Cultura

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Até dezembro, a capital paulista recebe a exposição “O Ser Humano e a Água”. Por meio de uma experiência sensorial, imersiva e lúdica, a mostra reúne reflexões e propõe hábitos de consumo mais sustentáveis, alertando o público sobre a quantidade  de água que se gasta na produção de bens de consumo, além dos impactos ambientais causados pelo comportamento humano.

A exposição reúne sete ambientes interativos e instagramáveis, entre eles o “Túnel Sensorial – Estado da Água” que mostra os estados físicos da água (sólido, líquido e gasoso). Em seguida, o cenário “Quanta Água?” apresenta quantidade de água que o ser humano tem no corpo.

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O espaço “Somos Água” faz uma reflexão da quantidade de água presente no planeta e no corpo humano. Já o ambiente “Matemática da Água” faz uma interação com o público, explicando o uso da água pelo ser humano, desde as mais básicas e vinculadas à sobrevivência, até a produção de bens de consumo e seu uso industrial.

A “Sala das Águas”, mostra os danos causados aos oceanos e o papel dos cidadãos para ajudar o meio ambiente. Outro ambiente que busca chamar a atenção do público é a “Sala da Cachoeira”, os visitantes atravessam uma cachoeira de lixo, o objetivo é mostrar aos visitantes a quantidade de resíduos que o ser humano produz.

 

Serviço

“O Ser Humano e a Água”

Quando: Até 22 de dezembro (terça-feira a domingo) das 10h às 18h30

Local: Unibes Cultural - Rua Oscar Freire, 2.500 - Sumaré, SP

Ingresso pelo site

R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada)

 

Com um time renovado, agora composto por sete mulheres artistas, o projeto ‘Ocupe Chris’ chega à sua segunda edição. A mostra acontece em 26 de outubro, às 16h20 às 21, Ateliê das Águas Belas, na Madalena, área central do Recife, e segue aberta até 14 de dezembro.

No projeto, as artistas Alice Vinagre, Ana Flávia Mendonça, Ana Lisboa, Irma Brown, Laura Melo e Lia Letícia se juntaram à Christina Machado para vivenciar coletivamente seus processos de criação. Tendo a argila como matéria-prima, as sete mulheres artistas desenvolveram obras que dão vida à exposição coletiva “Ocupadas”.

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Assim como na primeira edição do projeto, que contou com os artistas José Paulo, Renato Valle, Rinaldo, Maurício Castro, Joelson, Dantas Suassuna e Daniel Santiago, além da própria Christina, as artistas se reuniram semanalmente, sempre às quintas-feiras, para produzir. Ao longo desses oito meses de vivência, elas desenvolveram trabalhos que resultaram não apenas em peças de barro, mas também em instalações e vídeos.

De acordo com Christina Machado, o nome escolhido para a mostra, “Ocupadas”, tem relação com a própria condição de ser mulher, de estar constantemente ocupadas, seja trabalhando, estudando e cuidando dos filhos, divididas entre a dupla ou tripla jornada.

A convite do Ocupe Chris, os músicos Vicente Machado e Chiquinho Moreira, ambos integrantes da banda Mombojó (PE), acompanharam o processo de criação das artistas e compuseram peças musicais inspiradas pela paisagem sonora do ateliê, misturando tanto o som de objetos comuns utilizados na produção das artistas, quanto outros sons de instrumentos musicais tradicionais. Como parte de uma das ativações da mostra, os dois artistas também farão uma apresentação ao vivo, com data a ser divulgada.

Serviço

Abertura da exposição “Ocupadas”

Sábado (26) | 16h20

Ateliê das Águas Belas (R. Águas Belas, 53 - Madalena)

Entrada Gratuita

Considerado um dos mais importantes nomes da música popular brasileira, o cantor Alceu Valença é tema da exposição interativa “A Energia dos Doidos, Motor da Imaginação”, que inaugura no dia 5 de novembro, no Recife. Em cartaz até o dia 5 de janeiro de 2020, no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), a mostra reúne cerca de 20 obras inéditas que remontam de forma imersiva a carreira e trajetória de vida do artista.

A partir de pinturas, instalações interativas e objetos eletrônicos, a exposição tem curadoria da artista plástica e designer Rose Pepee e proporciona, de forma lúdica, a interação do público com a história do músico. Seja nas canções, na literatura ou no cinema, a exposição transforma cada vertente do pernambucano em um espetáculo, que permite inúmeras interpretações ao espectador, por meio de diversas linguagens artísticas.

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Entre as obras expostas, destaca-se a instalação “Linha do Tempo”, na qual é possível ouvir por meio de audiodescrição em um headphone, histórias contadas pelo próprio Alceu. Outro ponto alto da mostra é a “Luneta do Tempo”, equipamento interativo audiovisual que brinca com o primeiro filme produzido pelo artista.

Com quase 50 anos de carreira, Alceu Valença é um dos mais celebrados artistas do país. Dono de canções emblemáticas que marcam diferentes gerações, à exemplo de “Anunciação”,“Tropicana”, “Pelas ruas que andei” e “La belle de Jour”, o artista de 73 anos arrasta multidões e corações com frevos, cocos e cirandas, que misturadas ao rock, guitarras, baixo e sintetizadores eletrônicos formam um estilo único que representa o Brasil e a essência e regionalidade do Nordeste.

“A Energia dos Doidos, Motor da Imaginação” inaugura em 5 de novembro às 19h, em Vernissage para convidados e com a presença do artista. As visitas à exposição poderão ser feitas a partir do dia 6 de novembro, de terça a sexta-feira, das 9h às 17h e das 14h às 17h, nos sábados e domingos.

