Cultura

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O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) recebe a partir desta quinta-feira (25) a exposição da artista mineira Juliana Gontijo (33). "O Tempo é Implacável" traz imagens e textos que refletem sobre tempo, o corpo e o que acontece com o sujeito que se percebe nesta transição. De acordo com Juliana, uma das inspirações para compor a exposição foi o poema "O Rio" do pernambucano João Cabral de Melo Neto.

 A exposição é a terceira de uma artista feminina realizada em 2019 e faz parte do projeto do MAMAM de dar maior visibilidade às questões de gênero. 

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Serviço 

Exposição “O Tempo é Implacável” 

26 de abril a 16 de junho 

Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Rua da Aurora, 265 - Boa Vista) 

(81) 3355-6870 

Por André Filipe

 A Galeria de Arte Corbiniano Lins, no Sesc Santo Amaro, na Região Metropolitana do Recife, recebe a partir desta quinta-feira (25), a exposição 'Afetos e memórias'. A mostra homenageia a artista plástica pernambucana Ezilda Goiana.

Com 20 telas que compõem o acervo pessoal da artista, as obras retratam manifestações culturais e a relação dos homens com a natureza. Além das pinturas, o Sesc vai trazer na Galeria referências do jardim da homenageada.

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A visitação é gratuita e pode ser feita até o dia 14 de junho. Grupos escolares podem fazer agendamento.

Serviço

Exposição “Memórias e afetos”

25 de abril a 14 de junho

Entrada gratuita

Sesc Santo Amaro (Rua 13 de Maio, 455, Santo Amaro)

(81) 3267.1728

O Museu do Estado de Pernambuco, localizado na Zona do Norte do Recife, recebe nesta terça-feira (23), o lançamento da exposição ‘Agô’, da fotógrafa Roberta Guimarães. A mostra fica disponível para visitação até o dia 2 de junho e exalta os terreiros de candomblé de Pernambuco.

Com 40 imagens, o trabalho é fruto de três anos de pesquisa realizada por Roberta em 14 terreiros de xangô do Estado. O trabalho também resultou no livro “O Sagrado, a pessoa e o orixá”, lançado em 2013. Nos registos, são mostrados particularidades dos rituais, respeitando a tradição e a religiosidade. “O xangô faz parte da nossa identidade, da nossa cultura, e nos ensina sobre amor, afeto e tolerância”, diz Roberta.

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A exposição contará com áudiodescrição para as fotos expostas, com libras e legendas, além de visitas guiadas direcionadas a pessoas com deficiência visual e auditiva. A entrada na abertura da exposição é gratuita. Nos outros dias, a entrada é o valor de acesso do museu: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).

Serviço

Exposição 'Agô'

Terça a sexta | 9h às 17h; Sábados e domingos | 14h às 17h

 Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960 - Graças, Recife) 

R$ 6 e R$ 3 (meia)

No próximo sábado (27), o Museu Murillo La Greca, na Zona Norte do Recife, recebe a exposição ‘Risco! Atelier Aberto: A Eduardo Souza (in memorian)’. O projeto homenageia o artista Eduardo Souza, que morreu em março de 2018 e foi referência em expografia no Nordeste, além de ser mentor do projeto.

“Eduardo foi uma pessoa de energia criativa enorme, que formou muita gente. Era muito preocupado em pensar o fazer artístico para além da produção de uma obra, mas a partir de todos os agenciamentos necessários para tornar a obra pública: seja no ato expositivo, seja no processo de formação técnica e teórica. Uma pessoa muito importante para o Recife e primordial para que o Risco! seja o que é”, enfatiza Bruna Rafaella Ferrer, coordenadora-geral.

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‘O Risco! Atelier Aberto’ foi um projeto que ofertou oito formações gratuitas em artes visuais que tinham como eixo central a performática do corpo e o registro gráfico. A exposição contará com a exibição de desenhos, esculturas, livros e pinturas desenvolvidos durante a ação.

Durante a abertura do evento , haverá sessão de desenho de modelo vivo e conversa com os participantes da ação. O evento é gratuito e tem classificação livre. Ao longo do mês, também serão realizadas sessões abertas de desenho de modelo vivo e debates no espaço expositivo.

