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Começa, na próxima sexta (18), o 24º Festival de Dança do Recife. Nesta edição, participam mais de 14 companhias locais e nacionais, que apresentam mais 20 espetáculos, distribuídos em cinco teatros da cidade, e promovem mostras de dança e oficinas nas escolas. A extensa programação do festival vai garantir 10 dias de apresentações e oficinas.

As atrações passarão pelos teatros de Santa Isabel, Apolo, Hermilo Borba Filho, Barreto Júnior e Luiz Mendonça. O evento ocupará ainda alguns espaços públicos, com apresentações gratuitas, como avenida Rio Branco, Parque Dona Lindu e Pátio de São Pedro.

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Entre as atrações, seis delas se apresentam na cidade pela primeira vez: o Grupo Raça, de São Paulo; a Nave Gris Cia Cênica, de São Paulo; a Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, do Rio Grande do Norte; a Cia Tápias de Dança, do Rio de Janeiro; o Balé da Cidade de Campina Grande, da Paraíba; além da solista Lavínia Bizotto, do Rio de Janeiro. O festival também recebe a bailarina Lot Yan Teresa, da Bélgica, sendo ela a única atração internacional desta edição. 

A abertura do festival acontece na próxima sexta (18), às 18h, no Teatro de Santa Isabel, com participação dos alunos da Escola de Frevo e da Tribo Indígena Carijós do Recife, que celebrará seus 123 anos no palco. A programação do evento segue até o dia 27 de outubro. 

PROGRAMAÇÃO

SEXTA-FEIRA, DIA 18

Teatro Santa Isabel - Tribo Indígena Carijós do Recife 123 anos e Escola de Frevo do Recife, no Teatro Santa Isabel, às 20h. Antes vai ter receptivo do grupo Olinda Zulu e fala da secretária de Cultura Leda Alves. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Dança na Escola - Espetáculo Janela para Navegar o Mundo, da Trippé Cia de Dança (PE), na Escola Antônio de Brito Alves (Mustardinha), às 18h

SÁBADO, DIA 19

Teatro Luiz Mendonça - Mostra de coreografias, às 16h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Barreto Júnior - Uma Noite de Magia, Mostra de Dança de Idosos, às 17h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Apolo – Espetáculo Chão, Cia Balançarte (PE), às 17h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Hermilo Borba Filho - Espetáculo Tijolos do Esquecimento, da Acupe Cia de Dança (PE), às 19h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Santa Isabel - Espetáculo Cartas Brasileiras, do Grupo Raça (SP), às 21h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

DOMINGO, DIA 20

Teatro Luiz Mendonça - Festival Dança Brasílica, às 16h, e Nordeste, a Dança do Brasil, do Balé Popular do Recife (PE), às 19h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Apolo - Espetáculo A Pequena Morte, solo de Lavínia Bizotto  (RJ), às 20h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

TERÇA-FEIRA, DIA 22

Dança na Escola - Oficina de Dança Contemporânea, com Sérgio Galdino, na Escola Pedro Augusto (Boa Vista), às 15h

QUARTA-FEIRA, DIA 23

Teatro Luiz Mendonça - Espetáculo Meu Eu Brincante, do Nortess Coletivo de Dança (PE), às 16h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Barreto Júnior - Espetáculo Mandala, sob o Olhar do Mestre, da Cia Nós em Dança (PE), dentro da programação do Projeto Quartas da Dança, às 20h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Dança na Escola - Oficina de Dança Contemporânea, com Sérgio Galdino, na Escola Divino Santo (Caxangá), às 15h

QUINTA-FEIRA, DIA 24

Teatro Apolo - Espetáculo Abaixo do Equador, solo de Sérgio Galdino (PE), às 18h, e Geographies of the Outside, solo de Lot Yan Teresa (Bélgica), às 18h30. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Hermilo Borba Filho - Espetáculo Corredeira, da Nave Gris Cia Cênica (SP), às 20h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Santa Isabel - Espetáculo Inverno dos Cavalos, da Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão (RN), às 21h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Na Escola - Oficina de Dança Contemporânea, com Sérgio Galdino, na Escola Reitor João Alfredo (Ilha do Leite), às 10h

SEXTA-FEIRA, DIA 25

Teatro Hermilo Borba Filho - Intervenção Rotas, da Cia Tápias de Dança (RJ), gratuito, no hall do teatro, às 18h30. Às 19h, a mesma companhia apresenta o espetáculo Casa de Abelha dentro do teatro. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Luiz Mendonça - Espetáculo Metal, do Balé da Cidade de Campina Grande (PB), às 20h30. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

SÁBADO, DIA 26

Teatro de Santa Isabel - Espetáculo infantil Creme do Céu, da Cia Tápias de Dança (RJ), às 10h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Pátio de São Pedro – Espetáculo Pontilhados, do Grupo Experimental (PE), às 16h. Gratuito. Para 40 pessoas

Teatro Barreto Júnior - Mostra de Coreografias, às 18h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Hermilo Borba Filho - Espetáculo Ei, quem é que te empurra?, solo de Alisson Lima (PE), às 19h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Luiz Mendonça - Espetáculo Romeu e Julieta, do Balé da Cidade de Campina Grande (PB), às 20h30. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Na Escola - Batalha de Hip Hop Ginga B’Boys e B’Girls, na Escola Municipal Bidu Krause, das 14h às 20h

DOMINGO, DIA 27

Avenida Rio Branco - Batalha de Hip Hop, grupo Ginga B’Boys e B’Girls (PE), das 9h às 20h. E Intervenção Dançante de Salão, das 16h ás 18h. Gratuitos

Teatro Apolo - Espetáculo O Homem de Sambaqui, da Cia Trapiá de Dança (PE), às 19h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Teatro Hermilo Borba Filho – Performance Carne ou Vodka, de artistas independentes, às 20h. Ingressos: R$ 20 (meia entrada R$ 10)

Parque Dona Lindu - Escola de Frevo do Recife & Orquestra de Ouro Preto, com participação de Alceu Valença, às 18h. Gratuito

 

Nesta sexta (18), o Grupo eranos Círculos de Arte, de Itajaí (SC), abre temporada do espetáculo #Mergulho, na Caixa Cultural Recife. O espetáculo é voltado para crianças de um a seis anos de idade e tem público limitado de 60 pessoas por sessão. As apresentações acontecem até o próximo domingo (20), com sessões às 19h, 11h e 16h. 