Serviço 

Exposição em homenagem à Alceu Valença

6 de novembro | 9h

Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960 – Graças)

R$ 10 Inteira, R$ 5 Meia

Entrada gratuita nas quartas-feiras

Informações: (81) 3184-3170

A artista plástica carioca Rose Klabin entra em cartaz com a exposição Memórias da Resistência, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), nesta quinta (17). A mostra, que fica aberta até 19 de janeiro, é uma investigação da ancestralidade da própria artista a partir do ponto de vista feminino. 

A partir de pesquisas sobre sua descendência e as relações com sua própria família resultaram nas peças que compõem a mostra. A partir de seu olhar feminino, Rose Kablin imprime em suas obras o questionamento acerca de seu lugar no mundo e sua relação com a ancestralidade. 

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A mostra conta com esculturas, fotografias e projeção de vídeo que ficam em cartaz até janeiro de 2020 no Mamam, A trajetória da artista também é contada em um livro inédito, que leva seu nome no título. A publicação foi organizada por Douglas de Freitas e traz registros de diferentes momentos da produção de Kablin. 

Serviço

Memórias da resistência de Rose Kablin

Abertura

Quinta (17) - 19h

Visitação

Até 19 de janeiro de 2020

Terça a sexta -12h às 18h

Sábados e domingos - 13h às 17h

Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Rua da Aurora, 265 - Boa Vista)

Gratuito

 

A religião de matriz afro-indígena Jurema Sagrada é o mote para a exposição coletiva 'Olhares Negrxs Sobre a Jurema Sagrada', que abre suas portas nesta quinta (10), no Museu Murillo La Greca. A cerimônia de abertura terá a participação de Alexandre L'Omi L'Odò, juremeiro, historiador e mestre em Ciências da Religião, além da apresentação do grupo de rap Guerrilha Zona Norte.

Com 21 imagens produzidas por Rennan Peixe, Karla Fagundes e Kayo Ferreira, a mostra busca reafirmar a memória, história e a arte afro-indígena brasileira em um diálogo poético a partir da representatividade do universo da Jurema Sagrada em Pernambuco. Além disso, as obras se propõem a afirmar seu espaço no campo da fotografia documental e da arte.

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Antes da abertura da exposição, nesta quarta (9), às 19h, o Murillo La Greca promove uma roda de conversa sobre a mostra. Participam do debate os pesquisadores Valkiria Dias, Leonardo Moraes, Hélio Menezes, Rafael Pinto e André Vitor Brandão. Os artistas Rennan Peixe, Karla Fagundes e Kayo Ferreira também estão confirmados no debate. 

Serviço

Roda de Conversa sobre Olhares Negrxs Sobre a Jurema Sagrada

Quarta (9) - 19h

Gratuito

Abertura da exposição Olhares Negrxs Sobre a Jurema Sagrada

Quinta (10) - 18h

Gratuito

Museu Murillo La Greca (Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366, Parnamirim)

A partir da próxima quinta-feira (10), os passageiros do Metrô de São Paulo que trafegarem pelas estações Sé, Santa Cecília e Clínicas  terão a oportunidade de participar do projeto “O incerto lugar do desejo”. A instalação interativa “Linha do desejo”, formada por imagens captadas pelo fotógrafo Luciano Amado em Paris, quer ouvir as pessoas e instalou paineis interativos por meio dos quais é possível que os participantes gravem seus relatos sobre o desejo, um tema considerado embaraçoso para muitas pessoas.

Com direção da cineasta Paula Trabulsi, a mostra tem 23 fotografias que ficarão expostas diariamente nas estações das linhas 3 (vermelha) e 2 (verde) do Metrô. A equipe de produção vai considerar a participação do público que participar no dias 12 de outubro na estação Sé e no dia 9 de novembro na estação Santa Cecília. As narrativas do público podem estar no longa-metragem que leva o mesmo nome da instalação. O filme será gravado no ano de 2020 e tem como estrela a atriz Maria Fernanda Candido, que interpreta Ana Thereza, uma mulher repleta de um desejo capaz de desequilibrar seu cotidiano.

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Além da possibilidade da participação, quem fizer uma selfie com as imagens da instalação em plano de fundo ganhará ingressos para assistir ao documentário “O Incerto Lugar do Desejo”, em cartaz no cine Petra Belas Artes. Também é possível fazer parte do projeto acessando http://www.linhadodesejo.com.

Uma obra do artista de rua Banksy que representa um Parlamento britânico cheio de primatas foi leiloada nesta quinta-feira (3) por quase 9,9 milhões de libras esterlinas (12,1 milhões de dólares), um recorde para o autor, informou a casa de leilões Sotheby's.

A obra, intitulada "Devolved Parliament" ("Involução do Parlamento"), põe em cena chimpanzés sentados nos bancos verdes da Câmara dos Comuns no lugar dos deputados.

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A pintura data de 2009. O leilão durou 13 minutos e foi uma disputa entre 10 concorrentes, destacou a Sotheby's, dias depois de sessões particularmente agitadas na Câmara dos Comuns sobre o Brexit.

"Preço recorde para uma pintura de Banksy alcançado esta noite. Pena que não me pertença mais", reagiu o artista em um comentário no Instagram.

A tela, de 2,50 m por 4,2 m sem moldura, estava estimada entre 1,5 e dois milhões de libras esterlinas.

A Câmara dos Comuns foi o cenário de discussões particularmente intensas entre o primeiro-ministro, Boris Johnson, e os deputados da oposição.

"Nunca houve melhor momento para pôr este quadro à venda", havia dito à AFP Alex Branczik, chefe do departamento de arte contemporânea europeia na Sotheby’s, qualificando de "novela diária" as cenas dos últimos meses e semanas no Parlamento britânico.