Serviço

Exposição Risco! Atelier Aberto: A Eduardo Souza (in memorian)

27 de abril | 16h

Museu Murillo la Greca (R. Leonardo Bezerra Cavalcante, 366 – Parnamirim, Recife) Entrada gratuita

*Com informações da assessoria

O Salão de Exposições do Adamastor, em Guarulhos, recebe a exposição "Da Terra" até o dia 14 de julho. A mostra reúne obras do acervo pessoal do empresário e colecionador de arte Roberto Vilela, presidente da RV Ímola e responsável pelo Espaço Cultural Alcedino Vilela.

A curadora da exposição Anna Guerra diz estar agradecida pelo espaço receber a exposição e relata que a reunião de obras de brasileiros como esta, é o incentivo que artistas precisam para divulgar seus trabalhos.

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Os visitantes terão a oportunidade de conhecer obras como "A Oferenda", de Bento Moura, "A Última Ceia", de Alberto Lacet, e a "Dança Delirante no Teatro Lisérgico", do carioca Walter Goldfarb.

 

Serviço

Exposição Da Terra

até 14 de julho, diariamente das 9h às 22h

Salão de Exposições do Adamastor Centro - Avenida Monteiro Lobato, 734, Macedo, Guarulhos – SP

Gratuito

por Junior Rodrigues

Com mais de 115 mil visitantes desde sua abertura, a megaexposição "Quadrinhos" já é a terceira maior mostra da história do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo. O espaço traz uma ampla retrospectiva da 9º arte contada por meio de revistas, obras originais, itens raros dos diversos segmentos das HQs e em ambientes temáticos e imersivos que fazem com que os fãs se sintam dentro do universo dos personagens, independentemente da idade.

Para reunir os mais de 600 itens que integram a exposição, a curadoria trabalhou duro por aproximadamente dois anos, conforme destaca a diretora de produção Vanessa Ferreira em entrevista ao LeiaJá SP. "Inicialmente, nosso curador Ivan Freitas da Costa pensou em fazer uma mostra sobre o Batman, mas achamos que seria um nicho muito fechado, então pensamos em trazer várias histórias em quadrinhos. Para isso, fizemos pesquisas de acervo e cenografia, visitamos alguns cartunistas e até pegamos algumas obras emprestadas", explica.

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A mostra não segue uma linha do tempo, mas foi dividida em HQs da Europa, dos Estados Unidos, do Japão e da América Latina. Entre as obras que o público pode ver de perto estão raridades como a primeira edição de "O Pato Donald" (1950), um exemplar da revista "Giant-Size X-Men" (1975), os primeiros gibis de "Turma da Mônica", de Mauricio de Sousa, e desenhos originais de Ziraldo, que, na exposição, é homenageado com uma sala inspirada em seu ateliê.

"Nós tentamos ampliar o que são as histórias em quadrinhos e mostrar a importância delas para o público que gosta e, também, para quem não conhece essa arte. A exposição é muito legal para as pessoas entenderem e terem acesso tanto aos HQs antigos quanto aos contemporâneos", acrescenta a diretora de produção da mostra.

Fã de quadrinhos americanos, a professora Juliana Soares, 30 anos, gostou bastante do formato da exposição. "Achei legal porque aqui não é só para observarmos os HQs parados, mas sim com algumas opções de movimentos, que faz a gente ter uma leitura diferente de tudo. E também dá para conhecermos melhor a história da humanidade e a linguagem dos quadrinhos, aumentando nossa bagagem cultural", conta.

Além das centenas de itens dos gêneros de super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá e faroeste, o espaço traz ainda uma sala dedicada à arte erótica, que entrou de forma clandestina no universo dos quadrinhos e se popularizou por meio de revistas em formato pequeno, como "Tijuana Bibles", "Dirty Comics" ou "Eight Pagers", lançadas na década de 1920, nos EUA, e explorando personagens famosos do cinema. Mas a visita a esse espaço é restrita para maiores de 18 anos.

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Serviço:

Exposição "Quadrinhos"

Quando: até o dia 26 de maio

Onde: Museu da Imagem e do Som – MIS

Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo, SP

Horário: de terça a sábado, das 10h às 20h, domingo e feriados, das 9h às 18h

Ingressos: antecipado R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Na bilheteria R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia)

Entrada gratuita às terças-feiras

As narrativas da cultura e religiosidade brasileira retratadas nas pinturas de Tarsila do Amaral estão expostas na mais ampla mostra dedicada à artista, que foi figura central do modernismo no século 20. Sediada no Museu de Arte de São Paulo (Masp), a produção “Tarsila Popular” reúne 92 obras a partir de novas perspectivas, leituras e contextualizações, que chamam a atenção dos visitantes.