Com foco na narrativa imagética e linguagem próxima do universo infantil dessa faixa etária, #Mergulho conta a história de duas pessoas que vivem em universos diferentes, um na terra e o outro no mar. Os dois buscam a ajuda da plateia para se encontrar colocando as crianças como espectadores ativos na construção do espetáculo. 

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A montagem utiliza como ferramenta a projeção digital em constante relação com os atores, um meio que permite uma série de possibilidades de interação entre cena e plateia. O objetivo do espetáculo é estimular a curiosidade e a participação dos pequenos, através das sonoridades e da relação entre corpo e imagens. 

Serviço

#Mergulho

Sexta (18) - 19h

Sábado (19) e domingo (20) - 11h e 16h 

Caixa Cultural Recife (Bairro do Recife)

R$ 16 e R$ 8

A nona edição do Cena Cumplicidades será dedicado à dança. O festival começa na próxima sexta (11) e segue até o dia 23 de outubro com 20 espetáculos em sua programação que passará por palcos no Recife e em Olinda. Além de receber números com bailarinos renomados, o evento também contará com performances inéditas. 

Em oito dias de apresentações, o Cena Cumplicidades promove 20 espetáculos, sendo 10 nacionais e 10 internacionais. Além dos convidados, o festival traz, esse ano, cinco espetáculos solos de alunos do curso de dança da Universidade federal de Pernambuco, vencedores de uma seletiva ocorrida previamente pela curadoria do festival para o Cena Universidade.

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Além disso, o Cena Universidade também promove oficinas dentro da programação do festival, com as bailarinas Valeska Gonçalves (GO) e Mari Paula (SP), ambas especialistas em dança contemporânea. Ainda haverá uma residência artística da Funarte com Mari Paula e Alexandra Mabes (Chile). As aulas se estenderão até o dia 12 de dezembro e as inscrições poderão ser feitas através do email inscricoescenacumplicidades@gmail.com

A programação da nona edição do Cena Cumplicidades abre na próxima sexta (11), com a apresentação do espetáculo KA-F-KA, do francês Mehdi Farajpour. Em sua primeira vez no Brasil, o espetáculo sobe ao palco do Teatro de Santa Isabel, às 20h. A programação completa do festival pode ser conferida pela internet

Serviço

9ª Cena Cumplicidades

11 a 23 de outubro

Recife e Olinda

 

Celebrando o encontro, a expressão e as vozes de dez mulheres, a Caixa Cultural Recife recebe o espetáculo ‘A dita Curva’, entre os dias 10 e 12 de outubro. Na apresentação as artistas mesclam música poesia e dança, com performances que revelam a força do feminino.

O espetáculo tem direção musical de Paula Bujes, e será exibido na quinta (10) e sexta-feira (11) às 20h e no sábado (12) às 18h e às 20h. Na apresentação as artistas: Aishá Lourenço; Aninha Martins; Flaira Ferro; Isaar; Isadora Melo; Laís de Assis; Luna Vitrolira; Paula Bujes; Sofia Freire e Ylana Queiroga, cantam em grupo, duetos, quartetos e solos passando por diversos estilos musicais, desde o maracatu ao pop, brega funk, rock, e beats eletrônicos com misturas de viola e violino.

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Serviço

Espetáculo ‘A Dita Curva’

10 a 12 de outubro

Quinta e sexta | 20h

Sábado | 18h; 20h

Caixa Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505)

R$ 30 inteira; R$ 15 meia

Informações: (81) 3425 1915

O cantor e ator Zé Barbosa apresenta na próxima quarta-feira (9), às 20h, o espetáculo musical “Zeba - Ladinha”, no Teatro Hermilo Borba Filho. No repertório canções de grandes compositores pernambucanos já conhecidas pelo público e músicas inéditas.

“O espetáculo foi feito com muito dedicação, para passar uma mensagem de como a arte é revolucionária, relacionada a tudo, principalmente nesse momento em que estamos vivendo politicamente”, comentou Zé em entrevista ao LeiaJá.

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O projeto, idealizado há mais de três anos, conta com a participação do cantor e compositor Victor Camaroti e da bailarina Monique Vilela. O show tem produção musical e arranjo de Lucas Crasto, que acompanha o artista na banda, junto com os músicos Lucas Araújo, Léo Lira e Romero Medeiros.

O artista Zé Barbosa trabalha com música desde a adolescência e atualmente participa do espetáculo Paixão de Cristo de Nova Jerusalém como Judas. Em 2019, foi um dos convidado da Queirogada, festa carnavalesca, ao lado de grandes nomes como Nena Queiroga, Josildo Sá, Gerlane Lops, Cristina Amaral e outros. Além disso, Zé foi apresentador do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) ao lado da atriz Nínive Caldas.

Recentemente o artista lançou o clipe de 'Sambará', composição de Carlos Ferrera e Julio Morais, que faz parte do repertório do show. Confira:

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Serviço

Espetáculo Musical "Zeba - Ladadinha”

Quarta-feira (9) | 20h

Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, 142)

R$ 15 inteira, R$ 10 social com 1kg de alimento

A população de Camaragibe, município da Região Metropolitana do Recife, vai ganhar um novo equipamento cultural. O Cine Teatro Bianor Mendonça Monteiro, localizado na Vila da Fábrica, reabre suas portas na próxima quinta (3), após passar por uma requalificação. A reinauguração será marcado por uma programação artística com apresentações de música e dança.