Para ele, a obra de Banksy destaca "a regressão da democracia parlamentar mais antiga do mundo a uma atitude tribal e animal".

O quadro foi originalmente apresentado em 2009 no museu da cidade de Bristol (sudoeste do Reino Unido), cidade natal de Banksy.

Mas este ano, o artista, cuja identidade permanece um mistério, "expôs novamente a obra para coincidir com a data do Brexit", explicou Branczik.

Na ocasião, o quadro, anteriormente intitulado "Cuestion Time" ("Hora das perguntas"), foi renomeado.

No ano passado, Banksy chamou atenção na Sotheby’s, quando uma de suas telas se autodestruiu parcialmente logo após a venda.

Esta não foi a primeira vez que o artista de rua entrou na discussão sobre o Brexit.

Em Dover (sudeste), Banksy fez um mural que representa um homem retirando uma estrela da bandeira europeia com um cinzel, obra visível para milhares de motoristas e visitantes que entram no Reino Unido todos os dias.

Um grafite com mais de 10 mil metros quadrados - e potencial para entrar para o Guinness Book, o livro dos recordes, como o maior mural do mundo - deve ser inaugurado no próximo carnaval na região da República, no centro da capital paulista.

Batizada de Aquário Urbano, a intervenção começou a ser grafitada há três meses e vai ocupar as empenas cegas, as paredes laterais de edifícios que não têm janelas, de 15 prédios entre as ruas Major Sertório e a Bento Freitas.

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"O objetivo é chamar atenção para o tema do clima e do consumo exagerado que gera uma quantidade de embalagens desnecessária. Essa obra está tratando um pouco dessa relação com a natureza e fala também da relação do homem com a cidade", explica o ativista e produtor cultural Kleber Pagú.

O projeto é uma parceria de Pagú com o artista Felipe Yung, o Flip, que trabalha com temas marinhos e já teve seus grafites em galerias e ruas de Madri, Barcelona, Los Angeles, Londres, Paris e Tóquio.

Segundo o produtor cultural, a obra vai contar ainda com a possibilidade de visualização em 360 graus com o uso de óculos de realidade virtual.

"As pessoas vão poder baixar o aplicativo e ter acesso a vídeos, livreto explicativo e ver a obra de onde elas estiverem. É um aquário sem nenhum peixe em cativeiro", explica.

Segundo Pagú, há um movimento artístico de tomar as empenas dos prédios, como as que serão ocupadas pela intervenção na República. O produtor cultural, que já atuou com murais do gênero com o grafiteiro Eduardo Kobra, diz que o investimento para essa intervenção gira em torno de R$ 4 milhões e que o carnaval do próximo ano foi o período escolhido para a inauguração.

"O projeto é independente e começou há dois anos e oito meses. Começamos a pintura há três meses. A previsão é de ficar pronto no carnaval de 2020, quando a cidade está na rua, com milhões de pessoas circulando por São Paulo."

Itapevi

Em 2017, Kobra estabeleceu o recorde mundial com um mural que tinha 5.742 metros quadrados na parede de uma fábrica de chocolates em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Picasso ainda não foi completamente decifrado, segundo uma nova exposição em Paris sobre seu período mais enigmático, quando se considerava um "ilusionista", inventando as expressivas bocas abertas e os olhos amendoados que apareceriam mais tarde em "Guernica".

"Conhecemos muito bem o período Picasso cubista, clássico, erótico, do minotauro, do pós-guerra (...) Mas esta época havia ficado um pouco esquecida porque é muito enigmática", afirma à AFP Emilie Bouvard, curadora da exposição no museu batizado com o nome do artista espanhol.

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A mostra reúne 152 pinturas criadas entre 1926 e 1930 e é chamada "Picasso, quadros mágicos", adjetivo com o qual o crítico de arte Christian Zervos definiu em 1938 as obras criadas nesse período, habitadas por figuras estranhas, radicais, em contínua metamorfose.

No verão de 1926, Picasso tinha acabado de ser tema de uma grande retrospectiva em uma galeria parisiense, e se instalou em uma cidade na Costa Azul francesa, junto com sua esposa Olga e seu filho Paul.

O pintor "estava em um ponto morto, havia feito a exposição, pintado suas obras de dança, os violões (...) Nesse momento, tentou reinventar uma nova linguagem, que deu lugar ao Picasso que conhecemos tão bem", segundo Bouvard.

Nesse processo criativo, buscou reencontrar "as raízes de sua linguagem plástica, a invenção de um sistema de signos para descrever as partes do corpo, o retorno ao cubismo e à arte extra-ocidental", acrescentou a curadora.

O resultado foi uma experimentação sem limites da anatomia humana, primeiro com figuras lineares e depois com volumes monumentais. Picasso conferia a seus personagens, quase sempre femininos, uma grande expressividade, com frequência brutal, com duplo perfil e traços invertidos, como ilustrado na exposição nas séries de mulheres em um sofá ou dormindo.

"O que caracteriza esse período é que não sabemos exatamente o que estamos vendo", explica a curadora. Picasso se considerava naquela época um criador de "obras perturbadoras, estranhas e ilusionistas", acrescenta.

Tatuar o corpo pode parecer uma atitude bastante moderna, no entanto, essa forma de expressão já contabiliza mais de cinco mil anos de história. Um dos registros mais antigos foi descoberto nos restos mortais de um homem que teria vivido 3.300 anos antes de Cristo. Os pesquisadores que encontraram o fóssil, em 1991, chegaram à conclusão de que Ötzi - como foi batizado -, teria tatuado diversas linhas em seus punhos e tornozelos a partir da fricção de carvão em cortes verticais feitos na pele. 