Influenciada pelos estilos modernos da pintura europeia, como o cubismo, ao longo de sua carreira Tarsila explorou a identidade nacional por meio de paisagens do interior ou do subúrbio, da fazenda ou da favela, povoadas por indígenas e negros, personagens de lendas e mitos, repletos de animais e plantas, reais ou fantásticos.

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O quadro “Abaporu”, de 1928, no qual o nome indígena significa “homem que come carne humana”, é um dos mais admirados pelos visitantes da mostra. A obra inspirou o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, que tinha o intuito de  absorver a cultura europeia a partir de um ponto de vista nacional, a transformando em uma estética tipicamente brasileira.

O aposentado carioca Sérgio Domingos, 59 anos, aproveitou a visita a capital paulista para conhecer pessoalmente o quadro. “Eu via as obras dela [da Tarsila] pela televisão e tinha muita vontade de conhecê-las. Sempre estou em São Paulo, mas nunca tinha vindo ao Masp, então foi uma oportunidade única. O que mais me impactou foi o 'Abaporu', que é a pintura mais conhecida de todas”, conta.

Já a designer de interiores Irene Kogl, 33 anos, não conhecia as obras da artista modernista e ficou impressionada com o quadro “Operários”, de 1933, que retrata o período da industrialização brasileira. Na tela, diversos rostos de trabalhadores oprimidos se amontoam ao lado de chaminés de uma fábrica.

“Eu achei a exposição muito didática e a forma como foi montada mostra a evolução do trabalho da Tarsila. A obra que eu mais gostei foi a dos operários, talvez por estar no meio de quadros mais alegres, com cores mais vivas, enquanto os rostos transmitem uma angústia, causando mais impacto”, afirma.

Há quem também veja nas pinturas de Tarsila uma oportunidade para refletir sobre o atual momento político, conforme lembra a psicanalista Tatiane Prado, 38 anos.

“As características dos povos brasileiros, como os indígenas, deixam as obras mais deslumbrantes ainda. E é, justamente, neste momento que temos que rever pautas identitárias, que as obras dela nos ajudam a retomar a cultura do nosso povo. A gente tem que se deter a essas obras para aprendermos sobre a nossa própria brasilidade”, comenta.

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Serviço:

Exposição "Tarsila Popular"

Quando: Até 28 de julho

Onde: Museu de Arte de São Paulo – MASP

Avenida Paulista, 1578, Bela Vista, São Paulo

Horário: As terças-feiras, das 10h às 20h (entrada gratuita)

De quarta a domingo, das 10h às 18h, entrada R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Para mais informações, acesse o site do museu.

A exposição "Sopro", do artista plástico Ernesto Neto, tem encantado turistas e visitantes da Pinacoteca do Estado, no bairro da Luz, em São Paulo. Com curadoria de Jochen Volz e Valeria Piccoli, as obras interativas permitem ações diretas do público em vários ângulos de observação.

Em seu trabalho, Neto mostra uma particularidade de sua herança neoconcreta e faz com que os espectadores convivam, reflitam e mergulhem no universo de sua obra.

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Na inédita "Cura Bra Cura Té", o artista reverencia a mãe indígena e a mãe africana, ambas violentadas e retiradas de suas terras pela terceira matriz que compõe a origem do povo brasileiro: a europeia. A obra convida o visitador a participar de rituais musicais, a explorar o ambiente com especiarias, como açafrão e urucum, que espalham seus aromas por todo o andar. Já em "Copulônia", uma das artes mais inspiradoras da mostra, Neto utiliza poliamida e círculos de chumbo para trazer a ideia de família, corpo coletivo e convivência simbiótica.

A obra inédita "Cura Bra Cura Té" | Foto: Divulgação / Pinacoteca

Frequentador e vizinho da Pinacoteca, pois mora no bairro do Bom Retiro, Amós Lee conta que, apesar da proximidade, tomou conhecimento da exposição por meio de sua namorada, a designer Priscila Yoo. "Ainda não conhecia o trabalho do artista e estou gostando bastante, pois as obras são feitas a mão. É possível sentir um pouco da natureza, ver as crianças brincando nas obras. E o preço acessível do ingresso também facilita."