O Cine Teatro Bianor funcionou como um cinema na década de 1950 e passou por diversos momentos, inclusive de dificuldade, tendo sido usado até como igreja e depósito de cooperativas durante algum tempo. Em 2012, o local foi reinaugurado com o atual nome, no entanto, anos mais tarde voltou a ser fechado após a exoneração da equipe da Fundação de Cultura de Camaragibe. 

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Para celebrar a reabertura do equipamento cultural, na próxima quinta (3), os visitantes e moradores de Camaragibe contarão com uma vasta programação. Às 19h, o grupo de dança Celeiro do Passo apresenta o espetáculo Viva Pernambuco, em seguida, haverá shows com Beto Hortiz e Cantador Antônio Lisboa e apresentação do espetáculo Senhora do Engenho.

Serviço

Reabertura do Cine Teatro Bianor Mendonça Monteiro

Quinta (3) - 19h

Vila da Fábrica - Camaragibe

Gratuito 

O espetáculo dos influenciadores digitais Rico Melquiades e Davi Mateus, o “Cabaré do Rico e Davi” chega em turnê pelo Recife neste sábado (5), às 20h. Rico e Davi são influenciadores há cerca de 4 anos e tem cerca de 2,8 milhões de seguidores.

Em única apresentação no Teatro Boa Vista, o espetáculo tem direção de David Farias, professor e diretor da Escola Técnicas de Artes. Na primeira etapa da turnê Rico e Davi, prometem ao público Ousadia e Irreverência, no ‘cabaré’ e prometem seguir fielmente a definição original da palavra, com um ambiente cheio de apresentações artísticas.

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Serviço

"Cabaré do Rico e Davi"

Sábado (5) | 20h

Teatro Boa Vista (R. Dom Bosco - Boa Vista, Recife)

R$ 60 inteira; R$ 30 meia

Informações: (81) 4101 3910 / 99677 2112

Classificação 14 Anos

O Espetáculo ”Bibi - Uma vida em musical” encerra turnê nacional no Recife. A apresentação acontece nos dias 18 e 19 de outubro no Teatro Guararapes e retrata a vida de Bibi Ferreira, que faleceu em fevereiro de 2019, aos 96 anos. A peça conta a trajetória pessoal e profissional da atriz, cantora, diretora e produtora.

A montagem estreou em janeiro de 2018 no Rio de Janeiro e já cumpriu temporada em diversas cidades do País, passando por São Paulo, Salvador, Natal, Fortaleza, Maceió, Porto Alegre, Belo Horizonte e finaliza sua turnê na capital pernambucana. E se tornou o espetáculo mais premiado do país, com 107 indicações e mais de 40 prêmios, entre ele o Prêmio APCA (Melhor Atriz), Prêmio Reverência (Melhor Atriz e Direção Musical) e Broadway Awards (Melhor Musical e Canções Originais).

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Os ingressos para o espetáculo estão à venda a partir de R$ 37 e podem ser comprados na bilheteria do teatro, nas lojas Ticketfolia e no site Eventim.

Serviço

'Bibi - Uma vida em musical’

18 de outubro | 21h

19 de outubro | 17h, 21h

Teatro Guararapes - Centro de Convenções de Pernambuco

Informações: (81) 3182 8020

R$ 124 inteira, R$ 62 meia (Plateia Especial); R$ 94 inteira, R$ 47 meia (Plateia); R$ 74 inteira, R$ 37 meia (Balcão)

O grupo pernambucano de teatro Magiluth comemora os 15 anos de sua carreira com uma maratona de 16 apresentação. Passando pela capital pernambucana, o grupo se apresenta em Caruaru e Surubim entre os dias 2 e 27 de outubro.

No Recife, o Magiluth  realiza  cinco apresentações no Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro, além de uma apresentação gratuita de “Luiz Lua Gonzaga” com data e local ainda a serem definidos.

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Em Caruaru, o Magiluth integra a programação do Festival de Teatro do Agreste (Feteag). Já na cidade de Surubim a apresentação acontecerá na Mostra Ouro Branco de Artes.

Concorrendo a três prêmios cênicos do País, a companhia surgiu entre as aulas de licenciatura em artes cênicas na Universidade Federal de Pernambuco e é formada por Giordano Castro, Mário Sérgio Cabral, Pedro Wagner, Lucas Torres, Erivaldo Oliveira e Bruno Parmera.

Serviço

Maratona 15 Anos do Grupo Magiluth

“Aquilo que meu olhar guardou para você”

2, 3, 5 e 6 de outubro| 20h

Teatro Marco Camarotti (R. Treze de Maio, 455 - Santo Amaro)

R$ 30 inteira, R$ 15 meia

“O canto de Gregório”

9 a 12 de outubro | 20h

Teatro Marco Camarotti (R. Treze de Maio, 455 - Santo Amaro)

R$ 30 inteira, R$ 15 meia

“Luiz Lua Gonzaga”

13 de outubro | 20h

Praça Dídimo Carneiro (Surubim)

Gratuito

Ensaio aberto de “Morte e vida Severina”

14 de outubro| 20h

Reduto Coletivo (Surubim)

Gratuito

Sessão dupla de “Apenas o fim do mundo”

19 de outubro | 20h

Festival de Teatro do Agreste - Feteag (Caruaru)

Gratuito

“Dinamarca”

23, 24, 26 e 27 de outubro | 20h

Teatro Marco Camarotti (R. Treze de Maio, 455 - Santo Amaro)

R$ 30 inteira, R$ 15 meia

 

O ator José Neto Barbosa foi atacado por um grupo da plateia enquanto apresentava o espetáculo “ A Mulher Monstro” no Sesc Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife.

O ator compartilhou o relato em seu perfil do Instagram, contando que durante a apresentação acabou recebendo uma pedrada durante a encenação do espetáculo. “A pedra é lançada para me atingir. Alguns não admitem que toquem em feridas, ou que os critique por tamanha alienação. A pedra por sorte não me atinge, não explode as muitas lâmpadas dessas domésticas que uso bem perto do rosto. Bateu na grade e caiu. Não sei se todos ficaram até o final. Mas cumpri meu papel".