Os desenhos gravados na pele já vistos com preconceito, no entanto, com sua popularização e a profissionalização de tatuadores, hoje é cada vez maior o número de adeptos. Mais que isso, à tatuagem foi conferido o status de arte e, assim sendo, está conseguindo conquistar cada vez mais o respeito das pessoas na sociedade.

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O caráter artístico vem chamando a atenção não só do público que decide se tatuar, mas também de artistas que antes se dedicavam a outras formas de expressão até se encontrarem com as tintas que, ao invés de pincel, pedem agulhas para se expressar. 

João Lin (@joaolin) é um deles. O artista tem em seu currículo trabalhos com ilustração, quadrinhos, teatro, vídeo arte, intervenção, design, literatura e música experimental. Há dois anos, após desenvolver um projeto pontual em que a tatuagem estava presente, ele descobriu um mundo de possibilidades que lhe arrebatou. "A minha intenção no início não era me tornar tatuador de fato, era fazer uma experiência como artista visual com um novo suporte e novas ferramentas que seriam desse universo. Mas o que aconteceu é que como eu não tinha essa clareza da dimensão dele e como isso também ia dialogar com o que eu já fazia, eu me surpreendi com as possibilidades e também com as descobertas que eu fui fazendo à medida que comecei a tatuar". 

Ele conta que começou a aprender a nova técnica com o amigo e tatuador Nando Zevê, proprietário do ZV Tatuagem e Galeria, onde hoje Lin atende seus clientes. O aprendizado o impactou não só tecnicamente mas, também, criativamente: "na verdade, ampliou muito a minha visão de desenho, a minha surpresa inicial grande foi quando eu percebi que meu desenho foi mudando quando eu comecei a tatuar por questões muito diversas". 

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João conta que encontrou nessa área uma complexidade e uma forma de expressão mais poderosas do que ele podia imaginar e que a relação de troca que há na tatuagem se manifestou de forma intensa em seu trabalho. "Eu sempre achei uma coisa muito desafiadora você trabalhar, construir uma marca com o outro. Isso eu acho super complexo. O desenho é um elemento só, a tatuagem de fato ela é muito mais ampla. Isso eu sempre achei algo quase inatingível. Ter essa abertura de construir dessa forma um trabalho de desenho, normalmente os desenhistas trabalham muito individualmente, eu achava muito difícil que eu pudesse na tatuagem ter de fato esse trânsito e essa condição de fazer algo que depende do outro de uma maneira essencial". 

Raoni Assis (@assisraoni) e Nando Portela (@nandocportela), que atuam no Nyx Stúdio, também são tatuadores com experiências prévias nas artes visuais. O primeiro - que, inclusive afirma não se achar um tatuador mas sim "um ilustrador que tatua" -, partiu para as agulhas após alguns amigos pedirem desenhos seus para tatuarem. Trabalhando com a arte na pele há cerca de quatro anos, ele fala sobre as particularidades do ofício: "É uma superfície diferente. É específico, o próprio ritmo da mão, você não tem a mesma velocidade (como quando faz uma ilustração). É uma técnica específica, assim como quando você faz na parede com spray, com tinta acrílica, com aquarela, cada coisa tem o seu jeito. Eu faço só desenhos meus, ainda me quebro muito de fazer, gosto muito de melar de tinta os meus trabalhos e na tatuagem não dá, aí pra chegar no que eu gosto eu ainda me quebro muito". 

O "ilustrador que tatua" trabalha no estilo free hand, que consiste em criar desenhos na hora diretamente na pele do cliente. Ele comenta que a relação de confiança e responsabilidade de estar marcando sua arte em outra pessoa é algo que faz diferença na hora de criar: "Eu acho que a parte mais difícil pra mim é essa, é em uma pessoa. As primeiras que eu fiz foram em amigos, e eu sei o que eles estavam esperando, mas você fazer uma tatuagem num cliente aleatório, um negócio que vai ficar marcado, a pessoa tem que gostar muito do que você tá fazendo, ela já tem que gostar da sua linha de trabalho pra te chamar". 

Para Nando Portela, pintar em telas que saem caminhando por aí levando sua obra é algo tão significativo que já causou embates consigo mesmo: "Isso é uma coisa que já me gerou um conflito por conta da exposição em si, mas é massa. A questão de ver na pele, quando já está cicatrizada, já dá aquela felicidade". O tatuador começou a trabalhar com artes visuais em 2016, fazendo pintura em acrílica e murais, no ano seguinte já estava tatuando. "Em algum momento eu tive um insight e lembrei que na minha infância eu comentava que seria tatuador, e isso foi reprimido logo, mas depois eu me lembrei desse desejo", rememora o artista.

Portela acredita que a tatuagem, atualmente, tem um potencial de atração do público até maior do que outras expressões artísticas. Ele trabalha com desenhos próprios, inspirados na cultura popular pernambucana, com pitadas de movimento armorial e literatura de cordel, e sua produção na tatuagem já está lhe levando para outras expressões: "O meu trabalho individual me fez estudar o artesanato em si e de algum modo a tattoo me trouxe para a produção de artesão. Consegui ver que o traço que construí para a tattoo eu consigo levar agora para cerâmica e para madeira". 