O casal Priscila Yoo e Amós Lee interage com uma das obras na Pinacoteca | Foto: Alex Dinarte / LeiaJá SP

A paraense Andrea Bonna, que mora em São Paulo há 18 meses, já conhecia a Pinacoteca e levou a prima, Valéria Vieira, que mora no Rio de Janeiro, para conhecer o trabalho de Neto. "Uma amiga arquiteta visitou e gostou muito, então sabia que devia vir conhecer o espaço quando estivesse por aqui", conta. "O fato de poder interagir com as instalações é o que mais me chamou atenção na exposição, pois acho interessante poder tocar e sentir o material que também propõe a interação com os demais visitantes da exposição", complementa.

Serviço

Sopro - de Ernesto Neto

Pinacoteca - Praça da Luz, em São Paulo

Ingressos: R$ 10 (entrada) e R$ 5 (meia-entrada para estudantes com carteirinha)

Menores de 10 anos e maiores de 60 são isentos de pagamento

Aos sábados, a entrada da Pina é gratuita para todos

Informações: www.pinacoteca.org.br

Nesta quarta-feira (10), às 19h, a Galeria Suassuna tem data reservada para a abertura de um novo espaço com a exposição de Romero de Andrade Lima que comanda o vernissage 'A Lição de Botânica'.

A mostra, inspirada em tela homônima que o artista pintou há 30 anos, reúne 21 trabalhos em celebração ao amor pela natureza. A ideia de retomar a produção com a temática surgiu espontaneamente. Romero encontrou alguns estudos de obras e pedaços de telas antigas em que havia testado a colagem de folhas. "Para minha surpresa, elas (as folhas) estavam preservadas, como quando recém-incorporadas às pinturas", comenta.

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Serviço:

Exposição Romero de Andrade Lima

A Lição de Botânica

10 de Abril | 19h-0h

Galeria Suassuna

Rua Itatiaia, 81, Apipucos

Entrada Franca

Informações: Magda 81 992524222

por Joabe Andrade

 

 Nesta segunda-feira (8), a exposição fotográfica "Um Passeio Pela Avenida Conde da Boa Vista" aporta no saguão do Auditório da Faculdade Frassinetti do Recife - Fafire, na Boa Vista, das 19h às 21h30. A mostra exibe a dualidade de uma das avenidas mais movimentadas do Recife.

Idealizada pela jornalista e fotógrafa Malu Didier, a exposição conta com 20 fotografias que abordam a visão da comunicadora de forma ampla, trazendo um retrato do que se observa ao caminhar pelo Centro. "Eu vi muita coisa bonita, muita cultura, gentileza, encontros, manifestações, elementos que verdadeiramente representam o centro do Recife. Mas também vi muita pobreza, falta de educação, violência", conta Malu.

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A mostra tem entrada gratuita e na ocasião, as pessoas também poderão conferir a exposição fotográfica "Entre Confetes e Serpetinas - Carnaval de rua de Olinda", do fotógrafo Roberto Rômulo.

Serviço

Exposição Fotográfica "Um Passeio Pela Avenida Conde da Boa Vista",

8 de abril | 19h às 21h30

Hall do Auditório da Fafire (Av. Conde da Boa Vista, 921 - Boa Vista, Recife)

Entrada gratuita

*Com informações da assessoria

O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) vai representar o Nordeste na 15° edição do Festival Internacional de Arte de São Paulo. O museu estará presente desta quarta (3) até 7 de abril no evento.

O museu apresentará no festival um recorte do Clube de Múltiplos, projeto que existe no museu desde 2015 e que tem por objetivo estimular o colecionismo e difundir a produção artística pernambucana.

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A diretora do museu, Mabel Medeiros, explicou que se baseou em critérios feministas para escolha dos artistas. “Fizemos questão de convidar artistas mulheres, como Amanda Melo, Ana Lira e Juliana Notari, para garantir uma condição de equidade, e reafirmar o perfil do Museu, que, neste momento, foca na produção artística de mulheres, bem como numa programação diversa com pesquisa, seminários e ações para reflexão e discussão da questão de gênero na arte”.

Outros artistas como Oriana Duarte, Christiana Machado, Virgínia de Medeiros, Gil Vicente, Márcio Almeida, Paulo Bruscky e Paulo Moreira também participarão em conjunto com o museu. Além deles, o paulistano Vanderlei Lopes e o gaúcho Cristiano Lenhardt foram convidados do museu para compor a equipe.