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No relato Barbosa conta que alguns espectadores se levantaram para repreender o grupo, mas que pela agressividade da situação, ele pediu para que que não retrucassem, por medo de que a situação se agravasse. "O bolsonarismo tem legitimado essas agressões, como quem dá o aval para que joguem pedra, batam, matem. E muitas mortes acontecem dentro de nós e por palavras."

Confira o relato do ator: 

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Através de nota oficial, o Sesc Piedade afirmou que uma pessoa presente na plateia deixou o local após o início da encenação do espetáculo. Em seguida, um barulho forte foi ouvido e o ator José Neto Barbosa teria questionado se alguém havia jogado algo nele, no entanto, a apresentação seguiu seu curso normalmente até o final. Confira na íntegra o posicionamento da instituição: 

O ator José Neto Barbosa apresentou o espetáculo “A Mulher Monstro” na lona circense do Sesc Piedade na última terça-feira (24/9). Algumas pessoas da plateia discordaram entre si do enredo da peça e uma delas saiu espontaneamente do local sem retornar. A apresentação continuou normalmente, quando foi ouvido um barulho de pedra e o ator perguntou se estavam atirando pedra nele. No mesmo momento, a produção do Sesc acionou a equipe de seguranças para identificar o ocorrido, prestou o apoio necessário ao artista e verificou que o mesmo não foi ferido, nem a plateia. O espetáculo seguiu, sem interrupções. Ao término da apresentação, a produção do Sesc dirigiu-se até o artista para verificar suas condições de saúde, constatando que ele estava bem fisicamente.

 

Nesta quarta (25), o espetáculo Sulear, da Outros Ares Cia de Dança, encerra temporada no Teatro Barreto Júnior. O espetáculo faz parte da programação do Projeto Quartas da Dança, realizado pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

O espetáculo promove o diálogo com paradigmas alternativos referentes aos corpos e suas geografias. Repensando e reestruturando as fronteiras do humano, na elevação do pensamento e da linguagem expressiva como força motriz comunicativa, Sulear é uma busca na reivindicação da emancipação social de transgredir o sistema que impera no mundo, invertendo os polos e os pontos, as rotas e as retas e ampliando as possibilidades de caminhos a seguir.

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Direção Geral, Produção, Concepção e Coreografias são de Allan Delmiro e Manuella Freitas, que também são os intérpretes. A Direção Artística é de Manuella Freitas. Iluminação, Cenário e Figurinos levam, respectivamente, as assinaturas de: Art’Luz, Fábio Barbosa e Ateliê Roupa de Palcos. Os ingressos custam R$ 20 e serão vendidos na bilheteria do teatro. O espetáculo começa às 20h.

Confira a programação completa:

Quartas da Dança 2019 

Setembro

Dia 25 - Sulear, da Outros Ares Cia de Dança, às 20h 

Outubro

Dias 2, 9, 23 e 30 - Mandala, sob o olhar do mestre, da Cia Nós e a Dança, às 20h

Novembro

Dias 6 e 13 - DNA Destramelar, do Grupo Destramelar, às 20h

Dias 20 e 27 – Memória da Família Pernambucana, da Cia de Arte da Cidade Alta, às 20h

A lona está montada e o espetáculo já vai começar. Para celebrar uma das mais antigas e universais expressões artísticas que a humanidade foi capaz de produzir, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, realiza, entre os próximos dias 26 e 29 de setembro, a 10ª Mostra de Circo do Recife. 

A programação, que contará com espetáculos e vivências circenses, estreladas por grupos familiares de circos itinerantes, trupes, escolas, companhias e artistas independentes que mantêm viva essa arte de resistência em Pernambuco, será toda gratuita e aberta ao público.

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Nesta 10ª edição da Mostra, as atividades irão ultrapassar os limites do Sítio Trindade. Além do parque que já é picadeiro cativo, a Avenida Rio Branco também servirá de cenário para trupes e truques, contorções e palhaçadas. E, pela primeira vez, a Mostra de Circo do Recife ocupará, com toda pompa e circunstância, a pauta de um dos teatros da cidade. 

Na quinta-feira (26), a partir das 19h, o espetáculo Histórias de um Pano de Roda levará para o Teatro Hermilo Borba Filho a história de um velho palhaço que compartilha saberes com um jovem aprendiz, com o objetivo de perpetuar sua arte. A troca entre eles é permeada por números circenses e depoimentos reais de artistas, fazendo do espetáculo um testemunho fiel da magia e da força do circo, na teoria, na prática e na emoção de cada trupe.

O espetáculo é da Cia. Brincantes de Circo e conta com André Ramos e Bóris Trindade Júnior (Borica), no elenco. A dramaturgia e as canções são de Ceronha Pontes. Marcondes Lima assina a direção de arte e concepção e Davison Wescley cuida da direção musical. A luz é de Beto Trindade. O acesso será gratuito.

No Sítio Trindade, a brincadeira começa mais cedo. A partir das 15h da quinta-feira, o Circo Disney apresenta o espetáculo O Circo da Família Vidal. 

Na sexta-feira (27), também a partir das 15h, o Sítio Trindade recebe outra tradicional trupe circense: o Millenium Circus apresentará ao respeitável público recifense O Mundo Mágico do Palhaço Nervosinho. 

No sábado (28), a 10ª Mostra de Circo do Recife e o Festival Internacional de Mágica (FIM) têm encontro marcado no picadeiro do Sítio Trindade. A partir das 19h30, algumas das atrações do Festival apresentarão seus números dentro da programação da Mostra. Mais cedo, a partir das 15h, as tradicionais trupes do Montagem Circus e do Circo Nawellington apresentam os espetáculos O Sonho do Palhaço Preguinho e Um Show de Riso e Alegria.

Nem entre as atrações o picadeiro ficará ocioso. Para manter os sorrisos abertos e os queixos caídos, o artista independente Nil mostrará trechos da performance Transformers.