Arte autoral

Poder tatuar a obra de um artista autoral é algo que vem ganhando cada vez mais espaço entre os adeptos da tattoo. Desenhos com traços característicos, que carregam com si uma assinatura, têm além de um estilo próprio um valor subjetivo maior. "Vai além não só de você ter uma exclusividade mas é esse tatuador que agora é reconhecido no lugar do artista plástico também, esse tatuador que vai trazer uma poesia, uma poética com ele. É o interesse da pessoa (cliente) de querer saber como essa pessoa construiu isso, o que faz a pessoa investir nesse tipo de trabalho, ser um artista que você se importa com a narrativa que ele traz, acho que isso é uma coisa bacana", diz Nando Portela. 

Para Raoni Assis, a construção da obra durante a tatuagem é mais complexa do que quando assina um contrato para criar uma ilustração. Esse já vem com cláusulas que garantem certa interferência do contratante, mas na tatuagem, isso não acontece e a construção do trabalho acaba sendo conjunta. "Eu acho que não tem muito limite (de interferência), é dentro do que você está disposto a fazer", sintetiza o artista. 

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Já João Lin afirma que se expressar através da tatuagem envolve uma mágica especial que o faz querer cada vez mais enveredar por esse caminho. Para ele, a intensidade da troca desde o contato inicial com seu cliente até o produto final confere à sua obra valor único que pode levar seu fazer artístico muito além: "É você perceber o seu desenho de uma forma dinâmica e viva. Ele ganhou vida porque ganhou a personalidade da pessoa, então já não é mais o desenho que tá no papel, o desenho do papel é só meu mas quando ele tá com você, você faz o seu discurso com aquele desenho. Então, não é mais o meu discurso apenas. O discurso daquele desenho é alterado pelo discurso de quem o carrega. Quem já vem da tatuagem acho que não percebe tanto isso, porque isso já é o que a pessoa faz, isso já é natural. Mas, pra mim, não era natural. Ver o desenho vivo foi uma experiência muito impressionante e foi o que me deixou com tesão de tatuar".

Imagens: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Uma obra do artista de rua Banksy, representando um parlamento britânico cheio de primatas, será leiloada na próxima semana em Londres, dias após uma sessão particularmente agitada na Câmara dos Comuns sobre o Brexit.

Batizada de "Parlamento Devolvido", esta pintura mostra chimpanzés sentados nos bancos verdes da Câmara dos Comuns, substituindo os políticos.

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Apresentado à imprensa nesta sexta-feira, o trabalho será exibido na Sotheby's a partir de sábado (28), antes de seu leilão na próxima quinta-feira (3), um mês antes da data planejada para o Brexit em 31 de outubro.

"Nunca houve um momento melhor para colocar essa obra à venda", disse à AFP Alex Branczik, chefe do departamento europeu de arte contemporânea da Sotheby's, definindo as cenas registradas nos últimos meses e semanas no parlamento britânico de "novela diária".

Para ele, o trabalho de Banksy destaca "a regressão da mais antiga democracia parlamentar do mundo em uma atitude tribal e animal".

A pintura foi originalmente apresentada em 2009 no museu da cidade de Bristol (sudoeste do Reino Unido), de onde Banksy é originário.

Este ano, o artista, cuja verdadeira identidade permanece um mistério, "expôs o trabalho de novo para combiná-lo com a data do Brexit, inicialmente prevista para 29 de março de 2019", explicou Branczik.

Antes chamado "Sessão de perguntas", o quadro foi rebatizado para a ocasião.

O tatuador pernambucano Nando Zevê promove uma série de debates, workshops e oficinas coletivas gratuitas para os interessados na arte da tatuagem. As ações acontecem a partir deste sábado (28) até o dia 19 de novembro e integram o Salão Contemporâneo de Tattoo, parte da programação do Festival Coquetel Molotov. 

Abrindo as atividades, João Lin ministra a Oficina de Desenho Non Sense, na ZV Tatuagem e Galeria. O curso tem a proposta de apresentar técnicas e processos criativos envolvendo o desenho além de investigação de estilo autoral. Já na segunda (30), a artista Ianah ministra a oficina Free Hand. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo nandozeve@gmail.com.

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O cronograma segue no mês de outubro, com oficinas de Tattoo Handpoke, com Hannah Storm, no Museu de Arte Aloísio Magalhães (MAMAM), Oficina de Desenho com Lucas Fausino, na ZV Tatuagem e Galeria, nos dias cinco e 13, respectivamente. No dia 16 de outubro, os artistas selecionados promovem uma grande 'desenhada' no MAMAM e no dia 23, no mesmo local, acontece um bate papo sobre representatividade na tatuagem. O encerramento das ações acontece no dia 19 de novembro com a exposição da Magda Santana, três dias após o 3º Salão Contemporâneo de Tattoo no Caxangá Golf Clube que acontece durante o Festival No Ar Coquetel Molotov.  

Programação

Oficina de Desenho Non Sense, com  João Lin - Local: ZV Tatuagem e Galeria  - 28/09

Oficina Free Hand, com Ianah - Local: MAMAM - 30/09 

Oficina de Tattoo Handpoke, com Hannah Storm - Local: Mamam - 05/10

Oficina de Desenho, com Lucas Faustinho - Local: ZV Tatuagem e Galeria - 13/10

Desenhada dos artistas selecionados - Local MAMAM - 16/10

Bate Papo sobre Representatividade na Tattoo - Local: MAMAM 23/10

Abertura da exposição da Magda Santana - Local: Zv Tatuagem e Galeria. - 19/11

Locais:

Estúdio ZV Tatuagem e Galeria - Localizado na Galeria Joana D'Arc – Pina

MAMAM - Rua da Aurora, 265 - Boa Vista

Caxangá Golf Club - Av. Caxangá, 5362 - Iputinga

A edição 2019 da Bienal do Barro vai oferecer um curso sobre história da arte. Intitulado 'O que é a Bienal do Barro?', o curso acontece  no dia 1º de outubro, das 14h às 18h, no auditório do Museu do Barro, em Caruaru. 

