas pessoas nunca acreditaram no que aconteceu? Eu estava lá. Posso afirmar que aconteceu".

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