Recife Antigo - No domingo, a Mostra de Circo vai montar a lona na Avenida Rio Branco, reforçando a programação do Recife Antigo de Coração. Entre as 9h e as 10h e das 11h às 16h, haverá apresentações de números de malabares, perna de pau e palhaços, entre outros. O público também poderá experimentar a emoção do picadeiro, participando de vivências de trapézio, lira e acrobacia. 

Às 10h, a Cia 2 em Cena apresenta o espetáculo Canções, Cancionetes e Caçarolas. E, às 16h, as atrações do Festival Internacional de Mágica (FIM) fazem mais uma incursão na programação da Mostra de Circo do Recife. Tendo o mágico Rapha Santacruz como cicerone e mestre de cerimônias, irão se apresentar: O Retirante (Jonathan Marinho), Lumiar (Marina Mahmood), Insônia (Bruno Luna) e Duo Desmascarar (Jonatham Marinho e Ranielson Gomes).

Encerram as atividades no Recife Antigo os espetáculos Cada Qual no Seu Quadrante, da Trupe Casarão das Artes, e Cabaret Cia 2 em Cena, que terão como cenário o Casarão das Artes, localizado na Travessa Tiradentes, 122, no Recife Antigo. Os espetáculos serão gratuitos e abertos ao público. 

No Sítio Trindade, também vai ter programação do domingo. A partir das 15h, será apresentado o espetáculo Magia e Mistério do Circo Alakazam, da trupe de mesmo nome. Às 18h, o Circo Alves celebra sua história e a história do circo em Pernambuco, com o espetáculo 115 Anos de Tradição, 3 Gerações no Picadeiro.

Homenageados - A Mostra de Circo do Recife renderá duas homenagens nesta 10ª edição, celebrando Francisca Liduina, que se sagrou Dona Nena debaixo da lona do Circo Disney, da tradicional trupe da Família Vidal, e Jaqueline Trindade, artista e educadora circense, que morreu no último mês de abril, depois de plantar muitas sementes nos picadeiros pernambucanos.

Oficinas - Amanhã (25), a 10ª Mostra de Circo do Recife inicia sua programação de atividades formativas gratuitas e dedicadas aos iniciados nas artes do picadeiro. Até o dia 27 de setembro, serão oferecidas quatro opções de oficinas, com aulas gratuitas, nos expedientes da manhã e da tarde, ministradas por artistas internacionais.

Pela manhã, das 9h às 12h, acontecem as oficinas Acrobacia de Solo e Contorção, com aulas na Escola Pernambucana de Circo, que fica na Avenida José Américo de Almeida, nº 5, Macaxeira. Serão oferecidas 25 vagas para Acrobacia e 20 para Contorção. À tarde, entre as 14h e 17h, o Espaço Avoar, localizado na Rua vigário Tenório, nº 199, Recife Antigo, recebe as oficinas de Acrobacia Aérea e Parada de Mãos, com 20 e 15 vagas, respectivamente.

As oficinas serão ministradas pelo russo Alexander Khudyakov e pela argentina Marisa Andrea Coriat, que participarão da programação devido a uma parceria entre a Escola Nacional de Circo e a Prefeitura do Recife.

Para se inscrever, os interessados devem mandar e-mail para oficinasmostradecirco@gmail.com, informando a oficina desejada, experiência no circo, nome completo, idade e telefone para contato. 

PROGRAMAÇÃO 10ª MOSTRA DE CIRCO DO RECIFE

De 26 a 29 de setembro

No Sítio Trindade e no Recife Antigo

DIA 26 (QUINTA-FEIRA)      

Sítio Trindade

15h - Espetáculo O Circo da Familia Vidal, do Circo Disney

Teatro Hermilo Borba Filho

19h - Histórias de um Pano de Roda, da Cia. Bricantes de Circo

DIA 27 (SEXTA-FEIRA)

Sítio Trindade

15h - Espetáculo O Mundo Mágico do Palhaço Nervosinho, do Millenium Circus

DIA 28 (SÁBADO)

Sítio Trindade

15h - Espetáculo O Sonho do Palhaço Preguinho, do Montagem Circus

16h - Intervenção Transformers, do artista independente Nil

17h - Espetáculo Um Show de Riso e Alegria, do Circo Nawellington

19h - Intervenção Transformers, do artista independente Nil

19h30 - Mostra de números do Festival Internacional de Mágica (FIM)

DIA 29 (DOMINGO)

Recife Antigo

9h às 10h - Intervenções e vivências circenses, na lona da Rio Branco

10h - Espetáculo Canções, Cancioentes e Caçarolas, da Cia 2 em Cena, na lona da Rio Branco

11h às 16h - Intervenções e vivências circenses, na lona da Rio Branco

16h - Mostra de números do Festival Internacional de Mágica (FIM), na lona da Rio Branco. Tendo o mágico Rapha Santacruz como cicerone e mestre de cerimônias, irão se apresentar: O Retirante (Jonathan Marinho), Lumiar (Marina Mahmood), Insônia (Bruno Luna), Duo Desmascarar (Jonatham Marinho e Ranielson Gomes)

18h - Espetáculo Cada Qual no Seu Quadrante, da Trupe Casarão das Artes, no Casarão das Artes (Travessa Tiradentes, nº 122, Recife Antigo)

19h – Cabaret Cia 2 em Cena, da Trupe Casarão das Artes, no Casarão das Artes (Travessa Tiradentes, nº 122, Recife Antigo) 

Sítio Trindade

15h - Magia e Mistério do Circo Alakazam, do Circo Alakazam

17h - Intervenção Transformers, do artista independente Nil

18h - 115 Anos de Tradição, 3 Gerações no Picadeiro, do Circo Alves

 

*Via assessoria

 

Estão abertas as inscrições para as atividades formativas da 10ª Mostra de Circo do Recife. As aulas são voltadas para pessoas iniciadas nas artes do picadeiro e serão ministradas por profissionais internacionais, como o russo Alexander Khudyakov e a argentina Marisa Andrea Coriat. As aulas acontecem da próxima quarta (25) até a sexta (27). 