O curso vai abordar conteúdos sobre ensino da arte, história da arte e arte contemporânea, além de apresentar as propostas da Bienal do Barro para esta nova edição. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail educativobienaldobarro@gmail.com.

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Os interessados devem enviar o e-mail informando nome completo, endereço, telefone, atividades profissionais em que atuam e justificar o motivo de seu interesse no curso. As inscrições devem ser feitas até a próxima quarta (25).

 

Nesta terça (24), a Caixa Cultural abre as portas para o projeto Curva do Mundo, que reúne a poesia, peças de artes visuais e audiovisual e a música do produtor cultural e consultor em políticas culturais Afonso Oliveira. Além de celebrar os 50 anos de vida do artista, o evento vai contar com o lançamento do livro que dá nome à exposição que fica em cartaz até 13 de outubro.

Curva do Mundo reúne 15 obras em acrílica sobre tela e papel como desdobramento do livro que dá nome à mostra. As peças são inspiradas em temas como ancestralidade, diversidade cultural, sentimento, respeito às diferenças, cotidiano e lugares e retratam parte da vivência do artista com a música e a cultura popular.

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O trabalho como compositor de Afonso também tem espaço no projeto. Serão lançadas, até junho de 2020, 13 músicas e 13 clipes que serão produzidas por vários artistas e grupos pernambucanos como Valdir Afonjah, Maracatu Estrela Brilhante do Recife, Quinteto Violado e Raízes de Arcoverde. 

A música Rainha do Congo será apresentada em primeira mão junto com o clipe em homenagem a Dona Marivalda, rainha do Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu. Por fim, Afonso vai apresentar uma performance com a participação de Dona Marivalda e sua nação. 

Serviço

Projeto Curva do Mundo - Poesia, artes visuais e música

Abertura com lançamento do livro e performance

Terça (24) - 19h

Visitação até 13 de outubro

Terça a sábado - 10h às 20h

Domingo - 10h às 17h

Caixa Cultural do Recife (Bairro do Recife)

Gratuito

 

A Caixa Cultural Recife inaugura a exposição “Guita Charifker – Paisagem Onírica" nesta quinta-feira (26), às 19h. A mostra apresenta a trajetória de intensa atividade artística da pintora pernambucana Guita Charifker, falecida em 2017 e reconhecida nacional e internacionalmente pela maestria na aquarela figurativa.

A exposição traça um panorama de sua produção reunindo obras produzidas desde a década de 1960 e também fotos e vídeos que irão apresentar a artista e as fases de sua obra. E conta com a curadoria de Marcus de Lontra Costa. A entrada é gratuita.

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Sobre a Artista:

Guita Charifker nasceu no Recife em 1936. Pintora, desenhista, aquarelista, gravadora e escultora, a artista se engajou desde cedo no movimento artístico da cidade. Aos 17 anos, estudou desenho e escultura no Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna, no Recife, ao lado do gravador Gilvan Samico e do pintor José Cláudio, entre outros, sob orientação de Abelardo da Hora.

A artista produziu desenhos de inspiração surrealista, associando formas humanas a animais e vegetais, realizados com precisão de detalhes, em obras de forte impacto visual e caráter fantasioso. Premiada Nacional e internacionalmente, Guida já expôs suas obras em importantes espaços culturais no Brasil, como Museu Nacional de Belas Artes, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães – MAMAM.

Em 1974, recebeu o prêmio de viagem ao México no Salão Global de Pernambuco. A visita ao país latino marcou também a pintura de Guita, uma vez que as aquarelas tornaram-se ampliações de detalhes da natureza, e folhas e troncos, pretexto para áreas de cor. Batizada de "Arquitetura das Cores", pelo crítico de arte Paulo Herkenhof, a artista ressalta em suas obras a construção de texturas, volumes, planos e profundidades.

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Serviço

Exposição Guita Charifker – Paisagem Onírica

Abertura: Quinta-feira (26) | 19h

CAIXA Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505)

Gratuita

Classificação Livre

Informações: (81) 3425 1915

 

O livro "Caraparu e seus encantos", do fotógrafo Celso Sampaio Siqueira de Lobo, terá lançamento dia 1º de outubro, na sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PA), em Belém. Junto com o lançamento haverá uma exposição fotográfica que permanecerá o mês todo no TCE. O evento começa às 11 horas, com entrada franca.

O projeto do livro começou no final de 2017. Em abril de 2018, foi apresentado ao projeto SEMEAR (Programa Estadual de Incentivo à Cultura) e aprovado em junho.  Contou com um patrocinador. 

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Segundo Celso Lobo, fotógrafo e autor do livro, um dos objetivos é incluir Caraparu na rota turística do Pará. “Estive em Caraparu em 2015, convidado por um fotógrafo para fazer fotos do Círio e me encantei”, disse Celso Lobo. O livro teve lançamento em Caraparu no dia 3 de agosto. “Foi uma maneira de prestigiar o povo do distrito que me acolheu”, afirmou.

De acordo com Celso, a obra foi dividida em três "encantos". O primeiro com as belezas da vila de Caraparu; o segundo é o Círio, com fotos de 2015 até 2018; o último encanto são as maravilhas do rio e da comunidade em si. “É possível observar no livro o extrativismo como sobrevivência dos moradores para a sua subsistência”, assinalou.