Segundo a diretora do museu, a diversificação de artistas serve para reafirmar os objetivos do museu, que está comprometido em divulgar a produção artística contemporânea pernambucana, colocando artistas locais em contato com diversos outros artistas.

O evento, que tem como objetivo agregar tendências e fortalecer a economia criativa, vai ser realizado no Pavilhão da Bienal, Vila Mariana, em São Paulo e vai reunir centenas de expositores, entre galerias e museus, nacionais e internacionais, além de artistas de várias partes do mundo.

 

Por Márcio Santos

 

O revólver supostamente usado por Vincent Van Gogh em seu suicídio, desconhecido do público até 2012, será leiloado no dia 19 de junho, em Paris, informou nesta terça-feira à AFP o Hôtel Drouot, onde a venda ocorrerá.

A arma Lefaucheux, de calibre 7 mm e cujo valor é estimado entre 40.000 e 60.000 euros, foi descoberta em 1965 por um agricultor no mesmo campo onde o artista holandês terminou seus dias em 27 de julho de 1890, em Auvers-sur-Oise, ao norte de Paris.

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Van Gogh disparou uma bala contra o próprio peito e morreu dois dias depois, no albergue onde se instalara.

Após a descoberta, o agricultor entregou o revólver - seriamente danificado - a Arthur Ravoux, proprietário do albergue, e desde então permaneceu na família, segundo a casa de leilões Auction Art.

Foi apresentado publicamente pela primeira vez em 2012 com o lançamento do livro "Aurait-on retrouvé l'arme du suicide?", sobre a história do revólver.

Embora não seja possível provar que se trata da arma que matou Van Gogh, várias indicações tornam essa hipótese plausível.

Além de ter sido encontrada no mesmo lugar onde Van Gogh morreu aos 37 anos, o calibre corresponde à bala descrita pelo Dr. Paul Gachet que cuidou dele durante a sua agonia, enquanto a natureza do ferimento é consistente com a fraca potência da arma.

Finalmente, estudos científicos indicam que o revólver, considerado por alguns como "a arma mais famosa na história da arte", permaneceu por terra por 75 anos, o tempo até sua descoberta.

Em 2016, o museu Vincent Van Gogh de Amsterdã apresentou a arma na exposição "Nos confins da loucura, a doença de Vincent Van Gogh".

O artista havia se instalado em Auvers-sur-Oise dois meses antes, aconselhado por seu irmão Théo. Na época, Van Gogh pintava mais de um quadro por dia, sendo acometido por grandes crise psicológicas que se acentuaram no final do mês de julho.

Outra teoria, muito debatida, foi apresentada em 2011 por dois investigadores americanos, segundo os quais Van Gogh não cometeu suicídio, mas foi vítima de um disparo acidental de dois irmãos adolescentes que brincavam com uma arma.

O Museu do Estado de Pernambuco, localizado no bairro das Graças, está com inscrições abertas para o curso básico de cerâmica. Ministradas pela ceramista Marcella Alcântara, as aulas pretendem ensinar o processo de produção de peças usando-o como opção de terapia e desenvolvimento da imaginação.

O curso, voltado a iniciantes, terá duração de 13 encontros, nos quais serão ensinadas as principais técnicas da fabricação da cerâmica, como pinch, técnica que modifica a forma do barro e desenvolve as experimentações do tato. Também serão trabalhados prato e bowl, engobes coloridos - usado na peça crua para colorir, decorar e impermeabilizar, e o esgrafiado, que ensina o desenho na cerâmica.

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Também será ensinado sobre a construção de carimbos para impressão na obra, mandala, baixo e alto relevo, caneca personalizada e máscara com papel, além de baixo esmalte, preparação e aplicação, corda seca e defeitos e correções. As aulas serão às sextas-feiras, no período da tarde, das 14h às 17h.

Serviço

Curso básico de cerâmica

Início: 5 de abril

Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960 - Graças)

R$ 350 (material incluso)

(81) 3184-3170/98797-0237

 

Para as mulheres que desejam vender suas produções na 20ª Fenearte 2019, considerada a maior feira de artesanato da América Latina, a Secretaria da Mulher de Pernambuco (SecMulher-PE) está com as inscrições abertas no site até o dia 15 de abril para grupos participarem do estande SecMulher.

Serão selecionados 20 grupos de artesãs, associações, cooperativas, redes de produção e comercialização e grupos produtivos de artesanatos formais ou informais, que residam em Pernambuco. Quem participar da concorrência também terá a oportunidade de ser selecionada entre os quatro grupos que participarão do desfile da Passarela Fenearte, uma atração da feira. A Fenearte 2019 acontece entre os dias 3 a 14 de julho.