As atividades serão distribuídas em dois períodos. Pela manhã, serão ministradas as oficinas de Acrobacia de Solo e Contorção na Escola Pernambucana de Circo. À tarde, as aulas de Acrobacia Aérea e Parada de Mãos acontecem no Espaço Avoar, no Bairro do Recife. Juntos, os professores Alexander e Marisa têm mais de 50 anos de experiência nas artes circenses e já rodaram o mundo inteiro com espetáculos e cursos. 

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Para realizar sua inscrição, o interessado deve mandar e-mail para oficinasmostradecirco@gmail.com, informando a oficina desejada, sua experiência no circo e dados completos. As atividades são gratuitas. 

 

A história do filhote Simba chega ao palco do Teatro Boa Vista neste domingo (22) com o espetáculo Simba, o rei da floresta. A história promete encantar toda a família e ainda conta com apresentação do Palhaço Chocolate. 

O elenco do espetáculo, formado apenas por pernambucanos, conta com 12 atores e quatro bailarinos. A peça é narrada com música e mensagens sobre temas como família, amizade, respeito, solidariedade, natureza e o confronto entre o bem e o mal. A adaptação tem assinatura de Ivaldo Cunha Filho e realização de Helena Siqueira Produções. 

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Serviço

Simba, o rei da floresta com Palhaço Chocolate

Domingo (22) - 10h

Teatro Boa Vista (Rua Dom Bosco, 551 - Boa Vista)

R$ 50 e R$ 25

 

Em setembro de 2017, o espetáculo 'O evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu' foi proibido de ser apresentado na cidade de Jundiaí, em São Paulo, sob justificativa de “macular o sentimento do cidadão comum”. O espetáculo, que traz o personagem Jesus Cristo como uma mulher transexual, voltou a sofrer perseguição no ano seguinte, quando foi cancelada da programação do Festival de Inverno de Garanhuns pelo próprio governo pernambucano, desta vez, sob pretexto de ser causador de polêmica.

Pelo mesmo caminho, percorreram os espetáculos Abrazo, do grupo Clowns de Shakespeare, e Gritos, da Companhia Dos à Deux, que tiveram temporadas canceladas pela Caixa Cultural (do Recife e Brasília, respectivamente); Coroação de Nossa Senhora dos Travestis, do Grupo Academia Transliterária, retirado da Virada Cultural de Belo Horizonte após petição online; e o espetáculo Res Pública 2023, da Companhia Motosserra Perfumada, proibido de estrear em São Paulo por não reunir "qualidade artística", segundo o diretor da Funarte, Roberto Alvim. Todos no ano de 2019. Em comum, os espetáculos citados têm temáticas LGBT e de viés político.

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Muito embora os casos citados acima tenham ocorrido em pleno século 21, o cenário que se vislumbra para os profissionais das artes cênicas é o mais pessimista possível. Além de estarem diante do afunilamento do espaço para escoar suas produções artísticas, os trabalhadores das artes cênicas ainda se veem diante da dificuldade em levantar recursos e obter apoio financeiros para suas produções. Nesta quinta (19), em que se celebra o Dia Nacional do Teatro, o LeiaJá conversou com alguns representantes da classe em Pernambuco a fim de entender como estão se colocando em meio ao cenário atual das artes no Brasil e quais são as perspectivas para o futuro. 

Teatro de Pernambuco

Pernambuco tem uma história de vasta produção teatral. Em meados da década de 1950, os principais jornais da capital contavam com cronistas especialmente dedicados a escrever sobre o que se apresentava nos palcos do Recife. As companhias e artistas pernambucanos também provaram, ao longo dos anos, o poder das suas artes cênicas com grandes produções, artistas e dramaturgos que percorreram os quatro cantos do país, a exemplo do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP), Waldemar de Oliveira, Hermilo Borba Filho e Geninha da Rosa Borges. 

Os caminhos, no entanto, nunca foram fáceis. Oséas Borba Neto, diretor do grupo João Teimoso, relembra algumas dificuldades: "Comecei a fazer teatro ainda no período da ditadura, então a gente aprende a se virar, nem sempre a gente teve lei de incentivo e censura sempre foi um fantasma". Ele conta que no início do grupo, há 18 anos, o dinheiro que viabilizava as produções vinha de rifas, ajuda de amigos, Livro de Ouro (estratégia para levantar dinheiro mediante assinaturas dos que se disponibilizam em doar) e marketing direto. 

O diretor do grupo Totem, Fred Nascimento, também sabe o que é fazer arte cênica com recursos e ajuda escassos: "Se fossemos depender de financiamentos e ajuda financeira não existiríamos, pois sempre sobrevivemos 'às próprias custas S/a'. Nosso primeiro edital de financiamento foi aprovado em 2011, quando o grupo já tinha 23 anos". Hoje o Totem já conta 32 anos de estrada. 

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Sobre apoio e incentivo, Samuel Santos, diretor do grupo O Poste, aponta o descaso do poder público para com as artes: "Os cortes para a cultura sempre foram violentos, ou melhor, as políticas para a cultura geralmente são pensadas de forma tímida, menor, principalmente no teatro feito por coletivos, grupos e companhias do Nordeste". Fred complementa: "Quanto aos cortes institucionais, no Recife, os financiamentos, prêmios e fomentos financeiros já vêm acontecendo há anos, a classe perdeu o Fomento às Artes Cênicas da Prefeitura, perdeu o SIC (Sistema de Incentivo à Cultura, extinto em 2012), gerências foram extintas, temos teatros sucateados...".

Para driblar essa realidade, os grupos e companhias têm recorrido aos seus próprios artistas e público através de campanhas de financiamento coletivo, doações e o investimento de dinheiro do próprio bolso. "A gente não pode depender só de editais, aqui em Pernambuco a gente só tem o Funcultura e alguns pequenos editais que a Prefeitura do Recife lançou. A arte não vai parar, ela se reinventa e vai buscar novas formas de se produzir", diz Oséas Borba. 