Caraparu é um distrito do município de Santa Izabel, a 42 quilômetros de Belém. Segundo o fotógrafo, o Círio de Caraparu é totalmente diferente de todos os outros do Pará. “No Círio de lá ninguém vai a pé, tem que ir remando na canoa. São duas horas remando da capela do distrito até uma capela que fica em uma fazenda da comunidade Cacoal. Depois são duas horas e meia voltando, porque é contra o rio. São quatro horas e meia remando.”

O Círio ocorre no dia 8 de dezembro e é conhecido como Círio dos Fotógrafos, devido à grande quantidade de fotógrafos que participa. “Em Caraparu, o turista terá a vivência da Amazônia, vai andar nas trilhas, nadar e remar no rio, escutar o canto dos pássaros e ver as árvores monumentais”, explicou.

Celso Lobo gosta de fotografar a natureza e a fauna amazônica. Fez uma foto em Caraparu que rodou o mundo e esteve exposta no Museu do Louvre, em Paris, e em Liechtenstein. Foi vencedor do primeiro lugar no Concurso do Oscar da Fotografia em Fotojornalismo e Turismo pela Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo do Pará (Abrajet-Pará), em 2017.

Por Quezia Dias (com apoio de Ana Luiza Imbelloni).

Estão abertas as inscrições para a oficina “Luz e Memória: Introdução ao Video Mapping”, que será ministrada pela artista visual paraense Izabella Reis, de 25 de setembro a 8 de outubro, do horário de 9 às 12 horas, na Casa das Artes. As inscrições podem ser feitas por meio de formulário até sexta-feira, 20 de setembro.

A oficina é destinada a todos os interessados na linguagem artística do video mapping, técnica de projeção que consiste em programar conteúdos audiovisuais para serem projetados em objetos e superfícies regulares ou irregulares, como fachadas de prédios e monumentos. A técnica permite que o artista faça a interação entre o conteúdo audiovisual e a arquitetura local. Para isso, a perspectiva e a luz sobre o objeto devem ser devidamente estudados antes da projeção.

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Formada em Artes Visuais, Izabella Reis é Video Jockey, ou VJ - como se chamam os criadores das obras de video mapping - e produtora de cinema. Segundo a artista, o propósito da oficina é construir uma memória coletiva sobre o Círio de Nazaré por meio das projeções que serão criadas com os participantes durante a atividade, além de mostrar e contextualizar historicamente o video mapping.

“Vai ser feito um apanhado histórico do cinema, primeiramente. Vou falar sobre a projeção da luz, o teatro de sombras, os primeiros projetores, de que forma o video mapping começou a ser visto como entretenimento, e como é usado na arte contemporânea. Além de falar dos artistas nacionais e internacionais”, conta Izabella Reis, que teve como tema de seu trabalho de conclusão de curso, a pesquisa “O uso do video mapping como ferramenta para a construção de cenários para projeção mapeada”.

Os participantes da oficina “Luz e Memória: Introdução ao Video Mapping” irão projetar, como resultado da imersão, imagens do acervo da Casa das Artes que trazem o tema do Círio na lateral da Basílica Santuário de Nazaré. “A construção entre memória e identidade é algo que nos modela e pode ser modelado, assim como é a memória do Círio. Podemos construir essa memória afetiva. Você pode trabalhar com essa memória não linear, através das imagens no vídeo mapping”, explica a artista visual Izabella Reis.

Izabella Reis trabalhou na direção de produção da primeira temporada da websérie “Pretas”, do diretor Lucas Moraga, filme vencedor do Festival Osga de Vídeos Universitários da Universidade da Amazônia (UNAMA), em 2016, e premiado internacionalmente. Atualmente, dirige a produção de uma nova websérie chamada “Descobrindo o Pará por sua gente” e desenvolve uma pesquisa artística sobre video mapping que traz como tema a relação do homem com a natureza amazônica.

Serviço

Oficina “Luz e Memória: Introdução ao Video Mapping”, de 25 de setembro a 8 de outubro, das 9 às 12 horas.

Inscrições: R$ 20 (Clique aqui)

Casa das Artes. Praça Justo Chermont, 236, Nazaré, Belém.

Por Yves Gabriel Lisboa.

A UNAMA - Universidade da Amazônia inicia uma nova temporada de atividades para a Galeria Graça Landeira, com a exposição “Inabalável” a partir da próxima quarta-feira (25). A mostra vai reunir trabalhos artísticos de alunos do curso de Artes Visuais da Universidade. A reinauguração do espaço será às 19h, na Galeria, que fica no campus Alcindo Cacela. A exposição conta com a parceria da Casa das Artes e Fundação Cultural do Estado do Pará. A participação é gratuita e aberta ao público.

Os projetos têm a gestão do Museu de Arte UNAMA e estão vinculados ao Programa de Pós-graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCLC) da Universidade. A mostra conta com a curadoria de Melissa Barbery, integrante do Conselho Curador do Museu de Arte UNAMA e reúne desenhos, gravuras, pinturas, fotografias, objetos, vídeos e performances de 24 artistas, incluindo trabalhos de alunos da Universidade Federal do Pará. Os trabalhos são resultado da 1ª Mostra da Produção Universitária de Artes Visuais do Pará, apresentado em julho deste ano, pela Fundação Cultural do Pará, por meio da Casa das Artes.

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De acordo com o responsável pela nova programação do espaço, o coordenador do Programa de Pós-graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCLC) da UNAMA, Edgard Chagas, este momento marca o retorno de um espaço expositivo de grande importância para a difusão da arte contemporânea na cidade. “Trata-se de uma retomada fundamental, pois a reabertura da Galeria Graça Landeira ao grande público traz de volta aos olhos da cidade um espaço expositivo de grande projeção local e nacional. Esta galeria de arte, inaugurada em 1993, teve uma atuação muito relevante para a comunidade artística e sempre foi considerada um importante espaço expositivo para a cidade ao longo de mais de duas décadas”, afirmou o professor.