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O edital com todas as informações e instruções, como o formulário de inscrição, está disponibilizado no site da SecMulher-PE. As mulheres interessadas que tiverem dificuldade de acesso à internet ou de compreensão de qualquer item, podem realizar a inscrição também de forma presencial, na Coordenadoria de Trabalho e Renda, na sede da Secretaria da Mulher de Pernambuco, localizada na rua Cais do Apolo, 222, 4º andar – Recife Antigo.

Segundo a Secretaria, após o término das inscrições será realizada, nos dias 22 e 23 de abril, a seleção dos produtos através da equipe de curadoria. A divulgação dos grupos selecionados acontecerá em 25 de abril através do site e demais mídias da SecMulher-PE.

Serviço

Incrições para Estante Fenearte 2019 (SecMulher-PE)

Até o dia 15 de abril

http://secmulher.pe.gov.br/

Com informações da assessoria

O artista pernambucano Ramonn Vieitez realiza hoje (29) a abertura de sua nova exposição no Recife depois de 3 anos. A mostra, que conta com a curadoria de Ton Martins, possui 19 obras e se chama Um lugar calmo para minhas certezas.

Segundo o artista, as obras representam um caminho de transformação pelo qual seu trabalho tem passado, e o nome da obra deriva de conversas com o seu curador e que foi uma frase que aparece em um dos trabalhos de Vânia Mignone.

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“A frase foi vista por ambos como contraditória quando posta em comparação com os trabalhos, que falam de certezas e incertezas, de plenitude e de caos, que representa bem a proposta apresentada, uma transitoriedade que representa a experiência de viver” explica Ramonn. 

A última exposição do artista no Recife aconteceu em 2016, no Museu do Homem do Nordeste, com a mostra AssassinoA exposição Um lugar calmo para minhas certezas é gratuita e fica aberta para visitação até o dia 3 de maio na Galera Amparo 90 em Boa Viagem, Recife.

Serviço

Um lugar calmo para minhas certezas – Ramonn Vieitez 

Data: Abertura - 29 de abril, das 19h às 22h

Visitação - de 30 de março a 3 de maio(Segunda a sexta, das 10h às 19h - Sábados com agendamento)

Local: Galeria Amparo 60 (Rua Artur Muniz, 82. Primeiro andar, salas 13/14 - Boa Viagem, Recife – PE)

Contato: (81) 3033.6060

Gratuito

Por Márcio Santos

 

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Entre 50 propostas de trabalho enviadas por artistas nacionais e internacionais, o cartaz do paraense Waldez foi selecionado para receber o prêmio “Adilson Maluf”, de R$ 3.000,00, na 46ª edição do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, exposição agendada para o período de 10 de agosto a 27 de outubro, no Engenho Central, em Piracicaba, São Paulo. A comissão de seleção foi formada por: Victor Real, diretor de planejamento; Maria Luziano, designer gráfica e diretora artística; e Camilo Riani, professor universitário e cartunista.

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Waldez, por meio de charges, cartuns e caricaturas, já recebeu 48 prêmios nacionais e 15 internacionais, sendo alguns deles: primeiro lugar em charge no 24º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, em 1997; prêmio na Primeira Competição Internacional de Caricaturas, na Eslovênia, em 2001; prêmio no Primeiro Salão Nacional de Humor de Montes Claros, Minas Gerais, em 2002; primeiro lugar em cartum político na premiação Ranan Lurie, nos Estados Unidos, em 2010; primeiro lugar na categoria cartum no XX Salão de Desenho para a Imprensa, em 2012; prêmio de sucesso em cartum na 29ª Competição Internacional de Cartum Aydin Dogan, na Turquia, em 2012; e na Competição Internacional Política de Cartuns, na Inglaterra, em 2006.

Raimundo Waldez Duarte nasceu no município de Acará, no Pará, em 7 de julho de 1972. Começou a desenhar quando era criança e aprimorou as técnicas na adolescência. De 2000 a 2016, publicou charges diariamente para o jornal Amazônia, de Belém. Atualmente, mora em Blumenau, Santa Catarina, trabalhando como designer gráfico. Sérgio Aragonés e J. Bosco são as principais influências do cartunista.