Censura?

Nessa constante necessidade de reinvenção, está, também a preocupação em lidar com uma onda de proibições e um ensaio de volta da censura, haja vista os casos citados no início desta matéria. "Essa realidade já vinha se desenhando no cenário político brasileiro, que é a de um governo eleito dentro de uma democracia para instaurar a perseguição ao pensamento livre. É surreal, isso sempre nos pega de uma forma violenta. Como ainda é tudo 'novo', as articulações acontecem ainda timidamente, mas acontecem", frisa o diretor Samuel Santos. 

Ainda que de maneira tímida, tais articulações estão acontecendo em diversas frentes, como explica Fred Nascimento, do Totem: "Quanto à classe artística, vejo dois tipos de ação/reação, a primeira é aquela que vem em forma de arte, que estão surgindo cada vez mais, espetáculos que denunciam, que gritam, que partem pra briga, que chama pra luta, cada um à sua maneira, claro. isso vem crescendo. A segunda é a coletividade, os movimentos coletivos, cooperativas, que também já estão acontecendo, ainda são poucos, mas a tendência é crescer, e eu acredito nesse crescimento. Todos sabem que o futuro de sua arte, de sua própria sobrevivência, depende disso". 

Os outros diretores concordam com Fred e engrossam o coro sobre a importância da coletividade. "O que precisamos é nos articular mais. Resistir e existir", diz Samuel. Oséas complementa: "A gente tem que aprender a esquecer nossa diferenças e se unir, as artes como um todo, a gente prega muito isso na Guerrilha Cultural da gente. Do contrário, eles vão começar a eliminar os mais fracos e aquele segmento que tiver um pouquinho mais de estrutura será o último a ser levado. Acho que o caminho é a união para enfrentar todo esse turbilhão que vem pela frente". 

Dar as mãos é a forma que esses artistas do teatro, seus grupos e colegas encontraram para resistir e continuar o seu fazer artístico de maneira livre. O objetivo comum é romper com qualquer amarra para que sua arte nunca se acabe e continue tocando e sensibilizando o público. Fred Nascimento conclui: "A liberdade é essencial para qualquer atividade humana. A arte é o biscoito fino da humanidade, portanto, aqueles que tolhem, censuram, perseguem e proíbem qualquer tipo de liberdade são pessoas autoritárias e, politicamente falando, são pessoas perigosas, pois querem silenciar os que não pensam iguais a eles. Os grupos, diretores, atores, produtores, dançarinos, performers, músicos e todos os artistas e técnicos têm uma grande batalha pela frente e devem sempre denunciar e resistir ao autoritarismo. Jamais devemos nos calar ou retroceder diante do obscurantismo e sim enfrentá-lo". 

Imagens: Reprodução

Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

Reprodução/InstagramGrupoTotem

O Ministério Público Federal (MPF) enviou uma recomendação à Caixa Cultural Recife para que seja retomada a temporada do espetáculo infantil Abrazo, da companhia Clowns de Shakespeare. O grupo teve diversas apresentações canceladas sob alegação de quebra contratual. O público, e os próprios atores, no entanto, alegaram ter sido um caso de censura. 

A recomendação foi expedida na última sexta (13) e nela o MPF pede que a Caixa Cultural providencie a imediata retomada das apresentações do espetáculo, no mínimo pelo período originalmente contratado. A recomendação foi expedida após denúncia feita por Rodolfo Bazante da Silva. Caso a companhia não possa ou não queira retornar ao palco do equipamento cultural, esse deve promover novas apresentações com temas e objetivos similares ao que foi cancelado. 

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Em entrevista ao Marco Zero.org, um dos fundadores do Clowns de Shakespeare declarou o interesse do grupo em voltar a atuar na Caixa Cultural. "A principal questão pra gente, além do precedente para o teatro como um todo, foi a proibição do nosso direito de trabalhar. Obviamente, teremos de ver as condições e a agenda, mas a gente recebeu essa recomendação do MPF com alegria. Vamos esperar para ver como a Caixa vai se posicionar em relação a isso. Queremos exercer nosso ofício".

O grupo Zecas Coletivo de Teatro iniciou suas atividades em 2015, com a organização de integrantes do projeto de extensão da Universidade Federal do Pará “Grupo de Teatro Universitário da UFPA (GTU - 2014)”, tendo como primeiro trabalho o espetáculo “Zeca de uma cesta só”. No mesmo ano, ganhou o “Prêmio Proex-UFPA de arte e cultura”, em Belém.

No ano seguinte, 2015, o coletivo expandiu suas atividades para além da cidade e passou a ser reconhecido em outros Estados. Ganhou mais prêmios, como a ”Menção honrosa pela capacidade de mobilização” no Festival Estudantil de Teatro, em Belo Horizonte – MG, em 2015; “Melhor direção” e Prêmio especial do Júri “pela capacidade de criação de uma arte política” No Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau - SC, em 2016.

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Desde então, o coletivo propõe a produção de obras cênicas voltadas para a problematização social, tendo como segundo trabalho o espetáculo “1800 – O grito da família morta” e, atualmente, desenvolve, as experimentações cênicas do projeto “1900 – O ranger da liberdade”, em diversas partes da cidade de Belém.

O espetáculo conta a história de Zeca, moradora da periferia de Belém, mãe solteira de três filhos e empregada doméstica, que luta todos os dias pelo sustento da família, em meio à falta de perspectiva para si e os seus. A luta cotidiana da protagonista levanta debates importantes para as cenas social e artística contemporâneas. 

Serviço

Espetáculo "Zeca de uma cesta só".

Dia 21/9: às 18h e 20h, Dia 22/9: às 19h.

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia e antecipados).

No Teatro Universitário Claudio Barradas (Jeronimo Pimentel, 546).