Compreender a galeria como um espaço do museu e articulador entre os eixos de ensino, pesquisa e extensão da Universidade é o principal foco da nova coordenação. “O Museu e suas galerias integradas, incluindo a Galeria Ananin, anexa ao Museu no Campus Ananindeua, representam o uso sistemático desses espaços como campos de pesquisa, atividades de extensão e dispositivos acadêmicos de uma instituição de ensino superior. Absorver o significativo acervo do Museu e as experiências decorrentes das ações expositivas, incluindo a difusão de seu patrimônio artístico nos espaços expositivos da instituição, constitui-se como um vasto e complexo objeto de pesquisa, ensino e extensão”, declarou.

A Galeria de Arte Graça Landeira funcionará de segunda a sexta-feira, em horário comercial, no hall de entrada do campus Alcindo Cacela da UNAMA, localizado no bairro do Umarizal (Av. Alcindo Calcela, 287). A exposição “Inabalável” ficará aberta até o dia 31 de outubro. A entrada é gratuita.

Serviço

“INABALÁVEL” – nova temporada da Galeria Graça Landeira

Data: 25 de setembro (quarta-feira)

Horário: 19h

Local: Galeria Graça Landeira, campus Alcindo Cacela da UNAMA (Av. Alcindo Cacela, 287 – Umarizal)

Entrada gratuita

Por Alessandra Fonseca/Ascom UNAMA

O salão de exposições do Teatro Adamastor, em Guarulhos, reunirá de 21 de setembro a 17 de novembro trabalhos do coletivo Fotógrafas Guarulhenses para a mostra "Universo Feminino". A exposição quer valorizar e divulgar a produção fotográfica de mulheres que moram ou trabalham na cidade.

O coletivo surgiu em 2017 pela necessidade de promover trabalhos de fotografas que lutam por mais igualdade e espaço no segmento. A fotógrafa e curadora da exposição Marina Pinto fala que a paixão pela fotografia uniu essas mulheres. "Somos muitas, somos fortes, umas avós, outras nem filhos têm, empreendedoras, profissionais liberais, profissionais em outras áreas, amadoras, com idades variadas, formação e desejos diferentes, mas a paixão pela fotografia nos une", explica.

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A amostra contará com trabalhos fotográficos de Bianca Rebequi, Cati Vallin, Daniela Souza, Isabella Lino, Márcia Picoloto, Ariel Magalhães, Karen Eger, Gaby Vieira, Paulina Riquelme, Camila Rhodes, Tatiane Sabino, Renata Nascimento, Marisa Quintal, Jaqueline Aparecida, Rosi Beraldi, May Alves, Luka Alves, Ângela Sellin, Thais Andressa, Tatiane Farias, Odete Santos, Janaína Reis, Li Mazzieri e Marina Pinto.

No dia 28 de setembro, às 19h, haverá um encontro com as fotografas.

Serviço

Exposição "Universo Feminino"

Quando: de 21 de setembro a 17 de novembro, das 9h às 22h

Local: Centro Municipal de Educação Adamastor – Salão Expositivo, Avenida Monteiro Lobato, 734, Macedo, Guarulhos - SP

Entrada gratuita

Classificação livre

por Thiago Apelbaum

A artista plástica Carla Beltrão lançou a exposição “As asas”, no Espaço Cultural Clóvis Moraes Rêgo do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA), na quinta-feira (12). A mostra é composta de obras feitas de tecidos aproveitados de sombrinhas e de roupas doadas, material usado como matriz não convencional de gravura, inspirada a partir da técnica de xilogravura (gravura talhada em madeira) e tem como objeto principal as asas do urubu, ave conhecida dos moradores de Belém. 

Carla Beltrão se autodenomina como “oficineira” e relembra que a ideia de usar material reaproveitado é uma forma de reutilizar o que seria descartado no meio ambiente. “Pensava em ser acolhida pelo meio ambiente com a minha arte. Foi assim que encontrei os tecidos das sombrinhas e depois comecei a usar as roupas usadas das pessoas. Aliado a essa ideia, tem o fator poético, que se apresenta quando as pessoas me doam as roupas e quando as transformo em arte. Quem compra leva consigo um pouco desse sentimento, os abraços, os sofrimentos e as alegria. A nossa roupa é a segunda pele da gente”, detalhou.

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As obras da exposição remetem à liberdade e à diversidade representadas pelas asas do urubu. “Eu tenho um amor muito grande pela história dessa cidade, pelo Ver-o- Peso. Também venho da periferia e é importante falar da dificuldade que é sobreviver de arte quando se é de lá. Mas é a única forma que a gente tem de transformar o meio em que a gente vive e criar consciência. O urubu representa a cultura paraense”, disse a artista.

Educadora, Carla Beltrão leva a sua arte também àquele universo. “É trabalhando com a educação informal que, de fato, poderemos mudar algumas realidades. Sou cria da Fundação Curro Velho, uma escola de arte não formal voltada para a comunidade. Foi sendo instrutora de extensão na Fundação que aprendi com meus alunos e cresci com eles”, explicou. 

A expositora falou sobre a importância do Espaço Cultural do tribunal como fomentador da cultura local. “Agradeço a oportunidade e espero que outros espaços culturais sejam abertos na cidade”, concluiu. 

Serviço 

Exposição "As asas".

Local: Espaço Cultural Clóvis Moraes Rêgo (TCE-PA). 

Data: Até o dia 28 de setembro. Hora: Das 8h às 14h.

Da assessoria do TCE-PA.

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