O Salão Internacional de Humor em Piracicaba surgiu em 1974, por iniciativa de um grupo de jornalistas, artistas e intelectuais piracicabanos, com o objetivo de inserir humor gráfico dentro do Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba.

A edição de 2019, com um total de R$ 70 mil em prêmios, traz as seguintes categorias de premiação: Cartum, Charge, Caricatura, Tiras, Saúde Unimed, Prêmio Câmara de Vereadores de Piracicaba, Prêmio Águas do Mirante, Prêmio Júri Popular e Prêmio Temático, que este ano tem como tema Imigração.

Além dessas, foram criadas novas categorias: Prêmio Escultura Fundiart, para esculturas; Prêmio Instituto Arcor Direitos da Infância, com o tema “Direitos da infância”; e Prêmio Original Derwent, para trabalhos originais em 2D. Artistas de todas as nacionalidades concorrerão.

Por Ana Luiza Imbelloni.

 

 

 A cidade de Sertânia, no Sertão pernambucano, recebe neste sábado (30) a I Feira de Artesanato do município. O evento reúne as obras de 18 artesãos da cidade e acontece às 19h, no Armazém das Artes na Estação Ferroviária.

A feira está sendo realizada pela Associação dos Artesãos e Artistas Populares de Sertânia, em parceria com o governo municipal, por meio da Secretaria de Juventude, Esporte, Cultura e Turismo. Entre as obras expostas serão encontradas peças como: esculturas e quadros de madeira, pintura em tecido, bijuterias, bonecas de cabaças, azulejos pintados e produtos reciclados.

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O evento também conta com apresentação dos grupos musicais Vasconcelos de Sertânia e Forró Casa de Taipa.

Serviço

I  Feira de Artesanato de Sertânia

30 de março | 19h

 Armazém das Artes na Estação Ferroviária (R. da Estação, 12, Sertânia)

A 8ª Mostra Pôster Arte Design, evento paralelo do Festival Abril Pro Rock, chega em 2019 apostando na força e no empoderamento feminino. Com o tema Feminismo, a mostra abre as portas no dia quatro de abril, no Centro Cultural dos Correios.

Com curadoria de Paulo André Moraes, a exposição traz 50 peças inspiradas e criadas por designers mulheres, mantendo a tradição do festival em ir além da música e abordar outras linguagens como design, pintura, gravura e moda. A mostra também traz peças de memorabilia do festival e que forjaram a cena musical do Recife ao longo dos anos.

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Ainda sob uma perspectiva de dar luz ao empoderamento feminino, o Abril Pro Rock 2019 promove uma noite exclusivamente das mulheres. No dia 19 de abril, o festival vai contar com shows das russas Pussy Riot, da carioca Letrux, das paraibanas do Sinta a Liga Crew e as pernambucanas do Arrete e 808 Crew + DJ Karla Gnom. Ainda se junta ao time a coquista Mãe Beth de Oxum que engrossa a noite com seu tradicional Coco de Umbigada.

Serviço

8ª Mostra Pôster Design

4 de abril a 31 de maio

Segunda à sexta | 13h às 18h

Gratuito



 

A megaexposição "Quadrinhos", em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS), na zona sul da capital paulista, foi prorrogada até 26 de maio para a felicidade do público que ainda não teve tempo de ir contemplar as revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros de HQs: super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá, faroeste e muitos outros.

Após 18 meses de intenso trabalho da curadoria, a mostra expõe cerca de 600 itens cedidos por colecionadores como Ricardo Leite, Marcio Escoteiro, Franco de Rosa e Francisco Ucha, além do Planeta Gibi, da família do cartunista Glauco, do Acervo Álvaro de Moya do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e do Troféu HQ Mix. Artistas como Laerte e Ziraldo também contribuem para a exposição.

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O curador da mostra, Ivan Freitas, explica que a exposição remonta à primeira forma de comunicação humana, que consistia em desenhar nas paredes das cavernas para registrar e ajudar na compreensão do mundo.

A classificação indicativa é livre e a entrada é gratuita as terças-feiras. Já nos demais dias, o valor dos ingressos antecipados é de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e podem ser comprados pelo site Ingresso Rápido. Na bilheteria, os ingressos custam R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia).

Serviço:

Exposição “Quadrinhos” – Museu da Imagem e do Som (MIS)

Quando: Até o dia 26 de maio

Horário: De terça a sábado, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. A permanência no espaço expositivo é de até duas horas após o último horário.

Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Telefone: (11) 2117-4777

Um detetive holandês conhecido como "Indiana Jones da arte" voltou a mostrar seu talento ao encontrar um quadro de Pablo Picasso, avaliado em 25 milhões de euros, que foi roubado em 1999 do iate de um xeque saudita na Riviera francesa.

Arthur Brand afirmou que no início de março entregou a uma seguradora a obra de 1938 "Portrait de Dora Maar", também conhecida como "Buste de Femme (Dora Maar)".

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A descoberta do raro retrato de Maar - uma das figuras femininas mais influentes da obra de Picasso - foi o ponto alto de uma investigação de quatro anos sobre o roubo no iate Coral Island quando estava ancorado em Antibes.

Duas décadas depois do roubo e sem nenhuma pista, a polícia francesa parecia resignada e o retrato, que estava na casa de Picasso até sua morte em 1973, parecia perdido para sempre.

Mas depois de seguir durante quatro anos uma pista que o levou ao submundo do crime na Holanda, dois intermediários compareceram ao escritório de Brand há 10 dias com o famoso retrato.

"Eles trouxeram a pintura, que agora está avaliada em quase 25 milhões de euros, embrulhada em um lençol e em um saco de lixo preto", disse Brand à AFP.

A recuperação da obra é uma nova vitória de Brand, que no ano passado virou manchete em vários jornais do mundo ao encontrar e devolver ao Chipre um mosaico de 1.600 anos de antiguidade.

Em 2015 encontrou os famosos "cavalos de Hitler", duas estátuas de bronze do artista nazista Joseph Thorak.

- Drogas e armas -

O roubo do quadro de Picasso, na época avaliado em sete milhões de dólares, pegou de surpresa a polícia francesa, mas obrigou os bilionários a intensificar a segurança nos iates.

Em 2015, Brand recebeu informações de que "um Picasso roubado de um iate" estava circulando na Holanda, mas "no momento não sabia exatamente qual era a obra".

O quadro, na verdade, estava no circuito criminal, onde circulou durante vários anos como garantia de pagamentos, "aparecia em um negócio de drogas aqui, anos mais tarde em um negócio de armas", explica.

Desde o roubo, a obra mudou de mãos "uma dezena de vezes" e isto provocava temores sobre o estado da pintura.

Foram necessários vários anos e algumas pistas falsas até ele conseguir determinar que era o Picasso roubado do iate do bilionário saudita Abdul Mohsen Abdulmalik Al Sheik.

Brand conseguiu divulgar no submundo holandês seu interesse na obra "Buste de Femme (Dora Maar)" e no início de março teve êxito.

"Dois representantes de um empresário holandês entraram em contato, dizendo que seu cliente tinha a pintura", conta.

De acordo com suas informações, o empresário "pensou que o Picasso era parte de um negócio legítimo".

"O negócio foi realmente legítimo, mas o método de pagamento não foi", explicou Brand.

O detetive alertou imediatamente as polícias da Holanda e da França. As autoridades francesas já haviam encerrado o caso e, diante do atual cenário, informaram que não processarão o empresário e atual proprietário da obra.

Brand afirmou que era necessário agir rapidamente para evitar o novo desaparecimento da obra.

"Eu disse aos intermediários: 'é agora ou nunca, porque o quadro provavelmente está em mau estado. Temos que agir o mais rápido possível".

Finalmente, há pouco mais de uma semana, Brand abriu a porta de seu modesto apartamento em Amsterdã e ali estavam os dois intermediários com a obra.

"Coloquei o Picasso em minha parede durante uma noite e transformei meu apartamento em um dos mais caros de Amsterdã por um dia", afirmou Brand, sem conter as gargalhadas.

No dia seguinte, um especialista na obra de Picasso da galeria Pace (Nova York) voou a até Amsterdã para comprovar a autenticidade em um local seguro.

Também estava presente o detetive britânico Dick Ellis, fundador da unidade da Scotland Yard sobre arte e antiguidades, e que viajou em representação a uma seguradora não identificada.

"Não há dúvidas de que é o Picasso roubado", disse Ellis à AFP.

Ellis é famoso por ter recuperado várias obras roubadas, inclusive "O Grito", de Edward Munch, que foi levado da Galeria Nacional da Noruega em 1994.

O retrato de Picasso está agora com uma seguradora, que terá que decidir os próximos passos, explicaram Brand e Ellis.

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