 Ficha técnica

Elenco: Assucena Pereira, Brenda Lima, Carolina Monteiro, Isabella Valentina, Letícia Moreira, Lenise Oliveira, Lucas Del Corrêa, Miller Alcântara, Penélope Lima, Renan Coelho, Robson Clausberg, Ruber Sarmento, Victória Souza, Wagner Ratis e Victor Sezenem.

Direção: Paulo César Jr.

Assistente de direção: Assucena Pereira.

Encenação: Leandro Ferreira.

Dramaturgia: Amanda Carneiro, Leandro Ferreira, Pablo Pina e Rodrigo Pimentel.

Iluminação: Bolyvar Melo.

Cenografia: Assucena Pereira, Bolyvar Melo e Ruber Sarmento.

Assessoria de imprensa: Lucas Del Corrêa.

Artes gráficas: Wan Aleixo.

Fotografia: Letícia Moreira.

Prpdução: Ruber Sarmento.

Realização: Zecas Coletivo de Teatro.

Apoio: Teatro Universitário Claudio Barradas e São Folhas.

Da assessoria do evento.

 

"As bonecas mais queridas do Brasil" chegam ao Recife neste domingo (15), para única apresentação no Teatro Boa Vista, com abertura do Palhaço Chocolate. O espetáculo promete encantar o público com efeitos especiais e divertir as crianças com um cenário colorido.

Inspirado nas bonecas que viraram febre entre a garotada, as LOLs, Queen Be, Splash Queen, Unicorn, Punk Boi e Lux 24 Kilates, Diva e o lol boy King Bee vão interagir com o público com músicas de sucesso, coreografia e surpresas durante a apresentação.

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A peça "Surprise, a casa de boneca" traz mensagens de amizade e ajuda ao próximo e mostra ao público infanto-juvenil que ainda se brinca de boneca como antigamente, mesmo num mundo tão tecnológico como o que vivemos. O espetáculo, que fala sobre solidariedade, incentiva as crianças a doarem brinquedos e a dar valor a coisas simples e ao que elas têm.

Serviço

As bonecas mais queridas do Brasil em: "Surprise – A casa de boneca"

Domingo (15) | 16h

Teatro Boa Vista (Rua Dom Bosco, 551, Boa Vista)

R$ 50 (inteira); R$ 25 (meia)

Informações: (81) 2129 5951

O grupo Clowns de Shakespeare realiza neste sábado (14) um ato em protesto à censura do espetáculo 'Abrazo', que teve sua temporada cancelada na Caixa Cultural Recife. A apresentação acontece no Teatro Apolo, após um ato que terá concentração na Praça do Arsenal, às 15h, onde seguiram para a Caixa Cultural e depois ao Teatro Apolo. O acesso é gratuito, mediante a limitação de lugares da casa.

O espetáculo foi cancelado no último sábado (7) após apresentação da primeira sessão. Em nota, a Caixa justificou que houve “descumprimento contratual” por parte da companhia.

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Nesta quinta-feira (12), o grupo de teatro publicou nas suas redes sociais uma nota comentando que, nas tentativas de contato com o espaço cultural, obtiveram retornos inconsistentes e que a informação alegada foi de que houve infração do inciso VII da Cláusula Quarta que determina “zelar pela boa imagem dos patrocinadores, não fazendo referências públicas de caráter negativo ou pejorativo” e que a quebra teria ocorrido no bate-papo após a única sessão realizada.

“Não reconhecemos nada que pudesse gerar esse tipo de reação, e diante da ausência de informações adicionais, não conseguimos imaginar outra razão para essa recisão que não seja censura ao nosso trabalho e pensamento”, afirma a postagem da Clowns de Shakespeare.

O grupo ainda informou que foi aberto um processo judicial na quinta-feira (12), apresentando um pedido de tutela antecipada em caráter antecedente, junto à 2ª Vara Federal da Justiça Federal de Pernambuco.

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Música, poesia, dança e performance, executadas por 10 artistas mulheres que apostam nas suas individualidades para dar força ao trabalho coletivo. Esse é o mote do espetáculo 'A Dita Curva', idealizado pela cantora, compositora e dançarina Flaira Ferro, que estreia sua segunda temporada, no Teatro de Santa Isabel, nesta quinta (12). 

Além de Flaira, o espetáculo conta com Aishá Lourenço, Aninha Martins, Isaar, Isadora Melo, Laís de Assis, Luna Vitrolira, Paula Bujes, Sofia Freire e Ylana. As 10 diferentes artistas juntaram suas artes recriando narrativas e imagens para propor uma reflexão de viés feminino durante o musical.

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No show, elas atuam em duos, trios e também em solo, transitando pelas diversas linguagens artísticas em cena. "É um espetáculo que tem dança, poesia, música, mas todo mundo atua um pouco. A declamação fica por conta de Luna, os solos de dança são de Flaira, mas todo mundo navega um pouco no universo de cada uma", explica Isaar em entrevista exclusiva ao LeiaJá.

A cantora conta que o espetáculo nasceu da necessidade de se trabalhar de forma coletiva e que durante a construção do projeto, o processo de aprendizado entre as artistas foi elemento de extrema importância. "A gente se reuniu e cada uma levou questionamentos, o que mais doía, suas lamentações e suas alegrias, a gente juntou tudo isso e se deu muita força. Então, para além de um espetáculo musical, foi também um processo de muito aprendizado de uma com a outra do que é ser coletivo e o que é ser individual dentro do coletivo. Acho que os tempos estão propícios ao coletivo, porque também nunca foi fácil, a gente tem essa ilusão mas nunca foi, nem pra mulher nem pros artistas", disse. 

Após ocupar alguns teatros do Recife, no primeiro semestre de 2019, 'A Dita Curva' se prepara agora para viajar para outras cidades. Após a estreia da segunda temporada no Teatro de Santa Isabel, nesta quinta (11), o espetáculo segue para João Pessoa (13/09), Osasco (21/09), São Paulo (22) e Rio de Janeiro (31/10). Ao fim da turnê, as artistas voltam a se apresentar na capital pernambucana, em outubro, na Caixa Cultural. 

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